Ficha Corrida

17/09/2016

Caçadores do grande molusco vendem “crime” por “excesso”

OBScena: Henfil já havia profetizado, nos anos 80, que Lula seria caçado para servir de diversão à cleptocracia.

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Mais ou menos assim. Houve um excesso do amigo do primeiro a ser comido em deixar seu heliPóptero para que seu funcionário borboletasse entre suas fazendas e hotéis, do Paraguai ao ES. 450 kg de cocaína só não seriam excesso se comparados às bagagens afundadas com o Titanic.

Não há crime, mas excesso de dinheiro depositados em conta de José Serra no exterior. Foram só 23 milhões de pixulecos… Não houve excesso quando o mais recente ministro defenestrado confessasse que Eliseu Rima Rica quer acabar blindar seus parceiros de golpe.

Desde a ditadura caçam Lula. Vasculharam a cesta de papel higiênico, a casa dos parentes dos amigos, as contas bancárias dos pais, filhos, netos e bisnetos. Gravaram suas conversas e confissões particulares. Sua intimidade foi devassada como proctologistas que investigam câncer na próstata. E aí ficam indignados porque a única coisa suja são seus instrumentos de análise, os dedos. Sobraram merda nos e convicções nos powerpoints. E aí a matilha que baba uma raiva hidrófoba, por despeito, mercenarismo ou “só” falta de caráter, com um ar fingido tratam crime como se fosse apenas excesso.

Enquanto isso, Eduardo CUnha, Cláudia Cruz, José Sarney, FHC Brasif, Tarja Preta, Andrea Neves continuam por aí borboleteando. Vasculham a próstata do Lula mas fingem não saber da metástase provada por Sérgio Machado. Aliás, se preocupam com a espinha no rosto enquanto deixam o câncer consumir os órgãos públicos.

Se há algo de inteligente na performance do Dallagnol foi a brilhante cortina de fumaça que ele criou. Por pelo menos um dia não se falou em Eduardo CUnha e no golpista traiçoeiro Michel Temer.

Excesso é a água que transborda o vaso, não o cocô que desce com a descarga.

 

As fingidas críticas do setor golpista aos excessos da Lava Jato

16 de setembro de 2016 Miguel do Rosário

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(Foto: Lucas Bois/ Jornalistas Livres)

Arpeggio – Coluna diária do editor

Por Miguel do Rosário, 16/09/2016

Chamou a atenção dos setores democráticos as críticas vindas de próceres do golpe – editorial da Folha, colunistas da Globo e Veja, o presidente da OAB, ou mesmo juízes do STF que há tempos se submeteram às ordens da armada golpista, como Toffoli – aos "excessos" dos procuradores da operação, durante a coletiva em que anunciaram o indiciamento de Lula como o "comandante máximo" da corrupção na Petrobrás.

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Vale notar que as críticas de Toffoli, por imprudência dele e da mídia que a multiplicou por aí, carregam uma pesada e irônica denúncia ao golpe e à ditadura midiático-judicial que vivemos. A expressão " o judiciário pode cometer o mesmo erro que os militares em 1964" remete a várias comparações constrangedoras e constitui quase que uma confissão, por parte de Toffoli, de que o judiciário foi protagonista do golpe atual.

Mas tudo não passa de jogo de cena, não necessariamente combinado, porque a organicidade do golpe nunca precisou de muita combinação.

A combinação, quando há, vem escrita nos editoriais dos jornalões.

As críticas são todas condescendentes, tratando os excessos dos procuradores como um "deslize" adolescente. Não há, em parte alguma, uma denúncia dura à infâmia, à agressão brutal à democracia, que é expor dessa maneira o principal quadro de todo um campo político, desperdiçando, em plena crise, e às vésperas de uma eleição, milhões de reais em recursos públicos para influenciar as urnas.

Não se trata de "excesso" e sim de um crime, cometido pelos procuradores da Lava Jato.

Os líderes do golpe estão apenas repetindo o que vem fazendo desde o início da operação. Quando notam que se avolumam as críticas a seu partidarismo, puxam o freio, vazam delação contra um tucano, logo esquecido em seguida, ou mesmo contra um membro do governo golpista. Nada muito grande, que comprometa a estabilidade do golpe -  o vazamento de Sergio Machado foi apenas o susto inicial necessário para o governo saber quem manda.

Enquanto isso, Sergio Moro, após todas as ilegalidades que protagonizou, está nos Estados Unidos, recebendo dinheiro e sendo tratado como "heroi" justamente por uma dessas organizações conservadoras de péssima fama democrática.

Recentemente, o Supremo aprovou uma nova regra que permite aos juízes receberem cachê de palestras sem terem de informar ao público o seu valor. É genial. A propina foi legalizada para o judiciário. Parece uma lei feita para beneficiar diretamente Sergio Moro.

Apesar da reação enorme das redes sociais, na forma de humor, desconstruindo o Power Point dos procuradores, não podemos subestimar o poder de fogo de um ataque simultâneo, concentrado, de todos os jornais, revistas, tvs e rádios, repetindo o dia inteiro a mesma manchete contra Lula.

O estrago no curto prazo, para as eleições que se realizam em duas semanas, está feito, e não é outra a razão da pressa dos procuradores. Eles precisavam seguir uma agenda, a qual exigia que essa denúncia precisava ser feita agora, para que seus desdobramentos pudessem atingir o ápice – a aceitação da denúncia por Sergio Moro – dias antes das eleições.

Uma eventual prisão de Lula, então, poderia ser cogitada poucos dias antes do segundo turno eleitoral, embora eu prefira acreditar que os operadores do golpe tenham ao menos o bom senso de prever que tal violência poderia se reverter contra eles.

Pode acontecer, portanto, que Sergio Moro aceite a denúncia, mas não prenda Lula. O mais inteligente, da parte do golpe, seria cozinhar essa denúncia durante meses e meses, juntamente com o vazamento seletivo de mais delações premiadas, e, por fim, condenar Lula em algum momento de 2017, para lhe tirar do jogo eleitoral através da ficha limpa.

O blogueiro Luis Nassif, em sua série de análises de xadrez, tem feito algumas especulações sobre o nascimento de conflitos no interior do núcleo golpista, sobretudo entre PMDB e PSDB.

Não acredito que essas brigas serão determinantes, e abalarão o equilíbrio do golpe, por uma razão simples: o golpe tem uma liderança bastante clara, que é a grande mídia, e um chefe, a Globo. Qualquer briga no interior do golpe pode ser rapidamente dirimida pela Globo, que é a representante maior das elites do dinheiro, além de ser não apenas uma representante, mas a própria elite do dinheiro, visto que a família Marinho é, segundo a Bloomberg, a mais rica do país.

A casta jurídico-policial é apenas o cão de guarda dessa mesma elite.

Não haverá grandes conflitos no golpe porque o butim é grande demais. Há recursos suficientes para todos se aproveitarem do saque aos bens públicos. Ao menos por um tempo.

A crise econômica não é problema para a elite brasileira, porque ela já se adaptou, desde a década de 80, a ganhar dinheiro com a crise, através de investimentos de risco no mercado financeiro que permitem ao investidor obter altíssimos lucros com inflação e juros. A crise, portanto, para alguns poderosos abutres do setor financeiro, é uma excelente oportunidade para lucrar mais.

A casta jurídica, por sua vez, está confortavelmente instalada na rede de proteção que construiu para si à força de chantagens cada vez mais brutais contra o poder político.

Em seu blog, Renato Rovai especula sobre o aumento da repressão a movimentos sociais após as eleições. Pode ser, mas devemos entender que a elite – financeira, midiática, burocrática – não precisa apelar à repressão.

No campo e áreas indígenas, a história é distinta. O golpe fez crescer, imediatamente, a violência.

Na cidade, quem deseja a repressão é a pequena burguesia, que sofre com as turbulências políticas e sociais e pressiona os órgãos de segurança.

A elite financeira, porém, não fica parada nos bloqueios de rua, não sofre com greves bancárias porque tem dinheiro no exterior, e, em última instância, pode assistir o circo pegar fogo de um hotel em Nova York.

Por isso mesmo, esse será o principal desafio da esquerda: terá de analisar objetivamente os métodos usados para pressionar o governo, de maneira a não provocar hostilidade de setores vulneráveis da pequena e média burguesia e da classe trabalhadora. Esses são os setores que estão sendo e serão mais diretamente atingidos pelo golpe e suas consequências.

Como conquistá-los, portanto, à causa democrática?

O dono de um restaurante, de um botequim, o proprietário de uma pequeno mercado na periferia, não podem ser vistos como representantes das mesmas classes abastadas que deram o golpe. Eles podem até pensar como eles, mas não pertencem à mesma classe.

Um membro da casta burocrática, um promotor, mesmo com renda similar a de um médio mercadista de periferia, goza de uma segurança financeira que está a anos luz da realidade do comerciante.

