Ficha Corrida

24/04/2016

Le Monde menciona Mani Pulite para dizer que Brasil tem 30 Berlusconi

golpe_globoO vetusto jornal francês vem, depois da avalanche de congêneres internacionais, descantar o verso. Primeiro, tendo por fonte O Globo, disse que impeachment não é golpe, mas agora contrastado admite sua parcialidade induzida. A mídia internacional que não se alimenta dos ratos nacionais já se deu conta de que a plutocracia tenta, com a Rede Globo à frente, derrubar um governo eleito e sem mácula, implantar uma cleptocracia cuja face é Michel Temer, e que tem por operador Eduardo CUnha. Só para refrescar, como então articulador do Governo, Michel Temer articulou no Congresso a eleição de seu capitão-de-mato Eduardo CUnha. Cunha é obra sua, não só por ter distribuído cargos com pessoas ligadas a CUnha, mas por agora ser o beneficiário do processo kafkiano de seu agente.

A outra lembrança do Le Monde diz respeito ao verniz de legalidade, que é a forma de todo Golpe Paraguaio, que atende por Mani Pulite. Se na Itália o processo conduziu ao poder Sílvio Berlusconi, que se manteve no poder até quebrar o país e virar chacota internacional por suas Bunga Bunga, no Brasil a caça ao Lula se tornou diversionismo para alimentar a matilha que está sedenta de poder como hienas vagando no deserto em busca de carniça. Basta que se diga que Lula vem sendo caçado como escravo fugido sem que seus caçadores tenham conseguido emplacar a formalização de uma única acusação. E, quando se quer, todos sabemos que uma devassa na vida de qualquer pessoa encontra indícios, ou nela se implanta, elementos para instruir uma ação. De proprietário da Friboi, que é finanCIAdora da campanha contra Lula, de aviões supersônicos a última investida é nos pedalinhos de Atibaia. Se os perdigueiros que caçam Lula não tivessem o faro viciado já teriam dado satisfação do sumiço do heliPÓptero. Ou quiçá alguma explicação para o alcovitamento de Miriam Dutra na Espanha às expensas da Brasif. Se devassassem Michel Temer ou os filhos do Roberto Marinho, teriam elementos para milhares de ações. Mas não se trata de limpar os podres, mas de tirar quem sempre combateu os podres. São limpa-trilhos para que os  30 Berlusconi de que fala o Le Monde voltam ao comando dos cofres públicos. Não é sem motivo que carta do Grupo Globo ao The Guardian tenha sido solenemente relegada a tudo que sai da Rede Globo, lixo.

As razões que levam um juiz a proferir uma decisão em 28 segundos para impedir Lula de assumir um Ministério é a mesma que explica a lentidão para afastar um notório corrupto como Eduardo CUnha. É a forma da plutocracia  defender seus cleptomaníacos no Golpe Paraguaio em curso no Brasil. A distribuição de estatuetas pela Rede Globo é, como o “famiglia” usado pelos congressistas ao sufragarem o golpe, senha que une plutocratas a cleptomaníacos. O dinheiro lavado e escondido no exterior, seja das Copas de 2002 e 2006, seja dos esquemas montados pela dupla Michel Temer & Eduardo CUnha, explicam a unanimidade da mídia internacional em apontar a transformação da República Brasileira em Bunga Bunga. Ou República das Bananas

Le Monde lamenta ter se baseado na mídia brasileira para analisar o golpe

Le Monde lamenta ter se baseado na mídia brasileira para analisar o golpe

sab, 23/04/2016 – 20:51 -Atualizado em 23/04/2016 – 20:52

Do RFI

Le Monde admite ter ignorado parcialidade da mídia brasileira

Publicado em 23-04-2016 Modificado em 23-04-2016 em 20:21

Na edição antecipada de domingo (24), o mediador entre os leitores e a redação do vespertino francês Le Monde, Franck Nouchi, faz a seguinte pergunta: "Le Monde foi parcial na cobertura da crise politica brasileira?"

