Ficha Corrida

25/02/2014

Descoberta da pólvora

Serra_EUAOs serviços de inteligência dos EUA, após o sucesso das manifestações no Iraque, Afeganistão, Líbia, Egito, Síria, Ucrânia, Venezuela e Brasil, descobriram que é mais barato finanCIAr um Black Bloc do que sustentar um soldado. Além disso, toda retaguarda pode facilmente ser substituída por âncoras de telejornais e colonistas de jornal… A Veja já faz este serviço de graça.

Secretário de Defesa dos EUA propõe redução do Exército

Sem militares no Afeganistão, país poderia ter menor efetivo desde a Segunda Guerra

ISABEL FLECKDE NOVA YORK

O secretário de Defesa, Chuck Hagel, apresentou ontem um plano de Orçamento para 2015 que pode reduzir o Exército americano ao seu menor efetivo desde a Segunda Guerra mundial.

Segundo Hagel, a proposta -que terá que ser aprovada pelo Congresso- reflete "a magnitude dos desafios fiscais" dos EUA. "Há decisões difíceis pela frente. Esta é a realidade com que temos que conviver", disse, em entrevista coletiva.

O Departamento de Defesa propõe diminuir o número de militares dos atuais 520 mil para algo entre 440 mil e 450 mil ""o menor efetivo desde 1940.

O Orçamento, de US$ 496 bilhões, prevê ainda acabar com a frota dos antigos aviões de ataque A-10, desenvolvidos na década de 70 para destruir tanques soviéticos ""uma economia de US$ 3,5 bilhões nos próximos cinco anos"" além de cortes em alguns benefícios para militares.

A previsão de retirada dos militares do Afeganistão neste ano, que marcará o fim da ocupação no país, contribuiu para a decisão sobre o enxugamento do Exército.

"Pela primeira vez em 13 anos, estamos apresentando ao Congresso um orçamento que não é de guerra. Esse é um orçamento decisivo, porque começa a redefinir [a Defesa]", disse Hagel.

Essa "redefinição" da Defesa americana passaria por uma mudança de direcionamento estratégico, com um enfoque cada vez maior à Ásia ""em especial, às ameaças cibernéticas da China"" e aos grupos afiliados à Al Qaeda na África.

Funcionários do Pentágono consideram que a redução do ainda garantiria uma força militar "capaz de derrotar qualquer adversário".

01/01/2014

VTC, NSA!

Filed under: Arapongagem made in USA,Edward Snowden,NSA,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 8:57 pm
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tio sam scanVai tomar no teu computer, NSA!

Sempre soube, o Iphone é uma merda. Prefiro iphin…

O iOS é todo fechadinho, impede instalação de piratas e para instalar qualquer joguinho tem de pagar.

Já no Android, instala qualquer app sem pagar um centavo. E muda como e quanto quiser.

Adivinhe qual dos dois é finanCIAdo pela NSA?

Como eles pirateiam nossos dados e nossa confiança, porque não podemos piratear os aplicativos destes piratas?

NSA tem acesso irrestrito aos dados do iPhone, diz Forbes

qua, 01/01/2014 – 10:11

De O Globo

NSA tem acesso total ao iPhone, diz Forbes

Documentos vazados indicam que a implantação de malware espião no smartphone da Apple tem 100% de sucesso

Especialista em segurança acredita que a própria Apple pode ter sido conivente, mas empresa nega

RIO – Relatórios vazados da NSA por Edward Snowden revelam a aparente capacidade da agência de segurança nacional dos EUA de acessar praticamente todos os seus dados do iPhone através de um programa chamado DROPOUTJEEP, de acordo com o pesquisador de segurança Jacob Applebaum (@ioerror).

De acordo com a “Forbes”, citando o site “The Daily Dot”, durante o discurso de Applebaum no “30C3” (30º Chaos Communication Congress), intitulado “Proteger e infectar — a militarização da internet”, nesta segunda-feira, em Hamburgo, na Alemanha, algumas informações surpreendentes sobre o programa foram esmiuçadas.

Também segundo a Forbes, com base nos documentos vazados da NSA, a agência americana desviou laptops encomendados on-line com o objetivo de neles instalar spyware e hardware malicioso para depois enviá-los aos compradores.