Uma das autocríticas mais responsáveis que emergiram nos últimos tempos é sobre o distanciamento entre as direções sindicais e o povo, que se reflete em manifestações até pouco tempo agendadas para o meio da tarde de dias da semana.

O golpe inaugura, além disso, uma era extraordinária, que pede medidas extraordinárias, originais mas não exóticas, responsáveis mas não estéreis, prudentes mas não covardes, ousadas mas não inconsequentes, ágeis mas não apressadas. E que considerem, objetivamente, as condições concretas em que se dará a luta.

A falta de liderança no campo popular hoje é sua maior vulnerabilidade, e por isso será necessário que ativemos, com urgência, processos democráticos de formação de novos líderes, voltados à atividade política geral e não à burocracia de partidos, sindicatos e organizações.

Os elementos que derrotarão o golpe, em seu devido tempo, serão suas próprias contradições – não exatamente o conflito entre os lacaios do golpe, mas as contradições conceituais das ideias defendidas por eles.

É um golpe, por exemplo, liderado por setores que se acreditam liberais, mas desprezam as principais – quiçá únicas – virtudes do liberalismo: a liberdade política, expressa no voto, e a liberdade jurídica, expressa nas garantias individuais que nos protegem dos arbítrios do Estado.

Ao final de seu livro A Radiografia do Golpe, Jessé Souza lamenta que não mais se "possa dizer onde está o limite entre o que é jurídico e o que é político no Brasil de hoje. Esse fato é gravíssimo, já que equivale a dizer que não temos, hoje em dia, mais justiça nem aparelho judicial independente".

Ainda no livro de Jessé, ele nos lembra de um ponto tão básico das liberdades civis modernas que custamos a acreditar esteja sendo atacado pelos golpistas de hoje:

"As regras e procedimentos jurídicos não são, como pensa o leigo, entraves à justiça rápida. Eles são entraves à injustiça".

É incrível que membros da própria casta jurídica, aqueles mesmo que deveriam defender nossos direitos constitucionais (são pagos regiamente para isso), estejam hoje liderando uma verdadeira cruzada para reduzir os nossos… direitos constitucionais, tratados como entraves à justiça, e não o que eles realmente são, entraves ao arbítrio.

Não é surpresa que os líderes dessa cruzada sejam os mesmos líderes da Lava Jato…

A Lava Jato tem, desde seu início, tratado qualquer iniciativa dos réus em sua própria defesa como "obstrução de justiça". O conceito "obstrução de justiça" nunca foi tão distorcido, pois se vê a "justiça" apenas como monopólio da violência pelo Estado, e não direito do cidadão à liberdade e à segurança, sobretudo em face da máquina estatal.

Pepe Escobar, em entrevista a um canal independente francês (aqui, com legenda), afirma que o Brasil é cobaia do tipo mais sofisticado e sinistro de golpe de Estado da modernidade. É o golpe lento, suave, frio, de longo prazo, baseado principalmente numa manipulação monstra da opinião pública, associado a um controle gradativo do sistema judicial do país. Eu separei um trecho de 20 segundos de uma entrevista em que Pepe Escobar faz uma brilhante análise do golpe no Brasil:

Vale a pena assistir a entrevista inteira. Nela, Pepe faz um tremendo elogio à blogosfera brasileira, que ele considera a mais influente do mundo (Glenn Greewald também já falou algo similar).

Haverá reversão do golpe, claro. A safadeza da elite e da mídia serão vingadas. A experiência do golpe nos levará a construir, no futuro, mais garantias às liberdades e à democracia.

Este é um imperativo revolucionário, que estamos construindo aqui e agora. O golpe, em verdade, era a condição necessária para que a luta pela democracia retornasse às suas raízes, a uma crítica radical à concentração midiática, ao conservadorismo judicial e ao financiamento empresarial de campanha.

Mas temos que nos preparar melhor. Não basta ganhar eleições. É preciso construir uma nova cultura política, mais democrática e mais fiel aos princípios de liberdade e direitos humanos que norteiam a nossa Constituição.

Isso pode demorar ainda uns dez ou vinte anos. Nesse tempo, montaremos uma grande rede de resistência, um espaço de segurança que nos permita lutar, crescer, trabalhar e sermos felizes.

As fingidas críticas do setor golpista aos excessos da Lava Jato – O Cafezinho

19/04/2015

Geraldo Alckmin terceiriza ódio remunerado

jornalismo_independenteO método não é novo. Durante a campanha, trolls a serviço do Antônio Imbassahy, do Agripino Maia, do Álvaro Dias e do Fernando Francischini tinham uma produção fordiana de memes com toda sorte de ódio anti-petista. Passadas as eleições e o vazamento de que também estavam envolvidos com corrupção, sumiram, mas seus trolls continuam. Com eles não acontece nada, como já disse a própria Folha em editorial simplesmente porque o PSDB está blindado no Poder Judiciário.

Geraldo Alckmin terceirizou o ódio. Aprendeu com o José Serra no famoso artigo que fez publicar no Estadão, “pó pará, governador”. Herdou de Serra também a distribuição de milhares de assinaturas da Veja, Estadão e Folha pelas escolas públicas de São Paulo. É por isso que, num estado onde falta água, sobra epidemia de dengue. No entanto, a parceria com os assoCIAdos do Instituto Millenium. No Estado do PCC, da crise d’água, da epidemia de dengue, o PSDB navega em água calmas porque tem um Rodrigo de Grandis à tiracolo e um Robson Marinho para avaliar as contas.

O mais engraçado nesta história é que acontece exatamente na Estado onde há 3 das cinco maiores empresas de comunicação do Brasil: Abril, Folha, Estado. Foi pego não porque destilava ódio contra o PT, Dilma ou Lula, mas porque ultrapassou algumas leis da Cosa Nostra: não respeitou a divisão e territórios e atacou também colegas de profissão. E vindo da Folha, que recentemente acusou Dilma de dar entrevistas a “blogueiros alinhados”, a informação parece uma espécie de álibi: por no mesmo barco blogueiros de afinidade ideológica com Dilrma e mercenários de aluguel do PSDB, pagos para disseminar ódio. O PSDB de Geraldo Alckmin usa o velho método de Goebbels: repetir uma mentira até o povo achar que é verdade. Deve-se a este tipo de mercenário a venda da lenda de que o Lulinha é dono da FRIBOI. Tem muita gente que se acha inteligente que acredita nisso.

Os movimentos dos grupos mafiomidiáticos deste domingo dão a entender que José Serra é mais uma vez o candidato do Instituto Millenium. O vazamento que alcagueta o dublê de Alckmin, Fernando Gouveia, tem as digitais de José Serra. No mesmo sentido e em outro veículo, surge nova denúncia contra Aécio Neves. Mas, como diria Jorge Pozzobom, como Aécio não é do PT, mas do PSDB, ele não corre risco de ser preso.

É compreensível que, além de todos os grupos mafiomidiáticos, o PSDB também precise de jornalistas de aluguel para criminalizar seus adversários. Graças a este tipo de criminoso, a velha mídia massacra o tesoureiro do PT mas alivia para Márcio Fortes, pego na Lista Falciani do HSBC. Ambos são tesoureiros mas, como diria o inacreditável Jorge Pozzobom, um é do PT e outro do PSDB, daí a diferença de tratamento. Contra fatos captados no ar da blogosfera o PSDB prefere um mercenário na mão.

 

Implicante sai do ar e não deve mais voltar

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Revelação de que o site, usado para atacar o PT e os governos Dilma e Lula, era bancado pelo governo Alckmin, com uma mesada de R$ 70 mil/mês, deve levar à suspensão de todos os contratos; neste domingo, a página não estava no ar e seu criador, o jornalista Fernando Gouveia, que se apresenta como Gravataí Merengue, não voltou a se manifestar; desmoralização na internet inviabiliza a volta da página; arquivos também devem ser apagados para evitar ações judiciais

19 de Abril de 2015 às 09:30

247 – O site Implicante.org, que era usado na internet para atacar o PT, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, além de vários jornalistas, alimentando ódio, preconceito e desinformação na internet, não está mais no ar. Provavelmente, não voltará mais.

Isso porque o site e seu criador, o jornalista Fernando Gouveia, que se apresenta como Gravataí Merengue, foram desmoralizados por uma denúncia da Folha de S. Paulo, publicada ontem, que apontou uma mesada de R$ 70 mil mensais, paga pelo governo Alckmin, à empresa que mantém o site (saiba mais aqui).

A denúncia provocou indignação no meio jornalístico e nas redes sociais – no Twitter, por exemplo, a hashtag "Por 70" figurou entre os assuntos mais comentados do dia.

"Blogueiro antipetista recebe R$ 70 mil por mês do governo Alckmin. Mesmo salário de professor", escreveu o colunista José Simão. A jornalista Barbara Gancia também reagiu irada. "Esse tal blogueiro antipetista @gravz que foi desmascarado aí é um dos tantos que já promoveram trollagem contra mim", disse ela (saiba mais aqui).

