Ficha Corrida

03/03/2015

Apareceram as vestais PP, PSDB & PS(d)B

PSDB camaroteUma pergunta que não pode deixar de ser feita: se as obras nas refinarias construídas nos governos Lula e Dilma resultaram em propina ao PSDB, a quem se destinavam as propinas nas obras no governo do PSDB? Ao Papa?

De repente, depois de passarem meses vazando contra o governo aparecem os meliantes de sempre. Exatamente os que querem derrubar Dilma. E por que querem derrubar a Dilma? Para fazerem exatamente o que fizeram durante os dois mandatos de FHC! Entregar o que resta do patrimônio nacional. E roubar. Trazem de volta o Engavetador-Geral, já têm o Gilmar Mendes. Se compraram a reeleição, porque não comprarão uma ditadura?! Se na primeira vez elegeram Severino Cavalcanti e na segunda o Severino Cavalcanti II, também conhecido por Eduardo Cunha, por que não ressuscitarão Nicolau dos Santos Neto, o Lalau?!

A filha do FHC retornará ao Senado, com Demóstenes Torres de líder do governo. FHC assumirá outro filho com algum ator da Globo e a Veja escalará Reinaldo Azevedo de porta-voz. Ao invés de distribuírem milhares de assinaturas nas escolas públicas de São Paulo, levarão Veja, Folha, Estadão, Globo e Zero Hora às escolas e universidades de todo o Brasil.

E, por fim, Alberto Youssef, devido ao seu trânsito no Judiciário e sua capacidade contábil, será conduzido ao STF ou ao TCU. As empreiteiras continuarão comprando do exterior, com dinheiro do BNDES, as plataformas P-36. O  Banco do Brasil será entregue, com um novo PROER, ao HSBC.

Trocarão o tucano pelo helipóptero como símbolo partidário. E distribuirão conta gotas aos paulistas para tomarem banho. Um aperitivo do que foram dos dois mandatos de FHC pode ser encontrado aqui: http://www.psdbnuncamais.blogspot.com.br/

PETROLÃO

Doleiro diz que obras em refinaria geraram propina para três partidos

Em depoimentos, Youssef apontou políticos do PP, do PSDB e do PSB como beneficiários

Delator afirmou ter acertado entrega de R$ 10 mi a Eduardo Campos, morto em acidente em 2014

FLÁVIO FERREIRA, ENVIADO A CURITIBA, ESTELITA HASS CARAZZAI, DE CURITIBA

Em depoimentos de delação na Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro Alberto Youssef apontou que propinas em contratos da refinaria Abreu e Lima (Pernambuco) resultaram em repasses a integrantes dos partidos PP, PSDB e PSB.

O doleiro indicou como beneficiários de parte dos subornos o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto em agosto, e o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, que morreu em março passado.

A Procuradoria-Geral da República promete divulgar nesta semana a lista dos políticos envolvidos no caso.

Em um dos depoimentos, Youssef indicou que Nogueira e Fonte receberam entre 2010 e 2011 parte da propina paga pela construtora Queiroz Galvão em um contrato para implantação de tubovias em Abreu e Lima.

Segundo auditoria da Petrobras, em 2010 as construtoras Queiroz Galvão e a Iesa assinaram contrato no valor de cerca de R$ 2,7 bilhões para a implantação de tubovias na refinaria.

De acordo com o delator, o suborno foi negociado ainda antes da assinatura do contrato, em uma reunião da qual participaram um representante da Queiroz Galvão, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o então presidente do PP, José Janene, morto em 2010, o ex-assessor do PP João Genu e Youssef.

No encontro realizado num hotel no Rio de Janeiro, o grupo pressionou a Queiroz Galvão a fechar rapidamente o negócio e ameaçou estimular a criação de uma CPI sobre a estatal, ideia aventada pela oposição à época.

Após a reunião, a empreiteira fechou o contrato e parte da propina foi paga em doações oficiais a candidatos, segundo o delator.

O pagamento do suborno em dinheiro foi coordenado por Fernando Soares, o Baiano, também preso na Lava Jato, segundo o delator. Parte da propina foi destinada a Youssef, que então a repassou a Nogueira e Fonte.

Na negociação, também ficou acertado que, do total da propina, R$ 10 milhões seriam destinados a impedir a realização da CPI da Petrobras, e um dos beneficiários desse dinheiro foi o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, disse Youssef.

O delator também afirmou que Eduardo Campos recebeu entre 2010 e 2011 R$ 10 milhões de propina paga em contrato do consórcio Conest, formado pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, em obras de unidades de Abreu e Lima.

Segundo Youssef, Campos recebeu o repasse para não criar dificuldades nas obras.

A Odebrecht ficou responsável pela propina, no valor de R$ 30 milhões, e o total foi dividido entre Campos, Costa e o PP, disse o doleiro.

O valor destinado a Campos teria sido entregue a um emissário do ex-governador, no Recife.

11/08/2014

Bomba! Petrobrás não sabe escolher advogado!

Filed under: Arapongas,Petrobrás,Pré-Sal — Gilmar Crestani @ 11:06 pm
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Há milhares de piadas envolvendo operadores do Direito. Agora, descobre-se que a piada é o próprio operador. Se foi induzido ou agiu por vontade própria, pouco interessa. Uma empresa como a Petrobrás deveria selecionar melhor uma banca para protegê-la, e não convidar a raposa para defende-la. Com este olhar esbugalhado e topete arrepiado, pode-se ter uma ideia onde o elemento guardou a caneta.

