Ficha Corrida

19/01/2015

Jogando gasolina no fogo da liberdade de expressão

Dados que explicam o ódio ao Irã

IrãnEstou lendo Antologia da Asneira no Século XX e eis senão quando me deparo, no verbete França, com a seguinte frase atribuía ao cineasta Jean Vautrin: “Se a imbecilidade fosse gasolina, poderíamos passar sem os árabes.” São pelo menos duas afirmações numa única frase. A imbecilidade continua tão grande quanto à variedade de queijos que tornava  a França, segundo De Gaulle, ingovernável. A outra diz respeito ao sentido utilitário que a Europa em geral, e os franceses em particular, têm dos árabes. (A começar por relações, em todos os sentidos, com Muammar Kadafi…)

Tenho lido respeitáveis analistas a respeito do atentado terrorista ao hebdomadário Carlos (Charlie Hebdo). As análises variam segundo se toma o geral ou o particular. No  particular, as mortes ceifadas pelo terror. No geral, o uso coletivo da oportunidade de defender o direito à liberdade de caricaturizar o profeta Maomé. Restringir-se apenas a estes aspectos não explica porque de, repente, os que mais abrem processos, como Ali Kamel, contra quem ousa divergir.

De repente o Primeiro Ministro inglês, David Cameron, não só discorda do Papa em relação ao respeito que se deve dar às religiões, como também se dá ao direito de justificar ataque às religiões. A morte do brasileiro Jean Charles de Menezes deveria ser o suficiente para entender o verdadeiro alcance da declaração de Cameron. Tem-se liberdade para atacar a religião, sem qualquer risco. Mas qual é a liberdade de ser brasileiro de mochila nas constas no metrô diante da paranoia inglesa? Logo os ingleses que, passados 400 anos das ordenações feudais, da Idade Média, continuam escolhendo para representar-lhes o berço, a genética. E isso que dá para duvidar, com um bom exame de DNA, que a linhagem tenha permanecido pura… O caso do filho da amante de FHC, Miriam Dutra, nos é suficiente para maiores conclusões. Que democracia é essa que o simples fato de nascer de determinada família lhe outorga poderes sobre os demais? Ora, dar à casta real o poder de indicar o primeiro-ministro e dissolver o parlamento interessa à uma elite que se perpetra à margem da influência real. Só Shakespeare tinha dúvida(to be or not to be), mas, depois do affaire da Diana com o magnata de origem sírio-egípcia, a única coisa real na família é a infidelidade e o poder de castas.

Portanto, falar em liberdade de ridicularizar as religiões, quaisquer que sejam elas, é apenas álibi de de bom serviçal dos EUA. Afinal, não foi na Inglaterra que a liberdade de expressão, de Rupert Murdoch, sofreu a maior derrota?! Não é em Londres que Julian Assange está refugiado na Embaixada do Equador devido a perseguição que nega exatamente a liberdade de expressão? E nem se fale em Bradley Manning ou Edward Snowden

Quando dos famosos cables(documentos) vazados pela equipe de Julian Assange, WikiLeaks, um foi suficientemente claro em como os EUA e seus capachos constroem a hegemonia. A CIA buscava instigar no Brasil conflitos religiosos.

Embora tenha sido seminarista por seis anos, não sigo nenhuma religião, mas há um ditado romano que dá ideia de como se constrói boas relações entre os povos: “em Roma, como os Romanos”. Em terra estrangeira, respeite os costumes dos locais.

E aí volto, ao começo. Por que esta necessidade de se atacar o Profeta Maomé, mas não atacar os deuses orientais, da Índia e China, ou mesmo Japão? Simples. Mais do Maomé é a gasolina o combustível que move a liberdade de expressão ocidental… Como disse aquele Sheik “A Idade da Pedra não acabou pela falta de pedra, e a Idade do Petróleo irá acabar muito antes que o mundo fique sem petróleo”. A ganância ocidental tem feito de tudo para tornar verdadeira a frase do Sheik Ahmed Zaki Yamani.

Quando colaborava com o Observatório da Imprensa, o jornal Zero Hora fez um editorial me ameaçando com “medidas judiciais cabíveis”. São estes capachos dos EUA que agora defendem a liberdade de ofensa.

Os grupos de mídia e o desrespeito às religiões

dom, 18/01/2015 – 06:00 Atualizado em 18/01/2015 – 17:58

Luis Nassif

Em meados dos anos 90, um bispo evangélico chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em um programa da TV Record. Houve comoção nacional. A Globo aproveitou o incidente para conduzir uma feroz campanha contra o bispo e a Record.

O episódio resultou na demissão do bispo, no seu afastamento da sua igreja e em pedido de desculpas da Record.

Em Paris, o jornal “Charlie Hebdo” publica uma charge do profeta Maomé. Segue-se o atentado terrorista. A reação francesa foi uma nova edição do jornal com uma nova charge do profeta.

Nem se discute sobre o atentado: é um ato terrorista que deve ser condenado exemplarmente. O que se discute é sobre os limites da liberdade de expressão.

***

No Brasil, os mesmos grupos de mídia que conduziram a campanha contra a Record levantaram-se em defesa da liberdade absoluta de expressão. E aproveitaram oportunisticamente do episódio para combater qualquer forma de regulação. Regulação, aliás, em curso em todos os países desenvolvidos.

***

Vamos por partes.

Não se pode comparar a forma de expressão individual de um artista, ou mesmo de um grupo em seu meio, com a penetração de um grupo de mídia, ainda mais daqueles montados em cima de concessões públicas.

