Ficha Corrida

17/07/2015

Valtan, o Polifemo do MP

Valtan FurtadorConta Homero, na Odisseia, que Ulisses e seus marinheiros, no retorno de Tróia para casa, desembarcaram na ilha dos ciclopes filhos de Poseidon a procura de alimentos. Entraram numa gruta onde o ciclope Polifemo guardava suas ovelhas e, ao constatar a presença de estranhos, o gigante de um só olho fechou, com uma enorme pedra, a porta da gruta. Polifemo se alimentava devorando dois marinheiros por vez. Ulisses, paradigma de inteligência, ofereceu vinho a Polifemo, que quis saber quem lhe dera bebida e Ulisses então respondeu: “foi Ninguém”.

Adormecido pelo efeito da bebida, Ulisses e seus homens furam o único olho do gigante. Na manhã seguinte, ao acordar, Polifemo, sem enxergar nada porque estava com seu único olho furado, solta seu rebanho. Tenta, pelo tato, diferenciar ovelhas de prisioneiros. Segurando-se por baixo das ovelhas, Ulisses e seu marinheiros escapam. Ao perceber a fuga, Polifemo grita aos seus companheiros ciclopes que “Ninguém” tinha escapado. E, assim, estes ignoram seus gritos. Já no navio, Ulisses zomba de Polifemo, confessando que “Ninguém” era ele. Então Polifemo arremessa grandes rochas para o mar pedindo ao seu pai Poseidon para vinga-lo.

Poseidon é o MP, esse deus supremo do mar de lama. Inflado pelos ciclopes da velha mídia, Valtan, uma lesma no raciocínio, se acha um gigante. Como toda lesma, é vidrado por Lula. Ao ouvir que o grande molusco apoia empresas brasileiras fica cego de ódio. Quando lhe perguntam quem fatura em cima de suas viagens ao exterior, Lula responde: “foi Furtado”. Sua inteligência desencadeia a fúria dos ciclopes de bico grande e cérebro pequeno que, em grande síndrome de abstinência de votos, só fazem jogar rochas ao léu para ver se o atingem. Mas, como Ulisses, Lula é do mar e não enjoa.

Para o vira-lata cego de ódio, a lesma do MP que tenta se promover perseguindo Lula por fazer com palavras o que os EUA fazem com guerras, segue uma pequena amostra dos indícios da influência do grande molusco no exterior:

O grande crime de Lula é ter defendido o Brasil

:

Só um país à beira da irracionalidade completa pode encarar com naturalidade que um ex-presidente possa ser criminalizado por hastear a bandeira dos interesses nacionais fora do País; Luiz Inácio Lula da Silva, que preferiu defender empresas e empregos brasileiros após deixar o poder, está sendo acusado por um procurador federal de praticar "tráfico de influência internacional"; ou seja: na lógica arbitrária do MP, Lula cometeu o gravíssimo delito de defender que empresas brasileiras vencessem concorrências internacionais em países como Cuba, onde a Odebrecht fez o Porto de Mariel, e República Dominicana; ação contra Lula ganha páginas de jornais como o Financial Times, pouco tempo depois de a Foreign Affairs, bíblia da geopolítica internacional, ter exaltado o avanço do Brasil no mundo na era Lula; este legado, no entanto, pode ser destruído pelo ódio político, pelo arbítrio e por interesses internacionais que movimentam a desestabilização do País

16 de Julho de 2015 às 22:49

Por Leonardo Attuch

No primeiro dia de janeiro de 2011, quando transmitiu a faixa presidencial à sucessora Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula poderia ter tomado uma decisão parecida com a de vários brasileiros que julgam já ter cumprido sua missão na Terra: pendurar as chuteiras, aposentar-se e curtir a vida. Naquele momento, Lula era chamado por publicações internacionais, como a revista alemã Der Spiegel, de o "o político mais popular na face da Terra". O economista Jim O’Neill, que criou a expressão BRICs, o qualificou como o mais importante líder dos últimos 50 anos no mundo, por ter sido capaz de comandar um gigantesco processo de inclusão social, dentro de uma complexa democracia.

Lula, no entanto, decidiu continuar trabalhando. Criou seu instituto, assim como fizera seu antecessor Fernando Henrique Cardoso, e passou a rodar o mundo como um embaixador informal do Brasil, de suas empresas e de seus empregos. Os focos prioritários foram a África e a América Latina, regiões nas quais, por afinidades históricas e culturais, o Brasil poderia ampliar sua influência, abrindo oportunidades para empresas nacionais e, ao mesmo tempo, reforçando a presença do País no jogo internacional. Deu certo. Tanto que, em sua mais recente edição, a revista norte-americana Foreign Affairs, tida como a bíblia da geopolítica global, destacou o avanço do Brasil como ator global nessas regiões (leia mais aqui).

Fosse o Brasil um país maduro e cioso de seu papel no mundo, Lula seria tratado como um dos seus grandes ativos. Um líder capaz de inspirar, angariar simpatias e conquistar apoios para os legítimos interesses comerciais das empresas nacionais e, também, para as aspirações diplomáticas do País. No entanto, o ódio político, a disputa pelo poder e interesses internacionais daqueles que preferem ver o Brasil numa posição subalterna o elegeram como o alvo a ser abatido.

Foi assim que Lula foi transformado pela revista Época, dos irmãos Marinho, no "operador", no "lobista" de grandes empreiteiras. A partir de uma reportagem publicada também no jornal O Globo, sobre uma viagem de Lula à América Central, teve início o processo que culminou, nesta quinta-feira, com a abertura de um inquérito criminal contra o ex-presidente Lula. A acusação: tráfico de influência internacional. Ou seja: Lula é acusado de usar sua influência em outros países em favor de empresas brasileiras. Na lógica do setor do Ministério Público que patrocinou a ação, melhor seria, decerto, que as concorrências para grandes obras na África e na América Latina fossem vencidas por empresas chinesas, norte-americanas ou espanholas, que também disputam esses mercados com empresas nacionais. Também segundo o MP, haveria tráfico de influência porque Lula abriria portas no BNDES, como se isso fosse necessário – programas de financiamento à exportação de serviços existem há décadas e beneficiam todas as empresas brasileiras que conquistam obras internacionais.

O inquérito contra Lula, no entanto, já está nas páginas de publicações internacionais, como o Financial Times e o The Wall Street Journal. Denúncias contra empreiteiras brasileiras também vêm sendo usadas por concorrentes internacionais para inviabilizar a presença das construtoras nacionais em vários mercados. O grupo Globo, que tem liderado a caçada a Lula, já defendeu, em seus editoriais, que empreiteiras nacionais sejam substituídas por empresas de fora até mesmo no mercado interno. Afinal, de acordo com a lógica dos Marinho, Lula é o criminoso a ser abatido, nem que o custo seja a destruição de algumas das maiores empresas brasileiras.

Diante de tamanha irracionalidade, o melhor remédio seria fazer do ex-presidente ministro das Relações Exteriores. Só assim, protegido da insanidade política, ele poderia continuar trabalhando em defesa de interesses nacionais, como fez nos anos em que esteve fora do poder.

* Leonardo Attuch é editor do 247

O grande crime de Lula é ter defendido o Brasil | Brasil 24/7

20/04/2015

Quanto custa o ódio ao PT? R$ 70 mil mensais!

Puxa, por este valor até eu odiaria o PT… Mas não me venderia porque levo muito a sério a lição do inestimável Barão de Itararé: “o homem que se vende sempre recebe mais do que vale”. Mas há muitas alternativas no mercado. Por qualquer dá cá um big mc há dúzias nas antessalas dos grupos mafiomidiáticos. Hoje, a única condição para ser empregado pelo coronelismo eletrônico é ser mercenário. O próprio STF estabeleceu esta condição ao eliminar a necessidade de diploma. Corrijo, há outra possibilidade de arrumar emprego e aí até de graça. Basta falar mal do PT. A Jovem Pan adotou esta política de recursos humanos.

O que Nassif conta abaixo é mais uma briga de bugios, igual à do Demóstenes Torres com o Ronaldo Caiado… Vale a pena conferir quem são os lixeiros que produzem o lixo que vendem como informação. Há ratos de esgoto que vivem com muito mais dignidade.

Márcio Aith, minha fonte de “O Caso de Veja”

sab, 18/04/2015 – 20:01 – Atualizado em 19/04/2015 – 04:49 – Luis Nassif

Márcio Aith, instrumento de Mário Sabino em uma guerra interna na Veja contra Eurípedes Alcântara, uma novela em que havia de tudo, até Daniel Dantas

Não é surpresa o aparecimento de blogueiros profissionais bancados a peso de ouro pelo governo Alckmin. São contratados não apenas pelas agências de publicidade, mas por órgãos e fundações públicas. Há uma penca deles no Sebrae-SP e na Fundap.

Foi um modelo implementado inicialmente na era José Serra, por Andrea Matarazzo. Depois, mantido pelo subsecretário de Comunicações Márcio Aith.

Confrontado com a denúncia, Geraldo Alckmin terá que decidir se consolida o estilo de político que joga limpo ou se mantém a herança de Serra.

Não vale a pena perder tempo com os pistoleiros.  Mais importante é entender quem comanda.

Aith passou por diversas redações. Deixou duas marcas: o fato de que vinha de uma família digna; e ser excessivamente ambicioso.

Ele foi uma das fontes que me alimentaram de informações na série “O caso de Veja” (http://migre.me/pwTy7).

Antes de começar a escrever a série, passei algum tempo juntando informações para saber quem era quem, na implantação do estilo abjeto que tomou conta da revista e, também, do jogo em favor de Daniel Dantas.

No início julguei que fosse Mário Sabino, pelo que ouvira falar de sua agressividade jornalística.

Duas fontes mudaram minha percepção. Uma, um jornalista experiente que havia trabalhado com Sabino, e garantia que ele não tinha dimensão para grandes articulações. Outra, um assessor de Dantas, que me informou que a interlocução era com Eurípedes Alcântara, o diretor de redação. Afinal, era o homem de Roberto Civita.

Fiz algumas prospecções iniciais, com posts cutucando Eurípedes. Ele respondeu com comentários bastante agressivos, passando recibo.

