Ficha Corrida

09/07/2015

Os EUA sabiam porque foram eles que apoiaram

OBScena: printscreen da Folha convocando atos contra Dilma

folha-impeachmentSó um celerado pode pensar que na ditadura não havia corrupção. A ditadura era A corrupção! Corrupção do sistema democrático. Corrupção na associação de grupos como Folha & Globo com a ditadura, não só em termos ideológicos, mas também operacional. E aí não falo somente no uso das peruas da Folha para desovar os pedaços humanos que sobravam das orgias no DOI-CODI com a participação ativa e passiva de seus finanCIAdores ideológicos, como Frias, Brilhante UStra e o dono da Ultragás, Boilensen. Como o dono da Folha, segundo a Comissão da Verdade, assistia, in persona, as sessões de tortura, estupro e assassinato dos presos políticos, seus descendentes acharam por bem chamar tudo isso de ditabranda. É o DNA que passa de pai para filho. Claro, os EUA também sabiam disso. O eufemismo, quando se trata de crimes, é “desaparecidos”. Não é tortura, assassinato, estupro, esquartejamento é só “desaparecimento”…

Os EUA não só sabiam dos desaparecimentos como ajudavam a desaparecer. As malas de dólares entregues a institutos como IPES e o IBAD, comandos por ventríloquos de Washington como FHC.  Estes institutos faziam o que o hoje faz o Instituto Millenium; promovem internamente os interesses dos EUA mediante financiamento de movimentos do tipo MBL, a marcha dos zumbis, além de espionagem industrial para se apropriarem do pré-sal. O entreguismo da época é o mesmo de José Serra querendo entregar de graça o pré-sal à Chevron. Embora desta vez não seja clandestino, mas de forma escandarada, via projeto de lei, no Congresso, o método é o mesmo do da ditadura e revisitado no neoliberalismo do Consenso de Washington, tão bem encampado pelos 8 anos de governo FHC.

Tanto é verdade a participação de institutos como o Instituto Millenium, que os veículos a$$oCIAdos aos Millenium convocaram as marchas que incluíam bandeiras de golpe militar e ditadura. Se em 1964 o Globo festejava e saudava a ditadura em editorial, agora a convocação dos golpistas é ao vivo com cobertura idem. O clima de ódio, que está desaguando num fascismo crescente, tem sido fomentado pelos mesmos grupos de mídia que fomentam o golpe a a ditadura. E com patrocínio dos EUA, como mostrou Edward Snowden.

EUA sabiam sobre desaparecidos na ditadura militar

Documentos secretos americanos foram entregues à Casa Civil e podem ser consultados na internet a partir desta quinta-feira (9)

Enquanto família do ex-deputado Rubens Paiva ainda buscava seu paradeiro, telegrama já relatava sua morte

NATUZA NERY RUBENS VALENTEDE BRASÍLIA

Um conjunto de documentos secretos dos anos 70 agora liberados à consulta confirma que o governo dos Estados Unidos recebeu, antes de se tornarem claras para os familiares, informações privilegiadas sobre o destino de pelo menos três desaparecidos políticos durante a ditadura militar.

Trata-se do ex-deputado federal Rubens Paiva (1929-1971) e dos militantes de esquerda Stuart Edgard Angel Jones (1945-1971) e Virgílio Gomes da Silva (1933-1969).

Os papéis integram um acervo de 538 documentos que tiveram seu sigilo desclassificado parcial ou totalmente pelo governo Barack Obama em decorrência da viagem da presidente Dilma Rousseff aos EUA, no final do mês passado.

Os documentos foram entregues à Casa Civil e deverão ser liberados à consulta a partir desta quinta (9) no site do Arquivo Nacional.

Sobre o ex-deputado Rubens Paiva, um telegrama diplomático confidencial de fevereiro de 1971, cujo sigilo foi afastado somente em maio passado, afirma: "Paiva morreu durante interrogatório ou de um de ataque cardíaco ou de outras causas".

Para os americanos, se a notícia se tornasse conhecida, era certo que seus amigos iriam iniciar uma "campanha emocional e dura contra o governo brasileiro por todos os meios possíveis".

O autor do telegrama, o diplomata morto em 2003 e veterano da II Guerra John W. Mowinckel, ao final do texto pede que o embaixador norte-americano no Brasil desenvolva ações para "convencer" o governo brasileiro "de que algo deve ser feito para punir ao menos alguns desses responsáveis –punir por julgamento público".

Quando o telegrama foi escrito, a família seguia buscando informações sobre o paradeiro de Paiva. A versão oficial distribuída à imprensa pelo Exército era que Paiva fora resgatado por um grupo de terroristas e permanecia desaparecido. Várias investigações posteriores à ditadura concluíram que o deputado foi morto sob tortura logo após ter se apresentado para um depoimento. Seu corpo nunca foi encontrado.

Outro telegrama datado de 30 de setembro de 1969 e liberado em 6 de maio passado confirma a prisão, por equipes da Oban (Operação Bandeirante), do militante da esquerda armada Virgílio Gomes da Silva, mas ressalta que o nome dele não foi divulgado para a imprensa, e que "possivelmente a polícia vai não dar conhecimento público de que ele foi preso".

Virgílio morreu de tortura horas depois da prisão, segundo testemunhas, mas a versão oficial na época foi que ele permanecia foragido.

DESESPERO

Um telegrama de agosto de 1971 confirma que o cônsul dos EUA James Reardon recebeu da polícia brasileira a informação de que "Stuart Edgar Angel Gomes" havia sido preso pela polícia, mas acabara "escapando". "Advogado e família estão muito interessados, na verdade desesperados, para descobrir a fonte da informação de Reardon", diz o documento.

"Interessante ver como os órgãos de segurança do Estado americano tinham conhecimento do aparato repressivo. Impressiona o conhecimento detalhado que tinham desses crimes", disse à Folha o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Sob seu comando está uma assessoria da Comissão da Verdade encarregada de organizar documentos inéditos.

12/05/2015

Bin Laden, um conto americano para vira-latas

Filed under: Assassinato made in USA,Bin Laden,EUA,Mercenários,SEALS,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 8:49 am
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BinSantiagoBem, agora sabemos que o assassinato de Bin Laden custou 25 milhões de dólares. Se o terrorista tivesse se escondido no Brasil, William Waack teria entregado de graça. O PSDB teria feito reunião pagando para os EUA virem assassina-lo.

Este é o serviço secreto mais eficiente do mundo. A investigação parte sempre de uma conta bancária. Como o saldo é grande a eficiência é maior. Isso em outros lugares. Na terra onde o governo admitia que seus diplomatas tirassem os sapatos para entrarem nos EUA, a CIA tem seu serviço facilitado. O MBL, que já recebe antecipadamente para serviços menos perigosos, se não fosse de coxinhas nike, também poderia dar uma ajudinha. No Paquistão teria sido difícil o Barão de Itararé cunhar a famosa frase: “homem que se vende sempre recebe mais do que vale”, mas no Brasil é barbada. Por qualquer trinta dinheiros entregam de graça a Vale do Rio Doce, Meridional, CRT e Petrobrás.

Por esta história se entende porque o PSDB é contra o financiamento público das campanhas eleitorais. Ele quer continuar se abastecendo pela privada. O HSBC é um bom caminho para trazer dinheiro cheirando a novo. Nada que a entrega do Pré-sal não quite depois, via Chevron.

Como são previsíveis este pessoal do PSDB seus parceiros do lumpenjornalismo.

EUA mentiram sobre morte de Bin Laden, diz jornalista

Ação foi combinada entre americanos e paquistaneses, afirma Seymour Hersh

Terrorista morreu em operação unilateral dos EUA, diz a Casa Branca; para analistas, relato é ‘teoria da conspiração’

GIULIANA VALLONEDE NOVA YORK

Quatro após a operação que matou Osama Bin Laden, no Paquistão, um dos mais aclamados jornalistas investigativos dos EUA acusou no domingo (10) o governo americano de mentir sobre os principais detalhes da missão.

Em texto na revista "London Review of Books", Seymour Hersh, 78, afirma que EUA e Paquistão colaboraram de perto na ação e, em seguida, inventaram uma versão segundo a qual Washington teria agido por conta própria.

Bin Laden foi morto em 2 de maio de 2011, em um ataque realizado por Seals (forças especiais da Marinha dos EUA) na cidade de Abbottabad. Seu esconderijo foi invadido durante a madrugada pela equipe, que voou de helicóptero do Afeganistão.

Pelo relato de Hersh, o líder da rede terrorista Al Qaeda era mantido prisioneiro secretamente desde 2006 pelo governo paquistanês, que pretendia usá-lo como moeda de troca em negociações com grupos terroristas.

Os EUA teriam descoberto o esconderijo por meio de um agente de inteligência do Paquistão, que traiu seu governo em troca da recompensa de US$ 25 milhões dos americanos por informações sobre Bin Laden, diz o jornalista.

A versão oficial é que o terrorista foi localizado pela CIA (agência de inteligência americana) após agentes terem rastreado seus mensageiros.

No texto, Hersh afirma ainda que dois dos principais oficiais do Paquistão sabiam da operação antes de ela acontecer e se certificaram de que os helicópteros pudessem circular no espaço aéreo do Afeganistão sem problemas.

Desde a divulgação da morte de Bin Laden, a Casa Branca sustenta que a missão foi unilateral e não contou com o conhecimento do governo do Paquistão.

