Ficha Corrida

02/06/2014

Governo bolivariano nega asilo a perseguido por ditadura sanguinária

Cuba x EUASnowden confirma ter pedido asilo ao Brasil

Delator de espionagem dos EUA diz que ‘adoraria’ morar no país e se surpreende com negativa do governo brasileiro

Ex-funcionário da NSA revela que seu objetivo era fugir para o Equador e diz estar tenso com fim de asilo na Rússia

DE SÃO PAULO

O ex-prestador de serviços da NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) Edward Snowden afirmou neste domingo (2) que adoraria morar no Brasil e confirmou que fez um pedido de asilo ao país.

Em entrevista ao programa "Fantástico", da Rede Globo, o delator do esquema de espionagem dos Estados Unidos disse que a solicitação foi feita no período em que ficou retido no aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou.

"Eu adoraria morar no Brasil. Se o país oferecesse o asilo, eu aceitaria. De fato, já pedi asilo ao Brasil, quando estava no aeroporto."

Informado de que o país havia negado seu pedido, ele se disse surpreso. "Talvez eu não tenha cumprido algum procedimento a ser seguido."

Questionado, o Ministério das Relações Exteriores disse que não vai comentar sobre a entrevista de Edward Snowden ao "Fantástico".

Em dezembro, o delator fez uma "carta aberta ao povo do Brasil, obtida pela Folha, que foi enviada ao governo brasileiro. Nela, Snowden prometeu colaborar com as investigações sobre a ação da NSA no país em troca do asilo.

Na entrevista, no entanto, ele negou que vá oferecer informações para conseguir o benefício. Snowden ainda elogiou a presidente Dilma Rousseff por ter sido a primeira a fazer um discurso contra a espionagem americana.

Dilma está entre os dirigentes que tiveram e-mails e telefonemas interceptados pela NSA. A Petrobras também foi espionada pela agência.

O jornalista Glenn Greenwald, que denunciou o esquema e estava com Snowden na entrevista ao "Fantástico", afirmou que, nos próximos meses, serão revelados mais detalhes da espionagem realizada pelos EUA e o Reino Unido no Brasil.

EQUADOR

Pela primeira vez, Snowden revelou que seu objetivo durante sua fuga era chegar ao Equador. Ele ficou 39 dias retido na Rússia após seu passaporte ter sido cancelado.

O delator afirma que tem uma vida boa em Moscou e que consegue até sair na rua. "A Rússia não é um país perfeito, espiona a internet e censura a imprensa, mas é muito melhor que a prisão".

Snowden disse ainda que gostaria de ser julgado pelos tribunais dos EUA, mas não espera um processo justo.

"Você não pode ser um traidor, a não ser que sua lealdade seja transferida ao governo. Não queria derrubá-los [com o vazamento], quero que sejam melhores".

21/02/2014

Soltura imediata a Bradley Manning e Edward Snowden?

Filed under: Barack Obama,Bradley Manning,CIA,Edward Snowden,Tio Sam,Venezuela — Gilmar Crestani @ 8:08 am
Tags:

tio samObama destoa do Brasil e exige soltura imediata de opositores

NATUZA NERYDE BRASÍLIA DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, classificou ontem de "inaceitável" a violência dos últimos dias na Venezuela e cobrou do governo de Nicolás Maduro que liberte os detidos.

"Pedimos o devido processo legal e a libertação imediata dos que foram presos enquanto expressavam pacificamente seu direito à liberdade de expressão", afirmou.

"Na Venezuela, em vez de tentar desviar a atenção de suas próprias carências, expulsando com falsas acusações diplomatas americanos, o governo deveria se concentrar em atender às reivindicações legítimas do povo venezuelano", disse Obama.

O presidente ganhou o coro inusitado da cantora Madonna, que publicou uma foto de Maduro na rede Instagram com a seguinte mensagem: "Aparentemente, não está familiarizado com a expressão direitos humanos’".

O tom duro de Obama contrasta com a tímida reação do Brasil à crise na Venezuela, criticada por entidades como a Human Rights Watch. A presidente Dilma Rousseff não se pronunciou publicamente até agora sobre o tema.

A diplomacia brasileira vem sendo questionada por ter dado aval a um comunicado do Mercosul que chamou de "ações criminosas" as manifestações da oposição venezuelana. Brasília, porém, preferia um comunicado mais ameno por parte do bloco. Nos bastidores, a ordem é manter distância da crise no país vizinho.

Segundo a Folha apurou com integrantes do Palácio do Planalto, havia uma defesa de que o bloco emitisse, sim, um documento conjunto, mas a versão sugerida pelo Brasil sinalizava um tom mais equilibrado. Analistas críticos à política externa de Dilma Rousseff viram no texto uma velada manifestação de solidariedade a Maduro.

Um sinal do incômodo gerado pelo episódio: a nota do Mercosul não foi publicada no site do Ministério das Relações Exteriores.

Além da proximidade política, há alegadas motivações econômicas para evitar atritos com Caracas. Se a Venezuela deixar de honrar compromissos com empresas brasileiras, o setor privado poderia levar um calote bilionário, conforme conta extraoficial do governo brasileiro.

Esse risco foi sentido no fim de 2013, quando Dilma enviou emissários a Caracas com o intuito de cobrar atrasos nos pagamentos de exportações.

03/11/2013

Yoani e o “Mais Médicos”

Filed under: Blackwater,Bradley Manning,Edward Snowden,Julian Assange,Yoani Sánchez — Gilmar Crestani @ 7:17 am
Tags:

Cuba x EUAHá algo de errado em Cuba. Os médicos cubanos saem pelo mundo atendendo as populações carentes e quando voltam usam o dinheiro para comprar sapatos ou arrumar o teto das casas. Esses médicos deveriam ter contato com Yoani Sánchez. Ela poderia lhes ensinar como fazer périplo pelo mundo e voltar para cuba e, ao invés de comprar sapatos e arrumar o teto da casa, funda um jornal em parceria com a SIP. Será que Edward Snowden, Julian Assange ou Bradley Manning poderiam voltar para os EUA para comprar sapatos, arrumar o teto da casa ou mesmo fundar um blog?! Será que sofreriam censura ou iriam direto para Guantánamo? Aliás, o que Yoani Sánchez tem a dizer a respeito dos direitos humanos em Guantánamo? Os Médicos Cubanos ganham mais ou menos que os soldados brasileiros no Haiti? Quanto ganha um mercenário da Blackwater no Afeganistão?

MÔNICA BERGAMO

monica.bergamo@grupofolha.com.br

Yoani: ‘Médicos cubanos são muito talentosos’

A blogueira cubana diz que fica "triste" porque os profissionais servem "como mão de obra barata", mas afirma que eles vão ajudar a salvar vidas

Opositora do regime comunista, a blogueira e ativista cubana Yoani Sánchez defende a contratação de profissionais da ilha pelo programa brasileiro Mais Médicos. Mas diz que "há algo de verdade" em chamá-los de "escravos", porque seriam usados "como mão de obra barata".

"Gostaria que as organizações sindicais brasileiras ajudassem esses médicos", diz.

Há alguns dias, ela conversou com Joelmir Tavares em Denver, nos EUA, na assembleia da SIP, a Sociedade Interamericana de Imprensa.

Procurada para comentar as declarações de Yoani à coluna, a Embaixada de Cuba não se pronunciou.

Já o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que ajudou a receber a blogueira no Brasil em fevereiro, discordou dela.

"O que eu gostaria de dizer à Yoani, com todo o carinho, é que os médicos cubanos com quem conversei não reclamam da remuneração nem se sentem como escravos."

Os profissionais de saúde sabem previamente as regras e não são obrigados a aceitar o trabalho, diz o petista.

"Eles se inscrevem porque querem vir. Sabem que vão receber uma remuneração menor do que os R$ 10 mil pagos pelo governo brasileiro [à Organização Pan-Americana de Saúde, que repassa a verba ao governo cubano]. Não vejo por que criticar Cuba ou o Brasil pelo projeto."

A seguir, trechos da entrevista com Yoani.

Folha – O que pensa do programa Mais Médicos?

Yoani Sánchez – Tenho opiniões desencontradas. Por um lado, nunca estaria contra um projeto médico que vai ajudar a salvar vidas, a proteger pessoas, a atender a população que não tem acesso ou que tem um acesso limitado à saúde pública. Parece-me bom que médicos, sejam cubanos, russos, suecos ou brasileiros, ajudem outros seres humanos.

E qual é sua segunda opinião?

Minha crítica a esse projeto e a esse movimento de enviar médicos cubanos ao Brasil é que essas pessoas, nas questões salarial, laboral e sindical, são utilizadas como mão de obra barata. São pessoas que vão a diferentes países, e não só ao Brasil. Há experiências parecidas na Venezuela, Equador, Bolívia, África do Sul. Os governos desses países pagam grandes quantias ao governo cubano e, em troca, os médicos recebem valor quase simbólico [estimado entre 25% e 40% do total].

Isso me entristece porque em Cuba temos profissionais muito qualificados. Há exceções, como em toda parte. Mas nós temos profissionais talentosos, que estão passando por uma situação econômica e material lamentável. Muitos são grandes especialistas em sua área, mas não têm dinheiro nem para comprar um par de sapatos ou tomar café da manhã.

Muitas vezes os médicos são mais vítimas do que beneficiários. Portanto, eu gostaria que as organizações sindicais brasileiras, de proteção a médicos, de proteção a profissionais da saúde, ajudassem esses médicos.

O que eles pensam do Brasil?

Conheço alguns que foram selecionados para ir para o Brasil. E a primeira reação deles é de alegria, porque terão a oportunidade de ir a um país onde irão ganhar um pouco mais de dinheiro, onde vão poder ter certas liberdades. Pensam que, quando voltarem [a Cuba], poderão comprar um computador, uma lavadora nova, ou vão poder construir o teto da casa. É muito triste que um profissional da saúde tenha que sair do país para conseguir essas realizações. Parece-me muito boa a ajuda humanitária. Mas, por favor, por uma condição salarial, laboral e humana satisfatória.

E a parceria de Brasil e Cuba?

Imagino que o governo brasileiro tenha acertado as condições com o governo cubano. Em parte porque precisa de médicos, em parte porque isso se converte em uma questão de geopolítica.

