Ficha Corrida

15/04/2016

PSB – Partido do Safo Beto

Beto Albuquerque1

A ascensão de Beto Albuquerque coincide com dois fatos: a queda do avião com Eduardo Campos, e convite do Itaú para ser vice da Marina.

O avião caiu mas a jaButicaba subiu.

Vice-Decorativo da Marina Silva, ventríloqua do Banco Itaú, Beto Albuquerque parece ter sido picado por algum tipo de inseto que o deixa com a cabeça nas nuvens.

Beto AlbuquerqueAgora chega a notícia de que o PSB, mais precisamente, seu dirigentes, estão nas mãos do capitão-de-mato da Rede Globo no Congresso, Eduardo CUnha, fica mais claro porque apagou seus twittes. Beto Albuquerque tem queda por Eduardos…

Era seu seguidor no Twitter. Quando das manobras do Eduardo Cunha, Beto postou que estava discutindo juros numa quermesse não lembro onde. No dia 19/03/2016, postei pra ele, “o golpismo pegando fogo e o fedelho brincando de ciranda cirandinha”. Ele respondeu qualquer coisa contra os juros altos no governo Dilma. Postei outros twittes, reproduzidos aqui, no dia 20/03/2016.

Mas, vejo hoje, que ele apagou todos os twittes. Por que ele teria apagado seus twittes? Ora, só pode ser culpa no cartório. Resolveu apagar as pistas que levam aos seus trinta dinheiros.

Sei que nem todos do PSB são traíras, mas Beto Albuquerque, é. Já tenho até trilha sonora pra próxima campanha do Beto Albuquerque, que vai ser o maior sucesso em Passo Fundo, Na Lama:

Pelo curto tempo que você sumiu
Nota-se aparentemente que você subiu
Mas o que eu soube a seu respeito
Me entristeceu, ouvi dizer
Que pra subir você desceu
Você desceu

Eu, que já fiz campanha por ele, junto com um amigo comum (hoje professor da UPF), quando foi candidato a deputado estadual, não importa o que ele venha a se candidatar neste estado, seja na política no condomínio ou no Internacional, estarei sempre na trincheira adversária, por uma questão de caráter, FAZENDO CAMPANHA CONTRA.

Temer articula dois ministérios para o PSB

Em troca de apoio ao impeachment de Dilma Rousseff, o vice Michel Temer sinalizou ao presidente do PSB, Carlos Siqueira, que o partido terá dois ministérios; estão cotados para ministros o ex-deputado Beto Albuquerque e o ex-governador do Espírito Santo Renato Casagrande; se aprovado a processo na Câmara, na segunda-feira começaria a se formar a futura base aliada de Temer, de acordo com aliados

15 de Abril de 2016 às 06:55

247 – Em troca de apoio ao impeachment de Dilma Rousseff, o vice Michel Temer sinalizou ao presidente do PSB, Carlos Siqueira, que o partido terá dois ministérios. Estão cotados para ministros o ex-deputado Beto Albuquerque e o ex-governador do Espírito Santo Renato Casagrande, segundo reportagem de Junia Gama, do Globo.

O peemedebista já sinalizou outros nomes para seu possível governo como José Serra e Armínio Fraga, além de dirigentes do DEM.

Aprovado a processo na Câmara, na segunda-feira começaria a se formar a futura base aliada de Temer, de acordo com aliados.

Temer articula dois ministérios para o PSB | Brasil 24/7

19/04/2015

Beto Albuquerque, um convidado à procura de uma ideia

Beto Albu querque se enturmar. Foi convidado para dar volume à claque mas é um tipo esquisito como aquele que está na sua traseira, o Caiado. Para quem, como eu, conheceu Beto Albuquerque distribuindo “santinhos” nas escadarias do Instituto de IFCH da UFRGS, nos anos 80, fica difícil entender esta metamorfose ambulante. Quando se vê Beto rodeado por Roberto Freire e Agripino Maia, coadjuvados pelo Paulinho da Força Sindical, Aécio Neves, o playboy dos helipóptero, com um “guarda-costas à procura de um cérebro”, vê-se que pelo menos uma parte da humanidade anda em círculo e se perde pelas veredas. O que puserem no copo de Beto Albuquerque no Congresso para que se tornasse adorno no Tea Party tupiniquim?  Assim fica fácil entender porque o PSB, junto com PDT, tenha sido uma dura surpresa dentre os que votaram a favor da terceirização. Beto se decompõe em vida mais rapidamente que um cadáver. O cheiro é insuportável.

Do gênero terrir: depois da marcha dos zumbis, o encontro dos vampiros.

Demóstenes Torres escreveu que Ronaldo Caiado é um a voz à procura de um cérebro. O que diria de uma reunião de Caiado com Beto Albuquerque?!

Os impolutos políticos pró-impeachment

dom, 19/04/2015 – 05:09

Atualizado em 19/04/2015 – 12:51

Luis Nassif

O jogo político no Brasil funciona assim.

Pelo modelo de financiamento político, todos – repito: todos – os partidos e políticos que compartilham alguma forma de poder entram no jogo. Não há nenhuma diferença entre PT e PSDB. A única diferença está na forma como a imprensa atua. Os aliados, ela protege; os adversários, ela massacra.

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Na 4a feira passada foi tirada uma foto histórica do encontro de lideranças da oposição com alguns dos agitadores dos protestos do dia 12 de abril (http://migre.me/pw5tJ).

Aécio Neves (PSDB-MG) foi citado em delação do doleiro Alberto Yousseff, com riqueza de detalhes, como beneficiário de esquemas de caixa 2 de Furnas. Desde 2010 está na gaveta do Procurador Geral da República um inquérito em que ele é acusado de manter contas em Liechtenstein – paraíso fiscal.

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Agripino Maia  (DEM) tem em seu currículo a acusação de receber R$ 1 milhão em propinas de um esquema que envolvia a inspeção veicular no Rio Grande do Norte. O caso está sendo analisado no STF.

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Ronaldo Caiado (DEM) foi acusado pelo ex-senador Demóstenes Torres de ter trabalhado para o bicheiro Carlinhos Cachoeira em um caso envolvendo um delegado aposentado.

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O ex-deputado federal Roberto Freire (PPS) é suspeito de envolvimento com o chamado “mensalão do DEM”. A diretora comercial da empresa Uni Repro Serviços Tecnológicos, Nerci Soares Bussamra, relatou que o PPS praticava chantagem e pedia propina para manter um contrato de R$ 19 milhões com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Freire teria sido beneficiado no esquema.

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O impoluto Paulinho da Força Sindical (SD) é acusado de ter participado de desvio de recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Foi indiciado também sob a acusação de comercializar cartas sindicais, a um preço de R$ 150 mil por carta.

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Mendonça Filho (DEM) aparece na Operação Castelo de Areia, suspeito de ter recebido R$ 100 mil de Camargo Correia. Ele admitiu ter recebido mais, R$ 300 mil, mas dentro da lei – o mesmo que alega o tesoureiro do PT.

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O deputado Carlos Sampaio (PSDB), mais votado na região de Campinas, recebeu R$ 250 mil de uma empreiteira envolvida no esquema de corrupção da Petrobras investigado na Operação Lava Jato. Sua última campanha arrecadou, oficialmente, R$ 3 milhões.

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Flexa Ribeiro (PSDB) já foi preso pela Polícia Federal em 2004, na Operação Pororoca, por fraude em licitações de grandes obras realizadas no Amapá.

Antônio Imbassahy (PSDB), quando prefeito em Salvador, em 1999, assinou contratos suspeitos com as empreiteiras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Siemens, que formavam o consórcio responsável pelo metrô da capital baiana. Estima-se um superfaturamento de R$ 166 milhões. Hoje, ele é o vice-presidente da CPI da Petrobras, que investiga desvios de verbas da estatal, onde diretores da Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa também aparecem como réus.

