Ficha Corrida

30/05/2016

O Maquiavel da Cleptocracia

OBScena: há que se Temer CUnha!

Cunha & TemerO porta-voz da plutocracia ganha espaço na Folha para se contrapor à Dilma. Pior do que isso, é não só termos de ouvir as invectivas deste proprietário de contas na Suíça e de extensa FOLHA corrida, que remonta a PC Farias, mas aceitarmos que seja destituída uma Presidenta honesta para que uma verdadeira quadrilha se instalasse. Apesar da quantidade de provas produzidas, não pelas instituições brasileiras, mas pela Suíça, Eduardo CUnha age como verdadeiro comandante. Sua atitude desafiadora e despudorada, que demonstra ao mesmo tempo impunidade e desfaçatez, ilustra de forma clara e cristalina que ser corrupto é condição sine qua non para ser aceito pela plutocracia brasileira. Ao aceitar passivamente o sindicato de ladrões, nossas sociedade prova que, em termos de decência, tem hímen complacente.

A construção e condução de todas as medidas que inviabilizaram o segundo governo Dilma passaram pelas mãos de Eduardo CUnha. Faz-se necessário esclarecer, já que nenhum grupo de mídia o faz, que foi no papel de articulador político de Dilma que Michel Temer conduziu Eduardo CUnha à Presidência do Congresso. Não sou eu quem diz, são as gravações: Temer é CUnha, CUnha é Temer.

Mas nada isso nos espanta, afinal, recordista em delações, o Napoleão das Alterosas continua curtindo a vida adoidado. A descida de nível fica perceptível por conta das propostas revolucionárias entregues ao Ministro da Educação pelo ator pornô, Alexandre Frota.

Quando a máfia chega ao poder, acaba a omertà, porque o silêncio só é necessário quando busca se viabilizar. Pago o pizzu, os grupos mafiomidiáticos silenciam e aí o despudor vira ostentação. Os golpistas podem desfrutar do botim cantando o hino da complacência: “tá tranquilo, tá favorável”.  Eduardo CUnha já pode ser tratado como o Maquiavel da Cleptocracia. Seu tratado da boa política diz que Dilma, por ser uma mulher honesta e não transar em Furnas, torna-a despreparada para um governo do tipo de se Temer.

Cunha rebate Dilma e diz que petista demonstra ‘despreparo para governar’

Eduardo Cunha rebate acusações da presidente presidente afastada Dilma Rousseff

DE BRASÍLIA – 29/05/2016 12h48 – Atualizado às 14h39

Alvo de acusações feitas pela presidente afastada Dilma Rousseff, o deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) voltou a rebater a petista neste domingo (29). Em mensagens postadas no Twitter, ele afirmou que, "além de sua arrogância e das mentiras habituais, ela demonstra a sua incapacidade e despreparo para governar".

"Dilma mente tanto que já estamos aprendendo a identificar do ela (sic) mente; basta mover os lábios. Se até o Lula se arrependeu de ter escolhido ela, imaginem aqueles que ela fez de idiota, mentindo na eleição. Para ela, apenas uma frase: tchau querida", escreveu Cunha.

Em entrevista à Folha neste domingo, Dilma afirma que o governo do presidente interino Michel Temer "terá que se ajoelhar" diante de Cunha. Dilma diz ainda que "as razões para o impeachment estão cada vez mais claras", ao citar as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, e diz que Cunha é a "pessoa central do governo Temer".

Presidente afastada, Dilma Rousseff, da entrevista exclusiva à Folha no Palácio da Alvorada

"Isso ficou claríssimo agora, com a indicação do André Moura [deputado ligado a Cunha e líder do governo Temer na Câmara]. Cunha não só manda: ele é o governo Temer. E não há governo possível nos termos do Eduardo Cunha", disse a petista.

"Além da arrogância e das mentiras habituais, ela demonstra a sua incapacidade de governar. Além do crime de responsabilidade cometido e que motivou o seu afastamento, as suas palavras mostram o mal que ela fez ao país. Com o descontrole das contas públicas, aumenta a inflação e a despesa de juros da dívida pública. A sua gestão foi um desastre", rebateu o deputado.

Cunha foi afastado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) sob o argumento de que há indícios de que ele tentava impedir as investigações da operação Lava Jato e seu processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara.

Na tarde deste sábado (28), o peemedebista também se manifestou contra a presidente afastada em seu Twitter. Ele divulgou um vídeo com um trecho da entrevista concedida à repórter Mariana Godoy, da Rede TV!, em 20 de maio, em que diz que o Brasil teve um "golpe de sorte".

No vídeo, ele toca bateria e aparece com a legenda de "O Malvado Favorito", em referência ao vilão de coração mole da animação de 2010 —e como era chamado no Palácio do Planalto na época em que era apenas um aliado incômodo.

"Pode ser que tenha tido um golpe no Brasil, mas foi um golpe de sorte, porque conseguimos nos livrar do PT e da Dilma de uma vez só", afirma no vídeo, declaração que reproduziu na sua mensagem deste sábado.