Autoridades americanas reagiram à versão. Para o porta-voz do Departamento de Segurança Nacional, Ned Price, a história "tem imprecisões demais e muitas afirmações infundadas" para que se cheque cada uma delas.

"A premissa de que Bin Laden foi morto em qualquer missão que não tenha sido unilateralmente conduzida pelos EUA é totalmente falsa", acrescentou o porta-voz.

Embora as circunstâncias que levaram à morte de Bin Laden em uma das mais secretas ações do Pentágono já tenham sido questionadas, analistas e jornalistas norte-americanos também rejeitaram a versão de Hersh.

"Levantar questões sobre a história oficial não é o mesmo que provar uma espetacular teoria da conspiração", escreveu Max Fischer, diretor do conteúdo do site Vox.

Vencedor do Prêmio Pulitzer pela revelação do massacre de My Lai durante a Guerra do Vietnã, em 1968, Hersh é um dos grandes nomes do jornalismo americano. Nos últimos anos, no entanto, suas principais reportagens têm sido criticadas por excesso de fontes questionáveis.

No texto publicado no domingo, ele afirma que sua versão se baseia nos depoimentos de um general aposentado das forças de segurança paquistanesas e de um oficial americano que não quis revelar sua identidade.

29/04/2015

Elite mineira premiaria capitão-de-mato, jamais escravos

OBScena: cerimônia de entrega de medalha ao sinhozinho e ao capitão-de-mato

aeciobarbosaNão é mero acaso que Antônio Anastásia tenha concedido medalha da inconfidência ao capitão-de-mato que preside a Assas JB Corp mas tenha ficado horrorizado com a entrega ao Stédile. Os antigos e os novos senhores continuam dividindo a sociedade entre patrões e escravos. Logo a medalha que leva a insígnia de Tiradentes…

Essa gente do PSDB  e seus finanCIAdores ideológicos odeia tudo o que envolva povo. Gente pobre ou quem por eles lutam são combatidos como se fossem os piores inimigos. Em compensação, os que sempre se locupletaram com o erário são agraciados com medalhas. Joaquim Barbosa deu o endereço do apartamento funcional para criar a empresa Assas JB Corp e com isso comprar um apartamento por 10 dólares… Essa é a ética da casa-grande.

Sandro Abreu: O choro da elite mineira sobre a medalha entregue a Stédile

publicado em 28 de abril de 2015 às 21:00

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A medalha da Inconfidência e a insatisfação da elite mineira

por Sandro Abreu, via Facebook

A indignação de políticos conservadores e de parte do empresariado mineiro com a medalha da Inconfidência concedida ao líder do MST, João Pedro Stédile, escancara o que está posto no Brasil neste momento: a elite não aceita mais o povo no Poder. É isso.

Isso é mais forte do que a crise econômica e do que a corrupção que está sendo desvendada após décadas de assaltos aos cofres públicos.

Não é por simples insatisfação que entidades empresariais gastaram uma boa grana para publicar uma nota de repúdio em jornais mineiros. Curiosamente, a nota saiu publicada na mesma página que trouxe a notícia da aprovação da terceirização.

Políticos, artistas, juristas, empresários, jornalistas, ativistas e uma gama enorme de pessoas de todo o Brasil já foram condecoradas com a medalha, incluindo o amigo do rei Luciano Huck e o “grande empresário” Eike Batista, que tanto explorou as riquezas mineiras de Minas Gerais, prejudicando gente simples e humilde das comunidades rurais do interior, como por exemplo, em Conceição do Mato Dentro.

Mas o Stédile não pode ganhar. O “grande jornal dos mineiros” chegou a colocar como intertítulo da matéria sobre o evento: bandido.

Alguns homenageados mais conservadores já anunciaram que irão devolver suas medalhas e o PSDB protocolou Projeto de Resolução na Assembleia Legislativa para cassar a medalha de Stédile.

Hoje deputados da oposição e alguns manifestantes nas galerias do Plenário da ALMG, entre eles, o filho de Pimenta da Veiga, candidato do PSDB ao governo do Estado, derrotado pelo PT, usaram cordas vermelhas no pescoço para continuar o lamento sobre a medalha concedida a um líder de movimento popular. Então é isso, a aristocracia pode receber, o rebelde não.

O interessante é que foi justamente isso o que aconteceu com Tiradentes. De todos os inconfidentes, ele foi o único sentenciado à morte. O motivo? Ao contrário dos outros, não tinha alta patente, era de classe baixa e não pertencia à elite das minas gerais. Os demais receberam penas mais brandas.

Embora a Inconfidência Mineira tenha sido um movimento da elite mineira revoltada com a derrama, alguns ideais marcaram o movimento como a luta contra a exploração das terras mineiras pela Coroa portuguesa, luta pelo direito dos colonos e por liberdade.

Bandeiras parecidas com as do MST. Tiradentes foi alçado a herói após a proclamação da República, e sua imagem trabalhada estrategicamente para associá-lo a Jesus e à simplicidade, reforçando a representação de homem do povo e do bem. Mas um homem do povo, um rebelde não pode receber a medalha que lembra justamente a conjuração e a rebeldia dos mineiros.

Mas além da medalha a Stédile, a cerimônia dos Inconfidentes promovida pelo governo petista, em Ouro Preto, no último dia 21, trouxe mais uma novidade: a praça foi aberta ao povo após 12 anos de cerimônias fechadas.

O governador enfrentou manifestação, mas manteve sua postura democrática e popular.

Stédile é povo. Esse foi o 21 de abril deste ano em Minas Gerais. Talvez Tiradentes, pelo menos a imagem forjada ao longo do tempo, esteja mais satisfeito agora…

Sandro Abreu: O choro da elite mineira sobre a medalha entregue a Stédile – Viomundo – O que você não vê na mídia

23/03/2015

Assange explica Nisman: “É Tio Sam, estúpido!”

eua vergonhaSe o dinheiro explica o crime, é o crime que denuncia o autor. Quando a vítima é jogada no colo de desafetos, por trás há quem tem interesse nisso. Parece lógico, mas como explicar para quem está acostumado a receber versões prontas e tem nos EUA a medida da verdade?! A SIP é maior sucursal da CIA na América Latina. O Instituto Millenium é apenas mais um braço da SIP.

Um pouco da história da formação dos EUA e suas incursões pelo mundo, dando golpes, finanCIAndo manifestações contra governos, apoiando golpes e ditadores explica por que os EUA estão por trás da morte de Alberto Nisman. Assim como estão por traz da prisão de Julian Assange, Bradley Manning e Edward Snowden. Não nos esqueçamos, os nazistas sobreviventes da Segunda Guerra foram recrutados pelos EUA para derrubarem governos democráticos sul-americanos. A história está documentada e muito bem contada no documentário Inimigo do meu inimigo. Os EUA estão por trás da Primavera Árabe que derrubou Kadafi na Líbia, no Egito, Ucrânia, Síria, Venezuela e Brasil (MBL). Na Argentina não seria diferente.

Os grampos na Petrobrás, mais do que na Dilma, são indícios suficientes para quem quiser entender os ataques à maior empresa petrolífera do mundo. Quem não quiser, nem a fórceps.

EL MUNDO › ENTREVISTA CON JULIAN ASSANGE, DIRECTOR DEL SITIO WIKILEAKS

“Nisman se había hecho muy dependiente de los EE.UU.”

En el marco del Encuentro Federal de la Palabra que se celebra en Tecnópolis, el referente australiano de la libertad de expresión habló de Nisman, pasaportes inteligentes, el Estado Islámico, la crisis en Ucrania y el asesinato del opositor ruso Nemtsov.

Por Santiago O’Donnell

Tras mil días de encierro en el pequeño departamento que aloja a la embajada de Ecuador en Londres, mil días sin poder salir al aire libre, Assange luce algo debilitado a través de la pantalla de Tecnópolis. Dice que últimamente no está del mejor humor, que está enojado porque no se destraba su situación judicial (ver aparte) y no puede estar con su familia. Pero el enojo no se le nota. Contesta de buena gana durante una hora y media y sonríe de oreja a oreja cuando el público lo despide con un aplauso. A continuación, el pasaje más destacado de la conversación:

–Los cables de Wikileaks muestran la falta de independencia del fiscal Nisman con respecto a la embajada de Estados Unidos en la investigación del atentado a la AMIA.