O questionamento foi feito depois do jornal ter recebido dezenas de cartas de brasileiros e franceses vivendo na França e no Brasil. O jornal cita a carta, que elogia como muito bem argumentada, de quatro brasileiras residentes em Paris," movidas pela consciência do impacto que o Monde tem sobre a opinião pública ". Na carta, elas perguntam porque Le Monde escolheu a parcialidade para abordar a crise politica brasileira ao invés de indagar, abordar novos ângulos… e não seguir o coro uníssono da grande mídia brasileira.

Na mesma linha, Le Monde também levou em consideração o correio de um outro grupo de ex-exilados políticos brasileiros da França e da Bélgica, que interrogam porque não foram feitas reportagens mais balanceadas com personalidades de destaque como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e outros nomes, sobre suas razões para se posicionarem com tanta firmeza pela democracia. Na contramão, é citado somente um leitor que elogia diversos artigos e o mediador defende as coberturas de algumas matérias.

Parcialidade das mídias brasileiras é reconhecida

No entanto, reconhece e lamenta que o editorial de 31 de março, intitulado"Brésil: ceci n’est pas un coup d’Etat" (Brasil: isto não é um golpe de Estado, em tradução livre), não tenha sido equilibrado, em especial por ter omitido que os apoiadores do impeachment são acusados de corrupção, a começar por Eduardo Cunha, presidente da Câmara, assim como por não ter abordado suficientemente a parcialidade das mídias nacionais. Nesse contexto, o mediador lembra um dossiê completo publicado em janeiro de 2013 pela ONG Repórteres sem Fronteiras, que chamava o Brasil de "o país dos trinta Berlusconi"*, lembrando que os dez principais grupos econômicos, familiares, dividem o mercado da comunicação de massa.

Finalizando, o jornal admite que o ideal teria sido enviar um jornalista de Paris para apoiar sua correspondente em São Paulo, Claire Gatinois, para relatar com mais profundidade as fraturas sociais da população, reveladas durante esta crise.

* referência ao ex-premiê italiano Silvio Berlusconi, dono de um império midiático na Itália.

Le Monde lamenta ter se baseado na mídia brasileira para analisar o golpe | GGN

27/09/2015

Nossa elite midiática tem autoridade moral de dirigente da Volks

Filed under: Ditabranda,Ditadura,Estupro,Le Monde,Tortura,Volkswagen — Gilmar Crestani @ 2:15 pm
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Só não sei se as peruas que a Folha emprestava para levar os corpos dilacerados para o Cemitério de Perus também eram da Volks. A prova de que a ditadura fez muito sucesso por aqui se mede pelo empenho da nossa imprensa em revelar porque todo preso da ditadura era estuprado. O estupro está para a ditadura como a fidelidade de Miriam Dutra está para FHC.

Se nossa imprensa participou ativamente para derrubar Jango, da mesma forma que atua agora para derrubar Dilma, também é verdade que atuou para legitimar a ditadura, com a qual se locupletou. As cinco irmãs (Folha, Estadão, Globo, Veja e RBS) se consolidaram com a ditadura. Por que iriam querer revelar os crimes dos seus parceiros? Nem seria justo esperar que o fizessem. Esperava-se, sim, que os que não se beneficiaram com a ditadura não fossem coniventes. Neste quesito o STF pisou no Boimate. Comprou tomate por bife…

Da mesma forma que o STF aceitou a lei com a qual os ditadores se auto anistiaram, também protegeram os crimes praticados posteriormente à referida lei, como o caso da bomba no Riocentro. No popular, não deu em nada. A Folha chegou ao cúmulo da desfaçatez ao dizer que não tivemos uma ditadura, mas uma ditabranda. Tem a mesma lógica do livro do Ali Kamel, “Não somos racistas”… Da mesma forma e pelas mesmas razões com que se livraram os criminosos da ditadura, também se livraram da justiça os criminosos da privataria tucana. Se quisermos entender melhor o que isso significa, basta que olhemos para nosso lado. Carlos Menem e Alberto Fujimori, parceiros de todas as horas do rei da privataria, foram presos, mas por aqui o responsável foi levado por Roberto Marinho e José Sarney para a Academia Brasileira de Letras. Na Argentina, Chile e Peru, os ditadores sofreram as consequências da lei. Muito diferente do que houve por aqui. Não culpo torturadores, porque tinham prazer com os estupros que praticavam, mas qual será o prazer dos assoCIAdos do Instituto Millenium em tergiversar sobre o assunto?!

