Ficha Corrida

15/04/2016

PSB – Partido do Safo Beto

Beto Albuquerque1

A ascensão de Beto Albuquerque coincide com dois fatos: a queda do avião com Eduardo Campos, e convite do Itaú para ser vice da Marina.

O avião caiu mas a jaButicaba subiu.

Vice-Decorativo da Marina Silva, ventríloqua do Banco Itaú, Beto Albuquerque parece ter sido picado por algum tipo de inseto que o deixa com a cabeça nas nuvens.

Beto AlbuquerqueAgora chega a notícia de que o PSB, mais precisamente, seu dirigentes, estão nas mãos do capitão-de-mato da Rede Globo no Congresso, Eduardo CUnha, fica mais claro porque apagou seus twittes. Beto Albuquerque tem queda por Eduardos…

Era seu seguidor no Twitter. Quando das manobras do Eduardo Cunha, Beto postou que estava discutindo juros numa quermesse não lembro onde. No dia 19/03/2016, postei pra ele, “o golpismo pegando fogo e o fedelho brincando de ciranda cirandinha”. Ele respondeu qualquer coisa contra os juros altos no governo Dilma. Postei outros twittes, reproduzidos aqui, no dia 20/03/2016.

Mas, vejo hoje, que ele apagou todos os twittes. Por que ele teria apagado seus twittes? Ora, só pode ser culpa no cartório. Resolveu apagar as pistas que levam aos seus trinta dinheiros.

Sei que nem todos do PSB são traíras, mas Beto Albuquerque, é. Já tenho até trilha sonora pra próxima campanha do Beto Albuquerque, que vai ser o maior sucesso em Passo Fundo, Na Lama:

Pelo curto tempo que você sumiu
Nota-se aparentemente que você subiu
Mas o que eu soube a seu respeito
Me entristeceu, ouvi dizer
Que pra subir você desceu
Você desceu

Eu, que já fiz campanha por ele, junto com um amigo comum (hoje professor da UPF), quando foi candidato a deputado estadual, não importa o que ele venha a se candidatar neste estado, seja na política no condomínio ou no Internacional, estarei sempre na trincheira adversária, por uma questão de caráter, FAZENDO CAMPANHA CONTRA.

Temer articula dois ministérios para o PSB

Em troca de apoio ao impeachment de Dilma Rousseff, o vice Michel Temer sinalizou ao presidente do PSB, Carlos Siqueira, que o partido terá dois ministérios; estão cotados para ministros o ex-deputado Beto Albuquerque e o ex-governador do Espírito Santo Renato Casagrande; se aprovado a processo na Câmara, na segunda-feira começaria a se formar a futura base aliada de Temer, de acordo com aliados

15 de Abril de 2016 às 06:55

247 – Em troca de apoio ao impeachment de Dilma Rousseff, o vice Michel Temer sinalizou ao presidente do PSB, Carlos Siqueira, que o partido terá dois ministérios. Estão cotados para ministros o ex-deputado Beto Albuquerque e o ex-governador do Espírito Santo Renato Casagrande, segundo reportagem de Junia Gama, do Globo.

O peemedebista já sinalizou outros nomes para seu possível governo como José Serra e Armínio Fraga, além de dirigentes do DEM.

Aprovado a processo na Câmara, na segunda-feira começaria a se formar a futura base aliada de Temer, de acordo com aliados.

Temer articula dois ministérios para o PSB | Brasil 24/7

19/04/2015

Beto Albuquerque, um convidado à procura de uma ideia

Beto Albu querque se enturmar. Foi convidado para dar volume à claque mas é um tipo esquisito como aquele que está na sua traseira, o Caiado. Para quem, como eu, conheceu Beto Albuquerque distribuindo “santinhos” nas escadarias do Instituto de IFCH da UFRGS, nos anos 80, fica difícil entender esta metamorfose ambulante. Quando se vê Beto rodeado por Roberto Freire e Agripino Maia, coadjuvados pelo Paulinho da Força Sindical, Aécio Neves, o playboy dos helipóptero, com um “guarda-costas à procura de um cérebro”, vê-se que pelo menos uma parte da humanidade anda em círculo e se perde pelas veredas. O que puserem no copo de Beto Albuquerque no Congresso para que se tornasse adorno no Tea Party tupiniquim?  Assim fica fácil entender porque o PSB, junto com PDT, tenha sido uma dura surpresa dentre os que votaram a favor da terceirização. Beto se decompõe em vida mais rapidamente que um cadáver. O cheiro é insuportável.

Do gênero terrir: depois da marcha dos zumbis, o encontro dos vampiros.

Demóstenes Torres escreveu que Ronaldo Caiado é um a voz à procura de um cérebro. O que diria de uma reunião de Caiado com Beto Albuquerque?!

Os impolutos políticos pró-impeachment

dom, 19/04/2015 – 05:09

Atualizado em 19/04/2015 – 12:51

Luis Nassif

O jogo político no Brasil funciona assim.

Pelo modelo de financiamento político, todos – repito: todos – os partidos e políticos que compartilham alguma forma de poder entram no jogo. Não há nenhuma diferença entre PT e PSDB. A única diferença está na forma como a imprensa atua. Os aliados, ela protege; os adversários, ela massacra.

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Na 4a feira passada foi tirada uma foto histórica do encontro de lideranças da oposição com alguns dos agitadores dos protestos do dia 12 de abril (http://migre.me/pw5tJ).

Aécio Neves (PSDB-MG) foi citado em delação do doleiro Alberto Yousseff, com riqueza de detalhes, como beneficiário de esquemas de caixa 2 de Furnas. Desde 2010 está na gaveta do Procurador Geral da República um inquérito em que ele é acusado de manter contas em Liechtenstein – paraíso fiscal.

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Agripino Maia  (DEM) tem em seu currículo a acusação de receber R$ 1 milhão em propinas de um esquema que envolvia a inspeção veicular no Rio Grande do Norte. O caso está sendo analisado no STF.

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Ronaldo Caiado (DEM) foi acusado pelo ex-senador Demóstenes Torres de ter trabalhado para o bicheiro Carlinhos Cachoeira em um caso envolvendo um delegado aposentado.

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O ex-deputado federal Roberto Freire (PPS) é suspeito de envolvimento com o chamado “mensalão do DEM”. A diretora comercial da empresa Uni Repro Serviços Tecnológicos, Nerci Soares Bussamra, relatou que o PPS praticava chantagem e pedia propina para manter um contrato de R$ 19 milhões com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Freire teria sido beneficiado no esquema.

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O impoluto Paulinho da Força Sindical (SD) é acusado de ter participado de desvio de recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Foi indiciado também sob a acusação de comercializar cartas sindicais, a um preço de R$ 150 mil por carta.

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Mendonça Filho (DEM) aparece na Operação Castelo de Areia, suspeito de ter recebido R$ 100 mil de Camargo Correia. Ele admitiu ter recebido mais, R$ 300 mil, mas dentro da lei – o mesmo que alega o tesoureiro do PT.

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O deputado Carlos Sampaio (PSDB), mais votado na região de Campinas, recebeu R$ 250 mil de uma empreiteira envolvida no esquema de corrupção da Petrobras investigado na Operação Lava Jato. Sua última campanha arrecadou, oficialmente, R$ 3 milhões.

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Flexa Ribeiro (PSDB) já foi preso pela Polícia Federal em 2004, na Operação Pororoca, por fraude em licitações de grandes obras realizadas no Amapá.

Antônio Imbassahy (PSDB), quando prefeito em Salvador, em 1999, assinou contratos suspeitos com as empreiteiras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Siemens, que formavam o consórcio responsável pelo metrô da capital baiana. Estima-se um superfaturamento de R$ 166 milhões. Hoje, ele é o vice-presidente da CPI da Petrobras, que investiga desvios de verbas da estatal, onde diretores da Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa também aparecem como réus.

Escaparam da foto outros políticos impolutos, como José Serra e Aloyzio Nunes.

São esses varões de Plutarco que, graças à parceria com o Ministério Público, assumem a vanguarda da cruzada moralista nacional.

Os impolutos políticos pró-impeachment | GGN

01/10/2014

Marina e as circunstâncias

Maria et caeterva

Mas nem tudo foi ruim. A divina providência evitou que ela pegasse o mesmo avião do Eduardo Campos, mas não teve força suficiente para evitar que se espatifasse contra o muro de suas limitações. Outro ponto positivo foi trazer da ribalda Beto Albuquerque. Assim ficamos sabendo um pouco mais deste gaúcho defensor dos transgênicos. Neste caso, também serve de lição ao PT que serviu de escada a este alpinistas. Quem cria cuervos

Marina e as circunstâncias

Eduardo Maretti*

No início de setembro, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), candidato à reeleição ao mesmo cargo este ano na chapa de Dilma Rousseff, foi perguntado numa coletiva sobre a então ascensão de Marina Silva e se a campanha dele e da presidente iriam atacar a adversária do PSB. A resposta, digna de uma velha raposa da política, foi a seguinte: “Não vejo necessidade (de atacar Marina). Acho que a desconstrução eventual dela pode ser feita por outras pessoas, pelas circunstâncias. Na política é assim. As circunstâncias vão mostrando o que é melhor para o país”.

