Ficha Corrida

12/05/2015

Com autorização de Obama, Hollande visita Cuba

cuba embargoE pede agora o que Cuba, graças ao apoio de presidentes latino-americanos, já havia conseguido: o fim do bloqueio. A política europeia de subserviência aos interesses dos EUA ajudaram a detonar com a Líbia, Egito, Síria, Ucrânia.

Graças ao apoio da Espanha, Itália, França e Alemanha, os EUA fazem guerras jogando cidadãos desses países como bucha de canhão.

Agora, depois que o mundo soube que Obama se viu na contingência de flexibilizar o bloqueio a Cuba, a França manda seu ventríloquo tirar uma casquinha. Na hora do cerco e perseguição a Cuba onde estava a França e sue Hollande? Embaixo da cama, perseguindo descendente argelino.

A partir da chegada de Lula no Brasil, Chavez na Venezuela, Kirchner na Argentina, os EUA só puderam contar com seus tradicionais capachos europeus. E os três patetas latinos despejados do poder: FHC, Fujimori e Menem.

O ódio do PSDB e do Lumpenjornalismo a Lula deve-se à sua visão estratégica. O investimento no Porto do Muriel em Cuba é uma tacada de mestre, que entra redondo no reto de seus inimigos.

O fato é que Cuba venceu. Nem os EUA sobreviveriam a 50 anos de bloqueio. Cuba não só venceu, como dobrou a espinha dos seus inimigos. Até porque os inimigos de Cuba são invertebrados…

Presidente francês pede fim do bloqueio a Cuba

ter, 12/05/2015 – 08:59

Atualizado em 12/05/2015 – 09:04

Enviado por Webster Franklin

Do Ópera Mundi

Em visita inédita a Cuba, Hollande pede fim do bloqueio econômico e tem encontro com Fidel

É a primeira vez que um presidente francês realiza visita oficial à ilha; conteúdo da conversa com líder da revolução não foi divulgado à imprensa

“A França fará o possível para contribuir para que a abertura possa ser confirmada, para que as medidas que tanto prejudicam o desenvolvimento de Cuba possam ser finalmente anuladas, suprimidas”, afirmou o presidente francês, François Hollande, em visita inédita realizada a Cuba, fazendo referência ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos à ilha que já dura mais de meio século e gerou danos da ordem.

Na tarde desta segunda (11/05), Hollande se reuniu com o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, com quem esteve por cerca de 40 minutos. O conteúdo da conversa e as fotos do encontro ainda não foram divulgadas.

Hollande juntamente com o vice-presidente cubano Miguel Díaz-Canel na nova sede da Aliança Francesa

Luis Nassif Online | GGN

16/01/2015

Obama agora libera turismo em Cuba, até ontem ilha terrorista…

Cuba01Como o conceito de democracia, ditadura e terrorista flutua ao sabor da conveniência.

Até ontem os EUA vendiam ao mundo a ideia de Cuba era uma Ilha que abrigava e praticava o terrorismo. E ele não estava se referindo a Guantánamo…  A direita Miami, se já estava obcecada com as cores vermelhas espalhadas pelo Brasil, deve estar atônita com o afundamento do último ponto de apoio de suas teorias subservientes aos EUA.

De repente, não mais que de repente, tudo vira de cabeça para baixo. E assim o principal plano de governo de uma direita desmiolada é jogado no lixo.

Será que o Obama consultou nossos vira-latas, como aquela mula da Veja que tinha fetiche na cor vermelha, Rodrigo Constantino, que disse que o vermelho no logo da FIFA na copa de 2014 era uma forma de infiltração comunista no Brasil.

Pois vamos comemorar estas duas boas notícias: o término do bloqueio econômico de Cuba e a falência da estrebaria Abril, que abriga a Veja…

Governo americano relaxa restrições para turismo e comércio com Cuba

Necessidade de autorização prévia para viagem acaba; uso de cartões por turistas é liberado

Medidas são primeiros passos concretos após o histórico anúncio de reaproximação entre os dois antigos inimigos

RAUL JUSTE LORESDE WASHINGTON

As restrições para viagens de americanos a Cuba, além de outras relacionadas a comércio e transações financeiras, serão relaxadas a partir desta sexta (16).

Os Departamentos [ministérios] do Tesouro e do Comércio americano publicaram as mudanças das regras que, na prática, driblam parte do embargo a Cuba em vigor desde 1962 e que só poderia ser terminado com aprovação do Congresso.

A partir de agora, os americanos poderão viajar a Cuba sem pedir uma licença prévia especial ao governo.

Embora estejam sendo mantidas as 12 categorias em que viagens são permitidas –como intercâmbio cultural, "apoio ao povo cubano", "razões humanitárias" ou atividades esportivas–, a falta de necessidade de pedido prévio significa que o turismo será praticamente liberado.

Turistas poderão usar cartões de crédito americanos na ilha e trazer até US$ 400 em produtos, incluídos US$ 100 em álcool e charutos.

Além disso, limites de gastos por dia deixam de vigorar. Companhias aéreas e agentes de viagens não precisarão de licença especial para operar na ilha.

Até agora, turistas americanos tinham que levar maços de dólares na bagagem para todos os seus gastos.

As remessas em dinheiro que americanos podem enviar a Cuba tiveram seu valor elevado, dos atuais US$ 500 por trimestre para US$ 2.000.

Como o embargo oficialmente continua, investimentos diretos e comércio entre os dois países ainda são proibidos, com exceções para equipamentos agrícolas, alguns alimentos e agora operações bancárias e telecomunicações (com o objetivo de melhorar a estrutura de internet no país).

"Essas mudanças terão um impacto direto e positivo na vida do povo cubano", declarou o secretário do Tesouro americano, Jacob Lew.

Em dezembro, o presidente americano Barack Obama e o ditador cubano Raúl Castro anunciaram que reabririam suas embaixadas em Havana e em Washington, na maior mudança da política bilateral em mais de 50 anos.

Na quarta-feira (21), a subsecretária do Departamento de Estado para o Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, irá a Havana para discussões com o governo cubano.

APOIO NOS EUA

O embargo americano foi decretado pouco depois da Revolução Cubana (1959), quando mais de US$ 1 bilhão em propriedades americanas foram expropriados pelo regime castrista.

As relações diplomáticas entre os dois vizinhos foram reatadas depois de uma troca de prisioneiros e da libertação cubana de 53 presos políticos.

Em 2012, 98 mil americanos sem laços familiares com Cuba visitaram a ilha, depois de um relaxamento das restrições feito por Obama.

Esse número não conta os cerca de 500 mil cubanos-americanos que visitam a ilha anualmente, com permissão do governo americano.

Pesquisas divulgadas no ano passado indicavam que mais de 60% dos americanos defendiam relações diplomáticas com Cuba. Poucos políticos americanos, quase todos cubanos-americanos da Flórida e de Nova York, criticaram Obama por "fazer o jogo dos irmãos Castro".

07/01/2015

Cuba libre; EUA, não!

Filed under: Álvaro Dias,Cheech & Chong,Cuba,EUA,Fernando Francischini,PSDB — Gilmar Crestani @ 8:33 am
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Alguém ainda lembra do slogan da dupla Cheech & Chong do PSDB (Álvaro Dias & Fernando Francischini): BR45IL ou CU13A?! Os EUA já fizeram a escolha deles mas a manada amadrinhada pela dupla paranaense ainda compra ideologia no Paraguai.

O porta-voz do Paraguai, Álvaro Dias, que tomou um chá de sumiço com a Operação Lava Jato, deixou com o rato Francischini a continuidade na distribuição deste tipo de idiotice.

cuba x 45Agora que Cuba liberta os presos políticos, quando os EUA farão o mesmo com os seus? No Brasil, Sininho continua presa… Até quando permanecerão presos ou asilados os cidadãos norte-americanos perseguidos por aquele Estado? Quando Bradley Manning, Julian Assange, Edward Snowden e tantos outros deixarão de serem perseguidos pelos EUA?

Quando os EUA libertarão todos o presos de Guantánamo, presos sem mandado e há anos sem julgamento?

Os EUA tinham posto Cuba, em 1982, com status de “Estado Patrocinador do Terrorismo”. O que será que Cuba fez para, de repente, deixar de ser um “Estado Patrocinador de Terrorismo”? Basta os EUA decidir?

    Cuba liberta presos políticos, dizem EUA

    Departamento de Estado anuncia soltura de parte de uma lista de 53 detentos, mas não divulga quantos nem quem são

    Entidade dissidente diz não ter sido informada de libertação; cubanos e americanos reataram relações após 51 anos

    DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

    O governo de Cuba libertou uma parte dos 53 detentos que os EUA consideram presos políticos, anunciou nesta terça-feira (6) a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Jen Psaki.

    A promessa de soltura dos presos fora incluída no histórico anúncio do reatamento das reações diplomáticas –rompidas desde 1961– entre o regime cubano e os EUA, feito pelo presidente Barack Obama em 17 de dezembro.

    "Já libertaram vários desses presos. Obviamente, gostaríamos de ver o processo concluído", declarou Psaki.

    A porta-voz, porém, não informou quantas pessoas foram soltas nem quem são os libertados –disse só que faziam parte de lista apresentada por Washington a Havana.

    O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, alegou que os presos não foram identificados porque o governo não deseja "colocar um alvo ainda maior neles rotulando-os como dissidentes políticos".

    "Continuaremos pedindo ao governo de Cuba que mantenha seus compromissos", afirmou Psaki. Segundo a porta-voz, a lista "não deve ser vista como o fim de nossas discussões sobre direitos humanos com o governo de Cuba", mas como parte dela.

    O dissidente Elizardo Sánchez, líder da Comissão Cubana para Direitos Humanos e Reconciliação Nacional –entidade que monitora a situação dos presos políticos no país–, disse não ter nenhuma notícia sobre a soltura anunciada pelos EUA.

    "Não temos nenhuma informação até agora, nenhum nome. Vamos esperar para ver", afirmou Sánchez, que falou da capital cubana por telefone à agência Reuters.

    O senador americano Marco Rubio, um dos principais críticos do processo de reaproximação de Cuba na oposição republicana, afirmou que Obama deveria cancelar as negociações com Havana até que todos os 53 presos políticos fossem libertados.

    A porta-voz da chancelaria dos EUA buscou minimizar a relação entre a soltura dos presos e o sucesso das primeiras conversas de alto nível que os dois países terão em meio século, quando se reunirem em Havana no fim do mês.

    "Há muitos componentes na forma como essa nova abordagem a Cuba ajudará a sociedade civil. Sentimos que a libertação dos prisioneiros é importante. Ter um diálogo, abrir-se à capacidade de se comunicar também são passos importantes", disse.

    A subsecretária de Estado para o Hemisfério Ocidental (Américas), Roberta Jacobson, chefiará a delegação dos EUA que irá a Cuba. Segundo Psaki, faltam "detalhes" para definir a data exata da viagem.

    BEBÊ-SÍMBOLO

    Gema, a filha de um dos agentes cubanos soltos há 20 dias como parte das negociações entre os EUA e Cuba, nasceu nesta terça-feira (6) em Havana depois de ter sido concebida por inseminação artificial, anunciou o portal governista Cubadebate.

    Segundo o portal, a menina –concebida enquanto seu pai, Geraldo Hernández, estava preso nos EUA– nasceu de cesárea, pesa pouco mais de 3 kg e é "muito linda".

    04/01/2015

    Bandido de olhos azuis

    Não é porque meu filho tenha olhos azuis que eu não saiba que a máquina de propaganda de hollywood se especializou em colocar mexicanos no papel de bandidos. Nos filmes de faroeste eu sempre torci pelos bandidos, porque me pareciam mais críveis que os mocinhos ensaboados do velho oeste.

    Agora descubro que o grande ator argentino, Ricardo Darín se recusou a desempenhar o papel de traficante mexicano, como se pode ver nesta entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=8rP9MRH8O6A

    Quem quiser saber mais sobre os cubanos que os EUA aceitaram soltar para receberem de volta o bandido basta ler o livro do Fernando Moraes, Os últimos soldados da guerra fria. Enquanto os prisioneiros devolvidos a Cuba foram recebidos com festa como se recebem heróis, os EUA recebem de volta se bandido e o escondem. Essa é a grande diferença entre uma Ilha que não se ajoelha para o império da maldade.

    Daqui alguns anos Hollywood vai produzir um filme para converter o bandido em mocinho e vai escalar algum latino, menos Ricardo Darin, para o papel de vilão.

    Mistério do espião desaparecido

    Duas semanas depois do anúncio de sua libertação após quase 20 anos de prisão, o suposto agente dos EUA em Cuba continua com seu paradeiro desconhecido

    Silvia Ayuso Washington 3 ENE 2015 – 21:09 BRST

    Rolando Sarraff aos 32 anos, e em uma imagem sem data. / AP

    Onde está Rolando Sarraff Trujillo? Essa é a pergunta que muitos se fazem, não somente a família desse cubano supostamente libertado há mais de duas semanas após passar quase duas décadas em uma prisão de Cuba, acusado de espionagem.

