Ficha Corrida

19/11/2015

O tripé do PSDB

Uma observação simples nas mais variadas gestões do PSDB, federais e estaduais, mostra algumas persistências interessantes perpassando todas as esferas. A presença do PSDB na administração pública se sustenta sob três grandes eixos.

Neoliberalismo

FHC & ClintonNo âmbito federal, o que vimos com FHC é a completa subordinação dos interesses nacionais ao capital internacional.

A imagem paradigmática do momento de desconstrução do Estado, à época, foi aquela foto do Clinton se apoiando nos ombros de FHC. Visto de hoje, é a privatização da Vale do Rio Doce. Entregue por valores inferiores à concessão de três aeroportos no governo Dilma, com a diferença de que os três aeroportos, depois de 20 anos, voltam às mãos do governo, já a Vale é um vale de lágrimas por onde passa.

A contrapartida desta política são as concessões públicas para a privada onde quem concede também recebe. Veja-se o caso do Aécio Neves, com concessão de rádio desde a tenra idade, as verbas públicas distribuídas pela irmã Andrea Neves para rádio e jornal da família ou a construção, com dinheiro público, de aeroportos em terras de familiares. O genro de FHC, Benjamin Steinbruch ganhou a Vale e a CSN.

Proteção mafiosa

jornalismo de merdaAs práticas estaduais mostram uma conjunção com as duas gestões de FHC no âmbito Federal. A entrega de patrimônio público para a iniciativa privada que demonstra a inaptidão do PSDB pela administração.

Uma governança partilhada com os grupos midiáticos. Seja no Ceará, com Jereissati; na Paraíba, com Cássio Cunha Lima; em São Paulo, onde o PSDB distribui milhares de assinaturas de Veja, Estadão e Folha nas escolas públicas; no Paraná, onde Beto Richa está no degrau mais baixo da lama da Samarco, mas cuja mídia o esconde muito próximo do paraíso. No RS tivemos o pior governo que este estado já teve com Yeda Crusius.

Não bastasse a apropriação do Estado  por verdadeiras máfias, cujos desdobramento das investigações continuam rendendo fruto até hoje, sempre recordando o que disse o deputado gaúcho do PSDB, Jorge Pozzobom: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”. E aí entramos noutra seara que mantém estreitas ligações com o PSDB, a proteção do PSDB evidenciada pelo caso Rodrigo de Grandis, mas continuamente visto desde o Engavetador Geral, Geraldo Brindeiro, até o sumiço de um heliPÓptero com 450 kg de cocaína.

Tudo o que diz respeito ao PSDB é engavetado até virar pó.

Má educação

EDUCAÇÃOO terceiro tripé se sustenta sobre a violência em relação aos profissionais da educação. Tudo começou com o PDV, no tempo FHC, que expulsou das universidades os melhores professores. Essa ideia anti-educacional fica mais clara quando contextualizada com outras políticas no mesmo sentido. As mudanças nas regras previdenciárias em relação ao tempo de serviço necessário à aposentadoria pelos servidores, que levou FHC a chamar aposentados de vagabundos. Outro dado que aponta nesta mesma direção foi a Lei  que proibia a criação de escolas técnicas e o total desinteresse pela criação de vagas e de novas universidades, num claro sentido que é uma política direcionada contra o conhecimento: a informação é extremamente nociva ao PSDB. Basta ver como Geraldo Alckmin, Beto Richa e Yeda Crusius trataram os professores.

Não bastasse isso, há outros dados que ajudam a compreender porque a informação é tratada, para lá dos cacetes e outros tipos de violência, como caso de polícia. Quando o principal porta-voz, Rubens Ricúpero revela o método de esconder o que é ruim e mostrar só o que é bom, mostra não só a captura de FHC, via Miriam Dutra, pela Rede Globo, como também que a informação é uma forma de dominação. Neste mesmo sentido veja-se o famoso escândalo da bolinha de papel. Nele, a máquina do PSDB em parceria com a Rede Globo buscou transformar uma bolinha de papel num ato de terrorismo. Não existisse internet e o monopólio da informação teria construído a ideia de uma horda de monstros agredindo José Serra.

E para fechar com chave de ouro este pé, basta dizer que Lula criou muito mais Universidades que todos os seus antecessores juntos. E por aí se verifica de onde brota todo ódio de uma classe média acostumada a não dividir o ensino gratuito de Universidades Federais com alunos oriundos de cotas raciais ou mediante acesso por um sistema mais democrático de ascensão social via educação.

Neste quesito é sintomática a direta associação do PSDB com uma classe média mal educada em todos os sentidos. A mesma classe média que manda a empregada bater panela ou a leva para tirar selfies em manifestações que pedem a volta da ditadura ao mesmo tempo em que torna Eduardo CUnha intocável. Viu-se isso também por ocasião da abertura da Copa do Mundo de 2014 quando os camarotes VIP do Itaquerão torcedores com camisa com o escudo da CBF, recrutados pela Multilaser e Banco Itaú, xingaram a Presidente Dilma. Deram-se a conhecer  a milhões de telespectadores ao redor do mundo…

 

23/08/2015

Jornal argentino mostra quem finanCIA o golpe no Brasil

EUAGloboNão podemos esperar nada da velha mídia brasileira. Aliás, podemos esperar o de sempre, o golpismo rasteiro para beneficiar seus finanCIAdores ideológicos. O jornal argentino Pagina12 mostra quem são os maiores interessados na quebra da Petrobrás e, por conseguinte, desencadear uma crise econômica  para quebrar o Brasil. Não é mero acaso que a descoberta do pré-sal tenha coincidido com a revelação de Edward Snowden de que a NSA estava, como se já não bastassem os serviços de William Waack, grampeando Dilma e a Petrobrás.

Os mesmos interesses, cujo nome é Consenso de Washington, que enterraram a América Latina de Fujimori, Menem e FHC, voltam as baterias para uma nova tentativa de implantar a ALCA. No Brasil a ponta de lança destes interesses está a tentativa de entregar a Petrobrás, conforme projeto de lei perpetrado por José Serra, à Chevron. Álias, coerente com a promessa da campanha de Serra nas eleições de 2010. Até mesmo FHC, em convescote em Foz do Iguaçu, prometeu entregar a Petrobrás aos EUA. O golpe paraguaio se insere nessa louca cavalgada do golpismo made in USA.

El proyecto para Brasil

Por David Cufré

El proyecto económico detrás de las manifestaciones masivas de las últimas semanas contra el gobierno de Dilma Rousseff tiene como uno de sus objetivos prioritarios desandar el camino de la integración regional. En lugar de la alianza con Argentina, Uruguay, Paraguay y Venezuela, una cúpula empresaria de Brasil quiere reemplazar al Mercosur por acuerdos de libre comercio con la Unión Europea y Estados Unidos, sin restricciones ni condicionamientos de los antiguos socios sudamericanos. La movida es alimentada por los grandes medios de comunicación, que transmiten un mensaje monolítico a favor de profundizar las políticas neoliberales. Describen al bloque regional como un lastre, que impide al país despegar hacia el mundo. También le atribuyen una cuota de responsabilidad en la crisis económica, que cada vez es más grave. La salida, dicen, es apostar a nuevos socios comerciales para aumentar las exportaciones, al mismo tiempo que se avanza con señales hacia los mercados financieros, como un ajuste fiscal más severo, la anulación de impuestos al patrimonio, la suba de la edad jubilatoria, el arancelamiento de la salud, una reforma para achicar el Estado y la venta de activos públicos, como edificios y tierras de las fuerzas armadas. Todo ello debería seducir a capitales extranjeros para invertir en el país. Los actores sociales que impulsan esa vuelta de tuerca ortodoxa son los mismos que en Argentina sueñan con un modelo agroexportador, de apertura comercial y desregulación financiera y cambiaria: grandes productores agropecuarios, especialmente de soja y ganado (Brasil se ha convertido en una potencia mundial en ambos casos), sectores vinculados a la banca internacional; el establishment industrial con compañías globales, y una clase media y media alta de grandes ciudades que a pesar de haber sumado ingresos con los gobiernos del PT, no logra convivir con las clases populares que ascendieron gracias a las políticas de redistribución.

Una diferencia sustancial entre Brasil y la Argentina, que agrava las cosas, es que los gobiernos de Lula y Dilma nunca rompieron con el paradigma neoliberal. El país vecino no tuvo un 2001/2002 que enterrara a los años ’90 en el descrédito. Los avances sociales se produjeron gracias a políticas específicas, como el Bolsa Familia, y a la promoción del consumo y el empleo en las etapas de auge económico, promovidas por la suba de los precios internacionales de las materias primas. A eso se suma que el segundo mandato de Dilma arrancó el 1º de enero pasado echando por la borda promesas electorales desarrollistas y nombrando en su gabinete a referentes del proyecto neoliberal del agro y de la banca: Joaquim Levy en Hacienda, doctorado en Chicago, ex funcionario del FMI y director del Banco Bradesco hasta 2014, y Catia Abreu en Agricultura, ex presidenta de la Confederación Nacional de la Agricultura, la Sociedad Rural brasileña. Esta última dijo en junio, en una reunión en Bruselas con la Unión Europea, que Brasil debería firmar un acuerdo de libre comercio con ese bloque sin esperar el consentimiento del Mercosur. El sacudón obligó al gobierno de Rousseff a bajarle el tono, pero la propuesta reapareció la semana pasada por parte del presidente del Senado, Renan Calheiros, uno de los líderes del PMDB, quien hasta ahora mantenía una alianza con el PT pero que en este momento luce al borde de la fractura.

Calheiros se reunió con Levy y le presentó una carta de veinte puntos con los postulados neoliberales, algunos de los cuales se mencionaron más arriba: reducción del impuesto a la herencia, achicamiento del Estado, reforma laboral, flexibilización regulatoria para el sector de la minería, creación de una institución autónoma encargada de auditar la política fiscal, incentivos a la repatriación de capitales y nuevas exigencias para cobrar planes sociales, entre otros. Uno de los puntos dice textualmente: “Acabar con la unión aduanera del Mercosur a fin de posibilitar que Brasil pueda firmar acuerdos bilaterales sin depender del apoyo de los demás miembros del bloque regional”.

La canciller alemana, Angela Merkel, fue recibida anteayer por Dilma en Brasilia con honores de Estado, propios de la jerarquía de la visitante, pero también reflejo del momento político y de las presiones económicas que se viven en el principal socio comercial de la Argentina. La virtual jefa de la Unión Europea sostuvo: “Hay empresas alemanas que quieren y están dispuestas a invertir en Brasil, pero para ello se necesitan condiciones de inversión confiables”. La traducción del idioma diplomático a hechos concretos es dejar de lado la integración latinoamericana para afianzar nuevos lazos con las grandes potencias occidentales.

Eduardo Crespo, prestigioso profesor de la Universidad Federal de Río de Janeiro, analiza con su mirada argentina el proceso brasileño. Considera que los movimientos desestabilizadores contra el Gobierno que se expresaron en las marchas –de perfil “cacerolero”, con una potencia y una masividad nunca antes vistas para la sociedad brasileña– tienden a replegarse. Esto es así, estima, porque el poder económico y buena parte del poder político en la oposición prefieren que Dilma haga el trabajo sucio. Es decir, que implemente aquellos veinte puntos de cepa neoliberal, vaya para atrás con el Mercosur y cierre acuerdos con Europa y Estados Unidos. Y mientras tanto, la seguirán desgastando con las causas de corrupción, a ella y a su eventual sucesor, Lula da Silva. En 2018, la oposición tendría el camino allanado para ganar las elecciones, y el PT quedaría como responsable de la crisis ante la sociedad.