Le Monde lembra aliança da VW com os militares

publicado 27/09/2015

E ajuda a desmoralizar a Comissão da 1/2 Verdade.

fusca

Essa foi a ilustração que o Monde deu à reportagem sobre a tortura a Bellantani.

O respeitado jornal francês Le Monde publicou reportagem sobre a ligação sinistra da Volkswagen brasileira com o regime militar.
O artigo sai no contexto da crise que envolve a Volkswagen americana, que fraudou os testes de poluição em carros movidos a diesel e vai ter pagar multas bilionárias, depois de envenenar milhares de pessoas, mundo afora!
O Monde lembra aqui a experiência do operário metalúrgico Lucio Antonio Bellantani, que, aos 28 anos, o serviço de segurança da própria Volkswagen entregou à polícia por discutir política e defender a democracia.
Bellantani foi torturado para denunciar outros colegas "agitadores".
A certa altura das greves do Lula no ABC, diz o Monde, os militares receberam uma lista de 463 grevistas, entre eles, os da Volkswagen.
O depoimento de Bellantani foi recolhido pela Comissão da /1/2 Verdade brasileira.
O que o Monde não diz é que o Brasil se tornou o único pais latino-americano, vítima de um regime militar, que conseguiu desmoralizar uma Comissão de Verdade!
E quando foi se aprofundar nas relações das empresas – e bancos – com o regime militar, adotou a filosofia "sergio morinha": "não vem ao caso"!
Vive le Brésil !
Ao Monde:

Mardi 22 septembre, divers syndicats ainsi que le Forum des travailleurs pour la vérité, la justice et la réparation ont réclamé l’ouverture d’une procédure d’enquête contre le groupe, accusé d’avoir collaboré aux persécutions et aux tortures lors de la dictature militaire (1964-1985).
Le Forum est une émanation d’un groupe de travail issu de la Commission nationale de la vérité (CNV), chargée depuis 2012 d’enquêter sur les violations des droits de l’homme pendant les années noires du pays.
Selon les documents collectés par le Forum, le groupe allemand, présent au Brésil depuis plus de soixante ans, aurait collaboré avec la police militaire, donnant sans gêne les noms de salariés potentiellement perturbateurs au service d’ordre de l’Etat. Charge ensuite aux policiers de les arrêter et de les torturer.
Lucio Antonio Bellantani, 71 ans, fut l’une des victimes de ce « nettoyage ». Son témoignage, rapporté par le site du magazine CartaCapital, est sans équivoque. En 1972, alors âgé de 28 ans, il fut livré aux policiers militaires par le propre service de sécurité de « Volks ».
Son crime ? « Discuter politique avec d’autres collègues afin de les syndiquer et de lutter avec eux contre la dictature et pour la démocratie », raconte-t-il.
Cette audace lui a valu plus d’un mois de détention ponctué de séances de torture, l’obligeant à donner les noms de personnes liées au Parti communiste. Aujourd’hui, Lucio Antonio se bat pour que le pays accomplisse son devoir de mémoire, que l’on enseigne aux enfants cette période sombre du Brésil, afin que « jamais plus » l’histoire ne se répète, dit-il. Et de rêver à la construction d’un « mémorial », par le groupe.
Véritable institution au Brésil, Volkswagen, fabricant de la voiture populaire Fusca, nom local de la Coccinelle, est la première entreprise mise en cause. Elle ne sera sans doute pas la seule. « Nous avons collecté beaucoup d’éléments sur cette société, mais nous avons aussi des documents à même de prouver l’implication d’autres entreprises », indique Carolina Freitas, membre du Forum.
En 1980, lors de la grande grève de quarante et un jours – orchestrée par celui qui n’était encore qu’un syndicaliste chahuteur, Luiz Inacio Lula da Silva (président brésilien de 2003 à 2010) –, la police militaire aurait reçu les noms de 436 grévistes, de Volkswagen, mais aussi d’autres entreprises alentour paralysées par l’arrêt de travail. Contacté, le groupe allemand n’a pas donné suite à nos sollicitations.