Em um Roda Viva do qual participamos,  Aith me abordou na chegada. Elogiou meu tirocínio em identificar o papel de Eurípedes. E me contou que havia escrito reportagens contando as relações de André Esteves com Antônio Pallocci e, depois de uma visita de Esteves à Abril, Eurípedes matou a continuidade da cobertura.  Aliás, a reportagem era muito mais um aviso a Esteves, ao mencionar um pintor Linchestein, sem entrar em maiores detalhes. Típica reportagem para chamar para conversar – nesse caso, estratégia da Veja, não de Aith.

Senti que queria falar mais e, no final do programa, dei-lhe carona. Na volta me contou sobre as disputas entre Eurípedes e Sabino. A partir dali tornou-se minha fonte para “O caso de Veja”.

Falou do espaço que Eurípedes abria para o publicitário Eduardo Fischer, e também para Balarmino, do Rubayat, em troca da contratação de sua esposa como arquiteta.

Não  usei essa informação familiar por considerá-la irrelevante e por respeito à família de Euripedes – respeito que não obtive quando o esgoto da Veja passou a atacar minha família.

No decorrer de inúmeras conversas, Aith contou-me que Gilberto Dimenstein era uma das fontes da Veja, para me atacar, e uma jornalista minha amiga (e mais amiga ainda do Eurípedes) tinha sido incumbida por ele de levantar minha fonte.

Com o tempo e as conversas constatei que o grupo de Sabino era constituído por Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo e o próprio Aith. E Sabino respondia a José Serra, convicção que firmei após uma conversa dura com o próprio Serra.

Só faltava, àquela altura do campeonato, me tornar um instrumento para as guerras internas da Veja. No quarto ou quinto capítulo da série, passei a mirar também Sabino.

A partir daí Aith entrou em pânico. Telefonou-me dizendo que a disputa estava indo bem mas meus ataques tinham aproximado novamente Eurípedes e Sabino.

Um dia, Aith me telefona e pede para que eu bata nele. Como assim? Tem que bater, e me deu cinco motivos para um post desancando-o. Entendi que estava na mira de Eurípedes, desconfiando que fosse minha fonte. Atendi seu pedido. Um dos comentários colocados no post era de alguém que tinha sido amigo do seu pai. Dizia que era um homem digno e lamentava o filho. Aith me telefonou pedindo para tirar o comentário.

Conto isso porque, na ação que Sabino me moveu, uma das testemunhas de acusação foi o próprio Aith. E, agora, a confirmação de que é o responsável pelo financiamento dos ataques difamadores na rede me liberam definitivamente do off.

As informações sobre a conspiração interna provavelmente chegaram aos ouvidos de Eurípedes.

Algum tempo depois, Mainardi foi demitido da revista. Pouco tempo depois, o próprio Aith saiu. Mais um pouco, Sabino também caiu e assumiu um posto na CDN, de João Rodarte. Aí entendi a razão de Rodarte, em geral cuidadoso ao extremo, ter me narrado as tratativas para levar Esteves até Eurípedes. Havia uma parceria tão forte entre ele e Sabino que, quando a equipe da CDN praticamente exigiu a saída de Sabino da empresa – e não houve como mantê-lo, devido à sua agressividade no trato com os colegas -  este ameaçou entrar com uma ação contra a CDN – mesmo tendo ficado poucos dias trabalhando.

Na Veja, sobrou só Reinaldo, devido à penetração que conquistou junto à ultradireita que se tornou público preferencial de Veja. Mas restrito à versão online.

São esses os detalhes da época.

Márcio Aith, minha fonte de “O Caso de Veja” | GGN

15/04/2015

Jornal alinhado com PSDB publica opinião do Aécio sobre impeachment

arvoreSeria engraçado, não fosse trágico. O ciúme bateu forte na Folha. Para fazer o contrapeso da entrevista da Presidenta eleita, Dilma Roussef, a Folha faz uma entrevista mediúnica com o derrotado, Aécio Neves. Ao final do texto, a confissão que prescinde de Freud para explicar o leit motiv da Folha: “Em entrevista a blogueiros alinhados com o governo, Dilma disse nesta terça que o país saiu da eleição presidencial "com muita gente no terceiro turno", mas afirmou que o cenário deve melhorar.”

Por que será que, mesmo admitido pela Judith Brito, a Folha nunca diz que a Folha é alinhada com o PSDB, a ponto de esconder a greve dos professores em São Paulo. É o mesmo comportamento em relação à greve dos servidores públicos que paralisa o Paraná, coincidentemente também governado por um peessedebista, Beto Richa.

Folha deveria se perguntar porque o PCC é maior obra de mais de 20 anos de desgoverno do PSDB em São Paulo.

A Folha também poderia tentar explicar como o Estado que está em crise d’água consegue ter também uma epidemia de dengue! A mídia esconde, mas a exclusão do jogador do Corinthians, Guerrero, nocauteado pela dengue, escancara.

A Folha deveria admitir que está patrocinando movimentos golpistas da mesma forma que emprestava peruas para transportar vítimas da ditadura para serem enterrados em valas comuns no Cemitério de Perus. Seu Frias, AceitaDilmaVez! Dói menos e não paga mico!

Como dizia aquele coroinha da opus dei, a inveja é uma merda…

Aécio muda o tom e agora diz ver motivo para impeachment

Comprovação de que governo esperou eleição para abrir processo contra empresa seria ‘forte’ para senador tucano

Presidente do PSDB afirma que partido ainda não tem posição mas é obrigado a avaliar ‘todas as alternativas’

DE BRASÍLIA

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que haverá motivo "extremamente forte" para um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff se ficar comprovado que o governo esperou o fim da eleição para processar uma empresa holandesa suspeita de pagar propina para fazer negócios com a Petrobras.

Como a Folha revelou ontem, a CGU (Controladoria-Geral da União) recebeu informações detalhadas sobre o assunto do ex-diretor da SBM Offshore Jonathan Taylor em agosto, durante a campanha eleitoral, mas só anunciou a abertura de processo contra a SBM em novembro, após a reeleição de Dilma.

"É a utilização do Estado em busca de um projeto de poder. Certamente é um motivo extremamente forte [para o pedido de impeachment]", disse Aécio nesta terça (14).

A declaração do tucano, que preside o PSDB e foi derrotado por Dilma nas eleições de 2014, representa uma mudança no tom que ele vinha adotando para tratar do tema.

O senador evitava defender publicamente a abertura de um processo para investigar a presidente, mas vem sendo pressionado pelo PSDB a aderir à principal bandeira dos grupos que organizaram as manifestações populares contra o governo em 15 de março e neste domingo (12).

Em reunião com deputados do PSDB nesta terça, Aécio ouviu da bancada a defesa do impeachment de Dilma. No fim do encontro, disse que faria uma "provocação" aos colegas de partido e perguntou quais eram a favor de investigações contra a presidente. Todos levantaram as mãos em apoio ao pedido.

Aécio também recebeu nesta terça, pela primeira vez, representantes do movimento Vem para a Rua, um dos grupos que lideraram os protestos contra Dilma. Os manifestantes entregaram a Aécio convite para um ato público nesta quarta (15) na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Representantes dos movimentos contrários ao governo pretendem divulgar durante o ato público um documento com reivindicações ao Congresso, entre elas a aprovação de uma reforma política.

Aécio confirmou que o PSDB pediu ao jurista Miguel Reale um estudo das denúncias que já surgiram contra Dilma para verificar se há elementos para o impeachment.

"Não é ainda a posição do PSDB, mas temos a obrigação de avaliar todas as alternativas", disse Aécio. O senador afirmou que impeachment não é "palavra proibida ou golpe", mas "constitucional".

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta terça não ver "motivos" para a abertura de processo de impeachment contra Dilma. O peemedebista sinalizou que deve rejeitar os 23 pedidos de investigação que foram apresentados à Câmara até agora.

Cabe ao presidente da Casa aceitar um pedido de impeachment e encaminhá-lo para a apreciação do plenário. Para que o presidente da República seja afastado e um processo contra ele seja aberto, é necessário o apoio de 342 dos 513 deputados, ou dois terços do plenário. O julgamento é feito pelo Senado.

Em entrevista a blogueiros alinhados com o governo, Dilma disse nesta terça que o país saiu da eleição presidencial "com muita gente no terceiro turno", mas afirmou que o cenário deve melhorar.

"Que tipo de crise política nós temos? Saímos da eleição com muita gente no terceiro turno. […] Vamos fazer 13 anos de governo e quem não está [no governo] reage dessa forma", afirmou a presidente, segundo trecho publicado pelo site "Jornal GGN".

    11/04/2015

    Terceirização: direita argentina aluga revista Veja para caluniar

    clarinA terceirização está na moda na América Latina. Coincidentemente, ganha força quando os interesses dos EUA se voltam para o antigo quintal. Dão uma mão a Cuba para tirar, com a outra, da Venezuela, Brasil e Argentina. Para fazer o serviço sujo a CIA terceiriza a antigos grupos de mídia latinos que sempre estiveram ao lado dos EUA contra interesses nacionais, os ataques mais diretos.

    Para quem já entrou pelo Boimate uma mentira a mais ou menos não faz a menor diferença. A credibilidade já está nas cordas. As penas de aluguel dos assoCIAdos dos Instituto Millenium se assoCIAram a outro grupo golpista, Grupo Clarín, todos ligados a outra instituição golpista, SIP, finanCIAda pelas famosas fundações norte-americanas de “promoção da democracia”.

    Hoje o jornal Pagina12 traz o esclarecimento do próprio banco norte-americano. Fica evidente que a acusação era diversionismo para esconder e mudar o foco sobre o escândalo revelado pela Lista Falciani. Funcionário da Abril, jornalistas da Veja e o próprio Grupo Clarín foram pegos sonegando no HSBC.

    A verdade tarda mas não falha. Enquanto isso, os velhos inimigos da verdade e, portanto, da democracia, estão indo a falência. Como diz o ditado, para o crime o castigo!