A revista alemã Der Spiegel já tinha informado sobre o acesso da NSA a smartphones e, em particular, a iPhone em setembro de 2013.

O documento da NSA em questão revela que o “DROPOUTJEEP é um implante de software para o iPhone da Apple, que utiliza aplicações modulares de missão para fornecer funcionalidade SIGINT específica (captação de informações de inteligência por meio de interceptação de sinais). Essa funcionalidade inclui a capacidade de remotamente gravar/ler os arquivos do dispositivo, incluindo recuperação de SMS, recuperação de lista de contatos, correio de voz, geolocalização, captura de sons via microfone, captura da câmera, localização da torre de celular, além de comando, controle e exfiltração de dados, que pode ocorrer por meio de mensagens SMS ou uma ligação de dados GPRS. Todas as comunicações com o implante são secretas e criptografadas”.

A NSA aparentemente reivindica uma taxa de sucesso de 100% em instalar o malware em iPhones.

Enquanto muitas empresas de tecnologia têm se manifestado publicamente contra o programa PRISM desde que foi revelado no início de 2013, Applebaum adverte sobre o envolvimento corporativo.

“Você acha que a Apple ajudou a construir isso?”, pergunta Appelbaum em um ponto em sua palestra. “Eu não sei. Espero que a Apple esclareça isso. Aqui está um problema: Eu realmente não acredito que a Apple não os ajudou. Eu realmente não posso provar, mas eles [a NSA], literalmente, afirmam que a qualquer momento que tenham como alvo um dispositivo iOS, eles terão sucesso na implantação. Ou eles têm uma enorme coleção de métodos de penetração que trabalham contra os produtos da Apple, o que significa que eles estão acumulando informações sobre os sistemas críticos que empresas americanas produzem e sabotando-os, ou a Apple os sabotou ela mesma. Não tenho certeza da resposta. Eu gostaria de acreditar que, desde que a Apple não participou do programa PRISM até depois de Steve Jobs morrer, que talvez eles apenas escrevam software de merda”.

Claro, a Apple não é a única fabricante de smartphones a ser alvo da NSA. Segundo a Der Spiegel, dispositivos Android e até mesmo Blackberry têm sido penetrados pela agência, embora talvez não tão bem.

Tomadas como um todo, cada uma dessas revelações e relatórios pintam um retrato sombrio do alcance dos tentáculos do governo americano.

A Forbes enfatiza que a única razão pela qual temos qualquer vislumbre destes programas é a atitude corajosa de informantes como Edward Snowden, lembrando que os relatórios vazados oferecem apenas um vislumbre de uma imagem completa, muito maior.

A Apple rapidamente enviou ao site “CNET” um comunicado negando participação na sabotagem, nos seguintes termos: “A Apple nunca trabalhou com a NSA para criar uma backdoor em qualquer de seus produtos, incluindo o iPhone. Adicionalmente, não temos qualquer conhecimento desde suposto programa da NSA que teria como alvo nossos produtos. Nós nos importamos profundamente com a privacidade e a segurança de nossos clientes. Nossa equipe está continuamente trabalhando para tornar nossos produtos cada vez mais seguros, e facilitamos a nossos clientes manter seus softwares sempre atualizados como os mais recentes avanços”.

O discurso de Applebaum, com pouco mais de uma hora de duração e que começa com a valiosa recomendação de que qualquer jornalista ou internauta preocupado com sua privacidade use o software Tails 0.2.2, pode ser visto no YouTube e está tendo forte repercussão no Google+ e no Facebook.

Os slides da apresentação de Applebaum podem ser encontrados no site Cryptome.org, juntamente com a avaliação de que, no ritmo atual de divulgação, levará 42 anos para que todos os documentos vazados por Edward Snowden sejam divulgados.

Em tempo, na sexta-feira, dia 27 de dezembro, o jornalista Glenn Greenwald também discursou no 30C3, numa palestra que, do mesmo modo, repercutiu intensamente nas redes sociais.

