Ficha Corrida

28/12/2015

Flagrado no golpe, Nardes diz que vai relatar na privada

nardes na zelotes Na reunião dos sete anões, só Eduardo CUnha não apareceu no retrato. Estava ocupado demais em chantagear.

Eu estive na Sicília e em muitos lugares vi reuniões como essa em bares, restaurantes. No caminho de Agrigento para Palermo, parei em Corleone. Vi naquele mítico lugar senhores mais honestos do que estes. Como diria minha avó, o melhor não dá sabão… em pó! Se isso aí não é tráfico de influência então não sei o que seja.

Para se ter uma ideia do tamanho do Nardes, ele está Ministro do tCU graças ao famigerado Severino Cavalcanti, o breve. Nardes ainda precisa explicar não apenas a Operação Zelotes, que goza de um silêncio ensurdecedor de seus parceiros mafiomidiáticos, mas porque todos seus correligionários do PP gaúcho foram pegos na Operação Lava Jato. Seu ódio à Dilma deve-se ao fato de que ela, ao contrário de FHC, não quer engavetamento de investigações.

São personagens como Augusto Nardes, Lasier Martins, Luis Carlos Prates, Ana Amélia Lemos, Luis Carlos Heinze,  José Otávio Germano e Afonso Motta que levam os midiotas gaúchos pedirem a separação do RS do resto do Brasil, cantando: “Sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra…”

Como não sou Presidenta, que espera não sobrar pedra sobre pedra, desejo-lhe boa cobertura, de pedra sobre pedra…

    Pedro Maciel

    Advogado, sócio da Maciel Neto Advocacia, autor de “Reflexões sobre o estudo do Direito”, Ed. Komedi, 2007

    ¿Por qué no te callas Augusto Nardes?

    27 de Dezembro de 2015

    Por qué no te callas? Foi uma frase dita pelo rei Juan Carlos da Espanha ao presidente Hugo Chaves durante a XVII Conferência Ibero-Americana que acontecia no Chile em 2007.

    O motivo da malcriação do rei coroado pelo Franquismo foram as interrupções de Chaves durante a resposta do primeiro-ministro espanhol Jose Luis Rodriguez Zapatero emdefesa do ex-primeiro-ministro José Maria Aznar, a quem Chávez criticou duramente devido ao suposto apoio de Aznar ao fracassado golpe de estado contra o presidente Chaves em 2002.

    Lanço mão da frase do rei Franquista, jocosamente, pedir aos Ministros do TCU que se calem, pois o trabalho “técnico” deles acabou com a entrega do parecer que sugeriu a reprovação das contas de 2014 da Presidente Dilma Rousseff, não cabe a eles nenhuma critica pública ao senador Gurgacz, pois o trabalho agora é do congresso. A questão técnica será considerada, mas a questão não é apenas técnica, nunca foi.

    Um registro. Fico espantado ao ver o espaço que o tal Relator das contas de Dilma, Augusto Nardes, ainda tem na mídia tradicional e não tradicional, afinal esse senhor está envolvido no escândalo do CARF, por exemplo… O relatório produzido por investigadores da Operação Zelotes que aponta indícios sérios de que Augusto Nardes teria recebido R$ 2,6 milhão no contexto do escândalo do CARF; a Operação Zelotes investiga possíveis fraudes para comprar decisões no conselho. E o “impoluto” Nardes teria recebido a quantia de uma empresa de lobby, entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, quando Nardes já era ministro do TCU.

    E essa não é a única “arte” de Nardes… O gaúcho João Augusto Ribeiro Nardes legitimo herdeiro da UDN, foi vereador pela ARENA, deputado estadual pelo PDS em 1986, e já com a democracia vigente no Brasil, 1990, foi reeleito pelo PPR, um dos braços da ARENA que tinha como liderança Paulo Maluf; seu partido se tornou PPB e, depois, o que até hoje é denominado como PP. Por essas siglas, Nardes foi deputado federal de 1994 a 2005, quando renunciou para assumir a cadeira no TCU.

