Ficha Corrida

07/11/2014

Quando é pobre, a Folha trata por crime; se é rico, é “manobra fiscal”

assas jbA compra de um apartamento por U$ 10 (dez dólares), pela Assas JB Corp, Ministro Joaquim Barbosa virou jurisprudência para todos os que podem e tem interesse em sonegar. Se mesmo sendo proibido pela Loman Joaquim Barbosa se sentiu à vontade pra infringir a lei, o que se dirá de um banco cuja natureza é a burla Quando a velha mídia transforma sonegador em herói, a tendência é que seu comportamento não só seja adotado mas também incentivo.

Joaquim Barbosa pode estrelar campanha dos paraísos fiscais ou será o advogado dos Bancos Itaú e Bradesco?! Agora fica explicado a urgência com que JB buscava carteira na OAB para poder advogar.

Depois da Suíça, agora também Luxemburgo lava mais Banco!

G20 anunciará pacote contra manobra fiscal de empresas

Países querem que bancos deem informações mais claras sobre tributos

Medida seria forma de coibir casos como os que envolvem Luxemburgo, revelados ontem pela Folha

CLÓVIS ROSSICOLUNISTA DA FOLHA

A cúpula do G20 adotará, no próximo fim de semana, um pacote de medidas para coibir malabarismos fiscais como o que a Folha apontou nesta quinta (6), envolvendo os bancos Itaú e Bradesco.

Trata-se de um acordo entre as maiores economias do mundo, que formam o G20, para exigir dos bancos um "padrão comum de informação", ou seja, que os bancos identifiquem e informem assuntos tributários de seus correntistas não residentes.

No caso dos bancos brasileiros, uma simples troca de papéis resultou numa economia de R$ 200 milhões nos impostos pagos pelo Bradesco e pelo Itaú-Unibanco.

Essas operações foram concluídas em 2008 e 2009 em Luxemburgo, um pequeno paraíso fiscal europeu.

A prática é conhecida como elisão fiscal –deixar de pagar impostos usando ao máximo todas as brechas que a lei oferece. Não se trata, em princípio, de um crime. Tampouco é algo novo, mas desta vez tudo está comprovado e detalhado em 1.028 documentos inéditos que expõem essas operações de uma forma nunca antes vista.

Tanto Bradesco como Itaú-Unibanco negam ter celebrado acordos para pagar menos tributos no Brasil.

IKEA

A Folha tratou apenas dos documentos relativos a empresas brasileiras, mas entre os demais papéis está o caso da Ikea, multinacional sueca de mobiliário e produtos para casa, que talvez seja mais ilustrativo.

De acordo com os documentos liberados, as lojas australianas da Ikea tiveram um movimento de mais de US$ 4,76 bilhões (R$ 11,92 bilhões) entre 2002 e 2013, mas pagaram comissões a subsidiárias da própria empresa em Luxemburgo e na Holanda.

Com isso, a Ikea declarou lucro antes do pagamento de impostos de apenas US$ 103 milhões (R$ 258 milhões), do que resultaram magros US$ 31 milhões (R$ 77,7 milhões) em impostos, embora suas vendas tenham crescido 500% no período.

O G20 também aprovará um pedido (portanto, não obrigatório, ao contrário do padrão comum de informação) para que as empresas multinacionais detalhem suas atividades país por país.

Os dados não seriam públicos, mas reservados às autoridades tributárias.

Seria a maneira de evitar casos como o da Ikea, que lucra muito em um país, mas declara atividades em outro, com taxação baixa ou inexistente, um mecanismo que é eufemisticamente chamado de "profit shifting" ou transferência de lucros.

Um cálculo preliminar feito pela ONG Oxfam informa que esses dois malabarismos fiscais custam US$ 114 bilhões (R$ 285,7 bilhões) anuais em perda tributária para os países em desenvolvimento.

02/07/2014

STF derrota Reis dos Camarotes

Filed under: Copa 2014,Eleições 2014,Isto é PSDB!,PSDB,Rei dos Camarotes — Gilmar Crestani @ 7:09 am
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joaquim-barbosa-luciano-huck

Foi-se o fiel escudeiro do PSDB e da velha mídia. JB deixou o STF pela porta dos fundos não sem antes deixar um voto de apoio ao seus parceiros do PSDB. Sempre ele e Gilmar Mendes dando apoio aos Reis dos Camarotes

Veja o que é a indigência mental de um Ministro que leva a vida com ódio. O ódio lhe tira resquícios de vida racional. Se é verdade que, por haver financiamento público, pode-se se usar os jogos para fazer protesto contra o governo, então porque o mesmo não permitiu protestos dentro do STF? O STF foi construído, não com FINANCIAMENTO, mas com dinheiro público.  E os Ministros são pagos também com dinheiro público. Já vai tarde quem nunca não mereceu estar lá.

STF nega pedido do PSDB para garantir protestos em arenas

DE BRASÍLIA – Por oito votos a dois, o Supremo Tribunal Federal negou nesta terça (1º) pedido do PSDB para garantir a realização de protestos "ideológicos" dentro dos estádios na Copa.

A sigla pedia que a corte derrubasse o artigo da Lei Geral da Copa que proibia o uso de faixas e cartazes "para outros fins que não o da manifestação festiva e amigável". Para a maioria dos ministros, porém, a lei não obstrui a liberdade de expressão.

