Ficha Corrida

29/05/2016

Golpe normaliza cultura do estupro, racismo & homofobia

Os acontecimentos recentes

racismo do ali kamel Alexandre Frota alexandre-fruta
Nêggo Tom

Cantor e compositor. É pobre, detesta doença e mais ainda camarão

Ela pediu para ser estuprada?

27 de Maio de 2016

Buscar justificativas e relativizar o fato são dois recursos que costumamos utilizar quando não somos as vítimas de uma determinada ação. É comum, infelizmente, nos depararmos com comentários e opiniões temperados com muita frieza e pouco bom senso, diante de situações as quais não resta a menor dúvida de quem é o culpado e qualquer tentativa de justificar a sua culpa, deixa de ser opinião e se torna cumplicidade. A cultura popular legitima, infelizmente, ditados, citações, afirmações e conceitos que nem sempre, ou quase nunca, devem ser levados em consideração.

Se um negro foi vítima de racismo a culpa é dele, que não tem sensibilidade o suficiente para entender que o racismo faz parte da nossa cultura europeia de autoafirmação e que sempre foi permitido classifica-lo como inferior. Em alguns casos tudo não passa de uma simples piada de preto, contada inocentemente e que o ignorante não soube levar na brincadeira e interpretou como racismo. Palhaçada! Sempre foi assim. Vai querer mudar isso agora, em pleno século 21? Aceita que dói menos! Se um homossexual é vítima de um ataque homofóbico, de quem é a culpa se não for dele mesmo? Afinal, quem manda ser diferente? Ninguém é obrigado a aturar gays andando felizes pela rua, como se fossem pessoas normais. Essa gente pede para apanhar e depois reclama.

Se uma mulher é vítima de estupro, a culpa é dela. Por que ela foi passar por ali sozinha, sabendo que é perigoso? Aposto que ela deu algum sinal de que estava gostando do assédio. Também, com uma saia desse tamanho, estava pedindo para ser estuprada. Se estivesse em casa, lavando louça, não teria sido violentada. Ou se estivesse usando um cinto de castidade, isso não teria acontecido. A menina foi estuprada por 30 homens? Onde ela estava? Em um baile funk? Quantos anos ela tem? 16 e já tem um filho de 3 anos de idade? Boa bisca não deve ser. E ainda usa drogas? Ih! Tem caroço debaixo desse angu. Ninguém estupra ninguém assim do nada. Ela sabia do risco que corria. Pediu para ser estuprada.

Até quando as mulheres continuarão pedindo para não serem estupradas? Até quando os negros continuarão pedindo para serem respeitados e tratados com igualdade? Até quando os gays continuarão tentando viver como se fossem normais? Até quando os pobres continuarão sonhando que um dia terão direitos iguais em nossa sociedade? Será que essa gente não se cansa de nadar contra a maré? Será que eles não entendem que isso faz parte da cultura da nossa sociedade? Que gente mais sem noção! Não quer ser estuprada? Não saia de casa. Não quer ser vítima de racismo? Não frequente lugares que não foram feitos para pessoas da sua cor. Não quer sofrer ataque homofóbico? Se comporte como gente normal. É tudo muito simples. Ou não é?

Já passou da hora de compreendermos que os culpados são vítimas e que as vítimas são, quase sempre, são os verdadeiros culpados. Como diz o ditado: “Quem procura acha.” Ninguém é estuprado em casa, na igreja, na escola, na faculdade, no trabalho. Às vezes o sujeito nem estava pensando em estuprar ninguém, mas aí aparece uma mulher com um shortinho provocante, num corpo sensual e o cara perde a linha. Sabe como é, né? Homem é movido pelo instinto. Ele olha para um lado, olha para o outro e não vê ninguém e já era! Temos mais uma vítima da tentação e da falta de postura dessas mulheres que andam se oferecendo por aí, pedindo para serem estupradas. Depois não querem ser chamadas de vadias.

Ninguém sofre racismo em vão. Se o negro não tivesse se metido a besta de entrar naquela loja ou em algum outro ambiente, os quais ele já sabe que normalmente é frequentado só por gente branca, ele não teria sido ofendido. A culpa é dele. Depois não quer ser chamado de macaco. Muitas vezes, o cidadão de bem está lá, na dele, tomando a sua água de coco, às três da tarde, no calçadão de Ipanema, e de repente passa um preto. É claro que ele tem todo o direito de achar que se trata de um suspeito. Imagina se é normal um preto passear no calçadão de Ipanema em pleno horário de expediente? Ainda mais num sábado. Claro que ele vai torcer o nariz e a madame vai esconder a bolsa. Ali é uma área pública, mas o território é nobre. Será que é preciso desenhar para essa gente entender isso?

Todos os dias, mais de 15 mulheres são estupradas no Rio de Janeiro. Vocês acham isso normal? Se elas não tivessem ficado expostas ao perigo, esses estupros aconteceriam? Não sabe que a nossa sociedade é machista e o estupro faz parte da nossa cultura? Fica em casa. É mais seguro. Nenhuma menina de 16 anos é assediada ou estuprada em casa. Quem seria capaz de fazer isso com ela em seu próprio lar? O pai? O tio? O avô? O padrasto? O vizinho amigo da família? Impossível! Jamais isso aconteceria em casa. Nenhum adolescente seria violentado se estivesse numa igreja. Quem faria isso com ele na casa de Deus? O Pastor? O padre? O Bispo? O Reverendo? O obreiro? O missionário? Impossível! Jamais isso aconteceria lá.

Estou vendo muita gente pedindo a castração química para estupradores. Isso é absurdo! Como eles poderão estuprar novamente se forem castrados? Será que essa gente não entende que quem estupra uma vez, também vai estuprar duas, três, quatros, vinte, trinta vezes? E como eles poderão cumprir o seu papel na sociedade sem que os seus órgãos genitais estejam funcionando em perfeito estado? Que covardia! A sorte é que o pessoal dos direitos humanos não vai permitir essa capação coletiva. Talvez as vítimas de estupro, de racismo, de homofobia ou de quaisquer outras formas de violação da dignidade humana, é que precisem passar por um processo de ressocialização, para aprenderem a conviver com a estupidez e com a irracionalidade dos outros, de forma mais civilizada e tolerante.

Quanto aos estupradores, deixe-os viver em paz. Não mudem as leis que tratam do estupro. Deixe-as como estão. Se eles forem menores de idade, não os coloque no meio de estupradores adultos. Afinal, eles são seres inocentes e não têm noção do que estão fazendo. Aos juízes de plantão, sugiro que continuem tentando justificar de alguma forma, o estupro sofrido por uma mulher ou por uma adolescente. Isso é tão digno quanto o estupro por elas sofrido e não contribui, de modo algum, para que a cultura do estupro seja perpetuada em nossa sociedade.  Siga expressando a sua estultícia pelas redes sociais, até o dia em que o estupro bater a sua porta. Ou você acredita mesmo que está seguro?

Seja humano! Raciocine! Seja Homem! Não estupre!

Ela pediu para ser estuprada? | Brasil 24/7

21/04/2016

As caras e as máscaras

recatada2As imagens de Eduardo CUnha, antes, durante e depois do golpe paraguaio, mantêm as mesmas expressões de deboche de sempre. O sorriso Monalisa indisfarçável faz todo o sentido. Basta atentarmos que são máscaras que escondem faces pouco ou nada vistas. A começar pela do mordomo Michel Temer. Quando olho para uma foto do CUnha vejo muitas coisas, menos ele. Vejo sua mulher e filha com salvo-conduto para fazerem o que bem entenderem com o dinheiro extorquido e lavado pelo marido e pai. Vejo a Rede Globo que, talvez por Cláudia Cruz ser funcionária, não só nunca escreveu uma vírgula sobre as proezas do comandante-em-chefe do golpe como se perfilou ao lado dele no golpe. Maior insufladora também porque maior beneficiária.

Vejo nas fotos do CUnha a cara dos meus colegas que vestiram camisetas com o escudo da CBF para gritarem contra a corrupção. Vejo os nomes dos que constam nas mais variadas listas que circulam por aí. Vejo o Zezé Perrela, dono do heliPÓptero, votando “sim” a pedido do CUnha. Olho a imagem de  CUnha e vejo Aécio Neves, octa delatado, comemorando o salvo-conduto da irmã Andrea Neves. Foi para nos mostrar este sorrido debochado do CUnha que Gilmar Mendes impediu Lula de assumir o cargo de Ministro da Casa Civil. Gilmar Mendes sentou, a pedido do Eduardo CUnha, por um ano no processo que tratava do finanCIAmento privado de campanha.

