Ficha Corrida

08/08/2016

Templo é dinheiro: Estado laico ou lacaio?!

Filed under: Isenção Fiscal,Templo é Dinheiro — Gilmar Crestani @ 8:29 am
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Para não falar da Lista Odebrecht, com Michel Temer, Eliseu Rima Rica e José Serra, a Folha tergiversa com os cães pastores.

Onde estás, meu Deus, que não jogas um raio nestes Templos do DEMO?

FSP 08082016

21/09/2014

Banqueiro só rima com puteiro

Filed under: Banco Itaú,Banqueiros,DEMo,Marina Silva,MariNeca,Pacto com Demônio — Gilmar Crestani @ 1:23 pm
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Marina e itaÚ fora Trabalhei quatro anos no Bradesco. Foi o suficiente para saber como funciona o capitalismo brasileiro. Enquanto der lucro, o patrão embolsa. Quando dá prejuízo, o incompetente espera contar com o dinheiro público.

Em outras palavras, privatiza o lucro e socializa o prejuízo.

Não é outra questão que agora assola a economia da Argentina. Especuladores do mundo inteiro, a começar pelos norte-americanos, resolveram chegar à noite a Buenos Aires e, ao amanhecer, ir passar o dia em outra freguesia. Estavam especulando com a crise que Carlos Menem e seu neoliberalismo de costeletas haviam introduzido na Argentina com base nas regras impostas pelo FMI. Na época o FMI tinha de capacho três patetas latinos: Fujimori, Menem & FHC. Com estes, destruiu a economia dos respectivos países. A lógica era simples: diminuíam os gastos do Estado, aumentavam os impostos, privatizavam as empresas na mesma proporção que aumentavam os juros. Nessa suruba, o capital especulativo fez sua orgia particular. Corriam o risco porque o retorno era alto e rápido.

Mas as coisas bruscamente mudaram. Fujimori e Menem, mas FHC foi capturado, via Miriam Dutra, pela Rede Globo, que lhe deu, não gratuitamente, cobertura e proteção. Tanto que todos os  seus correligionários que resolveram aparecer ao seu lado, de José Serra ao Aécio, passando por Alckmin, rodaram feio. Com Nestor Krishner e depois sua esposa Cristina, na Argentina, e com Lula e Dilma, no Brasil, o mundo girou e a lusitana rodou… a bolsa. Os abutres conseguiram nos EUA um Juiz que julgasse a Argentina. No Brasil, Lula pagou o que FHC havia tomado emprestado e deu um pontapé na bunda do FMI. Dilma foi mais além, cancelou viagem aos EUA e, com os demais BRICS, criou um banco. E assim chego ao ponto onde mora o ódio do Banco Itaú a Dilma: o Brasil não só não precisa mais da financeirização da ecomonia ditada pela FEBRABAN como tem seu próprio banco. Aliás, dois. O BNDES e o Banco do Brics. O ódio dos banqueiros ao BNDES, à CEF e ao BB é tanto que hoje fariam um pacto com o demônio deste que o demônio pudesse nos governar.

O ataque de Marina Silva aos bancos públicos (CEF, BB e BNDES) atende a um pedido da Neca Setúbal. Pronto, revelei o pacto e o demônio….

Banqueiro em política é véspera de bancarrota

"Existem algumas poucas verdades absolutas na vida política. Uma delas é aquela de que o banco que se mete em seus meandros, inevitavelmente, quebra. Aqui e lá fora. Não faltam exemplos", diz o jornalista Palmério Doria, em artigo exclusivo para o 247; texto serve de alerta para os banqueiros Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, filhos de Olavo Setubal e Walter Moreira Salles, que permitiram o excessivo engajamento do Itaú Unibanco no processo político de 2014, especialmente em razão dos vínculos entre Neca Setubal e Marina Silva; experiências que terminaram mal no Brasil foram as do Econômico, de Angelo Calmon de Sá, e do Bamerindus, de José Eduardo Andrade Vieira

Por Palmério Doria, especial para o 247

Nos Estados Unidos o respeitado Riggs Bank, de Washington, conhecido pela tradição de ser o banco oficial de todos os presidentes, sucumbiu ao ser descoberto numa indesculpável travessura: abrigava contas milionárias de Augusto Pinochet, o ditador chileno, abertas com passaportes e nomes falsos. Obviamente o dinheiro sujo do genocida andino chegou aos seus cofres com a conivência da diretoria. Deixaram, assim, os banqueiros do Riggs de frequentar o Salão Oval para o amargor de depoimentos em chefaturas policiais e audiências nos tribunais de justiça.

Na Argentina, dois bancos mantiveram relações carnais com os milicos golpistas pós-1976, o ano da derrubada da viúva de Perón e instauração do regime cruel que sequestrou, matou e desapareceu com cerca de 30 mil pessoas. O Banco de Intercâmbio Regional (BIR) e o Banco Oddone tinham tentáculos dentro dos quartéis e passe livre na Casa Rosada, ocupada alternadamente por generais ladrões e assassinos. Mas suas contabilidades – escondidas pela profusão de patrocínios culturais, badalações no society platino e eventos no exclusivo Jockey Club portenho – estavam podres. Nem os militares ousaram salvar os banqueiros falidos quando Jose Alfredo Martinez de Hóz, o czar da economia, decretou as quebras.

Enquanto milhares de correntistas iam do escândalo nas portas (cerradas) das agências ao “simples” suicídio, os banqueiros fugiram para o exterior ou acabaram nos calabouços do regime. A influência política de nada valeu diante da revolta popular e da comoção causada pela debacle sistêmica provocada pela quebra do BIR e do Oddone. E eram todos bancos presumivelmente “sadios” e com forte proteção política.

José Rafael Trozzo, o presidente do BIR, era a voz de apoio ao regime entre o empresariado mais saliente, e Luis Alberto Oddone, dono do banco que levava seu sobrenome, chegou mesmo a custear do próprio bolso a fortuna de US$ 700 mil (valores de 1976) pagos à agências internacionais de relações públicas e lobby para que propagandeassem os feitos do novo regime argentino. Trozzo, avisado por um general camarada, fugiu para Miami. Oddone resolver peitar Martinez de Hóz e passou longa temporada numa masmorra nos arredores de Buenos Aires.

Mais curioso foi o final do banqueiro Ruben Beraja, do Banco Mayo, presidente da DAIA (Delegación de Asociaciones Israelitas Argentinas) e destacado membro da corte de Menem, nos anos infames do neoliberalismo platino. Diante de uma fraude monstruosa, um rombo que atravessava a casa das centenas de milhões de dólares, o BCRA (o Banco Central de lá) simplesmente decretou a liquidação do Mayo. Beraja se encontrava em Washington, como feliz e prestigiado integrante da comitiva do presidente Carlos Menem. No hall do hotel, a caminho da Casa Branca, Carlos Korach, mafioso chefe-de-gabinete da Casa Rosada, o desconvida na frente dos presentes e lhe dá com crueza a notícia do estouro de seu banco: “Te jodeste, hermano”. Nem sempre a proximidade com o poder e a intimidade com os poderosos consegue segurar um banco quebrado. Dinheiro é coisa séria.

Ricardo Espirito Santo Salgado comandou por muitos com mão-de-ferro o banco que leva o sobrenome da família materna. Ganhou o popular apelido de “o-dono-disto-tudo” e recebia presidentes, primeiros-ministros e autoridades monetárias em sua deslumbrante casa nos arredores de Lisboa, talvez uma das mais lindas da Europa. Elegante e arrogante, impôs-se na política portuguesa, na de Moçambique, na de Angola e, também, recebeu Marcos Valério e uns sôfregos emissários do delator Roberto Jefferson, então influente dono do PTB, para negociações mirabolantes acerca de aplicações das reservas do tesouro brasileiro. Que, é claro, jamais foram feitas.