–Es cierto. Hay más de 160 cables sobre el atentado a la AMIA y puedes ver en esos cables que Nisman se hizo muy dependiente de Estados Unidos para conseguir informes de inteligencia relacionada con la investigación y mucha de esa información le llegó a través del jefe de contrainteligencia de la Secretaría de Inteligencia (Jaime Stiuso) y Nisman pasó a depender indirectamente de EE.UU. e Israel y directamente de Stiuso. Se puede ver que esa dependencia llegó a un punto tal que llevaba borradores de resoluciones a la embajada para que la embajada los comentara, los revisara y los corrigiera. En un caso llevó un borrador de resolución de dos páginas y la embajada le hizo comentarios, él se lo llevó de vuelta, volvió con un borrador de nueve páginas, lo revisaron nuevamente y esa vez se lo aprobaron. También le dijeron que no podía investigar la pista siria, que no podía investigar otras pistas locales dentro de Argentina. Se puede decir que éste es un problema de un solo hombre que estuvo diez años con la causa y que no avanzó, hasta que en el 2013 la causa se convirtió en un tema de política partidaria (por el acuerdo con Irán). Pero se puede hacer una crítica mucho más importante, que es la falla del gobierno de Kirchner de no haber disciplinado a Nisman a tiempo por su relación con los servicios de inteligencia, su relación con EE.UU., la falla de los medios de Argentina de no controlar y criticar esa investigación, y esa falla en los medios se pudo ver en todos los medios tradicionales: en Página/12, en el grupo Clarín y aun en la organizaciones de la comunidad judía, que expresó dudas sobre la calidad de investigación en la embajada, pero dijo que a pesar esas dudas no quería reducir la credibilidad de esa investigación. Entonces parece que había un acuerdo nacional entre gobierno, oposición y medios de no cuestionar la calidad de la investigación de Nisman, de no indagar sobre de dónde sacaba su información y de qué manera estaba comprometido por su cercanía a la embajada de EE.UU. y al director de contrainteligencia. Pero vayamos más allá. ¿Cuál es el gran problema? El gran problema es que las instituciones argentinas –fiscalías, medios, gobierno y oposición– no tuvieron suficiente fuerza como para lidiar con un caso geopolítico muy serio, en el que hay actores como EE.UU., Israel, Irán, que tenían intereses muy fuertes en este caso. Irán quería protegerse, proteger su reputación y proteger su relación con Argentina, EE.UU. e Israel buscaban demonizar a Irán, la Secretaría de Inteligencia buscaba beneficiarse actuando como intermediario. Las instituciones argentinas no fueron capaces de mantener su integridad ante la presión sostenida de grupos externos y ése es un problema preocupante para la Argentina. Ahora bien, a otros países no les va mucho mejor cuando la presión es tan fuerte. Nosotros lo hemos vivido en nuestra organización en países como Gran Bretaña y aun Alemania en algunos casos. Te doy un ejemplo de Alemania. Edward Snowden obtuvo mucho apoyo de Alemania. Es el país donde más apoyo de la opinión pública recibe de toda Europa y eso tiene que ver con razones históricas, el recelo de los alemanes de la Stasi (el servicio secreto de la ex Alemania Oriental), que la nueva capital sea Berlín, en fin, la gente alemana y los medios alemanes querían que se le diera asilo. El resultado es que la Agencia de Seguridad Nacional de EE.UU. le dijo a la agencia de inteligencia alemana que si permite que su país le dé asilo vamos a dejar de compartir Inteligencia con ustedes y no les vamos a avisar de posibles atentados terroristas en su país. Entonces la Agencia de Seguridad Nacional estaba perfectamente dispuesta a permitir ataques terroristas en Berlín con tal de presionar al gobierno alemán para no ser humillados por una oferta de asilo para Snowden. Así que hasta un país como Alemania puede comprometer sus principios; entonces no puede sorprendernos que Argentina lo haga. Pero ahora que vimos cómo sucede esto, hay que tratar de corregirlo. Entonces esto es lo que podemos aprender de la investigación de Nisman: la manera en que operan las presiones geopolíticas y la debilidad de ciertas instituciones argentinas para enfrentarlas. Fíjese lo que el director de contrainteligencia estaba haciendo en el caso Nisman y las consecuencias que tuvo. Entre ellas, la ley para reformar a los servicios de Inteligencia. La he leído y me parece una buena ley, aunque hay que ver todavía cómo se aplica.

–Otro tema que me preguntan mucho en las redes sociales, especialmente después de nuestra última entrevista, es sobre sus críticas a los nuevos documentos biométricos que se hacen en la Argentina. El ministro que los creó, Florencio Randazzo, los vende como una manera de hacer menos cola en los aeropuertos. ¿Por qué le parece que estos documentos son peligrosos?

–Hay dos problemas. En el caso de los documentos biométricos, hemos visto ejemplos en muchos países en los cuales la base entera de los documentos biométricos ha sido robada. Por ejemplo, en Pakistán revelamos que una consultora trucha manejada por el MI6 (servicio secreto británico) había sido contratada para manejar la base de datos para todo el sistema de identidad biométrico en Pakistán. Y con la complicidad de algunos miembros del gobierno, la consultora se robó la información sobre más de cien millones de paquistaníes. Así que está el problema de que los datos pueden ser robados por fuerzas externas. En segundo lugar, si tenés un servicio de Inteligencia corrupto y un gobierno que hace las cosas mal, podés terminar teniendo una sociedad extremadamente controlada, donde ninguna persona puede existir por fuera de las estructuras formales del gobierno y de las estructuras informales que tienen las agencias de inteligencia.

–¿Todo eso por sacar información del iris del ojo?

–Es suficiente. Una vez que se empieza con un programa biométrico el siguiente paso es agregar más y más identificadores biométricos. En Suecia, por ejemplo, te extraen sangre al nacer y dicen que esa identificación de ADN sirve para aplicarse en políticas de vivienda y para juntar estadísticas para diseñar programas de salud. Sin embargo, esa información ha sido utilizada de manera ilegal por la policía sueca en varias investigaciones criminales y lleva a una sociedad controlada y no podemos saber si esa información no sólo se va a compartir en la Argentina o si se va a compartir con otros países, y por lo tanto con los servicios de Inteligencia de otros países. Esos servicios de inteligencia en Occidente son manejados en gran parte por empresas privadas. Por ejemplo, el ochenta por ciento de la Agencia de Seguridad Nacional es manejado por contratistas del sector privado. Por empresas como Lokheed Marin, Northrop Gruman o Booze, Allen & Hamilton. De hecho Edward Snowden no trabajaba para el gobierno, trabajaba para Booze, Allen & Hamilton. Entonces coleccionás esta información sobre tu gente y pronto se empieza a compartir y me parece que no es saludable para una sociedad que un individuo al nacer, a través de estos elementos de identificación, entre en una relación no sólo con su familia, su comunidad o su ciudad, no sólo con su país y con el servicio de Inteligencia de su país, sino con todos las grandes facciones de poder del mundo. La relación es tan desproporcionada que con el tiempo va a distorsionar la naturaleza de nuestra civilización.

–Su respuesta me lleva a la última filtración de WikiLeaks, de diciembre pasado. Se trata de un documento de la CIA que explica cómo burlar los controles biométricos en los aeropuertos de la Unión Europea y está escrito para agentes que viajan con identidades encubiertas.

–Seguimos metiéndonos en problemas (se ríe). Es un manual de instrucciones que se les entrega a agentes encubiertos para que penetren otros países, para que penetren aeropuertos usando identidades falsas. Incluye una gran cantidad de aeropuertos y sistemas de seguridad, incluyendo en Europa, y da un ejemplo de Europa de un agente de la CIA al que le encontraron en la valija rastros del explosivo C4, presumiblemente de una operación realizada en Europa. El agente fue detenido pero dijo la mentira sugerida por el manual para casos como ése (que el explosivo era de un entrenamiento antiterrorista realizado en EE.UU.) y le creyeron y lo dejaron ir. El manual puede ayudar a ciudadanos comunes para atravesar controles sin despertar sospechas, incluso puede ayudar a periodistas trabajando bajo identidades reservadas o a nuestra propia gente mientras se mueven por el mundo. También señala el miedo que genera la identificación biométrica aun en la CIA porque dificulta un poco sus movimientos. Esa podría ser la única ventaja de este tipo de documentos en términos geopolíticos. Pero a través de la Agencia de Seguridad Nacional pueden hackear estos sistemas biométricos. Entonces al final la CIA, el Mossad o el MI6, las agencias de Inteligencia con más recursos y conocimientos, serán las que puedan viajar por el mundo sintiéndose libres. Serán las últimas personas del planeta en sentirse libres y creo que esto no es saludable porque ya tienen demasiado poder y demasiado poco control. Entonces diría que lo aceptaría si fuera igual para todo el mundo, pero si sirve para cierta gente pero no para otros, perpetuará la severa desigualdad de poder existente.

–Además, como usted ha dicho, después de los secuestros de la CIA en Suecia e Italia durante el gobierno de Bush hijo, el manual demuestra que la CIA de Obama mantiene la intención de realizar operaciones clandestinas en los países de sus aliados europeos.

–Es cierto y se trata de material reciente. Pero debo hacer una distinción. Si bien la CIA secuestró a una persona en Italia, en Suecia lamentablemente no se trató de una operación encubierta, al menos con respecto al gobierno sueco. El gobierno no sólo lo sabía sino que su policía secreta SAPO asistió en el secuestro de su propios refugiados políticos, sus propios buscadores de asilo, algunos de los cuales tenían hijos viviendo en Suecia. La SAPO asistió en esa operación y siguió haciendo operaciones similares durante seis años y nosotros lo revelamos en el 2010.

–Me gustaría preguntarle por la actualidad mundial: el surgimiento del Estados Islámico (EI), la crisis en Ucrania y el asesinato de Nemstov en Rusia.