Pouco mais de três semanas depois, muitas circunstâncias concorreram para a desconstrução da candidatura de Marina Silva, inclusive, e talvez principalmente, ela própria, com suas idas e vindas, suas contradições, suas alianças obscuras e seus recuos, seu programa de governo que, para justificar mudanças súbitas, ela disse que é um “programa em movimento”. A questão da CPMF é só mais uma das já quase incontáveis “circunstâncias” previstas por Temer.

Os recuos quanto ao casamento gay, a energia nuclear, o agronegócio, a ingênua tentativa de dizer que votou a favor da CPMF em 1995 (quando votou “não”) e as hesitações, que diante da câmera, num debate, são terríveis a uma candidatura, foram algumas dessas circunstâncias. Até chegar à quase cômica situação desta segunda-feira, quando a campanha da candidata, que desde domingo comemorava o apoio do ator Mark Ruffalo (o Hulk), que gravara até um vídeo por Marina, teve de engolir o próprio ator retirar seu apoio. “Descobri que a candidata à Presidência do Brasil, Marina Silva, talvez seja contra o casamento gay. Isso me colocaria em conflito direto com ela”, escreveu Ruffalo no Tumblr.

E Aécio Neves pode mesmo virar o jogo pra cima de Marina. Hoje, o assessor de um importante dirigente do PT me disse que pesquisas internas do partido estão mostrando empate técnico entre o tucano e a ambientalista. Essa tendência será confirmada? A conferir. Faltando cinco dias para a eleição, é cada vez mais possível que a ex-favorita doutora em “Nova Política” seja rebaixada ao mesmo terceiro lugar de 2010 justamente por praticar a velhíssima “velha política”, com o perdão do pleonasmo.

A “velha política” de Marina, além de velha, demonstrou-se amadora, vacilante e falsa. Ela vem despencando vertiginosamente em todas as classes sociais e demais filtros das pesquisas, e em todas as regiões do país.

Marina e as circunstâncias | Jornal Já | Porto Alegre | Rio Grande do Sul

24/09/2014

O n’Ovo na Política

Filed under: Beto Albuquerque,Jatinho,Marina Mala Faia,Marina Silva — Gilmar Crestani @ 9:35 am
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A fêmea (an)Alfa & o macho Beto são o n’Ovo na Política?!

Marina voou 10 vezes no jato do caixa dois

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Uso do Cessna PR-AFA por Marina Silva vai de encontro com a estratégia do PSB de tentar desvincular polêmica à sua campanha à Presidência; até então, partido jogara a responsabilidade pelo avião fantasma nas costas de Eduardo Campos, que morreu no dia 13 de agosto, em acidente em Santos, trocando o CNPJ da coordenação jurídica do comitê que ex-senadora herdou; no entanto, para o especialista em Direito Eleitoral Arthur Rollo, “chapa é única e indivisível” e irregularidades podem atingir Marina

24 de Setembro de 2014 às 05:15

247 – Naufraga a estratégia do PSB para tentar desvincular Marina Silva da polêmica do avião fantasma que caiu em Santos com a equipe do então presidenciável Eduardo Campos. Reportagem do Globo aponta que a atual candidata voou dez vezes no Cessna PR-AFA, que é investigado pela Polícia Federal.

Os gastos com o uso do jato não foram declarados à Justiça Eleitoral pelo partido. Além disso, descobriu-se que a aeronave estava irregular no momento do acidente, já que os empresários que teriam emprestado o equipamento para o PSB, João Carlos Lyra e Apolo Santana Vieira, não constavam com os proprietários em registros da ANAC. A transação de venda com o grupo sucroalcooleiro paulista, AF Andrade, também é suspeita, já que envolve mais de dez depósitos diferentes, incluindo empresas laranjas.

Até então, o partido jogara a responsabilidade pelo avião fantasma nas costas de Eduardo Campos. A sigla trocou, inclusive, CNPJ da coordenação jurídica do comitê que ex-senadora herdou.

No entanto, para o especialista em Direito Eleitoral, Arthur Rollo, “chapa é única e indivisível” e irregularidades podem atingir Marina. “A Marina era vice quando o avião caiu. Qualquer problema com a cabeça da chapa também afeta o vice. Se houver processo, não será contra a chapa atual, mas a anterior”, diz.

Marina voou 10 vezes no jato do caixa dois | Brasil 24/7

06/09/2014

Depois dos transgênicos, Beto Albuquerque vai cuidar da saúde (dos Laboratórios)

beto albuquerqA lógica é simples: libera veneno que engorda e, com isso, justifica a liberação de veneno que emagrece. Mata todo mundo e ainda fica com os bolsos cheios…

A melhor coisa da escolha de Beto Albuquerque para vice da Marina foi oportunizar aos gaúchos de melhor conhece-lo. Se antes parecia um 51 (uma boa idéia), agora fica parecendo 171 (estelionatário) da nossa boa-fé.  Ele tem receita pra melhorar a saúde da Monsanto (transgênicos) e Laboratórios (emagrecedores), só não tem para a saúde do povo.

Não vivemos ditadura das agências reguladoras’, afirma vice de Marina

Autor de projeto que liberou volta de emagrecedores, Beto Albuquerque faz críticas à Anvisa

Deputado nega que sua intenção seja a de atacar a competência do órgão para regular o mercado farmacêutico

JOHANNA NUBLATDE BRASÍLIA

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não é dona "da verdade absoluta" e precisa parar de tomar decisões de forma isolada, diz o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), vice na chapa de Marina Silva (PSB) à Presidência e autor do projeto que liberou a volta dos emagrecedores ao mercado, aprovado na terça-feira (2) pelo plenário do Senado.

O texto ainda será promulgado pelo Congresso para passar a valer, o que deve ocorrer após as eleições. Com isso, ficará suspensa a decisão da Anvisa que vale desde 2011 e proíbe a venda das substâncias femproporex, mazindol e anfepramona (do grupo das anfetaminas e seus derivados), e exigia regras mais rígidas para o comércio da sibutramina.

A direção da Anvisa –que considera o uso dos anfetamínicos um risco à saúde– já fala em aprovar novas restrições à venda dos produtos, como proibir a venda dos anfetamínicos em farmácias de manipulação, onde eram mais comercializados.

À Folha, Beto Albuquerque afirmou que o Congresso tentou dialogar com a Anvisa antes da proibição mas não obteve sucesso, o que deixou pacientes graves sem alternativa de tratamento. Ele diz que foi procurado por pacientes e médicos "desesperados", mas afirma que não teve contato com a indústria de remédios no período.

"Além de não ter valorizado o debate, a Anvisa não apontou alternativas. O médico e o paciente fazem o quê? –Começou a haver todo um mercado paralelo, contrabando, e surgiram outros medicamentos [de uso off-label, ou seja, usados para emagrecer, mas originalmente registrados para outros fins]. E a Anvisa não se preocupou com essas coisas", argumenta.

Questionado sobre os riscos à saúde apontados pela Anvisa para o banimento das drogas, o deputado afirma que todos os medicamentos têm contraindicações e que cabe aos médicos avaliar os riscos e a possibilidade de uso em cada caso.

"Por isso que a Anvisa existe, para fiscalizar o uso dos medicamentos. Lógico que se usar indevidamente pode fazer mal", afirma.

COMPETÊNCIA LEGAL

O vice na chapa de Marina diz que o projeto de decreto legislativo foi proposto diante do que vê como uma "intransigência monocrática da Anvisa" e que teve o objetivo de recolocar o assunto em discussão com "sobriedade".

Albuquerque explica que não teve a intenção de questionar a competência legal da agência para regular o mercado de remédios –apesar de o projeto de decreto legislativo ser usado para sustar atos do Executivo que exorbitam o que se consideram ser suas competências.

"O recado é: tem que se criar uma solução, não pode ser só uma decisão monocrática em que os médicos não podem prescrever mais."

O deputado afirma que a Anvisa deveria chamar o setor envolvido para uma discussão antes de qualquer nova decisão. "Não vivemos a ditadura das agências."

Num eventual governo federal do PSB, aponta Albuquerque, as indicações para as agências federais seguirão só critérios técnicos: "Agência não vai ter mais indicação política", afirma.