A imagem de Eduardo CUnha festejando a vingança contra Dilma, talvez por não ser uma mulher real para os padrões da Veja, nem em dó-lar, para os padrões do CUnha, lembra de todas as mulheres que pedem a volta da ditadura, por que na ditadura o estupro tinha os métodos e a cara do Bolsonaro.  Não ter abraçado a causa de Cunha no Conselho de Ética foi, na visão da famiglia das cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, Globo & RBS), crime capital da Dilma. Nem Goebbels, se vivo fosse, teria desempenhado um papel tão convincente ao dos grupos mafiomidiáticos. A imprensa internacional está tripudiando. A última reportagem da Revista Veja sobre a ex-futura-dama, Marcela Temer, é a contribuição da Revista Veja à moldura que adorna a foto do Eduardo CUnha. A idéia era beatificar Cláudia Cruz, para endeusar Cunha, então começaram, pela urgência em se legitimarem, pela mulher do maior beneficiário do papel exercido por Cunha, a “mulher do” Temer… O Grupo Abril, ainda com o vezo de faturar com a Playboy, só aceita mulher no papel de capacho, desfrutável em dó-lar.

Alguns amigos, dos poucos que mantive nestes tempos de golpe, e que se enganados por terem participados das manifestações contra a corrupção, me perguntaram como não entrar mais no espírito de manada. Como poderiam saber, alegam?! Pra mim, a escolha é tão simples quanto certa: ver de que lado estão a Rede Globo e a RBS, e ficar no lado oposto. Não tem erro. O golpismo está no DNA deles. Eles vendem a ideia de que é possível limpar o chão com merda. E todos os seus celetistas são escolhidos também ou pelo DNA golpista, ou por serem invertebrados. Os a$$oCIAdos do Instituto Millenium odeiam cheiro de povo. Nada causa mais ojeriza e urticária na Rede Globo e suas filiais do que a existência de gente honesta. Para eles, valem apenas aqueles que Benz e empresas de fachada em paraísos fiscais. Ou teria sido por outro motivo que a Rede Globo capturou Assas JB Corp com estatueta?!

A diferença deste golpe daquele de 1964 está na existência da internet. Sem ela não teríamos acesso ao que pensam as empresas jornalísticas estrangeiras a respeito de nacionais. Esse foi o grande crime do PT, Lula e Dilma: nada fizeram para moralizarem as concessões públicas de rádio e televisão. Todo pessoa decente sabe que, diante da Rede Globo & Filiais, a máfia siciliana poderia ser tomada por entidade filantrópica.

Campanha nas ruas de Londres denuncia golpe e mostra cara dos golpistas

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Painéis espalhados pelas ruas de Londres, na Inglaterra, destacam imagens de políticos brasileiros como o vice Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e o líder da oposição Aécio Neves (PSDB) como a cara dos golpistas que tentam destituir a presidente Dilma Rousseff do poder no Brasil

21 de Abril de 2016 às 05:33

247 – Uma campanha espalhada pelas ruas de Londres, na Inglaterra, destaca imagens de políticos brasileiros como o vice Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e o líder da oposição Aécio Neves (PSDB) como a cara dos golpistas que tentam destituir a presidente Dilma Rousseff do poder no Brasil.

A imprensa internacional já trata o processo de impeachment como golpe e Dilma Rousseff pode denunciar a manobra na tribuna da ONU nesta sexta-feira, diante de chefes de Estado de países do mundo inteiro.

Campanha nas ruas de Londres denuncia golpe e mostra cara dos golpistas | Brasil 24/7

11/04/2016

Sim, Dilma pode ser derrubada!

OBScena: uma estatueta panamenha finanCIAda pela Mossack & Fonseca…

jb marinhoE o esforço que fazem todos os envolvidos em algum tipo de corrupção é imensurável. A começar, no âmbito nacional, pela Rede Goebbels. E, no RS, a RBS. Desde o tCU, onde despontam varões da honradez, do tipo Augusto Nardes. Ou no Congresso conduzido pelo afiliado de PC Farias e dileto parceiro da Rede Globo, Eduardo CUnha.

Sim, Dilma pode ser derrubada. Basta que todos os corruptos se unam. Sabemos que o Congresso tem uma maioria de corruptos. Lula cantou essa pedra e o Paralamas musicou: São 300 picaretas

Dilma não está na Lista Falciani do HSBC. Dilma não está no Panama Papers. Dilma não está na Lista de Furnas. Dilma não está na Lista Odebrecht. Dilma não tem contra si nenhuma acusação formal de qualquer desonestidade. E é por isso que querem derruba-la. Para que os ladrões de sempre possam atuar de forma livre, desimpedida e com ares de grande cidadão no Jornal Nazional Socialista

Dilma pode cair?

Por jloeffler – No dia 10/04/2016 – Em Noticias

João Baptista Herkenhoff

​​As paixões políticas estão explodindo. É hora de refletir com serenidade.
É possível afastar da Presidência da República o cidadão ou a cidadã que detém o mais alto cargo da República, através de um procedimento denominado impeachment (em inglês), ou impedimento (em português)?
Sim, é possível. A Constituição Federal admite o impeachment quando o supremo dignatário do país pratica crime de responsabilidade.
“Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:
I – a existência da União;
II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV – a segurança interna do País;
V – a probidade na administração;
VI – a lei orçamentária;
VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais.”
Os crimes enunciados pelo artigo, como está claríssimo, devem ter sido praticados pelo cidadão ou cidadã que exerça a Presidência. Mesmo que todos os Ministros e auxiiliares diretos tenham incorrido em crime, o Presidente ou a Presidente estará a salvo se não tiver praticado, ele próprio ou ela própria, algum dos atos criminosos mencionados acima.
Particularizemos o preceito geral ao caso particular: a Presidente Dilma Roussef pode ser derrubada do seu cargo, dentro dos parâmetros constitucionais?
Os acusadores têm afirmado que a Presidente atentou contra a probidade da administração. Entretanto, segundo se viu até este momento, não está provado que Dilma tenha cometido os deslizes que lhe são atribuídos ou, na linguagem popular: não se provou que Dilma é desonesta. A guerrilheira de ontem não é a gatuna de hoje.
É injusto imputar a ela essa pecha, mesmo entendendo que Dilma não tem demonstrado a competência exigida pelo cargo, nem a habilidade requerida no manejo do complicado xadrez político.
​​Como Juiz de Direito que fui durante muitos anos, sei muito bem o que é aceitar, como provado, o crime atribuído a alguém.
Haverá eleições presidenciais em 2018. O povo manifestará sua opinião. Exaltará os bons governantes e rechaçará os maus. Para este fim utilizará a mais importante arma da cidadania: o voto secreto.
Um capixaba tem a glória de ter patrocinado, no Brasil, esta garantia. Trata-se de José de Mello Carvalho Muniz Freire que foi, com muito mérito, imortalizado em nosso Estado. Um município nosso (antigo Espírito Santo do Rio Pardo) recebeu seu nome e também um colégio de Cachoeiro de Itapemirim.

​​João Baptista Herkenhoff é Juiz de Direito aposentado (ES) e escritor.
E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com

É livre a divulgação deste texto, por qualquer meio ou veículo, inclusive através da transmissão de pessoa para pessoa.

Praia de Xangri-Lá – Saiba tudo o que REALMENTE acontece em Xangri-Lá

27/03/2016

DETRAN e seus cadáveres insepultos

Diante de mais esta morte, de Lucas Arcanjo, como não lembrar do Deputado Jorge Pozzobom, do PSDB gaúcho: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”. Neste mesmo rumo estaria a investigação até hoje inconclusa do Marcelo Cavalcante.  Estas mortes guardam semelhança à do Amilton Alexandre, que publicava o Tijoladas do Mosquito! Devem ser apenas coincidências.

E aí uma pergunta se impõe: Por que as investigações contra o PSDB, ou são arquivadas liminarmente(Geraldo Brindeiro & Rodrigo de Grandis) ou então se arrastam por décadas, enquanto as ações contra o PT podem se resolver em apenas 28 segundos (Catta Preta)?!

Durante décadas o PSDB posou como vestal graças ao compadrio de quem deveria zelar pelo cumprimento das leis. Até parecia um partido teflon, nada grudava. Hoje sabe-se que há vários tipos de teflon. E que pelo menos um é mais mortal que 450 kg de cocaína.

Há o outro teflon (vênus platinada), mais duradouro, e travestido de informação, mas que também cobra seu alto pizzu… São os a$$oCIAdos dos Instituto Millenium que estabeleceram a simbiose com mais hermetismo. Os sinais exteriores atendem por estatuetas. Mas também pode ser observadas pelos constantes aparecimentos, sem o menor constrangimento, em manchetes positivas. Os que ousam manterem-se independentes são massacrados.

Os elencos mais recentes que estrelam grandes esquemas de corrupção confirmam o que a Rede Globo e suas filiais sempre esconderam. Basta consultar quem são os que aparecem nas Lista de Furnas, Lista Falciani (HSBC); Lista Zelotes, Lista Portocred e agora a Lista Odebrecht.Todos blindados pelos grupos mafiomidiáticos. E pela mesma razão os que aparecem em todas estas são os mesmos que caçam Lula e querem o golpe paraguaio para Dilma. O ódio deve-se à falta de companheirismo.