A maioria dos países para onde Cuba tem enviado médicos são nações que interessam ao governo cubano. É uma maneira também de ter uma presença não militar, que se converte em uma força de pressão diplomática. Lamentavelmente, a presença desses médicos às vezes vira motivo para silenciar críticas ao governo cubano.

Pode ocorrer com o Brasil?

Espero que o governo do Brasil possa superar isso e seguir mantendo ênfase nos direitos humanos, sem prejudicar o projeto de levar médicos cubanos a seu território. Vamos ver isso nos próximos meses. Não há comparação, por exemplo, com a proximidade entre os governos de Cuba e Venezuela. Noto mais cautela. Lamentavelmente, muitas vezes os interesses econômicos se sobrepõem aos políticos. No porto de Mariel [em Cuba], o Brasil está ajudando muito, com dinheiro e prestígio. Ultrapassa ligeiramente o tom diplomático.

O que pensou sobre os protestos, alguns agressivos, contra os médicos cubanos no Brasil?

Sou uma pacifista. Não gosto da violência, nem por parte dos que pensam como eu nem dos que discordam de mim. Quando se aplica a violência contra uma pessoa, ela sai mais dignificada.

Alguns cubanos foram chamados até de escravos.

É triste, é triste. Mas há algo de verdade nisso, no sentido de que essas pessoas, nos direitos laborais e salariais, estão sendo muito sacrificadas.

Como se sente quando é atendida por médicos cubanos?

Desde 2009 não vou a nenhum médico em Cuba. Na última vez que fui, por causa de um golpe que havia sofrido em um sequestro da polícia política, os médicos que me atenderam foram entrevistados por autoridades, o que viola o juramento de Hipócrates. Decidi que não voltaria a um médico lá, por causa da falta de privacidade. Resolvi contar com a sorte em relação à minha saúde. Por sorte [beija a mão direita], sou uma pessoa saudável.

Consegue pensar em alternativas para solucionar a falta de médicos no Brasil?

O Brasil é um país muito complexo, que não conheço em profundidade. Mas penso que seria preferível o incentivo à formação de médicos locais a trazê-los de fora, porque [os brasileiros] conhecem melhor o idioma, os lugares, se identificam melhor com as pessoas. Mas desejo muita sorte a esse projeto [Mais Médicos].

Você está fundando um jornal em Havana. Como ele será?

É um jornal digital. Vamos tratar de tudo: cotidiano, tecnologia, economia. Eu e a equipe queremos lançá-lo até o fim do ano. Vamos ver se os santos da tecnologia e da informação nos permitem.

Não tem medo de censura?

Claro. Mas vamos fazer. Não vamos esperar que seja permitido para fazermos.

11/10/2013

República Bolivariana dos EUA

EUAGlobo

Governo Obama é o que mais vigia jornalistas, diz entidade de mídia

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS – Relatório do Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ) divulgado anteontem mostra um número sem precedentes de processos contra fontes do governo e de apreensões de material jornalístico.

Conduzido por Leonard Downie Jr., ex-diretor-executivo do "Washington Post", o documento revela que, desde 2009, seis funcionários do governo e dois prestadores de serviços, incluindo Edward Snowden, foram alvo de processos criminais por vazar informações confidenciais à imprensa.

Os processos se baseiam na Lei de Espionagem de 1917.

Em todas as administrações anteriores, só três funcionários haviam sido processados.

O relatório aponta que Obama prometeu um governo transparente, o que não foi cumprido. Para driblar os jornalistas, a Casa Branca criou uma rede própria de sites, de mídia social e até um noticiário on-line para distribuir informações favoráveis e imagens.

A investigação de supostos informantes inclui detector de mentiras e quebra de sigilo de telefones e de e-mails.

"Este é o governo mais fechado e maníaco por controle que já cobri", disse David Sanger, correspondente do "New York Times" em Washington.

O secretário da Imprensa, Jay Carney, disse que essas reclamações fazem parte da tensão natural entre a Casa Branca e a mídia.

02/10/2013

O que acontece a quem oUSA criticar Tio Sam?

Yoani Sánchez, patrocinada pela CIA e ciceroneada pela direita internacional e seus financiadores ideológicos faz périplo pelo mundo criticando a liberdade de expressão em Cuba. Cansada, volta para casa para desfrutar de seu cárcere na ilha que sofre há 50 anos bloqueio econômico dos EUA. O que aconteceria se ela resolvesse falar de todas as tentativas da CIA em assassinar Fidel Castro, ou dos terroristas cubanos de Miami? O mesmo que aconteceu com Bradley Manning, Edward Snowden, Julian Assange e agora Ilija Trojanow…. Quem oUSA criticar o terrorismo de estado praticado pelos EUA já sabe o que pode acontecer: ter de tirar os sapatos para lá entrar,  preso, torturado, assassinado, não necessariamente nesta ordem, como noticiou ontem a  Folha de São Paulo.

Autor alemão é barrado ao viajar aos EUA

Crítico da espionagem americana, Ilija Trojanow foi impedido de embarcar em Salvador sem receber justificativa

Escritor compara falta de transparência do ato ao caso Snowden; companhia aérea diz que faltou autorização

FABIO VICTOREDITOR-ADJUNTO DA "ILUSTRADA"

O escritor alemão nascido na Bulgária Ilija Trojanow, 48, crítico do sistema de espionagem da NSA, a Agência de Segurança Nacional dos EUA, afirma ter sido impedido de viajar para o país a partir de Salvador anteontem sem motivo aparente.

Em entrevista por telefone à Folha, Trojanow contou que embarcaria da capital baiana, onde fez um intercâmbio depois de participar da Bienal do Livro do Rio, rumo a Denver –onde participaria de debate–, via Miami.

Cerca de 45 minutos após entregar o passaporte à American Airlines, foi avisado de que não poderia viajar. Ele diz que recebeu justificativa –a funcionária só informou-lhe que seu caso era "especial". Ontem à noite, ele viajaria do Rio à Europa.

Trojanow diz que sua documentação estava regular, inclusive o documento "Esta", autorização a passageiros de países que não precisam de visto para os EUA.

Autor dos romances "Degelo" (sobre aquecimento global) e "O Colecionador de Mundos" (biografia ficcional de sir Richard Burton), publicados pela Companhia das Letras, Trojanow escreve para jornais da Alemanha, da Áustria e da Suíça.

Encabeçou recentemente, ao lado da escritora Juli Zeh, um manifesto de intelectuais alemães, publicado no jornal "Frankfurter Allgemeiner", cobrando da chanceler Angela Merkel atitude contra a espionagem dos americanos.

"Pela Constituição alemã, ela tem a obrigação de defender os direitos dos cidadãos", disse ontem à reportagem.

Trojanow e Zeh escreveram há três anos o livro "Angriff auf die Freiheit" (ataque à liberdade), crítica a sistemas de monitoramento atuais.

Questionado se suas críticas à espionagem dos EUA motivaram o episódio de segunda-feira, disse: "Não tenho certeza de nada, pois vivemos num tempo sem transparência. Não há como protestar, não há como buscar Justiça. É uma caixa-preta."

Mas faz relação direta entre seu episódio e o caso Snowden. "Essa é uma história exemplar de como se opera um Estado dentro do Estado, e é exatamente da ausência de transparência que trata o escândalo Snowden."

Em depoimento sobre o caso ao "Frankfurter Allgemeiner", Trojanow observou: "É mais que irônico que a um autor que levanta a voz contra os perigos da espionagem (…) seja negada a entrada na terra dos bravos e livres’".

Procurada, a Embaixada dos EUA recomendou que a reportagem contatasse a American Airlines.

A empresa informou que o "Esta" não foi autorizado pelas autoridades dos EUA, que "cumpre rigorosamente as determinações governamentais" e que não sabe por que a autorização foi negada.

29/09/2013

Glenn Greenwald, a pedra no sapato do Tio Sam

Greenwald, el periodista a quien Edward Snowden confió los secretos sobre el espionaje masivo de la agencia NSA.

EL MUNDO › ENTREVISTA A GLENN GREENWALD, DEL DIARIO THE GUARDIAN

“El gobierno de EE.UU. trata de asustarnos”

Su trayectoria profesional va mucho más allá del caso de las revelaciones del ex agente de la CIA y de la NSA Edward Snowden. Es un actor central en la trama mundial de espionaje.

Por Eduardo Febbro

Desde Río de Janeiro

Los drones, la lucha contra el terrorismo, la nefasta herencia de la administración del ex presidente norteamericano George Bush, las zonas oscuras de la administración de Barack Obama y el espionaje globalizado montado por Estados Unidos a partir del dispositivo Prisma. Glenn Greenwald conoce esos temas con el rigor y la pasión que le confieren su compromiso y una trayectoria profesional que va mucho más allá del caso de las revelaciones del ex agente de la CIA y de la NSA Edward Snowden. Glenn Greenwald es el segundo actor central de esta trama de espionaje: es este periodista quien, mes tras mes, destila en The Guardian el contenido del enorme dossier que Edward Snowden le entregó en Hong Kong antes de refugiarse en Rusia. Snowden no lo eligió por azar. Greenwald es un reputado autor de investigaciones que sacudieron el sistema político norteamericano y lo convirtieron en uno de los 50 comentaristas más influyentes de Estados Unidos.

Quienes conocen su nombre a través de Snowden y el tentacular espionaje de Prisma ignoran la sólida trayectoria que lo respalda. Abogado de profesión, en 2005 Greenwald dejó su carrera de representante de bancos y de grandes empresas y se lanzó en la defensa de los derechos cívicos, las libertades públicas y las investigaciones de alto vuelo. Ese mismo año, un caso de espionaje por parte de la NSA revelado por The New York Times lo propulsó a través de su blog, How Would a Patriot Act, que luego se volvería un libro, How Would a Patriot Act? Defending American Values from a President. Al año siguiente, este activista riguroso publicó un libro feroz sobre la espantosa herencia de la administración Bush, A Tragic Legacy: How a Good vs. Evil Mentality Destroyed the Bush Presidency. En 2008 le siguió otro libro acerca de los mitos e hipocresías de los republicanos, Great American Hypocrites: Toppling the Big Myths of Republican Politic, y en 2012 otra obra cumbre sobre la forma en que la ley es utilizada para destruir la igualdad y proteger al poder: With Liberty and Justice for Some: How the Law Is Used to Destroy Equality and Protect the Powerful.

