Ficha Corrida

03/10/2016

Estupro, absolvição de assassinos, compra de votos explicam o berço da cultura do golpe de estado

OBScena: imagens das prévias que explicam a vitória de João Doria Jr em São Paulo

doria previas-psdbO que aconteceria se Marco Feliciano fosse do PT? Basta comparar o que aconteceu com José Genoino!

Os capos de algumas instituições se perfilam com o PSDB, daí que não admira que notórios do crime organizado, como o primeiro a ser comido, não sejam “coercitados”. Para evitar respingos ao PSDB, até seu parceiros são protegidos.

A glorificação do estupro, para não macular a imagem divina do PSDB paulista, fica por conta dos autores da hagiografia. Nem falo do delega que busca incriminar a vítima, como se já não bastasse o Cel. Telhada,  deputado também do PSDB. Ambos são a cara do PSDB paulista. Sem a omissão os grupos mafiomidiáticos estas personagens não sairiam das sombras em que se criaram.

A Rede Globo é a égua madrinha que conduz a imprensa na condenação de uns para que outros possam desfilar incólumes. Quem mais poderia sufragar João Dória Jr em São Paulo? Não por acaso São Paulo é a sede das duas principais filiais da Rede Globo: a Globo São Paulo, e aquela do oeste paulista, nas mãos de outro notório comparsa da Rede Globo, J. Hawilla. Mas São Paulo berço e ninho da serpente, também tem a glória de hospedar o Grupo Abril, que edita a Revista Veja, desde sempre cabo eleitoral do PSDB. Também é de São Paulo a Folha de São Paulo, que não só chama a ditadura de ditabranda como também, para criminalizar o PT e beatificar o PSDB, publicou uma ficha falsa da Dilma. E por último, mas não menos importante, o Estadão, que tinha na Direção da Redação, Pimenta Neves, o assassino da colega que assediava moral e sexualmente sob as barbas da famiglia Mesquita, Sandra Gomide. Para coroar, choca o ninho das serpentes o Instituto Millenium.

Portanto, não é de admirar que São Paulo, terra do Feliciano, eleja aquele que foi denunciado pelos próprios correligionários por compra de votos, aliás uma prática recorrente no PSDB.

A revelar a natureza da simbiose paulista está o fato de que a eleição do João Doria Jr ocorra na mesma semana em que os assassinos de 111 presos do Carandiru foram absolvidos. Descortina-se uma recorrência em culpar a vítima para eximir os criminosos de seus crimes. Se no assassinato é assim, imagine-se nos casos de estupro. Há duas violências explícitas: o estupro, e culpabilização da vítima. Será que esses facínoras não tem, na própria família, ao menos mãe?!

São fatos como estes que explicam a eleição de Dória Jr em São Paulo! Porque, diante do estupro ou do assassinato coletivo, quem iria se importar com compra de votos?!

Exclusivo: uma nova prova contra Feliciano no caso Patrícia. Por Nathali Macedo

Postado em 01 Oct 2016 -por : Nathali Macedo

Patrícia Lélis

Patrícia Lélis

A estudante de jornalismo Patrícia Lélis, que acusa Marco Feliciano de tentativa de estupro, tem sofrido todos os tipos de represálias por parte da equipe do deputado desde que resolveu denunciar a violência que sofrera.

A nova prova de que a estudante está sendo silenciada é um print em que o assessor Emerson Biazon a ameaça e diz que ela “merece ser estuprada até a morte”. O print foi descoberto pela polícia em perícia ao computador e celular de Patrícia Lélis.

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Eis exatamente o que acontece com mulheres que não se calam diante de algozes poderosos como Feliciano, que, com seu escudo de “homem de Deus e da família”, tem cometido verdadeiras atrocidades para tentar silenciar a vítima e poupar-se do escândalo de ser chamado daquilo que os fatos indicam que é: estuprador.

Assim como esteve nos prints apresentados na denúncia de Patrícia contra Feliciano, está agora claro que o pastor e seus comparsas já ameaçaram a vítima em outros momentos, a despeito do que diz a grande mídia, que parece empenhada em demonizar a imagem de Patrícia.

Ainda nos primeiros dias após a denúncia, Talma Bauer, Chefe de Gabinete de Feliciano, disse em depoimento à polícia, em São Paulo, ter dado R$ 20 mil a Emerson Biazon, que acompanhava a vítima em sua visita à capital paulista na primeira semana de agosto, para que entregasse à estudante em troca de seu silêncio.

A intenção de Bauer – nas palavras dele próprio – era “evitar o mal maior, o escândalo”. Como se ainda houvesse tempo para isso.

Bauer disse à polícia que a estudante pedira o dinheiro. Ela declarou que o Pastor Everaldo, ligado ao partido de Feliciano (PSC), foi quem lhe ofereceu a quantia.

A jovem declarou ainda ter sido mantida em cárcere privado por Bauer, que tentou comprar o seu silêncio. Fala-se em trezentos mil reais (um preço alto para comprar o silêncio de uma denunciadora caluniosa, não?)

“Evitar o escândalo” continuou sendo o objetivo principal da equipe de Feliciano. Nos meses seguintes à denúncia, a perseguição à vítima – à moda do machismo brasileiro – continuou a todo vapor.

Veículos de mídia duvidosos – é claro que nós estamos falando da Rede Globo – noticiaram que a vítima fora diagnosticada como mitomaníaca (mentirosa compulsiva) e portadora de Transtorno de Personalidade Histriônica (necessidade excessiva de chamar a atenção para si mesma.)

O delegado Luiz Roberto Hellmeister, responsável pela investigação, garantiu que a polícia tinha provas de que Patrícia não fora mantida em cárcere privado, e que, portanto, caluniara Bauer. Foi ele quem procurou a imprensa para apresentar um laudo contendo a informação de que Patrícia seria mitomaníaca e histriônica.

O blog Coluna da Esplanada, do UOL, entretanto, publicou outro laudo feito no ano passado pelo IML, que desmentia a versão apresentada pela Polícia Civil de São Paulo .

Isto não é nada diferente do que se faz com a maioria das vítimas de crimes sexuais no Brasil, só que em uma versão mais sofisticada, graças à eficiência de Feliciano e seus cúmplices: dizer que vítimas de estupro são mentirosas e querem chamar a atenção é um truque antigo, mas usar laudos (conseguidos sabe-se lá a que custo) para conferirem alguma legitimidade a esta acusação é coisa fina. Coisa que, no Brasil, só os poderosos da Bancada Evangélica conseguem.

Até o ex-namorado de Patrícia foi contatado para acusá-la. Está claro, desde o início deste escândalo, que Feliciano e seus cúmplices estão fazendo todo o possível para fragilizar a palavra da vítima e o que é pior: culpabilizá-la.

Atingiram êxito em seu intento: Lélis foi indiciada por denunciação caluniosa e extorsão, e já se fala em pedido de prisão preventiva para a vítima.

Hellmeister, responsável pelo indiciamento de Patrícia, é bom lembrar, foi afastado do caso por ter manipulado informações e provas. Seu histórico, aliás, fala por ele: acusado de agredir uma jornalista, o delegado, com toda a imparcialidade típica do Judiciário brasileiro, é filiado ao PSDB.

Eis a declaração de Patrícia sobre o episódio:

“Quando cheguei na delegacia de SP minha oitiva já estava pronta. O delegado me perguntou por que eu não filmei as agressões e afirmou diversas vezes que eu estava mentindo. Me chamou de vagabunda, mentirosa, um perigo para a sociedade. Disse que eu era pior que Suzane Von Richthofen. Na hora ele me deu duas opções: ou eu assinava um termo dizendo que era tudo mentira ou ele me encaminharia para um hospício. Meus advogados me aconselharam a assinar a indiciação para que o caso fosse para o Ministério Público, já que o delegado não tem poder para investigar um deputado.”

Os dispositivos eletrônicos da estudante (computador e celular) permanecem sob perícia, e as provas contra Feliciano continuarão a serem levadas a público em primeira mão pelo Diário do Centro do Mundo.

Evitar o mal maior, o escândalo, é tudo o que a sórdida equipe de Feliciano não conseguirá (ao menos no que depender de nós.)

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Nathali Macedo

Sobre o Autor

Colunista, autora do livro "As Mulheres que Possuo", feminista, poetisa, aspirante a advogada e editora do portal Ingênua. Canta blues nas horas vagas.

Diário do Centro do Mundo Exclusivo: uma nova prova contra Feliciano no caso Patrícia. Por Nathali Macedo

30/08/2016

Estupro à brasileira

OBScena: um dos muitos adesivos da Dilma distribuídos pelos estupradores golpistas

estupro adesivo-2Sim, porque sexo não é, né. Se não for consensual, é estupro. Saber perder é como saber ouvir um não. Aécio Neves não soube perder. Também não sabe ouvir NÃO. Juca Kfouri contou esta história. Então há uma lógica, quem bate em mulher também bate na democracia. Em bom português, dá golpe!

Como não dá para ler os jornais brasileiros, todos envolvidos no GOLPE, me informo pelos jornais do exterior. Hoje, por exemplo, o principal jornal de Buenos Aires, Pagina12, sacou, diante de uma quadrilha de homens brancos e ternos pretos, uma conclusão freudiana. É a cultura do estupro do machismo brasileiro. A figura da mulher Dilma foi vilipendiada, inclusive com a participação de algumas mulheres, como Ana Amélia Lemos, a Louro José do Senado. A imagem com áudio que correu o mundo na abertura da Copa do Mundo de 2014, no Itaquerão, mandava a Dilma tomar no cu. Não houve reação alguma por parte da emissora que transmitia, pelo contrário, regozijava-se.

O estupro como ferramenta política também foi usado, como descobriu e revelou a Comissão da Verdade, nos porões do DOI-CODI. Os finanCIAdores da Operação Bandeirantes – OBAN, participavam das sessões de tortura, estupro, morte e esquartejamento dos presos políticos. Talvez por isso as sessões eram noturnas e os corpos dilacerados eram depois levados por peruas camufladas para o Cemitério de Perus. Não por acaso, terra do pato da FIESP, desde sempre patrocinadora dos estupros coletivos da democracia.

A imprensa brasileira é maior responsável pela cultura do estupro. De todo tipo de estupro. Talvez por isso não tenha se indignado quando um dos políticos com maior déficit civilizatório, Marco Feliciano, foi denunciado por assédio sexual pela própria funcionária. Para a velha mídia o estupro de seus parceiros ideológicos passa batido, da mesma forma que passa batido a apreensão de um heliPÓptero com 450 kg de cocaína, mesmo que seu proprietário vire ministro. Ou talvez por isso.

A pior democracia é preferível a qualquer tipo de golpe, mormente quando seus defensores agem como estupradores.

Estupro a la democracia

Por Martín Granovsky

Cada 11 minutos una mujer es violada en Brasil. Si es negra, joven y pobre tiene más posibilidades de sufrir una agresión. Los estudios de Antropología les pusieron título a los datos: cultura del estupro.

Después de asistir a la sesión del Senado contra Dilma Rousseff, cualquiera puede reemplazar la palabra “mujer” por “Constitución” y la palabra “negra” por “democracia” y verá que la teoría puede aplicarse a la política sin forzar nada. Nada.