Escaparam da foto outros políticos impolutos, como José Serra e Aloyzio Nunes.

São esses varões de Plutarco que, graças à parceria com o Ministério Público, assumem a vanguarda da cruzada moralista nacional.

Os impolutos políticos pró-impeachment | GGN

03/03/2015

Apareceram as vestais PP, PSDB & PS(d)B

PSDB camaroteUma pergunta que não pode deixar de ser feita: se as obras nas refinarias construídas nos governos Lula e Dilma resultaram em propina ao PSDB, a quem se destinavam as propinas nas obras no governo do PSDB? Ao Papa?

De repente, depois de passarem meses vazando contra o governo aparecem os meliantes de sempre. Exatamente os que querem derrubar Dilma. E por que querem derrubar a Dilma? Para fazerem exatamente o que fizeram durante os dois mandatos de FHC! Entregar o que resta do patrimônio nacional. E roubar. Trazem de volta o Engavetador-Geral, já têm o Gilmar Mendes. Se compraram a reeleição, porque não comprarão uma ditadura?! Se na primeira vez elegeram Severino Cavalcanti e na segunda o Severino Cavalcanti II, também conhecido por Eduardo Cunha, por que não ressuscitarão Nicolau dos Santos Neto, o Lalau?!

A filha do FHC retornará ao Senado, com Demóstenes Torres de líder do governo. FHC assumirá outro filho com algum ator da Globo e a Veja escalará Reinaldo Azevedo de porta-voz. Ao invés de distribuírem milhares de assinaturas nas escolas públicas de São Paulo, levarão Veja, Folha, Estadão, Globo e Zero Hora às escolas e universidades de todo o Brasil.

E, por fim, Alberto Youssef, devido ao seu trânsito no Judiciário e sua capacidade contábil, será conduzido ao STF ou ao TCU. As empreiteiras continuarão comprando do exterior, com dinheiro do BNDES, as plataformas P-36. O  Banco do Brasil será entregue, com um novo PROER, ao HSBC.

Trocarão o tucano pelo helipóptero como símbolo partidário. E distribuirão conta gotas aos paulistas para tomarem banho. Um aperitivo do que foram dos dois mandatos de FHC pode ser encontrado aqui: http://www.psdbnuncamais.blogspot.com.br/

PETROLÃO

Doleiro diz que obras em refinaria geraram propina para três partidos

Em depoimentos, Youssef apontou políticos do PP, do PSDB e do PSB como beneficiários

Delator afirmou ter acertado entrega de R$ 10 mi a Eduardo Campos, morto em acidente em 2014

FLÁVIO FERREIRA, ENVIADO A CURITIBA, ESTELITA HASS CARAZZAI, DE CURITIBA

Em depoimentos de delação na Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro Alberto Youssef apontou que propinas em contratos da refinaria Abreu e Lima (Pernambuco) resultaram em repasses a integrantes dos partidos PP, PSDB e PSB.

O doleiro indicou como beneficiários de parte dos subornos o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto em agosto, e o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, que morreu em março passado.

A Procuradoria-Geral da República promete divulgar nesta semana a lista dos políticos envolvidos no caso.

Em um dos depoimentos, Youssef indicou que Nogueira e Fonte receberam entre 2010 e 2011 parte da propina paga pela construtora Queiroz Galvão em um contrato para implantação de tubovias em Abreu e Lima.

Segundo auditoria da Petrobras, em 2010 as construtoras Queiroz Galvão e a Iesa assinaram contrato no valor de cerca de R$ 2,7 bilhões para a implantação de tubovias na refinaria.

De acordo com o delator, o suborno foi negociado ainda antes da assinatura do contrato, em uma reunião da qual participaram um representante da Queiroz Galvão, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o então presidente do PP, José Janene, morto em 2010, o ex-assessor do PP João Genu e Youssef.

No encontro realizado num hotel no Rio de Janeiro, o grupo pressionou a Queiroz Galvão a fechar rapidamente o negócio e ameaçou estimular a criação de uma CPI sobre a estatal, ideia aventada pela oposição à época.

Após a reunião, a empreiteira fechou o contrato e parte da propina foi paga em doações oficiais a candidatos, segundo o delator.

O pagamento do suborno em dinheiro foi coordenado por Fernando Soares, o Baiano, também preso na Lava Jato, segundo o delator. Parte da propina foi destinada a Youssef, que então a repassou a Nogueira e Fonte.

Na negociação, também ficou acertado que, do total da propina, R$ 10 milhões seriam destinados a impedir a realização da CPI da Petrobras, e um dos beneficiários desse dinheiro foi o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, disse Youssef.

O delator também afirmou que Eduardo Campos recebeu entre 2010 e 2011 R$ 10 milhões de propina paga em contrato do consórcio Conest, formado pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, em obras de unidades de Abreu e Lima.

Segundo Youssef, Campos recebeu o repasse para não criar dificuldades nas obras.

A Odebrecht ficou responsável pela propina, no valor de R$ 30 milhões, e o total foi dividido entre Campos, Costa e o PP, disse o doleiro.

O valor destinado a Campos teria sido entregue a um emissário do ex-governador, no Recife.

01/01/2015

São Paulo / Cidade que me seduz / De dia falta água / E de noite falta luz

PRIVATIZAÇÃOn

Onde O PSDB governa de dia falta água, de noite falta luz!

Que coincidência, onde está AES há desserviço. Também no interior do RS, onde Antonio Brito esquartejou a CEE e entregou o filé a AES Sul, os gaúchos ficaram, na semana do Natal, por vários dias sem luz. Agora, veja se a entrega da ELETROPAULO a AES resulta na mesma incompetência. Quem disse que a privada faz melhor? Taí, ó, provado, a privada só faz merda?!

E assim ficamos sabendo qual é o resultado de quando se entrega dois serviços essenciais à privada sem iniciativa: a ressurreição do samba de 1954, imortalizado pelo rei das marchinhas de carnaval, Braguinha. Aquilo que servia para o Rio de Janeiro da Light, companhia britânica, agora serve à AES, companhia norte-americana. Que coincidência, não?! Pois é, os mesmos que agora, via FT, atacam a Petrobrás para torna-la uma AES, uma BP…

O programa de entrega de empresas públicas que atendiam serviços essenciais deu-se no tempo dos dinossauros do PSDB, também conhecida como a grande era das privatidoações, conduzida pelo tiranossauros rex FHC. Seu braço gaúcho, apelidado de cavalo do comissário, filhote da RBS, foi Antonio Brito.

Uma mão lavava a outra; as duas, abunda, mas só onde tem água, né não Alckmin!?

Falta de luz persiste por mais de 60 horas em SP após tempestade

Sem energia havia 64 horas, aposentada de 84 anos circulava em casa com lanternas e velas

Moradores temiam passar Ano-Novo no escuro nas zona oeste e sul; casos são pontuais, afirma Eletropaulo

DE SÃO PAULO DO "AGORA’, para a FOLHA, 01/01/2015

Aos 84 anos, a aposentada Rafaela Laurenti tem passado as noites circulando pela casa com lanternas e velas.

Na tarde desta quarta (31), já eram ao menos 64 horas sem energia na rua onde ela mora, a Doutor Andrade Pertence, na Vila Olímpia (zona oeste), por causa da tempestade que atingiu São Paulo na noite de domingo (28).

"Moro sozinha e minha família tem medo de que eu caia no escuro. Mas vou sair daqui e deixar a casa para os ladrões?", diz Rafaela.

Nas zonas sul e oeste, as mais afetadas, moradores de diversos pontos temiam passar o Réveillon no escuro.

Segundo a Eletropaulo, 500 mil pessoas chegaram a ficar sem luz, número que caiu para 200 mil na terça. A empresa não divulgou um número nesta quarta.