O sólido banco de Ricardo E. S. Salgado não era tão sólido quanto parecia, e seu espírito como banqueiro estava longe de ser santo. Hoje, depois de apeado da presidência do antigo colosso lusitano, espera em prisão domiciliar a decisão da Justiça sobre propinas pagas, propinas recebidas, desvios de fundos e balancetes dignos de Ionesco. Não sem antes ter deixado nas burras do tesouro a bagatela de três milhões de euros – valor arbitrado como fiança pelo direito de não ir (por enquanto) mofar num cárcere lisboeta qualquer. Sabe o que aconteceu ao ex-dono-disto-tudo? Encontrou pela frente um primeiro-ministro corajoso, um ministro da Fazenda sério e um juiz imparcial. O futuro do ex-banqueiro que comandou governos e tratava dignatários por “tu” não é nada alvissareiro.

Voltemos ao patropi.

Ângelo Calmon de Sá despachava em histórico edifício na Cidade Baixa, em Salvador, sede do então centenário Banco Econômico. Não fitava as pessoas, mal as cumprimentava e um dos seis elevadores estava permanentemente interditado. Só o “doutor Ângelo” podia usá-lo. Estava em Paris, numa suíte do George V, tomando champanhe Cristal Rosé Brut Imperial com dona Ana Maria, mas o “seu” elevador, lá no centro histórico lindo e fétido de nossa primeira capital, estava fechado aos mortais. Ele era uma semidivindade baiana. Não estava entronizado no altar da Igreja do Bonfim nem flutuava entre os imensos Orixás do genial escultor Tati Moreno nas águas escuras do Dique do Tororó.

Os governadores da Bahia passavam pela opulenta casa, majestosamente plantada entre mangueiras frondosas, lá no alto de um dos vales rasgados no ventre soteropolitano, prestando-lhe vassalagem e os salamaleques de praxe. Muitas e muitas vezes o “doutor Ângelo” viajava ao Rio, São Paulo ou Brasília, sozinho, aboletado em um de seus dois jatos Falcon, enquanto seus assessores diretos, velhos diretores e gerentes fiéis o seguiam como mortais que eram em voos comerciais. Ministro da ditadura militar e de Collor, presidente do Banco do Brasil, nome sempre lembrado para concorrer ao governo da Bahia, industrial com várias fábricas da Coca-Cola, imenso plantador de cacau, criador de gado da melhor raça, latifundiário de terras que se perdiam no horizonte. Financiou pesadamente todos os partidos, com preferência pela Arena, PDS e PFL, sem se esquecer de encher os cofres de FHC em 94. Pois meses depois – e com dezenas de deputados e senadores comandados pelo inefável ACM atravessando a rua e invadindo o Palácio do Planalto para pressionar em favor do “doutor Ângelo” e do seu agonizante bancão – o mesmo FHC foi obrigado a decretar o fim do Econômico. Estava podre.

Do “doutor Ângelo” sobrou uma dívida imensa, recordações cinzentas e uma pasta rosa, providencialmente deixada em sua mesa na presidência do Econômico, com a contabilidade paralela onde constavam generosos aportes aos políticos de suas relações, de ACM a FHC, passeando por todo o abecedário.

José Eduardo Andrade Vieira era o quarto dos filhos do velho Avelino, o mais destacado banqueiro paranaense. Dois irmãos morreram no mesmo acidente aéreo. O terceiro, de enfarte fulminante. Sobrou ele, a quem não estava destinada a tarefa de comandar o império iniciado pelo pai. Como o J. Pinto Fernandes, do poema do mestre Drummond, “Zé do Banco” não tinha entrado na história, mas com o Bamerindus ficou.

Com muito trabalho e muita simpatia o patriarca havia feito de um tamborete (o Banco Mercantil e Agrícola do Norte do Paraná) nascido em Tomazina, uma pobre cidadezinha, o portentoso Bamerindus, um dos maiores bancos do Brasil nas décadas de 50, 60, 70, 80 até sua quebra na metade dos anos 90. Zé Eduardo até que se saiu bem. Liberal, generoso, recrutou executivos respeitados no mercado, jamais teve seu nome envolvido em negociatas ou corrupção, investiu no marketing e fez de seu Bamerindus uma marca moderna, simpática. Surpreendeu os que dele pouco esperavam. Mas se meteu na maldita da política, comprou um partido, o  PTB, comprou um mandato de senador pelo Paraná, virou ministro de Itamar Franco, financiou pesadamente FHC (que fez sua campanha nos jatinhos do banco), virou ministro do governo do tucano e quebrou bonito.

De uma casa bancária, o extinto Banco Nacional, Paulo Henrique Cardoso sacou a herdeira, Ana Lúcia Magalhães Pinto, com quem manteve casamento de 17 anos, do qual nasceram filhas gêmeas. Viajavam Brasil e mundo afora num jatinho da Líder mantido à disposição, mantendo imensa distância de qualquer coisa que lembrasse trabalho. Os cunhados pagavam as contas e ajudaram o pai do cunhado diletante a eleger-se presidente, sendo um de seus maiores doadores. Até que em 1994, com milhares de empréstimos a clientes fictícios gerados pelo contador Clarimundo Sant’Anna na tentativa de salvar a casa já em escombros, o Banco Nacional já dava mostras de sua precariedade.

No réveillon de 1994, véspera de assumir o Palácio do Planalto, o recém-eleito presidente aparece ao lado de Marcos Magalhães Pinto, presidente do Nacional e irmão de sua nora Ana Lúcia, risonhos numa opípara festança de réveillon da família. Eles, os discretos banqueiros de Minas Gerais, já viviam o outono de uma antiga opulência. Em 1995, ainda no primeiro mandato de FHC, o Banco Central decreta a liquidação do Nacional (o Unibanco, hoje Itaú, pegou o filé da massa falida, deixando a “banda podre” para o contribuinte). Nem o futuro das netas, nem o farto dinheiro recebido pelo PSDB na campanha, conseguiram impedir a ação saneadora do Banco Central. Contrafeito, a FHC só restou assinar a sentença de morte.

Dois meses depois, PHC deixa Ana Lúcia e suas gêmeas e se instala num hotel da grã-finíssima Avenida Vieira Souto, de frente para o mar de Ipanema. O rombo bilionário, que extinguiu o Banco Nacional – do qual a mulher de PHC era herdeira e acionista igualzinho a “educadora” Neca Setúbal – é tido como a maior fraude financeira da história do Brasil, pois, ao que se sabe, atingiu quase um terço do dinheiro circulante. Sejamos mais didáticos: o rombo deixado pelos então parentes de FHC equivalia a mais de R$ 3,00 de cada R$ 10,00 em circulação no país!

Vamos passear de novo pelo mundo.

Nélson Mezerhane é um judeu venezuelano, elegante e simpático. Homem de coragem, financiou a oposição e resolveu enfrentar o regime do coronel Hugo Chávez. Seu Banco Federal não era o maior da Venezuela, mas estava entre os melhores, com centenas de milhares de clientes e uma rede de agências espalhadas por todo o país, investimentos em outras empresas e boa fama no mercado. A colônia judaica local não entendeu o que achou ser “loucura” do seu mais destacado integrante e benfeitor. O problema é que a carta-patente, aquela autorização de funcionamento de uma instituição financeira, é dada pelo Banco Central, a autoridade monetária do país. Preciso contar o resto da história? Mezerhane teve sorte. Sorte e um jatinho. Está em Miami, sem banco, porém livre de uma série de “boletos de captura”, as temidas ordens de prisão.