Desmoralizado, Fernando Gouveia perdeu condições mínimas para voltar a atuar na internet – até porque o que fazia não era jornalismo. Provavelmente, os arquivos do Implicante também serão destruídos, antes que gerem ações judiciais de vítimas do site.

Implicante sai do ar e não deve mais voltar | Brasil 24/7

 

Barbara detona blogueiro tucano, que vai parar no TT

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Denúncia de que o jornalista Fernando Gouveia, que se apresenta como Gravataí Merengue, recebe uma mesada de R$ 70 mil/mês do governo Alckmin para fazer propaganda antipetista em sites como Implicante bomba nas redes sociais e está entre os assuntos mais comentados do Twitter; "Não são só esses agitadores de redes sociais que fazem o serviço sujo. Há gente pra lá de graduada metida no jogo. É só seguir a trilha do dinheiro para chegar até eles", diz a jornalista Barbara Gancia, que diz ter sido vítima de ataques do blogueiro; "Professor paulista ganha, em média, 2 mil por mês para educar. Blogueiro fofoqueiro ganha 70 mil por mês para deseducar politicamente", postou o perfil La Pasionaria; hashtag "Por 70" dispara no Twitter; José Simão também ironizou o governo Alckmin

18 de Abril de 2015 às 12:58

247 – Uma denúncia publicada hoje pela Folha de S. Paulo, sobre um blogueiro que recebe mesada de R$ 70 mil/mês do governo paulista para promover ofensas na internet (saiba mais aqui), está bombando entre os assuntos mais comentados do dia, nas redes sociais.

O blogueiro em questão se chama Fernando Gouveia, apresenta-se como Gravatái Merengue e mantém o site Implicante, que dissemina ataques ao PT e à presidente Dilma Rousseff. Uma das postagens, por exemplo, afirmava que a presidente "jogou cabides em empregada no Planalto" – trata-se de uma notícia falsa, negada pela ex-servidora. Em seu Twitter, Gouveia postou um texto em que se defende das acusações, mas não nega a mesada.

Gouveia vem sendo duramente atacado por profissionais de imprensa, que já foram vítimas de seus ataques. Quem se manifestou, neste sábado, foi a jornalista Barbara Gancia, que defendeu, inclusive, uma investigação da Polícia Federal sobre o caso.

"Professor paulista ganha, em média, 2 mil por mês para educar. Blogueiro fofoqueiro ganha 70 mil por mês para deseducar politicamente", postou o perfil La Pasionaria, um dos mais ativos no Twitter.

Leia, abaixo, o texto de Gancia:

Este senhorzinho é só um de dezenas. Que bom que eles estão começando a sair à luz do dia.

Engraçado verificar que seu site não contém uma só notícia que não seja para demolir o governo. 

Nada contra demolir quem quer que seja, mas que tal ver uma notícia ou outra atacando a oposição de vez em quando?

Ou então, que constasse em algum lugar a informação de que se trata de propaganda paga pelo governo do sr. fulano de tal.

Afinal, estamos falando de um site que tem domínio "ponto org". A agência de publicidade Propeg é org ou ponto com?

Esse tal blogueiro antipetista @gravz que foi desmascarado aí é um dos tantos que já promoveram trollagem contra mim. É sobre ele e seu grupo que eu vira e mexe reclamo e falo no twitter, aqui, na rádio… Muita gente acha que é delírio, teoria de conspiração, que esse tipo de militância organizadíssima reptiliana e terrorita só existe do lado dos petistas. Pois eu lido com fake e com senhores como esse regularmente. It’s part of the job description como dizem lá em Memphis e Connecticut.

Como também sou forçada a tolerar os anti-capitalistas obtusos, um mais óbvio e crasso do que o outro.

Outras denúncias virão.

Ainda bem que hoje temos uma Polícia Federal e uma Receita capazes de dar conta desse tipo de rastreamento com o pé nas costas, as mãos amarradas, de olhos vendados e… debaixo d ‘ água!

Barbara detona blogueiro tucano, que vai parar no TT | Brasil 24/7

 

Blogueiro antipetista recebe R$ 70 mil/mês do governo de SP

18 de abril de 2015 | 12:29 Autor: Miguel do Rosário

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Odeio falar mal de blogueiro, mesmo quando são adversários da direita. Também não gosto de julgar ninguém.

Sobretudo, sou contra linchamentos. Acho que temos de culpar a precariedade das nossas instituições e da nossa democracia, jamais o indivíduo.

Mas informação é informação. E a disparidade das situações é bizarra. Para uns tudo, para outros nada.

A blogosfera “suja” é acusada diuturnamente, inclusive pelo candidato Aécio Neves, que lançou acusações durante debate eleitoral, de receber dinheiro do governo federal para falar mal do PSDB.

É uma mentira. A Folha já obteve acesso aos dados completos do governo e das estatais e soube-se que o governo federal, na verdade, deixou a imprensa alternativa à míngua. Basicamente uns três ou quatro sites não-alinhados à grande mídia, receberam verba pública de 2000 a 2013.

Esses três ou quatro sites, de grande circulação, receberam R$ 10 milhões ao longo de 14 anos (mixaria, se dividirmos por meses e anos), o correspondente a 0,06% da publicidade total do governo federal e estatais no período.

O site do Nassif, por exemplo, altamente profissional, com equipe e produção de matérias próprias, recebeu em média R$ 34 mil mensais de governo e estatais no período; ou seja, metade do que um blog de direita, sem produção de matéria, sem equipe, com audiência vinte vezes menor (basta olhar no Alexa), recebe do governo de São Paulo, conforme você verá em seguida. E com uma diferença fundamental: Nassif vende publicidade e audiência. O blogueiro de direita recebe dinheiro do governo paulista por conta de “serviços de comunicação”.

Tijolaço, Cafezinho, e 99% dos blogs políticos “não-alinhados” à grande mídia, nunca viram um centavo do governo federal. A gente vive de adsense do google, assinaturas, pequenas doações. Alguns fazem crowfunding. E assim vamos tocando o barco.

A grande mídia, por sua vez, ficou com 99% das verbas do governo federal de 2000 a 2013. Só a Globo, ficou com mais de um terço.

O governo federal não respeita nem a sua própria “mídia técnica”.

Os governos tucanos são diferentes, como são!

São infinitamente mais generosos com blogueiros e amigos na mídia.

Hoje, pela primeira vez, a grande imprensa abordou o tema. Provavelmente por ciúme.

A Folha publicou que o blog Implicante.org, especializado em falar mal do PT e da presidenta Dilma, ganhou R$ 70 mil por mês do governo de São Paulo, através de contrato com a agência Propeg, desde outubro do ano passado até hoje.

Quando eu vejo isso, eu lembro do Aécio, num dos debates, vociferando contra blogueiros sujos, acusando-os de receberem “verba pública”. Que hipócrita. Dilma poderia ter respondido na lata: qual blogueiro? Aquele que recebe R$ 70 mil do governo de São Paulo? Ou você está incluindo aí também as rádios de sua família e de seus amigos, em Minas, que recebiam milhões do seu governo, onde a sua própria irmã (!) controlava as verbas. Imagina se a irmã da Dilma controlasse todas as verbas da publicidade do governo federal… Como seria republicano!

Observe que o tal Implicante.org tem posição no Alexa, site que mede audiência de blogs, muito inferior ao Tijolaço e ao Cafezinho.

E olha que, com 70 mil por mês, a gente conseguiria multiplicar por cinco ou seis a nossa visitação! Poderíamos contratar um reforço, por exemplo, para nos ajudar em momentos difíceis, como esta semana, em que o Fernando Brito caiu doente, com dengue.

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O tal Implicante não precisa sequer do constrangimento de mostrar banner de estatal paulista ou do governo de São Paulo. O dinheiro chega direto na conta da empresa, por abstratos “serviços de comunicação”.

Agora, ironia das ironias. A mesma agência, a Propeg, que presta serviço aos tucanos, presta também serviço à Secom, do governo federal. Ou seja, no fundo, os blogueiros tucanos recebem duplamente. Recebem essa mensalão todo aí do governo de São Paulo e também recebem, indiretamente, pela Propeg, ajuda do governo federal.

Quem se lasca, naturalmente, é o blogueiro não-tucano, esse pária da sociedade na visão de agências, governos e mídias.

Os blogueiros não-tucanos tem mais audiência, mais leitores, mais comentários, mais interação, mais links, que qualquer blogueiro tucano. Sobretudo, alcançam um público diferente, não contemplado pela grande mídia. Os blogueiros tucanos operam, basicamente, junto ao mesmo público já servido pela imprensa tradicional.

Para Casa Grande, tudo. Para a Senzala, nada.