A escala é totalmente diferente. Os grupos de mídia atingem milhões de pessoas, forjam o pensamento de vastas camadas de leitores ou telespectadores. Especialmente no Brasil, detém um poder de cartel imbatível.

Por isso mesmo, tem que existir limites à sua atuação. Mas uma visão vesga do Judiciário não entende essas características e tende a colocar todos os abusos ao abrigo do conceito de liberdade de imprensa.

***

Tome-se a própria Record.

Anos atrás, conduziu uma campanha pesada contra as religiões afro. O Ministério Público Federal de São Paulo abriu uma ação exigindo reparação, na forma de um programa produzido por lideranças negras, reparando os danos à imagem do negro e da religião.

Montou-se um programa digno, sem ataques à Record, mas explicando a natureza das religiões afro.

Não se conseguiu essa reparação. A sentença – absurda – dava à Record a liberdade total de veicular o que quisesse, sem que os atingidos tivessem direito à resposta.

Não há diferenças: o chute na santa, a charge do profeta, o ataque às religiões afro são atentados à religião. Por que esse tratamento diferenciado, de enaltecer o direito de Charlie Hebdo em satirizar o profeta, tirar o direito do bispo da Record de chutar a santa e conferir à mesma Record o direito de avacalhar às religiões afro?

A diferença está na ponta atingida: depende da maior ou menor influência do grupo atingido, em relação ao agressor.

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Confira-se:

  1. No episódio da santa, os católicos eram os atingidos e os evangélicos os agressores. Prevaleceu a maior influência católica.
  2. No episódio das religiões afro, atingidos foram os seguidores de religiões afro; agressores, os evangélicos da Record. Prevaleceu a maior influência dos evangélicos.
  3. No caso do Charlie, os atingidos eram muçulmanos.

***

Há algo de muito errado nessas métricas diferentes. Católicos, evangélicos, seguidores de religiões afro, todos merecem o respeito dos meios de comunicação. E os abusos devem ser coibidos, sim, pela Justiça.

E viva o Papa Francisco, o que melhor está entendendo esses tempos nebulosos.

Os grupos de mídia e o desrespeito às religiões | GGN

02/12/2012

David Cameron, o melhor amigo de Murdoch

 

David Cameron defrauda a las víctimas de los tabloides

El primer ministro británico rechaza regular por ley el control del sector tras conocer las conclusiones de la Comisión Leveson, creada a raíz del escándalo de las escuchas ilegales

Walter Oppenheimer Londres1 DIC 2012 – 21:19 CET6

El juez Leveson, el jueves en Londres tras presentar su informe. / Dan Kitwood (AP)

David Cameron se puso el listón muy alto: la prueba del algodón del informe Leveson sobre los abusos de la prensa británica sería qué opinan del informe las propias víctimas de esos abusos. El juez lord Brian Leveson ha pasado el examen con notable. El primer ministro, al oponerse a la propuesta más controvertida, lo ha suspendido. El suspenso ha supuesto para él la apertura de un frente de batalla en el que tiene que luchar no solo contra la oposición, sino con sus socios de coalición liberalesdemócratas y un amplio sector de su partido, a favor de que los nuevos mecanismos de control de la prensa estén sometidos a algún padrinazgo legal.

Sin embargo, Cameron cuenta con un poderosísimo aliado: la prensa. La de la derecha, con el Daily Mail, el Telegraph y el Times a la cabeza. Pero también los recelos del centrista Financial Times y de los izquierdistas The Independent e incluso The Guardian.

Las propuestas del juez Leveson culminan la investigación encargada por el primer ministro a raíz del escándalo de las escuchas ilegales del tabloide News of the World. Tras 16 meses de investigación y la declaración de más de 600 testigos en lo que ha sido un proceso a las legendarias malas prácticas de una gran parte de la prensa británica, el juez ha concluido que hace falta no solo poner en marcha un sistema de autorregulación de la prensa controlado de forma independiente, sino que este se ha de apoyar en algún tipo de legislación para que realmente funcione.

La mayoría de la prensa cree que esa es una manera de instaurar la censura, que funcionó hasta que en 1695 el Parlamento suprimió el sistema de licencias bajo el que operaban los diarios de la época, con el objetivo de garantizar así la libertad de prensa.

Varios periódicos tildan de censura las recomendaciones del ‘informe Leveson’

Para Leveson, esa propuesta es “esencial” y si el Gobierno la rechaza es como si rechazara el conjunto del informe, de casi 2.000 páginas. Para Cameron, sin embargo, eso sería “cruzar el Rubicón”, un punto de no retorno semejante al que traspasó Julio César cuando en el año 49 antes de Cristo cruzó ese riachuelo al frente de 50.000 soldados para tomar Roma.

Al rechazar el núcleo duro de las recomendaciones del juez, Cameron arriesga mucho. Por encima de todo, el peligro de que su posición no sea percibida por la opinión pública como una defensa de la libertad de expresión, sino como su sometimiento a los grandes empresarios de prensa. Los afectados por las escuchas del News of the World y otros abusos de la prensa han reaccionado de inmediato. Si no hay ningún control legal, “las recomendaciones de Leveson no van a funcionar”, ha alertado la escritora J.K.Rowling, que un día se encontró un mensaje de un periodista en la ropa de su hija pequeña. “No acepto en absoluto el argumento de que el hecho de que la prensa esté regulada significa que no sean libres de escribir lo que quieran y lord Leveson ha sido muy claro al respecto”, opina la autora escocesa. “Me siento alarmada y consternada”, ha añadido.