Los senadores de la oposición avanzaron un nuevo capítulo en la violación de las reglas del debido proceso. Vulneraron los derechos políticos de Dilma, que si no hay un milagro perderá la presidencia y quedará inhabilitada por ocho años para la política. Y aplastaron los derechos humanos de los brasileños: en octubre de 2014 votaron en primera y segunda vuelta por Dilma contra Aecio Neves y le dieron la victoria. Desde aquel alud de 54 millones de votos a hoy, con un golpe en marcha, pasaron menos de dos años.

“Ahora, la ruptura democrática se da por medio de la violencia moral y los pretextos constitucionales para que gane apariencia de legitimidad el gobierno que asume sin el amparo de las urnas”, dijo Dilma. “Se invoca la Constitución para que el mundo de las apariencias encubra hipócritamente el mundo de los hechos.”

No es un tema de forma, porque en democracia la forma es fondo. Una constelación formada por la gran banca internacional, los gigantes de la empresa brasileña, una parte de la Justicia, los megamedios, todos los parlamentarios del PSDB y la mayoría de los legisladores del PMDB tratan de construir apariencias para violar la Constitución.

Brasil no vive bajo un régimen parlamentario. Pero el Congreso censura a la Presidenta que tiene mandato hasta el 31 de diciembre de 2018.

Los diputados deben fundamentar su acusación contra Dilma como en cualquier proceso. Pero uno explicó la acusación honrando al oficial que torturó a la Presidenta cuando era guerrillera y otros dedicaron el voto a madres, hijos y cuadros.

Tal como denunciaron cuatro congresistas ante la Comisión Interamericana de Derechos Humanos, a Dilma hasta le restringieron el tiempo de sus testigos. Es decir, el derecho a defensa. Cuando fue notificado de que la petición había llegado a la CIDH, el canciller José Serra dijo: “Son unos brutos, diríjanse al Senado”. En política internacional la representación la asume el Poder Ejecutivo, no el Congreso. Un resumen y el texto completo de la petición a la CIDH pueden leerse aquí: http://bit.ly/2bzINaZ. Para brutalidades consultar a Serra.

Ayer mismo, en el Senado, varios senadores criticaron el desempeño de Dilma en el gobierno. Pero en un juicio político los senadores son jueces, no parlamentarios en medio de una interpelación. Los jueces preguntan y después sentencian. No replican.

El presidente de la Corte Suprema, Ricardo Lewandowski, encargado de dirigir las sesiones del Senado, dejó que alegremente los senadores esquivaran su papel de jueces. Pero corrigió a Dilma: “Le pido que no hable más nada del gobierno interino”, exigió tras las menciones de Rousseff al “gobierno usurpador” y “golpista”. “La condena exige pruebas cabales de que se haya cometido, dolosamente, un delito de responsabilidad fiscal”, explicó Dilma. “Sin delito, es golpe”, sintetizó.

Es equivocado pensar que el juicio político sin derechos es una cosa y la política otra. Son dos caras de lo mismo. Para observar lo que ocurre en Brasil no hace falta ningún diario del futuro. Ningún diario del lunes. Como citó la propia Rousseff, Temer ya impuso límites de gasto fiscal hasta el 2037 que ni siquiera las políticas sociales podrán perforar. Su gobierno también impulsó la baja de edad de imputabilidad y la tercerización laboral. “Van a precarizar”, anunció en el Senado Roberto Requiao, uno de los pocos del PMDB fieles al proyecto original. “En Brasil no se va a poder nacer ni trabajar.”

La Policía Federal busca meter preso a Lula, el único del PT en condiciones de competir en las presidenciales de 2018. Las policías militares (que en Brasil son las malditas provinciales) lubrican cada vez más el gatillo fácil o, como ayer, reprimen manifestantes en San Pablo. El futuro ya llegó.

Dilma, ayer, se equivocó de interlocutores. Les habló a los senadores, no al pueblo. Pero no es por sus debilidades políticas que los esclavócratas de Brasil quieren echarla. Es para ser fieles a la cultura del estupro que practican desde el siglo XVI.

martin.granovsky@gmail.com

Página/12 :: Contratapa :: Estupro a la democracia

06/08/2016

Para proteger golpista, Folha omite estupro

A degradação do jornalismo brasileiro faz lembrar o filme Telma & Louise. Uma vez embarcada na louca cavalgada da Veja por mentiras, distorções e omissões, os a$$oCIAdos do Instituto Millenium não cansam, em nome de proteger o golpista tornado ventríloquo, de perpetrar indecências. Agora, para proteger Marco Feliciano, parceiro dos “pastores” Silas Malafaia & Eduardo CUnha no uso de “templos de lavagem de dinheiro”, escondem parte do diálogo que mostra toda envergadura moral do exército de mercenários recrutados para perpetrar o golpe paraguaio. Para a Folha não há nada de anormal um Calígula no Planalto, até porque a presença de Feliciano dispensa a do Incitatus

Seria de se espantar não fosse o fato de que a Folha tem esta propensão pela proteção do estupro. Basta lembrar a ativa participação da famiglia Frias na Operação Bandeirantes – OBAN, emprestando suas peruas para transportar os corpos destroçados por torturas, estupros e esquartejamentos, como relatou a Comissão da Verdade, para a vala comum do Cemitério de Perus, em São Paulo. A publicação de um Ficha Falsa da Dilma e as constantes omissões em relação a Eduardo CUnha, Michel Temer & Aécio Neves relevam que sua parceria com a Rede Globo vai muito além do jornal Valor.

Recentemente Octávio Frias Filho foi confrontado, num convescote em Londres, por uma jornalista britânica. Como não tinha como se defender, saiu com uma resposta típica da plutocracia brasileira: ela era petista.

A patifaria da Folha fica ainda mais evidente se confrontada com uma simples constatação: o que teria feito a Folha se o episódio aqui relatado envolvesse Lula ou alguém de sua família?

Fica assim evidente não a proteção ao estuprador, mas o total descompromisso com a verdade, desde que isso sirva ao golpe que ajudou a vender em companhia de seus parceiros de Instituto Millenium.

Para proteger este tipo de gente é que a caçada ao grande molusco reveste-se de uma tacada de mestre. Toda vez que aparece uma patifaria como essa, “coincidentemente”, sai alguma manchete sobre a caçada ao Lula. Tem-se de de dar o braço a torcer e admitir que se trata de uma ideia brilhante essa de construir uma cortina de fumaça para desviar a atenção sempre que alguém da cleptocracia é apanhado em flagrante delito.

A Folha já tem uma desculpa pronta. Basta reproduzir a justificativa para a publicação da Ficha Falsa da Dilma: não pode ser comprovado, mas também pode ser desmentido…

UOL omitiu que jovem confirmou "sexo não consensual" com Feliciano em áudio

UOL omitiu que jovem confirmou "sexo não consensual" com Feliciano em áudio

sex, 05/08/2016 – 17:08 – Atualizado em 05/08/2016 – 17:09

Jornal GGN – O portal UOL omitiu o trecho da gravação em que Patricia Lelis, 22, confirmou ao assessor de Marco Feliciano que houve sexo com o deputado federal do PSC, mas que "não foi consensual". A revelação foi feita a Talma Bauer, que respondeu à jovem que esse fato "morreu aqui".

Ontem, o UOL publicou 28 minutos de conversa entre Patricia e o assessor de Feliciano, que prometeu reparar danos à imagem da jovem que buscou a imprensa para denunciar uma tentativa de estupro e assédio sexual. O áudio tem, segundo o portal Democratize, mais de 50 minutos. Mas o UOL só divulgou 28 minutos.

Na conversa, Patricia disse a Talma que não preocurou a delegacia porque não queria prejudicar a imagem de Feliciano e da Igreja. Evangélica, a jovem depois desmentiu a história nas redes sociais, alegando que se trata de invenções de "jornalistas esquerdinhas" que querem atingir Feliciano por causa das eleições. Em mensagem divulgado pelo Democratize, ela aparece tentando divulgar provas no grupo do PSC Jovem, partido onde milita, e dizendo que tem desmentido a história nas redes sociais por orientação da "polícia".

Por Francisco Toledo

Do Democratize

Jovem pedia para amigo divulgar provas contra Feliciano enquanto desmentia o caso

A trama envolvendo o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC) continua sendo assunto nas redes sociais — mesmo com o inacreditável boicote por parte dos tradicionais meios de comunicação.
Na noite desta quinta-feira (4), a Agência Democratize divulgou um trecho inédito da conversa entre o Chefe de Gabinete do deputado, Talma Bauer, e a jovem Patrícia. Mais cedo, o UOL já havia divulgado boa parte da conversa entre ambos, porém não liberou o áudio na íntegra. Tivemos acesso ao trecho em que Bauer questiona para Patrícia se ela e o deputado já haviam tido relação sexual. A jovem diz que sim, porém que “não foi consensual” — ou seja, o ato ocorreu sem a permissão de Patrícia, tratando-se portanto de estupro. É possível ainda ouvir o assessor de Feliciano dizendo “morreu aqui” sobre o abuso. Veja:

Também na noite desta quinta-feira, conseguimos contato com um dos amigos de Patrícia dentro do partido, chamado Thiago Vanzeler.

Thiago é presidente estadual do PSC Jovem, entidade na qual Patrícia participava ativamente. Além disso, acompanhou todo o caso envolvendo o deputado desde o começo, sempre ajudando a jovem quando necessário.

Em conversa com o Democratize, Thiago disse: “A única coisa que eu sei é que não tem nada com a esquerda nessa estória e ainda não sei quem é a vítima. O problema é interno. É da direita conservadora e portanto a única coisa que os demais e eu queremos é a verdade e que o(s) culpado(s) seja(m) punido(s) e abandonado(s) por todos os conservadores brasileiros”.
O jovem ainda contou para a nossa reportagem sobre o diferente posicionamento de Patrícia agora, após o caso ter repercutido nas redes sociais.

Inicialmente, a jovem que teria sofrido abusos e agressões por parte de Feliciano, queria denunciar o caso. Porém, após uma série de reuniões e encontros com Talma Bauer e até mesmo assessores do deputado Celso Russomano (PRB), ela teria mudado de ideia.

A partir dai, pelo menos 2 vídeos foram publicados pela jovem desmentindo o caso.

“Os printscreens que eu compartilhei comprovam que a Patrícia estava me pedindo para divulgar as supostas provas no grupo de WhatsApp do PSC Jovem Nacional enquanto ela desmentia e culpava a esquerda no grupo de Facebook “Panelinha da Direita (O Retorno)”. Ao longo do dia, ela gravou vídeos culpando a esquerda mas eu tinha provas que era um problema interno”, contou Thiago.

Um dos vídeos publicados por Patrícia culpando setores da esquerda e “blogs de notícias” é este:

Agora veja, os printscreens da conversa entre a jovem e Thiago, feito enquanto a mesma gravava vídeos atacando setores da esquerda pela divulgação do caso, além de defender Marco Feliciano:

Para Thiago, mesmo sendo amigo próximo de Patrícia, a situação é complicada e ainda não se sabe quem foi a verdadeira vítima da história. “Agora resta saber quem é a vítima dessa estória: Patrícia, Feliciano ou nós, o que acarretaria em uma jogada de autopromoção de ambos. Eu e os demais aguardamos a verdade aparecer. É só o que queremos”, terminou o presidente estadual do PSC Jovem.

Porém, o caso ganha ainda mais suspense nesta sexta-feira (5).