Nosso modelo aristocrático de sociedade ordena que os méritos, os recursos, os louros, tenham de ir apenas para os blogueiros tucanos, que além dessas gordas ajudas mensais, ainda têm inúmeras boquinhas na grande mídia (colunas em grande jornal, programa na Jovem Pan, espaço na tv aberta, etc).

Para blogueiro não-tucano, nada. E dá-lhe processo judicial da Globo e do PSDB em cima da gente; processos em que o Judiciário entra em nossa conta bancária, sem nos avisar previamente, e raspa o pouco que a gente tem, para dar o dinheiro aos capangas da grande mídia!

Ou seja, nem o “sagrado direito” à propriedade privada vale para quem não é tucano.

A tal Yoani Sánchez, que é uma blogueira cubana tucana, é recebida com pompa no Congresso Nacional e festejada em nossa grande mídia.

Já os blogueiros não-tucanos são perseguidos jornalisticamente, politicamente e judicialmente pela grande mídia.

Na política brasileira, o paraíso deve ser uma ilha habitada por tucanos. Político tucano não é condenado, nem preso. São intocáveis. Podem fazer privataria, Banespa, Banestado, trensalão, mensalão tucano, compra de voto. Podem ter milhões de dólares não informados à Receita em contas secretas na Suíça (Suiçalão). Helicópteros tucanos podem ser flagrados com meia tonelada de cocaína. Podem fazer aeroporto em terra do tio, ou melhor, vários aeroportos próximos às suas fazendas, para uso particular. Podem ser acusados de receber propina de US$ 120 mil / mês. Nada acontece.

Seus tesoureiros fazem coisas de deixar o tesoureiro do PT parecido com o tesoureiro de um grêmio estudantil, mas é o tesoureiro do PT que vai preso.

Agora sabe-se que blogueiros tucanos também habitam essa ilha paradisíaca. Recebem dinheiro direto do governo de SP, e não são atacados por receberem “verba pública”. Não precisam nem oferecer banner nem nada. Mídia técnica? Esquece, isso é coisa de governo petista trouxa. Você não verá nenhum editorial do Globo contra esses blogueiros tucanos.

No máximo, tem de aguentar uma matéria ciumenta da Folha. Gozam, enfim, da vida mansa que macunaíma pediu a Deus. Sem grandes preocupações com audiência. Apenas o dinheirinho entrando na conta, regularmente.

Ê Brasilzão!

Blogueiro antipetista recebe R$ 70 mil/mês do governo de SP | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

 

Richa também financia ataque cibertucano

Por Esmael Morais, em seu blog:

Além de dobrar o lucro dos sócios privados da estatal de energia, Beto Richa também é bastante generoso com cibertucanos de extrema-direita, contratados com ‘dinheiro alheio’ para atacar PT e Dilma; essas duas ações, com certeza, justificam em parte os recentes aumentos na conta de luz de todos os paranaenses. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) também financiou ataques cibertucanos contra a presidenta Dilma Rousseff e o PT. A informação é de Fernando Gouveia, proprietário do site www.implicante.org, que registrou ontem (18) em seu perfil no Facebook:
“A Agência Propeg é uma das empresas que são clientes da Appendix, entre as quais vale destacar a Vivas.Com, em contrato pelo qual prestamos serviço ao Governo do Paraná, numa ação para a Copel…”, escreveu Gouveia.
Mais preciso impossível.
Na manhã de ontem, ao repercutir reportagem da Folha de S. Paulo, o Blog do Esmael anotou que o governador do Paraná, Beto Richa, fez escola no PSDB nacional. Segundo o jornal, o blogueiro recebe mensalmente R$ 70 mil do governo de São Paulo para defenestrar adversários de Geraldo Alckmin, dentre os quais PT e Dilma.
Ambos os governadores do PSDB, paulista e paranaense, têm o mesmo modus operandi porque a fonte pagadora dos cibertucanos é a mesma: o erário.
Nas eleições de 2014, os senadores Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) foram os alvos prediletos dos cibertucanos pró-Richa.
Os cibertucanos funcionavam em um bunker instalado dentro do Palácio Iguaçu e agiam sob o guarda-chuva da franquia tucana “Tenda Digital” — que foi proibida pela Justiça Eleitoral na disputa pelo Palácio Iguaçu.
Abaixo, leia a íntegra da explicação de Fernando Gouveira no Facebook:
*****

Fernando Gouveia
Ontem às 08:32 · Votorantim ·
ALERTA MÁXIMO DE TEXTÃO
Caros, não é de hoje que está rolando uma verdadeira guerra contra quem denuncia petistas na Internet. Dessa vez, em uma matéria repleta de erros, omissões e distorções, fui citado na Folha de São Paulo e, desse modo, informo os fatos reais – pedindo a todos a gentileza de divulgar ao máximo, sempre que alguém aparecer com a notícia estapafúrdia.
São 9 pontos e os esclarecimentos necessários. Peço que tenham paciência Emoticon smile
Vamos lá:
1 – Eu não sou contratado, ponto. Sou sócio de uma empresa que, entre outros clientes, é contratada pela Agência Propeg, por sua vez prestadora de serviços para o Governo do Estado. Essa contratação se deu porque a Appendix (APPX) ofereceu o MENOR PREÇO (informação omitida na matéria) e dispõe, para esse contrato, de 3 empregados regularmente contratados via CLT;
2 – TODA a atuação da empresa ocorre dentro das leis, sejam fiscais ou trabalhistas, bem como TODAS as certidões junto ao Poder Público estão atualizadas e assim o são sempre;
3 – A empresa atua em comunicação online do setor público, exatamente a área em que sou formado profissionalmente e cuja formação se iniciou há quase quinze anos, na gestão petista da Prefeitura de São Paulo (2001 a 2003), quando atuei na Secretaria de Comunicação, na qual ajudei a implementar projetos de internet e até mesmo integrei comissões de licitação (era um cargo técnico, não político);
4 – Foi nessa época, já na Secretaria de Comunicação da Prefeitura, gestão Marta, que criei o blog Imprensa Marrom, levando para a Internet uma atuação de análise política que vem desde 1997, quando passei a editar o jornal da faculdade e também abordava o tema;
5 – A Appendix não apenas atualiza Facebook, twitter e portal da Secretaria de cultura. A empresa também produz conteúdo para redes sociais (Twitter, Instagram e Facebook), faz criação e design de partes do portal, sob pedido da Secretaria de Cultura e Subsecretaria de Comunicação, cria páginas especiais referentes a eventos realizados pela Secretaria da Cultura e, além disso, monitora e analisa as redes sociais da Secretaria da Cultura, bem como monitora os perfis nas redes sociais de programas da referida Secretaria, tudo isso sob o Plano Estratégico de Atuação nas Redes Sociais.
6 – A Agência Propeg é uma das empresas que são clientes da Appendix, entre as quais vale destacar a Vivas.Com, em contrato pelo qual prestamos serviço ao Governo do Paraná, numa ação para a Copel, além também da Brasil Comunicação, que a Folha alega não ser nossa cliente, mas temos conosco tanto Contrato de Prestação quanto a Nota Fiscal emitida, além do registro das reuniões de trabalho realizadas; (destaque nosso)
7 – O blog Imprensa Marrom, que se encerrou em 2011 depois de 10 anos de atuação, foi processado por conta de um comentário de leitor feito no texto de umas colaboradoras – não fui eu o processado, nem condenado. Além disso, o autor desse processo está hoje preso por roubo, acusado também justamente daquilo abordado pelo post do IM. O caso repercutiu nas redes, com diversas manifestações em apoio ao site, com direito à própria Folha noticiar o caso (links no comentário do post);
8 – Quanto ao site Reaçonaria, cujos donos são públicos e declarados como tais, escrevi minha última coluna por lá em 2013 e, por óbvio, não sou dono, editor nem nada do tipo. Escrevi ou escrevo para diversos sites, como JustLia, Entenda os Homens, Portal do Macho, Dica do Dia etc. Todos que conhecem minimamente a internet sabem que há uma diferença abissal entre escrever um texto e ser dono ou responsável pelo site onde ele foi publicado;
9 – Sim, sou um dos editores do Implicante (não “CEO”). O portal foi criado em 2011, com alguns amigos, logo depois do final do Imprensa Marrom. O grande número de fãs, destacado em reportagem, é resultado do trabalho bem feito durante todos esses anos, algo que CONTINUARÁ, apesar das tentativas de intimidação como essa de agora;
Enfim, trata-se de uma contratação perfeitamente legítima, de uma empresa devidamente regularizada, que conseguiu o contrato por oferecer o MENOR PREÇO, atuando na área em que seus sócios são formados profissionalmente. Vale dizer que TODAS as informações deste textão foram passadas ao jornalista.
A ideia da noticia, no fim, é IMPEDIR que pessoas tenham opiniões nas redes sociais, especialmente contra o PT, e ainda assim sejam sócias de empresas que possam ser contratadas por entes do poder público.
Petrolão, desvios, contratos de publicidade falsificados… Nada disso é problema, para eles. Precisam atacar uma contratação LEGÍTIMA, com serviço efetiva e corretamente prestado, só porque alguém na empresa tem opiniões contrárias ao PT? E são eles que acusam os outros de Macartismo…
Não surpreende, mas ainda assim é lamentável que se use desse tipo de método de intimidação para tentar calar as vozes antipetistas na internet. A minha, acreditem, não calarão. Ao contrário, esse tipo de expediente dá ainda mais forças para continuar.
Muita gente pode dizer que sou chato, e sou mesmo, que sou desagradável, e também sou mesmo, e que não gostam de mim (é bem compreensível), mas até mesmo o mais ferrenho adversário sabe o quanto sou honesto em TUDO na minha vida, especialmente a profissional.
Chega a ser constrangedor, para a Folha, que o grande “erro” apontado na matéria seja justamente o fato de eu ser ANTIPETISTA. Sim, eu sou. E isso, na verdade, é um grande acerto, pessoal e ético.
No mais, aproveito a situação para divulgar a APPENDIX CONSULTORIA, especializada em atuação nas redes sociais para o setor público, mas também com clientes e expertise no setor privado. Nosso telefone é 11 26408128, estamos na Rua Francisco Leitão, em Pinheiros, São Paulo/SP. Agende uma reunião com Nubia, nossa assistente administrativa.
Por fim, muito obrigado a todos pelo apoio e pelo carinho, de verdade.
Fernando Gouveia
Sócio-Gerente da Appendix Consultoria (APPX)
Editor do Implicante