    Na sua primeira visita como réu no STF, Nardes foi processado em agosto de 2004 por crime eleitoral, peculato e concussão, por omissão de declaração em prestação de contas, quando concorreu à deputado federal, na Ação Penal 363. Na época, o ministro relator Marco Aurélio acatou a sugestão do então procurador-geral da República, Claudio Fonteles, propondo um acordo com Augusto Nardes, por não possuir antecedentes criminais, não foi absolvido, foi bem defendido. Há ainda o alegado envolvimento do ministro do TCU com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), mais especificamente com o esquema de controle e direcionamento de dinheiro público para as obras do Ministério dos Transportes, tem base no posto assumido por seu irmão, Cajar Nardes, em 2008, na gerência de projetos do Dnit.

    Ou seja, seria bom o Ministro Nardes calar-se e fazer uma análise de sua própria trajetória e do órgão técnico ao qual ele está vinculado, pois deve ser incomodo às pessoas de bem conviver com a suspeição que paira sobre a rápida ascensão do filho do presidente do TCU Tiago Cedraz, advogado que em menos de oito anos tornou-se milionário e que até ação da Policia Federal circulava sem constrangimentos pelos corredores do TCU ao lado de seus clientes famosos.

    Ademais, o argumento do Senador Gurgacz é sério: "é preciso ter cuidado para não criar, ao se reprovar as contas, uma jurisprudência que possa trazer um engessamento das administrações públicas nos três níveis: federal, estadual e municipal", e segue dizendo, "Temos 14 estados que nesse ano não cumpriram a meta fiscal. Estados governados por vários partidos. Por isso a importância de fazermos um relatório baseado na legalidade, na Constituição e não só baseado na presidente atual, mas na condição de gestão dos governos” e eu acrescento, um relatório baseado no interesse público, pois é sobre esse principio que os demais se sustentam.

    Pedro Benedito Maciel Neto, advogado, sócio da MACIEL NETO ADVOCACIA, autor de “Reflexões sobre o estudo do Direito”, Ed. Komedi, 2007.

    ¿Por qué no te callas Augusto Nardes? | Brasil 24/7

    14/03/2015

    PP leva o Rio Grande a jato pelo mundo

    Na imagem, os avôs do PP da Ana Amélia Lemos e do Germano (um deles), sem com suas caras de bunda na RBS

    zhnQuando menos se espera, lá estão os gaúchos fazendo história. É uma celebração.

    Veja o que é a ironia da história.  A RBS, sempre que acontece um desastre, procura por  algum gaúcho. A obsessão por colocar um gaúcho no meio de qualquer coisa, mesmo que seja um tsunami, é tanta, que foi criado um site só para registrar esta doença: http://gauchonazh.tumblr.com/. Pois não é que, de repente, a RBS ganha concorrente de peso! O jornal El País da Espanha acaba de colocar o RS, pelas mãos do PP, no mapa mundi.

    É o Rio Grande, cujo hino garante que nossas façanhas são modelo a toda terra. Isso mesmo, não ao Rio Grande, ao Brasil ou à América, mas “a toda terra”… É o mesmo hino que diz que povo que não tem virtude acaba por ser escravo, como quem diz que a escravatura era uma decorrência da falta de virtude dos… escravos. Fora do contexto da escravidão, vê-se que o povo gaúcho continua sem virtude, porque continua escravo da RBS. Ela diz, o povo, bovinamente, como manada, segue a égua madrinha. Todo ano a serpente desova um de seus funcionários para servir de égua madrinha deste povo que se orgulha de ser mais politizado do Brasil. Aqui tudo é superlativo, inclusive e principalmente, a ignorância.

    Diante do que se tem visto, das duas, uma: ou é um povo mal informado ou é um povo mal intencionado! Nenhuma das duas o salva como povo homogêneo que a RBS quer fazer crer que somos.

    É isso que dá o Governo Federal em confiar em quem não merece confiança.

    Partido Progressista, o ‘filho’ da ditadura que coleciona escândalos

    Com 31 dos 49 políticos investigados, legenda é umas das principais aliadas do Governo

    A. Benites São Paulo 7 MAR 2015 – 20:26 BRT

    De filho da ditadura militar (1964-1985) a para-raios de escândalos, esse é o Partido Progressista, a sigla que teve mais políticos citados na Operação Lava Jato até o momento, 31 dos 49. Oriundo da Arena, a agremiação de direita que deu suporte ao regime militar brasileiro, o PP sempre apoiou os governos, independentemente de quem fosse. Sua principal diferença do PMDB, que também costuma ser um fiel aliado do Palácio do Planalto desde a redemocratização, é o tamanho: os progressistas são menores.