Segundo o blog Coluna da Esplanada, do UOL — responsável por denunciar o caso — , a jovem que até então acusava Feliciano compareceu na 4ª Delegacia de Polícia de São Paulo, na Consolação, para conversar com o delegado Roberto Pacheco, junto com a sua mãe.
A senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB, denunciou ao Ministério Público o caso de suposto estupro cometido pelo deputado.

UOL omitiu que jovem confirmou "sexo não consensual" com Feliciano em áudio | GGN

29/05/2016

Golpe normaliza cultura do estupro, racismo & homofobia

Os acontecimentos recentes

racismo do ali kamel Alexandre Frota alexandre-fruta
Nêggo Tom

Cantor e compositor. É pobre, detesta doença e mais ainda camarão

Ela pediu para ser estuprada?

27 de Maio de 2016

Buscar justificativas e relativizar o fato são dois recursos que costumamos utilizar quando não somos as vítimas de uma determinada ação. É comum, infelizmente, nos depararmos com comentários e opiniões temperados com muita frieza e pouco bom senso, diante de situações as quais não resta a menor dúvida de quem é o culpado e qualquer tentativa de justificar a sua culpa, deixa de ser opinião e se torna cumplicidade. A cultura popular legitima, infelizmente, ditados, citações, afirmações e conceitos que nem sempre, ou quase nunca, devem ser levados em consideração.

Se um negro foi vítima de racismo a culpa é dele, que não tem sensibilidade o suficiente para entender que o racismo faz parte da nossa cultura europeia de autoafirmação e que sempre foi permitido classifica-lo como inferior. Em alguns casos tudo não passa de uma simples piada de preto, contada inocentemente e que o ignorante não soube levar na brincadeira e interpretou como racismo. Palhaçada! Sempre foi assim. Vai querer mudar isso agora, em pleno século 21? Aceita que dói menos! Se um homossexual é vítima de um ataque homofóbico, de quem é a culpa se não for dele mesmo? Afinal, quem manda ser diferente? Ninguém é obrigado a aturar gays andando felizes pela rua, como se fossem pessoas normais. Essa gente pede para apanhar e depois reclama.

Se uma mulher é vítima de estupro, a culpa é dela. Por que ela foi passar por ali sozinha, sabendo que é perigoso? Aposto que ela deu algum sinal de que estava gostando do assédio. Também, com uma saia desse tamanho, estava pedindo para ser estuprada. Se estivesse em casa, lavando louça, não teria sido violentada. Ou se estivesse usando um cinto de castidade, isso não teria acontecido. A menina foi estuprada por 30 homens? Onde ela estava? Em um baile funk? Quantos anos ela tem? 16 e já tem um filho de 3 anos de idade? Boa bisca não deve ser. E ainda usa drogas? Ih! Tem caroço debaixo desse angu. Ninguém estupra ninguém assim do nada. Ela sabia do risco que corria. Pediu para ser estuprada.

Até quando as mulheres continuarão pedindo para não serem estupradas? Até quando os negros continuarão pedindo para serem respeitados e tratados com igualdade? Até quando os gays continuarão tentando viver como se fossem normais? Até quando os pobres continuarão sonhando que um dia terão direitos iguais em nossa sociedade? Será que essa gente não se cansa de nadar contra a maré? Será que eles não entendem que isso faz parte da cultura da nossa sociedade? Que gente mais sem noção! Não quer ser estuprada? Não saia de casa. Não quer ser vítima de racismo? Não frequente lugares que não foram feitos para pessoas da sua cor. Não quer sofrer ataque homofóbico? Se comporte como gente normal. É tudo muito simples. Ou não é?

Já passou da hora de compreendermos que os culpados são vítimas e que as vítimas são, quase sempre, são os verdadeiros culpados. Como diz o ditado: “Quem procura acha.” Ninguém é estuprado em casa, na igreja, na escola, na faculdade, no trabalho. Às vezes o sujeito nem estava pensando em estuprar ninguém, mas aí aparece uma mulher com um shortinho provocante, num corpo sensual e o cara perde a linha. Sabe como é, né? Homem é movido pelo instinto. Ele olha para um lado, olha para o outro e não vê ninguém e já era! Temos mais uma vítima da tentação e da falta de postura dessas mulheres que andam se oferecendo por aí, pedindo para serem estupradas. Depois não querem ser chamadas de vadias.

Ninguém sofre racismo em vão. Se o negro não tivesse se metido a besta de entrar naquela loja ou em algum outro ambiente, os quais ele já sabe que normalmente é frequentado só por gente branca, ele não teria sido ofendido. A culpa é dele. Depois não quer ser chamado de macaco. Muitas vezes, o cidadão de bem está lá, na dele, tomando a sua água de coco, às três da tarde, no calçadão de Ipanema, e de repente passa um preto. É claro que ele tem todo o direito de achar que se trata de um suspeito. Imagina se é normal um preto passear no calçadão de Ipanema em pleno horário de expediente? Ainda mais num sábado. Claro que ele vai torcer o nariz e a madame vai esconder a bolsa. Ali é uma área pública, mas o território é nobre. Será que é preciso desenhar para essa gente entender isso?

Todos os dias, mais de 15 mulheres são estupradas no Rio de Janeiro. Vocês acham isso normal? Se elas não tivessem ficado expostas ao perigo, esses estupros aconteceriam? Não sabe que a nossa sociedade é machista e o estupro faz parte da nossa cultura? Fica em casa. É mais seguro. Nenhuma menina de 16 anos é assediada ou estuprada em casa. Quem seria capaz de fazer isso com ela em seu próprio lar? O pai? O tio? O avô? O padrasto? O vizinho amigo da família? Impossível! Jamais isso aconteceria em casa. Nenhum adolescente seria violentado se estivesse numa igreja. Quem faria isso com ele na casa de Deus? O Pastor? O padre? O Bispo? O Reverendo? O obreiro? O missionário? Impossível! Jamais isso aconteceria lá.

Estou vendo muita gente pedindo a castração química para estupradores. Isso é absurdo! Como eles poderão estuprar novamente se forem castrados? Será que essa gente não entende que quem estupra uma vez, também vai estuprar duas, três, quatros, vinte, trinta vezes? E como eles poderão cumprir o seu papel na sociedade sem que os seus órgãos genitais estejam funcionando em perfeito estado? Que covardia! A sorte é que o pessoal dos direitos humanos não vai permitir essa capação coletiva. Talvez as vítimas de estupro, de racismo, de homofobia ou de quaisquer outras formas de violação da dignidade humana, é que precisem passar por um processo de ressocialização, para aprenderem a conviver com a estupidez e com a irracionalidade dos outros, de forma mais civilizada e tolerante.

Quanto aos estupradores, deixe-os viver em paz. Não mudem as leis que tratam do estupro. Deixe-as como estão. Se eles forem menores de idade, não os coloque no meio de estupradores adultos. Afinal, eles são seres inocentes e não têm noção do que estão fazendo. Aos juízes de plantão, sugiro que continuem tentando justificar de alguma forma, o estupro sofrido por uma mulher ou por uma adolescente. Isso é tão digno quanto o estupro por elas sofrido e não contribui, de modo algum, para que a cultura do estupro seja perpetuada em nossa sociedade.  Siga expressando a sua estultícia pelas redes sociais, até o dia em que o estupro bater a sua porta. Ou você acredita mesmo que está seguro?

Seja humano! Raciocine! Seja Homem! Não estupre!

Ela pediu para ser estuprada? | Brasil 24/7

19/10/2015

Métodos da ditadura, por quem conheceu no ventre

rbsz zelotesImportante depoimento do Jorge Loeffler sobre os métodos usados pelos agentes da ditadura. As pessoas mais jovens, que se alimentam só da mídia golpista, os midiotas, acabam entrando de gaiato nas histórias dos golpistas. Os assoCIAdos estiveram, estão e sempre estarão ao lado de qualquer golpista. Como reza a fábula da rã e do escorpião, é da natureza da nossa direita e dos seus finanCIAdores ideológicos a aversão ao Estado Democrático de Direito. Como se vê pela contínua perseguição aos movimentos sociais, partidos de esquerda e qualquer um que queira melhorar um pouco que seja na nossa iníqua condição social, os grupos mafiomidiáticos, dominados por cinco famílias, as cinco irmãs (Civita, Frias, Mesquita, Marinho & Sirotsky), qualquer sinal de que possa haver um golpe paraguaio, lá estão elas aplicando a Lei Rubens Ricúpero: divulgar o que convém ao golpe, esconder o que pode inviabilizar o rumo dos golpistas.

Os pesos e medidas da mídia é o verdadeiro ovo da serpente. Graças a parcialidade dos golpista, pessoas inescrupulosas e desinformadas usam a democracia para pedir a volta da ditadura. Sem saberem, isso é crime que só anti-democráticos toleram. É desta natureza anti-povo que nasce o silêncio da mídia, por exemplo, em relação aos sigilos decretados pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na vã tentativa de esconder as falcatruas na SABESP, mas também em relação aos crimes praticados no âmbito das corporações policiais. Imagine-se o que aconteceria se a Dilma também decretasse que as informações relativas à Petrobrás fossem mantidas em sigilo por 25 anos?! Mesmo sem nem mesmo sequer indício de qualquer deslize, a mídia e seus correligionários da direita querem destituí-la, para colocar gente como Eduardo CUnha, Aécio Neves, Paulinho da Força Sindical, Agripino Maia, Demóstenes Torres, Gilmar Mendes, Beto Richa, Fernando Francischini & Carlos Sampaio. Os golpistas sempre existiram e continuarão existindo enquanto houver uma imprensa militante em favor do atraso institucional. Hoje, os maiores crimes, a corrupção mais desenfreada acontece com o apoio de grupos empresariais midiáticos. Se na democracia a Operação Zelotes só anda com muito esforço de poucos abnegados, sem qualquer repercussão na mídia, numa ditadura seria não só impensável como os que a conduzem seriam presos, torturados, estuprados, mortos e esquartejados. É disso que se fala quando se mistura as cinco irmãs e ditadores. Pra eles, ditabranda; pra nós, assassinato!

40 anos da morte de Vlado: um depoimento de Clarice Herzog

Por jloeffler – No dia 19/10/2015 

Só mesmo pessoas destituídas de um mínimo de bom senso para estarem tentando incendiar o país e tudo pela ânsia de retorno ao Poder. Esses cretinos ou idiotas estão mexendo com fogo e não se dão conta disto. Digo tal por que infelizmente de agosto a dezembro de 1966 fui lotado no DOPS e ali vi algo que não gostaria e que por longos anos foi jogado nas minhas costas um covarde assassinato de um sargento do Exército que fora preso aqui no Estado. Estava no plantão ao final de uma tarde quando o sargento foi posto em liberdade, mas ao chegar à rua foi colocado num Gordini verde e duas semanas depois seu corpo em adiantado estado de composição foi encontrado no Guaíba. Ele foi assassinado por bandidos da ditadura. Esses agentes, a maioria dos quais da brigada militar eram bandidos da pior espécie, pois matar em defesa própria é algo que admito, mas assassinar a quem nem mesmo se conhece por que é o desejo de uma ditadura. Isto tem um nome: covardia associada a banditismo da pior espécie.
O Editor

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Publicado em Sexta, 16 Outubro 2015 18:42
Escrito por Eugênio Araújo (*)

Entrevista exclusiva a Paulo Markun, no ‘SP, Brasil’ vai ao ar na próxima segunda-feira, às 19h (canal 7 da NET e 61.4 da TV Digital Aberta). Conversa resgata aspectos importantes dos “Anos de Chumbo”

Quis o destino que justamente na semana em que as forças democráticas preparam homenagens ao jornalista Vladimir Herzog, corresse nas redações a morte do coronel Brilhante Ustra, chefe da repressão na ditadura militar.