    EL PAIS › EL CNB, QUE ABSORBIO AL FELTON BANK, CERTIFICO QUE NILDA GARRE NUNCA TUVO CUENTAS EN ESAS ENTIDADES

    “No hay registro de una cuenta a su nombre”

    El banco informó que la embajadora no figura ni figuró como titular, cotitular o firmante en nombre de alguna empresa. Clarín y la revista brasileña Veja aseguraron que Garré y Máximo Kirchner compartían un depósito por 40 millones de dólares.

    Por Raúl Kollmann

    La historieta llega a su fin. El banco CNB, que absorbió al Felton Bank de Delaware, certificó que la embajadora argentina ante la OEA, Nilda Garré, nunca tuvo cuenta ni en el CNB ni en el Felton. Con enormes despliegues en tapa, la revista brasileña Veja y el diario Clarín difundieron el 30 de marzo que Garré y Máximo Kirchner fueron cotitulares de una cuenta a la que le pusieron número y todo: 00049852398325985. Habría sido abierta en 2005 y tuvo un saldo de 41 millones de dólares. Los datos parecieron falsos desde el principio, porque el Felton, un banco muy chico, tenía depósitos totales por 71.819.000 de dólares y resultaba imposible que en una sola cuenta hubiera 41.700.000, es decir más de la mitad. Pero la confirmación de la falsedad llegó ayer: la vicepresidenta asistente del CNB, Cassandra Guy, le hizo llegar una carta a Garré diciéndole que, después de revisar los archivos, “no existe ningún registro de una cuenta a su nombre en el CNB o en el Fulton” (ver facsímil en tapa).

    No bien se publicó la información sobre la cuenta que habrían compartido entre 2005 y 2009 Máximo Kirchner y Nilda Garré, el hijo de los dos últimos presidentes dio un largo reportaje para denunciar que se trataba de una mentira. “No sólo la información es falsa, sino ridícula. Todo es una mentira cuidadosamente planificada y dirigida. Nunca, nunca, nunca tuve una cuenta en el exterior.”

    Garré también respondió: “Nunca tuve una cuenta fuera del país. Las únicas cuentas que tengo son la del Banco de la Nación Argentina, sucursal Miami, que abrí para el depósito de mis haberes como embajadora en Venezuela y otra en el Banco HSBC, sucursal Washington, que abrí como el resto de los funcionarios de la Misión ante la OEA par el giro de mis haberes desde el Banco Nación de Miami”. Ya antes, cuando Clarín publicó su primera versión de la existencia de la cuenta, Garré le había anticipado a ese diario que era falso, detalle por detalle, y que no tenía cuentas en ningún lado. Pese a ello, la nota igual fue publicada.

    Al estar en Washington, por su cargo diplomático, Garré resolvió dirigirse al CNB por dos vías. El martes de la semana pasada mediante una nota cursada a través de fax, para acelerar el trámite, y el miércoles con una carta documento. Le reclamó al banco que certificara si Garré tuvo algún tipo de cuenta ya sea como titular, cotitular o firmante en nombre de alguna empresa, para cubrir todas las alternativas posibles. El CNB respondió ayer haciéndole llegar la carta, con membrete, firmada por la vicepresidenta y auditora del banco. Es una comunicación oficial.

    El CNB absorbió al Felton Bank el 1º de enero de 2011. Se trata de un banco más grande, con sede en Maryland, mientras que el Felton era una entidad chica, situada en una especie de paraíso fiscal norteamericano, el estado de Delaware. La carta de Cassandra Guy está originada en Maryland porque ahora la central está en ese estado. El texto dice, literalmente: “Estimada señora Garré. En referencia a su pedido, hemos revisado nuestras cuentas y no hay registro de una cuenta a su nombre ni en el CNB ni en el Felton Bank”.

    La acusación fue de enorme gravedad porque se intentó poner como trasfondo la denuncia del fallecido fiscal Alberto Nisman. En línea con la publicación de la revista Veja, donde se llegaba a afirmar que la relación entre Garré y el presidente Chávez seguía los parámetros de 50 sombras de Grey, la secuencia era que los fondos fueron depositados desde Venezuela, pero –supuestamente– era dinero de Irán para comprar impunidad para los sospechosos de haber perpetrado el atentado contra la AMIA. El origen de la información mencionada por Clarín fueron “dos fuentes bancarias y un documento”. El documento no se publicó y las dos fuentes se mantuvieron en el anonimato.

    La revista Veja publicó los mismos, idénticos, datos que Clarín, aunque poco tiempo antes. La nota fue escrita por el periodista Leonardo Coutinho, al que la derecha republicana invitó a presentar un informe sobre el terrorismo iraní en Brasil. El texto fue publicado luego en el sitio oficial del Tea Party, es decir la ultraderecha republicana.

    En la revista Veja el manejo fue parecido al de Clarín: el origen de los datos –señalaron en la nota– fue “un especialista americano en investigaciones del sistema financiero”. Veja ni amagó con identificar al especialista y no se privó de poner un título escandaloso. Sin embargo, después de transcribir el dato de la supuesta cuenta, apenas un párrafo más abajo, Coutinho señaló: “No fue posible confirmar de manera independiente la titularidad de esas cuentas”. O sea que se desmintió a sí mismo.

    Veja y Clarín utilizaron el condicional para escapar a la evidencia que no era difícil de encontrar. El informe oficial de Delaware sobre los bancos y del Federal Deposit Inssurance Corporation (FDIC), que es la organización estatal de cobertura de los depósitos, registra que el Felton de Delaware sólo tenía 71.819.000 dólares en depósitos al 31 de diciembre de 2010. Antes de esa fecha, nunca llegó a los 80 millones, de manera que la cantidad se mantuvo constante. La FDIC únicamente cubre los depósitos menores a 250.000 dólares y en el informe oficial ese organismo señala que el 91 por ciento de lo depositado en el Felton estaba cubierto. En un informe similar, se dice que sólo 6.079.000 de dólares quedaron fuera de la cobertura, de manera que es imposible la existencia de un depósito de 41 millones de dólares.

    Las fechas y las especulaciones resultaban incongruentes en sí mismas. Por un lado, se trató de vincular esos fondos con un acuerdo con Irán. La hipótesis es que se habría pagado por un memorándum que se firmó ocho años más tarde, en enero de 2013, es decir, que debía existir un entendimiento previo. Pero lo cierto es que, en el medio, la Presidenta habló todos los años en la Asamblea General de las Naciones Unidas denunciando que Irán no colaboraba con la Justicia argentina y en 2007 se consiguieron las capturas con alertas rojas contra los funcionarios de Teherán. También se mencionó que de por medio había colaboración nuclear, un despropósito que ni siquiera Nisman tomó en cuenta para su denuncia.

    La otra alternativa fue relacionar los 41 millones con el dinero de un fideicomiso establecido con Venezuela a raíz de la compra de combustible al país caribeño y, a cambio, la venta de maquinaria agrícola argentina a Venezuela. La denuncia fue realizada por el embajador argentino en Caracas, Eduardo Sadous, hoy con procesamiento confirmado por falso testimonio. Respecto del fideicomiso de 90 millones de dólares, el dinero siempre estuvo en manos venezolanas –nunca en manos argentinas– y Caracas restituyó los fondos una semana después de que los sacó. En este caso –citado por Veja– no coinciden las fechas: el fideicomiso fue en 2004 y la cuenta –que ahora se demostró que no existe– se habría abierto en 2005.

    En el trasfondo de la denuncia de la falsa cuenta en el Felton Bank estuvo la derecha republicana –íntimamente ligada a los fondos buitre– que tenía como prioridad oponerse a la firma del tratado que concretaron Estados Unidos, China, Rusia, Alemania, Francia y el Reino Unido con Irán: el llamado acuerdo Cinco más Uno, orientado a limitar el desarrollo nuclear de Irán y reducir el nivel de conflicto con el país persa. La sorpresiva denuncia de Nisman de enero pareció orientada al mismo objetivo, en sintonía con los servicios de Inteligencia norteamericanos, israelíes y los mandos de la ex SIDE. El hombre de Veja, Coutinho, es el primer proveedor de los datos, luego transcriptos por Clarín, en textos en los cuales sostiene que Brasil es el gran reducto del terrorismo iraní. Se nutre de los think tanks republicanos y luego ofrece sus pseudoinvestigaciones como base para nuevas denuncias que cierren el círculo. Si son falsas y sin documentación que las respalde, no parece un problema demasiado serio.

    raulkollmann@hotmail.com

    Página/12 :: El país :: “No hay registro de una cuenta a su nombre”

    02/03/2015

    Resposta: da ignorância, do despeito e da inveja dos anencefálicos

    Para atender uma demanda de quem a finanCIA, a velha imprensa se meteu em ser massa de manobra para criar um sentimento de ódio ao PT. E encontrou terreno fértil entre os anencefálicos. A inveja, o despeito dos perdedores é sementeira do ódio. A cada dia que passa todo ser ignorante que não consegue acolherar palavras que formem uma frase com sujeito, verbo e predicado estão sendo conduzidos nessa louca cavalgada de ódio. Pior do que o ódio disseminado numa classe média é alguns que se acham classe média, mas que não passam de reMEDIADOS. Se fazem de capacho para o ódio desfilar. O exemplo mais conhecido é drogado Lobão. As drogas consumiram seu cérebro, o que o fez líder da massa de anencefálicos.

    Não conseguem desenvolver um raciocínio claro para explicar as razões do ódio e isso os deixa com ainda mais ódio. É a ignorância, mãe de todos os preconceitos.

     

    De onde vem tanto ódio contra o PT?

    Postado em 01 mar 2015 – por : Paulo Nogueira

    33 ComentáriosFilhos da mídia

    Filhos da mídia

    Bresser Pereira resumiu o que acontece no Brasil de hoje: um grotesco sentimento de ódio coletivo dos ricos pelo PT e por Dilma.

    Ele atribuiu a Lula e sua atribulada luta pela inclusão social de brasileiros ao longo de anos, décadas, séculos excluídos.

    Mas se esqueceu de falar na contribuição milionária da imprensa para a disseminação do ódio.

    A jornada de raiva da mídia começa exatamente com Lula, em 2003.