Marcelo Cavalcanti e Lucas Arcanjo são sinais de que as ameaças ao Ministro Teori Albino Zavascki devem ser levadas a sério. Não se deve menosprezar o ódio insuflado pela Rede Goebbels! E são fáceis de serem identificados: costumam usar camisas padrão FIFA com escudo da CBF. Como até o mundo já sabe, são duas entidades acima de qualquer suspeita com as quais a Rede Globo mantém longa tradição de bons negócios…

Os esquemas nos DETRANs Brasil a fora já engolfaram uma tradicional famiglia gaúcha. Um dos rebentos teria roubado, na emissora onde perpetrava suas patacoadas, sempre contra a honestidade alheia, biscoitos Zezé….

Estes são os varões de Plutarco da Elite Cleptocrata!

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Policial que denunciou Aécio é encontrado morto em BH; a versão oficial é de suicídio, mas não se descarta retaliação

publicado em 26 de março de 2016 às 18:47

Lucas Arcanjo 1No topo, Lucas Arcanjo (de boné) na Corregedoria de Policia Civil de Minas Gerais, em 16 de outubro de 2014, quando foi depor. Na ocasião, fez denúncias ao senador Aécio Neves e aliados, como Antônio Anastasia e Clésio Andrade

Aécio, Anastasia e Clésio

Da Redação

Em 2014, o policial civil Lucas Gomes Arcanjo postou no Facebook com graves denúncias ao senador Aécio Neves, então candidato à Presidência da República pelo PSDB.

O vídeo viralizou na rede. Teve mais de um milhão de visualizações, além de 120 mil compartilhamentos

Neste sábado, 26 de março, Lucas Arcanjo foi encontrado morto em sua casa em Belo Horizonte (MG).

Segundo informações recebidas pelo site Debate Progressista, Arcanjo se enforcou utilizando uma gravata:

Como Lucas era muito conhecido pelas denúncias contra caciques tucanos em MG, a possibilidade de retaliação não é descartada.

O investigador já tinha sido vítima de 4 atentados em respostas às denúncias que fazia, uma delas o deixou com uma sequela na perna, Arcanjo andava com ajuda de uma bengala.

O Debate Progressista sente muito pelo ocorrido e expressa todo o sentimento de pesar para a família.

O deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) conheceu bem Lucas. Em sua página na rede social, ele postou a seguinte nota: morte de Lucas Arcanjo:

O Mandato Durval Ângelo lamenta profundamente a morte do policial civil e amigo Lucas Gomes Arcanjo, neste sábado (26), e se solidariza com toda a família e amigos.

Lucas foi um exemplo de coragem na luta pela ética, legalidade e moralidade no serviço público. Não se acovardou diante das ameaças e retaliações e enfrentou a cúpula do poder em Minas Gerais, durante a gestão do PSDB, para denunciar um esquema milionário de fraudes no Detran-MG. Por várias vezes, esteve na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas – quando presidida por este deputado – para relatar irregularidades, cuja apuração cobramos, insistentemente, dos órgãos competentes.

Por suas denúncias, foi punido e perseguido. Sofreu três atentados e após um deles, chegou a ficar meses na UTI. Ainda assim, nunca desistiu. Em outubro de 2014, postou no Facebook um video no qual descrevia o suposto esquema de desvio de recursos no Detran – e de outros órgãos públicos de Minas – para irrigar o Caixa 2 de campanhas tucanas. O video viralizou e, com mais de um milhão de visualizações e 120 mil compartilhamentos, contribuiu para a derrota do candidato à presidência Aécio Neves.

Sem dúvida, uma perda imensurável para todos os que lutam por uma sociedade mais justa, sobretudo, nestes tempos sombrios de atentado à democracia. Mas Lucas não se foi. Permanece vivo no exemplo que nos deixa como seu grande legado. É um dos imprescindíveis de que nos falava Bertolt Brecht em seu célebre poema…

“Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis.”

Em 16 de outubro de 2014, o repórter Caio Castor entrevistou o policial Lucas Arcanjo para o Viomundo.

Naquele dia, o policial tinha sido ouvido na Corregedoria da Polícia Civil, em Belo Horizonte.

A Caio Castor, disse que descreveu a base das denúncias que fez na internet contra o ex-governador Aécio Neves e aliados.

No vídeo abaixo, ele resume algumas das acusações, dentre as quais o uso do Departamento de Trânsito (Detran) mineiro para lavar dinheiro e o uso de órgãos do governo de Minas para fazer caixa dois.

https://vimeo.com/109290941

Abaixo, o último vídeo que Lucas Arcanjo postou. Foi ontem, sexta-feira 25, às 19h22. Gerson Carneiro nos enviou

 

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Policial que denunciou Aécio é encontrado morto em BH; a versão oficial é de suicídio, mas não se descarta retaliação – Viomundo – O que você não vê na mídia

03/09/2015

Anastásia: “podemos tirar, se achar melhor”

JB Estatueta GloboQuando o suspeito é adversário do PT, Lula e Dilma, nem confessando vai preso. Há casos em que o corruptor admite, mas o corrompido continua gozando de imunidade. O exemplo mais notório, porque atual, é Robson Marinho. Nestas horas surgem aqueles papos “não vem ao caso”, “podemos tirar, se achar melhor”, “foi feito pra isso, sim”, a “literatura jurídica me permite”. Quando o suspeito é a cunhada do Vaccari, primeiro vai presa, depois verificam se era ela mesma ou outra pessoa.

O cuidado jornalístico é levado ao extremo para não ferir suscetibilidades. Não se acusa, e a linguagem é sempre na condicional. Se por do PT, a primeira palavra é Petralha. Se é do PSDB, mesmo sendo canalha, não vem ao caso.

Diante desta seletividade canhestra não basta insistir aos poderes para levarem ao cabo as investigações. Como o julgamento começa por meio dos AssoCIAdos do Instituto Millenium, a única forma de mudarmos este quadro é redirecionarmos as baterias contra as cinco famiglias: Civita, Mesquita, Frias, Marinho & Sirotsky. São elas que ditam a pauta da PF, MPF e Judiciário.

A Cosa Nostra tem uma forma de auto reconhecer, entre eles se cumprimentam com um beijo. A Rede Globo aperfeiçoou os métodos da Cosa Nostra, evoluiu da captura mediante a gravides de uma funcionária (Miriam Dutra) para a entrega de estatuetas.

PETROLÃO

PF reivindica continuação de apuração sobre tucano

Em ofício ao STF, Polícia Federal diz ter novidades sobre o caso Anastasia

Solicitação foi feita logo após o procurador Janot pedir arquivamento; PF cita um e-mail enviado ao gabinete de Dilma

RUBENS VALENTEMÁRCIO FALCÃO, DE BRASÍLIA, para a FOLHA

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal o prosseguimento das investigações sobre o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), ao contrário do que havia decidido o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Em ofício na terça (1º) ao relator do caso no STF, Teori Zavascki, a PF apontou ter recebido novas informações que não eram de conhecimento de Janot quando o chefe do Ministério Público fez seu pedido de arquivamento.

A Polícia Federal ressaltou que os dados não são conclusivos, mas que as dúvidas precisam ser esgotadas.

Segundo a PF, a principal novidade do caso é um e-mail, acompanhado de anexos, enviado em janeiro por uma moradora de Minas Gerais ao Gabinete Pessoal da presidente Dilma Rousseff.

A Presidência, no mesmo mês, reenviou a informação, classificada como "correspondência de cidadã", ao Ministério da Justiça, que a encaminhou à PF para averiguação.

O e-mail aponta qual seria a casa de Belo Horizonte em que o policial federal Jayme Oliveira Filho, o Careca, homem ligado ao doleiro Alberto Youssef, teria entregue R$ 1 milhão, em 2010.

Inicialmente, Careca não soube dizer para qual político entregou o dinheiro. Depois, quando a polícia exibiu uma foto de Anastasia, ele disse que a pessoa era "muito parecida" com o senador.

Youssef não confirmou a informação e, em depoimentos posteriores, Careca permaneceu em silêncio.

A mensagem eletrônica foi objeto de um relatório da PF de Minas, também agora anexado aos autos. Os policiais concluíram pela "compatibilidade entre a narrativa de Jayme e o endereço indicado" na comunicação à Presidência.

O e-mail e o resultado do trabalho de checagem da PF só chegaram no último dia 25 ao grupo de trabalho montado pela PF em Brasília para tocar os inquéritos que apuram envolvimento de autoridades com foro privilegiado no caso Lava Jato, dois dias antes do parecer de Janot.

