Ficha Corrida

19/11/2015

O tripé do PSDB

Uma observação simples nas mais variadas gestões do PSDB, federais e estaduais, mostra algumas persistências interessantes perpassando todas as esferas. A presença do PSDB na administração pública se sustenta sob três grandes eixos.

Neoliberalismo

FHC & ClintonNo âmbito federal, o que vimos com FHC é a completa subordinação dos interesses nacionais ao capital internacional.

A imagem paradigmática do momento de desconstrução do Estado, à época, foi aquela foto do Clinton se apoiando nos ombros de FHC. Visto de hoje, é a privatização da Vale do Rio Doce. Entregue por valores inferiores à concessão de três aeroportos no governo Dilma, com a diferença de que os três aeroportos, depois de 20 anos, voltam às mãos do governo, já a Vale é um vale de lágrimas por onde passa.

A contrapartida desta política são as concessões públicas para a privada onde quem concede também recebe. Veja-se o caso do Aécio Neves, com concessão de rádio desde a tenra idade, as verbas públicas distribuídas pela irmã Andrea Neves para rádio e jornal da família ou a construção, com dinheiro público, de aeroportos em terras de familiares. O genro de FHC, Benjamin Steinbruch ganhou a Vale e a CSN.

Proteção mafiosa

jornalismo de merdaAs práticas estaduais mostram uma conjunção com as duas gestões de FHC no âmbito Federal. A entrega de patrimônio público para a iniciativa privada que demonstra a inaptidão do PSDB pela administração.

Uma governança partilhada com os grupos midiáticos. Seja no Ceará, com Jereissati; na Paraíba, com Cássio Cunha Lima; em São Paulo, onde o PSDB distribui milhares de assinaturas de Veja, Estadão e Folha nas escolas públicas; no Paraná, onde Beto Richa está no degrau mais baixo da lama da Samarco, mas cuja mídia o esconde muito próximo do paraíso. No RS tivemos o pior governo que este estado já teve com Yeda Crusius.

Não bastasse a apropriação do Estado  por verdadeiras máfias, cujos desdobramento das investigações continuam rendendo fruto até hoje, sempre recordando o que disse o deputado gaúcho do PSDB, Jorge Pozzobom: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”. E aí entramos noutra seara que mantém estreitas ligações com o PSDB, a proteção do PSDB evidenciada pelo caso Rodrigo de Grandis, mas continuamente visto desde o Engavetador Geral, Geraldo Brindeiro, até o sumiço de um heliPÓptero com 450 kg de cocaína.

Tudo o que diz respeito ao PSDB é engavetado até virar pó.

Má educação

EDUCAÇÃOO terceiro tripé se sustenta sobre a violência em relação aos profissionais da educação. Tudo começou com o PDV, no tempo FHC, que expulsou das universidades os melhores professores. Essa ideia anti-educacional fica mais clara quando contextualizada com outras políticas no mesmo sentido. As mudanças nas regras previdenciárias em relação ao tempo de serviço necessário à aposentadoria pelos servidores, que levou FHC a chamar aposentados de vagabundos. Outro dado que aponta nesta mesma direção foi a Lei  que proibia a criação de escolas técnicas e o total desinteresse pela criação de vagas e de novas universidades, num claro sentido que é uma política direcionada contra o conhecimento: a informação é extremamente nociva ao PSDB. Basta ver como Geraldo Alckmin, Beto Richa e Yeda Crusius trataram os professores.

Não bastasse isso, há outros dados que ajudam a compreender porque a informação é tratada, para lá dos cacetes e outros tipos de violência, como caso de polícia. Quando o principal porta-voz, Rubens Ricúpero revela o método de esconder o que é ruim e mostrar só o que é bom, mostra não só a captura de FHC, via Miriam Dutra, pela Rede Globo, como também que a informação é uma forma de dominação. Neste mesmo sentido veja-se o famoso escândalo da bolinha de papel. Nele, a máquina do PSDB em parceria com a Rede Globo buscou transformar uma bolinha de papel num ato de terrorismo. Não existisse internet e o monopólio da informação teria construído a ideia de uma horda de monstros agredindo José Serra.

E para fechar com chave de ouro este pé, basta dizer que Lula criou muito mais Universidades que todos os seus antecessores juntos. E por aí se verifica de onde brota todo ódio de uma classe média acostumada a não dividir o ensino gratuito de Universidades Federais com alunos oriundos de cotas raciais ou mediante acesso por um sistema mais democrático de ascensão social via educação.

