Ficha Corrida

21/04/2014

Blackwater: empresa terrorista, de país terrorista, para combater terrorista

Filed under: Blackwater,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 10:02 am
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TioSamA Folha de São Paulo descobre, só agora, que os EUA utilizam mercenários para infiltrar em países onde desejam causar problemas que sirvam de justificativa para invadirem. O Governo Brasileiro entendeu perfeitamente. Se não puder combater o inimigo, alie-se a ele. Bastou o governo brasileiro contratar para que a Folha começasse a chamar paramilitar de paramilitar. Antes, quando estes paramilitares invadiram o Iraque e o Afeganistão a Folha, porque não tinha permissão dos EUA, não se lembrou de chama-los pelo nome: paramilitares. Se a direita quer que o Brasil invada a Venezuela ou a Bolívia, nada melhor que usar do know-how ianque. Não poderiam contratar empresas ou mesmo o Estado Iraniano, já que o Irã nunca invadiu país algum.

A dúvida é se esta empresa conseguirá dar a segurança no Brasil que não conseguiu dar aos EUA…

Afinal, a BlackWater será contratada para desbloquear a água em São Paulo ou para combater os BlackBosta?!

Paramilitares americanos treinam policiais brasileiros

22 PMs e agentes federais fizeram curso antiterrorismo pago pelos EUA

Aulas foram dadas pela antiga Blackwater, organização que se envolveu em polêmica em operação no Iraque

PATRÍCIA CAMPOS MELLODE SÃO PAULO

A empresa americana Academi, que antes se chamava Blackwater, está treinando policiais militares e agentes da Polícia Federal para ações antiterrorismo na Copa.

A Blackwater ficou conhecida por agir como um exército terceirizado dos Estados Unidos, com mercenários atuando nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

A empresa está envolvida em polêmicas. Ex-funcionários da Blackwater são acusados de terem matado 17 civis iraquianos no massacre da praça Nisour, em 2007.

Na semana passada, um grupo de 22 policiais militares e agentes federais brasileiros voltou de um treinamento de três semanas no centro da Academi em Moyock, na Carolina do Norte. O curso foi bancado pelo governo dos EUA e faz parte de uma série de ações de intercâmbio entre as forças policiais dos dois países.

"O foco do programa é passar as experiências práticas vividas pelas tropas americanas no combate ao terrorismo. Por isso, fomos enviados, pois somos a tropa especializada que será empregada durante uma ameaça de ataque terrorista em São Paulo", disse àFolha o tenente Ricardo Bussotti Nogueira.

Ele é comandante de pelotão do COE (Comando de Operações Especiais) em São Paulo. "O centro é incrível, tem tudo para qualquer ocorrência, até contêineres com cidades cenográficas; foi lá que os "seals" foram treinados para entrar na casa do Osama bin Laden", afirmou.

O treinamento "Interdição Marítima de Terrorismo" teve instrutores militares reformados, Navy Seals [força especial da Marinha] e membros da guarda costeira dos EUA.

O objetivo: "segurança portuária com foco em como terroristas operam em ambiente marinho e como reconhecer ameaças e mitigá-las quando necessário", segundo informa em seu site a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, que organizou o intercâmbio.

COOPERAÇÃO

Segundo o governo americano, esse treinamento é apenas um entre diversos programas de cooperação militar.

"O governo americano gastou cerca de US$ 2,2 milhões nos últimos dois anos em cooperação com as polícias do Brasil para megaeventos", disse um funcionário do governo americano à Folha.

A Academi foi escolhida porque tem um centro de excelência, dizem os americanos. A empresa mudou sua diretoria e não é mais a Blackwater, acrescentam.

Segundo o tenente Nogueira, os americanos têm "know-how" de explosivos improvisados, ataques químicos e biológicos. No treinamento dos brasileiros também estavam militares da Índia e da Indonésia e "rangers" (membros de elite do Exército dos EUA).

A Blackwater foi a principal empresa terceirizada a fornecer serviços de segurança para os governo americano nas guerras do Iraque e Afeganistão e já treinou integrantes do exército afegão.

A Secretaria de Segurança para Grandes Eventos diz que o programa foi uma parceria com a Embaixada dos EUA, ofertada por agentes do Regional Security Office –Agência de Segurança Regional da embaixada.

Segundo a secretaria, "não houve indicação prévia de que haveria terceirização dos instrutores."

