Ficha Corrida

27/03/2016

DETRAN e seus cadáveres insepultos

Diante de mais esta morte, de Lucas Arcanjo, como não lembrar do Deputado Jorge Pozzobom, do PSDB gaúcho: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”. Neste mesmo rumo estaria a investigação até hoje inconclusa do Marcelo Cavalcante.  Estas mortes guardam semelhança à do Amilton Alexandre, que publicava o Tijoladas do Mosquito! Devem ser apenas coincidências.

E aí uma pergunta se impõe: Por que as investigações contra o PSDB, ou são arquivadas liminarmente(Geraldo Brindeiro & Rodrigo de Grandis) ou então se arrastam por décadas, enquanto as ações contra o PT podem se resolver em apenas 28 segundos (Catta Preta)?!

Durante décadas o PSDB posou como vestal graças ao compadrio de quem deveria zelar pelo cumprimento das leis. Até parecia um partido teflon, nada grudava. Hoje sabe-se que há vários tipos de teflon. E que pelo menos um é mais mortal que 450 kg de cocaína.

Há o outro teflon (vênus platinada), mais duradouro, e travestido de informação, mas que também cobra seu alto pizzu… São os a$$oCIAdos dos Instituto Millenium que estabeleceram a simbiose com mais hermetismo. Os sinais exteriores atendem por estatuetas. Mas também pode ser observadas pelos constantes aparecimentos, sem o menor constrangimento, em manchetes positivas. Os que ousam manterem-se independentes são massacrados.

Os elencos mais recentes que estrelam grandes esquemas de corrupção confirmam o que a Rede Globo e suas filiais sempre esconderam. Basta consultar quem são os que aparecem nas Lista de Furnas, Lista Falciani (HSBC); Lista Zelotes, Lista Portocred e agora a Lista Odebrecht.Todos blindados pelos grupos mafiomidiáticos. E pela mesma razão os que aparecem em todas estas são os mesmos que caçam Lula e querem o golpe paraguaio para Dilma. O ódio deve-se à falta de companheirismo.

Marcelo Cavalcanti e Lucas Arcanjo são sinais de que as ameaças ao Ministro Teori Albino Zavascki devem ser levadas a sério. Não se deve menosprezar o ódio insuflado pela Rede Goebbels! E são fáceis de serem identificados: costumam usar camisas padrão FIFA com escudo da CBF. Como até o mundo já sabe, são duas entidades acima de qualquer suspeita com as quais a Rede Globo mantém longa tradição de bons negócios…

Os esquemas nos DETRANs Brasil a fora já engolfaram uma tradicional famiglia gaúcha. Um dos rebentos teria roubado, na emissora onde perpetrava suas patacoadas, sempre contra a honestidade alheia, biscoitos Zezé….

Estes são os varões de Plutarco da Elite Cleptocrata!

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Policial que denunciou Aécio é encontrado morto em BH; a versão oficial é de suicídio, mas não se descarta retaliação

publicado em 26 de março de 2016 às 18:47

Lucas Arcanjo 1No topo, Lucas Arcanjo (de boné) na Corregedoria de Policia Civil de Minas Gerais, em 16 de outubro de 2014, quando foi depor. Na ocasião, fez denúncias ao senador Aécio Neves e aliados, como Antônio Anastasia e Clésio Andrade

Aécio, Anastasia e Clésio

Da Redação

Em 2014, o policial civil Lucas Gomes Arcanjo postou no Facebook com graves denúncias ao senador Aécio Neves, então candidato à Presidência da República pelo PSDB.

O vídeo viralizou na rede. Teve mais de um milhão de visualizações, além de 120 mil compartilhamentos

Neste sábado, 26 de março, Lucas Arcanjo foi encontrado morto em sua casa em Belo Horizonte (MG).

Segundo informações recebidas pelo site Debate Progressista, Arcanjo se enforcou utilizando uma gravata:

Como Lucas era muito conhecido pelas denúncias contra caciques tucanos em MG, a possibilidade de retaliação não é descartada.

O investigador já tinha sido vítima de 4 atentados em respostas às denúncias que fazia, uma delas o deixou com uma sequela na perna, Arcanjo andava com ajuda de uma bengala.

O Debate Progressista sente muito pelo ocorrido e expressa todo o sentimento de pesar para a família.

O deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) conheceu bem Lucas. Em sua página na rede social, ele postou a seguinte nota: morte de Lucas Arcanjo:

O Mandato Durval Ângelo lamenta profundamente a morte do policial civil e amigo Lucas Gomes Arcanjo, neste sábado (26), e se solidariza com toda a família e amigos.

Lucas foi um exemplo de coragem na luta pela ética, legalidade e moralidade no serviço público. Não se acovardou diante das ameaças e retaliações e enfrentou a cúpula do poder em Minas Gerais, durante a gestão do PSDB, para denunciar um esquema milionário de fraudes no Detran-MG. Por várias vezes, esteve na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas – quando presidida por este deputado – para relatar irregularidades, cuja apuração cobramos, insistentemente, dos órgãos competentes.

Por suas denúncias, foi punido e perseguido. Sofreu três atentados e após um deles, chegou a ficar meses na UTI. Ainda assim, nunca desistiu. Em outubro de 2014, postou no Facebook um video no qual descrevia o suposto esquema de desvio de recursos no Detran – e de outros órgãos públicos de Minas – para irrigar o Caixa 2 de campanhas tucanas. O video viralizou e, com mais de um milhão de visualizações e 120 mil compartilhamentos, contribuiu para a derrota do candidato à presidência Aécio Neves.

Sem dúvida, uma perda imensurável para todos os que lutam por uma sociedade mais justa, sobretudo, nestes tempos sombrios de atentado à democracia. Mas Lucas não se foi. Permanece vivo no exemplo que nos deixa como seu grande legado. É um dos imprescindíveis de que nos falava Bertolt Brecht em seu célebre poema…

“Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis.”

Em 16 de outubro de 2014, o repórter Caio Castor entrevistou o policial Lucas Arcanjo para o Viomundo.

Naquele dia, o policial tinha sido ouvido na Corregedoria da Polícia Civil, em Belo Horizonte.

A Caio Castor, disse que descreveu a base das denúncias que fez na internet contra o ex-governador Aécio Neves e aliados.

No vídeo abaixo, ele resume algumas das acusações, dentre as quais o uso do Departamento de Trânsito (Detran) mineiro para lavar dinheiro e o uso de órgãos do governo de Minas para fazer caixa dois.

https://vimeo.com/109290941

Abaixo, o último vídeo que Lucas Arcanjo postou. Foi ontem, sexta-feira 25, às 19h22. Gerson Carneiro nos enviou

 

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Policial que denunciou Aécio é encontrado morto em BH; a versão oficial é de suicídio, mas não se descarta retaliação – Viomundo – O que você não vê na mídia

22/12/2015

Ao invés de combater como Dilma, PSDB prefere chamar sua corrupção de "desorganizada"

E o PSDB, por seu capo di tutti i capi, pode dizer estas boçalidades impunemente porque tem de seu lado o escandalosamente lento e engavetador MPF. O MPF e parcela atrasada do Judiciário viraram cumplices seja pela engavetamento, seja legitimando práticas, como faz Gilmar Mendes e antes dele Geraldo Brindeiro.