Algo de eso ya se vio con la estigmatización que está haciendo la prensa dominante –mucho menos plural que la argentina– del ex ministro de Hacienda Guido Mantega. El funcionario asumió con Lula en marzo de 2006 y permaneció hasta el final del primer mandato de Dilma, el 31 de diciembre último. Su gestión, como ya se dijo, mantuvo la impronta ortodoxa en términos fiscales, monetarios y cambiarios, aunque en comparación con su antecesor, Antonio Palocci, y su sucesor, Levy, parece un moderado. Eso les basta a los grandes medios para tildarlo de heterodoxo –aunque esté a años luz de Kicillof, para medirlo con la vara nacional– y culparlo de todos los males. “Levy tiene que arreglar los desastres que dejó Mantega”, instalan diarios y canales de televisión. No importa que el violento ajuste fiscal que impuso el actual ministro haya hundido a una economía que ya venía en caída, la responsabilidad se atribuye al “heterodoxo” Mantega.

En esa línea, hay sectores empresarios que aspiran a forzar una privatización de Petrobras, conmocionada por las denuncias de corrupción. Grandes petroleras del exterior están igualmente detrás de esa presa.

Por ahora no surgió en Brasil una reacción popular en defensa de sus intereses, y no será fácil que ocurra porque el partido político que solía representarlos, el PT, está embanderado con las políticas de ajuste. El panorama, así, es sombrío para el proyecto que cobró fuerza hace más de una década en Mar del Plata, cuando la región le dijo no al ALCA y avanzó en su integración. Será un desafío para Daniel Scioli, si se impone en las elecciones, convivir con un Brasil que en lugar de mostrarse como aliado tiene vocación de afianzar otras relaciones. Y si el ganador es Macri, los sueños de un proyecto nacional, popular y latinoamericano quedarán nuevamente en stand by. Ese es el proyecto que el establishment brasileño, Europa y Estados Unidos tienen para la verde-amarela.

Página/12 :: Economía :: El proyecto para Brasil

29/07/2015

A Veja em inglês, The Economist, está pedido água à SABESP

Filed under: Bíblia,Neoliberalismo,The Economist — Gilmar Crestani @ 9:28 am
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Sabe a bíblia dos vira-latas e vira-bostas, a The Economist, que ensina ao mundo como lidar com as leis de mercado, pois é, ela encontrou o rumo. O mesmo rumo que seus seguidores deram ao Brasil no auge do Neoliberalismo. Sorte dela. A Economist vai quebrar uma vez só, as lições dela ao pateta da Miriam Dutra quebrou o Brasil três vezes. Claro, com um presidente que era traído até pela amante podia muito bem ser manipulado. Agora são outros quinhentos, e quem está quebrando é ela. Logo que eles que se arvoram em professores de economia para o mundo.

A liberdade das leis de mercado não favoreceram a livre iniciativa da Economist. A revista levou tão a sérios os próprios ensinamentos que não deu outra. Vai entrar de onde nunca deveria ter saído.

Sabe aquela revista inglesa que vive dando aula para o Brasil? Está à venda. Por Paulo Nogueira

Postado em 27 jul 2015 – por : Paulo Nogueira

Em apuros

Em apuros

Sabe aquela revista que vive dando lições para o Brasil? Façam isso, façam aquilo, sempre pontificando, sempre doutoral.

A inglesa Economist.

Ela está à venda. Não está conseguindo sobreviver à Era Digital. Tão boa para oferecer soluções para o Brasil e para o mundo, a Economist não encontra saída para si própria.

E não está também encontrando comprador.

A Economist é 50% da Pearson, que acaba de vender para um grupo japonês o também professoral diário Financial Times.

Algumas grandes editoras — Bloomberg, Thomson Reuters e Axel Springer — foram procuradas para ver se se interessavam pela Economist.

Nenhuma topou.

Calcula-se que a fatia da Pearson valha 400 milhões de libras, quase 2 bilhões de reais.

A Pearson, aparentemente, quer se encontrar apenas em seus negócios no campo da educação.

Mas quem quer comprar jornal e revista em pleno ano de 2015?

Talvez em países emergentes, por razões específicas. Chineses, no ano passado, arrebataram a Forbes, que foi símbolo de publicação de negócios nos Estados Unidos durante décadas.

No caso do FT, o comprador é também asiático — japonês.

Pode ser importante para países emergentes, em sua escalada internacional, ter a posse de companhias respeitadas de mídia.

E aí chegamos a uma situação anedótica.

Os donos das grandes empresas de jornalismo do Brasil não podem vendê-las para compradores de fora.

Isso por causa da reserva de mercado.

Foi uma forma de protegê-las da competição externa. Quando quase todos os setores da economia brasileira já tinham sido abertos ao mundo, a proteção – algo que vai contra o espírito puro do capitalismo — continuou a vigorar para a mídia, tamanha a força do lobby da mídia.

Era mais uma mamata, até virar uma desvantagem.

Presumivelmente, a China gostaria de comprar alguma empresa relevante de mídia brasileira, dada a importância do Brasil em sua geopolítica.

Digamos a Abril, ou o Estadão, as duas grandes empresas familiares em situação mais dramática.

Mas isso não vai acontecer.

Pela lei, apenas 30% das ações das empresas de mídia podem estar em mãos estrangeiras.

Privilégios, depois de algum tempo, podem virar o oposto: esta é a lição da reserva de mercado para a mídia.

Quanto à Economist, que salva a humanidade toda semana mas não a si própria, convém ler com cuidado cada vez que ela disser o que o governo brasileiro deve fazer ou não fazer.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo

Diário do Centro do Mundo » Sabe aquela revista inglesa que vive dando aula para o Brasil? Está à venda. Por Paulo Nogueira

11/01/2015

Fujimori, um FHC do Peru

fhc submissoDos três patetas, dois já foram presos; um continua e um terceiro continua acobertado pelos mesmos grupos que legitimaram a ditadura. Eram três sabujos que aplicavam, na América Latina, o Consenso de Washington.

Alberto Fujimori, no Peru, Carlos Menem, na Argentina e FHC, no Brasil.

Tudo o que os EUA precisavam de governos ventríloquos. Deu no que deu. FHC não deixou nenhum legado que se use cimento e tijolo. Mas conseguiu desfazer-se de muitos cuja cor do dinheiro só bancos suíços e os paraísos fiscais viram.

Destruíram o patrimônio público local, se fizeram de tapeta para os EUA desfilar e passaram o pires inúmeras vezes no FMI. Os que vieram depois pagaram o pato e o FMI. A única diferença entre os três patetas é que o brasileiro tinham um engavetador geral e um jagunço de Diamantino no STF. Capturado pela Rede Globo, via Miriam Dutra, FHC foi feito de gato e sapato. Aliás, por falar em sapatos, foi somente durante seu governo que os diplomatas brasileiros tiveram de tirar os sapatos para entrarem nos EUA. Isso é ou não é vira-lata?!

Fujimori é condenado por comprar a mídia

11 de janeiro de 2015 | 12:26 Autor: Miguel do Rosário

Olha que caso interessante.

A notícia que nos chega do Peru revela claramente que a briga entre governantes e mídia, na América Latina, vai além de uma simples luta ideológica entre “bolivarianismo” e “imprensa livre”.

A tal imprensa livre acostumou-se, ao longo das últimas décadas, a vender seu apoio aos governos.

Quer dizer, primeiro apoiou toda espécie de ditadura. Em seguida, aliou-se promiscuamente ao neoliberalismo corrupto e antipopular que dominou o continente a partir da década de 90.

Com o advento de governos populares, a mamata acabou.

Daí o ódio ideológico se soma ao desespero por dinheiro.

Condenado por “corromper” jornais

fujimori-fhcPor Altamiro Borges, em seu blog.

Não ocorreu no Brasil nem se refere ao ex-presidente FHC, ao cambaleante Aécio Neves ou a outros direitistas que sempre mantiveram relações promíscuas com os donos da mídia. O fato aconteceu no Peru na semana passada. A Justiça do país vizinho condenou o ex-presidente Alberto Fujimori a mais oito anos de prisão pelo desvio de dinheiro público para a “compra” de jornais que deram apoio à sua candidatura no ano 2000. Além de bajularem o neoliberal peruano, estes veículos fizeram campanhas sujas contra os seus rivais políticos. O golpe não deu resultado e Fujimori perdeu as eleições, após ser vencido três pleitos seguidos. Na sequência, ele foi acusado de inúmeros escândalos de corrupção e de cruéis atentados aos direitos humanos – e segue preso até hoje.

Segundo a agência de notícias EFE, Fujimori ordenou o desvio de 122 milhões de sóis (cerca de US$ 40 milhões) para a compra da linha editorial de jornais sensacionalistas, conhecidos como “chichas”. Ele foi condenado pelo crime de peculato doloso, foi multado em US$ 1 milhão e não poderá exercer cargos públicos por mais três anos. A sentença, a quinta contra o direitista desde a sua extradição do Chile, em 2007, deverá ser cumprida a partir de 2021. Aos 76 anos de idade, Fujimori está na cadeia desde 2009. Ele foi condenado a 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade nos massacres de camponeses de Bairros Altos e La Cantuta. Ele também coleciona três penas por corrupção.

No Brasil, a mídia privada também manteve relações promíscuas com os neoliberais da plantão – que seguiam a mesma cartilha de Alberto Fujimori. Não se sabe, ainda, se isto ocorreu por dinheiro, numa corrupção direta, ou por razões políticas e ideológicas. A chamada grande imprensa deu total apoio ao processo de privatização das estatais imposto por FHC. Quase nada foi denunciado sobre o desvio de grana da “privataria” – inclusive com o desvio de recursos públicos para contas secretas em paraísos fiscais no exterior. Até o processo de reeleição de FHC, similar ao ocorrido no Peru, foi abafado pela mídia. A Folha tucana até denunciou a compra de votos, mas logo arquivou o escândalo.

Durante o reinado tucano, a mídia privada sempre foi subserviente e dócil. Tudo foi feito para blindar a vida “bastarda” de FHC e para satanizar as forças oposicionistas. “Calunistas” de aluguel atacaram os sindicatos, o MST e o movimento estudantil. A aliança do PSDB com o DEM – reunindo políticos mais sujos do que pau de galinheiro – sempre foi poupada. Nada de cruzadas moralistas pela ética e contra a corrupção. Na fase mais recente, o cambaleante Aécio Neves, esperança dos barões da mídia, também foi protegido. Nada sobre o “choque de indigestão” em Minas Gerais, sobre o “aecioporto”, sobre a sua nota zero no Senado ou sobre a badalada carreira do senador mineiro-carioca.

Fica a suspeita: será que os tucanos também “compraram” alguns jornais e emissoras de rádio e TV?

*

PS Tijolaço: Leia também essa notícia, sobre o apoio da mídia peruana à filha de Fujimori, candidata nas últimas eleições presidenciais do Peru.