    Ninguém consegue encontrar Roly, seu apelido familiar. Esse homem de 51 anos é quem, para surpresa de sua própria família, vários veículos de comunicação norte-americanos identificaram como o misterioso agente que Washington conseguiu trocar, junto com o empreiteiro Alan Gross, por três espiões cubanos presos nos Estados Unidos. Esse acordo abriu as portas para o restabelecimento de relações diplomáticas com Havana, anunciado pelo presidente Barack Obama em 17 de dezembro.

    Com essa decisão, os Estados Unidos colocavam fim em um dos mais longos capítulos da Guerra Fria. Mas os mistérios e rumores dignos de um romance da era soviética que ainda cercam a identidade do agente prometem seguir preenchendo novas páginas.

    Washington continua sem confirmar ou desmentir abertamente que Rolando Sarraff seja na verdade esse espião que Obama chamou de “um dos mais importantes agentes de inteligência que os Estados Unidos tiveram em Cuba”.

    mais informações

    “Não vamos comentar nada, além de dizer que foi libertado em Cuba e transferido pelo Governo dos Estados Unidos”, disse uma fonte governamental para o EL PAÍS sob a condição de anonimato.

    Mas veículos da imprensa, como o The New York Times, insistem que Roly é Sarraff. Especialistas em espionagem cubana dos dois lados também não duvidam dessa informação: desde Chris Simmons, antigo especialista em Cuba da Agência para a Inteligência de Defesa (DIA) dos EUA, a Domingo Amuchastegui, que trabalhou para a inteligência cubana até 1994. “Sem dúvida, o peixe grande [da troca] era Sarraff”, assegura Amuchastegui. O fato de seu nome ter vazado, se deve, na sua opinião, às pressões “para justificar a troca”. Sem um nome concreto, apontou, o acordo com Cuba poderia ter menos credibilidade.

    O caso é que Sarraff, que durante todos os seus anos na prisão se comunicou regularmente com sua família – seus pais continuam em Cuba, ainda que suas irmãs vivam na Espanha –, não deu nenhum sinal de vida desde meados de dezembro. No dia 16, na véspera do anúncio de Obama, Roly não fez a ligação de praxe para seus pais. Pouco depois, sua família soube que havia saído da prisão de segurança máxima Villa Marista, onde esteve preso nos últimos meses. É aí que seu rastro some.

    “Continuamos sem saber nada”, confirmou na sexta-feira sua irmã Vilma Sarraff, que mora na Espanha. Seus pais, que continuam morando em Havana, também não voltaram a ter notícias de seu filho. “O Governo de Cuba e o de Washington não disseram nada sobre o paradeiro de Rolando Sarraff”, corrobora Elizardo Sánchez. Sua organização, a Comissão Cubana para os Direitos Humanos e a Reconciliação Nacional (CCDHRN), faz um minucioso acompanhamento dos presos políticos em Cuba e Sarraff Trujillo esteve em suas listas durante anos.

    Segundo Sánchez, “todo mundo infere que ele viajou para os Estados Unidos em 17 de dezembro. Nesse momento está no poder das autoridades norte-americanas, que deverão informar os pais de alguma forma, dois idosos que estão muito mal de saúde e desesperados pois não sabem do paradeiro de seu filho. Não estão respeitando o interesse dos pais e de outros familiares em saber de Rolando”, lamentou.

    Amuchastegui não acredita, entretanto, que existirão novas notícias sobre Rolando Sarraff: “Esse senhor não será visto e nada se saberá dele durante algum tempo”.

    “Ele não vai contatar ninguém, incluindo a família, porque por razões estritamente profissionais, a CIA, o FBI ou quem estiver trabalhando com ele nesse momento, precisa terminar um rigoroso procedimento, longo, tedioso, de comprovações, de perguntas, de interrogatórios que é indispensável”, frisou o antigo especialista em espionagem.

    Mas, segundo fontes oficiais norte-americanas, o agente libertado “não está detido nem retido” e, se quiser, “poderia contatar sua família”. “É uma pessoa que passou por muitas coisas, e existem protocolos de segurança que devem ser respeitados, mas ele pode entrar em contato com sua família se quiser fazê-lo”, assegurou. O mistério continua, pois, sem solução.

    Conciliação Cuba-EUA: Mistério do espião desaparecido | Internacional | EL PAÍS Brasil

    03/01/2015

    Até Cuba solta, mas Sininho continua presa

    SininhoNão sou partidário da Sininho, mas há uma diferença de tratamento puramente ideológica! A Veja deu capa a ela e a chamou de “fada da baderna”.

    Por que a Folha não se escandaliza com a prisão da integrante do Black-bloc que continua presa?! Seria por que as prisões brasileiras são melhores que as cubanas? Por que não há o mesmo enfoque para as arbitrariedades policiais brasileiras? Seria devido ao passado da Folha que não só financiou a OBAN como também emprestou suas peruas para transportarem os presos clandestinos para serem torturados, estuprados e mortos?! Por que a Folha chama Fidel e Raul Castro de ditadores mas nunca chamou Castelo Branco, Costa e Silva, Geisel e Figueiredo de ditadores? Seria por que nossos ditadores são melhores que os cubanos ou seria por ser esta uma exigência de quem a finanCIA?!

    Cuba solta dissidentes presos em ato

    Opositores participariam de atividade por liberdade de expressão convocada por artista

    DIEGO ZERBATODE SÃO PAULO

    A polícia de Cuba soltou nesta sexta-feira (2) os últimos 18 dissidentes que ainda estavam presos por participar de protestos contra o ditador Raúl Castro nesta semana.

    As primeiras detenções foram feitas na terça (30), dia para o qual a artista Tania Bruguera convocou um ato cujo objetivo era deixar um microfone aberto para que os cubanos pudessem se expressar livremente na praça da Revolução, em Havana.

    Segundo o presidente da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Elizardo Sánchez, houve 80 detenções no período, sendo que 30 delas ocorreram no primeiro ato.

    A última a ser libertada foi Bruguera, que havia sido transferida para uma delegacia do bairro de Diez de Octubre, na capital cubana.

    Ela havia sido presa pela terceira vez na quinta (1º), em protesto que reivindicava a soltura dos opositores presos na cadeia de Calabazas. Em seguida, foi levada à delegacia, onde foi mantida sem comunicação com a família.

    As libertações dos dissidentes presos em Calabazas começou durante a manhã. Dentre os soltos, está o jornalista Boris González Arenas, 38, historiador, professor de cinema e colunista do "Diario de Cuba", site independente sediado na Espanha.

    O jornalista, que participaria do ato de Bruguera, foi preso no dia 30 minutos depois de sair de casa em Havana para ir ao protesto.

    O pai dele, Fernando González Rey, disse à Folha que a companheira do filho só foi avisada da prisão no dia 1º, por meio da mulher de outro dissidente preso.

    "Só fiquei sabendo quando uma amiga minha que mora na Espanha viu [a informação] no Diario de Cuba’. A partir daí, é que fui ligar para Havana", disse.

    Segundo González Rey, que é professor de psicologia da UnB (Universidade de Brasília), esta foi a primeira vez que seu filho foi preso, apesar de já ter sido criticado por sua postura crítica.

    "Boris faz um trabalho pacífico com jovens, de reflexão intelectual e crítica. Ele nunca pensou em sair de Cuba."

    EUA

    A sequência de prisões foi o primeiro episódio de repressão do regime cubano aos opositores após a retomada das relações com os EUA.

    Na noite de quinta (1º), a presidente Dilma Rousseff elogiou o colega americano, Barack Obama, pela retomada das relações, em encontro com seu vice, Joe Biden.

    Segundo relatos de participantes da conversa, Dilma disse que todos os países da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos) defenderam o fim do bloqueio e a integração da ilha ao resto da América.

    Colaborou ANDRÉIA SADI, de Brasília

      10/12/2014

      O que Andrea Neves não aprendeu com Fidel?

      Filed under: Aécio Neves,AécioPorto,Andrea Neves,Comunismo,Comunista,Cuba,Yoani Sánchez — Gilmar Crestani @ 9:28 am
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      Aécio em Cuba, comendo na mão de Fidel Castro.

      Aecio ComunistaHá mais liberdade em Cuba do que na Minas Gerais dos irmãos Aécio e Andrea Neves. A simples existência da festejada blogueira Yoani Sánchez, que circula pelo mundo pelas mãos dos grupos mafiomidiáticos traduz isso muito bem. O atrelamento da velha mídia brasileira, graças à mão de ferro da distribuidora das verbas do então governador Aécio Neves, ao donatário das alterosas explicam a diferença entre Cuba e Minas Gerais. A listas das vítimas processadas por Aécio Neves não para de crescer. Mantém uma banca de advogados especializados em processar quem ousa discordar ele: A lista dos twitteiros processados por Aécio Neves. O poder da irmã Andrea Neves sobre a velha mídia mineira é tão grande que quando Mauro Chaves publicou o clássico “Pó pará, governador”, o Jornal de Minas fez  a defesa do Aécio Neves: “Minas a reboque, não”. 

      O azar dos ditadores atuais, como a famiglia Neves, é que a internet é o melhor detetive para encontrar as pernas curtas da mentira. Os xingamentos da direita raivosa encabeçada por Aécio Neves espalharam um monte de bobagens a respeito do  tal de bolivarianismo  e o tal de “Vai pra Cuba”, das manifestações pós eleições, patrocinadas por Aécio Neves e seus estafetas Lobão e Jair Bolsonaro.

      Eles, Andrea e Aécio, estão brincando, mas sua manada levam a sério. São tantas as bobagens que não admira que o playboy mimado esteja em forte crise de abstinência. Não fosse a camisa de força que eles puseram em seus amigos nos grupos mafiomidiáticos e eles sequer poderiam sair à rua impunemente. Acontece que no Brasil do Instituto Millenium há Aécios, Serras, FHCs Alkmin, Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa que tudo podem. Como nos filmes do velho oeste, têm licença para assassinarem, impunemente, reputações. Andrea e Aécio Neves aprenderam com Fidel que a condução da mídia com mão-de-ferro, mas não aprenderam a investiram no povo, em quem mais precisa. Ao contrário de Fidel, em Minas Aécio Neves investe em aeroportos em terras da família. A Minas de Aécio e Andrea jamais exportará mais médicos. Em compensação, transformaram Minas no principal ponto de distribuição de drogas pro Nordeste.

       

      Os aloprados que gritam “Vai pra Cuba” podem pedir dicas para a poderosa irmã de Aécio — que foi e curtiu

      Postado em 08 dez 2014 – por : Kiko Nogueira

      Andrea e Lobão

      Andrea e Lobão

      A multidinha que invadiu as galerias do Congresso para gritar o clássico “Vai pra Cuba” do fundo de seus pulmões pode pedir à irmã de Aécio Neves informações sobre a ilha.

      Andrea, a poderosa irmã do senador, seu braço direito, conselheira, confidente e coordenadora de campanha, esteve no país em 2013, como relata em seu blog. Portanto, em pleno auge do regime bolivariano brasileiro, pouco antes de Aécio se candidatar. Pouco depois ele perderia e viraria uma espécie de heroi macunaímico dos aloprados que têm certeza absoluta de que vivemos uma ditadura comunista.

      O que pensariam os fascistas das visitas de Andrea? Seriam capazes de perdoá-la? Ou ela seria considerada uma traidora? E ao senador? Seria ele culpado por tabela? Deveria ter proibido a mana de embarcar naquele avião maldito rumo ao reduto vermelho maldito?

      Aquela não foi a primeira vez. Num post sobre Havana, uma Andrea emotiva escreveu o seguinte: “Voltei a Cuba. Entre a primeira e a segunda viagem, quase 30 anos… Mudou Havana, mudei eu ou mudamos nós duas?”

      Enigmático. Mas seu ânimo não era denuncista, como se depreende das fotos. Junto a cartões postais como o parlamento e uma rua com aqueles edifícios restaurados, há uma foto sua com um velhote, ambos sorridentes.

      Em 2012, ela se indignara contra a morte do prisioneiro político Wilmar Mendoza após uma greve de fome, aos 31 anos. “Para a minha geração, durante muitos anos, a revolução cubana foi o símbolo do idealismo e a prova de que era possível construir uma sociedade mais justa”, escreve.

      “Não sei em que exato momento muitos de nós começaram a perceber que, infelizmente, o processo não era tão linear, nem os princípios tão absolutos quanto imaginávamos. Em que momento tivemos que acrescentar ao nosso sonho de revolução as imagens da censura, dos prisioneiros políticos, da corrupção?”

      (Ela reclamar de censura é lindo, mas sigamos adiante).

