Ficha Corrida

18/11/2015

Golpe paraguaio cruzou a Ponte da Amizade e se fixou no Paraná

PMDBO golpe paraguaio não é contra Dilma. Nem contra Lula, é contra o Brasil. Não foi por acaso que a NSA, conforme denúncias do Edward Snowden, grampeou Dilma e a Petrobrás. Também não é mera coincidência que a entrega da Petrobrás pelos golpistas tenha sido acordada em convescote em Foz do Iguaçu. Foi lá que FHC prometeu entregar a Petrobrás à Chevron. José Serra, quando apresentou seu projeto no Senado, cumpriu com o acordado. Todos os passos para transformar a Petrobrás numa Vale do Rio Doce e ser entregue de bandeja sem sendo dados de forma muito bem arquitetada. Inclusive a mudança de nome para Petrobrax.

O golpe paraguaio consiste em passar um verniz legal na capa do golpe. Primeiro buscam denegrir a imagem da empresa, depois caçam todo aquele que sair a público para defende-la, por último se aliam à CIA e grupos mafiomidiáticos para criar no público ódio à empresa e a quem luta por ela. Se observarmos bem, todos os conflitos no Oriente Médio só existem em função do petróleo. Na América Latina os problemas internos são frutos de influência externa também devido ao petróleo. O que tem em comum os seguintes países: Líbia, Egito, Síria, Iraque, Ucrânia, Venezuela e Brasil? Petróleo.

Na história da humanidade, pelo menos desde os registros bíblicos e as lutas entre medos e persas, sempre há quinta coluna que, por trinta dinheiros, se voltam contra o próprio país. Tanto Xerxes como Dario contaram com mercenários gregos. Atenienses e espartanos venais se juntaram aos exércitos persas para lutarem contra os gregos. Alexandre Magno teve de primeiro sufocar os golpistas internos para só depois botar abaixo o império persa. E na sua luta contra os persas, por onde andou, sempre tinha um contingente de mercenários persas à serviço dos império persa. Antes como agora, lá como cá, os cães ladram mas caravana passa.

Não é sintomático que ninguém criminalize o PMBD por abrigar tanto corrupto, mas odeiam o PT e sempre relacionam qualquer problema à sigla. Tanto ou tantos mais acusam, mais claro fica que se trata de estratagema para aligar quem ousa impedir a contínua apropriação do Estado. O que os corruptos querem é eliminar a concorrência. Eduardo CUnha é a prova mais evidente deste estratagema. Todos o elevaram a condição de salvador da pátria. Claro, a corrupção só consegue eleger para herói um dos seus… corruptos! Quem está chocando o ovo da serpente peemedebista são os grupos mafiomidiáticos a$$oCIAdos à parcela golpista do MPF/PF.

Ódio de classe é o outro nome que se pode dar ao golpe paraguaio. Em qualquer caso, deve-se à abstinência eleitoral. É choro de derrotado!

Poder econômico troca impeachment de Aécio por golpe do PMDB

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A jornalista Helena Sthephanowitz, da Rede Brasil Atual, afirma que "depois de passar um ano só tentando reverter a derrota nas urnas, sem sucesso, o senador Aécio Neves e o PSDB, descobrem que foram destituídos do posto de principais representantes do poder econômico em Brasília"; ela avalia que "bastou os primeiros sinais da derrocada do movimento pelo impeachment de Dilma para o PMDB "roubar" a agenda política original dos tucanos e lançar um documento com propostas pretensamente "pensadas" para o país retomar o crescimento de sua economia"; para a jornalista, "a capa da revista Veja desta semana é sintomática da nova confrontação de forças dos bastidores da política"; "A semanal da Abril destitui Aécio do posto de líder do impeachment e aposta tudo nas propostas peemedebistas, que chama até de Plano Temer", ressalta

17 de Novembro de 2015 às 21:32

Helena Sthephanowitz, da RBA – Depois de passar um ano só tentando reverter a derrota nas urnas, sem sucesso, o senador Aécio Neves (MG) e seu partido, o PSDB, descobrem agora que foram destituídos do posto de principais representantes do poder econômico em Brasília.

Desde a proclamação do resultado das eleições presidenciais no ano passado, Aécio passou o tempo todo ora estimulando e recebendo o apoio de tresloucados como os grupos "Revoltados Online" e "Vem Pra Rua", em sua tentativa de emplacar um golpe paraguaio contra um governo legitimamente eleito, ora comandando os parlamentares do PSDB para votar medidas que sabotam a economia do Brasil, na base do "quanto pior, melhor".

A barca dos "impichadores" furou, como já se sabe.

E bastou os primeiros sinais da derrocada do movimento pelo impeachment de Dilma para que o PMDB "roubar" a agenda política original dos tucanos e lançar um documento com propostas pretensamente "pensadas" para o país retomar o crescimento de sua economia.

O estudo peemedebista, é pomposamente chamado "Uma ponte para o futuro", mas há controvérsias quanto a chamar de futuro o que aconteria no país, em caso de aplicação incondicional das políticas neoliberais dos anos 1990 que quebraram o Brasil três vezes durante os anos FHC.

O que se vê agora é as raposas políticas do PMDB cada vez mais tomando os postos dos tucanos nos salões da Febraban (Federação de Bancos Brasileiros) e da Fesp (Federação da Indústrias do Estado de São Paulo) .

A capa da revista Veja desta semana é sintomática da nova confrontação de forças dos bastidores da política. A semanal da Abril destitui Aécio do posto de líder do impeachment e aposta tudo nas propostas peemedebistas, que chama até de "Plano Temer".

Com a experiência que tem, Michel Temer sabe que o sonho de destituir e interromper o mandato de Dilma Rousseff, para que ele assuma a Presidência da República, está cada vez mais longe da realidade. O próprio documento tem propostas impopulares demais, como congelar o salário mínimo, para serem implementadas por um vice que chegasse à Presidência sem o respaldo das urnas.

Mas Temer e o PMDB têm muito mais sangue frio para esperar por 2018 do que o ansioso Aécio. O jogo do PMDB agora é ganhar terreno nos redutos conservadores de domínio tucano e buscar resultados já nas eleições de 2016.

O PSDB sentiu o golpe. O senador José Serra (SP) criticou publicamente Aécio por ter imposto aos tucanos a agenda do "quanto pior, melhor". O próprio Aécio fala, tardiamente, em apresentar também uma versão tucana de propostas para vencer a crise econômica – nem quem votou nele aguenta vê-lo falando só de impeachment e pesquisas de opinião pública já apontam o desgaste e a rejeição das principais liderança tucanas.

Maquiavel recomendava fazer o mal de uma vez e o bem aos poucos. A oposição, com ajuda da ala do PMDB comandada por Eduardo Cunha, sabotou o ajuste fiscal – por si só impopular – para impor a Dilma o "sangramento" de fazer "o mal" aos poucos, na certeza de que a levariam ao impeachment.

Mas o impeachment também é um mal que só beneficiaria os banqueiros e empresários golpistas se fosse feito de uma vez. Ao fracassar neste tento e ver Aécio passar um ano tentando fazê-lo, os golpistas do poder econômico também passaram a ver seus negócios "sangrarem" com a crise e, para que seus negócios sobrevivam, abandonaram essa agenda política tucana para sobreviver.

Voltando ao PMDB, há uma boa dose de cara de pau do partido ao apresentar propostas completamente diferentes daquelas defendidas na campanha eleitoral há apenas um ano atrás. Mais cara de pau ainda negar as políticas populares bem sucedidas nos governos Lula e Dilma, das quais os peemedebistas se aproveitaram nos palanques para eleger prefeitos, governadores e parlamentares peemedebistas.

E o PMDB não propõe medidas apenas emergenciais e transitórias, como é o caso do ajuste fiscal em curso no governo Dilma. O PMDB propõe reformas neoliberais permanentes, retirando direitos trabalhistas, dos aposentados, arrochando o salário mínimo, retirando verbas da educação e saúde, e adotando políticas que levam à ainda maior concentração de renda nas mãos dos mais ricos e à submissão do Brasil à acordos comerciais do interesse de países imperialistas, inclusive no pré-sal.

O documento poderia (e talvez devesse) se chamar "Marcha a ré ao passado, na contramão da história".

Mais do que cara de pau, é um documento que os governadores e prefeitos eleitos pelo partido simplesmente não aplicam em suas gestões. No papel, para agradar banqueiros, empresários e "barões da mídia", o PMDB fala em reduzir impostos, mas o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, está aumentando impostos estaduais para fazer frente à queda de arrecadação. Ele também defende a volta da CPMF. O prefeito Eduardo Paes aumentou o IPTU acima da inflação durante seu governo. O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, também aumenta impostos estaduais para equilibrar as contas gaúchas.