–Los tres eventos tienen relación. En cuanto al EI, lo podemos ver desde el punto de vista geopolítico y desde el punto de vista cultural. No digo nada demasiado nuevo cuando digo que el EI es un resultado directo del aventurerismo de Occidente. El aventurerismo de Occidente que destruyó la sociedad libia, el aventurerismo de Occidente que destruyó gran parte de la sociedad siria. El aventurerismo de Occidente está destruyendo Irak para extraer petróleo y por otras razones geopolíticas. Mucha gente conoce esto, sabe cómo se envía armamento a Siria, el intento de reducir la influencia iraní en la Irak de la posguerra a través del apoyo a los sunnitas. Lo que no se conoce tanto es que en estos años Arabia Saudita, Qatar y Turquía han aumentado su poder y han logrado un pequeño margen de independencia con respecto a EE.UU. Como resultado EE.UU. ya no es el único actor geopolítico que empuja junto a Israel los acontecimientos en Medio Oriente. Ahora también actúan estos aliados geopolíticos que Estados Unidos no está dispuesto a disciplinar. ¿Y por qué no los disciplina? Porque estos países se hicieron ricos y ahora depositan su dinero en bancos de Occidente y entonces su elites se han fusionado: Qatar con los EE.UU., Arabia Saudita con los EE.UU. Acá, por ejemplo, la famosa tienda Harrod’s es dueña de uno de los edificios que rodean a esta embajada. Harrod’s es propiedad del gobierno de Qatar y la policía secreta británica que espía esta embajada, y que admite haber gastado más de 15 millones de dólares para espiarme, ha hecho un acuerdo secreto con Harrod’s y tienen a los equipos de vigilancia instalados en el edificio de Harrod’s . Entonces éste es un ejemplo interesante de cómo nos afecta la dinámica del poder en Medio Oriente. Desde el punto de vista cultural, hay que analizar cómo una ideología se expande, porque las ideas no son una enfermedad que se propaga como un virus. Las ideología tiene principios, tiene reglas que son fáciles de aprender y fáciles de transmitir. Eso sucede con todas la ideologías o religiones que se difunden. Pero hay otro factor y ése es el dinero que se mueve detrás de estas ideas. A medida que los estados del Golfo se vuelven más ricos, más poderosas se vuelven las ideas que ellos sostienen. La percepción es que cuanto más se difunden esas ideas más poder adquieren, entonces han hecho eso. Al mismo tiempo, la ideología de izquierda existía en Egipto, y en Líbano y en Siria y en Irak, porque el partido Baath (de Saddam Hussein y la dinastía Asad) es un partido secular y autoritario pero no una teocracia. Occidente odia a esos partidos izquierdistas y nacionalistas y durante muchos años hizo todo lo que pudo para destruirlos o al menos sacarlos del poder, y para eso se apoyó en teocracias y movimientos teocráticos. Podemos verlo, por ejemplo, en el colapso y marginalización de la OLP y su reemplazo por Hamas (en Palestina). Nuestros cables revelan que Israel apoyó a Hamas en su etapa inicial, que Hamas fue usado como un instrumento para dividir a la OLP y a la resistencia palestina. Entonces Occidente ha generado todo el dilema y el horror del EI a través de su aventurerismo y su intento de suprimir movimientos seculares de izquierda en Medio Oriente.

–Pasemos a Ucrania.

–El mejor análisis proviene de un reconocido analista geopolítico, John Mearsheimer, un académico muy reputado cuyos trabajos han sido utilizados hasta por el Departamento de Estado. No es un extremista. El tiene la misma opinión que yo. Lo que decimos está documentado en los cables. Hay uno del 2008 que muestra que Rusia traza un línea en la arena y fija sus límites a Estados Unidos y la OTAN. El cable se titula “No quiere decir no” y se refiera a la expansión territorial de la OTAN. Explica que si hay interferencia en Ucrania por un intento de integrarla a la OTAN, eso no será tolerado por las regiones fuertemente rusoparlantes en Ucrania, que se consideran rusas por haber pertenecido a la Unión Soviética, y Crimea es una de esas regiones. Y Rusia advertía que el intento de traer a Ucrania hacia la OTAN causaría una guerra civil. Entonces se puede ver la importancia estratégica que Rusia le otorga a Ucrania como parte de la civilización eslava y el complejo militar-industrial del este de Ucrania, que sigue produciendo misiles balísticos teleguiados, repuestos para misiles, etc. EE.UU. lleva mucho tiempo tratando traer a Ucrania hacia Occidente, si no puede ser con una membresía de la OTAN, al menos que se independice de la esfera de influencia de Moscú, para reducir el complejo industrial-militar ruso y reducir sus bases navales en Crimea. Hace mucho que lo venían intentando y Rusia se venía quejando y advirtiendo lo que pasaría. Europa, bajo la influencia del expansionismo burocrático de la Unión Europea, se sumó a esa puja. Pero los rusos no son inocentes. Su manejo de sus más preciados y queridos aliados estratégicos, de sus socios comerciales más cercanos, fue completamente incompetente. Ningún país puede operar en Ucrania como Rusia. Porque los ucranianos hablan ruso y parecen rusos porque hay relaciones familiares y comerciales entre los dos países. Rusia descuidó a Ucrania porque no se relacionó con su gente, sino con su oligarquía, con su elite política, con la economía ucraniana. Gastó billones de dólares en subsidios para Ucrania. Al mismo tiempo EE.UU. y Europa Occidental gastaron billones de dólares en la creación de ONG, en redes sociales. A través de estas instituciones y de estos medios Occidente prometió acabar con la corrupción en Ucrania. Los rusos hicieron muchas cosas mal cuando podrían haberse relacionado con Ucrania de otra manera. Sacaron muchos agentes de FSB (servicio secreto ruso) de Ucrania para trasladarlos a Chechenia para prevenir ataques terroristas. Chechenia se convirtió en su primera prioridad y vemos los resultados de descuidar a Ucrania.

–¿Y con respecto al asesinato del líder opositor Boris Nemtsov a pasos de Kremlin?

–Ahí hay un vínculo con lo que pasa en Ucrania. Parece que las fuerzas especiales que Rusia está usando para entrenar y apoyar a las fuerzas separatistas en el este de Ucrania provienen, o al menos al principio provenían, de Chechenia y hay una razón para eso: las fuerzas chechenas son las más entrenadas y las más experimentadas en lo que llaman operaciones de contrainsurgencia, que básicamente significa combate en una guerra civil, porque eso es lo que viene pasando en Chechenia, que es una república separatista que busca su independencia de Rusia. Por eso Rusia usó en Ucrania regimientos de Chechenia y estos regimientos están controlados por el presidente de la región chechena, (Razman) Kadyrov, y Kadyrov no quiero decir que es leal a Putin porque tiene su propia agenda, pero formalmente depende de Putin. A lo largo del conflicto checheno Kadyrov desarrolló tropas y un servicio de inteligencia que es bastante poderoso y que ha sido acusado de asesinatos, incluso en Viena por ejemplo, de oponentes de Kadyrov. La guerra en Ucrania hizo que Rusia pusiera mucho dinero en las fuerzas chechenas y los servicios de inteligencia chechenos. El resultado es que se volvieron muy poderosos y de alguna manera rivalizan con el FSB, que hasta entonces era el único servicio de inteligencia que operaba y juntaba inteligencia fuera del país. Los asesinos materiales de Nemtsov en la entrada al Kremlin eran chechenos vinculados con los servicios secretos de ese país.

–Y Kadyrov dijo que el asesino era un héroe nacional…

–Exacto. Por eso es difícil saber bien qué está pasando, pero a cierto nivel los servicios chechenos estaban demostrando que el FSB no controla Moscú y que ellos tienen el poder de matar a alguien en la puertas del Kremlin. Esto no quiere decir que Kadyrov ordenó el asesinato, puede ser un mando intermedio que buscó demostrarle su utilidad a Kadyrov o a la extrema derecha rusa. Vamos a lo que pasó después. Una semana o dos después del asesinato, Putin condecoró a Kadyrov con una medalla por servicios prestados a Rusia. En la misma ceremonia condecoró también al agente del FSB que había envenenado con polonio al ex espía Litvinenko en un restaurant de sushi en Londres (en el 2006). Para la perspectiva de Occidente la imagen que dejó Putin en la ceremonia de premiación fue horrible. Es como si hubiera dicho: “Yo apoyé con igual fuerza a los dos asesinatos”, el del FSB y el de los chechenos. Putin se había mostrado enojado y confundido tras la muerte de Nemstov. Entonces al darle esta medalla a Kadyrov genera una confusión en la población rusa y la hace pensar que tal vez Putin había ordenado el asesinato, que tal vez está contento con el asesinato porque es un líder fuerte que controla la situación. Pero la realidad es que no controla completamente a las fuerzas chechenas. Son un grupo muy cerrado, tienen su propio lenguaje, y tienen agenda propia. El centro de poder de Putin es el FSB, que es el que le provee su seguridad y la relación con los servicios chechenos es muy delicada, así que la situación es muy interesante.

Página/12 :: El mundo :: “Nisman se había hecho muy dependiente de los EE.UU.”

31/01/2015

Quem usa métodos terroristas é terrorista

Os EUA são um exemplo atual do lema do rei Luis XIV, “L’Etat c’est moi”, eu sou o Estado. É o império da vontade contra o império da lei. Se os EUA decidem, não há lei, nem qualquer limite para sua sanha assassina. A eliminação de pessoas fora de sua jurisdição, de seu território, por mais perniciosos que sejam, não é um papel atribuído por ninguém aos EUA. Ninguém condenou quando os EUA estiveram ao lado de Bin Laden contra os russos. Não há registro de que os EUA tenham sido cobrados pela guerra que patrocinaram, em parceria com Saddam Hussein, contra o Irã. Num dia os EUA eram parceiros de Muammar Kadafi, no outro, assassinam. Nada e ninguém se levanta contra o poder imperial que decide quem pode viver ou quem ele decide eliminar.