Altamiro Borges: Richa também financia ataque cibertucano

 

Picareta implicante: o mercenário do blog tucano terá de se explicar aos otários que acreditaram nele

Postado em 18 abr 2015 – por : Kiko Nogueira

Gravataí Merengue

Fernando Gouvea, aka Gravataí Merengue

Fernando Gouveia, o homem que recebe 70 mil reais por mês do governo Alckmin para detonar o PT e fazer propaganda tucana num site, é um caso de parasitagem antiga na internet.

Gouveia está tentando se explicar para os otários que acreditaram — ou fingiram acreditar — nas papagaiadas que publicou no blog Implicante. Um deles aparece no Facebook com uma saudação. “Parabéns pela parasitagem e cara de pau”. Outro pede um frila.

Gouveia, que se esconde há anos sob o pseudônimo idiota Gravataí Merengue, que deve achar genial, está há muito tempo exercendo sua especialidade: enxovalhar reputações na net. O alvo depende da grana.

Sua explicação longa e confusa para seu desmascaramento, em resumo, é a seguinte: “Eu não sou contratado, ponto.” Mais para a frente: “Precisam atacar uma contratação”. Como assim? No meio do caminho, aquele papo furado sobre tentar calar “opiniões nas redes sociais, especialmente contra o PT”.

E a mentira de que não se identifica como CEO no Implicante. Sim, se identifica como — veja que divertido —  “CEO, CFO, Capitão de Fragata, Diretor Jurídico, Diretor de RH, Diretor Musical e filho do dono do Implicante. No Twitter, @gravz.”

Fernando se esconde por trás do tal Gravataí. Sempre esteve colado nas sombras do poder público. Entre abril de 2001 e julho de 2003, foi assessor jurídico da prefeitura de São Paulo, durante a gestão de Marta Suplicy.

De 2005 a 2008, foi chefe de gabinete da corajosa, coerente e independente Soninha Francine. Em 2006, chegou a montar um blog chamado Gerente Chuchu, atualmente desativado, em que criticava Alckmin.

Depois de um bate boca de Gravataí Gouveia, Soninha descreveu o assessor: “Argumentador compulsivo, polemista incansável, sarcástico, muito inteligente, muito bem informado, com um estilo ácido que resvala na violência. Acidez (ou violência) que as pessoas normalmente apreciam muito, quando é voltada para o ‘inimigo’”.

Uma graça, o rapaz.

No papel de Gravz, o publicitário virou uma referência reaça no Twitter, sempre atento a denunciar aquele pacote que você já conhece. “Quando blogueiro oficial do governo diz que os querem ‘calar’ por contar a verba pública, fica claro o MOTIVO pelo qual ‘falam’”, escreveu no Twitter. Também ironizou os supostos “caraminguás” do personagem Dilma Bolada.

Um picareta pseudoneoliberal mamando no que chamou de Gerente Chuchu para poder produzir lixo consumido por mentecaptos. O negócio agora vai ser Gravataí Manguaça explicar para seus cúmplices nos sites o que fazia com tanto dinheiro —  no mínimo, terá de dizer por que não dividiu o butim com eles para que pudessem apoiar com mais rigor e sinceridade a livre iniciativa, o estado mínimo e o PSDB.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

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O que o site Implicante conta sobre Alckmin

Postado em 18 abr 2015 – por : Paulo Nogueira

Jogo sujo

Jogo sujo

O problema do site Implicante não é exatamente o governo Alckmin dar um mensalão de 70 mil reais para seu editor.

Quer dizer: isto é um problema, dada a absoluta falsa de transparência com que o dinheiro vai dar na conta do editor, e considerados também os repetidos ataques do PSDB contra blogueiros supostamente favorecidos pelo PT.

Isso é cinismo, demagogia e desonestidade.

O maior problema, retomando o início do texto, é a canalhice descarada do conteúdo do site.

Não há, nele, nenhum compromisso com a verdade dos fatos, ou com o jornalismo. O que o editor Gravataí Merengue faz não é um caso jornalístico.

É um caso de polícia.

Veja, por exemplo, como ele trata a alegada encrenca entre Dilma e uma empregada, Jane, em torno de cabides. A informação – sem fonte nenhuma – saiu no blog de Ricardo Noblat.

Merengue transforma a especulação em fato confirmado e acima de dúvidas.

Esse tipo de conduta simplesmente não existe no jornalismo.

Todo o conteúdo do site é feito dessa maneira.

Os textos que desinformam e emburrecem acabam alimentando vítimas nas redes sociais – falo aqui dos analfabetos políticos, que acreditam em qualquer coisa.

Parte da assombrosa ignorância captada numa pesquisa da USP com manifestantes de 12 de abril deriva do poder corrosivo sobre as mentes de sites como o Implicante.

Nesta semana, não foi este o único assunto relativo ao jeito Alckmin de lidar com a propaganda.

Um jornalista que tinha sido contratado pela Jovem Pan para fazer boletins noticiosos publicou um texto em que contou que se demitiu quando foi proibido de falar sobre a Sabesp – anunciante da rádio.

Na Jovem Pan, é proibido falar da Sabesp.

Isto é Alckmin. Isto é Jovem Pan. Isto é Implicante.

E depois somos obrigados a ouvir sermões de Catões fajutos.

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Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » O que o site Implicante conta sobre Alckmin

 

Blogueiro anti-PT recebe de Alckmin

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

O sujeito usa, nas redes sociais, o codinome de “Gravataí Merengue”. O sujeito é um daqueles ex-esquerdistas que passaram pro outro lado – de mala e cuia. Trabalhou com Marta e Soninha, mas hoje ajuda a distribuir conteúdo anti-petista na internet.
Até aí, nenhum problema, isso faz parte do jogo político. Se não fosse um detalhe: a empresa de Gravataí recebe por “serviços de comunicação prestados” ao governo do PSDB em São Paulo. Trata-se, segundo reportagem da “Folha” (que o UOL esconde, na versão digital), de uma triangulação: a subsecretaria de Comunicação de Alckmin (chefiada pelo ex-repórter da Veja Márcio Aith) contrata a agência Propeg, que por sua vez manda a grana para Gravataí.
E não é dinheiro de pinga, não! São 70 mil reais por mês!
Gravataí é dono do site Implicante que, segundo a “Folha”:
“publica e ajuda a difundir notícias, artigos, vídeos e memes contra o PT e a presidente Dilma Rousseff. O Implicante tem quase meio milhão de seguidores no Facebook, quatro vezes mais que o Movimento Brasil Livre, um dos grupos na linha de frente dos protestos de rua realizados contra Dilma neste ano. O material produzido pelo site costuma ser replicado nas redes sociais e por outros blogs políticos.“
A pergunta óbvia: quantos outros sites na internet são beneficiários de triangulação semelhante no esquema tucano?
Lembremos que o PSDB vive acusando os chamados “blogs sujos” de receberem dinheiro do governo federal. Curiosamente, surge agora a suspeita de que são os tucanos que ajudam a difundir notícias contra o PT usando – supostamente – recursos do contribuinte paulista.
É assim que se pretende combater a corrupção no Brasil?
Por último, vale ressaltar: não é a primeira vez que blogueiros de direita são acusados de receber ajuda monetária por intermédio do PSDB…
Anos atrás, Reinaldo Azevedo, que escreve para a revista da marginal, parece ter-se incomodado com os boatos de que teria recebido dinheiro de uma empreiteira, segundo investigações da Polícia Federal na Operação Castelo de Areia.
Tão “indignado” ficou o blogueiro que ele mesmo publicou a planilha da empreiteira, em que o nome “Reinaldo Azevedo” aparece ao lado do valor “50.000,00″ e da anotação “Andrea Matarazzo” (uma referência ao conhecido operador financeiro do PSDB, que hoje é vereador em São Paulo).