Mas quem disse que cara-de-pau é problema para o PMDB? Basta o "plano Temer" fazer trocar a agenda do "quanto pior, melhor" no Congresso Nacional pela agenda neoliberal pregada pela Febraban, Fiesp e pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV), que o golpe paraguaio deixa de ser interessante para o poder econômico.

Afinal, vem muito a calhar que Dilma pague o pato da impopularidade de medidas tomadas no Congresso, mesmo com ela sendo contra, enquanto a imprensa tradicional, antes demotucana, agora escreve uma narrativa favorável ao PMDB para 2018.

Poder econômico troca impeachment de Aécio por golpe do PMDB | Brasil 24/7

21/10/2015

O ovo da serpente foi posto pela Veja

 

Tijolaço: impeachment nasceu na Veja, engravidado pelo PSDB

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‘A possibilidade de “impeachment” surge da boca da jornalista condenada por plágio Joyce Hasselman apenas 5 minutos depois de anunciado o resultado eleitoral’, destacou texto divulgado por Fernando Brito; ‘Levou apenas cinco minutos depois da eleição para os golpistas arregaçarem suas mangas; e desde então, há um ano, não para mais, numa discussão que os democratas brasileiros devem colocar no seu devido lugar’

21 de Outubro de 2015 às 07:45

Por Fernando Brito

Recebi um texto ótimo, de um companheiro de profissão que prefere não se expor (o que, nestes tempos de cólera, é mais que compreensível).
É um precioso resgate de como nasceu a onda do impeachment.
Com pai, mãe, data, hora e local de seu partejamento.
Nos estúdios imundos da “TV Veja”, apenas cinco minutos depois que os resultados, ainda parciais, das eleições evidenciavam a vitória de Dilma Rousseff.
Joyce Hasselman, a Sheherazade da revista, e Reinaldo Azevedo – que dispensa apresentações não deixaram passar cinco minutos da definição da vitória de Dilma para defender sua derrubada.
Ah, sim, claro que “democraticamente”, como se disse em todos os golpes, que vierem defender a liberdade com repressão e a vontade do povo com a imposição de seus próprios ditames.
Falo menos e deixo que você acompanhe o texto. Ao final, mostro, editado, o vídeo que registra o nascimento do “bebê de Rosemary”, devidamente editado porque seria um atentado reproduzir as massacrantes nove horas e pico do bombardeio da Veja no dia das eleições que, para os céticos, podem ser vistos – não recomendo a tortura – aqui.
Preferi editar um resumo, que sustenta e comprova o que meu amigo falou.
É um documento histórico, embora vergonhoso, sobre um atentado à democracia que se iniciou mesmo antes de concluídos os resultados eleitorais.
O momento zero do impeachment, cinco minutos após o resultado das urnas

O clima era de descontração. Falavam alto, riam, porque falavam mal de Lula. Reinaldo Azevedo havia até imitado o ex-presidente.
De repente, chega a hora que todos esperavam. Com as urnas fechadas no Acre, o TSE divulgava o resultado da eleição presidencial, e a parcial eleitoral de 95% das urnas era soprada pelo ponto eletrônico no ouvido da apresentadora de Veja.
O humor dos 3 debatedores – além de “Tio Rei”, Augusto Nunes e Ricardo Setti – muda na hora. Silêncio e consternação no estúdio da “TVeja”, a “TV de Veja”. Dilma Rousseff havia ganhado as eleições de 2014.
Há quase um ano o Brasil perde tempo com a tentativa infantil de parte da oposição, liderada pelo derrotado inconformado Aécio Neves, de reverter o resultado das urnas.
Quando exatamente começou essa bobagem?
O vídeo da cobertura da Veja mostra o momento exato.
A palavra, a possibilidade de “impeachment” surge da boca da jornalista condenada por plágio Joyce Hasselman apenas 5 minutos depois de anunciado o resultado eleitoral. É a primeira pergunta que ela faz aos debatedores, não sabemos se de sua autoria, ou se alguém da produção lhe soprou esse vento na sua cabeça.

Naquela época não se perguntava nas redes se “quem assumia é o Aécio”, a cada pessoa que cai de qualquer função. Eduardo Cunha ainda não era presidente da Câmara e não sabíamos que seu Porsche era propriedade de Jesus.
Ninguém tinha discutido ainda a questão de que um presidente reeleito não pode sofrer impeachment por atos cometidos no mandato anterior. Kim Kataguiri era apenas um estudante frustrado de economia de uma universidade pública criada por Lula no ABC. A Câmara não tinha ainda empurrado “pautas-bomba” e uma agenda conservadora, enfim, o país não tinha perdido tempo com todas as bobagens com as quais se desgastou.
Mas lá estava Veja.
Antes do resultado, destilando seu ódio contra Lula (nunca pararam e voltarão ainda com mais força quando tiverem que aceitar de vez a eleição) , decretando que Aécio era o líder da oposição, o Caprilles brasileiro, e que o resultado eleitoral não era verdadeiro.
Quanto custou ao Brasil essa discussão estúpida de impeachment? Quanto fragilizou nossa economia em um momento difícil, quanto palco deu para todo o tipo de picareta (Agripino, Paulinho, Alexandre Frota, Lobão, Diogo Mainardi) essa discussão imbecil de impeachment?
Levou apenas cinco minutos depois da eleição para os golpistas arregaçarem suas mangas. O anúncio do resultado eleitoral sei em meros cinco minutos surge a palavra impeachment .

E desde então, há um ano, não para mais, numa discussão que os democratas brasileiros devem colocar no seu devido lugar.
A mão que balança o berço do impeachment tem bem claras suas digitais.

Tijolaço: impeachment nasceu na Veja, engravidado pelo PSDB | Brasil 24/7

19/10/2015

Os vizinhos se revoltam, mas mídia, Poder Judiciário, MPF, PF e MBL silenciam!

cunha-veja

A desenvoltura e a desfaçatez com que segue em paz com sua vida é a maior prova de que nossas instituições, alinhadas ao modelo que vive a reboque dos assoCIAdos do Instituto Millenium, só age com rapidez e eficiência quando se trata de investigar e prender adversário ideológicos. Na Lava Jato seu nome aparece em todas as delações. Mas, devido ao foco que é caçar Lula, é mais fácil prender a cunha do Vaccari do que Eduardo CUnha. Já que não conseguem um fiapo de prova contra Lula, usam de subterfúgios para  tentar incriminar sua família ou parentes próximos. Onde está a Veja, sempre indignada contra a corrupção? Onde foram parar a marcha dos zumbis, o MBL e todos os vociferantes midiáticos a favor da moralidade e contra a corrupção?!

A total falta de interesse entorno de Eduardo CUnha só faz incentivar aventureiros golpistas como Aécio Neves, FHC, Carlos Sampaio, Geraldo Alckmin, Paulinho da Força Sindical, José Serra, Merval Pereira e Gilmar Mendes praticarem o esporte predileto da direita: atacar a esquerda por puro diversionismo.

No entanto, quando, além das delações, sobram provas materiais tudo é noticiado com  muito cuidando. Neste caso, polícia, MPF e Judiciário andam com a cautela que não usam quando envolvem qualquer um com que sonham chegar ao Lula.

E não me consta que a filha  e mulher tenham imunidade ou foro privilegiado, e no entanto podem continuar praticando o estilo de vida que o tornaram famosos na seara criminal.

No Rio, contas na Suíça viram assunto de vizinhos de Cunha

Luciana Nunes Leal – Estadão

18 Outubro 2015 | 17h 08

‘É uma vergonha. Era para ter 200 mil pessoas aqui protestando’, disse morador de condomínio vizinho ao do presidente da Câmara

A notícia de que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem contas bancárias milionárias na Suíça não declaradas à Receita Federal foi assunto no condomínio onde mora o deputado, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, e na vizinhança.

Alguns moradores estavam revoltados com o caso. Um carro da Polícia Militar com dois policiais passou o fim de semana na porta do condomínio. Segundo Cunha, isso acontece sempre que ele está no Rio. "É prerrogativa do cargo (de presidente da Câmara) a segurança que colocam à disposição", afirmou.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha

Morador de um condomínio vizinho, o administrador de empresas Cláudio Aguiar protestou: "E ainda fica um carro da polícia na porta desse sujeito. Na rua a gente não tem segurança. Eu pago meus impostos, não estou em dívida com minhas obrigações. Falar que é evangélico, cristão e fazer o que ele faz? É um absurdo. Ele tem contas na Suíça, passaporte diplomático e diz que não é dele? Então passa o dinheiro para a minha conta e dos brasileiros que não aguentam mais isso. Gastou uma fortuna de cartão de crédito. É uma vergonha. Era para ter 200 mil pessoas aqui protestando", disse.

Por causa da presença da imprensa, muitos moradores da região procuravam saber quem era o "famoso" que vive ali. Uma mulher moradora de um condomínio próximo pediu à reportagem de O Estado que olhasse seu carro enquanto ela ia ao mercado. "Tem tido muito roubo de carro na rua. Aqui tem ladrão dentro e fora dos condomínios", disse a vizinha, sem se identificar. Outra reprovou a presença da reportagem. "Que absurdo ficar vigiando a vida dos outros", reclamou.