      E então ela se lembra de que esteve lá em 1985, participando de um certo Diálogo Juvenil e Estudantil da América Latina e do Caribe sobre a Dívida Externa. Foi ali que teve sua estreia como oradora. “Para quem até hoje não se sente à vontade com os microfones, estrear sendo ouvida pelo próprio Fidel, num auditório lotado, não foi fácil”, diz.

      Quando voltou, publicou um artigo no JB chamado “Mamãe, Eu Fui a Cuba”, devidamente replicado no blog.

      O que você achou de Cuba? Perguntaram-me as pessoas. Uma sociedade surpreendente, ouso dizer, tendo plena consciência do quão provocativa a expressão pode soar. É claro que o país enfrenta uma série de dificuldades. Uma economia frágil, uma política de habitação que ainda não foi capaz de suprir as necessidades da área, são as mais evidentes. Mais algum tempo lá e, certamente, outras questões viriam à tona. Mas há outra realidade que salta aos olhos e que, juro, me encheu de orgulho.

      Uma sociedade em que um especializado e eficaz serviço de educação e saúde é gratuitamente oferecido à população. Um país de nove milhões de habitantes em que a alimentação básica é subsidiada pelo Governo e onde se imprimem 2,5 milhões de livro a cada três meses. E isso sem falar na alegria das crianças, nas minissaias das moças e no olhar galante dos rapazes que se insinuam pelas ruas. Tudo regado a muito calor, a reclamações sobre o ônibus cheio e à irreverência dos soldados que, na hora do almoço tiram a farda para um mergulho no mar.

      […]

      Chego em casa, desarrumo as malas e penso em como é grande o cordão da esperança. É isso aí. Mamãe, eu fui à Cuba. E qualquer dia desses eu quero voltar.

      “No mais”, bate outra vez, com esperanças o meu coração”.

      Andrea Neves não sobreviveria à canalha de extrema direita que seu irmão atiça — eventualmente, direto da praia.

      (Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

      Sobre o Autor

      Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

      Diário do Centro do Mundo » Os aloprados que gritam “Vai pra Cuba” podem pedir dicas para a poderosa irmã de Aécio — que foi e curtiu

      28/11/2014

      HiPÓcrisia só rima com mau caráter

      Filed under: Cuba,FHC,hiPÓcrita,Mais Médicos — Gilmar Crestani @ 9:42 am
      Tags:

       

      Hipocrisia – Em 1999, quando Serra era Ministro da Saúde, a VEJA era a favor dos médicos cubanos no Brasil

      Hipocrisia Padrão Fifa ou Não ?  Será que os coxinhas, tão “revoltados” hoje, apoiaram isso na época ?

      Cubanos001

      Cubanos002

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      Hipocrisia – Em 1999, quando Serra era Ministro da Saúde, a VEJA era a favor dos médicos cubanos no Brasil « Poços10 – Poder e Política

      21/11/2014

      União bolivariana e comedora de criancinhas Europeia

       

      UE desembarca em segredo em Cuba

      Bruxelas negocia acordos com Havana para influenciar seu futuro

      Juan Jesús Aznarez Madri 19 NOV 2014 – 11:27 BRST

      Ex-ministro de Relações Exteriores holandês, Frans Timmermans, em Havana. / efe

      Há quase 20 anos, quando a perda dos subsídios soviéticos estava a ponto de acabar com a Revolução Cubana, um condescendente Fidel Castro recebia frequentemente a visita de governantes europeus e latino-americanos, que recomendavam ao líder a democratização do regime. Escutava os visitantes com a bíblica paciência de Jó, segundo sua própria confissão. “Não é para você ir embora, Fidel”, disse um presidente com quem teve uma relação amistosa. “A história lembrará de você com honras caso lidere uma transição ao pluripartidarismo e se permanecer na chefia do Estado simbolicamente, como o rei da Espanha, que reina mas não governa.” Obviamente, a proposta não funcionou, porque como respondeu Castro na IX Cúpula Ibero-Americana de 1999, realizada em Havana, “é impossível que Cuba abandone os caminhos da revolução e do socialismo”.

      Embora, desde então, não tenha havido alterações no isolamento do hegemônico Partido Comunista de Cuba (PCC), as mudanças socioeconômicas ocorridas nos últimos anos na ilha parecem ter convencido a União Europeia de que é melhor se aproximar dos cubanos do que lhes dar as costas. O ministro de Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo, visitará a capital cubana na segunda-feira para promover a liberalização econômica e estreitar alianças onde seja possível, mas sem recomendar mudanças políticas pois sabe que, no curto prazo, não estão previstas.

      mais informações

      Outros visitantes do bloco que chegaram antes tampouco apressaram Raúl Castro. Ao contrário das peregrinações internacionais pela liberação de presos políticos dos anos oitenta e noventa, os ministros europeus, deputados e funcionários de Bruxelas que viajam agora à maior das Antilhas, o fazem com expectativas menos urgentes: o objetivo é participar de uma eventual transição de maior alcance, com uma possível autorização de associações.

      Em outubro, o secretário de Estado de Relações Exteriores do Reino Unido, Hugo Swire, aterrissou em Cuba, a primeira visita de um representante do Governo britânico depois de mais de 10 anos. Levava uma agenda parecida à de Margallo: pouco belicosa, apoiada em assuntos comuns, em investimentos, alianças internacionais e questões bilaterais.

      Swire conduziu sua visita sem sugerir reuniões com a oposição como condição sine qua non, porque o regime destacou que os dissidentes já podem sair de Cuba. Neste ano também visitaram a ilha o ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, e o então chefe da diplomacia holandesa, Frans Timmermans, atual vice-presidente da Comissão Europeia. “O diálogo é melhor do que o conflito”, afirmou Timmermans, o primeiro representante de um Governo holandês a visitar Havana desde 1959. Cuba é o único país da América Latina com o qual a UE não tem um acordo bilateral, já que adotou desde 1996 a chamada Posição Comum, criada por José María Aznar, que condicionava as relações com a ilha aos avanços democráticos e no campo de direitos humanos.

      Margallo visitará a ilha depois da visita de diplomatas de três países europeus

      Vencidas as resistências à flexibilização da Polônia e da República Checa, devido ao passado comunista de ambas, em abril Havana e a UE iniciaram o diálogo para fechar um novo acordo de cooperação econômica e política. O processo tem sido possível porque os Estados Unidos, cujo presidente Barack Obama é mais inclinado ao entendimento, não tentaram bloqueá-lo, ao contrário do que ocorreu durante a Administração do republicano George W. Bush (2001-2009), que abençoou a Posição Comum.

      Pode acontecer, além disso, que a perda da maioria democrata no Congresso leve Obama a utilizar seus poderes executivos para aprovar medidas mais corajosas em relação à normalização diplomática com a estratégica ilha. Sem renunciar ao objetivo da democracia e das liberdades pretendido por Bruxelas, o propósito do bloco é concluir, no final de 2015, um conjunto de acordos que permita uma interlocução bilateral mais fluida.

      “A Europa pode desempenhar um papel central no futuro de Cuba, aproveitando que a imagem dos EUA está muito deteriorada na ilha devido aos anos de política agressiva”, afirma William M. Leogrande, professor da American University, em Washington, e especialista em temas cubanos.

      Os que defendem aposentar a iniciativa de Aznar usam os mesmos argumentos dos que se opõem ao embargo: as sanções não funcionaram. De fato, o comércio entre os diferentes países da UE e Cuba já alcançou 2,5 bilhões de euros (cerca de 8 bilhões de reais). “Como um país que se tornou independente tarde e que depois caiu na tutela dos EUA, Cuba não reage bem às pressões estrangeiras, as desafia e age às vezes contra seus próprios interesses”, acrescenta Leogrande, em um artigo publicado pela London School of Economics.

      De bom grado ou à força, Cuba aprovou iniciativas que agradam a UE e parece ter deixado para trás a ortodoxia econômica soviética. A política permanece inalterável. Em 2010, a mediação da Espanha e da Igreja Católica levou à libertação de mais de 100 presos políticos. O Governo de José Luis Rodríguez Zapatero pressionou Bruxelas contra a Posição Comum, e o de Mariano Rajoy não barrou as negociações em andamento. As relações entre a UE e Cuba entraram em uma fase de maior entendimento.

      UE desembarca em segredo em Cuba | Internacional | EL PAÍS Brasil

      11/11/2014

      Cuba não deu ao EUA o gosto de seu funeral

      Filed under: CIA,Cuba,Embargo Econômico,EUA,Golpismo,Lei Helms-Burton,Sabotagem,The New York Times — Gilmar Crestani @ 10:29 pm
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      A grandeza de Cuba está em aguentar um embargo, por tanto tempo, que nenhum país suportaria, incluindo o próprio EUA, por tempo infinitamente menor.

      cuba-embargoDa vez primeira em que me assassinaram,
      Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
      Depois, a cada vez que me mataram,
      Foram levando qualquer coisa minha.
      Hoje, dos meu cadáveres eu sou
      O mais desnudo, o que não tem mais nada.
      Arde um toco de Vela amarelada,
      Como único bem que me ficou.
      Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
      Pois dessa mão avaramente adunca
      Não haverão de arrancar a luz sagrada!
      Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
      Que a luz trêmula e triste como um ai,
      A luz de um morto não se apaga nunca!

      Mario Quintana

      A crítica do The New York Times ao golpismo dos EUA contra Cuba

      Pela quinta vez em menos de um mês, o jornal estadunidense The New York Times publicou neste domingo (9) um editorial sobre Cuba, desta vez criticando as tentativas dos Estados Unidos planejadas para provocar a derrubada do governo cubano.
      Sob o título “Em Cuba, desventuras ao tentar derrocar um regime”, o jornal faz uma retrospectiva, desde a aprovação da Lei Helms-Burton, em 1996, dos inúmeros planos forjados em Washington contra a Ilha revolucionária. Entre outras coisas, o jornal destaca que estes projetos só serviram como fundamento para que o governo estadunidense gastasse US$ 264 milhões durante os últimos 18 anos, no intento de estimular supostas reformas “democráticas” no país.
      O editorial do influente jornal nova-iorquino é um inevitável sinal dos tempos. No dia 28 de outubro, 188 países manifestaram-se, pelo 23º ano consecutivo, a favor da resolução contra o bloqueio, apresentada por Cuba na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Apenas os imperialistas estadunidenses e os sionistas israelenses votaram contra e três outros países – Ilhas Marshall, Micronesia e Palau – se abstiveram. Repetidamente, o mundo se pronuncia com a maior clareza pelo fim da odiosa medida que prejudica o desenvolvimento do país e afronta as normas de convivência democrática entre as nações.
      Os Estados Unidos estão cada vez mais isolados nesta questão, sustentando uma posição retrógrada e anacrônica, rechaçada não só no âmbito da Assembleia Geral da ONU, mas também nos grupos regionais da organização mundial, como o G-77+China, que reúne os países em desenvolvimento, o Caricom, que representa a comunidade caribenha, o Movimento dos Países não Alinhados, a União Africana e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), onde é amplo o consenso contra o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba.
      O jornal aconselha o governo estadunidense a promover a “aproximação diplomática”, ao invés de lançar mão de “métodos artificiosos”, se quer exercer alguma influência em Cuba para que esta se torne uma “sociedade mais aberta”.
      Aqui o importante a reter não são as concepções e os fins que o diário nova-iorquino, em nome de importantes setores da sociedade estadunidense, pretende quando se refere a influir em Cuba e nas mudanças que a Ilha está promovendo, mas o insofismável fato de que o bloqueio sofre contestações cada vez mais amplas no interior dos Estados Unidos. Não são poucos os segmentos empresariais que nutrem a expectativa de fazer rentáveis negócios em Cuba. Também sob esse ponto de vista, a posição do Departamento de Estado, de setores do Congresso e da Casa Branca é obsoleta.
      Do ponto de vista dos direitos humanos e do direito internacional, para além do anacronismo, é uma política reveladora da crueldade do imperialismo. O chanceler Bruno Rodríguez, em sua alocução na ONU fundamentando a necessidade de pôr fim ao bloqueio, demonstrou que este afeta os setores mais vulneráveis da sociedade, a começar pelas mulheres, as crianças e os idosos. Internacionalmente, a posição estadunidense é insustentável, porquanto é uma manifestação de intolerância e agressividade em face de uma nação que tem o direito à autodeterminação e a viver em pé de igualdade com as demais.
      Com o editorial crítico às aventuras golpistas dos Estados Unidos contra Cuba, o The New York Times demonstra que a política estadunidense de bloqueio e sanções está em flagrante contraste com a luta de muitos governos e povos pela cooperação internacional.
      O cenário é hoje mais favorável para demandar o fim do bloqueio.

      A crítica do The New York Times ao golpismo dos EUA contra Cuba – Portal Vermelho

      23/10/2014

      Enquanto os EUA enviam armas, Cuba envia médicos

      Filed under: Cuba,Ebola,Mais Médicos — Gilmar Crestani @ 8:57 am
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      Enquanto Cuba exporta médicos para todas as partes do mundo onde se fazem necessários, desde desastres naturais como Tsunamis, epidemias como Ebola, ou onde nas periferias onde os de jaleco branco não querem ir, os EUA preferem exportar armas.