Sem luz desde as 23h de domingo, o aposentado Antônio Freitas, 71, que mora em Moema (zona sul), diz temer perder tudo que tem na geladeira para a ceia.

Na Saúde (zona sul), a situação é parecida para o produtor de vídeo Felipe Vazquez, 37, que mora com a mulher e dois filhos na rua Bagé. "Estou sem luz, sem telefone e sem internet. Praticamente numa caverna."

No prédio onde trabalha o zelador Edson Lima, 61, outro problema é a água, que a bomba já não consegue levar aos apartamentos. "Teve morador que mandou visita para hotel. Muita gente foi para a casa de parentes", diz.

O tecnólogo Marcos Kenji passa pelo mesmo problema em seu apartamento no quinto andar, num prédio de dez pisos. "Agora temos também que economizar a água. Estamos guardando os alimentos em caixas de isopor com gelo."

Ele já mandou dez mensagens e fez cinco ligações para a Eletropaulo. "Cada hora eles dão uma previsão."

A Eletropaulo informou que a maior parte dos casos já havia sido solucionada e que não havia mais nenhuma grande área sem energia, como quarteirões e bairros.

De acordo com a empresa, restavam nesta quarta apenas casos pontuais, que em sua maioria dependiam da troca de equipamentos da rede elétrica, como fios.

Segundo a Eletropaulo, 2.000 eletricistas trabalham para restabelecer o fornecimento de energia, prejudicado, na maior parte dos casos, por queda de árvores.

    25/09/2014

    PS(d)B!

    Filed under: PS(d)B,PSB,PSDB,Sigla de Aluguel — Gilmar Crestani @ 8:52 am
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    psb-do-bEm São Paulo ficou mais do que evidente que o PS(d)B virou sigla de aluguel do PSDB. Vê-se por esta informação da Folha de hoje como o PSDB terceirizou a crítica à Dilma ao partido do Beto Albuquerque.

    Neste caso, bem feito ao PT.

    Cria cuervos

    Filho de vice de Alckmin lidera repasse do PSB

    Estreante na disputa a deputado estadual em São Paulo, Caio França recebeu doações que somam R$ 277 mil

    Presidente estadual da sigla, Márcio França diz que, na ‘ausência’ de sua candidatura, recursos vão para filho

    GUSTAVO URIBEGABRIELA TERENZIDE SÃO PAULO

    Em sua estreia como candidato a deputado estadual, o ex-vereador de São Vicente (SP) Caio França (PSB) tem arrecadado como veterano.

    Sob a tutela do pai, o presidente do PSB em São Paulo, Márcio França, Caio França declarou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ter recebido, nos dois primeiros meses de campanha, R$ 276,9 mil.

    É a maior arrecadação entre os candidatos do PSB à Assembleia Legislativa do Estado, o que inclui os quatro deputados estaduais que disputam a reeleição: Adilson Rossi, Carlos Cezar, Ed Thomas e Orlando Bolçone.

    Nem mesmo os candidatos a deputado federal do partido que concorrem a um novo mandato, como a ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina, superaram a marca de doações do estreante.

    A maior parte dos recursos obtidos pela campanha de Caio França, R$ 217,9 mil (78%), foram doações repassadas pelo comitê financeiro do PSB em São Paulo,

    O segundo que mais recebeu recursos para campanha, o deputado federal José Camarinha, que concorre neste ano a deputado estadual, teve repasse de R$ 53 mil.

    A prestação de contas do ex-vereador, disponível no site do TSE, não traz detalhes sobre a origem dos recursos repassados pela sigla.

    Segundo o partido, a maior parte foi doada pelo grupo do ramo de carnes JBS –maior doador de toda a campanha eleitoral de 2014 até o momento. O JBS determinou que o montante fosse direcionado à campanha de Caio França, segundo o PSB.

    Ao todo, a empresa doou R$ 546 mil ao PSB de São Paulo.

    O deputado federal Márcio França, que é candidato a vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB), disse que tem pedido doações ao filho.

    "Aqueles que doavam para mim, na ausência da minha candidatura, doam para o Caio França", disse à Folha.

    Além de dirigente da sigla em São Paulo, o deputado federal é tesoureiro nacional do partido e divide com um aliado da presidenciável Marina Silva (PSB) o comando do comitê financeiro da campanha ao Palácio do Planalto.

    TELEVISÃO

    O empenho do partido na eleição do ex-vereador também é visível no horário eleitoral televisivo.

    Segundo levantamento feito pela Folha, Caio França é o candidato que mais aparece na propaganda dos deputados estaduais do PSB, ao lado dos três que disputam a reeleição pelo partido. Cada um deles marcou presença em oito programas.

    17/09/2014

    Privatidoações dá nisso

    Então, porque não questiona Aécio e MariNeca por quererem privatizar a Petrobrás e o Banco Central? Logo a Folha que sempre apoiou a privataria tucana?!

    PRIVATIZAÇÃOnMARCELO COELHO

    O homem da fibra ótica

    Estou na fila de um cartório telefônico, vivendo a ilusão da modernidade

    Depois de vários colapsos, estou esperando que instalem a fibra óptica da internet aqui em casa. Mas reclamar desse tipo de coisa é cansativo. Não vale usar o espaço do jornal para advogar em causa própria.

    Faço, primeiro, alguns elogios.

    Como todo mundo, fico nervoso com o "call center", e me confundo teclando opções e mais opções a respeito do serviço "que eu quero solicitar". Mas uma coisa me desarma e tranquiliza.

    As atendentes, pelo menos numa empresa, têm o mais maravilhoso sotaque mineiro. Tudo se torna calmo e racional com essa pronúncia. Não há pressa, claro. Nada se processa com a velocidade de que gostaríamos. Mas não há moleza tampouco.

    Na escuridão da linha telefônica, imagino a paisagem recolhida e pausada dos cerros verdes, cobertos de neblina e musgo. No ar, cheirando a fogão de lenha e ainda fresco da manhã, suspende-se a esperança ("um momento, por favor"), como os doces balões de junho parados numa tela de Guignard.

    Serão todas mineiras as moças da TIM? No próprio nome da companhia, há algo de tímido e diminuto, que evoca as terminações típicas do sotaque regional. Em vez de "Joãozinho", é "Joãozim" que se fala.

    Podem também ser mineiras as atendentes da Claro. Penso em quartzos, turmalinas, caxambus. É a limpidez de águas serenas que se cristaliza em fibra óptica.

    Não entendo de eletrônica, mas quero acreditar que, em vez de impulsos elétricos, o novo cabeamento virá em forma de luz. Vale esperar, portanto –ao menos pela poesia da coisa.

    E se for a Vivo? Também aqui a mineirice do nome diminui a minha belicosidade de paulista. O mineiro é matinal e desperto; se são esquivos os seus modos, isso não é dubiedade, mas cortesia. "Mais um momentim, p’favôh." Há vivacidade, com efeito, mas não açodamento, nesse jeito de omitir as vogais.

    Tudo vai dar certo, tenho certeza, ainda que o homem da instalação não chegue. Essas empresas sabem das coisas. Devem ter escolhido Minas de propósito para ser a sede do atendimento geral.

    Um segundo elogio. Antigamente, era inútil: o dia e a hora marcada não tinham como ser levados a sério. Muitas vezes fiquei de plantão, sentinela de fuzil em punho, sem sinal do inimigo, muito menos sinal no cabo da TV.

    Na verdadeira febre de modificações que acomete a minha vida digital, verifiquei um ganho de pontualidade nesses prestadores de serviço. Há os que, por determinação da empresa, chegam com protetores de pano nos sapatos, como se estivessem entrando numa UTI.

    Certo, pois em quase todo apartamento há veias entupidas, estreitamentos coronários, escleroses capazes de inviabilizar o mais moderno wireless. A eletrônica, como a medicina, é ainda uma mecânica.