Outros banqueiros já se envolveram na política e são testemunhos do que, sempre e inevitavelmente, acontece aos que confundem o ronco da história com o tilintar das moedas. Quando financiam candidatos, pagam contas de campanha, participam diretamente do movimento eleitoral, é sinal de que estão com algum grave problema, algo muito sério a ser escondido. Quando se imiscuem na vida pública e no processo eleitoral o fazem em busca de proteção política e salvação imediata. Ou são autores de rombos colossais ainda não revelados ao “mercado” ou pressentem o estouro próximo da boiada, por conta de multas, sonegações, contabilidades paralelas, perdas maquiadas em balanços fictícios, negócios mal feitos, fusões ou incorporações que não geraram o ganho de competitividade e de caixa esperados.

O espanhol Mário Conde, do Banesto (Banco Español de Crédito), era locomotiva da alta sociedade madrilena e banqueiro da família real. Na lista dos 10 homens mais elegantes da Espanha, dos 10 homens mais admirados da Espanha, dos 10 homens mais respeitados da Espanha, dos 10 homens mais influentes da Espanha, dos 10 maiores filantropos da Espanha, dos 10 maiores mecenas da Espanha, dos 10 maiores financiadores de partidos e políticos da Espanha. E o seu banco, um dos 10 maiores da Espanha, não tinha caixa 2, mas tantas contabilidades paralelas a esconderem sua situação pré-falimentar, que passavam das 10. Quebrado em 1993, preso e condenado, pegou 10 anos de cadeia.

Mas, também, há banqueiro que fica bem na história.

O embaixador Walther Moreira Salles foi um dos grandes brasileiros do seu tempo. Iniciador de grandes negócios, visionário, serviu aos governos de Getúlio, JK e Jango. Foi ministro da Fazenda, duas vezes embaixador em Washington, negociador de nossa dívida externa (na melhor das negociações que já fizemos). Angariou imenso prestígio e multiplicou a fortuna iniciada pelo pai no sul de Minas Gerais, na cidade de Poços de Caldas, com um armazém de secos e molhados. Mas nunca foi político, tendo até rechaçado um convite de JK para ser o candidato do PSD ao governo de seu Estado. Apesar disso, atuou com desenvoltura nos bastidores do poder, sem jamais tornar-se um operador político ou o impulsionador de candidaturas ou candidatos.

O ditador Costa e Silva lhe devotava verdadeiro horror. O motivo era prosaico: levou um chá-de-cadeira de Jânio Quadros (a quem mandou cassar em 64 para depois assumir a autoria da violência às gargalhadas) e, incomodado, viu que era Moreira Salles quem saia da sala do então presidente eleito. Em 68, com o AI-5, resolveu cassar o elegantíssimo e educadíssimo banqueiro. Delfim Netto, consultado acerca da estultice já transformada em ato prestes a ser assinado, fez o chefe mudar de idéia: “Tudo bem, presidente. Mas o Walther tem mais crédito que o Brasil”.

Olavo Setúbal, um engenheiro cartesiano e formal, conhecido pela aplicação nos negócios e pela inegável inteligência, construiu um império baseado no trabalho e em golpes da boa sorte. Herdou do tio um banco sem maior expressão, o Federal de Crédito, e o fez crescer à custa de fusões e incorporações, dezenas delas, particularmente ao longo das décadas de 50, 60 e 70. Com o regime militar seus negócios floresceram. Contou com o apoio da ditadura para assumir outro grande banco, o Banco União Comercial (BUC), de propriedade da família do milionário Soares Sampaio, à beira da quebra por conta de uma desastrada gestão de Roberto Campos, seu presidente e verdadeiro mito do liberalismo econômico brasileiro. O genro de Soares Sampaio, o industrial Paulo Geyer, não aceitou as condições de-pai-para-filho com que o Banco Central doava o BUC a Setúbal, e resolver não assinar a transferência de suas ações. “Perguntem ao Geyer se ele vai assinar logo ou se eu vou precisar mandar dois sargentos irem buscá-lo em casa?”, foi a reação do general Ernesto Geisel.

Além do BUC, a ditadura presenteou Setúbal com a prefeitura de São Paulo, onde ele se saiu bem. Deu conta do recado e protagonizou um episódio decente: recusou-se a demitir o secretário de Cultura, o respeitado dramaturgo Sábato Magaldi, apontado como “comunista” pelo execrável general Silvio Frota, um monstrengo da linha mais que dura.

Picado pela mosca azul, “Olavão” foi preterido pelos milicos na sucessão de Paulo Egydio ao governo de São Paulo e se preparou para disputar o Palácio dos Bandeirantes pelo PFL em 1986. Na convenção do partido, um grupo de malandros tirou o tapete do dono do Itaú e impediu sua candidatura, substituída pela de Paulo Maluf. Desiludido, Olavo nunca mais confundiu as urnas eleitorais com os caixas do Itaú.

Recordo essas histórias, ao alcance de qualquer um, para declarar meu espanto com a participação ativa e exótica de bancos e banqueiros – a começar pelo Itaú de Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles – no financiamento e sustentação da candidatura de Marina Silva à presidência da República. Custo a crer que essa aventura surpreendente, atentatória aos bons manejos bancários, às boas práticas empresariais, seja um biombo desesperado para evitar o pagamento de multa no valor impressionante de R$ 18 bilhões e 700 milhões devidos à Receita Federal em impostos não recolhidos na fusão Itaú-Unibanco. Mas, também, não creio que tais banqueiros sejam ingênuos, inocentes ou desavisados. Creio que a arrogância e o desespero, quem sabe, formaram um caldo de cultura que os fará se arrepender mais cedo que tarde da aventura em que se meteram, fazendo de uma despreparada evidente uma candidata com um Itaú de vantagens para eles, os banqueiros, e de desvantagens, para o país.

A ingerência de um colosso bancário na vida pública do país protagonizou até uma festa-fraude. A dos 90 anos de fundação do Itaú-Unibanco. Ora, quem completaria 90 anos não existe mais, o banco dos Moreira Salles. O Itaú foi fundado em 1945, com outro nome, e veio crescendo como já se relatou aqui. Mas esse pretexto serviu para colocar centenas de alegres convivas do society paulistano, gente do mercado financeiro e alguns empresários ligados à oposição num regabofe onde o presidente executivo do Itaú fez um pavoroso discurso político-eleitoral, atacando o governo e deixando claro o seu apoio à mutante candidata acreana, claramente desqualificada para a missão de comandar um país como o Brasil. Da dívida bilionária, não se falou nada. Sem trocadilho, necas.

Não é preciso ser futurólogo. O suave embaixador Walther e o objetivo Olavo não ousaram tanto e, no entanto, não saíram incólumes.

Brasil 24/7

12/09/2014

Veja como vota o Cavalo de Tróia deixado por FHC, Gilmar Mendes

TSE mantém indeferida candidatura de Arruda

Apesar de derrota, candidato ao governo do DF recorreu ao STF e campanha continua

DE BRASÍLIA

Por seis votos a um o Tribunal Superior Eleitoral negou nesta quinta (11) recurso do ex-governador José Roberto Arruda (PR) e manteve indeferido seu registro de candidatura na disputa pelo governo do Distrito Federal.

Apesar da nova derrota na Justiça Eleitoral, Arruda já apresentou recurso Supremo Tribunal Federal e ainda poderá seguir normalmente com sua campanha.

Segundo o Datafolha, ele lidera a disputa com 37% das intenções de voto, à frente do atual governador, Agnelo Queiroz (PT), que tem 19%.