As chagas deixadas por essa ditadura e detalhes dos momentos finais da vida de Vlado irão ao ar na próxima segunda-feira, às 19h, na voz da viúva do jornalista, Clarice Herzog.

Cabe acentuar a causa mortis de (Carlos Alberto) Ustra, o coronel torturador: falência múltipla de órgãos decorrentes de uma pneumonia, na quinta-feira, 15. Ele comandou o Departamento de Informações do 2º Exército, o temido DOI-Codi, em cujas dependências – segundo o livro Brasil: Nunca Mais – centenas de pessoas foram torturadas. Mais: sob o comando direto de Ustra, ao menos 45 brasileiros foram torturados e assassinados. São 45 histórias brutalmente interrompidas num momento em que o Estado Brasileiro calou boa parte da sociedade civil.

CLARICE HERZOG

clarice-herozogClarice Herzog conversou com Paulo Markun (Imagem: Reprodução/TV Câmara SP)

Pois a farsa que o DOI-Codi tentou imputar ao grande jornalista, então diretor da TV Cultura e que compareceu para prestar depoimentos nas instalações do 2º Exército, há exatas quatro décadas, foi a repugnante versão de suicídio. A Comissão da Verdade desmontou a falsidade de um laudo técnico elaborado na calada da noite. Somaram-se à verdadeira perícia depoimentos de jornalistas presos com Vlado. Ele foi morto numa terrível sessão de tortura e maus tratos.

Meu grande amigo jornalista e presidente do sindicato da categoria em São Paulo nos “Anos de Chumbo”, Audálio Dantas, contou detalhes dessa história macabra no livro As duas guerras de Vlado. Por sinal, Audálio revelou, com rara sensibilidade, como o menino Herzog e sua família sobreviveram à perseguição nazista na Europa. Com cenas dignas de “A vida é bela”, o garoto driblou botas e rifles, desembarcou com os pais na cidade de Santos (SP), construiu uma vida saudável aqui no Brasil e acabou morto nas mãos de torturadores a serviço da Ditadura Militar.

“Se as forças armadas reconhecessem o que realmente foi feito, teríamos mais credibilidade neste país”, desabafa Clarice Herzog, no emocionante relato feito ao jornalista Paulo Markun. Em sua entrevista, a mulher forte, corajosa e decidida conta que a família insistirá na Justiça para que o Exército reconheça a farsa montada.

Confira, abaixo, trecho da entrevista de Clarice Herzog ao ‘SP, Brasil’:

(*) Formado em Comunicação Social pela Cásper Líbero, com MBA pelo Curso Master, ligado à Universidade Navarra (Espanha), Prêmio Esso de Jornalismo e subdiretor de comunicação externa da Câmara Municipal de São Paulo.

Copiado de: http://portal.comunique-se.com.br/

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27/09/2015

Nossa elite midiática tem autoridade moral de dirigente da Volks

Filed under: Ditabranda,Ditadura,Estupro,Le Monde,Tortura,Volkswagen — Gilmar Crestani @ 2:15 pm
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Só não sei se as peruas que a Folha emprestava para levar os corpos dilacerados para o Cemitério de Perus também eram da Volks. A prova de que a ditadura fez muito sucesso por aqui se mede pelo empenho da nossa imprensa em revelar porque todo preso da ditadura era estuprado. O estupro está para a ditadura como a fidelidade de Miriam Dutra está para FHC.

Se nossa imprensa participou ativamente para derrubar Jango, da mesma forma que atua agora para derrubar Dilma, também é verdade que atuou para legitimar a ditadura, com a qual se locupletou. As cinco irmãs (Folha, Estadão, Globo, Veja e RBS) se consolidaram com a ditadura. Por que iriam querer revelar os crimes dos seus parceiros? Nem seria justo esperar que o fizessem. Esperava-se, sim, que os que não se beneficiaram com a ditadura não fossem coniventes. Neste quesito o STF pisou no Boimate. Comprou tomate por bife…

Da mesma forma que o STF aceitou a lei com a qual os ditadores se auto anistiaram, também protegeram os crimes praticados posteriormente à referida lei, como o caso da bomba no Riocentro. No popular, não deu em nada. A Folha chegou ao cúmulo da desfaçatez ao dizer que não tivemos uma ditadura, mas uma ditabranda. Tem a mesma lógica do livro do Ali Kamel, “Não somos racistas”… Da mesma forma e pelas mesmas razões com que se livraram os criminosos da ditadura, também se livraram da justiça os criminosos da privataria tucana. Se quisermos entender melhor o que isso significa, basta que olhemos para nosso lado. Carlos Menem e Alberto Fujimori, parceiros de todas as horas do rei da privataria, foram presos, mas por aqui o responsável foi levado por Roberto Marinho e José Sarney para a Academia Brasileira de Letras. Na Argentina, Chile e Peru, os ditadores sofreram as consequências da lei. Muito diferente do que houve por aqui. Não culpo torturadores, porque tinham prazer com os estupros que praticavam, mas qual será o prazer dos assoCIAdos do Instituto Millenium em tergiversar sobre o assunto?!

Le Monde lembra aliança da VW com os militares

publicado 27/09/2015

E ajuda a desmoralizar a Comissão da 1/2 Verdade.

fusca

Essa foi a ilustração que o Monde deu à reportagem sobre a tortura a Bellantani.

O respeitado jornal francês Le Monde publicou reportagem sobre a ligação sinistra da Volkswagen brasileira com o regime militar.
O artigo sai no contexto da crise que envolve a Volkswagen americana, que fraudou os testes de poluição em carros movidos a diesel e vai ter pagar multas bilionárias, depois de envenenar milhares de pessoas, mundo afora!
O Monde lembra aqui a experiência do operário metalúrgico Lucio Antonio Bellantani, que, aos 28 anos, o serviço de segurança da própria Volkswagen entregou à polícia por discutir política e defender a democracia.
Bellantani foi torturado para denunciar outros colegas "agitadores".
A certa altura das greves do Lula no ABC, diz o Monde, os militares receberam uma lista de 463 grevistas, entre eles, os da Volkswagen.
O depoimento de Bellantani foi recolhido pela Comissão da /1/2 Verdade brasileira.
O que o Monde não diz é que o Brasil se tornou o único pais latino-americano, vítima de um regime militar, que conseguiu desmoralizar uma Comissão de Verdade!
E quando foi se aprofundar nas relações das empresas – e bancos – com o regime militar, adotou a filosofia "sergio morinha": "não vem ao caso"!
Vive le Brésil !
Ao Monde:

Mardi 22 septembre, divers syndicats ainsi que le Forum des travailleurs pour la vérité, la justice et la réparation ont réclamé l’ouverture d’une procédure d’enquête contre le groupe, accusé d’avoir collaboré aux persécutions et aux tortures lors de la dictature militaire (1964-1985).
Le Forum est une émanation d’un groupe de travail issu de la Commission nationale de la vérité (CNV), chargée depuis 2012 d’enquêter sur les violations des droits de l’homme pendant les années noires du pays.
Selon les documents collectés par le Forum, le groupe allemand, présent au Brésil depuis plus de soixante ans, aurait collaboré avec la police militaire, donnant sans gêne les noms de salariés potentiellement perturbateurs au service d’ordre de l’Etat. Charge ensuite aux policiers de les arrêter et de les torturer.
Lucio Antonio Bellantani, 71 ans, fut l’une des victimes de ce « nettoyage ». Son témoignage, rapporté par le site du magazine CartaCapital, est sans équivoque. En 1972, alors âgé de 28 ans, il fut livré aux policiers militaires par le propre service de sécurité de « Volks ».
Son crime ? « Discuter politique avec d’autres collègues afin de les syndiquer et de lutter avec eux contre la dictature et pour la démocratie », raconte-t-il.
Cette audace lui a valu plus d’un mois de détention ponctué de séances de torture, l’obligeant à donner les noms de personnes liées au Parti communiste. Aujourd’hui, Lucio Antonio se bat pour que le pays accomplisse son devoir de mémoire, que l’on enseigne aux enfants cette période sombre du Brésil, afin que « jamais plus » l’histoire ne se répète, dit-il. Et de rêver à la construction d’un « mémorial », par le groupe.
Véritable institution au Brésil, Volkswagen, fabricant de la voiture populaire Fusca, nom local de la Coccinelle, est la première entreprise mise en cause. Elle ne sera sans doute pas la seule. « Nous avons collecté beaucoup d’éléments sur cette société, mais nous avons aussi des documents à même de prouver l’implication d’autres entreprises », indique Carolina Freitas, membre du Forum.
En 1980, lors de la grande grève de quarante et un jours – orchestrée par celui qui n’était encore qu’un syndicaliste chahuteur, Luiz Inacio Lula da Silva (président brésilien de 2003 à 2010) –, la police militaire aurait reçu les noms de 436 grévistes, de Volkswagen, mais aussi d’autres entreprises alentour paralysées par l’arrêt de travail. Contacté, le groupe allemand n’a pas donné suite à nos sollicitations.

Le Monde lembra aliança da VW com os militares — Conversa Afiada

20/09/2015

Gilmar Mendes, o bolivariano de FHC

Gilmar Mendes x DilmaQuem pensou que tinha um filho com Miriam Dutra, pariu Gilmar Mendes.

Quem tinha Rubens Ricúpero, acabou, graças à parabólica, na Monforte da Rede Globo.

De nada adiantaram os 200 paus a cada político para comprar a reeleição, nem com exame de DNA o povo reconhece FHC.

FHC não deixou nenhuma obra que se use cimento e tijolos, mas deixou o PROER, o PDV, o Gilmar Mendes, o Geraldo Brindeiro e o jagunço de Diamantino.

Onde mais senão na velha mídia golpista os golpistas têm espaço. De que adiantou a amizade de Gilmar Mendes com Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres e a turma do Boimate?!

A existência e persistência de Gilmar Mendes serve para que as pessoas que tenham um mínimo de decência se deem conta do quanto FHC foi nefasto para nosso processo civilizatório. Com heranças como esta, FHC jamais poderá ser lembrado por qualquer contribuição mínima para a melhora do nosso processo republicano.

Gilmar não deve ser cobrado por Celso Daniel, mas por Abdelmassih sim. Por Paulo Nogueira

Postado em 20 set 2015 – por : Paulo Nogueira

Solto por Gilmar

Solto por Gilmar

O grau de insolência de um desvairado aumenta na razão direta em que ele não é importunado.

Considere Gilmar Mendes.

Pouco depois de gastar cinco horas no STF não para defender alguma ideia mas para massacrar o PT, como se fosse não um juiz mas sim um político provinciano em campanha, ele renovou e reforçou suas agressões.

Provavelmente se animou com a reação covarde do PT.

Na nova rodada, Gilmar disse esperar que não o acusem da morte de Celso Daniel.

Sem muita sutileza, e sem temer consequências, ele acrescentou este caso à lista de crimes petistas.

Mas não.

Não é Celso Daniel que deve ser invocado contra Gilmar Mendes.

São outras pessoas, a começar pelo estuprador serial Roger Abdelmassih.

Abdelmassih estava preso, sob torrenciais provas de abuso sexual de clientes que iam a sua clínica em busca da gravidez sonhada e não realizada, quando Gilmar decidiu soltá-lo, em 2009.