Em nota, o presidente do DEM, senador José Agripino (RN), também criticou as afirmações de Dilma. Ele afirmou que a presidente deixa claro que "sua única preocupação" é voltar ao governo.

"Não está nem aí para as mazelas que deixou para o novo governo consertar. Para ela, é criar imposto para não parar programa social, esquecendo que, quando saiu, o Minha Casa, Minha Vida já estava parando. Enganação igual àquela da conta de luz. Ela não aprendeu que, quando o povo flagra, só se deixa enganar uma vez", afirmou o senador na nota divulgada por sua assessoria de imprensa.

O líder do Governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), um dos principais aliados de Cunha, também criticou Dilma. Em nota, disse que as declarações da petista são "desajustadas, resultado do desespero pela perda do poder". "Quem se ajoelhou foi Dilma Rousseff, que se rendeu às propinas no escândalo revelado pela Operação Lava-jato", afirma o deputado, que, ao lado de Cunha, também é alvo de inquérito sob suspeita de participar do petrolão.

24/02/2015

Honestidade, doença rara no Reino Unido, será tratada com terapia

E de repente fica-se sabendo que  a honestidade nos países ditos do primeiro mundo serão tratados como espécies em extinção. Ainda vão criar um greenpeace para defender, não a mata que existe nos outros países, mas a preservação dos últimos espécimes encontrados praticando honestidade.

Mais raros que urso panda ou arara azul, Bradley Manning, Julian Assange, Edward Snowden, Hervé Falciani vão merecer cuidados especiais, próprios de espécie em extinção.

Crescem no Reino Unido organizações de apoio a pessoas que denunciam irregularidades

Pablo Guimón Londres 22 FEB 2015 – 16:24 BRT

Ian Foxley, fundador de Whistleblowers UK.

Elas sempre existiram, mas este novo século parece ter proporcionado um papel protagonista às pessoas que decidem revelar irregularidades de dentro das organizações em que trabalham. A soldado Chelsea Manning, o analista da NSA Edward Snowden, o bancário Hervé Falciani. São apenas a ponta do iceberg de um fenômeno que no Reino Unido, por exemplo, serviu para expor graves deficiências na saúde pública, graças a centenas de testemunhos de corajosos trabalhadores anônimos. A verdadeira história dessas pessoas começa quando decidem dar esse passo.

Não temos uma tradução exata para a palavra inglesa whistleblower, que literalmente seria “soprador de apito”. Temos a expressão “dedo-duro”, que, no entanto, possui uma conotação negativa ausente no termo inglês. Ian Foxley, fundador do Whistleblowers UK, propõe “contadores da verdade” ou “heróis”. Engenheiro aeronáutico, jogador de rugby e tenente-coronel da reserva, Foxley, de 58 anos, conhece em primeira mão as duras consequências de contar a verdade. Por isso criou a organização sem fins lucrativos que pretende ajudar e assessorar aqueles que, como ele mesmo fez há cinco anos, decidem arriscar sua segurança e a de suas famílias para agir de acordo com seus princípios.

Em 2010 Foxley trabalhava para a Airbus em um contrato de mais de 2 bilhões de euros (6 bilhões de reais) entre o ministério da Defesa britânico e a Guarda Nacional saudita. Mas assim que chegou a Riad começou a ver coisas de que não gostou. “Entregaram-me um contrato que, como diretor, devia assinar”, explica, enquanto come um sanduíche de carne em um velho pub de York, a cidade inglesa mais próxima ao povoado onde vive agora com sua família. “Encontrei em uma linha do contrato uma série de pagamentos extras e me recusei a assinar. Eram remessas às ilhas Caiman, a empresas que eu não conhecia. Comecei a averiguar e a empresa se voltou contra mim. Entreguei as provas a um general do Exército britânico, que eu conhecia havia 20 anos. Ele falou com o ministério em Londres, e lá disseram a ele para devolver os documentos à empresa. Foi o que ele fez. Depois me ligaram da empresa para dizer que o que eu tinha feito, na Arábia Saudita, constituía crime de roubo de informação e que iam me prender”.

Foxley conseguiu voltar a Londres e levou o caso à Justiça. O julgamento deve acontecer ainda este ano. Foxley, pai de três filhos, ficou sem trabalho e se transformou, diz ele, em uma espécie de pária. “Quando você denuncia a uma grande empresa há um desequilíbrio de recursos”, explica. “Perde seu emprego, suas economias, e tem dificuldades para voltar a trabalhar no mesmo setor. O dinheiro começa a ser um problema. Meus filhos e minha esposa me compreenderam e me ajudaram muito. Somos católicos, e a religião desempenhou um papel importante ao me proporcionar um contexto moral para medir minhas ações. Mas é uma experiência muito solitária”.

mais informações

Foxley decidiu entrar em contato com outras pessoas que tinham passado pela mesma situação. Montaram uma estrutura para oferecer apoio mútuo e lutar por mudanças legais que protejam quem decide dar esse passo. O Whistleblowers UK – que não é a única organização deste tipo no Reino Unido – faz tudo isso online, com um software que transfere as chamadas entre os sócios e as oculta. Nem mesmo tem uma sede física e é financiado com doações.

