Ficha Corrida

11/12/2014

Só há dois tipos que apoiam ditadura: os mal informados e os mal intencionados

Filed under: Assassinato,Ditabranda,Ditadura,Editorial da Folha,Estupro,Folha de São Paulo,Tortura — Gilmar Crestani @ 11:44 pm
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Se, sabendo pelo que podes ler abaixo, continuas apoiando a ditadura, lamento dizer, mas o que tens de maior é o déficit civilizatório. Sendo assim, o que é mesmo que fazes melhor que um bandido do PCC?!

Folha sai pela tangente e diz que “quase toda a imprensa” apoiou golpe; jornal chamou governo Médici de “respeitável”

publicado em 11 de dezembro de 2014 às 9:45

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Comissão da Verdade desmascara a Folha

Por Altamiro Borges, em seu blog

Os barões da mídia agem como as famiglias mafiosas. Disputam o mercado, mas se unem na defesa da instituição criminosa.

Nesta quarta-feira (10), todos os principais sites de notícias deram destaque para a entrega do relatório final da Comissão da Verdade, que aponta os responsáveis pelas torturas, mortes e desaparecimentos durante o sombrio período da ditadura militar no Brasil.

Nos telejornais, até houve uma postura respeitosa diante da emoção da presidenta Dilma Rousseff, vítima de torturas, que chorou ao receber o relatório. Mas nenhum veículo da mídia monopolista citou uma importante conclusão da Comissão da Verdade: a de que o Grupo Folha apoiou a ditadura militar!

Segundo o relatório, o império midiático da famiglia Frias não deu apenas apoio ideológico ao golpe militar e ao regime facínora dos generais. Ele também deu apoio financeiro e logístico aos golpistas — inclusive cedeu suas caminhonetes para a ação repressiva.

No item sobre a colaboração de civis com o regime militar, elaborado por 11 pesquisadores do grupo de trabalho sobre o Estado Ditatorial-Militar, a Comissão Nacional da Verdade menciona o livro “Cães de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988″, da pesquisadora Beatriz Kushnir.

Na página 320, o texto aponta os grupos empresariais que colaboraram com a famigerada Operação Bandeirantes e afirma que “constatou a presença ativa do Grupo Folha no apoio à Oban, seja no apoio editorial explícito no noticiário do jornal Folha da Tarde, seja no uso de caminhonetes da Folha para o cerco e a captura de opositores do regime”.

A ação fascista da famiglia Frias sempre foi denunciada pelas vítimas da ditadura militar.

Em 1971, três caminhonetes da Folha inclusive foram queimadas por militantes de esquerda como forma de protesto. Mas os barões da mídia, como as famiglias mafiosas, preferem esconder este fato histórico.

PS do Viomundo: A decência exigiria dos jornalões que pedissem desculpas por sua atuação antes e durante a ditadura. A Folha prefere fugir de sua responsabilidade.

PS2 do Viomundo: Comentário deixado no Viomundo em 2009 pela leitora Laura, depois que o jornal chamou a ditadura de “ditabranda”:

laura (08/03/2009 – 05:46)
A Folha fornecia suas peruas de distribuição de jornais, as C 14 para levar os presos sob metralhadoras para serem torturados ou morrer no DOI-CODI. Eu fui levada para lá, numa delas, beje. Quando vc via uma perua C 14 sabia que estava sendo perseguido. Essa a contribuição da Folha para a SUA “ditabranda”. Há que falar claramente qual é a “liberdade” da Folha de São Paulo, um jornal que mente.

PS3 do Viomundo: Íntegra do editorial Banditismo, escrito por Octávio Frias de Oliveira depois que a resistência queimou carros da Folha durante o governo Médici, no auge da ditadura que matou, torturou e sumiu com pessoas (grifos nossos):

Banditismo

Publicado em 22 de setembro de 1971

OCTAVIO FRIAS DE OLIVEIRA

A sanha assassina do terrorismo voltou-se contra nós.

Dois carros deste jornal, quando procediam ontem à rotineira entrega de nossas edições, foram assaltados, incendiados e parcialmente destruidos por um bando de criminosos, que afirmaram estar assim agindo em “represalia” a noticias e comentarios estampados em nossas paginas.

Que noticias e que comentarios? Os relativos ao desbaratamento das organizações terroristas, e especialmente à morte recente de um de seus mais notorios cabeças, o ex-capitão Lamarca.

Nada temos a acrescentar ou a tirar ao que publicamos.

Não distinguimos o terrorismo do banditismo. Não há causa que justifique assaltos, assassinios e sequestros, muitos deles praticados com requintes de crueldade.

Quanto aos terroristas, não podemos deixar de caracterizá-los como marginais. O pior tipo de marginais: os que se marginalizam por vontade propria. Os que procuram disfarçar sua marginalidade sob o rotulo de idealismo politico. Os que não hesitaram, pelo exemplo e pelo aliciamento, em lançar na perdição muitos jovens, iludidos, estes sim, na sua ingenuidade ou no seu idealismo.

Desmoralizadas e desarticuladas, as organizações subversivas encontram-se nos estertores da agonia.

Da opinião publica, o terror só recebe repudio. É tão visceralmente contrario às nossas tradições, à nossa formação e à nossa indole, que suas ações são energicamente repelidas pelos brasileiros e por todos quantos vivem neste país.

