Ficha Corrida

21/09/2016

Eu, gênio? Não, arregão!

Filed under: Assas JB Corp,Assassinato de Reputação,Eugênio Aragão,José Genoino — Gilmar Crestani @ 8:38 am
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Resposta do Eugênio Aragão ao meu artigo abaixo:

s.com
dearev@gmail.com
177.79.30.31
Pare de julgar os outros, meu amigo. Estive sempre defendendo Genoino publicamente. Nadando contra a maré dentro de minha instituição. Frequentei sempre meu amigo, mesmo nos piores momentos. Não tornei isso tudo público antes porque acreditava ainda que o MPF poderia fazer uma diferença na crise política do país. Me segurei sofrendo. Mas, consumado o projeto de retirar o PT do poder e constatando que o MPF foi parte desse processo, resolvi, mesmo com pedidos de dentro de minha instituição que não o fizesse, abrir o jogo. O Senhor se coloque na minha posição, de enfrentar a ira de toda a corporação de que sou parte, e depois fale. Quero ver se o Senhor tivesse coragem de ir à luta como estou indo, no final de minha carreira, quando poderia estar pensando em descansar. Ah sim… E denuncio os abusos do MPF desde 2010. É só o Senhor olhar minha biografia.

É inacreditável que, sabendo de tudo, como o sabia, Eugênio Aragão só venha se confessar agora. Por que não antes? Quer dizer que antes eles não se preocupava com o fato de uma pessoa inocente, um amigo(?!), ser condenada para fazer número e assim justificar a prisão de outros? Como acreditar nas instituições quando os que sabem, investidos de autoridade pública para fazer respeitar as leis, se calam por tanto tempo?

Qual o tamanho do caráter dos que privavam da amizade com Genoíno e ficaram de bico calado diante da palhaçada comandada por Assas JB Corp?! Hoje fica mais claro que, comparativamente, JB tinha mais contas a prestar à justiça do que Genoíno. E não é só pelo apartamento comprado por U$ 10 dólares em Miami, mas por ter assumido, numa provocação do Lewandowski sobre chicanas, que elas foram “feitas pra isso, sim”.

É por isso que não surpreenda que 450 kg de cocaína passe como se fosse um simples carga de açúcar. Ou que o primeiro a ser comido continue intocável no prato até esfriar. E aí chegamos ao momento em que até Eduardo CUnha, com as toneladas de provas produzidas na Suíça, continue ditando os rumos do governo atual como se fosse uma Madre Teresa de Calcutá.

Se for verdade o que diz Aragão, os Ministros do STF eram só moldura ou também figuravam no quadro? E por aí se explica a expressão antológica usada pela Ministra Rosa Weber para mandar inocentes pra cadeia: “não tenho provas, mas a literatura jurídica me permite”.

Aragão parece aquele personagem interpretado pelo ator Brandão Filho, o Sandoval Quaresma, na Escolinha do Professor Raimundo: Opa! Tá na ponta da língua!”. Quando o assunto ficava complicado, tremia: “Agora que eu me estrepo!”. E ao ganhar uma nota cinco, lamentava com o bordão: “Eu estava indo tão bem!

Desculpe, seu nome não lhe cai bem, “não tenho provas mas tenho convicção” que és um tremendo arregão!

Como José Genoíno foi envolvido no mensalão

ter, 20/09/2016 – 20:24 Atualizado em 20/09/2016 – 22:24 – Luis Nassif

Segundo depoimento recente do procurador Eugênio Aragão, do grupo de procuradores que se aproximou do ex-presidente do PT José Genoíno no início do governo Lula, havia convicção de que ele era inocente. Foi um pesado desabafo contra o que Aragão considerou uma extrema deslealdade para com Genoíno.

O que teria ocorrido, então, para que fosse indiciado, condenado e preso?

Hoje consegui o relato de advogado que acompanhou os principais episódios do relacionamento Genoíno-Ministério Público Federal.

Seu indiciamento ocorreu, primeiro para completar o número de quatro – com José Dirceu, Delúbio Soares e Silvio Pereira (que, depois, colaborou com as investigações), para poder enquadrar o tal núcleo político do PT em organização criminosa.