Por mensagem, Cunha disse que só se manifestaria em nota oficial ou em entrevista convocada previamente. "Se tiver que falar algo, chamarei em local apropriado e falarei. Mas jamais na porta da minha casa. Isso é constrangedor e absurdo", reclamou o presidente da Câmara. Ele recusou pedido de entrevista feito pela reportagem. Cunha chegou ao Rio na tarde de sexta feira, 16, e disse que volta a Brasília na tarde de segunda-feira.

No Rio, contas na Suíça viram assunto de vizinhos de Cunha – Política – Estadão

20/09/2015

MPF: Movimento Proto-Fascista

DITADURAnDepois de pregar em Igrejas usadas para lavar dinheiro, Dallagnol dá outro exemplo de valorização das instituições republicanas, desenha para movimento golpista.

Como escreveu Umberto Eco,  "o protofascismo germina a partir da frustração social ou individual. É por isso que um dos traços mais típicos dos fascismos históricos foi o apelo a uma classe média frustrada, sofrendo sob alguma crise econômica ou humilhação política, assustada com a pressão dos grupos sociais inferiores".

Será que precisa desenhar para que Deltan entenda o significado de “classe média frustrada” ou “humilhação PÓlítica”?

Agora falta uma visita à AssoCIAção das Caçarolas do Jardins, em São Paulo, e Bela Vista, em Porto Alegre. E porque não uma visita ao Demóstenes Torres, um impoluto colega que no Senado também bradava contra a corrupção?

Infelizmente, nossa imprensa é comandada pelo velho coronelismo eletrônico. Notícias como estas só aparecem em veículos externos, como o El País. A parceria da mídia com o moralismo de aluguel é coisa nossa. Assim como levou Getúlio ao suicídio, também elegeu a vassourinha do Jânio Quadros.

Eu nunca confio nos moralista de dedo em riste. A seletividade é sua única regularidade, ataca adversários e silencia a respeito de parceiros.

Quem quer entender como isto funciona basta assistir o vídeo do escândalo da parabólica ou então o documentário “Inimigo do meu inimigo”.

Como diz o ditado, que fala demais dá bom dia a cavalo….

Lobby da Lava Jato contra corrupção apela a movimento pró-impeachment

Deltan Dallagnol foi a ato organizado pelo Movimento Liberal Acorda Brasil

Gil Alessi São Paulo 18 SEP 2015 – 13:05 BRT

O procurador Dallagnol apresenta detalhes do esquema. / STRINGER/BRAZIL (REUTERS)

Deltan Dallagnol, 34, é um dos nove procuradores de República encarregados das investigações da Lava Jato. Destaque nas apresentações dos resultados da operação – é ele quem comanda o power point onde são exibidos os fluxos de propinas envolvendo a Petrobras -, o jovem servidor já foi alvo de críticas de defensores do Governo por supostamente ter partidarizado as investigações. Em julho ele participou de eventos ligados a pastores anti-Dilma, que convocavam fiéis para atos contra a mandatária. Esta semana o procurador, que também está na linha de frente da campanha do Ministério Público Federal pela coleta de assinaturas para a aprovação de um projeto de lei chamado Dez Medidas Contra a Corrupção, se envolveu em nova polêmica com relação ao impeachment.

Na noite de terça-feira (15) ele compareceu a um evento organizado por Rosangela Lyra, presidente da Associação dos Lojistas dos Jardins e uma das lideranças do Movimento Liberal Acorda Brasil, organização que defende abertamente o impeachment de Dilma Rousseff. Outro expoente do grupo é o empresário Luiz Philippe de Orleans e Bragança, sobrinho de Luís Gastão de Orleans e Bragança, que seria imperador do país caso o regime monárquico ainda vigorasse. Em sua carta de princípios, o MLAB afirma que é “o cúmulo” acreditar que no Brasil o direito à propriedade privada é assegurado, tendo em vista “a demora de reintegração de posse de imóveis e veículos".

Realizado no bairro dos Jardins, área nobre de São Paulo, e contando com um público hostil ao PT, o evento aconteceu no dia em que o juiz federal Sérgio Moro aceitou denúncia contra o ex-ministro da Casa Civil de Lula José Dirceu por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. O petista, que está preso em Curitiba, agora é réu na Lava Jato por participação em organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O evento já contou, em edições anteriores, com a presença do vice-presidente Michel Temer (PMDB), que deixou escapulir, na ocasião, que caso a popularidade de Dilma continuasse baixa, seria difícil completar o mandato. Dallagnol compareceu para receber das mãos de Lyra as 30.000 assinaturas em prol do projeto contra a corrupção coletadas pelo grupo – grande parte delas durante os atos contra o Governo realizados na avenida Paulista. Ele aproveitou para falar para as cerca de 60 pessoas presentes sobre a expansão da Lava Jato, que “hoje vai muito além da Petrobras”.

Lyra fez questão de desvincular o ato com a presença do procurador à luta pelo impeachment: "Não é um projeto de lei contra o PT nem para tirar a Dilma. Pessoas com camisa da CUT assinaram, com boné do MST também”, afirmou, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo.

O procurador, que já havia dito anteriormente não se posicionar com relação ao impeachment – “não nos manifestamos sobre isso” – tem se esforçado para dar pluralidade à campanha em prol das dez medidas contra a corrupção. “Não estamos indo apenas a igrejas: já fui em centros espíritas, tratei com a igreja católica, com maçons, falei em congressos de farmacologia… Queremos esclarecer para a sociedade que o projeto das dez medidas é bom”, disse em entrevista ao EL PAÍS.

Na semana passada o MLAB endossou o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff feita pelo advogado Hélio Bicudo, que já esteve nos quadros do PT. O texto, cuja argumentação gira em torno das pedaladas fiscais no mandato passado, é a maior aposta da oposição para conseguir o impedimento da petista.

A reportagem tentou, sem sucesso, entrar em contato com o Ministério Público Federal para falar sobre a presença de Dallagnol no evento do MLAB.

Lobby da Lava Jato contra corrupção apela a movimento pró-impeachment | Brasil | EL PAÍS Brasil

25/08/2015

Democracia é condição civilizatória

Filed under: Déficit Civilizatório,Democracia,Golpe Paraguaio,Golpismo,Golpistas,Impeachment — Gilmar Crestani @ 10:05 am
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Não acredito na democracia destas figuras trazidas à baila pelo Luis Nassif. Acredito mais na lição do Milton Friedman, de que não existe almoço grátis. O que estes grupos querem é estabilidade política para ganharem mais dinheiro. Se por um lado jogam no lixo da história golpistas do tipo Aécio Neves e FHC, também é verdade que eles têm usado o poderio econômico para financiarem estes políticos golpistas.

O Banco Itaú foi um dos que financiaram, junto com a AMBEV e a Multilaser, os cartazes e os mal-educados dos Camarotes Vips do Itaquerão. Portanto, não é nem por educação, nem por democracia, nem porque detestam o golpista rastaquera do PSDB e sua trupe de udenistas. O que se vê pelas atitudes é um tremendo déficit civilizatório dos que perderam e não souberam perder pelas regras democráticas.

Por outro lado, mesmo que tardiamente, descobrem que sempre é melhor cair fora de uma barca pilotada por Eduardo CUnha. E assim a elite financeira paulista deixa FHC, Rede Globo, Veja pendurados no pincel do CUnha.

No novo país não cabe o impeachment

ter, 25/08/2015 – 01:00 – Atualizado em 25/08/2015 – 01:00 – Luis Nassif

A entrevista à Folha do presidente do Itaú Roberto Setubal – condenando as manobras para o impeachment – ajudou a desnudar de vez um país velhíssimo, que teimava em se impor sobre o novo.

Seguiu-se às entrevistas do presidente do Bradesco Luiz Trabucco e da Cosan Rubens Omettto Filho.

Nos anos 80, Trabucco era um jovem executivo do Bradesco, frequentador ocasional do Bar do Alemão, teimando em lançar o produto capitalização no mercado; Setubal estava sendo preparado para substituir o pai, Olavo Setubal; e Ometto era o jovem promissor, filho de família rica, mas que fazia carreira como financeiro do grupo Votorantim.

Na época, os grandes grupos nacionais ainda eram acanhados, reunidos em torno da indústria de máquinas e equipamentos, da cadeia sucro-alcooleira e de um setor de empreiteiras que se especializara em grandes hidrelétricas. Tentativas de criar um setor de informática não deram certo.

Com exceção das empreiteiras, tinham em comum a ojeriza ao centralismo do regime militar. Mas não se podia dizer que fossem democratas convictos. Tanto que no jornalismo econômico da época procurávamos levantar vantagens econômicas, para reforçar a bandeira da democracia.