    A relação dos membros do PP investigados por desvios de recursos da Petrobras é eclética. Vai de um padre baiano, o ex-deputado José Linhares da Ponte (Padre Zé), a um evangélico paulista que está na cúpula da Igreja Mundial, o missionário José Olímpio. Há ainda mensaleiros, como Pedro Henry e Pedro Corrêa, um ruralista gaúcho anti-índios, Luiz Carlos Heinze, e o vice-governador baiano que diz estar “cagando e andando” para a investigação, João Leão.

    Ter a maioria dos políticos implicados no escândalo não significa que o PP foi o principal articulador do esquema

    Ter a maioria dos políticos implicados no escândalo da Petrobras até agora não significa necessariamente que o PP foi o principal articulador do esquema. Conforme o Ministério Público Federal, os nomes dos progressistas apareceram mais porque os dois delatores-chave das fraudes, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, eram vinculados a esse partido por indicação do então deputado federal José Janene (morto em 2010). As figuras ligadas ao PT, o ex-diretor da petroleira Renato Duque e o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, assim como os relacionados ao PMDB, o ex-diretor Nestor Cerveró e o lobista Fernando Soares, não assinaram termos de colaboração com a Justiça. Ou seja, não entregaram quem eram os petistas e peemedebistas envolvidos nos desvios de até 20 bilhões de reais da maior empresa estatal do país.

    “Evidentemente que essa lista tende a aumentar assim que as investigações se aprofundarem”, avalia o cientista político Paulo César Nascimento, professor da Universidade de Brasília.

    Raio-X

    Com 1,4 milhão de filiados o PP é o quarto maior partido brasileiro, está atrás de PMDB, PT e PSDB. Nos Governos de Dilma Rousseff e de Luiz Inácio Lula da Silva ganhou relevância ao comandar ministérios importantes, como o das Cidades (que agora é do PSD), entre 2005 e 2014, e desde janeiro passado o da Integração Nacional. Duas pastas com orçamentos gigantescos e programas considerados chaves para o Planalto, como o Minha Casa, Minha Vida e a obra de transposição do rio São Francisco. Atualmente, além de cargos na gestão Rousseff, os progressistas contam com a governadora de Roraima, Suely Campos, e seis vice-governadores, entre eles o do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, e o da Bahia, João Leão.

    Com 40 deputados federais e cinco senadores, o PP tem uma bancada de baixo clero que já foi pega em vários escândalos. No mensalão petista, em 2006, lá estavam os deputados José Janene, Pedro Henry e Pedro Corrêa. No superfaturamento de obras em São Paulo, em 2004, aparecia o deputado federal Paulo Maluf e o filho dele, o empresário Flávio – ambos estão na lista de procurados pela Interpol e não podem deixar o país. Na máfia dos Fiscais paulistanos, em 1998, surgiu um afilhado de Maluf, o prefeito Celso Pitta (já morto).

    Mais recentemente, o PP viu seus quadros envolvidos em um escândalo nacional e dois regionais. O primeiro foi em 2011, quando o então ministro das Cidades, Mario Negromonte, do PP da Bahia, foi acusado de oferecer uma mesada de 30.000 reais a seus correligionários para apoiar sua permanência no cargo. A propina não foi comprovada, mas o ministro caiu. O segundo caso foi em Campo Grande (MS), no ano passado, quando o prefeito Alcides Bernal foi cassado acusado de nove crimes, inclusive lavagem de dinheiro. O mais atual é no Governo de Roraima, comandado por Suely Campos. Eleita após a Justiça impedir a candidatura de seu marido, Neudo Campos, Suely terá de suspender a nomeação de 19 funcionários do primeiro e segundo escalão por causa de nepotismo. Eram todos seus familiares.

    O PP tem uma bancada de baixo clero que já foi pega em vários escândalos

    Na avaliação do cientista político Nascimento, os membros do PP costumam aparecer em escândalos porque geralmente são políticos com a velha prática clientelista, que foi mesclada com técnicas de corrupção do PT. “Há no PP políticos corruptos contumazes e isso se espalha pelo próprio partido. Mas essa prática não é exclusiva dele. O PMDB também vai no mesmo sentido. Só não surgiram tantos nomes ainda”, diz o estudioso da política brasileira.