Le Monde lembra aliança da VW com os militares — Conversa Afiada

03/12/2011

As ligações perigosas entre jornalistas e políticos

Filed under: Jornalismo,Le Monde — Gilmar Crestani @ 8:56 am

Journalistes et politiques, les liaisons dangereuses ?

Audrey Pulvar, idylle à la ville, soupçonnée dans les médias

Journalistes et politiques

Les nouvelles liaisons dangereuses.

– Elle a beau clamer le droit pour une femme de ne pas penser " par et comme son compagnon ", celle qui partage la vie du socialiste Arnaud Montebourg est désormais privée de parole politique sur France Inter et i>Télé. Mais pas sur France 2, où sa présence fait grincer des dents. Par Raphaëlle Bacqué

Ils n’ont pas vu le paparazzi planqué avec son appareil photo. Audrey Pulvar et Arnaud Montebourg viennent de sortir d’un dîner chez des amis, dans le quartier de la gare de l’Est, à Paris, ce soir de janvier 2010. " Nous n’avons pas remarqué le photographe, à quelques dizaines de mètres dans notre dos ", se souvient-elle. Ils ne se sont méfiés ni l’un ni l’autre. Le 1er novembre précédent, la journaliste vedette d’i>Télé a invité dans son émission le député socialiste de Saône-et-Loire, mais depuis le début de leur liaison amoureuse, " peu après cette interview ", assure-t-elle, ils se sont faits discrets, sans pour autant chercher à se cacher. Jamais ils n’ont d’ailleurs imaginé qu’un des amis du député socialiste a pu, par une indiscrétion livrée devant la rédactrice en chef de Closer, révéler leur relation d’amour récente et déclencher ainsi cette filature habituellement réservée aux stars du show-business. Le 9 janvier 2010, pourtant, il faut bien se rendre à l’évidence. La photo s’étale en couverture du magazine people.

C’est la première fois que la liaison entre une journaliste et un homme politique est ainsi révélée, photo volée à l’appui, et cet outing inédit sonne le début des difficultés pour Audrey Pulvar. Et des contradictions pour Arnaud Montebourg. Quatre ans auparavant, ce dernier a en effet pointé le " conflit d’intérêts évident " que représente alors pour France 2 la présence de la journaliste Béatrice Schönberg au journal de 20 heures depuis que celle-ci a épousé, à l’été 2005, le ministre Jean-Louis Borloo. " Dans le monde politico-médiatique actuel, ceux qui ont le pouvoir se permettent de piétiner les règles du jeu. Il est temps que cela change ! ", a dénoncé, dans un entretien à Télérama, en avril 2006, le député de Saône-et-Loire. Un an plus tard, Béatrice Schönberg a dû quitter le " 20 heures ", reléguée à l’animation d’un magazine mensuel sur la chaîne de service public. Autant dire que, dans le milieu politique, on ne se prive pas de sourire en voyant Montebourg pris à son tour dans la même situation.

Mais c’est pour elle, Audrey Pulvar, que les ennuis commencent. Journaliste vedette de i>Télé, elle y présente alors une émission de deux heures, essentiellement tournée vers la politique. Elle était jusque-là l’un des atouts de la chaîne. Mais maintenant que sa liaison avec un député socialiste est connue, c’est l’indépendance même de la rédaction qui peut être remise en cause. Bertrand Méheut et Pierre Fraidenraich, respectivement patrons de Canal+ et d’i>Télé, n’ignorent pas que le discrédit qui frappe les médias se nourrit aussi de l’affichage public de ces couples journalistes/élus qui sont devenus le signe le plus visible de la collusion supposée entre presse et pouvoir. Mais ce qui, dans une rédaction américaine, allemande ou britannique, se réglerait d’emblée par la mise à l’écart de la rubrique politique du journaliste en cause, reste en France l’objet de tergiversations.