Lembro-me da  entrevista que fiz  com um brazilianista da época, não me recordo se Stanley Hilton ou outro historiador, indaguei sobre as vantagens econômicas da democracia e levei uma lição preciosa para casa: "Democracia não precisa ter vantagens econômicas para ser legítima, Democracia é condição civilizatória", ou algo assim.

***

De lá para cá muita água rolou. A economia se abriu de forma brusca, houve a desregulamentação, um presidente impichado, depois uma relativa estabilização política.

Dois anos atrás, nas comemorações dos 25 anos da Constituição, juristas, como o vice-presidente Michel Temer e o Ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, enalteceram sua resiliência, o fato de ter permitido manter as regras do jogo mesmo ante todo o tiroteio do "mensalão".

***

De novembro passado para cá, em alguns momentos, o interminável terceiro turno pode ter passado a impressão da volta ao passado, ao golpismo paraguaio, o mesmo que vitimou outras jovens democracias latino-americanas, independentemente da linha política do presidente deposto.

O germe do oportunismo inoculou-se do politicamente imberbe Aécio Neves ao vetusto Fernando Henrique Cardoso, passando pelo inacreditável Gilmar Mendes, a maior ofensa ao republicanismo brasileiro.

De repente, as trincheiras do legalismo passaram a receber adesões imprevistas, de colunistas escapando ao torniquete da opinião midiática, artistas e, agora, os empresários que contam. Constatou-se que todo o discurso de segurança jurídica viraria pó se se permitisse o impeachment paraguaio. Percebeu-se nitidamente a democracia como um valor maior.

***

FHC recolheu-se, amparado por amigos do Cebrap tentando criar a narrativa de que a proposta de renúncia de Dilma, que ele apresentou, era uma maneira de segurar o golpismo.

O analista político costuma ter razões que o próprio autor desconhece.

***

Daqui para frente, a bola volta a Dilma para que se possa, finalmente, encarar os problemas concretos da economia, que não são poucos.

No novo país não cabe o impeachment | GGN

16/08/2015

Os piromaníacos da Globo elegem Nero para bombeiro

PIG1O PIG se move. Jogaram a toalha do impeachment da Dilma para concentrar esforços na caça ao grande molusco.

A matéria da Folha de São Paulo de hoje serve apenas para confirmar quem é a égua madrinha dos golpistas que estão desembarcando, a Rede Globo. A opção pela coordenação da Globo, via Instituto Millenium, deve-se ao know how adquirido em golpes anteriores bem sucedidos.

Tanto é verdade que o a Globo era a principal fomentadora da marcha dos zumbis que após desembarcar do roteiro, o movimento arrefeceu. O que só aumentou a síndrome de abstinência do Napoleão das Alterosas.

Aécio Neves, que via o cavalo paraguaio passar encilhando, acabou caindo por um golpe paraguaio aplicado pela égua madrinha de suas loucas cavalgadas.

Grupo Globo pediu moderação a políticos

Família Marinho teve reuniões com ministros e líderes de partidos

João Roberto Marinho expressou preocupação com a crise política e seus efeitos para a atividade econômica

DANIELA LIMA, DE SÃO PAULO, para a FOLHA

O vice-presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, procurou nas últimas semanas líderes das principais forças políticas do país e integrantes do governo para expressar preocupação com o agravamento da crise e pedir moderação para evitar que ela se aprofunde ainda mais.

Um dos proprietários do maior grupo de comunicação do país, que inclui a maior rede de televisão e o jornal "O Globo", Marinho encontrou-se com três ministros do governo Dilma Rousseff (PT) e reuniu-se com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) na semana passada.

No dia 5, quando o Senado organizou uma sessão solene em homenagem aos 50 anos da TV Globo, Marinho se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e conversou reservadamente com as bancadas do PT e do PSDB no Senado.

Segundo um integrante do governo, Marinho também esteve com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, principal auxiliar de Dilma, o chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, e o ministro do Turismo, Henrique Alves, dono de uma afiliada da TV Globo no Rio Grande do Norte.

Na conversa com Temer, que ocorreu na última terça (11), Marinho pediu uma avaliação das chances de o Planalto conseguir recompor sua base no Congresso e questionou o vice sobre os caminhos que o PMDB vê para o país.

O empresário esteve ainda com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), na reunião com a bancada do PSDB, e falou com outros dois líderes de prestígio na sigla, o governador paulista, Geraldo Alckmin, e o senador José Serra (SP).

Conforme relatos obtidos pela Folha sobre essas conversas, Marinho manifestou em todos os encontros preocupação com a situação econômica, mencionando a queda acentuada do faturamento dos grupos de mídia e de outros setores da economia.

Outros líderes empresariais transmitiram mensagens semelhantes nas últimas semanas, mas os apelos de Marinho tiveram ressonância maior entre os políticos por causa da influência da Globo na opinião pública. Por meio de sua assessoria, ele disse à Folha que preferia não comentar o assunto.

O empresário já manifestava preocupação com o cenário econômico e o risco de descontrole no ambiente político há cerca de dois meses, quando recebeu o governador Geraldo Alckmin na sede da Globo, no Rio.

A preocupação dos empresários aumentou após a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de romper com o governo e patrocinar projetos que ameaçam o equilíbrio das finanças públicas.

Nos últimos dias, porém, o governo começou a discutir com líderes do PMDB no Senado uma agenda de reformas e ganhou fôlego para enfrentar os opositores que defendem a saída de Dilma como solução para a crise.

12/08/2015

A d(f)elação premiada da Globo em editorial

rede globo compensaSe alguém ainda tinha dúvida de onde partia a força propulsora do golpismo deixou de ter a partir da publicação do editorial de 07/08/2015. A confissão, com um passo atrás e um credo na democracia, sedimenta que o golpismo faz parte do DNA da Rede Globo. Não foi uma desistência, foi um freio de arrumação. A Rede Globo sabe que a parceria com figuras notórias do bas-fond do Poder Judiciário, da Polícia Federal e do Ministério Público, que se aliaram aos gangsteres da política, não poderia dar em boa coisa. Uma hora a conta apareceria às portas da Globo. Por isso essa felação premiada em horário nobre.

O repentino arrefecimento não diminuiu sua carga de manipulação, apenas desviou o curso d’água. Ou alguém que clamou e apoiou uma ditadura de 20 anos, se envolveu no Escândalo da Proconsult para derrotar Leonel Brizola ou manipulou o debate entre Lula e Collor, a promulgação da Lei Rubens Ricúpero sob os auspícios do Carlos Monforte,  deixaria de ser, de uma hora para outra, o que sempre foi, golpista?!

Qualquer energúmeno com meio neurônio sabe que com a distribuição de mais duas ou três estatuetas pagas com o dinheiro da sonegação, a Rede Globo compra meia dúzia de Ministros dos Tribunais Superiores.

Não há nada mais paradoxal do que a Globo entregar ao sócio majoritário da Assas JB Corp uma estatueta em reconhecimento à capacidade de investidora revelada na compra de um apartamento por U$ 10 dólares…. Cadê o escândalo da mídia? Nenhum. Derrubaram Ministros porque compraram tapioca com cartão corporativo, mas a Direita Miami escondeu sua ojeriza à fraude no esgoto.

Em editorial surpreendente, Globo pede sustentação ao governo Dilma

Em editorial surpreendente, Globo acusa PSDB de inconsequente e pede esforço pela governabilidade de Dilma. Também causou espanto a edição do Jornal Nacional desta sexta-feira. O que teria levado a família Marinho a cravar posição contra o impeachment da presidente e chamar de irresponsáveis os que querem tirá-la do cargo para o qual foi eleita até 2018?

O Jornal Nacional da noite desta sexta-feira causou estranheza: longa sonora favorável à Dilma, crítica à Eduardo Cunha e matéria sobre o aeroporto de Claudio, de Aécio Neves

Em editorial publicado nesta sexta-feira (7), O Globo surpreendeu os observadores da política nacional e cravou posição contra o impeachment de Dilma Rousseff. O texto Manipulação do Congresso Ultrapassa Limites, que chama o PSDB de ‘inconsequente’, também faz críticas às ‘manipulações’ do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Também causou estranheza a edição do Jornal Nacional desta noite. O telejornal de maior audiência da televisão brasileira dedicou mais de 3 minutos veiculando sonoras de Dilma Rousseff rebatendo críticas durante um discurso e sendo aplaudida por populares. (Vídeo do JN aqui)

Além disso, o jornal mostrou um protesto que reuniu centenas de manifestantes contra o ataque a bomba que atingiu o Instituto Lula na última semana. (Vídeo do JN aqui)

Houve, ainda, matéria a respeito do aeroporto de Claudio, de Aécio Neves, e críticas ao suposto atropelo de Eduardo Cunha por colocar em votação a aprovação das contas dos ex-presidentes Itamar, FHC e Lula. (Vídeo do JN aqui)

Leia abaixo trechos do editorial de O Globo:

“Há momentos nas crises que impõem a avaliação da importância do que está em jogo. Os fatos das últimas semanas e, em especial, de quarta-feira, com as evidências do desmoronamento da já fissurada base parlamentar do governo, indicam que se chegou a uma bifurcação: vale mais o destino de políticos proeminentes ou a estabilidade institucional do país?