21/03/2014

Terrorismo de Estado made in USA

 

Guerras Sujas: como os Estados Unidos assassinam inocentes

Guerra Suja trata de ações militares dos Estados Unidos contra civis em países estrangeiros. Entre as vítimas estão crianças e mulheres grávidas.


Gérson Trajano

reprodução

Guerras Sujas, dirigido por Rick Rowley, trata de ações militares dos Estados Unidos contra civis no Afeganistão, no Iêmen e na Somália, e que não são justificadas e nem reconhecidas pelo governo americano. Entre as vítimas estão crianças, mulheres grávidas e até um cidadão americano.  
O documentário questiona a declaração oficial de que as forças armadas estariam nessas regiões apenas para garantir a segurança e não para atuarem em combate. O longa-metragem foi indicado ao Oscar 2014 de melhor documentário, mas perdeu a estatueta para A Um Passo do Estrelato.
Logo no início do filme,  o jornalista Jeremy Scahill, correspondente da revista The Nation, promete revelar os verdadeiros interesses dos EUA. Contudo, não consegue relacionar claramente o envolvimento ilícito do governo americano em atividades militares supostamente clandestinas. O final do filme é inconclusivo.
Autor do livro Blackwater, sobre uma companhia de mercenários no Iraque que teria contratos de 600 milhões de dólares com o Washington, Scahill investiga principalmente as ações do Comando de Operações Especiais Conjuntas (J-SOC), grupo de elite do exército americano acusado de executar supostos inimigos em nome do combate ao terror, desencadeado após o 11 de setembro.
Para contar a sua história, ele reúne em uma sala vazia, que se transforma em uma verdadeira base de operações, mapas, fotografias, e-mails, gráficos e dossiês. Scahill vai montando o seu quebra-cabeças, conectando dados históricos com as suas anotações de repórter.  
O documentário ganha ares de um thriller de conspiração. Os cenários sombrios, estradas desertas, a narração que conduz ao suspense e enquadramento próximo ao rosto do repórter reforçam o clima de que tudo tenha sido planejado secretamente pelo governo americano.
Mas, sendo um filme documentário, Scahill entrevista ex-oficiais, congressistas, parentes das vítimas, visita os locais dos ataques, mostra fotografias dos mortos e até descobre uma suposta lista com alvos civis do J-SOC. 
O trabalho de investigação começa em Gardez, no Afeganistão, onde uma família tem sua casa invadida durante à noite por uma unidade militar americana. Um homem e duas mulheres grávidas são mortos. Em princípio, não há razão para a operação, pois nenhum membro da família afegã era suspeito de terrorismo.
Em seguida, Scahill viaja para o Iêmen, onde visita um vilarejo destruído por mísseis de fabricação americana. Na ocasião, 46 pessoas foram mortas, entre elas, 21 crianças e 14 mulheres. Ironicamente, os habitantes do local passaram a usar o termo “talibã americano” ao se referirem os soldados americanos, responsabilizados pelo ataque.
Um dos alvos no Iêmen seria Anwar Al-Awlaki, cidadão americano e simpatizante dos tabilãs. Al-Awlaki comandava um programa de rádio que fazia propaganda contra a política dos EUA. A partir desse momento, o filme de Rowlei passa a questionar o fato de o governo assassinar um cidadão americano sem antes tê-lo julgado formalmente, o que, em principio, a Constituição proíbe.
De acordo com o documentário,  o J-SOC também foi o responsável pela morte de Abdul-Rahman Al-Awlaki, de 16 anos, filho de Al-Awlaki. Um foguete, disparado por um drone teria matado o rapaz.
A força militar sintetiza o valor da extensão territorial e do poder econômico da grande potência americana. Gérald Lebrun, em  O que é Poder  (editora brasiliense.1991), citando Max Weber, define potência como toda a oportunidade de impor a sua própria vontade, no interior de uma relação social, até mesmo contra resistências, pouco importando em que repouse tal oportunidade.
Segundo o filósofo francês, existe poder quando a potência, determinada por uma certa força, se explicita de uma maneira precisa. Não sobre o modo da ameaça, da chantagem, mas sob o modo da ordem dirigida a alguém que presume-se, deve cumpri-la. Guerra Suja é uma mostra dos Estado Unidos exercendo o seu poder como potência.