NSA tem acesso irrestrito aos dados do iPhone, diz Forbes | GGN

06/08/2013

Democracia e Estado de Direito made in USA

Filed under: Democracia made in USA,Estado de Direito — Gilmar Crestani @ 9:37 am
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EUA orientam agentes a manipular crimes

Reuters Brasil

Uma unidade secreta da agência antidrogas dos EUA, a DEA, está reunindo informações obtidas de interceptações de inteligência, grampos telefônicos, informantes e de um enorme volume de registros de ligações telefônicas, e entregando esse material a autoridades de todo o país para ajudá-las na abertura de investigações criminais contra cidadãos norte-americanos.

Embora esses casos raramente envolvam questões de segurança nacional, documentos vistos pela Reuters mostram que as autoridades policiais foram orientadas a esconder o verdadeiro início dessas investigações — não só dos advogados de defesa, mas às vezes também de promotores e juízes.

Os documentos, sem data, mostram que agentes federais são treinados para “recriarem” a trilha investigativa, acobertando assim a origem da informação. Alguns juristas dizem que essa prática viola o direito constitucional do réu a um julgamento justo. Se os réus não sabem como a investigação começou, não têm como pedir uma revisão das provas.

“Nunca ouvi falar de nada disso”, disse Nancy Gertner, professora de direito de Harvard e ex-juíza federal. Gertner e outros juristas disseram que o programa parece mais perturbador do que as recentes revelações sobre o monitoramento de registros telefônicos feito pela Agência Nacional de Segurança (NSA). O esforço da NSA está voltado para conter terroristas, ao passo que o programa da DEA tem como alvo criminosos comuns, principalmente traficantes de drogas.

“Uma coisa é criar regras especiais para a segurança nacional”, disse Gertner. “O crime comum é completamente diferente. Parece que eles estão manipulando as investigações.”

A DIVISÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS

A unidade da DEA que distribui as informações se chama Divisão de Operações Especiais, ou SOD na sigla em inglês. Duas dúzias de agências parceiras integram essa unidade, o que inclui FBI, CIA, NSA, IRS (Receita Federal) e Departamento de Segurança Doméstica. Ela foi criada em 1994 para combater cartéis de drogas da América Latina. Começou com algumas dezenas de funcionários, e hoje tem várias centenas.

Hoje, grande parte do trabalho da SOD é sigiloso, e as autoridades pediram que sua localização precisa, na Virgínia, não fosse revelada. Os documentos vistos pela Reuters foram categorizados como confidenciais.

“Lembre-se que a utilização do SOD não pode ser revelada nem discutida em nenhuma função investigativa”, diz um documento apresentado aos agentes, ao instruí-los para que usem “técnicas investigativas normais para recriar a informação fornecida pela SOD”.

Um porta-voz do Departamento de Justiça, órgão responsável pela DEA, não quis comentar.

Dois funcionários graduados da DEA defenderam o programa, dizendo que a “recriação” de pistas é uma técnica legal e usada quase diariamente.

Um ex-agente do nordeste dos EUA que costumava receber dicas da SOD descreveu assim o processo: “Só diziam a você: ‘Esteja numa determinada parada de caminhões num determinado momento e procure determinado veículo’. Então alertávamos a polícia estadual para encontrar um pretexto para parar esse veículo e colocar um cão para procurar drogas nele”, disse o agente.

Quando uma prisão era feita, os agentes fingiam que a investigação havia começado com a abordagem no trânsito, não com a dica da SOD, segundo o ex-agente. O documento de treinamento obtido pela Reuters se refere a esse processo como “construção paralela”.

Dois altos funcionários que falaram em nome da DEA, mas sob anonimato, disseram que o processo é mantido secreto para proteger fontes e métodos investigativos. “A construção paralela é uma técnica policial que usamos todos os dias”, disse uma fonte. “Tem décadas de idade, é um conceito pétreo.”

Uma dúzia de agentes federais ouvidos pela Reuters, aposentados e da ativa, confirmaram ter usado a construção paralela durante suas carreiras. A maioria defendeu a prática; alguns disseram entender por que pessoas de fora das instituições policiais estão preocupadas.

“É como a lavagem de dinheiro — você trabalha de trás para frente para limpar a coisa”, disse Finn Selander, agente da DEA de 1991 a 2008 e hoje membro de uma entidade que defende a legalização e regulamentação das drogas.