Em 27 de agosto, Janot solicitou a Teori o arquivamento do inquérito, sob o argumento de que não havia elementos mínimos que justificassem a continuidade da apuração. O pedido ainda está sendo analisado por Teori –os ministros do STF têm adotado como norma confirmar o arquivamento do inquérito quando o pedido é feito pelo procurador-geral.

Após o novo pedido da PF, Teori enviou os autos à PGR, para manifestação.

03/05/2015

O Exército Islâmico, versão do PSDB

Manipulação midiaticaOs profissionais da imprensa foram e são o triunfo do PSDB. Vamos começar pela origem. A Rede Globo plantou em FHC sua funcionária Miriam Dutra. Convenceu o amante da funcionária de que ela estava grávida dele. Disso resultou duas providências: a) degredaram a moça para a Espanha; b) FHC foi assim capturado e ficou à mercê dos desígnios da Rede Globo. O silêncio sobre esta operação poderia ter sido quebrado, não houvesse um Engavetador Geral no MP chamado Geraldo Brindeiro. De outro lado, a Globo não fez nada diferente do que mandava a Lei Rubens Ricúpero, revelada no Escândalo da Parabólica, quando Carlos Monforte mostrou a mão leve do jornalismo.

Se é folclórica as sucessivas ligações de José Serra pedindo a cabeça de jornalistas, também não é menos verdade que ele sempre teve à mão sujeitos como Mauro Chaves. Sem um ventríloquo à mão Serra não teria detonado correligionário e concorrente à candidato pelo PSDB, Aécio Neves, com o antológico artigo: “Pó pará, governador!” O jornal Estado de Minas, que comia e come pelas mãos de Andrea Neves, vestiu a carapuça e respondeu: “Minas a reboque, não”. Seja brigando entre si, seja como bucha de canhão contra seus adversário, o PSDB sempre pode contar com uma Judith Brito, um Sirotsky, um Frias, um Mesquita, um Civita, um Marinho. A ANJ está aí para isso mesmo.

A distribuição de milhares de assinaturas de impressos dos assoCIAdos do Instituto Millenium é como alfafa para burros. Vira esterco e sobe à cabeça da manada da marcha dos zumbis.

Fala-se nas execuções de jornalistas pelo EI, mas quando o PSDB faz o mesmo, os comparsas silenciam! É tal de Omertà à moda mafiomidiática!

Jornalistas do Paraná protestam contra violência de máfia tucana

2 de maio de 2015 | 16:33 Autor: Miguel do Rosário

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Quem censura a imprensa no Brasil?

Quais os governos estaduais ameaçam o trabalho da imprensa?

Segundo jornalistas do Paraná, o perigo vem de bandidos ligados a esquemas inscrustados no governo do estado, presidido pelo tucano Beto Richa.

Não há denúncia na grande imprensa, apesar de profissionais da própria imprensa local, em subsidiárias de grandes grupos, estarem à frente de protestos.

No máximo, os protestos chegam ao site da CBN Paraná, mas não à CBN São Paulo ou do Rio de Janeiro.

A denúncia de que membros do governo Beto Richa, assim como fazia o governo de Minas, tem relação autoritária e truculenta com a imprensa, agredindo a parte mais fraca, o profissional de jornalismo, não sai na mídia corporativa.

Os políticos, quando não gostam de uma reportagem, não descontam nos barões de mídia. Eles atacam o trabalhador da imprensa, que a própria empresa de mídia sacrifica facilmente, se for necessário.

Destaco um trecho da notícia publicada há pouco na CBN/PR: “Depois da veiculação de reportagens sobre a rede de corrupção e pedofilia dentro da Receita Estadual do Paraná, um dos jornalistas da RPC TV foi ameaçado de morte, e precisou ser retirado do estado. O produtor James Alberti foi ameaçado por meio de um telefonema no dia 09 de abril. Ele estava em Londrina e recebeu a ligação em que se revelava um esquema para matá-lo por meio de um suposto assalto a uma churrascaria na cidade. Diante da ameaça, a empresa providenciou a retirada do jornalista da cidade onde realizava a investigação que envolve pessoas muito próximas ao governador Beto Richa, como seu parente, Luiz Abi Antoun, e o ex-inspetor geral de fiscalização da Receita Estadual, Marcio de Albuquerque Lima.”

*

Na CBN Paraná.

Jornalistas fazem protesto pela liberdade de imprensa no Paraná

Jornalistas do Paraná fazem neste domingo (03) um protesto contra os casos de intimidação e ameaça a profissionais do estado. A data foi escolhida porque marca a comemoração da Liberdade de Imprensa.

A manifestação foi convocada pelo Sindijor, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná. Uma campanha, com o tema “Basta de perseguição a jornalistas” vai ser lançada no ato, com o apoio do Sindicado dos Jornalistas do Norte do Paraná, Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Federación de Periodistas de América Latina y el Caribe (FEPALC) e a Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ).

Depois da veiculação de reportagens sobre a rede de corrupção e pedofilia dentro da Receita Estadual do Paraná, um dos jornalistas da RPC TV foi ameaçado de morte, e precisou ser retirado do estado. O produtor James Alberti foi ameaçado por meio de um telefonema no dia 09 de abril. Ele estava em Londrina e recebeu a ligação em que se revelava um esquema para matá-lo por meio de um suposto assalto a uma churrascaria na cidade. Diante da ameaça, a empresa providenciou a retirada do jornalista da cidade onde realizava a investigação que envolve pessoas muito próximas ao governador Beto Richa, como seu parente, Luiz Abi Antoun, e o ex-inspetor geral de fiscalização da Receita Estadual, Marcio de Albuquerque Lima.

Outro caso de intimidação de jornalistas do Paraná pela Polícia Civil também ganhou repercussão. Profissionais do jornal Gazeta do Povo e do Metro foram pressionados a revelar as fontes de uma reportagem que investigou irregularidades de policiais civis e militares.

O protesto acontece neste domingo (03), na Feira do Largo da Ordem. A concentração foi marcada para 10h, atrás das ruínas.

Jornalistas do Paraná protestam contra violência de máfia tucana | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

10/03/2015

“Exército Islâmico” made in Brasil

Dilma vai tratar o “Exército Islâmico” tucano com punhos de renda?

9 de março de 2015 | 20:22 Autor: Fernando Brito

fhcisis

É curiosa a ordem dos valores da elite brasileira.

Quando se trata de defender seus apetites, às favas o mínimo de civilidade.

As declarações hoje, de Fernando Henrique Cardoso – “não adianta tirar a Dilma” – e do více de Aécio, Aloysio Nunes Ferreira –  “quero sangrar a Dilma”  – mostra com que tipo de gente se está lidando.

Como eu disse ontem aqui, a charge do Chico Caruso, num baita ato falho, mostrou que a oposição, aqui, virou um “Exército Islâmico”.

Quatro meses após as eleições e estão com a faca nos dentes.

Do outro lado, nossa Presidenta – aquela a quem chamam de terrorista e ditadora – segue em suas platitudes de que “aqui as pessoas podem se manifestar, e têm espaço para isso, e têm direito a isso.”.

Cara Presidenta, isso é o óbvio ululante, cono diria o Nélson Rodrigues.

Não é preciso explicar que o Brasil é uma democracia, onde se goza de todas as liberdades de manifestação.

Só a extrema-direita e a nossa mídia assolada pelo fantasma “bolivariano” é que dizem o contrário.

Quem defende o seu governo é que é discriminado, maltratado, suspeito e maldito nas rodas da elite e da classe média. E, mesmo em meio ao povão, tem de se encher de dedos ou argumentos.

Agora, se a Presidenta da República, que recebeu a minha procuração e a de mais de 54, 5 milhões de eleitores brasileiros para enfrentar a esta gente não enfrenta, como quer que seus eleitores enfrentem?

A senhora foi brizolista tempo suficiente para saber que o líder forte faz fortes as forças que lidera.

Não adianta dizer na entrevista coletiva que ““os que forem a favor do quanto pior melhor’não tem compromisso com o Brasil”.

Essa frase tinha de estar na sua fala de ontem, porque, do contrário, ela não sai.

Hoje eu assisti o jornal Hoje, da Globo, num restaurante simples que frequento.

Não houve “panelaço”, mas também, não houve entusiasmo.

E depois de sua fala, pau, pau , pau. Tome de “Lava-Jato”.

A senhora, Presidenta, está – confessadamente – sendo sangrada pela mídia.

Não se limite a afirmar o óbvio, de que estamos numa democracia com total liberdade de expressão.

Afirme o que é, de fato, a democracia: o conflito dos interesses das maiorias com o das minorias.

Este também, deve ser livre, sem que o governo fique emparedado em um “bom-mocismo” que nos deixa inermes diante de uma ofensiva manifestamente golpista.

Porque democracia e liberdade, Presidenta, só podem existir quando a verdade é dita sem rodeios.