Na sua última sessão na corte, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, votou a favor da ação do PSDB. Ele disse que a Copa foi feita com financiamento público e "não faria sentido limitar a expressão" daqueles que custearam o evento.

21/03/2014

Começou a vingança…

Filed under: Assas JB Corp,Ricardo Noblat — Gilmar Crestani @ 9:41 am
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Barbosa processa Noblat por racismo. Começou a vingança…

21 de março de 2014 | 01:17 Autor: Fernando Brito

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Divirjo muitas vezes do jornalista Ricardo Noblat.

Quase sempre, aliás.

Muito menos aprecio a orientação política que ele assume em sua coluna em O Globo e eu seu blog, na mesma empresa.

Não desconheço, também, que ele jamais tomou a defesa de outros profissionais, a que vê serem chamados de ‘blogueiros sujos”, sem que lhes proclame o direito de escrever o que pensam e tanto quanto qualquer outra publicação, merecerem  – na proporção de suas audiências – a destinação de verbas publicitárias.

Nada disso, entretanto, faz deixar de ser absurdo que ele seja denunciado por racismo pelo Presidente do STF, Joaquim Barbosa, por tê-lo censurado por seus modos grosseiros ao agredir verbalmente Ricardo Levandowski.

Por dizer que Barbosa não tem o direito “tratar mal seus semelhantes, a debochar deles” e a “humilhá-los”.

Não tem, mesmo.

Ou que Barbosa teve, na sua indicação para a Corte,o fato de ser negro como elemento de convicção do Presidente Lula para decidir assim.

Foi, e que bom que tenha sido.

Porque significou a ascensão de um negro – como milhões de nossos irmãos – à corte mais alta do País, como é preciso para que esse país comece, um pouquinho, a exorcizar os séculos de discriminação, humilhação e injustiça.

Que Noblat tenha dito que o comportamento de Barbosa é eivado de autoritarismo e recalques, basta ver os espetáculos que ele protagoniza na TV Justiça, ante os olhos de todos.

Ou será que mandar um jornalista ir “chafurdar no lixo” é exemplo de comportamento equilibrado próprio de um magistrado?

Da mesma forma, não é temerário dizer que Joaquim Barbosa sabe do peso com que recai, diante do Ministério Público, uma demanda sua para que se processe alguém.

Noblat talvez seja só o primeiro.

O rancor da derrota final no processo da Ação penal 470, o chamado “mensalão”, já deixou claro, na diatribe final de Barbosa contra seus colegas, onde apontou um “maioria formada sob medida” que iria seguir sua “sanha reformadora”, que aquele era “apenas o primeiro passo”.

Talvez o primeiro passo seja justamente Noblat, a quem, por caminho transverso, se busque punir por no trecho final do julgamento, não ter seguido razões de elevado valor jurídico, como a de dosar penas “sob medida” para evitar a progressão ao regime semi-aberto de determinados presos.

E talvez seja a Noblat uma lição de que os adversários que o enfrentamos com a verve, a ironia e o questionamentos políticos somos muito, muito mais democratas do que aqueles que figuram injúrias para exercer a perseguição.

Porque, afinal, o que se lhe imputa como injurioso é o mesmo – em palavras até mais duras – do que se acusou o jornalista Paulo Henrique Amorim em relação a Heraldo Pereira.

Quando muito, uma ofensa pessoal, não aos negros.

Noblat não achou isso merecedor de defesa

Ainda assim, terá nossa defesa diante de um esgar autoritário.

Barbosa processa Noblat por racismo. Começou a vingança… | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

03/03/2014

Ratos à deriva

Jornal Nacional denuncia que ‘escolhido’ pode ter fugido do controle

por Helena Sthephanowitz publicado 21/11/2013 12:24, última modificação 25/11/2013 10:59

Ratosdenavio

Barbosa pode ver aliados virarem as costas, enquanto o processo do mensalão vai sendo desmoralizado

Conquistada a condenação dos réus da Ação Penal 470, o chamado mensalão, a Globo agora quer transferir o ônus do golpismo para o STF, mais especificamente para Joaquim Barbosa. Não parece ser por virtude, mas por esperteza, que William Bonner passou um minuto no Jornal Nacional de  quarta-feira (20) lendo a notícia: "Divulgada nota de repúdio contra decisão de Joaquim Barbosa".

O manifesto é assinado por juristas, advogados, lideranças políticas e sociais repudiando ilegalidades nas prisões dos réus do mensalão efetuadas durante o feriado da Proclamação da República, com o ministro Joaquim Barbosa emitindo carta de sentença só 48 horas depois das ordens de prisão.

O locutor completou: "O manifesto ainda levanta dúvidas sobre o preparo ou boa-fé do ministro Joaquim Barbosa, e diz que o Supremo precisa reagir para não se tornar refém de seu presidente".

A TV Globo nunca divulgou antes outros manifestos em apoio aos réus, muito menos criticando Joaquim Barbosa, tampouco deu atenção a reclamações de abusos e erros grotescos cometidos no julgamento. Pelo contrário, endossou e encorajou verdadeiros linchamentos. Por que, então, divulgar esse manifesto, agora?