      Entrevista: “É incrível o que Cuba pode fazer”, diz OMS sobre ajuda contra ebola

      Postado em 23 out 2014

      por : Diario do Centro do Mundo

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      Um grupo de 94 profissionais da saúde cubanos foi para a África Ocidental nesta quarta-feira (22/10), para combater a epidemia do ebola. Eles se juntam aos 165 que já estão em Serra Leoa prontos para começar a atuar. Os médicos e enfermeiros cumprem um acordo assinado entre Havana e a Organização Mundial da Saúde (OMS) válido para os próximos seis meses.

      Para José Luis Di Fábio, chefe do escritório da OMS na ilha há três anos, é importante que o mundo reconheça a “incrível capacidade de resposta de Cuba” diante de situações de crise.

      Di Fábio ajudou a intermediar as negociações depois da solicitação feita pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e pela diretora da OMS, Margaret Chan.

      Atualmente, mais de 4 mil médicos cubanos atuam na África – dois mil só em Angola. “Os países africanos carecem de recursos humanos, muitos presidentes já solicitaram ajuda ao país. Na Guiné, antes da epidemia do ebola, já havia uma brigada cubana e sem Serra Leoa também”, afirma Di Fábi, em entrevista à DW.

      DW: Na opinião do senhor, por que esse chamado das Nações Unidas foi feito para Cuba?

      José Luis Di Fábio: Em fins de julho, a diretora da OMS, Margaret Chan, esteve em Cuba para acompanhar a inauguração do Centro Estatal Médico para Controle de Medicamentos. Durante a visita, ela se emocionou, digamos assim, ao entender mais sobre a cooperação médica cubana, incluindo a educação médica do país para o exterior.

      Ela esteve na Unidade de Cooperação Médica, onde há o registro histórico das cooperações em saúde, viu a preparação de médicos que já foram para o Haiti e participaram de outras missões e, realmente, entendeu e reconheceu a capacidade que Cuba tem de apoiar os países numa cooperação Sul-Sul.

      Durante uma conversa sobre continuidade de cooperações, surgiu a ideia de que Cuba pudesse trabalhar formando equipes de resposta rápida em caso de desastres e outros tipos de emergências. E, há duas semanas, ela pediu então apoio a Cuba para combater o ebola.

      Quantos profissionais estão a caminho da África e para onde seguem?

      Segundo o acordo, serão 300 profissionais. Primeiramente, foram 165 a Serra Leoa, dos quais 62 são médicos. Depois, a pedido dos governos locais, foi decidido enviar mais 53 para a Libéria e 38 para a Guiné.

      Eles já estão prontos para trabalhar?

      Eles fizeram a primeira parte da capacitação em Cuba. Recebemos profissionais de Washington e especialistas que já haviam trabalhado em Serra Leoa, diretamente com pacientes. Eles explicaram sobre a doença, as condições de vida no local, como vestir-se adequadamente, os tipos de proteção pessoal. Foi muito importante poder ouvir desses profissionais quais são as rotinas diárias, os problemas que enfrentam no terreno.

      Quando a equipe cubana chega à África, faz outras capacitações até chegar ao centro de tratamento. Ela já chegou, mas ainda não está trabalhando. Ainda estão sendo preparadas as condições para que possam atuar. Primeiro: precisavam do processo de capacitação e, enquanto isso, as instalações, os centros de tratamento de ebola, estão sendo montados.

      A ideia é trabalhar em forma conjunta, não dispersar a equipe. Caso contrário, a capacidade de organização se perde. É preciso identificar onde é mais apropriado trabalhar. No caso de Serra Leoa, deve ser em Freetown, a capital, e talvez em Port Loko.

      Outros países da América Latina ofereceram ajuda? Cuba é um caso especial?

      Cuba é um caso especial, digamos, pela capacidade rápida de resposta que teve, pela vontade política e pela própria experiência dos médicos. Trata-se de profissionais de saúde que já estão acostumados a trabalhar em missões, muitos deles já estiveram inclusive na África. Não conhecem o ebola, mas conhecem o território.

      A Venezuela já havia doado 5 milhões de dólares para apoiar a luta contra o ebola. E a ministra da Saúde no Equador acenou que iria apoiar com recursos financeiros a campanha contra a epidemia.

      O Brasil apoiou com alimentos. Existe a parte médica, mas é preciso pensar que é preciso todo um processo de assistência. O Brasil mandou medicamentos, ajuda humanitária em alimentos de cerca de 5 milhões de dólares, segundo entendi. Mas isso não foi via Organização Mundial da Saúde, mas via Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.

      Com tantos médicos cubanos agora em ação na África, não há problema com falta de médicos em Cuba?

      Não, não afeta os serviços e a população cubana. A população médica em Cuba é de mais de 80 mil.

      Como funciona exatamente a parceria? Os médicos que seguem para a África recebem salário?

      Eles estão contratados seguindo a forma de contrato comum da OMS, ou seja, como qualquer assessor que presta serviço. Normalmente, paga-se a passagem e uma diária. O valor depende do lugar onde o profissional vai atuar. A diária tem um componente de alojamento, alimentação e gastos pessoais.

      De quanto é a diária?

      Depende do local. É um valor estabelecido pelas Nações Unidas, que varia também em alguns meses, dependendo do câmbio da moeda. Por exemplo, em Havana, a diária é de 170 dólares. Em outros países, pode ser de 120. Creio que são 230 dólares por dia na África, mas 60% do valor é para cobrir estadia.

      Qual é a importância da ajuda de Cuba?

      É uma ajuda importante não só para a OMS, mas para todo o mundo. A ideia é apoiar os países da África Ocidental a conter a doença e exterminá-la na África. Mas, ao mesmo tempo, é uma barreira de defesa para o resto do mundo. Se não se controla o vírus na África, ele pode chegar a Estados Unidos, Alemanha, Brasil, Japão, etc.

      Então, realmente, os cubanos estão protegendo as fronteiras. E são não houver mais países que ofereçam recursos humanos, seguirão sendo os únicos.

      Mais países mostram interesse em apoiar a iniciativa da OMS na África Ocidental?

      Eu represento a OMS em Cuba. Imagino que a solicitação tenha sido feita a todos os países. Na última segunda-feira (20/10), o médico David Nabarro, enviado especial do secretário-geral da ONU, disse que foi muito importante a ajuda de Havana. Ele disse que o total de 265 trabalhadores cubanos é maior que a soma de todos os outros países juntos. E que a partir dessa quarta-feira, dia em que chega o restante da equipe, o número passará a ser maior que o do Médicos Sem Fronteira ou da Cruz Vermelha, maior que o número de profissionais enviados por Estados Unidos, Reino Unido e China.

      Como o mundo olha para Cuba depois dessa parceria com a OMS?

      Acredito que poderia haver mais reconhecimento. É incrível o que Cuba pode fazer. A vontade política e a vontade humana da população. Quando houve um terremoto no Paquistão, em 2005, foram enviados 2 mil médicos em 48 horas. Foram os primeiros que chegaram ao Paquistão e os últimos a sair, estiveram lá quase seis meses. No Haiti também. Depois de 24 horas, profissionais cubanos já chegaram para ajudar, e continuam lá.

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      Diário do Centro do Mundo » Entrevista: “É incrível o que Cuba pode fazer”, diz OMS sobre ajuda contra ebola

      12/09/2014

      Mais Médicos cubanos contra Ebola

      Filed under: AMB,Cuba,Ebola,EUA,Médicos Cubanos — Gilmar Crestani @ 8:53 am
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      mais medicos menos mulasA A$$oCIAção Médica Brasileira também deveria mandar seus jalecos brancos preconceituosos para combater o Ebola. Já os EUA certamente mandarão os marines e seus drones para matar o Ebola a tiro….

      Cuba vai enviar médicos para combater surto de Ebola

      JAMIL CHADE – CORRESPONDENTE DE O ESTADO DE S. PAULO

      11 Setembro 2014 | 22h 17

      País diz ser o primeiro a atender os apelos da ONU e vai mandar 165 profissionais de saúde a partir de outubro para Serra Leoa

      Atualizado às 7h20 de 12/9

      RELACIONADAS

      GENEBRA – Cuba vai usar parte de seus 4 mil colaboradores e médicos espalhados por 32 países africanos para ajudar a Organização Mundial da Saúde (OMS) a responder ao surto do Ebola que, segundo a entidade, pode contaminar mais de 20 mil pessoas. Na manhã desta sexta-feira, 12, Cuba anunciou que vai enviar 165 profissionais de saúde a partir de outubro para Serra Leoa.

      "Se vamos para guerra contra o Ebola, precisamos de recursos para lutar", declarou Margaret Chan, diretora da OMS. Cuba se declarou como o primeiro país a atender aos apelos de ajuda da ONU para enfrentar a doença.

      A doença já matou mais de 2,2 mil pessoas e contaminou oficialmente 4 mil. Mas a própria OMS admite que os números reais são maiores, e os governos da região africana mais afetada alertam que é a existência dos Estados que hoje está em jogo.

      Abbas Dulleh/APOficialmente, o surto de Ebola já matou mais de 2,2 mil pessoas

      Diante do cenário, a ONU passou a apelar diretamente a governos de todo o mundo para que saiam ao socorro da região.

      O ministro da Saúde de Havana, Roberto Morales, reuniu-se com a diretora da OMS, Margaret Chan, enquanto a imprensa oficial cubana se apressou em decretar que o regime de Raúl Castro era o primeiro no mundo a dar uma resposta aos apelos da ONU por ajuda na África.

      No final da semana, o governo britânico anunciou o envio de médicos e de soldados para erguer um centro de atendimento em Serra Leoa, com capacidade para 62 leitos.

      O governo dos Estados Unidos também anunciou ajuda, depois de um telefonema do diretor do secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, ao presidente Barack Obama.

      Na Europa, Bruxelas anunciou 140 milhões de euros em ajuda e envio de equipes, enquanto a Fundação Bill e Melinda Gates prometeu nesta semana US$ 50 milhões para combater o vírus.

      Para os órgãos oficiais cubanos, porém, "Chan manifestou seu agradecimento ao presidente cubano, Raúl Castro, por ser o primeiro país que dá um passo à diante depois do chamado da ONU e da OMS".

      Morales, depois de visitar a OMS, indicou apenas que esperava que a entidade servisse como "coordenadora" das diversas colaborações internacionais que estão sendo anunciadas.

      "Pela história de colaboração de nossos países, e em particular no campo da saúde, nos foi pedido que pudéssemos formar parte dos países que dão uma resposta de maneira inicial ao chamado urgente da África", explicou Morales.

      24/05/2014

      Os EUA, como Cuba, também querem um Castro, mas Fidel só tem um

      Filed under: Barack Obama,Cuba,EUA — Gilmar Crestani @ 9:45 am
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      El hispano Julián Castro asciende a la Casa Blanca de la mano de Obama

      El presidente de EE UU nombra al alcalde de San Antonio secretario de Vivienda

      Yolanda Monge Washington 23 MAY 2014 – 23:05 CET91

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      Barack Obama y Julián Castro. / LARRY DOWNING (Reuters)

      Todo apuntaba a que en la carrera de relevos que Julián Castro considera que es el sueño americano –a él le pasó el testigo su madre y a su madre su abuela mexicana-, el siguiente paso que daría en su carrera política sería dejar el consistorio de San Antonio (Texas) para ocupar la casa del Gobernador en Austin. Y desde ahí, como otros presidentes de Estados Unidos (el primer Roosevelt; Wilson; Carter; Reagan; Clinton; Bush), iniciar el asalto a la Casa Blanca.

      A Castro se le facilita un atajo al poder federal de Washington. Barack Obama, hombre y político con bastantes similitudes con Castro –o al revés-, ha decidido confiar la secretaría de Vivienda de su Administración a la joven promesa hispana, a quien ya concedió el honor en 2012 de ser el primer miembro de esa etnia que abriera una convención demócrata. Desde entonces, la estrella emergente –como en su día lo fue Obama, quien también despuntó en una Convención, para dolor posterior de los Clinton-, en un firmamento escaso de astros, está en las quinielas como futuro candidato del Partido Demócrata en 2016 a la vicepresidencia del país. Y de ahí, quizá, al 1600 de Pensilvania Avenue.

      En un español tan modesto como el del propio Castro, Obama ha dicho: "Julián ha vivido el sueño americano". "Nunca se ha olvidado de dónde viene", ha finalizado, ya en inglés, el presidente al relatar los orígenes humildes del alcalde texano. Castro ha aceptado como "una bendición" el testigo que le pasaba el mandatario y ha declarado que provenir de orígenes humildes no significa que haya que ser humilde en los sueños. "Se puede tener éxito y conseguir el sueño americano".