Na época, Gilmar era presidente do STF.

O resto é conhecido. Abdemalssih aproveitou-se da liberdade que Gilmar lhe concedeu para fugir do Brasil.

Só seria capturado no ano passado, no Paraguai, onde vivia uma vida de luxo e, segundo os relatos, sem remorsos.

Quando Gilmar se desculpou às vítimas do médico monstro?

Nunca.

Quando a imprensa, tão ávida em ouvi-lo a respeito de qualquer coisa que possa ser usada contra o PT, fez a ele uma pergunta sobre Abdelmassih?

Nunca.

Gilmar Mendes, e não é de hoje, é um embaraço não apenas para a Justiça, não apenas para o STF – mas para a sociedade.

Juiz não faz política: é o beabá das regras da magistratura e, no entanto, Gilmar faz política.

Se ele gosta tanto assim de política, por que não se submete aos votos em vez de se aproveitar do palanque que lhe foi dado por FHC?

FHC, sempre sob o silêncio cúmplice da imprensa, aparelhou o STF, a Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República com pessoas da sua turma.

FHC foi bolivariano e se faz de morto hoje. Montou uma estrutura de estado destinada a proteger não a sociedade, mas a ele próprio.

Um dos frutos do bolivarianismo de FHC é Gilmar Mendes.

Não é apenas o PT que não sabe como tratar deste caso.

Também são os colegas de Gilmar no STF. Como ele pode, por motivos políticos, segurar o processo de financiamento de campanha por mais de um ano sem que ninguém publicamente o cobrasse?

Ao contrário: Toffoli, quando indagado sobre o interminável prazo que Gilmar se autoconcedeu, encontrou justificativas.

Lewandowsky, na presidência do STF, não tem nada a dizer sobre o comportamento de Gilmar?

Ah, a etiqueta diz que magistrado não deve falar de magistrado. Só que Gilmar já rasgou há muito tempo a etiqueta ao sobrepor a política à Justiça.

Luciana Genro, em 2008, propôs o impachment dele. Ficou falando sozinha.

É tempo de retomar o assunto.

Um país civilizado não pode ter um juiz como Gilmar na sua corte mais alta.

É uma vergonha nacional.

Quem sabe, sem a toga, ele se anime a falar sobre o HC que concedeu a Abdelmassih. Teresa Cordioli, uma das vítimas do maníaco sexual fantasiado de médico,  disse tudo: “O maior estupro foi feito pelo ministro Gilmar Mendes, que o soltou”.

Considere a história de Teresa, abusada aos 18 anos.

“Eu tive uma crise de cólica renal, e meus pais me levaram para Campinas, no INPS da época. Eu fui atendida por ele [Roger], que me encaminhou para o hospital e fez a internação. Já no consultório, ele foi me ajudar a deitar, e eu senti que ele estava excitadíssimo. Fiquei assustada, mas achei que fosse algum aparelho de médico. Fui internada e só ele entrava no quarto. Ele não deixava ninguém mais ser internada junto comigo. Só deixou uma mulher cega e disse que ele era esperto. Ele erguia minha roupa, me manipulava. Eu estava de sonda, com soro nos dois braços. Ele sugava meu seio, lambia as partes, queria que eu fizesse sexo oral, esfregava o membro no meu rosto.”

De novo.

Sobre Celso Daniel, Gilmar não será jamais responsabilizado. Mas sobre Abdelmassih sim.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » Gilmar não deve ser cobrado por Celso Daniel, mas por Abdelmassih sim. Por Paulo Nogueira

09/07/2015

Os EUA sabiam porque foram eles que apoiaram

OBScena: printscreen da Folha convocando atos contra Dilma

folha-impeachmentSó um celerado pode pensar que na ditadura não havia corrupção. A ditadura era A corrupção! Corrupção do sistema democrático. Corrupção na associação de grupos como Folha & Globo com a ditadura, não só em termos ideológicos, mas também operacional. E aí não falo somente no uso das peruas da Folha para desovar os pedaços humanos que sobravam das orgias no DOI-CODI com a participação ativa e passiva de seus finanCIAdores ideológicos, como Frias, Brilhante UStra e o dono da Ultragás, Boilensen. Como o dono da Folha, segundo a Comissão da Verdade, assistia, in persona, as sessões de tortura, estupro e assassinato dos presos políticos, seus descendentes acharam por bem chamar tudo isso de ditabranda. É o DNA que passa de pai para filho. Claro, os EUA também sabiam disso. O eufemismo, quando se trata de crimes, é “desaparecidos”. Não é tortura, assassinato, estupro, esquartejamento é só “desaparecimento”…

Os EUA não só sabiam dos desaparecimentos como ajudavam a desaparecer. As malas de dólares entregues a institutos como IPES e o IBAD, comandos por ventríloquos de Washington como FHC.  Estes institutos faziam o que o hoje faz o Instituto Millenium; promovem internamente os interesses dos EUA mediante financiamento de movimentos do tipo MBL, a marcha dos zumbis, além de espionagem industrial para se apropriarem do pré-sal. O entreguismo da época é o mesmo de José Serra querendo entregar de graça o pré-sal à Chevron. Embora desta vez não seja clandestino, mas de forma escandarada, via projeto de lei, no Congresso, o método é o mesmo do da ditadura e revisitado no neoliberalismo do Consenso de Washington, tão bem encampado pelos 8 anos de governo FHC.

Tanto é verdade a participação de institutos como o Instituto Millenium, que os veículos a$$oCIAdos aos Millenium convocaram as marchas que incluíam bandeiras de golpe militar e ditadura. Se em 1964 o Globo festejava e saudava a ditadura em editorial, agora a convocação dos golpistas é ao vivo com cobertura idem. O clima de ódio, que está desaguando num fascismo crescente, tem sido fomentado pelos mesmos grupos de mídia que fomentam o golpe a a ditadura. E com patrocínio dos EUA, como mostrou Edward Snowden.

EUA sabiam sobre desaparecidos na ditadura militar

Documentos secretos americanos foram entregues à Casa Civil e podem ser consultados na internet a partir desta quinta-feira (9)

Enquanto família do ex-deputado Rubens Paiva ainda buscava seu paradeiro, telegrama já relatava sua morte

NATUZA NERY RUBENS VALENTEDE BRASÍLIA

Um conjunto de documentos secretos dos anos 70 agora liberados à consulta confirma que o governo dos Estados Unidos recebeu, antes de se tornarem claras para os familiares, informações privilegiadas sobre o destino de pelo menos três desaparecidos políticos durante a ditadura militar.

Trata-se do ex-deputado federal Rubens Paiva (1929-1971) e dos militantes de esquerda Stuart Edgard Angel Jones (1945-1971) e Virgílio Gomes da Silva (1933-1969).

Os papéis integram um acervo de 538 documentos que tiveram seu sigilo desclassificado parcial ou totalmente pelo governo Barack Obama em decorrência da viagem da presidente Dilma Rousseff aos EUA, no final do mês passado.

Os documentos foram entregues à Casa Civil e deverão ser liberados à consulta a partir desta quinta (9) no site do Arquivo Nacional.

Sobre o ex-deputado Rubens Paiva, um telegrama diplomático confidencial de fevereiro de 1971, cujo sigilo foi afastado somente em maio passado, afirma: "Paiva morreu durante interrogatório ou de um de ataque cardíaco ou de outras causas".

Para os americanos, se a notícia se tornasse conhecida, era certo que seus amigos iriam iniciar uma "campanha emocional e dura contra o governo brasileiro por todos os meios possíveis".

O autor do telegrama, o diplomata morto em 2003 e veterano da II Guerra John W. Mowinckel, ao final do texto pede que o embaixador norte-americano no Brasil desenvolva ações para "convencer" o governo brasileiro "de que algo deve ser feito para punir ao menos alguns desses responsáveis –punir por julgamento público".

Quando o telegrama foi escrito, a família seguia buscando informações sobre o paradeiro de Paiva. A versão oficial distribuída à imprensa pelo Exército era que Paiva fora resgatado por um grupo de terroristas e permanecia desaparecido. Várias investigações posteriores à ditadura concluíram que o deputado foi morto sob tortura logo após ter se apresentado para um depoimento. Seu corpo nunca foi encontrado.

Outro telegrama datado de 30 de setembro de 1969 e liberado em 6 de maio passado confirma a prisão, por equipes da Oban (Operação Bandeirante), do militante da esquerda armada Virgílio Gomes da Silva, mas ressalta que o nome dele não foi divulgado para a imprensa, e que "possivelmente a polícia vai não dar conhecimento público de que ele foi preso".

Virgílio morreu de tortura horas depois da prisão, segundo testemunhas, mas a versão oficial na época foi que ele permanecia foragido.

DESESPERO

Um telegrama de agosto de 1971 confirma que o cônsul dos EUA James Reardon recebeu da polícia brasileira a informação de que "Stuart Edgar Angel Gomes" havia sido preso pela polícia, mas acabara "escapando". "Advogado e família estão muito interessados, na verdade desesperados, para descobrir a fonte da informação de Reardon", diz o documento.

"Interessante ver como os órgãos de segurança do Estado americano tinham conhecimento do aparato repressivo. Impressiona o conhecimento detalhado que tinham desses crimes", disse à Folha o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Sob seu comando está uma assessoria da Comissão da Verdade encarregada de organizar documentos inéditos.

21/06/2015

As pessoas que se alimentam só de RBS não sabem da missa a metade

Filed under: Estupro,Família Sirotsky,Grupo Globo,Grupo RBS,RBS,Rede Globo — Gilmar Crestani @ 10:02 am
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rbs - pepino

Assim fica fácil entender porque a maioridade penal só serve ser for para filhos dos 4 pês: Pobre, Preto, Puta e Petista! E se alguém ainda acha que isso é o que há de pior da RBS, não sabe de missa a metade. Que me desculpe a menina estuprada, mas a RBS fode todos os dias com a vida dos gaúchos e catarinenses. E como se essa putaria não bastasse, é a maior sonegadora, junto com a Gerdau. Está na Operação Zelotes, mas como faz parte do Instituto Millenium, tem blindagem garantida nos meios de comunicação que faz parte daqueles a$$oCIAdos. A história do estuprador de Florianópolis jamais ganhará um segundo de repercussão no Jornal Nacional simplesmente porque o Jornal Nacional também é um estupro diário na nossa dignidade.

Infelizmente, a manada de gaúchos que seguem bovinamente a RBS acabam por validar um comportamento predatório que só tem paralelo na máfia. Quando saem notícias como esta explica porque o velho coronelismo eletrônico tem ódio aos blogs independentes. É por isso que nos chamam de sujos, simplesmente porque botamos a mão na sujeira que fazem!

Infelizmente, Lula e Dilma não fizeram absolutamente nada para eliminar das concessões públicas pais de estupradores, sonegadores e golpistas. O PT não aprendeu com fábula da rã e do escorpião que o veneno é da natureza do escorpião. Uma concessão pública que lida com informação deveria ser ocupada por pessoas ilibadas. Jamais por golpistas.