A entidade recebe em média dez chamadas por dia, de diferentes países. “Primeiro esclarecemos que tudo o que dirá é confidencial e oferecemos a possibilidade de permanecer no anonimato”, explica. “Dizemos que nossos conselhos vêm da experiência, que nós também passamos por isso. Conforme o setor de procedência, seja Educação, Saúde, Igreja, colocamos a pessoa em contato com denunciantes do mesmo setor. Pomos ao seu dispor nossos conselheiros jurídicos e terapêuticos. E temos uma lista de contatos de jornalistas de diferentes veículos de imprensa”.

O Whistleblowers UK propõe criar uma espécie de escritório do denunciador. “Um ombudsman independente, com representantes em cada setor da sociedade, com recursos e poderes para investigar”, explica Foxley. “As multas impostas às organizações serviriam para financiá-lo e para indenizar aos pessoas que decidem dar esse passo”.

O que caracteriza essas pessoas, diz Foxley, é que atuam “de boa fé”. “Em determinado momento, não vemos outra opção a não ser denunciar uma situação injusta”, explica. “Eu, em minha vida normal, se vir alguém atacando a uma pessoa, tentarei detê-lo. Se vir alguém roubando, irei atrás dele. É a mesma coisa. Por que fiz o que o fiz? Porque era o certo”.

Terapia para dedos-duros | Internacional | EL PAÍS Brasil

19/03/2014

Edward Snowden e a liberdade de expressão made in USA

Yoani Sánchez dá voltas ao mundo criticando a falta de liberdade em Cuba mas sempre volta pra casa. Já Edward Snowden

Edward Snowden: “Las revelaciones más grandes están aún por llegar”

El exanalista de la NSA vuelve a dar una charla en Vancouver tras hacerlo en Austin

Toni García Vancouver 18 MAR 2014 – 23:58 CET16

Snowden, en la pantalla de un robot en Vancouver. / GLENN CHAPMAN (AFP)

Cuando Chris Anderson, el mandamás del TED (Technology Education Culture), anunció que el próximo invitado a sus charlas de divulgación iba a ser Edward Snowden, más de uno casi se cae de la silla. Sabido es que Snowden está refugiado en algún lugar de Rusia, después de haber filtrado miles de documentos secretos gracias a su trabajo en la NSA, una de las agencias de espionaje más poderosas del mundo. El estadounidense, obviamente, no estaba allí, al menos no físicamente. Una suerte de plataforma rodante que coronaba un monitor, apareció en el escenario de las charlas el martes en Vancouver, Canadá. La controlaba, de forma remota, el propio Snowden. El hombre más buscado del mundo (o al menos uno de los más perseguidos) apareció sonriente en el monitor, dispuesto a hablar de control gubernamental, espionaje y transparencia: “Nuestros derechos son importantes, porque nunca sabemos cuando los vamos a necesitar” afirmó de entrada, provocando el primero de los muchos aplausos del auditorio, que en su mayoría parecía rendido al espía más famoso de la era moderna, con permiso de Julian Assange.

“Las revelaciones más grandes aún están por llegar” afirmó Snowden, después de que Anderson (que ejercía de maestro de ceremonias) le inquiriera sobre los centenares de miles de archivos clasificados (se calcula que se llevó 1.7 millones) que aún restaban en su poder y que no habían visto la luz del día. “¿Alguien cree que con todo este entramado se ha prevenido o evitado alguna acción terrorista? Yo digo que no. El terrorismo es la excusa, porque esa palabra genera una reacción emocional (…) Lo único que pretendo es que uno pueda viajar en tren, o enviar un mensaje de texto sin preocuparse por como esas acciones van ser juzgadas por el gobierno en el futuro” explicaba el ex analista.

Snowden, que lleva unas semanas de gira (hace unos días apareció –también vía satélite- en el festival SXSW de Austin), dijo a la audiencia que no quiere "herir" al Gobierno de EE UU, "pero el hecho de que alguien sea declarado culpable sin posibilidad juicio es algo a lo que debemos oponernos como sociedad”. Más tarde, cuando Anderson leyó unas declaraciones de un oficial de los servicios de inteligencia de los Estados Unidos en los que éste afirmaba “me encantaría poner una bala en la cabeza de Snowden”, se mostró algo más lacónico: “Creo que hice lo mejor para el pueblo americano pero soy muy consciente de que hay algunos países que preferirían que no estuviera aquí”.

Finalmente, un visiblemente nervioso Tim Berners-Lee (considerado el padre de la World Wide Web) subió al escenario para reflexionar junto a Snowden sobre el papel de los individuos en un mundo que parece vivir bajo la batuta de las grandes corporaciones del espionaje (“la NSA, por error, interceptó las comunicaciones de todos los ciudadanos de Washington por un año” decía Snowden entre las risas de la audiencia) y culminó el acto con una reflexión en voz alta: “Soy la prueba viviente de que un individuo puede enfrentarse, cara a cara, con las agencias de inteligencia más poderosas del mundo… y ganar”.