      Obama dijo, en español, que Julián había vivido "el sueño americano"

      Castro ha mantenido este viernes en la Casa Blanca la actitud prudente que le caracteriza, esa que te indica que todo lo que digas podrá ser utilizado en tu contra en este duro negociado que es la política norteamericana. El todavía alcalde ha dado las gracias en español a los habitantes de San Antonio, séptima ciudad de Estados Unidos, con más de 1,3 millones de habitantes, la mayoría de origen hispano.

      La juventud del próximo secretario de Vivienda -si el Senado de EEUU le confirma en el cargo- ha sido una constante en su carrera política, que se inició con 26 años al convertirse en el concejal más joven de la historia de San Antonio. Con 34 fue el alcalde de menor edad del municipio y hoy día, con 39, no hay regidor más joven que él en las 50 mayores ciudades de Estados Unidos.

      Pero la juventud no es precisamente una seña que favorezca a Castro, quizá al contrario, ya que se le critica que carezca de la experiencia necesaria para enfrentar la despiadada arena de Washington. Si sopla a su favor el viento que le susurra al oído que el primer presidente hispano de este país ya ha nacido. Que en este momento puede estar sentado en el pupitre de una escuela; en una facultad de derecho; o que podría ser él.

      En Estados Unidos viven más de 50 millones de hispanos, uno de cada seis habitantes del país

      La conjetura no es fruto de un pensamiento ilusorio, mágico. Lo respalda un censo que dice que en Estados Unidos viven 50 millones de hispanos, uno de cada seis habitantes del país. Eso sin sumar a los más de 10 millones de indocumentados que no cuentan en las urnas –de momento- pero que están perfectamente integrados en el tejido social y laboral de la nación. Si la reforma migratoria propuesta por Obama lográ algún día superar la cerrazón republicana en el Congreso –razones tienen para bloquearla-, el viejo partido del presidente Lincoln estará por mucho tiempo en peligro en las urnas.

      Cuando hoy Obama presente a Castro ante la prensa en la Casa Blanca, en el podio habrá dos hombres con biografías similares y sueños parecidos, cada uno perteneciente a las dos minorías mayoritarias del país, pero ambos con la etiqueta de postétnicos, ya que han sido capaces de transcender las barreras de raza, grupo o clase social.

      Como Obama, Castro fue criado por su madre -mínima la presencia paterna, que hoy sin embargo asistió al acto-, Rosie Castro, una activista del movimiento chicano que luchaba en los años sesenta y setenta por los derechos de los inmigrantes. La señora Castro nació en Estados Unidos, pero fue su madre la que le abrió las puertas del sueño americano que ahora parece concretarse en uno de sus dos hijos gemelos –o los dos-. Julián –que es casi lo único que el todavía alcalde pronuncia bien en español, con la ‘j’ bien fuerte y la tilde en la ‘a’, porque no maneja el idioma de sus ancestros- tiene un hermano gemelo, cuyo nombre también empieza por ‘j’ y que desde el año pasado está afincado en Washington como miembro de la Cámara de Reprentantes de EEUU.

      “Mi abuela nunca poseyó una casa”, explicó Castro en la Convención Demócrata. “Mi abuela limpiaba las casas de otros para poder pagar el alquiler de la suya”, dijo. Victoria, la abuela del alcalde, logró ver cómo su hija se graduaba en la Universidad. No vio a Julián convertido en alcalde. Pero el sueño americano posibilitó a la familia de Victoria un ascenso social impensable en muchas otras partes del mundo. Ese que hace que, quizá, Julián Castro sea ese hispano que llegue a la Casa Blanca. La andadura en Washington acaba de comenzar.

      El hispano Julián Castro asciende a la Casa Blanca de la mano de Obama | Internacional | EL PAÍS

      14/05/2014

      Yoani Sánchez, por seu tradutor italiano

      Filed under: CIA,Cuba,Direita,Direita Miami,Mercenários,Veja,Yoani Sánchez — Gilmar Crestani @ 11:48 pm
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      Gordiano Lupi. Yoani Sánchez, il suo periodico e la mia libertà

      09 Maggio 2014

      Yoani Sánchez ha disdetto il contratto con La Stampa e ha fatto di me un uomo libero, ché fino a ieri non potevo dire quel che pensavo, visto che la traducevo. Adesso che non ho più alcun legame e che gli interessi della blogger più ricca e premiata del mondo vengono gestiti dalla sua agente, Erica Berla, posso togliermi i sassolini dalle scarpe. Mi stavano facendo un male…

      Ho avuto il torto di credere nella lotta di Yoani Sánchez ritenendola una lotta di David contro Golia, una lotta che partiva dal basso per colpire il potere, una lotta idealista per la libertà di Cuba. Mi sono dovuto rendere conto – a suon di cocenti delusioni – che l’opposizione di Yoani era lettera morta, per non dire di comodo, come per far credere al mondo che a Cuba esiste libertà di parola. Ho cominciato a dubitare che Yoani fosse non tanto un’agente della Cia – come dicevano i suoi detrattori – quanto della famiglia Castro, stipendiata per gettare fumo negli occhi. Ma anche se non fosse niente di tutto questo, basterebbe il fatto che mi sono reso conto di avere a che fare con una persona che mette al primo posto interessi per niente idealistici. Una blogger che conduce la sua vita tranquilla, che a Cuba nessuno conosce e che nessuno infastidisce, che non viene minacciata, imprigionata, zittita, che non ha problemi a entrare e uscire dal suo paese. Per la sua bella faccia mi sono preso offese e minacce di castristi e comunisti italiani, per aver condiviso una lotta inesistente, un sogno di libertà sperato da molti, ma non certo da lei, che pensava solo al denaro proveniente da premi e contratti. A questo punto non lo so se Yoani Sánchez è un’agente della Cia o della Rivoluzione Cubana. Non lo so e non m’interessa neppure di saperlo. So solo che non è la persona che credevo. Tanto mi basta.

      Un episodio su tutti avrebbe dovuto farmi aprire gli occhi sulla realtà, oltre un anno fa, quando mandai mia suocera a casa di Yoani per chiederle chiarimenti sul viaggio italiano. Ebbene, la fecero attendere sulle scale. Non la fecero passare neppure in sala. Un comportamento molto strano per un cubano del popolo. Avrei dovuto credere a mia suocera quando mi diceva: “Quella gente non lotta per la libertà di Cuba. A loro interessa solo riempirsi le tasche”. Non l’ho fatto e ho sbagliato. Ho creduto in una lotta ideale che non esisteva. In realtà lo scopo di Yoani Sánchez è sempre stato quello di diventare ricca e famosa. Adesso l’ha raggiunto. Adesso stia lontano da me, che ho perduto persino il diritto di rientrare a Cuba, mentre la principessa delle blogger entra ed esce come se fosse un moscone che un po’ ronza all’Avana, un po’ a Miami. La parola farfalla non le si addice. Moscone è il termine più confacente. Adesso Yoani Sánchez aprirà un periodico yoani-capa-vejafarlocco, come li chiamiamo qui in Italia, qualcuno dei servizi glielo traduca in cubano, io non lo so fare. Un periodico farlocco come L’Avanti di Lavitola, con tutto il rispetto per Lavitola. Aprirà un giornale, insieme ai suoi amichetti, che a Cuba non leggerà nessuno, perché consultabile on line. Ma a Yoani cosa importa? A lei basta che qualcuno lo finanzi, che si legga a Miami, tanto tanto in Spagna, che la comunità cubana continui a illudersi per una paladina inesistente.

      Fin qui abbiamo viaggiato insieme, cara Yoani. Adesso basta. Il mio viaggio prosegue da solo, lontano dalle tue mire. Tocca anche Cuba, certo, che fa parte della mia vita, anche se molti cubani mi hanno deluso. Proverò a non pensarci, per rispetto a mia moglie, che è una cubana del popolo e non ha niente a che vedere con la tua alterigia borghese. E poi, l’ha detto anche Fidel Castro che sarà la storia a decidere. Vediamo chi assolverà.

      Gordiano Lupi

      TELLUS folio

      Tradutor oficial de Yoani Sanchez na Itália lança carta denunciando a blogueira cubana como mercenária

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      Quem não se lembra da passagem meteórica pelo Brasil da “blogueira” cubana Yoani Sánchez que foi recebida no Brasil com tapete verde-amarelo pela direita tupiniquim, e em especial por órgãos da mídia corporativa. Agora, eis que o tradutor oficial de Yoani no jornal italiano “La Stampa” nos últimos seis anos, Gordiano Lupi, acaba de lançar uma espécie de carta-testemunho que detona a sua imagem de paladina da democracia em Cuba.

      Uma questão interessante nessa carta é a questão levantada por Lupi: a quem serve Yoani, ao castrismo ou aos exilados de direita em Miami?

      Abaixo minha tradução do original italiano que pode ser encontrado (Aqui! em italiano) ou (Aqui! em inglês)

      Yoani Sánchez , seu jornal é a minha liberdade

      Yoani Sanchez e Juliana AssangePor Gordiano Lupi

      Yoani Sánchez encerrou o contrato com a La Stampa e fez-me um homem livre, porque até ontem eu não poderia dizer que ele estava pensando, mas apenas fazer a tradução de suas falas. Agora que eu já não tenho qualquer ligação e que os interesses dos mais ricos e blogueira mais premiada do mundo são administrados por seu agente, Erica Beba, eu posso tirar meus sapatos de pedra que me estavam fazendo mal.

      Eu cometi o erro de acreditar na luta Yoani Sánchez, acreditar que era uma luta de David e Golias, uma luta que foi a partir de baixo para combater o poder, uma luta idealista pela liberdade de Cuba. Agora eu tenho que explicar – ao som de amargas decepções – que a oposição Yoani era letra morta, para não mencionar confortável, como se para fazer o mundo acreditar que em Cuba não há liberdade de expressão. Comecei a duvidar de que Yoani não era tanto uma agente da CIA- como diziam seus detratores – como a família Castro, mas uma assalariada para jogar areia nos nossos olhos. Mas mesmo se não fosse nada disso, bastaria dizer que eu percebi que você tem que lidar com uma pessoa que dá prioridade aos interesses de todo idealista. Um blogueira que leva a sua vida tranquila em Cuba, que ninguém sabe e ninguém incomoda, e que não é ameaçada, presa, silenciada, que não tem nenhum problema para entrar e sair da sua terra. Por seu belo rosto recebi ofensas e ameaças de seguidores de Fidel Castro e de comunistas italianos, para partilhar de uma luta que não existe, um sonho de liberdade esperado por muitos, mas certamente que não é dela, que só pensava no dinheiro proveniente de doações e contratos. Nesse ponto, eu não sei se Yoani Sánchez é uma agente da CIA ou da Revolução Cubana. Eu não sei e não me importo em saber. Eu só sei que não é a pessoa que eu pensava. E isto é suficiente para mim.

      Um episódio que me abriu os olhos à realidade, correu há mais de um ano atrás, quando eu mandei a minha sogra à casa de Yoani para pedir esclarecimentos sobre uma viagem à Itália. Bem, eles a fizeram esperar nas escadas. Nem sequer a deixaram ir para um quarto. Um comportamento muito estranho para o povo cubano. Eu deveria ter acreditado na minha sogra, quando ela me disse: ” Essas pessoas não lutam pela liberdade de Cuba Elas estão interessadas ​​apenas encher os bolsos”. Eu não acreditei na minha sogra e estava errado. Eu acreditava em uma luta ideológica que não existia. Na verdade, o objetivo de Yoani Sánchez foi sempre a de se tornar rica e famosa. Agora, ela conseguiu. Agora poderá ficar longe de mim , pois eu mesmo perdi o direito de voltar a Cuba, enquanto a princesa de blogueiros pode entrar e sair, como se fosse uma mosca que fica  zumbindo em Havana e um pouco em Miami. A palavra borboleta não combina com ela, pois mosca-varejeira é o termo mais apropriado . Agora Yoani Sánchez vai abrir uma falsa revista , como as chamamos aqui na Itália , que poderá ser traduzida por outra pessoa, pois eu não irei. Um falso jornal como a “La Avanti” de Valter Lavitola , com todo o respeito para Lavitola. Yoani vai abrir um jornal , junto com seus amigos, que ninguém em Cuba não vai ler, porque só estará disponível online. Mas o que isso importa? Ela apenas quer alguém para financiá-la, e que será lido em Miami e na Espanha, onde a comunidade cubana continua a se iludir com uma paladina inexistente.

      Até agora, viajamos bastante juntos, querida Yoani. Mas suficiente é suficiente. Continuarei minha jornada sozinho, longe de suas ambições. Ele também toca Cuba é claro, que faz parte da minha vida, embora muitos cubanos tenham me decepcionado . Vou tentar não pensar sobre isso, por respeito a minha esposa, que é cubana, e não tem nada a ver com a sua arrogância burguesa. E como Fidel Castro disse que a história vai decidir, vamos ver quem vai ser absolvido.