    "Cagando e andando"

    Ao contrário de outras legendas que viram seus quadros citados no escândalo da Petrobras, o PP ainda não se manifestou oficialmente. Alguns de seus membros citados fizeram declarações de defesas isoladas, sempre negando qualquer irregularidade em suas prestações de contas eleitorais ou em relação à atividade parlamentar. Um deles foi o senador Ciro Nogueira, o presidente nacional da legenda. Em sua conta do Twitter, Nogueira diz que as acusações contra ele são “absurdas e sem fundamento” e criticou a imprensa brasileira.

    Outro que falou sobre o assunto foi o vice-governador baiano, João Leão. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo por telefone, ele disse que não estava nada preocupado com as acusações. “Estou cagando e andando, no bom português, na cabeça desses cornos todos. Sou um cara sério, bato no meu peito e não tenho culpa”, afirmou.

    EL PAÍS Brasil

    11/03/2015

    PP gaúcho prova que na ditadura não havia corrupção

    PRBSMal informados e mal intencionados, unidos na ignorância, estufam o peito para dizer que na ditadura “pelo menos não havia corrupção”. Talvez lembrando que havia uma forte participação de generais gaúchos.

    O Paulo Salim Maluf talvez seja o mais ilustre representante da ditadura. Foi com ele que Tancredo Neves concorreu na eleição indireta. Tancredo ganhou mas não levou. Quem ficou foi um parceiro da ditadura e de todos os que vieram depois, José Sarney. Sarney fez uma parceria com a Rede Globo que já havia emplacado o porta-voz, Antônio Britto, e que também emplacaria o Ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães. Todos filhotes da ditadura. Todos abraçados pela Rede Globo e suas filiais de norte a sul. No sul, pela RBS.

    Por razões óbvias, o cavalo do comissário seria sempre albergado na RBS. Olívio derrotou, mas RBS fez gato e sapato para derruba-lo.

    O PP gaúcho esteve aliado a todos os partidos com quem o PT disputou as eleições. Mesmo estando na base do governo federal, o PP se perfilou ao lado de Aécio Neves. O PP gaúcho é cara da RBS. Está envolvido em todos os casos de corrupção levados a público, não pela RBS, no RS. Lembrem-se da última funcionária da RBS a ocupar o Piratini. Yeda Crusius foi o pior governo estadual que já tivemos. Mas para a RBS foi maravilhoso. Ganhou uma sobrevida com a publicidade estadual. E por aí se explica todo ódio que a RBS nutre por Olívio Dutra e Tarso Genro. Até parece que os anencefálicos já esqueceram a Operação Rodin, mas ela continua, apesar de todo silêncio da RBS a respeito.

    Nas últimas eleições, a RBS quase emplacou a funcionária Ana Amélia Lemos no comando do Estado. Não conseguiu, mas como prêmio de consolação logrou, que palavra, sufragar, graças à manada gaúcha que segue bovina e cegamente a RBS, colocar Lasier Martins no Senado. Reitero, todos ao lado de Aécio Neves.

    De repente, não mais que de repente, descobre-se que o único partido de linhagem direta da ditadura (ARENA, PDS, PP), aliado de todas as horas da RBS, cuja candidata ao Piratini, é prata da casa, Ana Amélia Lemos, está todo enrolado na Operação Lava Jato.

    Por aí se explica todo ódio ao PT e aos Governos de Lula e Dilma: não tem mais essa de jogar para debaixo do tapete a corrupção, como se fazia na ditadura. Na ditadura, quem denunciava era  preso, torturado e morto. Os grupos mafiomidiáticos davam cobertura aplicando o método que, na democracia, recebeu o nome de Rubens Ricúpero, descoberto no Escândalo da Parabólica: o que era bom para seus parceiros, a Globo mostrava, o que era ruim, escondia.  A RBS continua faezendo isso até hoje ou alguém acha que a Ana Amélia Lemos e o PP estão sofrendo todo tipo de acusação com que a RBS costuma atacar o PT?! O que prova que a RBS não é contra a corrupção, mas contra a concorrência na corrupção. Vimos isso no governo da Yeda Crusius. As denúncias só saíram na Folha, a RBS repercutia, de forma ligeira e sem acusar, depois.