Edward Snowden: “Las revelaciones más grandes están aún por llegar” | Internacional | EL PAÍS

02/11/2013

Todo “primeiro mundo” USA Terrorismo de Estado

Filed under: Arapongagem made in USA,Espanha,Europa,Inglaterra,Primeiro Mundo — Gilmar Crestani @ 10:41 am
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El general Alexander, director de la NSA, había hablado de la colaboración europea.

Daban cátedra de espionaje

La agencia de inteligencia del Reino Unido GCHQ mantuvo una estrecha colaboración durante los últimos cinco años con esos países para desarrollar métodos destinados a vigilar el tráfico de Internet y llamadas telefónicas.

Los servicios de inteligencia del Reino Unido asesoraron a España, Alemania, Francia y Suecia sobre cómo desarrollar métodos de vigilancia masiva de las comunicaciones, según documentos del ex agente estadounidense Edward Snowden revelados ayer por el diario británico The Guardian. Según información proveniente del llamado centro de escuchas británico (GCHQ), la inteligencia del Reino Unido mantuvo una estrecha colaboración durante los últimos cinco años con esos países para desarrollar métodos destinados a vigilar el tráfico de Internet y llamadas telefónicas. El grueso de la monitorización se realiza a través de pinchaduras directamente a los cables de fibra óptica y a través de relaciones encubiertas con las compañías de telecomunicaciones, según el diario.

La documentación filtrada por Snowden subraya que el centro de escuchas británico jugó un papel clave a la hora de recomendar a sus aliados europeos modos de eludir las leyes nacionales que restringen la capacidad de vigilancia de las agencias de inteligencia. The Guardian asegura, a partir de la información filtrada, que la clave de la vigilancia masiva en Internet del Centro Nacional de Inteligencia español (CNI) se encuentra en los lazos con una empresa de telecomunicaciones británica cuyo nombre no se menciona.

“El GCHQ todavía no ha comenzado a trabajar formalmente con el CNI en explotación de IPs (direcciones de Internet), pero el CNI ha estado haciendo grandes progresos a través de su relación con un socio comercial británico”, señala el documento filtrado en un apunte con fecha de 2008.

“Ese socio comercial ha proveído al CNI con algunos equipos, al tiempo que nos ha mantenido informados a nosotros, lo que nos ha permitido invitar al CNI a un diálogo este otoño centrado en IPs”, añade el texto que publica el diario británico.

El diario londinense subraya la reacción del general Keith Alexander, director de la NSA, la agencia de escuchas estadounidense, que acusó de hipócritas a los países europeos por su reacción a las informaciones de que la agencia que él dirige estaba espiando a Europa. “Algunos de ellos me recordaron aquel pasaje de la película Casablanca en la que un protagonista exclama: ‘Por Dios, en este local se juega’”, declaró Alexander.

La ministra de Justicia alemana, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, había expresado que las denuncias de espionaje sonaban como una pesadilla digna de Hollywood y advirtió al gobierno del Reino Unido, uno de los pocos países que respaldó a Washington, que las sociedades libres y democráticas no pueden prosperar cuando los Estados resguardan sus acciones en un velo de secreto. Sin embargo, en un estudio país por país de sus socios europeos, los funcionarios del GCHQ habían demostrado admiración por la capacidad técnica de la inteligencia alemana para hacer lo mismo que ellos, destaca The Guardian.

El GCHQ también elogió al sistema de espionaje francés: “Un socio altamente motivado y técnicamente competente, que ha demostrado una gran voluntad de dedicarse a cuestiones de IP y trabajar con el GCHQ en términos de cooperar y compartir”. Suecia, que aprobó una ley en 2008 que permite a su agencia de inteligencia vigilar correos electrónicos y llamadas telefónicas internas y transfronterizas, sin una orden judicial, ha sido relativamente moderada en su accionar.

“En el mundo de la inteligencia, mucho más de lo que logró en la diplomacia, el Reino Unido ha sido un puente indispensable entre Estados Unidos y los espías de Europa”, destacó el diario británico.

Página/12 :: El mundo :: Daban cátedra de espionaje

13/10/2013

Porque os Estados Unidos estão desunidos?

Filed under: EUA,Noam Chomsky,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 11:04 am
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Noam Chomsky e o labirinto americano

Noam Chomsky

Ele sustenta: na Síria, Washington adotou lógica da Máfia, e perdeu; no Congresso, Obama é vítima da ultradireita, que age como os nazistas

Entrevista a Harrison Samphir, no Znet | Tradução: Vinícius Gomes | Imagem de HikingArtist

Noam Chomsky é, aos 84 anos, um dos maiores intelectuais no mundo. Seu trabalho e suas realizações são bem conhecidos – ele é linguista norte-americano, professor emérito no Massachussets Institute of Technology (MIT) há mais de 60 anos, analista e ativista político constante, crítico original do capitalismo e da ordem mundial que tem como centro os Estados Unidos

Nesse entrevista, Chomsky debate a paralisação do governo norte-americano, por disputas incessantes no sistema político e, em especial, chantagem das forças de direita mais primitivas. Também aborda os sinais de perda de influência de Washington na Síria e da emegência, na América do Sul, de um conjunto de governos que afasta-se dos EUA, pela primeira vez em dois séculos.