Lorsque Arnaud Montebourg présente, le 20 novembre 2010, sa candidature, la situation devient intenable pour Audrey Pulvar. Car ses invités rechignent désormais. La gauche le fait à mi-voix. La droite, tout haut. Le secrétaire d’Etat chargé du commerce extérieur, Pierre Lellouche, furieux d’avoir été interpellé, lors d’une interview, sur l’affaire Karachi qui mine la droite, a fait un scandale devant la direction de la chaîne. " La prochaine fois que vous me poserez des questions aussi partisanes, je vous mettrai en cause et en direct devant les caméras en vous appelant Mme Montebourg ! ", menace-t-il. La direction d’i>Télé ne peut plus prendre le risque. Toutes les interventions politiques de sa journaliste vedette sont désormais supprimées.

Vingt ans auparavant, Christine Ockrent et Anne Sinclair avaient ignoré les critiques. Audrey Pulvar, elle, revendique, comme " féministe assumée et prosélyte ", le droit pour une femme de " ne pas penser par et comme son compagnon ". Vingt ans auparavant, ni Bernard Kouchner ni Dominique Strauss-Kahn n’étaient intervenus dans le débat. Cette fois, question d’époque et de génération, Arnaud Montebourg est à son tour interpellé. Il peine, cependant, à trouver une justification. Alors qu’on lui demande s’il pourrait à son tour s’effacer pour sa compagne, il avoue sa contradiction : " Je ne vois pas pourquoi ce serait toujours les femmes qui paieraient. Les hommes aussi peuvent parfois avoir l’élégance de s’effacer. En ce qui me concerne, ce n’est pas le cas… " Puisqu’il ne renonce pas à ses ambitions, c’est donc elle qui doit plier.

A France Inter, où elle a été engagée sur la recommandation de Nicolas Demorand, en septembre 2010, la situation est tout aussi difficile. Car le conflit d’intérêts n’est pas lié à son sexe, mais bien à sa fonction : chaque jour, à 7 h 50, elle assume l’interview politique de la station de radio publique. Autant dire que défilent à son micro presque tous les adversaires de droite ou les rivaux de gauche d’Arnaud Montebourg. Philippe Val, le patron de la station, a d’abord regretté devant elle " Tu aurais dû cacher ta relation… " Mais il doit, lui aussi, devant l’émoi de sa rédaction, lui demander, en janvier, de renoncer.

Car l’époque a changé. Et sans doute Audrey Pulvar ne l’a-t-elle pas encore saisi. De gauche, elle l’est depuis toujours. " Plus radicalement qu’Arnaud ", note-t-elle dans ce petit café du Quartier latin où elle a donné rendez-vous au Monde. Et ce n’est pas la première fois que sa carrière, ses convictions politiques et son histoire personnelle sont intimement mêlées.

Pendant ses premières années professionnelles, aux Antilles, elle a longtemps été " la fille de Marc Pulvar ". A l’époque, dans les années 1980 et 1990, Marc Pulvar est une figure politique à la Martinique. Ancien professeur de mathématiques, fondateur du Mouvement indépendantiste martiniquais, syndicaliste charismatique, on le voit partout, à la tête des manifestations de chauffeurs de taxi et des grèves de fonctionnaires. Marc Pulvar est tant dévoré par la politique qu’il en oublie d’être présent pour sa femme, assistante sociale, et que le couple finit par divorcer lorsque Audrey, la dernière de leurs trois filles, n’a que 5 ans. Mais il est clair pour chacun que lorsqu’elle paraît, chaque soir à partir de 1995 – elle n’a que 23 ans -, sur les écrans d’Antilles Télévision, où elle présente le journal télévisé, c’est bien la fille du leader politique qui parle.