Mesmo o mais ingênuo baixo-clero entende que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), age de forma assumida como oposição ao governo Dilma na tentativa de demonstrar força para escapar de ser denunciado ao Supremo, condenado e perder o mandato, por envolvimento nas traficâncias financeiras desvendadas pela Lava-Jato. Daí, trabalhar pela aprovação de “pautas-bomba”, destinadas a explodir o Orçamento e, em consequência, queira ou não, desestabilizar de vez a própria economia brasileira.

A Câmara retomou as votações na quarta, com mais uma aprovação irresponsável, da PEC 443, que vincula os salários da Advocacia-Geral da União, delegados civis e federais a 90,25% da remuneração dos ministros do Supremo. Espeta-se uma conta adicional de R$ 2,4 bilhões, por ano, nas costas do contribuinte. Reafirma-se a estratégia suicida de encurralar Dilma, por meio da explosão do Orçamento, e isso numa fase crítica de ajuste fiscal. É uma clássica marcha da insensatez.

[…]

Até há pouco, o presidente do Senado, o também peemedebista Renan Calheiros (AL), igualmente investigado na Lava-Jato, agia na mesma direção, sempre com o apoio jovial e inconsequente dos tucanos. Porém, na terça, antes de almoço com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Renan declarou não ser governista, mas também não atuar como oposicionista, seguindo o presidente da Câmara, e descartou a aprovação desses projetos-bomba pelo Congresso. Um gesto de sensatez.

Se a conjuntura já é muito ruim, a situação piora com o deputado Eduardo Cunha manipulando com habilidade o Legislativo na sua guerra particular contra Dilma e petistas. Equivale ao uso de arma nuclear em briga de rua, e com a conivência de todos os partidos, inclusive os da oposição.

É preciso entender que a crise política, enquanto corrói a capacidade de governar do Planalto, turbina a crise econômica, por degradar as expectativas e paralisar o Executivo. Dessa forma, a nota de risco do Brasil irá mesmo para abaixo do “grau de investimento”, com todas as implicações previsíveis: redução de investimentos externos, diretos e para aplicações financeiras; portanto, maiores desvalorizações cambiais, cujo resultado será novo choque de inflação. Logo, a recessão tenderá a ser mais longa, bem como, em decorrência, o ciclo de desemprego e queda de renda.

Tudo isso deveria aproximar os políticos responsáveis de todos os partidos para dar condições de governabilidade ao Planalto.”

Em editorial surpreendente, Globo pede sustentação ao governo Dilma

11/08/2015

A diferença entre um pústula e um estadista

Filed under: FHC,Geraldo Brindeiro,Impeachment,Lula Seja Louvado,Reeleição — Gilmar Crestani @ 11:33 pm
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Tanto mais se compara Lula com FHC, mais evidenciam as credenciais do primeiro. E não se trata apenas dos resultados obtidos mediante a condução do país. O principal superávit do Lula em relação a FHC é o caráter. É disso que decorre todo ódio, o rancor, o despeito, a inveja dos anencefálicos. Eles não suportam ter de seguir um sujeito foi traído até pela amante. Que para se reeleger teve de comprar uma reeleição.

Para os jovens que estão chegando agora na política, fiquem sabendo que houve um tempo em que fazer mutreta com a Constituição era um must, in, da hora… todo mundo curtia… Se no governo se agia no limite da responsabilidade, seus subordinados agiam muito além das irresponsabilidades.

Claro, com um Geraldo Brindeiro embaixo do braço e a Polícia Federal ocupada em arrancar maconha no polígono da seca. No tempo de FHC, como diria Hemingway, Brasília era uma Festa… O Ministério Público só fazia Operação de Fimose…

E isso que a Vale do Rio Doce foi entregue por uma bagatela inferior à concessão de três aeroportos pela Dilma. E os aeroportos voltam para a União depois de 20 anos, e a Vale, como as pombas do Raimundo Correa, não volta mais…

Lula foi contra novas eleições quando FHC amargava crise econômica

ter, 11/08/2015 – 19:46

Jornal GGN – Em janeiro de 1999, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) enfrentava os ataques da oposição em função da crise econômica que assolava o País à época, Lula, então presidente de honra do PT, contrariou o próprio partido e pregou respeito ao resultado das urnas.

"Lula voltou a sugerir a realização de um grande debate nacional com o objetivo de discutir soluções para a crise. Mas disse que a oposição só aceita conversar com FHC se o governo admitir que pode mudar o rumo de sua política econômica", publicou a Folha de S. Paulo.

Segundo o jornal, o PT, na figura de Tarso Genro, cobrava a renúncia de FHC e a convocação de novas eleições como saída para a crise. Lula disse ao jornal que era contrário à medida, pois FHC tinha "20 e poucos dias de mandato" e não era correto achar que toda vez que um governante começa com o pé esquerdo ou tem graves dificuldades de gestão, a solução é a troca imediata. "Se eu achar que, porque as coisas vão ruins, o presidente tem de renunciar, daqui a pouco vai ter gente defendendo a renúncia dos governadores do PT", comentou.

Também atravessando crise econômica – e política – após a reeleição, a presidente Dilma tem sido alvo de ataques do PSDB de Aécio Neves, que tem ajudado a convocar protestos anti-PT, como o do próximo domingo (16), para pedir a renúncia da petista e a realização de um novo pleito. A iniciativa do grupo de Aécio não é unanimidade dentro do PSDB. A ala que apoia a candidatura de Geraldo Alckmin, por exemplo, prefere aguardar que a tempestade passe naturalmente e pavimentar uma candidatura pela via democrática até 2018.

O GGN reproduz a matéria sobre a postura de Lula em 1999 na íntegra, abaixo.

Antecipação de eleição não resolve, diz Lula

Da Folha

O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou de "prematura" e "precipitada" a proposta do ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro (PT) de convocar novas eleições presidenciais em outubro. Genro defendeu também a renúncia do presidente Fernando Henrique Cardoso.

"Eu não acho que o problema do Brasil será resolvido com a antecipação do processo eleitoral. O problema poderia ter sido resolvido em 4 de outubro. Não foi. A população fez uma opção, certa ou errada, foi uma opção da maioria do povo", declarou Lula.

"Fernando Henrique tem 20 e poucos dias de mandato. Ele tem tudo para fazer, mas até agora não fez nada. Se eu achar que, porque as coisas estão ruins, o presidente tem de renunciar, daqui a pouco vai ter gente defendendo a renúncia dos governadores do PT. Aí, vai virar moda no Brasil", arrematou.

Embora tenha criticado muito a postura de FHC diante da crise, o petista afirmou que agora o papel do PT é mobilizar a sociedade para tentar mudar a política econômica do governo.

Lula voltou a sugerir a realização de um grande debate nacional com o objetivo de discutir soluções para a crise. Mas disse que a oposição só aceita conversar com FHC se o governo admitir que pode mudar o rumo de sua política econômica.

O petista anunciou que o PT vai promover, independentemente do governo, reuniões entre líderes da oposição, empresários e sindicalistas. Ele próprio vai, nos próximos dias, agendar encontros com o empresariado.

"Não acredito nessa história de pacto nacional. Para conversar com a oposição, o presidente precisa abrir mão de algumas de suas certezas. Pacto em torno do que o governo defende não é pacto."

Lula defendeu, indiretamente, a saída do ministro da Fazenda, Pedro Malan. "Eu não escolhi o Malan, não posso tirá-lo. Mas até em jogo de futebol quando o jogador vai mal, o técnico faz a substituição", disse.

"Não é possível que FHC não perceba que economistas de outros matizes discordam da equipe econômica. Aliás, o próprio José Serra (ministro da Saúde) não concorda com grande parte dessa política. Será que essa equipe econômica está tão certa? Ou será que o governo deixou se envenenar pelo beijo do FMI (Fundo Monetário Internacional) e não consegue escapar de suas orientações?"

Para Lula, em pouco tempo, caso seja mantido o ritmo de saída de dólares do país, o Brasil vai estar em situação de "moratória técnica". Ele acha que uma inflação de 4% ao ano não faria tão mal ao país. "A gente não deve ficar assustado se o Brasil tiver uma inflação de 4% ao ano. Não é burrice ter 4% de inflação com o PIB crescendo 3%. É burrice ter inflação zero com o PIB decrescendo."

Lula foi contra novas eleições quando FHC amargava crise econômica | GGN

04/02/2015

Quem finanCIA o tapetão voador na Argentina e Brasil?