Gostaria de começar com a paralisação recente do governo dos EUA. Por que ela é diferente dessa vez, se já aconteceu no passado?

Noam Chomsky: Paul Krugman fez há dias, no New York Times, um ótimo comentário a respeito. Lembra que o partido republicano é minoritário entre a opinião pública e controla a Câmara [House of Representatives, que junto do Senado representa o Legislativo nos EUA]. Está levando o governo à paralisação e talvez ao calote de suas dívidas. Conseguiu a maioria por conta de inúmeras artimanhas. Obteve uma minoria de votos, mas a maioria das cadeiras. Está se utilizando disso para impor uma agenda extremamente nociva para a sociedade. Foca particularmente a questão do sistema de saúde público.

Os EUA são o único, entre os países ricos e desenvolvidos, que não possue um sistema nacional de saúde pública. O sistema norte-americano é escandaloso. Gasta o dobro de recursos de países comparáveis, para obter um dos piores resultados. E a razão para isso é ser altamente privatizado e não-regulado, tornando-se extremamente ineficiente e caro. Aquilo que alguns chamam de “Obamacare” é uma tentativa de mudar esse sistema de forma suave – não tão radicalmente como seria desejável – para torná-lo um pouco melhor e mais acessível.

O Partido Republicano escolheu o sistema de saúde como alavanca para conquistar alguma força política. Quer destruir o Obamacare. Essa posição não é unânime entre os republicanos, é de uma ala do partido – chamada de “conservadora”, de fato, profundamente reacionária. Norman Orstein, um dos principais comentaristas conservadores, descreve o movimento, corretamente, como uma “insurgência radical”.

Então, há uma insurgência radical, que implica grande parte da base republicana, disposta a tudo – destruir o país, ou qualquer coisa, com o intuito de acabar com a Lei de Assistência Acessível (o Obamacare). É a única coisa a que foram capazes de se agarrar. Se falharem nisso, terão de dizer a sua base que mentiram para ela, ao longo dos últimos cinco anos. Por isso, estão dispostos a ir até onde for necessário. É um fato incomum – penso que único – na história dos sistemas parlamentaristas modernos. É muito perigoso para o país e para o mundo.

Como a paralisação poderia terminar?

Bem, a paralisação por si só é ruim – mas não devastadora. O perigo real surgirá nas próximas semanas. Há, nos Estados Unidos, uma legislação rotineira – aprovada todo ano – que permite ao governo tomar dinheiro emprestado. Do contrário, ele não funciona. Se o Congresso não autorizar a continuação da tomada de empréstimos, talvez o governo peça moratória. Isso nunca aconteceu e um calote do governo norte-americano não seria muito prejudicial apenas aos EUA. Ele provavelmente afundaria o país, de novo, numa profunda recessão – mas talvez também quebre o sistema financeiro internacional. É possível que encontrem maneiras para contornar a situação, mas o sistema financeiro mundial depende muito da credibilidade do Departamento do Tesouro dos EUA. A credibilidade dos títulos de dívida emitidos pelos EUA é vista como “tão boa quanto ouro”: esses papéis são a base das finanças internacionais. Se o governo não conseguir honrá-los, eles não possuirão mais valor, e o efeito no sistema financeiro internacional poderá ser muito severo. Mas para destruir uma lei de saúde limitada, a extrema direita republicana, os reacionários, estão dispostos a fazer isso.

No momento, os EUA estão divididos sobre como o tema será resolvido. O ponto principal a observar é a divisão no Partido Republicano. O establishment republicano, junto com Wall Street, os banqueiros, os executivos de corporações não querem isso – de maneira nenhuma. É parte da base que deseja, e tem sido muito difícil controlá-la. Há uma razão para terem um grande grupo de delirantes em sua base. Nos últimos 30 ou 40 anos, ambos os partidos que comandam a política institucional dos EUA inclinaram-se para a direita. Os democratas de hoje são, basicamente, aquilo que se costumava chamar, há tempos, de republicanos moderados. E os republicanos foram tanto para a direita que simplesmente não conseguem votos, na forma tradicional.

Tornaram-se um partido dedicado aos muito ricos e ao setor corporativo – e você simplesmente não consegue votos dessa maneira. Por isso, têm sido compelidos a mobilizar eleitores que sempre estiveram presentes no sistema político, mas eram marginais. Por exemplo, os extremistas religiosos. Os EUA são um dos expoentes no que se refere ao extremismo religioso no mundo. Mais ou menos metade da população acredita que o mundo foi criado há alguns milhares de anos; dois terços da população está aguardando a segunda vinda de Cristo. A direita também teve de recorrer aos nativistas. A cultura das armas, que está fora de controle, é incentivada pelos republicanos. Tenta-se convencer as pessoas de que devem se armar, para nos proteger. Nos proteger de quem? Das Nações Unidas? Do governo? Dos alienígenas?