Entre libro y libro, Greenwald llevó a cabo investigaciones explosivas sobre WikiLeaks, Julian Assange, y el soldado Bradley Manning, el militar que le entregó a Assange los cables secretos. Premiado varias veces por su trabajo, Glenn Greenwald define al periodismo de una manera militante: “Para mí, el periodismo es dos cosas: investigar hechos sobre las actividades de la gente que está en el poder, y plantearle límites”.

Este es el hombre a quien, en mayo de este año y luego de que The Washington Post haya rehusado publicarlos, Edward Snowden le entregó los documentos del abismal espionaje estructurado por la NSA a través del dispositivo Prisma con la colaboración de las empresas privadas como Google, Facebook, Yahoo!, Microsoft y tantas cosas. Glenn Greenwald vive en Brasil dese hace varios años. El doble caso Snowden y Prisma cambió muchas cosas de su vida. Su compañero, David Miranda, fue detenido e interrogado en Londres durante muchas horas en virtud de una ley antiterrorista. Ambos saben que sus conversaciones y sus gestos están celosamente vigilados. Se adaptaron a esa vida sin renunciar por ello a continuar el trabajo de denuncia.

En esta entrevista exclusiva realizada en Río de Janeiro por Página/12, Glenn Greenwald revela aspectos inéditos sobre Edward Snowden, cuenta las dificultades de su vida y corre un poco más el telón sobre la nueva industria norteamericana: espiar a cada ciudadano del mundo.

–Estados Unidos argumenta que el espionaje planetario apunta a luchar contra el terrorismo. Sin embargo, la lectura de los documentos que Snowden le entregó a usted no aporta esa prueba.

–Si miramos los últimos 30 años, y sobre todo desde los atentados del 11 de septiembre, hay una idea que los norteamericanos quieren aplicar: utilizar el terrorismo mundial para que la gente tenga miedo y actuar con las manos libres. Es una excusa para torturar, secuestrar y arrestar. Ahora están utilizando la misma excusa para espiar. Los documentos sobre la manera en que Estados Unidos espía y sus objetivos poco tienen que ver con el terrorismo. Muchos tienen que ver con la economía, las empresas y los gobiernos, y están destinados a entender cómo funcionan esos gobiernos y esas empresas. La idea central del espionaje es ésa: controlar la información para acrecentar el poder de Estados Unidos alrededor del mundo. En los archivos de la NSA hay documentos sobre el terrorismo, pero no son la mayoría. El gasto de millones de dólares para coleccionar toda esta información contra el terrorismo es una broma. Espiar a Petrobras, a Al Jazeera o a la OEA; esos objetivos nada tienen que ver con el terrorismo. El gobierno está tratando de convencer a la gente de que debe renunciar a su libertad a cambio de estar más segura, trata de asustar y hacer creer que sacrificar la libertad es algo necesario para estar a salvo y protegido de las amenazas que vienen de afuera.

–El paso que dio Edward Snowden al haberle suministrado los documentos sobre la manera en que Washington espiaba al planeta entero es sorprendente. ¿Cómo se explica que alguien tan joven, que formaba parte del aparato de inteligencia, optara por ese camino?

–Hay ejemplos en la historia en que la gente sacrifica sus propios intereses para poner término a muchas injusticias. Las razones por las cuales actúan así son complicadas, complejas. En este caso, hay dos cosas importantes: una es que Snowden valora al ser humano y los derechos. Snowden tenía las cosas claras: o continuar con este sistema, perpetuar este mundo destruyendo la privacidad de cientos de millones de personas en el planeta, o, mejor, romper el silencio y actuar contra estos abusos. Creo que Snowden comprobó que si hubiese seguido permitiendo la existencia de este sistema no hubiese podido seguir viviendo con la conciencia tranquila el resto de su vida. El dolor, la vergüenza, el remordimiento y el arrepentimiento como sentimientos para el resto de sus días le daban miedo. Era demasiado grave para guardarlo en su conciencia. Vio que no había muchas opciones y que debía tomar partido. Lo otro importante es que Snowden tiene 30 años, su generación creció con Internet como una parte central de sus vidas. La gente un poco más mayor no se da cuenta de la importancia de Internet para la existencia de las personas. Snowden me dijo que Internet le ofreció a su generación todo tipo de ideas, campos de exploración, contactos con otras personas en el mundo y una capacidad de entendimiento inéditos. Entonces decidió protegerlo. No quería vivir en un mundo en el que todo esto desapareciera, en donde la gente no pudiese utilizar Internet nunca más.

–Pero Snowden fue sin embargo un hombre del sistema.

–Sí, pero era muy joven cuando empezó. Tenía 21 años. Con el correr del tiempo fue cambiando sus puntos de vista sobre el gobierno de Estados Unidos, la NSA, la CIA. Snowden cambió de forma gradual, progresiva. Empezó a darse cuenta de que esas instituciones que pretendían hacer el bien no estaban haciendo el bien sino el mal. Snowden me dijo que, a partir de 2008 y 2009, ya pensó en convertirse en un filtrador de documentos. Como muchas otras personas en el mundo, Snowden también pensó que la elección de Barack Obama iba a conducir a que los abusos se atenuasen. Confiaba en eso. Pensó que Obama revertiría el proceso, que sería diferente y mejor, pero se dio cuenta de que no era así. Esa fue una de las razones. Tomó conciencia de que Obama no arreglaba nada, más bien Obama siguió perpetuando el imperio norteamericano.

–El poder de Estados Unidos es prácticamente sin límites a partir del control de las tecnologías de la información. Muchos piensan que, de alguna manera, Obama es peor que Bush.

–Es difícil decir que Obama es peor que Bush. No hace falta que Obama diga: “Espiemos más”. Desde luego, Obama tiene una parte de responsabilidad en el crecimiento de este sistema de espionaje. Obama continuó con las mismas políticas de antes, pero cambió el simbolismo y la imagen. Creo que el escándalo que provocó la filtración de estos documentos cambió la visión que la gente tenía de Barack Obama. Snowden y yo pasamos mucho tiempo en Hong Kong hablando sobre lo que iba a pasar con las revelaciones. No podíamos calcular las consecuencias. Teníamos conciencia de la importancia, pero pensábamos que podía haber una reacción apática. Pero desde que se publicó la primera historia el interés sigue creciendo. Esto se está convirtiendo en una traba para que los gobiernos sigan abusando de su poder, para continuar actuando en secreto. Pero hay individuos como Snowden, como el soldado Bradley Manning, o entes como WikiLeaks, que sacan a la luz la información. Julian Assange es un héroe por el trabajo que hizo con WikiLeaks. En muchos sentidos, fue él quien hizo que esto fuera posible, fue Assange quien planteó la idea según la cual, en la era digital, para los gobiernos era muy difícil proteger sus secretos sin destruir otra privacidad. Esa es la razón por la cual el gobierno de EE.UU. está en guerra contra las personas que hacen eso: quieren asustar a otros individuos que estén pensando en hacer lo mismo en el futuro. Yo me apoyé en el coraje de Snowden para publicar estos documentos. Edward Snowden es hoy una de las personas más buscadas del mundo, es probable también que pase los próximos 30 años en la cárcel. Lo que llevó a cabo Snowden es una de las cosas más admirables que he visto hacer a alguien en nombre de la justicia.

–Los gobiernos de la Argentina, el Brasil, al igual que otros Estados en el mundo, están empujando para romper el cerco del espionaje y el control casi absoluto que Estados Unidos tiene sobre Internet. ¿Cuál es para usted la solución?

–Yo creo que la solución sería crear un lobby entre los países, que los países se unan para ver cómo construir nuevas pasarelas para Internet que no permitan que un país domine completamente las comunicaciones. El problema radica también en que cada país empieza a tener más control sobre Internet, y eso puede hacerlos caer en la tentación de hacer lo mismo que los Estados Unidos: intentar monitorear e utilizar Internet como una forma de control. Hay una conciencia real de que la Argentina y el Brasil están construyendo una Internet propia, lo mismo que la Unión Europea, algo que hasta ahora sólo había hecho China. Pero el riesgo está en que estos gobiernos imiten a Estados Unidos: crear sus propios sistemas no ya para permitir la privacidad de sus ciudadanos, sino para comprometerla. Eso es un peligro. Es importante tener la garantía de que el control que ostenta Estados Unidos sobre las comunicaciones no termine en una transferencia a otros poderes. Leí un documento en el diario The New York Times en el que se mostraba el inmenso poder e influencia que EE.UU. tiene gracias a detentar el control de los servicios de Internet. De hecho, Estados Unidos inventó Internet. Muchos países se dieron cuenta de que no serán capaces de garantizar su confidencialidad si siguen usando sistemas que se apoyen en servidores norteamericanos.

Página/12 :: El mundo :: “El gobierno de EE.UU. trata de asustarnos”

08/09/2013

Snowden, Manning e Assange não podem voltar para casa; Yoani Sánchez, pode!

Há uma passagem em Heródoto, pai da História, a respeito da espionagem no Império Persa. A mensagem era enviada tatuada na nuca do agente, deixava o cabelo crescer e então era enviado ao destinatário. Com o tempo, começou a faltar agentes, o que levou à surpreendente descoberta. No final da mensagem tatuada, chave do enigma. “Mate-o depois de ler  mensagem”. Ora, todos os impérios praticaram e praticam espionagem. E também em todos os estados vítimas havia internamente os que serviam e eram servidos pelos impérios. No Brasil há os que, na Alemanha de Hitler foram chamados de Os Carrascos Voluntários de Hitler, que cumprem a agenda paga pelo império. Que os EUA tentem nos boicotar e roubar é da lógica, que existam aqui quem se submete aos intere$$es de quem os finanCIA, também é compreensível. O que não é compreensível é que, sabendo de tudo,  aceite com passividade bovina.

Snowden, Manning e Assange são nossos novos herois

Diario do Centro do Mundo 5 de setembro de 2013

Eles revelaram algo que não só os EUA, mas todos os grandes poderes estão fazendo.