Guerras Sujas: como os Estados Unidos assassinam inocentes – Carta Maior

25/02/2014

Descoberta da pólvora

Serra_EUAOs serviços de inteligência dos EUA, após o sucesso das manifestações no Iraque, Afeganistão, Líbia, Egito, Síria, Ucrânia, Venezuela e Brasil, descobriram que é mais barato finanCIAr um Black Bloc do que sustentar um soldado. Além disso, toda retaguarda pode facilmente ser substituída por âncoras de telejornais e colonistas de jornal… A Veja já faz este serviço de graça.

Secretário de Defesa dos EUA propõe redução do Exército

Sem militares no Afeganistão, país poderia ter menor efetivo desde a Segunda Guerra

ISABEL FLECKDE NOVA YORK

O secretário de Defesa, Chuck Hagel, apresentou ontem um plano de Orçamento para 2015 que pode reduzir o Exército americano ao seu menor efetivo desde a Segunda Guerra mundial.

Segundo Hagel, a proposta -que terá que ser aprovada pelo Congresso- reflete "a magnitude dos desafios fiscais" dos EUA. "Há decisões difíceis pela frente. Esta é a realidade com que temos que conviver", disse, em entrevista coletiva.

O Departamento de Defesa propõe diminuir o número de militares dos atuais 520 mil para algo entre 440 mil e 450 mil ""o menor efetivo desde 1940.

O Orçamento, de US$ 496 bilhões, prevê ainda acabar com a frota dos antigos aviões de ataque A-10, desenvolvidos na década de 70 para destruir tanques soviéticos ""uma economia de US$ 3,5 bilhões nos próximos cinco anos"" além de cortes em alguns benefícios para militares.

A previsão de retirada dos militares do Afeganistão neste ano, que marcará o fim da ocupação no país, contribuiu para a decisão sobre o enxugamento do Exército.

"Pela primeira vez em 13 anos, estamos apresentando ao Congresso um orçamento que não é de guerra. Esse é um orçamento decisivo, porque começa a redefinir [a Defesa]", disse Hagel.

Essa "redefinição" da Defesa americana passaria por uma mudança de direcionamento estratégico, com um enfoque cada vez maior à Ásia ""em especial, às ameaças cibernéticas da China"" e aos grupos afiliados à Al Qaeda na África.

Funcionários do Pentágono consideram que a redução do ainda garantiria uma força militar "capaz de derrotar qualquer adversário".

03/11/2013

Yoani e o “Mais Médicos”

Filed under: Blackwater,Bradley Manning,Edward Snowden,Julian Assange,Yoani Sánchez — Gilmar Crestani @ 7:17 am
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Cuba x EUAHá algo de errado em Cuba. Os médicos cubanos saem pelo mundo atendendo as populações carentes e quando voltam usam o dinheiro para comprar sapatos ou arrumar o teto das casas. Esses médicos deveriam ter contato com Yoani Sánchez. Ela poderia lhes ensinar como fazer périplo pelo mundo e voltar para cuba e, ao invés de comprar sapatos e arrumar o teto da casa, funda um jornal em parceria com a SIP. Será que Edward Snowden, Julian Assange ou Bradley Manning poderiam voltar para os EUA para comprar sapatos, arrumar o teto da casa ou mesmo fundar um blog?! Será que sofreriam censura ou iriam direto para Guantánamo? Aliás, o que Yoani Sánchez tem a dizer a respeito dos direitos humanos em Guantánamo? Os Médicos Cubanos ganham mais ou menos que os soldados brasileiros no Haiti? Quanto ganha um mercenário da Blackwater no Afeganistão?

MÔNICA BERGAMO

monica.bergamo@grupofolha.com.br

Yoani: ‘Médicos cubanos são muito talentosos’

A blogueira cubana diz que fica "triste" porque os profissionais servem "como mão de obra barata", mas afirma que eles vão ajudar a salvar vidas

Opositora do regime comunista, a blogueira e ativista cubana Yoani Sánchez defende a contratação de profissionais da ilha pelo programa brasileiro Mais Médicos. Mas diz que "há algo de verdade" em chamá-los de "escravos", porque seriam usados "como mão de obra barata".

"Gostaria que as organizações sindicais brasileiras ajudassem esses médicos", diz.

Há alguns dias, ela conversou com Joelmir Tavares em Denver, nos EUA, na assembleia da SIP, a Sociedade Interamericana de Imprensa.

Procurada para comentar as declarações de Yoani à coluna, a Embaixada de Cuba não se pronunciou.