Filho acusado de estupro de dono do RBS obtém liberdade

Diz o blogueiro: lembro que quando dessa barbaridade perpetrada pelo filhotinho dos senhores da REDE BAITA $ONEGADORA teve como companheiro o filho do então Chefe de Polícia se Santa Catarina. Amilton Alexandre, administrador de empresas e jornalista conhecido nos meios de comunicação como MOSQUITO editava um blog que foi o primeiro que ousou tornar público tal escândalo. Ele passou-me a informação que coloquei no ar. Acredito que naquele dia ou no dia seguinte a TV Record de Porto Alegre estampou a capa do meu blog e jogou aquilo no ventilador. A notícia correu pelos blogs aqui no estado. Pouco tempo depois estivemos na cidade de Floriano e estive no Mercado Público junto o Mosquito. Impressionei-me como era grande sua popularidade. Ele era separado e sua filha tinha então onze anos. Caminhando pelo mercado aproximou-se um médico, amigo do Mosquito e que cuidava da saúde dele. Fomos ao carro do médico e ele irrigou ao Mosquito uma caixa com medicamentos, pois ele era vítima do diabetes e hipertenso. Em junho não lembro se naquele ano ou no seguinte ocorreu uma homenagem ao Jornal Já no teatro Dante Barone na AL/RS. Por volta do meio dia ele me ligou dizendo que estava embarcando em voo para Porto Alegre e me convocava para estar lá. Era junho, pois lembro que encontrei Olívio Dutra que cumprimentei, pois como eu nascido em 10 de junho. Terminado o ato jantamos num restaurante na Demétrio Ribeiro, deixei o Mosquito no Hotel Pampa do Paulo Roberto Pardelhas, Delegado de Polícia aposentado. Convidado pelo Mosquito prometi que iríamos visitá-lo em sua residência em Paulo Lopes, área continental da Capital daquele estado. Pouco tempo depois ele foi encontrado enforcado. Confesso que não sei se foi suicídio ou se o mandaram ao além como forma de silenciá-lo. Perdi um bom amigo e o país um blogueiro macho de verdade.”

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SEXTA-FEIRA, 13 DE AGOSTO DE 2010

A juíza Maria de Lourdes Simas Porto Vieira, da Infância e Juventude de Florianópolis (SC), condenou dois adolescentes de 14 anos à “liberdade assistida” por seis meses por estupro de uma garota de 13 anos.

Um dos adolescentes é filho de um delegado e outro, de Sérgio Sirotsky, da família detentora do Grupo RBS de comunicação.

Além da “liberdade assistida”, os jovens terão de prestar serviços comunitários durante oito horas por semana.

A família da vítima ficou perplexa com a decisão da juíza porque esperava que os adolescentes fossem internados em uma instituição de menores delinquentes.

Francisco Ferreira, advogado da família, já esperava que houvesse uma pena abrandada por causa da influência da família Sirotsky. O Grupo RBS controla 46 emissoras de televisão filiadas à Rede Globo, emissoras de rádios e oito jornais no sul do país.

Ferreira vinha afirmando que, se os jovens infratores fossem negros e pobres, já teriam sido enviados à internação.

Os jornais do RBS só noticiaram o caso quando um blog divulgou um texto do jovem Sirotsky assumindo o estupro.

No início das investigações, Nivaldo Rodrigues, o então diretor da Polícia Civil de Florianópolis, disse que houve “conjunção carnal”, mas que não poderia afirmar que tinha ocorrido estupro porque “não estava presente”. Rodrigues teve de pedir demissão por causa dessa declaração.

Na denúncia (acusação formal) que enviou à Justiça, a promotora Walkyria Ruicir Danielski, da Infância e Juventude, não sugeriu nenhuma punição, embora pudesse fazê-lo. Mas em entrevista ela disse que o caso não seria de internação.

O estupro ocorreu na noite de 14 de maio deste ano no apartamento em que o jovem Sirotsky mora com a mãe, que é divorciada. A garota disse que não estava em sua plena consciência porque tinha bebido vodka oferecida pelos adolescentes. Além disso, ela desconfia que houvesse sonífero na bebida.

Em um diálogo atribuído ao jovem Sirotsky com alguém não identificado na rede social Formspring, ele debocha da possibilidade de ser punido pelas autoridades.

O interlocutor perguntou se temia ser preso. Resposta: “Tu tá zoando”.

Copiado de: http://www.paulopes.com.br/

Praia de Xangri-Lá

03/05/2015

PIG, de caso com o estupro

estuproEstupro, taí um termo que os velhos grupos mafiomidiáticos tem atração fatal. A comissão da verdade apurou que empresários que finanCIAram a OBAN também presenciavam as sessões de tortura, estupro e morte daqueles que os ditadores entendiam como perigosos. Se o milico via algo perigoso em alguém, este alguém era simplesmente preso sem qualquer mandado judicial. Aí levavam ele para o DOI-CODI, aplicavam choques elétricos, estupravam homens e mulheres até a morte. Não satisfeitos, ou para que pudessem ter orgasmos, esquartejavam as vítimas e espalhavam pedaços dos corpos para impedir que familiares identificassem os corpos. A Folha de São Paulo ficou famosa por empresar as peruas que distribuíam os jornais para distribuir os corpos dilacerados por valas clandestinas, como aquela localizada no Cemitério de Perus.

Recentemente, a família que controla a Rede Brasil Sul – RBS, teve um de seus herdeiros envolvido em crime de estupro em Florianópolis, naquilo que na internet ficou conhecido como o estuprador de Florianópolis. O autor da denúncia morreu. Ainda não se sabe se foi, como diria João Cabral de Mello Neto, de morte matada ou de morte morrida.

Quem mantém como diretor de redação alguém que assedia moral e sexualmente colega de trabalho, a ponto de vir assassina-la pelas costas, como fez Pimenta Neves com Sandra Gomide, é capaz de qualquer coisa. Só falta seu Mesquita vir dizer que não sabia o que fazia seu principal homem de confiança, colocado lá como Diretor de Redação exatamente pela sua capacidade de manipular.

O que impressiona nos estupros diários perpetrados pelo velho coronelismo eletrônico é que fazem isso à luz do sol. E se fazem isso hoje, na democracia, quando a internet desmente antes mesmo de o jornal ou revista chegar ao assinante, imagine-se o que não faziam durante a ditadura com quem mantiveram uma simbiose de interesses que ia muito além das torturas e estupros.

Tanto menos se combate a máfia, tanto mais afoita vai ficando. As Operação Zelotes e Operação Pavlova explicitam o senso de impunidade com que atuam. Ou a Lista Falciani, que entregou os donos de mídia que, junto como os traficantes, são os maiores sonegadores brasileiros descobertos no HSBC.

Ao invés de o Brasil botar as cinco famílias no paredón, fica esperando que elas façam como Hilter, casem Eva Braun

(Eva Braun foi esposa de Hilter por menos de 40 horas, porque a morte era seu único orgasmo…)

O estupro permanente da notícia

dom, 03/05/2015 – 06:00

Atualizado em 03/05/2015 – 08:21

Luis Nassif

Há dois tipos de leitores de jornais: os que querem se informar, e os que querem ler apenas aquilo que lhes agrada. Os primeiros, são leitores; os segundos, torcedores.

Nos últimos anos, os grandes grupos jornalísticos abriram mão dos leitores. A notícia tornou-se uma ferramenta de guerra, que, como em toda guerra, pode ser estuprada, manipulada, distorcida.

***

Há inúmeros temas relevantes para se criticar Dilma, Lula e o PT: os erros da política econômica, o envelhecimento das ideias, a falta de propostas novas, o aparelhamento de muitas áreas, os problemas enfrentados pela Petrobras.

Mas, aparentemente, entre Pulitzer e William Randolph Hearst – o pai do jornalismo marrom -, a grande imprensa brasileira escolheu o segundo.

***

O Estado de S. Paulo, o augusto Estadão, que historicamente se colocava como um baluarte conservador, mas respeitador dos fatos, divulgou em sua versão online a manchete de que a Petrobras destruira gravações de reuniões do Conselho de Administração para sumir com provas.

O repórter entregou uma matéria responsável. Consultou dois diretores que lhe asseguraram que não era hábito, mesmo, guardar gravações de reuniões de Conselho. Serviam apenas para instruir as atas. Depois das atas escritas, as gravações eram destruídas. Só depois que estourou a Lava Jato é que decidiu-se preservar as gravações, caso houvesse necessidade.

Ao longo do dia, a manchete foi desmentida por diversos veículos online. No dia seguinte, na edição impressa, manteve-se o enfoque errado.

Em outros tempos, poucos saberiam. Na era da Internet, o erro já tinha se espalhado. Ao insistir em mantê-lo os editores expuseram o jornal e sua história a milhares de leitores que já tinham conferido os desmentidos.

***

O mesmo aconteceu com a revista Época, em conluio com procuradores da República do Distrito Federal.

Desde que saiu da presidência, Lula assumiu o compromisso público de aproximar-se da África e trabalhar negócios brasileiros por lá. Por seu lado, há décadas a Construtora Odebrecht investiu na área e em outros países emergentes. Hoje em dia, atua em 28 países construindo todo tipo de obra.

Finalmente, há décadas o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) dispõe de uma linha de financiamento às exportações de produtos e serviços, o Proex, da qual o maior cliente – por ser a empreiteira brasileira com mais obras no exterior – é a própria Odebrecht.

***

No entanto, procuradores irresponsáveis foram investigar as obras da Odebrecht no exterior e montaram um inquérito com base nos seguintes fatos:

Lula visitou Gana e dois meses depois a Odebrecht conquistou um projeto por lá. Os procuradores tentaram criminalizar o que se tratava de uma estratégia bem sucedida. E ligaram a visita de Lula ao fato da Odebrecht ter conseguido um financiamento do BNDES – sendo que ela já tem 35 financiamentos, para suas obras internacionais.

Esse conluio mídia-procuradores teve repercussão em todos os jornais.

Os jornais atingiram seus objetivos políticos. Mas o jornalismo saiu mais uma vez sangrando do episódio. E mostrou que não há diferença mais entre blogs partidários e jornais.

O estupro permanente da notícia | GGN

26/04/2015

Folha ajudou ditadores a prender, torturar, estuprar, matar e esconder os corpos. E chamou isso de ditabranda!

OBScena: perua da Folha usada para desovar cadáveres vilipendiados pelos torturadores 

folha1A Rede Globo já admitiu que errou ao apoiar os ditadores. A Folha, pelo contrário, que prisão ilegal, tortura, estupro, esquartejamento não é só uma ditabranda. Deve ser por isso a Folha emprestava suas peruas para transportar os presuntos para as valas clandestinas do Cemitério de Perus.

Já que a Folha exige que Lula e Dilma devem pedir desculpas pelo roubo praticado na Petrobrás durante os seus governos, por que a Folha não exige que FHC peça desculpas pela compra da sua reeleição? Por que a Folha não cobra do grupo Estado que nada fizeram para impedir que o Diretor de Redação do Estadão, Pimenta Neves, assediasse moral e sexualmente a colega Sandra Gomide, a ponto de vir a assassina-la pelas costas. Nenhum Mesquita, apesar de ser um funcionário mais próximo da hierarquia, saiu a público para pedir desculpas pelo bárbaro crime praticado por pessoa de extrema confiança, a ponto de ser guindado ao posto de Diretor de Redação?

Por que a Folha não cobra da Rede Globo que peça desculpas pela sonegação biolionária que retira da mesa das crianças e dos postos de saúdes condições essenciais para suas vidas? Por que a Folha não cobra da Rede Globo explicações  a respeito do desvio de recursos do Criança Esperança?