HONG KONG-CHINA-US-SECURITY-INTELLIGENCE

Publicado originalmente no Common Dreams. O autor, o esloveno Slavoj Zizek, é filósofo e teórico crítico, professor da European Graduate School e de insituições americanas como a Universidade de Columbia, e  Universidade de Michigan.

POR SLAVOJ ZIZEK

Todos nos lembramos do rosto sorridente do presidente Obama, cheio de esperança e confiança, em sua primeira campanha: “Yes, we can!” — nós podemos nos livrar do cinismo da era Bush e trazer justiça e bem-estar para o povo americano. Agora que os EUA continuam suas operações secretas e expandem sua rede de inteligência e espionagem até mesmo na direção de seus aliados, podemos imaginar manifestantes gritando para Obama: “Como você pode usar os drones para matar?Como você pode espiar nossos aliados?” Obama murmura com um sorriso zombeteiro: “Yes, we can.”

Mas a personalização perde o sentido: a ameaça à liberdade revelada pelos whistleblowers tem raízes mais profundas, sistêmicas. Edward Snowden deve ser defendido não só por que seus atos envergonharam os serviços secretos dos EUA; ele revelou algo que não só os EUA, mas também todos os grandes (e não tão grandes) poderes – da China à Rússia, da Alemanha a Israel – estão fazendo (na medida em que são tecnologicamente capazes de fazê-lo) .

Seus atos forneceram uma base factual para as nossas suspeitas de que estamos sendo monitorados e controlados – a lição é global, muito além do padrão americano. Nós realmente não soubemos nada através de Snowden (ou Manning ) que já não presumíssemos que fosse verdade. Mas uma coisa é suspeitar de maneira geral, outra é obter dados concretos. É um pouco como saber que um parceiro sexual está traindo você – pode-se aceitar o conhecimento abstrato, mas a dor surge com os detalhes picantes, as fotos do que eles estavam fazendo etc.

Em 1843, o jovem Karl Marx afirmou que o ancien régime da Alemanha “apenas imagina que acredita em si mesmo e exige que o mundo imagine a mesma coisa”. Em tal situação, colocar a culpa em quem está no poder torna-se uma arma. Ou, como Marx continua: “A pressão deve ser mais premente adicionando-lhe a consciência da pressão, a vergonha deve ser mais vergonhosa ao ser divulgada”.

Esta, exatamente, é a nossa situação hoje: estamos diante do cinismo descarado dos representantes da ordem global existente, que só imaginam que acreditam em suas idéias de democracia, direitos humanos etc.

Em seu texto clássico “O que é o Iluminismo”, Kant contrasta o uso “público” e “privado” da razão — “privado” é , para Kant, a ordem institucional em que vivemos (o nosso estado, nossa nação… ), enquanto o “público” é a universalidade transnacional do exercício da razão: “O uso público da razão deve ser sempre livre e só ele pode trazer entendimento entre os homens; o uso privado da razão, por outro lado, pode muitas vezes ser muito limitado, sem particularmente impedir o progresso do entendimento. Por uso público da razão eu me refiro ao que um acadêmico faz perante o público leitor.”

Segundo Kant, o domínio do Estado é “privado” e contido por interesses particulares, enquanto indivíduos que refletem sobre questões gerais usam a razão de forma “pública”. Esta distinção kantiana é especialmente pertinente com a internet e outras novas mídias. Em nossa era da computação em nuvem, não precisamos mais de grandes computadores individuais: softwares e informações são fornecidos sob demanda e os usuários podem acessar as ferramentas ou aplicativos da web através de browsers.

Este maravilhoso novo mundo, no entanto, é apenas um lado da história. Usuários estão acessando programas e arquivos de software que são mantidos longe de salas climatizadas com milhares de computadores.

Para gerenciar uma nuvem é preciso um sistema de monitoramento que controla o seu funcionamento, e este sistema é, por definição, escondido dos usuários. Quanto menor e mais personalizado o item (smartphone) que eu tenho em mãos, e mais fácil de usar, mais sua configuração tem de confiar no trabalho que está sendo feito em outro lugar, num vasto circuito de máquinas que coordena a experiência do usuário. Quanto mais a nossa experiência é espontânea e transparente, mais ela é regulada pela rede invisível controlada por agências estatais e grandes empresas privadas, que seguem suas agendas secretas.

Uma lei secreta, desconhecida dos indivíduos, legitima o despotismo arbitrário daqueles que a exercem, como indicado no título de um recente relatório sobre a China: “Mesmo o que é segredo é um segredo na China.” Intelectuais incômodos que informam sobre a opressão política, catástrofes ecológicas, a pobreza rural etc ficam anos na prisão por trair um segredo de Estado. Como muitas das leis são confidenciais, torna-se difícil para as pessoas saberem como e quando as estão violando.

O que torna o controle de nossas vidas tão perigoso não é o fato de que perdemos nossa privacidade e que todos os nossos segredos íntimos são expostos ao Big Brother. Não existe agência estatal capaz de exercer tal controle – não porque eles não saibam o suficiente, mas porque sabem demais. A quantidade de dados é muito grande, e apesar de todos os programas para a detecção de mensagens suspeitas, os computadores são demasiado estúpidos para interpretar e avaliar corretamente, resultando erros ridículos em que pessoas inocentes são listadas como potenciais terroristas — e isso faz com que o controle estatal das comunicações seja mais perigoso. Sem saber por quê, sem fazer nada ilegal, todos nós podemos ser listados como potenciais terroristas.

Lembre-se da resposta lendária de um editor de um jornal do grupo Hearst à dúvida do dono de por que ele não tirava longas e merecidas férias: “Tenho medo de que se eu sair haverá caos e tudo vai desmoronar – mas eu tenho ainda mais medo de descobrir que, se eu sair, as coisas vão continuar normalmente sem mim, a prova de que eu não sou realmente necessário!” Algo semelhante pode ser dito sobre o controle estatal das nossas comunicações: devemos temer que não temos segredos, que as agências estatais secretas sabem tudo, mas devemos temer ainda mais que elas não consigam se sair bem nessa empreitada.

É por isso que os whistleblowers têm um papel crucial na manutenção da “razão pública”. Assange, Manning, Snowden são os nossos novos heróis, casos exemplares da nova ética que convém à nossa era de controle digital. Eles não são mais apenas os denunciantes das práticas ilegais de empresas privadas e autoridades públicas; eles denunciam essas próprias autoridades públicas quando elas se engajam no “uso privado da razão”.

Precisamos de Manning e Snowden na China, na Rússia, em todos os lugares. Há estados muito mais opressivas do que os EUA – apenas imagine o que teria acontecido a alguém como Manning em um tribunal russo ou chinês (provavelmente sem direito a julgamento público). No entanto, não se deve exagerar a suavidade dos EUA: é verdade, os EUA não tratam os prisioneiros com tanta brutalidade como a China ou a Rússia – por causa de sua prioridade tecnológica, os Estados Unidos simplesmente não precisam da abordagem brutal. Nesse sentido, os EUA são ainda mais perigosos do que a China na medida em que suas medidas de controle não são percebidas, enquanto a brutalidade chinesa é exibida abertamente.

Portanto, não é suficiente jogar um Estado contra o outro (como Snowden, que usou a Rússia contra os EUA): precisamos de uma nova rede internacional para organizar a proteção dos denunciantes e a disseminação de sua mensagem. Denunciantes são nossos heróis porque eles provam que, se quem está no poder faz o que faz, nós também podemos fazer.

Snowden, Manning e Assange são nossos novos herois | Diário do Centro do Mundo

23/08/2013

Vou desenhar!

Algumas pessoas, por deficiência intelectual, preguiça mental ou por servilismo canhestro, têm dificuldades para separar o interesse ideológico do dado factual. Para a festejada miss Soledade, colunista de Zero Hora, Rosane de Oliveira, investir na saúde pública é “aposta de risco”. A regra é clara, a RBS trata tudo como se fosse um simples jogo. É por isso que seus colunistas transitam livremente do campo esportivo para o político, sem estarem preparados para nenhum dos dois. Mas se desincumbem das tarefas que os chefes mandam com docilidade bovina. Ser subserviente, no caso da RBS, é condição sine qua non. Duvido que Yoani Sánchez seja tão dócil quanto Rosane é com seu patrão. Num país como o nosso, em que a desigualdade social é gigantesca, receber dez mil reais parece troco, uma esmola, quase uma ofensa, tamanha a desconsideração pelo valor. Como já esgotaram a lista de possíveis problemas, agora se apegam  ao valor que ficará no bolso dos médicos cubanos. Esta filigrana se escora no fato de que profissional liberal não paga imposto. Ou alguém nunca ouviu no consultório particular a pergunta: é com nota? Porque com nota é um valor; sem, outro. E não vão ouvir a população que se beneficiará pelo acesso ao serviço médico. A população que, em virtude da luta da RBS, pode ficar sem médico, deveria repensar sua relação com este grupo mafiomidiático e dar aos funcionários da RBS o mesmo tratamento que ela está dando a quem está sem médico.

Se Cuba não é o paraíso que os simpatizantes apregoam, também não é a falsa democracia que a RBS defende, até porque a RBS simpatizou abertamente com a ditadura brasileira. Por que será que Yoani Sánchez pode circular o mundo falando mal de Cuba e retornar para casa para usufruir das “precariedades” da Ilha? E o que aconteceria se Edward Snowden ou Julian Assange pisassem nos EUA? O mesmo que aconteceu com Bradley Manning… Imagine-se o que diria Rosane de Oliveira, em nome da RBS, se Cuba espionasse o Brasil como fez os EUA…

Se um médico cubano que fica, digamos, com apenas 50% do salário, pode ser considerado escravo, o que se pode dizer do entregador do jornal Zero Hora, que recebe um salário mínimo mensal? Conheço pessoas altamente qualificadas que recebem da RBS, para desenvolverem atividades administrativas, 50% dos 50% dos cubanos. A RBS os considera seus escravos?! Perguntem quanto ganha um vendedor da Vivo, da OI ou Tim, estas festejadas multinacionais. Seriam todos trabalhadores escravos? Esta semana um trabalhador do Bank of America, em Londres, morreu em virtude da “jornada extenuante” de trabalho. E ele recebia menos que os médicos cubanos… A RBS não tratou como trabalho escravo, e nem cobrou tratamento mais humano. Precisa explicar esta diferença de tratamento para as mesmas questões? Se não entendeu, sinta-se na estrebaria e relinche!