    A Veja, antes uma revista respeitada e não um panfleto vil, assumiu desde logo o comando.

    Dois articulistas foram chave nisso: Diogo Mainardi, na edição impressa, e Reinaldo Azevedo, na digital.

    Eles deram o novo tom da revista. Falta de compromisso com os fatos e objetivo único de sabotar o governo eleito e, com ele, a democracia.

    Progressivamente, o resto da imprensa foi seguindo o mesmo caminho.

    Jornalistas e colunistas progressistas foram sendo afastados das redações, substituídos por derivações de Mainardi e Azevedo.

    Aí foi perdido um equilíbrio tradicional: ao longo dos tempos, o direitismo dos donos encontrava um contraponto no progressismo dos chefes de redação.

    Um dos exemplos notáveis disso foi Frias, o velho, e Claudio Abramo, na Folha. Ou Roberto Civita e Mino Carta, na Veja.

    Foi dentro desse quadro que surgiu a multidão de vozes patronais nas principais empresas jornalísticas nacionais.

    O que houve foi uma ocupação.

    O pensamento diferente foi virtualmente extirpado. Mesmo a Folha, que se vangloriou durante muitos anos da pluralidade, foi ampliando os colunistas de direita e jogando fora os demais.

    Não é coincidência que Reinaldo Azevedo, o símbolo do jornalismo patronal, seja hoje colunista da Folha.

    Nos bastidores das redações, ocorreu o mesmo. Na Globo, ascenderam a postos essenciais jornalistas como Erick Bretas, hoje diretor de Mídias Digitais da empresa.

    Bretas se notabilizou, recentemente, por pedir o impeachment de Dilma no Facebook e conclamar seus seguidores a acompanhá-lo no protesto de 15 de março.

    A mensagem central da mídia pós-Lula tem sido instilar raiva num público intelectualmente vulnerável, destituído de preparo para distinguir jornalismo de propaganda política.

    Para isso, jornais e revistas tentam desmoralizar de todas as formas o governo. A maior arma, aí, são acusações de corrupção, e não à toa.

    Isso sempre funcionou no Brasil. A classe média é facilmente manipulada. Getúlio foi boicotado assim, e depois dele Jango também.

    O ódio de classes que marca o Brasil de hoje deriva daí. Os “corruptos”, no discurso calculado da imprensa, estão acabando com o Brasil e enriquecendo à custa de todo mundo.

    Danem-se os fatos. O importante é propagar essa visão.

    Um dos efeitos colaterais disso é a venezuelização do Brasil. O brutal ataque a Mantega no Einstein é uma amostra perfeita da venezuelização: a fúria irracional das classes privilegiadas contra tudo que remeta a um governo de esquerda, ou centro-esquerda.

    Por trás de tudo, se esconde uma verdade prosaica: os privilegiados, e deles a imprensa é o porta-voz, não querem abrir mão de suas mamatas.

    É assim na Venezuela, é assim no Brasil.

    Lamentavelmente, Bresser Pereira é um dos poucos privilegiados que conseguem enxergar a vida além de seus próprios interesses.

    É por isso que ele é ignorado pela mídia.

    (Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

    Paulo Nogueira

    Diário do Centro do Mundo » De onde vem tanto ódio contra o PT?

    03/01/2015

    El País revela a razão do ódio da Sandra CUreau à Dilma Rousseff

    Filed under: Cora Ronai,Dilma,El País,InVeja,Miriam Leitão,Roberto Marinho,Sandra CUrau — Gilmar Crestani @ 12:18 pm
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    Marinho&FigueiredoA política tem razões que a própria razão desconhece. Enquanto a oposição no Brasil se atrela à crítica dos estilistas mafiomidiáticos, os jornais do exterior conseguem ver além das aparências. A se julgar pelas análises da direita brasileira, Dilma elegerá seu sucessor com mais facilidade do que Lula a e elegeu.

    Não é por que faça um governo brilhante, porque tenha Ministros excepcionais. Há razões mais prosaicas. Apesar do ódio de classe disseminado pelos assoCIAdos do Instituto Millenium, o povo teve melhor discernimento. 

    Mesmo com toda perseguição perpetrada pela mestre de cerimônia do Halloween do MPF, Sandra CUReau, Dilma venceu as mentiras, o ódio e o indisfarçável golpismo. Nem a tentativa de tapetão conseguiu roubar-lhe a faixa de Presidenta.  Ao invés de votar no pior Senador do ranking da Veja, o preferiu votar naquela que sempre esteve ao lado das boas causas.

    As funcionárias da Globo que ficaram discutindo as roupas da Dilma jamais se manifestaram em relação ao apego do patrão pelos uniforme militares. O que é pior, andar com um quilos a mais ou andar de braços dados com ditadores golpistas.

    Na verdade, o que incomodava às funcionárias da Globo, além da cerimônia da posse em si, não era a cor do conjuntinho que Dilma vestia mas a faixa verde e amarela…

    Dilma ganhou no voto, o patrão delas ganhou fazendo meia com gorila de quepe.

    Enquanto os que não tem votos ficam dando risada das roupas, a maestra Dilma conduz a orquestra.

    Sorry, playboys!

    Dilma Rousseff consolida una amplia base de apoyo legislativo

    Pese a su victoria ajustada en las urnas, la presidenta de Brasil afianza su poder con varios pactos parlamentarios

    Rodolfo Borges São Paulo 3 ENE 2015 – 05:49 CET14

    Dilma Rousseff mira a su segundo gabinete. / WENDERSON ARAUJO (AFP)

    Una alianza política, formada por nueve partidos, le ha proporcionado a Dilma Rousseff en las últimas elecciones una de las bases de Gobierno más sólidas de la democracia. Entre las dos Cámaras se cuentan entre sus aliados, por lo menos, 305 de los 513 diputados federales y 53 de los 81 senadores: el 60% del total. El apoyo a la presidenta es menor que el que le brindaran en su estreno —al comenzar su primer mandato, en 2011, eran 11 los partidos aliados, con 373 diputados y 62 senadores— pero, aún así, Rousseff cuenta con la mayor base que cualquier otro presidente brasileño.

    Ese apoyo del 60% en la Cámara y del 65% en el Senado debería ser cómodo para cualquier Gobierno, pero, paradójicamente, el de Rousseff está lejos de eso: la presidenta tiene la base más inestable desde la vuelta de la democracia en 1989, según datos del Centro Brasileño de Análisis y Planificación (Cebrap).

    Las dificultades que la presidenta enfrentará a partir de ahora en el Congreso Nacional ya se hicieron evidentes el 5 de noviembre pasado. Once días después de su derrota electoral, el senador Aécio Neves, del Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB), pronunció un discurso en un Senado al completo y escuchó las alabanzas tanto de los opositores de Rousseff como de los que se suponían defensores del Gobierno. Aquel día, grandes nombres de la política brasileña declararon su apoyo al conservador.

    El gesto se repitió con senadores de partidos de la base aliada. “Es como si la victoria de Rousseff hubiese sido anunciada entre abucheos. Su Excelencia [Neves] no ganó las elecciones pero se liberó. Quien va a tener que pagar esa cuenta [de gastos altos] es quien ha hecho un striptease moral en la plaza pública y ha destruido la economía de este país”, dijo Magno Malta, del Partido Republicano (PR).

    "Es como si la victoria de Rousseff hubiese sido anunciada entre abucheos", dice un legislador

    ¿Cuál es, entonces, el tamaño real de la base de apoyo de Dilma Rousseff en el Congreso? Las votaciones del final del primer mandato pueden ofrecer una idea aproximada del desafío que afronta la presidenta. Dos días después de ganar las elecciones presidenciales, la Cámara derribó el decreto con el que el Gobierno pretendía crear consejos populares, una herramienta de consulta ciudadana para definir acciones políticas, que solo fue apoyada por el Partido de los Trabajadores (PT), el Partido Comunista de Brasil y los opositores izquierdistas del Partido Socialismo y Libertad (PSOL). Teniendo en cuenta esa votación, Rousseff tendría garantizado el apoyo de sólo 80 diputados hasta 2018.

    Si el termómetro para medir su respaldo fuese la votación que permitió al Gobierno aprobar el Presupuesto de 2015, el escenario tampoco es muy alentador: apenas 240 de los más de 350 supuestos aliados permanecieron del lado de Rousseff. Datos del Cebrap muestran que los nueve partidos que apoyaron la reelección de la presidenta brasileña votaron un 66% de las veces según las orientaciones del Ejecutivo.

    Rousseff tendrá que estar dispuesta si pretende llegar ilesa al final de su segundo Gobierno

    Aunque el primer presidente elegido democráticamente tras la dictadura, Fernando Color de Mello (1990-1992), tuviese una base bastante menor —de 160 diputados, según las cuentas del Departamento Intersindical de Asesoría Parlamentaria (Diap)— el actual senador contaba con un 92% de fidelidad en 1992, año en el que se vio obligado a renunciar a la presidencia por un caso de corrupción del que años después fue absuelto.

    El expresidente Luiz Inácio Lula da Silva tuvo el apoyo de sus aliados en el 79% de las votaciones en 2005, cuando vivió su peor crisis durante otro escándalo de corrupción conocido como mensalão (aumentativo de mensal, mensualidad).

    Rousseff comenzó el Gobierno en 2011 con una tasa de disciplina de los aliados del 89%, un porcentaje que fue cayendo año tras año. Es por este escenario que la presidenta se sumergió en complejas negociaciones para satisfacer a los partidos aliados durante la formación del nuevo Gobierno, aún a riesgo de desagradar a muchos de los electores que le concedieron la victoria en las presidenciales de noviembre.

    Desgastada ya por designar a un economista ortodoxo, Joaquim Levy, para liderar el Ministerio de Hacienda, Rousseff fue también criticada por la elección de buena parte de los nuevos miembros de su Ejecutivo.

    Esa ingeniería para garantizarse apoyos será decisiva para asegurar la tranquilidad del Gobierno que enfrentará una oposición alimentada por 51 millones de votos en un escenario económico turbulento. Si Rousseff no tuvo paciencia para agradar a los aliados en su primer mandato, tendrá que estar dispuesta en este si pretende llegar ilesa al final de su segundo Gobierno.