    Agora está lá o corpo do PP estendido no chão. Quem lê, ouve ou assiste os veículos da RBS, descobre que seus funcionários ficaram ainda mais histéricos com o Governo Federal. Por quê? Por que descobriram que seus heróis estão no PP e eles estão todos na Lava Jato.

    Ou o RS acaba com o rebotalho da ditadura, ou eles ainda acabarão por reimplantar a ditadura nos pampas. Para quem ainda pensa em separatismo, imagine o PP comandando o Estado com a RBS na retaguarda… Até o tiririca gaudério, José Ivo Sartori, viraria  estadista…

    03/03/2015

    Apareceram as vestais PP, PSDB & PS(d)B

    PSDB camaroteUma pergunta que não pode deixar de ser feita: se as obras nas refinarias construídas nos governos Lula e Dilma resultaram em propina ao PSDB, a quem se destinavam as propinas nas obras no governo do PSDB? Ao Papa?

    De repente, depois de passarem meses vazando contra o governo aparecem os meliantes de sempre. Exatamente os que querem derrubar Dilma. E por que querem derrubar a Dilma? Para fazerem exatamente o que fizeram durante os dois mandatos de FHC! Entregar o que resta do patrimônio nacional. E roubar. Trazem de volta o Engavetador-Geral, já têm o Gilmar Mendes. Se compraram a reeleição, porque não comprarão uma ditadura?! Se na primeira vez elegeram Severino Cavalcanti e na segunda o Severino Cavalcanti II, também conhecido por Eduardo Cunha, por que não ressuscitarão Nicolau dos Santos Neto, o Lalau?!

    A filha do FHC retornará ao Senado, com Demóstenes Torres de líder do governo. FHC assumirá outro filho com algum ator da Globo e a Veja escalará Reinaldo Azevedo de porta-voz. Ao invés de distribuírem milhares de assinaturas nas escolas públicas de São Paulo, levarão Veja, Folha, Estadão, Globo e Zero Hora às escolas e universidades de todo o Brasil.

    E, por fim, Alberto Youssef, devido ao seu trânsito no Judiciário e sua capacidade contábil, será conduzido ao STF ou ao TCU. As empreiteiras continuarão comprando do exterior, com dinheiro do BNDES, as plataformas P-36. O  Banco do Brasil será entregue, com um novo PROER, ao HSBC.

    Trocarão o tucano pelo helipóptero como símbolo partidário. E distribuirão conta gotas aos paulistas para tomarem banho. Um aperitivo do que foram dos dois mandatos de FHC pode ser encontrado aqui: http://www.psdbnuncamais.blogspot.com.br/

    PETROLÃO

    Doleiro diz que obras em refinaria geraram propina para três partidos

    Em depoimentos, Youssef apontou políticos do PP, do PSDB e do PSB como beneficiários

    Delator afirmou ter acertado entrega de R$ 10 mi a Eduardo Campos, morto em acidente em 2014

    FLÁVIO FERREIRA, ENVIADO A CURITIBA, ESTELITA HASS CARAZZAI, DE CURITIBA

    Em depoimentos de delação na Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro Alberto Youssef apontou que propinas em contratos da refinaria Abreu e Lima (Pernambuco) resultaram em repasses a integrantes dos partidos PP, PSDB e PSB.

    O doleiro indicou como beneficiários de parte dos subornos o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto em agosto, e o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, que morreu em março passado.

    A Procuradoria-Geral da República promete divulgar nesta semana a lista dos políticos envolvidos no caso.

    Em um dos depoimentos, Youssef indicou que Nogueira e Fonte receberam entre 2010 e 2011 parte da propina paga pela construtora Queiroz Galvão em um contrato para implantação de tubovias em Abreu e Lima.

    Segundo auditoria da Petrobras, em 2010 as construtoras Queiroz Galvão e a Iesa assinaram contrato no valor de cerca de R$ 2,7 bilhões para a implantação de tubovias na refinaria.