Arruda havia sido barrado pelo TSE no mês passado com base na Lei da Ficha Limpa. Primeiro governador a ser preso no exercício do mandato, ele foi condenado por improbidade administrativa nos desdobramentos da Operação Caixa de Pandora, que revelou o mensalão do DEM.

Devido a esta condenação, foi considerado "ficha-suja" e teve o registro de candidatura negado. No TSE, seus advogados disseram que, como a condenação aconteceu após ele ter apresentado pedido de registro, ela não poderia ser usada para impedi-lo de concorrer.

Os ministros, no entanto, entenderam que durante todo o processo de análise do registro de candidatura condenações podem ser usadas para barrar candidatos com base na Lei da Ficha Limpa.

Único a votar a favor de Arruda, Gilmar Mendes disse que a corte nunca havia usado condenações posteriores ao registro para barrar candidaturas.

(SEVERINO MOTTA)

14/03/2014

Partido Só de Babacas

Filed under: Beto Albuquerque,Eduardo Campos,Jorge Bornhausen,Paulo Bornhausen,PS(d)B — Gilmar Crestani @ 8:40 am
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Para se chamar de Partido Socialista Brasileiro, o mínimo que se espera é que pelo menos um de seus membros tenha apresentado algum projeto de teor socialista. Não trato do mérito, se é bom ou ruim, apenas para relacionar com o nome do partido. Com Campos, Marina e Bornhausen, o partido do Beto Albuquerque não passa de Barriga de Aluguel. Só a Bíblia, como Jonas no ventre da baleia, poderia, por uma questão de fé, justificar este realismo fantástico. Com essas caras, o PS(d)B é o velho na política, com cara de política velha.

O maior problema de Eduardo Campos não é Marina Silva. É ele mesmo

Postado em 11 Mar 2014

por : Kiko Nogueira

Campos com Bornhausen: "renovação"

Campos com Bornhausen: “renovação”

Eduardo Campos tem dois problemas. Um deles é Marina Silva. O outro, mais complicado, é ele mesmo.

Em Nazaré da Mata (PE), o governador de Pernambuco e virtual presidenciável disse que “não dá mais para ter quatro anos de Dilma. O Brasil não aguenta e o povo brasileiro sabe disso”. Afirmou também, referindo-se a Dilma, que “quem acha que sabe tudo não sabe de nada”.

Numa maratona de encontros em São Paulo, alguns deles ladeado por Marina, voltou à carga. “O arranjo político de Brasília já deu o que tinha que dar”, declarou. Dilma é “autoritária”, “foge do debate”, é “avessa ao diálogo”, vendeu uma imagem de gerente competente “que não se confirmou”, não fez a “faxina ética” que prometeu e “se acomodou” com os escândalos de corrupção” de seu governo. “Há uma crise de expectativa, uma crise política, uma crise econômica”, decretou.

Campos está em campanha e é, até certo ponto, natural ter subido o tom. Não decola nas pesquisas, não acontece, não nada.

Seu novo aliado é Jorge Bornhausen, ex-governador biônico de Santa Catarina, ex-senador e presidente do PFL. Hoje sem cargo, Bornhausen foi fundamental na criação do PSD de Kassab e deu uma mão a Marconi Perillo e Demóstenes Torres até o escândalo do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Seu filho, Paulo Borhausen, filiou-se ao PSB, que de socialista tem o nome.

Mas a grande questão de Campos passa pelas ideias. Onde elas estão? O que ele propõe, enfim?

Silêncio.

A tática de bater é um complemento à esterilidade que ele apresenta em sua conta nas redes sociais — um apanhado de lugares comuns, como “nossa vocação é pensar grande, é trabalhar para que os grandes sonhos e projetos do povo brasileiro virem realidade. É nisso que acredito”; “Só uma economia forte e pujante na sua sustentabilidade pode trazer um futuro melhor para os brasileiros”; “O Brasil precisa de um governo que jogue limpo, que trabalhe duro para defender nossa economia, que é a base da nossa soberania nacional”; “O IBGE divulgou hoje o medíocre PIB de 2013”. E blablablá.

Essa é a “nova política” de Eduardo Campos? No que a histeria ajuda agora? O que ele fez em Pernambuco de tão notável que o credencia a dar aulas? O estado está em 19ª posição no Atlas de Desenvolvimento Humano, aliás. Um empresário paulista que se mudou para o Recife teve dificuldades de registrar a empregada porque ninguém — ninguém — faz isso por lá.

É de uma miopia abissal. Ao invés de Bornhausen, Campos podia ser apresentado a gente como, por exemplo, Mujica ou o papa Francisco, dois reformadores e renovadores políticos. Um excelente template. Ou a alguém à direita com um conjunto de propostas. Qualquer coisa. O que o Brasil não aguenta — como ele diz — é o mais do mesmo que ele representa.

Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

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13/08/2011

Vereador Burro? O DEMo tem!

Filed under: Abobado,Dario Burro,Direita — Gilmar Crestani @ 9:13 am
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Vereador do DEM diz que professores ‘são inúteis’

Quarta-feira 10, agosto 2011

O vereador Dario Burro (DEM), de Jacareí, cidade a 82 quilômetros de São Paulo, entrou numa polêmica ao postar ofensas contra professores nas redes sociais da internet, segundo o site VNews . Entre as críticas, Dario Burro disse que “os professores são inúteis” e que “adoram palestras nas escolas! Assim eles não precisam dar aulas.” O parlamentar poderá ter que responder pelas declarações.

Na sessão da Câmara, o vereador comentou a polêmica. Ele afirmou não se arrepender dos comentários que fez e diz ser livre para expor suas opiniões.

– Eu estou sendo sincero e ninguém espera sinceridade das pessoas, quanto menos os políticos – disse o vereador.

O diretor do Sindicato dos Professores, Roberto Mendes, pediu a palavra na Câmara Municipal e expôs no Plenário durante 15 minutos a indignação da categoria.

– Isso, no nosso entendimento é calúnia, é difamação. Então, ele deve responder pelo que falou. É um homem público – disse Roberto Mendes.

Na Câmara, até o momento, não há nenhuma representação contra o vereador. Se isso for feito, o pedido será analisado pela Comissão de Ética e ele pode sofrer punições.

– São quatro situações: primeiro a denúncia oral; segundo, um requerimento verbal; terceiro uma suspensão temporária do mandato; e por último, a cassação ou a perda do mandato – explicou o presidente da Comissão de Ética da Câmara, professor Marino.

Mas a polêmica também pode virar caso de polícia. Se for denunciado o vereador deve responder criminalmente pelas declarações.

– Em tese, poderá ser configurado crime de injúria pela forma como ele fez as declarações ofensivas, genéricas a uma categoria profissional – explicou o delegado Roberto Martins.

Nesse tipo de crime de injúria, a pena pode chegar a até seis meses de detenção. O sindicato dos professores informou que ainda não fez uma representação na câmara porque antes vai se reunir e decidir que medidas tomar nesse caso.

O vereador se defende, novamente atacando os professores.

– Isso também demonstra o perfil autoritário do professor. Toda vez que ele é contrariado, ele quer punir quem o contraria de alguma maneira. Dentro da sala de aula, levando para a diretoria ou reprovando e fora da sala de aula levando para a delegacia ou Judiciário.Deu  no Globo

Por Helena

Vereador do DEM diz que professores ‘são inúteis’ | Os Amigos do Brasil

26/07/2011

Coisas do DEMo

Filed under: Cosa Nostra — Gilmar Crestani @ 9:35 am
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O DEMo, que se vangloria de ter participado da Ditadura, agora quer censurar cenas que patrocinou. A ditadura brasileira provocou cenas muito mais cinematográficas daquelas do filme. E reais. A própria Presidenta foi testemunha. É o tal de moralismo de calças curtas. Eles não sabem distinguir ficção da realidade, mas se acham no direito de impedir que os que sabem a diferença de o fazerem.