    01/09/2014

    A amazona Messalina e o cavalo Calígula

    Marina montou no bedel para esquentar as notas do avião que lhe catapultou.

    O risco-Marina não é econômico. É político.

    cesar marina 13

    01/09/2014

    por Tereza Cruvinel

    O PT seria espancado se pregasse o cesarismo anunciado por Beto Albuquerque.


    Embora não tenha sido bem clara sobre a natureza de suas preocupações com propostas do programa de governo de Marina Silva, a presidente Dilma indicou que seus temores são relacionados com a economia: a instabilidade, a desindustrialização, a quebra da matriz energética e derivados.

    Relativamente à economia, Marina já ajoelhou e beijou a cruz para o mercado. Vem dizendo o que o setor financeiro, a indústria e até o agronegócio querem ouvir, contrariando o próprio discurso recente. Já se comprometeu com o tripé câmbio livre-metas de nflação-superavit, prometeu o BC independente. O risco maior do governo de uma candidata que na prática não tem partido político, está alojada em uma sigla de baixa densidade e expressão e vem se revelando avessa às coalizões, num presidencialismo que não pode prescindir delas, é fundamentalmente político.

    Como destaca o Brasil247, o vice de Marina, deputado Beto Albuquerque, fez ontem as declarações mais graves de toda a campanha eleitoral. Se Lula, Dilma ou qualquer candidato petista pregasse algo parecido com o que disse o vice de Marina Silva, Beto Albuquerque, estariam sendo espancados verbalmente e chamados de “populistas”, “chavistas”, “bolivarianistas” e outros “istas” que podem ser resumidos pela categoria “cesarista”: governante que, como os césares de Roma, dispensa a mediação dos partidos e das instituições e procura se entender diretamente com o povo.

    Se a “nova política” que Marina e PSB pregam descambar para a “anti-política” anunciada ontem por Beto, estamos feitos: “Depois de eleger Marina, temos de ir para as ruas e dar a ela a cobertura para que possa exigir do Congresso as mudanças necessárias ao país”, disse o companheiro de chapa. Todos os governantes que tentaram peitar o Congresso, desde a monarquia parlamentar de Dom Pedro, deram-se mal. Exceto os ditadores: Vargas no Estado Novo e os militares no pós-64. Washington Luís foi varrido pela Revolução de 30, Jânio renunciou e não voltou, Collor levou o impeachment. Jango, sem maioria parlamentar, foi “tolerado” até o momento em que, no comício da Central, em 13 de março, apelou ao povo para que o ajudasse a aprovar as reformas pressionando o Congresso. Veio o golpe.

    A coalizão que apoia Marina, composta basicamente por PSB e PPS, hoje tem 30 deputados: 24 do PSB e seis do PPS. Se as duas bancadas dobrarem de tamanho no pleito do dia 5, pela força do efeito-Marina, serão 60. Ah, “mas eu vou governar com os melhores de cada partido”, tem dito ela, falando especificamente em “melhores do PT e do PSDB”. Indivíduos não formam coalizões nem garantem maiorias. Para chegar aos 257 deputados na Câmara, sem o quê ninguém governa, ela teria que recorrer ao que chama de velha política: fazer alianças, compartilhar o poder, ceder cargos e negociar as políticas a serem votadas. Estará Marina disposta a isso? Beto informa que preferem apelar às ruas para dobrar o Congresso.

    O PSDB bem sabe o que significa a falta de estrutura e base política para governar. Mesmo sabendo que ganharia a eleição de 1994 com a força do Real, Fernando Henrique tratou de firmar aliança com o PFL. Estava certo, o PFL foi importante para a sua governabilidade. Agora, boa parte dos tucanos “marinam” discretamente acreditando que o governa lhes cairia no colo. Ainda assim, o PSDB hoje é um partido de 44 deputados. Se dobrar a bancada, uma coligação PSB-PPS-PSDB ainda estará longe da maioria. Os outros teriam que ser coagidos pelas ruas.

    Afora o Congresso, a estabilidade política exige capacidade de negociar também com os diferentes segmentos da sociedade civil: empresários, sindicatos, corporações etc. Marina tem dito que quer “ouvir”. Sua mecenas Neca Setúbal diz que ela difere de Dilma porque ouve. Ouvir é uma coisa, negociar e conciliar é outra. Na hora dos confrontos de força e interesse, ela cederá ou chamará o povo?

    “Perco o pescoço mas não perco o juízo”, disse Marina quando trombou definitivamente com o Governo Lula, recusando-se a flexibilizar posições do Ministério do Meio Ambiente em relação às licenças para acelerar as obras de construção das hidrelétricas da Amazônia, fundamentais para aumentar a oferta de energia.

    Se na Presidência ela repetir e praticar este bordão, estará mesmo arriscando o pescoço. Mas não será só o dela. Será o nosso, o da democracia que os brasileiros vêm construindo, com todos os vícios e virtudes de nosso sistema político, que precisa mesmo de reformas, mas dentro da normalidade institucional, pela via da negociação. Um presidente que sai forte das ruas deve aproveitar o momento em que transpira força e legitimidade para conduzi-la. Fernando Henrique, Lula e Dilma perderam o “timing”, a lua de mel passou, não deram prioridade à reforma política. Depois já era tarde. Mas o que Beto Albuquerque anuncia é outra coisa. É o cesarismo, com qualquer nome contemporâneo que se queira lhe dar.

    Tereza Cruvinel

    Tereza Cruvinel atua no jornalismo político desde 1980, com passagem por diferentes veículos. Entre 1986 e 2007, assinou a coluna “Panorama Político”, no Jornal O Globo, e foi comentarista da Globonews. Implantou a Empresa Brasil de Comunicação – EBC – e seu principal canal público, a TV Brasil, presidindo-a no período de 2007 a 2011. Encerrou o mandato e retornou ao colunismo político no Correio Braziliense (2012-2014). Atualmente, é comentarista da RedeTV e agora colunista associada ao Brasil 247.

    O risco-Marina não é econômico. É político. – Tereza Cruvinel

    Beto Collor

    Filed under: Beto Albuquerque,Beto Collor,BlackBosta,Fernando Collor de Mello — Gilmar Crestani @ 9:24 am
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    Depois de transformar parada de ônibus em símbolo da burguesia, Beto Albuquerque também quer transformar democracia em ditabranda, feias ecológicas em atacados de agrotóxicos. A mosca azul do poder ou o cheiro de algum agrotóxico transbordou em merda algo que já cheirava mal em Beto Albuquerque.

    Beto anuncia tática black bloc no governo Marina

    :

    O deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) fez, neste domingo, a declaração mais grave de toda a campanha eleitoral; afirmou que a ex-senadora Marina Silva não deve se preocupar com a ausência de base parlamentar no Congresso porque irá governar "com a força das ruas"; em seguida, anunciou o cerco ao Poder Legislativo: "Depois de eleger Marina, temos de ir para as ruas dar a ela a cobertura para que possa exigir do Congresso as mudanças necessárias ao país"; será que Beto pretende convocar para Brasília novas manifestações, como as que depredaram o Congresso e o Itamaraty em junho do ano passado?; será que vale também depredar agências e caixas eletrônicos do Itaú, de Neca Setúbal?; coincidência ou não, o "black bloc" Caetano Veloso foi um dos primeiros a marinar; no entanto, os outros dois presidentes que decidiram peitar o Congresso, Jânio Quadros e Fernando Collor, não terminaram seus mandatos

    1 de Setembro de 2014 às 06:47

    247 – Para quem ainda considera exagerada a comparação entre Marina Silva e os ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor, que foram eleitos prometendo uma nova política e caíram porque não tinham base parlamentar, vale a pena prestar atenção ao significado das palavras ditas, neste fim de semana, pelo deputado Beto Albuquerque (PSB-RS). Vice na chapa de Marina, ele afirmou que Marina irá governar "com a força das ruas", minimizando o fato de sua candidata não possuir nenhuma articulação política consistente.

    O mais grave, no entanto, foi a declaração seguinte, quando o vice de Marina praticamente convocou novas manifestações diante do Congresso. "As urnas, quando te dão essa força, permitem que você estabeleça uma relação política na largada. Ou seja, não vamos propor reforma tributária, reforma política, no terceiro ano. Vamos propor nos primeiros meses do primeiro ano de governo, para que esse lastro da sociedade, que está vindo conosco, permita uma negociação diferente na Câmara e no Senado. Nós vamos construir essa maioria, mas sem cacifar as velhas raposas", afirmou. Em seguida, Beto fez a ameaça: "Depois de eleger Marina, temos de ir para as ruas dar a ela a cobertura para que possa exigir do Congresso as mudanças necessárias ao país."