      FONTE: http://www.tellusfolio.it/index.php?prec=%2Findex.php&cmd=v&id=17330

      Outra opinião a respeito do tour dela pelo Brasil e as pessoas que dela se aproximaram, aqui: DEIXE YOANI FALAR, MAS OUÇA CUBA TAMBÉM

      23/02/2014

      Um d’Os últimos soldados da Guerra Fria

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      EL MUNDO › ENTREVISTA A RENE GONZALEZ, EL CUBANO QUE SE INFILTRO EN LOS GRUPOS VIOLENTOS DE MIAMI

      “Fue difícil dejar el país y quedar como un traidor”

      Empezó a cumplir con la misión que le encargó el gobierno cubano al robar un avión en Cuba. Hasta el comienzo fue clandestino y ni su familia sabía que volaría a Miami para meterse en las organizaciones que buscaban montar acciones agresivas contra su país. Condenado a 15 años, es el único de Los Cinco que fue liberado. Aquí cuenta su historia.

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      Por Martín Granovsky

      Desde La Habana

      De mañana en una casa de La Habana, una ciudad inundada por especialistas que participan del congreso Universidad 2014 y por editores y escritores invitados a la Feria del Libro. El tipo con altura de basquetbolista que antes de la entrevista conversa con uno de los especialistas, Pablo Gentili, el secretario ejecutivo del Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, luce tranquilo. Es uno de los cinco cubanos que fueron procesados en Estados Unidos luego de infiltrarse en Miami para buscar información sobre los grupos violentos contrarios al gobierno de Fidel Castro. René González es el único de Los Cinco que está libre. Los otros siguen presos.

      –Me gustaría una definición de Los Cinco a cargo de uno de ellos.

      –Primero que todo, somos cubanos comunes. Somos hijos de un país que, como nosotros, ha tenido a muchos hijos. Crecimos bajo la amenaza del terrorismo, presenciando cómo se imponía sobre Cuba la muerte, desde Miami específicamente. Tuvimos que participar en entierros de compatriotas que habían sido asesinados por bandas terroristas establecidas en Miami con el apoyo del gobierno norteamericano. Y como cubanos se nos pidió que nos infiltráramos en esos grupos. Dijimos que sí y lo hicimos. Como resultado de esas acciones, el gobierno norteamericano nos detuvo en 1998 y nos sometió a un proceso fraudulento. La naturaleza de ese proceso es la que ha provocado que haya trascendido esta historia y que ya muchos nos conozcan alrededor del mundo. Hasta hoy yo soy el único que está en libertad y mis cuatro hermanos siguen en prisión. Pero, bueno, básicamente esos somos Los Cinco.

      –¿Cómo fue el inicio de la misión de infiltrarse? ¿El gobierno cubano pidió, ofreció u ordenó que lo hicieran?

      –Me piden. Esta no es una misión que se pueda ordenar. Y no sé qué hay que ofrecer. Es puro sacrificio. Al pedírmelo me insistieron en que lo pensara y me advirtieron que era una misión riesgosa. No lo pensé mucho y dije que sí.

      –¿Era una misión riesgosa o suicida?

      –Si todo salía bien, salías ileso. Nosotros no perdimos la vida, tuvimos que ir a la cárcel. Cuando yo hablo con los jóvenes en Cuba, se los digo: “Esto es una misión que si ustedes no quieren, no digan que sí”. Yo no creo que eso demerite a nadie. Sencillamente, tiene muchos riesgos y requiere de características que uno mismo ni siquiera se las imagina en el momento en que le proponen la misión. Las va descubriendo.

      –¿Qué características?

      –Soy un tipo bastante abierto y me cuesta trabajo fingir, por lo general. Y yo nunca pensé que pudiera hacerlo, realmente para mí fue lo más difícil. Incluso lo fue desde aquí. Yo a veces digo que fue más difícil aquí que allá. Porque aquí tuve que fingir antes de irme frente a mis hermanos, frente a mis compañeros, frente a la gente que me apreciaba, que me tenía en alta estima. Y, de pronto, me tuve que ir convirtiendo poco a poco en alguien distinto a lo que era. A lo mejor eso me fue ayudando, porque uno va dando pasos, pero los va dando con un poco, primero, de trabajo, un poco de dolor, porque a ti no te gusta defraudar a una persona cuya confianza tú estimas. Fue difícil tener que dejar el país y quedar para ellos como un traidor, como una persona que los había abandonado. Lo hice como lo haría cualquier otro, como cualquier policía que en cualquier país del mundo tiene que infiltrarse en una banda de delincuentes o de criminales sin ser él un criminal. Por eso cuando nos detuvieron sentí el alivio de poder volver a ser yo mismo.

      –¿En qué consistió el fingimiento inicial en Cuba?

      –De ser un militante te vas convirtiendo en una persona que empieza a decepcionarse, a desilusionarse. Pero no perdí el aprecio de mis compañeros. Las personas por lo general son generosas y se resisten a aceptar que tú cambies mucho. Eso es un instinto natural. Consideraron que yo seguía siendo buena gente. Mientras tanto renuncié a mi carrera. Era piloto. Como pasé a trabajar en deportes aéreos, había un espacio para volar.

      –¿La misión incluía robar un avión en Cuba y cruzar a la Florida?

      –Sí. Eran tiempos difíciles. En 1989 y 1990, la economía del país empezaba a sentir los efectos del derrumbe del campo socialista. Obviamente se resintió el deporte aéreo y volar se hacía más difícil. Un fin de semana logré ir a trabajar como controlador de vuelo. Por una de esas coincidencias del destino fue un argentino el que me llevó al sitio donde saltaban los paracaidistas. Se llama Santiago, un sobrino del Che que era paracaidista. Bueno, ese día me quedé en la torre. Se me dio cuando pararon los vuelos, porque el viento estaba un poco malo y no acompañaba la actividad del salto. Bajé, me monté en el avión y me lo llevé. Ya estaba en el punto de no retorno. Tenía que seguir. Una vez que sigues tienes que tener éxito, porque si no, caes preso o te matan. En realidad había pensado en que ese fin de semana me llevaría el avión en la madrugada del día siguiente. Pero cuando ellos me dicen que van a parar los vuelos, yo les insisto en que le echen gasolina al avión. Tenía 400 litros y no podían echarle más. Saqué mentalmente la cuenta. Me dije: “Bueno, con eso llego justo allá a los Cayos de la Florida”. Y, efectivamente, llegué bastante justo, pero llegué.

      –¿Con qué margen, con esos 400 litros?

      –Ninguno (risas). El vuelo duró una hora y veinte. Lo hice como un profesional, aunque el despegue fue un poco catastrófico porque me llevé el avión de la misma rampa de parqueo, sin alinearlo en la pista. El avión no estaba listo para el vuelo. Después de que lo despegué tuve que orientar todos los instrumentos en dos o tres minutos. Recuerdo bien cuando dejé la isla. El corazón se me apretó. Miré hacia atrás. Dejaba todo. Mi esposa, mi hija… Pero, bueno, el piloto se impuso. Me ocupó mucho tiempo el cálculo de la potencia, cómo hacía para irme más rápido de Cuba sin gastar demasiado combustible y después cómo reducir para ahorrar más combustible. Finalmente, subir y buscar un poco de visibilidad para encontrar los Cayos de la Florida. Y, bueno, ya al final del vuelo, la decisión de si lanzarme. En un momento pensé que tendría que tirarme en el agua porque no veía los cayos.

      –¿Paracaídas o amerizaje?

      –Amerizar cerca de algún barco.

      –¿Edad en ese momento?

      –Tenía 34 años.

      –O sea, menos de tres años el día de la Revolución Cubana, el 1ª de enero de 1959.

      –La generación mía fue una generación que absorbió mucho de la revolución. Yo nací en Chicago en 1956. Mi padre se integró en Chicago al Movimiento 26 de Julio de Fidel Castro, cuando Fidel ya estaba en Sierra Maestra. Cuando la invasión a Bahía de Cochinos, en 1961, salen a las calles a protestar y son agredidos en Chicago. Deciden que su suerte está echada con Cuba y, entonces, vienen para acá en uno de los últimos barcos que en aquella época estaban dando viajes entre Nueva York y La Habana. Yo tenía cinco años y sólo algún recuerdo. En una ocasión, mi madre fue a hacer una gestión para el viaje a Cuba y me dejó con alguna amistad o una familia. Y se le ocurrió a la persona ponerme una peluca y recuerdo a mi madre entrando y escandalizándose porque no me reconoció. Recuerdo el viaje que hicimos desde Chicago hasta Nueva York en el automóvil, algunos lugares en que paramos a comer, cómo dormíamos mi mamá y yo en la parte de atrás del auto. Y también recuerdo el viaje en el barco, imágenes así del barco, de la cocina, de la piscina del barco, Guadalupe. En Cuba, mi padre se incorporó a trabajar en la construcción de una fábrica. En ese tiempo, el Che Guevara era ministro de Industria, y se estaban construyendo muchos conglomerados industriales para unificar actividades que más bien estaban dispersas. Y, entonces, el viejo trabajó en la construcción de una fábrica de plásticos, y recuerdo que yo vi al Che ahí, casualmente, le di la mano y todo, yo tenía ocho años, ya cuando ellos terminan de construir la fábrica y el Che la inaugura en diciembre del ‘63. El Che era adorado por nosotros. Cuando él termina, pasa por entre la multitud y la gente lo empieza a saludar, y mi hermano y yo, que estábamos en la plataforma opuesta, les pedimos permiso a los viejos para ir a saludar al Che y bajamos y nos metimos entre la gente y llegamos adonde estaba él y empezamos a decirle: “Che, Che”. Me pasó la mano por la cabeza, me dio la mano. Y a mi hermano. Pero eso nunca se nos olvidó.

      –Volvamos al vuelo hacia los cayos y el objetivo de aterrizar vivo.

      Tenía que ir al Norte, pero el viento estaba fuerte por la izquierda, del noroeste. Salí, volé con potencia maximal por unos 5 o 6 minutos para alejarme rápido de las costas de Cuba, muy cerca del agua, a dos o tres metros de altura, y ya una vez que me alejé bastante reduje la potencia a potencia económica para poder volar más tiempo, más lejos. Así me mantuve un tiempo, para evadir los radares cubanos y evitar la intercepción cubana, hasta que calculé que ya debía estar cerca de los Cayos de la Florida. Entonces, decidí subir, ya despegarme del agua para buscar visibilidad. A ese régimen yo iba a unos 180 kilómetros más o menos. Empezaron los indicadores de emergencia de combustible a encenderse. Este avión tiene dos tanques, uno en cada ala, y cada uno de los tanques tiene un indicador, cuando le quedan 75 galones. Vi barcos. Decidí volar por arriba de ellos. Si después del último barco no veo tierra, a los cinco minutos regreso y me tiro en el agua al lado del barco para que me saquen. Sobrevolé el primer barco, el segundo, el tercero y empecé a contar y dije: “Bueno, aquí no hay otra, cinco minutos y, si no veo tierra, me regreso y me tiro al lado del barco”. Pasé por arriba del barco y empecé a ver el reloj. Un minuto, dos minutos, tres minutos, cuatro, cinco.. Y la tierra. Una cosa increíble. Pensaba ir a la base de Boca Chica, que es la base naval que tienen los norteamericanos en el Key West. En ese momento me sentí como Cristóbal Colón. Ya dije: “Bueno, por lo menos si me tiro en cualquier lado es pegado a la tierra y ahí llego a tierra”. Y cuando empezó a aclararse ya la visibilidad, o sea, a acercarme, lo primero que tenía delante de mí era la base de Boca Chica, o sea que todo me salió perfecto. Me tiré. Fue un aterrizaje bastante brusco. Estaba muy tenso. El avión dio varios brincos. Recuerdo que ya cuando frené el avión, me quedé en medio de la pista con el motor en bajo, y traía un termo de café, lo abrí, me serví un café, me lo tomé y tiré el termo hacia atrás. Salió dando tumbos por ahí. Y me eché hacia atrás y me empecé a relajar, hasta que llegaron las autoridades. Hay quien dice que todo aterrizaje del que tú puedas salir caminando es un buen aterrizaje. Y, bueno, ése fue el caso. El trámite fue rápido, porque yo había nacido en Estados Unidos y presenté mi inscripción de nacimiento. Ellos no sabían en realidad qué hacer conmigo porque normalmente al inmigrante lo llevan a un centro de detención de inmigración. Pero al final localizaron a mi abuela, se hizo un trámite más bien personal, con un señor de origen cubano que vivía ahí en Cayo Hueso, y él me acogió esa noche y al otro día mi abuela pagó los pasajes y me fui para Sarasota con ella.

      –¿Sin ninguna sospecha encima?