Para azar deles, hoje não basta contar com o apoio da velha mídia, há que se contar também com a seletividade burra de midiotas. A estultice de anencefálicos atacando Dilma, sobre a qual não paira nenhuma acusação de corrupção, para assim livrar o lombo de um notório corrupto, desde os tempos de Collor, conhecido pelo apelido de Eduardo CUnha.

Há muito tenho notado que a campanha do MPF contra a corrupção é uma espécie diversionismo para eliminar a concorrência de seus próximos ideológicos. O estrabismo de suas atuações são por demais evidentes e a internet não para de revelar cada vez mais essa parceria que mantém o Brasil preso ao atraso. As Danusa Leão e os Luis Carlos Prates do MPF fazem das tripas coração para protegerem aquilo que o PSDB chama de choque de gestão e de meritocracia, que é simplesmente o privilégio que desde sempre gozam os que já nascem com privilégios. Outro exemplo neste mesmo sentido é aquele asilo de políticos velhos e velhacos que é o tCU. Afinal, o que diferencia Robson Marinho no TCE/SP de Augusto Nardes no tCU? A explicação pode ser dada com um exemplo: graças a seletividade de instituições como MPF/PF/PJ João Havelange, Ricardo Teixeira, J. Hawilla, José Maria Marin, Marco Polo del Nero e Eduardo CUnha circulam com desenvoltura e cheios de boça pelas altas esferas do Brasil, mas ou já estão presos no exterior ou se por lá circularem o serão. Por que um notório comprador de reeleição continua todos os dias ganhando espaço para deitar falação sobre honestidade?

“Desorganizada”, corrupção na Petrobras começou no primeiro mandato de FHC e rendeu frutos ao PSDB até 2010

publicado em 22 de dezembro de 2015 às 03:27

Captura de Tela 2015-12-22 às 03.15.05

Da Redação

O acúmulo de informações sobre a Operação Lava Jato deixa claro: o Petrolão começou no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Diz ele que era, então, um esquema “desorganizado”. Ou seja, a corrupção do PSDB é mais “vadia” que a do PT/PMDB/PP/PSB e outros, parece sugerir o sociólogo.

É exatamente a mesma lógica utilizada para justificar como legais doações feitas pelas empreiteiras envolvidas na Lava Jato a Aécio Neves em 2014, quando aquelas que abasteceram os cofres de Dilma teriam sido “criminosas”.

“Mas, não tínhamos o que dar em troca, já que não controlávamos o Planalto”, argumentam os tucanos.

Porém, e os contratos fechados pelas mesmas empreiteiras com os governos paulistas de José Serra e Geraldo Alckmin, totalizando R$ 210 bilhões? E os fechados com os governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia em Minas? Não poderia ter se dado aí o quid-pro-quo?

A lógica do PSDB, endossada pela mídia, deu certo no mensalão: embora os tucanos tenham amamentado Marcos Valério no berço, com dinheiro público de empresas estatais como Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Comig — hoje Codemig, Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais — e o extinto Bemge, o banco estadual mineiro, ninguém foi preso; o ex-presidente nacional do PSDB e senador Eduardo Azeredo foi condenado em primeira instância a 20 anos de prisão (leia íntegra da sentença aqui), depois de 17 anos! Dificilmente passará um dia na cadeia, já que em 2018 completa 70 anos.

Enquanto isso, o mensalão petista deu no que deu, apesar da controvérsia sobre se o dinheiro da Visanet, afinal, era ou não público.

Vejamos quais são os fatos que localizam o berço do Petrolão no quintal de FHC:

1. Delcídio do Amaral, ex-líder do governo Dilma no Senado, hoje preso, assinou ficha de filiação no PSDB em 1998 e foi diretor de Gás e Energia da Petrobrás em 2000 e 2001, no segundo mandato de FHC, quando conheceu Nelson Cerveró e Paulo Roberto Costa, que agora se tornaram delatores. Os negócios entre eles começaram então.

2. As usinas termelétricas construídas às pressas na época do apagão elétrico — o verdadeiro, não aquele que a Globo prevê desde o governo Lula –, durante o governo FHC, deram prejuízo à Petrobrás superior àquele atribuído à compra e venda da refinaria de Pasadena, no governo Dilma, segundo calculou a Folha de S. Paulo. Mas, vejam que interessante: a Folha apresenta o senador como sendo do PT quando, à época dos negócios denunciados, ele tinha ficha de filiação assinada no PSDB e servia ao governo FHC.

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3. Delcídio é acusado de ter recebido R$ 10 milhões em propina da Alstom neste período. A Alstom foi operadora do trensalão tucano em São Paulo, que atravessou os governos Covas, Alckmin, Serra e Alckmin com uma velocidade superior àquela com que se constrói o metrô paulistano.

4. A Operação Sangue Negro, deflagrada pela Polícia Federal, refere-se a um esquema envolvendo a empresa holandesa SBM, que operou de 1998 a 2012, envolvendo pagamentos de U$ 46 milhões. Em 1998, registre-se, FHC foi reeleito para um segundo mandato.

5. Em delação premiada, o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, disse que coletou um total de R$ 100 milhões em propinas desde 1996. Portanto, desde a metade do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. Barusco, se contou a verdade, atuou no propinoduto durante seis longos anos sob governo tucano. Por que Lula e Dilma deveriam saber de tudo e FHC não?

6. Outro delator, Fernando Baiano, disse que seus negócios com a Petrobrás começaram em 2000, na metade do segundo mandato de FHC.

O curioso é que, em março de 2014, o PSDB acusou o PT, em nota no seu site, de ter tentado bloquear investigações sobre a Petrobrás.

Desde 2009, o PSDB no Senado solicita investigações sobre denúncias de irregularidades e na direção oposta, o esforço para aprovar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a estatal petroleira foi derrubada pelo governo federal no mesmo ano. […] Em 15 de maio de 2009, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) protocolou um pedido de abertura da comissão, assinado por 32 colegas de diversos partidos, incluindo até mesmo alguns de legendas que apoiam o governo. O requerimento pedia a investigação a fraudes que já haviam sido motivo de trabalhos na Polícia Federal, Tribunal de Contas da União e Ministério Público federal.

Na justificativa, o tucano argumentou que havia indícios de fraudes em construção e reforma de plataformas de petróleo – em especial relacionadas a grandes superfaturamentos – e desvios de verbas de royalties da exploração do petróleo, sonegação de impostos, mal uso de verbas de patrocínio e fraudes em diversos acordos e pagamentos na Agência Nacional de Petróleo. No entanto, o governo operou internamente com sua base para engavetar o pedido de CPI. Mas o PSDB apresentou requerimentos relacionados à Petrobras, no esforço de buscar respostas às denúncias.

Porém, mais tarde soubemos que foi o ex-presidente do PSDB e ex-senador Sergio Guerra, já falecido, quem teria recebido R$ 10 milhões para enterrar a CPI, segundo o delator Paulo Roberto Costa.