Já o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que ajudou a receber a blogueira no Brasil em fevereiro, discordou dela.

"O que eu gostaria de dizer à Yoani, com todo o carinho, é que os médicos cubanos com quem conversei não reclamam da remuneração nem se sentem como escravos."

Os profissionais de saúde sabem previamente as regras e não são obrigados a aceitar o trabalho, diz o petista.

"Eles se inscrevem porque querem vir. Sabem que vão receber uma remuneração menor do que os R$ 10 mil pagos pelo governo brasileiro [à Organização Pan-Americana de Saúde, que repassa a verba ao governo cubano]. Não vejo por que criticar Cuba ou o Brasil pelo projeto."

A seguir, trechos da entrevista com Yoani.

Folha – O que pensa do programa Mais Médicos?

Yoani Sánchez – Tenho opiniões desencontradas. Por um lado, nunca estaria contra um projeto médico que vai ajudar a salvar vidas, a proteger pessoas, a atender a população que não tem acesso ou que tem um acesso limitado à saúde pública. Parece-me bom que médicos, sejam cubanos, russos, suecos ou brasileiros, ajudem outros seres humanos.

E qual é sua segunda opinião?

Minha crítica a esse projeto e a esse movimento de enviar médicos cubanos ao Brasil é que essas pessoas, nas questões salarial, laboral e sindical, são utilizadas como mão de obra barata. São pessoas que vão a diferentes países, e não só ao Brasil. Há experiências parecidas na Venezuela, Equador, Bolívia, África do Sul. Os governos desses países pagam grandes quantias ao governo cubano e, em troca, os médicos recebem valor quase simbólico [estimado entre 25% e 40% do total].

Isso me entristece porque em Cuba temos profissionais muito qualificados. Há exceções, como em toda parte. Mas nós temos profissionais talentosos, que estão passando por uma situação econômica e material lamentável. Muitos são grandes especialistas em sua área, mas não têm dinheiro nem para comprar um par de sapatos ou tomar café da manhã.

Muitas vezes os médicos são mais vítimas do que beneficiários. Portanto, eu gostaria que as organizações sindicais brasileiras, de proteção a médicos, de proteção a profissionais da saúde, ajudassem esses médicos.

O que eles pensam do Brasil?

Conheço alguns que foram selecionados para ir para o Brasil. E a primeira reação deles é de alegria, porque terão a oportunidade de ir a um país onde irão ganhar um pouco mais de dinheiro, onde vão poder ter certas liberdades. Pensam que, quando voltarem [a Cuba], poderão comprar um computador, uma lavadora nova, ou vão poder construir o teto da casa. É muito triste que um profissional da saúde tenha que sair do país para conseguir essas realizações. Parece-me muito boa a ajuda humanitária. Mas, por favor, por uma condição salarial, laboral e humana satisfatória.

E a parceria de Brasil e Cuba?

Imagino que o governo brasileiro tenha acertado as condições com o governo cubano. Em parte porque precisa de médicos, em parte porque isso se converte em uma questão de geopolítica.

A maioria dos países para onde Cuba tem enviado médicos são nações que interessam ao governo cubano. É uma maneira também de ter uma presença não militar, que se converte em uma força de pressão diplomática. Lamentavelmente, a presença desses médicos às vezes vira motivo para silenciar críticas ao governo cubano.

Pode ocorrer com o Brasil?

Espero que o governo do Brasil possa superar isso e seguir mantendo ênfase nos direitos humanos, sem prejudicar o projeto de levar médicos cubanos a seu território. Vamos ver isso nos próximos meses. Não há comparação, por exemplo, com a proximidade entre os governos de Cuba e Venezuela. Noto mais cautela. Lamentavelmente, muitas vezes os interesses econômicos se sobrepõem aos políticos. No porto de Mariel [em Cuba], o Brasil está ajudando muito, com dinheiro e prestígio. Ultrapassa ligeiramente o tom diplomático.

O que pensou sobre os protestos, alguns agressivos, contra os médicos cubanos no Brasil?

Sou uma pacifista. Não gosto da violência, nem por parte dos que pensam como eu nem dos que discordam de mim. Quando se aplica a violência contra uma pessoa, ela sai mais dignificada.

Alguns cubanos foram chamados até de escravos.

É triste, é triste. Mas há algo de verdade nisso, no sentido de que essas pessoas, nos direitos laborais e salariais, estão sendo muito sacrificadas.