Los afectados por ese tipo de abusos han dado la bienvenida a las recomendaciones a pesar de que echan en falta un mecanismo que permita paralizar al menos temporalmente una información. Ese es un aspecto que Leveson ha rechazado precisamente para evitar que pueda haber abusos que coarten la libertad de expresión. Lo que defiende es un código de conducta elaborado por la propia prensa pero aplicado por personas independientes, ajenas tanto a la industria mediática como al poder político. Esa regulación incluiría el poder de investigar por propia iniciativa los presuntos abusos y castigarlos con multas de hasta el 1% de la cifra de negocios de la empresa infractora, con un tope de 5.000 libras (6.200 euros).

Sería un sistema al que los periódicos se sumarían de forma voluntaria e incluiría la capacidad de resolver las denuncias del público sin acudir a los tribunales, abaratando todo el proceso. Los medios que no quisieran sumarse no tendrían esa ventaja y además Leveson sugiere que sean sometidos al control de Ofcom, el regulador de las telecomunicaciones. Algo que cuenta con un rechazo unánime, tanto de los medios como de los partidos, porque Ofcom rinde cuentas directamente al Gobierno y las televisiones tienen por ley la obligación de ser políticamente imparciales. “Eso sería dar un paso hacia el sistema de licencias”, advierte un editorial del Financial Times.

La vía de salida que promueve la prensa y que Cameron alienta sin disimulo es que la industria ponga en marcha de inmediato un sistema de autorregulación tan estricto y creíble que acabe haciendo innecesario reforzarlo por ley. Los diarios cuentan con la ventaja de que el proceso legislativo puede alargarse incluso hasta 2015. Los diarios reclaman una última oportunidad para vigilarse a sí mismos, pero esta ha sido la séptima investigación sobre sus abusos. La última, en 1991, acabó con la creación de la Comisión de Quejas de la Prensa (PCC). Entonces fue presentada como la panacea, pero ha acabado siendo dominada por los intereses de los diarios, no los de las víctimas de sus abusos.

Los puntos más controvertidos

Mientras la prensa británica alerta sobre el fin de la libertad de expresión y la llegada de la censura por primera vez desde el siglo XVII, las víctimas de sus abusos han puesto en marcha una petición en Internet para forzar al primer ministro a adoptar en su totalidad las recomendaciones del juez lord Brian Leveson. A las 48 horas de su puesta en marcha la habían firmado casi 63.000 personas.

Además de la polémica sobre si el nuevo sistema de autorregulación independiente de la prensa ha de estar reforzado con una ley, hay otros aspectos controvertidos:

» Voluntariedad. Leveson propone que la aceptación de un código de conducta de la prensa sea voluntario, pero al mismo tiempo sugiere una lista de premios y castigos para conseguir que sea aceptado. Los que se queden fuera no podrán beneficiarse de un nuevo sistema barato de arbitraje y deberían ser controlados por el regulador de las telecomunicaciones, Ofcom. Ese último punto es rechazado por todos, incluso quienes apoyan sin ambages a Leveson, como los laboristas, los liberales y el diario The Guardian.

» Periodistas desprotegidos. El juez propone que los periodistas dejen de estar exentos de la Ley de Policía y Evidencia Criminal y la ley de Protección de Dartos, lo que todos los diarios consideran que puede afectar al periodismo de investigación y facilitar a la policía la identificación de las fuentes de los periodistas.

» Independencia. El regulador ha de ser independiente pero algunos diarios cuestionan que pueda serlo si a sus miembros los nombra el Gobierno.

» Prensa y policía. La sugerencia de que la prensa no debe tener conversaciones confidenciales con policías se considera un absurdo y un indicio de que Leveson no entiende cómo funciona el oficio.

» Internet. Bastantes medios se quejan de que el juez proponga medidas para regular la prensa escrita pero no haga referencias al problema que supone la eclosión del periodismo en Internet.

David Cameron defrauda a las víctimas de los tabloides | Internacional | EL PAÍS

27/09/2012

O que a Inglaterra quer é transformar o Brasil nas Malvinas

Filed under: David Cameron,Império Colonial,Inglaterra — Gilmar Crestani @ 7:58 am

ENTREVISTA – DAVID CAMERON

Protecionismo do Brasil trará custos no longo prazo

Premiê britânico, que chega hoje a SP, afirma que quer mais negócios com os brasileiros e defende ‘menos Europa’ para solucionar crise

RODRIGO RUSSO
DE LONDRES

David Cameron, premiê do Reino Unido, chega hoje ao Brasil com uma mensagem à presidente Dilma Rousseff: "Tentar isolar e proteger a indústria da concorrência pode trazer benefícios para a indústria doméstica, mas tem custos a longo prazo e impede o desenvolvimento de uma base industrial verdadeiramente competitiva e inovadora".

O primeiro-ministro aceitou responder por escrito a cinco perguntas enviadas pela Folha antes de sua visita ao país, que começa em São Paulo.

Além das críticas ao protecionismo brasileiro, Cameron prometeu ampliar o comércio com o país e comentou a relação Reino Unido-União Europeia -na contramão de outras autoridades da área, defendeu a ideia de "menos Europa" para seu país sair da crise.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