No Estadão:

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou em sua delação premiada que o então presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra – morto em março deste ano –, o procurou e cobrou R$ 10 milhões para que a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás, aberta em julho de 2009 no Senado, fosse encerrada. Segundo Costa, o tucano disse a ele que o dinheiro seria usado para a campanha de 2010. Aos investigadores da Operação Lava Jato, Costa afirmou que os R$ 10 milhões foram pagos em 2010 a Guerra. O pagamento teria ocorrido depois que a CPI da Petrobrás foi encerrada sem punições, em 18 de dezembro de 2009. O senador era um dos 11 membros da comissão – três integrantes eram da oposição e acusaram o governo de impedir as apurações.

A extorsão, segundo Costa, foi para abafar as descobertas de irregularidades nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco – alvo do esquema que levou ao banco dos réus o ex-diretor da estatal e o doleiro Alberto Youssef. A obra era um dos sete alvos suspeitos na Petrobrás que justificaram a abertura da comissão, em julho. […] O ex-diretor declarou que o então presidente do PSDB estava acompanhado do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), a quem chamou em seu relato de “operador” […] O delator afirmou que Guerra relatou a ele que o dinheiro abasteceria as campanhas do PSDB em 2010. Naquele ano, o presidente do partido foi o coordenador oficial da campanha presidencial do candidato José Serra. Integrantes da campanha informaram que o ex-senador não fez parte do comitê financeiro.

Vejam vocês que os tucanos denunciados são graúdos: dois senadores e ex-presidentes do partido, Eduardo Azeredo e Sergio Guerra. Não é, portanto, coisa da arraia miúda do PSDB.

No caso de Guerra, supostamente atuou com um operador de outro partido, demonstrando que o Petrolão obedecia a linhas partidárias tanto quanto aquela famosa foto de Delcídio (PT) com Romário (PSB), Eduardo Paes, Pedro Paulo e Ricardo Ferraço (PMDB) celebrando uma “aliança partidária”.

Nosso ponto é que o mensalão, assim como o trensalão e o petrolão, são suprapartidários e expressam a destruição do sistema político brasileiro pelo financiamento privado, aquele que transformou o presidente da Câmara Eduardo Cunha num traficante de emendas parlamentares escritas pela OAS e apresentadas por gente como Sandro Mabel (PMDB) e Francisco Dornelles (PP).

Se é certo que o PT hoje age igualzinho a todos os outros partidos, também o é que o PSDB não paira ao lado do DEM no panteão da moralidade, né Agripino?

As informações acima não diminuem ou pretendem diminuir a responsabilidade de integrantes do PT e de todos os outros partidos envolvidos no Petrolão: PMDB, PP, PSB e outros.

Porém, servem para demonstrar que o Petrolão floresceu num período em que, tendo a oportunidade de fazê-lo, o PSDB não fortaleceu as instituições que poderiam desmontá-lo no nascedouro. Pelo contrário, os dois mandatos de FHC ficaram famosos pela atuação do engavetador-geral da República. O presidente se ocupava de coisas mais importantes, como vender por U$ 3 bilhões uma empresa que valia U$ 100 bi, noutro escândalo, aquele sim, jamais investigado.

Leia também:

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"Desorganizada", corrupção na Petrobras começou no primeiro mandato de FHC e rendeu frutos ao PSDB até 2010 – Viomundo – O que você não vê na mídia

20/09/2015

Vasp, Canhedo & FHC

Filed under: Corrupção,FHC,Geraldo Brindeiro,PC Farias,VASP,Wagner Canhedo — Gilmar Crestani @ 9:33 am
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FHC corrupçãoSó uma polícia republicana, que deixa de arrancar pés de maconha no polígono das secas, pode explicar tantas operações contra a corrupção. E para ver o resultado, basta comparar Geraldo Brindeiro com Rodrigo Janot. Aquele, engavetador geral; este, denunciador geral.   A Vasp de Wagner Canhedo chamou atenção na lista de contribuintes da campanha de Fernando Henrique Cardoso. Isto porque Canhedo foi um dos acusados de integrar o esquema PC no governo Collor e que responde até hoje vários processos na justiça. A empresa de Canhedo era devedora na época de mais de R$ 3 bilhões ao governo. Canhedo doou R$ 150 mil e não consta na declaração do TSE. No caso da Vasp a lei proíbe doações, mas a direção da empresa confirmou a doação à Folha de São Paulo.

Agora, mais uma falcatrua d”os bons companheiros” vem à baila. Só resta ao Canhedo Filho, se quiser se safar da justiça, se filiar ao PSDB. Convém ele ter uma conversinha com o deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom, para saber como se safar da prisão…

PF investiga grupo de filho de dono da Vasp

Em depoimento, contador afirma que criou empresas-fantasmas; suspeita é de fraude para escapar de dívidas

Procurado por telefone e por e-mail por uma semana, empresário não deu declarações sobre a investigação

AGUIRRE TALENTO, DE BRASÍLIA, para a FOLHA

Um contador do grupo do ex-dono da Vasp, Wagner Canhedo, admitiu à Polícia Federal que criou empresas-fantasmas para ajudar a companhia a esconder o patrimônio e escapar de cobranças de dívidas com a Receita.

Comandado atualmente pelo empresário Wagner Canhedo Filho, o grupo é acusado de tentar escapar de dívidas fiscais e trabalhistas estimadas em R$ 870 milhões, de empresas de transportes, como a Viplan (Viação Planalto), e turismo, como o Hotel Nacional, em Brasília.

A Folha deixou recados no escritório de Wagner Canhedo Filho desde o dia 14 e enviou perguntas por e-mail.

Até a conclusão desta edição, não houve resposta.

O depoimento do contador Wilson Geraldo foi tomado em maio, quando a PF e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional realizaram operação contra o grupo Canhedo. Há suspeita de crimes como falsidade ideológica, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e fraude fiscal.

Decisões judiciais nas ações que cobram as dívidas têm reconhecido o vínculo entre essas empresas-fantasmas e o grupo Canhedo, determinando a extensão de bloqueios de bens a elas.

AR DE FORMALIDADE

O contador Wilson Geraldo afirmou, segundo a PF, que constituiu três empresas por ordem de Canhedo Filho, mas que elas não têm "atividade formal", apesar de realizarem movimentação contábil "para dar ar de formalidade". Em uma das ações, movida contra a Viplan, a União já havia acusado o uso de empresas-fantasmas.

"A executada vem (…) esvaziando seu patrimônio e faturamento com o fito evidente de se furtar ao pagamento do enorme passivo tributário e trabalhista", diz petição da Procuradoria da Fazenda.

A Viplan operava o transporte público no Distrito Federal, mas perdeu a licitação realizada entre 2012 e 2013.

O contador disse ainda que as três empresas que criou foram usadas para disputar a licitação do transporte no DF porque a Viplan estava irregular. Pela regra da disputa, uma mesma empresa não podia ganhar diferentes lotes.

Segundo a Procuradoria da Fazenda, empresas do grupo têm entrado em recuperação judicial para impedir a cobrança das dívidas –foi o caso da Viplan.

O mesmo havia acontecido com a Vasp, que tinha uma dívida superior a R$ 3 bilhões, parou de voar em 2005 e acabou indo à falência.

23/08/2015

A saída totalitária

Divulgação, via parabólica, da Lei Rubens Ricúpero

Samuel Pessoa se insurge contra Antonio Prata simplesmente porque este não se sujeita à unanimidade dos funcionários dos grupos mafiomidiáticos. Por outro lado, confirma o compadrio da imprensa com a parcela golpista.

