Ficha Corrida

03/07/2015

Folha tem banditismo no seu DNA

Se o argumento dos donos da Folha era apenas combater a “subversão comunista”, por que eles precisavam assistir as sessões de tortura, estupro e morte no DOI-CODI?! O que a Folha precisa explicar a respeito da ditabranda, é se a ditadura virou branda porque ela emprestava as peruas para desovarem os corpos nas valas comuns do Cemitério de Perus, ou era branda porque a Folha escondia dos seus leitores as sessões de que participava?!

‘Folha’ ama delatores desde a ditadura

Por Altamiro Borges

O jornal "Folha de S.Paulo" – o mesmo que ajudou a criar o clima fascista para o golpe de 1964 e que apoiou os setores mais truculentos da ditadura militar, com suas torturas e assassinatos – não gostou das respostas de Dilma Rousseff durante sua visita aos EUA. Perguntada sobre a midiática Operação Lava-Jato – com suas "delações premiadas" e premeditadas, seus vazamentos seletivos e suas prisões e métodos ilegais de obter confissões -, a presidenta foi enfática: "Eu não respeito delator, até porque estive presa na ditadura militar e sei o que é. Tentaram me transformar numa delatora. A ditadura fazia isso com as pessoas presas e garanto a vocês que resisti bravamente".

Um dia depois, nesta terça-feira (30), durante entrevista coletiva na Casa Branca e ao lado de Barack Obama, a presidenta voltou a ser questionada sobre a Operação Lava-Jato e novamente condenou a forma como as investigações são conduzidas. "Isso é um tanto quanto Idade Média… O governo brasileiro não tem acesso aos autos. E, estranhamente, há um vazamento seletivo e alguns têm acesso. Aqueles que são mencionados não têm como se defender porque não sabem do que são acusados". As respostas desagradaram a famiglia Frias e seus serviçais. Em editorial nesta quarta-feira, intitulado "Lógica torturada", a Folha esbraveja:

"Ao dizer que não respeita delator, Dilma demonstra incoerência, mistura ditadura com democracia e ataca mecanismo processual… Antipatizar com delatores é uma questão pessoal, mas Dilma Rousseff, na condição de presidente da República, tem o dever legal de respeitar um instituto admitido pela legislação brasileira – a norma mais recente sobre o tema, aliás, foi sancionada pela própria petista em 2013… Embora advogados de envolvidos na Operação Lava Jato apontem abusos nas prisões, não se tem notícia de violência física ou supressão do direito de defesa. Não se confundem com ruptura institucional os eventuais exageros processuais".

Na sua seletividade, a famiglia Frias nem sempre apoia os ‘delatores’. O doleiro Alberto Youssef, por exemplo, já dedurou o tucano Aécio Neves nas suas "delações premiadas" da Lava-Jato, revelando que ele recebia "mesada" da empresa Furnas. As graves denúncias contra o cambaleante, porém, não tiveram qualquer destaque nas páginas da Folha. O próprio Ricardo Pessoa, dono da UTC, que agora é manchete diária na mídia tucana, também acusou o senador Aloysio Nunes, vice na chapa de Aécio Neves nas eleições do ano passado. Neste caso, as denúncias do "delator" também sumiram do jornal.

A Folha somente apoia os "delatores" que servem aos seus propósitos políticos. Esta seletividade é bem antiga. No período mais sombrio da ditadura militar, o jornal utilizou depoimentos extraídos na tortura para atacar os patriotas que lutavam pela volta da democracia no Brasil. A historiadora Beatriz Kushnir, no imperdível livro "Cães de guarda: jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1988", apresenta vários documentos que comprovam a postura fascista da famiglia Frias. Ela sempre seguiu a "lógica dos torturadores" – no passado e no presente.

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26/04/2015

Folha ajudou ditadores a prender, torturar, estuprar, matar e esconder os corpos. E chamou isso de ditabranda!

OBScena: perua da Folha usada para desovar cadáveres vilipendiados pelos torturadores 

folha1A Rede Globo já admitiu que errou ao apoiar os ditadores. A Folha, pelo contrário, que prisão ilegal, tortura, estupro, esquartejamento não é só uma ditabranda. Deve ser por isso a Folha emprestava suas peruas para transportar os presuntos para as valas clandestinas do Cemitério de Perus.

Já que a Folha exige que Lula e Dilma devem pedir desculpas pelo roubo praticado na Petrobrás durante os seus governos, por que a Folha não exige que FHC peça desculpas pela compra da sua reeleição? Por que a Folha não cobra do grupo Estado que nada fizeram para impedir que o Diretor de Redação do Estadão, Pimenta Neves, assediasse moral e sexualmente a colega Sandra Gomide, a ponto de vir a assassina-la pelas costas. Nenhum Mesquita, apesar de ser um funcionário mais próximo da hierarquia, saiu a público para pedir desculpas pelo bárbaro crime praticado por pessoa de extrema confiança, a ponto de ser guindado ao posto de Diretor de Redação?