Alguns advogados e ex-promotores disseram que o uso da “construção paralela” pode ser legal para estabelecer a causa provável de uma prisão, mas que o emprego da prática para disfarçar o verdadeiro início de uma investigação provavelmente viola as regras do processo penal, já que oculta provas que poderiam ser úteis para os réus.

“Não se pode burlar o sistema”, disse o ex-procurador federal Henry E. Hockeimer Jr.. “Não se pode criar esse subterfúgio. São crimes de drogas, não casos de segurança nacional. Se você não traçar um imite aqui, onde irá traçar?”

O ESSENCIAL | Diário do Centro do Mundo

16/05/2013

Os motivos por trás da guerra no Iraque

Filed under: Armas de Destruição em Massa,Guerra do Petróleo — Gilmar Crestani @ 10:12 pm
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Enviado por luisnassif, qui, 16/05/2013 – 18:02

Por Dê

Da Revista Vice

O verdadeiro motivo por trás da Guerra do Iraque

By Greg Palast

O Greg Palast é um autor de best-sellers lançados pelo New York Times e um destemido repórter investigativo que trabalha para a BBC Television, a Newsnight e o The Guardian. Palast mastiga e cospe os ricos. Veja as matérias e filmes dele no www.GregPalast.com, onde você também pode mandar para ele aqueles seus documentos carimbados como “confidenciais”.

Como todas as páginas estavam marcadas com o carimbo de “confidencial”, a fantoche da indústria do petróleo não conseguia acreditar que o Departamento de Estado norte-americano tivesse me dado uma cópia de seus planos secretos para campos de exploração de petróleo no Iraque.

Na verdade, o Departamento de Estado não fez isso mesmo. Mas minha experiência com enrolação é tão ampla e minha identidade falsa tão bem estabelecida, que até eu estou começando a acreditar nas minhas próprias mentiras.

Me fechei. Disse que queria ter certeza de que trabalhávamos no mesmo projeto do Departamento de Estado. Eu disse que precisava que ela me desse o nome oficial, a data e o número de páginas. E ela me deu.

Bingo! Eu tinha vencido o Complexo Petroleiro Militar num concurso de mentiras, estava na hora do meu prêmio.

Depois de ligar para alguns números da Califórnia para o Cazaquistão para disfarçar meu sinal, minhas próximas chamadas foram para o Departamento de Estado e para o Pentágono. Agora que eu tinha especificações sobre o esquema para o petróleo do Iraque — que os departamentos de Estado e de Defesa tinham jurado, por escrito, que não existiam —, eu disse que apreciaria muito se eles me mandassem uma cópia disso (nada de expurgos, por favor) ou uma história muito embaraçosa sairia no Newsnight aquela noite na BBC.

Alguns dias depois, nossa chefe de investigações, senhorita BadPenny, entregou na minha cabana nos arredores de Nova York um programa de três volumes e 323 páginas para o petróleo iraquiano criado pelo Departamento de Estado de George Bush e uma comissão de pessoas de dentro da indústria de petróleo em Houston, Texas.

Quando abri a pilha de papéis, fiquei pasmo.

Como a maioria dos jornalistas de esquerda, eu achava que George Bush e Tony Blair tinham invadido o Iraque para comprar barato seus campos de petróleo sob a mira das armas. Achávamos que sabíamos o verdadeirocasus belli dos neoconservadores: sangue por petróleo.

Mas a verdade sobre as opções para a indústria do petróleo iraquiana eram muito piores que “Sangue por Petróleo”. Muito, muito piores.

A chave estava no gráfico da página 15, Cronograma do Regime Petrolífero do Iraque & Análise de Cenário:

“…Uma única companhia estatal… melhora as relações do governo com a OPEP.”


Infográfico feito pelo autor apresentando a história secreta da Guerra do Iraque. Clique para aumentar.

Deixe-me explicar por que essas palavras mexeram com a minha cabeça.

Eu já tinha em mãos um documento de 101 páginas, outro esquema secreto do Departamento de Estado, descoberto primeiramente pelo repórter do Wall Street Journal Neil King, que pedia a privatização, a completa liquidação de todos os ativos de propriedade e indústrias do governo. E no caso de alguém ter perdido o fio da meada, as privatizações incluiriam cada torre, cano e barril de petróleo, ou, como o documento colocava, “especialmente o petróleo”.