O Poder Judiciário virou, para elementos como Samuel Pessoa, avalista da honestidade do PSDB. Claro, Samuel Pessoa nunca ouviu falar do Ricardo Semler, articulista temporão também da Folha de São Paulo, que disse que nunca se roubou tão pouco. E neste mar de esquecimentos, Samuel esquece-se de outras pessoas que ajudaram a tornar o PSDB inimputável: Geraldo Brindeiro, acaso também conhecido por Engavetador Geral, e Rubens Ricúpero, que tornou pública uma lei que regula este tipo de comportamento: mostrar o que é bom para o PSDB, e esconder o que é ruim.

Será que se o Samuel Pessoa conhecesse o deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom, ele manteria esta flatulência em forma de texto sem alterações?

Aliás, Samuel Pessoa, como todos os vira-bostas, quer ser mais realista que o rei. Recentemente a Folha de São Paulo publicou um editorial com o título “Justiça tarda e falha” uma denúncia acachapante sobre as muitas formas de compadrio com o PSDB.

Diante de tudo isso só posso acreditar que Samuel Pessoa não foi escolhido por ser inteligente, mas por dizer o que agrada ao PSDB.

As panelas de Antonio Prata

SAMUEL PESSÔA

Será que Prata acredita que só tucanos conseguem ser aprovados na PF ou no Ministério Público?

No caderno "Cotidiano" desta Folha do domingo passado, o cronista Antonio Prata argumentou que é ótimo batermos panela contra mensalão e petrolão. Mas estranha que não batamos panelas para a compra de votos da emenda constitucional da reeleição, nem contra o "trensalão" do metrô de São Paulo ou ainda o mensalão tucano de Minas Gerais.

Prata assume posição simpática e supostamente neutra. É contra os malfeitos de ambos os lados. Mas a aparente neutralidade de Prata revela desonestidade intelectual.

O caso do mensalão foi transitado em julgado. No petrolão, há farto conjunto probatório: dezenas de prisões provisórias, delações, julgamentos de primeira instância com prisões já decretadas, centenas de milhões de reais recuperados, dezenas de bilhões de reais de prejuízo já lançados em balanço na Petrobras. Compará-lo com a compra de votos para emenda da reeleição ou ao mensalão mineiro e ao trensalão paulista é truque retórico inaceitável em um debate aberto e franco sobre esses temas.

O Ministério Público e a Polícia Federal são instituições do Estado brasileiro que gozam de independência funcional, com corpo de servidores públicos recrutados por meio de concursos competitivos.

Será que Antonio Prata acredita que somente candidatos tucanos conseguem ser aprovados nos concursos públicos para o Ministério Público ou a Polícia Federal?

Se Antonio Prata acredita que há conspiração do Ministério Público e da Polícia Federal contra o Partido dos Trabalhadores, a atitude honesta é elaborar os motivos desse tratamento assimétrico e quais são as evidências dessa conspiração.

Lembremos que recentemente a Procuradoria-Geral da União pediu o arquivamento do inquérito que apura o envolvimento do senador pelo PSDB de Minas Gerais Antonio Anastasia pelo suposto recebimento de valores quando era governador daquele Estado. Nada foi encontrado pela Polícia Federal contra o senador.

Vale lembrar também do caso de Eduardo Jorge Caldas Pereira, secretário-geral da Presidência da República de Fernando Henrique Cardoso, que foi ao longo de anos minuciosamente investigado pelo diligente procurador do Ministério Público Luiz Francisco de Sousa, em razão da aquisição de um apartamento na orla marítima da cidade do Rio de Janeiro, teoricamente incompatível com sua renda.

Nada foi encontrado contra Eduardo Jorge. Absolvição em todas as instâncias.

Não sei qual é a narrativa de Antonio Prata para o caso de Eduardo Jorge. Talvez Luiz Francisco seja tucano e não tenha feito seu trabalho corretamente.

Tratar os desiguais como iguais, escondendo a enorme distância que há entre o conjunto probatório dos casos petistas e os supostos escândalos tucanos, é enorme desonestidade intelectual. A coisa transborda quando Antonio Prata se nega a explorar a consequência lógica de suas premissas e esconde do texto as razões e as evidências que sustentam a suposta conspiração.

Adicionalmente, dois motivos justificam maior pressão da opinião pública sobre o PT. Primeiro o fato de o partido estar à frente do Executivo nacional por quase 13 anos. Enormes responsabilidades, principalmente em nosso presidencialismo com presidente forte.

Segundo, por ter feito toda a sua trajetória oposicionista com um discurso violento, intolerante, tendo como uma de suas principais bandeiras a ética na política, a famosa "UDN de macacão" de Brizola.

SAMUEL PESSÔA, formado em física e doutor em economia pela USP, é pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV. Escreve aos domingos nesta coluna.

11/08/2015

A diferença entre um pústula e um estadista

Filed under: FHC,Geraldo Brindeiro,Impeachment,Lula Seja Louvado,Reeleição — Gilmar Crestani @ 11:33 pm
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Tanto mais se compara Lula com FHC, mais evidenciam as credenciais do primeiro. E não se trata apenas dos resultados obtidos mediante a condução do país. O principal superávit do Lula em relação a FHC é o caráter. É disso que decorre todo ódio, o rancor, o despeito, a inveja dos anencefálicos. Eles não suportam ter de seguir um sujeito foi traído até pela amante. Que para se reeleger teve de comprar uma reeleição.

Para os jovens que estão chegando agora na política, fiquem sabendo que houve um tempo em que fazer mutreta com a Constituição era um must, in, da hora… todo mundo curtia… Se no governo se agia no limite da responsabilidade, seus subordinados agiam muito além das irresponsabilidades.

Claro, com um Geraldo Brindeiro embaixo do braço e a Polícia Federal ocupada em arrancar maconha no polígono da seca. No tempo de FHC, como diria Hemingway, Brasília era uma Festa… O Ministério Público só fazia Operação de Fimose…

E isso que a Vale do Rio Doce foi entregue por uma bagatela inferior à concessão de três aeroportos pela Dilma. E os aeroportos voltam para a União depois de 20 anos, e a Vale, como as pombas do Raimundo Correa, não volta mais…

Lula foi contra novas eleições quando FHC amargava crise econômica

ter, 11/08/2015 – 19:46

Jornal GGN – Em janeiro de 1999, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) enfrentava os ataques da oposição em função da crise econômica que assolava o País à época, Lula, então presidente de honra do PT, contrariou o próprio partido e pregou respeito ao resultado das urnas.

"Lula voltou a sugerir a realização de um grande debate nacional com o objetivo de discutir soluções para a crise. Mas disse que a oposição só aceita conversar com FHC se o governo admitir que pode mudar o rumo de sua política econômica", publicou a Folha de S. Paulo.

Segundo o jornal, o PT, na figura de Tarso Genro, cobrava a renúncia de FHC e a convocação de novas eleições como saída para a crise. Lula disse ao jornal que era contrário à medida, pois FHC tinha "20 e poucos dias de mandato" e não era correto achar que toda vez que um governante começa com o pé esquerdo ou tem graves dificuldades de gestão, a solução é a troca imediata. "Se eu achar que, porque as coisas vão ruins, o presidente tem de renunciar, daqui a pouco vai ter gente defendendo a renúncia dos governadores do PT", comentou.