Azevedo chegou até a ensaiar uma explicação para o fato, publicada em seu blog:
“Em 2004, quando assumi a direção da revista Primeira Leitura, falei com muita gente, percorri muitas empresas, tentei tornar o veículo viável economicamente — que é o que fazem todas as pessoas na posição que eu ocupava. É possível que tenha sido Matarazzo a pessoa que me recomendou a alguma empresa do grupo Camargo Correa — não estou certo; se me lembrasse, diria porque não há nada de estranho, incomum ou ilegal nisso.”
De fato, não há nada “incomum” no fato de o blogueiro da Veja, quando ainda dirigia a revista “Primeira Leitura” (fundada pelo ex-ministro de FHC Mendonça de Barros, era uma publicação que eu gostava de acompanhar, porque naquela fase os tucanos ainda não haviam assumido a posição apoplética, tentavam fazer um debate racional), ter procurado ajuda de Matarazzo e dos empreiteiros.
Isso apenas escancara quais são os parceiros de Reinaldo Azevedo. Escancara também que, se o Brasil quisesse de fato combater a corrupção, não investigaria só as relações de petistas com as empreiteiras. Iria a fundo na teia de interesses que faz uma secretaria de Comunicação de Alckmin bancar um produtor de conteúdo anti-petista (supostamente, trata-se de dinheiro público usado no combate politico – pode isso?), ou que leva um operador tucano (Andrea Matarazzo) a buscar um empreiteiro para ajudar Reinaldo Azevedo.
Os dois casos mostram, ainda, um fato triste para o blogueiro que escreve na revista da marginal: na hierarquia da comunicação tucana, um Gravataí (R$ 70 mil por mês, diz a Folha) vale muito mais do que um Azevedo (R$ 50 mil, segundo a planilha da empreiteira).
Tanto Azevedo quanto Gravataí negam que tenham recebido dinheiro para falar mal do PT e bem do PSDB.
A oposição em São Paulo conseguirá instalar uma CPI para investigar a atuação da secretaria de Comuncação de Alckmin?
Abaixo, confira a reportagem da “Folha” sobre Gravataí Merengue.
*****

Blogueiro antipetista recebe pagamentos do governo Alckmin
por Ricardo Mendonça e Lucas Ferraz
Um blogueiro que distribui propaganda antipetista a milhares de seguidores na internet recebe há dois anos pagamentos mensais por serviços de comunicação prestados ao governo Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo.
Na rede, o advogado Fernando Gouveia se apresenta com o pseudônimo Gravataí Merengue e como “CEO”, ou executivo principal, do site Implicante, que publica e ajuda a difundir notícias, artigos, vídeos e memes contra o PT e a presidente Dilma Rousseff.
O Implicante tem quase meio milhão de seguidores no Facebook, quatro vezes mais que o Movimento Brasil Livre, um dos grupos na linha de frente dos protestos de rua realizados contra Dilma neste ano. O material produzido pelo site costuma ser replicado nas redes sociais e por outros blogs políticos.
Gouveia é dono da Appendix Consultoria. A empresa foi criada em janeiro de 2013 e começou em junho do mesmo ano a receber pagamentos oriundos da Subsecretaria de Comunicação do governo Alckmin, órgão vinculado à Casa Civil do Estado.
Editoria de Arte/Folhapress

A Appendix foi subcontratada pela agência de publicidade Propeg, uma das três que cuidam da propaganda do governo estadual. De acordo com documentos oficiais, a empresa do blogueiro recebeu R$ 70 mil por mês de outubro de 2014 a março deste ano.
O governo se recusou a informar o valor total dos pagamentos à empresa de Gouveia, alegando que a responsabilidade pela contratação da firma não é sua, mas da Propeg.
A Subsecretaria de Comunicação permitiu apenas a consulta da documentação no Palácio dos Bandeirantes. Disponibilizou então 88 caixas, cada uma com centenas de papéis sobre propaganda oficial, sem indicar a localização das informações específicas da Appendix.
Segundo os documentos, a Propeg pagou a Appendix por serviços de “revisão, desenvolvimento e atualização das estruturas digitais” da Secretaria de Estado da Cultura.
Em nota, a agência afirmou que subcontrata a Appendix para atender demandas do governo do Estado. Mas não respondeu quem indicou a empresa nem o motivo pelo qual recorre ao blogueiro em vez de fazer ela mesma o serviço.
MILITÂNCIA
O envolvimento de Fernando Gouveia com a política é antigo. Ele trabalhou durante três anos no setor de comunicação da Prefeitura de São Paulo, na gestão da petista Marta Suplicy (2001-2004).
Depois, ele trabalhou no gabinete da ex-vereadora Soninha Francine, que foi do PT e migrou para o PPS, partido alinhado com os tucanos.
A militância política de Gouveia na internet também é antiga. Em 2006, quando tinha um blog chamado Imprensa Marrom, ele foi condenado pela Justiça a pagar dez salários mínimos de indenização a uma empresa por ter publicado comentários ofensivos a ela. O blogueiro recorreu.
Gouveia também se apresenta na internet como colaborador de uma página chamada Reaçonaria, que difunde conteúdo similar ao do Implicante e tem cerca de 16 mil seguidores no Facebook. Os dois sites estão abrigados num servidor no exterior que impede a identificação do responsável pelos registros.
OUTRO LADO
O advogado Fernando Gouveia afirmou que suas opiniões pessoais, expressas na internet, não têm relação com as atividades da sua empresa, a Appendix Consultoria.
“Não sou filiado a nenhum partido. Tenho longo histórico de trabalho em comunicação do setor público, em governos de vários matizes ideológicos”, disse Gouveia.
O blogueiro afirmou que a Appendix presta serviços a “diversos clientes” e citou três, entre eles a Brasil Comunicação, de Belo Horizonte.
À Folha a agência mineira negou ter relação com a Appendix. As outras duas empresas citadas por Gouveia não responderam à Folha.
O blogueiro ressaltou que sua empresa não é contratada diretamente pelo governo estadual, mas sim pela Propeg. “A Appendix não apenas atualiza Facebook, Twitter e o portal da Secretaria de Cultura, mas também produz conteúdo para redes sociais e faz criação e design de partes do portal”, disse Gouveia.
A Subsecretaria de Comunicação do governo paulista afirmou que a decisão de contratar a Appendix “é da agência de publicidade [Propeg] e de sua inteira responsabilidade”, e se recusou a informar os valores pagos a Gouveia.
“Consolidar as informações mantidas em arquivos contábeis ao longo de mais de 20 meses é atividade que a lei não nos obriga a fazer para atendimento às demandas de informações”, afirmou a Subsecretaria de Comunicação em nota.

Postado por Miro

Altamiro Borges: Blogueiro anti-PT recebe de Alckmin

21/03/2014

Terrorismo de Estado made in USA

 

Guerras Sujas: como os Estados Unidos assassinam inocentes

Guerra Suja trata de ações militares dos Estados Unidos contra civis em países estrangeiros. Entre as vítimas estão crianças e mulheres grávidas.