A Polícia Federal deveria ser acionada para fazer uma investigação para saber quem finanCIA o sujeito da caneta. A parceria com a Veja é suficiente para saber que, no mínimo, é mal informado.

Na ditadura, arapongas viravam putas em busca de proteção aos milicos. Na democracia, são ainda mais baratas. BARATAS!

Íntegra da fita serviu para Petrobras achar espião

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Cobrada por ter editado a fita sobre a suposta farsa na CPI da Petrobras, a revista Veja publicou, neste fim de semana, a íntegra das imagens de uma reunião ocorrida da empresa; ao que tudo indica, o dono da caneta espiã é o advogado Bruno Ferreira; é ele quem, nos momentos mais importantes da gravação, tenta induzir seus superiores a indicar a suposta trama denunciada pela revista; perícia contratada pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS) contestou edição das imagens; em entrevista, o ministro Ricardo Berzoini classificou o escândalo como "cortina de fumaça" para encobrir o que chamou de "aécioporto"; internamente, na Petrobras, o caso foi classificado como "molecagem"

11 de Agosto de 2014 às 16:58

247 – A direção da Petrobras já tem praticamente a convicção formada sobre quem utilizou uma caneta espiã para filmar uma reunião interna da empresa e repassar as imagens, em tom de escândalo, para a revista Veja. Trata-se, ao que tudo indica, do advogado Bruno Ferreira.

As provas foram fornecidas pela própria revista Veja, que, nesta semana, decidiu publicar a íntegra da fita. Veja se viu forçada a publicar as imagens completas depois que uma reportagem do 247 contestou a sua edição parcial. Uma perícia realizada por um dos principais institutos do Mato Grosso do Sul, a pedido do senador Delcídio Amaral (PT-MS), demonstrava inconsistência nos diálogos divulgados pela revista (leia mais aqui).

Nas imagens, o advogado Bruno Ferreira, em diversas ocasiões, tenta induzir seu superior, o chefe do jurídico da Petrobras, José Eduardo Barrocas, a confirmar algum tipo de armação. É ele, por exemplo, quem tenta, em vários trechos, demonstrar alguma proteção ao ex-diretor Nestor Cerveró.

Assista aqui a íntegra da reunião e confira também aqui as imagens antes divulgadas pela revista.

Na edição da semana passada, os trechos em que Bruno Ferreira tenta induzir respostas foram suprimidos, o que parece ter sido uma tentativa da publicação de proteger sua fonte.

Nesta semana, a revista volta a falar em “farsa”, mas a tese não é corroborada pelas imagens, nem pelos áudios. A denúncia, classificada pelo jornalista Janio de Freitas como "escândalo da banalidade", tende a cair no vazio. Segundo o ministro Ricardo Berzoini, foi publicada apenas para criar uma "cortina de fumaça" destinada a encobrir o que chamou de "aécioporto".

Internamente, na Petrobras, o caso foi classificado como "molecagem".

Íntegra da fita serviu para Petrobras achar espião | Brasil 24/7

12/04/2014

O “problema” Pasadena se chama ódio à Petrobras

Filed under: Guerra do Petróleo,Pasadena,Plataforma P-36,Pré-Sal,Reuters — Gilmar Crestani @ 11:47 am
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Petrobras lucrou

Exclua quem sempre é contra o Brasil, e só fala nos nossos problemas, mas está sempre disposto a elogiar os EUA e aí terás descoberto o verdadeiro problema de Pasadena. A constatação é tão simples que bastaria comparar o que escreveram a respeito do afundamento da Plataforma P-36, que está no fundo do mar enquanto aquela está dando lucro, para conhecer o caráter de tudo o que está por trás do ódio à Petrobras: o Pré-sal!

Reuters: Pasadena foi ótimo negócio

12 de abril de 2014 | 03:13 Autor: Miguel do Rosário

Refinaria Pasadena

Uma matéria da Reuters, assinada por Jeb Blount, com base em opiniões de especialistas em petróleo de Nova York, Chicago e São Paulo, corrobora nossa argumentação, de que a compra da refinaria de Pasadena foi um ótimo negócio.

Diz o repórter:  ”a refinaria de Pasadena pode ter sido o melhor negócio com refinaria que a empresa já fez em três décadas”.

Logo em seguida, o repórter explica que, na verdade, a Petrobrás não pagou um preço excessivo.

A matéria não é “chapa branca”. É feita por um repórter americano ou inglês com gana de falar mal da Petrobrás. Só que, após entrevistar especialistas em pelo menos três praças comerciais importantes, ele conclui que a Petrobrás pode ter mil outros problemas, mas não é Pasadena.

O foco da matéria é falar mal da refinaria Abreu Lima, que a Petrobrás está construindo em Pernambuco, comparando seus custos com a de outras refinarias no mundo. Só que o repórter mesmo admite que é difícil comparar refinarias. Uma coisa é construir uma refinaria numa área já dotada de logística e infra-estrutura. Outra é montar uma no meio do nada.

O repórter observa, além disso, que investigações sobre Abreu Lima podem trazer mais prejuízos a Eduardo Campos, candidato de oposição, do que a Dilma Rousseff.