    O que o vice do PSB disse foi cristalino. Sem força política e sem base parlamentar, um governo Marina convocaria as ruas para emparedar o Congresso. Coincidência ou não, em junho do ano passado, quando manifestantes cercaram o Congresso Nacional e houve um princípio de incêndio no Itamaraty, foram identificados integrantes da Rede, alguns bem próximos a Marina Silva, entre as lideranças das manifestações.

    Se o novo modelo proposto por Marina e Beto, num programa de governo coordenado por Neca Setúbal, propõe suplantar o Congresso e governar "com a força das ruas", é preciso questionar se essa tática black bloc comporta também a depredação de agências bancárias, como as do Itaú?

    Ao apoiar publicamente Marina Silva, o cantor e compositor Caetano Veloso, que, no passado, se vestiu de black bloc, afirmou que é impossível ceder à luz irresistível que emana da candidatura do PSB. As declarações de Beto Albuquerque, o recuo de Marina diante do pastor homofóbico Silas Malafaia e as revelações de que ela consulta a Bíblia antes de tomar decisões prenunciam uma era de obscurantismo.

    Beto anuncia tática black bloc no governo Marina | Brasil 24/7

    29/08/2014

    E depois o Genoíno é que é corrupto!

    Filed under: Avião,Beto Albuquerque,Eduardo Campos,Marina Silva,PS(d)B — Gilmar Crestani @ 9:18 am
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    Vamos relembrar. Genoíno foi condenado porque pessoas do partido teriam cometido crime. Simplesmente porque era o Presidente, que teria obrigação de saber o que se passava abaixo. Nem Marina, nem Eduardo Campos, nem Beto Albuquerque precisam saber o que se passava com eles mesmos, passageiros do avião que caiu do céu na vida deles?!

    O Globo diz que versões “não batem”. Não, porque o jato não foi “empréstimo”, foi crime eleitoral

    28 de agosto de 2014 | 22:48 Autor: Fernando Brito

    novojato

    O jornal O Globo publica que as “explicações” de Marina Silva sobre a situação do jato que caiu com Eduardo Campos se contradizem com as dadas pelo PSB, em nota oficial.

    Não há nenhuma contradição: tudo, inclusive a escolha das palavras, é tortuosamente construído para não dizer a verdade: o avião foi comprado, através de depósitos fraudulentos, feitos através de empresas fantasmas, por um grupo de empresários encabeçado pelo senhor Apolo Santana Vieira, um homem acusado de contrabando.

    Nua e crua é esta a verdade e as tais “explicações” ão ser aqui desmontadas de forma muito clara.

    1. O “empréstimo”.

    Em primeiro lugar, você empresta o que é seu. Se não é seu, não pode emprestar. O avião não era dos empresários, para que pudesse ser emprestado. Estava sendo adquirido não para o uso daqueles empresários ou de suas empresas, mas específicamente para Eduardo Campos fazer sua campanha presidencial. Tanto é que foi levado à sua aprovação, num voo de teste, em 8 de maio, de Congonhas a Uberaba.

    2- O “empréstimo” ia ser “ressarcido”

    Empréstimo não é “ressarcido” nem pago. Se é pago, é aluguel, não empréstimos. O seu senhorio não “empresta” o apartamento onde você mora nem você o “ressarce” todo mês. Ele o aluga e você paga o aluguel.

    3-Mas poderia haver “aluguel” do avião a Campos e ao PSB?

    Poderia, se a AF Andrade ou a Bandeirantes Companhia de Pneus fossem empresas de táxi aéreo, o que não são, Neste caso estariam exercendo uma atividade ilegal, para a qual não habilitadas. Empresas de táxi aéreo poderiam até doar horas de vôo ao candidato, desde que as declarassem assim, contabilizando pelo valor que têm. Mas uma empresa só pode doar serviço se este for um serviço que presta nas suas própria funções. Se for serviço de outra empresa, estará pagando e, então, não pode fazer, tem de doar o dinheiro ao candidato e ele que pague.

    4- Quem pagou três meses de despesas do avião?

    Um jato não voa centenas de horas sem custos significativos. São milhares de litros de querosene de aviação, salários, alimentação e diárias de hotel de dois pilotos, hangar, taxas aeroportuárias. Fazer cada uma estas despesas significa assumir o controle operacional do avião e, até agora, ninguem seque dignou-se a perguntar quem os pagou.

    Vejam que sequer entrei na questão das irregularidades da compra do avião, feita de maneira ardilosa e ilegal. Essa é a questão de legislação fiscal e penal.

    Trato apenas da questão sob o ponto de vista da lei eleitoral, que está sendo esbofeteada publicamente pelo PSB e por sua candidata.
    Se o Ministério Público e a Justiça Eleitoral permitirem que isso siga sem uma responsabilização, por medo “do que a mídia dirá”, porque boa parte “marinista”, será melhor revogar toda a legislação que trata de doações e de uso do poder econômico a candidatos. Qualquer um pode dar-lhes o que quiser, como quiser e deixar para passar recibo ou assinar contratos lá no final, muito depois de dados os votos do povo.

    Eu não estou sugerindo que a candidatura Marina seja cassada, que isso fique claro. Ela – e já se disse isso aqui – não tinha a obrigação de saber dos detalhes do avião conseguido por Campos e seria natural que aceitasse a sua versão. Marina é, e só depois que encampou esta farsa,cumplice na ocultação de um crime eleitoral.

    É isso o que precisa ficar claro: que há um crime eleitoral. E quem o encobre, acoberta e deixa de agir diante dele torna-se cúmplice deste embrulho que a fatalidade expôs ao Brasil

    O Globo diz que versões “não batem”. Não, porque o jato não foi “empréstimo”, foi crime eleitoral | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    Beto geneticamente modificado

    Marina aviao-da-blablaPor muito menos o líder do PS(d)B, Júlio Delgado (PSB/MG) pediu a cassação do petista André Vargas no Conselho de Ética. Tudo porque André Vargas viajou no avião do doleiro Alberto Youssef.

    Está lá no site do PS(d)B a notícia de que foi pedida a cassação por ter usado o avião. E agora vem o Beto dar uma de Albuquerque, dizer exatamente o contrário do que fizeram no Congresso. Será que a ética e a coerência também estava no avião que se espatifou no chão? A quem Beto acha que engana? Só se for a manada que o segue bovinamente! Que a Marina tem coerência mais elástica que borracha de seringal é fato, que o Beto Albuquerque sempre foi transgênico também.

    Vice do PSB diz que avião não é problema do partido

    Beto Albuquerque afirma que proprietários é que devem responder por jato

    Deputado pelo PSB blindou a candidata e disse que ‘ninguém pergunta ao taxista se o táxi é roubado’

    DO ENVIADO A SERTÃOZINHODE SÃO PAULO

    Candidato a vice na chapa de Marina Silva, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) disse nesta quinta-feira (28) que o imbróglio envolvendo a venda do avião que caiu em Santos e provocou a morte do então candidato Eduardo Campos "não é problema" do partido.

    Em entrevista após visita à Fenasucro (evento do setor sucroenergético), Beto tentou blindar Marina, que não respondeu a nenhuma das três perguntas sobre a aeronave.

    "Isso está bastante claro. A compra do avião não é um problema nosso. Deve-se buscar os proprietários, que têm nome, sobrenome e endereço. Os custos [do uso do avião] serão lançados na prestação de contas do Eduardo Campos", afirmou.

    O jato era utilizado pela campanha de Campos desde maio. Uma das hipóteses investigadas pela PF é a de o avião ter sido comprado com recursos de caixa dois de empresários ou do próprio PSB.

    Beto também respondeu sobre o fato de a PF ter descoberto que uma das empresas envolvidas na compra do avião foi beneficiada por decreto assinado por Campos quando ele era governador, em 2011. A notícia foi publicada pelo "Valor Econômico".

    "Nenhum governo está proibido de dar incentivo fiscal para qualquer setor. Nós estamos em 2014, o benefício foi em 2011. Fazer um link entre os casos pode ser ilação."

    Ele disse ainda que o partido não tinha obrigação de pesquisar a história de compra e venda da aeronave: "Ninguém pergunta ao taxista se o táxi é roubado".

    INCENTIVOS

    Uma das empresas apresentadas como compradora do jato recebeu incentivos fiscais e linha de crédito subsidiada do governo de Pernambuco em 2011, quando Campos administrava o Estado.

    Ele renovou um decreto que reduzia os impostos para a Bandeirantes Companhia de Pneus importar o produto para carros, caminhões e máquinas agrícolas.

    O decreto original, de 2006, foi assinado pelo antecessor de Campos no governo de Pernambuco.