    De acordo com o delator, o suborno foi negociado ainda antes da assinatura do contrato, em uma reunião da qual participaram um representante da Queiroz Galvão, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o então presidente do PP, José Janene, morto em 2010, o ex-assessor do PP João Genu e Youssef.

    No encontro realizado num hotel no Rio de Janeiro, o grupo pressionou a Queiroz Galvão a fechar rapidamente o negócio e ameaçou estimular a criação de uma CPI sobre a estatal, ideia aventada pela oposição à época.

    Após a reunião, a empreiteira fechou o contrato e parte da propina foi paga em doações oficiais a candidatos, segundo o delator.

    O pagamento do suborno em dinheiro foi coordenado por Fernando Soares, o Baiano, também preso na Lava Jato, segundo o delator. Parte da propina foi destinada a Youssef, que então a repassou a Nogueira e Fonte.

    Na negociação, também ficou acertado que, do total da propina, R$ 10 milhões seriam destinados a impedir a realização da CPI da Petrobras, e um dos beneficiários desse dinheiro foi o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, disse Youssef.

    O delator também afirmou que Eduardo Campos recebeu entre 2010 e 2011 R$ 10 milhões de propina paga em contrato do consórcio Conest, formado pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, em obras de unidades de Abreu e Lima.

    Segundo Youssef, Campos recebeu o repasse para não criar dificuldades nas obras.

    A Odebrecht ficou responsável pela propina, no valor de R$ 30 milhões, e o total foi dividido entre Campos, Costa e o PP, disse o doleiro.

    O valor destinado a Campos teria sido entregue a um emissário do ex-governador, no Recife.

    08/01/2015

    Delação premiada contra Cunha é recusada a jato

    Como no poema do Drummond, há uma pedra, perdão, Cunha, abrindo o caminho ao meio. Durante as eleições, vazaram tudo o que foi possível para prejudicar a eleição da Dilma e elegerem o pior Senador no ranking da Veja, Aécio Neves. De repente, entre os dedos das mãos encrespadas para atacar começa a vazar o cocô dos acusadores. E, como sempre, os dois pesos e as duas medidas.

    Para Dilma, Lula e o PT, as verdades definitivas, as acusações acompanhadas do cadafalso. Como diria o capitão-de-mato do direito, foi feito pra isso, sim

    Para os amigos da velha mídia, o cuidado, os eufemismos rastaqueras, as mãos cheias de dedos fechados em copas. Nada de dedo em riste. A sabujice nojenta de quem ataca para se defender. Não combatem a corrupção, apenas condenam a concorrência na corrupção. Ah, os bons tempos da ditadura, quando a parceria rendia, podia ser corrupto sem problemas e os que ousavam discordar eram presos, torturados, estuprados, mortos e esquartejados. E ainda ganhavam uma viagem de brinda Folha de São Paulo, que usava suas peruas pra transportar as vítimas para as valas clandestinas do cemitério de Perus.

    Eduardo Cunha é simplesmente um dos últimos soldados do batalhão de FHC no PMDB.

    Eduardo Cunha tem tratamento “vip”, Dr. Janot?

    8 de janeiro de 2015 | 08:13 Autor: Fernando Brito

    cunha3

    O Dr. Rodrigo Janot, Procurador Geral da República, negou à Presidência da República acesso às informações da Operação Lava-Jato que poderiam permitir que se tomassem providências saneadoras em relação a contratos e decisões na Petrobras, salvaguardando, no possível, os recursos da empresa colocados em contratos fraudados por Paulo Roberto Costa.

    O Dr. Rodrigo Janot, Procurador Geral da República, negou-se até a dizer um simples “sim ou não” à Presidenta da República sobre se haveria menções a algum político que pretendesse altos cargos na administração federal.

    O Dr. Janot invoca, para isso, o segredo de Justiça, embora a Lava-Jato tenha tido vazamentos em quantidade capaz de resolver até os problemas da Sabesp, de tanto e tão volumosos.

    Portanto, o Dr. Janot está na obrigação moral de reagir às declarações do Deputado Eduardo Cunha de que teve acesso à integra dos depoimentos do policial federal l Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, que disse ter entregue ao líder do PMDB certa quantia em dinheiro, a mando do doleiro Alberto Youssef, o qual, por sua vez, teria, segundo a Folha, mencionado Cunha como beneficiário de contratos entre a estatal e a Toyo Setal.