 

Rosane de Oliveira: "Dilma faz aposta de risco ao trazer cubanos"

Rosane de Oliveira

rosane.oliveira@zerohora.com.br

Se der certo, o programa Mais Médicos estará para a presidente Dilma Rousseff como o Bolsa Família para o ex-presidente Lula. É saúde a demanda número 1 da população em todos os Estados brasileiros. Os prefeitos querem mais médicos e não se importam se são cubanos, espanhóis, portugueses, argentinos ou uruguaios. Diante do desinteresse dos brasileiros em receber uma bolsa de R$ 10 mil para clinicar nas periferias das grandes cidades e nos confins do Brasil, o governo vai importar profissionais de outros países, ignorando as críticas dos sindicatos e dos conselhosregionais de medicina, que exigem a revalidação do diploma.

Se os estrangeiros conseguirem dar às populações desassistidas a atenção que não têm hoje, Dilma pode se consagrar com esses eleitores, mas enfrentará uma oposição ferrenha dos médicos brasileiros. Os descontentes poderão usar sua capacidade de articulação para desgastar a presidente e, assim, tentar impedir sua reeleição, mas Dilma foi convencida pelos ministros Alexandre Padilha e Aloizio Mercadante de que vale a pena comprar a briga.

A maior dificuldade de Dilma em relação aos médicos cubanos será convencer a população de que não está trazendo escravos de jaleco, com diploma de curso superior. Porque é inconcebível para a cultura brasileira aceitar que os R$ 10 mil da bolsa oferecida pelo Brasil sejam pagos ao governo cubano e que só uma pequena parcela retorne para o médico.

Ainda que 20% ou 30% de R$ 10 mil seja uma pequena fortuna para os médicos que trabalham em Cuba, acostumados a receber uma ração básica e salário em torno de US$ 20, no Brasil, o apelo de consumo é diferente. O fato de não poderem dispor do dinheiro, como poderão os médicos de outras nacionalidades, e de estarem impedidos de trazer a família para viver com eles no Brasil coloca os cubanos na condição de escravos em pleno século 21.

Com a importação de 4 mil médicos cubanos e a remessa do dinheiro para a ilha, o governo brasileiro contribui para a sobrevida do regime comunista cubano. É oxigênio para uma ditadura asfixiada pelo embargo dos Estados Unidos, que ensaia os primeiros passos de uma abertura, mas está longe de ser o paraíso socialista que seus simpatizantes apregoam.

ZERO HORA

05/08/2013

Estados Unidos fecham 19 centros de espionagem

Agora a pergunta que não quer calar; quando fecharão as embaixadas denunciadas por Edwar Snowden, onde também imperava centros de espinonagens, incluindo o Brasil? Onde houver uma embaixada norte-americana, aí haverá sempre um foco de provocação e de terrorismo de estado. Não houve e não há um golpe de estado (Bradley Manning e Edwar Snowden estão aí para provar) onde não esteja também os serviços de golpe (inteligência) dos EUA.

EE UU extiende el cierre en 19 de sus embajadas una semana más

La decisión de la Administración de extremar las precauciones ha sido aplaudida por el Congreso del país

Eva Saiz Washington 5 AGO 2013 – 02:22 CET3

Estados Unidos ha decidido ampliar hasta el 10 de agosto la orden de cierre de gran parte de sus embajadas en los países árabes o de mayoría musulmana de Oriente Próximo, Norte de África y Sur de Asia ante la persistencia del riesgo de un atentado terrorista por parte de la rama de Al Qaeda en la península Arábiga. Cuando el pasado jueves el Departamento de Estado informó de la clausura de varias de las sedes de sus misiones diplomáticas en ese territorio, dejó abierta la posibilidad de extender esta medida para extremar la cautela. El criterio del Gobierno estadounidense ha sido bien recibido por senadores y congresistas de ambos partidos.

“Dado que muchas de nuestras embajadas iban a permanecer cerradas con motivo del fin del Ramadán durante esta semana, hemos decidido, en aras de extremar la cautela, ampliar la clausura de varias de nuestras legaciones diplomáticas y consulados”, se indica en el comunicado facilitado por el Departamento de Estado. La orden es efectiva para 19 de las 21 embajadas que este domingo cerraron sus puertas ante la amenaza de un atentado terrorista por parte de Al Qaeda, del que la Administración estadounidense tiene indicios “serios y creíbles” de que se pueda producir en los próximos días gracias a la interceptación por parte de sus servicios de inteligencia de correos y mensajes electrónicos de líderes de la organización.

Los legisladores que han tenido acceso a los informes que han motivado la adopción de estas medidas de seguridad han aplaudido la actitud del Gobierno de EE UU. “Estas son, probablemente, las amenazas más creíbles y específicas de las que tenemos constancia desde el 11-S”, ha reconocido a la cadena CBS el republicano Michael McCaul, presidente del comité de Seguridad Nacional de la Cámara de Representantes.

Departamento de Estado de EE UU.

Muchos de los políticos que este domingo han alabado la decisión del Gobierno de EE UU de extremar las precauciones en Oriente Próximo y el Norte de África han hecho hincapié en la importancia que los programas de vigilancia de la Administración han tenido a la hora de poder preparar a la nación para prevenir un posible ataque terrorista, justo cuando la extensión y la eficacia de estas técnicas de espionaje, desveladas por el exanalista de la CIA, Edward Snowden, están siendo cuestionadas por una buena parte del Congreso y de la sociedad estadounidense. “La Agencia Nacional de Inteligencia [NSA] ha demostrado su importancia una vez más”, ha asegurado el influyente senador republicano Lindsey Graham, quien ha advertido a sus colegas del Capitolio que si “quieren desmantelarlas, solo harán de EE UU un país mucho menos seguro”.

La orden de ampliar el cierre de las embajadas afecta, entre otras, a las sedes de Egipto, Jordania, Arabia Saudí, Kuwait, Libia o Catar. Las misiones de Afganistán o Argelia tienen previsto abrir como de costumbre este lunes. A la decisión de clausurar los edificios de las misiones diplomáticas, EE UU sumó este viernes una alerta de viaje, que no impide a sus ciudadanos viajar a la zona, pero sí les insta a extremar las precauciones.

EE UU extiende el cierre en 19 de sus embajadas una semana más | Internacional | EL PAÍS

27/07/2013

Manning, da cadeia ao julgamento; Yoani Sanchez livre, de volta a Cuba

 

Manning buscaba denunciar la política belicista de EU: defensa

Es joven, ingenuo, pero bien intencionado; no pretendía dañar al país, argumentan sus abogados ante la juez

Los periodistas que cubren el proceso acusan intimidación

Foto

Bradley Manning a su llegada a la corte en el Fuerte Meade.Foto Ap

Foto

La camioneta del dibujante Clark Stoeckley, quien fue sacado de la audiencia contra el militar. El hombre suele conducir ese vehículo que lleva mensajes de apoyo a Manning y a la página de Internet WikileaksFoto Reuters

David Brooks

Corresponsal

Periódico La Jornada
Sábado 27 de julio de 2013, p. 15

Nueva York, 26 de julio.

Una juez militar determinará próximamente si el soldado Bradley Manning es un traidor que actuó como espía y buscó asistir al enemigo, como acusa el gobierno de Barack Obama, o alguien que actuó como denunciante que deseaba detonar un debate público sobre las políticas de guerra estadunidenses, como afirmó hoy su abogado defensor, al concluir la etapa final de la corte marcial por cargos relacionados con la mayor filtración de documentos oficiales clasificados en la historia de Estados Unidos.

Manning es joven, ingenuo, pero bien intencionado. Actuó como denunciante que buscaba no dañar a su país, sino provocar un debate público para reformar la política exterior, expresó hoy el defensor David Coombs en los argumentos finales ante el tribunal militar, en el Fuerte Meade, en la fase final de la corte marcial, ofreciendo así una caracterización contrastante con la presentada por los fiscales, quienes calificaron de traidor, anarquista y egoísta al soldado, de 25 años.

El defensor insistió en que la evidencia presentada en semanas recientes en el proceso demuestra que la motivación de Manning eran sus creencias humanistas. No es egoísta, insistió, sino alguien preocupado por todos, por salvar vidas, reportaron los pocos periodistas que han tenido acceso al proceso, bajo condiciones criticadas por ellos y otras organizaciones que han denunciado obstáculos a su trabajo, así como la transparencia de la corte marcial.

Coombs señaló algunas cosas que el mismo Manning escribió en chats sobre sus motivaciones. Sentía que todos estábamos conectados con todos, que teníamos un deber con nuestros hermanos seres humanos. Eso podría ser un poco ingenuo, pero ello no es antipatriótico. No es algo antiestadunidense. De eso verdaderamente se trata Estados Unidos, argumentó el abogado ante la juez, la coronel Denise Lind.

Durante varias horas Coombs cuestionó varios elementos claves del caso contra su cliente, sobre todo sus intenciones y el uso de Wikileaks, sitio de Internet al que entregó más de 700 mil documentos oficiales militares y diplomáticos que forman parte del argumento para el cargo más serio de los 21 que enfrenta Manning: Asistir el enemigo, el cual implica una condena a cadena perpetua.

Después de reiterar que no había ninguna intención de dañar a Estados Unidos y menos de asistir a los enemigos, el abogado insistió en que Wikileaks era un medio noticioso legítimo, no algo diferente a los medios tradicionales, como el New York Times o The Guardian, entre otros, que publicaron el material filtrado por Manning. Él se lo dio a una organización periodística, enfatizó. Aseguró que sí seleccionó datos, ya que tenía acceso a millones de documentos clasificados. Seleccionó la información que él creía que el público debería conocer.