Gérson Trajano

reprodução

Guerras Sujas, dirigido por Rick Rowley, trata de ações militares dos Estados Unidos contra civis no Afeganistão, no Iêmen e na Somália, e que não são justificadas e nem reconhecidas pelo governo americano. Entre as vítimas estão crianças, mulheres grávidas e até um cidadão americano.  
O documentário questiona a declaração oficial de que as forças armadas estariam nessas regiões apenas para garantir a segurança e não para atuarem em combate. O longa-metragem foi indicado ao Oscar 2014 de melhor documentário, mas perdeu a estatueta para A Um Passo do Estrelato.
Logo no início do filme,  o jornalista Jeremy Scahill, correspondente da revista The Nation, promete revelar os verdadeiros interesses dos EUA. Contudo, não consegue relacionar claramente o envolvimento ilícito do governo americano em atividades militares supostamente clandestinas. O final do filme é inconclusivo.
Autor do livro Blackwater, sobre uma companhia de mercenários no Iraque que teria contratos de 600 milhões de dólares com o Washington, Scahill investiga principalmente as ações do Comando de Operações Especiais Conjuntas (J-SOC), grupo de elite do exército americano acusado de executar supostos inimigos em nome do combate ao terror, desencadeado após o 11 de setembro.
Para contar a sua história, ele reúne em uma sala vazia, que se transforma em uma verdadeira base de operações, mapas, fotografias, e-mails, gráficos e dossiês. Scahill vai montando o seu quebra-cabeças, conectando dados históricos com as suas anotações de repórter.  
O documentário ganha ares de um thriller de conspiração. Os cenários sombrios, estradas desertas, a narração que conduz ao suspense e enquadramento próximo ao rosto do repórter reforçam o clima de que tudo tenha sido planejado secretamente pelo governo americano.
Mas, sendo um filme documentário, Scahill entrevista ex-oficiais, congressistas, parentes das vítimas, visita os locais dos ataques, mostra fotografias dos mortos e até descobre uma suposta lista com alvos civis do J-SOC. 
O trabalho de investigação começa em Gardez, no Afeganistão, onde uma família tem sua casa invadida durante à noite por uma unidade militar americana. Um homem e duas mulheres grávidas são mortos. Em princípio, não há razão para a operação, pois nenhum membro da família afegã era suspeito de terrorismo.
Em seguida, Scahill viaja para o Iêmen, onde visita um vilarejo destruído por mísseis de fabricação americana. Na ocasião, 46 pessoas foram mortas, entre elas, 21 crianças e 14 mulheres. Ironicamente, os habitantes do local passaram a usar o termo “talibã americano” ao se referirem os soldados americanos, responsabilizados pelo ataque.
Um dos alvos no Iêmen seria Anwar Al-Awlaki, cidadão americano e simpatizante dos tabilãs. Al-Awlaki comandava um programa de rádio que fazia propaganda contra a política dos EUA. A partir desse momento, o filme de Rowlei passa a questionar o fato de o governo assassinar um cidadão americano sem antes tê-lo julgado formalmente, o que, em principio, a Constituição proíbe.
De acordo com o documentário,  o J-SOC também foi o responsável pela morte de Abdul-Rahman Al-Awlaki, de 16 anos, filho de Al-Awlaki. Um foguete, disparado por um drone teria matado o rapaz.
A força militar sintetiza o valor da extensão territorial e do poder econômico da grande potência americana. Gérald Lebrun, em  O que é Poder  (editora brasiliense.1991), citando Max Weber, define potência como toda a oportunidade de impor a sua própria vontade, no interior de uma relação social, até mesmo contra resistências, pouco importando em que repouse tal oportunidade.
Segundo o filósofo francês, existe poder quando a potência, determinada por uma certa força, se explicita de uma maneira precisa. Não sobre o modo da ameaça, da chantagem, mas sob o modo da ordem dirigida a alguém que presume-se, deve cumpri-la. Guerra Suja é uma mostra dos Estado Unidos exercendo o seu poder como potência.

Guerras Sujas: como os Estados Unidos assassinam inocentes – Carta Maior

06/09/2013

Método revolucionário dos mercenários norte-americanos na Síria: tiro na nuca

Filed under: Isto é EUA!,Síria,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:00 am
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usa-in-siria (1)Rebeldes filmam execução de soldados sírios, diz dissidente

C.J. CHIVERSDO "NEW YORK TIMES", na FOLHA

Os rebeldes sírios apontaram as armas para os sete prisioneiros a seus pés, soldados do regime de Bashar al-Assad, apavorados e sem camisa.

Cinco dos prisioneiros estavam amarrados, com vergões vermelhos nas costas. Eram mantidos com os rostos enfiados na terra, enquanto o comandante dos rebeldes recitava um verso revolucionário.

Assim que o poema acabou, o comandante, conhecido como "o Tio", disparou uma bala na nuca do primeiro soldado. Seus homens seguiram o exemplo, matando imediatamente os demais.

Enquanto os EUA discutem se vão apoiar a proposta de Obama de atacar o governo sírio em retaliação ao uso armas químicas contra civis, esse vídeo, filmado em abril e levado para fora da Síria recentemente por um rebelde dissidente, vem somar-se a um conjunto crescente de evidências de um ambiente cada vez mais criminoso no país.

Em maio, outro vídeo que correu o mundo já mostrava um rebelde arrancando e comendo o coração de um soldado do regime.

As imagens exemplificam o dilema que os EUA enfrentam para achar aliados entre os rebeldes. Em mais de dois anos de guerra civil, uma parte da oposição síria assumiu um viés extremista e se aliou abertamente à Al Qaeda.

Isso suscita a perspectiva de que uma ação militar americana possa inadvertidamente fortalecer criminosos e extremistas islâmicos.

Abdul Samad Issa, 37, o comandante que liderou a execução gravada em vídeo, ilustra esse risco.

Segundo um de seus antigos assessores, Issa lidera menos de 300 combatentes. Comerciante e criador de gado antes da guerra, ele formou o grupo no início do levante contra Assad.

De acordo com seu ex-assessor, sua motivação é a busca de vingança –Issa acredita que o pai, opositor de Hafez al-Assad, pai do atual ditador, tenha sido morto durante o chamado Massacre de Hama, 27 dias de repressão governamental à Irmandade Muçulmana, em 1982.

Uma das táticas dele parece ser prometer a seus combatentes "o extermínio" dos alauitas, grupo islâmico minoritário ao qual pertence a família Assad e que Issa vê como culpado pelo sofrimento da Síria.

A questão da radicalização dos rebeldes preocupa o Ocidente. Em Washington, anteontem, o secretário de Estado americano, John Kerry, insistiu que "existe uma oposição moderada real", mas admitiu que cerca de 15% a 20% dos entre 70 mil e 100 mil oposicionistas são "homens maus".

E, embora os EUA tenham dito que buscam políticas que fortaleçam os rebeldes seculares e isolem os extremistas, a dinâmica na própria Síria, conforme o que se vê no vídeo e em vários outros crimes documentados, é mais complexa que uma disputa entre grupos seculares e religiosos.

Tradução de CLARA ALLAIN

09/09/2011

Assassinos de Aluguel

Filed under: Blackwater,Democracia made in USA — Gilmar Crestani @ 5:15 pm
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Há brasileiros que se recusam lavar pratos em casa. Nem o próprio. Mas se acham os maiorais em serem serviçais no exterior. Se submetem a situações que no Brasil consideram vexaminosas. É o tal complexo de vira-lata, como mostra o caso trazido pela BBC. Bruno Bonaldi está aí para provar. Se mortos, os EUA não choram. Não tem custo.  É mais do que sabido que as guerras dos EUA são feitas por mercenários das mais variadas etnias arregimentados por organizações do tipo Blackwater. Estas corporações de mercenários arregimentam principalmente imigrantes de origem cucaracha. São baratos e não problemas internos em caso de morte.

Ataques de 11 de setembro incentivaram brasileiro a lutar pelos EUA no Iraque

Alessandra Corrêa

Da BBC Brasil em Washington

Atualizado em  9 de setembro, 2011 – 06:30 (Brasília) 09:30 GMT

Bruno Bonaldi

Bruno Bonaldi desembarcou no Iraque exatos 7 anos após os atentados de 11 de setembro

No dia 11 de setembro de 2008, exatamente sete anos após os atentados contra Nova York e Washington que mataram quase 3 mil pessoas, o brasileiro Bruno Bonaldi desembarcava no Iraque como integrante de um batalhão de fuzileiros navais americanos enviados para lutar no país.

A temporada de sete meses na província iraquiana de Al-Anbar foi a realização de um sonho iniciado ainda na adolescência e que se tornou mais forte com os ataques de 11 de setembro de 2011.

11 de Setembro, dez anos depois

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“Quando aconteceu tudo aquilo em 2001 e quando foi confirmado, depois, que foi um ataque, um ato terrorista, eu passei a ter uma vontade ainda maior de me alistar e de poder lutar pelo país”, disse Bonaldi, 29 anos, à BBC Brasil.

Dez anos após os atentados, de volta à casa onde vive com a mulher, a também brasileira Ana Paula, em Little Falls, no Estado de Nova Jersey, Bonaldi, que hoje é cidadão americano, diz que os eventos de 11 de setembro o tornaram mais patriota.

“Não nasci aqui, mas eu acho que sou ainda mais patriota hoje do que eu seria (se os atentados não tivessem acontecido)”, diz Bonaldi.

Trajetória

Nascido em Paranaguá, no Estado do Paraná, Bonaldi chegou aos Estados Unidos aos 11 anos de idade, com a mãe e os irmãos.

“Somos quatro irmãos, eu sou o mais velho. Meu pai já estava aqui havia cerca de oito meses e durante esse período juntou dinheiro para poder mandar nos buscar”, relembra.

"Não nasci aqui, mas eu acho que sou ainda mais patriota hoje do que eu seria (se os atentados não tivessem acontecido)"

Bruno Bonaldi

No início, a adaptação ao novo país foi difícil.