    Dilma Rousseff consolida una amplia base de apoyo legislativo | Internacional | EL PAÍS

    06/12/2014

    Serra é atraso

    Filed under: InVeja,José Serra,Juvenal Juvêncio,PSDB,Trem-bala — Gilmar Crestani @ 9:05 am
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    Serra_EUAHá uma entrevista com o ex-presidente do São Paulo, Juvenal Juvênio, no programa “A Bola da Vez”, da ESPN, reveladora do caráter do mais midiáticos dos peessedebistas, José Serra. O são paulino identificou no palmeirense da Mooca o maior entreve para a realização da Copa em São Paulo. Como todo mundo sabe, a conquista da Sede da Copa do Mundo de 2014 no Brasil deve-se ao Lula. Os locais-sede da Copa ficou ao encargo dos governos locais, prefeitos e governadores. Portanto, a decisão por sediar em São Paulo, na capital, passou por José Serra. Como o Palmeiras não tinha sede condizente, Serra fez de tudo para melar o negócio.

    O São Paulo preenchia as melhores condições, seja em termos de estrutura de estádio, o Morumbi, como a localização do estádio, no bairro homônimo. Tudo preenchia as melhores condições. Acontece que no meio do caminho tinha um palmeirense invejoso, inescrupuloso e cheio de ódio. Acenou pela construção da Arena Itaquera, do Corinthians, mas antes combinou com seus velhos parceiros da Folha, Veja e Estadão, todos de São Paulo, que tratariam a Arena Corinthians como Itaquerão ou, se desse errado, de Lulão. Deve-se a ele todos os atrasos ocorridos na construção da Arena Corinthians, bem como o atraso nas obras de mobilidade urbana. Pior, nas manifestações de junho de 2013, o PSDB incentivou seus sicários a destruírem a ARENA CORINTHIANS. Com o mote “#naovaitercopa” o PSDB de Serra, Aécio, et caeterva, tentaram destruir a imagem do Brasil com único intuito de prejudicar a reeleição da Dilma.

    O castigo veio multiplicado: o Brasil sediou a Copa das Copas, Dilma venceu o PSDB, o Palmeiras está prestes a ser rebaixado, e todas as falcatruas perpetradas pelo PSDB para prejudicar o Brasil estão vindo à tona, como esta de que José Serra foi o responsável por atrasar o trem-bala. José Serra conseguiu seu epíteto definitivo: ATRASO!

    Em SP, Serra diz que atuou para atrasar trem-bala

    DE SÃO PAULO

    Eleito senador por São Paulo, o ex-governador José Serra (PSDB) disse nesta quinta-feira (4), em ato para simpatizantes do PSDB, que atuou para atrasar o projeto do trem-bala por considerá-lo "falido", segundo informou nesta sexta (5) o portal do jornal "O Estado de S. Paulo".

    Aos ouvintes, Serra disse ter incluído Campinas no traçado do trem apenas para dificultar a execução do projeto. Ele disse ainda ter proposto um estudo sobre a obra ao presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e, informalmente, ter pedido para que o banco estatal demorasse para fechar a pesquisa.

    "E ele fez mesmo, demorou para burro, sabe?", declarou Serra aos simpatizantes do partido.

    Procurado pela Folha, o ex-governador não comentou o teor das declarações, mas disse que se tratava de uma apresentação em um ambiente informal e que já expressou publicamente sua contrariedade com o projeto do trem-bala inúmeras vezes.

    Durante o evento, Serra também fez diversas críticas ao PT, a quem atribuiu uma postura "bolchevique" e "totalitária". Para ele, a sigla transformou a corrupção em um "método de governo".

    29/09/2014

    Se o PT não reagir, mídia tornará Brasil anti-petista

    Tetos, pisos e a avalanche

    José Roberto de Toledo

    Os pilares da eleição de presidente do Brasil não mudam de lugar há 25 anos. Desde o 2.º turno de 1989, a disputa se estrutura entre eleitores pró-PT, anti-PT e volúveis. No domingo, será a décima votação seguida comandada por essa lógica. A dúvida é quem representará o antipetismo. O favoritismo de Marina Silva (PSB) para ganhar o papel é cada vez menor.

    O Ibope e o Estadão Dados elaboraram um modelo estatístico para medir os três grupos de eleitores e identificar suas tendências. Após muitos cálculos e comparações, chegaram a cinco respostas que separam pró-petistas de antipetistas e demais. Se o eleitor concorda com ao menos três, ele é pró-PT (é diferente de ser petista; ele só tem mais probabilidade de votar no PT). Se não concorda com nenhuma, é anti-PT. Uma ou duas o tornam volúvel.

    As respostas-chave são: 1) acha o governo bom ou ótimo, 2) aprova Dilma Rousseff (PT), 3) diz que votaria com certeza ou poderia votar em Dilma, 4) diz ter preferência partidária pelo PT, 5) é beneficiário do Bolsa Família (ou mora com alguém que seja). Algumas delas podem parecer redundantes, mas o seu cruzamento elimina inconsistências nas respostas dos eleitores.

    O modelo foi testado em três rodadas de pesquisas presidenciais e mostrou-se quase imutável. Na mais recente, feita na semana passada, 39% dos eleitores se encaixaram no grupo pró-PT. Os anti-PT, que não se enquadram em nenhuma das cinco respostas, são 33% do eleitorado nacional. Os 28% restantes podem ir para um lado ou para outro. Como nenhum dos grupos antagônicos tem maioria absoluta, os volúveis acabam decidindo a eleição.

    Não basta, porém, ter metade mais um dos volúveis. Há nuances que tornam a conta mais complexa. Por exemplo: como o grupo pró-PT é maior, o candidato antipetista precisaria conquistar mais de 60% dos votos do grupo volúvel para ser eleito. Isso se ele tivesse todos os eleitores anti-PT, e o candidato petista tivesse 100% dos votos pró-PT. O problema é que eles nunca têm.

    "Apenas" 82% dos pró-PT são eleitores de Dilma no 1.º turno. Há quem caia nesse grupo e prefira outros candidatos. Afinal, a segunda colocada é uma ex-petista: 8% dos pró-PT declaram voto em Marina, e 4%, em Aécio Neves (PSDB). É o grupo onde há menos eleitores que vão anular ou votar em branco: só 1%. São também poucos os indecisos: 5%.

    Já entre os anti-PT, só 1% diz que vai votar na presidente. Também há poucos indecisos (6%), mas abundam os que não estão satisfeitos com nenhuma das alternativas e vão anular: 15%. Marina leva vantagem de 45% a 34% sobre Aécio nesse grupo.

    A ex-petista vai ainda melhor do que o tucano entre os volúveis: 38% a 19%. E Dilma tem o suficiente para embolar a disputa entre os rivais e manter-se com chances no turno final: 21%. Em nenhum outro grupo há tantos indecisos: 14%. A taxa de branco/nulo entre eles se aproxima da média histórica e não deve mudar: 8%.

    Como o modelo ajuda a saber quem passará ao 2.º turno? A partir dele são estimados os tetos de votação dos candidatos, cruzando os grupos com as taxas de rejeição e o potencial de voto. O modelo mostra que, até a última pesquisa, Marina tinha teto e piso mais altos do que os de Aécio. Era uma vantagem.

    A análise combinatória das taxas a que Aécio e Marina poderiam chegar, respeitados seus tetos e pisos, mostrava que há menos cenários em que o tucano poderia chegar à frente da rival. Até a última pesquisa divulgada pelo Ibope, a proporção era de 3 para 1 em favor da candidata do PSB. Porém, sua curva descendente sugere que as chances do tucano tenham aumentado desde então.

    Se a perda de votos de Marina continuar acelerando e virar avalanche, os pisos e tetos serão solapados. As pesquisas de terça, quinta e sábado mostrarão o tamanho do estrago.

    As farsas da Veja & a$$oCIAdos

    Filed under: Abilio Diniz,Farsa,Instituto Millenium,InVeja,Manipulação,Veja — Gilmar Crestani @ 8:26 am
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    Veja-burroRICARDO MELO

    Vazamento premiado e o fator Youssef

    Moeda de troca eleitoral, ações da PF favorecem governo aparentemente disposto a investigar roubalheiras

    Novembro/dezembro de 1989: com a possibilidade de um candidato metalúrgico chegar ao poder, a elite dominante se uniu para fechar a porta do Planalto. A empreitada produziu momentos inesquecíveis da baixaria eleitoral.

    Primeiro foram atrás de uma ex-mulher de Lula para "acusá-lo" de defender o aborto. Não bastou. Com a ajuda da polícia paulista, o sequestro do empresário Abilio Diniz foi atribuído a grupos internacionais supostamente simpáticos ao PT. Fotografias de sequestradores com a camiseta do partido circularam sorrateiramente, de preferência nem tanto.

    Também era pouco. Faltava a televisão. Numa edição que o então diretor de jornalismo da TV Globo, Armando Nogueira, admitiu anos depois ter sido enviesada, o debate entre Lula e Collor carregou nas tintas em favor do autointitulado caçador de marajás. Para fechar o cerco, denúncias de fraude em massa na Bahia foram sufocadas para selar a vitória de Collor. O resto é de todos conhecido.

    Setembro/outubro de 2014: numa sucessão galopante, "denúncias" e mais "denúncias" aparecem para tentar provar que o governo petista não passa de uma quadrilha de saqueadores. A origem são as tais delações premiadas, diante das quais dispensam-se provas ou evidências cabais. O réu fala o que quiser, e seria um sinal de retardo mental acreditar que vá falar algo em seu prejuízo.

    Basta ver as reportagens. Os verbos mais usados são indicam, sugerem, supõem, fazem crer, sinalizam -tudo com muito cuidado para, ao mesmo tempo, espalhar a dúvida e escapar de processos. Chega-se ao ponto de acusar o ex-ministro Antonio Palocci de pedir a doleiros recursos para a campanha de Dilma. Mas a mesma reportagem reconhece não haver provas de que o dinheiro jorrou. Lembra aquela outra peça de ficção, assinada por um hoje influente assessor de governo tucano, que acusava petistas de ganhar por fora, mas declarava, ao mesmo tempo, não ter condição de confirmar ou desmentir as próprias afirmações transformadas em capa! Nota: nada foi comprovado.