Filed under: Alberto Nisman,CIA,DEA & DAS,FHC,Golpismo,Golpistas,Impeachment,Ives Gandra,NSA,Tapetão — Gilmar Crestani @ 9:12 am
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tio samO papel desempenhado por Ives Gandra Martins, a pedido de FHC, faz-me lembrar de um registro preservado pela erupção do Vesúvio nas paredes do banheiro da Cassa della Gemma, em Herculano: “Apollinaris medicus Titi Imp. hic cacavit bene”(Apolinário, médico do Imperador Tito, deu uma bela cagada aqui). Ives Gandra, a pedido de FHC, perpetrou, em bom juridiquês, uma bela cagada golpista.

Acabou a era dos candidatos capachos e só os EUA não viram. O Tio Sam vem perdendo todas abaixo do Caribe. Mas o monstro não descansa. Quando não é a DEA, na Colômbia e Venezuela, é a NSA na Argentina e no Brasil. Por trás de ambas, a CIA. As espionagens reveladas por Edward Snowden continuam. Na Argentina, para derrubar Cristina Kirchner, a CIA conta com a SIP. No Brasil, com o Instituto Millenium.

Estão em andamento novas eleições na Argentina sem que as oposições, favoráveis aos EUA, tenham demonstrado viabilidade eleitoral. Como na Venezuela, os EUA busca influir no rumo das eleições na Argentina e no Brasil. Instrumentado pela CIA e Mossad, um procurador ao melhor estilo Peter Sellers, o Pantera Cor-de-rosa, buscou jogar nas costas da Cristina Kirchner um atentado terrorista ocorrido no governo de um ventríloquo dos EUA, Carlos Menem. Se num primeiro momento servia de álibi para a campanha dos EUA contra o Irã, passou a servir também para vitaminizar a campanha de seus aliados, bons nos grupos mafiomidiáticos mas ruis de votos.

No tempo de FHC, o WikiLeaks revelou como se davam as trocas de informações entre os EUA e o seus vira-bostas. William Waack não gostou, mas os “cables” não deixam dúvida. Quer símbolo pior do capachismo made in PSDB do que se sujeitar a tirar os sapatos para poder entrar nos EUA?! Na Argentina aconteceu o mesmo. Cables vazaram mostrando que todas as informações reunidas pelo procurador Alberto Nisman foram-lhe “produzidas pela CIA”, na embaixada dos EUA em Buenos Aires.

As tentativas golpistas se dão por intere$$e dos EUA, mas também por despeito de pústulas nacionais. Execrado pelo povo, que o quer longe dos cofres públicos, FHC revela-se uma Cassandra, um PÓte até aqui de mágoas. Repete-se a história, traído até pela amante, Miriam Dutra, como provou o exame de DNA, FHC é mais uma vez traído pelas inconfidências de seu advogado, Ives Gandra. É o tal de rabo que sai pelo fraque ou das orelhas que fogem pela cartola…

Alberto Nisman buscava cumprir, sozinho, na Argentina, o que Gilmar Mendes, Ives Gandra, FHC et caeterva querem fazer no Brasil. São apenas instrumentos para interesses escusos. São ventríloquos das petrolíferas. São elas que finanCIAm o tapetão voador daqueles que não tem votos.

PETROLÃO

Advogado de FHC solicitou parecer sobre impeachment

Peça diz haver razões para pedir afastamento de Dilma por desvios em estatal

Ex-presidente diz que só soube do documento pelo jornal e que impeachment ‘não é matéria política’

MARIO CESAR CARVALHODE SÃO PAULO

O parecer jurídico que diz haver fundamentos para o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) por causa dos escândalos na Petrobras foi encomendado por um advogado que trabalha para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e integra o conselho do Instituto FHC.

O documento, escrito pelo advogado Ives Gandra da Silva Martins, foi solicitado por José de Oliveira Costa. O próprio Costa confirmou à Folha que trabalha para FHC: "Sou advogado dele".

Ele nega, no entanto, que o ex-presidente soubesse do parecer. Refuta também que o documento tenha caráter político: "Não tenho ligação nenhuma com o PSDB. Nem sei onde fica o diretório."

Martins nega que a peça tenha pretensões políticas: "Meu parecer é absolutamente técnico. Para mim, é indiferente se o cliente é o Fernando Henrique Cardoso ou uma empreiteira".

O parecerista diz que cobrou pela peça, mas não revela o valor. Advogados ouvidos pela Folha dizem que uma peça dessas assinada por Martins pode custar de R$ 100 mil a R$ 150 mil.

Questionado pela reportagem, FHC disse em nota que soube nesta terça (3) pela Folha que Costa encomendara o parecer –Martins citou o nome do advogado em artigo publicado nesta terça no jornal. Para o ex-presidente, "neste momento", o impeachment "não é uma matéria de interesse político".

ATÉ O FIM

Em artigo publicado neste domingo (1º), FHC incita juízes, procuradores e a mídia a ir até as últimas consequências na apuração dos desvios da Petrobras: "Que tenham a ousadia de chegar até aos mais altos hierarcas, desde que efetivamente culpados".

O parecer de Martins conclui que há elementos para que seja aberto o processo de impeachment contra Dilma por improbidade administrativa "não decorrente de dolo [intenção], mas de culpa".

Culpa, em direito, detalha Martins, são as figuras da "omissão, imperícia, negligência e imprudência".

Segundo ele, Dilma tem culpa nesse campo porque ocupava a presidência do conselho da Petrobras em 2006 quando foi comprada a refinaria de Pasadena, nos EUA, por um valor que chegaria a US$ 1,18 bilhão dois anos depois. No ano passado, a presidente disse que não aprovaria a compra se tivesse melhores informações sobre a refinaria.

A compra resultou num prejuízo de US$ 792 milhões, de acordo com o TCU (Tribunal de Contas da União).

A presidente, para o parecerista, manteve uma diretoria na estatal "que levou à destruição da Petrobras".

O advogado de FHC diz que encomendou o parecer a partir de uma dúvida que surgiu numa reunião: "Juridicamente é possível iniciar um processo de impeachment por responsabilidade civil, ou seja, por culpa?" Segundo ele, a peça seria usada se algum cliente tivesse interesse por essa mesma dúvida.

EMPREITEIRA

Costa nega que haja alguma empreiteira investigada na Operação Lava Jato por trás do pedido.

A legislação prevê que tanto as empreiteiras quanto os seus diretores sejam condenados se a Justiça concluir que houve fraude em licitações da Petrobras e que as empresas agiam como um cartel.

02/11/2014

Marcha dos vadios perde até para a marcha das vadias

Taí uma sugestão. Para engrossar o caldo, quem sabe na próxima manifestações os golpistas pedem conselho aos organizadores da marcha das vadias. Dizer que teve mais gente na marcha das vadias é pleonasmo. Enquanto a Marcha das Vadias contou com gente em busca da igualdade de direitos para homens e mulheres de qualquer credo, raça ou ideologia, a marca dos vadios só contou com ratazanas golpistas.

Quem tem como ídolos Lobão e Bolsonaro só pode fazer sucesso mesmo é na mídia de esgoto.

Não é só coincidência que este tipo de manifestação ocorra na terra dos Integralistas, camisas verdes, da TFP, do Plínio Correa de Oliveira, do Ademar de Barros, do Jânio Quadros, de FHC, de José Serra, do Orestes Quércia, do Paulo Maluf, do Celso Pitta… e do Tiririca! Com o perdão do Tiririca, que pelo menos não é golpista.

As mesmas marchas que antecederam o golpe de 1964, com a liga das famílias católicas, é também o berço da Opus Dei, o famigerado ramo do conservadorismo católico nascido na terra da Inquisição, com Josemaria Escrivá..

Ato por impeachment de Dilma reúne 2,5 mil em São Paulo

RICARDO CHAPOLA – O ESTADO DE S. PAULO

01 Novembro 2014 | 15h 35

Na Avenida Paulista, grupo pediu ainda a intervenção militar no País

Atualizado às 22h11

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SÃO PAULO – Um ato em defesa do impeachment da presidente Dilma Rousseff, convocado pelas redes sociais, reuniu neste sábado, 1º, segundo a Polícia Militar presente no local, cerca de 2,5 mil pessoas na região da Avenida Paulista, área central de São Paulo. A manifestação foi marcada também pela defesa de nova intervenção militar no País.

“Se você acha que democracia é isso que temos aqui, então sou a favor da volta do militarismo”, disse o investigador de polícia Sergio Salgi, de 46 anos. Ele foi ao ato com uma faixa com os dizeres “SOS Forças Armadas”. Gritos como “Viva a PM” foram entoados pelos manifestantes.

O deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSC) – filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) – discursou em cima do único carro de som do ato e disse que, se seu pai tivesse se candidato a presidente este ano, teria “fuzilado” a presidente – reeleita no domingo passado. “Ele teria fuzilado Dilma Rousseff se fosse candidato."