Uma enorme parcela da sociedade é extremamente irracional e agora foi mobilizada politicamente pelo establishment republicano. Os líderes presumem que podem controlar este setor, mas a tarefa está se mostrando difícil. Foi possível perceber isso nas primárias republicanas para a presidência, em 2012. O candidato do establishment era Romney, um advogado e investidor em Wall Street – mas a base não o queria. Toda vez que a base surgia com um possível candidato, o establishment fazia de tudo para destruí-lo, recorrendo, por exemplo, a ataques maciços de propaganda. Foram muitos, um mais louco que o outro. O establishment republicano não os quer, tem medo deles, conseguiu nomear seu candidato. Mas agora está perdendo controle sobre a base.

Sinto dizer que isso tem algumas analogias históricas. É mais ou menos parecido com o que aconteceu na Alemanha, nos últimos anos da República de Weimar. Os industriais alemães queriam usar os nazistas, que eram um grupo relativamente pequeno, como um animal de combate contra o movimento trabalhista e a esquerda. Acharam que podiam controlá-los, mas descobriram que estavam errados. Não estou dizendo que o fenômeno vai se repetir aqui, é um cenário bem diferente, mas algo similar está ocorrendo. O establishment republicano, o bastião corporativo e financeiro dos ricos, está chegando em um ponto em que não consegue mais controlar a base que mobilizou.

Na política externa, as notícias sobre a Síria sumiram da mídia convencional, desde a aprovação do acordo para confiscar as armas químicas do arsenal de Assad. Você pode comentar esse silêncio?

Nos EUA, há pouco interesse sobre o que acontece fora das fronteiras. A sociedade é bem insular. A maioria das pessoas sabe bem pouco sobre o que acontece no mundo e não liga tanto para isso. Está preocupada com seus próprios problemas, não têm o conhecimento ou o compreensão sobre o mundo ou sobre História. Quando algo, no exterior, não é constantemente martelado pela mídia, esta maioria simplesmente não sabe nada a respeito.

A Síria vive uma situação muito ruim, atrocidades realmente terríveis, mas há lugares muito piores no mundo. As maiores atrocidades das últimas décadas têm ocorrido no Congo – na região oriental –, onde mais ou menos 5 milhões de pessoas foram mortas. Nós – os EUA – estamos envolvidos, indiretamente. O principal mineral em seu celular é o coltan, que vem daquela região. Corporações internacionais estão lá, explorando os ricos recursos naturais Muitas delas bancam milícias, que estão lutando umas contra as outras pelo controle dos recursos, ou de parte deles. O governo de Ruanda, que é um cliente dos EUA, está intervindo maciçamente, assim como Uganda. É praticamente uma guerra mundial na África. Bem, quantas pessoas sabem disso? Mal chega à mídia e as pessoas simplesmente não sabem nada a respeito.

Na Síria, o presidente Obama fez um discurso sobre o que chamou de sua “linha vermelha”: não se pode usar armas químicas; pode-se fazer de tudo, exceto utilizar armas químicas. Surgiram relatórios credíveis, afirmando que a Síria utilizou essas armas. Se é verdade, ainda está em aberto, mas muito provavelmente é. Nesse ponto, o que estava em jogo é o que se chama de credibilidade. A liderança política e os comentaristas de política externa indicavam, corretamente, que a credibilidade norte-americana estava em jogo. Algo precisava ser feito para mostrar que nossas ordens não podem ser violadas. Planejou-se um bombardeio, que provavelmente tornaria a situação ainda pior, mas manteria a credibilidade dos EUA.

O que é “credibilidade”? É uma noção bem familiar – basicamente, a noção principal para organizações como a Máfia. Suponha que o Poderoso Chefão decida que você terá que pagá-lo, para ter proteção. Ele tem de “bancar” essa afirmação. Não importa se precisa ou não do dinheiro. Se algum pequeno lojista, em algum lugar, decidir que não irá pagá-lo, o Poderoso Chefão não deixa a ousadia impune. Manda seus capangas espancá-lo sem piedade, ainda que o dinheiro não signifique nada para ele. É preciso estabelecer credibilidade: do contrário, o cumprimento de suas ordens tenderá a erodir. As relações exteriores funcionam quase da mesma maneira. Os EUA representam o Poderoso Chefão, quando dão essas ordens. Os outros que cumpram, ou sofram as consequências. Era isso que o bombardeio na Síria demonstraria.

Obama estava chegando a um ponto do qual, possivelmente, não seria capaz de escapar. Não havia quase apoio internacional nenhum – sequer da Inglaterra, algo incrível. A Casa Branca estava perdendo apoio internamente e foi compelida a colocar o tema em votação no Congresso. Parecia que seria derrotada, num terrível golpe para a presidência de Obama e sua autoridade. Para a sorte do presidente, os russos apareceram e o resgataram com a proposta de confiscar as armas químicas, que ele prontamente aceitou. Foi uma saída para a humilhação de encarar uma provável derrota.