    O clima agora é parecido, mas os personagens atrapalham a oposição. O frisson do momento é a delação premiada de Alberto Youssef. Mas quem é Youssef? Um mergulho num passado não tão distante mostra que ele foi um dos doleiros usados pelo então operador do caixa do PSDB, Ricardo Sérgio, para "externalizar", num linguajar ao gosto da legenda, propinas da privatização selvagem dos anos 1990.

    Youssef é velho de guerra tanto em delitos com em delação premiada. Já fez uma em 2004, na época da CPI do Banestado, quando se comprometeu a nunca mais sair da linha. O tamanho de sua confiabilidade aparece em sua situação atual. Está preso de novo. Quem diz é o Ministério Público: "Mesmo tendo feito termo de colaboração com a Justiça (…), voltou a delinquir, indicando que transformou o crime em verdadeiro meio de vida." É num sujeito com tal reputação que oposicionistas apostam suas fichas.

    Resumo da ópera: sem investigação a fundo, nada vale. Espera-se que a esdrúxula teoria do domínio do fato tenha sido enterrada na gestão Joaquim Barbosa, atualmente mais preocupado com tarifas telefônicas. Goste-se ou não, o bueiro escavado em governos pregressos e nas privatizações feitas no "limite da irresponsabilidade" está sendo aberto pelas administrações petistas. Talvez por isso Dilma tenha deslanchado nas pesquisas, enquanto Marina e Aécio (com aquele ar de falsa virgem já inúmeras vezes deflorada) patinam nas intenções de voto.

    27/09/2014

    Biografia bonsai da inVeja

    Filed under: Boimate,Instituto Millenium,InVeja,Nueva Konigsberg,Veja — Gilmar Crestani @ 11:54 pm
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    Veja chegou

    A Veja constrói suas patacoadas com muita verossimilhança. Costuma, para dar sentido às matérias, entrevistar personagens que ninguém conhece. Aí não se sabe se existem ou não. Mas há duas matérias a Veja que para mim são emblemáticas: Nueva Konigsberg e Boimate. Não é que a Veja conseguiu entrevistar os dois personagens que dão sentido ao artigo científico que provava o cruzamento do boi com o tomate? Veja entrevistou o boi e o tomate…
    Publicado em 27/09/14 às 17h31

    Melancólico fim da revista “Veja”, de Mino a Barbosa

    20 Comentários

    Uma das histórias mais tristes e patéticas da história da imprensa brasileira está sendo protagonizada neste momento pela revista semanal "Veja", carro-chefe da  Editora Abril, que já foi uma das maiores publicações semanais do mundo.

    Criada e comandada nos primeiros dos seus 47 anos de vida, pelo grande jornalista Mino Carta, hoje ela agoniza nas mãos de dois herdeiros de Victor Civita, que não são do ramo, e de um banqueiro incompetente, que vão acabar quebrando a "Veja" e a Editora Abril inteira do alto de sua onipotência, que é do tamanho de sua incompetência.

    Para se ter uma ideia da política editorial que levou a esta derrocada, vou contar uma história que ouvi de Eduardo Campos, em 2012, quando ele foi convidado por Roberto Civita, então dono da Abril, para conhecer a editora.

    Os dois nunca tinham se visto. Ao entrar no monumental gabinete de Civita no prédio idem da Marginal Pinheiros, Eduardo ficou perplexo com o que ouviu dele. "Você está vendo estas capas aqui? Esta é a única oposição de verdade que ainda existe ao PT no Brasil. O resto é bobagem. Só nós podemos acabar com esta gente e vamos até o fim".

    É bem provável que a Abril acabe antes de se realizar a profecia de Roberto Civita. O certo é que a editora, que já foi a maior e mais importante do país, conseguiu produzir uma "Veja" muito pior e mais irresponsável depois da morte dele, o que parecia impossível.

    A edição 2.393 da revista, que foi às bancas neste sábado, é uma prova do que estou dizendo. Sem coragem de dedicar a capa inteira à "bala de prata" que vinham preparando para acabar com a candidatura de Dilma Rousseff, a uma semana das eleições presidenciais, os herdeiros Civita, que não têm nome nem história próprios, e o banqueiro Barbosa, deram no alto apenas uma chamada: " EXCLUSIVO – O NÚCLEO ATÔMICO DA DELAÇÃO _ Paulo Roberto Costa diz à Polícia Federal que em 2010 a campanha de Dilma Rousseff pediu dinheiro ao esquema de corrupção da Petrobras". Parece coisa de boletim de grêmio estudantil.

    O pedido teria sido feito pelo ex-ministro Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha da então candidata Dilma Rousseff, ao ex-diretor da Petrobras, para negociar uma ajuda de R$ 2 milhões junto a um doleiro que intermediaria negócios de empreiteiras fornecedoras da empresa.

    A reportagem não informa se há provas deste pedido e se a verba foi ou não entregue à campanha de Dilma, mas isso não tem a menor importância para a revista, como se o ex-todo poderoso ministro de Lula e de Dilma precisasse de intermediários para pedir contribuições de grandes empresas. Faz tempo que o negócio da "Veja" não é informar, mas apenas jogar suspeitas contra os líderes e os governos do PT, os grandes inimigos da família.

    Veja e escolhas

    E se os leitores quiserem saber a causa desta bronca, posso contar, porque fui testemunha: no início do primeiro governo Lula, o presidente resolveu redistribuir verbas de publicidade, antes apenas reservadas a meia dúzia de famílias da grande mídia, e a compra de livros didáticos comprados pelo governo federal para destinar a esc0las públicas.

    Ambas as medidas abalaram os cofres da Editora Abril, de tal forma que Roberto Civita saiu dos seus cuidados de grande homem da imprensa para pedir uma audiência ao presidente Lula. Por razões que desconheço,  o presidente se recusava a recebe-lo.

    Depois do dono da Abril percorrer os mais altos escalões do poder, em busca de ajuda, certa vez, quando era Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, encontrei Roberto Civita e outros donos da mídia na ante-sala do gabinete de Lula, no terceiro andar do Palácio do Planalto."

    "Agora vem até você me encher o saco por causa deste cara?", reagiu o presidente, quando lhe transmiti o pedido de Civita para um encontro, que acabou acontecendo, num jantar privado dos dois no Palácio da Alvorada, mesmo contra a vontade de Lula.

    No dia seguinte, na reunião das nove, o presidente queria me matar, junto com os outros ministros que tinham lhe feito o mesmo pedido para conversar com Civita. "Pô, o cara ficou o tempo todo me falando que o Brasil estava melhorando. Quando perguntei pra ele porque a "Veja" sempre dizia exatamente o contrário, esculhambando com tudo, ele me falou: `Não sei, presidente, vou ver com os meninos da redação o que está acontecendo´. É muita cara de pau. Nunca mais me peçam pra falar com este cara".

    veja-revista do reacaA partir deste momento, como Roberto Civita contou a Eduardo Campos, a Abril passou a liderar a oposição midiática reunida no Instituto Millenium, que ele ajudou a criar junto com outros donos da imprensa familiar que controla os meios de comunicação do país.

    Resolvi escrever este texto, no meio da minha folga de final de semana, sem consultar ninguém, nem a minha mulher, depois de ler um texto absolutamente asqueroso publicado na página 38 da revista que recebi neste final de semana, sob o título "Em busca do templo perdido". Insatisfeitos com o trabalho dos seus pistoleiros de aluguel, os herdeiros e o banqueiro da "Veja" resolveram entregar a encomenda a um pseudônimo nominado "Agamenon Mendes Pedreira".

    Como os caros leitores sabem, trabalho faz mais de três anos aqui no portal R7 e no canal de notícias Record News, empresas do grupo Record. Nunca me pediram para escrever nem me proibiram de escrever nada. Tenho aqui plena autonomia editorial, garantida em contrato, e respeitada pelos acionistas da empresa.

    Escrevi hoje apenas porque acho que os leitores, internautas e telespectadores, que formam o eleitorado brasileiro, têm o direito de saber neste momento com quem estão lidando quando acessam nossos meios de comunicação.

    Ricardo Kotscho – Brasil, mundo, economia e mais – R7

    26/09/2014

    A inVeja dos imbecis levou um Boimate na cabeça

    Filed under: Financiadores Ideológicos,InVeja,Pena de Aluguel,TSE,Veja — Gilmar Crestani @ 9:32 am
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    O panfleto da direita hidrófoba, famosa pela revelação, com entrevista das partes envolvidas, do Boimate, tanto fez que acabou por conseguir. Há muito que a Veja deixou de fazer jornalismo e se dedicou a fazer matérias pagas, como aquela da Nueva Konigsberg… Os coxinhas que esperavam em fila no site do Álvaro Dias, o Caixa 2, do Fernando Meirelles, para distribuir as panfletadas da marginal do Pinheiros. Também, o que esperar de uma revista abraçada, por trás e bem apertado, pela NASPERS?!

    Se esta decisão criar jurisprudência, os a$$oCIAdos do Instituto Millenium, terão de patrulhar o Poder Judiciário com muito mais força. De agora em diante, se a lição servir, RBS, Globo, Folha, Estadão e Veja talvez passem a praticar alguma coisa mais próxima do que um dia se chamou jornalismo. Hoje praticam jornalixo!

    Veja perde de 7 a 0 no TSE e irá reparar dano ao PT

    :

    Revista foi condenada a publicar direito de resposta em decisão tomada na noite da quinta-feira 25, no Tribunal Superior Eleitoral; reportagem dizia respeito a suposta chantagem, paga em dólar, para que dirigentes do partido, incluindo o ex-presidente Lula, não fossem arrastados para a Operação Lava-Jato; derrota da revista da Marginal Pinheiros foi acachapante; contou com parecer favorável do procurador-geral Rodrigo Janot, os votos de três ministros do Supremo Tribunal Federal (Dias Toffoli, Teori Zavascki e Rosa Weber), além dos outros quatro integrantes do tribunal; "Não está em jogo a liberdade de expressão, mas sim o direito de resposta", ressaltou Toffoli; Veja tem histórico de derrotas na Justiça

    25 de Setembro de 2014 às 21:19

    247 – Foi pior do que Brasil e Alemanha na Copa do Mundo. Por sete votos a zero, a revista Veja foi condenada, nesta noite, a reparar o dano causado ao Partido dos Trabalhadores por uma reportagem publicada há duas semanas.