A democracia não é poder apenas falar o que se quiser, na oposição.

Democracia é, também, o direito da maioria – comprovada nas urnas –  de falar.

Quem é o “Exército Islâmico” do Chico Caruso?

8 de março de 2015 | 10:54 Autor: Fernando Brito

caruso

A charges de Chico Caruso deram um passo para frente, de ontem para hoje.

A de ontem, parece que trocas as bolas e põe como cozinheiros os dois principais ingredientes do “Caldeirão do Janot”, onde Cunha e Renan não estão sendo cozinhados propriamente em fogo brando.

Na de hoje, a qual muitos vão criticar pelo mau-gosto da cena de decapitação, justo no Dia Internacional da Mulher, eu prefiro ver outra coisa.

Quem é o “Exército Islâmico” do cartunista?

A midia, inclusive seus patrões, os Marinho?

O “mercado financeiro”?

O PSDB e seu arquivado neolíder, Aécio Neves?

A Justiça não é, porque Chico sabe que nem sequer pedido de arquivamento há em relação a Dilma.

Mas a gente poderia citar outros ou imaginar ali, atrás do capuz preto o velho Fernando Henrique Cardoso, aquele que diz que Dilma “não deve ser salva”, talvez porque tenha sido eleita, coisa que os tucanos já não conseguem faz quase 20 anos, desde 1988 e mereça morrer.

São tantos e tão graúdos os que querem passar o facão na goela de Dilma que Chico poderia inaugurar ali o turbante árabe padrão “camisa do Botafogo”, com seus patrocínios tipo “classificados”.

Baita ato falho, hein, Caruso?

Você acabou de mostrar  que os pretendentes a algozes de Dilma são fundamentalistas, intolerantes, violentos, sanguinários.

Retratou-os como quem quer se impor no poder abaixo de ameaças, facadas, terrorismo.

Acabou dando concretude àquilo que seu muito mais talentoso parceiro de humor e de rodas de jazz, o iluminado Luís Fernando Veríssimo, escreveu hoje, no mesmo O Globo:

Às vezes, as melhores definições de onde nós estamos e do que está nos acontecendo vem de onde menos se espera.

Você mostrou quem é mesmo que quer degolar a Presidenta eleita pelo voto.

Parabéns, Chico, você foi verdadeiro na sua morbidez.

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31/01/2015

Quem usa métodos terroristas é terrorista

Os EUA são um exemplo atual do lema do rei Luis XIV, “L’Etat c’est moi”, eu sou o Estado. É o império da vontade contra o império da lei. Se os EUA decidem, não há lei, nem qualquer limite para sua sanha assassina. A eliminação de pessoas fora de sua jurisdição, de seu território, por mais perniciosos que sejam, não é um papel atribuído por ninguém aos EUA. Ninguém condenou quando os EUA estiveram ao lado de Bin Laden contra os russos. Não há registro de que os EUA tenham sido cobrados pela guerra que patrocinaram, em parceria com Saddam Hussein, contra o Irã. Num dia os EUA eram parceiros de Muammar Kadafi, no outro, assassinam. Nada e ninguém se levanta contra o poder imperial que decide quem pode viver ou quem ele decide eliminar.

Não há como gostar de um país de assassinos, mesmo que eles queiram nos convencer que não são assassinos, só carrascos. Não custa lembrar que o carrasco executa em nome da lei. A eliminação sem julgamento, sem lei, é coisa de bandido. Algo tão comum em relação aos EUA.

EUA teriam ajudado Israel na morte de Hezbollah

sab, 31/01/2015 – 17:03

Jornal GGN – O Washington Post publicou reportagem afirmando que os EUA ajudaram a construir a bomba que matou o líder do grupo xiita libanês Hezbollah Imad Fayez Mughniya, em fevereiro de 2008. O país teria colaborado com Israel na operação.

De O Globo

EUA colaboraram com Israel em atentado contra líder do Hezbollah, diz jornal

Segundo reportagem do ‘Washington Post‘, agentes da CIA participaram da morte de Imar Mughniyah em 2008

WASHINGTON — Os Estados Unidos ajudaram a construir a bomba que matou o líder do grupo xiita libanês Hezbollah Imad Fayez Mughniyah, no dia 12 de fevereiro de 2008, segundo o jornal "Washington Post". Cinco ex-funcionários do serviço de inteligência dos EUA confirmaram que o país colaborou com Israel na operação.

O governo americano nunca admitiu a participação na morte de Mughniyah, atribuída pelo Hezbollah a Israel. Segundo o jornal, em reportagem publicada nesta sexta-feira, havia poucos detalhes sobre as operações conjuntas da CIA com a Inteligência de Israel, sobre como o atentado foi orquestrado ou o exato papel dos EUA na ação.

A morte do líder islâmico seria, além do assassinato de Osama bin Laden, uma das missões secretas de alto risco realizada pelos EUA nos últimos anos.

Os ex-agentes afirmaram que as bombas que foram usadas no ataque passaram por diversos testes em uma instalação da CIA no estado da Carolina do Norte para garantir que não haveria danos colaterais.

— Provavelmente explodimos 25 bombas para ter certeza que conseguiríamos — disse um dos ex-funcionários.

Mugniyah foi morto depois de jantar em um restaurante em Damasco e entrar no carro que explodiu. De acordo com a publicação, a bomba foi acionada de Tel Aviv.

O líder do Hezbollah era um alvo de grande importância para os EUA e Israel, pois teria participado de ataques terrorista do Hezbollah na Embaixada americana em Beirute e na Embaixada de Israel na Argentina.

Segundo o "Washington Post", a CIA não quis comentar o caso.

LIMITES LEGAIS

O jornal destaca que o envolvimento dos EUA no assassinato levanta questões sobre os limites legais americanos.

Mughniyah foi alvejado em um país onde os EUA não estavam em guerra. Além disso, foi morto na explosão de um carro, uma técnica que alguns juristas veem como uma violação das leis internacionais ao se utilizar métodos traiçoeiros para matar ou ferir um inimigo.

— É um método de morte utilizado por terroristas e gangsters — disse ao "Washington Post" Mary Ellen O’Connell, um professor de direito internacional da Universidade de Notre Dame. — Isso viola uma das regras mais antigas no campo de batalha.

EUA teriam ajudado Israel na morte de Hezbollah | GGN

20/09/2014

Agilidade militar: a mentira é na hora; já a verdade demora 50 anos

ditadura sanguináriaMilitares dizem não poder negar tortura

Em ofício à Comissão da Verdade, comandos das três Forças admitem não ter como contestar crimes na ditadura

Documentos são feitos por ordem da Defesa; para ministério, é 1º passo para reconhecer torturas e assassinatos

ELIANE CANTANHÊDECOLUNISTA DA FOLHA

O ministro da Defesa, Celso Amorim, encaminhou na sexta (19) à Comissão Nacional da Verdade (CNV) ofícios das três Forças Armadas admitindo, pela primeira vez, que não têm condições de negar a ocorrência de graves violações aos direitos humanos em instalações militares durante a ditadura (1964-85).

Conforme a Folha apurou, o Comando da Aeronáutica afirma não ter elementos para contestar que houve graves violações nem o reconhecimento da responsabilidade do Estado, e o da Marinha alega que não tem provas para negar nem confirmar as violações apontadas pela CNV.

O ofício do Comando do Exército não contradiz os dados de violações fornecidos pela comissão, alegando que não seria pertinente contestar decisões já tomadas pelo Estado brasileiro (que já reconheceu a existência de torturas e mortes no período) nem as circunstâncias configuradas em lei nesse sentido.

Foi uma referência à lei que concedeu indenização às vítimas e às famílias de mortos e desaparecidos e à que criou a Comissão da Anistia.

Na avaliação da Defesa, é um passo importante a mais no processo de reconhecimento público, pelas três Forças, de que houve torturas e mortes durante aquele regime e que o Estado brasileiro tem responsabilidade pelo ocorrido. A área civil dos sucessivos governos já reconhece essa realidade há anos.

Apesar disso, há certa prudência diante da repercussão na própria CNV. A expectativa é que, em público, a comissão reaja dizendo que é necessário algo mais afirmativo e entre com novo ofício. Nos bastidores, porém, a previsão é que verá boa vontade por parte de Defesa e comandos.

Em documento a subordinados em fevereiro, o general Enzo Peri, comandante do Exército, proibira que unidades militares dessem informações sobre crimes ou violências em suas dependências. No texto, Peri ordenou que qualquer informação referente ao tema só deveria ser respondida pelo gabinete.

A determinação foi criticada pelo Ministério Público Federal, que investiga crimes e violências ocorridas na ditadura, e por integrantes da CNV, que reclamam das dificuldades e obstáculos que seriam criados pelas Forças.