Por que a Folha não cobra de seus colegas do Instituto Millenium que aparecem na Operação Zelotes como tendo perpetrado um assalto muitas vezes maior que o da Petrobrás? Seria por que a RBS é colega da ANJ e faz às vezes, como admitiu Judith Brito, oposição ao Governo Federal?

Por que a Folha não cobra do multimilionário Gerdau para que explique como ele conseguiu sonegar, sozinho, R$ 150 milhões de reais?

Por que a Folha não vai atrás do tesoureiro de seu partido, Márcio Fortes, para que explique a fortuna lavada no HSBC? O tesoureiro do PSDB precisa não só pedir desculpas, mas devolver os recursos e pagar os impostos devidos?

Por que cobra do Rodrigo de Grandis a respeito da mão amiga na hora difícil na vida de Robson Marinho, já condenado na Suíça pela corrupção em parceria com a Alstom e Siemens mas continua no TCE/SP?

Por que a Folha não cobra explicações do Geraldo Alckmin pelo racionamento d’água que “corre” um ano em São Paulo ao mesmo tempo em que se desenvolve a maior epidemia de dengue jamais vista na terra dos bandeirantes?

Por que a Folha não cobra das sucessivas administrações do PSDB que só legou o PCC em termos de segurança pública para os paulistas? Com o PCC os bandidos e as reeleições tucanas em São Paulo estão seguros!

A Folha deveria se lembrar que em editorial admitiu que o Poder Judiciário é complacente com seu partido, como já o fizera antes seu correligionário Jorge Pozzobom, e pedir para que explique porque só o PT?

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Falta pedir desculpas

Balanço da Petrobras registra prejuízo bilionário provocado por anos de inépcia e corrupção; Lula e Dilma ainda devem explicações

A publicação do balanço de 2014 da Petrobras é apenas o primeiro passo da longa caminhada de reconstrução da empresa depois do ciclo de desgraça a que foi submetida de 2004 a 2012: imprudência inaceitável, incompetência descomunal e corrupção voraz.

O prejuízo do período monta a R$ 50,8 bilhões, dos quais R$ 6,2 bilhões ligam-se diretamente aos desvios sistemáticos praticados nas principais diretorias da estatal –o cálculo baseou-se em depoimentos da Operação Lava Jato que apontaram propina de 3% nos contratos.

Os R$ 44,6 bilhões restantes decorrem de erros grosseiros no planejamento e na execução de projetos e, em menor medida, de pioras nas condições de mercado –a queda do preço do petróleo, por exemplo, reduz o valor de investimentos realizados em exploração.

O estouro nos custos não se relaciona apenas com a má gestão da última década, porém. Por certo o clima de euforia irresponsável e o uso político da estatal nos mandatos petistas contaminaram o corpo dirigente. Perdeu-se a noção de diligência no trato do dinheiro alheio.

Também é óbvio que as propinas incentivaram tal conduta. Projetos faraônicos e custos fora de controle, que resultam do ambiente delituoso que vigorou na empresa, agora se disfarçam nas ineficiências.

Vencida a etapa do balanço, a empresa precisa reformular seu plano de negócios a fim de preservar caixa e reduzir o endividamento, que chega a quase cinco vezes a geração de lucro operacional –o ideal é menos de três vezes.

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, indica que será firme na reestruturação. Cogitam-se cortes expressivos nos investimentos, gestão mais inteligente de ativos (inclusive com vendas e parcerias com o setor privado) e política financeira mais conservadora.

Também são desejáveis mudanças nas regras de exploração do pré-sal e na política de conteúdo nacional, que sobrecarregam a empresa sem que ofereçam em troca benefícios tangíveis para acelerar a exploração dos campos de petróleo.

Não fosse por um aspecto dos mais relevantes, seria possível afirmar que a longa crise começa a ser superada. Bendine, que chegou ao comando da Petrobras somente neste ano, agiu bem ao pedir desculpas e declarar-se envergonhado. Falta, agora, que os responsáveis políticos pelo maior escândalo de corrupção e má gestão da história nacional tenham a decência de fazer o mesmo.

Nada aconteceu por acaso. O ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff –que dirigiu o Conselho de Administração da Petrobras de 2003 a 2010– têm o dever de explicar ao país como se consumou tamanho desastre em suas gestões.

    06/03/2015

    Fundo do poço: assassinos e estupradores da ditadura agora cobram moralidade

    Filed under: Aracely,Clube Militar,Ditadura,Energúmenos,Estupro,Gorilas — Gilmar Crestani @ 8:28 am
    Tags:

    ditadura aracelyCORRUPÇÃO

    Clube Militar lançará campanha pela ‘moralidade nacional’

    DO RIO – O Clube Militar, no Rio, lança no próximo dia 19 uma campanha pela "moralidade nacional". A intenção é realizar debates e divulgar textos na internet com o combate à corrupção como tema principal.

    O clube divulgou uma lista com 31 nomes, entre militares da reserva, jornalistas e políticos que, de acordo com a associação, aderiram à ideia.

    Em uma carta, o grupo diz que a iniciativa surgiu "com a constatação de que valores da sociedade apresentam diversas distorções". "Os direitos de minorias prevalecendo sobre os da maioria" seriam uma delas, segundo o clube.

    A informação surpreendeu o jornalista Fernando Gabeira, que aparece como signatário."Autorizei a utilização de meus textos no site. sobre esta questão não estou sabendo de nada. Não li o documento."

    Para o general Gilberto Pimentel, presidente do clube, a pretensão é que a iniciativa "seja de todos que amam, verdadeiramente, o Brasil".

    12/12/2014

    El País publica o que jornais brasileiros, por cumplicidade, silenciam

    Filed under: Ditadura,Estupro,Instituto Millenium,Violência — Gilmar Crestani @ 9:19 am
    Tags:

    Os jornais brasileiros não silenciaram na ditadura, foram cúmplices. Na democracia, silenciaram, para continuarem cúmplices. Os grupos mafiomidiáticos praticam a máxima do Direito Penal segundo a qual o réu tem direito a ficar em silêncio para não se incriminar. Quando um dos veículos das cinco irmãs (Globo, Veja, Folha, Estadão & RBS) apontarem o dedo contra os democratas lembre-se, eles apoiaram a ditadura e até agora não reconheceram o erro, de modo que a recaída é apenas uma questão de oportunidade. Portanto, vigilância com a bandidagem!

    “Eu acho, não, tenho quase certeza que eu não fui estuprada”

    Violência sexual ultrapassou “todos os limites da dignidade humana”, diz relatório

    Antonio Jiménez Barca São Paulo 10 DIC 2014 – 09:54 BRST

    Um dos locais onde presos eram torturados. / Fabrício Faria (CNV)

    O aterrorizante capítulo do relatório da Comissão Nacional da Verdade, sobre os crimes da ditadura militar, que aborda a violência sexual começa com o depoimento de Isabel Fávero: “Depois de três ou quatro dias presa, comecei a passar mal. Estava grávida de dois meses e tive um aborto espontâneo. Sangrava muito, não tinha como me limpar, usava papel higiênico. E cheirava mal, estava suja. Por isso acho… Não, tenho quase certeza de que não fui estuprada. Porque eles me ameaçavam constantemente mas tinham nojo de mim. (…) Certamente foi por isso. Eles ficavam irritados ao me ver suja, sangrando e cheirando mal e ficavam com ainda mais raiva, e me batiam ainda mais”.

    O relatório afirma que os casos de estupro e de violência sexual foram praticados “de maneira extensa durante toda a repressão do período da ditadura militar brasileira”.

    Alguns dos torturados, como Marco Antônio Tavares, dizem que os torturadores do DOI (Departamento de Operações e Informação) tinham “uma obsessão doentia” pelo abuso sexual, por humilhar as vítimas de uma maneira sexual. “Tenho certeza que despiram e torturaram Vera só para poderem vê-la nua”. E prossegue: “Não há outra explicação para todos esses tipos de tortura, como introduzir cabos de vassoura no ânus e na vagina ou aplicar descargas elétricas nos genitais". José Carlos Zanetti, preso em maio de 1971 na Bahia, ao lembrar de seus carrascos, exclama: “Não sei como essas pessoas podiam dormir, podiam seguir vivendo”.

    Não há outra explicação para todos esses tipos de tortura, como introduzir cabos de vassoura no ânus e na vagina ou aplicar descargas elétricas nos genitais

    Os estupros eram algo corriqueiro. Algumas vezes ocorriam com o namorado ou o marido da vítima na mesma sala. Eliete Lisboa Martela, que foi presa em São Paulo, relata o sofrimento de um amigo, João Leonardo Silva Rocha, detido em junho de 1975: “João Leonardo estava completamente fora de si porque estupraram sua mulher naquela sala onde também tiraram minha roupa. Ele estava amarrado no pau-de-arara, com um fio elétrico enfiado no ânus. E ali estupraram sua mulher, que era professora de inglês. Ela foi estuprada ali, na frente dele. E ele entrou em choque com isso”.

    Karen Keilt foi levada à força junto com seu marido para o Departamento Estadual de Investigações Criminais de São Paulo em meados de maio de 1976. Os dois foram soltos em julho depois de pagar uma fiança de 400.000 dólares. Anos depois, mudou-se para os Estados Unidos. Eis seu depoimento: “Começaram a me bater. Me amarraram num pau-de-arara e me deixaram pendurada. Me deram choques elétricos. Nos seios, nos mamilos… Desmaiei. E comecei a sangrar. Sangrava por todas as partes. Pelo nariz, pela boca. Estava muito mal. Então um dos guardas veio, me levou para uma das celas e me estuprou. Ele me disse que eu era rica mas tinha a mesma vagina que o resto das mulheres. Era um homem horrível”.

    mais informações

    Para Karen, assim como para muitas outras vítimas desse tipo de violência, uma vez libertadas, o suicídio se tornou uma das saídas do labirinto psicológico no qual os torturadores as tinham colocado. “Quando voltei para casa, na primeira semana, tentei me matar. Era julho, inverno em São Paulo. Tomei vários comprimidos, saí da cama e entrei na piscina. Não queria sobreviver de maneira alguma. O Rick me escutou e me salvou. Mas ele começou a beber. Bebia, bebia, bebia. Muito. Virou alcóolatra. Nunca se recuperou da tortura”.

    Às vezes, o pior castigo era o que as pessoas levavam para sempre dentro de si ao deixar o quartel ou a cela. Uma jovem de 19 anos que não quis se identificar, presa no Rio de Janeiro, conta que foi torturada duas vezes. Uma por seus carrascos. Outra, por ela mesma, pelo resto da vida, porque não conseguiu resistir e entregou um companheiro. “Saí dali com minha dignidade destruída. Me sentia responsável pelo sofrimento daquela pessoa que acabou sendo presa por causa das minhas palavras, obtidas sob coação. Alguns anos depois, eu soube que ele passou dois meses na prisão. E que estava em liberdade, o que me deixou contente. Muitas vezes pensei em procurá-lo, em contar a ele as circunstâncias sob as quais o denunciei, falar sobre as ameaças de estupro. Mas sempre que eu tentava, acabava voltando atrás, paralisada pelo pânico. Será que ele iria me entender? Será que me perdoaria? Eu não aguentava a tristeza. (…) Há muitas maneiras de uma pessoa dizer que resistiu, há muitas expressões para descrever seu orgulho e sua honra, e essas mesmas expressões escondem uma acusação implícita para aqueles que não resistiram. Para aqueles que sofrem de uma dor que, talvez, muitos desconheçam”

    Comissão da Verdade: “Eu acho, não, tenho quase certeza que eu não fui estuprada” | Brasil | EL PAÍS Brasil

    11/12/2014

    Só há dois tipos que apoiam ditadura: os mal informados e os mal intencionados

    Filed under: Assassinato,Ditabranda,Ditadura,Editorial da Folha,Estupro,Folha de São Paulo,Tortura — Gilmar Crestani @ 11:44 pm
    Tags:

    Se, sabendo pelo que podes ler abaixo, continuas apoiando a ditadura, lamento dizer, mas o que tens de maior é o déficit civilizatório. Sendo assim, o que é mesmo que fazes melhor que um bandido do PCC?!