Também atravessando crise econômica – e política – após a reeleição, a presidente Dilma tem sido alvo de ataques do PSDB de Aécio Neves, que tem ajudado a convocar protestos anti-PT, como o do próximo domingo (16), para pedir a renúncia da petista e a realização de um novo pleito. A iniciativa do grupo de Aécio não é unanimidade dentro do PSDB. A ala que apoia a candidatura de Geraldo Alckmin, por exemplo, prefere aguardar que a tempestade passe naturalmente e pavimentar uma candidatura pela via democrática até 2018.

O GGN reproduz a matéria sobre a postura de Lula em 1999 na íntegra, abaixo.

Antecipação de eleição não resolve, diz Lula

Da Folha

O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou de "prematura" e "precipitada" a proposta do ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro (PT) de convocar novas eleições presidenciais em outubro. Genro defendeu também a renúncia do presidente Fernando Henrique Cardoso.

"Eu não acho que o problema do Brasil será resolvido com a antecipação do processo eleitoral. O problema poderia ter sido resolvido em 4 de outubro. Não foi. A população fez uma opção, certa ou errada, foi uma opção da maioria do povo", declarou Lula.

"Fernando Henrique tem 20 e poucos dias de mandato. Ele tem tudo para fazer, mas até agora não fez nada. Se eu achar que, porque as coisas estão ruins, o presidente tem de renunciar, daqui a pouco vai ter gente defendendo a renúncia dos governadores do PT. Aí, vai virar moda no Brasil", arrematou.

Embora tenha criticado muito a postura de FHC diante da crise, o petista afirmou que agora o papel do PT é mobilizar a sociedade para tentar mudar a política econômica do governo.

Lula voltou a sugerir a realização de um grande debate nacional com o objetivo de discutir soluções para a crise. Mas disse que a oposição só aceita conversar com FHC se o governo admitir que pode mudar o rumo de sua política econômica.

O petista anunciou que o PT vai promover, independentemente do governo, reuniões entre líderes da oposição, empresários e sindicalistas. Ele próprio vai, nos próximos dias, agendar encontros com o empresariado.

"Não acredito nessa história de pacto nacional. Para conversar com a oposição, o presidente precisa abrir mão de algumas de suas certezas. Pacto em torno do que o governo defende não é pacto."

Lula defendeu, indiretamente, a saída do ministro da Fazenda, Pedro Malan. "Eu não escolhi o Malan, não posso tirá-lo. Mas até em jogo de futebol quando o jogador vai mal, o técnico faz a substituição", disse.

"Não é possível que FHC não perceba que economistas de outros matizes discordam da equipe econômica. Aliás, o próprio José Serra (ministro da Saúde) não concorda com grande parte dessa política. Será que essa equipe econômica está tão certa? Ou será que o governo deixou se envenenar pelo beijo do FMI (Fundo Monetário Internacional) e não consegue escapar de suas orientações?"

Para Lula, em pouco tempo, caso seja mantido o ritmo de saída de dólares do país, o Brasil vai estar em situação de "moratória técnica". Ele acha que uma inflação de 4% ao ano não faria tão mal ao país. "A gente não deve ficar assustado se o Brasil tiver uma inflação de 4% ao ano. Não é burrice ter 4% de inflação com o PIB crescendo 3%. É burrice ter inflação zero com o PIB decrescendo."

Lula foi contra novas eleições quando FHC amargava crise econômica | GGN

13/03/2015

A Inutilidade do TCU

As fraudes que acompanham a história da Petrobrás demonstra toda inutilidade do Tribunal de Contas da União. Se há um lado bom, este é aquele em que vem a tona os reis da hipocrisia.

FHC FILHOSVamos começar por quem vende heliPÓcrisia.

Os velhos grupos das velhas mídias. Aquilo que um dia se convencionou chamar de Imprensa não passa, como sempre foram, de grupos de interesses defendendo os seus e os dos seus finanCIAdores ideológicos. Eles são a prova da frase cunha por Milton Friedman, não existe almoço grátis

São famílias que se mancomunaram, em todos os sentidos, com a ditadura. Da simbiose, resultou o que são. Verdadeiramente.

Hoje reunidas entorno do Instituto Millenium, são cinco famiglias que, à moda siciliana, decidem o que publicarão ou esconderão. As práticas jornalísticas das cinco irmãs (Globo, Folha, Veja, Estadão & RBS) estão bem documentadas no Escândalo da Parabólica: o que é bom pra elas elas mostram, o que ruim elas escondem.

E não poderia ter sido de modo diferente. O episódio envolvia um Ministro do Governo FHC, Rubens Ricúpero, e seu cunhado, funcionário da Globo, Carlos Monforte. A dupla apareceu nua fazendo orgia política com anões besuntados nas relações promíscuas entre FHC e Globo. A putaria não se resumia às trampolinagens via Parabólicas. Pouco falado em público, na privada rolava solta a captura de FHC mediante outra funcionária da Globo, Miriam Dutra. De pronto, arrumaram-lhe uma gravidez e a esconderam na Espanha.

Até hoje não está claro quem pagou a conta no esconderijo. Os filhos da D. Ruth Cardoso pediram exame de DNA e descobriram que aquilo que submetia FHC aos caprichos da Globo era só filho da mãe. Isso prova o tanto que eles conheciam e confiavam no marido da mãe deles…

Estas contas não foram auditadas pelo TCU…

Ricardo Semler, um tucano de alta plumagem desde as primeiras horas em que este partido foi parido, já disse que nunca se roubou tão pouco na Petrobrás. Ele, como empresário e fornecedor da Petrobrás, lembrou dos anos setenta, oitenta e noventa quando desistiu de continuar negociando com a Petrobrás. Como tucano, nunca denunciou ao TCU. Talvez porque soubesse da inutilidade daquele órgão que paga os maiores salários da República. Durante o governo FHC, Paulo Francis denunciou maracutaias na Petrobrás, então presidida por Joel Rennó. Se era evidente que FHC não investigaria, com explica a presença do Geraldo Brindeiro no comando do MP, pelo menos o TCU deveria ter se mexido e feito alguma coisa. Por decreto, FHC tirou a Petrobrás, quando da primeira nomeação de Paulo Roberto da Costa, da necessidade de se submeter à lei das licitações. Eita gente de bem estas tais de vestais tucanas!

PetrobrasMas o TCU foi criado para ser cabide de emprego de políticos expulsos do parlamento pelo voto sonegado pelos eleitores. Foi assim, por exemplo, que lá chegou Augusto Nardes. Este varão dos pampas, sempre falastrão e metido a dar palpite no governo, não cumpriu com competência exatamente porque seu partido, o PP, era teúdo e manteúdo pelo Paulo Roberto da Costa, hoje herói da mídia hiPÓcrita.

Veja só que coincidência, Augusto Nardes é gaúcho, terra do povo mais politizado do Brasil (pausa para rir), comensal e diuturnamente entrevistado pela RBS quando esta queria atacar o Governo Federal, mormente quando os microfones eram brilhantemente chupados pela Miss Lagoa Vermelha… Nas muitas e tantas vezes que trocaram gentilezas em público, pelos microfones da RBS, Ana Amélia Lemos nunca perguntou ao seu colega de PP, então no comando do TCU, Augusto Nardes. Por quê? Alguém tem alguma dica do porque este assunto não era objeto de curiosidade da funcionária da RBS?