RESPOSTA

Os ofícios dos três comandos foram feitos por ordem do ministro Amorim e em resposta a um pedido da comissão em 13 de agosto, perguntando se a Defesa e as três Forças "confirmam ou negam as informações apresentadas e comprovadas pela CNV".

No pedido, a comissão listou 24 vítimas, as violações que sofreram, o local onde ocorreram e as provas –neste caso, processos na Justiça, documentos do Ministério Público ou inquérito policial.

Dois dias depois, Amorim repassou o pedido aos comandantes, antecipando sua posição: a de que o Estado brasileiro é unitário e só caberia à Defesa e às Forças Armadas, a ela vinculadas, corroborar o reconhecimento já feito antes por outras instâncias do mesmo governo.

Já era referência às leis dos mortos e desaparecidos e da Comissão da Anistia, agora também elencadas no ofício de resposta do Exército.

Para o governo, a Defesa teve papel fundamental na própria criação da CNV, mantém diálogo direto com seus membros, abriu as portas das organizações militares onde houve violações nas décadas de 60 e 70, não fez nenhuma gestão para desestimular depoimentos de militares e, por fim, tem respondido às requisições de informações.

06/05/2014

Assassinato à moda Rachel Sheherazade

ali kamelO radicalismo, o ódio, o nonsense espalhado pela mídia, não é de hoje, tem ensejado este tipo de acontecimento. Inclusive as manifestações de racismo. O responsável pelo jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, escreveu um livro para provar que não somos racistas. Aí, a mesma manada que engole tudo com passividade bovina, veste, hipocritamente, a camisa de que somos todos iguais.

Será que somos todos racistas?! Até porque não somos todos macacos. Neste bando há sagui, mas também há bugios. São macacos mas não são iguais. Respeita-se o ser humano por ser humano, não por se igual. E aos animais, por serem diferentes. Somos todos diferentes. Até as árvores contam com seus defensores. No Brasil, na mídia só não há defensor para os quatro PPPP: pobre, puta, preto e petista.

Taí a Rachel Sheherazade para provar que, definitivamente, não somos todos iguais, embora todo os que pensam igual a ela, sejam também seres inferiores. Há séculos este modo de pensar já foi enterrado. Hoje, manter este espírito medieval, de caça às bruxas, resulta em crimes como este, de fazer corar os assassinos de Joana D’Arc…

Espancada após boatos sobre magia negra, mulher morre em Guarujá

Fabiane de Jesus, 33, foi confundida com falso retrato falado espalhado em redes sociais, diz família

Família diz que site divulgou a imagem; organizador da página afirma ter citado caso apenas como ‘rumor’

(DIÓGENES CAMPANHA)ENVIADO ESPECIAL A GUARUJÁ (SP)

Uma dona de casa de 33 anos, mãe de dois filhos, morreu ontem em Guarujá (SP), após ser espancada por moradores insuflados por notícias falsas divulgadas em redes sociais. Ela foi confundida a partir de um retrato falado de uma suposta sequestradora de crianças, segundo a família.

Os moradores acusavam Fabiane Maria de Jesus de sequestrar os menores para rituais de magia negra.

Sherazade04Segundo a polícia, não há registro recente de desaparecimento de crianças na cidade e as histórias sobre sequestros na região são falsas.

O linchamento ocorreu na tarde de sábado, quando Fabiane voltava para casa, no bairro de Morrinhos, periferia de Guarujá. Sob o olhar de dezenas de pessoas, que se aglomeraram, inclusive crianças, a dona de casa foi agredida com pauladas, socos e chutes.

Com celulares, moradores da região gravaram a ação.

Airton Sinto, advogado da família de Fabiane, entregou ontem ao delegado dois vídeos que mostram trechos do ataque. A polícia usará as imagens para buscar os responsáveis pelo linchamento.

Em um dos vídeos, ela aparece estendida no chão, é jogada contra o solo, chutada, arrastada e tem os cabelos puxados. Em seguida, um homem passa com uma bicicleta sobre a cabeça de Fabiane.

As imagens mostram que ela teve uma mão amarrada com uma corda e seu corpo foi arrastado por alguns metros. "Já era", diz um homem presente. Outras pessoas dizem frases como "é ela mesmo" e "é a mesma cara". Outros, porém, repudiam a ação.

Fabiane foi levada em estado gravíssimo a um hospital da cidade e morreu ontem.

A Polícia Civil afirmou que a história sobre o suposto sequestro de crianças na região é falsa. "Essas reportagens sobre uma loira que sequestrava crianças foram veiculadas em São Paulo, Rio de Janeiro e outros Estados", disse o delegado Luiz Dias Jr.

A família da dona de casa diz que ela foi vítima de um engano e que o linchamento foi uma "crucificação em vida". "Essa história de magia negra é mentira. Ela era católica e quis dar nome bíblico, Esther, para a nossa filha", diz Jailson Alves das Neves, marido da vítima.

O advogado atribuiu a divulgação da informação falsa ao "Guarujá Alerta", um perfil noticioso no Facebook.

Em nota, a página na rede social afirmou ter citado o caso como rumor e com um aviso: "Se é boato ou não, vamos ficar alertas". O "Guarujá Alerta" ainda afirmou repudiar o linchamento.

O delegado diz não ter visto o retrato falado que teria motivado a agressão e disse ser "prematuro" responsabilizar o "Guarujá Alerta".

Segundo ele, o responsável pela página se apresentou e se comprometeu a ajudar nas investigações

‘JUSTIÇA POPULAR’

Casos de justiçamento sempre ocorreram, principalmente fora dos grande centros, diz Renato Sérgio de Lima, coordenador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pesquisador da FGV.

"A diferença é que a internet potencializou essa cultura de ódio. O que está em xeque é a figura do Estado", diz.

O antropólogo e professor da Unesp Claudio Bertolli Filho concorda. "Onde o Estado não está, a chamada justiça popular’ aparece", diz.

A empregada doméstica Nilda Mota, 43, se surpreendeu ao saber que a vítima dessa "justiça popular" era sua vizinha. Ela diz que tentou ir até o local da confusão, mas foi barrada por moradores.

Segundo ela, Fabiane teria tingido os cabelos de loiro no dia do linchamento para ir à igreja e visitar amigos. "Ela foi crucificada viva", diz Nilda.

28/04/2014

Manchetes que só a Folha consegue

ditadura militarUm médico é assassinado dentro de uma delegacia por agente público, funcionário administrativo do Sistema de Segurança do Estado de São Paulo. A Folha quase consegue dizer que a culpa foi do médico, como se o envolvimento em acidente de trânsito fosse leitmotiv do assassinato. Se este acontecimento trágico tivesse ocorrido num administração de esquerda, o PT seria o culpado.

Tudo o que acontece nas administrações da direita, parceiros da Folha e do Instituto Millenium, é acontecimento natural, sem causa nem causador. Se falta d’água em São Paulo é “crise hídrica” ou “crise d’água”, nunca racionamento nem imprevidência administrativa. Os desvios na Alstom e Siemens nunca são atribuídas aos beneficiados, aliás, condenados na Suíça e na Alemanha. Um ex-funcionário do Ministério da Saúde, ao tempo do Ministro Alexandre Padilha, veio a ser funcionário do Laboratório do doleiro preso. A Folha consegue culpar o candidato ao governo de São Paulo. Contudo, um helicóptero com 450 kg de cocaína de senador amigo do Aécio Neves some do noticiário ao soprar de uma brisa do Instituto Millenium. Veja-se o caso do Estadão: o Diretor de Redação, a pessoa mais próxima do donos, Pimenta Neves, assedia moral e sexualmente uma colega de profissão e subalterna da famiglia Mesquita, Sandra Gomide, a ponto de vir assassina-la. Não li nenhum linha cobrando explicação dos patrões, muito menos pondo neles a culpa pelo assassinato da funcionária.

Médico morre após levar tiro dentro de delegacia

Agente pensou que DP era invadido e disparou contra Ri­cardo Assanome

Tiroteio começou com PM que fugia de assalto; secretaria diz que houve erro de interpretação

AMANDA GOMESDO "AGORA"

Ricardo Seiti Assanome, 27, foi a uma delegacia em Santo André, na Grande São Paulo, na noite de sábado para registrar um boletim de ocorrência após um pequeno acidente de trânsito. Acabou morto. Foi atingido na cabeça por um disparo feito por um policial civil durante um tiroteio no local.

O caso ocorreu na noite de sábado. Socorrido, o médico não resistiu e morreu ontem à tarde.

Outro jovem e um policial também ficaram feridos.

De acordo com informações da Polícia Civil, por volta das 18h30 de sábado, um policial militar à paisana, que fugia de uma suposta tentativa de roubo, caiu com sua moto Yamaha YZF na porta do 2º Distrito Policial.

O barulho do veículo, que estava em alta velocidade, assustou o médico, sua noiva, e mais quatro pessoas que aguardavam atendimento.

Eles, então, correram para trás do balcão da recepção.