Gabriela Biló/EstadãoCerca de 2,5 mil pessoas, segundo a PM, participaram de ato contra o atual governo

Marcola. O filho de Bolsonaro disse ainda que votaria em Marcola – apelido de Marcos Willians Camacho, líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) -, mas não em Dilma. “Dizia na campanha: voto no Marcola, mas não em Dilma. Pelo menos ele tem palavra.”

Na internet, o ato deste sábado teve a confirmação de mais de 100 mil pessoas. Manifestantes carregavam cartazes com mensagens como “Intervenção militar já”, “PT é o câncer do Brasil” e “Fraude nas urnas”. “(As urnas) são fraudáveis. Qualquer um que não é analfabeto sabe disso”, afirmou o perito Ricardo Molina, em discurso.

O ato seguiu em direção ao Parque do Ibirapuera e, no caminho, houve uma ameaça de racha do movimento – entre grupos que defendiam um novo golpe militar e outros que desejavam apenas protestar contra a eleição de Dilma. “Exigimos a recontabilização dos votos. Não tem ninguém golpista aqui”, disse o músico Lobão, após conferir no celular a repercussão da manifestação.

Durante o trajeto até o Ibirapuera, moradores da região balançaram bandeiras do PT nas janelas. “Vai pra Cuba”, reagiram os manifestantes – alguns levavam bandeiras do ex-candidato do PSDB a presidente Aécio Neves.

Em Brasília, cerca de 500 pessoas, segundo a PM, também protestaram contra Dilma na Esplanada dos Ministérios. / COLABOROU RICARDO DELLA COLETTA

Baixo nível da imprensa paulista

Capa da Folha em 05/05/2014: “Racionamento de água em 2014 está descartado, afirma Alckmin”.

cp05052014

Poderia ter sido muito diferente se não estivesse em curso um estelionato eleitoral. Para proteger o curral eleitoral do PSDB, os principais grupos mafiomidiáticos de São Paulo, Veja, Folha, Estadão, coordenados pelo Instituto Millenium, deram cobertura. Nada vazou quanto ao racionamento de fato em curso, nem sobre os riscos futuros a respeito de uma não efetivada política de contenção no uso da água. Agora, os efeitos estão aí. Além da falta de água, há o problema econômico, que faz com que empresas abandonem o Estado, como é o já noticiado caso da AMBEV.

A falta d’água em São Paulo é também resultado da falta de jornalismo. Houvesse liberdade de expressão e talvez a população pudesse ter se precavido, com cisternas, reservatórios particulares ou até poços artesianos.

Não, a velha mídia, para proteger seu mais profícuo assinante, brigou com os fatos e escondeu dos leitores a informação da seca em curso. A falta d’água resseca o cérebro e expulsa dos esgotos as ratazanas, como se viu neste sábado em São Paulo no ato pelo Impeachment da Dilma.

Baixo nível de represa intermediária do Cantareira ameaça abastecimento

RAFAEL ITALIANI E FABIO LEITE – O ESTADO DE S. PAULO

02 Novembro 2014 | 03h 00

Crucial para transferir água do volume morto, Reservatório Cachoeira perdeu 67% da capacidade em um mês

A queda rápida do nível da Represa Cachoeira, crucial para transferir a água do volume morto entre os maiores reservatórios do Sistema Cantareira, pode colocar em xeque o abastecimento para 12 milhões de pessoas das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas que ainda dependem do manancial em crise.

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Localizado em Piracaia, a 90 quilômetros da capital, o reservatório Cachoeira perdeu 67% da capacidade em um mês e ficou com o nível de armazenamento pouco mais de um metro acima do limite mínimo do túnel que transfere a água por gravidade para a próxima represa do sistema, a Atibainha, em Nazaré Paulista.

REPRESA CACHOEIRAWerther Santana/Estadão

A queda rápida do nível da Represa Cachoeira, crucial para transferir a água do volume morto entre os maiores reservatórios do Sistema Cantareira, pode colocar em xeque o abastecimento para 12 milhões de pessoas das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas que ainda dependem do manancial em crise.

  • Localizado em Piracaia, a 90 quilômetros da capital, o reservatório Cachoeira perdeu 67% da capacidade em um mês e ficou com o nível de armazenamento pouco mais de um metro acima do limite mínimo do túnel que transfere a água por gravidade para a próxima represa do sistema, a Atibainha, em Nazaré Paulista.
A Sabesp está com dificuldades de retirar água do volume morto da Jaguari-Jacareí porque o trecho próximo às bombas de captação virou um córrego raso. Na última sexta-feira, apenas três das 12 bombas estavam em operação. Cada uma capta até 2 mil litros por segundo. Técnicos da área acreditam que se todas funcionassem juntas, acabariam puxando o lodo do fundo da represa e sendo danificadas.
O problema acabou provocando um efeito cascata. Sem conseguir bombear água da Jaguari-Jacareí, que tem 65% do volume morto total que será utilizado, a Sabesp foi obrigada a aumentar a retirada da Represa Cachoeira para a Atibainha. 
No mesmo período, foi obrigada a aumentar de 1 mil para 2,5 mil litros por segundo a liberação de água para o Rio Atibaia, que abastece a região de Campinas.
Captação do volume morto na Jaguari-Jacareí em maio deste ano.

Abaixo do túnel, a água é considerada volume morto e só pode ser transferida para o reservatório seguinte por meio de bombeamento, como a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) tem feito desde maio nas Represas Jaguari-Jacareí, em Joanópolis, e, desde agosto, na Atibainha.

A empresa, porém, está com dificuldades de retirar água do volume morto da Jaguari-Jacareí porque o trecho próximo das bombas de captação virou um córrego raso. Na última sexta-feira, apenas três das 12 bombas estavam em operação. Cada uma capta até 2 mil litros por segundo. Técnicos da área acreditam que, se todas funcionassem juntas, acabariam puxando o lodo do fundo da represa e seriam danificadas.

Atibainha. O problema acabou provocando um efeito cascata. Sem conseguir bombear água da Jaguari-Jacareí, que tem 65% do volume morto que será utilizado, a Sabesp foi obrigada a aumentar a retirada da Represa Cachoeira para a Atibainha. No mesmo período, foi obrigada a aumentar de 1 mil para 2,5 mil litros por segundo a liberação de água para o Rio Atibaia, que abastece a região de Campinas.

As duas medidas, somadas à falta de chuvas, minou a estratégia da companhia. Em seu último plano de operação do Cantareira, enviado no início de outubro à Agência Nacional de Águas (ANA), a Sabesp disse que manteria o nível do reservatório em Piracaia na cota 815 metros. Anteontem, contudo, o nível do manancial já estava na cota 812,9 metros, que corresponde a 9% da capacidade.

Caso o nível chegue a 811,72 metros, a Sabesp não conseguirá mais passar água das represas Jaguari-Jacareí e Cachoeira para o Atibainha, a não ser por bombeamento. A empresa, no entanto, não fez obras para usar o volume morto em Piracaia.

Desta forma, o abastecimento de 6,5 milhões de pessoas que recebem água do Sistema Cantareira na Grande São Paulo ficaria dependente do reservatório Atibainha, que já está operando dentro da segunda cota do volume morto.

“A transferência de água do Jaguari-Jacareí está praticamente parada. Por isso, o Cacheira está esvaziando. Eles (Sabesp) estão fazendo um barramento no meio da Jacareí para usar a segunda parcela do volume morto, mas isso ainda deve levar uns 15 dias para ser concluído”, explicou o engenheiro Antonio Carlos Zuffo, professor de Hidrologia da Unicamp. “Se o Atibainha continuar baixando, chegará uma hora em que não terá mais água para mandar para Campinas. Só restará a água do Cachoeira, que já está próximo de entrar no volume morto.”

Para Francisco Lahoz, secretário executivo do Consórcio PCJ, a iminente seca da Represa Cachoeira evidencia o “colapso” do Cantareira. “É um somatório de situações, que passa pela estiagem, o aumento das temperaturas e a administração do recurso disponível. Cada gota de água tem de ser gerenciada”, explicou. Lahoz acompanha o sistema desde 1992 e é alarmista em relação ao futuro. “A partir de agora, será possível ver o sistema entrando em falência. Corremos o risco de cair em um ponto sem volta, ameaçando a economia do País.”

Limites normais. Em nota, a Sabesp descarta instalar bombas na Represa Cachoeira para captar um possível volume morto. A companhia informou que está operando “dentro dos limites normais” de operação do reservatório em Piracaia, que é o terceiro do sistema em capacidade.

A companhia disse que o volume do manancial faz parte de tudo que há disponível no Cantareira e “dentro do seu regime de operação, a transferência de água entre as represas é absolutamente normal, havendo naturais flutuações em seus níveis”. De acordo com a Sabesp, não há prejuízo na vazão para o PCJ.