    Luto pela minha sobrevivência digital, enquanto as empresas lutam pela sua. O modelo estatal das telecomunicações não tinha como prosseguir, sem dúvida. O governo perdeu, ao longo de décadas, sua capacidade de investimento.

    Mas quando me ligam todo dia propondo novos combos e descontos, confesso que a livre concorrência também é capaz de incomodar um bocado. Acabo me acostumando; antes dizia que nada me interessava, hoje escuto e vou aderindo a todos os planos possíveis. Sou cliente simultâneo de várias marcas; quando uma pifar, tenho outra. Estatizei o meu consumo.

    De qualquer modo, o modelo da livre concorrência continua guardando semelhanças com o sistema estatal. Um exemplo. O homem da fibra óptica trabalha para uma empresa terceirizada. Não consigo, entretanto, contratar eu mesmo o homem da fibra óptica.

    Tenho de ligar para a TIM, a Vivo ou o que seja, passar por toda a burocracia das teclas, das confirmações, das esperas e dos CPFs, para que de lá, das profundezas de Minas, determinem ao homem terceirizado da fibra óptica que passe no meu endereço. Ele não chega; sua Kombi parou entre o Tucuruvi e a Anhaia Melo.

    A quem reclamo? À central de tudo, que me conduzirá aos corredores e subdivisões dos que querem novos serviços ou interromper os que já tinham; dos que querem falar sobre a TV, ou o celular, ou o fixo, ou sobre o homem da fibra óptica. Não há um centralismo estatal em tudo isso? Estou na fila de uma espécie de cartório telefônico, vivendo a ilusão da modernidade.

    Paro por aqui. Tocaram o interfone, que ainda funciona. Deve ser o homem da fibra óptica; ele está chegando.

    coelhofsp@uol.com.br

    10/09/2014

    Walter Feldman entrega que PS(d)B é sigla de aluguel da Marina

    psb-do-bAliado de Marina prevê debandada tucana após eleição

    Coordenador da campanha do PSB diz a integrantes da elite paulistana que PSDB ‘talvez não sobreviva’ se perder pleito

    Em encontro, equipe exalta boa relação de candidata com FHC e tenta conter medo de conselhos populares

    MARINA DIASLÍGIA MESQUITADE SÃO PAULO

    "Marina tinha algumas ideias, mas a gente acredita que, com o passar dos anos, ela pode ter mudado."

    Foi assim que Rosangela Lyra, 49, presidente da Associação de Lojistas dos Jardins, justificou o encontro que organizou nesta terça (9), em São Paulo, entre integrantes da elite paulistana e parte da equipe de Marina Silva (PSB).

    Vestindo camiseta com a bandeira do Brasil bordada com miçangas, blazer verde bandeira, calça preta e scarpins verde limão –"tudo marca brasileira"–, a ex-diretora da Dior no Brasil e sogra do jogador Kaká pediu que todos cantassem o Hino Nacional antes do debate.

    "Honrar a bandeira não é só na época da Copa, né Walter?", disse ela, em direção ao coordenador-geral da campanha de Marina, o ex-tucano Walter Feldman. No telão, a letra do hino acompanhava imagens de praias, de montanhas e do Cristo Redentor.

    Diante de uma plateia de cerca de 70 pessoas, Feldman afirmou que caso Marina seja eleita, o PSDB, partido do tucano Aécio Neves, "talvez não sobreviva" ao modelo de governabilidade que a candidata vai inaugurar no país.

    "Se Marina for eleita, muda tudo. Os partidos vão se reestruturar. O PSDB não sei se sobrevive. O PSDB, se perder as eleições, vai haver uma debandada", disse Feldman.

    Ao lado de Bazileu Margarido, coordenador financeiro da campanha, e de Lucas Brandão, representante jovem da candidatura de Marina, Feldman tentava tranquilizar as pessoas que se diziam inquietas com o conceito de "democracia de alta intensidade", que aparece no programa de governo do PSB.

    Segundo ele, os "conselhos populares" propostos pela presidente Dilma Rousseff (PT) não são os mesmos defendidos por Marina.

    "Os conselhos populares não representam o que a gente pensa. Vamos dar vida aos conselhos municipais, estaduais e nacionais de educação e saúde, e não permitir que sejam aparelhados", disse.

    As pessoas cochichavam em negativa. Feldman pediu novamente a palavra. "Vejo que vocês estão nervosos com isso. Temos que tomar cuidado para não remeter aos sovietes ou a organizações de esquerda. Estamos falando do que já existe", afirmou.

    A explicação não convenceu. Bazileu tentou mais uma vez: "Não existe no nosso programa a expressão conselhos populares’, denominamos de conselhos de participação da sociedade’. É uma questão semântica". Também não agradou e provocou risos.

    A advogada Adriana Hellering, 27, avaliou: "O que me assusta em ter uma participação popular ativa é que a maioria às vezes é burra. Também acho que há forma de manipular, já que o próprio governante é quem vai escolher os representantes".

    Em mais uma deferência ao perfil dos ouvintes, predominantemente simpatizantes ao PSDB, Bazileu destacou a "boa relação" de Marina com o ex-presidente FHC e disse que a candidata "defende mais o tripé macroeconômico" do que José Serra, nome dos tucanos ao Senado.

    Entre as perguntas que a equipe precisou responder, o estatuto do PSB, de 1947, que limita a propriedade privada. "Isso é comunismo", assustou-se Rosangela. Feldman afirmou que o PSB apenas "abriga" Marina, que deve fundar a Rede em 2015, e que essa é uma "questão histórica do partido".

    05/09/2014

    Líder do PSB, Júlio Delgado, pediu a cassação de André Vargas por muito menos

    Quando foi descoberto que o deputado André Vargas pegou carona no avião do doleiro Alberto Youssef, a mídia informou que ele era do PT. Fez todo uma histeria e ganhou espaço em todos os jornais. O líder do PSB no Congresso, Júlio Delgado, pediu a cassação. Era o PSB da Marina condenando a velha política. O Beto Albuquerque, Pedro Simon e toda a matilha estava com o dedo em riste pedindo a cassação. Agora, os vira-latas pararam de latir?  Até Pedro Simon, o velho, virou o novo na política. São lobos em pele de cordeiro. Só há dois tipo de gente que ainda acredita nessa gente: os mal informados e os mal intencionados.

    Imagine se algo parecido acontecesse com Dilma, o que o santo do pau oco do Simon não faria? E o Beto Albuquerque logo acionaria seu chefe no Congresso para pedir o impeachment. São as valhas raposas praticando uma política do tempo de Joaquim Silvério dos Reis

    Empresa que ajudou a pagar avião de Campos fez negócio com doleiro

    Polícia investiga se jato foi comprado com dinheiro de caixa dois

    ANDRÉIA SADIDE BRASÍLIA

    Uma empresa que transferiu dinheiro para comprar o avião Cessna que caiu com Eduardo Campos (PSB) também fez negócios com uma consultoria considerada de fachada pela Polícia Federal e que seria controlada pelo doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato.

    Na operação para a compra do jato, a Câmara & Vasconcelos consta como tendo feito um pagamento de R$ 159,9 mil à AF Andrade para a aquisição do avião Cessna.

    A empresa também aparece em documentos da Operação Lava Jato, aos quais a Folhateve acesso, na relação de fornecedores que receberam dinheiro da MO Consultoria. O depósito foi feito em 2010 no valor de R$ 100 mil.

    Desde o acidente do dia 13, quando morreram Campos e outras seis pessoas, a propriedade da aeronave é investigada. Uma das hipóteses é a de o avião ter sido comprado com recursos de caixa dois.