Como se sente quando é atendida por médicos cubanos?

Desde 2009 não vou a nenhum médico em Cuba. Na última vez que fui, por causa de um golpe que havia sofrido em um sequestro da polícia política, os médicos que me atenderam foram entrevistados por autoridades, o que viola o juramento de Hipócrates. Decidi que não voltaria a um médico lá, por causa da falta de privacidade. Resolvi contar com a sorte em relação à minha saúde. Por sorte [beija a mão direita], sou uma pessoa saudável.

Consegue pensar em alternativas para solucionar a falta de médicos no Brasil?

O Brasil é um país muito complexo, que não conheço em profundidade. Mas penso que seria preferível o incentivo à formação de médicos locais a trazê-los de fora, porque [os brasileiros] conhecem melhor o idioma, os lugares, se identificam melhor com as pessoas. Mas desejo muita sorte a esse projeto [Mais Médicos].

Você está fundando um jornal em Havana. Como ele será?

É um jornal digital. Vamos tratar de tudo: cotidiano, tecnologia, economia. Eu e a equipe queremos lançá-lo até o fim do ano. Vamos ver se os santos da tecnologia e da informação nos permitem.

Não tem medo de censura?

Claro. Mas vamos fazer. Não vamos esperar que seja permitido para fazermos.

09/09/2011

Assassinos de Aluguel

Filed under: Blackwater,Democracia made in USA — Gilmar Crestani @ 5:15 pm
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Há brasileiros que se recusam lavar pratos em casa. Nem o próprio. Mas se acham os maiorais em serem serviçais no exterior. Se submetem a situações que no Brasil consideram vexaminosas. É o tal complexo de vira-lata, como mostra o caso trazido pela BBC. Bruno Bonaldi está aí para provar. Se mortos, os EUA não choram. Não tem custo.  É mais do que sabido que as guerras dos EUA são feitas por mercenários das mais variadas etnias arregimentados por organizações do tipo Blackwater. Estas corporações de mercenários arregimentam principalmente imigrantes de origem cucaracha. São baratos e não problemas internos em caso de morte.

Ataques de 11 de setembro incentivaram brasileiro a lutar pelos EUA no Iraque

Alessandra Corrêa

Da BBC Brasil em Washington

Atualizado em  9 de setembro, 2011 – 06:30 (Brasília) 09:30 GMT

Bruno Bonaldi

Bruno Bonaldi desembarcou no Iraque exatos 7 anos após os atentados de 11 de setembro

No dia 11 de setembro de 2008, exatamente sete anos após os atentados contra Nova York e Washington que mataram quase 3 mil pessoas, o brasileiro Bruno Bonaldi desembarcava no Iraque como integrante de um batalhão de fuzileiros navais americanos enviados para lutar no país.

A temporada de sete meses na província iraquiana de Al-Anbar foi a realização de um sonho iniciado ainda na adolescência e que se tornou mais forte com os ataques de 11 de setembro de 2011.

11 de Setembro, dez anos depois

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“Quando aconteceu tudo aquilo em 2001 e quando foi confirmado, depois, que foi um ataque, um ato terrorista, eu passei a ter uma vontade ainda maior de me alistar e de poder lutar pelo país”, disse Bonaldi, 29 anos, à BBC Brasil.

Dez anos após os atentados, de volta à casa onde vive com a mulher, a também brasileira Ana Paula, em Little Falls, no Estado de Nova Jersey, Bonaldi, que hoje é cidadão americano, diz que os eventos de 11 de setembro o tornaram mais patriota.

“Não nasci aqui, mas eu acho que sou ainda mais patriota hoje do que eu seria (se os atentados não tivessem acontecido)”, diz Bonaldi.

Trajetória

Nascido em Paranaguá, no Estado do Paraná, Bonaldi chegou aos Estados Unidos aos 11 anos de idade, com a mãe e os irmãos.

“Somos quatro irmãos, eu sou o mais velho. Meu pai já estava aqui havia cerca de oito meses e durante esse período juntou dinheiro para poder mandar nos buscar”, relembra.

"Não nasci aqui, mas eu acho que sou ainda mais patriota hoje do que eu seria (se os atentados não tivessem acontecido)"

Bruno Bonaldi

No início, a adaptação ao novo país foi difícil.

“Eu sempre tinha aquela mentalidade de um dia voltar para o Brasil. Pensava: ‘Meus pais ficando ou não aqui, eu vou embora’. Minha vontade era sempre ir embora”, diz.