Blount também observa que o preço de US$ 1,2 bilhão pago por Pasadena superestima o valor da refinaria porque inclui quase US$ 600 milhões em ativos não ligados à refinaria, como estoques, custos bancários e o braço comercial da Astra.

O preço pago pela Petrobrás pela refinaria em si, segundo a matéria, com base na avaliação de uma firma de Chicago, a Good and Margolin, foi US$ 486 milhões.

Entretanto, mesmo considerando os US$ 1,2 bilhão, trata-se de um valor que Pasadena poderá pagar em apenas cinco anos de operação, estima o jornalista, em virtude do fantástico momento vivido pelas refinarias norte-americanas, principalmente as situadas no Texas.

O novo boom de produção de petróleo de xisto nos EUA reduziu os custos da matéria-prima, e ao mesmo tempo o preço dos derivados está alto, por causa da recuperação econômica do país, de maneira que as margens de lucro das refinarias nunca foram tão altas.

Espero que os deputados e senadores que cometem o equívoco de não ler o Cafezinho, ou se lêem, de não acreditarem no que escrevo, apesar de trazer sempre a fonte, ao menos leiam a Reuters.

*

Trechos da matéria

ANÁLISE-Brasil investiga Pasadena, mas Refinaria do Nordeste é problema maior

sexta-feira, 11 de abril de 2014 13:52 BRT Imprimir [-] Texto [+]

Por Jeb Blount, Reuters Brasil

SÃO PAULO, 11 Abr (Reuters) – A compra de uma refinaria nos Estados Unidos pela Petrobras por 1,2 bilhão de dólares virou tema de campanha eleitoral, com a oposição afirmando que a estatal pagou 20 vezes mais que o valor justo pela unidade no Texas e que Dilma Rousseff errou ao aprovar o negócio quando era presidente do Conselho da empresa em 2006.

A investigação, porém, está provavelmente mirando na refinaria errada: mesmo que a Petrobras tenha pago caro, a refinaria de Pasadena, com capacidade para processar 100 mil barris por dia, pode ter sido o melhor negócio em refino que a petroleira já fez em pelo menos três décadas.

(…) A Petrobras não quis comentar sobre Pasadena, pois está conduzindo sua própria investigação, mas José Sergio Gabrielli, que era presidente da Petrobras na época da aquisição, disse nesta semana que a compra de Pasadena foi “um grande investimento”.

(…) Para efeito de comparação, a saudita Aramco e a francesa Total construíram em Jubail (Arábia Saudita) uma refinaria para 400 mil barris diários por 10 bilhões de dólares, ou 25 mil dólares por barril –menos de um terço do custo da Rnest (refinaria do Nordeste, a Abreu Lima).

A chinesa Sinopec planeja concluir no ano que vem em Guangdong uma refinaria para 200 mil barris diários ao preço de 9 bilhões de dólares (45 mil dólares por barril), quase metade do custo da refinaria no Nordeste.

Em Port Arthur (Texas), a Aramco e a anglo-holandesa Royal Dutch Shell gastaram 10 bilhões de dólares por uma refinaria para 350 mil barris/dia, o que também equivale a um terço do valor em Pernambuco.

Em nível mundial, refinarias novas para o processamento de petróleo pesado estão custando “no máximo” 38 a 45 mil dólares por barril, segundo um consultor de refino dos EUA que trabalhou em refinarias da América do Norte, Oriente Médio, América Latina e Ásia.

(…) As refinarias na costa norte-americana do Golfo do México, onde fica Pasadena, geralmente lucram cerca de 10 dólares por barril refinado, segundo Margolin, da Cowan and Company, e Alen Good, analista de ações de empresas de petróleo e refino na Morningstar, em Chicago.

(…) Com base no desembolso de 1,2 bilhão de dólares, a Petrobras provavelmente conseguiria reaver o investimento de Pasadena em cinco anos, segundo Good.

Isso pode se dever mais à sorte do que a um investimento inteligente. Quando a compra foi aprovada, em 2006, a Petrobras estava procurando formas de refinar seu petróleo nos EUA, pois havia a expectativa de que esse país passaria a comprar mais petróleo bruto do Brasil.

Desde então, o boom do petróleo de xisto nos EUA aumentou a demanda pelo refino de petróleo, tornando mais valiosas as refinarias na costa do Golfo.

A cifra de 1,2 bilhão de dólares também pode representar um valor superestimado em relação ao verdadeiro custo de Pasadena, já que o total incluía 595 milhões de dólares em outros itens, como uma parte do estoque de petróleo da empresa Astra já presente na unidade, além de multas e taxas legais. Good e Margolin disseram que esses custos deveriam ser excluídos da avaliação da refinaria.

Quando isso é feito, chega-se ao valor de 486 milhões de dólares pela refinaria propriamente dita, ou 4.860 dólares por barril –valor que pode ser recuperado em um ano de operação a plena capacidade. Ainda para efeito de comparação, 18 vezes menos que a Rnest.

“Faz pouco sentido se comover com Pasadena quando você considera o que a Petrobras está pagando mais pela capacidade de refino no Brasil”, disse Good. “Com esses preços, faz mais sentido para a Petrobras comprar refinarias nos EUA do que construí-las no Brasil.”

Gabrielli também questionou a cifra de 1,2 bilhão de dólares, alegando que na verdade a refinaria texana custou menos de 500 milhões de dólares.

GASOLINA POLÍTICA

Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora, de São Paulo, disse que os investigadores deveriam se voltar muito mais para a Rnest do que para Pasadena.