É o jogo político, que a Globo, bem ou mal, sabe jogar, e Joaquim Barbosa, calouro na política, não. E quem ainda não entendeu que esse julgamento foi político do começo ao fim precisa voltar ao be-a-bá da política. O PT tinha um acerto de contas a fazer com a questão do caixa dois, mas parava por aí no que diz respeito aos petistas, pois tiveram suas vidas devassadas por adversários, que nada encontraram. O resto foi um golpe político, que falhou eleitoralmente, e transformou-se numa das maiores lambanças jurídicas já produzidas numa corte que deveria ser suprema.

A Globo precisava das cabeças de Dirceu e Genoino porque, se fossem absolvidos, sofreria a mesma derrota e o mesmo desgaste que sofreu para Leonel Brizola em 1982 no caso Proconsult, e o STF estaria endossando para a sociedade a tese da conspiração golpista perpetrada pela mídia oposicionista ao atual governo federal.

A emissora sabe dos bastidores, conhece a inocência de muitos condenados, sabe da inexistência de crimes atribuídos injustamente, e sabe que haverá uma reviravolta aos poucos, inclusive com apoios internacionais. A Globo sabe o que é uma novela e conhece os próximos capítulos desta que ela também é protagonista.

Hoje, em tempos de internet, as verdades desconhecidas do grande público não estão apenas nas gavetas da Rede Globo, como acontecia na ditadura, para serem publicadas somente quando os interesses empresariais de seus donos não fossem afetados. As verdades sobre o mensalão já estão escancaradas e estão sendo disseminadas nas redes sociais. A Globo, o STF e Joaquim Barbosa têm um encontro marcado com essas verdades. E a emissora já sinaliza que, se ela noticiou coisas "erradas", a culpa será atribuída aos "erros" de Joaquim Barbosa e do então procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Joaquim Barbosa, homem culto, deve conhecer a história de Mefistófeles de Goethe, a parábola do homem que entregou a alma ao demônio por ambições pessoais imediatas. Uma metáfora parecida parece haver na sua relação com a TV Globo. Mas a emissora parece que está cobrando a entrega antes do imaginado.

Globo dá sinais de que, se farsa ruir, Barbosa é quem vai pagar a conta — Rede Brasil Atual

30/09/2013

Cláudia Trevisan e Yoani Sánchez e a liberdade de expre$$ão made in U$A

A possível explicação para a prisão da jornalista brasileira

seg, 30/09/2013 – 08:27

Michel

A nota de Joaquim Barbosa lamentando a abusiva prisão da jornalista Cláudia Trevisan na Yale University, nos EUA, é um alento nesse episódio repugnante. Alguns especulam que o próprio Barbosa poderia ter solicitado a prisão da repórter do Estadão, pois o presidente do STF já tivera grave rusga com Felipe Recondo, outro profissional do jornal, que noticiou uma reforma no banheiro de Barbosa que teria custado R$ 90 mil. Enfim, a própria Cláudia Trevisan não acredita que Barbosa esteja por trás da sua prisão. Sim, é possível que ela esteja certa. Daí surge uma possível explicação para o episódio: um mal entendido. Muito provavelmente Barbosa, enfaticamente, avisou à segurança da universidade que seria procurado pela jornalista do Estadão (ela avisou a Barbosa que insistiria em procurá-lo) e que não daria entrevistas; e não autorizava a presença de nenhum jornalista brasileiro na universidade.

Mas por que Joaquim Barbosa foi tão enfático em não aceitar a presença da jornalista? Pesquisando sobre o “Global Constitutionalism Seminar” que o presidente do STF foi participar, o que mais chama a atenção são as raras menções ao tal seminário, que acontece anualmente. Fechado à imprensa, no máximo aparecem dados superficiais sobre seminários anteriores. Ironicamente, um deles tratou também de “equality, free expression, dignity, and detention” (igualdade, liberdade de expressão, dignidade e detenção). Ou seja: tudo que não foi observado na detenção de Cláudia Trevisan. Outra paradoxal ironia é esse tom secreto; proibido à imprensa, já que dele participa o presidente do único STF do mundo que transmite ao vivo suas sessões – e só consegue enxergar virtude nisso.

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Com todo esse caráter hermético que a organização do evento na Universidade Yale faz questão de manter, Joaquim Barbosa, ao alertar aos organizadores que uma jornalista brasileira iria inadvertidamente procurá-lo, estaria se isentando da culpa de “atrair os louvores da imprensa” para um evento fechado. Em outras palavras: Joaquim Barbosa temia que a organização do seminário julgasse que ele, presidente da Corte mais aberta do mundo, tenha sido responsável pela presença da imprensa brasileira no evento. Motivos para tal desconfiança não faltam. Basta lembrar da polêmica viagem de Joaquim Barbosa à Costa Rica num avião da FAB. Entre os convidados do festivo vôo estava uma jornalista da Globo escalada para cobrir o evento, ou, para afagar a vaidade do presidente da mais alta Corte brasileira.

A segurança da Yale e a polícia talvez não reservariam um tratamento tão estúpido a uma jornalista brasileira se soubessem que a presença dela era simpática a uma das maiores autoridades do país que prestigiava um evento na tradicional universidade. Além da violência, estavam dispostos a processar Cláudia Trevisan por “invasão” de propriedade particular. A desistência em processar a jornalista pode ter sido motivada pela própria reação de Joaquim Barbosa em “lamentar” o episódio. Afinal, era “só” para proibir o trabalho da imprensa – não algemar, prender e processar. Bom, enquanto isto a blogueira cubana Yoani Sánchez, com patrocínio da imprensa ocidental “made in USA”, roda livremente o mundo demonizando a “ditadura de Cuba que cerceia a liberdade de imprensa”.