Faço comentário adicional. Você perceberá que este é um ótimo momento para impor a Convenção sobre Proibição de Armas Químicas no Oriente Médio. A verdadeira convenção, não a versão que Obama apresentou em seu discurso, e que os comentaristas repetiram. Ele disse o básico, mas poderia ter feito melhor, assim como os comentaristas. A Convenção sobre Proibição de Armas Químicas exige que sejam banidas a produção, estocagem e uso delas – não apenas o uso. Por que omitir produção e estocagem? Razão: Israel produz e estoca armas químicas. Consequentemente, os EUA irão evitar que tal convenção seja imposta no Oriente Médio. É um assunto importante: na realidade, as armas químicas da Síria foram desenvolvidas para se contrapor às armas nucleares de Israel, o que também não foi mencionado.

Você afirmou recentemente que o poder norte-americano no mundo está em declínio. Para citar sua frase em Velhas e Novas Ordens Mundiais, de 1994, isso limitará a capacidade dos EUA para “suprimir o desenvolvimento independente” de nações estrangeiras? A Doutrina Monroe está completamente extinta?

Bem, isso não é uma previsão, isso já aconteceu. E aconteceu nas Américas, muito dramaticamente. O que a Doutrina Monroe dizia, de fato, é que os EUA deviam dominar o continente. No último século isso de fato foi verdade, mas está declinando – o que é muito significativo. A América do Sul praticamente se libertou, na última década. Isso é um evento de relevância histórica. A América do Sul simplesmente não segue mais as ordens dos EUA. Não restou uma única base militar norte-americana no continente. A América do Sul caminha por si só, nas relações exteriores. Ocorreu uma conferência regional, cerca de dois anos atrás, na Colômbia. Não se chegou a um consenso, nenhuma declaração oficial foi feita. Mas nos assuntos cruciais, Canadá e EUA isolaram-se totalmente. Os demais países americanos votaram num sentido e os dois foram contra – por isso, não houve consenso. Os dois temas eram admitir Cuba no sistema americano e caminhar na direção da descriminalização das drogas. Todos os países eram a favor; EUA e Canadá, não.

O mesmo se dá em outros tópicos. Lembre-se de que, algumas semanas atrás, vários países na Europa, incluindo França e Itália, negaram permissão para sobrevoo do avião presidencial do boliviano Evo Morales. Os países sul-americanos condenaram veementemente isso. A Organização dos Estados Americanos, que costumava ser controlada pelos EUA, redigiu uma condenação ácida, mas com um rodapé: os EUA e o Canadá recusaram-se a subscrever. Estão agora cada vez mais isolados e, mais cedo ou mais tarde, penso que os dois serão, simplesmente, excluídos do continente. É uma brusca mudança em relação ao que ocorria há pouco tempo.

A América Latina é o atual centro da reforma capitalista. Esse movimento poderá ganhar força no Ocidente?

Você está certo. A América Latina foi quem seguiu com maior obediência as políticas neoliberais instituídas pelos EUA, seus aliados e as instituições financeiras internacionais. Quase todos os países que se orientaram por aquelas regras, incluindo nações ocidentais, sofreram – mas a América Latina padeceu particularmente. Seus países viveram décadas perdidas, marcadas por inúmeras dificuldades.

Parte do levante da América Latina, particularmente nos últimos dez a quinze anos, é uma reação a isso. Reverteram muitas daquelas medidas e se moveram para outra direção. Em outra época, os EUA teriam deposto os governos ou, de uma maneira ou de outra, interrompido seu movimento. Agora, não podem fazer isso.

Recentemente, os EUA testemunharam o surgimento de seus primeiros refugiados climáticos – os esquimós Yup’ ik – na costa sul na ponta do Alaska. Isso coloca em mórbida perspectiva o impacto humano no meio ambiente. Qual é sua posição acerca dos impostos sobre emissões carbono e quão popular pode ser tal medida nos EUA ou em outro país?

Acho que é basicamente uma boa ideia. Medidas muito urgentes têm de ser tomadas, para frear a contínua destruição do meio ambiente. Um imposto sobre carbono é uma maneira de fazer isso. Se isso se tornasse uma proposta séria nos EUA, haveria uma imensa propaganda contrária, desencadeada pelas corporações – as empresas de energia e muitas outras –, para tentar aterrorizar a população. Diriam que, em caso de criação do tributo, todo tipo de coisa terrível aconteceria. Por exemplo, “você não será mais capaz de aquecer sua casa”… Se isso terá sucesso ou não, dependerá da capacidade de organização dos movimentos populares.

SQN

01/10/2013

Desde Custer, EUA é máquina de assassinar

ESPIONAGEM DOS EUA

Jornalista investiga papel da NSA em programa para "assassinatos"

DA ASSOCIATED PRESS – O jornalista Glenn Greenwald, autor de série de reportagens sobre a espionagem da agência americana NSA, abordará em seu próximo trabalho o papel do órgão de inteligência no "programa de assassinato" do governo dos EUA.

Greenwald, que mora no Rio de Janeiro, está fazendo a reportagem em parceria com o também americano Jeremy Scahill, colaborador da revista "The Nation" e autor de "Dirty Wars" [Guerra Suja, sem tradução no Brasil], sobre estratégias americanas contra inimigos, incluindo o uso de drones.