    O governo de Pernambuco disse que o incentivo existe desde 1999, com o objetivo de atrair investimentos e gerar empregos. Afirmou que a Bandeirantes recebeu o incentivo em 2004 e 2006, quando o atual dono da Bandeirantes, Apolo Santana Vieira, não era sócio da empresa.

    A Bandeirantes afirmou que não iria comentar os incentivos que recebeu.

    28/08/2014

    Os sete gatinhos e a marinera de funeral

    Filed under: Beto Albuquerque,Marina Silva,Retrocesso — Gilmar Crestani @ 9:30 am
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    Marinera, para quem não sabe, é a viúva negra que vai a funeral fazer selfies e tripudiar encima do cadáver.

    Sete motivos pelos quais Marina Silva não representa a "nova política"

    Se a sua intenção este ano é votar em uma "nova forma de fazer política", leia este texto antes de encarar a urna eletrônica

    Neca Setúbal, herdeira do Itaú e coordenadora do programa de governo de Marina Silva,
    a candidata e seu vice, Beto Albuquerque

    Por Lino Bocchini

    É comum eleitores justificarem o voto em Marina Silva para presidente nas Eleições 2014 afirmando que ela representaria uma “nova forma de fazer política”. Abaixo, sete razões pelas quais essa afirmação não faz sentido:

    1. Marina Silva virou candidata fazendo uma aliança de ocasião. Marina abandonou o PT para ser candidata a presidente pelo PV. Desentendeu-se também com o novo partido e saiu para fundar a Rede — e ser novamente candidata a presidente. Não conseguiu apoio suficiente e, no último dia do prazo legal, com a ameaça de ficar de fora da eleição, filiou-se ao PSB. Os dois lados assumem que a aliança é puramente eleitoral e será desfeita assim que a Rede for criada. Ou seja: sua candidatura nasce de uma necessidade clara (ser candidata), sem base alguma em propostas ou ideologia. Velha política em estado puro.

    2. A chapa de Marina Silva está coligada com o que de mais atrasado existe na política. Em São Paulo, o PSB apoia a reeleição de Geraldo Alckmin, e é inclusive o partido de seu candidato a vice, Márcio França. No Paraná, apoia o também tucano Beto Richa, famoso por censurar blogs e pesquisas. A estratégia de “preservá-la” de tais palanques nada mais é do que isso, uma estratégia. Seu vice, seu partido, seus apoiadores próximos, seus financiadores e sua equipe estão a serviço de tais candidatos. Seu vice, Beto Albuquerque, aliás, é historicamente ligado ao agronegócio. Tudo normal, necessário até. Mas não é “nova política”.

    3. As escolhas econômicas de Marina Silva são ainda mais conservadoras que as de Aécio Neves. A campanha de Marina é a que defende de forma mais contundente a independência do Banco Central. Na prática, isso significa deixar na mão do mercado a função de regular a si próprio. Nesse modelo, a política econômica fica nas mãos dos banqueiros, e não com o governo eleito pela população. Nem Aécio Neves é tão contundente em seu neoliberalismo. Os mentores de sua política econômica (futuros ministros?) são dois nomes ligados a Fernando Henrique: Eduardo Giannetti da Fonseca e André Lara Rezende, ex-presidente do BNDES e um dos líderes da política de privatizações de FHC. Algum problema? Para quem gosta, nenhum. Não é, contudo, “uma nova forma de se fazer política”.

    4. O plano de governo de Marina Silva é feito por megaempresários bilionários. Sua coordenadora de programa de governo e principal arrecadadora de fundos é Maria Alice Setúbal, filha de Olavo Setúbal e acionista do Itaú. Outro parceiro antigo é Guilherme Leal. O sócio da Natura foi seu candidato a vice e um grande doador financeiro individual em 2010. A proximidade ainda mais explícita no debate da Band desta terça-feira. Para defendê-los, Marina chegou a comparar Neca, herdeira do maior banco do Brasil, com um lucro líquido de mais de R$ 9,3 bilhões no primeiro semestre, ao líder seringueiro Chico Mendes, que morreu pobre, assassinado com tiros de escopeta nos fundos de sua casa em Xapuri (AC) em dezembro de 1988. Devemos ter ojeriza dos muito ricos? Claro que não. Deixar o programa de governo a cargo de bilionários, contudo, não é exatamente algo inovador.

    5. Marina Silva tem posições conservadoras em relação a gays, drogas e aborto. O discurso ensaiado vem se sofisticando, mas é grande a coleção de vídeos e entrevistas da ex-senadora nas quais ela se alinha aos mais fundamentalistas dogmas evangélicos. Devota da Assembleia de Deus, Marina já colocou-se diversas vezes contra o casamento gay, contra o aborto mesmo nos casos definidos por lei, contra a pesquisa com células-tronco e contra qualquer flexibilização na legislação das drogas. Nesses temas, a sua posição é a mais conservadora dentre os três principais postulantes à Presidência.

    6. Marina Silva usa o marketing político convencional. Como qualquer candidato convencional, Marina tem uma estrutura robusta e profissionalizada de marketing. É defendida por uma assessoria de imprensa forte, age guiada por pesquisas qualitativas, ouve marqueteiros, publicitários e consultores de imagem. A grande diferença é que Marina usa sua equipe de marketing justamente para passar a imagem de não ter uma equipe de marketing.

    7. Marina Silva mente ao negar a política. A cada vez que nega qualquer um dos pontos descritos acima, a candidata falta com a verdade. Ou, de forma mais clara: ela mente. E faz isso diariamente, como boa parte dos políticos dos quais diz ser diferente.

    Há algum mal no uso de elementos da política tradicional? Nenhum. Dentro do atual sistema político, é assim que as coisas funcionam. E é bom para a democracia que pessoas com ideias diferentes conversem e cheguem a acordos sobre determinados pontos. Isso só vai mudar com uma reforma política para valer, algo que ainda não se sabe quando, como e se de fato será feita no Brasil.

    Aécio tem objetivos claros. Quer resgatar as bandeiras históricas do PSDB, fala em enxugamento do Estado, moralização da máquina pública, melhora da economia e o fim do que considera um assistencialismo com a população mais pobre. Dilma também faz política calcada em propósitos claros: manter e aprofundar o conjunto de medidas do governo petista que estão reduzindo a desigualdade social no País.

    Se você, entretanto, não gosta da plataforma de Dilma ou da de Aécio e quer fortalecer “uma nova forma de fazer política”, esqueça Marina e ouça Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) com mais atenção.

    De Marina Silva, espere tudo menos a tal “nova forma de fazer política”. Até agora a sua principal e quase que única proposta é negar o que faz diariamente: política.

    SQN

    23/08/2014

    Beto Albuquerque: eu “játinha” um Eduardo Campos

    Filed under: Beto Albuquerque,Eduardo Campos,Jatinho,Marina Silva — Gilmar Crestani @ 10:07 am
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    Como disse a Luciana Genro, o PS(d)B é linha auxiliar do PSDB. A única diferença entre Marina e Aécio, é que enquanto este é um bunda mole, aquela é uma sem bunda. Onde um senta, sai um aeroporto; onde ela senta, morrem mosquitos. Estes são os botes salva-vidas de que dispõe a direita e seus amigos dos grupos mafiomidiáticos. Se nem os velhos parceiros confiam neles, porque alguém medianamente informado confiaria.

    Esses são os “novos na política” que o Instituto Millenium tenta vender via ANJ e Friboi

    A campanha dos jatinhos

    23 de agosto de 2014 | 09:52 Autor: Miguel do Rosário

    (Na foto, Campos e Guedes)

    (Na foto, Campos e Guedes)

    Daqui a alguns anos, quando alguém for estudar a história da campanha presidencial de 2014, poderá sentir-se inclinado a denominá-la de “a campanha dos jatinhos malditos”.

    O candidato Aécio Neves até hoje não consegue responder aos eleitores porque cargas d’água construiu um aeroporto na fazenda de seu tio, a seis quilômetros de sua própria fazenda, e entregou as chaves a seus parentes. Por que manteve o aeroporto fechado durante todos esses anos, tratando-o apenas como propriedade privada, já que ele admite que o usou por “algumas poucas vezes”.

    E agora temos os jatinhos de Campos. Um deles foi talvez responsável por uma das piores tragédias políticas da nossa história, a morte de um candidato a uma semana antes do início do programa eleitoral na TV, um fato que provocou uma grande reviravolta no quadro eleitoral.

    O Fernando já iniciou uma série de matérias sobre a existência de um segundo jatinho, e sobre a empresa que emprestou um outro jatinho para Campos.