    A lista de depósitos e pagadores foi entregue à PF pelos antigos donos do avião, Alexandre e Fabrício Andrade, do grupo A.F. Andrade, de Ribeirão Preto (SP). Os pagamentos foram feitos por meio de 16 depósitos bancários, no total de R$ 1,71 milhão.

    À PF, eles contaram que o avião foi comprado por três empresários de Pernambuco: João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, Apolo Santana Vieira e Eduardo Ventola.

    O "Jornal Nacional" mostrou que, entre as empresas que fizeram os depósitos, estão uma peixaria, uma Construtora e a Câmara & Vasconcelos, cuja sede é uma sala vazia em Nazaré da Mata.

    O dono da Câmara & Vasconcelos, Paulo César de Barros Morato, disse, por meio da assessoria de João Lyra, que desconhece Youssef e a MO Consultoria.

    Morato negou que sua empresa seja fantasma e confirmou ter emprestado a quantia de R$ 159,9 mil a João Carlos Lyra.

    O PSB disse que nem o partido nem Campos sabiam da relação de Youssef com uma das empresas que depositou para a AF Andrade.

    O advogado de Youssef, Figueiredo Bastos, afirmou não se lembrar do depósito. A reportagem não conseguiu contato com a MO Consultoria.

    Colaborou MARIO CESAR CARVALHO, de São Paulo

    08/06/2014

    PSB, o nov(at)o na política

    Filed under: PS(d)B,PSB,PSDB — Gilmar Crestani @ 8:36 am
    Tags: , ,

    psb-do-bComo dizia meu avo, crescendo como rabo de burro, para baixo. O PSB é o boi de piranha da direita brasileira. Virou um PSdB

    Marina diz que aliança com Alckmin é ‘equívoco’

    Em nota, ela afirma que a Rede seguirá ‘caminho próprio’ no Estado

    Companheira de chapa de Eduardo Campos, do PSB, ex-senadora diz buscar alternativa para a polarização PSDB-PT

    RANIER BRAGONDE BRASÍLIA

    Em nota divulgada neste sábado (7), Marina Silva, candidata à vice-presidência na chapa de Eduardo Campos, do PSB, criticou a decisão do partido de apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.

    "Para nós, isso é um equívoco. Consideramos necessário manter independência e lançar uma candidatura própria, que dê suporte ao projeto de mudança para o Brasil liderado por Eduardo Campos, e que dê ao povo de São Paulo a chance de fazer essa mudança também no âmbito estadual", disse ela.

    Marina, Campos e aliados discutiram a situação de São Paulo em encontro nesta sexta-feira (6).

    Segundo relatos de pessoas que participaram da conversa, não há por ora chance de a divergência em São Paulo crescer e representar uma ameaça de implosão da aliança entre a ex-senadora e o ex-governador.

    Na reunião, Campos reafirmou a Marina que tentou convencer o PSB de São Paulo a construir uma candidatura própria, mas que não foi apresentada uma solução viável pela Rede.

    Com isso, argumentou, não teria condições de dar uma "canetada" e intervir no diretório de São Paulo pois, segundo suas palavras, isso destruiria o partido no Estado.

    A única oferta de candidatura própria oferecida pelo PSB, a do presidente do diretório estadual, Márcio França, havia sido rejeitada pela Rede sob o argumento de que França é muito ligado a Alckmin, de quem foi secretário.

    Já os nomes apresentados pela Rede, entre eles o do ex-deputado Walter Feldman, nunca chegaram a ser cogitados seriamente pelo PSB.

    31/10/2013

    Beto Albuquerque deveria ler, para deixar de ser capacho

    Filed under: Beto Albuquerque,InVeja,Marina Silva,PSB,Roberto Amaral — Gilmar Crestani @ 9:26 am
    Tags:

    Nada mais parecido com Marina Silva do que Beto Albuquerque, ambos são movidos pela inveja. Marina, por ter sido preterida por Lula, que optou por Dilma. O bom governo de Dilma, e o ódio de Marina provam que Lula escolheu certo, como Haddad para São Paulo. Já Beto Albuquerque pisaria o pescoço da própria mãe para ser estrela de qualquer coisa, até de funeral, é um poço até aqui de mágoas. Como não alcança reunir, trabalha para dividir. Só a inveja os move. E nada mais perigoso do o ódio do invejoso.

    Salseiro no PSB: Amaral detona gurus de Marina

    Edição247-Divulgação :

    "De um lado estará o nosso adversário estratégico, o campo conservador, que trabalha sob o marco da tragédia que foi o governo neoliberal de FHC, definido como exemplar por Mailson, Malan, Armínio Fraga, Lara Rezende, Gianetti e outros, incensados no cotidiano pela mídia vassala. Do outro lado, o campo progressista", diz ele; o problema é que Lara Resende e Giannetti são hoje os principais conselheiros de Marina Silva

    31 de Outubro de 2013 às 08:30

    247 – PSB e Rede ainda terão aparar muitas arestas. Ontem, o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, publicou artigo em que combate duramente os principais conselheiros de Marina Silva no PSB: Eduardo Giannetti da Fonseca e André Lara Resende. Leia abaixo:

    De tática e de estratégia

    A eleição presidencial, do ponto de vista político-ideológico, será travada em condições mais difíceis para o campo progressista.

    Tática e estratégia são termos bastante conhecidos pelos militantes da esquerda, pois, de certa maneira, foram importados da guerra (Clausewitz, 1832) para a política, pela práxis do chamado marxismo-leninismo. A vitória, objetivo final da guerra, é a soma de conquistas e, às vezes, de derrotas, táticas. A história está repleta de exemplos paradigmáticos e um deles, dentre tantos, é o das retiradas táticas de Kutuzov, preparatórias da vitória da Rússia sobre Napoleão e o Exército francês. Com todos os riscos das simplificações, ouso dizer que estratégia (que se pode definir, latu senso, como a arte de explorar as condições de luta em proveito de determinado objetivo) é, politicamente, o objetivo final, e a tática, a ação instrumental – meio, ou, se quiserem, o movimento, ou guerra de posições (Gramsci), esta muito condicionada pelas circunstâncias.

    O pleito de 2014, já em curso, coloca na cena adversários eleitorais, e, de certa maneira, adversários políticos, na medida em que tivermos visões políticas — visão de mundo e de Brasil–, distintas (O suposto é que comunistas, socialistas, social-democratas, trabalhistas, liberais, conservadores et caterva as tenham). Adversários que deverão se definir, e se possível se distinguir entre si, em face de problemas concretos, como  saúde,  educação e  segurança, mazelas que não são causa, mas efeito da ordem capitalista, que os socialistas combatem.

    Deles é a inimiga estratégica (final), provedora de todas as injustiças sociais cevadas pelo Estado de classes e seu testamento de desigualdades econômicas, políticas e sociais, das quais resultam (pois não caíram dos céus) a disfunção da saúde pública (e não da saúde privada), a disfunção da educação pública (e não da educação privada), a disfunção da segurança pública (e não da segurança privada). O que não funciona é o SUS. O Sírio-Libanês e os Einsteins, como seus quejandos, funcionam muito bem. Para quem pode pagar. O campo progressista combate, tendo como adversário estratégico o campo conservador. Táticas, entretanto, podem ser as divergências que sempre ocorrem em nosso campo, na busca incessante de definir o melhor meio de enfrentar o inimigo estratégico, hoje, como ontem, pronto a suprimir conquistas democráticas e sociais, pois esta é a essência do capitalismo.