Folha – O Brasil não é um dos grandes parceiros comerciais do Reino Unido. Qual o impacto que o sr. espera para essa visita? Conquistar parceiros numa economia cujo PIB já é maior que o britânico?
David Cameron – Uma das principais prioridades do meu governo é vincular o Reino Unido às economias de crescimento mais rápido no mundo, a fim de estimular a prosperidade em casa.
Um comércio forte ajudará nossos países a enfrentarem as tempestades econômicas e se recuperarem desse período turbulento -mas, para ser franco, o Brasil é um país onde o Reino Unido não aproveitou as oportunidades no passado. Temos duas das maiores economias do globo e tradições de comércio com parceiros por todo o mundo.
Mesmo assim, nossa relação bilateral tem tido um desempenho baixo. Por exemplo, o Reino Unido corresponde a apenas 1,5% das importações do Brasil; a Alemanha corresponde a 6,4%.
É isso que estamos determinados a mudar. E estamos progredindo. Houve 17 visitas ministeriais desde que tomamos posse, e as exportações do Reino Unido para o Brasil subiram 24% neste ano. Mas temos mais trabalho a fazer, e é por isso que estou aqui.
Quero mostrar o que o Reino Unido tem a oferecer: expertise em alguns dos setores de importação mais importantes no Brasil, como energia e ciências biológicas; os serviços que podemos oferecer em educação, ciência, inovação e capacitação; e o excelente ambiente de negócios que temos a oferecer para investidores em potencial.
Estamos retirando todas as barreiras para transformar o Reino Unido no melhor lugar para começar e desenvolver um negócio -cortando impostos sobre sociedades para a menor taxa do G7, dando incentivos fiscais generosos a investimentos em estágio inicial e vistos de negócios para que os mais brilhantes se estabeleçam no Reino Unido.
Somos o lar da maior comunidade de capital de risco da Europa. E, como membro da União Europeia, temos acesso a um dos maiores mercados comuns do mundo, com 500 milhões de consumidores à nossa porta.
Começarei minha visita por São Paulo, onde me reunirei com muitas grandes empresas brasileiras. Espero poder convencê-las de que somos um país com quem vale a pena fazer negócios.

O setor automotivo britânico é o responsável pelas maiores exportações ao Brasil. De que modo seu governo avalia o aumento do protecionismo brasileiro às montadoras e como espera solucionar o conflito?
Acredito firmemente que estimular o comércio é essencial para mover os motores da economia mundial novamente. Não devemos prolongar a retração econômica nos isolando em casa e colocando barreiras protecionistas. Em vez disso, precisamos quebrá-las para estimular empregos, crescimento e prosperidade.
É por isso que venho pedindo mais acordos regionais de comércio, como o firmado entre União Europeia e Mercosul, o qual trará benefícios tanto para o Reino Unido como para o Brasil.
Obviamente, o setor automotivo é uma história de sucesso do Reino Unido. Hoje fabricamos e exportamos mais carros que em qualquer período da história, e as exportações a mercados emergentes têm sido parte importante desse sucesso. E queremos repetir isso no Brasil.
A lição que aprendemos é que os negócios prosperam quando há um ambiente de negócios estável, consistente e transparente. Decisões de investimento de longo prazo são extremamente complexas. As empresas precisam de clareza, confiança e certeza de que suas decisões sobre investimentos são bem fundamentadas.
Tentar isolar e proteger a indústria da concorrência pode beneficiar a indústria doméstica, mas tem custos a longo prazo e impede o desenvolvimento de uma base industrial verdadeiramente competitiva e inovadora. Essa será minha mensagem à presidente Dilma hoje.

O senhor foi um dos dois únicos governantes da União Europeia que vetaram o chamado pacto fiscal europeu. De que forma avalia a relação britânica com a União Europeia?
Acredito que o Reino Unido deve estar na União Europeia e que fazer parte do maior mercado comum do mundo, com mais de meio bilhão de clientes, é vital para o nosso interesse nacional.
Mas a Europa está mudando de forma rápida e fundamental para enfrentar os desafios da crise. Os países que compartilham o euro têm de fazer mais para se integrar e para dar aos outros, como o Reino Unido, chances de realizar suas próprias agendas.
Devemos usar a oportunidade para remodelar a participação do Reino Unido na União Europeia, de forma que impulsione nosso interesse em livre-comércio, livres mercados e cooperação. Creio que isso significa menos Europa, não mais Europa; menos custos, menos burocracia, menos regulação.
Mas a prioridade imediata é que a eurozona lide com a instabilidade do mercado e restabeleça a confiança. Eles tiveram algum progresso nas últimas semanas, mas, a longo prazo, é evidente que a área do euro, como qualquer moeda comum, precisa de uma integração econômica e fiscal mais estreita para assegurar seu futuro.

Diversos analistas mostram-se intrigados com a economia do Reino Unido, que experimenta o segundo mergulho na recessão, mas segue observando aumento no número de pessoas empregadas. Como o senhor avalia esse fenômeno?
O país tem lidado com alguns problemas bem enraizados em casa e com uma crise da dívida pública bem séria no exterior, e é por isso que fazer com que nossa economia cresça está provando ser um processo lento e difícil.
Quando este governo tomou posse, em 2010, tínhamos o maior deficit orçamentário em tempos de paz; uma dívida pública que dobrou para mais de 1 trilhão de libras (R$ 3,3 tri); e uma economia altamente desequilibrada, muito dependente dos setores bancário e financeiro.
Mas, crucialmente, estamos fazendo tudo que podemos para movimentar a economia. Após dois anos, o deficit diminuiu, a inflação recuou e mais de 1 milhão de empregos adicionais no setor privado foram criados.
E o emprego no Reino Unido, até agora, tem permanecido mais forte do que muitos analistas esperavam. É uma prova do alto nível de capacidade da mão de obra britânica e da abordagem flexível adotada pelos trabalhadores e empresas do país, de trabalho conjunto para responder à crise da dívida pública.
Portanto, confio em que, como o presidente do banco central do Reino Unido disse, a queda nos números de desemprego mostra que a economia está se curando aos poucos, com muitas das condições para a recuperação sendo colocadas em prática.
Mas esse será um processo lento e difícil. É por isso que estou fazendo tudo que posso para impulsionar o comércio, como trazer para o Brasil a maior delegação britânica de negócios já vista, para que possamos trabalhar juntos para gerar prosperidade -tanto para o Brasil quanto para cidadãos britânicos.