Fujimori é condenado por comprar a mídia | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

11/11/2014

Clóvis Rossi, da Folha, está proibido de falar do Brasil

Com a queda do Muro de Berlim os EUA construíram o Muro do México!

muroMuito estranho mas ao mesmo tempo muito coerente o comportamento do colunista da Folha, Clóvis Rossi. Fala com autoridade sobre o que aconteceu ou deixou de acontecer nas ditaduras sul-americanas, mas não põe uma vírgula a respeito daquilo que seu patrão resolveu chamar de ditabranda. Descobre agora o que a ALCA está produzindo no México graças à subserviência aos EUA. Fala do Muro de Berlim mas não fala do Muro que os EUA construiu na fronteira com o México. Se o México é tão bom para a ALCA por que seu povo não é tão bom para os EUA?

Se o México pode servir de porta de entrada para as toneladas de cocaína consumida nos EUA porque o povo Mexicano está proibido de passar por onde passa a cocaína? Clóvis Rossi poderia lembrar que Peña Nieto é da mesma estirpe de FHC, Carlos Menem e Fujimori. Mas um colunista da Folha jamais faria isso. Ao mesmo tempo festeja que nos demais países latinos o slogan “vivos levaram, vivos queremos”, silencia a respeito das milhares de vidas ceifadas pela ditadura brasileira. Não escreve nenhum linha a respeito do movimento que pede o retorno da ditadura no Brasil nem considerações a respeito das reiteradas decisões do Poder Judiciário contrário ao julgamento dos criminosos da Ditadura. Clovis Rossi poderia cobrar explicações porque nossos Tribunais Superiores estão protegendo criminosos de crimes imprescritíveis.

Por falar em corrupção policial, quantas vezes Clovis Rossi falou a respeito da vinculação dos governos do PSDB paulista com o PCC? Por que é tão fácil dar lição de moral de cuecas?  Por que não fala do narcotráfico do Brasil, em que um helicóptero com 450 kg de cocaína evapora do noticiário porque seus amigos são parte do todo?!

Clóvis Rossi não entendeu que, com a eleição de Lula, o Brasil seguiu caminho inverso do México. Abandonou o neoliberalismo da ALCA e a entrega das empresas públicas à iniciativa privada, como fez o PSDB com a SABESP. Deixou de tirar os sapatos para entrar nos EUA e se submete às regras de empobrecimento do FMI, como queria e fazia seu amigo FHC. Faltou também citar a velha e sempre atual frase do Porfírio Diaz: "Pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos."

CLÓVIS ROSSI

Antes que sejamos México

O caso dos estudantes põe à prova a democracia mexicana e deveria servir de alerta também ao Brasil

Durante meu período como correspondente da Folha em Buenos Aires (1980/83), acompanhei incontáveis manifestações das "Madres" e, depois, das "Abuelas de Plaza de Mayo".

Bravas senhoras, de rostos vincados pelo tempo e pela dor, lenços brancos à cabeça, pedindo que lhes fossem devolvidos os filhos/netos que a repressão fizera desaparecer.

Na verdade, todos haviam sido mortos, mas era preciso gritar, uma e outra vez: "Vivos se los llevaron, vivos los queremos".

Gritos similares ouvi também no Chile e no Uruguai, outros dois países em que a selvageria do aparato repressor fizera vítimas em quantidade industrial.

Acabadas as ditaduras nesses três países e no resto da América Latina, com exceção de Cuba, o grito foi sendo paulatinamente substituído pelas explicações oficiais e/ou pelo julgamento e condenação dos responsáveis pelo genocídio.

Por isso, tomei um choque enorme ao ler que, no México deste 2014, o grito se repetiu. "Vivos se los llevaron, vivos los queremos", entoaram parentes e amigos dos 43 estudantes sequestrados em setembro e desaparecidos desde então.

O dramático nessa história é que, em vez de vivos, os parentes dos desaparecidos ouviram a informação oficial de que provavelmente vão recebê-los na forma de cinzas encontradas em sacos num rio.

Igualmente dramático é que o Brasil parece prestar pouca atenção a um episódio limite para a democracia mexicana, como se o Brasil fosse um paraíso de segurança e não houvesse, cá como lá, um conluio entre parte das forças repressivas e o narcotráfico.

Pondere você mesmo, leitor, se não vale para o Brasil, ao menos parcialmente, o que escreveu Enrique Krauze, intelectual mexicano de referência, sobre seu país para o "El País" desta segunda (10):

"O Mé­xi­co re­que­r um sis­te­ma de se­gu­rança e de jus­ti­ça que pro­te­ja o bem mais precioso, a vida hu­ma­na. A in­ces­san­te ma­ré do cri­me não só de­ve de­ter-­se, de­ve retroceder pela ação le­gí­ti­ma da lei. Ca­da dia que pa­ssa, o ci­da­dão –de­cep­cio­na­do de to­dos os par­ti­dos, os po­lí­ti­cos e a po­lí­ti­ca– afunda ainda mais no desânimo e no desespero".

Pondere também se não vale igualmente o apelo do cientista social Rubén Aguilar Valenzuela, no site Infolatam:

"No México moderno e inclusivo que todas e todos desejamos, é preciso superar a debilidade estrutural do sistema de segurança e de justiça. É uma obrigação irrenunciável dos três níveis de governo e também da sociedade".

Não lembra os debates da campanha eleitoral para presidente, em que tanto Dilma Rousseff como Aécio Neves prometeram envolver o governo central em uma área hoje entregue mais aos Estados, claramente impotentes para conter "a incessante maré do crime"?

É preciso cobrar insistentemente a promessa, sob pena de o Brasil, se tudo continuar como está, cair no estado assim definido (falando do México) pelo colunista Antonio Navalón ("El País"):

"O pac­to si­nis­tro en­tre co­rrup­ção po­lí­ti­ca e cri­me or­ga­ni­za­do é mor­tal pa­ra qual­quer país".

crossi@uol.com.br

01/11/2014

Para não esquecer onde o PSDB nos levaria

Filed under: Crise Financeira Européia,Desemprego,Espanha,Neoliberalismo — Gilmar Crestani @ 11:13 pm
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Pensão alimentícia até os 31 anos

Crise leva Justiça espanhola a obrigar que pais sustentem filhos maiores e formados

Natalia Junquera Madri 31 OCT 2014 – 17:38 BRST

Escritório de emprego em Collado Villalba, Madri. / CARLOS ROSILLO

A crise na Espanha, dizem vários escritórios de advocacia especializados em direito familiar, multiplicou o número de processos contrapondo pais e filhos – os primeiros por não conseguirem mais pagar as pensões alimentícias fixadas após o divórcio, devido ao desemprego ou a reduções salariais, e os segundos por serem incapazes de se sustentarem sozinhos, num país que tem a segunda maior taxa de desemprego juvenil da Europa, atrás apenas da Grécia. Nos últimos meses, várias sentenças obrigaram pais divorciados a continuarem pagando essa pensão a filhos maiores, em alguns casos com mais de 30 anos, por causa da complicada situação econômica.

mais informações

O Código Civil espanhol não especifica uma idade máxima para que um filho continue recebendo dinheiro do seu progenitor. Mas estabelece as causas que eximem do pagamento dessa pensão: que o pai careça de renda suficiente; que o filho possa exercer um ofício que lhe garanta a subsistência; ou que sua falta de renda provenha de “má conduta ou falta de aplicação ao trabalho”.

“O normal era que essa pensão se extinguisse quando o filho finalizava seus estudos, com uma prorrogação até que encontrasse trabalho, no máximo até 26 anos”, explica Ana Sáiz, do escritório Aba Advogadas. Nesse sentido, uma conhecidíssima sentença do Tribunal Supremo negou em 2001 a pensão alimentícia a duas irmãs de 26 e 29 anos, formadas em Direito e Farmácia, alegando que mantê-la “seria favorecer uma situação passiva de luta pela vida, o que poderia chegar a significar um parasitismo social”.

Mas o mesmo Tribunal Supremo acumula neste ano várias sentenças sobre a obrigação do progenitor de continuar pagando uma pensão a filhos maiores de idade. Assim, a principal instância judicial espanhola obrigou em 12 de julho um pai a voltar a pagar pensão à sua filha, porque, apesar de ela ter 27 anos e diploma superior (professora de educação especial), ela carece de trabalho e de renda suficiente para ser independente. Outra sentença, de janeiro, recordava a obrigatoriedade de pagar essa pensão quando a situação de dependência “não é imputável” ao filho. Por exemplo, quando este não encontra trabalho porque a crise fez o desemprego disparar.

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Em casa até os 29.. 

Estes são os argumentos dos juízes que prolongaram essas pensões além da maioridade:

“Penoso mercado de trabalho” e pensão até os 31. Ángel (nome fictício) pediu ao tribunal de Arcos de la Frontera (Cádiz) que fosse eximido de pagar uma pensão de 500 euros (1.535 reais) mensais a Elena (nome fictício), a filha de seu primeiro casamento, que agora tem 29 anos. Ángel, que tem três filhos menores em uma segunda união, “aguentou pagar até janeiro”, afirma seu advogado, Fernando Ursina. “Ou seja, pagou a pensão durante 21 anos desde que se divorciou. Mas hoje entende que esse dinheiro não ajuda sua filha a concluir a faculdade [de Psicologia] e encontrar um trabalho, pelo contrário. É um incentivo para que seja uma parasita.”

A Justiça não lhe deu a razão. O juiz admitiu “a indubitável demora” de Elena em concluir a faculdade e observou que ela “não provou circunstâncias extraordinárias que justificassem esse evidente atraso”. Acrescenta, além disso, que “o desinteresse por completar a formação é um fator de primeira ordem” na hora de analisar o pedido de suspensão da pensão alimentícia. Mas, depois disso, o juiz argumenta que hoje em dia é normal que uma pessoa de 29 anos não seja economicamente independente. “A incorporação dos jovens ao mercado de trabalho na época atual é extraordinariamente penosa, e as atuais circunstâncias socioeconômicas, especialmente no âmbito desta comarca judicial [o desemprego em Cádiz é o mais elevado da Espanha, 41,26%] tornam quase impossível para um jovem menor de 30 anos a busca por um emprego que seja suficiente para suprir suas necessidades.”

O juiz recorda que o pai de Elena tem vários carros, entre eles uma BMW, “o que indica certo desafogo patrimonial”, e rejeita a alegação de que a existência de outras filhas menores exima Ángel de pagar a pensão à mais velha. O autor da ação, argumenta o juiz, “optou por conduzir sua vida dessa maneira, (…) e todos os filhos têm o mesmo direito a alimentos em relação ao seu progenitor”.

Ángel vai recorrer da sentença, que o obriga a pagar 500 euros por mês durante mais dois anos à sua filha, ou seja, até ela ter 31.

400 euros de pensão, 30 anos. A Audiência Provincial de A Coruña obrigou em julho que Amador (nome fictício) pagasse uma pensão de 400 euros (1.230 reais) por mês à sua filha Clara, de 30 anos, a quem ele não via desde 1990, quando sua mulher morreu. Clara, que tinha então sete anos, foi viver com o avô materno. Com a morte do avô, e como ela não recebesse pensão por ser órfã de mãe, Clara processou seu pai em 2005, solicitando que pagasse uma pensão alimentícia. “O tribunal o condenou a entregar 500 euros por mês, mas ele se recusou, e será preciso embargar sua conta”, conta sua advogada, Rosalía Bello. Em 20 de fevereiro, Amador moveu ação contra a filha para deixar de pagar a pensão, argumentando que ela já havia completado 30 anos e concluído seus estudos universitários, e que, além do mais, ele não tinha relação alguma com ela, razão pela qual não considerava justo “precisar pagar alimentos pelo mero fato de ser familiar”.