    O socialismo – é sempre bom lembrar – nasce da crítica ao capitalismo (e, dele conseqüente, a ditadura da burguesia sobre o proletariado, do capital sobre o trabalho) e tem como seu objetivo final (ou estratégico) a derrocada do  regime de injustiças  e sua substituição por uma sociedade sem classes, fundada, portanto, na liberdade e na igualdade. A fraternidade do Iluminismo chega por conseqüência. Mas a Revolução tout court não está posta, e não é uma expectativa vista de nosso horizonte histórico.  Por força disso que parece ser uma evidência, aqueles que contestam o capitalismo e o elegem como adversário, socialistas à frente,  optaram pela via eleitoral, dentro do capitalismo e segundo suas regras, para a disputa, imediata, do governo, e, remotamente, do poder (quem sabe quando?). Em outras palavras, os revolucionários se tornam reformistas pro tempore. Mas, lembre-se sempre, sendo tática, isto é, imposta pela oportunidade, a opção reformista não  implica, necessariamente, renúncia à revolução,  a ser pleiteada quando as condições objetivas indicarem seu momento. O problema é que muitas vezes nem reformistas conseguimos ser.

    Para os socialistas, portanto, o período eleitoral é também o rico momento de proselitismo, de defesa de suas teses, de difusão de seu programa, de conquista de adeptos. É o momento de falar ‘aos corações e mentes’, de fortalecer suas organizações e preparar as condições favoráveis para uma futura base de governo progressista.

    Por força dessas considerações, todos os objetivos eleitorais são táticos, e táticas são as alianças que a lógica dos pleitos impõe, com o peso, inclusive, das contradições programáticas, desde que não se perca de vista o combate ao adversário estratégico.

    É o retrato da realpolitik.

    A disputa pela Presidência da República, porém, não é irrelevante, ditam nossas derrotas e  nossas vitórias recentes.

    Significa a intervenção possível, hoje, na realidade que se pretende transformar, em favor do progresso das forças sociais. Se ainda não é possível revolver o Estado de classes, reformulemo-no, fazendo emergir os interesses das massas sotopostas, sempre irmãos dos interesses da Nação, do desenvolvimento, da soberania, donde, no caso brasileiro, a associação entre nacionalistas, socialistas e a esquerda de um modo geral. Dou como exemplo de iniciativa nesse sentido o governo Vargas do período democrático (1951-54). Juscelino, após a inflexão reacionária do regime tampão de Café Filho (1954-1955), reuniu o apoio popular a composições com o capital nacional e internacional. Superou as diversas tentativas de deposição e cimentou o projeto desenvolvimentista.  Jango (1961-1964) assinala a primeira grande emergência das massas em todo o período republicano. Mas emergência frustrada pelo golpe militar de 1964.  Lula (2003-2011), promove o encontro das grandes massas com o intento varguista da conciliação de classes. Manteve-se no poder, reelegeu-se e elegeu sua sucessora.

    Nessa perspectiva, podemos dizer que, com as alianças (ações táticas) possíveis, os governos Vargas (PTB-PSD) e Lula (PT-PMDB, principalmente no segundo quatriênio) lograram  perseguir o desenvolvimento (um desenvolvimentismo que eu chamaria de ‘nacional-popular’) do país como ponto de partida para realizar – não a justiça social, porque ela é impossível sob o capitalismo – mas  a emergência política, econômica e social das grandes massas, produzindo riqueza e distribuindo  renda como meio de reduzir as brutais desigualdades sociais e econômicas que fazem de nosso país um dos mais injustos do Planeta.

    O governo Dilma, não obstante a persistente crise financeira internacional, não só dá continuidade ao binômio desenvolvimento-distribuição de renda, como ousa enfrentar o capital financeiro, ao promover a baixa dos escandalosos juros praticados desde sempre em nossa economia. Esbarra, entretanto, no alto preço que o presidencialismo brasileiro, dito de ‘coalizão’, cobra para a governabilidade que fugiu das mãos de João Goulart. Rende-se, no Congresso, à base conservadora, constituída por oportunistas de todos os matizes, sob a liderança paralisante do PMDB. O fato objetivo é que nenhum governo democrático brasileiro conseguiu realizar a reforma do Estado. Os pontos principais das ‘reformas de base’ levantadas por Jango estão dramaticamente atuais.

    A disputa, portanto, dar-se-á, no plano programático-ideológico, a partir dessa realidade fática. De um lado estará o nosso adversário estratégico, o campo conservador, que trabalha sob o marco da tragédia que foi o governo neoliberal de FHC, definido como exemplar por Mailson, Malan, Armínio Fraga, Lara Rezende, Gianetti e outros, incensados no cotidiano pela mídia vassala. Do outro lado, o campo progressista, ao qual cabe   consolidar e aprofundar essas conquistas da democracia brasileira, ela própria uma conquista, como a distribuição de renda, espargindo seus benefícios por um número ainda  maior de brasileiros e, ademais, melhorando a qualidade desses benefícios.

    Prever o futuro, adiantar os fados, isso é obra de cartomantes, pitonisas e astrólogos. Não possuo esses dons. Posso, porém, ad argumentandum, projetando  para 2014  os dados de hoje,  afirmar  que as eleições presidenciais, do estrito ponto de vista político-ideológico, ressalte-se, travar-se-ão  em condições mais difíceis para o campo progressista (considerando-se a ambiência em que se desenvolveram as eleições de 2002 até aqui), posto que, a despeito das inegáveis conquistas dos últimos 10 anos, as esquerdas se acomodaram ao presidencialismo de coalizão e perderam espaço na formulação de propostas governamentais,, o que só é amenizado pela evidência de que  a direita se apresenta, partidariamente, envolta em contradições internas insuperáveis no eixo São Paulo – Minas. Não tenhamos, entretanto, ilusões. Para o imperialismo americano o Brasil é muito importante, não só do ponto de vista econômico como, principalmente, geopolítico. Na hora apropriada, a direita marchará unida, com o apoio da mídia goebbeliana, a trombetear a revisão histórica das conquistas até aqui havidas e o retorno ao delírio neoliberal.

    Essas considerações constituem um longo preâmbulo para a discussão de matéria que me parece mais de fundo: a continuidade da união das forças progressistas e de esquerda, para além do pleito de 2014, que, mirando-se o mundo do alto da ponte, é uma incidência, importante, mas apenas isso para quem pensa em termos históricos. A esquerda orgânica precisa cuidar para que as tricas e futricas (inevitáveis) da disputa eleitoral, a política menor,  não se sobreponham ao projeto da grande política, que é a construção das opções populares. E a mais didática forma de os partidos da esquerda – PSB, PT, PCdoB e PDT -revelarem esses objetivos maiores, de união na ação, é avançarem na atuação conjunta no movimento social. No momento em que, justamente, sobreleva a febre eleitoral, é hora de nossos dirigentes contemplarem o futuro que é a continuidade da ação comum nas lutas empreendidas pelos movimentos sociais.

    Ademais, qualquer que seja o pronunciamento da cidadania eleitoral, éfundamental, para nosso futuro, que os partidos do chamado ‘campo das esquerdas’ renovem e aumentem substancialmente suas presenças no Congresso, de especial na Câmara dos Deputados, onde, atualmente, somos esmagada minoria, a mercê de transações que se operam àmargem da política e de qualquer ordem de ética.

    Ninguém, a não ser os anjos no Paraíso e os paranóicos na terra, realiza  a política dos seus sonhos na Passárgada que inventou; todos fazemos a política possível (com os dados fornecidos pela realidade) no mundo real, um possível condicionado pela ordem ética de cada um.  A preeminência das circunstâncias sobre o sonho, da realidade sobre a vontade, não constitui, porém, um determinismo. Se ao agente político não é dado escolher as condições nas quais vai atuar, cabe-lhe, sempre escolher, livremente, o papel a exercer nas circunstâncias dadas.