“Todas as refinarias da Petrobras são, de alguma forma, fora da norma, e tenho poucas dúvidas de que, se uma CPI for realmente instalada, isso vai aparecer muito claramente”, disse ele. “Houve uma séria má gestão.”

A refinaria Rnest surgiu de um acordo entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, da Venezuela.

A ideia inicial era que a unidade recebesse 60 por cento do petróleo do Brasil e 40 por cento da Venezuela, numa demonstração de amizade internacional e como forma de impulsionar a indústria regional.

Mas para lidar com petróleo venezuelano, que é mais pesado e com poluentes tóxicos do que o produto brasileiro, a Petrobras precisava de duas linhas de refino separadas, e por isso foi preciso acrescentar instalações adicionais.

Funcionários do governo já alertaram aos críticos de Pasadena que uma investigação mais ampla poderá respingar sobre eles próprios. Pernambuco, afinal, é um Estado que já foi governado por Eduardo Campos, ex-aliado e hoje rival eleitoral de Dilma. (…)

Reuters: Pasadena foi ótimo negócio | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

29/03/2014

Entenda porque Astra é nome carro ultrapassado e Petrobrás é o futuro agora

petrobras lucroNão se sabe exatamente quais foram os argumentos da A$tra, embora se saiba que os que odeiam a Petrobrás farão de tudo para transforma-la em Petrobrax, o que se sabe é que a ASTRA é belga e a  Petrobrás é a 13ª empresa petrolífera mundial. Atrás, por exemplo, da GAZPROM russa e pivô da disputa norte-americana na Ucrânia.

É moda no jornalismo tupiniquim usar adversários para subir. Basta ver a quantidade colonistas de pena de aluguel que escreveram livros sobre Lula para ver se faturavam algum patrocinador do tipo Itaú ou Boilesen. A torcida contra a Petrobrás guarda a exata dimensão do interesse em tomar o seu lugar e, por extensão, o seu pré-sal, exatamente como fizeram no Iraque, Líbia, Síria, Ucrânia e tentam fazer na Venezuela. Alguém acha, de sã consciência, que se a Petrobrás fosse um empresa de fundo de quintal, teria tantos interessados em destruí-la?

Para quem não consegue acolherar duas palavras mas engole sem mastigar o que os grupos mafiomidiáticos publicam, deveriam ler um pouco sobre a ENI e sue fundador, o italiano Enrico Mattei. O que o verbete da Wikipédia não diz é que a morte foi provocada por desastre aéreo que envolveu a máfia e as sete irmãs

Será que existe alguém que acredita, além dos beócios assinantes da Veja, que as arapongagens da CIA/NSA no Brasil eram apenas passatempo de criança?

Para belgas, Petrobras fez extravagância em Pasadena

Sócios na refinaria de Pasadena se referiam de forma pejorativa à estatal

Documentos mostram que diretores da Petrobras achavam que colegas da Astra tinham ‘visão de curto prazo’

ISABEL FLECKENVIADA ESPECIAL A PASADENARAQUEL LANDIMDAVID FRIEDLANDERDE SÃO PAULO

Os executivos da Petrobras faziam muita "besteira", eram "extravagantes" nos gastos e qualquer decisão levava "10 vezes mais tempo que o necessário". Era assim que os belgas da Astra se referiam aos seus sócios brasileiros na refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).

Os comentários pejorativos de Mike Winget, presidente da Astra, e seu diretor de operações, Terry Hammer, aparecem numa troca de e-mails com outras cinco pessoas da equipe, datada de 2 de novembro de 2007 e obtida pela Folha na Justiça do Texas.

Os diretores da Petrobras também não estavam nem um pouco satisfeitos com os colegas da Astra. Achavam que os belgas tinham "visão de curto prazo", demoravam a "reagir" aos problemas, e pensavam muito diferente da Petrobras, conforme documentos internos da empresa também dessa época.

Na ocasião, as duas companhias discutiam o próximo passo de um negócio que começou no ano anterior, quando a Petrobras comprou da Astra 50% da refinaria texana.

Essa operação é hoje uma das principais dores de cabeça da estatal, que acabou pagando US$ 1,18 bilhão por uma refinaria que anos antes os belgas tinham comprado por US$ 42 milhões.

O próximo passo era decidir se a Petrobras compraria a outra metade de Pasadena, obrigação prevista no contrato se os sócios brigassem. Os desentendimentos começaram logo depois da associação, quando a Petrobras passou a defender investimentos de até US$ 3 bilhões para duplicar a refinaria.

Os belgas não concordaram e depois de um ano de sociedade já discutiam como sair do negócio. Nos e-mails, trocados enquanto negociavam a venda dos outros 50% para a Petrobras, é perceptível que os executivos da Astra duvidavam que a estatal realmente toparia o negócio.

"Vamos presumir o pior cenário. Teremos que continuar com a sociedade e continuar nessa bagunça por mais um ano", disse Winget. "Precisamos nos preparar para uma guerra suja".

O presidente da Astra disse que "não ficaria surpreso se a Petrobras já tiver se dado conta que a refinaria não vale os US$ 650 milhões que eles sinalizaram".

Pre-sal (2)SURPRESA

Um mês depois, Nestor Cerveró, diretor internacional da Petrobras, surpreendeu a direção da Astra com uma oferta ainda maior: US$ 700 milhões. Cerveró, que estava na BR Distribuidora, foi afastado do cargo depois que o caso de Pasadena voltou à tona.