Coombs advirtió que acusar a Manning de ayudar a enemigos de Estados Unidos, como Al Qaeda –algo explícitamente declarado por el gobierno en este caso–, por filtrar información a una empresa que opera como medio de noticias, establecería un precedente peligroso. Dar algo a una organización noticiosa legítima es la manera de hacer que el gobierno rinda cuentas. Dar información al mundo para comunicar al público no es dar inteligencia al enemigo, subrayó.

La evidencia en este juicio, resumió Coombs, comprueba que él (Manning) tenía buena motivación: detonar reformas, provocar cambio, hacer una diferencia. No tenía una intención general de maldad.

La juez Lind, con la conclusión de la presentación de evidencia por el gobierno y la defensa, ahora tendrá que decidir entre las caracterizaciones casi opuestas del acusado, que han sido presentadas a lo largo de casi dos meses y resumidas en estos últimos dos días. Los 21 cargos, incluyendo los más graves –asistir al enemigo y violaciones a la Ley de Espionaje–, implican condenas a cadena perpetua más 154 años de prisión. Manning ya había aceptado cargos con una pena máxima de 20 años de cárcel. Se espera una decisión en los próximos días, pero no hay plazo para anunciar el veredicto.

Ello marcará la primera vez que habrá un fallo judicial en uno de los casos contra denunciantes que han filtrado documentos oficiales al público perseguidos en el gobierno de Obama –duplicando el número total durante todos los presidentes anteriores. También será la primera vez en que se determinará si un oficial o funcionario puede ser condenado como espía –varios de los cargos en éste y los otros seis casos son bajo la Ley de Espionaje– por filtrar información clasificada a los medios, estableciendo potencialmente un precedente legal para el futuro con graves implicaciones para la libertad de prensa en este país.

Mientras tanto, reporteros en el centro de prensa instalado en las afueras del tribunal, donde tienen que observar el juicio por circuito cerrado, informaron que ayer y hoy hubo presencia intimidatoria y nuevas medidas de seguridad.

Ayer, varios comunicadores, incluido el reportero del New York Times, relataron que dos guardias militares, armados con pistolas, vigilan a los periodistas pasando por las filas y observando lo que están haciendo en sus computadoras e indicando que no puede tener abiertos otros sitios de Internet mientras avanza el juicio, entre otras cosas, algo que no había sucedido a lo largo de las semanas que ha durado este proceso.

Hoy, la juez anunció que alguien había sido expulsado –a partir de ayer– por acciones intimidatorias, aunque nunca se detalló más el asunto, y que estaba prohibido su regreso. Al parecer el expulsado era un dibujante acreditado, quien suele conducir una camioneta pintada con mensajes de apoyo a Manning y Wikileaks.

Los periodistas reportan la ironía de que estando en el Fuerte Meade, sede de la Agencia de Seguridad Nacional, la súper secreta agencia de espionaje de comunicaciones a escala mundial, la red de Internet se cae a cada rato en el centro de prensa.

Enlaces:

Los cables sobre México en WikiLeaks

Sitio especial de La Jornada sobre WikiLeaks

La Jornada: Manning buscaba denunciar la política belicista de EU: defensa

15/06/2013

Os só tem dois cidadãos: Snowden e Assange?!

Filed under: Bradley Manning,Edward Snowden,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 6:55 pm
Tags:

 

O mundo deve gratidão (e apoio) a Snowden

Mauro Santayana 14 de junho de 2013

O ex-agente da CIA mostrou o tamanho da vergonhosa espionagem que os Estados Unidos impõem a cidadãos de todo o mundo.

Snowden vivia confortavelmente com a namorada Lindsay no Havaí

Snowden vivia confortavelmente com a namorada Lindsay no Havaí

O mundo não conseguiu ainda sair do espanto causado pelas revelações do soldado Bradley Manning — cujo julgamento por traição começou há dias — e uma denúncia ainda mais grave foi encaminhada ao Guardian pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden.

O denunciante era, até o dia 20 de maio, um dos maiores especialistas em segurança de informações da Booz Allen, contratada pelo governo norte-americano para assessorar a NSA (Agência Nacional de Segurança).

De acordo com os documentos oficiais, filtrados por Snowden, e não desmentidos, Obama determinou a invasão dos sistemas de comunicação eletrônicos do mundo inteiro — também no próprio território norte-americano.

Os meios técnicos permitem aos invasores capturar mensagens e documentos, apagar, reescrever, reendereçar e-mails. Mais ainda: os hackers oficiais poderão intervir no sistema de comandos dos computadores.

Em tese, e de acordo com a tecnologia disponível, serão capazes de alterar a rota dos aviões, provocar incidentes militares nas fronteiras, falsificar telegramas diplomáticos, de forma a intrigar governos contra governos.

Atos de espionagem e de provocação são comuns na História, mas os meios tecnológicos de hoje os tornam catastróficos.

A única esperança de que planos como o do presidente Obama sejam divulgados está nos cidadãos dos próprios países agressores que, os conhecendo, como é o caso de Bradley Manning e de Edward Snowden, se disponham a denunciá-los ao mundo.

Snowden, como Manning, é um homem ainda jovem. Aos 29 anos, ganhando um bom salário de 200 mil dólares brutos por ano, vivia com conforto no Havaí, com sua jovem namorada, quando, ao tomar conhecimento das 18 páginas das diretivas de Obama aos serviços de segurança, resolveu revelá-los.

O governo norte-americano tenta minimizar a gravidade da denúncia, ao afirmar que um tribunal criado para supervisionar os serviços de informação e segurança aprovou a medida, da qual, também as comissões especiais do Congresso tomaram conhecimento e lhe deram endosso.

Há várias questões postas, que devem ser examinadas com serenidade. Em primeiro lugar, aquela velha presunção norte-americana de que eles foram predestinados ao domínio universal, e foi definida pelo senador Fullbright como “a arrogância do poder”.

Sentindo-se os mais poderosos, assim como os soberanos, julgam-se irresponsáveis pelos seus atos e inimputáveis. Não consideram que haja acima deles nenhum poder punitivo.

obama-bush

Seus fundamentalistas protestantes, entre eles Bush II, acreditam agir com a cumplicidade de Deus. Foi assim que o então presidente justificou a segunda guerra contra o Iraque: em conversa com o Todo-Poderoso, dele ouviu a ordem de caçar Saddam Hussein e eliminá-lo.

Outra lição do fato é a de que não há mais segredos no mundo, principalmente quando o rege a lógica do mercado.

Há, de acordo com as informações oficiais, 25 mil pessoas envolvidas no sistema nacional de segurança dos Estados Unidos, a maior parte delas funcionárias de empresas privadas, como a Booz Allen, cujo faturamento, em 98%, é obtido em contratos com a Agência Nacional de Segurança.

É impossível, assim, manter essas operações em sigilo.

Outra grande surpresa é o cinismo do presidente Barack Obama, que irrompeu no cenário norte-americano como aquele predestinado a recuperar os mais altos valores dos “pais fundadores” da grande república.

Na campanha eleitoral de 2008, ele qualificou os vazamentos do mau comportamento do governo como “atos de coragem e patriotismo, que podem, muitas vezes, salvar vidas e, com frequência, poupar dólares dos contribuintes, e devem ser encorajados, em lugar de combatidos”, como ocorria durante a administração Bush.

Na reação contra Manning e Assange, Obama absolve o “guerreiro” Bush. Snowden, em entrevista ao Guardian, diz que se sente mais ou menos seguro em Hong Kong, aonde chegou há três semanas.

Mas os republicanos do Congresso pediram ao governo que exija a sua extradição. Como se sabe, a autonomia da antiga colônia britânica é limitada: o território está sob a soberania estatal chinesa.

Será interessante verificar se o governo chinês decidirá acatar um pedido de extradição que um pequeno país, como o Equador, se nega a atender, no caso de Julián Assange.

Os observadores se dividem, na previsão do que virá a ocorrer, diante desse novo escândalo mundial.

A maioria, com a mente já colonizada pela hegemonia norte-americana, acha que nada há a fazer.

Em suma, é inevitável aceitar o mando norte-americano, para que nos salvemos do “terrorismo islamita”, assim como foi melhor aceitar as inconveniências da Guerra Fria, para que nos livrássemos do comunismo ateu.

Há, no entanto, os que sabem ser necessária uma aliança da inteligência e da dignidade dos homens, a fim de reagir, enquanto há tempo, contra essa tirania universal.

Postado em » Mundo

Sobre o autor: Mauro Santayana Veja todos os posts do autor Mauro Santayana

O jornalista e escritor Mauro Santayana, 80 anos, ocupou cargos de destaque em jornais como Folha de S. Paulo e Última Hora. Amigo e conselheiro de Tancredo Neves, foi o responsável pela articulação política da campanha presidencial do então governador de Minas. Seus artigos podem ser encontrados no blog http://www.maurosantayana.com

O mundo deve gratidão (e apoio) a Snowden | Diário do Centro do Mundo

21/03/2013

Yoani Sánchez em sua Casa Blanca

 

Yoani Sánchez visita la Casa Blanca

La bloguera dice a los políticos de EE UU que el verdadero cambio en la isla no procede del régimen sino del pueblo cubano

Eva Saiz Washington20 MAR 2013 – 21:54 CET148

Yoaní Sánchez posa con varios congresistas de EE UU. / ESE

Yoani Sánchez aseguró que llegaba Estados Unidos no como una política o una periodista, sino como una ciudadana más. Pero en su estancia en Washington a la bloguera cubana se le ha dado trato de estrella. Tras entrevistare el martes con un grupo de congresistas, este miércoles ha sido recibida en la Casa Blanca por Ricardo Zúñiga, el asesor del presidente para asuntos de América Latina. Antes se ha reunido con los senadores de origen cubano, Marco Rubio y Bob Menéndez, y ha recogido en el Departamento de Estado el premio a las Mujeres con Coraje que no pudo recibir cuando se le otorgó en 2011

más información

"EE UU espera el día en que los cubanos puedan poder expresarse libremente sin miedo y seguirá apoyando las políticas que favorezcan la libertad de información en y hacia la isla", dice el comunicado de la Casa Blanca.

En su encuentro con los políticos estadounidenses, Sánchez ha defendido la importancia de las redes sociales y el acceso a la tecnología como principal herramienta para apuntalar la transición política en la isla y les ha alertado de que el verdadero cambio en Cuba no viene de las reformas emprendidas por el Gobierno de Raúl Castro, sino que procede del propio pueblo cubano.