O senhor teve de formar a primeira coalizão de governo desde a Segunda Guerra para chegar ao cargo de premiê. Agora vê a popularidade do prefeito de Londres, Boris Johnson, ser maior do que a do senhor e rumores de que ele pode ser o candidato conservador na próxima eleição. Sente-se ameaçado no cargo?
De modo algum. Boris é grande amigo meu há muito tempo e um prefeito de primeira classe. Temos muita sorte de ter tantos grandes nomes em nosso partido, mas Boris ainda tem muito trabalho a fazer como prefeito, e eu como premiê.
É verdade que herdamos uma bagunça econômica quando tomamos posse há dois anos, mas estamos progredindo na arrumação dela.
Diminuímos o deficit do Reino Unido em um quarto nos últimos dois anos, na medida em que buscamos estabilizar as finanças públicas e, ao mesmo tempo, tomamos medidas para incentivar empresas a investirem no país.
Coalizões são relativamente incomuns no Reino Unido, mas as eleições de 2010 não produziram resultado decisivo para um partido. Portanto, foi a decisão certa nos unirmos aos Liberais Democratas para formar um governo que nos ajudasse a superar essa fase difícil da economia.

15/06/2012

Murdoch: inspiração de Civita, Perillo & Cachoeira

Filed under: David Cameron,Rebekah Brooks,Roberto Civita,Rupert Murdoch — Gilmar Crestani @ 9:15 am

Cameron abandona el Tribunal Supremo tras testificar sobre sus vínculos con el grupo Murdoch.

Imagen: EFE

Cameron quedó pegado al grupo Murdoch

“No sólo somos amigos. Te apoyo totalmente. A nivel profesional estamos definitivamente juntos en esto”, le escribió a Cameron la entonces editora del News of the World, Rebekah Brooks, a meses de las elecciones generales.

Por Marcelo Justo

Desde Londres

El primer ministro británico, David Cameron, prestó testimonio durante cinco horas ante la Comisión Leveson y quedó más pegado que nunca al grupo Murdoch. Un mensaje de texto de 87 palabras de la mano derecha de Ruppert Murdoch, Rebekah Brooks, decía más que decenas de testimonios ante la comisión investigadora sobre la relación de los medios y el mundo político. “No solo somos amigos. Te apoyo totalmente. A nivel profesional estamos definitivamente juntos en esto”, le escribió Brooks a Cameron a meses de las elecciones generales.

En un momento de visible nerviosismo, el primer ministro vaciló cuando le preguntaron si se encontraba con Brooks todos los fines de semana. “Tendría que fijarme. No creo que cada fin de semana. Ni siquiera la mayoría de los fines de semana. Depende”, dijo el primer ministro. La pregunta se refería a sus encuentros entre 2008 y 2009, período clave en el que el periódico más leído del Reino Unido, el The Sun, decidió retirar su apoyo a los laboristas y concedérselo a los conservadores.

David Cameron y Rebekah Brooks son vecinos. Charlie Brooks, marido de la ex editora del The Sun y ex directora ejecutiva de News International, fue compañero del primer ministro en Eton, la exclusivísima escuela privada británica a la que suele asistir la realeza, la aristocracia y los millonarios con ansias de figuración social. Hoy esa amistad es un hierro que quema. Charlie y Rebekah Brooks están imputados de “obstruir la Justicia” ocultando pruebas a la investigación policial sobre escuchas telefónicas. Con un espectacular sentido de la oportunidad, el juicio a ambos comenzó el miércoles, en vísperas de la comparecencia de Cameron ante la Comisión Leveson. Cuando la misma Brooks prestó testimonio ante la comisión, en abril, señaló que durante la campaña electoral de 2010 intercambiaba con Cameron un par de mensajes de texto semanales.

Rebekah Brooks no era el único referente de este vínculo. La decisión del primer ministro de nombrar a Andy Coulson como su jefe de prensa poco después de que renunciara como editor del News of the World por el escándalo de las escuchas es una sombra que amenaza hace rato a su gobierno. Como Brooks, Coulson está imputado por el tema de las escuchas, en su caso por perjurio ante la Corte. Cameron reconoció ante la Comisión Leveson que el nombramiento era “controversial”, pero aseguró que el mismo Coulson, que siempre negó haber ordenado escuchas, le había asegurado que no tenía nada que ocultar. Según el primer ministro, cuando en 2009 una investigación del matutino The Guardian reveló que el News of the World había realizado escuchas ilegales de unas tres mil personas, Cameron volvió a formularle la misma pregunta y obtuvo igual respuesta.

En mayo de 2010, cuando los conservadores ganaron las elecciones, el primer ministro lo nombró jefe de prensa. Coulson no fue sometido al chequeo de seguridad que le correspondía a su importancia en el gobierno, sino a un examen mucho más básico, pero Cameron negó ante la comisión que esto fuera inapropiado. En enero de 2011, cuando el escándalo creció como una bola de nieve, Coulson se vio obligado a renunciar. En ese momento, Cameron lo defendió. Ante la comisión, luego de dos arrestos y una imputación, el primer ministro se vio obligado a justificarse diciendo que “uno toma decisiones sin saber exactamente qué va a pasar”.