    Folha sai pela tangente e diz que “quase toda a imprensa” apoiou golpe; jornal chamou governo Médici de “respeitável”

    publicado em 11 de dezembro de 2014 às 9:45

    Captura de Tela 2014-12-11 às 09.35.48

    Comissão da Verdade desmascara a Folha

    Por Altamiro Borges, em seu blog

    Os barões da mídia agem como as famiglias mafiosas. Disputam o mercado, mas se unem na defesa da instituição criminosa.

    Nesta quarta-feira (10), todos os principais sites de notícias deram destaque para a entrega do relatório final da Comissão da Verdade, que aponta os responsáveis pelas torturas, mortes e desaparecimentos durante o sombrio período da ditadura militar no Brasil.

    Nos telejornais, até houve uma postura respeitosa diante da emoção da presidenta Dilma Rousseff, vítima de torturas, que chorou ao receber o relatório. Mas nenhum veículo da mídia monopolista citou uma importante conclusão da Comissão da Verdade: a de que o Grupo Folha apoiou a ditadura militar!

    Segundo o relatório, o império midiático da famiglia Frias não deu apenas apoio ideológico ao golpe militar e ao regime facínora dos generais. Ele também deu apoio financeiro e logístico aos golpistas — inclusive cedeu suas caminhonetes para a ação repressiva.

    No item sobre a colaboração de civis com o regime militar, elaborado por 11 pesquisadores do grupo de trabalho sobre o Estado Ditatorial-Militar, a Comissão Nacional da Verdade menciona o livro “Cães de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988″, da pesquisadora Beatriz Kushnir.

    Na página 320, o texto aponta os grupos empresariais que colaboraram com a famigerada Operação Bandeirantes e afirma que “constatou a presença ativa do Grupo Folha no apoio à Oban, seja no apoio editorial explícito no noticiário do jornal Folha da Tarde, seja no uso de caminhonetes da Folha para o cerco e a captura de opositores do regime”.

    A ação fascista da famiglia Frias sempre foi denunciada pelas vítimas da ditadura militar.

    Em 1971, três caminhonetes da Folha inclusive foram queimadas por militantes de esquerda como forma de protesto. Mas os barões da mídia, como as famiglias mafiosas, preferem esconder este fato histórico.

    PS do Viomundo: A decência exigiria dos jornalões que pedissem desculpas por sua atuação antes e durante a ditadura. A Folha prefere fugir de sua responsabilidade.

    PS2 do Viomundo: Comentário deixado no Viomundo em 2009 pela leitora Laura, depois que o jornal chamou a ditadura de “ditabranda”:

    laura (08/03/2009 – 05:46)
    A Folha fornecia suas peruas de distribuição de jornais, as C 14 para levar os presos sob metralhadoras para serem torturados ou morrer no DOI-CODI. Eu fui levada para lá, numa delas, beje. Quando vc via uma perua C 14 sabia que estava sendo perseguido. Essa a contribuição da Folha para a SUA “ditabranda”. Há que falar claramente qual é a “liberdade” da Folha de São Paulo, um jornal que mente.

    PS3 do Viomundo: Íntegra do editorial Banditismo, escrito por Octávio Frias de Oliveira depois que a resistência queimou carros da Folha durante o governo Médici, no auge da ditadura que matou, torturou e sumiu com pessoas (grifos nossos):

    Banditismo

    Publicado em 22 de setembro de 1971

    OCTAVIO FRIAS DE OLIVEIRA

    A sanha assassina do terrorismo voltou-se contra nós.

    Dois carros deste jornal, quando procediam ontem à rotineira entrega de nossas edições, foram assaltados, incendiados e parcialmente destruidos por um bando de criminosos, que afirmaram estar assim agindo em “represalia” a noticias e comentarios estampados em nossas paginas.

    Que noticias e que comentarios? Os relativos ao desbaratamento das organizações terroristas, e especialmente à morte recente de um de seus mais notorios cabeças, o ex-capitão Lamarca.

    Nada temos a acrescentar ou a tirar ao que publicamos.

    Não distinguimos o terrorismo do banditismo. Não há causa que justifique assaltos, assassinios e sequestros, muitos deles praticados com requintes de crueldade.

    Quanto aos terroristas, não podemos deixar de caracterizá-los como marginais. O pior tipo de marginais: os que se marginalizam por vontade propria. Os que procuram disfarçar sua marginalidade sob o rotulo de idealismo politico. Os que não hesitaram, pelo exemplo e pelo aliciamento, em lançar na perdição muitos jovens, iludidos, estes sim, na sua ingenuidade ou no seu idealismo.

    Desmoralizadas e desarticuladas, as organizações subversivas encontram-se nos estertores da agonia.

    Da opinião publica, o terror só recebe repudio. É tão visceralmente contrario às nossas tradições, à nossa formação e à nossa indole, que suas ações são energicamente repelidas pelos brasileiros e por todos quantos vivem neste país.

    As ameaças e os ataques do terrorismo não alterarão a nossa linha de conduta.

    Como o pior cego é o que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender que no Brasil não há lugar para ele. Nunca houve.

    E de maneira especial não há hoje, quando um governo serio, responsavel, respeitavel e com indiscutivel apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social — realidade que nenhum brasileiro lucido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama.

    O Brasil de nossos dias é um país que deseja e precisa permanecer em paz, para que possa continuar a progredir. Um país onde o odio não viceja, nem há condições para que a violência crie raizes.

    Um país, enfim, de onde a subversão — que se alimenta do odio e cultiva a violencia — está sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da Imprensa, que reflete os sentimentos deste. Essa mesma Imprensa que os remanescentes do terror querem golpear.

    Porque, na verdade, procurando atingir-nos, a subversão visa atingir não apenas este jornal, mas toda a Imprensa deste país, que a desmascara e denuncia seus crimes.

    Leia também:

    Alípio Freire e Beatriz Kushnir: A Folha e a ditadura

    Folha da Tarde: O jornal que matava nas manchetes

    Ivan Seixas viu carros da Folha diante de centro de torturas

    Luiz Antonio Dias: O papel da Folha e do Estadão no golpe de 64

    Frias visitava o DOPS, diz ex-delegado

    Beatriz Kushnir: Além de apoiar o golpe, mídia foi colaboracionista

    Rose Nogueira: A ficha (verdadeira) da Folha

    Beatriz Kushnir: Quem eram os cães de guarda

    Ivan Seixas: Otavião tinha medo de ser fuzilado

    Beatriz Kushnir: Como a mídia colaborou com a ditadura

    Folha sai pela tangente e diz que "quase toda a imprensa" apoiou golpe; jornal chamou governo Médici de "respeitável" « Viomundo – O que você não vê na mídia

    Bolsonaro não é FDP, é filho do PIG!

    Filed under: Estupro,Grupos Mafiomidiáticos,Instituto Millenium,Jair Bolsonaro — Gilmar Crestani @ 10:57 pm
    Tags:

    Cria cuervos… Quem chocou o ovo da serpente que o cuide. Quem protege quem defende estupro também pode defender estuprador. Possivelmente Bolsonaro goste de estuprar e, quiçá, ser estuprado. Mas é algo tão abjeto que mesmo sendo algo das preferências dele, não é coisa para ser defendida sob o manto da impunidade parlamentar.

    Se este é um deputado Para Lamentar, pior são os falsos moralistas dos grupos mafiomidiáticos que plantaram o ódio mas agora não querem reconhecer seus filhos de chocadeira.

    Filho do PIG!

    bolso naziLelê Teles: Bolsonaro, um dos “filhos” da mídia brasileira

    publicado em 10 de dezembro de 2014 às 15:49

    O QUE DISSE BOLSONARO QUANDO DISSE O QUE DISSE?

    por Lelê Teles, via e-mail

    Ouçamos isso primeiro, com atenção.

    A Hidra tem inúmeras cabeças, os gregos as contaram lá na antiguidade.

    Alguns desmiolados na grande mídia, pretendendo agradar os patrões bilionários, decidiram chocar um ovo da velha Hidra que estava perdido por aí, sentaram-se sobre ele – revezando – e o aqueceram até que o monstrinho ganhou vida e ganhou as ruas.

    Agora não há quem o detenha.

    Outro dia, Noblat se queixou quando o seu filho, o repórter comediante Guga Noblat, foi atacado pela fera durante uma passeata.

    Tarde demais.

    Agora, Noblat se queixa novamente ao ouvir o caricato deputado carioca falar em estuprar. Seus leitores o chamaram de petralha.

    Tarde demais.

    Como jornalista, Noblat ajudou a chocar o monstro. Agora, como pai, viu que colocou a vida do filho em risco. E como avô, percebe também que sua netinha está a perigo. Há parlamentar fazendo, abertamente, apologia ao estupro.

    Noblat pede a cassação de Bolsonaro, mas tá pensando nos dele, nos de casa, quando teve que pensar no Brasil ele pouco se lixou.

    Voltemos a Bolsonaro, uma das cabeças da besta policéfala, cujo filho vai à manifestações com pistola na cinta.

    Ouçamos o que disse o monstrengo na noite de ontem à Maria do Rosário, sua colega de parlamento: “há poucos dias, ‘tu’ me chamou de estuprador no Salão Verde, e eu falei que não ia estuprar você porque você não merece”.

    Com isso, o deputado não disse apenas que poderia estuprar alguém, disse sobretudo que estupraria alguém que merecesse.

    Para Jair, há mulheres que merecem ser estupradas. E ele afirma que sabe distinguir bem, quando olha para uma mulher, as que merecem e as que não merecem o estupro.

    O que ele merece?

    Cassá-lo por quebra de decoro é justo e é um imperativo. Mas arrancar uma cabeça não vai matar o monstro. Há Lobões, Mervais, Jabores, Mainardis, Azevedos, Waacks… todos mergulhados no pântano a alimentá-lo.

    A Hidra de Lerna, quem não o sabe, tinha o corpo de dragão e sete cabeças de serpente, que sempre se regeneravam ao serem cortadas.

    O monstro era tão horrendo que só o seu hálito já matava. Habitante do pântano, exalava um odor mortífero e aterrorizante.

    Hércules, e apenas Hércules, conseguiu matá-la.

    No entanto, mesmo sabendo que temos um trabalho hercúleo pela frente, é sabido que não temos nenhum Hércules por essas paragens.

    E agora, quem poderá nos salvar?

    Palavra da salvação.

    PS do Viomundo: Lelê vai ao encontro do que temos dito repetidamente, que uma mídia de extrema-direita produz “heróis” da extrema-direita.

    Leia também:

    Abaixo-assinado que pede cassação de Bolsonaro chega a 90 mil adesões

    Lelê Teles: Bolsonaro, um dos "filhos" da mídia brasileira « Viomundo – O que você não vê na mídia

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