Ficha Corrida

11/04/2015

Entenda porque a imprensa brasileira está falindo

Há imprensa brasileira só tem duas preocupações: incriminar o PT e aliviar para criminosos. Hoje o El País traz duas informações que não se encontra em nenhum veículo pátrio: a Greve invisível dos professores paulistas, e o retrocesso para os trabalhadores a aprovação da terceirização. Terceirização que é tratada pela mídia brasileira como uma simples troca de camisa no final de um jogo de futebol. Ah, já ia esquecendo, mas também apresenta a confirmação da tese defendida pelo deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom: Operação Zelotes esbarra em falta de apoio do Judiciário.

Tudo o que a imprensa brasileira vem sonegando, em dinheiro, vide RBS, ou em informação, todos os assoCIAdos do Instituto Millenium, a gente vem garimpando na internet. Por isso também a relevância do acordo firmado ontem por Dilma com o dono do Facebook para levar internet gratis a todos os brasileiros. Agora se entende porque Dilma não se preocupou com aplicar uma lei de medios. Basta dar corda para eles se enforcarem. Tanto mais batem em Dilma, mas jornalistas vão sendo despedidos, mais falência, mais descobertas das falcatruas presentes (Operação Zelotes) ou passadas (Lista do HSBC).

Por mais que a Globo aplique a Lei Rubens Ricúpero para proteger o PSDB, escondendo o descalabro administrativo, que está levando a falência o famoso choque de gestão à moda tucana e, ao mesmo tempo, revelando o PCC, a epidemia de dengue em São Paulo, a falência de instituições como UNESP, UNICAMP e USP. De nada adiantam os serviços prestados por Rodrigo de Grandis, por Robson Marinho, as falcatruas com a a Alstom, Siemens no propinoduto dos trens uma hora acabam por vir a tona.

Professores de São Paulo: em greve e cobrando Alckmin há um mês

Categoria que pede aumento e melhores condições de trabalho reúne 20.000 em marcha

Marina Rossi São Paulo 10 ABR 2015 – 19:07 BRT

Professores em manifestação nesta sexta. / Taba Benedicto (Folhapress)

Ao menos 20.000 pessoas, segundo a Polícia Militar, e 60.000 de acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) se reuniram na tarde desta sexta-feira em frente à sede do Governo Estadual na capital paulista em mais um ato da categoria que está em greve desde 13 de março e decidiu, em assembleia, continuar a paralisação.

Segundo a Apeoesp, a greve teve adesão de 75% dos professores da rede de ensino estadual. As principais reivindicações são aumento de 75% no salário, melhores condições de trabalho, redução do número de alunos em sala de aula, redução da jornada de trabalho e a reabertura das salas de aula que foram fechadas.

Segundo Maria Izabel Noronha, presidenta da Apeoesp, "essa é uma das maiores greves da história dos professores da rede estadual". Ela explica que, no início do ano, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) garantiu aumento de 18% no salário de dirigentes, supervisores e diretores das escolas, o que causou um racha na categoria. Devido ao aumento de salário, esses profissionais não aderiram à paralisação.

"A greve deste ano é muito forte", diz. "Contamos com o apoio dos alunos e dos pais também". Segundo Noronha, autoridades da Secretaria de Educação do Estado conversaram com os líderes do movimento no dia 30, mas não houve negociação. Por isso, a categoria decidiu por seguir com a paralisação.

O tom da nota da Secretaria da Educação é um termômetro da inexistência de negociação. A pasta rebateu os professores e disse que, nesta semana, o índice de comparecimento dos professores nas escolas foi de 91%. E que "ao contrário do que o sindicato prega enganosamente, a valorização dos professores tem sido foco da gestão. Os docentes garantiram, ao longo de quatro anos, um aumento de 45% em seus salários. O último reajuste se deu há oito meses".  A secretaria acusou o sindicato de "incitar os pais a não levarem seus filhos às unidades escolares para inflar a paralisação e usado, em alguns casos, até mesmo de violência".

Para os professores, um dos fatores que compromete a adesão é o medo dos profissionais de perder parte do salário. "Muitos professores temem pelo desconto no salário pelos dias parados de greve, por isso, não levam adiante a paralisação", disse a professora Sônia Mara de Paula, da escola Estadual Regina Barteleda, em Lorena (204km de São Paulo).

Apoio de estudantes

A manifestação ocorreu de forma pacífica e não houve confrontos. A PM não divulgou o tamanho do efetivo de policias que realizaram o trabalho nesse dia e tampouco publicou informações sobre a manifestação – e as ruas que estavam sendo bloqueadas – como costuma fazer em atos na cidade. Ao longo da marcha, realizada em um bairro nobre, diversas pessoas saíram nas janelas para apoiar o movimento.

Julia Ferreira, de 16 anos, era uma das estudantes que estavam presentes na manifestação. "Falta papel higiênico, água, as salas de aula têm mofo e estão superlotadas", disse ela, que estuda no colégio Nossa Senhora da Penha, em São Paulo. Steffany Alves Santos, de 17 anos, que faz parte do Movimento Estudantil Livre (MEL), diz que o maior problema de sua escola é a acessibilidade à infraestrutura oferecida. "Na minha escola tinha biblioteca e laboratório, mas não tinha funcionário lá", diz ela. "Por isso, para usar esses equipamentos, tínhamos que fazer requerimento, pedir a chave e só conseguíamos usar três semanas depois", contou ela, que estudava no colégio é o Santa Olímpia, em São Bernardo do Campo.

"O governador cortou muita verba para a educação", disse Sirlei Ferreira Camargo Carvalho, professora em duas escolas da cidade de Franca (393 km da capital). "Por isso, falta tudo, de água, a copo descartável. Mas o que mais falta mesmo é segurança, já que eu trabalho em locais muito vulneráveis."

Segundo Maria Izabel Noronha, o ato terminaria em frente à Rede Globo para pedir "mais isenção" na cobertura da paralisação. "A cobertura da imprensa é uma grande injustiça", disse.

Partidos como o PCO, PSOL e PCdoB estavam presentes com bandeiras e camisetas, assim como anarquistas e lideranças da torcida do Corinthians. Entre os cartazes, alguns com a foto de Geraldo Alckmin chamando o governador de "o exterminador do futuro". Também havia faixas contra a Lei da Terceirização, aprovada nesta quarta-feira pela Câmara dos Deputados.

Uma nova assembleia, seguida de manifestação, está marcada para a próxima sexta-feira, 17 de março em frente ao MASP.

Manifestação: Professores de São Paulo: em greve e cobrando Alckmin há um mês | Brasil | EL PAÍS Brasil

3 Comentários »

  1. […] mesmo admitido pela Judith Brito, a Folha nunca diz que a Folha é alinhada com o PSDB, a ponto de esconder a greve dos professores em São Paulo. É o mesmo comportamento em relação à greve dos servidores públicos que paralisa o Paraná, […]

    Pingback por Jornal alinhado com PSDB publica opinião do Aécio sobre impeachment | Ficha Corrida — 15/04/2015 @ 9:34 am | Responder

  2. […] Source: fichacorrida.wordpress.com […]

    Pingback por Entenda porque a imprensa brasileira está falindo | psiu... — 11/04/2015 @ 6:53 pm | Responder

  3. […] Há imprensa brasileira só tem duas preocupações: incriminar o PT e aliviar para criminosos. Hoje o El País traz duas informações que não se encontra em nenhum veículo pátrio: a Greve invisível dos …  […]

    Pingback por Entenda porque a imprensa brasileira est&aacute... — 11/04/2015 @ 6:52 pm | Responder


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