23/07/2013

Macunaíma, um heróis sem nenhum c…

Filed under: Ética,Domínio do Fato — Gilmar Crestani @ 9:43 pm
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Mario de Andrade era um profeta. Escreveu Macunaíma para representar um produto que estava por ser fabricado. E teria que nascer nas teclas da Globo para ser adotado como herói pelos que, igualmente, não têm nenhum caráter.

Juiz Barbosa condenaria eventual réu Barbosa

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No julgamento da AP 470, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, acolheu tese do procurador-geral, Roberto Gurgel, pela condenação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), numa segunda acusação de peculato. Motivo: o parlamentar havia autorizado a contratação de uma empresa real, mas considerada de fachada, do jornalista Luís Costa Pinto, porque funcionava em seu endereço residencial. Importante: a Assas JB Corp, empresa criada por Barbosa para obter benefícios fiscais relacionados à compra de um imóvel de R$ 1 milhão em Miami, tem como sede o endereço residencial do presidente do STF no Brasil

23 de Julho de 2013 às 14:53

247 – Se "Joaquim B Gomes" fosse réu no Brasil e seu caso caísse nas mãos de Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, ele estaria em maus lençóis. Os dois, na verdade, são a mesma pessoa e "Joaquim B Gomes" foi apenas a forma que Joaquim Barbosa preferiu usar para assinar os papéis da Assas JB Corp, empresa offshore que ele criou para adquirir um imóvel avaliado em R$ 1 milhão, em Miami. Nela, consta como endereço a residência do presidente do STF no Brasil: SQS 312, bloco K, apartamento 503, em Brasília, CEP 70565-110.

O eventual réu "Joaquim B Gomes" poderia ser condenado pelo juiz Joaquim Barbosa por uma razão simples. No julgamento da Ação Penal 470, do chamado "mensalão", Barbosa acolheu a tese do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, quando ele pediu a condenação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), numa segunda ação de peculato.

Essa acusação dizia respeito à contratação da empresa IFT, do jornalista Luís Costa Pinto, para prestar serviços de consultoria na área de comunicação à Câmara dos Deputados. Gurgel e Barbosa consideravam a IFT uma "empresa de fachada" apenas porque sua sede comercial era também o endereço residencial do jornalista.

Eis, abaixo, a tese de Gurgel, acolhida por Barbosa:

Na verdade, a subcontratação foi uma armação para que Luís Costa Pinto fosse bem remunerado (vinte mil reais por mês) para prestar assessoria direta a João Paulo Cunha.

Contratado pela empresa SMP&B sob o manto formal do serviço apresentado em sua proposta, Luís Costa Pinto prestava assessoria direta a João Paulo Cunha. A empresa IFT, cujos sócios são Luís Costa Pinto e sua esposa, tem como endereço registrado na Receita Federal exatamente a residência dos proprietários, indicando que se trata de uma empresa de fachada.

O desvio perpetrado por João Paulo Cunha, no período compreendido entre fevereiro de 2004 até dezembro de 2004, alcançou o montante de R$ 252.000,00 (duzentos e cinquenta e dois mil reais), valor pago ao Sr. Luís Costa Pinto.

Observe-se que foi o próprio João Paulo Cunha quem autorizou a contratação da empresa IFT, cuja proposta trouxe o nome de Luís Costa Pinto.

Nesta terça, o blog O Cafezinho, do jornalista Miguel do Rosário, publicou novos documentos sobre a aquisição imobiliária feita por Joaquim Barbosa em Miami, onde consta uma estranha transferência da propriedade por apenas dez dólares (leia mais aqui). Barbosa disse que fez sua compra "em conformidade" com a lei americana e disse ter sido orientado por um advogado. Ele afirmou ainda ter recursos de sobra para o investimento feito nos Estados Unidos, mas sua sociedade numa empresa vem sendo questionada por advogados (leia aqui) por ferir o Estatuto do Servidor Público (leia aqui).

Em tempo: na Ação Penal 470, João Paulo Cunha foi inocentado dessa segunda acusação de peculato, contrariando o desejo de Gurgel e Barbosa.

Juiz Barbosa condenaria eventual réu Barbosa | Brasil 24/7

18/04/2013

Vozes da divergência

Filed under: Golpismo,Janio de Freitas,STF — Gilmar Crestani @ 8:59 am
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JANIO DE FREITAS, vale por toda equipe da Folha

Revela-se, no Supremo, a preocupação sobre a apropriação excessiva do poder por um ministro

A aparente serenidade no Supremo Tribunal Federal dilui-se e, em seu lugar, apareceram as divergências e os sinais da tensão que antecede a nova etapa da ação 470, ou julgamento do mensalão.

O surgimento simultâneo ontem, em diferentes publicações, de revelações de três ministros do STF sobre sua discordância com o ministro Joaquim Barbosa estava longe de ser apenas coincidência. Indicava, isso sim, a percepção conjunta da necessidade dessas atitudes públicas. A concessão, por oito a um, do dobro do prazo para apresentação dos últimos recursos pelas defesas explica parte das divergências expostas. Mas ainda há o complemento, com o tratamento a ser dado aos recursos finais.