    Leia mais em http://www.ramaral.com

    *Roberto Amaral é vice-presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), ex-ministro da Ciência e Tecnologia e ex-presidente diretor da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS)

    Salseiro no PSB: Amaral detona gurus de Marina | Brasil 24/7

    09/10/2013

    Suruba política e briga generalizada

    Filed under: Alfredo Sirkis,Eduardo Campos,Jorge Bornhausen,Marina Silva,PSB — Gilmar Crestani @ 7:16 am
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    Eduardo Campos declara, ao lado de Bornhausen e do Ronaldo Caiado, que quer aposentar as raposas, e acrescenta: "Nós não podemos fatiar a República com os partidos achando isso uma coisa natural". Aí vem o líder dos verdes repentinamente convertidos em socialistas, Alfredo Sirkis, e confirma a esquizofrenia da dupla personalidade (Eduardo e Marina): “O Brasil é um país supercomplexo, para governar vai ter de fazer alianças muito mais amplas do que essa". Tudo encima do programa de governo capitaneado pelo porta-voz da ditadura, Elio Gaspari, batizou que hoje na Folha: “Fora PT”. Vem aí, com apoio amplo, geral e irrestrito do Instituto Millenium, a campanha “todos contra Dilma”.

    Rede precisará fazer alianças mais amplas, diz deputado

    Para Alfredo Sirkis, nova sigla deve rever posições para ter chances ‘de fato’

    Marineiro, que também migrou para o PSB, nega que discussão com ex-senadora tenha sido decisiva para filiação

    PAULO GAMADE SÃO PAULO

    Fundador da Rede Sustentabilidade e um dos principais aliados de Marina Silva, o deputado federal Alfredo Sirkis (RJ) reconhece que, ao se filiar ao PSB, a ex-senadora "abre mão de um ideal de marcação de posição e de crítica descomprometida", mas que sua decisão será assimilada "quando as pessoas entenderem de fato o que ocorreu".

    "Com a aliança a gente está abrindo mão de ser os que marcam posição para ser os que passam a ter uma chance de fato de transformar a realidade. O Brasil é um país supercomplexo, para governar vai ter de fazer alianças muito mais amplas do que essa", disse à Folha.

    Para isso, Sirkis defende um "realinhamento" de forças. "É necessário ter junto PT, PSDB, políticos ecologistas –que estão na Rede, no PV–, PSB, gente como Pedro Simon. É um realinhamento histórico, que procure juntar o lado mais moderno da política brasileira. Mas isso só é possível depois de impor uma derrota contundente ao grupo palaciano", diz, sobre petistas que estão no governo.

    Sirkis foi um dos mais duros críticos da possibilidade de que Marina se mantivesse afastada das eleições de 2104 após o revés da Rede na Justiça Eleitoral. Chegou a bater boca com a ex-senadora na noite que sucedeu a derrota, na última quinta-feira, e a acusou de decidir sem ponderar a opinião de aliados.

    Agora, diz que a desavença está superada e nega que as críticas tenham determinado a decisão da ex-senadora de se filiar ao PSB.

    "A decisão de apoiar Eduardo Campos [governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência] foi totalmente solitária, dela com seus botões. Até porque ninguém teria coragem de propor uma coisa dessas para ela. Ela com 26% e ele com 8%, ninguém ia dizer: Acho que você tem de ser vice’. Foi uma lição de desprendimento", afirmou.

    ‘PESADELÁTICOS’

    O deputado diz também que parte das críticas que aparecem nas redes sociais à decisão são patrocinadas pelo PT. "O partido já colocou digitadores para fazer cobranças da Marina, supostamente pelo lado dos sonháticos, mas aí já são os esquemas pesadeláticos’ da internet", diz.

    Sirkis –que decidiu migrar do PV para o PSB antes da decisão de Marina– reconhece que a aliança trará desgastes. "É uma saída que tem de passar por uma serie de sentimentos de frustração e que será questionada pela Rede."

    "Mas, dentro das alianças possíveis, em uma política mais convencional, Eduardo Campos é o mais atento e simpático às questões programáticas que abordamos."

    Ele defende Campos e diz que com a entrada do aliado Sérgio Xavier (PV) na Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, o governador vem conseguindo conduzir seu segundo mandato "mais próximo das questões ambientais".

    Sobre as críticas de Marina que incluem o PSB na troca de apoio por espaços em governos, Sirkis diz que os grupos "não estão construindo um partido juntos". "As pessoas da Rede estão se abrigando no PSB, o que não é a mesma coisa. O que queremos juntos é mudar o Brasil, e isso ninguém consegue sozinho."

    Ontem, representantes da Rede e do PSB fizeram a primeira reunião formal para reproduzir nos Estados a aliança entre Campos e Marina. Para isso, vão listar marineiros que se filiaram tanto ao PSB quanto a outras siglas.

    Colaborou FERNANDA ODILLA, de Brasília

    07/10/2013

    Dois zeros, como a velha mídia, só no golpe

    Filed under: Eduardo Campos,Marina Silva,PSB — Gilmar Crestani @ 8:27 am
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    PSB – Partido Setúbal Bank

    ‘Eles não têm proposta. São dois zeros’, diz Ciro sobre Marina e Campos

    O ex-ministro trocou o PSB do governador de Pernambuco pelo recém-criado PROS

    06 de outubro de 2013 | 15h 28

    Lauriberto Braga – Especial para o Estado

    FORTALEZA – Atual secretário da Saúde do governo de seu irmão Cid Gomes no Ceará, o ex-ministro Ciro Gomes afirmou no sábado, 5, que Marina Silva e Eduardo Campos, agora aliados de PSB na disputa pela Presidência em 2014, são "dois zeros".

    Veja também:
    link Tempo de TV é desafio para nova aliança
    link Marina Silva se filia ao PSB e diz que Eduardo Campos é o candidato

    "Eles não têm proposta para o Brasil. São dois zeros. O Brasil precisa de reflexão. Propostas. O debate que está aí é alienado. Exceto a Dilma (Rousseff), quais dos pré-candidatos têm propostas? O que a Marina entende de economia? O Brasil tem jeito e para cada desafio tem quatro soluções, mas os candidatos não têm essas soluções. Não têm plano", afirmou Ciro, que até a semana passada integrava o PSB do governador de Pernambuco. Agora, ele está filiado ao recém-criado PROS.

    Ciro defende a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Ele é um dos cotados para ajudar na coordenação da campanha da petista no Nordeste.

    Líder do PT na Câmara, o deputado cearense José Nobre Guimarães comentou no Twitter a aliança entre Marina e Campos. "Quem deve estar muito preocupado com essa aliança é o PSDB. Ficou o tempo todo dando corda para a ex-senadora. #Dilma firme e forte", escreveu o petista.

    Na avaliação do partido da presidente, quem mais sai abalado com a aliança entre Marina e Campos é o senador Aécio Neves (PSDB), cujo projeto presidencial com discurso opositor terá uma forte concorrência agora.

    06/10/2013

    Balaio de gatos é o “novo na política”

    Filed under: Eduardo Campos,Heráclito Fortes,Marina Silva,PSB — Gilmar Crestani @ 9:16 am
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    Os nomes que vão combater o “chavismo” já começaram a aparecer. Walter Feldmann(ex-PSDB), notório capacho de Serra e FHC, Bornhausen(ex-DEM) que dispensa apresentações, Heráclito Fortes (ex-DEM), o homem de Dantas na política. Aliás, são “Fortes” os argumentos desta união da Marina com Heráclitores no combate ao chavismo: “Telegrama obtido pelo WikiLeaks aponta que o senador Heráclito Fortes sugeriu que o governo norte-americano estimulasse a produção de armas no Brasil para conter supostas ameaças de Venezuela, Irã e Rússia. Em correspondência assinada pelo então embaixador americano Clifford Sobel”. Assim, Marina Silva e suas ONGs que defendem interesses norte-americanos na Amazônia se soma a outro capacho dos interesses do Tio Sam. Com Marina Silva e Heráclitoris juntos, ficam dispensados os espiões da CIA. Terão tudo em primeira mão e em papel timbrado e assinado, “com subserviência, mister Sam”. Marina se soma ao balaio dos ressentidos movida pelo mesmo ódio das velhas senhoras da Globo.