Mas a Audiência Provincial (tribunal de segunda instância) deu a razão à filha, acatando o argumento de que, apesar das tentativas – a ré apresentou 20 contratos trabalhistas, dos que só três superavam um mês de duração –, Clara “não tem uma possibilidade concreta de encontrar um trabalho que permita sua independência econômica”. O pai havia amparado seu recurso na sentença de 2001 do Supremo Tribunal que alertava para o perigo de “parasitismo social”.

A Audiência Provincial respondeu que essa mesma sentença do alto tribunal cita o artigo 3.1 do Código Civil, segundo o qual as normas devem ser aplicadas “observando-se a realidade social do tempo em que tiverem de ser aplicadas”, e que a situação de 2001 era de “pujança econômica”, ao passo que agora a Espanha enfrenta uma “profunda crise”, com desemprego elevado. “Um diploma universitário não é garantia de encontrar trabalho”, diz a sentença, e hoje ter 30 anos e estar sem emprego “não pode ser considerado parasitismo social”. “Lamentavelmente”, acrescenta o tribunal, “são conhecidos os casos de casais jovens com filhos pequenos que se veem obrigados a se recolherem à casa de seus ascendentes, a custa destes, por se acharem em desemprego, ou de jovens outrora independentes que agora voltam para a casa de seus pais por não poderem mais pagar o aluguel”.

A Audiência Provincial condenou o pai a pagar uma pensão de 400 euros por mês à sua filha, sem limite de tempo. “Enquanto não encontrar um trabalho, precisará de alimentos.” Hoje Clara tem 31 anos, está desempregada e ganha essa pensão.

O desconcerto de um equatoriano. Em 26 de setembro, Enrique (nome fictício) teve uma surpresa e tanto ao perder a ação movida por sua ex-mulher por não pagamento de pensão alimentícia aos filhos de 18 e 20 anos. “Ele é equatoriano, e lhe custava muito entender que precisaria manter os meninos maiores de idade, porque dizia que ele, com 14 ou 15 anos, já estava ganhando a vida, e achava muito estranho que na Espanha, com essa idade, eles continuassem sendo economicamente dependentes”, recorda uma das advogadas do caso, Margarida Pastor. O juiz estipulou a pensão em 450 euros (1.383 reais), sendo metade para cada filho.

Dislexia ou desinteresse. Em novembro de 2010, a 71ª. vara da Justiça de Madri condenou um pai a pagar mensalmente 850 euros (2.612 reais, em valores atuais) ao seu filho de 24 anos. Pedro (nome fictício) estava no quarto ano de Educação Física e no segundo de Fisioterapia. Sua mãe argumentou que Pedro precisava dessa ajuda porque, sendo disléxico, acabou se atrasando nos estudos. O pai alegava que o atraso “não se deve a uma suposta dislexia, e sim à falta de aplicação e ao desinteresse”. Pai e filho apresentaram diferentes laudos, um deles de um especialista que atestava ter diagnosticado a dislexia de Pedro aos sete anos, e que ele tinha dificuldades “narrativas de compreensão”. O relatório pericial apresentado pelo réu argumentava que ser disléxico “não é incompatível com ser inteligente”. Sem entrar nesse mérito, o juiz decidiu que não era “desproporcional” continuar cursando duas faculdades aos 24 anos, e que, além disso, o pai, ginecologista com consultório próprio, tinha meios suficientes para continuar pagando essa pensão ao filho.

Crise na Europa: Pensão alimentícia até os 31 anos | Internacional | EL PAÍS Brasil

28/09/2014

Entenda porque abutre não gosta de Cristina Kirchner

A Argentina sofreu três grandes abalos. A ditadura, a guerra das Malvinas e os governos Carlos Menem. De longe, o pior foi a destruição econômica imposta pelo ventríloquo do neoliberalismo. Carlos Menem fez trio com Fujimori e FHC. Dos três, só FHC ainda não foi preso. Por que FHC soube colocar um engavetador-geral, um Gilmar Mendes no STF, e aceitar a história de que sua amante, a jornalista da Globo Miriam Dutra, tinha um filho seu. A Globo ao mesmo tempo em que o capturou, o protege da justiça e botou o Instituto Millenium para impedir a revelação de qualquer falcatrua, como aquela da compra da reeleição… Na Argentina a velha mídia, via SIP, também tentou. Mas Cristina Fernandez de Kirchner não caiu na esparrela. Lutou e conseguiu uma Ley de Medios. Lutou e conseguiu, mesmo contra todo o poderio dos EUA e seus juízes de aluguel, derrotar os fundos abutres.

O ódio à Presidenta Cristina Kirchner tem raízes no ódio devotado pelo Grupo Clarin, primo do Grupo Abril, com o qual se refestelam na SIP

As Malvinas são argentinas, os malvados são ianques!

Justiça americana autoriza pagamento de vencimento da dívida argentina

sab, 27/09/2014 – 16:37

Da Agência Brasil

Justiça dos EUA autoriza pagamento de vencimento da dívida argentina

Monica Yanakiew

A Justiça norte-americana autorizou, nesta sexta-feira (26), o pagamento de US$ 5 milhões aos credores da dívida reestruturada da Argentina, que vence no próximo dia 30 de setembro. A decisão foi tomada pelo juiz Thomas Griesa, de Nova York – o mesmo que bloqueou o pagamento do último vencimento, no dia 30 de julho, levando o país a dar o segundo calote desde 2001.

A recente crise da dívida argentina foi desencadeada pela sentença favorável, do juiz Griesa, aos chamados fundos abutres – aqueles que compraram títulos da dívida argentina a preços baixos, depois do calote de 2001, e abriram processo para cobrar o devido, sem desconto. Ele deu ganho de causa a um pequeno grupo (que representa 1% dos detentores dos papéis argentinos) e determinou que a Argentina deveria desembolsar de imediato o valor integral, mais os juros (cerca de US$ 1,6 bilhão).

A Argentina tem dinheiro para fazer o pagamento, mas argumentou que corria o sério risco de violar os dois acordos de reestruturação da dívida, negociados com 93% dos credores. Eles aceitaram cobrar o devido com descontos de até 65% em 30 anos, desde que o país não fizesse uma oferta melhor aos 7% que não aderiram ao acordo. A cláusula está em vigor até o final do ano e o governo argentino teme que – ao pagar já 100% dos que deve aos fundos abutres – seria processado pelos demais credores.

Em julho passado, o governo argentino depositou no Banco de Nova York o dinheiro para pagar o vencimento da dívida reestruturada, que vencia no dia 30 daquele mês, mas o dinheiro foi bloqueado por Griesa até o pais cumprir a sentença judicial e saldar sua dívida com os abutres. A decisão provocou um calote “técnico” porque – ao contrário do que ocorreu em 2001, quando o país quebrou – a Argentina tinha o dinheiro e a vontade de honrar seus compromissos, mas foi impedida de fazê-lo.

No dia 30 de setembro, era a vez do Citibank fazer o pagamento de novo vencimento, de US$ 5 milhões. Desta vez o juiz autorizou. Segundo o economista Fausto Spotorno, o governo argentino está buscando ganhar tempo até o final de 2014. Ao mesmo tempo, está fazendo uma campanha para obter apoio político internacional. Nesta sexta-feira, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou uma resolução por 33 votos favoráveis, 5 contra e 9 abstenções, condenando os fundos abutres.

Justiça americana autoriza pagamento de vencimento da dívida argentina | GGN

21/09/2014

Quem finanCIA?

eua vergonhaPelo andar da carruagem a CIA resolveu eliminar o intermediário Instituto Millenium e tomar para si as rédeas da condução do nosso pensamento. Antes eles finanCIAvam o IBAD, o iFHC, o Instituto Millenium. Por isso que se diz, depois da Wikileaks e do William Waack que os EUA não precisam invadir o Brasil.

A presença de FHC como padrinho, e Celso Lafer, aquele que tinha de tirar os sapatos para entrar nos EUA, não é só sintomático, é o retrato pronto de acabado da nova roupagem do entreguismo de sempre.

Há por aqui um exército grande o suficiente para entregar de mão beijada o que eles querem. Esses institutos/ongs disseminadas por aí, com recursos vindos à sorrelfa explicam porque a CIA tem o maior orçamento do mundo sem precisar declarar o destino.

Quando se fala em Instituto da Liberdade, que se atrela aos EUA, precisam primeiro explicar porque o país da liberdade deles criou um muro entre os EUA e o México!

O Muro de Berlim caiu para que os EUA construíssem um Muro Mexicano! Liberdade made in USA é isso aí!

Casa Ibiá, ao seu dispor, Tio Sam!

EUAGloboEconomistas abrem versão de ‘Casa das Garças’ em SP

Centro de Debate de Políticas Públicas reúne nomes de linhagem ortodoxa

Associados lançam agenda econômica, mas não querem ser vinculados a nenhum dos partidos políticos

THAIS BILENKYMARIANA CARNEIRODE SÃO PAULO

Uma casa na rua Ibiapinópolis, no Jardim Paulistano, já recebeu Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente pelo PSDB, Marina Silva, presidenciável pelo PSB, e Fernando Haddad, prefeito pelo PT. Na última sexta (19), foi a vez de um ex-integrante do Federal Reserve, o banco central americano, falar sobre a política monetária dos EUA.

É assim a nova rotina na Casa Ibiá, imóvel recuperado por iniciativa do empresário Marcos Lederman e que virou sede do CDPP. O Centro de Debate de Políticas Públicas é um "think-tank" (tanque de pessoas pensando, na tradução literal do inglês).

A arquitetura, a discrição dos integrantes e a linha de pensamento dos economistas faz com que o lugar se assemelhe à famosa Casa das Garças carioca. Enclave do debate econômico encrustado no Leblon, foi fundado por Edmar Bacha e Dionísio Dias Carneiro, saídos da PUC-Rio.

Pela época em que foi criada –em 2003, no fim da era FHC– e pela associação dos seus fundadores com o governo do PSDB, a Casa das Garças acabou rotulada como "ninho tucano". O CDPP, enfatizam seus associados, quer ser apartidário.

Foi FHC quem fez a palestra inaugural da Casa Ibiá, no fim do ano passado. Na plateia, estavam ex-ministros de seu governo, como Pedro Malan e Celso Lafer, lembra-se um dos presentes.

Foi um dos eventos que mais encheram o auditório, que comporta 50 pessoas. Também foi assim na apresentação de Marina Silva sobre sustentabilidade, feita antes de ela se tornar candidata pelo PSB. Até filhos dos associados foram neste dia.

O CDPP tem hoje 40 sócios e um site. Lá aparecem nomes como os de José Berenguer, presidente do JP Morgan no Brasil, José Olympio Pereira, do Credit Suisse, e Pedro Moreira Salles, um dos acionistas do Itaú Unibanco.

Dirigido pelo ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, um dos sócios-fundadores, o clube vive da contribuição dos membros e por enquanto não aceita patrocínios. "Meu sonho é um dia chegar em alguma coisa parecida com o Peterson Institute", diz Pastore.