Com a confusão, o agente de telecomunicações André Bordwell da Silva saiu de sua sala e, segundo contou à polícia, viu as pessoas correndo em sua direção.

Por achar que se tratavam de "marginais invadindo a delegacia", segundo informou em nota a Secretaria de Estado da Segurança Pública, o agente passou a atirar contra o grupo.

Ao todo, foram cerca de dez disparos. O médico foi atingido na cabeça.

ERRO

Na mesma nota, a secretaria de Segurança diz que o tiroteio que aconteceu na delegacia "foi provocado por um erro de interpretação dos policiais do DP".

Outra vítima, Ricardo Grillo Perchi Mahlow, ficou ferida na perna e no quadril. Ele está internado no Hospital Bartira, em Santo André.

Um investigador da delegacia, que não teve sua identidade revelada pela pasta, achou que Silva estava sendo atacado pelo grupo ao ver a confusão.

Segundo a polícia, ele quis defender o colega e atirou em um dos homens, mas acabou atingindo o agente de telecomunicações, no peito.

A Secretaria de Segurança Pública não informou onde o agente de telecomunicações, que efetuou os disparos, está internado.

A Corregedoria da Polícia Civil foi acionada e o agente foi preso em flagrante por homicídio doloso (com intenção de matar). Ele permanece com escolta no hospital e será detido ao receber alta médica.

A reportagem não conseguiu localizar o advogado de de­fesa de Silva. A polícia não informou se o investigador que atingiu o colega no peito será punido pelo disparo.

Para o coronel José Vicente da Silva, consultor em segurança pública, Silva –que fez o disparo que atingiu o médico– não deveria portar arma. "Ele é um agente de telecomunicação e não tem preparo para agir como um policial", afirma.

"Falta regulamentar a atividade de cada profissional. Todos os policiais recebem treinamento. Os outros profissionais são agentes de suporte administrativo e técnico", explicou o coronel.

26/04/2014

A herança da ditadura está morta em lugar desconhecido

ditadura (2)Eu acho adequado que todo aquele que é favorável à ditadura deveria ter algum familiar preso, de preferência filho, torturado, morto, esquartejado e largado em lugar desconhecido para nunca mais ser encontrado. Aí, talvez, possam compreender o que significa uma ditadura como a que tivemos com os gorilas no poder.

ÁLVARO PEREIRA JÚNIOR

A dor de não saber

A ditadura levou a professora; o que houve, e por que alguns colegas lhe negaram apoio?

Quinta-feira, 23 de outubro de 1975. A Congregação, órgão máximo do Instituto de Química da USP, está reunida para uma decisão importante: o que fazer a respeito da professora Ana Rosa Kucinski, desaparecida havia 19 meses.

Em 22 de abril de 1974, Ana Rosa, de 32 anos, disse aos colegas que iria ao centro da cidade almoçar com o marido, o físico Wilson da Silva. No trabalho, Wilson contou algo semelhante: almoçaria com a mulher e depois voltaria ao escritório.

Nunca mais foram vistos. Ambos militavam no que restava da Ação Libertadora Nacional, organização armada de esquerda. Os poucos integrantes ainda vivos eram perseguidos com especial brutalidade pelo regime militar.

Confirmado o desaparecimento, a família da Ana Rosa iniciou uma cruzada. Recorreu à Organização dos Estados Americanos, ao Departamento de Estado dos EUA, levou o caso ao general Golbery, chefe da Casa Civil do governo Geisel, com intermediação do então arcebispo de São Paulo, d. Paulo Evaristo Arns.

Pressionado, o ministro da Justiça, Armando Falcão, disse em nota oficial que Ana Rosa não estava presa. Era uma "terrorista foragida". Apesar das mentiras de Falcão, as evidências eram fortes: Ana Rosa havia sido levada pela repressão.

O reitor da USP, Orlando Marques de Paiva, monta um grupo para analisar o caso. No burocratês uspiano, uma "comissão processante", formada por um representante da consultoria jurídica da universidade, Cassio Raposo do Amaral, mais dois professores: um da própria Química, Geraldo Vicentini, e outro da Odontologia, Henrique Tastaldi, que estava se aposentando para depois ser recontratado pelo IQ.

Apesar das evidências fornecidas pela família, que apontavam para uma captura pelo aparato repressor, a comissão faz um relato frio. Prende-se às faltas de Ana Rosa, e às consequências trabalhistas. Recomenda dispensar a professora.

O parecer é encaminhado à Congregação. Quinze professores do Instituto de Química estão reunidos. Por razões até hoje desconhecidas, o assíduo presidente do colegiado, Paschoal Senise, não comparece. Walter Colli, da bioquímica, também não está.

Em votação secreta, por 13 votos a favor e dois em branco, a instância máxima do Instituto de Química da USP demite Ana Rosa Kucinski por "abandono de função".

No livro semificcional "K", o jornalista Bernardo Kucinski, irmão de Ana Rosa, especula como teria sido esse encontro. Com base na ata da reunião, e imaginando o que pensavam os envolvidos, Kucinski constrói um quadro em que, por razões diversas –convicções reacionárias, estratégia, omissão, covardia–, os votantes permitem que uma injustiça aconteça.

Mas outros pesquisadores, que analisaram recentemente o processo, têm uma visão mais nuançada. Tiram o foco da Congregação e destacam a etapa anterior, a do duro relatório da comissão processante, que teria selado o desfecho do caso.

Independente do ponto de vista, muitas perguntas sobre a Congregação jamais terão resposta.

De quem foram os dois votos em branco? E foram de protesto, ou saíram em branco por uma trivialidade qualquer? Por que o professor Senise, que nunca faltava, se ausentou?

E mais: por que o grupo, que incluía gente de esquerda, votou maciçamente para demitir uma professora que eles sabiam ter sido levada pela repressão? Foram forçados, ou votaram com a consciência? Por que não optaram por algo mais brando, como uma suspensão?

A historiadora Janice Theodoro da Silva, presidente em exercício da Comissão da Verdade da USP, esquadrinhou a papelada. E prefere não especular sobre as motivações da Congregação.

"Como a gente não sabe, eu não julgo", ela diz. "Temos de conviver com a dor de não saber."

Uma dor que os colegas de Ana Rosa na USP conhecem bem.

Em depoimento emocionado (youtu.be/VcrR1JbfH9w), a hoje professora aposentada Shirley Schreier descreve a última vez em que viu Ana Rosa. Na juventude, foram muito próximas. Depois Shirley mergulhou no trabalho e ficou sem tempo para a amiga.

Pouco antes de desaparecer, Ana foi à sala de Shirley conversar. Percebeu que ela estava ocupada, disse que viria outro dia. Jamais voltaram a se ver.

Terça-feira passada houve uma cerimônia no IQ. Na data exata dos 40 anos do desaparecimento, finalmente o instituto pediu desculpas à família de Ana Rosa Kucinski. A demissão foi revogada.

Nos jardins da instituição, uma escultura da artista Kimi Nii –uma flor metálica– agora homenageia a cientista que a ditadura assassinou.

cby2k@uol.com.br

22/03/2014

Na ditadura era assim

Filed under: Assassinato,Associação Criminosa,Ditadura — Gilmar Crestani @ 12:43 pm
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Ditadura: militar diz que arrancava dedos, dentes e vísceras de preso morto

Mário Magalhães

Em um dos mais importantes e verossímeis depoimentos já prestados por agentes da ditadura (1964-85), o coronel reformado Paulo Malhães afirmou que ele e seus parceiros cortavam os dedos das mãos, arrancavam a arcada dentária e extirpavam as vísceras de presos políticos mortos sob tortura antes de jogar os corpos em rio onde jamais viriam a ser encontrados.

O relato histórico do oficial do Exército foi feito à Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro e revelado nesta sexta-feira pelo repórter Chico Otávio.

Malhães se referia a presos políticos assassinados na chamada Casa da Morte, um imóvel clandestino na região serrana fluminense onde servidores do Centro de Informações do Exército detinham, torturavam e matavam opositores da ditadura. De acordo com o coronel, os cadáveres eram ensacados junto com pedras. Dedos e dentes eram retirados para impedir a identificação, na eventualidade de os restos mortais serem encontrados. As vísceras, para o corpo não boiar.

Veterano da repressão mais truculenta do passado, Malhães figura em listas de torturadores elaboradas por presos. É ele quem assumiu ter desenterrado em 1973 a ossada do desaparecido político Rubens Paiva (post aqui).

Seu testemunho, sem vestígios de arrependimento, contrasta com o de aparente mitômano surgido em anos recentes. Malhães não é um semi-anônimo,mas personagem marcante para seus pares em orgãos repressivos e para presos políticos.