As ameaças e os ataques do terrorismo não alterarão a nossa linha de conduta.

Como o pior cego é o que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender que no Brasil não há lugar para ele. Nunca houve.

E de maneira especial não há hoje, quando um governo serio, responsavel, respeitavel e com indiscutivel apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social — realidade que nenhum brasileiro lucido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama.

O Brasil de nossos dias é um país que deseja e precisa permanecer em paz, para que possa continuar a progredir. Um país onde o odio não viceja, nem há condições para que a violência crie raizes.

Um país, enfim, de onde a subversão — que se alimenta do odio e cultiva a violencia — está sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da Imprensa, que reflete os sentimentos deste. Essa mesma Imprensa que os remanescentes do terror querem golpear.

Porque, na verdade, procurando atingir-nos, a subversão visa atingir não apenas este jornal, mas toda a Imprensa deste país, que a desmascara e denuncia seus crimes.

Leia também:

Alípio Freire e Beatriz Kushnir: A Folha e a ditadura

Folha da Tarde: O jornal que matava nas manchetes

Ivan Seixas viu carros da Folha diante de centro de torturas

Luiz Antonio Dias: O papel da Folha e do Estadão no golpe de 64

Frias visitava o DOPS, diz ex-delegado

Beatriz Kushnir: Além de apoiar o golpe, mídia foi colaboracionista

Rose Nogueira: A ficha (verdadeira) da Folha

Beatriz Kushnir: Quem eram os cães de guarda

Ivan Seixas: Otavião tinha medo de ser fuzilado

Beatriz Kushnir: Como a mídia colaborou com a ditadura

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24/04/2014

Millenium: de puteiro à putaria

A transformação camaleônica do Millenium, de puteiro a instituto, foi contada, ainda em 2010, pelo  Gilberto Maringoni. Daqueles tempos à esta época, a casa de tolerância foi tolerante com os seus e intolerante com os adversários. Como não podia deixar de ser, reúne a fina flor dos apoiadores da ditadura: RBS, Globo, Folha, Estadão & Abril.

Millenium: o mapa da mídia

24 de abril de 2014 | 08:30 Autor: Fernando Brito

milleniummapa

Meu bom amigo Antonio Mello, depois de um tempo de recarga de energia, reativa seu blog em grande estilo, com um precioso mapa das conexões do Instituto Millenium, núcleo de interferência da direita e do grande capital na mídia brasileira.

(Dentro do post há uma versão clicável, que se amplia.)

Por mais que a gente saiba das ramificações empresariais e midiáticas deste think tank conservador, impressiona o volume e a interconexão entre eles.

O mais curioso é que o Ibad do século 21, com todos os seus altares liberais ainda funciona, em parte, com dinheiro público, porque as doações que recebe para investir contra o Estado são dedutíveis do Imposto de Renda, à medida em que é classificada como Organização de Interesse Público.

Mas, claro, tudo ali é “limpinho”, exceto o Brasil, que é um traste. Nós é que somos os blogueiros “sujos”, financiados com verba pública, mesmo que dela não receba um centavo.

millenium2
Mídia corporativa e Instituto Millenium, aliados dos EUA, usam
‘indignados úteis’ para transformar o Brasil numa nova Venezuela

Antonio Mello

Quando se fala em Lei de Meios; quando se faz o programa Mais Médicos trazendo médicos do exterior, em sua grande maioria de Cuba, para realizar trabalhos em áreas em que nossos médicos brasileiros se recusam a trabalhar; quando se participa ativamente do Mercosul e se toma atitudes independentes dos EUA, como a crítica severa – o verdadeiro pito – que a presidenta Dilma passou no presidente Obama, a respeito da espionagem estadunidense; quando o governo age desse modo, a mídia corporativa o acusa de estar “Venezuelando” o Brasil.

Mas quem está querendo transformar o Brasil numa Venezuela (não no que o chavismo e a revolução bolivariana trouxeram de positivo para aquele país – fim do analfabetismo, assistência médica, participação popular no governo, fim da subserviência aos EUA ), quem está querendo fazer a venezuelização do Brasil é a mídia corporativa, que estimula diariamente o preconceito – evidenciado na reação dos médicos brasileiros à importação de estrangeiros pelo programa Mais Médicos -, a ocupação dos antigos espaços nobres pelos emergentes, essa “gente diferenciada” que tomou de vez aeroportos, shoppings, restaurantes, antes frequentados apenas pelos que em geral têm como medida de suas vidas os EUA, e que hoje se ressentem da dificuldade de encontrar mão de obra barata, ou até em condições análogas à de escravidão…

A partir do Instituto Millenium, eles estão montando seus exércitos com pistoleiros, antigos e recém recrutados (não vou citar nomes, pois todos sabem quem são eles) para diariamente disparar contra o governo.

Basta visitar a página de comentários de qualquer um desses recrutas, soldados ou oficiais do porcalismo (palavra divulgada por este blog – sorry, o diabo é sábio não porque é diabo, mas porque é velho…) vendidos para ver o efeito devastador que causam na cabeça daqueles que chamo, desde 2005, de “indignados úteis” (leia abaixo postagem de 2006 sobre eles), zumbis ressentidos, que se alimentam de ódio e recalque diante do empoderamento de milhões de brasileiros.

Continue lendo no Blog do Mello

Millenium: o mapa da mídia | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

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