    E hoje, mais uma novidade. Segundo o Estadão, a Polícia Federal investiga se o jatinho acidentado pertencia ao sócio de Campos, Aldo Guedes. Os dois são sócios na Fazenda Esperança, de 210 hectares, e na Agropecuária Nossa Senhora de Nazaré, em Brejão (PE). Guedes também é casado com uma prima de Campos.

    Agentes da PF disseram à reportagem ter informações de que Guedes intermediou a compra feita em nome de três empresários pernambucanos (da Bandeirantes Pneus) e cuidou da contratação dos pilotos.

    Nomeado por Campos em 2007, Guedes é o atual presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás). Antes, Guedes trabalhou no Ministério da Ciência e Tecnologia, ocupando o cargo de “coordenador-geral de captação de recursos”.

    Ora, segundo apurado por este blog, João Paulo Lyra Pessoa de Melo, o filho ou o pai, um dos sócios da Bandeirantes, também ocupou o cargo de assessor no Ministério.

    A história está se complicando. E, a julgar pelo editorial do Estadão de hoje, “A candidata impõem medo”, a grande mídia  – que é organicamente tucana – não dará trégua ao PSB.

    A campanha dos jatinhos | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    21/08/2014

    Partido de aluguel

    Filed under: Agrotóxicos,Beto Albuquerque,Marina Silva,PS(d)B,REDE — Gilmar Crestani @ 10:01 am
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    Marina de TroiaO condomínio está em polvorosa.

    Por enquanto, balança mas ainda não cai.

    A ambientalista da Natura & Itaú celebra casamento de conveniência com o representante do agronegócio que tem rima rica com agrotóxico. Hospedada no recém alugado PS(d)B, ve-se, pela Folha, que nem todos estão dispostos a fazer cafuné enquanto Marina embala seus sonhos na Rede estendida na nova varanda …

    A dúvida é se no mundo sonhático da Marina a companhia de Jorge Bornhausen e Roberto Freire é pesadelo ou o novo na política.

    PSB e Rede disputam comando da campanha

    Partido oficializou ontem em Brasília chapa com Marina e Beto Albuquerque

    Apesar de pressão, candidata diz que se ‘preservará’ e não subirá em palanques de Alckmin e Lindbergh

    MARINA DIASENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIANATUZA NERYRANIER BRAGONDE BRASÍLIA

    O lançamento oficial da candidatura de Marina Silva à Presidência pelo PSB nesta quarta-feira (20) foi marcado por uma tensa disputa pelo controle da campanha.

    Sete dias após o acidente aéreo que matou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, o partido aprovou por aclamação a chapa composta pela ex-senadora e pelo deputado federal gaúcho Beto Albuquerque, que assumiu o posto de vice, antes ocupado por Marina.

    Apesar da aparente harmonia, PSB e Rede –grupo político liderado pela ex-senadora– se desentenderam sobre os postos estratégicos da campanha durante uma reunião de seis horas realizada pouco antes do anúncio da chapa, em Brasília.

    A candidata marcou posição ao colocar dois homens de sua extrema confiança no comando do comitê.

    O ex-deputado Walter Feldman foi escalado para a coordenação-geral da campanha ao lado de Carlos Siqueira, primeiro secretário do PSB. Já Bazileu Margarido, que ocupava o posto que agora é de Feldman, foi nomeado para o comitê financeiro. Henrique Costa, então tesoureiro, passou a ser o adjunto.

    Integrantes do PSB afirmaram à Folha que Marina "demitiu" Siqueira, que era um dos dirigentes mais próximos a Campos. Aliados de Marina, porém, dizem que houve um mal-entendido e que Feldman foi designado para trabalhar em dupla, ajudando Siqueira na sua função.

    "É muito importante que ele [Siqueira] continue. Estamos tentando demovê-lo dessa ideia de sair da campanha", disse Feldman.

    Siqueira, no entanto, estava irredutível, segundo aliados, e deixou a reunião dizendo que "não pisaria mais" no comitê. Procurado pela Folha, ele negou o atrito.

    DOADORES INDESEJÁVEIS

    Divergências sobre possíveis fontes de recursos para a campanha também foram levantadas na longa reunião. Marina escalou Bazileu para controlar as contas e garantir que a chapa não receba dinheiro dos setores industriais de tabaco, agrotóxicos, armas e bebidas alcoólicas.

    SEM APOIO A PSDB E PT

    Em sua primeira manifestação como candidata, Marina disse que honrará os compromissos assumidos por Campos, mas sustentou que não apoiará acordos estaduais que já vinha criticando publicamente.

    "Sob a liderança de Eduardo, conseguimos 14 Estados com candidaturas em que Rede e PSB estão de acordo. Foi decidido que […] o PSB tinha o direito de ter essas alianças e que eu seria preservada de ter que apoiá-las", afirmou.

    Após fracassar na tentativa de criação de seu partido, a ex-senadora e outros integrantes da Rede aderiram ao PSB em outubro, mas foram contrários a alianças feitas pelo partido em Estados como São Paulo –onde está coligado com o tucano Geraldo Alckmin– e no Rio –onde apoia o petista Lindberg Farias. Marina defendia nomes novos, que representassem uma alternativa à polarização entre PT e PSDB.

    O PSB escalou Beto Albuquerque para representar a nova chapa nesses Estados.

    Atendendo a uma pressão do PSB, a candidata afirmou ainda que considera sua participação na legenda "tão importante" quanto a tarefa de criar seu próprio partido.

    O primeiro ato público da candidata será uma caminhada no Recife, no sábado (23).

    Nesta quinta (21), o PSB reúne em Brasília os cinco partidos nanicos aliados, PPS, PPL, PHS, PRP e PSL. Parte deles ameaça deixar a coligação sob o argumento de que não terem participado das decisões sobre a chapa.

    20/08/2014

    Deputado transgênico já produz PS(d)B

    Filed under: Beto Albuquerque,Marina Silva,PS(d)B — Gilmar Crestani @ 7:18 am
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    Os cruzamentos do mundo dos transgênicos sempre nos surpreendem. Vem aí a Ana Amélia Lemos de gravata!

    beto albuquerqVice de Marina é deputado do PSB ligado a agronegócio

    Empresas do ramo estiveram entre as principais doadoras de suas campanhas

    Presidente do partido, Roberto Amaral afirma que a viúva de Campos, Renata, era a candidata ‘dos sonhos’ da sigla

    DE BRASÍLIADO PAINELDO RECIFE

    O PSB indicou nesta terça-feira (19) o deputado federal gaúcho Beto Albuquerque, 51, líder do partido na Câmara, para a vaga de vice na chapa de Marina Silva, que nesta quarta assumirá oficialmente a candidatura à Presidência pelo partido, após a trágica morte de Eduardo Campos em um acidente de avião.

    O escolhido tem afinidade com o agronegócio –empresas do ramo estiveram entre as principais doadoras de suas últimas duas campanhas– e trabalhou, na gestão Lula, pela edição de medida provisória que liberaria o plantio de soja transgênica.

    Naquela época, Marina era ministra do Meio Ambiente e criticava a iniciativa.

    O presidente do PSB, Roberto Amaral, que anunciou a indicação do vice, disse que a viúva Renata Campos era a candidata "dos sonhos", mas recusou a indicação para se dedicar aos filhos.

    Integrantes do PSB de Pernambuco queriam uma liderança estadual como vice. Próximo à família do ex-governador e com apreço de Renata, o ex-secretário do governo de Campos Danilo Cabral chegou a ser considerado.

    A cúpula do PSB, porém, optou por Albuquerque por acreditar que ele terá melhores condições de representar os interesses da sigla no debate com o grupo de Marina, a Rede Sustentabilidade.

    Com base eleitoral no noroeste gaúcho, onde a agricultura sustenta a economia, ele defendeu interesses de cerealistas e empresas de celulose no Congresso.

    Na eleição de 2010, companhias de sementes, beneficiadoras de grãos e empresas como a Celulose Riograndense e a Klabin compuseram metade das receitas do deputado gaúcho na campanha.

    Suas últimas campanhas para deputado também receberam contribuições de uma empresa de defensivos agrícolas, de uma indústria de armas e de uma cervejaria.

    O estatuto da Rede, de Marina, veda a arrecadação de doadores desses três ramos.

    O deputado, ao mesmo tempo, também mantém vínculos com agricultores familiares do Estado. Albuquerque já foi duas vezes secretário de governos petistas no Rio Grande do Sul. Na última passagem, de 2011 a 2012, comandou a pasta da Infraestrutura e ajudou a criar a estatal de pedágios idealizada pelo governador Tarso Genro.

    Deixou o cargo, se afastou do PT e ajudou Campos a ensaiar em 2013 uma aproximação com a senadora Ana Amélia Lemos, candidata do PP e ligada ao agronegócio.