    No texto "O PT sob chantagem", Veja acusava lideranças do PT, incluindo o ex-presidente Lula e o ministro Gilberto Carvalho, de terem sido submetidos a uma chantagem para que não fossem arrastados para o escândalo da Petrobras. Segundo a revista da Marginal Pinheiros, o PT teria pago US$ 6 milhões, em dólar, ao financista Enivaldo Quadrado para que os nomes de seus dirigentes não fossem envolvidos no caso.

    Como a reportagem não apresentava qualquer prova ou indício da denúncia que fazia, o PT representou contra a publicação no Tribunal Superior Eleitoral. Além de contar com parecer favorável do procurador-geral Rodrigo Janot, a posição do relator Admar Gonzaga foi acompanhada pelos outros seis ministros do TSE – entre eles, três representantes do Superior Tribunal Federal: Dias Toffoli, Teori Zavascki e Rosa Weber.

    O direito de resposta, de uma página, deverá ser publicado nesta ou na próxima edição de Veja – a depender da intimação dos dirigentes da editora, hoje conduzida por Giancarlo Civita e Fabio Barbosa. "Não se discute aqui qualquer restrição à liberdade de imprensa, mas apenas o direito de resposta", enfatizou Dias Toffoli.

    Com a decisão desta quinta-feira, crimes de imprensa – que se tornam mais comuns em períodos eleitorais – começam a ser punidos.

    Veja perde de 7 a 0 no TSE e irá reparar dano ao PT | Brasil 24/7

    25/09/2014

    Quem não tem discurso luta com a inveja

    O despeito da velharquia nacional é impressionante. Os a$$oCIAdos do Instituto Millenium entraram em transe porque a Dilma conseguiu falar na ONU o que os velhos grupos mafiomidiáticos sonegam aqui. A capa d’O Globo é reveladora do caráter deste grupo: eles adorariam que Obama mandasse Dilma se calar. O sentido da imagem é este, exatamente o que tentaram os vários funcionários da Globo sempre que Dilma é entrevistada. Em qualquer programa dos variados braços do polvo siciliano do Jardim Botânico os entrevistadores querem falar mais do que a entrevistada. O sonho da Globo é levar Dilma para ser torturada ao vivo, em rede nacional. Aliás, estaria apenas dando vida ao editorial com que saudaram a chegada dos torturadores.

    Discurso de Dilma na ONU revolta direita brasileira

    :

    O discurso da presidente Dilma Rousseff na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas conteve verdades óbvias, mas inconvenientes; diante dos líderes mundiais, ela teve a coragem de dizer que mais violência, como os bombardeios aos países onde se escondem militantes do Estado Islâmico, irá gerar mais violência; "O uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos. Isso está claro na persistência da Questão Palestina, no massacre sistemático do povo sírio, na trágica desestruturação nacional do Iraque", disse ela; no entanto, para a mídia brasileira, com destaque para o Globo, Dilma foi quase confundida com uma militante jihadista disposta a decapitar cabeças; segundo Merval Pereira, discurso de Dilma produziu nele o sentimento de "vergonha alheia"; o que dizer então do Globo?

    25 de Setembro de 2014 às 06:39

    247 – Há tempos um discurso presidencial não irritava tanto a direita brasileira, como aconteceu nesta quarta-feira. Em Nova York, ao abrir a Assembleia-Geral das Nações Unidas, a presidente Dilma Rousseff teve coragem para enfrentar um tema sensível, no momento em que países do Ocidente, tendo os Estados Unidos à frente, lideram uma nova ação militar contra países como Síria e Iraque, onde se escondem militantes do Estado Islâmico. De acordo com a presidente Dilma, uma nova onda de violência, que não enfrente a raiz dos problemas, irá apenas gerar uma escalada ainda maior de violência.

    Eis o que disse a presidente Dilma sobre a questão:

    Não temos sido capazes de resolver velhos contenciosos nem de impedir novas ameaças.  O uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos. Isso está claro na persistência da Questão Palestina; no massacre sistemático do povo sírio; na trágica desestruturação nacional do Iraque; na grave insegurança na Líbia; nos conflitos no Sahel e nos embates na Ucrânia.  A cada intervenção militar não caminhamos para a Paz mas, sim, assistimos ao acirramento desses conflitos. Verifica-se uma trágica multiplicação do número de vítimas civis e de dramas humanitários. Não podemos aceitar que essas manifestações de barbárie recrudesçam, ferindo nossos valores éticos, morais e civilizatórios. O Conselho de Segurança tem encontrado dificuldade em promover a solução pacífica desses conflitos. Para vencer esses impasses será necessária uma verdadeira reforma do Conselho de Segurança, processo que se arrasta há muito tempo. (…) Um Conselho mais representativo emais legítimo poderá ser também mais eficaz.  Gostaria de reiterar que não podemos permanecer indiferentes à crise israelo-palestina,  sobretudo depois dos dramáticos acontecimentos na Faixa de Gaza. Condenamos o uso desproporcional da força, vitimando fortemente a população civil, especialmente mulheres e crianças. Esse conflito deve ser solucionado e não precariamente administrado, como vem sendo.  Negociações efetivas entre as partes têm de conduzir à solução de dois Estados – Palestina e Israel – vivendo lado a lado e em segurança, dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas.

    O que há de errado nesse argumento? Será que a "Guerra ao Terror", promovida pelos Estados Unidos no Iraque realmente semeou a paz? Será que a intervenção ocidental em países como Egito e Líbia deu origem a países estáveis? Será que a carnificina recente promovida por Israel na Faixa de Gaza, com o assassinato impune de 2,2 mil inocentes, liderado por Benjamin Netanyahu, plantou o amor no coração dos palestinos?

    Dilma disse o óbvio. A escalada da violência irá produzir, apenas, mais violência.

    No entanto, para a imprensa brasileira, com destaque para o jornal O Globo, a presidente Dilma foi tratada quase como uma militante jihadista do Estado Islâmico, pronta para decapitar cabeças.

    Na capa, duas chamadas para seus "autoelogios", como se o discurso fosse uma peça de campanha política, e para o fato de ela não se opor "à atuação contra o Estado Islâmico". A imagem principal, de um Barack Obama focado, também já denota o alinhamento ideológico da família Marinho.

    Internamente, o editorial "Palanque em Nova York" acusou a presidente de usar o "vestido vermelho PT" na ONU e de se colocar ao lado de "sectários muçulmanos, que adotam costumes medievais". Na coluna "Uso indevido", Merval Pereira disse ter sentido "vergonha alheia" pelo discurso de Dilma. Por fim, houve espaço para um artigo do embaixador Luiz Felipe Lampreia, que foi embaixador no governo FHC, afirmando que, com discursos como o de ontem, o Brasil fica cada vez mais distante de tornar-se membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

    O fato é que, no entanto, enquanto esteve alinhado aos Estados Unidos, o Brasil jamais teve suas pretensões diplomáticas levadas a sério.

    Discurso de DIlma na ONU revolta direita brasileira | Brasil 24/7

    09/09/2014

    Veja como montar um jogo de armar

    Filed under: InVeja,Patrulhamento,Veja — Gilmar Crestani @ 10:05 am
    Tags:

    Depois do Boimate e da Nueva Konigsberg, a Veja virou a melhor piada. Ela faz, mediante bons ganhos, qualquer negócio, menos informar. Por falar nisso, por onde andam Policarpo Jr e Carlinhos Cachoeira?! Não se esqueça que a Veja encabeçou com outros a$$oCIAdos do Instituto Millenium, a criação de um site para patrulhar o poder judiciário.

    Para entender a montagem da Veja

    seg, 08/09/2014 – 10:22

    Atualizado em 09/09/2014 – 06:52 – Luis Nassif

    Sobre a posição atual dos grupos de mídia

    A atuação da mídia como partido foi liderada pelo falecido Roberto Civita, do grupo Abril, inspirado no modelo de atuação de Rupert Murdock nos Estados Unidos.

    Sentindo o fim do monopólio virtual do mercado de opinião, com o avanço da Internet, Murdock montou uma frente política com os demais grupos de midia para eleger o seu presidente. Buscou na ultra-direita a retórica mais virulenta, inaugurou os ataques pessoais a políticos e jornalistas "inimigos", inundou o país de boatos e injúrias da pior espécie, disseminando-as pelas redes sociais. E valeu-se de todos os recursos dos grupos de mídia – dramatização da notícia, demonização do inimigo, aceno com o fim dos tempos – para emplacar seu candidato.

    Perdeu e a primeira atitude de Barack Obama, eleito, foi convidar os presidentes da Apple, Google e Facebook para visitá-lo na Casa Branca.

    Foi a marca das eleições brasileiras de 2006 e, especialmente, de 2010.

    O padrão é cansativo, de tão previsível.

    Veja saia na frente com seus factoides e o grupo repercutia em seguida. O fórum de orquestração se dava no Instituto Millenium . A um mês das eleições, aumentava-se a dose e tentava-se a bala de prata.

    A morte de Civita acelerou o processo de perda de rumo dos grupos de mídia  Pagou-se um preço caro com a orquestração contra a Copa do Mundo, que marcou o fundo do poço da credibilidade da mídia.

    Sem a antiga orquestração, os jornalões passaram a agir com o fígado, sem obedecer a uma estratégia concatenada.

    De um lado, perceberam que precisariam recuperar credibilidade para dar eficácia às rodadas de ataque que antecederiam as eleições. Aí um jornal levanta o caso do aeroporto de Aécio, os outros vão atrás, na crença de um escândalo menor legitimando os escândalos maiores contra o PT. De repente, o tema sai do controle, e Aécio se queima.

    Depois, vêem  Marina subindo, e ajudam na ascensão.