Não há como gostar de um país de assassinos, mesmo que eles queiram nos convencer que não são assassinos, só carrascos. Não custa lembrar que o carrasco executa em nome da lei. A eliminação sem julgamento, sem lei, é coisa de bandido. Algo tão comum em relação aos EUA.

EUA teriam ajudado Israel na morte de Hezbollah

sab, 31/01/2015 – 17:03

Jornal GGN – O Washington Post publicou reportagem afirmando que os EUA ajudaram a construir a bomba que matou o líder do grupo xiita libanês Hezbollah Imad Fayez Mughniya, em fevereiro de 2008. O país teria colaborado com Israel na operação.

De O Globo

EUA colaboraram com Israel em atentado contra líder do Hezbollah, diz jornal

Segundo reportagem do ‘Washington Post‘, agentes da CIA participaram da morte de Imar Mughniyah em 2008

WASHINGTON — Os Estados Unidos ajudaram a construir a bomba que matou o líder do grupo xiita libanês Hezbollah Imad Fayez Mughniyah, no dia 12 de fevereiro de 2008, segundo o jornal "Washington Post". Cinco ex-funcionários do serviço de inteligência dos EUA confirmaram que o país colaborou com Israel na operação.

O governo americano nunca admitiu a participação na morte de Mughniyah, atribuída pelo Hezbollah a Israel. Segundo o jornal, em reportagem publicada nesta sexta-feira, havia poucos detalhes sobre as operações conjuntas da CIA com a Inteligência de Israel, sobre como o atentado foi orquestrado ou o exato papel dos EUA na ação.

A morte do líder islâmico seria, além do assassinato de Osama bin Laden, uma das missões secretas de alto risco realizada pelos EUA nos últimos anos.

Os ex-agentes afirmaram que as bombas que foram usadas no ataque passaram por diversos testes em uma instalação da CIA no estado da Carolina do Norte para garantir que não haveria danos colaterais.

— Provavelmente explodimos 25 bombas para ter certeza que conseguiríamos — disse um dos ex-funcionários.

Mugniyah foi morto depois de jantar em um restaurante em Damasco e entrar no carro que explodiu. De acordo com a publicação, a bomba foi acionada de Tel Aviv.

O líder do Hezbollah era um alvo de grande importância para os EUA e Israel, pois teria participado de ataques terrorista do Hezbollah na Embaixada americana em Beirute e na Embaixada de Israel na Argentina.

Segundo o "Washington Post", a CIA não quis comentar o caso.

LIMITES LEGAIS

O jornal destaca que o envolvimento dos EUA no assassinato levanta questões sobre os limites legais americanos.

Mughniyah foi alvejado em um país onde os EUA não estavam em guerra. Além disso, foi morto na explosão de um carro, uma técnica que alguns juristas veem como uma violação das leis internacionais ao se utilizar métodos traiçoeiros para matar ou ferir um inimigo.

— É um método de morte utilizado por terroristas e gangsters — disse ao "Washington Post" Mary Ellen O’Connell, um professor de direito internacional da Universidade de Notre Dame. — Isso viola uma das regras mais antigas no campo de batalha.

EUA teriam ajudado Israel na morte de Hezbollah | GGN

28/06/2014

Terrorismo made in USA

UcraniaObama pede ao Congresso dinheiro para oposição síria

Presidente americano quer US$ 500 milhões

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O presidente americano, Barack Obama, pediu nesta quinta-feira (26) que o Congresso aprove uma ajuda de US$ 500 milhões para treinar e equipar rebeldes sírios moderados que buscam derrubar o ditador Bashar al-Assad.

Um comunicado da Casa Branca disse que os rebeldes seriam avaliados antes de receber a ajuda, uma medida para evitar que os equipamentos enviados acabem nas mãos de inimigos dos EUA.

Segundo a Casa Branca, o dinheiro iria ajudar a estabilizar as áreas sob controle da oposição, combater as ameaças terroristas e promover condições para uma solução negociada.

Obama tem sido pressionado por parlamentares para ampliar a ajuda dos EUA aos rebeldes que lutam há três anos na guerra civil da Síria.

No vizinho Iraque, onde o grupo radical Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL) avança rumo a Bagdá há duas semanas, o premiê Nuri al-Maliki negou que a Síria tenha realizado ataques aéreos em seu território.

Maliki disse à BBC que Assad atacou o EIIL no lado sírio da fronteira e que a ação não foi coordenada entre os dois países.

"Nós recebemos bem qualquer ataque sírio ao EIIL. A Síria faz seus ataques, nós fazemos os nossos e os dois países saem ganhando", disse.

21/03/2014

Terrorismo de Estado made in USA

 

Guerras Sujas: como os Estados Unidos assassinam inocentes

Guerra Suja trata de ações militares dos Estados Unidos contra civis em países estrangeiros. Entre as vítimas estão crianças e mulheres grávidas.


Gérson Trajano

reprodução

Guerras Sujas, dirigido por Rick Rowley, trata de ações militares dos Estados Unidos contra civis no Afeganistão, no Iêmen e na Somália, e que não são justificadas e nem reconhecidas pelo governo americano. Entre as vítimas estão crianças, mulheres grávidas e até um cidadão americano.  
O documentário questiona a declaração oficial de que as forças armadas estariam nessas regiões apenas para garantir a segurança e não para atuarem em combate. O longa-metragem foi indicado ao Oscar 2014 de melhor documentário, mas perdeu a estatueta para A Um Passo do Estrelato.
Logo no início do filme,  o jornalista Jeremy Scahill, correspondente da revista The Nation, promete revelar os verdadeiros interesses dos EUA. Contudo, não consegue relacionar claramente o envolvimento ilícito do governo americano em atividades militares supostamente clandestinas. O final do filme é inconclusivo.
Autor do livro Blackwater, sobre uma companhia de mercenários no Iraque que teria contratos de 600 milhões de dólares com o Washington, Scahill investiga principalmente as ações do Comando de Operações Especiais Conjuntas (J-SOC), grupo de elite do exército americano acusado de executar supostos inimigos em nome do combate ao terror, desencadeado após o 11 de setembro.
Para contar a sua história, ele reúne em uma sala vazia, que se transforma em uma verdadeira base de operações, mapas, fotografias, e-mails, gráficos e dossiês. Scahill vai montando o seu quebra-cabeças, conectando dados históricos com as suas anotações de repórter.  
O documentário ganha ares de um thriller de conspiração. Os cenários sombrios, estradas desertas, a narração que conduz ao suspense e enquadramento próximo ao rosto do repórter reforçam o clima de que tudo tenha sido planejado secretamente pelo governo americano.
Mas, sendo um filme documentário, Scahill entrevista ex-oficiais, congressistas, parentes das vítimas, visita os locais dos ataques, mostra fotografias dos mortos e até descobre uma suposta lista com alvos civis do J-SOC. 
O trabalho de investigação começa em Gardez, no Afeganistão, onde uma família tem sua casa invadida durante à noite por uma unidade militar americana. Um homem e duas mulheres grávidas são mortos. Em princípio, não há razão para a operação, pois nenhum membro da família afegã era suspeito de terrorismo.
Em seguida, Scahill viaja para o Iêmen, onde visita um vilarejo destruído por mísseis de fabricação americana. Na ocasião, 46 pessoas foram mortas, entre elas, 21 crianças e 14 mulheres. Ironicamente, os habitantes do local passaram a usar o termo “talibã americano” ao se referirem os soldados americanos, responsabilizados pelo ataque.
Um dos alvos no Iêmen seria Anwar Al-Awlaki, cidadão americano e simpatizante dos tabilãs. Al-Awlaki comandava um programa de rádio que fazia propaganda contra a política dos EUA. A partir desse momento, o filme de Rowlei passa a questionar o fato de o governo assassinar um cidadão americano sem antes tê-lo julgado formalmente, o que, em principio, a Constituição proíbe.
De acordo com o documentário,  o J-SOC também foi o responsável pela morte de Abdul-Rahman Al-Awlaki, de 16 anos, filho de Al-Awlaki. Um foguete, disparado por um drone teria matado o rapaz.
A força militar sintetiza o valor da extensão territorial e do poder econômico da grande potência americana. Gérald Lebrun, em  O que é Poder  (editora brasiliense.1991), citando Max Weber, define potência como toda a oportunidade de impor a sua própria vontade, no interior de uma relação social, até mesmo contra resistências, pouco importando em que repouse tal oportunidade.
Segundo o filósofo francês, existe poder quando a potência, determinada por uma certa força, se explicita de uma maneira precisa. Não sobre o modo da ameaça, da chantagem, mas sob o modo da ordem dirigida a alguém que presume-se, deve cumpri-la. Guerra Suja é uma mostra dos Estado Unidos exercendo o seu poder como potência.