C’est à la fois une position exposée. Et une source de conflit d’intérêts potentiel avec ce père qui occupe largement l’actualité politique et sociale dans la région. Un jour d’une grande grève qui menace de paralyser la Martinique, elle le suit, avec son caméraman jusqu’à la Grande Poste de Fort-de-France. Marc Pulvar y est entré, muni de son mégaphone, et le voilà qui exhorte les employés à " baisser le rideau et à cesser le travail ". Il se retourne, sa fille est là avec son micro. " Je le lui ai mis sous le nez, assure-t-elle, et je l’ai interrogé, je crois, sans concession. " Deux fois, elle interviewera Marc Pulvar sans que personne n’ignore ce que le vouvoiement qu’elle adopte alors recouvre d’artifice.

Est-ce cette confusion des genres assumée dix ans plus tôt qui lui a laissé supposer qu’au soir de la primaire socialiste, le 9 octobre, elle pourrait paraître sans choquer devant les caméras au côté d’Arnaud Montebourg ? " J’avais vécu la campagne, la fatigue, l’angoisse, la séparation, plaide-t-elle, et lorsqu’on m’a poussée à la tribune, je ne me suis pas rendu compte de ce que cela allait susciter. "

Cette fois, la société des journalistes de Radio France publie un communiqué cinglant à son intention : " Vivez vos amitiés et vos amours, mais gardez-les pour vous. N’oubliez pas les soupçons des auditeurs, pour qui, souvent, l’amitié d’aujourd’hui peut devenir la collusion de demain. "Les médias français, qui acceptaient jusque-là des couples journalistes/élus qui auraient fait scandale ailleurs, ont-ils enfin changé ? Ils restent en fait ambivalents. Car alors que France Inter et i>Télé l’ont peu à peu écartée de toute intervention politique, la productrice Catherine Barma et son animateur Laurent Ruquier l’ont engagée, en septembre, dans l’émission grand public " On n’est pas couché", sur France 2, où elle doit remplacer, avec la journaliste Natacha Polony, le duo que formaient jusque-là Eric Zemmour et Eric Naulleau.

" On cherchait une femme qui ait du mordant. Et je préfère quelqu’un qui avance démasquée ", souligne Laurent Ruquier. En coulisses, la liaison d’Audrey Pulvar et d’Arnaud Montebourg n’est pourtant pas mieux acceptée. Martine Aubry, invitée comme Ségolène Royal, en pleine campagne des primaires socialistes, se plaint vertement de " l’agressivité ", des " yeux levés au ciel ", du " militantisme " et des attaques sur la complaisance de la première secrétaire du PS à l’égard du président socialiste des Bouches-du-Rhône, Jean-Noël Guérini, bête noire de Montebourg.

Est-ce pourtant son lien avec Arnaud Montebourg qui explique aujourd’hui les moins bonnes audiences de l’émission ? Laurent Ruquier a toujours défendu Audrey Pulvar. Et balaie les critiques d’un revers de main : " Personne n’a jamais empêché Christine Ockrent de faire des interviews alors qu’elle vivait avec Bernard Kouchner, et personne n’imagine non plus que Jean-Pierre Elkabbach soit de gauche ! "Audrey Pulvar n’a pas d’autre défense aujourd’hui. " Quand je pense qu’il y a des journalistes qui sont invités à l’anniversaire de Nicolas Sarkozy et qui l’interviewent quelques semaines après à la télévision sans que rien ne leur soit reproché ! ", lâche-t-elle. Mais elle s’interroge désormais sur la nécessité de se lever chaque jour à 2 h 30 du matin pour se rendre à France Inter, où elle doit se contenter désormais de passer les plats des journalistes de la tranche d’information du 6 h-7 h sans faire la moindre allusion à la politique, alors que la campagne présidentielle commence : " Je sais bien, moi, que je suis capable de faire mon métier honnêtement. Mais j’ai l’impression que désormais je serai la seule à le penser. "

Audrey Pulvar, idylle à la ville, soupçonnée dans les médias – M Magazine

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