Depois, para permitir chegar a José Dirceu. Como sustentar a tropicalização da tal “teoria do domínio do fato”, partir de Delúbio e chegar a Dirceu sem passar, antes, pelo presidente do PT?

Havia a necessidade desse elo na corrente. Por aí se entende a razão do indiciamento de Genoíno. Mais do que isso, o episódio é bastante revelador sobre como se dão as disputas de poder em Brasília, os relacionamentos de interesse, as guerras entre corporações, ou intra-corporações, no ambiente de corte que caracteriza as capitais federais.

Genoíno foi indiciado pelo PGR Antônio Fernando de Souza, mas não perdeu o poder de imediato. Permaneceu presidente do PT e deputado influente na Câmara.

No MPF havia dois grupos disputando a atenção de Genoíno. O PGR Antônio Fernando e seu vice Roberto Gurgel; e outro, Rodrigo Janot, dirigindo a Escola Superior do Ministério Público da União, com seu assessor Odim Brandão. Entre eles, a ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).

Antônio Fernando e Gurgel eram frequentadores assíduos do gabinete de Genoíno, assim como a ANPR.

E Genoíno era convidado frequente para confraternizações na PGR, para seminários promovidos por lá, com a presença constante de Antônio Fernando, Gurgel e Janot. Em todo esse período, foi permanentemente procurado por José Arantes, assessor parlamentar da PGR, para viabilizar pedidos da PGR na Câmara.

Várias vezes Genoíno se mostrou incomodado com as visitas, sabendo que, afinal, tinha sido indiciado. Mas sempre era tranquilizado. O indiciamento tinha sido mera formalidade, algo menor, como se a denúncia fosse um equívoco.

A estratégia de aproximação de Janot com Genoíno foi a constituição de um grupo de conjuntura no âmbito da ESMPU com o propósito de subsidiar o plano estratégico de atuação do MPF. Janot foi pessoalmente ao gabinete de Genoíno, na Câmara, para convidá-lo a atuar como seu consultor informal.

Havia um grupo permanente, composto por Janot, Eugênio Aragão, Antônio Carlos Alpino Bigonha (então presidente da ANPR) e Odim Brandão, atualmente assessor de Janot na PGR. Entre os convidados, havia a presença constante do Almirante Othon Luiz da Silva, Pedro Celestino, Genoíno e Luiz Moreira.

Foi um período de grandes emoções, especialmente no dia em que Odim apresentou Genoíno ao seu filho como um “herói brasileiro”.

No STF, Gurgel partiu com tudo para cima de Genoíno, para compor o quadro probatório. E, indicado PGR, o primeiro ato de Janot foi solicitar a prisão de Genoíno. O jogo já havia virado, com o fim do período de bonança e a entrada de uma presidente sem experiência alguma com os jogos de poder.

Como José Genoíno foi envolvido no mensalão | GGN

2 Comentários »

  1. […] O que aconteceria se Marco Feliciano fosse do PT? Basta comparar o que aconteceu com José Genoino! […]

    Pingback por Estupro, absolvição de assassinos, compra de votos explicam o berço da cultura do golpe de estado | Ficha Corrida — 03/10/2016 @ 8:13 am | Responder

  2. Pare de julgar os outros, meu amigo. Estive sempre defendendo Genoino publicamente. Nadando contra a maré dentro de minha instituição. Frequentei sempre meu amigo, mesmo nos piores momentos. Não tornei isso tudo público antes porque acreditava ainda que o MPF poderia fazer uma diferença na crise política do país. Me segurei sofrendo. Mas, consumado o projeto de retirar o PT do poder e constatando que o MPF foi parte desse processo, resolvi, mesmo com pedidos de dentro de minha instituição que não o fizesse, abrir o jogo. O Senhor se coloque na minha posição, de enfrentar a ira de toda a corporação de que sou parte, e depois fale. Quero ver se o Senhor tivesse coragem de ir à luta como estou indo, no final de minha carreira, quando poderia estar pensando em descansar. Ah sim… E denuncio os abusos do MPF desde 2010. É só o Senhor olhar minha biografia.

    Comentário por eugenioaragao — 21/09/2016 @ 9:42 am | Responder


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