    Marina pressionou contra o acordo e o pernambucano acabou fechando coligação no Estado com o PMDB, do senador Pedro Simon. Ainda assim, Albuquerque e a ex-senadora tem boa relação.

    Filiado desde os anos 80 e um dos principais articuladores da pré-campanha de Campos, é visto por correligionários como nome com forte vínculo com a história do PSB e com o ex-governador morto.

    O primeiro ato de campanha dele com Marina deve ser uma caminhada no Recife, no fim de semana.

    O economista Eduardo Giannetti, conselheiro da candidata, defendeu nesta terça ajuste rápido dos preços das tarifas públicas no ano que vem. "Quando o carimbam como tarifaço’ soa como maldade, uma maldade contra a população. Maldade será quando faltar energia ou quando o setor de etanol quebrar e despedir centenas de milhares de pessoas."

    (BERNARDO MELLO FRANCO, DANIEL CARVALHO, FELIPE BÄCHTOLD, GABRIELA GUERREIRO, MARIANA CARNEIRO, MARIANA HAUBERT, MARINA DIAS, NATUZA NERY, PAULO GAMA E RANIER BRAGON)

    14/03/2014

    Partido Só de Babacas

    Filed under: Beto Albuquerque,Eduardo Campos,Jorge Bornhausen,Paulo Bornhausen,PS(d)B — Gilmar Crestani @ 8:40 am
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    Para se chamar de Partido Socialista Brasileiro, o mínimo que se espera é que pelo menos um de seus membros tenha apresentado algum projeto de teor socialista. Não trato do mérito, se é bom ou ruim, apenas para relacionar com o nome do partido. Com Campos, Marina e Bornhausen, o partido do Beto Albuquerque não passa de Barriga de Aluguel. Só a Bíblia, como Jonas no ventre da baleia, poderia, por uma questão de fé, justificar este realismo fantástico. Com essas caras, o PS(d)B é o velho na política, com cara de política velha.

    O maior problema de Eduardo Campos não é Marina Silva. É ele mesmo

    Postado em 11 Mar 2014

    por : Kiko Nogueira

    Campos com Bornhausen: "renovação"

    Campos com Bornhausen: “renovação”

    Eduardo Campos tem dois problemas. Um deles é Marina Silva. O outro, mais complicado, é ele mesmo.

    Em Nazaré da Mata (PE), o governador de Pernambuco e virtual presidenciável disse que “não dá mais para ter quatro anos de Dilma. O Brasil não aguenta e o povo brasileiro sabe disso”. Afirmou também, referindo-se a Dilma, que “quem acha que sabe tudo não sabe de nada”.

    Numa maratona de encontros em São Paulo, alguns deles ladeado por Marina, voltou à carga. “O arranjo político de Brasília já deu o que tinha que dar”, declarou. Dilma é “autoritária”, “foge do debate”, é “avessa ao diálogo”, vendeu uma imagem de gerente competente “que não se confirmou”, não fez a “faxina ética” que prometeu e “se acomodou” com os escândalos de corrupção” de seu governo. “Há uma crise de expectativa, uma crise política, uma crise econômica”, decretou.

    Campos está em campanha e é, até certo ponto, natural ter subido o tom. Não decola nas pesquisas, não acontece, não nada.

    Seu novo aliado é Jorge Bornhausen, ex-governador biônico de Santa Catarina, ex-senador e presidente do PFL. Hoje sem cargo, Bornhausen foi fundamental na criação do PSD de Kassab e deu uma mão a Marconi Perillo e Demóstenes Torres até o escândalo do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Seu filho, Paulo Borhausen, filiou-se ao PSB, que de socialista tem o nome.

    Mas a grande questão de Campos passa pelas ideias. Onde elas estão? O que ele propõe, enfim?

    Silêncio.

    A tática de bater é um complemento à esterilidade que ele apresenta em sua conta nas redes sociais — um apanhado de lugares comuns, como “nossa vocação é pensar grande, é trabalhar para que os grandes sonhos e projetos do povo brasileiro virem realidade. É nisso que acredito”; “Só uma economia forte e pujante na sua sustentabilidade pode trazer um futuro melhor para os brasileiros”; “O Brasil precisa de um governo que jogue limpo, que trabalhe duro para defender nossa economia, que é a base da nossa soberania nacional”; “O IBGE divulgou hoje o medíocre PIB de 2013”. E blablablá.

    Essa é a “nova política” de Eduardo Campos? No que a histeria ajuda agora? O que ele fez em Pernambuco de tão notável que o credencia a dar aulas? O estado está em 19ª posição no Atlas de Desenvolvimento Humano, aliás. Um empresário paulista que se mudou para o Recife teve dificuldades de registrar a empregada porque ninguém — ninguém — faz isso por lá.

    É de uma miopia abissal. Ao invés de Bornhausen, Campos podia ser apresentado a gente como, por exemplo, Mujica ou o papa Francisco, dois reformadores e renovadores políticos. Um excelente template. Ou a alguém à direita com um conjunto de propostas. Qualquer coisa. O que o Brasil não aguenta — como ele diz — é o mais do mesmo que ele representa.

    Sobre o Autor

    Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

    Diário do Centro do Mundo » O maior problema de Eduardo Campos não é Marina Silva. É ele mesmo

    31/10/2013

    Beto Albuquerque deveria ler, para deixar de ser capacho

    Filed under: Beto Albuquerque,InVeja,Marina Silva,PSB,Roberto Amaral — Gilmar Crestani @ 9:26 am
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    Nada mais parecido com Marina Silva do que Beto Albuquerque, ambos são movidos pela inveja. Marina, por ter sido preterida por Lula, que optou por Dilma. O bom governo de Dilma, e o ódio de Marina provam que Lula escolheu certo, como Haddad para São Paulo. Já Beto Albuquerque pisaria o pescoço da própria mãe para ser estrela de qualquer coisa, até de funeral, é um poço até aqui de mágoas. Como não alcança reunir, trabalha para dividir. Só a inveja os move. E nada mais perigoso do o ódio do invejoso.

    Salseiro no PSB: Amaral detona gurus de Marina

    Edição247-Divulgação :

    "De um lado estará o nosso adversário estratégico, o campo conservador, que trabalha sob o marco da tragédia que foi o governo neoliberal de FHC, definido como exemplar por Mailson, Malan, Armínio Fraga, Lara Rezende, Gianetti e outros, incensados no cotidiano pela mídia vassala. Do outro lado, o campo progressista", diz ele; o problema é que Lara Resende e Giannetti são hoje os principais conselheiros de Marina Silva

    31 de Outubro de 2013 às 08:30

    247 – PSB e Rede ainda terão aparar muitas arestas. Ontem, o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, publicou artigo em que combate duramente os principais conselheiros de Marina Silva no PSB: Eduardo Giannetti da Fonseca e André Lara Resende. Leia abaixo:

    De tática e de estratégia

    A eleição presidencial, do ponto de vista político-ideológico, será travada em condições mais difíceis para o campo progressista.

    Tática e estratégia são termos bastante conhecidos pelos militantes da esquerda, pois, de certa maneira, foram importados da guerra (Clausewitz, 1832) para a política, pela práxis do chamado marxismo-leninismo. A vitória, objetivo final da guerra, é a soma de conquistas e, às vezes, de derrotas, táticas. A história está repleta de exemplos paradigmáticos e um deles, dentre tantos, é o das retiradas táticas de Kutuzov, preparatórias da vitória da Rússia sobre Napoleão e o Exército francês. Com todos os riscos das simplificações, ouso dizer que estratégia (que se pode definir, latu senso, como a arte de explorar as condições de luta em proveito de determinado objetivo) é, politicamente, o objetivo final, e a tática, a ação instrumental – meio, ou, se quiserem, o movimento, ou guerra de posições (Gramsci), esta muito condicionada pelas circunstâncias.

    O pleito de 2014, já em curso, coloca na cena adversários eleitorais, e, de certa maneira, adversários políticos, na medida em que tivermos visões políticas — visão de mundo e de Brasil–, distintas (O suposto é que comunistas, socialistas, social-democratas, trabalhistas, liberais, conservadores et caterva as tenham). Adversários que deverão se definir, e se possível se distinguir entre si, em face de problemas concretos, como  saúde,  educação e  segurança, mazelas que não são causa, mas efeito da ordem capitalista, que os socialistas combatem.