Foi no renomado "think-tank" americano onde nasceu, nos anos 1990, o "Consenso de Washington" –um receituário de reformas para os países da América Latina que incluíam privatização de estatais e abertura comercial e é considerado o marco do neoliberalismo na região.

ORTODOXIA NO DNA

A linhagem dos economistas reunidos na Casa Ibiá é ortodoxa, assevera Pastore, referindo-se a uma tendência que advoga a menor presença do Estado na economia.

"Não temos nenhum heterodoxo [no CDPP]. Isso dá uma noção do que a gente julga que seria o DNA [do grupo]." Comporta também pessoas que estiveram no governo do PT, como Marcos Lisboa, Joaquim Levy, Henrique Meirelles e Bernard Appy.

O clube começou com reuniões informais e jantares. Com o tempo, foi ganhando adeptos e se tornou necessária uma estrutura. Há dois anos, as reuniões passaram a ocorrer no Insper, até que a Casa Ibiá ficou pronta. Chegou-se a aventar um vínculo formal com a Casa das Garças, mas a ideia não avançou.

O primeiro produto do CDPP ficou pronto na última semana. O documento "Sob a luz do sol: uma agenda para o Brasil" faz um diagnóstico das "razões da perda de dinamismo da economia brasileira". A principal recomendação é dar maior transparência às políticas públicas.

Às vésperas da eleição presidencial, Pastore afirma que não há intenções de o documento servir de base para um programa de governo.

"Nossa ação para nesse ponto [de formulação da agenda]. Cada um que a use como julgar melhor."

Outro propósito é tentar "pescar" jovens pesquisadores nas faculdades paulistanas. O objetivo é oxigenar o debate entre gerações.

12/09/2014

Para quem quer entender porque FHC é tão detestado

Filed under: Consenso de Washington,FHC,Neoliberalismo,PSDB,Reeleição,Senhor X — Gilmar Crestani @ 8:27 am
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Para quem não entendeu, vou, pela foto, explicar. A foto oficial, que seria para demonstra a sumidade intelectual do prof. Cardoso, é, na verdade, um ato falho. Repare onde está a luz. Na testa? Não. No rabo. A parte mais clara da fotografia é exatamente atrás de FHC. O político vaga-lume só brilha à noite, onde impera a escuridão da ignorância.

Conhecer o passado é a melhor forma de evitar erros futuros. Delicie-se com esta biografia bonsai do maior empulhador da nação. Um ventríloquo a serviço dos interesses externos.

fhc-nova

ANTÔNIO MARCOS CAPOBIANCO

TENDÊNCIAS/DEBATES

Cantata para tucano a quatro mãos

Mesmo com a remota hipótese da volta do PSDB ao governo, teme-se pelo destino do que se tem feito por um Brasil mais justo socialmente

Quando chegou ao poder, o PSDB inebriou-se com o pensamento único vigente, radicalmente neoliberal (Consenso de Washington, Estado mínimo, "fim da história" e outras burlas), tomando rumo tão à direita que nunca chegou a fazer jus à social-democracia que lhe dá nome.

"Vamos dar um choque de capitalismo no Brasil!", decretaram. Encarnavam a própria "mão invisível" de Adam Smith, que, com o tempo, viu-se materializar-se na "mão leve" da improbidade, e hoje tem contado com a "mão amiga" da mídia e com a "mãozinha" da Justiça.

Há os anti-PT/pró-PSDB que, apenas néscios, ignoram os malfeitos dos tucanos. E há, por formação, os somíticos: posição antidistributiva, individualismo acima da solidariedade. Vociferam contra o Bolsa Família. O Ipea mostra que um gasto no programa de 1% do PIB gera aumento de 1,78% na atividade econômica. O programa reduziu a mortalidade infantil e em 28% a pobreza.

E sobre os malfeitos dos tucanos, o que precisam saber os desinformados? Antes, que há um ranking da corrupção realizado pelo Movimento de Combate à Corrupção, no qual o PT figura em 10º lugar, enquanto o PSDB está em 3º e, em 1º, o seu irmão xifópago, o Democratas.

E precisam saber do que descreve, fundamentado em documentos públicos, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. no livro "A Privataria Tucana" (ed. Geração Editorial). Mais de 15% do Produto Interno Bruto –cerca de R$ 660 bilhões– foi repassado para o capital privado.

Com passivos assumidos pelo governo, as empresas foram compradas com dinheiro subsidiado do BNDES e com moeda podre. Arrecadaram mais de R$ 240 bilhões –para abater a dívida–, mas, no governo tucano, ela subiu de 30% para 62% do PIB.

Em 1997, a Vale do Rio Doce foi vendida por R$ 3,5 bilhões, e logo depois avaliada em R$ 450 bilhões. "A maior roubalheira da história da República", ponderou Jorge Furtado. "Os tucanos, no governo, vendendo a preço de banana, e no mercado, comprando as empresas". Elio Gaspari aduziu: "Grampos telefônicos, editais self-service, consórcios incestuosos e contratos de gaveta deram componentes escandalosos ao processo".

A trajetória do PSDB está envolta em denúncias que pairam no limbo da Justiça. Na Assembleia Legislativa paulista, CPIs encalham. Escândalos no transporte e, no saneamento, a falta de manutenção que gera perda de 25% da água tratada deve-se também à disputa interna por contratos. Agora, descobre-se fortuna em bens e em conta na Suíça e na offshore Higgins Finance.

Nos oito anos de governo federal, o PSDB deixou também a marca da incompetência. Os tucanos quebraram o país duas vezes. Cresceram a pobreza e a desigualdade, com prolongada recessão, epidemias, 50 milhões de miseráveis e 12 milhões de desempregados.

FHC deixou dois problemas robustos que têm inviabilizado o crescimento: uma carga tributária bruta de 36% e uma dívida líquida/PIB de 56%, explicou Antonio Delfim Netto. "Em quatro anos, acumulamos um deficit em conta-corrente da ordem de U$100 bilhões! O resultado foi trágico".

Agora, a hipótese funesta e remota da volta do PSDB ao governo federal remete ao fim do controle estatal de Petrobras, Furnas, Banco do Brasil, Caixa etc. E teme-se pelo destino do que se tem feito por um Brasil mais justo socialmente, sétima economia do mundo e destacada geradora de empregos.

ANTÔNIO MARCOS CAPOBIANCO, sociólogo, é autor de "Relações Intergovernamentais na Metrópole – Adequação Institucional para a Ação" (IEA/USP)

26/02/2014

O preço em sal do sucesso neoliberal

Filed under: Crise Financeira Européia,Direita,Espanha,Neoliberalismo — Gilmar Crestani @ 9:28 am
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Todo mundo sabe que o termo salário deriva de sal. Era a a quantia dada aos soldados para comprarem o sal. De onde também derivam soldo, dos soldados… E muito salário custa lágrimas. A aventura neoliberal está cobrando um preço salgado aos espanhóis.

El Banco de España cree que los salarios caen el doble de lo que dice la estadística

El supervisor eleva al 2% el recorte de los sueldos en el pasado 2012

Llega a esta conclusión tras corregir la pérdida del empleo de peor calidad

Álvaro Romero Madrid 26 FEB 2014 – 11:26 CET69

Un grupo de personas hacen cola en una oficina del INEM de Madrid. / EFE

El Banco de España ha comprobado que los salarios han caído el doble de lo que dice la estadística porque, tal y como explican los expertos del supervisor, los datos oficiales no tienen en cuenta que la crisis se ha cebado con el empleo de peor calidad. En un capítulo especial del boletín económico de febrero, el organismo que dirige Luis María Linde pone negro sobre blanco lo que muchos hogares españoles ya percibían por sus crecientes dificultades para llegar a fin de mes.

Tal y como reconoce el supervisor, la larga crisis económica se ha llevado por delante un mayor número de puestos ocupados por trabajadores peor cualificados y de menor experiencia, que eran también los que tenían sueldos más bajos. Por este motivo, el Banco de España reconoce que "la evolución salarial agregada" del mercado laboral español se ha visto inflada de forma artificial por la pérdida de peso relativo de quienes menos cobraban.

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A modo de ejemplo, el supervisor recuerda que, entre 2008 y 2012, un periodo en el que la economía española atravesó dos recesiones y en el que la tasa de paro subió del mínimo del 8% hasta el récord del 26%, los trabajadores de menor nivel educativo han pasado de representar el 14,8% del total de ocupados al 10%. Asimismo, añade el texto, la participación de los trabajadores de menor antigüedad en la empresa se redujo con intensidad porque los temporales han sido los primeros en ser despedidos con la llegada de los problemas. En concreto, los empleados con más de tres años de experiencia pasaron de representar un 61,7% del empleo en 2008 a un 73% en 2012. La tercera variable relevante para el análisis, la edad, el peso de los jóvenes se ha reducido en nueve puntos porcentuales.

Todos estos "cambios tan pronunciados en la composición del empleo", comentan los autores del capítulo, han causado "efectos estadísticos realmente significativos". De hecho, reconocen que explican "una parte del incremento de los salarios reales que se observó en las fases iniciales de la crisis". Por este motivo, sostienen que "es preciso tener en cuenta a la hora de hacer un diagnóstico preciso sobre la evolución de los costes laborales". Para ello, han recurrido al análisis de lo sucedido durante los años de la crisis con los sueldos de un mismo grupo de trabajadores a modo de muestra representativa del conjunto.

Tras este ejercicio teórico, la conclusión a la que han llegado los expertos es que tras venir subiendo desde 2006, los salarios "iniciaron una progresiva moderación", algo que por otra parte coincide con lo que indicaban los datos de remuneración de la Contabilidad Nacional. A partir de 2008, los cambios en la composición del mercado laboral fueron tan intensos que empezaron a trastocar la estadística hasta ocultar que en 2010 los sueldos ya estaban cayendo cuando los datos oficiales aseguraban que se quedaron estancados. "El proceso de moderación salarial que comenzó en 2010 podría ser algo más intenso de lo que indican las estadísticas agregadas sobre costes laborales", indica el Banco de España.

En los gráficos con los que acompaña el informe, el Banco de España calcula que frente al descendo medio de los salarios reales de 2012, que fue del 1%, el recorte corregido el llamado "efecto composición" fue ligeramente superior al 2% en las bases de cotización de los trabajadores.

Según el INE y su encuesta de costes laborales, considerada como una de las estadísticas más fiables para analizar la evolución de los sueldos, los salarios cayeron en España por primera vez en el cuarto trimestre de 2012. Y lo hizo con fuerza con un recorte del 3,6% interanual arrastrada por la supresión de la paga extra a los funcionarios. El último dato publicado corresponde al tercer trimestre y arroja una caída mucho más moderada del 0,2% y, a buen seguro, volverá a tasas positivas en los últimos meses de 2013.

Pese a la evidencia, el Gobierno ha tardado en reconocer la pérdida de poder adquisitivo de los trabajadores hasta el punto de que el Ministro de Hacienda, Cristóbal Montoro, llegó a decir el pasado octubre en el Congreso que los salarios no bajaban. Entonces, la dureza de la crisis y el ajuste laboral ya habían acabado con cualquier resistencia por parte de la estadística a mostrar la realidad que, desde muchos meses antes, ya vivían día a día los hogares españoles. Sin embargo, tras asumir el recorte de salarios como un efecto de la necesaria devaluación interna, ahora el Ejecutivo se ha colocado en el extremo opuesto y no duda en presumir de la mejora que presenta desde el punto de vista de la competivididad la rebaja de salarios.