El régimen ha tratado de imponer un muro de censura, pero cada tuit en el que los cubanos contamos lo que nos ocurre abre una brecha en esa barrera”

Yoani Sánchez

“En Cuba, una persona que logra tener acceso a un ordenador gana una gran autonomía respecto del Gobierno cubano”, ha indicado Sánchez. Esta ha sido la primera vez que la bloguera y activista cubana visitaba el Capitolio y se reunía con políticos estadounidenses. Lejos de arredrase, Sánchez ha aprovechado la oportunidad para hacerles llegar su visión sobre la realidad de la isla y sobre el efecto que las redes sociales están teniendo para poder servir de altavoz en el mundo de las injusticias y la falta de libertades en el país caribeño. “El régimen ha tratado de imponer un muro de censura, pero cada tuit en el que los cubanos contamos lo que nos ocurre abre una brecha en esa barrera”, ha asegurado.

Sánchez ha restado importancia a las reformas emprendidas por el Gobierno de la isla y ha pedido a los congresistas que no se crean el discurso del régimen. “Cuando hablo de los cambios en Cuba no me refiero a las supuestas reformas económicas que vienen desde arriba, el verdadero cambio es el que se está dando en el pueblo, en los ciudadanos”, ha dicho la periodista. “Es importante que no caigan en la tentación que creer que las medidas del presidente Castro son un símbolo de que Cuba está cambiando, porque si se convencen de eso y la comunidad internacional mira para otro lado, las cosas pueden ponerse peor para nosotros”, ha advertido.

El hecho de que se congregaran miembros del Partido Republicano -Ileana Ros-Lehtinen y Mario Diaz-Balart- y del Demócrata – su presidenta, Debbie Wasserman Schultz, Nelson, Joe García, Albio Sires, Kathy Castor y Jim McGovern- demuestra que el asunto de Cuba y el tipo de respuesta que deba dar EE UU a los cambios que se están produciendo allí no deja indiferentes a ninguna de las dos formaciones.

Es importante que no caigan en la tentación que creer que las medidas del presidente Castro son un símbolo de que Cuba está cambiando, porque si se convencen de eso y la comunidad internacional mira para otro lado, las cosas pueden ponerse peor para nosotros”

La reunión con los congresistas y el senador de EE UU no sólo ha constituido un momento histórico para la activista cubana. Los políticos, conscientes de la importancia de Sánchez dentro de la disidencia y de su influencia en el exterior, gracias a su blog y las redes sociales, han aprovechado la ocasión para formularle preguntas directas sobre la eficacia del embargo y el mejor modo para que el país pueda ayudar a la sociedad cubana a acelerar la transición política en la isla.

Con un discurso un tanto manido de tantas veces repetido -en las entradas de su blog y en las respuestas a las que ha ido contestando desde que emprendió su viaje internacional-, pero igualmente vehemente, Sánchez ha defendido la necesidad de acabar con el embargo pero sin profundizar demasiado en las razones que hacen conveniente que se levante. “El Gobierno de Castro ha justificado en el embargo desde la ausencia de comida en los platos hasta la falta de libertad en las calles, creo que su propaganda política funcionaría peor si éste no existiera”.

Sánchez ha insistido en que el mejor modo que tiene EE UU para ayudar al pueblo cubano -ese que, sostiene, es el que realmente está impulsando el cambio en la isla- es mediante el envío directo de tecnología a los ciudadanos. “Nadie debe decirnos lo que debemos hacer, los cubanos ya lo sabemos, pero para eso necesitamos poder tener acceso a la información”, ha asegurado. “Yo no he venido aquí a pedir, sino a contar una realidad para que luego ustedes decidan lo que les parezca más conveniente”, ha explicado la bloguera, que sí ha recalcado que lo que más necesitan ahora los cubanos es tener acceso a material tecnológico.

La activista es consciente de que sus palabras en el Congreso de EE UU le van a pasar factura cuando regrese a Cuba. Está convencida de que el Gobierno castrista incrementará su vigilancia y que fomentará las muestras de odio hacia ella por parte de sus compatriotas. Pero está segura, también, de que la visibilidad y la notoriedad que ha logrado en Washington actuarán, aunque sólo sea por un tiempo, como escudo protector.

La bloguera ha insistido de nuevo en la importancia de las nuevas tecnologías para acelerar la transición y los cambios en Cuba en un encuentro para hablar sobre el futuro de la libertad en isla que ha tenido lugar en el Instituto Cato, un centro de estudios e investigación ultraconservador. “No soy ilusa. Sé que un tuit no puede traer la democracia, pero en un régimen creado desde una política de trincheras, la información actúa como un ácido corrosivo”. ¿Qué es pues lo que se necesita para que Cuba viva en libertad? “Que la mayoría de los cubanos pierda el miedo”, ha reconocido Sánchez.

Yoani Sánchez visita la Casa Blanca | Internacional | EL PAÍS

07/03/2013

¿Es Manning un héroe o un traidor?

Por Juan Gelman

Es notorio que el soldado Bradley Manning, el abastecedor de Wikileaks de la mayoría de los 250.000 cables reservados o secretos del Departamento de Estado que Assange dio a conocer, aceptó en la primera audiencia del tribunal militar que lo juzga la responsabilidad en diez de los 22 cargos que se le imputan. Aunque son menores, ya le acarrean en conjunto una sentencia de hasta veinte años de prisión. Entre los que se declaró inocente figura el más grave: el de ayudar al enemigo (www.salon.com, 1-3-13). Se pena con prisión perpetua.

Manning explicó en su testimonio que lo había hecho para revelar “el coste de la guerra” en Irak, donde fue analista de Inteligencia, y “abrir un debate sobre la política exterior” de EE.UU.. Declaró que había ofrecido la información a The New York Times, a The Wa-shington Post y a Politico sin solicitar remuneración económica alguna y que, no habiendo obtenido respuesta de esos medios, se la entregó a Wikileaks como último recurso. Naturalmente, esas publicaciones negaron ese hecho, aunque posteriormente aceptaron publicar cables seleccionados vía Wikileaks.

¿Fue sincera la decisión de Manning? Antes había dicho confidencialmente lo mismo a un amigo sobre su desilusión cuando descubrió que los ocupantes detenían “no a insurgentes sino a opositores del gobierno de Maliki. Denunció el hecho ante sus superiores y lo ignoraron. Revisó los documentos que asentaban actos de alta criminalidad y violencia y no pudo ya en conciencia contribuir a su ocultamiento. Fue, en realidad, un acto de conciencia, de buena conciencia y heroísmo”, declaró el columnista Glenn Greenwald, quien cubrió exhaustivamente el caso para el diario británico The Guardian (www.democracynow.org, 5-3-13).

Manning fue encarcelado en mayo del 2010 en condiciones tan duras que el relator especial sobre tortura de las Naciones Unidas Juan Méndez, al cabo de una investigación de 14 meses, concluyó que había sido sometido a tratos crueles, inhumanos y degradantes prohibidos por la Convención de la ONU sobre el tema (www.guardian.co.uk, 12-3-12). Méndez dirigió una carta al gobierno de EE.UU. en la que señaló que el largo período de aislamiento aplicado a Manning entrañaba, a su juicio, una coerción “presuntamente destinada a persuadirlo de que involucrara a otros” (//rogerhollander.word press.com, 12-3-12). Es decir, a Assange.

No fue el único intento: un agente del gobierno visitó a Manning varias veces pretendiendo ser periodista y sacerdote para asegurarle el secreto de lo que conversaran. Según el agente, el prisionero le explicaba que había infiltrado la información porque deseaba que el mundo supiera lo que él había sabido: “Quiero que la gente vea la verdad… sea quien sea… porque sin información, el público no puede tomar decisiones con conocimiento de causa”. Cuando le preguntó a Manning por qué no había vendido los documentos a un gobierno extranjero, éste respondió que la información debía hacerse pública para provocar “una discusión mundial, debates y reformas” (www.guardian.co.uk, 2-3-13). No entregó la información a Al Qaida, no quiso hacerse rico, quería otra cosa, aun conociendo que podía terminar en la cárcel de por vida.

Es curioso. Cuando estalló la cuestión de Wikileaks, los funcionarios estadounidenses afirmaban que la filtración podía poner en peligro vidas humanas. En cambio, Robert Gates, entonces jefe del Pentágono, no le dio la importancia que los fiscales hoy le atribuyen para condenar a Manning. Consideró que las reacciones eran excesivas. “El hecho es –dijo– que los gobiernos tratan con EE.UU. por su propio interés, no porque les gustemos, no porque confíen en nosotros y no porque supongan que podemos guardar secretos. Muchos gobiernos, algunos gobiernos, tratan con nosotros porque nos temen, algunos porque nos respetan y la mayoría porque nos necesita. Como ya se ha dicho, somos todavía esencialmente la nación indispensable. ¿Es embarazoso (lo de Wikileaks)? Sí. ¿Es desa-gradable? Sí. ¿Consecuencias para la política exterior de EE.UU.? A mi juicio, definitivamente modestas” (//thecaucus.blog.nytimes.com, 30-11-10).

Los cargos contra Manning también parecen excesivos. Ni los periodistas Carl Bernstein y Bob Woodward, que destaparon en The Washington Post las trapisondas de Richard Nixon en el llamado caso Watergate causando su renuncia como presidente de EE.UU., ni Daniel Ellsberg, que filtró The New York Times y otros periódicos los “Papeles del Pentágono” sobre la guerra en Vietnam, fueron procesados. Y se trató de historias de innegable magnitud.

Se conoce que Osama bin Laden estaba muy interesado en libros de Bob Woodward como Las guerras secretas de la CIA 1981-1987 (Sudamericana, Buenos Aires, 1988) o Bush en guerra (Península, Barcelona, 2003) que traen mucha información de nivel mucho más delicado y secreto que todo lo filtrado por Manning. Woodward y los altos funcionarios de la Casa Blanca que le proporcionaban esa información nunca fueron acusados de ayudar al enemigo. Tal vez se distrajeron.

Página/12 :: Contratapa :: ¿Es Manning un héroe o un traidor?