Apreendida cópia de filme com cenas de incesto e necrofilia
(25.07.11)

Divulgação

Um oficial de Justiça apreendeu na sexta-feira (22), no cinema Odeon, no Centro do Rio, uma cópia do filme "A Serbian Film" ("Terror sem limites", título no Brasil) que seria exibido no sábado. Dirigido por Srdjan Spasojevic, o filme já fora retirado da programação da mostra RioFan (Festival Fantástico do Rio), na Caixa Cultural, por ter cenas de necrofilia, pedofilia e violência extrema.
O mandado de apreensão foi expedido pela juíza Katerine Jatahy Nygaard, da 1ª Vara da Infância, Juventude e Idoso do Rio de Janeiro, a partir de uma ação ajuizada pelo diretório regional do partido DEM (Democratas).
A petição inicial diz que "o filme apresenta cenas de incesto e necrofilia – com imagens de criança de cinco anos sendo violentada sexualmente pai -  e violência a granel".
Censurado e exibido com cortes em vários países, o polêmico longa está previsto para estrear no circuito brasileiro no dia 5 de agosto. No Brasil, ele já foi exibido, para pequeno público,  na mostra Fantaspoa, em Porto Alegre, e no Festival Lume de Cinema, em São Luís.  
Assim, o filme acaba de aumentar sua já longa lista de polêmicas. O Brasil será o primeiro país do mundo a exibi-lo sem cortes em salas comerciais, além da Sérvia, país de origem da produção. Imagens fortes, que desafiam o estômago e os nervos do público, são sua característica marcante.
Dirigido pelo sérvio Srdjan Spasojevic, o filme aborda de maneira chocante temas como estupro, necrofilia e pedofilia, defendidas pelo festival como "obra que questiona os limites da representação cinematográfica e que lida com situações e temas absolutamente condenáveis".
"O RioFan é radicalmente contra qualquer forma de censura – um mal que assolou nosso país durante décadas e contra o qual muitos deram o próprio sangue para extirpá-lo do Brasil. Somos a favor da total e irrestrita liberdade de expressão, pedra de toque de qualquer sociedade democrática", diz o texto da nota dos organizadores.
Já a Caixa Econômica afirma que a retirada do filme do festival "está em consonância com a linha de atuação da Caixa, atenta aos conteúdos apresentados em seus espaços" e não representa censura.
"Achei muito mal explicado" – reagiu Raffaele Petrini, da Petrini Filmes, distribuidora do longa no Brasil. Raffaele acredita que "a polêmica é fruto da falta de informação sobre o filme".
Ele admite que "o filme é violento, chocante, mas não é mais chocante que outros filmes que estamos vendo no RioFan, alguns com situações até parecidas. Mas muita gente que não viu está tomando posição, repassando as notícias sobre o filme para saites de associações católicas. Não há, por exemplo, crianças fazendo nada no filme, tudo é um exercício de montagem. E a posição do filme é bem clara: tudo ali é repugnante, não se louva a beleza da pedofilia ou algo assim".
O vídeo que estava disponível com o trailer do filme foi removido do saite Youtube, por contrariar a política de administração quanto à violência e ao sexo.
Mas o saite Cine Click, do Uol, disponibilizou uma versão desse trailer – a mesma que estava sendo exibida em cinemas na semana passada. São cenas fortes. Se o leitor quiser, pode assisti-las, clicando aqui.
Reitera-se que são cenas fortes.

ESPAÇO VITAL – O melhor saite jurídico da Internet brasileira

28/06/2011

Dem, ex-PFL, procura uma “nova embalagem”

Filed under: Direita — Gilmar Crestani @ 8:43 am
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Diz o Estadão que  o DEM “vai lançar nova linha de comunicação no segundo semestre, depois de medir os ânimos do eleitorado em pesquisa qualitativa e quantitativa”, para mudar a imagem e, talvez, até a sigla do partido, “depenado” pela criação do PSD.

Cogita-se, até, em abandonar o desgastado “Dem” – uma jogada de marketing com forte “dedo” de Cesar Maia – para assumir a volta ao PFL ou, quem sabe, um terceiro apelido que se identifique com os resultados de pesquisas que apontam “religião”, “moral” e “trabalho” .

Fala ainda a matéria que o partido está preocupado com a imagem de que “não gosta de pobres” e procura uma “embalagem” mais palatável ao eleitor.

Será que a praga do Lula, quando falou que o Dem “precisava ser extirpado da política” , pegou tão forte que a turma quer se livrar do estigma?

Quem sabe os leitores do “Tijolaço” não se animam a dar uma mãozinha ao “remake” do Dem?

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto

17/06/2011

Coisas do DEMo

Filed under: Direita,PSD — Gilmar Crestani @ 10:08 am
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Cadê as reportagens fumegantes de conteúdo apocalíptico da velha mídia. Fosse alguém de esquerda… do MST…

Kassab invade gabinete de Garcia e rompe últimos laços com DEM

Enviado por luisnassif, sex, 17/06/2011 – 00:02

Por Adriano S. Ribeiro

Sem avisar, prefeito vai a gabinete de secretário acusá-lo de vazar à mídia informações sobre fraudes nas assinaturas para o PSD

Nara Alves e Ricardo Galhardo, iG São Paulo

No início da noite de quarta-feira, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, surpreendeu o secretário Estadual de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia (DEM), ao chegar sem aviso prévio em seu gabinete, na região central da capital paulista, e disparar – aos gritos e palavrões – uma série de acusações. "Se você quiser me destruir, vou te destruir primeiro", disse Kassab, segundo relatos.

Kassab responsabilizou Garcia e Alexandre de Moraes (DEM), seu ex-braço direito na prefeitura, pelo vazamento de informações que motivaram reportagens sobre ilegalidades na coleta de assinaturas de apoio para criação de seu novo partido, o PSD. Às 16h52 de ontem, o iG revelou que até eleitores mortos assinaram fichas de apoio à fundação da sigla. Na véspera, o jornal O Estado de S.Paulo havia publicado reportagem apontando suposto uso da máquina municipal na coleta de assinaturas.

Segundo testemunhas, o prefeito chegou à sede da secretaria, na rua Bela Cintra, com carro oficial poucas horas depois da publicação da reportagem do iG e praticamente invadiu o gabinete de Garcia. Visivelmente destemperado, aos berros, Kassab acusou o DEM de tentar minar a viabilização do PSD.

Nesta quinta-feira, Rodrigo Garcia ligou para a direção nacional do DEM para comunicar o ocorrido. Pelo menos dois líderes do diretório foram avisados. A história se espalhou rapidamente pelos corredores do Palácio dos Bandeirantes e chegou ao conhecimento do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Gilberto Kassab e Rodrigo Garcia têm uma relação próxima há mais de 15 anos. Os dois fizeram “dobradas” eleitorais desde a campanha de 1998, quando ficaram conhecidos pelo jingle “Quem sabe, sabe, faz o que eu digo. Federal é Kassab, estadual é Rodrigo”. Em 2004, a Justiça determinou a quebra dos sigilos bancários de Kassab e Rodrigo Garcia, de quatro empresas das quais eles eram sócios, a pedido do Ministério Público, que investigava suposto enriquecimento ilícito do prefeito. O processo foi arquivado.

O episódio de quarta-feira foi interpretado como um rompimento definitivo de Kassab com seu ex-partido, o DEM, com o qual ainda mantinha alguns laços. “Foi muito mais do que uma questão pessoal. Foi um rompimento político com conseqüências indeterminadas”, disse um integrante do primeiro escalão do governo Alckmin.