El Banco de España cree que los salarios caen el doble de lo que dice la estadística | Economía | EL PAÍS

23/01/2014

Bolsa Família à moda argentina

Filed under: Argentina,Bolsa Família,Neoliberalismo — Gilmar Crestani @ 8:49 am
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Como no Brasil, o auxílio está condicionado ao estudo.

SUBNOTAS

Para rescatar a los hijos del neoliberalismo

“Estamos consolidando un sistema de seguridad social sin precedentes en nuestra historia”, aseguró Cristina Kirchner. El acto fue el regreso de la Presidenta a los discursos públicos. “Tanto demandaron mi presencia que espero que ahora no la critiquen”, ironizó.

Por Julián Bruschtein

“El que hable de futuro y estigmatice a los jóvenes es un cínico”, sostuvo la presidenta Cristina Fernández de Kirchner al anunciar ayer en la Casa Rosada el programa Progresar, que apunta a facilitar la escolarización de jóvenes de entre 18 y 24 años. “Cristina, Cristina, Cristina corazón”, se empezó a escuchar como un retumbe que crecía en el Salón de las Mujeres después de los aplausos. “Se van a necesitar muchas décadas para recuperar en la Argentina tanto daño social”, señaló la Presidenta en referencia a los años de neoliberalismo que achicaron el Estado y su cobertura social. El acto de ayer fue también el regreso del discurso presidencial, luego de un mes sin apariciones públicas de CFK.

“Estamos consolidando un sistema de seguridad social sin precedentes en nuestra historia”, destacó la Presidenta al anunciar el plan que busca integrar a los jóvenes de entre 18 y 24 años. Se trata de una prestación económica de 600 pesos para quienes no estudian ni trabajan o trabajan informalmente o tienen un salario menor al mínimo. El objetivo es que inicien o completen su formación en cualquier nivel educativo (ver aparte).

El anuncio de la cobertura social impacta sobre el segmento de jóvenes con mayor índice de desocupación. “Esos chicos son los hijos del neoliberalismo, sus padres no tenían trabajo y no fueron educados en la Argentina del trabajo y de esfuerzo, y necesitan el apoyo del Estado para salir adelante”, explicó la Presidenta mostrando la génesis y el propósito del proyecto. También destacó que el programa, al que presentó como continuidad de la Asignación Universal por Hijo, permitiría reducir el índice Gini, que mide el grado de igualdad o desigualdad de la sociedad.

“Che gorila, che gorila, no te lo decimos más, si la tocan a Cristina qué quilombo se va a armar”, se comenzó a escuchar en el Salón de las Mujeres. Legisladores, funcionarios y militantes se mezclaban mientras observaban a la jefa de Estado.

Los invitados se concentraron en el mismo salón, en el salón contiguo y en los patios internos de la Casa de Gobierno. El gabinete completo secundaba a la Presidenta, así como gobernadores e intendentes del conurbano. El sindicalismo estuvo a pleno con el secretario general de la CGT oficial, Antonio Caló, y el líder de la CTA Hugo Yasky. También en primera fila se sentaron la titular de Abuelas de Plaza de Mayo, Estela de Carlotto, y la de la Asociación de Madres de Plaza de Mayo, Hebe de Bonafini. Dirigentes sociales, legisladores y personalidades de la cultura también se encontraban en el salón.

“Este programa no lo financia la Anses, sino el Tesoro nacional, que quede claro”, destacó la Presidenta y agregó que hacía la aclaración para “evitar el titular de mañana: ‘Con la plata de los jubilados financian a los jóvenes’, como si esos jóvenes no fueran parte del país”. Volvieron los aplausos y se empezó a escuchar: “¡Somos de la gloriosa juventud peronista, somos los herederos de Perón y de Evita. A pesar de las bombas, de los fusilamientos, los compañeros muertos. No nos han vencido!”, como un estruendo en síncopa entre los militantes del salón y los de los patios. La Presidenta explicó que la “contraprestación” al beneficio social era “estudiar en escuelas públicas, pero también se incorporan los trabajos de formación laboral que tiene el Ministerio de Trabajo a través de los sindicatos”.

“El Estado solo no puede, ningún gobierno puede solo. Tenemos que ir al territorio a trabajar junto a los que más lo necesitan”, continuó la Presidenta haciendo un llamado a la participación para poner en marcha de la mejor manera el beneficio. “El Estado les está dando el instrumento, las herramientas para poder ayudar e ir a buscar a esos jóvenes, para arrebatárselos a otros, que los han tomado porque fueron demasiadas décadas de ausencia”, agregó. A su lado estaban entre otros funcionarios, la ministra de Desarrollo Social, Alicia Kirchner, y el cura Juan Carlos Molina, que se encuentra al frente de la Sedronar, a quien la Presidenta mencionó varias veces en su discurso. “Se van a necesitar muchas décadas para recuperar tanto daño social, con una década no alcanza”, sostuvo.

El regreso

Los pabellones de la planta baja que daban al balcón del primer piso donde hablaba la Presidenta se llenaron de militantes. Cerca de las 16 comenzaron a llegar jóvenes de todas las agrupaciones kirchneristas. Embanderados en el celeste y blanco La Cámpora tenía un puñado de militantes en el centro, mientras que el resto estaba diseminado por el salón. Los verdes del Kolina también saltaban y cantaban junto a los militantes de Nuevo Encuentro. Familias con chicos y mujeres con el perfil de la Presidenta en la remera levantaban la mano izquierda con los dedos en “V”, mientras acompañaban el apoyo a Fernández de Kirchner. En la calle, sobre Balcarce ya habían quedado bastantes personas afuera, cansados de intentar entrar y de que les repitieran como un mantra: “No hay más lugar”.

Durante su discurso, la Presidenta hizo alusión a las especulaciones que se hicieron debido a que bajó su nivel de exposición pública: “Mañana espero que nadie critique la cadena nacional, porque después de tanta demanda de presencia… Recuerdo cuando publicaban encuestas que decían que la gente cambiaba de canal. Y ahora las encuestas son al revés, la mayoría de la gente quiere que hable. O mentían antes o mienten ahora. O mienten siempre”. También señaló: “Leía esta mañana en los diarios y decían ‘reaparece Cristina’. Y dije ¿qué es lo contrario de reaparece, Hebe, Estela?”, se preguntó a sí misma y a la vez a las dirigentes de derechos humanos. “Desaparece”, respondió y agregó que “en el fondo están muy vinculados con las desapariciones como método para lo que no les gusta ¿no?” Finalmente concedió: “Tal vez soy demasiado quisquillosa, lo admito, muy subjetiva, lo acepto”, y terminó con una ironía: “Bueno, en realidad le quisieron dar un toque hollywoodense, reaparece, tipo ‘reestrena’… Conociéndolos, no me pareció, no me sonó”.

Al final de su discurso apuntó a “la inmensa responsabilidad que tenemos como dirigentes de este país de sostener esta Argentina que ha podido revertir décadas de desamparo, de desesperanza, de baja autoestima y de fracasos”, y dejó resurgir los aplausos y con ellos el comienzo de la fiesta de los militantes (ver página 4) que con su canto la llamaban para que les hablara.

Página/12 :: El país :: Para rescatar a los hijos del neoliberalismo

02/01/2014

Bunge & Born: uma outra história argentina

El señor de todo

Por Mario Rapoport *

Bunge & Born, la primera multinacional argentina, una de las corporaciones más grandes del mundo en comercialización de commodities y en especial de soja, está de nuevo en la mira. Como sucedió en 1974 con el secuestro de los hermanos Born, dos de sus principales directivos; en los años ‘90, cuando la empresa puso dos ministros de Economía sucesivos para impulsar el programa neoliberal del presidente Menem; y ahora que se la acusa de complicidad en el secuestro de trabajadores en la época de la dictadura militar.

B&B ya existía en el país desde 1884 dedicada más que nada al comercio de cereales, pero no todos saben que el que le dio su mayor impulso y la convirtió en lo que hoy es, fue Alfredo Hirsch, un judío alemán que llegó a Buenos Aires en 1897 contratado por la sede principal de la compañía que operaba en Amberes. La carrera de Hirsch en Argentina fue tan fulgurante que en 1927 ya era el presidente de la compañía, y por veintiocho años iba a ser su directivo principal. Se dice que su hija Leonor tuvo un romance con el presidente Agustín P. Justo, lo que demuestra su fuerte vinculación con el poder político local.

“No cabe duda de que sin el paso de Alfredo Hirsch por el Grupo Bunge –confiesa un ex presidente de esa empresa, Salvador Carbó– éste no habría llegado a lo que fue cuando lo dejó y lo que también es ahora. Un grupo que cotiza en la Bolsa de Nueva York con una facturación de más de 26.000 millones de dólares, siendo el mayor exportador mundial de aceite de soja.”

B&B tenía en los años veinte a muchos familiares de Alfredo Hirsch en sus filas y a nuestras manos llegó una carta del 25 de julio de 1925, que uno de ellos, Max, le envía a su hermano Kurt, entonces en Europa, escrita apresuradamente mientras viajaba en un coche comedor hacia Charata (Chaco). En ella revela la magnitud de los intereses de B&B y del mismo Hirsch en esa región donde reinaba otra empresa tristemente célebre La Forestal, que en esos años, después de pasar por varias manos, la compartían capitales ingleses y alemanes. Con características semifeudales, incluso dinero propio o vales, de los que los trabajadores dependían totalmente (para su alojamiento, compra en almacenes, salones de baile, etc.) a medida que avanzaba el desmonte de los árboles de quebracho, se abandonaban viejos pueblos y se creaban otros, dejando detrás zonas desérticas. Varias huelgas y movimientos de los trabajadores tuvieron lugar en la empresa, que los reprimía con la ayuda de las autoridades locales, terminando muchos de ellos por años en prisiones o cárceles, tal como lo relata muy documentadamente en un libro imperdible Gastón Gori.

Según señala Max en su carta, La Forestal era la firma más grande del mundo en propiedad de bosques y tierras, 1.800.000 hectáreas, que estaban dedicadas principalmente a la explotación del tanino o extracto de quebracho. Y allí remarca que todos sus establecimientos se hallaban equipados con máquinas alemanas e inglesas y dirigidos por administradores e ingenieros europeos. Poseía varias fábricas de tanino y cientos de kilómetros de ferrocarriles propios y exportaba muchos rollizos de quebracho, sin tratar, a Estados Unidos.

La carta de Max sostiene que la compañía era ya en esa época completamente alemana y hace un balance de la penetración de los capitales de este origen en la región. B&B había instalado en esa zona varias fábricas bajo su supervisión cuyo objeto era la explotación del algodón, para lo cual disponían desmontadoras de algodón en bruto que trabajaban con máquinas Lummus de origen alemán y motores Otto a gas o semidiésel, aunque algunas disponían de productos ingleses o norteamericanos.