"As conexões entre guerra e espionagem são claras. Não quero dar muitos detalhes, mas Glenn e eu estamos trabalhando em um projeto que aborda como a NSA joga um papel significativo, central no programa de assassinato dos EUA", disse Scahill, no Rio, onde um documentário baseado em seu livro foi exibido como parte da programação do Festival de Cinema do Rio.

Greenwald, que participou de um painel no festival, também não deu detalhes sobre o novo trabalho. O americano ganhou projeção quando iniciou as reportagens da NSA baseadas em documentos vazados por Edward Snowden, um ex-funcionário da agência. Em seus trabalhos exibidos no "Fantástico" há documentos que mostram a espionagem da NSA contra a presidente Dilma Rousseff e a Petrobras.

31/08/2013

EUA têm U$ 52 bilhões para espionar; para matar, trilhões

Estados Unidos têm gasto secreto de US$ 52 bilhões para espionar

Orçamento encoberto obtido de Snowden detalha como as agências aplicam recursos para vigiar aliados

Barton Gelman e Greg Miller – Washington Post

WASHINGTON – As agências de espionagem dos EUA montaram um esquema de coleta de inteligência para dar ao presidente informações cruciais sobre ameaças à segurança nacional, segundo orçamento secreto do governo obtido pelo Washington Post do ex-agente Edward Snowden. O orçamento de US$ 52,6 bilhões para o ano fiscal de 2013 dá um panorama do que nunca foi submetido ao escrutínio público.

Embora o governo divulgue seus gastos em inteligência, ele não mostra como usa o dinheiro. O resumo de 178 páginas detalha sucessos, fracassos e objetivos das 16 agências de espionagem dos EUA. O texto descreve tecnologias de ponta, recrutamento e operações. O Washington Post reteve algumas informações após consultar autoridades americanas, que manifestaram temores sobre os riscos para fontes e métodos da inteligência.

"Os EUA fizeram investimentos consideráveis em inteligência desde os ataques terroristas de 11 de Setembro", escreveu o diretor de Inteligência Nacional, James Clapper, em resposta a perguntas do jornal. "Nosso orçamento é confidencial porque poderia fornecer insights para serviços de inteligência estrangeiros discernirem nossas prioridades, capacidades, fontes e métodos que nos permitem obter informações para enfrentar ameaças", disse.

Os gastos da CIA superam os de todas as demais agências de espionagem, com US$ 14,7 bilhões de recursos solicitados em 2013. A cifra supera as estimativas externas e é quase 50% maior do que a da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), que realiza operações de escuta secreta de conversas privadas e é considerada a gigante da comunidade.

CIA e NSA começaram novos e agressivos esforços para invadir redes estrangeiras de computadores para o roubo de informação e sabotagem de sistemas, adotando o que o orçamento chama de "operações cibernéticas ofensivas".

Muito antes dos vazamentos de Snowden, a comunidade de segurança estava preocupada com "comportamentos anômalos" de empregados e contratados com acesso a material confidencial. A NSA planejou evitar um "comprometimento de informações sensíveis" este ano, reavaliando pelo menos 4 mil pessoas com permissões de segurança de alto nível.

Os agentes de inteligência americanos se interessam tanto por aliados como por inimigos. O Paquistão é descrito como um "alvo intratável" e operações de contrainteligência "são estrategicamente focadas contra alvos prioritários: China, Rússia, Irã, Cuba e Israel. Este último, um aliado americano, mas tem histórico de tentativas de espionagem contra os EUA.

Em palavras, feitos e dólares, as agências de inteligência continuam concentradas no terrorismo como a ameaça mais grave à segurança nacional, que é listada como o primeiro de cinco "objetivos de missão". Os programas de contraterrorismo empregam um em cada quatro membros da força de trabalho e respondem por um terço dos gastos em inteligência.

Os governos de Irã, China e Rússia são difíceis de penetrar, mas o da Coreia do Norte é mais opaco. Há cinco lacunas na inteligência americana sobre o programa nuclear de Pyongyang e analistas não sabem nada sobre as intenções do líder norte-coreano Kim Jong-un.

Conhecido como Justificativa Orçamentária do Congresso para o Programa de Inteligência Nacional, o documento apresenta os níveis de gastos propostos aos comitês de inteligência da Câmara e do Senado, em fevereiro de 2012. Ele descreve agências de espionagem que monitoram milhões de alvos de vigilância e realizam operações que incluem centenas de ataques letais. Elas estão organizadas em torno de cinco prioridades: combater o terrorismo, deter a proliferação de armas nucleares e não convencionais, alertar líderes americanos sobre eventos críticos no exterior, defesa da espionagem estrangeira e realizar ciberoperações.

Na introdução, Clapper diz que as ameaças que os EUA enfrentam "desafiam uma hierarquização". Ele adverte sobre "escolhas duras" a serem adotadas para que a comunidade de inteligência corte gastos. A proposta orçamentária atual considera que os gastos ficarão no mesmo nível pelo menos até 2017. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

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