Para alguns tucanos que acompanham a relação de amizade entre os dois, o bate-boca pode não passar de um jogo de cena combinado. A publicidade dada à discussão seria uma forma de Kassab contemplar futuros correligionários, que desejam ver o PSD cada vez mais longe da oposição e atrelado à base do governo de Dilma Rousseff. Ao mesmo tempo, Garcia se fortaleceria no DEM. A história também circulou entre petistas de São Paulo, que encaram com ceticismo a possibilidade de um rompimento definitivo.

Tanto o prefeito como o secretário foram procurados pela reportagem do iG, mas não foram encontrados. Pelo menos cinco pessoas do DEM e do PSDB foram ouvidas e confirmaram a história. A assessoria de imprensa da prefeitura confirmou que Kassab esteve na secretaria de Desenvolvimento Social.

(Colaborou Adriano Ceolin, iG Brasília)

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07/05/2011

Lula é um profeta

Filed under: Direita,Lula — Gilmar Crestani @ 10:10 am
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bornhausenO último dos dinossauros, aquele que queria acabar com a raça do PT, mordeu o próprio rabo e se envenenou. E a profecia se fez realidade: ‘Precisamos extirpar o DEM da política brasileira’, discursou Lula em 13/09/2010, em Joinville, SC. Ponto. Na terra dos Bornhausen, Lula previu o previsível. Não demorou um ano e o DEM está se desintegrando. Os ratos estão fugindo e se vestindo pelo de lebre para se misturarem à multidão, em outros partidos. Temos de botar um chip na orelha dessa gente, como na fábula, a gente nunKassabe quando elas fazem parte da fantasia.

Bornhausen deixa DEM e abandona vida política

Quatro anos depois de refundar o PFL, o ex-senador anuncia que vai encerrar carreira

06 de maio de 2011 | 21h 58

    Christiane Samarco, de O Estado de S. Paulo

    BRASÍLIA – Exatos quatro anos e 38 dias depois de refundar o PFL com o nome Democratas, o presidente de honra do partido, Jorge Bornhausen, anunciou nesta sexta-feira, 6, que está deixando a legenda e que ficará sem filiação. Bornhausen diz que encerrou sua carreira política eleitoral. "Daqui em diante, serei um apreciador e um torcedor",afirmou.

    Mas o ex-senador que já governou Santa Catarina e foi ministro de Estado de vários governos está longe da aposentadoria. Com ou sem filiação partidária. "Ele não está na linha de frente, mas está aconselhando, amaciando os caminhos", diz seu filho e deputado Paulo Bornhausen, hoje secretário de Desenvolvimento Econômico do governo de Santa Catarina. Diferentemente de seu pai, Paulo se desfiliou do DEM para ingressar no novo PSD que nascerá maior que o DEM em seu Estado.

    O anúncio oficial da saída do advogado de 73 anos, mais de 40 deles dedicados à política, foi feito ontem, durante uma palestra do vice-presidente da República, Michel Temer, sobre reforma política, organizada pela Associação Comercial de São Paulo, na capital paulista. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, também participou do evento.

    Bornhausen deixou o DEM depois de travar uma guerra interna com a direção que ele próprio instalara, na condição de braço direito do articulador do novo PSD que, não por acaso, esvaziou o Democratas.

    Bornhausen deixa DEM e abandona vida política – politica – Estadao.com.br

    30/04/2011

    Quem tem Hildebrando pode falar de Delúbio?

    Filed under: Direita,PIG — Gilmar Crestani @ 9:26 am
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    O DEMo, siamês do PSDB, satanizou Delúbio Soares, do PT. Mas eles precisam prestar contas do carniceiro do ACRE. Quando falam em Delúbio logo o associam ao PT. Por que não fazem o mesmo com Hildebrando Pascoal. Ah, sim, Hildebrando é gente deles. O PIG, que adora uma chicana, esquece o partido do Jason das florestas. O esquartejador, de moto Serra empunho, ao invés de ser tratada como um esqueleto da direita no armário, é revelado quase como um fato da natureza, sem história, sem parentesco político, sem relações pessoais. Ninguém lerá uma reportagem no Estadão mostrando o monstro do Acre em cores naturais. Por que será?

    No Acre, Hildebrando Pascoal é julgado em seu último processo

    Altino Machado às 11:29 am

    Preso há 14 anos por liderar um grupo de extermínio e por envolvimento com o narcotráfico, o coronel aposentado da Polícia Militar do Acre e ex-deputado Hildebrando Pascoal voltará ao banco dos réus na segunda-feira (2), quando será julgado em Rio Branco no último processo que tramita contra ele na justiça do Estado.

    O ex-deputado responde pelos crimes de seqüestrado e cárcere privado contra Clerisnar dos Santos, mulher de José Hugo Alves Júnior, o Mordido, que matou a tiros o tenente da PM Itamar Pascoal, em 1996, por desavenças envolvendo dinheiro de propina para libertação de um traficante.

    Leia mais:

    Ex-deputado do crime da motosserra é acusado de degolar homem no Piauí

    Entrevista histórica com Hildebrando: “A vida é uma dádiva divina”

    Clerisnar, que morreu há 10 anos, foi seqüestrada juntamente com dois filhos. A mulher e as crianças ficaram três dias em poder do bando liderado por Pascoal. Ela foi amarrada e espancada para que revelasse o destino de José Hugo após o assassinato do imão do ex-deputado.

    Após os dias de torturas, no quartel da Polícia Militar e na casa de Hildebrando Pascoal, a mulher e os filhos foram embarcados em avião com destino a São Paulo, acompanhados pelo policial Manoel Maria Lopes, o Coroinha, um dos homens mais violentos do bando liderado pelo ex-deputado.

    Clerisnar e os filhos foram resgatados e Coroinha preso pela polícia de São Paulo logo que desembarcaram, graças  a ação de procuradores do Ministério Público Federal. O bando estava presente em todas as esferas da vida pública do Acre ameaçava de morte quem surgia no caminho.

    O coronel aposentado Aureliano Pascoal Duarte Pinheiro Neto, primo de Hildebrando, comandava a Polícia Militar. Além de Aureliano, foram acusados de participação direta no seqüestro o ex-sargento da PM, Alex Fernandes Barros, o soldado Marco Antonio César da Silva e o empresário Nei Ari Bandeira Roque .

    Os irmão Arelc e Hávila César Santos Alves, filhos de Clerisnar, atualmente com 22 e 25 anos de idade, possivelmente serão apresentados pelo Ministério Público do Acre como testemunhas de acusação.

    O último processo contra Hildebrando Pascoal foi aberto em 1999. A defesa tentou impedir o julgamento sob a alegação de que a justiça teria perdido prazos. O juiz Leandro Gross, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio, indeferiu o pedido de extinção da punibilidade.

    Segundo o magistrado, os prazos que constam no processo são inferiores ao previsto para a prescrição da pretensão punitiva, não havendo lapso temporal para o reconhecimento da prescrição em abstrato.

    Hildebrando Pascoal ainda falta ser julgado na Justiça do Piuaí, onde é acusado de ter degolado o assassino do irmão dele com uma faca.

    De acordo com a denúncia do Ministério do Piauí,  José Hugo Alves Júnior foi localizado e seqüestrado por Hildebrando Pascoal, em janeiro de 1997, na fazenda Itapoã, no município de Parnaguá. De lá, foi levado para o município de Formosa do Rio Preto (BA), onde foi torturado e assinado, sem chances de defesa e com requintes de crueldade.

    Blog da Amazônia por Altino Machado » No Acre, Hildebrando Pascoal é julgado em seu último processo

    27/04/2011

    Jacob Kligman & Luis Altenfelder Silva Filho

    Filed under: Direita,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 8:12 am
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    Os médicos estão em alta no auxílio aos maus políticos. Primeiro foi aquela encenação da bolinha de papel que traumatizou José Serra. Um filiado ao PSDB, Jacob Kligman, se prestou e se apresentou no palco da cena. A montagem repercute até hoje. Agora surge um novo diretor de cena. Estou doidão para esta fusão do DEM & PSDB, assim haverá junta médica para diagnosticar o alcoolismo e farinhada de uns, e a obsessão por dossiês de outros. Dias loucos, muito loucos, virão. Eba!

    Imagens e diálogos comprovam farsa de promotora com auxílio de médicos

    Vídeos em poder do Ministério Público revelam como psiquiatra ajuda Deborah Guerner, presa desde a semana passada, a simular doença mental para atrapalhar as investigações que a envolvem no esquema de corrupção do Distrito Federal

    27 de abril de 2011 | 0h 01

    Leandro Colon e Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo

    BRASÍLIA – Documentos e imagens obtidos pelo Estado revelam como a promotora de Justiça Deborah Guerner, presa desde a semana passada em Brasília, contou com a colaboração de médicos de São Paulo para simular doença mental e atrapalhar as investigações sobre seu envolvimento com o esquema de corrupção no Distrito Federal, conhecido como "mensalão do DEM".

    Veja também:
    link
    Investigação aponta ‘falso desmaio’ para escapar de intimação
    linkPsiquiatra nega orientação para simular doença
    linkLeia trechos dos diálogos do ‘teatro da loucura’

    Gravações de encontros dela com o psiquiatra paulista Luis Altenfelder Silva Filho, captadas pelo circuito interno da casa da promotora e apreendidas com autorização da Justiça, mostram detalhes da armação para que ela fosse considerada doente por peritos judiciais. Deborah foi afastada em dezembro de suas funções no MP do DF. Além das ações na Justiça, ela responde a um processo disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que pode aprovar sua demissão do serviço público. Ela ainda recebe salário.

    "Posso falar eufórica?", pergunta Deborah durante uma "aula" cujo objetivo era treiná-la para ser reprovada num teste de sanidade mental. "Pode. Muito excitada, eufórica e com o pavio muito curto", responde o médico. "Não tem erro, e qualquer residente de primeiro ano de psiquiatria, ouvindo você, vai falar assim: ‘essa menina é bipolar’", diz o psiquiatra. O marido dela, o empresário Jorge Guerner, que também está preso, acompanhava tudo. As "lições" foram dadas na sala da casa de Deborah em Brasília e ganharam o apelido de "teatro da loucura" nos bastidores da investigação.

    Deborah, ao lado do marido, recebe ‘treinamento’ do psiquiatra Luis Altenfelder Silva Filho

    Imagens e diálogos comprovam farsa de promotora com auxílio de médicos – politica – Estadao.com.br

    04/04/2011

    Mora, invejoso, mora!

    Filed under: Cosa Nostra — Gilmar Crestani @ 6:43 am
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    Santayana dá uma aula ao Aleluia

      Publicado em 01/04/2011

    O Conversa Afiada reproduz artigo magistral do auto-didata Mauro Santayana, extraído site do JB:

    Coisas da Política
    De olhos opacos no turbilhão do mundo
    Mauro Santayana
    O engenheiro baiano José Carlos Aleluia enviou carta ao Reitor da Universidade de Coimbra, protestando contra a concessão do título de Doutor Honoris-Causa ao operário Luis Inácio da Silva, que, com o apelido afetivo de Lula, presidiu ao Brasil durante oito anos. Sem mandato, Aleluia mantém contatos com seus eleitores, mediante um site na Internet.
    Ele foi um oposicionista inquieto, ocupando, sempre que podia, a tribuna, no ataque ao governo passado, dentro da linha sem rumo e sem prumo do DEM. Aleluia considera uma ofensa às instituições acadêmicas o titulo concedido a Lula, e faz referência elogiosa à mesma homenagem prestada ao professor Miguel Reale. Esqueceu-se, é certo, de outros brasileiros honrados pela vetusta universidade, como Tancredo Neves. Não é preciso conhecer a teoria de Freud para compreender a escolha da memória de Aleluia.
    O título universitário é, hoje,  licença profissional corporativa. O senhor Aleluia está diplomado para exercer o ofício de engenheiro. A Universidade o preparou para entender das ciências físicas, e é provável que ele seja  profissional competente, tanto é assim que ministra aulas. O título universitário certifica que o graduado estudou tal ou qual matéria, mas não faz dele um sábio. O conhecimento adquirido na universidade é importante, mas não é tudo. Volto a citar, porque a idéia deve ser repetida, os versos de um escritor mais identificado com a direita do que com a esquerda, T.S. Elliot, nos quais ele mostra a diferença entre ser informado, conhecer e saber: Where is the wisdom we have lost in knowledge? Where is the knowledge we have lost in information?
    O título de Doutor Honoris-Causa, sabe bem disso o engenheiro Aleluia, não é  licença profissional, mas o reconhecimento de um saber, construído ao longo do tempo, tenha o agraciado ou não freqüentado a universidade. O papel da Universidade não deveria ser o que vem desempenhando – o de conferir certificados de preparação técnica -, mas o de abrir caminho à busca do saber. O Senador Christovam Buarque, com a autoridade de quem foi reitor da UNB, disse certa vez que a Universidade ideal será aquela que não expeça diplomas. 
    Lula, com os seus defeitos, e não são poucos, é um doutor em política. Um chefe de Estado não administra cifras, não faz cálculos estruturais, não prolata sentenças, nem deve escrever seus próprios discursos. Cabe-lhe liderar os povos e conduzir os estados, e isso dele exige muito mais do que qualquer formação escolar:  exige a sabedoria que desconfia do conhecimento, e o conhecimento que se esquiva das informações não confiáveis.
    A universidade é uma instituição relativamente nova na História. Ela não foi necessária para que os homens, com Demócrito, intuíssem a física atômica; com Pitágoras e Euclides, riscassem no solo  figuras geométricas e delas abstraíssem os teoremas matemáticos; e muito menos para que Fídias fosse o genial arquiteto e  engenheiro das obras da Acrópole e o escultor que foi. Mais ainda:  as maiores revoluções intelectuais e sociais do mundo não dependeram das universidades, embora nelas se tenham formado grandes pensadores – e sua importância, como centro de reflexões e pesquisas, seja insubstituível. O preconceito de classe contra Lula sela os olhos de Aleluia e os torna opacos.
    Solidário o meu autodidatismo com o de Lula, quero lembrar o grande escritor norte-americano Ralph Waldo Emerson: um talento pode formar-se na obscuridade, mas um caráter só se forma no turbilhão do mundo.
    É no turbilhão do mundo que se forma o caráter dos grandes homens.

    23/03/2011

    Coisas do demo: partido novo, prática antiga

    Filed under: Cosa Nostra — Gilmar Crestani @ 10:53 am
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    Podem exumar o morto, está no DNA a prática antiga do DEMo no novo (novo?) partido da centro direita. A política de ir depredando e mudando de território é típica de gafanhoto e da direita tupiniquim. Exauriram a pátria na ARENA, depois se repartiram em bandos no PFL e PDS. Outros rebentos foram paridos a fórceps: PL, DEM,PP. Tudo batata podre do mesmo saco, que, por osmose, contaminou o PSDB.

    Kassab usa CNPJ do DEM para registrar site do novo partido

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    DE SÃO PAULO

    O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, usou o CNPJ do DEM para registrar o domínio psd.org.br, informa o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

    Na segunda-feira, em ato em São Paulo, Kassab apresentou o estatuto do PSD, seu novo partido, em cerimônia na Assembleia de São Paulo.

    Na mesma ocasião, o prefeito apresentou o vice-governador Guilherme Afif Domingos como pré-candidato à sua sucessão, em 2012.

    Hoje, o ex-deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ), que concorreu a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB) nas eleições do ano passado, negocia sua adesão ao partido de Kassab.

    Eles almoçarão nesta tarde para tratar da estruturação da nova legenda no Rio.

    O prefeito já apresentava o nome de Indio a interlocutores como possível coordenador da estruturação da nova agremiação no Rio mesmo antes de oficializar o anúncio do partido.

    O ex-deputado vive em litígio com Cesar Maia e seu filho, o ex-presidente do DEM Rodrigo Maia, caciques da sigla no Estado.

    Leia a coluna completa na Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.

    Folha.com – Poder – Kassab usa CNPJ do DEM para registrar site do novo partido – 23/03/2011

    Deputada admite que o DEM é partido de “agredir, odiar, impor”

    Filed under: Cosa Nostra — Gilmar Crestani @ 9:12 am
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    A verbalização deixa as coisas mais claras. Mas bastava olhar, estava escrito na cara do Agripino Maia, do Jorge Bornhausen, do Heráclito Fortes, do Índio da Costa o quanto de ódio destilavam. Bornhausen, rangendo os dentes, queria exterminar a raça do PT. Taí, ó! Fudeu-se! 

    Solange Amaral deixa DEM em protesto contra Cesar Maia

    Publicada em 22/03/2011 às 20h17m

    BRASÍLIA – A crise nacional que tomou conta do DEM nos últimos meses atingiu o diretório municipal no Rio e fez a primeira baixa: integrante da Executiva Nacional e presidente do DEM Mulher, a ex-deputada federal Solange Amaral (DEM-RJ) comunicou na noite desta terça-feira ao presidente do partido, senador José Agripino Maia (DEM-RN) sua decisão de deixar a legenda. A decisão de Solange pegou a cúpula do partido de surpresa e deve abrir espaço para uma debandada no DEM do Rio, em reação ao ex-prefeito Cesar Maia. A principal insatisfação dos filiados no Rio é com a postura de Cesar Maia, que decidiu comandar o diretório municipal da legenda, numa espécie de intervenção, já que o atual presidente é o ex-vereador Paulo Cerri. ( Leia também: Indio da Costa elogia PSD e critica DEM )

    " O Cesar Maia já não lidera o partido. Ele impõe a sua vontade "

    – O Cesar Maia já não lidera o partido. Ele impõe a sua vontade. Minha aliança política com ele já tinha 20 anos. Isso que o Cesar está fazendo não vai levar o DEM a lugar nenhum. Ser oposição é fiscalizar, propor. O papel da oposição não é agredir, odiar, impor. Chega! – desabafou Solange Amaral ao GLOBO.

    Ela nega que tenha recebido convite para entrar em outro partido e avisa que só vai avaliar uma nova filiação no futuro. Mas critica duramente a forma como Cesar Maia decidiu fazer oposição a administração do prefeito Eduardo Paes (PMDB). O principal motivo da debandada de lideranças do DEM é o fato de que Cesar Maia está em negociação com o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) para fazer uma aliança nas eleições municipais do próximo ano. Para ter liberdade, Cesar Maia convocou uma reunião em sua residência na semana passada, onde decidiu assumir pessoalmente o diretório municipal.

    – Não estou trocando de partido. Estou saindo do DEM. Fui leal ao Cesar Maia nesses 20 anos e estou sendo leal na saída. Ele é um quadro importante do DEM no Rio. Foi o que chegou mais longe na política. Mas, agora, por que esse tipo de atitude? – disse Solange que já foi secretária de Habitação na gestão Cesar Maia, e também disputou a prefeitura do Rio pelo DEM.

    Solange Amaral deixa DEM em protesto contra Cesar Maia – O Globo

    “Ariano branco”, quase nazista, assim é o DEM

    Filed under: Cosa Nostra — Gilmar Crestani @ 8:30 am
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    Deputado Júlio Campos chama ministro do STF de ‘moreno escuro’

    Publicada em 22/03/2011 às 19h07m

    BRASÍLIA – O ex-governador de Mato Grosso e deputado federal Júlio Campos (DEM-MT), em reunião da bancada do partido na Câmara, referiu-se ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como "moreno escuro". Ao criticar a eficácia do foro privilegiado destinado às autoridades no país e defender a manutenção de prisão especial para autoridades, o deputado fez menção ao ministro.

    " A gente não é obrigado a lembrar o nome de todo mundo, toda hora "

    – Todo mundo sabe que essa história de foro privilegiado não dá em nada. O nosso amigo Ronaldo Cunha Lima precisou ter a coragem de renunciar ao cargo para não sair daqui algemado. E depois, meus amigos, você cai [sic] nas mãos daquele moreno escuro lá no Supremo, ai já viu – disse o deputado em reunião da bancada.

    Questionado sobre o assunto, o deputado disse ter esquecido o nome do ministro e citou-o como moreno escuro, porém sem nenhuma maldade.

    – Ao fazer um pequeno debate me esqueci o nome do ministro e falei "aquele moreno escuro", mas não foi com nenhuma maldade. A gente não é obrigado a lembrar o nome de todo mundo, toda hora -, declarou Júlio Campos.

    Deputado telefonou para pedir desculpas ao ministro

    Após ter chamado o ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa de " moreno escuro", o deputado Júlio Campos (DEM-MT) ligou para pedir desculpas. Em nota, a assessoria diz que o parlamentar fez contato com o chefe de gabinete de Joaquim e "pediu que sejam passadas desculpas ao magistrado por eventuais constrangimentos" e que não houve intenção de "desprestigiá-lo".

    O deputado esclarece que usou a expressão "ilustre moreno escuro" porque não lembrou naquele momento do nome do magistrado.

    Na nota, o parlamentar justifica que na reunião na bancada do DEM se posicionou contrário ao foro privilegiado por acredita ser uma "utopia". Ele defende o direito à prisão especial autoridades civis, militares, eclesiásticas devidamente constituídas.

    Leia a nota na íntegra:

    "O deputado federal Júlio Campos (DEM/MT) vem esclarecer juntamente à imprensa que quando usou a expressão "ilustre ministro moreno escuro" em menção ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa foi somente por não lembrar naquele momento o nome do magistrado.

    De acordo com o deputado, não houve interesse de desmerecer o ministro na expressão. A fala do parlamentar foi feita na reunião de bancada do DEM ao falar sobre o Foro Privilegiado, uma das discussões concernentes à Reforma do Código Penal.

    Para evitar possíveis constrangimentos e interpretações dúbias, o deputado Júlio Campos já fez contato com o chefe de gabinete do ministro Joaquim Barbosa, Drº Marco Aurélio e pediu que sejam passadas desculpas ao magistrado por eventuais constrangimentos referentes ao que foi divulgado pela mídia, mas deixou bem claro que não houve o interesse em desprestigiá-lo.

    O parlamentar também se posicionou na ocasião contrário ao Foro Privilegiado por acredita que ele é uma utopia, enquanto outros processos passam por quatro instâncias, o Foro Privilegiado passa somente por uma. No entanto, entende que deve ter direito à prisão especial autoridades civis, militares, eclesiásticas devidamente constituídas".

    Deputado Júlio Campos chama ministro do STF de ‘moreno escuro’ – O Globo

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