En Resistencia, la ciudad principal de la región, existían cinco fábricas de aceite, que era refinado en el lugar y se vendía como aceite comestible, y la mayor parte de las usinas tenían prensas Krupp. También había fábricas de aceite de ricino, de las cuales una era propiedad de otro industrial alemán, Hugo Stinnes. Max señalaba que Molinos Río de la Plata, el establecimiento creado por Hirsch y equipado totalmente por Krupp, era el más moderno de toda Sudamérica. Pero allí se hacía aceite de lino, nabo y maní no de algodón, por eso necesitaban crear establecimientos en el Chaco. “De todos modos –le decía a Kurt– sería muy interesante si te encontraras frecuentemente con don Alfredo, quien te puede contar todo ya que es el Señor de todo.”

Finalmente, se refería a la cría de ganado vacuno, que no eran de razas finas por la garrapata que afectaba a éstas. Pero los vacunos que se habían traído aguantaban bien las difíciles condiciones de la región. Jorge Born tenía en la zona 250.000 hectáreas, con 35.000 cabezas de ganado en una sola propiedad y Alfredo Hirsch había comprado 30.000 hectáreas.

No lo dice la carta, pero una demostración del poderío del Señor de todo, como lo calificaba el autor de la misma, la dio Hirsch cuando se transformó en el rey de los cielos de Buenos Aires construyendo entre 1931-1933 el edificio Comega (Compañía Mercantil Ganadera), también gracias a una empresa alemana, Geopé, en un lugar emblemático de la city porteña, Corrientes 222, desde cuya terraza se pudo ver en 1934 la llegada del dirigible germano Graf Zepellin, en febrero de 1936 el sepelio de Carlos Gardel y en 1937 la transformación final de la angosta calle Corrientes en una avenida.

Edificado en el lugar de la vieja residencia de Francisco Madero, aquel que creó el puerto que lleva su nombre, se demostró pronto inservible y hoy es un paseo de lujo. El Comega fue el primer edificio completamente construido en hormigón armado, con 21 plantas y cinco ascensores ultra modernos y llegó a ser uno de los más altos de la ciudad. Fue un pionero porque luego de su construcción se levantó el edificio Safico (Corrientes 456) y más tarde, en 1937, el Kavanagh (monumento histórico mundial de la ingeniería civil), todos ellos ejemplos en el mundo de la arquitectura Art Deco. Dedicado sólo al alquiler de oficinas, en su interior albergaba el Departamento de Administraciones Rurales de B&B, dedicado a la gerencia y auditoría de estancias, que se ocupaba no sólo de las de Hirsch y sus socios como Las Lilas, La Mechita, La Criolla, El Bonete, La Elisa, La Leonor, Bellamar, etc. sino también de las de muchos otros. Era el imperio Hirsch.

La carta no mencionaba esta última información pero terminaba de manera algo servil: “En cuanto a mi prometido viaje a Europa aparentemente es todavía un problema porque, como digo yo siempre: ‘el hombre piensa y Hirsch conduce’. ¿Quién sabe lo que tiene planeado para mí cuando vuelva a BA? ¿Quién sabe lo que tiene en la cabeza para el año que viene?”. En verdad, Alfredo Hirsch parecía tener a sus empleados, incluso a sus ejecutivos, en un puño. Una revelación temprana del espíritu de la empresa.

* Economista e historiador.

Página/12 :: Contratapa :: El señor de todo

31/12/2013

Notícia quentinha vinda da Argentina

Filed under: Argentina,Calor,Carlos Menem,Energia Elétrica,Neoliberalismo,Privatidoações — Gilmar Crestani @ 8:18 am
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EL PAIS › UN NUEVO RECORD, DESPUES DE NUEVE DIAS CONSECUTIVOS DE TEMPERATURAS EXTREMAS

La ola de calor más extensa de la historia

Según informó anoche el Ministerio de Defensa, desde 1906, cuando el Servicio Metereológico Nacional comenzó a elaborar registros, el de los últimos días fue el período más extenso de ola de calor. Se espera un alivio para el inicio de 2014.

Al cumplirse ayer el noveno día consecutivo con temperaturas extremas, “se está en presencia de la ola de calor más extensa de que se tenga registro”, informó ayer el Ministerio de Defensa.

Con 40,8 grados de sensación térmica y una máxima de 37,2, los porteños mantuvieron sus máximas expectativas en el anuncio de lluvias fuertes, pronosticadas por el Servicio Meteorológico para la medianoche de ayer, y en el bajón de temperatura previsto para el jueves o viernes, con una caída de 10 grados. Lejos, geográfica y climáticamente, Santiago del Estero alcanzó el pico de temperatura máxima del país, con 43 grados reales, mientras que la sensación térmica más alta, la friolera –por llamarla equívocamente– de 48,2, fue sufrida en Reconquista, al norte de Santa Fe. Más allá de la tormenta anunciada para la madrugada de hoy (al cierre de esta edición no había dado señales de presencia) el SMN pronosticó que no modificará ni mínimas ni máximas porteñas hasta al menos el jueves, cuando la mínima esperada será de 18 y la máxima de 28, esto es, casi 10 grados de diferencia, caída que se acentuará el viernes con presuntos 14 y 24 de mínima y máxima. Será entonces el supuesto final de la presente ola de calor, que llevará para entonces la cifra record de 10 días corridos.

El Servicio Meteorológico Nacional (SMN) informó que las temperaturas más altas volvieron a darse en Santiago del Estero, con 43 grados en la capital provincial, seguida por San Fernando del Valle de Catamarca, con 42,1 y Orán, en Salta, con 41.

A las cuatro de la tarde, según el informe de dicho organismo, la sensación térmica alcanzó sus picos más altos en todo el país, con 48,2 grados en Reconquista, 46 en Sunchales, ambos de la sojera Santa Fe; 44,6 en Resistencia, Chaco; 44,3 en Tucumán; 44,2 en Paso de los Libres, Corrientes; y 40,6 en La Rioja.

La Ciudad de Buenos Aires pudo subirse al podio no deseable, con 40,8 de sensación, mientras que la temperatura real máxima fue de 37,2 grados.

El alerta rojo se mantuvo para hoy en Buenos Aires y Rosario porque las temperaturas altas que se registran en el centro y norte del país se mantendrán durante el día de hoy. Pero anunció que las cifras altas tenderán a ceder el jueves, debido al ingreso de una masa de aire fresco.

Respecto del anuncio de tormenta, el informe del SMN la preveía para pasada la medianoche de ayer y durante la madrugada de hoy, con un alerta vigente durante todo el día, técnicamente bajo la denominación de “probables tormentas fuertes y/o severas” en Capital Federal, centro y norte de la provincia de Buenos Aires, Entre Ríos, norte de La Pampa, San Luis, sur y centro de Santa Fe y el Río de la Plata.

Para cerrar el año, el pronóstico de temperaturas sigue sin siquiera rozar lo agradable, con mínimas de entre 20 y 28 grados y máximas de entre 32 y 45. El SMN también previó “nubosidad variable, tiempo inestable, probabilidad de tormentas aisladas y mejorando, con vientos moderados a leves del sector sur” y para el miércoles 1º de enero, “nubosidad variable, tiempo inestable, vientos leves del sector Este y rotando al sector Sur”.

Página/12 :: El país :: La ola de calor más extensa de la historia

28/12/2013

Método Siemens: case de sucesso com neoliberais

Filed under: Carlos Menem,Neoliberalismo,Siemens — Gilmar Crestani @ 12:22 pm
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Coincidência: Siemens entra e encontra sucesso em governos neoliberais. Foi assim na Argentina de Carlos Menem, tem sido assim, desde FHC, nos governos tucanos de São Paulo. Se a mídia não compactuasse com o PSDB, isto não aconteceria, mas o compadrio é típico dos nossos grupos mafiomidiáticos.

Siemens pagó más de 100 millones de dólares mediante contratos ficticios para canalizar las coimas.

Imagen: DyN

Avances en la causa Siemens

El magistrado afirmó que “existió un accionar sistemático” de la empresa de sobornar a miembros del gobierno de Carlos Menem para quedarse con la confección de los DNI. No determinó aún qué funcionarios los cobraron.

Ex ejecutivos de la empresa alemana Siemens fueron procesados ayer, sin prisión preventiva, por el pago de sobornos por más de cien millones de dólares a funcionarios del gobierno de Carlos Menem, para quedarse con el negocio de la informatización de los DNI en la década del ’90. La medida también alcanzó a miembros del grupo Socma, que participaron de la maniobra tras un acuerdo económico con Siemens para no impugnar la adjudicación directa que les concedió Menem. El juez federal Ariel Lijo consideró probado que las coimas existieron, dictó 17 procesamientos y embargos millonarios, aunque no logró avanzar sobre quienes recibieron el dinero y sobreseyó al principal imputado del Ministerio del Interior que encabezaba Carlos Corach. Para avanzar en esa línea, el juez dispuso una serie de medidas que incluyen exhortos a Emiratos Arabes, Hong Kong y Estados Unidos.

En 1998, Menem adjudicó por decreto a Siemens la confección de documentos y pasaportes por seis años con un contrato por 600 millones de dólares, que luego se extendió y duplicó su monto. La adjudicación directa generó sospechas desde el comienzo y, dos años después, el gobierno de la Alianza rescindió el contrato en forma unilateral. En 2008, mientras Lijo instruía la causa penal, la propia Siemens confesó delitos cometidos en distintas parte del mundo y dedicó un capítulo completo a la Argentina. Según un memo de uno de sus ejecutivos, publicado por la prensa alemana, las coimas al menemismo ascendían a 106 millones de dólares. Sus beneficiarios aparecían identificados por sus iniciales: “CM” 16 millones, “CC” 9,75, “HF” 9,75 y “CS” 7,5. Las sospechas se centraron en Menem, Corach, el ex director de Migraciones Hugo Franco y el ex miembro del directorio y lobbista de Siemens, Carlos Sergi.

“Existió un accionar sistemático de integrantes de la empresa Siemens de pagar sobornos con el único fin de que la filial local de Siemens AG –Siemens It Services S.A.– resulte adjudicataria de la licitación pública” para confeccionar los DNI, escribió Lijo. El gobierno de Menem dispuso pagarle “un precio superior al que razonablemente hubiese correspondido fijar”, mientras la empresa hizo al menos 60 pagos por 106.302.706 dólares a un “conjunto de sociedades” por “contratos ficticios”, para disfrazar “servicios que jamás le fueron brindados y así canalizar los pagos investigados”, explica en la resolución.

Según el magistrado, también “pudo acreditarse que existió un acuerdo económico al que arribaron integrantes de Siemens con integrantes del grupo económico Socma”, que era propietaria de la principal competidora en la producción de los DNI, para que permitiera la contratación de Siemens sin efectuar impugnación alguna.

Los procesados por cohecho activo, tráfico de influencias y defraudación son Uriel Jonathan Sharef, Ulrich Albert Otto Fritz Bock, Eberhard George Reichert, Luis Rodolfo Schirado, Andrés Ricardo Truppel, Ernst Michael Brechtel, Bernd Regendatz, Ralph Matthias Kleinhempel y José Alberto Ares, todos del Grupo Siemens. Carlos Francisco Soriano, Miguel Angel Czysch y José Antonio David fueron procesados como presuntos intermediarios del dinero destinado a los funcionarios, en tanto Antonio Justo Solsona, Guillermo Andrés Romero, Orlando Salvestrini (ex dirigente de Boca Juniors y ex secretario de Hacienda de Carlos Grosso), Luis Guillermo Cudmani y Federico Rossi Beguy fueron procesados por su rol en “la empresa competidora en la licitación, que fue incluida en el proyecto a cambio de no impugnar la decisión estatal de contratar a Siemens It Services”.