A mudança veio no segundo ano do Ensino Médio, quando o então adolescente assistiu a uma palestra na escola sobre as Forças Armadas e, mais especificamente, os Marines – como os fuzileiros navais são chamados nos Estados Unidos.

“Naquele momento eu já sabia que aquilo era o que eu queria para mim”, diz Bonaldi.

Bonaldi terminou o Ensino Médio em 2001, mesmo ano dos atentados. Imediatamente após deixar a escola, começou uma longa trajetória na tentativa de se alistar nas Forças Armadas.

Carta a Bush

Bruno Bonaldi e a mulher, Ana Paula

Atentados de 2001 aumentaram seu patriotismo com os Estados Unidos, diz Bruno

A realização do sonho, porém, levou vários anos e incluiu algumas decepções. Até 2006, Bonaldi estava em situação ilegal nos Estados Unidos e não podia, portanto, se alistar.

“Desde 2001 tentei inúmeras vezes me alistar, mesmo sendo ilegal, mas sem sucesso”, diz.

O soldado conta que chegou a enviar uma carta ao então presidente George W. Bush explicando sua situação e pedindo ajuda.

“Escrevi dizendo qual era a minha intenção e perguntando se alguém podia fazer alguma coisa por mim. Explicando que eu não estava atrás de Green Card, o que eu queria era me alistar mesmo.”

Ele diz que recebeu uma resposta da Casa Branca, com a orientação de procurar o serviço de imigração e seguir as regras.

Seus pais acabaram conseguindo o Green Card por meio dos empregadores e, em 2006, Bonaldi finalmente conseguiu regularizar sua situação no país e ingressar nas Forças Armadas.

Iraque

Dois anos após entrar para o Corpo de Fuzileiros Navais, Bonaldi foi enviado ao Iraque – país invadido por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos como parte da chamada “Guerra ao Terror” lançada após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Na província de Al-Anbar, o batalhão do qual fazia parte era responsável pela segurança em um trecho de estrada.

"O papel que eu cumpri lá (no Iraque) eu acho que valeu a pena"

Bruno Bonaldi

Do período passado no Iraque, Bonaldi guarda a lembrança das longas jornadas em patrulhas à beira da estrada e do contato com a população local.

“O que me impressionou de cara foi a pobreza”, afirma.

“Alguns iraquianos mais velhos não acreditavam que Saddam (Hussein) já tinha sido enforcado. Achavam que era uma farsa da mídia, que ele ainda estava escondido, que iria reassumir o poder e tudo ia voltar a ser como era antes.”

Torcedor do Flamengo, Bonaldi levava na bagagem uma camisa do clube e diz que muitas vezes usou o futebol como maneira de superar a barreira da língua e se aproximar da população.

“Viam a camisa e já vinham falar de Zico”, lembra.

Balanço

Bruno Bonaldi (sentado no capô) com colegas de batalhão no Iraque

Para Bruno, ação militar americana no Iraque valeu a pena para ele e para o país

Passados dez anos dos atentados que levaram à invasão do Iraque – e do Afeganistão – Bonaldi diz que a ação militar da qual fez parte valeu a pena.

“Acho que valeu a pena tanto para mim, porque realizei um sonho, foi um aprendizado enorme, quanto para o próprio país, que está livre de um governo que maltratou muito o povo”, afirma.

A morte do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, em maio deste ano – em uma operação de forças americanas no Paquistão –, reforçou a certeza de que seu esforço no Iraque foi válido.

“O papel que eu cumpri lá (no Iraque) eu acho que valeu a pena. Ele (Bin Laden) foi morto, eu acho que conseguimos tirar um tirano”, afirma.

No entanto, Bonaldi diz acreditar que ainda há trabalho pela frente no que diz respeito à luta contra o extremismo. “Ele se foi, a Al-Qaeda fica.”

Hoje Bonaldi faz parte de um batalhão da reserva, em Nova Jersey. Sobre a dupla cidadania, diz que se sente meio americano e meio brasileiro.

“Eu diria que é meio a meio, porque eu nunca esqueci do Brasil”, afirma. “Amo o país onde nasci, mas amo aqui também. É um país que me deu oportunidades e que vai dar oportunidades para a minha família.”

BBC Brasil – Notícias – Ataques de 11 de setembro incentivaram brasileiro a lutar pelos EUA no Iraque

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