01/12/2012

La Jornada: Doblegando al soldado Manning

Doblegando al soldado Manning

Michael Ratner

Bradley Manning es castigado –y torturado– por un crimen que a final de cuentas consiste en creer que el mayor deber de un estadunidense es para con su pueblo y no para con su gobierno.

Cuando comience el consejo de guerra, el 4 de febrero, el soldado Bradley Manning, de 23 años de edad, habrá pasado 983 días en prisión, incluidos nueve meses en confinamiento solitario, sin haber sido acusado de crimen alguno. Esta semana, en las audiencias previas, un consejo de guerra revisa evidencia de que las condiciones a las que ha estado sujeto constituyen tortura. Entre esas condiciones está el periodo de nueve meses en el que pasó 23 horas por semana en una celda de 1.80 por 2.40 metros, donde tenía prohibido acostarse o incluso apoyarse en la pared cuando no dormía –y cuando se le permitía dormir, oficiales lo despertaban cada cinco minutos– y donde se le sometía a revisiones físicas diarias y se le obligaba a desnudarse. El relator especial de la ONU para la tortura ya ha dictaminado que esto constituye un tratamiento cruel, inhumano y degradante, y posible tortura.

Durante casi tres años Manning ha soportado intensa presión física y mental, destinada a obligarlo a implicar a Wikileaks y a su editor, Julian Assange, en una presunta conspiración para cometer espionaje. También es un mensaje para quienes desde el interior de organismos públicos denuncien abusos de autoridades: el gobierno no será amable.

“(Si) usted vio cosas increíbles y espantosas… cosas que pertenecen al dominio público y no a un servidor guardado en un cuarto oscuro de Washington… ¿qué haría?… Es importante que se sepa… podría cambiar algo… con suerte habría discusión mundial, debates y reformas…”

Estas palabras se atribuyen a Manning*, y ese es un cambio en el que a muchos nos gustaría creer: que si uno revela a los ciudadanos la verdad de las actividades ilícitas de su gobierno, y les da la libertad de hablar de ella, llamarán a cuentas a sus funcionarios electos.

Pero una cosa es hablar de transparencia, sangre vital de la democracia, e incluso hacer campaña con ese lema –en 2008 el candidato Obama dijo que los denunciantes de irregularidades dentro del gobierno son parte de una democracia sana y deben ser protegidos de represalias– y otra es actuar en consecuencia. En un nivel fundamental, Manning es castigado, sin haber sido juzgado, por un crimen que a final de cuentas consiste en tener el valor de actuar a partir de la creencia de que sin un público informado nuestra república corre un grave riesgo. O, según palabras que se le atribuyen, por querer “que la gente vea la verdad… sin importar quién sea… porque sin información no se pueden tomar decisiones como pueblo”.

El gobierno estadunidense se ha propuesto crear un retrato de Manning como un traidor que colaboró con Al Qaeda al revelar al público información clasificada. Lo que en verdad ocurrió, sin embargo, fue que se enviaron documentos en forma anónima a Wikileaks, la cual los publicó en colaboración con The New York Times, The Guardian y otros medios de comunicación para beneficio del público general, de manera muy parecida a cuando se publicaron los Papeles del Pentágono en la generación pasada.

Los mensajes de correo electrónico que la fiscalía usa para tratar de demostrar que Manning fue la fuente de las filtraciones también pintan el lado de la historia que quieren ocultar: el de un joven soldado que lucha con el dilema de un presunto denunciante interno que sabe que corre grandes riesgos al exponer los crímenes y abusos que ha presenciado, cometidos con el patrocinio del Estado, los “casi criminales acuerdos políticos bajo el agua… las versiones no publicitarias de los sucesos y crisis mundiales”, según palabras que presuntamente dijo al confidente que al final lo traicionó.

Perderé oficialmente la fe en la sociedad que tenemos si nada ocurre. Uno no puede dejar de preguntarse qué pensará Manning ahora, luego de tanto tiempo bajo esas brutales condiciones de confinamiento. ¿Se imaginaba que el gobierno le aplicaría un castigo tan desproporcionado y contrario a la ley?

El abusivo tratamiento en prisión preventiva de Manning constituye una clara violación de la Constitución estadunidense, de la Convención de Naciones Unidas contra la Tortura e incluso del derecho militar estadunidense. De hecho, el defensor de Manning, David Combs, sostiene en las audiencias previas al juicio, esta semana, que en vista de ese palmario desprecio a los derechos más esenciales de su cliente deben retirarse todos los cargos.

El gobierno afirma que todo esto se ha hecho para evitar que Manning cometa suicidio, aunque cualquier observador racional apuntaría que esas condiciones más bien empujarían a alguien a suicidarse que a no hacerlo. La explicación más probable es la obvia: el gobierno quiere doblegar a Manning para obligarlo a implicar a Wikileaks y Assange, y hacer un escándalo suficiente para inhibir a otros denunciantes dentro de las instituciones. Están en juego el fundamento de nuestra democracia, una prensa libre y robusta, y el destino de un verdadero héroe de Estados Unidos.

* Deslinde: Bradley Manning no ha sido consignado por ningún cargo ni ha admitido ninguna de las acusaciones en su contra. Del mismo modo, no ha reconocido los fragmentos de chats que supuestamente contienen palabras suyas.

Traducción: Jorge Anaya

Enlaces:

Los cables sobre México en WikiLeaks

Sitio especial de La Jornada sobre WikiLeaks

La Jornada: Doblegando al soldado Manning

30/11/2012

El soldado Manning, sobre su detención: “Pensé que iba a morir”

El acusado de filtrar los documentos de Wikileaks testifica por primera vez

David Alandete Washington29 NOV 2012 – 22:24 CET25

Manning, al llegar a las vistas orales, el miércoles. / MARK WILSON (AFP)

“Pensé que iba a morir en prisión”. El soldado Bradley Manning, acusado de sustraer 700.000 documentos secretos de las redes clasificadas del Pentágono, tomó el estrado este jueves por primera vez desde que fuera detenido 918 días atrás, para denunciar con su propia voz un trato que su defensa ha calificado de humillante e inhumano, cuando se hallaba en detención previa a juicio en la base militar de Quantico, en Virginia. “No quería morir, pero quería salir de aquella jaula. Sólo recuerdo estar atrapado en aquella jaula, todo el tiempo”, añadió.

Manning habló por primera vez, no para explicar los motivos por los que sustrajo los cables secretos de las redes militares norteamericanas -algo de lo que se ha inculpado- sino para relatar el duro aislamiento general, y en especial los tres días que pasó en régimen de prevención de suicidio, en el que sus captores le colocaron, según la defensa, más como una medida de seguridad o una represalia que por un trato médico digno. Manning y su defensa consideran que se le castigó y se le trató como culpable, cuando aun esperaba que se presentaran cargos contra él y se celebrara un juicio militar.

Recuerdo que pensé que iba a morir, que estaba encerrado en aquella jaula y no sabía lo que iba a suceder”

Bradley Manning

Fueron 265 largos días los que Manning pasó aislado en la base de Quantico. Cuando fue detenido, en Irak, pensó que le llevarían en secreto a una cárcel secreta en Djibouti, en el Cuerno de África, o a la base naval de Guantánamo, en Cuba, junto con los detenidos en la guerra contra el terrorismo. Dijo sentir alivio cuando supo que regresaba a EE UU. Pero pronto, ese alivio se convirtió en desesperación. “Recuerdo que pensé que iba a morir, que estaba encerrado en aquella jaula y no sabía lo que iba a suceder”, añadió Manning. El 20 de abril de 2011 fue trasladado a otra base en Kansas.

El psiquiatra que trató a Manning entonces, el capitán de la Armada William Hocter, dijo que no había motivos para colocar al soldado en un duro régimen de prevención de suicidios en enero de 2011. Aunque Hocter así se lo notificó a sus superiores, estos ignoraron sus recomendaciones. Durante tres días de enero de 2011, Manning tuvo que dormir desprovisto de su ropa y sin sus gafas, y pasó las 24 horas del día encerrado en una pequeña celda de unos cinco metros cuadrados.

No quería morir, pero quería salir de aquella jaula. Sólo recuerdo estar atrapado en aquella jaula, todo el tiempo”

Bradley Manning

“Con paciencia, vimos a lo largo de los meses que no presentaba una conducta suicida”, afirmó Hocter. Este psiquiatra ha trabajado en numerosos centros de detención, y dijo que lo que le sucedió con Manning, que los gerentes de un centro de detención ignoraran sus recomendaciones, ni siquiera lo vio en la propia base naval de Guantánamo.

Previamente, la juez militar Denise Lind había dicho que se reserva la posibilidad de aceptar los términos según los cuales el soldado podría declararse culpable de siete cargos por sustraer y filtrar información. Se espera una decisión final al respecto en diciembre. Esos siete cargos supondrían una pena total de cárcel de 16 años. La fiscalía del Pentágono ha pedido la perpetua por varios delitos, incluido el de alta traición o asistencia al enemigo. Aunque Manning se declare culpable de los cargos que ha admitido a través de su abogado, la fiscalía aun podría buscar juzgarle por los demás.

En concreto, Manning se declararía culpable de haber filtrado a través de Internet un vídeo de combate, memorandos clasificados y más de 40 registros de las guerras de Irak y Afganistán. Además, admitiría culpa en el almacenamiento ilícito de información secreta del Ejército. Rechazaría los cargos de asistir al enemigo, de robo de una lista global de direcciones de Internet del Pentágono y otros delitos informáticos.

La acusación dijo, además, que parte del material que se encontró en la residencia de Abottabad, Pakistán, en la que se aniquiló a Osama Bin Laden en 2011, ha sido desclasificada, y que se empleará como prueba en el consejo de guerra, que se abrirá formalmente el 4 de febrero. Una de las estrategias de la fiscalía del Pentágono es demostrar que varios cables sustraídos por Manning acabaron en manos de los líderes de Al Qaeda y se emplearon para planificar y perpetrar ataques contra las tropas destinadas tanto a Irak como Afganistán.

El soldado Manning, sobre su detención: “Pensé que iba a morir” | Internacional | EL PAÍS

Próxima Página »

O tema Rubric. Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 604 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: