Ficha Corrida

01/10/2014

Marina e as circunstâncias

Maria et caeterva

Mas nem tudo foi ruim. A divina providência evitou que ela pegasse o mesmo avião do Eduardo Campos, mas não teve força suficiente para evitar que se espatifasse contra o muro de suas limitações. Outro ponto positivo foi trazer da ribalda Beto Albuquerque. Assim ficamos sabendo um pouco mais deste gaúcho defensor dos transgênicos. Neste caso, também serve de lição ao PT que serviu de escada a este alpinistas. Quem cria cuervos

Marina e as circunstâncias

Eduardo Maretti*

No início de setembro, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), candidato à reeleição ao mesmo cargo este ano na chapa de Dilma Rousseff, foi perguntado numa coletiva sobre a então ascensão de Marina Silva e se a campanha dele e da presidente iriam atacar a adversária do PSB. A resposta, digna de uma velha raposa da política, foi a seguinte: “Não vejo necessidade (de atacar Marina). Acho que a desconstrução eventual dela pode ser feita por outras pessoas, pelas circunstâncias. Na política é assim. As circunstâncias vão mostrando o que é melhor para o país”.

Pouco mais de três semanas depois, muitas circunstâncias concorreram para a desconstrução da candidatura de Marina Silva, inclusive, e talvez principalmente, ela própria, com suas idas e vindas, suas contradições, suas alianças obscuras e seus recuos, seu programa de governo que, para justificar mudanças súbitas, ela disse que é um “programa em movimento”. A questão da CPMF é só mais uma das já quase incontáveis “circunstâncias” previstas por Temer.

Os recuos quanto ao casamento gay, a energia nuclear, o agronegócio, a ingênua tentativa de dizer que votou a favor da CPMF em 1995 (quando votou “não”) e as hesitações, que diante da câmera, num debate, são terríveis a uma candidatura, foram algumas dessas circunstâncias. Até chegar à quase cômica situação desta segunda-feira, quando a campanha da candidata, que desde domingo comemorava o apoio do ator Mark Ruffalo (o Hulk), que gravara até um vídeo por Marina, teve de engolir o próprio ator retirar seu apoio. “Descobri que a candidata à Presidência do Brasil, Marina Silva, talvez seja contra o casamento gay. Isso me colocaria em conflito direto com ela”, escreveu Ruffalo no Tumblr.

E Aécio Neves pode mesmo virar o jogo pra cima de Marina. Hoje, o assessor de um importante dirigente do PT me disse que pesquisas internas do partido estão mostrando empate técnico entre o tucano e a ambientalista. Essa tendência será confirmada? A conferir. Faltando cinco dias para a eleição, é cada vez mais possível que a ex-favorita doutora em “Nova Política” seja rebaixada ao mesmo terceiro lugar de 2010 justamente por praticar a velhíssima “velha política”, com o perdão do pleonasmo.

A “velha política” de Marina, além de velha, demonstrou-se amadora, vacilante e falsa. Ela vem despencando vertiginosamente em todas as classes sociais e demais filtros das pesquisas, e em todas as regiões do país.

Marina e as circunstâncias | Jornal Já | Porto Alegre | Rio Grande do Sul

30/09/2014

Marina tirou a Mega-Sena, R$ 7 milhões! E não devolveu…

A Bolsa caiu 6% ontem. O Banco Itaú caiu 7%. A natureza agradece. Diga à ventríloqua dos banqueiros que fico. Fico consternando que, com tanto dinheiro, Marina não foi capaz nem de arrumar o coque!

A pergunta que não quer calar: se Marina já tem tanto dinheiro aqui, e está caindo nas pesquisas, o que ela foi fazer segunda-feira passada nos EUA? Fazer beicinho por que a ajuda de quem a finanCIA não está dando resultado? O Instituto Millenium, que dentre outros papéis, resolveu patrulhar o Poder Judiciário, não conseguiu fazer desta casca de umbu uma sopa. Como sabe qualquer colono que se preze, casca de umbu é laxante poderosíssimo. Vai ver que foi por isso que de repente ela ascendeu aos píncaros para terminar na privada! É, Marina, saco vazio não para em pé!

Marina quis montar uma REDE mas é uma rede mais furada que as redes cearenses… Na REDE da Marina, financiada pela Natura e pelo Banco Itaú, só cai bagre e piranha!

Nunca tive nem nunca terei qualquer produto do Banco Itaú. Quero distância desta máfia que só

Instituto de Marina levou R$ 6,8 mi de Neca e Leal

:

Acionistas do Itaú e da Natura, Neca Setubal e Guilherme Leal bancaram praticamente todos os custos do Instituto Democracia e Sustentabilidade, criado por Marina Silva; ambos deram R$ 6,8 milhões, em cotas idênticas de R$ 3,4 milhões, dos R$ 7 milhões arrecadados pela entidade desde 2010; revelação foi feita pela ex-secretária-executiva da ONG, Alexandra Reschke, ao jornalista Thiago Herdy, do jornal O Globo; tanto o Itaú quanto a Natura foram multados pela Receita Federal durante o governo Dilma; o banco em R$ 18,7 bilhões e a produtora de cosméticos em R$ 628 milhões; Neca, que fala em nome da candidata sobre temas como a independência do Banco Central, também doou mais R$ 1 milhão para outra entidade criada pela ex-senadora, o Instituto Marina Silva

30 de Setembro de 2014 às 05:41

247 – Dos R$ 7 milhões arrecadados desde 2010 pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), uma das ONGs de Marina Silva, 97,1% vieram de dois empresários que têm participação ativa em sua campanha: Neca Setubal, a herdeira do Itaú que coordena o seu programa de governo, e Guilherme Leal, um dos sócios da fabricante de cosméticos Natura. Cada um contribuiu com cerca de R$ 3,4 milhões, segundo a ex-secretária-executiva da entidade, Alexandra Reschke.

A revelação foi feita por ela ao jornalista Thiago Herdy, do jornal O Globo, e publicada nesta terça-feira pelo jornal. Procurado pelo jornal, Leal confirmou ter feito a doação de R$ 3,4 milhões. Neca, que concedeu entrevistas falando em nome da candidata do PSB e defendendo temas como a independência do Banco Central, confirmou a doação, mas não o valor.

A doação de Neca não se restringe ao IDS. Ela também bancou 83% dos custos de outra ONG da candidata do PSB, o Instituto Marina Silva, com uma doação de R$ 1 milhão em 2013 (leia mais aqui).

Na entrevista ao Globo, Guilherme Leal afirmou que "ideais debatidas e consensuadas no IDS são convergentes com o ideário de Marina". Neca Setubal, por sua vez, já foi presidente da entidade, que a tem como uma das principais mantenedoras.

Durante o governo da presidente Dilma, tanto o Itaú quanto a Natura foram autuados pela Receita Federal por suposta sonegação de impostos. O banco, em R$ 18,7 bilhões, pelos efeitos da incorporação do Unibanco. A fabricante de cosméticos, em R$ 628 milhões.

Instituto de Marina levou R$ 6,8 mi de Neca e Leal | Brasil 24/7

30/08/2014

A Mala Faia!

Marina a lendia

Como Marina tenta montar o reverso de Lula

sab, 30/08/2014 – 21:22

Atualizado em 30/08/2014 – 21:23

Luis Nassif

Marina Malafaia

Antes de entrar no tema, um pedido de desculpas. No artigo “O mito do cavaleiro solitário” atribuí a Marina Silva a condenação das pesquisas com células tronco e o criacionismo. Conferindo matérias da época, fica claro que em nenhum momento Marina colocou suas convicções acima da liberdade de pesquisa da ciência.

Agora, ao tema.

O episódio Malafaia é elucidativo para entender dois pontos apontados aqui no Blog, sobre o programa e a candidatura de Marina Silva.

O primeiro, a qualidade do programa original da Rede Solidariedade.

Quem acompanha a série que escrevo sobre o Brasil 2015 poderá conferir que a maioria absoluta dos conceitos defendidos – e das críticas que faço à condução das políticas públicas – são contemplados no Programa do Solidariedade.

O segundo, a incapacidade de Marina Silva de minimamente administrar conflitos. E, de certo modo, a falta de fôlego da própria Rede para enfrentar o velho.

Dois episódios demonstram isso.

1. O caso do aprofundamento da democracia participativa, uma das grandes bandeiras atuais. Bastou uma manchete preconceituosa do Estadão para a Rede soltar uma nota informando que os conceitos criticados pelo jornal constavam de um trabalho ainda não aprovado pelos coordenadores do programa. O programa é divulgado e os conceitos continuam lá.

2. O caso LGBT, ou com essa fantástica frente modernizadora, esse centro do mais avançado pensamento das ONGs paulistas, os centuriões da modernização foram botados para correr pelo pastor Silas Malafaia.

Reverso de Lula

Não apenas isso.

No fundo, o programa da Rede Solidariedade é um tentativa de reengenharia no modelo lulista.

Lula compôs com o mercado financeiro para viabilizar suas políticas sociais; o programa de Marina pretende compor com os movimentos sociais para viabilizar sua política econômico-financeira.

No período Lula-Dilma, com todas as concessões, o ponto central foram as políticas sociais; no programa da Rede, pelo contrário, é o mercado financeiro (explico logo adiante).

Há agravantes nessa estratégia.

Os tempos são outros, não há crescimento nem espaço fiscal para atender a todas as demandas. O próximo governante terá que administrar a escassez. E aí o programa da Rede não passa no teste de consistência:

1. Os novos tempos exigem o aprofundamento da democracia social e do Estado de bem estar.  Aumenta o custo dos salários e exige um novo desenho econômico para preservar a capacidade da economia em gerar empregos de melhor valor.

2. O novo modelo só se sustenta com um salto na qualidade do emprego e das empresas. Exige uma nova política industrial, casada com planos de inovação, educação, visando garantir a oferta de empregos de maior valor agregado.

3. Definidos os dois passos anteriores, a macroeconomia precisa ser adaptada aos novos tempos. Ou seja, ela é a derivada.  No programa do Solidariedade, juros e parte fiscal são o fator dominante.

Para mostrar melhor as incongruências, compararei o programa da Rede com o que está sendo elaborado por um conjunto de especialistas – macroeconomistas, economistas sociais, urbanistas etc – ligados ao chamado novo pensamento desenvolvimentista.

Primeiro movimento: a democracia social

Nos dois casos, há grande semelhança das ideias levantadas – pelo fato de que estão rodando por aí, na cabeça de especialistas, da academia, das ONGs.

Grosso modo, podem ser divididos nos seguintes subtemas:

1. Temas ligados à qualidade de vida.,

2. Temas ligadas ao federalismo.

3. Temas ligados ao aprofundamento da democracia social.

4. Micro-reformas desburocratizantes.

Quase todas as ideias significam melhorias incrementais em relação à dinâmica das políticas sociais já existentes.

É o que explica o belíssimo capítulo do programa da Rede sobre a inclusão de crianças com deficiência na rede escolar, belíssimo nos conceitos mas ignorando uma realidade concreta, uma das mais bem sucedidas políticas públicas do país: 800 mil crianças com deficiência sendo atendidas na rede escolar, com transporte, salas especiais, planos de trabalho individualizados. Ou a proposta de ensino em período integral ignorando que já existem 4 milhões de crianças nessas condições.

Todo esse trabalho foi possível porque tanto o governo Lula como Dilma garantiu espaço no orçamento público. É aí que se dão os grandes embates políticos, com corporações, mercados e grupos sociais querendo, cada qual, seu pedaço do bolo.

Segundo movimento: a reestruturação econômica

Nesse capítulo, a lógica mercadista se apresenta em toda sua exuberância.

O trabalho dos desenvolvimentistas procura identificar novos setores dinâmicos e defender políticas de fortalecimento com uso de política de compras, conteúdo nacional, investimento em inovação, educação, financiamento etc. E o pré-sal é o ponto central dessa reestruturação.

O pré-sal some do programa da Rede. Em relação aos combustíveis fósseis, a única menção é à necessidade de reduzir sua utilização por questões ambientais.

No capítulo energia, o programa perde-se em análises recorrentes sobre o novo modelo elétrico e na defesa sonhática de formas alternativas de energia, como se a energia solar e a eólica pudessem dar conta do recado de garantir energia para as próximas décadas.

Políticas de conteúdo nacional não se limitam meramente a assegurar um percentual de produtos nas compras públicas. São o ponto de partida para programas de capacitação, envolvendo a cadeia produtiva, universidades, atração de tecnologia externa, treinamento, cursos técnicos. São peças essenciais para permitir saltos de qualidade na cadeia produtiva.

O programa da Rede limita-se a aceitar os programas de conteúdo nacional existentes, "desde que com data marcada para terminar". A ideia central continua sendo a de abrir o país para a competição externa, como se a invasão de importados e a queda da indústria decorressem da falta de competição.

Terceiro movimento: a política macroeconômica

É aí que se revela amplamente a política econômica da Rede.

Ampliação dos direitos sociais, reestruturação industrial, tudo isso depende de recursos orçamentários.

Um projeto político voltado efetivamente para o aprofundamento da democracia social e para a reestruturação econômica, não poderia conviver com dois vícios recorrentes que comprometem o orçamento público:

1.     A política de metas inflacionarias que cria o pior dos mundos para o orçamento público. Cada aumento da inflação dispara uma alta dos juros que, por sua vez, compromete parcelas cada vez maior do orçamento público, além de destruir a política cambial.

2.     Para garantir o espaço para a apropriação do orçamento pelos juros, definem-se metas de superávit fiscal incompatíveis com períodos de estagnação econômica.

Não difere do que vem sendo praticado por sucessivos governos, e agravado nos últimos anos pelos problemas de gestão econômica de uma equipe medíocre, mantida pela teimosia de Dilma..

Um upgrade do governo Dilma exigiria uma mudança corajosa nesse modelo do tripé econômico, definindo um combate radical às heranças remanescentes da inflação inercial, substituindo as metas inflacionarias por outras formas de articulação das expectativas e, principalmente, desatrelando a dívida pública da política monetária do Banco Central.

É mais fácil essa mudança ocorrer com Dilma do que com Marina. Dilma abraça o tripé por não dispor de uma equipe com fôlego para propor políticas alternativas. Já no grupo de Marina, o tripé é sagrado.

Conclusão

O programa é relevante – seria mais não fossem os recuos inacreditáveis – por levantar temas dos novos tempos, conceitos contemporâneos, principalmente partindo de organizações sociais que promovem um arejamento no pensamento anacrônico da chamada elite empresarial.

Mas é evidente que o resultado final não é a ruptura com dogmas que seguram a transição para os novos tempos. Pelo contrário: reforçam a submissão do país a um modelo econômico que se esgotou globalmente.

Como Marina tenta montar o reverso de Lula | GGN

25/08/2014

Corrupción S. A.: não há corrupto sem corruptor!

Maria et caeterva

Corrupción S. A.

Los grandes fraudes implican a empresas de todos los tamaños

La CEOE cree que lo que ocurre no es más que el reflejo de lo que pasa en la sociedad

m. fernández / f. j. pérez Madrid 23 AGO 2014 – 14:12 CEST35

A la hora de dictar una sentencia, además de aplicar las leyes, los jueces tienen en cuenta las llamadas “reglas de experiencia”, que no es más que trasladar el sentido común al derecho. Así, parece lógico que una persona que debe un dinero a una banda de narcos y que es encontrada por la policía en el maletero del coche de sus acreedores, no se ha metido allí voluntariamente. Otra regla indica que los asesinos intentan en lo posible que no haya testigos de sus crímenes.

Estos ejemplos figuran en distintas sentencias recientes del Tribunal Supremo. Una norma de lógica evidente, sin embargo, no ha llegado aún a la jurisprudencia. Es la siguiente: cuando algún cargo público cobra un soborno, por fuerza alguien le ha tenido que pagar. El protagonismo en las causas de corrupción se ha centrado casi siempre en los responsables políticos y ha orillado muchas veces a las personas, por lo general empresarios, que pagaron cantidades por verse favorecidos en sus intereses. Muchas veces, los empresarios se presentan a sí mismos como víctimas de una extorsión por la que se ven obligados a pasar si quieren hacer negocios. Sin embargo, el cohecho les permite situarse en una posición de ventaja frente a los competidores que deciden no pagar bajo cuerda, con la consiguiente alteración de las condiciones del mercado.

La propia sentencia del caso Malaya, que condenó a una decena larga de empresarios y testaferros que quisieron hacer fortuna en Marbella, rechaza todo victimismo de quienes sobornaban a los políticos. “La situación a que finalmente se vieron abocados los empresarios fue propiciada por ellos, pues conocedores de la existencia de un Plan General Urbanístico, se dejan embaucar por cantos de sirena y, guiados por un desmedido afán de lucro, aceptan regir su operación inmobiliaria por un plan parcial inexistente”. Ellos mismos se situaron, según el juez, “voluntariamente en esa difícil posición de tener que aceptar las exigencias del señor Roca”, el cerebro de la trama.

¿Tiene España una clase empresarial especialmente corrupta? “No lo creo, el nivel es el mismo que hay en el resto de la sociedad porque los empresarios somos un reflejo de ella”. El que responde es Juan Rosell, presidente de la CEOE que ha visto cómo ese cáncer ha restado muchos puntos a la imagen de su propia organización tras la encarcelación de su expresidente, Gerardo Díaz Ferrán, por el caso Marsans. “Con la corrupción tenemos que tener tolerancia cero, o menos que cero, que quien la haga, la pague. Para combatirla necesitamos una legislación clara y estricta, de modo que a la persona que cometa un delito le salga muy caro. Los delitos deberían estar suficientemente penados”, dice. Y apunta hacia uno de los principales puntos débiles del sistema: la lentitud de la justicia. “Bernard Madoff fue detenido en 2008 [por una estafa piramidal que sacudió Wall Street] y condenado un año después. Aquí entre que un caso se destapa, se investiga y se juzga pueden pasar muchísimos años”.

más información

Los empresarios corruptores son muy escurridizos. En el caso de los ERE de Andalucía la lista de empresarios imputados ronda la veintena de los 201 señalados por la juez Mercedes Alaya, y al margen de otros siete aforados. En el caso Bárcenas, pieza separada de Gürtel, que investiga la financiación irregular del PP, ninguno de los supuestos sobornos de empresas que el extesorero anotaba minuciosamente en su cuaderno han quedado acreditados, pese a que sí se ha demostrado, a través de testigos, la veracidad de otros 55 apuntes. Todos ellos, entregas de dinero negro realizadas por Luis Bárcenas a terceros, pero nunca los pagos que realmente nutrían esa caja b.

Aunque no hay que irse a los grandes sumarios para constatar que los juzgados investigan cientos de corruptelas que anidan en el ámbito más próximo a los ciudadanos y que son igualmente dañinas. Una de las más extensas es la trama empresarial montada en Galicia alrededor del grupo Vendex para captar contratos en los principales Ayuntamientos de la comunidad. Según un informe del Servicio de Vigilancia Aduanera, su modo de actuar era similar al de las “organizaciones criminales del narcotráfico o el blanqueo”. Por mordidas de 1.000 euros y hasta menos tenían a su servicio, según la investigación, a una larga lista de empleados municipales y políticos que facilitaban el amaño de concursos públicos. Y no se reprimían a la hora de hablar por teléfono de ello. No siempre las pruebas son tan claras. Bárcenas explicó así al juez un supuesto pago de una constructora al partido: “Fue una conversación […] sutil, en el sentido de: ayúdanos en la campaña, también nosotros os estamos ayudando en este tema. Yo creo que fue más de ese tono. No sabía si se pedía una comisión o no se pedía una comisión”.

Los 17 pagadores de Pujol

El caso de supuesta corrupción que afecta a Jordi Pujol Ferrusola implica también a un total de 17 sociedades que supuestamente pagaron al hijo mayor del expresidente catalán alrededor de ocho millones de euros por servicios ficticios. Estas empresas, en su mayor parte constructoras y consultoras de ingeniería y obra pública, abonaron diferentes cantidades al entramado de sociedades del primogénito de Pujol y de su exposa, Mercé Gironés, por supuestos asesoramientos en operaciones inmobiliarias. La policía, por orden del juez de la Audiencia Nacional Pablo Ruz, interrogó a los gerentes de 11 de estas empresas. La mayoría no supo justificar el precio pagado por los servicios de Pujol Ferrusola ni tenía documento alguno que probara que las empresas del hijo del expresidente de la Generalitat realizara efectivamente los trabajos. Las cantidades cobradas por Pujol Ferrusola oscilan entre el 1% y el 3% de las operaciones inmobiliarias a las que están vinculadas. La policía tiene claro que se trata de un “ejercicio de simulación para la percepción de comisiones ilegales basadas en falsas relaciones comerciales”.

Corrupción S. A. | Política | EL PAÍS

09/02/2014

Da série os que querem ensinar o que não sabem fazer

Filed under: Marina Silva,Natura — Gilmar Crestani @ 12:36 pm
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Por que a entrevista do homem da Natura cheira mal?

9 de fevereiro de 2014 | 03:36 Autor: Fernando Brito

esgotou

O engenheiro Pedro Passos, presidente do Instituto de Estudos do Desenvolvimento Industrial, ocupa duas páginas, hoje, no Estadão.

E decreta: acabou a confiança dos empresários no Governo brasileiro!

E passa a ditar um conjunto de ações que deveriam ser tomadas.

Conjunto bastante estranho para quem deveria representar a indústria brasileira.

Choque de juros.

Liberação total das importações de automóveis.

Fim dos incentivos de queda no IPI para a linha branca (fogões, lavadoras, geladeiras…).

Ele diz que o modelo de consumo (popular) está esgotado.

Mas o Dr. Pedro Passos não é um mero estudioso dos problemas da indústria.

É um dos sócios da Natura, junto com Guilherme Leal (que foi o vice da chapa de Marina Silva, em 2010 ) e Antonio Seabra.

E a Natura, depois de um crescimento fulgurante vai mal, muito mal.

Seu modelo de negócios, à base de consultoras mal pagas e que têm de arcar com o custo do giro do comércio dos produtos e enfrentam a concorrência das compras diretamente via web, ficou ultrapassado.

cosmeticos2O crescimento da Mary Kay, que entrara timidamente no Brasil em 1998 e cresceu muito e a concorrência d’O Boticário e da velha Avon, repaginada.

O mercado de cosméticos no Brasil cresceu muito – veja a tabela – e as demandas mudaram. Em uma delas, a entrada de pessoas com menor poder aquisitivo no mercado, a Natura foi extremamente lenta em adaptar-se e seus produtos adquiriram a fama de caros demais, mesmo queando, em alguns casos, se equiparavam aos concorrentes.

A empresa  , perdeu 2,9 %  participação de mercado no primeiro semestre de 2013, o segmento de cosméticos e fragrâncias, carro-chefe da companhia. Em 2012, já tinha perdido uma fatia do segmento de produtos de higiene.

partmercado

Entre 2011 e 2012 foi a única grande empresa do setor que perdeu mercado, como você no quadro ao lado.

Ninguém duvida que o segmento industrial brasileiro tem problemas e o maior deles é a dificuldade de inovar e de acessar mercados externos, que não deveriam ser problemas para a Natura e são, porque com todo o glamour ecológico que a empresa procurou emprestar-se – até participando de uma candidatura “verde”, ela não conseguiu fazer isso em grande escala.

Segunda-feira a Natura apresenta seus resultados de 2013.

Vamos ver, então, que tipo de modelo “está esgotado”.

E lá na Natura, o Dr. Passos não precisa nem de eleição para mudar, basta mandar.

Porque lá ele é o dono.

Coisa que, apesar da arrogância de suas opiniões, ele não é do Brasil.

Por que a entrevista do homem da Natura cheira mal? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

26/10/2013

Rede Ky: Marina quer enfiar no seu Itaú in Natura

Filed under: Banco Itaú,Empreendedorismo,Marina Silva,Natura — Gilmar Crestani @ 9:36 am
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Projeto de Marina, afinal, é político ou empresarial?

Edição 247/Fotos: Divulgação/Reprodução:

Cada vez mais difícil distinguir a diferença entre sonho presidencial da ex-ministra Marina Silva e os interesses de grandes grupos econômicos ligados a ela; Banco Itaú, da amiga, apoiadora e financiadora Neca Setubal muda nome de seus cartões de crédito para que passem a se chamar, exatamente, Rede, jogando o Card fora; ex-vice de Marina em 2010, Guilherme Leal alinha a sua Natura, maior fabricante nacional de cosméticos, na mesma toada: agora existe o Rede Natura a atar vendedoras e compradoras de seus produtos; essa estratégia de vulgarização da marca e associação do Rede a produtos e arranjos comerciais é mesmo boa para a política e os negócios? Ou finda por dar, como indica o grafismo do Rede (nesse caso, o cartão de crédito), um nó na cabeça do eleitor?

25 de Outubro de 2013 às 12:09

247 – Enredada entre dois grandes pesos pesados do capitalismo brasileiro, a presidenciável Marina Silva está permitindo, na prática, que a marca que ela criou e empolgou a sua militância se vulgarize.

Não se sabe, porém, até que ponto isso pode funcionar a favor dela – ou, ao contrário, acarretar um desgaste para a sua imagem pessoal e, também, para o partido que ela ainda quer criar.

Rede, neste momento, além de ser o nome da organização embrionária, também virou marca de cartão de crédito e de uma estratégia de vendas de cosméticos e produtos de higiene pessoal.

O Banco Itaú, do qual a amiga, apoiadora e financiadora de Marina, Neca Setúbal, é uma as principais herdeiras, mudou uma bandeira histórica dos cartões de crédito que administra para que passasse a ser, exatamente, tal qual a marca criada em torno da presidenciável. Os marqueteiros do Itaú jogaram fora o ‘Card’ e adotaram apenas o ‘Rede’ para, doravante, venderem seus cartões a mais e mais clientes.

A novidade foi anunciada em publicidades de páginas inteiras nos jornais de papel da mídia tradicional: Redecard agora é Rede.

E não é só. O que poderia, com boa vontade, ser chamado de coincidência singular, dobrou de tamanho.

Ex-candidato a vice de Marina em 2010, quando dedicou de sua fortuna pessoal mais de R$ 3 milhões para a campanha da parceira política, o empresário Guilherme Leal resolveu criar o Rede Natura. Trata-se de uma estratégia comercial para vender os produtos de sua linha de produção por meio de vendedoras em todo o País, que passam a estar conectadas por essa Rede de comunicação comercial.

É bonito isso?

Pode ser, de acordo com o ponto de vista. Certamente os marqueteiros do Itaú não desconsideraram o fato de que trocar a conhecida marca Redecard pela nova Rede associaria o cartão de crédito da instituição à figura política que, dia sim, dia sim, frequenta e estará presente nas páginas do noticiário político até, pelos menos, as eleições de 2014.

O bilionário Leal, igualmente, com certeza considerou vantajoso para seus negócios ter um board de coordenação de vendedoras com a marca que todas, é claro, sabem que têm tudo a ver, mercadologicamente falando, com a singela Marina.

Mas e para a presidenciável? Ter a marca de seu embrião de partido associada diretamente a tantos interesses econômicos é mesmo positivo? Não desponta, de imediato, um conflito entre seu projeto político e estratégias empresariais que, sem qualquer sutileza, se aproveitam diretamente da nuvem de milhões de pessoas que acreditam no discurso da própria Marina? Aquele discurso de um mundo melhor, mais sustentável, mais humano? A construção do paraíso na terra prometido por Marina passa, então, pelo uso de cartões de crédito Rede e cosméticos Rede, é isso?

Se, amanhã, alguma companhia quiser lançar uma cerveja PT, o Partido dos Trabalhadores vai aceitar ver sua marca de 30 anos virar cevada e espuma?

Uma alfaiataria Tucanos, por exemplo, remetendo diretamente as roupas bem cortadas dos próceres do partido faria mais bem ou mal à vintenária marca do PSDB?

Pode ser uma boa ideia para o deputado Paulinho da Força licenciar a marca Solidariedade – do partido que ele acaba de criar -  para um fabricante de bonés e camisetas ao gosto de sindicalistas?

São perguntas que se colocam a partir da associação entre o Rede, embrião de partido político, e o Rede cartão de crédito e o Rede articulação de vendedoras e simpatizantes da Natura.

Pode, é claro, dar certo. Mas dar certo para quem mesmo?

Abaixo, a respeito do mesmo assunto, comentário do jornalista Luís Nassif, do site Dinheiro Vivo:

Itaú, Natura e Marina, com a mesma imagem

sex, 25/10/2013 – 07:15 – Atualizado em 25/10/2013 – 08:05

Luis Nassif

Recentemente, a Natura lançou campanha enaltecendo suas consultoras. No anúncio, realçava a palavra “rede” e a consultora apresentada tinha semelhança física com Marina Silva.

Esta semana, o Itaú mudou o nome da Redecard – sua operadora de cartão de crédito – para apenas Rede. “Rede remete à tecnologia, agilidade e modernidade ao mesmo tempo que cria para a marca uma personalidade jovem e conectada. Uma Rede que conecta pessoas e empresas, mudando a experiência de consumo”, explicou o release do banco.

O site da Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, apregoa: “Rede é participação e acesso, é conexão entre pessoas. Com o registro da #Rede, começam processos inovadores de participação cidadã. Conecte-se”.

***

Não por coincidência, Itaú e Natura estão entre os principais apoiadores da candidatura Marina Silva.

Trata-se de uma das mais ousadas e arriscadas experiências de marketing: o investimento pesado no sentido de rede, provocando um imbricamento entre a imagem das empresas e de uma candidatura política.

***

Historicamente, poucos banqueiros ousaram participar diretamente do jogo político. E nenhum arriscou a misturar imagens de forma tão ostensiva.

Projeto de Marina, afinal, é político ou empresarial? | Brasil 24/7

29/09/2013

Caiu na Rede: o novo presente da Marina Silva

Filed under: Marina Silva,Natura,PEN — Gilmar Crestani @ 7:32 am
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A eterna candidata, que não tem opinião sobre nenhum dos fatos reais, mas tem coluna na Folha para falar sobre generalidades, está por ganhar mais alguns mimos. Desta vez Marina só precisa botar o pingo nos “is”, que o Pen ela vai levar de graça. Sortuda, essa Marina, vai ganhar uma religião nova, o Penismo da Natura!

Legenda ‘familiar’ quer atrair Marina

Executiva do PEN é composta por mulher, dois irmãos e um filho do fundador; ex-senadora rechaça a filiação

Ex-deputado cogita ‘demitir’ companheira para abrir espaço a grupo de marineiros, que tenta criar a Rede

PAULO GAMADE SÃO PAULO

Quando o presidente do PEN, Adilson Barroso, diz que está disposto a "tudo" para fazer com que Marina Silva dispute o Planalto pela sigla, talvez não esteja brincando.

Seu arranjo para atrair a ex-senadora prevê tirar a própria mulher de um cargo-chave na Executiva Nacional para acomodar o grupo de marineiros.

Ele diz, porém, que a "demissão" de Rute não deve provocar brigas: ela foi colocada no posto de secretária-geral para que o ex-deputado estadual pudesse negociar espaço na sigla "sem resistências".

Rute não é a única parente de Barroso na Executiva do PEN, o nanico Partido Ecológico Nacional, formado em 2012. O grupo tem ainda dois irmãos e um filho do ex-parlamentar –"Deste eu não abro mão, é meu herdeiro político". Os cargos vão da tesouraria à vice-presidência.

Para Barroso, a diretoria familiar não é problema. "Hoje são só esses, mas fundei o partido com [parentes em] mais da metade da Executiva." Uma irmã já foi substituída.

Desde a criação, o PEN recebeu R$ 814 mil do fundo partidário. O partido fechou 2012 com R$ 292 mil de saldo positivo em suas contas.

Com o risco de que a Rede Sustentabilidade, partido gestado por Marina, não seja criada até sábado, prazo limite para que ela possa disputar a Presidência em 2014 pela nova legenda, Barroso ofereceu-lhe o PEN, hipótese refutada pela ex-senadora. O ex-deputado diz ter marcado conversa com marineiros na quarta-feira, véspera da última sessão do Tribunal Superior Eleitoral antes do prazo final.

O PEN demorou seis anos para reunir as 492 mil assinaturas necessárias para a formalização. Começou a ser criado em 2006, quando Barroso perdeu a reeleição para a Assembleia Legislativa de São Paulo e foi alijado do PSC.

"Para conseguir as assinaturas, eu chegava nas lideranças locais e dizia: Se você cumprir as metas de abaixo-assinado, você será o presidente. Se não cumprir, mas se empenhar, será grande, mas não o presidente. Foi com esse discurso, sem nenhum centavo no bolso, que eu formei o PEN", relata.

A tática de trocar a presidência de diretórios por lotes de assinaturas contraria o que defende a Rede. "É por isso que estão montando 90 partidos no país e [ela] não consegue." Ainda assim, ele diz que "o PEN é a cara da Marina".

O enxuto programa da sigla registrado na Justiça Eleitoral é econômico nas menções ao ambiente –são três em um texto de uma página.

No site do partido, o programa é substituído pelos "Dez mandamentos para um crescimento sustentável", com mensagens como "seja amigo da natureza", e o marketing ecológico se une a mensagens cristãs. Apesar disso, Barroso –que, como Marina, é evangélico da Assembleia de Deus– diz que o partido não tem caráter religioso.

07/01/2013

Impostores do impostômetro

Filed under: Impostômetro,Impostores,Natura,Sonegação Fiscal,Sonegômetro — Gilmar Crestani @ 10:08 pm

Cadê a foto dos donos? Corrupto privado e patrocinador do PIG não aparece? O dinheiro sonegado pela Natura pode estar faltando num hospital bem perto de você.

Natura é autuada pela Receita em R$ 628 mi

Fisco exige diferenças de IPI, PIS e Cofins da fabricante de cosméticos, que já afirmou que vai recorrer

07 de janeiro de 2013 | 21h 12

Agência Estado

SÃO PAULO – A Receita Federal está cobrando da fabricante de cosméticos Natura uma diferença de tributos não recolhidos, acrescidos de juros e multas, que somam R$ 627,8 milhões. A própria empresa comunicou ontem ter recebido dois autos de infração no último dia 20 de dezembro.

De acordo com a Natura, sua controlada Indústria e Comércio de Cosméticos Natura Ltda. foi informada em dezembro de dois autos de infração da Receita, que exigem diferenças de IPI (R$ 297,1 milhões, acrescidos de multa e juros), PIS (R$ 58,4 milhões, acrescidos de multa e juros) e Cofins (R$ 272,3 milhões, também acrescidos de multa e juros) que, na visão da Receita, a controlada teria deixado de recolher no exercício de 2008, em virtude de adotar como base de cálculo desses tributos preços considerados incorretos.

Segundo comunicado da empresa ao mercado, os autos de infração questionam, basicamente, a forma como as empresas estão organizadas (indústria e distribuidora atacadista) e a formação da base de cálculo dos tributos federais IPI, PIS e Cofins.

A Natura informou também que vai apresentar um pedido de impugnação aos autos de infração no prazo regulamentar. A empresa afirmou considerar, "com base na opinião de seus advogados internos e externos, que o risco de perda associado a esse procedimento fiscal é remoto". A Natura diz ter observado "integralmente a legislação vigente à época dos fatos", e afirma que "comprovará que o procedimento adotado é legítimo".

Estrutura. A empresa ainda esclareceu em seu comunicado que desde 1994 possui a atual estrutura organizacional, que segrega a operação industrial e comercial em pessoas jurídicas distintas, e que esta organização societária, objeto das autuações fiscais, é largamente adotada por diversos setores da economia.

"Por fim, a Natura informa, ainda, que já foi questionada em 2005 pela Receita Federal do Brasil, quanto ao incorreto recolhimento de IPI, sob argumentos semelhantes, comprovou que cumpria a legislação e obteve decisão favorável para cancelamento das autuações na esfera administrativa."

Natura é autuada pela Receita em R$ 628 mi – negocios – industria – Estadão

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