Esta apelación al error humano lo deja mal parado. Entre 2007 y 2011, el primer ministro enfrentó numerosos cuestionamientos y no solo de la oposición: los propios conservadores no estaban muy convencidos con Coulson. Hoy el ex editor del News of the World se ha convertido en su primera línea de defensa. Mucho más peligroso que una “decisión equivocada” es la sospecha que ha sobrevolado durante los siete meses que lleva funcionado en pleno la Comisión Leveson sobre un pacto con el grupo Murdoch de cara a las elecciones de 2010. Cameron fue enfático en su testimonio ante la comisión. “No hubo ningún pacto explícito, implícito o nada que se le parezca. Buscamos el apoyo de los editores de los diarios procurándolos convencer de los méritos de nuestra política. Jamás ofrecimos algo a cambio”, dijo. El problema es que la catarata de mails, mensajes de texto, cenas, nombramientos y amistades subrayan una y otra vez la existencia de profundos vasos comunicantes entre ambos.

Los hechos tienen su propio peso. Desde que asumieron, en mayo de 2010, los conservadores redujeron drásticamente el financiamiento de la BBC y de Oxfcom, ambas bestias negras de los Murdoch, que detestan la competencia de la corporación pública y cualquier tipo de regulación de los medios. A la hora de decidir sobre la oferta de BSkyB terminaron nombrando como veedor de la oferta al ministro de Cultura, Jeremy Hunt, a pesar de que se había mostrado totalmente a favor de la misma. Cuando la comisión le preguntó a Cameron sobre este nombramiento, el primer ministro recurrió al tradicional “no recuerdo si leí o no leí las declaraciones a favor de la oferta” de Hunt. Con tres investigaciones policiales en marcha y la Comisión Leveson a todo vapor, el escándalo de las escuchas telefónicas y sus lazos con el grupo Murdoch no le van a dar respiro.

Página/12 :: El mundo :: Cameron quedó pegado al grupo Murdoch

19/08/2011

Todas as direitas são iguais, às esquerdas são diferentes cada uma à sua maneira

Filed under: Crise Financeira Européia,David Cameron — Gilmar Crestani @ 7:55 am
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A direita se assanha

No seu artigo de hoje para a “Folha”, Vladimir Safatle escreveu tudo o que eu gostaria de dizer a respeito dos distúrbios em Londres e da reação do primeiro-ministro David Cameron ao ocorrido.

Pelo menos Cameron mostrou o que o pensamento conservador pode nos oferecer hoje: ladainhas morais em vez de ações enérgicas contra os verdadeiros arruaceiros, ou seja, esses que operam no sistema financeiro internacional.

Enquanto isso não ocorrer, jovens roubando lojas de iPads e tênis continuarão dizendo: não aceitaremos estar fora do universo de consumo e sucesso individual que vocês mesmos inventaram. Nós entraremos nele, nem que seja saqueando.

Bravo, Safatle!

Sem saber do artigo dele, escrevi coisas parecidas para a “Ilustrada” de amanhã.

Numa sociedade desenvolvida, os saques foram chocantes. Não se tratava de pegar leite ou batatas num supermercado. Os desordeiros queriam DVDs, Ipads, Blackberrys ou não sei mais o quê.

Teoricamente, isso seria um sinal de “imoralidade”. Saques motivados pela fome? Podemos entender. Saques motivados pelo luxo, eis algo inadmissível.

Será? Toda a estrutura de nossa sociedade afirma que sem um tênis Nike, um Ipad, uma camiseta de grife, você não é nada.

Esses badulaques se tornaram, assim, artigos de primeira necessidade.

O saqueador alcança, rapidamente e sem punição à vista, o passaporte que irá levá-lo a conquistar as mulheres mais bonitas e o respeito de seus pares.

É mais do que simplesmente alimentar-se e sobreviver. Trata-se de existir.

Ao mesmo tempo, o saque é ambíguo. Representa, em doses iguais, revolta e adesão. Destruo aquilo que eu desejo. Arrebento a vitrine que me separa do paraíso, mas também escolho, definitivamente, o caminho da danação.

Na violência dessas desordens, vejo ao mesmo tempo denúncia e cumplicidade.

Sabemos perfeitamente que uma grife não significa coisa nenhuma. Sabemos que todo o consumo contemporâneo está montado numa mentira.

A mentira da propaganda se duplica em outras mentiras, em incontáveis mentiras.

Uma agência de risco mente quando eleva ou rebaixa o risco de um país. Um país mente quando imprime moedas ou títulos da dívida que, promete, irá pagar.

O consumidor mente quando usa um cartão de crédito cujas mensalidades não sabe bem como ficarão.

Na própria palavra (cartão de crédito) pode-se ler “acreditar”.

O consumidor acredita, por sua vez, que é escolha sua um produto cientificamente elaborado para suscitar os seus desejos.

Você sabia que até o cheiro de carro novo é produzido por um “spray”?

É o que leio num livro recente de Martin Lindstrom, guru dinamarquês do marketing e do “branding”. Chama-se “A lógica do consumo” (editora Nova Fronteira).

Eles estão usando técnicas da neurociência para chegar mais perto da mentalidade dos consumidores.

Folha Online – Blogs – Marcelo Coelho – Cultura e Crítica

17/08/2011

Murdoch é o maior beneficiário das manifestações dos desempregados londrinos

Filed under: David Cameron,Murdoch — Gilmar Crestani @ 7:13 am
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E considerando que Murdoch é o pai do PIG, tudo se pode esperar em termos de manipulação midiática. A Internacional Murdochiana tem filiais na América Latina (SIP) e no Brasil (Instituto Millenium). Não por acaso são a$$oCIAdos

Nuevas pruebas elevan la presión sobre Murdoch por las escuchas

Una carta de un exredactor de ‘News of the World’ afirma que toda la cúpula del periódico sabía sobre los pinchazos telefónicos ilegales

PATRICIA TUBELLA – Londres – 16/08/2011

Si la reciente oleada de disturbios en Reino Unido logró apagar momentáneamente los ecos del escándalo que acabó liquidando el dominical News of the World en julio, la difusión de una carta firmada por uno de sus reporteros ha vuelto a poner en la picota a los responsables del dominical, acusados de estar al tanto de las escuchas ilegales a una larga nómina de personajes de renombre, al tiempo que compromete al propio primer ministro británico, David Cameron.