      –Mi padre no era una personalidad pública. Salí de la base y en mayo de 1990 terminé instalándome en Miami, en lo de una tía abuela. Mi familia de los Estados Unidos no era de revolucionarios pero tampoco de militantes contra la revolución. Gente buena, de buenos sentimientos, con una larga historia de relaciones entre Cuba y Estados Unidos. Gente sencillamente noble que se había ido para allá en los años ’40. Ni anticastristas ni fanáticos de la política. Su preocupación siempre ha sido familiar, tanto desde que llegué allá como incluso después del arresto y todo. Los aprecio mucho.

      –¿Cómo fue el acercamiento a los grupos anticastristas?

      –Repetía el credo. El credo de que en Cuba las personas se arrastran por las calles, de que no tienen qué comer, de que se mueren y se caen muertos, de que la policía golpea a todo mundo en todas las esquinas. Cuando tú me preguntabas ahorita sobre la capacidad para fingir, yo te decía que es más fácil fingir allá. Primero, porque no implica un desgarramiento. Pero, segundo, porque es curioso que a ellos tú lo único que tienes que hacer es decirles lo que necesitan escuchar: cosas malas de Cuba.

      –Pero muchos decían esas cosas. ¿Cuál era el plus especial?

      –La forma en que llegué. Con un avión robado. Durante unos días fui una celebridad en el Miami Herald.

      –¿Había un objetivo especial de aproximación?

      –Iba viendo las circunstancias y me iba acercando a algunos grupos. Empecé por la CUPA, la Cuban Pilots Association, que era un grupo básicamente de pilotos. Muchos habían estado en Bahía de Cochinos. Otros habían sido mercenarios en el Congo. Había algunos célebres como torturadores en América latina, como Félix Rodríguez El Gato, que fue el que asesinó al Che y también tuvo sus vínculos con los torturadores y la dictadura argentina. Hoy disfrutando de la hospitalidad y la benevolencia del gobierno que lo formó como torturador, el de los Estados Unidos. Muchos habían ido del Congo a Nicaragua. Algunos, oficiales del ejército de Fulgencio Batista. Después me vinculé a HAR, Hermanos al Rescate, más jóvenes que los otros, aunque creados por veteranos como el terrorista Luis Posada Carriles, uno de los mayores criminales del hemisferio. Mi objetivo era primariamente recolectar información y enviarla para Cuba. Después, el gobierno cubano se encargaba de procesarla, analizarla y hacer lo que pudiera para desarticular acciones terroristas de los grupos contra Cuba. De paso, conseguí que terminaran en la cárcel dos narcotraficantes vinculados a esos grupos. Y eso también ayuda a desarticularlo porque se les acaba el sostén económico. Estuve ocho años entre esos grupos, desde el ‘90 hasta el ‘98 en que fuimos arrestados. Uno era el PUND y otro el Comando de Liberación Unido, que también tenía otro narcotraficante que pudimos identificar y lo desarticulamos. Y después al final me incorporé a lo que se llamó Grupo Democracia, que se dedicó a organizar flotillas para venir a provocar a Cuba, entrar en aguas cubanas, crear problemas entre los dos gobiernos. Y ése fue el último grupo en el que entré hasta que, bueno, se produjo la detención.

      –¿Cómo reaccionó y cómo fue evolucionando la familia con el tema?

      –Yo me voy como desertor. A mis padres eso los golpeó fuerte. No se lo podía decir a nadie porque, nada, son gajes del oficio, por decirlo de alguna forma. Es fuerte, esa es una de las cosas más duras. Mi hija tenía seis años cuando salí de Cuba. Al principio mi mujer decía: “Aquí todo parece indicar que ése es un avión que es un desertor, bueno, pues tengo que asumirlo así”. Después ella me ha contado un poco la historia, ella empezó a atar cabos. Y empezó a molestar y hubo que decírselo. Pero eso tomó un tiempo.

      –¿Por qué en opinión de ustedes el proceso judicial fue fraudulento?

      –Yo me preguntaría: “¿Qué no tuvo de fraudulento?”. El sistema legal norteamericano, el sistema federal, es disfuncional. No solamente para nosotros. Normalmente ellos aplican un sistema que se apoya mucho en la capacidad de hacer una negociación de cargo. Entonces, su modus operandi es que ellos te sobrecargan, vamos a suponer que una persona traficó con diez kilogramos de cocaína, pero uno de sus asociados traficó con 30, entonces, acusan a éste también de los otros 30 y le dicen: “Bueno, te vamos a dar una sentencia de vida, pero si cooperas con nosotros te quitamos los 30, te dejamos con tus diez y te damos cinco años”. Si cooperas, los fiscales te utilizan para mentir y tienes que hacer todo lo que los fiscales pidan para que el juez dé cinco años. Y la primera mentira que esa persona tiene que aprender a decirle al jurado, que yo diría que es la mentira fundacional del sistema, es que los fiscales le prometieron eso, le propusieron eso, pero que el juez es el que decide. Estadísticamente el juez siempre decide por lo que los fiscales quieren. Y eso pasó con el caso nuestro. Y desgraciadamente eso es lo que ha llevado el caso hasta aquí. Porque efectivamente nosotros habíamos violado las leyes norteamericanas, nosotros éramos agentes no registrados, lo cual implica una sentencia de diez años como máximo, pero entonces ellos, para subir, acusaron a tres de mis compañeros de espionaje y a uno de conspiración para cometer asesinato en relación con el derribo de los aviones de Hermanos al Rescate en el año ‘96. Pero nosotros dijimos: “Vamos a juicio porque nosotros no vamos a aceptar cargos falsos”. Se complicó todo y así estamos. Yo no fui acusado de espionaje porque me ocupaba exclusivamente de grupos paramilitares. Nunca tuve nada que ver con información militar. Hubo compañeros míos que sí. Si tú no buscas información clasificada, no eres espía. No es un problema de espiar al Estado o no. Muchas personas confunden eso. Tú puedes buscar información del Estado, pero que no sea clasificada por ese Estado. Pero tú puedes buscar una información civil de una corporación que el Estado había clasificado porque le conviene mantenerla. Por ejemplo, un avance tecnológico X, y el Estado y esa corporación se ponen de acuerdo y la clasifican. Aunque esa información sea civil, si es clasificada, si tiene un cuño que dice “secreto”, tú estás cometiendo espionaje al buscar esa información. Ellos confundieron al jurado haciéndole creer que porque mis compañeros estaban buscando información de naturaleza militar, habían cometido o estaban tratando de cometer espionaje. Pero, en realidad, la información que mis compañeros estaban buscando era pública, era información visual, información de periódicos.

      –¿Quién fue el abogado?

      –Lo puso la corte. Philip Horowitz. Lo considero mi amigo. Hizo un buen trabajo. Lo que pasa es que si las instancias que tienen que impartir justicia no quieren, no importa que tú ganes. Yo comparo el caso nuestro con el caso de un corredor de 400 metros. Llega primero a la meta y el árbitro dice: “No, el que gana hoy es el segundo porque a mí me da la gana”. Esto es lo que hicieron los jueces. Todo árbitro imparcial que ha mirado el caso se ha dado cuenta de que es una barbaridad y estamos hablando…

      –¿Incluso analistas jurídicos norteamericanos?

      –Analistas jurídicos norteamericanos, asociaciones de abogados de los Estados Unidos. El comité de detenciones arbitrarias de la Comisión de Derechos Humanos de las Naciones Unidas, Amnistía Internacional, todos han emitido fallos en los que indican que el juicio fue injusto, que fue ilegal y que no se cumplieron con los estándares del debido proceso.

      –¿Cuánto tardaron ustedes cinco en dejar de fingir?

      –Hasta que no empieza el juicio, tú no puedes volver a ser quien tú eras. Mantuvimos discreción durante los dos años de preparación del juicio. Lo coordinamos. Primero no podíamos admitir que éramos agentes de Cuba. A nuestros abogados les costó trabajo también. Como no les dijimos, ellos fueron los que vinieron a Cuba. Al final el gobierno cubano confió en su profesionalismo. Y se hizo una muy buena defensa. Realmente, en el juicio de nosotros los papeles se invirtieron. Gerardo, que es caricaturista, hacía caricaturas de los fiscales, y aquellas caricaturas recorrían toda la sala incluyendo a los que nos cuidaban a nosotros y terminaban con el estenógrafo, porque la gente se empezó a dar cuenta de que el juicio era una farsa. Y se sintió en la sala. Y el día que a nosotros nos declararon culpables, esos alguaciles nos fueron pidiendo disculpas desde la sala hasta el piso. Una cosa impresionante. Tú te impresionas cuando una persona que se supone que te cuida cambia su actitud hasta decir: “Pero ¿y dónde está el espionaje? ¿Dónde está el asesinato?”. Empezaron a ver las pruebas de nosotros, las provocaciones de Hermanos al Rescate filmadas, propagandizadas en la televisión de Miami como si fuera una gracia. Y ellos mismos nos decían: “¿Pero cómo es posible que el gobierno cubano haya esperado tanto para tumbar esos aviones?”. Sin embargo, yo nunca fui enseñado a odiar a Estados Unidos. Yo creo que un país es mucho más que sus fiscales, que su gobierno, y es mucho más que el puñado de millonarios que controlan la vida de ese país.

      –El abogado Horowitz, por ejemplo, parece haber seguido reglas basadas en la defensa de las garantías individuales.

      –Desde que tomaron la decisión política de cometer esta venganza, porque al final todo esto es una venganza contra Cuba en cinco hombres, cogieron el camino errado y tuvieron que componer ese error con más errores. Y al final terminaron haciendo el ridículo en la corte, terminaron siendo el hazmerreír de todo el mundo porque ellos lo decidieron. Si ellos hubieran hecho un trabajo decente, el caso se habría resuelto de otra forma y ellos no hubieran tenido que rebajarse como se rebajaron. Y nadie cubrió realmente el juicio en la prensa norteamericana. Al principio sí, The New York Times, pero cuando el juicio empezó a mostrar su real naturaleza, se desapareció la muchacha de The New York Times y más nunca fue. Entonces, lo cubrió la prensa de Miami. La mayoría fue pagada. Y fue el juicio con cargos de espionaje más largo de la historia norteamericana. Siete meses de juicio con testimonios orales y pruebas. Testificaron tres generales norteamericanos por la defensa, voluntariamente, a defendernos a nosotros. Los fiscales tuvieron que traer a uno, a un general, que es ahora James Clapper, que es el asesor de seguridad nacional de Obama, que además tampoco pudo decir nada malo en cuanto al espionaje. Testificó un asesor del presidente norteamericano. Se trató el tema del terrorismo. El gobierno cubano contrató para presentar el recurso en la Corte Suprema a lo mejor que pudo encontrar en Washington, que es un especialista en Corte Suprema, que además es analista para la CNN: Tom Goldstein. Y Tom Goldstein estaba convencido de que él iba a poner el caso en la prensa. En Estados Unidos todos los días se discute un caso judicial. El que se comió a la mujer, el que mató al niño, el perro que se comió al vecino… Tom Goldstein presentó un brief en la Corte Suprema solidísimo, se consiguió un record en la historia norteamericana de amicus curiae, que son briefs de amigos de la corte que ponen partes desinteresadas, que incluía premios Nobel, incluía parlamentarios internacionales, incluía asociaciones internacionales de abogados, asociaciones nacionales de abogados de Estados Unidos, 12 amicus curiae, eso nunca se había visto en la Corte Suprema. Y cuando Goldstein llamó a la prensa, no fue nadie.

      –¿Cuáles son las perspectivas de los cuatro que todavía siguen presos? ¿Cuáles son las deseables y cuáles son las posibles?

      –Habría que empezar por las sentencias. Uno de mis otros compañeros que sale próximamente es Fernando González, al que lo sentenciaron a 17 años. Le sigue Antonio, hasta 2017. Ramón, hasta 2024, y Gerardo que está condenado a dos cadenas perpetuas. Este caso no se va a resolver en el ámbito legal. El ámbito legal ha sido una envoltura, para servir a una decisión política que se tomó. Se tomó la decisión política de vengarse de Cuba en cinco hombres. Hubo un panel de tres jueces que rompió con esa decisión política y después se revirtió.

      –¿Ellos mismos lo revirtieron u otra instancia?

      –Otra instancia del mismo tribunal. Pero todo ha sido una decisión política y yo creo que la solución va a ser igual: una decisión política. Puede ser usando la vía legal. De la misma forma en que le hicieron señas a los jueces para que violaran la ley, les pueden hacer señas para que la cumplan. Nosotros siempre hemos dicho es que lo único que nosotros demandamos es que se apliquen las leyes norteamericanas, que no las tergiversen, que vean los hechos, que los apliquen a sus leyes y que las apliquen.

      –¿Cómo sería en términos procesales en el caso de las cadenas perpetuas? ¿Un indulto presidencial?