Nas mensagens entre os belgas, fica implícito que ele era um interlocutor frequente, com quem a Astra "media o pulso" da situação. "Eles provavelmente estão sentindo o terreno… Vamos saber mais depois que o Nestor responder", disse Winget.

Com a proposta de Cerveró na mesa, os belgas acreditaram que tinham um acordo. Eles se afastaram do dia a dia e a Petrobras começou a fazer os investimentos que queria. Gastou US$ 200 milhões nas obras e a refinaria de Pasadena tomou um empréstimo de US$ 500 milhões com o banco BNP Paribas.

No começo de 2008, Cerveró encaminhou o negócio com os belgas para o conselho de administração da Petrobras. Quando ficou ciente de todos os detalhes, Dilma, que presidia o conselho, se recusou a fechar a compra.

A Petrobras, então, passou a exigir que a Astra injetasse dinheiro na refinaria e avalizasse mais um empréstimo. A briga foi parar na Justiça. Como o acordo original beneficiava os belgas, a estatal perdeu e foi forçada a fazer um dos negócios mais estranhos da sua história.

Colaborou SAMANTHA LIMA, do Rio

03/04/2013

A Petrobrás é nossa

Filed under: Petrobrás — Gilmar Crestani @ 8:15 am
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E quem não goste, que abasteça na Latina e pergunte onde fica a refinadora… Não precisa esperar pela PETROBRAX, abasteça na ex-Ipiranga, gaúcha, agora Texaco, e aproveite para pergunta quem extrai do petróleo a gasolina que ela vende…

JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI DE AZEVEDO

TENDÊNCIAS/DEBATES

Pré-sal, Petrobras e o futuro do Brasil

Dizem que a Petrobras não terá condições de ser operadora única no pré-sal. É um claro sinal de miopia e defesa do interesse de poucos

Muito mais rápido do que outras experiências internacionais, o desenvolvimento da produção do pré-sal é a prova da pujança, capacidade operacional, experiência e liderança da Petrobras. Sete anos após a descoberta, já são extraídos mais de 300 mil barris/dia e ela terá sete novas unidades de produção ainda em 2013.

Até 2020, apenas nas áreas já concedidas e da cessão onerosa, serão 2,1 milhões de barris/dia -marca que já supera toda a produção nacional atual.

Só para comparar, para alcançar a marca dos 300 mil barris/dia, foram necessários 17 anos na porção americana do golfo do México e nove anos no mar do Norte.

Os números superlativos do pré-sal só foram possíveis graças à experiência acumulada pela Petrobras na bacia de Campos, pelo extensivo conhecimento geológico das nossas bacias sedimentares e pela sua capacidade de utilizar as mais avançadas soluções tecnológicas em situações tão difíceis como no pré-sal.

O desafio agora é desenvolver mais eficientemente a capacidade de produção, apropriar-se socialmente de seus benefícios, minimizar os impactos negativos e gerar fluxos que permitam criar mais empregos e estimular outras áreas da economia.

O investimento na cadeia produtiva de serviços, materiais e equipamentos de petróleo e derivados é parte fundamental para a expansão. Aí também o tamanho da Petrobras é fator decisivo.

Hoje praticamente tudo é desenvolvido no Brasil -reafirmando a indústria nacional- e não existe mais limites de tecnologia. A empresa está pronta e atuando na plenitude do que uma petrolífera pode fazer, sempre priorizando o Brasil: 98% dos investimentos e 95% da produção da companhia estão no país.

Somente a Petrobras pode apresentar um plano com a instalação de 38 plataformas de 2013 a 2020 e US$ 107 bilhões em desenvolvimento da produção. Só ela tem 69 sondas flutuantes de perfuração em operação para a construção e manutenção de seus poços.

Somente a Petrobras tem ainda força de trabalho treinada e capaz de dar respostas rápidas aos desafios do pré-sal. A empresa construiu nos últimos dez anos parcerias com mais de 120 universidades e centros de pesquisa no Brasil. Sem alta tecnologia -e uma rede com milhares de especialistas espalhada por todo o país-, não seria possível produzir com tamanha eficiência.

O novo marco regulatório também dá à Petrobras um papel estratégico fundamental: será a operadora única, investindo um mínimo de 30% dos novos campos do pré-sal e ficando responsável pela formulação dos projetos, gestão de implantação, operação dos empreendimentos e proposta de soluções técnicas.

Investimentos, conhecimento e capacidade produtiva que se traduzem em resultados financeiros para seus acionistas nos últimos dez anos. O valor de mercado da companhia, mesmo depois da crise global de 2008 e a queda do preço internacional do barril de petróleo, é hoje mais de dez vezes maior se comparado com 2003.

O marco regulatório também foi sábio na utilização das parcelas de lucro-óleo que o governo receberá com o modelo de partilha. Os recursos serão alocados em um fundo social que investirá em projetos nas áreas de educação, cultura, ciência e tecnologia e ambiente.

As novas regras foram aprovadas pelo Congresso depois de um amplo debate na sociedade. Foi objeto de grande resistência por parte daqueles que se beneficiavam do modelo das concessões. Agora esses interesses se reaglutinam e formam a base do ataque atual à empresa.