Na afirmação, feita pelos três ministros, de que a Joaquim Barbosa não cabe decidir sozinho um agravo interposto contra ele próprio, revelava-se a preocupação instalada no STF: a apropriação excessiva do poder por um ministro, a ponto de até decidir em causa própria um agravo contra ele, além de relegar atribuições do plenário, implicaria, provavelmente, em restrição ao pleno direito de defesa. Ninguém esperava que Joaquim Barbosa concedesse o prazo pedido pelas defesas, como não concedeu ontem, com seu voto negativo.

Os ministros Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e um terceiro, que pediu a omissão do nome, não foram os únicos a externar tal preocupação. O ministro Celso de Mello os precedera, com opinião similar. Mas é certo que a divergência já incluía ao menos outras duas vozes do tribunal.

As divergências e a tensão agora constatáveis explicam, por exemplo, a ansiedade do ministro Gilmar Mendes pela conclusão rápida da ação 470, com o argumento sem sentido de que "o Brasil não pode continuar refém desse julgamento". E ainda, como a Folha noticiou ontem, com sua declaração de que "é no mínimo naífico [ingênuo]" crer que os recursos das defesas possam mudar decisões do Supremo.

Se não há tal possibilidade, de que serviria o direito constitucional aos recursos? Pelo visto, só para mostrar que o juiz Gilmar Mendes já prejulgou as novas defesas. Caso o ilustre ministro admita esclarecer a plebe a respeito, não precisa fazer cerimônia no uso do seu patético pedantismo vocabular. A plebe também sabe ir ao dicionário.

PRÓ-ABUSO

De Marcos Mendonça, em campanha estilo Fux para substituir João Sayad na presidência da Fundação Padre Anchieta, que administra a TV Cultura de São Paulo: "O governo do Estado é o principal financiador e tem que ser um grande aliado".

É tudo o que a TV Cultura e o governo não devem ser. Ela é do Estado, não do governo. Financiada pelo povo do Estado, não pelo governo. Não pode haver proposta de administração menos ética do que a "aliança" da TV com o governo: é uso de dinheiro público em benefício de políticos e de partido.

DITO E FEITO

As manifestações contrárias a Margaret Thatcher em sua morte, admiráveis pela sinceridade contra a hipocrisia, lembra a atitude única do jornalista Hélio Fernandes na morte do general e ex-ditador Castello Branco, em 1967. Em minucioso artigo na primeira página da sua "Tribuna da Imprensa", Hélio acusou todas as violações de hierarquia, da Constituição que o militar jurara respeitar, a conspiração, o descumprimento dos compromissos assumidos mesmo já no poder. Hélio não dispensou nada ao repassar a vida pública de Castello Branco.

Hélio Fernandes sabia o que o aguardava. E recebeu. Foi preso e mandado para Fernando de Noronha. Hoje, sem a edição impressa da "Tribuna", tem um blog. Com a mesma gana.

30/03/2013

Os bons companheiros

Filed under: Grupos Mafiomidiáticos — Gilmar Crestani @ 7:22 pm
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Diz-se que as hienas riem, mas também se diz que comem merda.

Visitando o patrão

Filho de Roberto Marinho e dois subalternos.

Blog Sujo

07/03/2013

Cai o véu da cumplicidade

Filed under: Golpismo,Jânio Quadros,Joaquim Barbosa — Gilmar Crestani @ 8:03 am
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ROGÉRIO GENTILE

Joaquim da Silva Quadros

SÃO PAULO – Aplaudido nas ruas por sua atuação no caso do mensalão, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, comporta-se cada vez mais como se fosse uma espécie de Jânio Quadros do Judiciário: temperamental, autoritário e agressivo.

Durante o julgamento, a despeito do mérito das suas posições, foi frequentemente deselegante com seus colegas, interrompendo suas falas, utilizando-se de ironias e sorrisos mal disfarçados para tentar desqualificar seus argumentos ou simplesmente agredindo-os quando nada disso funcionava. Em uma das sessões, em pé, disse ao ministro Lewandowski que ele deveria "votar de maneira sóbria". Em outra, perguntou se o colega "advogava para os réus".

Anteontem, Barbosa se superou. Ao ser abordado por jornalistas, antes que um deles conseguisse completar sua pergunta, respondeu, descontrolado: "Me deixa em paz, rapaz. Vá chafurdar no lixo, como você faz sempre". Ao entrar no elevador, ainda teve tempo de dizer: "Palhaço".

Os jornalistas pretendiam repercutir com Barbosa nota divulgada por associações de juízes na qual criticavam o ministro por ele ter dito em entrevista que a magistratura tem mentalidade "pró-impunidade". No documento, as entidades disseram que Barbosa "parte do pressuposto de ser o único detentor da verdade".

Jânio, em seu tempo, também abusava da agressividade. Na campanha de 1985 para prefeito de São Paulo, por exemplo, disse que Fernando Henrique Cardoso só faltava recomendar maconha para a merenda escolar. Em outra ocasião, ao reclamar da imprensa, perguntou: "Quando vem um repórter quadrúpede me entrevistar, como quer que eu o trate? Como bípede?".

Ao assumir a presidência do STF, Barbosa fez um importante discurso no qual disse ser preciso reconhecer que existe um grande deficit de Justiça no país. E defendeu um Judiciário sem firulas, floreios ou rapapés. Poderia ter acrescentado, também, sem destemperos e personalismos.

06/03/2013

“Esse cara sou eu”

Filed under: ANJ,Grupos Mafiomidiáticos,Joaquim Barbosa — Gilmar Crestani @ 12:13 pm
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Caso Barbosa: ANJ faz silêncio vergonhoso

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Experimente-se, por hipótese, trocar os personagens; em lugar do presidente do STF, Joaquim Barbosa, quem teria chamado de "palhaço" e mandado um jornalista "chafurdar no lixo" fora o ex-presidente Lula; como reagiria, então, a Associação Nacional dos Jornais, presidida por Carlos Lindenberg (à dir.)?; adotaria, como faz agora, a tática do avestruz?; o Estadão, veículo atingido, teria publicado o assunto apenas ‘no pé’ da sua primeira página?; e a turma da avenida Marginal, à sombra da Editora Abril?; dragões da ideologia dominante estariam relax em seus blogs?

6 de Março de 2013 às 11:51

247 – Parem as rotativas! O ex-presidente Lula, num acesso de fúria contra a mídia da qual ele não aceita críticas, acaba de interromper um jornalista do Estadão, que apenas iniciava para ele uma pergunta. "Vá chafurdar no lixo como você sempre fez", ofendeu ele ao profissional, sem meias palavras, para ao final disparar ainda um "palhaço". Com sua típica falta de ombridade, Lula, mais tarde, ciente do verdadeiro atentado cometido às relações mais civilizadas e, na medida que atingiu a instituição imprensa, também à democracia, manda um assessor escrever uma nota na qual, sem nem mesmo citar o nome do profissional ofendido, alega que estava "cansado" e, pelo gesto, pede desculpa. Ponto final.

Qual teria sido a reação da Associação Nacional dos Jornais, que representa o patronato da mídia tradicional, caso tivesse sido Lula, verdadeiramente, e não na hipótese formulada aqui, o personagem dominante do episódio?

Certamente bem diferente do silêncio observado diante do escândalo patrocinado pelo verdadeiro protagoniza do caso real, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Com medo dele, ou por afinidade ideológica, possivelmente, a ANJ se calou diante da ofensa cometida contra um de seus filiados.

O próprio veículo atingido, o centenário jornal O Estado de S. Paulo que se orgulha de sua história de combate contra a ditadura militar brasileira – a mesma que, quando chegou ao poder, em 1º de abril de 1964, contou com todo o apoio das opiniões e do noticiário da mesma publicação –, praticamente escondeu a notícia. E nem teve brios de escrever um editorial a respeito do ataque contra o livre exercício da sua atividade fim. O caso foi parar no chamado "pé" da primeira página, com texto com título interno de cinco colunas que não mereceu nem uma retranca – que é como os jornalistas chamam os textos com títulos independentes – auxiliar.

Fora do eixo mais diretamente envolvido pela baixaria de Barbosa, ainda não se conhecem as reações da turma de plantão na escolta dos interesses mais gerais da classe dominante, os dragões da Editora Abril. Ex-diretor do Estadão, o jornalista Augusto Nunes não parece ter-se interessado em teclar uma única linha sobre o caso. Com uma trajetória na imprensa infinitamente mais modesta, o centurião civista Reinaldo Azevedo vai lançando mão da tática do avestruz – cabeça enfiada num buraco para nada enxergar – e segue em frente. Os demais colunistas da mídia tradicional estão como ele. Sobre um episódio lamentável, uma postura na mesma medida. Não por outro motivo os jornais e revistas amargam queda em circulação e credibilidade.

Caso Barbosa: ANJ faz silêncio vergonhoso | Brasil 24/7

JB envelhecido

Filed under: Joaquim Barbosa — Gilmar Crestani @ 11:09 am
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A origem da Educação Moral e Cívica de JB, segundo o Painel da Folha:

Onde dói 1 Apontada como justificativa por Joaquim Barbosa, a crônica dor nas costas do presidente do STF não é o motivo do destempero verbal com que ele se dirigiu a um jornalista ontem.

Onde dói 2 A irritação do ministro se deve a levantamentos em curso por parte da imprensa sobre gastos com reformas nos gabinetes e apartamentos dos ministros, além de viagens. Os dados referentes ao presidente da corte teriam chamado a atenção.

05/03/2013

Cria cuervos…

Filed under: Estadão,Joaquim Barbosa — Gilmar Crestani @ 8:18 pm
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Há um ditado espanhol que traduz com perfeição as figurinhas trocadas entre Joaquim Barbosa e jornalistas dos grupos mafiomidiáticos: “cria cuervos y te comeran los ojos”. A má educação televisionada em rede nacional durante o julgamento da Ação 470 foi incensada como voz de autoridade que, lembrando Jânio Quadros, iria fazer uma faxina no Brasil. Muitas vezes me lembrei do documentário “inimigo de meu inimigo”…  Fizeram-no de capitão-de-mato enquanto foi útil para o serviço de que tanto precisavam. Agora, tudo o que um disser do outro, acredite!