Las pruebas “demuestran que los pagos estuvieron dirigidos a miembros del gobierno nacional”, aunque “resta determinar fehacientemente qué funcionarios públicos recibieron finalmente ese dinero a efectos de poder formular una imputación concreta”, sostuvo Lijo, y dispuso el sobreseimiento de Aldo Carreras, el principal implicado del Ministerio del Interior, que encabezaba Carlos Corach, porque para el juez se limitó a cumplir “su deber administrativo”.

Página/12 :: El país :: Avances en la causa Siemens

18/12/2013

Neoliberalismo é um apartheid

Filed under: Apartheid,Neoliberalismo — Gilmar Crestani @ 9:02 am
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“El neoliberalismo, en sí mismo, es un elemento constitutivo que mantiene la dinámica racial de las cosas”.

“El neoliberalismo es…”

Por Natalia Aruguete

Las primeras elecciones multirraciales en Sudáfrica pusieron punto final a casi cincuenta años de apartheid (1948-1994). Con más del 60 por ciento de los votos, el Congreso Nacional Africano (ANC) ganó los comicios y designó a Nelson Mandela como presidente. La gran negociación iniciada entonces se concentró en la modalidad de la democracia, la unificación de Sudáfrica y la desracialización de la sociedad. Sobre ese piso legal, la Comisión por la Verdad y la Reconciliación actuó como una justicia restaurativa, contra las violaciones a los derechos humanos. La utopía de Mandela era alcanzar la reconciliación nacional: que Sudáfrica perteneciera a todos los que allí viven, negros y blancos. Sin embargo, hay problemas profundos que el postapartheid no logró resolver. La gran negociación intentó “satisfacer a la sociedad, pero sin molestar al capital”, señaló Premesh Lalu en una entrevista con Cash. Invitado por el Programa de Estudios Sur Global de la Universidad de General San Martín (Unsam), el director del Centro de Investigación en Humanidades de la Universidad de la Provincia Occidental del Cabo hizo fuertes críticas al postapartheid y advirtió sobre las cuestiones estructurales que quedaron pendientes. Fundamentalmente, la consolidación de la racialización en el ámbito económico y la falta de un debate público tendiente a politizar a una gran parte de la población, que manifiesta una profunda frustración.

¿Qué cuestiones cree que han quedado pendientes de resolución en Sudáfrica, particularmente en el ámbito económico, después del apartheid?

–El apartheid fue pensado como un proyecto económico que definía la distribución del trabajo a lo largo de diversos sectores de la economía. La explotación minera en Sudáfrica siempre dependió del sistema de trabajo migrante. No sólo migración de las zonas rurales hacia las urbanas dentro de Sudáfrica, sino que desde la región Sur de Africa venían personas a trabajar a las minas de oro. Hubo, además, momentos de industrialización masiva e industrialización secundaria. Incluso, la urbanización masiva previa y posterior a la Segunda Guerra Mundial funcionó a la par del desarrollo del sector industrial en Sudáfrica. La agricultura, por su parte, fue históricamente un ámbito de reclamo sobre la distribución del trabajo. Cuando se piensa en la historia de Sudáfrica, se piensa en cómo el apartheid funcionó como un mecanismo económico. Sin embargo, las luchas en contra del apartheid no se enfocaron en el problema de la economía.

¿Dónde pusieron el foco?

–La negociación que tuvo lugar en 1990 giró alrededor de la cuestión del establishment político. El gran debate se orientó hacia la Asamblea Constitucional, hacia la modalidad de la democracia y del sistema electoral. Se estableció un piso legal, en ese marco surgió la Comisión por la Verdad y la Reconciliación (que actuó como una justicia restaurativa, donde testificaron las personas identificadas como víctimas de violaciones graves a los derechos humanos). Algunas de las dificultades no resueltas por la Comisión de la Verdad y la Reconciliación forman parte central del postapartheid.

¿A qué cuestiones se refiere?

–En el marco de la negociación no hubo lugar para debates sobre la problemática económica. La cuestión económica fue resuelta de manera separada de la gran negociación, y estuvo subordinada a los intereses internacionales de la explotación en minería.

¿Por qué fue negociada en forma separada?

–Porque la ANC (Congreso Nacional Africano) ingresó en esa negociación con la convicción de que concretaría la idea –incluida en la “Carta de la Libertad” (Freedom Charter)– de que Sudáfrica pertenezca a todos los que viven allí, negros o blancos. Y se involucraron en un proyecto político tendiente a desracializar a la sociedad.

¿En qué consistió ese proyecto?

–Intentaron juntar las distintas piezas del rompecabezas, satisfacer a la sociedad, pero sin molestar al capital. Procuraron que la dinámica política – una política de desracialización liderara la relación entre el Estado y las instituciones. Pero el terreno económico sigue completamente racializado.

¿Qué consecuencias trajo en términos de equidad económica y social?

–Durante la presidencia de (Nelson) Mandela (1994-1999) se intentó avanzar con el proyecto de empoderamiento de la economía negra. Eso significaba que había emergido una nueva elite. Pero las discrepancias eran enormes y la lucha por dicho empoderamiento fue visto de una forma limitada, sólo se apuntó a un pequeño sector de la clase media negra en ascenso. Por eso, creo que ese intento de empoderamiento de la economía negra fue ciertamente inefectivo.

¿Por qué cree que el postapartheid se topó con esas limitaciones?

–Creo que hubo tres cosas que no se dieron después de 1994. La primera es que no hubo una negociación entre el Estado y las instituciones. El apartheid no fue sólo un proyecto de represión desde el Estado, también funcionó a nivel de las instituciones: desde las escuelas hasta las universidades pasando por los hospitales; sus infraestructuras se han multiplicado a través de una ramificación racial.

¿Cuál es la segunda cuestión no resuelta?

–Que la esfera económica creó un campo de privilegios muy particular. Se esperaba que la recomposición posterior al ’94 iniciara un proceso de desaprendizaje de ese privilegio, pero no fue así. En realidad, el sector económico se consolidó y se cerró en sí mismo.

¿En qué se evidenció los privilegios a nivel económico?

–Por ejemplo, cuando el Estado intentó promover el empoderamiento de la economía negra, desde el mercado se argumentó que se trataba de un racismo inverso. Hay una tercera cuestión: durante la lucha contra el apartheid, hubo vastas redes de movimientos políticos en las ciudades, que con el tiempo se volvieron cáscaras burocráticas. Tenían ambición y deseos, y un programa sobre algunas cuestiones económicas enfrentándose a cláusulas creadas por el Estado. Pero no es posible formar parte de un movimiento de masas y pasar al proceso de negociación al mismo tiempo. Esos procesos se fueron vaciando durante el intento de crear un nuevo concepto de pertenencia nacional en el marco del proyecto del postapartheid.

Neoliberalismo

¿Cuán estructural es la problemática que observa en Sudáfrica?

–Pienso en una estructura de relaciones de raza y de política racial. Desde este punto de vista, el neoliberalismo se ve distinto. No se trata de una racionalidad económica externa que tiene efectos sobre la población. El neoliberalismo, en sí mismo, es un elemento constitutivo que mantiene la dinámica racial de las cosas.

¿Qué opina acerca del Brics como posible alianza alternativa? ¿Qué efectos tendría para Sudáfrica?

–Las iniciativas que hemos visto a través del Brics abarcan muchas formas, pero creo que todas confluyen en una misma dinámica.

¿A cuál se refiere?

–En el sentido de producir un tipo de futuro poscolonial, algo que creo que todavía es un deseo pendiente. Propongo una forma de pensar que se ubique fuera del tipo de relaciones de colonialidad. Por eso, incluso, propongo pensar el neoliberalismo de manera distinta: no ubicado como una cuestión política o económica, sino como una problemática racial. Porque creo que el neoliberalismo está tratando de redefinir la biopolítica. El neoliberalismo es el apartheid del futuro. En nuestros países, el neoliberalismo se apoya en dinámicas de gobierno local, segregación étnica y prácticas de exclusión del mundo del trabajo que se asemejan a modelos de décadas pasadas.

¿Cree que están dadas las condiciones en Sudáfrica para hacer frente a este escenario?

–En el Sur de Africa tuvimos la oportunidad de cambiar radicalmente el discurso a la salida del apartheid, pero no lo hicimos. Ahora la pregunta debe versar alrededor del postapartheid. Pero no pensando que el primer apartheid era una cuestión solamente sudafricana, sino que fue más allá. Se debe extender la discusión a la crítica del liberalismo en general, como una especie de teoría de la raza y un intento de componer los términos de la biopolítica. Y creo que eso es lo que no estamos logrando aún en Sudáfrica.

Crisis mundial

¿Cómo ha enfrentado Sudáfrica la crisis mundial?

–El presupuesto fue lanzado recientemente por Pravin Gordon, un activista surgido de la ANC que estuvo involucrado en las luchas de los años ’80. Ahora es el ministro de Finanzas. Con Gordon estaba el anterior ministro de Finanzas, Trevor Manuel, que proviene también de la UDF, un movimiento interno de izquierda de la ANC. Ambos crearon el Plan Nacional de Desarrollo a partir de una recorrida por el país en la que intentaron ver cuáles eran las necesidades de Sudáfrica para concebirse como un Estado más democrático, con una infraestructura que pudiera sostener las demandas de la población. Desde los movimientos sindicales, por ejemplo, plantearon que ese plan “no era suficiente”. La recesión ha sido dura y los efectos llegaron tiempo después.

¿Cuáles fueron los sectores más afectados?

–Hay una significativa preocupación por el crecimiento del desempleo y el aumento de las diferencias entre ricos y pobres. Hace pocos años, se realizó un estudio desde el programa de investigación de los sindicatos para cuantificar cuántos años le llevaría a un obrero sudafricano ganar lo que un CEO sudafricano cobra en un año. La respuesta era ridícula.

¿Cuántos?

–Mil cien años aproximadamente. El problema es la cantidad de años de crisis acumulada que llevamos.

¿Desde la crisis de 2007 o se refiere a los shocks previos a ese año?

–Incluso antes. Los objetivos de tener un crecimiento económico rápido se han convertido en enormemente problemáticos.

Con un alto impacto en el mercado de trabajo.

–Sí. En ese sentido, el problema fue la inversión extranjera directa, que se ha convertido en una gran preocupación para el Estado. Hubo debates sobre la posibilidad de que el Estado permitiera a Walmart venir a Sudáfrica. Esas argumentaciones dañaron la confianza de los inversores. Al mismo tiempo, hay una enorme insatisfacción en distintos sectores de la economía. Tenemos que repensar qué significa para nosotros el neoliberalismo, especialmente en un lugar como Sudáfrica. No podemos pensarlo simplemente desde una racionalidad económica, sino como una teoría de la raza. Y el problema es que eso no ha sido debatido adecuadamente. Ese fue el motivo del inicio de la ANC en 1955: el deseo de desracializar la sociedad, una visión utópica que significaría generar una sociedad basada en la igualdad

* Con la colaboración de Laura Efron, Sección de Estudios de Asia y Africa, UBA.

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