Dois trechos do seu depoimento à comissão, conforme reprodução de “O Globo” (a reportagem pode ser lida na íntegra clicando aqui):

1) “Jamais se enterra um cara que você matou. Se matar um cara, não enterro. Há outra solução para mandar ele embora. Se jogar no rio, por exemplo, corre. Como ali, saindo de Petrópolis, onde tem uma porção de pontes, perto de Itaipava. Não (jogar) com muita pedra. O peso (do saco) tem que ser proporcional ao peso do adversário, para que ele não afunde, nem suba. Por isso, não acredito que, em sã consciência, alguém ainda pense em achar um corpo.”

2) “É um estudo de anatomia. Todo mundo que mergulha na água, fica na água, quando morre tende a subir. Incha e enche de gás. Então, de qualquer maneira, você tem que abrir a barriga, quer queira, quer não. É o primeiro princípio. Depois, o resto, é mais fácil. Vai inteiro.”

Com a frieza de quem conta ter ido à padaria, Malhães afirmou, referindo-se ao local onde vive, a Baixada Fluminense: “Eu gosto de decapitar, mas é bandido aqui”.

SQN

A ditadura não era corrupta, era A corrupção

Como mostra o colunista do Estadão, o nível de prazer com que torturavam, estupravam e depois assassinavam, não sem antes roubarem inclusive arcadas dentárias, é assustador na medida que são pessoas que ainda permanecem convivendo como se tivessem ido ao super comprar um pote de margarina. Pior, a existência de pessoas que não só admitem estes atos como, em pleno século XXI, continuam apoiando. Se é verdade que o ser humano, de perto, é assustador, alguns, também de longe são assustadores. Afinal, não há na natureza nenhum animal, tirando estes necrófilos, que sintam prazer com o sofrimento e a morte de semelhantes. O único resquício de “humanidade” foi a decisão de impedir que os cadáveres pudessem “sobreviverem” ao tempo e permitirem que as pessoas descobrissem o nível de crueldade que alguém possa praticar com uma arma na mão e com a vítima algemada.

Roldão Arruda

DITADURA MILITAR

21.março.2014 22:45:03

Torturadores arrancavam arcadas dentárias e cortavam dedos, para impedir identificação dos mortos

Em depoimento à Comissão Estadual da Verdade do Rio, o coronel reformado Paulo Malhães, de 76 anos, acaba de dar importante contribuição para se entender melhor como a ditadura mutilou e desapareceu com os corpos de presos políticos. Segundo o coronel, para evitar que fossem encontrados, os agentes dos serviços de repressão jogavam os mortos em rios, em sacos impermeáveis e com pedras de peso calculado. Isso impedia que afundassem ou flutuassem.

O ventre da vítima também era cortado, evitando assim que inchasse e voltasse à superfície. O objetivo era criar condições para que o corpo fosse arrastado pelo rio. No caso de serem encontrados, os restos mortais dificilmente seriam identificados, porque os militares tomavam a precaução de arrancar as arcadas dentárias e os dedos das mãos, antes de lançá-los às águas.

Essas informações foram divulgadas nesta sexta-feira (21) pelo repórter Chico Otávio, do jornal O Globo, que teve acesso a trechos das declarações. Elas estão localizadas na primeira parte das gravações feitas pela comissão, nas duas visitas que fez à casa do coronel. No total foram gravadas 17 horas de conversa. Desse total, ainda existem 7 horas que não foram integralmente degravadas. Nelas, o coronel trata sobretudo de sua ação na Guerrilha do Araguaia.

O coronel Malhães foi uma peça das mais importantes na engrenagem do Centro de Informações do Exército (CIE), que atuava na área de informação e repressão. Integrava o núcleo mais duro da instituição, ao lado de Freddie Perdigão Pereira e Ciro Guedes Etchegoyen, entre outros oficiais. Também atuou na Casa da Morte, o maior centro de tortura e desaparecimento de presos políticos do País entre 1971 e 1973; e na Guerrilha do Araguaia, no Sul do Pará.

O presidente da Comissão Estadual, advogado Wadih Damous, vai encaminhar cópias do depoimento ao Ministério Público Federal e à Comissão Nacional da Verdade (CNV). Ele disse ao Estado que as informações dadas pelo coronel reformado ainda precisam ser melhor analisadas e cotejadas com outros depoimentos.

“Foi um depoimento relevante, de um quadro qualificado da repressão política, que esteve envolvido em diversos episódios da época, entre eles o desaparecimento do deputado Rubens Paiva, a idealização da Casa da Morte e a Guerrilha do Araguaia”, afirmou. “Sua palavra tem que ser levada em conta. Talvez esteja apontando o caminho adotado pela ditadura em sua política de desaparecimentos. Mas é preciso também cruzar os dados para verificar sua veracidade. Particularmente não estou satisfeito com a informação de que o corpo do deputado Rubens Paiva foi jogado ao mar. Não digo que ele está mentindo, mas também não afirmo que seja tudo verdade.”

O advogado destacou no depoimento do coronel a seguinte declaração: “Podem escavar o Brasil todo, mas não vão achar ninguém, por nós desaparecemos com todo mundo.”

As dúvidas sobre a veracidade das informações do coronel do antigo CEI devem-se sobretudo ao fato de não ter apresentado nenhum documento comprovando sua veracidade. Ele se baseou exclusivamente na memória e, em diversos momentos, confundiu fatos.

Para ler a reportagem do jornal O Globo, com os trechos do depoimento do coronel, clique aqui.

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23/02/2014

Na ditadura não tinha corrupção, tinha bandidos!

JANIO DE FREITAS

Os terroristas

O Puma usado no atentado ao Riocentro foi roubado em SP e se tornou o carro do capitão Wilson Machado

A denúncia criminal dos generais e outros autores do ato terrorista do Riocentro, ocorrido em 1981, é suficiente para calar qualquer contestação de autoria e objetivos. Mas os quatro mosqueteiros que retomaram esse caso, como procuradores da República, ainda querem um ou outro complemento. Querem tudo. Podem então incluir em suas buscas adicionais um aspecto bastante ilustrativo de como agiam os terroristas acobertados pela farda, pelo enfeites nos ombros e pelos superiores.

O carro esporte Puma em que explodiu, antes da hora, a bomba levada pelo capitão Wilson Machado (hoje coronel reformado) e o sargento Guilherme Rosário, ferindo o oficial e matando o outro, tinha placa do Rio, OT-0297. Mas não era do Rio. É sempre citado como propriedade de Wilson Machado. E não era dele. Ou não era dele legalmente.

O registro verdadeiro do Puma era da cidade de São Paulo. Com outros números e letras. Era propriedade da dona de uma butique (como se chamavam, na época, as pequenas lojas da elegância). Foi roubado em São Paulo, recebeu no Rio placas enganadoras e se tornou o carro do capitão Wilson Machado.

A pesquisa nos Detrans do Rio e de São Paulo permitiria agora, por meio dos números de identificação colhidos pela perícia depois da explosão, chegar à confirmação do roubo e à dona do Puma, com sua história. Wilson Machado não era só capitão e terrorista.

Pelo menos outros quatro carros foram usados no plano de explodir o Riocentro a ser posto às escuras por outra bomba, com os 20 mil presentes no show de celebração ao Dia do Trabalho. Todos eram carros roubados. Roubar e apropriar-se de carros alheios foi comum entre militares e agentes do DOI-Codi, do SNI e de outros núcleos da repressão.

JANGO

A investigação aberta pelo Ministério Público da Argentina tem mais possibilidades de chegar a uma conclusão sobre a morte de João Goulart do que a investigação brasileira. Exceto quanto ao envenenamento, ou não, como causa pesquisada com a recente exumação.

Além de Jango ter sido vigiado sempre pelos "serviços" de lá, a decência e a coragem dos argentinos para desvendar seus segredos é infinitamente maior que a dos militares e agentes brasileiros. Graças a essa qualidade argentina, descobre-se, por exemplo, como efeito colateral de um velho pedido de vigilância sobre brasileiros em Buenos Aires, que um quartel do Exército no interior do Paraná teve papel relevante na perseguição a exilados brasileiros, inclusive a Jango.

Está com os argentinos a oportunidade de descobrir, afinal, o que é verdadeiro nos fartos relatos de Mario Neira Barreiro, ex-agente que se diz participante de uma operação de envenenamento de Jango. Quando dois jornais publicaram aqui, em dezembro, que Neira "vive no Rio Grande do Sul, em liberdade condicional", ele já vivia em Buenos Aires. Até já dera entrevista, explicando por que, posto na condicional, tratou de fugir, mas não para o Uruguai, seu país: "Na Argentina o nosso pessoal pode me dar melhores condições".

ÓBVIA

Não entendi a tira do Laerte de quarta-feira –e não digo que a culpa seja dele. Mas, antes que se difundam interpretações entre pessoas que não conheceram Millôr, amigos seus lembramos que ele, contrariamente ao que diz um personagem da tira, não era gay, não.

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