Dizem que a Petrobras não terá condições de ser operadora única no pré-sal. Querem desacreditar a liderança da companhia em conduzir o desenvolvimento da produção e fazem um feroz ataque político à companhia e à sua gestão nos últimos dez anos.

É um claro sinal de miopia e defesa do interesse de poucos. Além de negar a realidade, em uma falsa transmutação de uma empresa pujante em uma empresa em crise, colocam em segundo plano o potencial que os 30 bilhões de barris descobertos até aqui representam para nossa sociedade: a capacidade de ajudar na melhoria da vida do brasileiro, o que tanto incomoda a oposição e a coloca em alerta com a proximidade das eleições de 2014.

JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI DE AZEVEDO, 63, ex-presidente da Petrobras (2005-2012), é secretário de Planejamento da Bahia

16/08/2011

Que pena, lucro que poderia ser … dos EUA…

Filed under: Petrobrás — Gilmar Crestani @ 9:08 am
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Caso os tucanos tivessem tido êxito na venda, o lucro da Petrobrás poderia estar salvando a economia do Tio Sam. Infelizmente, o lucro continuar no Brasil…

15/08/2011-18h38

Petrobras lucra R$ 21,92 bilhões no semestre, alta de 37%

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CIRILO JUNIOR
LEILA COIMBRA
DO RIO

Atualizado às 18h58.

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 21,928 bilhões no primeiro semestre deste ano, alta de 37% frente ao observado entre janeiro e junho de 2010. O resultado é recorde para o período.

No segundo trimestre, a estatal lucrou R$ 10,942 bilhões, incremento de cerca de 32% em relação ao verificado em igual período no ano passado. No primeiro trimestre deste ano, o lucro ficou em US$ 10,985 bilhões.

O resultado foi influenciado pela combinação do aumento no volume de combustíveis vendidos no mercado interno e pela elevação de 44% da cotação média do barril de petróleo tipo brent.

Outro fator que impactou o resultado foi a valorização cambial de 6,3% no primeiro semestre, que possibilitou que a Petrobras obtivesse ganhos financeiros devido ao endivindamento atrelado ao dólar, além de aumento das receitas com aplicações financeiras.

A receita líquida atingiu R$ 116,2 bilhões no segundo trimestre, um acréscimo de 12% na comparação com igual período de 2010. O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 32,2 bilhões, 4% acima do apurado de abril a junho do ano passado.

A produção total da companhia foi de 2,613 milhões de boe (barris de óleo equivalente), apresentando queda de 1% sobre o primeiro trimestre e alta de 2% sobre o mesmo período do ano passado. Segunda a companhia, a queda em relação ao início do ano é explicada por paradas para a manutenção de plataformas no Brasil.

Os investimentos da Petrobras nos seis primeiros meses de 2011 totalizaram R$ 32 bilhões, redução de 16% em relação ao primeiro semestre de 2010.

A Petrobras atribui isso à conclusão de grandes projetos no ano passado e à apreciação do real frente ao dólar. Segunda a companhia, 40% dos investimentos são em dólar, portanto, gastam-se menos reais para um determinado valor em dólar.

Folha.com – Mercado – Petrobras lucra R$ 21,92 bilhões no semestre, alta de 37% – 15/08/2011

20/03/2011

Petrobrax

Filed under: Isto é PSDB!,Tio Sam — Gilmar Crestani @ 10:44 pm
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Petrobrax

30/10/2010

A imagem destas eleições

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 8:21 pm
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Diz-se que uma imagem vale por mil palavras. Pronto, eis a imagem. Agora tente explicar a diferença. Podes até usar mais de mil palavras.

Brazil-x-BRASIL_01

 

Sobre este assunto, já publiquei extensa pesquisa aqui neste blog, leia AQUI!

20/03/2010

Petrobras versus Petrobrax

Filed under: Cultura,PIG — Gilmar Crestani @ 5:47 am
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petrobras-x-petrobrax, você decide!

petrobras-x-petrobrax, você decide!

Quem estiver interessado em saber o porquê dos ataques das grandes corporações mediáticas brasileira e seus representes políticos deverá estudar a biografia de alguns personagens internacionais. Em destaque estão Mosaddeq, do Irã;Nasser, no Egito; Mattei, da Itália; Pérez Alfonzo, da Venezuela e Abdullah al-Tariki, da Arábia Saudita.

A cobiça pelo petróleo é tanta que durante a Segunda Guerra Hitler abriu várias frentes em sua busca no cáucaso. A Batalha de Estalingrado deu-se com este objetivo. E foi o início da desgraça de Hitler. Os Aliados, só foram contar com a participação dos EUA depois que Hitler perdeu Estalingrado. E ainda assim chegaram atrasados em Berlim. Aliás, os Russos só chegaram antes que os Aliados em Berlim porque estes estavam muito mais ocupados em destruir todas as refinadoras de petróleo francesas do que em combaterem o nazismo. No livro Berlim 1945: A Queda, o historiador inglês, Antony Beevor, relata o medo atávido que os nazistas tinham dos russos. Quando viram que seriam derrotados foram logo correndo se jogarem nos braços dos americanos, e assim a CIA os recrutou os principais criminosos nazistas e os espalhou pela América do Sul. Quem duvida poderá conferir no documentário Inimigo de meu Inimigo, de Kevin Macdonald