Clive Goodman, que cubría la información de la Casa Real del periódico y hasta la fecha es el único periodista condenado por el caso, sostiene en su misiva que los pinchazos telefónicos fueron "ampliamente debatidos" durante las reuniones editoriales del periódico, presididas por su entonces director, Andy Coulson. Cuando Goodman fue procesado y encarcelado en 2007 por las escuchas ilegales al teléfono del príncipe Guillermo, Coulson asumió la responsabilidad dimitiendo, aunque siempre sostuvo que desconocía los hechos. Cameron, a la sazón líder de la oposición conservadora, dio por buenas esas explicaciones y a los seis meses fichaba a Coulson para su campaña, nombrándolo jefe de Comunicación de Downing Street tras ganar las elecciones legislativas de mayo de 2010. El pasado enero, Coulson se vio forzado a renunciar a ese cargo cuando el escándalo de las escuchas regresó a primera línea, gracias a nuevas revelaciones publicadas en los medios británicos, encabezados por The Guardian.

En la carta de Goodman, escrita hace cuatro años pero hecha pública ayer por el comité parlamentario que investiga el caso, el periodista explica que Coulson decidió prohibir en un momento que en la redacción se hablara de la práctica de las escuchas telefónicas, aunque no de que se siguieran ejecutando. El periodista remitió la misiva al director de recursos humanos del grupo propietario (News International, con Rupert Murdoch a la cabeza) como parte de la apelación de su despido, que se había producido tras conocerse su implicación en el espionaje a miembros de la familia real.

Los pinchazos fueron perpetrados con el "completo conocimiento y apoyo" de sus jefes en el dominical, sostiene Goodman en el texto. Cuando el corresponsal real de News of the World fue finalmente detenido por la policía y procesado, junto al detective Glenn Mulcaire, Coulson le prometió mantener su empleo si aceptaba no implicar al rotativo en los pinchazos telefónicos al declarar ante los jueces.

Estas alegaciones cuestionan cuanto menos el buen juicio del actual jefe de Gobierno a la hora de contratar a Coulson y dan alas a quienes critican las estrechas relaciones que mantuvo Cameron con el magnate mediático Rupert Murdoch hasta su caída en desgracia este verano. A pesar de las nuevas informaciones que vieron la luz a principios de año sobre, la práctica extendida de las escuchas ilegales en el News of the World ?cobrándose a la postre la cabeza de Coulson como director de comunicaciones del primer ministro?, el Gobierno dio un visto bueno preliminar a la oferta de Murdoch, valorada en 8.000 millones de libras, para hacerse con el control total de BSkyB (British Sky Broadcasting)., el principal servicio de televisión por satélite del país que prácticamente copa los derechos de retrasmisión del fútbol en las islas.

Cameron hizo oídos sordos a la recomendación del organismo que vela por la regulación de las comunicaciones, Ofcom, de que la operación fuera sometida al escrutinio de la comisión de la competencia. Sólo acabaron frustrándola los acontecimientos del pasado julio, en los que ejerció de desencadenante el tremendo impacto que tuvieron las revelaciones de que el News of the World había pinchado el teléfono móvil de la niña Sarah Payne, secuestrada y asesinada por un pederastra, y acabaron convirtiéndose en un juicio público a las prácticas ilícitas practicadas en medios del grupo de Murdoch, presuntos responsables de escuchas a más de cuatro mil personas. En el pico del caso, fue detenida (y posteriormente puesta en libertad bajo fianza) Rebecka Brooks, consejera delegada de News International y mano derecha de Rupert Murdoch,

La difusión de la carta venenosa de Goodman augura una nueva humillación para Murdoch y su hijo James, responsable de la división británica del grupo mediático (News Internacional), con la perspectiva de volver a ser convocados por la misma comisión parlamentaria que los acosó a preguntas sobre el escándalo de las escuchas hace apenas cuatro semanas. El presidente del comité de Cultura, Medios de Comunicación y Deporte, John Wittingdale, consideró ayer "muy probable" en el caso de James esa posibilidad, a tenor del contenido de la carta, que otro de los integrantes del organismo calificó de "devastador".

Los Murdoch y sus ejecutivos han sostenido hasta ahora que los pinchazos telefónicos fueron decisión personal de los periodistas de la plantilla del dominical, volcados en un mundillo hipercompetitivo en obtener exclusivas a toda costa. James Murdoch declaró el pasado 19 de julio ante el Parlamento que no conocía estas prácticas -igual que hiciera Coulson un año antes-, pero en una hipotética nueva comparecencia ante el comité investigador se vería obligado a refutar las alegaciones de su antiguo empleado que acaban de salir a la luz. No lo tendrá fácil, a tenor de las declaraciones del diputado laborista Tom Watson: "La carta de Clive Goodman es la prueba más significativa e importante revelada hasta la fecha y desmantela por completo la defensa de News Internacional. Se trata del mayor caso de encubrimiento que he visto en toda mi vida".