Diretor do Estadão ao 247: “Barbosa deve limpar o que fez”

Jornalista João Bosco Rabello afirma que "nada justifica" agressão verbal de presidente do Supremo ao repórter Felipe Recondo; "Foi muito ruim para a imprensa como um todo, que é uma instituição intermediária entre a sociedade a as autoridades", disse o diretor do jornal O Estado de S. Paulo em Brasília ao 247; para Rabello, ministro Joaquim Barbosa, além das desculpas via assessoria de imprensa do STF, deveria "desagravar pessoalmente o repórter, para limpar o que fez"

5 de Março de 2013 às 18:49

Marco Damiani _247 – O diretor da sucursal de O Estado de S. Paulo em Brasília, jornalista João Bosco Rabello, considera incompleto o pedido de desculpas feito via assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal para o episódio em que o ministro Joaquim Barbosa respondeu ao início de uma pergunta do repórter Felipe Recondo com a expressão "vá chafurdar no lixo". Diante de outros profissionais de imprensa, visivelmente alterado, Barbosa ainda ofendeu Recondo com a palavra "palhaço".

"É lamentável", resumiu Rabello ao 247. "Eu espero que agora, para limpar isso, o ministro adote uma atitude elegante e convide o repórter para uma conversa na qual, pessoalmente, apresente suas desculpas. Eu gostaria que ele desagravasse o profissional". Para ele, "não pode ficar dúvida nenhuma sobre o repórter, que nem teve chance de fazer a pergunta que tentou fazer".

Articulista político e responsável pelo comando de uma equipe tarimbada de um dos principais veículos de comunicação do País, Rabello viu no episódio muito da "distorção existente na visão e no trato das autoridades com a mídia". "A imprensa é uma camada da sociedade, nós somos intermediários entre o público e as autoridades, não buscamos informações para consumo próprio, mas para veiculação geral", definiu ele. "Muitas autoridades, por conveniência pessoal, procuram se desviar das abordagens em entrevistas para esconder situações mal explicadas. No  caso específico, porém, nem isso houve, porque a pergunta nem sequer foi feita totalmente", frisou Rabello. Ele acentuou que não havia, entre o presidente do STF e o repórter do Estadão, qualquer episódio de atrito anterior.

"É isso que torna o caso ainda mais lamentável. Não houve reclamação sobre o tom da pergunta, alguma coisa que poderia ser considerada impertinência ou indelicadeza, nada disso. A pergunta do repórter nem chegou a ser feita. O mau humor do ministro foi muito grande. A nota do STF atribuiu isso ao cansaço dele, mas isso diz pouco".

A imprensa como instituição, para Rabello, saiu atingida pela rudeza de Barbosa. "O Estado foi o veículo que fez a abordagem, mas a mesma reação poderia ter sido dirigida a qualquer outro veículo da mídia", acredita ele. "Isso mostra que as relações das autoridades com a mídia precisam mudar. Tem de haver uma reciclagem".

Diretor do Estadão ao 247: “Barbosa deve limpar o que fez” | Brasil 24/7

01/03/2013

Profecia ou desejo?

Houve um tempo em que se dizia que o STF se pronunciava nos autos. Joaquim Barbosa prefere despachar pelas páginas dos jornais. Enquanto isso, milhares de processos dormem nos escaninhos. Principalmente aqueles de repercussão geral. Declara-se infeliz por ter de “respeitar os prazos” e que pretende “coibir” o direito de defesa dos réus. Com um Ministro destes para que carrasco? Aliás, pelo menos os carrascos não diziam bobagens pois executavam de boca fecha!

Réus do mensalão irão para prisão até julho, diz Barbosa

Presidente do STF acha prazo suficiente para concluir últimas etapas do processo

Execução das penas depende da publicação dos votos dos ministros e da análise de recursos dos advogados dos réus

DE BRASÍLIA

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, disse ontem acreditar que as penas dos réus condenados no julgamento do mensalão serão aplicadas até julho deste ano.

Isso significa que, no entender de Barbosa, os 22 condenados à prisão poderão ser presos até esse prazo.

Para ele, mesmo que os réus entrem com recursos contra as sentenças, julho é uma previsão "razoável" para a execução das penas.

"Por mim, encerraria [o processo] ontem", afirmou Barbosa. "Infelizmente, tenho que respeitar os prazos."

Ontem pela manhã, Barbosa concedeu entrevista a correspondentes de jornais estrangeiros e disse que as ordens de prisão seriam expedidas antes de 1º de julho, mas esclareceu que isso dependerá do cumprimento das últimas etapas do processo.

Afirmou também que as penas definidas no julgamento "foram baixíssimas".

À tarde, ele voltou ao assunto em entrevista a jornalistas brasileiros. Sem dar detalhes, Barbosa disse que "há meios de se coibir" tentativas da defesa dos condenados de adiar a execução das penas.

O julgamento do mensalão foi concluído em dezembro, mas as penas ainda não foram cumpridas. Falta publicar o acórdão que resumirá as conclusões e julgar eventuais recursos dos réus.

Depois de publicado, os advogados de defesa poderão apresentar recursos para que o STF esclareça pontos obscuros e reexamine questões que dividiram os ministros.

Normalmente, há um prazo de cinco dias após a publicação do acórdão para que os recursos sejam apresentados. Como o processo do mensalão é muito volumoso, os advogados querem pedir mais tempo. A publicação do acórdão é prevista para 1º de abril.