Com a Operação Lava Jato descobriu que o partido da funcionária da RBS e do Presidente do TCU por longos anos, Augusto Nardes, pegou a fina flor dos filhotes da ditadura no RS. Nunca se viu a matilha de celetistas da RBS latirem com tanta raiva contra o Governo Federal e o  Procurador Geral, Rodrigo Janot. Por quê? Simples, porque Dilma não interfere, para jogar para debaixo do tapete, como fazia FHC com seu Engavetador Geral da República, Geraldo Brindeiro. A RBS, o PP e o TCU não poupam ódio à Dilma, Lula e ao PT simplesmente porque mudaram o comportamento em relação às denúncias de corrupção.

Para deixa-los ainda mais tiriricas, diante da inutilidade do TCU, que só descobre picuinha, o Lula criou a CGU. E deu instrumentos que justificam sua criação e depõe exatamente contra aquele que goza dos maiores salários e não é investigado por nenhum outro, o TCU.

O ciclo se fecha em circo

Se o TCU não serve para descobrir falcatruas, serve pelo menos para ser cabide de emprego de políticos do PP. Como diria o artista Francês, August Rodin, o PP é o último reduto da moral, da ética e dos bons costumes gaudérios. Aliás, como já havia sido revelado na Operação, veja só, Rodin, obra da pensadora Yeda Crusius, também funcionária da RBS… E, fechando o ciclo, um dos pensadores da Pensant, pega na Operação Rodin, por muitos anos ocupou a central de recados do jornal Zero Hora da RBS. Aliás, por onde anda José Barrionuevo, do PPS, o Partido Pró-Sirotsky?!

Por que será que na RBS ninguém se lembra de entrevistar Augusto Nardes para que ele explique o que o TCU descobriu nas auditorias da Petrobrás?!

Update: https://naodeunojornal.wordpress.com/2010/04/08/jornalistas-gauchos-rbs-e-band-acobertam-corrupcao/

03/03/2015

Apareceram as vestais PP, PSDB & PS(d)B

PSDB camaroteUma pergunta que não pode deixar de ser feita: se as obras nas refinarias construídas nos governos Lula e Dilma resultaram em propina ao PSDB, a quem se destinavam as propinas nas obras no governo do PSDB? Ao Papa?

De repente, depois de passarem meses vazando contra o governo aparecem os meliantes de sempre. Exatamente os que querem derrubar Dilma. E por que querem derrubar a Dilma? Para fazerem exatamente o que fizeram durante os dois mandatos de FHC! Entregar o que resta do patrimônio nacional. E roubar. Trazem de volta o Engavetador-Geral, já têm o Gilmar Mendes. Se compraram a reeleição, porque não comprarão uma ditadura?! Se na primeira vez elegeram Severino Cavalcanti e na segunda o Severino Cavalcanti II, também conhecido por Eduardo Cunha, por que não ressuscitarão Nicolau dos Santos Neto, o Lalau?!

A filha do FHC retornará ao Senado, com Demóstenes Torres de líder do governo. FHC assumirá outro filho com algum ator da Globo e a Veja escalará Reinaldo Azevedo de porta-voz. Ao invés de distribuírem milhares de assinaturas nas escolas públicas de São Paulo, levarão Veja, Folha, Estadão, Globo e Zero Hora às escolas e universidades de todo o Brasil.

E, por fim, Alberto Youssef, devido ao seu trânsito no Judiciário e sua capacidade contábil, será conduzido ao STF ou ao TCU. As empreiteiras continuarão comprando do exterior, com dinheiro do BNDES, as plataformas P-36. O  Banco do Brasil será entregue, com um novo PROER, ao HSBC.

Trocarão o tucano pelo helipóptero como símbolo partidário. E distribuirão conta gotas aos paulistas para tomarem banho. Um aperitivo do que foram dos dois mandatos de FHC pode ser encontrado aqui: http://www.psdbnuncamais.blogspot.com.br/

PETROLÃO

Doleiro diz que obras em refinaria geraram propina para três partidos

Em depoimentos, Youssef apontou políticos do PP, do PSDB e do PSB como beneficiários

Delator afirmou ter acertado entrega de R$ 10 mi a Eduardo Campos, morto em acidente em 2014

FLÁVIO FERREIRA, ENVIADO A CURITIBA, ESTELITA HASS CARAZZAI, DE CURITIBA

Em depoimentos de delação na Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro Alberto Youssef apontou que propinas em contratos da refinaria Abreu e Lima (Pernambuco) resultaram em repasses a integrantes dos partidos PP, PSDB e PSB.

O doleiro indicou como beneficiários de parte dos subornos o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto em agosto, e o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, que morreu em março passado.

A Procuradoria-Geral da República promete divulgar nesta semana a lista dos políticos envolvidos no caso.

Em um dos depoimentos, Youssef indicou que Nogueira e Fonte receberam entre 2010 e 2011 parte da propina paga pela construtora Queiroz Galvão em um contrato para implantação de tubovias em Abreu e Lima.

Segundo auditoria da Petrobras, em 2010 as construtoras Queiroz Galvão e a Iesa assinaram contrato no valor de cerca de R$ 2,7 bilhões para a implantação de tubovias na refinaria.

De acordo com o delator, o suborno foi negociado ainda antes da assinatura do contrato, em uma reunião da qual participaram um representante da Queiroz Galvão, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o então presidente do PP, José Janene, morto em 2010, o ex-assessor do PP João Genu e Youssef.

No encontro realizado num hotel no Rio de Janeiro, o grupo pressionou a Queiroz Galvão a fechar rapidamente o negócio e ameaçou estimular a criação de uma CPI sobre a estatal, ideia aventada pela oposição à época.

Após a reunião, a empreiteira fechou o contrato e parte da propina foi paga em doações oficiais a candidatos, segundo o delator.

O pagamento do suborno em dinheiro foi coordenado por Fernando Soares, o Baiano, também preso na Lava Jato, segundo o delator. Parte da propina foi destinada a Youssef, que então a repassou a Nogueira e Fonte.

Na negociação, também ficou acertado que, do total da propina, R$ 10 milhões seriam destinados a impedir a realização da CPI da Petrobras, e um dos beneficiários desse dinheiro foi o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, disse Youssef.

O delator também afirmou que Eduardo Campos recebeu entre 2010 e 2011 R$ 10 milhões de propina paga em contrato do consórcio Conest, formado pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, em obras de unidades de Abreu e Lima.

Segundo Youssef, Campos recebeu o repasse para não criar dificuldades nas obras.

A Odebrecht ficou responsável pela propina, no valor de R$ 30 milhões, e o total foi dividido entre Campos, Costa e o PP, disse o doleiro.

O valor destinado a Campos teria sido entregue a um emissário do ex-governador, no Recife.

17/11/2014

Corrupção, embaixo do tapete ou jogada no ventilador?!

envagetador geralLUIZ FERNANDO VIANNA

O país do presente

RIO DE JANEIRO – A PF começou na manhã de sexta-feira (14) a prender executivos de construtoras. Nas edições de sábado e domingo dos três principais jornais do país, não apareceu sequer um texto mostrando, ainda que por alto, como as empreiteiras enriqueceram no Brasil nas últimas décadas. Todos sabemos que foi financiando políticos e campanhas eleitorais em troca de favores, mas até ontem não havia na grande imprensa uma frase sobre como esse modus operandi nasceu e se consolidou.