O plano tinha sido criado por um bando de lobistas corporativos e neoconservadores que trabalhavam para a Heritage Foundation. Em 2004, a autenticidade do plano foi confirmada pelo poderoso de Washington, Grover Norquist (é difícil apagar da memória a cena bizarra de Grover gesticulando empolgado com suas mãos macias enquanto se gabava de transformar o Iraque numa Disneylândia de livre mercado, recriando o Chile na Mesopotâmia com uma ditadura estilo Pinochet necessária para trancar os ativos — atrás dele, Richard Nixon ria da minha cara em seu retrato gargantuesco pendurado na parede).

A ideia neoconservadora era quebrar e vender os campos de petróleo iraquianos, aumentar a produção, inundar o mercado mundial com petróleo — esmagando assim a OPEP e, de quebra, a dominância política da Arábia Saudita.

O general Jay Garner também confirmou o plano de se apropriar do petróleo. De fato, o secretário da defesa Donald Rumsfeld demitiu Garner quando o general, que tinha morado no Iraque, reclamou que o plano neoconservador começaria uma guerra civil. O que realmente aconteceu. No entanto, Rumsfeld substituiu Garner com um novo vice-rei norte-americano, Paul Bremer, sócio da empresa de Henry Kissinger, para completar a tomada corporativa dos ativos iraquianos — “especialmente o petróleo”.

Mas simplesmente não era para ser. Enquanto Bremer supervisionava a transferência total das indústrias iraquianas para corporações estrangeiras, ele foi barrado bruscamente à beira dos campos de petróleo.

Como? Eu sabia que existia apenas um homem que poderia rebater de uma só vez todo o exército neoconservador: James Baker, ex-secretário de Estado, conselheiro da família Bush e, mais importante, conselheiro da Exxon-Mobil Corporation e da Casa de Saud.

(Uma fonte involuntária foi o especialista da indústria petroleira Edward Morse, do Lehman/Credit Suisse, que ameaçou processar a Harper’s Magazine por eu tê-lo citado num artigo. Morse negou ter falado comigo. Mas quando toquei a gravação da nossa conversa no meu gravador portátil escondido, a memória dele voltou magicamente e ele saiu correndo.)

Não tinha como os clientes de Baker, da Exxon ao Abdullah, deixarem um bando de malucos neoconservadores destruírem a indústria de petróleo iraquiana, as cotas de produção da OPEP, inundarem o mercado com seis milhões de barris de petróleo iraquiano por dia e assim derrubar o preço para US$13 o barril como se estivéssemos em 1998.


O autor.

A indústria do petróleo não ia permitir que os campos iraquianos fossem privatizados e tomados do controle estatal. Isso tornaria impossível manter o Iraque dentro da OPEP (um objetivo confesso dos neoconservadores), já que o estado não poderia mais limitar a produção de acordo com o sistema de cotas do cartel. A indústria do petróleo norte-americana estava usando todo seu mojo político para evitar receber a posse dos campos de petróleo do Iraque.

Isso mesmo: as companhias de petróleo não queriam os campos de petróleo — e com certeza também não queriam o petróleo. E sim o contrário. Eles queriam ter certeza de que haveria um limite para a quantidade de petróleo que saía do Iraque.

Saddam não estava tentando impedir o fluxo de petróleo — ele queria é vender mais. O preço do óleo subiu 300% com as sanções e um embargo que cortava as vendas de petróleo do Iraque para dois milhões de barris por dia, dos quatro milhões anteriores. Com Saddam fora do caminho, a única maneira de manter o maldito petróleo no chão era deixar isso trancado dentro das empresas estatais que continuariam atuando sob as cotas da OPEP (ou seja, dos sauditas).

O James Baker Institute rápida e secretamente começou a elaborar o plano de 323 páginas para o Departamento de Estado. Com garantia de autoridades no topo (ou seja, Dick Cheney), o ex-CEO da Shell Oil USA, Phil Carroll, foi mandado às pressas para Bagdá em maio de 2003 para tomar conta do petróleo iraquiano. Ele disse a Bremer: “Não haverá privatização do petróleo — FIM DA DECLARAÇÃO”. Carroll depois passou o controle do petróleo iraquiano para Bob McKee da Halliburton, a antiga companhia de petróleo de Cheney, que implementou a opção de “reforço à OPEP” ancorada na propriedade estatal de Baker.