    "Podemos fazer alianças pontuais. Não precisamos eliminar sonhos. Mas é preciso que fique claro que somos diferentes", afirmou Marina sobre a nova sigla REDE. E depois esta outra: “Não tenho plano B. Meu partido é a Rede ou a Rede”. E há quem afirme que Marina é o novo na política…

    Marina diz que foi vítima de ‘chavismo’

    Em reunião antes de se filiar ao PSB, ex-senadora acusou PT de táticas semelhantes à do líder venezuelano

    Chamada de "plano C", aliança com Campos foi articulada pelo deputado paulista Márcio França (PSB)

    DE BRASÍLIA

    Na longa reunião em que comunicou a seus aliados a disposição de ingressar no PSB, Marina Silva centrou críticas no PT e no governo, dizendo haver risco de instalação no país do estilo político do presidente venezuelano Hugo Chávez, morto em março, acusado por seus críticos de perseguição contra a oposição e a imprensa.

    No encontro ocorrido em sua casa, e que só terminou por volta das 5h de ontem, Marina disse que sua Rede Sustentabilidade foi vítima de "chavismo", pela tentativa de aprovação no Congresso de projeto que sufocava as novas legendas e pelo alto índice de rejeição de assinaturas de apoio ao partido em cartórios como o do ABC Paulista, reduto do PT.

    "O aparelhamento do Estado e das instituições pelo PT é insuportável. O caso da Venezuela é um populismo autoritário com inspiração militarista, aqui esse fenômeno é mais sofisticado", disse o vereador paulistano Ricardo Young (PPS), um dos presentes à reunião.

    Questionada em coletiva de imprensa sobre o uso da expressão, Marina afirmou que "houve um esforço para inviabilizar" o seu partido.

    "Há, no país, uma tentativa, de forma casuística, de eliminar uma força política que legitimamente tem o direito de se constituir como um partido político. Vejo um risco de aviltamento da nossa democracia".

    No encontro com os aliados, Marina disse ainda que o PT comemorava ter "abatido ainda na pista" o "avião" da Rede. Essa reunião foi realizada logo após o encontro em que ela selou o acordo com o governador Eduardo Campos (PSB-PE).

    PLANO C

    "Você inventou isso. Agora, venha para cá urgentemente cuidar disso", avisou, entre tenso e feliz, Campos ao deputado federal Márcio França (PSB-SP) na madrugada da última sexta-feira.

    O paulista foi o idealizador da articulação que culminou na filiação de Marina.

    França travou as negociações com o deputado Walter Feldman, que deixou o PSDB e ontem também se filiou ao PSB, e que é um dos principais operadores de Marina.

    "Acreditávamos que a candidatura do Eduardo só aconteceria mais para frente, e seria necessário sangue frio para esperar. Com a filiação, vai se antecipar muito e ele só ganha com isso", disse França.

    Marina apresentou outra versão para a gênese do acordo, dizendo que ela teve a ideia de procurar Campos na reunião com os aliados logo após a sessão do Tribunal Superior Eleitoral que rejeitou a criação da Rede, na quinta.

    Segundo ela, como todos falavam em plano A (a criação da Rede) e em plano B (sair candidata a presidente por outro partido), ela começou a bolar o "plano C" –"plano Eduardo Campos".

    "Ninguém teria coragem de propor a uma candidata com 26% das intenções de voto que ela desistisse de sua candidatura à Presidência para apoiar um outro candidato. Essa é uma iniciativa que só ela teria a capacidade de colocar na mesa", afirmou o deputado Alfredo Sirkis (RJ), que também ingressou no PSB.

    (RANIER BRAGON, NATUZA NERY e DIMMI AMORA)

    PSB virou clínica de cirurgia plástica política

    Filed under: Heráclito Fortes,PSB — Gilmar Crestani @ 9:13 am
    Tags:

    Ex-estrela do DEM, Heráclito Fortes virou PSB 

    Josias de Souza

    02/10/2013 06:38

    Frequentador da caderneta de políticos que Lula se empenhou para expurgar do Senado na eleição de 2010, o ex-senador Heráclito Fortes abandonou o DEM. Em cerimônia comandada pelo governador Wilson Martins, do Piauí, o arquirrival do PT filiou-se ao PSB. Vai ao palanque presidencial de Eduardo Campos em 2014 como candidato a deputado federal.

    Eduardo estimulou o ingresso de Heráclito no partido. É o segundo inimigo figadal do PT que vira socialista em pleno voo. No final de agosto, tornou-se presidente do PSB de Santa Catarina Paulo Bornhausen (ex-DEM e ex-PSD), filho do ex-senador Jorge Bornhausen, outro velho desafeto de Lula e do PT. Num mundo de fronteiras ideológicas flexíveis, o PSB diversifica suas atividades. Além de partido, tornou-se clínica de cirurgias plásticas.

    05/10/2013

    Marina se bandeou pro PSB

    Filed under: Eduardo Campos,Marina Silva,PSB — Gilmar Crestani @ 10:53 am
    Tags: ,

    A capacidade da gestora Marina Silva foi posta à prova na sua decisão de criar um partido para chamar de seu, a Rede Sustentabilidade. Não conseguiu. A sua coerência, ética ou seja lá o que isso significa, ficou de pé menos de 24 horas. Marina: “Não tenho plano B. Meu partido é a Rede ou a Rede”.  E agora a filiação ao PSB. A tal de fidelidade partidária, identidade ideológica ou coerência de vida depende de quem manipula a fontoche. Quem nasce para marionete só tem futuro de capacho.

    Marina decide se filiar ao PSB para concorrer em 2014

    FÁBIO ZAMBELI
    NATUZA NERY
    RANIER BRAGON
    DE BRASÍLIA

    Ouvir o texto

    A ex-senadora Marina Silva decidiu se filiar ao PSB do governador Eduardo Campos (PE). A decisão foi tomada após conversas iniciadas na noite de ontem e concluídas na manhã deste sábado (5).

    Assim como Marina, Campos é virtual candidato à Presidência da República. Há, entretanto, um desejo do PSB de ter a ex-senadora, que recebeu 19,6 milhões de votos na disputa presidencial de 2010, como vice na chapa do governador.

    A união entre Marina e Campos tem o objetivo de formar uma consistente terceira via na corrida ao Planalto, em contraposição à candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e à postulação do oposicionista Aécio Neves (PSDB).

    Em sua entrevista ontem, Marina já havia dito que sua decisão levaria em conta o desejo de "quebrar" a polarização política existente no país. Desde 1994, PT e PSDB são os principais antagonistas no cenário político nacional.

    Na sexta-feira, enquanto Marina Silva discutia seu futuro com aliados, o primeiro contato de Eduardo Campos foi feito. Em seguida, ele pegou um avião para Brasília para uma conversa pessoalmente.

    A decisão de migrar para o PSB foi tomada após a Rede Sustentabilidade não ter passado no teste das assinaturas, conforme decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na última quinta-feira.

    Depois do naufrágio no TSE, Marina passou a discutir o convite recebido por oito legendas, tendo centrado seu foco no PSB e no PPS devido a dois fatores: serem duas legendas com integrantes e atuação relativamente similar à da Rede Sustentabilidade e terem já estruturas montadas nacionalmente e nos Estados.

    De acordo com a última pesquisa do Datafolha, do início de agosto, Dilma lidera a corrida para 2014, com 35% das intenções de voto. Marina tinha 26%. Aécio (13%) e Campos (8%) vêm logo em seguida.

    Folha de S.Paulo – Poder – Marina decide se filiar ao PSB para concorrer em 2014 – 05/10/2013

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