    Quer dizer que Cunha tem tratamento VIP e, mesmo como envolvido, tem direito a ter acesso aos depoimentos “sigilosos”?

    Quem é que deu a um investigado, que  tem, em tese, todo o interesse em montar álibis e história de “cobertura” para encobrir seus desvios de conduta e crimes, até?

    Quem são os “amigos” de Cunha que lhe deram a papelada que ninguém pode ler?

    O fato objetivo é que os advogados de Jayme  “Careca” dizem que o policial “entregou o dinheiro, não no Condomínio Nova Ipanema, mas em outro próximo, o Novo Leblon” e então o espertíssimo deputado Cunha diz que “não mora e nunca morou” neste.

    Só no outro.

    Daqui a mais uns dias, o carregador de malas diz também que não entregou dinheiro para Anastasia, mas foi levar o dinheiro da anestesia de alguém…

    Eduardo Cunha tem tratamento “vip”, Dr. Janot? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    30/12/2014

    Foster tem culhão para deixar corruptores sem Graça

    corruptor

    O mais engraçado, se é que corrupção tem graça, é que embora tenham sido presos os corruptores de longa trajetória, a velha mídia só cobre quando envolve políticos adversários do Instituto Millenium. As empreiteiras estiveram envolvidas, desde suas origens, a ditadura, em todos os principais e maiores casos de corrupção, mas a justiça só tem punido os corruptos. Culparam Nicolau dos Santos Neto pelos desvios do TRT de São Paulo. Até parece que seu Lalau pegava um avião em Guarulhos, descia em Brasília, entrava no Banco Central, enchia a mala de dinheiro e volta pra São Paulo. Fez tudo sozinho…

    Agora a Presidente da Petrobrás, Graça Foster, desencadeia a punição muito mais pedagógica do que aquelas que até agora não foi possível atingir a parte mais sensível dos corruptores, o bolso.

    Vamos ver se moda pega.

    Petrobras diz à Justiça: muito bem, querem punir os corruptores?

    30 de dezembro de 2014 | 06:06 Autor: Fernando Brito

    O anúncio feito pela Petrobras de que suspendeu o direito de praticamente todas as empresas de construção pesada de participarem de licitações e, por consequência, serem contratadas pela empresa tem um sentido político que vai além, muito além, do óbvio significado administrativo.

    São 23 empresas – praticamente todo o ranking  da construção pesada –  atingidas: Alusa, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Carioca Engenharia, Construcap, Egesa, Engevix, Fidens, Galvão Engenharia, GDK, Iesa, Jaraguá Equipamentos, Mendes Junior, MPE, OAS, Odebrecht, Promon, Queiroz Galvão, Setal, Skanska, Techint, Tomé Engenharia e UTC.

    É obvio que elas irão à Justiça – e neste caso, à Justiça Federal – para contestar a decisão da estatal.

    Que vai decidir se, por conta das denúncias da Operação Lava-Jato, elas podem ser punidas com o impedimento de licitar, isto é, se todos os contratos que viessem a firmar, a partir de agora, estariam sob “suspeição prévia”.

    petrobras tucanosOu seja, se devem ser impedidas de trabalhar num setor onde a grande maioria das obras é, direta ou indiretamente, contratada pelo setor público.

    E se, portanto, o Brasil terá de apelar para empreiteiras estrangeiras, que passam a ser a quase única alternativa para fazê-las.

    Não parece improvável que o ato administrativo da Petrobras será derrubado no Judiciário, talvez até por liminar.

    Mas a empresa, então, passa ao Judiciário a questão essencial: a corrupção parte de quem se corrompe no setor público ou de quem, no mundo dos negócios privados, onde não se presta conta do que se ganha ou do que se gasta, os corrompe?

    Paulo Roberto Costa e os outros “ladrões de carreira”, que subiram nas estruturas da Petrobras se associando à carreira de ladrões muito abundante nos negócios privados não são os únicos vilões.

    Vamos ver se a Justiça tem, em relação aos corruptores, a mesma coragem que tem – e deve ter – em relação aos corruptos.

    A Petrobras, como se vê, está tendo.

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