      –Técnicamente el juicio concluyó. Pero hay un recurso que se le llama recurso extraordinario. El recurso sigue la misma ruta que sigue todo el caso legal. Se presenta ante la jueza. La jueza falla y se va a la Corte de Apelaciones de Atlanta. Y luego a la Corte Suprema. Ese recurso está pendiente. Y se basa en un error garrafal que cometió el abogado de Gerardo, en cuanto a la estrategia de defensa. El trató de defender bien a su cliente, pero cometió un error porque defendió a Cuba. Y los fiscales juzgaron a Cuba. Lo más fuerte que tiene este recurso es que el propio abogado reconoce su error. Pensó en un tema de un Estado contra otro y que el Estado cubano tenía derechos. Pero cometió un error: él pensó que era imposible que un jurado decente no se diera cuenta de que Cuba tenía derecho a defender su soberanía. Y en Miami no se puede encontrar un jurado decente. Ahora, los tiempos han cambiado. Hay muchas señales de que ya hay cansancio en esta política contra Cuba, señales inclusive dentro del propio Estados Unidos. Incluyendo a los cubanos que viven allí. Hace poco salió una encuesta en la que 56 por ciento de los norteamericanos decían que ya era hora de cambiar la política con Cuba. Obama ha perdido mucho tiempo tratando de congraciarse con una derecha que no lo quiere ni por negro, ni por liberal, ni por joven.

      –René, ¿cómo fue el final de la sentencia?

      –Han sido cuatro cruces. Respecto del tercero, yo cumplí mi sentencia el 7 de octubre de 2011. Desde un año antes, nosotros le pedimos a la jueza que me dejara hacer la libertad supervisada en Cuba, cosa perfectamente posible. La jueza tiene la potestad de modificar la libertad supervisada y permitir que una persona la cumpla fuera de Estados Unidos. Los fiscales siempre se propusieron que también la libertad supervisada fuera para mí y para mi familia otro castigo. Querían mantenerme separado de mi gente por tres años más. Además tenía que hacer la libertad supervisada en el mismo distrito en el que están los terroristas, los criminales que cuentan con complicidades en el FBI, en el gobierno norteamericano. Los fiscales se opusieron al pedido. Dijeron que era prematuro, que había que esperar a que cumpliera una parte de la libertad supervisada. Paralelamente los fiscales me habían propuesto que renunciara a la ciudadanía norteamericana a cambio de dejarme venir para acá. En un inicio yo me opuse.

      –¿Por qué?

      –Porque es un derecho de nacimiento. Uno no tiene por qué ceder los derechos de nacimiento. Pero después lo pensé bien y les dije a mis abogados que íbamos a aceptar la proposición de los fiscales. Me interesaba más que todo estar con mi esposa, con mis hijas, con mis padres, con mi hermano. Los fiscales simularon que estaban interesados en llegar a un acuerdo que implicara mi cesión de ciudadanía a cambio de que viniera para Cuba. Unos días antes de que yo cumpliera mi sentencia, llamaron a mi abogado y le dijeron que eso ya no estaba sobre la mesa. Días después, la jueza derogó la moción, y tuve que empezar a cumplir mi libertad supervisada en los Estados Unidos. Ahí, gracias a un amigo, pude conseguir, una casa en un lugar de la Florida, lo más lejos posible de la cárcel, viviendo en la clandestinidad, recluido prácticamente como en un monasterio, sin documentos, sin licencia de conducir, sin tarjeta de crédito.

      –¿Cuánto tiempo?

      –Fue un año y medio bastante difícil. Tenía la intención de renovar la moción, cuando hubieran pasado unos meses para que la jueza me dejara venir para acá. En febrero de 2012 estaba trabajando con mi abogado, para volver a renovar la moción, cuando mi hermano cayó gravemente enfermo. Tuvimos que posponer ese trabajo y pedirle a la jueza que me dejara venir por 15 días a ver a mi hermano. Los fiscales se opusieron también a que viniera a ver a mi hermano que estaba muriendo. Pero la jueza en este caso accedió. Por eso te digo que fue la tercera vez. Vine en abril de 2012.

      –¿Tu familia ya había ido a Estados Unidos?

      –Mis hijas, que podían, mi esposa no. A ella la deportaron y no la dejaron regresar más a verme. Yo regresé a Estados Unidos y volví en abril a incorporarme a mi libertad supervisada. Volví a empezar a trabajar con mis abogados para volver a poner la moción. Pusimos la moción en junio para que la jueza me permitiera renunciar a la ciudadanía.

      –¿De quién fue la decisión de continuar y agotar el proceso judicial?

      –Para nosotros ha sido muy importante la palabra en todo este caso. En todo este proceso nuestra ventaja nuestra ha sido moral y no vamos a regalarles esa ventaja moral. Ellos decidieron rebajarse y nosotros decidimos elevarnos.

      –¿Nunca una duda?

      –No, yo nunca dudé, yo iba a cumplir. No iba a regalarle a la jueza un argumento moral que nunca se ganó después de 15 años por una libertad supervisada. Se lo hubiera ganado antes, pero no ahora. Ni a ella ni a los fiscales. Y me río ahora porque cuando estábamos discutiendo eso con mi abogado y los funcionarios de las Bahamas, le decía a mi abogado: “Mejor que me dejen entrar, porque yo cojo un bote de Cuba y me voy para allá y me le planto a la jueza en la corte y le digo ‘ahora méteme preso’”, porque yo no iba a incumplir esa palabra que había dado. Pero, bueno, regresé, mi hermano falleció, volvimos a poner la moción, los fiscales se opusieron, y empezó un intercambio entre los fiscales y la jueza, hasta que mi padre falleció en abril de 2013. Y, entonces, ahí volvimos a poner otra vez una solicitud para venir de vacaciones a estar con la familia por el fallecimiento de mi padre. Y la renuncia a la ciudadanía norteamericana, con lo que caía el resto de la condena. Renuncié a la ciudadanía, la jueza recibió los documentos, los admitió. “Bueno, está bien, la libertad supervisada la puedes terminar en Cuba”, me dijo.

      –¿Y la familia, René?

      –Lo hemos enfrentado lo mejor que se puede. Al final, aunque ha sido tanto tiempo, para mí siempre el reencuentro con la familia ha sido como si no hubiera pasado el tiempo. Ha sido todo muy bonito, muy hermoso. Estamos juntos, estamos felices, tenemos un nieto ahora también que nos ha venido a alegrar más la vida a Olguita y a mí.

      –¿En qué oficio piensa trabajar alguien que vivió esta experiencia?

      –Como piloto me gustaría volar, pero reconozco que es muy difícil integrarme a la aviación como profesional. Creo que hay un campo ahora en la economía que se está abriendo, se están abriendo muchos experimentos, tenemos que aprender muchas cosas, y me gustaría trabajar en la economía en algo, en un proyecto de desarrollo local, pero la idea que tengo es esa, me gustaría participar en el proceso de cambio que se están produciendo: experiencias nuevas de autogestión, experiencias de relaciones más horizontales entre las empresas, entre empresas y gobiernos locales.

      –¿Y el pasado permite adaptarse a la vida cotidiana de hoy?

      –Toda experiencia te hace crecer. Si no te mata, te engorda. Y, obviamente, yo leí mucho en la cárcel. Historia, actualidad, Cuba… Me impuse un régimen de ejercicio fuerte por la mañana y por la tarde lectura, estudio. Empecé a estudiar la economía incluso en la cárcel. La Universidad de La Habana me asignaba profesores. Enviaban los materiales y estudié economía. Me propuse salir de la cárcel mejor de como entré. Dije “Bueno, si yo salgo mejor de como entré, esa va a ser mi medida de la victoria” y así fue. Yo creo que sí, que el régimen que me establecí en la cárcel me ha ayudado mucho. Yo creo que saqué lo mejor que pude.

      –Ahora, a los 57 años, después de esta historia, imaginemos una vuelta a los 34 y al pedido de una misión en los Estados Unidos. ¿La respuesta volvería a ser la misma?

      –Sí.

      martin.granovsky@gmail.com

      Página/12 :: El mundo :: “Fue difícil dejar el país y quedar como un traidor”

      30/01/2014

      Partido Só De Banqueiros

      Filed under: Cuba,FHC,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 8:14 am
      Tags:

      A cada ano que passa, o PSDB baixa mais um nível.

      É claro que se pode criticar. E se deve.

      Se a coerência já não é forte dos políticos, para o PSDB a incoerência tornou-se parte do programa. Vivêssemos num país com um pouco mais de democracia midiática e já teriam voltado às empresas de onde saíram.

      Para selar o compromisso republicano do PSDB bastaria o caso da compra da reeleição. Como é um partido cujo número de banqueiros se iguala ao de correligionários, sempre têm dinheiro para comprar suas verdades… que a mídia vende e os idiotas da manada compram. Mas só mal informados e mal intencionados continuam acreditando num sujeito em que a jornalista da Globo, Miriam Dutra, a pedido do patrão, diz que tem um filho dele, e ele acredita. Precisou os filhos da d. Ruth fazerem exame de DNA para provarem que o filho era só da mãe. Isso não sai na mídia, mas as olheiras da Dilma, sim.

      Aos desmiolados de sempre, vai aí uma pílula contra o esquecimento:

      07/12/2002 – 03h24

      FHC leva Regina Duarte e mais 30 pessoas a NY

      da Folha de S.Paulo, em Brasília

      PSDB diz que é escândalo emprestar a Cuba. Esqueceram de perguntar por que FHC emprestou

      29 de janeiro de 2014 | 18:09 Autor: Fernando Brito

      fhcfidelchavez

      O PSDB não dá para ser levado a sério.

      Perdeu completamente qualquer compostura e racionalidade na hora de criticar o governo Dilma.

      Só não é exposto ao ridículo porque a mídia brasileira também é ridícula e simplesmente repete o que as “notas oficiais” aecistas publicam no site do partido.

      Depois do “mico aéreo” e do “mico da conta do restaurante”, agora o PSDB parte para o “mico cubano”, publicando – com farta reprodução nos jornais – um comunicado em que critica os empréstimos do BNDES às obras do porto de Mariel, em cuba e diz que  os “recursos que vão para a ilha da ditadura castrista – e também para a Venezuela chavista e para outros países, notadamente os ideologicamente alinhados – são os mesmos que faltam para obras estruturantes no Brasil, em especial as de mobilidade urbana nas nossas metrópoles.”

      Ontem eu tratei a sério disso, aqui, mostrando que o dinheiro é emprestado – tem sido pago em dia – para aquisições de mercadorias e serviços no Brasil.

      Mas tem limite a cara de pau.

      Qualquer dia eu vou começar a imprimir e guardar as notícias das coisas que o governo tucano fazia e a posição “indignada” do PSDB sobre as mesmas coisas no governo petista.

      E esta é uma delas.

      Fernando Henrique diretamente e o BNDES, sob seu comando fizeram empréstimos a Cuba, aliás muito corretamente.

      Aqui está o memorando de entendimento entre Brasil e Cuba para financiar a compra de alimentos com recursos orçamentários – reparem, orçamentários, diretamente da União – através do Proex (leia-se Banco do Brasil) em US$ 15 milhões,  firmado em 1998.

      Mas foi comida, aí era humantário? E o que dizem do financiamento a ônibus de turismo para a ilha de Fidel, como está consignado no relatório de atividades do BNDES do ano de 2000?

      “(…)o apoio do BNDES a exportações de ônibus de turismo e urbanos para Cuba somou cerca de US$ 28 milhões. Cabe destacar o financiamento concedido para a aquisição de 125 ônibus Busscar com mecânica Volvo, utilizados na dinamização da atividade turística desse país, no valor total de US$ 15 milhões”

      Mas teve também para a “Venezuela chavista” de que fala a nota do PSDB:

      “Projeto da Linha IV do Metrô de Caracas (Construtora Norberto Odebrecht S.A.) – Construção do primeiro trecho, com extensão de 5,5 km. O investimento total do projeto soma US$ 183 milhões, sendo o financiamento do BNDES de US$ 107,5 milhões, correspondentes a 100% das exportações brasileiras de bens e serviços e ao seguro de crédito às exportações.”

      Uai, igualzinho ao Porto de Mariel? E com a mesma empreiteira, a Odebrecht?

      É verdade que os tucanos fazem uma ressalva: “Fosse o Brasil um país que esbanjasse dinheiro e com questões de infraestrutura e logística resolvidas, poderia até ser compreensível.”

      Fico imaginando a cara de Aécio Neves diante de algum repórter que lhe perguntasse se no governo FHC podia-se emprestar dinheiro à Cuba e à Venezuela porque não existiam problemas de logística e infra-estrutura no Brasil dos tucanos.

      PS. Aos que, pateticamente, ficam contando os dedos de FHC para sugerir que a foto é montagem, outra, para ficarem cheios de dedos…

      PSDB diz que é escândalo emprestar a Cuba. Esqueceram de perguntar por que FHC emprestou | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

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