    Deles é a inimiga estratégica (final), provedora de todas as injustiças sociais cevadas pelo Estado de classes e seu testamento de desigualdades econômicas, políticas e sociais, das quais resultam (pois não caíram dos céus) a disfunção da saúde pública (e não da saúde privada), a disfunção da educação pública (e não da educação privada), a disfunção da segurança pública (e não da segurança privada). O que não funciona é o SUS. O Sírio-Libanês e os Einsteins, como seus quejandos, funcionam muito bem. Para quem pode pagar. O campo progressista combate, tendo como adversário estratégico o campo conservador. Táticas, entretanto, podem ser as divergências que sempre ocorrem em nosso campo, na busca incessante de definir o melhor meio de enfrentar o inimigo estratégico, hoje, como ontem, pronto a suprimir conquistas democráticas e sociais, pois esta é a essência do capitalismo.

    O socialismo – é sempre bom lembrar – nasce da crítica ao capitalismo (e, dele conseqüente, a ditadura da burguesia sobre o proletariado, do capital sobre o trabalho) e tem como seu objetivo final (ou estratégico) a derrocada do  regime de injustiças  e sua substituição por uma sociedade sem classes, fundada, portanto, na liberdade e na igualdade. A fraternidade do Iluminismo chega por conseqüência. Mas a Revolução tout court não está posta, e não é uma expectativa vista de nosso horizonte histórico.  Por força disso que parece ser uma evidência, aqueles que contestam o capitalismo e o elegem como adversário, socialistas à frente,  optaram pela via eleitoral, dentro do capitalismo e segundo suas regras, para a disputa, imediata, do governo, e, remotamente, do poder (quem sabe quando?). Em outras palavras, os revolucionários se tornam reformistas pro tempore. Mas, lembre-se sempre, sendo tática, isto é, imposta pela oportunidade, a opção reformista não  implica, necessariamente, renúncia à revolução,  a ser pleiteada quando as condições objetivas indicarem seu momento. O problema é que muitas vezes nem reformistas conseguimos ser.

    Para os socialistas, portanto, o período eleitoral é também o rico momento de proselitismo, de defesa de suas teses, de difusão de seu programa, de conquista de adeptos. É o momento de falar ‘aos corações e mentes’, de fortalecer suas organizações e preparar as condições favoráveis para uma futura base de governo progressista.

    Por força dessas considerações, todos os objetivos eleitorais são táticos, e táticas são as alianças que a lógica dos pleitos impõe, com o peso, inclusive, das contradições programáticas, desde que não se perca de vista o combate ao adversário estratégico.

    É o retrato da realpolitik.

    A disputa pela Presidência da República, porém, não é irrelevante, ditam nossas derrotas e  nossas vitórias recentes.

    Significa a intervenção possível, hoje, na realidade que se pretende transformar, em favor do progresso das forças sociais. Se ainda não é possível revolver o Estado de classes, reformulemo-no, fazendo emergir os interesses das massas sotopostas, sempre irmãos dos interesses da Nação, do desenvolvimento, da soberania, donde, no caso brasileiro, a associação entre nacionalistas, socialistas e a esquerda de um modo geral. Dou como exemplo de iniciativa nesse sentido o governo Vargas do período democrático (1951-54). Juscelino, após a inflexão reacionária do regime tampão de Café Filho (1954-1955), reuniu o apoio popular a composições com o capital nacional e internacional. Superou as diversas tentativas de deposição e cimentou o projeto desenvolvimentista.  Jango (1961-1964) assinala a primeira grande emergência das massas em todo o período republicano. Mas emergência frustrada pelo golpe militar de 1964.  Lula (2003-2011), promove o encontro das grandes massas com o intento varguista da conciliação de classes. Manteve-se no poder, reelegeu-se e elegeu sua sucessora.

    Nessa perspectiva, podemos dizer que, com as alianças (ações táticas) possíveis, os governos Vargas (PTB-PSD) e Lula (PT-PMDB, principalmente no segundo quatriênio) lograram  perseguir o desenvolvimento (um desenvolvimentismo que eu chamaria de ‘nacional-popular’) do país como ponto de partida para realizar – não a justiça social, porque ela é impossível sob o capitalismo – mas  a emergência política, econômica e social das grandes massas, produzindo riqueza e distribuindo  renda como meio de reduzir as brutais desigualdades sociais e econômicas que fazem de nosso país um dos mais injustos do Planeta.

    O governo Dilma, não obstante a persistente crise financeira internacional, não só dá continuidade ao binômio desenvolvimento-distribuição de renda, como ousa enfrentar o capital financeiro, ao promover a baixa dos escandalosos juros praticados desde sempre em nossa economia. Esbarra, entretanto, no alto preço que o presidencialismo brasileiro, dito de ‘coalizão’, cobra para a governabilidade que fugiu das mãos de João Goulart. Rende-se, no Congresso, à base conservadora, constituída por oportunistas de todos os matizes, sob a liderança paralisante do PMDB. O fato objetivo é que nenhum governo democrático brasileiro conseguiu realizar a reforma do Estado. Os pontos principais das ‘reformas de base’ levantadas por Jango estão dramaticamente atuais.

    A disputa, portanto, dar-se-á, no plano programático-ideológico, a partir dessa realidade fática. De um lado estará o nosso adversário estratégico, o campo conservador, que trabalha sob o marco da tragédia que foi o governo neoliberal de FHC, definido como exemplar por Mailson, Malan, Armínio Fraga, Lara Rezende, Gianetti e outros, incensados no cotidiano pela mídia vassala. Do outro lado, o campo progressista, ao qual cabe   consolidar e aprofundar essas conquistas da democracia brasileira, ela própria uma conquista, como a distribuição de renda, espargindo seus benefícios por um número ainda  maior de brasileiros e, ademais, melhorando a qualidade desses benefícios.

    Prever o futuro, adiantar os fados, isso é obra de cartomantes, pitonisas e astrólogos. Não possuo esses dons. Posso, porém, ad argumentandum, projetando  para 2014  os dados de hoje,  afirmar  que as eleições presidenciais, do estrito ponto de vista político-ideológico, ressalte-se, travar-se-ão  em condições mais difíceis para o campo progressista (considerando-se a ambiência em que se desenvolveram as eleições de 2002 até aqui), posto que, a despeito das inegáveis conquistas dos últimos 10 anos, as esquerdas se acomodaram ao presidencialismo de coalizão e perderam espaço na formulação de propostas governamentais,, o que só é amenizado pela evidência de que  a direita se apresenta, partidariamente, envolta em contradições internas insuperáveis no eixo São Paulo – Minas. Não tenhamos, entretanto, ilusões. Para o imperialismo americano o Brasil é muito importante, não só do ponto de vista econômico como, principalmente, geopolítico. Na hora apropriada, a direita marchará unida, com o apoio da mídia goebbeliana, a trombetear a revisão histórica das conquistas até aqui havidas e o retorno ao delírio neoliberal.

    Essas considerações constituem um longo preâmbulo para a discussão de matéria que me parece mais de fundo: a continuidade da união das forças progressistas e de esquerda, para além do pleito de 2014, que, mirando-se o mundo do alto da ponte, é uma incidência, importante, mas apenas isso para quem pensa em termos históricos. A esquerda orgânica precisa cuidar para que as tricas e futricas (inevitáveis) da disputa eleitoral, a política menor,  não se sobreponham ao projeto da grande política, que é a construção das opções populares. E a mais didática forma de os partidos da esquerda – PSB, PT, PCdoB e PDT -revelarem esses objetivos maiores, de união na ação, é avançarem na atuação conjunta no movimento social. No momento em que, justamente, sobreleva a febre eleitoral, é hora de nossos dirigentes contemplarem o futuro que é a continuidade da ação comum nas lutas empreendidas pelos movimentos sociais.

    Ademais, qualquer que seja o pronunciamento da cidadania eleitoral, éfundamental, para nosso futuro, que os partidos do chamado ‘campo das esquerdas’ renovem e aumentem substancialmente suas presenças no Congresso, de especial na Câmara dos Deputados, onde, atualmente, somos esmagada minoria, a mercê de transações que se operam àmargem da política e de qualquer ordem de ética.

    Ninguém, a não ser os anjos no Paraíso e os paranóicos na terra, realiza  a política dos seus sonhos na Passárgada que inventou; todos fazemos a política possível (com os dados fornecidos pela realidade) no mundo real, um possível condicionado pela ordem ética de cada um.  A preeminência das circunstâncias sobre o sonho, da realidade sobre a vontade, não constitui, porém, um determinismo. Se ao agente político não é dado escolher as condições nas quais vai atuar, cabe-lhe, sempre escolher, livremente, o papel a exercer nas circunstâncias dadas.

    Leia mais em http://www.ramaral.com

    *Roberto Amaral é vice-presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), ex-ministro da Ciência e Tecnologia e ex-presidente diretor da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS)

    Salseiro no PSB: Amaral detona gurus de Marina | Brasil 24/7

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