“Eu sempre tinha aquela mentalidade de um dia voltar para o Brasil. Pensava: ‘Meus pais ficando ou não aqui, eu vou embora’. Minha vontade era sempre ir embora”, diz.

A mudança veio no segundo ano do Ensino Médio, quando o então adolescente assistiu a uma palestra na escola sobre as Forças Armadas e, mais especificamente, os Marines – como os fuzileiros navais são chamados nos Estados Unidos.

“Naquele momento eu já sabia que aquilo era o que eu queria para mim”, diz Bonaldi.

Bonaldi terminou o Ensino Médio em 2001, mesmo ano dos atentados. Imediatamente após deixar a escola, começou uma longa trajetória na tentativa de se alistar nas Forças Armadas.

Carta a Bush

Bruno Bonaldi e a mulher, Ana Paula

Atentados de 2001 aumentaram seu patriotismo com os Estados Unidos, diz Bruno

A realização do sonho, porém, levou vários anos e incluiu algumas decepções. Até 2006, Bonaldi estava em situação ilegal nos Estados Unidos e não podia, portanto, se alistar.

“Desde 2001 tentei inúmeras vezes me alistar, mesmo sendo ilegal, mas sem sucesso”, diz.

O soldado conta que chegou a enviar uma carta ao então presidente George W. Bush explicando sua situação e pedindo ajuda.

“Escrevi dizendo qual era a minha intenção e perguntando se alguém podia fazer alguma coisa por mim. Explicando que eu não estava atrás de Green Card, o que eu queria era me alistar mesmo.”

Ele diz que recebeu uma resposta da Casa Branca, com a orientação de procurar o serviço de imigração e seguir as regras.

Seus pais acabaram conseguindo o Green Card por meio dos empregadores e, em 2006, Bonaldi finalmente conseguiu regularizar sua situação no país e ingressar nas Forças Armadas.

Iraque

Dois anos após entrar para o Corpo de Fuzileiros Navais, Bonaldi foi enviado ao Iraque – país invadido por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos como parte da chamada “Guerra ao Terror” lançada após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Na província de Al-Anbar, o batalhão do qual fazia parte era responsável pela segurança em um trecho de estrada.

"O papel que eu cumpri lá (no Iraque) eu acho que valeu a pena"

Bruno Bonaldi

Do período passado no Iraque, Bonaldi guarda a lembrança das longas jornadas em patrulhas à beira da estrada e do contato com a população local.

“O que me impressionou de cara foi a pobreza”, afirma.

“Alguns iraquianos mais velhos não acreditavam que Saddam (Hussein) já tinha sido enforcado. Achavam que era uma farsa da mídia, que ele ainda estava escondido, que iria reassumir o poder e tudo ia voltar a ser como era antes.”

Torcedor do Flamengo, Bonaldi levava na bagagem uma camisa do clube e diz que muitas vezes usou o futebol como maneira de superar a barreira da língua e se aproximar da população.

“Viam a camisa e já vinham falar de Zico”, lembra.

Balanço

Bruno Bonaldi (sentado no capô) com colegas de batalhão no Iraque

Para Bruno, ação militar americana no Iraque valeu a pena para ele e para o país

Passados dez anos dos atentados que levaram à invasão do Iraque – e do Afeganistão – Bonaldi diz que a ação militar da qual fez parte valeu a pena.

“Acho que valeu a pena tanto para mim, porque realizei um sonho, foi um aprendizado enorme, quanto para o próprio país, que está livre de um governo que maltratou muito o povo”, afirma.

A morte do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, em maio deste ano – em uma operação de forças americanas no Paquistão –, reforçou a certeza de que seu esforço no Iraque foi válido.

“O papel que eu cumpri lá (no Iraque) eu acho que valeu a pena. Ele (Bin Laden) foi morto, eu acho que conseguimos tirar um tirano”, afirma.

No entanto, Bonaldi diz acreditar que ainda há trabalho pela frente no que diz respeito à luta contra o extremismo. “Ele se foi, a Al-Qaeda fica.”

Hoje Bonaldi faz parte de um batalhão da reserva, em Nova Jersey. Sobre a dupla cidadania, diz que se sente meio americano e meio brasileiro.

“Eu diria que é meio a meio, porque eu nunca esqueci do Brasil”, afirma. “Amo o país onde nasci, mas amo aqui também. É um país que me deu oportunidades e que vai dar oportunidades para a minha família.”

BBC Brasil – Notícias – Ataques de 11 de setembro incentivaram brasileiro a lutar pelos EUA no Iraque

13/05/2011

Vieri, Maradona, Costacurta e Baresi + Dunga, Bebeto e Cafu: "mercenari" per un giorno

Filed under: Abobado — Gilmar Crestani @ 9:02 am
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Vieri, Maradona, Costacurta e Baresi: "mercenari" per un giorno, assoldati dal tiranno ceceno Kadyrov

Vieri, Maradona, Costacurta e Baresi: "mercenari" per un giorno, assoldati dal tiranno ceceno Kadyrov

A scorrere la rosa adunata da ogni anfratto della memoria alla volta di Grozny, ogni buon tifoso di calcio dovrebbe gongolare. Le punizioni di Maradona, i tackle di Costacurta e le sciabolate di Baresi, il capoccione di Bobo Vieri, il dribbling di Figo, le gomitate di Ayala, i gol di rapina di Jean-Pierre Papin, la pelata di Barthez: una parata di stelle così, di solito puoi metterle insieme soltanto sulla playstation.

Non fosse che la ragione sociale di un così lauto evento calcistico, è nient’affatto benevola, e tutt’altro che caritatevole con la storia recente.

Mecenate dell’incontro di calcio previsto nella martoriata repubblica, è nientemeno che il primo ministro Ramzan Kadyrov, o come lui stesso ama presentarsi con apposito decreto “il Capo della Cecenia”. Un tifoso di calcio, pedatore dilettante, più noto all’umanità per il simpatico hobby della dittatura, intrapreso con crescente professionalità a partire dal 2005. Presidente tra l’altro anche del Terek Grozny, da lui affidato alla direzione tecnica di Ruud Gullit non più di qualche mese fa, il leader paracalcistico non ha badato a spese per inaugurare il nuovo stadio della capitale. E così, una dopo l’altra, ha depositato ai piedi delle vecchie glorie precettate per l’evento una montagna di denari. Il nuovo stadio di Grozny che ieri è stato calcato dal Pibe de Oro e soci è una sorta di paradosso: una struttura da 30.000 posti costruita secondo tutti gli standard internazionali della Fifa, in una terra che calpesta tutti gli standard internazionali dei diritti umani. Non c’è niente di meglio che una squadra affiatata, quando si tratta di raccontare la passione di Kadyrov per le sfide stracittadine. A capo del Servizio di Sicurezza Presidenziale, l’uomo è implicato ad esempio in numerosi casi di tortura e omicidio. E l’Associazione per i Popoli Minacciati (GfbV) reputa che il 70 per cento di tutti gli assassinii, stupri, rapimenti e casi di tortura in Cecenia siano stati commessi dal suo esercito privato, detto Kadyrovtsy, che si avvale del generoso contributo di 3000 uomini. Poco abile con la palla tra i piedi, un autentico fenomeno nel prendere a calci l’avversario, a Kadyrov non mancano però le intuizioni del fantasista. Il giovane dittatore spera infatti di alimentare con la parata di stelle in campo ieri nel nuovo impianto intitolato a suo padre Akhmar (morto nella tribuna d’onore del vecchio stadio in seguito a un attentato), la grancassa mediatica.

Vieri, Maradona, Costacurta e Baresi: "mercenari" per un giorno, assoldati dal tiranno ceceno Kadyrov – AgoraVox Italia

05/03/2011

Os mercenários da terra da Shell

Filed under: Revolução Jasmim — Gilmar Crestani @ 2:03 pm
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Gheddafi mostra in TV i soldati olandesi catturati

Gheddafi mostra in TV i soldati olandesi catturati

Gheddafi ha mostrato in televisione i membri dell’equipaggio di un elicottero olandese, impegnato in una "evacuazione consolare" da una località vicina a Sirte. I tre sono stati catturati dalle forze di Gheddafi e ora sono esibiti (un grande classico) come trofei e come "dimostrazione" della violazione della sovranità libica da parte delle potenze occidentali.
Per le autorità libiche la presenza di armi a bordo dimostrerebbe che l’equipaggio era impegnato in un’azione militare illegale. I due olandesi che dovevano evacuare nel frattempo hanno già riparato in patria, mentre il governo olandese si trova in una situazione molto scomoda, che ricorda per certi versi quella dell’Italia con i nostri Bellini & Cocciolone catturati e tenuti in ostaggio da Saddam nel corso della guerra del ’91, anche se nulla spinge a credere che l’equipaggio olandese fosse veramente impegnato in un’azione di guerra.

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Gheddafi mostra in TV i soldati olandesi catturati – AgoraVox Italia

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