Acordos do regime militar com o bando de Saddam Hussein permitiram à Mendes Júnior realizar vultosas obras no Iraque. A OAS tinha relações de sangue com Antônio Carlos Magalhães, homem forte da ditadura e dos governos Sarney, Collor e FH. Nenhum destes três presidentes coibiu a ação corruptora das empreiteiras. Muito pelo contrário.

Se o PT sempre combateu essa promiscuidade e, uma vez no poder, não só a manteve como pode tê-la ampliado, precisa ser carbonizado. Como já escrito aqui no dia seguinte à reeleição de Dilma, o partido emporcalhou a própria história e tem de pagar por isso.

Mas para nós, jornalistas, o último fim de semana suscita uma reflexão: por que passamos a achar que nos cabe apenas noticiar os acontecimentos mais recentes, sonegando ao leitor informações que ampliariam sua capacidade de julgamento?

O poeta e pensador francês Paul Valéry (1871-1945) escreveu já em 1926 que "a era da barbárie é a era dos fatos", sem lugar para as "coisas vagas" –a filosofia, a arte, as ideias políticas, a história, o pensamento.

Pelo que nos foi dado a ler, depreende-se que o país era um paraíso de lisura até 2003, quando bandidos assaltaram o poder, chantagearam impolutos empreiteiros e implantaram um sistema corrupto alheio à índole brasileira. Não temos passado ou futuro, apenas presente.

27/09/2014

Estadão descobre que a Polícia Federal agora trabalha

Filed under: FHC,Geraldo Brindeiro,Joaquim Barbosa,Polícia Federal,Roberto Gurgel — Gilmar Crestani @ 4:49 pm
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Polcia FederalHoje o Estadão se superou e botou o bloco na rua para aplaudir a Polícia Federal.

Bons tempos, deve pensar a Veja, quando a Polícia Federal trabalhava arrancando pés de maconha no chamado “polígono da seca”. Quando o IBOPE do JN descia, a Polícia Federal era mandada, sempre acompanha de repórteres da Rede Globo, ao interior de Pernambuco para arrancar pés de maconha. Por isso a estranheza do Estadão em ver a Polícia Federal tão ativa depois que Lula tomou posse. Não teve essa de engavetador-geral da República, Geraldo Brindeiro, arquivando denúncias contra políticos ou comparsas de FHC, independentemente de coloração. Por falar nisso, por onde andam se escondendo Geraldo Brindeiro, Joaquim Barbosa e Roberto Gurgel? Cuidado, Polícia Federal está vendo tudo o que vocês fazem …

O mundo dá voltas e a lusitana, roda. O Estadão que botou na rua campanha contra blogs, hoje usa exatamente um blogueiro, Stanley Burburinho, para atualizar a estatística das operações da Polícia Federal: “Segundo levantamento do blogueiro Stanley Burburinho, foram 48 durante os oito anos de FHC – média de apenas seis por ano. De 2003 para cá, os números explodiram: de 58 no biênio 2003-4, chegaram a 296 em 2013, tendo já sido deflagradas 198 até o último dia 19 – média de quase 200 operações/ano. As prisões também aumentam substancialmente: de 926 no biênio 2003-4, chegaram a picos de 2.876 em 2007 e 2.734 em 2010. Os picos caíram durante o governo Dilma, mas a média calculada até setembro segue elevada, um pouco superior à dos oito anos de Lula (1.982 prisões/ano contra 1.969).”

Polícia e política

Cláudio Couto

O leitor do Estado de ontem foi brindado com três notícias que relacionavam a atuação da Polícia Federal à disputa eleitoral deste ano. Na principal, o PMDB, por meio de seu lugar-tenente na Presidência da República, Michel Temer, protestou contra o que considerou uma "instrumentalização" da PF por adversários políticos da família Sarney no Maranhão. Em nota menor, relacionada à notícia principal, o jornal recordou que, em abril, o candidato tucano ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, foi indiciado pela PF e queixou-se de uma ação "político-eleitoral". Duas páginas adiante, o candidato petista ao governo paulista, Alexandre Padilha, atribuiu a motivações eleitorais o envolvimento de seu nome em operação recém-aberta pela mesma PF. Diante da celeuma, o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, observou que a polícia sob sua jurisdição é "republicana", investigando quem quer que seja – adversário ou aliado, humilde ou poderoso.

Os queixumes dos investigados não são novos e alguns deles já figuraram anteriormente em imbróglios similares aos de agora. Em março de 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, a PF deflagrou uma operação que descobriu um cofre repleto de dinheiro vivo na construtora Lunus, empresa de Roseana Sarney e seu marido. As fotografias dos montes de notas tiveram o condão de dinamitar a na época promissora candidatura da então pefelista Roseana à Presidência. A família Sarney e o PFL reagiram fortemente a essa alegada "instrumentalização", responsabilizando José Serra pela operação e rompendo a aliança com o PSDB. Tanto foi assim que Serra disputou a presidência em 2002 coligado com o PMDB e sem o PFL, enquanto Sarney – cujo filho fora ministro de FHC – bandeou-se para a aliança petista, não seguindo a opção de seu partido.

À época, a atribuição da operação da PF a Serra se baseava em seus vínculos com um delegado da Polícia Federal, seu subordinado no Ministério da Saúde, Marcelo Itagiba, bem como em seu proverbial interesse na disputa presidencial – para o quê seria útil tirar Roseana do jogo. Outro argumento invocado por sarneyzistas e pefelistas era o fato de que operações da PF não eram um evento comum (como depois passaram a ser).

Segundo levantamento do blogueiro Stanley Burburinho, foram 48 durante os oito anos de FHC – média de apenas seis por ano. De 2003 para cá, os números explodiram: de 58 no biênio 2003-4, chegaram a 296 em 2013, tendo já sido deflagradas 198 até o último dia 19 – média de quase 200 operações/ano. As prisões também aumentam substancialmente: de 926 no biênio 2003-4, chegaram a picos de 2.876 em 2007 e 2.734 em 2010. Os picos caíram durante o governo Dilma, mas a média calculada até setembro segue elevada, um pouco superior à dos oito anos de Lula (1.982 prisões/ano contra 1.969).

Tais números – e o fato de que as ações da PF têm desagradado igualmente a peemedebistas, tucanos e petistas – parecem dar razão ao ministro da Justiça. A Polícia Federal converteu-se num instrumento importante de combate à criminalidade e, em particular, à corrupção. Estudo do cientista político Rogério Arantes, da Universidade de São Paulo, mostra que ela tem atuado como uma força nacional, sobrepondo-se às Polícias Civis estaduais em lugares onde as forças de segurança tem-se mostrado dóceis – se não propriamente aliadas – das elites políticas. Aliás, vem do Maranhão mais uma demonstração desse perigoso contubérnio: a revelação de que se tratou de uma fabricação de aliados do clã Sarney o depoimento filmado de um chefe do crime organizado no Complexo de Pedrinhas. Nele, o criminoso imputava ao candidato oposicionista, Flávio Dino, o envolvimento com um assalto. Diante de tal vexame, como podem ainda reclamar da Polícia Federal?