Neste quesito é sintomática a direta associação do PSDB com uma classe média mal educada em todos os sentidos. A mesma classe média que manda a empregada bater panela ou a leva para tirar selfies em manifestações que pedem a volta da ditadura ao mesmo tempo em que torna Eduardo CUnha intocável. Viu-se isso também por ocasião da abertura da Copa do Mundo de 2014 quando os camarotes VIP do Itaquerão torcedores com camisa com o escudo da CBF, recrutados pela Multilaser e Banco Itaú, xingaram a Presidente Dilma. Deram-se a conhecer  a milhões de telespectadores ao redor do mundo…

 

28/10/2014

Para onde vão os recursos da SABESP?

Geraldo Alckmin investe mais em assinaturas da Veja, Folha, Estadão do que no armazenamento de água para abastecer paulistas. Se informando pela Folha, Veja & Estadão, os paulistas não ficam sabendo porque ao abrir a torneira sai ar ao invés de água.

Com a parceria da velha mídia, a síndrome Rubens Ricúpero contagia e provoca analfabetismo funcional.

Sem alarde da mídia, Alckmin renova 5,2 mil assinaturas da Veja

por helena publicado 23/08/2013 16:37, última modificação 23/08/2013 16:45

No último dia 14 de junho, enquanto as atenções estavam voltadas para os protestos nas ruas de São Paulo, o Diário Oficial do Estado publicou a compra – sem licitação – de 5.200 assinaturas semestrais da revista Veja para serem distribuídas nas escolas da rede pública. O valor contratado foi de R$ 669.240,00, a ser desembolsado em nome da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, órgão do governo estadual.

Há anos os governos tucanos paulistas recebem duras críticas pela compra em grande volume destas revistas e jornais. As críticas começam pela dispensa de licitação, afinal há pelo menos outras três revistas semanais no Brasil que concorrem com a Veja.

A linha editorial da publicação é, digamos assim, a mais simpática ao governo paulista e hostil à oposição dentro do estado. E isso atrai questionamentos aos governadores tucanos da vez, sobre haver mais interesse político próprio do que público nesta compra.

Outro ponto polêmico é se a revista é realmente adequada para ser direcionada ao ambiente escolar, tantas são as polêmicas em torno de suas reportagens. E não me refiro apenas aos diversos casos que ensejaram processos e condenações, seja de indenização por danos morais, seja de direitos de resposta.

Há também casos de reportagens contestadas e repelidas pelo meio acadêmico e científico, inclusive um caso de apologia ao consumo de remédios para emagrecer que haviam sido proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). E lembremos que, no ano passado, a revista esteve envolvida com o escândalo do bicheiro Carlinhos Cachoeira, cujas interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça captaram diálogos que sugerem estreita proximidade entre o alto escalão da Veja, bem acima do recomendável e até hoje mal explicada.

Com esse perfil editorial, que não podemos chamar de educativo, seria melhor o governador Geraldo Alckmin deixar que quem a queira ler que a compre, em vez de fazer distribuição compulsória para escolas com dinheiro público.

Além disso, a revista sequer está direcionada para a faixa etária dos estudantes. A própria editora Abril publica, em seu perfil dos leitores que apenas 11% têm mais de dez e menos de 19 anos. A maior fatia de leitores tem mais de 50 anos.

Mesmo que não existisse nenhum dos argumentos anteriores, recente pesquisa da Fundação Perseu Abramo registrou que 37% dos entrevistados se informam pela internet, contra 24% por revistas impressas. A pesquisa ouviu 2,4 mil pessoas de todas as idades acima de 16 anos. Se fosse refeita só com a faixa etária de estudantes até o ensino médio, a diferença a favor da internet seria muito maior, pois as novas gerações usam intensamente as redes. Por isso, o mais provável é que grande parte dos exemplares comprados para as escolas fiquem encostados em vez de serem lidos pelos alunos, o que revela um mau gasto de dinheiro público.

Enfim, a decisão de continuar comprando estas assinaturas é muito boa para os interesses empresariais dos donos da revista, inclusive sustentando a tiragem artificialmente, o que segura o preço dos anúncios. Pode ser boa também para os interesses políticos do governador, mas é péssima para os cofres públicos paulistas e para os estudantes das escolas públicas.

Sem alarde da mídia, Alckmin renova 5,2 mil assinaturas daVeja — Rede Brasil Atual

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