Guerras Sujas: como os Estados Unidos assassinam inocentes – Carta Maior

03/11/2013

A sangue frio, como descreveu Truman Capote

 

La pena de muerte en EEUU, experimentos con seres vivos

Ante la escasez de fármacos, Florida ejecutó a un reo y prevé hacerlo con otro utilizando un medicamento que no tiene categoría de anestesia

Yolanda Monge Washington 3 NOV 2013 – 05:42 CET

Camilla donde se coloca la inyección letal en la cárcel de Huntsville / AP

Todo haría pensar que al tratarse de la vida de un ser humano, por mucho que la ley permita que le sea arrebatada, habría ciertos protocolos inviolables en el proceso de ejecución de un preso que garantizarían, al menos, el derecho recogido en la octava enmienda de la Constitución americana que prohíbe castigos crueles. Y sin embargo, no es así. Al menos un Estado de la Unión –otros de los 32 que tienen la pena de muerte en sus ordenamientos jurídicos ya amenazan con seguir la senda- ha decidido improvisar y ante la escasez de uno de los tres fármacos que se emplean en el cóctel mortal de medicamentos que se aplica en la inyección letal lo ha reemplazado por otro que no ha sido probado para esos fines y que ni siquiera tiene la categoría de anestesia.

Florida ejecutó a mediados del mes pasado a un preso y prevé otra ejecución el próximo día 12 utilizando el medicamento conocido como midazolam, un sedante que se vende bajo la marca comercial de Versed y que supuestamente es la benzodiacepina de efecto más rápido del mercado. Hasta ahora, este fármaco se utilizaba solo para tranquilizar a un paciente durante una intervención sin importancia, ya que este permanece despierto. “Es experimentar con humanos vivos”, sostiene respecto al nuevo fármaco Richard Dieter, director del Centro de Información sobre la Pena de Muerte con sede en Washington.

El problema no es nuevo y se arrastra ya desde hace varios años, cuando en el otoño de 2010 los centros penitenciarios se quedaron sin pentotal sódico, el anestésico que se usaba en las penas capitales para dormir al reo antes de inyectarle en vena las otras dos sustancias que acaban con su vida. Entonces, Hospira, el único laboratorio farmacéutico que fabricaba el pentotal sódico en EEUU, anunció que tenía problemas para cumplir con la demanda. Oficialmente alegó problemas logísticos y de dificultad para lograr ciertos ingredientes, pero detrás estaba el deseo de la compañía de no querer verse asociada por más tiempo con la pena de muerte. Casi a renglón seguido, en Italia –país donde se fabricaba uno de los ingredientes usados por Hospira- se vivió una gran presión mediática para que no se vendiera a EEUU más anestesia destinada a los corredores de la muerte.

La secuencia anterior llevó a la improvisación. El pentotal sódico se reemplazó con pentobarbital, básicamente un sedante usado para sacrificar animales. A día de hoy, la mayoría de las cárceles en las que se ejecuta la pena capital reconoce no tener o estar al límite de sus existencias de pentobarbital, lo que, de nuevo, ha llevado a resolver con urgencia, recurriendo al midazolam.

La adopción por parte de Estados Unidos de la inyección letal fue el resultado de más de un siglo en la búsqueda de una forma ‘humana’ de acabar con la vida de los condenados a muerte, que comenzó con la horca y el pelotón de fusilamiento. A estos métodos le siguieron la electrocución (la primera silla eléctrica llegó en 1890) y la cámara de gas (1921). En un macabro acto de evolución y después de que un forense de Oklahoma considerase que se estaba “matando animales con más humanidad con la que se estaba matando a personas”, nació en 1977 la inyección letal, el cóctel de tres medicamentos que pone fin a la vida de un preso condenado a la pena capital.

Lejos estaba entonces de imaginar el doctor Jay Chapman –el forense de Oklahoma y el ‘padre’ de la inyección letal- que el que acabaría por convertirse en el principal modo de ejecución en Estados Unidos –usado por primera vez en 1982, en Texas, la pena de muerte fue reinstaurada en EEUU en 1976- acabaría por ponerse en cuestión por algo tan simple como el desabastecimiento. El método Chapman consiste de tres pasos, cada uno acompañado de un medicamento que, en teoría, garantiza su éxito. El primero consiste en anestesiar al condenado para lo que viene después, por lo que se le aplica el pentotal sódico. A continuación, de nuevo por vía intravenosa, se le suministra al reo bromuro de vecuronio, que provoca parálisis y bloqueo de la respiración. El tercer fármaco es cloruro potásico, que para el corazón.

“El papel del primer fármaco que se inyecta es crucial, ya que si no funciona, el efecto de los dos fluidos que se aplican a continuación puede provocar un dolor atroz”, apunta Dieter. Según el periodista de la agencia Associated Press que asistió a la ejecución de William Happ el pasado mes en Florida, este estuvo consciente más tiempo de lo normal e hizo “más movimientos corporales tras perder la consciencia de lo que suelen hacer otras personas ejecutadas con la vieja fórmula”.

La pena de muerte en EEUU, experimentos con seres vivos | Internacional | EL PAÍS

26/10/2013

É a isso que me refiro

Filed under: Assassinato made in USA,CIA,Drones,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 11:36 am
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Quando, há alguns anos atrás comecei a dizer que os EUA não passavam de um Estado Terrorista, que produzia serial killers em série, para o consumo externo que, por excesso de produção, havia desova doméstica, foi quase unânime a grita me chamando de paranoico. Agora, não há dia em que não saia alguma notícia confirmando que os EUA são uma confederação construída e fundada na lógica da eliminação para sua grandeza. São inúmeras as fontes que apontam os EUA como sendo o berço da filosofia nazista, da raça pura. O holocausto indígena nos EUA é uma verdade tão clara que basta ver a composição étnica de todos os países das Américas para ver onde há mais ou menos traços biofísicos.

A máquina de matar herdada do General Custer está a todo vapor, embora nunca deixara de atuar, mas ganha proporções sufocantes em virtude do acesso que hoje se tem em virtude da variedade de meios de se constatar.

Ou a humanidade termina com os EUA ou EUA terminarão com a humanidade!

“A CIA voltou ao negócio de matar”: um novo livro sobre os drones e o complexo militar americano

drone

Publicado originalmente na DW.

A campanha contra os inimigos dos Estados Unidos é silenciosa e barata. Os comandantes lutam sem tropa, sentados na frente de computadores nos prédios da CIA (agência de inteligência americana) em Nevada ou no Novo México. As armas são aviões não tripulados, os chamados drones.

“Nos últimos 12 anos, a CIA voltou ao negócio de matar”, diz o jornalista do New York Times Mark Mazzetti, ganhador do prêmio Pulitzer. “Desde os ataques de 11 de setembro de 2001, a CIA se transformou numa organização paramilitar e trava uma espécie de guerra silenciosa.”

Em seu livro The way of the knife, o autor expõe evidências recolhidas em entrevistas com agentes e políticos. Mazzetti fala de um “complexo” que é alimentado pela nova tecnologia dos drones.

“Ele inclui os militares, os serviços de inteligência, assim como companhias privadas mercenárias. Eles criaram em muitos aspectos um novo estatuto que lhes permite matar pessoas em missão secreta”, denuncia.

Fronteiras sumiram

As novas estruturas são resultado dos ataques terroristas do 11 de Setembro, nos quais mais de 3 mil pessoas morreram. Com base na legislação antiterrorismo do governo George W. Bush, segundo Mazzetti, passou a ser permitido matar em nome da guerra contra o terrorismo.

“Desde o 11 de Setembro surgiu como que uma espécie mundo novo”, diz o escritor. As fronteiras entre Exército e o serviço de inteligência começaram a se esvair. “Cerca de 60% dos atuais funcionários da CIA foram recrutados após os ataques terroristas de 2001″, completa o jornalista. Muitos desses agentes teriam apenas uma tarefa: caçar e matar pessoas.

O sucessor de Bush, Barack Obama, continuou com essa política − entre outras coisas, com ajuda de um acordo secreto com o governo paquistanês. As áreas do país que fazem fronteira com o Afeganistão são consideradas refúgio de combatentes talibãs. Desde 2004, a CIA tem operado drones na região.

Os aviões não tripulados disparam mísseis contra casas, carros e áreas onde os militares americanos suspeitam que haja radicais islâmicos. Publicamente, o governo paquistanês protesta contra a violação da sua soberania, mas silenciosamente aprova os ataques. “Há indícios de que os EUA obtiveram permissão para os ataques porque eles também eram dirigidos contra os inimigos do Paquistão”, frisa Mazzetti.

Naquela época, os agentes americanos mantiveram em sua mira um líder talibã, Nek Mohammed, a pedido do Paquistão. Em troca, os EUA receberam direito de sobrevoo. Os ataques contra supostos terroristas foram ampliados. As operações com aviões não tripulados contra suspeitos de terrorismo se estenderam ao Iêmen e à Somália.

Carta branca de Washington

Dependendo do país, a inteligência americana recebe uma carta branca de Washington para tais operações. “No Paquistão, por exemplo, a CIA está autorizada a mirar indivíduos ou grupos sem pedir permissão à Casa Branca”, comenta Mazzetti. Em outros países, como no Iêmen, Obama tem maior controle. “Essas operações antiterroristas são agendadas por um grupo de funcionários da Casa Branca e do governo”, relata o autor.

“Entre os ataques com drones menos controversos estão aqueles dirigidos contra pessoas claramente identificadas”, explica. “Mas também há os chamados signature strikes, dirigidos contra pessoas desconhecidas ou grupos que apresentam comportamento suspeito”, observa. “Quando, por exemplo, um grupo suspeito está tentando atravessar a fronteira para o Afeganistão. Então, há uma licença para um ataque.”