Dos 11 ministros que participaram do julgamento, 5 já concluíram a revisão de seus votos. Só depois que todos entregarem é que Barbosa poderá publicar o acórdão.

Questionado se alguns ministros estão demorando a liberar seus votos, Barbosa respondeu: "Por que vocês gostam de detalhezinhos?"

Segundo o presidente do STF, uma vez concluída a ação, a pena deve ser aplicada automaticamente. "Encerrado, você aplica a decisão tanto no cível quanto no crime. ‘Executa-se’ é a palavra que se usa tanto para matéria criminal quanto civil."

EDITORIAL

Durante sua conversa com a imprensa estrangeira, Barbosa afirmou que o sistema prisional brasileiro é "caótico". Disse, porém, que isso é usado como argumento para "afrouxar ainda mais" o sistema penal, que opera, disse ele, "pró-impunidade".

"Há todo um discurso garantista que domina a mídia: a grande mídia, a mídia especializada. E esse discurso garantista é inteiramente pró-impunidade", disse.

O presidente do Supremo, sem citar a Folha, mas "um grande jornal brasileiro", criticou editorial do jornal publicado em 25 de outubro de 2012, quando o Supremo ainda julgava o mensalão.

À época, a Folha afirmou que a pena de prisão deveria ser destinada apenas aos que "recorrem a violência física ou grave ameaça" decorrente do delito que cometeram. A posição é defendida em editoriais há mais de dez anos.

"Houve um jornal que fez um editorial para dizer que as penas que estavam sendo aplicadas eram absurdas, que eram medievais, que não se deveria colocar pessoas desse nível em prisão. Seria melhor aplicar-lhes penas pecuniárias. Como se o STF tivesse poder para, no meio de um processo, deixar de aplicar as penas que estão previstas na lei", disse.

(TAI NALON)

23/03/2011

“Ariano branco”, quase nazista, assim é o DEM

Filed under: Cosa Nostra — Gilmar Crestani @ 8:30 am
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Deputado Júlio Campos chama ministro do STF de ‘moreno escuro’

Publicada em 22/03/2011 às 19h07m

BRASÍLIA – O ex-governador de Mato Grosso e deputado federal Júlio Campos (DEM-MT), em reunião da bancada do partido na Câmara, referiu-se ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como "moreno escuro". Ao criticar a eficácia do foro privilegiado destinado às autoridades no país e defender a manutenção de prisão especial para autoridades, o deputado fez menção ao ministro.

" A gente não é obrigado a lembrar o nome de todo mundo, toda hora "

– Todo mundo sabe que essa história de foro privilegiado não dá em nada. O nosso amigo Ronaldo Cunha Lima precisou ter a coragem de renunciar ao cargo para não sair daqui algemado. E depois, meus amigos, você cai [sic] nas mãos daquele moreno escuro lá no Supremo, ai já viu – disse o deputado em reunião da bancada.

Questionado sobre o assunto, o deputado disse ter esquecido o nome do ministro e citou-o como moreno escuro, porém sem nenhuma maldade.

– Ao fazer um pequeno debate me esqueci o nome do ministro e falei "aquele moreno escuro", mas não foi com nenhuma maldade. A gente não é obrigado a lembrar o nome de todo mundo, toda hora -, declarou Júlio Campos.

Deputado telefonou para pedir desculpas ao ministro

Após ter chamado o ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa de " moreno escuro", o deputado Júlio Campos (DEM-MT) ligou para pedir desculpas. Em nota, a assessoria diz que o parlamentar fez contato com o chefe de gabinete de Joaquim e "pediu que sejam passadas desculpas ao magistrado por eventuais constrangimentos" e que não houve intenção de "desprestigiá-lo".

O deputado esclarece que usou a expressão "ilustre moreno escuro" porque não lembrou naquele momento do nome do magistrado.

Na nota, o parlamentar justifica que na reunião na bancada do DEM se posicionou contrário ao foro privilegiado por acredita ser uma "utopia". Ele defende o direito à prisão especial autoridades civis, militares, eclesiásticas devidamente constituídas.

Leia a nota na íntegra:

"O deputado federal Júlio Campos (DEM/MT) vem esclarecer juntamente à imprensa que quando usou a expressão "ilustre ministro moreno escuro" em menção ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa foi somente por não lembrar naquele momento o nome do magistrado.

De acordo com o deputado, não houve interesse de desmerecer o ministro na expressão. A fala do parlamentar foi feita na reunião de bancada do DEM ao falar sobre o Foro Privilegiado, uma das discussões concernentes à Reforma do Código Penal.

Para evitar possíveis constrangimentos e interpretações dúbias, o deputado Júlio Campos já fez contato com o chefe de gabinete do ministro Joaquim Barbosa, Drº Marco Aurélio e pediu que sejam passadas desculpas ao magistrado por eventuais constrangimentos referentes ao que foi divulgado pela mídia, mas deixou bem claro que não houve o interesse em desprestigiá-lo.

O parlamentar também se posicionou na ocasião contrário ao Foro Privilegiado por acredita que ele é uma utopia, enquanto outros processos passam por quatro instâncias, o Foro Privilegiado passa somente por uma. No entanto, entende que deve ter direito à prisão especial autoridades civis, militares, eclesiásticas devidamente constituídas".

Deputado Júlio Campos chama ministro do STF de ‘moreno escuro’ – O Globo

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