Nuevas pruebas elevan la presión sobre Murdoch por las escuchas · ELPAÍS.com

14/08/2011

O governo britânico engole a própria inhaca

Filed under: David Cameron,Direita — Gilmar Crestani @ 9:58 am
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Parodiando a famosa abertura de Ana Karenina, por Tolstói, “os filhos da puta parecem-se todos; os necessitados são necessitados cada uma à sua maneira”. Nem língua ou cultura os distingue. E os filhos da puta a gente conhece pelo uso dos pesos e das medidas. Às reivindicações respondeu com esta pérola: "Isto é crime puro e simples”. Como todo filho da puta, ele não teve a mesma contundência quando falou a respeito do multicrimonoso Rupert Murdoch. Ah, sim, eles são parceiros…

El Gobierno británico corrige el tiro

El Ejecutivo admite que hay que integrar en la vida económica del país a las comunidades marginadas

JUAN MIGUEL MUÑOZ (ENVIADO ESPECIAL) – Londres – 14/08/2011

"Esto es criminalidad pura y simple". El primer ministro de Reino Unido, David Cameron, circunscribió el pasado martes la orgía violenta que sacudía Londres y varias ciudades inglesas a una cuestión de pura delincuencia. A su juicio, los saqueos, el incendio de edificios y los destrozos provocados por los vándalos nada tenían que ver con los drásticos recortes en programas sociales, algunos ya ejecutados, o con el prolongado abandono de determinados distritos o minorías. Ayer, su Gobierno comenzó a matizar su posición. El canciller del Exchequer (ministro de Hacienda), George Osborne, apuntó otros motivos: "Hay comunidades que han sido relegadas. Hay comunidades que están apartadas de la vida económica del resto del país".

Recorrer algunos suburbios de Londres o Birmingham es esclarecedor sobre las abruptas diferencias sociales, que muchos expertos afirman que van al alza, por mucho que el Ejecutivo destine un 30% de sus fondos al gasto social. Numerosos analistas han apuntado que la marginación social, el desempleo y los elevados precios no pueden ser despreciados a la hora de explicar los disturbios que han conmocionado al país, por mucho que algaradas de este estilo hayan brotado en el pasado periódicamente, a menudo en los mismos municipios y distritos. Pero hasta ahora se habían reducido a enfrentamientos entre la comunidad negra, que se siente flagrantemente discriminada y acosada por la policía, y los cuerpos de seguridad. Ahora ha sido diferente. Personas de toda raza, edad y condición social asaltaron y destrozaron comercios.

Osborne aludió a la necesidad de "ayudar a quienes sienten que no tienen lugar en la sociedad", pero también para que "comprendan cuáles son sus responsabilidades hacia otras comunidades, no solo sus derechos". El responsable de las finanzas públicas no fue el único que apuntó estas tesis. El exjefe de policía de Nueva York, Boston y Los Ángeles Bill Bratton, nuevo asesor de Cameron para el combate del crimen en Reino Unido, fue ayer bien explícito. "Las detenciones son ciertamente apropiadas para los más violentos, los incorregibles, pero gran parte de este problema debe ser abordado de otros modos. No es solo una cuestión policial. Es de hecho un asunto social", declaró Bratton a la cadena norteamericana ABC. "Parte del problema", abundó, "es avanzar para que el mantenimiento del orden sea más atractivo para una población cambiante". El flamante consejero de Cameron destituyó en la ciudad californiana a un millar de agentes corruptos y contrató a un millar de uniformados de diferentes etnias.

El hecho de que el Ejecutivo conservador admita que las diferencias sociales y económicas han podido influir en la vorágine violenta que ha causado cinco muertes e inmensos daños materiales no quiere decir que las autoridades no se propongan castigar con dureza a quienes perpetraron toda clase de tropelías. Los tribunales trabajan sin respiro y las sentencias que empiezan a dictarse son duras. La opinión pública exige un castigo ejemplar para los implicados.

Para empezar, una iniciativa canalizada a través de Internet ha recabado ya 181.570 firmas para que se celebre en la Cámara de los Comunes un debate sobre la retirada de todas las ayudas financieras y subsidios a quienes se entregaron al pillaje. "Durante demasiado tiempo hemos adoptado una actitud demasiado blanda hacia la gente que saquea en su propia comunidad", explicó ayer Cameron en la BBC. Y dirigiéndose directamente a los presuntos criminales, añadió: "Si hacéis eso, deberíais perder vuestros derechos a la vivienda subsidiada". Y agregó que esa medida puede ayudar a eliminar bandas criminales. Para quienes hayan cometido delitos más leves durante las cuatro noches de disturbios en la capital, en Manchester, Birmingham y otras ciudades del centro de Inglaterra, se promueve un incremento de las multas.

Según informaba ayer el Daily Mail, las autoridades de un distrito de Londres (Wandworth) no han esperado a la decisión del Parlamento. El citado diario aseguraba que la primera familia ya había recibido la orden de desahucio. La madre de Daniel Sartain-Clarke, un joven de 18 años acusado de robar aparatos eléctricos, dijo que no era responsable de los actos de su hijo, incidiendo en un tema que también influye en el desorden social: las familias monoparentales incapaces de educar adecuadamente a los menores. En Reino Unido, 10 de sus 60 millones de habitantes residen en viviendas subvencionadas.

Mientras, la normalidad vuelve paulatinamente a la vida los británicos. Los detenidos por la algarada que sembró la anarquía durante cuatro jornadas superan ya los 2.100, ha remitido totalmente la violencia y los londinenses ya rehabilitan sus negocios destrozados al tiempo que la policía, que divulga nuevas fotos de los delincuentes, insiste en la necesidad de la colaboración ciudadana para detener a los culpables.

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