Estes ataques são particularmente controversos, especialmente porque causam muitas mortes de civis. Um deles ocorreu em março de 2011 no Paquistão. Cerca de 40 civis foram mortos no ataque de drone sobre um suposto encontro talibã na região do Waziristão do Norte. A reunião, ficou-se sabendo depois, era, na verdade, um encontro tribal ao ar livre.

livro

Desenvolvimento continua

Os fantasmas invocados pelo governo do Paquistão em 2004 começam agora a assustar. Os protestos contra os drones dos EUA estão aumentando, tanto por parte da população como também do governo. Na terça-feira (22/10), a Anistia Internacional denunciou crimes de guerra no uso de aviões não tripulados.

As autoridades paquistanesas registraram até agora, de acordo com dados da ONU, pelo menos 330 ataques com aviões não tripulados. Neles, cerca de 2.200 pessoas foram mortas.

Segundo dados da rede independente de jornalistas Escritório de Jornalismo Investigativo, , sediada em Londres, essa quota é muito maior. Pelo menos 400 das vítimas seriam civis, segundo informações oficiais paquistanesas. Outras 200 são consideradas “não combatentes”.

“O presidente Obama deixou claro, a portas fechadas, que esses ataques no Paquistão continuarão enquanto houver tropas americanas no país. Isso quer dizer que ainda ocorrerão por pelo menos mais um ano”, avalia Mazzetti.

Obama vai ter que explicar isso ao primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, que visita Washington nesta quarta-feira (23/10). Mazzetti também acha que vai ser difícil para o governo dos EUA na hora que tiver que apresentar argumentos contra o uso de drones por outros países. Na China e na Rússia, a tecnologia de combate não tripulado também está amadurecendo.

“A Terra como um campo de batalha silenciosa” é uma visão tão assustadora para Mazzeti como o papel dos drones no cotidiano dos EUA. “A polícia já usa drones para fins de investigação”, ressalta o jornalista. “Tenho certeza de que as autoridades criminais um dia vão permitir o uso de drones armados. Em cinco a 10 anos, isso será normal.”

“A CIA voltou ao negócio de matar”: um novo livro sobre os drones e o complexo militar americano | Diário do Centro do Mundo

21/10/2013

Treinamento doméstico

Enquanto os EUA espionam o mundo para evitar o mal, seus filhos adotam estilo vôo só de ida que a Al Qaeda praticou no 11/9 sobre o WTC, ou Torres Gêmeas. Vou repetir o que já escrevi de manhã: Os EUA, com menos de 5% da população mundial, produziu 84% de todos os casos conhecidos de serial killers desde 1980. Só há uma solução para acabar com os Serial Killers, fechar as fronteiras dos EUA e liberar tiro ao alvo nas escolas do Tio Sam. Se fazem isso entre si, contra o próprio povo, imagine o que fazem contra quem, sem conhecer, foram amestrados para odiarem. Longe dos olhos de papai e mamãe, os jovens norte-americanos são enviados pelo mundo para praticarem o que de melhor tiram da cultura de seu país, a violência, a morte, a volúpia pelo sangue alheio. Desde o general Custer, a violência é marca maior da cultura norte americana. Primeiro contra os índios, depois contra os negros, latinos, muçulmanos.

Estudante abre fogo em escola americana e deixa dois alunos em estado grave

Um funcionário de uma escola foi morto e dois alunos ficaram feridos nesta segunda-feira, quando um estudante abriu fogo em um colégio na cidade de Sparks, norte de Nevada, nos Estados Unidos, atirando contra várias pessoas antes de se matar, disse o gerente de emergência do condado de Washoe, Aaron Kenneston.

Um policial afirmou que não havia mais ameaça na Sparks Middle School, após o tiroteio da manhã, o mais recente entre vários nos últimos anos em diferentes partes dos Estados Unidos.

Os dois garotos feridos estavam em estado grave no Renown Regional Medical Center, na cidade vizinha de Reno, disse a porta-voz do hospital Angela Rambo.

Terry Bartek, uma porta-voz do distrito escolar do condado de Washoe, que inclui Sparks, não soube dizer se as aulas já estavam acontecendo quando o tiroteio ocorreu. As aulas na instituição e em uma escola vizinha foram canceladas como medida de precaução, disse Bartek.

“Os alunos da escola onde o incidente aconteceu estão sendo levados para outro local para serem apanhados pelos pais”, afirmou ela.

SAIBA MAIS

REUTERS

Estudante abre fogo em escola americana e deixa dois alunos em estado grave | Diário do Centro do Mundo

01/10/2013

Guerra a los venezolanos ou marcha da insensatez do Tio Sam

Filed under: Assassinato made in USA,CIA,Terrorismo de Estado,Tio Sam,Venezuela — Gilmar Crestani @ 9:59 am
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Guerra a los venezolanos

Por Alfredo Serrano Mancilla *

Son más de catorce años perdiendo elecciones tras múltiples candidaturas, intentos de golpes de Estado, paros petroleros y otras tantas estrategias de desestabilización. La última, del 14 de abril, fue la gota que colmó el vaso para ciertos poderes económicos y sus representantes políticos en Venezuela. Esta última vez, no se perdió contra Chávez, sino contra el chavismo. Maduro ganó contra un Capriles que sigue sin asumir dos medallas de plata consecutivas. El flanco electoral, por tanto, no parece fructífero para derrocar a este gobierno y, en consecuencia, los guardianes del capitalismo neoliberal han optado por un significativo cambio táctico: profundización de la guerra económica contra el pueblo venezolano. El plan se centra en desabastecimiento y escasez, acompañados de una campaña comunicacional, interna y externa, para procurar crear las condiciones objetivas y subjetivas, en formato de tormenta perfecta, para atestar el golpe a la democracia que derribe al gobierno chavista. A ello cabe sumarle dos conocidas armas de destrucción masiva: inflación y dólar. Esta maniobra multinivel, “desabastecimiento-inflación-dólar-medios”, pretende constituir un virtuoso circulo vicioso que logre la profecía autocumplida: situación insostenible (El País), para que inevitablemente tenga lugar un estallido social/rebelión popular (La Nación) con peleas y muertes por los alimentos (Clarín).

Cuando la democracia se traduce a su máximo esplendor, los oligopolios privados no están del todo satisfechos. La Venezuela para todos deseada e impulsada por la revolución bolivariana es realmente lo opuesto al patrón económico que Capriles (y compañía) defiende. El chavismo logró marcar una línea divisoria entre dos modelos: una economía capitalista (neoliberal) versus la economía socialista bolivariana. La primera alternativa es la economía de mercado, del capital, del vivir mejor concentrados para unos pocos, de las décadas pérdidas. La propuesta chavista es la otra: una economía de pueblo, de riqueza social distribuida, de la década ganada. De esta discordia surge i- nexorablemente la disputa. En el campo electoral, siempre se dirimió en las urnas a favor de la opción chavista. Sin embargo, en el plano económico, aún la oligarquía económico-financiera no está dispuesta a bajar los brazos y por ello actúa atentando contra los principios democráticos más fundamentales.

Nadie cuestiona que la revolución bolivariana tiene todavía grandes desafíos económicos estructurales para hacer sostenible este proyecto emancipador: una revolución fiscal, una gestión eficiente, un cambio de la matriz productiva. Estas políticas, ya fijadas en el Plan de la Patria 2013-19, sin duda permitirán controlar la inflación, mejorar la gestión del dólar y coadyuvar en la provisión de los bienes y servicios que el pueblo exige. Sin embargo, no sólo son necesarias esas políticas, sino que se necesita poner freno a la guerra económica que viene desempeñando gran parte de la concentrada estructura empresarial privada. La yihad capitalista contra el pueblo venezolano no tiene fines inmediatos de mejorar su tasa de ganancia siendo capaces de acaparar sin vender, sino que el fin es tener una mayor rentabilidad en cuanto a poder político. La clave es que apuestan a un plan de desgaste en las próximas municipales, para procurar el asalto completo en las legislativas y/o revocatorio del 2015. Y para ello la inflación es un mecanismo ideal, en forma de golpe de mercado, para reemplazar a los golpes militares que tumban gobiernos democráticos. Es cierto que los precios son altos, más de lo deseado, pero igualmente cierto es que la inflación es una cuestión heredada; la inflación promedio de las décadas neoliberales (34 por ciento) es superior a la década chavista (22 por ciento). La inflación no se explica por las políticas expansivas de gastos, sino por la estructura oligopólica. Pero además, la inflación esta íntimamente relacionada no con la escasez de dólares, sino con el acaparamiento/fuga de los mismos por parte de quienes hubieron de emplearlos en la importación de bienes necesarios para la población.

A la oposición chavista, partidaria y empresarial, nacional e internacional, le molesta que Venezuela no esté aislada; que sea miembro pleno de Mercosur; que China sea su gran aliada; que crezcan las relaciones económicas con Rusia, India e Irán; o que ahora sea Unasur o Celac donde se toman decisiones regionalmente. Les molesta que no puedan pedir auxilio al FMI, a los Estados Unidos, o acudir al Ciadi para tener que dirimir sentencias a su favor. Les molesta que la democracia sea eso, democratización también de la economía. Como canta Carlos Puebla, “aquí pensaban seguir ganando el ciento por ciento”.

@alfreserramanci

* Doctor en Economía.