Mohammed Mosaddeq

Mohammed Mosaddeq, o incorruptível, foi Primeiro Ministro do Irã, sendo o responsável pela nacionalização da exploração do petróleo, e só saiu derrubado com a ajuda da CIA. No seu lugar foi instalado um governo títere dos EUA. A 15 de Agosto de 1953, instigado pela CIA, o xá Mohammad Reza Pahlavi demitiu Mosaddeq. Mosaddeq permaneceu no seu cargo até ao dia 19 de Agosto, quando um golpe de estado instalou o general Fazlollah Zahedi como novo primeiro-ministro. Pahlavi só foi deposto com Revolução Iraniana de 1979, que provocou a fuga do xá a instalação do Aiatolá Ruhollah Khomeini como chefe máximo do país.  Em 1979, o Irã deixa para trás o regime imperial e proclama a República Islâmica do Irã. No regime odiado pelos EUA, a participação feminina no parlamento passa de 0%, na época do despótico xá, para 4,1%. No Brasil havia (8,8%), EUA (16,3%) e Inglaterra (19,7%). O perigoso Khomeini levou os EUA, em 1980, a se associarem ao anjo Saddam Hussein e deflagrarem a Guerra Irã-Iraque. Em 1941 – em plena Segunda guerra mundial – o xá se inclinava para o regime nazista. Ante esta situação, tropas britânicas e soviéticas invadem o país, para não perder a principal fonte de abastecimento de petróleo. Reza Pahlevi se exila na ilha Maurício e abdica em favor de seu filho
Mohamed Reza Pahlevi
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O hoje perigoso Irã, como nos querem fazer crer os agentes do PIG financiados pela CIA, nunca deflagrou guerra contra outros países. Sempre usou de seus recursos militares exclusivamente para sua defesa contra Russos, Ingleses, Americanos & Iraquianos.

Gamal Abdel Nasser

Derrubou, 1952, a monarquia egípcia de Faruk I e implantou uma República. Em questão, o controle da própria produção de petróleo. Foi considerado um modelo para os presidentes do Terceiro Mundo. Dizem que o presidente brasileiro Jânio Quadros governava com uma foto do líder egípcio em seu gabinete. Foi o responsável pela nacionalização do Canal de Suez, que era explorado por ingleses e franceses. Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul há um bairro chamado Nasser.

Enrico Mattei

Após a Segunda Guerra, como Ministro da Energia, transformou a Azienda Generale Italiana Petroli Agip em Ente Nacionale Idrocarburi (ENI). Sob sua batuta teve início uma nova relação, mais justa, com os países produtores de petróleo. Propôs acordos muita mais vantajosos com os países do Oriente Médio  e com a antiga União Soviética, ajudando a quebrar o oligopólio do petróleo das “Sete Irmãs. Foi dele a iniciativa segundo a qual o país das reservas exploradas receberia 75% dos lucros. Lembremos que no início a companhia Inglesa expulsa do Irã pagava 15%!! A luta de Enrico de Mattei rendeu a auto-sustentabilidades energética à Itália, mas cobrou seu preço. Um acordo entre a Máfia e a CIA explodiu o avião em que viajava em 1962. É o caso emblemático, sempre citado, dos que se opõem aos interesses das empresas petrolíferas americanas. Troque máfia por PIG e entenderás o consórcio que hoje luta pela entrega do Pré-Sal aos americanos.

 

Juan Pablo Pérez Alfonzo
Político democrático da Venezuela, Pérez Alfonzo foi Ministro de Minas e Hidrocarburetos (Petróleo) durante o qual implementou a polícia de petróleo do  "Fifty’Fifty". Por esta, a participação do lucros do Estado nos ganhos das petrolíferas não poderia ser inferior a 50%. Entabulou boas relações com os demais países produtores de petróleo com os quais criou a OPEP para defender os interesses dos países produtores frente às grandes companhias de petróleo. Por sua persistência e métodos para conseguir defender os interesses de seu país foi apelidado pela CIA de Senhor Guerrilheiro. Deixou a OPEP quando esta virou um simples cartel na mão das grandes companhias.

 

Abdullah al-Tariki
Foi o primeiro Ministro do Petrólio da Arábia Saude que, junto com Pérez Alfonzo, criou a OPEP, para defender os países produtores. Depois ajudou, com incentivo da CIA, a transformar a OPEP em boneco de ventríloquo das grandes companhias de petróleo.

OPEP

No 1º Congresso Árabe, 1960, ao qual Alfonzo se convidou, já que não era árabe, realizado no Egito, Tariki e Alfonzo promoveram reuniões secretas. As reuniões ocorriam no Resort Maadi e ficou conhecido como Pacto de Maadi. Os encontros secretos deveram-se em virtude de que a CIA e as companhias petrolíferas patrulhavam e davam "consultoria gratuita" a membros árabes dome$sticáveis. Os países signatários do pacto visavam proteger os países produtores frente às companhias petrolíferas, já que o preço do petróleo baixava, mas o preço dos combustíveis vendidos pelas companhias, não. A formulação da OPEP acabou acontecendo em Bagdá, no Iraque.

Como nos dias de hoje, os jornais que defendiam os interesses americanos não levaram a séria a criação dos países produtores, profetizando um mês de vida para a OPEP. O jornal Washington Post não se pejou em afirmar que se tratava de um encontro de um  briguento conglomerado de emirados, de jóqueis de camelo e de república de bananas. Mudaram os tempos e os países, mas a imprensa continua sempre golpista e favor dos donos do capital. E a opinião pública que se lixe!