Por que a Folha não cobra da Rede Globo que peça desculpas pela sonegação biolionária que retira da mesa das crianças e dos postos de saúdes condições essenciais para suas vidas? Por que a Folha não cobra da Rede Globo explicações  a respeito do desvio de recursos do Criança Esperança?

Por que a Folha não cobra de seus colegas do Instituto Millenium que aparecem na Operação Zelotes como tendo perpetrado um assalto muitas vezes maior que o da Petrobrás? Seria por que a RBS é colega da ANJ e faz às vezes, como admitiu Judith Brito, oposição ao Governo Federal?

Por que a Folha não cobra do multimilionário Gerdau para que explique como ele conseguiu sonegar, sozinho, R$ 150 milhões de reais?

Por que a Folha não vai atrás do tesoureiro de seu partido, Márcio Fortes, para que explique a fortuna lavada no HSBC? O tesoureiro do PSDB precisa não só pedir desculpas, mas devolver os recursos e pagar os impostos devidos?

Por que cobra do Rodrigo de Grandis a respeito da mão amiga na hora difícil na vida de Robson Marinho, já condenado na Suíça pela corrupção em parceria com a Alstom e Siemens mas continua no TCE/SP?

Por que a Folha não cobra explicações do Geraldo Alckmin pelo racionamento d’água que “corre” um ano em São Paulo ao mesmo tempo em que se desenvolve a maior epidemia de dengue jamais vista na terra dos bandeirantes?

Por que a Folha não cobra das sucessivas administrações do PSDB que só legou o PCC em termos de segurança pública para os paulistas? Com o PCC os bandidos e as reeleições tucanas em São Paulo estão seguros!

A Folha deveria se lembrar que em editorial admitiu que o Poder Judiciário é complacente com seu partido, como já o fizera antes seu correligionário Jorge Pozzobom, e pedir para que explique porque só o PT?

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Falta pedir desculpas

Balanço da Petrobras registra prejuízo bilionário provocado por anos de inépcia e corrupção; Lula e Dilma ainda devem explicações

A publicação do balanço de 2014 da Petrobras é apenas o primeiro passo da longa caminhada de reconstrução da empresa depois do ciclo de desgraça a que foi submetida de 2004 a 2012: imprudência inaceitável, incompetência descomunal e corrupção voraz.

O prejuízo do período monta a R$ 50,8 bilhões, dos quais R$ 6,2 bilhões ligam-se diretamente aos desvios sistemáticos praticados nas principais diretorias da estatal –o cálculo baseou-se em depoimentos da Operação Lava Jato que apontaram propina de 3% nos contratos.

Os R$ 44,6 bilhões restantes decorrem de erros grosseiros no planejamento e na execução de projetos e, em menor medida, de pioras nas condições de mercado –a queda do preço do petróleo, por exemplo, reduz o valor de investimentos realizados em exploração.

O estouro nos custos não se relaciona apenas com a má gestão da última década, porém. Por certo o clima de euforia irresponsável e o uso político da estatal nos mandatos petistas contaminaram o corpo dirigente. Perdeu-se a noção de diligência no trato do dinheiro alheio.

Também é óbvio que as propinas incentivaram tal conduta. Projetos faraônicos e custos fora de controle, que resultam do ambiente delituoso que vigorou na empresa, agora se disfarçam nas ineficiências.

Vencida a etapa do balanço, a empresa precisa reformular seu plano de negócios a fim de preservar caixa e reduzir o endividamento, que chega a quase cinco vezes a geração de lucro operacional –o ideal é menos de três vezes.

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, indica que será firme na reestruturação. Cogitam-se cortes expressivos nos investimentos, gestão mais inteligente de ativos (inclusive com vendas e parcerias com o setor privado) e política financeira mais conservadora.

Também são desejáveis mudanças nas regras de exploração do pré-sal e na política de conteúdo nacional, que sobrecarregam a empresa sem que ofereçam em troca benefícios tangíveis para acelerar a exploração dos campos de petróleo.

Não fosse por um aspecto dos mais relevantes, seria possível afirmar que a longa crise começa a ser superada. Bendine, que chegou ao comando da Petrobras somente neste ano, agiu bem ao pedir desculpas e declarar-se envergonhado. Falta, agora, que os responsáveis políticos pelo maior escândalo de corrupção e má gestão da história nacional tenham a decência de fazer o mesmo.

Nada aconteceu por acaso. O ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff –que dirigiu o Conselho de Administração da Petrobras de 2003 a 2010– têm o dever de explicar ao país como se consumou tamanho desastre em suas gestões.

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