Página/12 :: El mundo :: Guerra a los venezolanos

Desde Custer, EUA é máquina de assassinar

ESPIONAGEM DOS EUA

Jornalista investiga papel da NSA em programa para "assassinatos"

DA ASSOCIATED PRESS – O jornalista Glenn Greenwald, autor de série de reportagens sobre a espionagem da agência americana NSA, abordará em seu próximo trabalho o papel do órgão de inteligência no "programa de assassinato" do governo dos EUA.

Greenwald, que mora no Rio de Janeiro, está fazendo a reportagem em parceria com o também americano Jeremy Scahill, colaborador da revista "The Nation" e autor de "Dirty Wars" [Guerra Suja, sem tradução no Brasil], sobre estratégias americanas contra inimigos, incluindo o uso de drones.

"As conexões entre guerra e espionagem são claras. Não quero dar muitos detalhes, mas Glenn e eu estamos trabalhando em um projeto que aborda como a NSA joga um papel significativo, central no programa de assassinato dos EUA", disse Scahill, no Rio, onde um documentário baseado em seu livro foi exibido como parte da programação do Festival de Cinema do Rio.

Greenwald, que participou de um painel no festival, também não deu detalhes sobre o novo trabalho. O americano ganhou projeção quando iniciou as reportagens da NSA baseadas em documentos vazados por Edward Snowden, um ex-funcionário da agência. Em seus trabalhos exibidos no "Fantástico" há documentos que mostram a espionagem da NSA contra a presidente Dilma Rousseff e a Petrobras.

01/09/2013

Cia chama seus mercenários de Exército Livre

Filed under: Assassinato made in USA,CIA,Golpismo,Guerra do Petróleo,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 6:28 pm
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Recentemente os EUA reconheceram a participação na implantação e sustentação da ditadura brasileira. Não faz um mês também reconheceu a participação no golpe iraniano de 1953. Ainda não reconheceu a participação na morte de Kadafi nem a deposição do governo Egípcio. Saddam Hussein foi simplesmente, assassinado, como fazem com qualquer um que saiba um pouco do modus operandi norte-americano. A lista é grande e todo aquele que resolve falar a verdade, como Julian Assange, Bradley Mannig ou Edward Snowden, tem destino certo. Em bom português, os EUA exercitam livremente o terrorismo de estado, patrocinando assassinatos, financiando mercenários ou simplesmente declarando guerra com as alegações as mais estapafúrdias. Quando os cidadãos americanos vierem a pagar na mesma moeda todos os assassinatos patrocinados pelos seus governantes, bem aí talvez seja tarde.

El Ejército Libre Sirio coordina con EEUU planes de contingencia

Esperan que un ataque de EE UU les permita darle el golpe de gracia al régimen

David Alandete Jerusalén 31 AGO 2013 – 22:48 CET33

Un soldado sirio, en Damasco, el 23 de agosto. / Uncredited (AP)

Las fuerzas rebeldes sirias han coordinado una serie de planes de contingencia con Estados Unidos y sus aliados para los momentos posteriores al eventual ataque contra el régimen de Bachar el Asad. Aunque durante esa operación el Ejército Libre Sirio no recibiría información ni se coordinaría sobre el terreno con los mandos militares norteamericanos y occidentales, sus líderes han consensuado con estos varios planes para asegurarse el control de las fronteras y principales vías del país, así como de los arsenales armamentísticos y químicos, en caso de que el régimen quede notablemente debilitado o caiga tras un ataque que, por la decisión de este sábado de Barack Obama de someterlo a votación del Capitolio, podría demorarse más de nueve días, cuando acabe el receso estival de los legisladores norteamericanos.

El Ejército Libre Sirio, representante de la facción mayoritaria y moderada de los rebeldes levantados en armas contra El Asad, planea iniciar una serie de ofensivas en las horas posteriores al ataque norteamericano para aprovechar el daño infligido por EE UU al régimen al que combaten desde hace más de dos años. En esos planes, según fuentes de la inteligencia norteamericana, entra el control de fronteras y vías de transporte del país; la instauración de puestos de control y seguridad, y la atención inmediata a las necesidades humanitarias de la población civil, en un plazo de entre 24 y 48 horas después de un supuesto derrumbe del régimen, no garantizado por el tipo de ataque limitado que contempla la Casa Blanca.

El lunes, en una reunión en Estambul, un grupo de embajadores occidentales, incluido el exenviado de EE UU a Siria Robert Ford, le notificó a los líderes opositores que deberían estar preparados para tomar el control del país con relativa celeridad. Además, les instó a que superen sus divisiones y encuentren con presteza un primer ministro que les represente ante la población civil, tras la dimisión de Ghassan Hitto en julio por su incapacidad para formar ejecutivo. A EE UU y sus aliados les preocupa que un desmoronamiento del régimen sirio sorprenda desprevenidas a las facciones moderadas de la oposición y eso brinde una oportunidad de oro a las milicias afiliadas al islamismo radical.

Observadores opositores sobre el terreno informaron este sábado de más movimientos de tropas en Siria. El gobierno había alojado a numerosos soldados en centros sanitarios y educativos, además de en mezquitas como la de Al Akram, en la capital. Los Comités de Coordinación Local, una red de activistas contra el régimen, han detectado numerosas defecciones de las fuerzas oficiales sirias en los días recientes, incluidas 50 este sábado en el aeropuerto militar de Deir Ezzor.

Los inspectores de la ONU abandonaron este sábado Damasco, y de Beirut volaron a La Haya, donde tiene su sede la Organización para la Prohibición de Armas Químicas, para analizar allí las muestras y pruebas recabadas en varios puntos donde se produjo el supuesto ataque con armas químicas el pasado 21 de agosto. Ese proceso podría tardar hasta dos semanas y los inspectores evitaron presentarle conclusiones preliminares al secretario general de la ONU, Ban Ki Moon. El portavoz de este, Martin Nesirky, evitó ofrecer este sábado un plazo para los primeros informes y dijo que los investigadores “tienen la intención de volver a Siria” para recabar más muestras de ataques químicos.

El Pentágono ya tiene seis navíos de guerra en el este del Mediterráneo. El jueves cruzó el canal de Suez el USS San Antonio, un buque de transporte anfibio con al menos 300 soldados del Marine Corps a bordo. Se une a cinco destructores armados cada uno con tres docenas de misiles Tomahawk, según funcionarios de defensa norteamericanos. Normalmente hay en la zona sólo tres destructores, pero EE UU ha reforzado su presencia militar allí ante el próximo ataque, que se espera que se efectúe con el lanzamiento de misiles contra objetivos estratégicos militares del régimen de El Asad.

El escenario ideal para Obama y el Pentágono sería que el ataque dejara al régimen al borde del colapso y las fuerzas rebeldes le dieran el golpe de gracia. Es una de las opciones que el jefe del Estado Mayor Conjunto, general Martin Dempsey, contemplaba en una carta enviada al Senado en julio. “Esta opción emplearía fuerza letal para atacar objetivos que le permiten al régimen conducir operaciones militares, emplear armas avanzadas y defenderse”, dijo entonces Dempsey. “A medida que pase el tiempo, el efecto sería la degradación significativa del régimen y sus capacidades y un incremento en las deserciones”.

27/07/2013

E tem gente que acredita em manifestação espontânea (contra a Dilma…só!!!)

 

A história da manipulação de uma fotografia de guerra

Enviado por luisnassif, sab, 27/07/2013 – 11:33

Sugerido por Adamastor

Do RTP

Como foi manipulada uma fotografia de guerra

Como foi manipulada uma fotografia de guerra

Damir Sagolj, Reuters

A fotografia, tirada em 2003, nos primeiros dias da guerra do Iraque, correu mundo para documentar a humanidade dos invasores norte-americanos. Afinal, a criança que aparece nos braços do militar era a sobrevivente de uma família que acabava de ser morta pelas tropas dos EUA.

O repórter fotográfico bósnio Damir Sagolj era um dos jornalistas"embedded" nas tropas norte-americanas que entraram no Iraque em 20 de Março de 2003. Mas essa relação sempre equívoca com a tropa anfitriã não o impediu de legendar conscienciosamente a imagem que acabava de captar.

Assim, Sagolj explicou na legenda que o fuzileiro do corpo médico Richard Barnett sustentava nos braços uma menina iraquiana, cuja família acabava de ser morta pelo fogo de tropas norte-americanas. A família parecia fugir de perseguidores locais, em direcção às tropas dos EUA, e estas abriram fogo, sem fazer perguntas.

Apesar da legenda explicativa que acompanhava a imagem, a imprensa tablóide logo viu nela uma oportunidade de ouro para documentar o escrúpulo humanitário das tropas invasoras. Barnett tornou-se para muita dessa imprensa um símbolo do "bom soldado americano". Segundo Sagolj, a revista People, com uma tiragem de 20 milhões de exemplares, ligou para ele a perguntar o que sabia de Barnett e se este tinha filhos. Mas a mesma revista não se interessava nada por saber a história da fotografia e o que tinha acontecido naquele dia, 29 de Março.

A história não tinha nada de secreto e o fotógrafo há vários anos que a conta a quem queira saber. Mas pouca opinião publicada quis debruçar-se sobre o assunto.

Agora, como relata um artigo do diário francês Le Monde, o tema foi alvo de atenção no festival de fotojornalismo Visa, em Perpignan, cujo director, Jean-François Leroy, comentou a propósito: "O fotógrafo não fez em momento algum propaganda americana com essa foto. Para mim, ele fez o seu trabalho. Será que os media fizeram o seu trabalho? Nem sempre".

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