04/12/2012

Autonomia e liberdade de atuação

Filed under: Engavetador Geral,Geraldo Brindeiro,Polícia Federal — Gilmar Crestani @ 7:45 am

Basta ter memória para saber que nos tempos de FHC a Polícia Federal só operava no Polígono das Secas, para arrancar plantações de maconha. O que a Polícia Federal descobria, o engavetador-geral, Geraldo Brindeiro, engavetava…

Até Lula, fiscalização não tinha autonomia, diz Gilberto Carvalho

Ex-presidente Fernando Henrique afirma que críticas de ministro são ‘levianas’

DE BRASÍLIA

Em meio ao desenrolar das investigações da Operação Porto Seguro da Polícia Federal, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) disse ontem que os órgãos de fiscalização nunca tiveram tanta autonomia. Segundo ele, isso só ocorreu com a chegada do ex-presidente Lula ao poder.

"Quero insistir nisso, não é uma autonomia que nasceu do nada, porque antes não havia essa autonomia. Nos governos Fernando Henrique [Cardoso] não havia autonomia, agora há autonomia, inclusive quando cortam na nossa própria carne", disse.

De passagem por Brasília, o ex-presidente Fernando Henrique (PSDB) chamou as críticas de "levianas".

"Tenho 81 anos, mas tenho memória. Esse senhor precisa pelo menos respeitar o passado, até o dele, para não continuar dizendo coisas levianas. Estou cansado de ouvir leviandades […] Aproveita posição do governo para jogar pedra no passado. Herança maldita está aí, recebida pela presidente Dilma", afirmou.

EXCEÇÃO

O presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão, afirmou ontem que o escândalo envolvendo Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, é uma exceção: "São exceções que têm ocorrido no PT, que não envolvem nossa estrutura partidária", disse.

Rose, como é conhecida, é suspeita de usar sua sua proximidade com Lula para fazer de tráfico de influência. Ela foi exonerada do cargo.

"Lamentamos que alguém que estava num posto de representação federal possa ter cometido os fatos revelados pela imprensa a partir da investigação da Polícia Federal. O PT não compactua com isso", acrescentou.

Falcão negou que o escândalo possa prejudicar a imagem de Lula. "A imagem do presidente Lula está muito associada às transformações ocorridas nos últimos dez anos no país", disse, afirmando desconhecer a relação de intimidade entre eles.

O petista também falou sobre Paulo Vieira, o ex-diretor da Agência Nacional de Águas investigado na operação. Segundo ele, Vieira poderá ser expulso do PT após a confirmação das denúncias.

FORO PRIVILEGIADO

Para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a operação Porto Seguro mostra que "ninguém em nenhum lugar está a salvo da Justiça". Ele afirmou, porém, que ainda não analisou as informações sobre a operação, pois estava fora do país.

Caberá a Gurgel analisar se há indícios da participação de personagens com prerrogativa de foro privilegiado, como deputados ou ministros.

Entre os possíveis processados no STF (Supremo Tribunal Federal) estão o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) e o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) José Múcio Monteiro.

25/05/2012

O procurador de FHC, quem não sabia, engavetava

Filed under: Engavetador Geral,FHC,Geraldo Brindeiro,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 11:01 pm

A ocupação da máquina administrativa pelo PSDB de FHC: Geraldo Brindeiro, que brindava Carlinhos Cachoeira e blindava o prof. Cardoso. Gilmar Mendes, do grampo sem áudio, jagunço, segundo a Carta Capital, que deu dois habeas corpus em menos de 24 para soltar Daniel Dantas. Outro que participou ativamente da desmontagem do Estado e da instrumentalização foi José Serra, imortalizado pela Rede Globo no episódio da Bolinha de Papel, com participação especial do perito Molina… Pedro Parente, quando Lula desinsetizou o Planalto, foi socorrido pela RBS. Outros estão por aí, fugindo da luz como o diabo da cruz.

Bicheiro fez depósito para envagetador de FHC

Quebra de sigilo do contador da quadrilha de Carlinhos Cachoeira mostra que o escritório do subprocurador-geral da República Geraldo Brindeiro recebeu R$ 161,2 mil das contas de Geovani Pereira da Silva, procurador de empresas fantasmas utilizadas para lavar dinheiro do esquema criminoso. De acordo com o senador Pedro Taques (PDT-MT), que analisou laudo de perícia financeira constante no inquérito que investiga o contraventor e seus comparsas, o escritório Morais, Castilho e Brindeiro Sociedade de Advogados recebeu o montante em cinco parcelas, a maior delas de R$ 76 mil. "Não é possível que um membro do MPF advogue para uma quadrilha criminosa enquanto homens da Polícia Federal se arriscam investigando os acusados", criticou Taques.

O senador, que trocou o MPF pelo parlamento, explicou que juristas ingressos na procuradoria antes de 1988 têm o direito de advogar, pois a limitação passou a constar apenas na nova Constituição. O parlamentar, no entanto, questiona o suposto conflito na prestação de serviços do escritório do subprocurador à quadrilha de Cachoeira. Ontem, Taques apresentou requerimento de informações à CPMI que investiga o contraventor para que o colegiado apure as circunstâncias dos repasses do contador de Cachoeira ao subprocurador.

Brindeiro foi procurador-geral da República durante o governo Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 2003. Criticado por não dar sequência a investigações de grande repercussão, ganhou o apelido de "engavetador-geral da República".

Ação no CNMP

Dados da movimentação bancária em análise pela comissão mostram que a Delta Construções fez depósitos nas contas de duas empresas de fachada, a Alberto Pantoja Construções e Transportes e a Brava e essas firmas fantasmas repassaram os recursos para o contador de Cachoeira. O escritório em que Brindeiro tem sociedade foi pago com recursos da conta de Geovani.

O contador é considerado uma das principais testemunhas no inquérito contra Cachoeira. Ele era procurador de empresas de fachada usadas para lavar o dinheiro no esquema da quadrilha. A Polícia Federal monitorou pelo menos oito contas registradas no nome do comparsa de Cachoeira. Apesar de declarar renda anual de R$ 21,3 mil e patrimônio de R$ 197,5 mil, Geovani chegou a movimentar R$ 4,3 milhões nas contas em que tem titularidade.

Paralelamente às ações da CPI, Taques anunciou que entraria com ação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para apurar o serviço advocatício prestado pelo escritório de Brindeiro. O senador do PDT também entrou com ação solicitando a indisponibilidade de bens da Delta Construções. Taques decidiu lançar mão de instrumentos externos para ter resultados mais rápidos em relação às irregularidades apuradas pela PF e os trabalhos iniciais da comissão.

O Correio entrou em contato com o escritório de advocacia do subprocurador, mas não recebeu resposta até a publicação desta edição.

"Não é possível que um membro do MPF advogue para uma quadrilha criminosa enquanto homens da Polícia Federal se arriscam investigando os acusados"

Pedro Taques (PDT-MT), senador

"É algo que diz respeito à advocacia privada. Mas claro que qualquer fato com que a gente se depare, temos que examinar se há algo para se apurar em relação a isso" Informações Correio Braziliense

Os Amigos do Presidente Lula

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