Algum petróleo até podia ser liberado, principalmente para a China, através de “acordos de produção compartilhada” limitados, porém lucrativos.

E foi assim que George Bush venceu a guerra do Iraque. A invasão não foi uma questão de “sangue por petróleo”, mas algo muito mais sinistro: sangue por petróleo nenhum. Uma guerra para manter a oferta escassa e os preços na estratosfera.

Homens do petróleo, seja James Baker, George Bush ou Dick Cheney, não estão no negócio de produção de petróleo. Eles estão no negócio de produção de lucros.

E eles tiveram sucesso. O Iraque, capaz de produzir de seis a 12 milhões de barris por dia, ainda exporta sob a velha cota da OPEP de três milhões de barris.

O resultado: enquanto comemoramos o décimo aniversário da invasão do Iraque este mês, também podemos festejar o quinto ano do óleo cru na marca de US$100 o barril.

Como George Bush podia dizer orgulhosamente para James Baker: missão cumprida!

Siga o Greg no Twitter: @Greg_Palast

Os motivos por trás da guerra no Iraque | Brasilianas.Org

19/03/2013

Sem intermediários

Filed under: CIA,Síria,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:30 am
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Depois de destituir e assassinar presidentes do Iraque, Líbia, Afeganistão, os EUA estão prestes a assumir mais um crime no Oriente Médio. Enquanto isso, continua negando complô contra Hugo Chávez e a Venezuela…

El exilio sirio elige a un empresario con lazos en EE UU como su primer ministro

Ghassan Hitto estuvo al frente de empresas de telecomunicaciones en Tejas

Hombre de consenso, el elegido dirigió una escuela privada islámica en el mismo Estado

El País / AFP 19 MAR 2013 – 01:23 CET24

El líder de la CNS, Moaz el Jatib, (izquierda) habla con otro de los miembros del grupo opositor, Mostafa Sabbah, durante la reunión celebrada ayer. / OZAN KOSE (AFP)

La Coalición Nacional Siria (CNS), principal agrupación de formaciones opositoras al régimen de Bachar el Asad, ha elegido a Ghassan Hitto (Damasco, 1964) como primer ministro interino de los territorios controlados por los milicianos rebeldes reunidos en torno al Ejército Libre de Siria (ELS). Según ha informado Hicham Marua, portavoz de la CNS, Hitto ha obtenido 35 de los 49 votos emitidos en la elección celebrada en Estambul (Turquía).

Ejecutivo de empresas de tecnología de la comunicación educado en Occidente, Hitto ha vivido durante largos periodos de tiempo en Estados Unidos: en Indiana cursó las licenciaturas de Informática y Matemáticas, y en Tejas ha trabajado como alto cargo de una firma de telecomunicaciones.

más información

Hitto, casado y con cuatro hijos, ha dedicado 25 años de su vida a las telecomunicaciones, labor que ha compaginado con la enseñanza, a través de la dirección de la Academia Brighter Horizons (Tejas), escuela privada que promueve un sistema educativo basado en el modelo islámico. Este currículum y su temprana adhesión a la revolución han motivado que Hitto obtuviera el respeto tanto de islamistas como de liberales dentro de la Coalición.

La votación de un jefe de Gobierno interino pretende hacer avanzar el plan de la oposición siria en el exilio para establecerse en las áreas de la franja noroccidental arrebatada a El Asad e iniciar su gestión desde el terreno, en colaboración con los mandos militares rebeldes.

El desafío para este pretendido Gobierno interino sigue siendo salvar la inestabilidad de la zona en manos de los rebeldes, administrada ya por comités civiles, pero objeto constante de los bombardeos de la aviación del régimen. La formación de un Ejecutivo provisional daría, no obstante, nuevas garantías a Europa y EE UU de cara al envío de armas. La mezcla de grupos yihadistas e islamistas radicales en la maraña de brigadas que forman el ELS hace temer que el destino del armamento no sea el pretendido

El exilio sirio elige a un empresario con lazos en EE UU como su primer ministro | Internacional | EL PAÍS

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