01/02/2014

Assas JB Corp, made in STF

Filed under: Assas JB Corp,Impeachment,Joaquim Barbosa,PRADA,STF — Gilmar Crestani @ 9:18 am
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Essa eu assino! Quero ver a Assas JB Corp falida e mal paga….

Petição coleta assinaturas pelo impeachment de JB

UESLEI MARCELINO: Justice Joaquim Barbosa attends the

"Já foi lançado um manifesto de repúdio ao que chamam de prisões ilegais de parte dos condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, assinado por juristas, intelectuais da sociedade civil’, diz o texto da petição colocada no site Avaaz; "Joaquim Barbosa mentiu ao defender o sigilo do Inquérito 2474 pois está atuando claramente a favor dos interesses dos magnatas da mídia brasileira, onde inclusive seu filho trabalha"

1 de Fevereiro de 2014 às 08

247 – Uma petição online, que defende o impeachment de Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, foi publicada no site Avaaz. Leia abaixo sua justificativa e acesse aqui a petição:

Por que isto é importante

A OAB aprovou documento assinado por todos os seus conselheiros federais cobrando do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma investigação sobre a conduta do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma medida inédita da entidade.

Algo que demonstra o quanto o atual presidente do Supremo extrapolou todos os limites do jogo democrático. Um dos maiores e mais renomados juristas do Brasil, Celso Bandeira de Mello, professor de direito da PUC-SP, criticou as decisões tomadas por Joaquim Barbosa sobre a prisão dos condenados do chamado “mensalão”. “Cabem providências jurídicas contra ele, entre elas o impeachment".

Enquanto isso cresce o movimento pelo impeachment do presidente do STF. O ex-governador de São Paulo, e um dos juristas mais respeitados do país, o conservador Claudio Lembo, concedeu uma entrevista ao programa “É Notícia”, da RedeTV!, que promete incendiar o debate sobre os abusos cometidos por Barbosa.

“Nunca houve impeachment de um presidente do STF. Mas pode haver, está na Constituição. Bases legais, há. Foi constrangedor, um linchamento. O poder judiciário não pode ser instrumento de vendetta”, diz o ex-governador paulista.

Já foi lançado um manifesto de repúdio ao que chamam de prisões ilegais de parte dos condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, assinado por juristas, intelectuais da sociedade civil. Joaquim Barbosa mentiu ao defender o sigilo do Inquérito 2474 pois está atuando claramente a favor dos interesses dos magnatas da mídia brasileira, onde inclusive seu filho trabalha.

Para quem não sabe, este inquérito tem as provas de que todo o mensalão foi uma imensa farsa sustentada pela mídia e pela oposição, para derrubar o PT e criar as bases de um golpe de estado através do impeachment de Lula. Não conseguiram derrubar Lula, mas conseguiram iludir, desinformar e colocar boa parte dos brasileiros contra o PT.

A Rede Globo, a Revista Veja, e o Jornal Folha de SP ajudaram durante anos a sustentar a mentira, pois o PT planejava democratizar a mídia, que no Brasil é dominada por 7 famílias de bilionários.

Petição coleta assinaturas pelo impeachment de JB | Brasil 24/7

21/12/2012

STF manifesta-se em defesa própria

Filed under: Golpismo,Impeachment,STF — Gilmar Crestani @ 10:30 pm

Já tivemos um Presidente afasto. Tivemos congressistas cassados. Para completar o quadro e avaliar se as instituições estão mesmo funcionando, só falta afastar Ministro do STF. A assessoria de imprensa do STF está falando em corda em casa de enforcado…

STF manifesta preocupação com destituição de juízes em Honduras

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, encaminhou ofício ao ministro de Estado das Relações Exteriores, Antonio Patriota, solicitando informações sobre a destituição, na madrugada do dia 12 de dezembro, de quatro juízes da Suprema Corte de Honduras pelo Congresso daquele país. O ministro relata que a destituição teria ocorrido em razão de votos recentes proferidos pelos magistrados, no exercício de suas funções jurisdicionais.

No ofício, o presidente do STF afirma que a existência de um Poder Judiciário autônomo é uma das pré-condições para a vigência de um verdadeiro Estado Democrático de Direito. “Um Judiciário independente é essencial para a proteção dos direitos constitucionais dos cidadãos e a defesa dos direitos humanos fundamentais”, afirma. Tal princípio, assinala, está consagrado na Constituição Federal brasileira e em diversos instrumentos internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.

CF/EH

Notícias STF :: STF – Supremo Tribunal Federal

18/12/2012

E se o Congresso abrir um processo de impeachment contra Celso de Mello?!

Filed under: Celso de Mello,Golpismo,Impeachment — Gilmar Crestani @ 8:46 am

Se o STF pode interferir no Congresso, por que o Congresso não poderia fazer o mesmo com o STF?

STF cassa deputados: está criado o impasse

kotscho STF cassa deputados: está criado o impasse

Atualizado às 20h02:

Em entrevista coletiva concedida agora há pouco, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), jogou mais lenha na fogueira do impasse criado com a decisão do STF. "A decisão tomada pelo tribunal não encerra o assunto. É uma ingerência indevida que não dialoga com o bom entendimento entre os poderes".

Maia informou que procurou a Advocacia-Geral da União para encontrar um enbasamento jurídico que garanta o não cumprimento da decisão do tribunal sobre a cassação dos mandatos dos parlamentares condenados no processo do mensalão.

Aguardam-se os próximos capítulos.

***

Ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal: "É inadmissível o comportamento de quem, não demonstrando o devido senso de responsabilidade, proclama que não vai cumprir a decisão do Supremo (…). A insubordinação legislativa a uma decisão judicial revela-se comportamento intolerável, inaceitável e incompreensível".

Deputado Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara dos Deputados: "Não estamos numa ditadura onde a Constituição não é respeitada. Se o STF cassar os parlamentares, isso será inconstitucional. Quem cassa mandato de deputado é o parlamento. (…) Pode não se cumprir a medida tomada pelo STF. E fazendo com que o processo de cassação tramite na Câmara dos Deputados, normalmente, como prevê a Constituição. Isso não é desobedecer o STF. É obedecer à Constituição".

Ao final do mais longo julgamento da história, o Supremo Tribunal Federal cassou, por 5 votos a 4, na tarde desta segunda-feira (17), os mandatos dos deputados federais João Paulo Cunha, Pedro Henry e Valdemar Costa Neto, 3 dos 25 condenados no processo do mensalão.

Está criado o impasse entre o Supremo Tribunal Federal e a Câmara dos Deputados. Celso de Mello, ao proferir seu voto, ameaçou processar os responsáveis por prevaricação, caso a decisão do STF não seja cumprida, crime que consiste em "retardar ou deixar de praticar indevidamente atos de ofício ou praticá-los contra disposição expressa de lei para satisfazer interesse ou sentimento pessoal", com pena que vai de três meses a um ano de prisão.

Em várias declarações que antecederam a sessão de hoje, Marco Maia defendeu que a última palavra é do Legislativo e que uma interpretação contrária representaria uma afronta à autonomia do Congresso e poderia gerar "um impasse institucional sem precedentes na história recente da política nacional".

A maioria dos ministros decidiu que uma condenação criminal transitada em julgado leva à cassação de direitos políticos e, consequentemente, à perda de mandato. Caberia à Câmara apenas formalizar a decisão.

O revisor Ricardo Lewandowski discordou da maioria e teve o apoio de três ministros (Dias Toffoli, Rosa Weber e Cármen Lúcia). "Não estamos acima de outros poderes. Em nenhuma hipótese, o Congresso Nacional poderá rever o que nós decidimos aqui quanto à condenação. Mas nós, em contrapartida, também não podemos nos intrometer no juízo político de cassação de mandato".

Para Rosa Weber, "um parlamentar não pode perder o mandato por decisão de outro poder, já que foi eleito pela soberania popular".

Sem citar nomes, Celso de Mello fez duras críticas ao corporativismo da Câmara: "Equivocado espírito de solidariedade não pode justificar afirmações politicamente irresponsáveis, juridicamente inaceitáveis, de que não se cumprirá uma decisão do STF revestida da autoridade da coisa julgada".

E agora, como fica? O que pode acontecer? Se os próprios ministros do Supremo Tribunal Federal ficaram divididos sobre a questão, como demonstra o apertado placar final, como é que eu vou saber?

Só uma coisa é certa: a saída para esse impasse ainda deverá tomar algum tempo, pois a medida hoje aprovada só poderá ser aplicada depois que as sentenças tiverem transitado em julgado e não houver mais possibilidade de recursos contra as condenações.

Depois de 53 sessões em 138 dias de julgamento, com penas que somam 282 anos de prisão para 25 condenados, ainda vamos ter que esperar algum tempo para saber como e quando tudo vai acabar.

Blog do Ricardo Kotscho – R7

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