Os dois principais mentores da OPEP, Tariki e Alonzo não duraram. No lugar deles foram colocados "pe$$oas de bem", com facilidade para o diálogo com as empresas americanas.

Na história da OPEP tem-se ainda de levar em conta o papel da Argélia e da Líbia. A Argélia, com o Acordo de Evian  estava se desvencilhando da França, que detinha 90% do petróleo encontrado no Saara. Com a liberdade garantida, a Argélia deu um passo a frente e impôs uma desapropriação de 51% do capital para poder controlar o que era dela. Já na Líbia, como declarou um assessor de Nixon, o regime do Rei Idris era
confiável pois era corrupto. Mas aí Kadafi (Muammar al-Gaddafi) em 1969 acabou com a festa do Rei. Declarou ilegais as bebidas alcoólicas e os jogos de azar, exigiu e obteve a retirada americana e inglesa de bases militares, expulsou as comunidades judaicas e aumentou decididamente a participação das mulheres na sociedade. Recentemente, a partir de 2006, pa$$ou a se entro$sar melhor com os EUA, de modo que ninguém mais condena seu governo, nem mesmo os já quarenta anos de mandato. Ninguém mais ousa chamá-lo de ditador. Como dizem os colonistas títeres da CIA, ditador é só Fidel, Kadafi já foi dome$ticado, é só um amigo confiável. Mui inte$$ante!

 

José Bento Renato Monteiro Lobato

O homem que desencadeou a luta pela exploração do petróleo no Brasil também foi perseguido por suas idéias. Preso várias vezes, nunca deixou de lutar por suas convicções, principalmente no que diz respeito à possibilidade de o Brasil ser um auto-suficiente produtor de petróleo. Sua luta ficou registrada em livros e na memória do povo brasileiro, mas principalmente porque suas professias se concretizaram e da forma mais bonita possível. Tanto é que, por ironia da história, o primeiro poço de petróleo encontrado no Brasil foi em Lobato, Salvador.

Curiosamente, um dos livros de Lobato, O Presidente Negro, profetiza o surgimento da internet para 2228 (- Ainda havia jornais neste tempo? – Sim, mas jornais nada relembrativos dos dias de hoje. Eram radiados e impressos em caracteres luminosos num quadro mural existente em todas casas.), de teletrabalho ("em vez de ir todos os dias o empregado para o escritorio e voltar pendurado num bonde que desliza sobre barulhentas rodas de aço, fará ele o seu serviço em casa e o radiará para o escritorio. Em suma: trabalhar-se-á à distancia".) , e da escolha de Obama, negro, para presidente dos EUA.

Hugo Chávez

As hostilidades da Casa Branca com Hugo Chávez se inserem neste contexto do Petróleo. Como o Rei Idris da Líbia, os EUA sempre tinham muitas facilidades de conver$ar com os mandatários venezuelanos. A partir do momento que Hugo Chávez passou a defender os interesses venezuelanos, os as empresas jornalísticas e os seus colonistas amestrados por todos os cantos, que os há e aos montes, passaram a chamá-lo de ditador. Para democratizar a Venezuela a CIA, junto com a RCTV, de Gustavo Cisneros patrocinou um golpe de estado. Pôs Pedro Carmona para ensinar democracia aos venezuelanos. Durou apenas dois dias mas foi o suficiente para fechar o Congresso Nacional e a Suprema Corte daquele país. O sucesso foi
tanto que o Instituto Millenium pediu sua consultoria. Cisneros foi o convidado de honra dos "falsos democratas" do PIG.

Bras ou Brax?

No Brasil, temos dois personagens, um de cada lado da trincheira. Monteiro Lobato e sua luta "O Petróleo é Nosso" e Fernando Henrique Cardoso, com a tentativa de entregar a Petrobras aos EUA, na vã tentativa de ser aclamado Secretário Geral da ONU. O primeiro passo do PSDB foi retirar da companhia brasileira o monopólio da exploração para entregar de mão beijada aos americanos. Isto é, aquilo que a Petrobrás havia descoberto por seus méritos e serviços, foi entregue como um mimo, um panetone de final de ano, às grandes petrolíferas.

Na continuidade, buscou exterminar de vez a companhia, dando um novo nome, Petrobrax, mais palatável internacionalmente. Com a mudança do nome da companhia garantiria de vez a dissociação com o nome Brasil, esse país caipira, indigno de ter uma companhia de exploração do petróleo.

Como no Primeiro Congresso Árabe do Egito, a descoberta do Pré-Sal fez com Álvaro Dias obtivesse seu brinde à la Milton Friedman ("Não há almoço grátis!"). Uma empresa americana de Houston, Texas, se prontificou em dar "consultoria gratuita" ao PSDB. Álvaro Dias (PSDB/PR) declarou que Foi a única empresa até agora que topou nos ajudar porque não é daqui e deve trabalhar para as concorrentes da Petrobrás. Na próxima semana devemos ter muito mais munição”.

 

Não se deixe enganar. Quem só sabe vender o que outros conseguiram nunca passará de camelô. Estadista é aquele que constrói, jamais aquele destrói, vende ou doa.

Alguém poderia me informar o endereço das refinarias da Shell, Texaco, Esso, Ipiranga no Brasil? Uminha só?

Download História do Petróleo, documentário da History  Channel.

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