    No meio do caminho dão-se conta de uma realidade:

    1.    Aécio lhes garante a volta ao controle do Estado.

    2.    Com Dilma, nada perdem, mas nada ganham. Dilma mantém a cartelização da publicidade  mas não faz negócios.

    3.    Marina é uma incógnita. Seu programa aprofunda o conceito de democracia participativa ao mesmo tempo em que ela se curva às pressões de pastores evangélicos – o grupo que mais cresceu na mídia tradicional, enfrentando inclusive o poder da Globo. A política econômica é mercadista mas seus princípios ambientais são contra a economia real. Ora ela diz sim, ora ela diz não.

    Sobre o álibi Veja

    Em um segundo turno, entre  ela e Dilma, o ódio ao PT fala mais alto. Embora o Estadão avente a hipótese de que Marina seja braço auxiliar de Lula – o que comprova que  os jornalões estão pretendendo tirar da blogosfera até o monopólio das teorias conspiratórias.

    Não mais que de repente, o factoide de Veja traz a esperança de uma respiração boca a boca capaz de ressuscitar a candidatura Aécio,.

    O fato em si é simples.

    Não se discute a existência do esquema Paulo Roberto Costa. É evidente que controlava uma organização criminosa incrustada na Petrobras e que tinha padrinhos políticos. E é fato que gravou depoimentos, dentro do acordo de delação premiada.

    A reportagem da Veja não traz um indício de acesso ao relato. Pode ter enfiado na reportagem o que ela achasse melhor. Ou alguém acredita no respeito da revista pelos fatos?

    O que importa é a maneira como os grupos de mídia tratam o escândalo.

    Soltam a matéria, dão a repercussão e cobrem as páginas dos jornais com matérias sem fontes, informando que "o comando da campanha de Dilma entrou em pânico", "o PT vai ter que alterar sua estratégia e parar de falar no pré-sal", "fontes do Palácio temem que as revelações derrotem Dilma" e coisas do gênero.

    Não há menção a nomes e isso lembra em muito a cobertura brasiliense do Planalto no período Geisel. O primeiro time da mídia ouvia Golbery em off. O segundo time, o Sargento Quinsan, personagem folclórico, espécie de ordenança de um dos secretários de Geisel. Na reportagem, tanto um quanto outro era "fonte do Palácio". Ou não? Aparentemente o fantasma de Quinsan voltou a frequentar o Palácio.

    No centro da campanha de Dilma, a capa de Veja foi interpretada como um tiro de festim. E a repercussão da mídia atribuída à falta de experiência política das direções de redação, incapazes de avaliações mais aprofundadas sobre estratégias políticas do noticiário. Não se tem dúvida de que o segundo turno será entre Dilma e Marina.

    Se houvesse algum efeito, seria a favor de Dilma. Há 12 anos, os eleitores de Lula e Dilma convivem com denúncias e factoides. Se continuam eleitores, é porque as denúncias não têm mais eficácia.

    Já os simpatizantes de Marina, atraídos pela ideia de que ela é diferente, são bombardeados com factoides informando que Marina é igual ao PT.

    Provavelmente os leitores aumentarão a convicção de que, com Dilma ou Marina, o jornal será sempre igual.

    Para entender a montagem da Veja | GGN

    07/09/2014

    Factoides da inVeja

    Gilmar Mendes comanda reunião de trabalho para abastecer  Veja de factóides

    Gilmar Mendes comanda reunião partidária

    Depois do Boimate, da Nueva Konigsberg, a Veja ressuscita o Delegado Bruno e  seus arapongas para atender interesse da Naspers

    A lista dos Honoráveis Bandidos da Veja começa com Demóstenes Torres, Carlinhos Cachoeira, Policarpo Jr., José Roberto Arruda… e segue por outros (Daniel Dantas, Rober Abdelmassih) que Gilmar Mendes já soltou…

    Nem vamos falar do grampo sem áudio, da ligação de FHC para Gilmar Mendes ou de como José Roberto Arruda deu a volta por cima do mensalão do DEM, ou do fato do jagunço de Diamantino chamar o Tribunal onde ele dá expediente de nazista. Mas tudo isto não teria acontecido se, ao invés de Gilmar Mendes, FHC tivesse posto lá alguém decente. Mas aí já seria pedir demais a quem foi capturado, com a ajuda de Miriam Dutra, pela Rede Globo.

    Os cuidados com as jogadas da revista Veja

    Jornal GGN

    É sempre útil ter cautela com a embalagem que Veja usa para embrulhar suas “denúncias”.

    No final da tarde de sexta-feira, depois da primeira matéria da Agência Estado sobre o suposto depoimento de Paulo Roberto Costa, o comentário geral era que a revista Veja divulgaria todo o depoimento e a lista de políticos citados (que chegava a 62).

    A revista estimulou o boato, antecipando para as 18h a divulgação da capa da semana.  Uma capa genérica, sem nomes. O texto anunciava que eles viriam na edição impressa, junto com informações exclusivas sobre o “esquema de corrupção da Petrobras”.

    Mais uma vez, Veja vendeu o que não tinha, ou muito mais do que tinha. Quanto a nomes, dois ex-governadores, a governadora Roseana, o ministro Lobão, um ex-ministro do PP, oito parlamentares e o tesoureiro do PT. Os suspeitos de sempre.

    A revista não traz as prometidas informações sobre negociatas na Petrobras. O único exemplo mencionado é uma notícia requentada sobre uma operação de debêntures, que supostamente envolveria a Postalis (e que não se realizou porque os supostos autores foram presos).

    Sobrou a embalagem. Sobrou? Veja não mostra papel, não mostra vídeo, não mostra um indício sequer de que botou a mão na massa. Tanto quanto o Estado e a Folha, ouviu um relato sobre o depoimento. A revista não cita fontes, reais ou fictícias. Não ousa escrever que “teve acesso ao depoimento”. Sequer recorre ao surrado “uma fonte ligada às investigações”.

    Veja blefa, mais uma vez. Mas alguém conversou sexta-feira com a revista e com os portais, e vendeu um prato requentado.  E quase simultaneamente, o Valor  informava sobre mais um advogado que deixava a defesa de Paulo Roberto. Assim, de repente, sem explicações.

    Um advogado à solta, neste momento, é conveniente para ocultar e lançar pistas falsas sobre a fonte do vazamento. Fonte criminosa, posto que a delação corre em sigilo.

    A bola está com a direção da PF, com o PGR e com o ministro Teori, que podem dar um basta nesses vazamentos seletivos.

    SQN

    21/08/2014

    A marmota da manada foi barrada em taipa de estrume

    Filed under: InVeja,Miriam Leitão,Rodrigo Constantino — Gilmar Crestani @ 8:11 pm
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    jornalismo_independenteOs feitores da pocilga afogaram a marmota no seu subproduto, o esterco. Chocaram o ovo e só agora descobriram que o filhote era serpente.

    Quem cria cuervos… 

    Então, quem é mesmo contra a liberdade de expressão, quem defeca impropérios ou quem alimenta a mula?

    E aquele ditado tão à moda de certo tipo de jornalismo, cuja autoria é atribuída ao filósofo Voltaire: “Discordo daquilo que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito de o dizeres”.

    Se a Veja é assim tão defensora da liberdade de expressão, porque censurou sua anta? Então esta tal de liberdade de expressão é direito apenas a quem o patrão autoriza. Na veja, a liberdade só mediante autorização. Por isso esse jornalismo  celular, pré-pago. Pagou-levou! Também é teleguiado. Não precisa ter ideias, é entregar o capim que alimenta a manada.

    Desde o Boimate, passando pela Nueva Konigsberg, a Veja é o ponto de encontro de uma manada acéfala a procura de uma égua madrinha.

    A seletividade de Veja censura coluna de blogueiro

    qui, 21/08/2014 – 14:57

    Jornal GGN – Rodrigo Constantino teve uma de suas colunas barradas pela própria Veja.

    O feito conquistado ocorreu quando Constantino afirmou que a jornalista Miriam Leitão, após depoimento de tortura sofrida pelo regime militar do governo Emílio Garrastazú Médici, ao aguardar pedido de desculpas das Forças Armadas, também deveria pedir desculpas por ter sido “uma comunista, do PCdoB, entoando hinos marxistas”.

    “Acho que Miriam tem todo direito ao seu pedido de desculpas. Se sofreu o que diz mesmo, nada justifica isso. Mas ela não era uma heroína. Não era uma jovem democrata que defendia a liberdade. Portanto, cabe perguntar: e o seu pedido de desculpas, Miriam, não teremos?”, diz a publicação.

    O colunista da Veja coloca em dúvida um de centenas de testemunhos de um período da história brasileira inquestionável de torturas e crimes da ditadura militar. Contradiz-se. “São relatos chocantes, e não tenho motivos para duvidar de sua veracidade”, expõe em um trecho. “Infelizmente, o debate sobre nosso passado está tomado por emoções fortes e muitos interesses, tudo isso turvando a razão” e “decidiu revelar as supostas (aprendi com os jornalistas a usar o termo quando não há provas) torturas”, em outros.

    Não suficiente, Rodrigo Constantino recomenda “compreender o contexto daquela época de Guerra Fria e ameaça comunista” e abandonar a “postura maniqueísta”, colocando tais crimes e criminosos em equilíbrio, explicitamente, com “aquela turma jovem que sonhava com o modelo cubano ou soviético”.

    Em seu depoimento, Miriam Leitão recorda que o motivo para ser presa em uma cela escura, nua, com uma jiboia, e alvo de tentativas de estupro coletivo, aliciada por vários militares, foi ser um dos jovens presos acusados de “tentativa de organizar o PCdoB no estado, de aliciamento de estudantes, de panfletagem e pichações”.

    Além da ausência da configuração do ilícito; exposto o explícito uso de tais crimes para, como fim, tirar informações desses jovens por meio das torturas; e da falta de qualquer direito – seja ele humano ou carcerário, Constantino crê que a isso Miriam deva desculpas. A coragem da jornalista de ironizar o terrível forma-se em crença tola de uma desculpa injustificável em argumentos, seja lembrando a viva história, ou mesmo se o colunista quisesse se apegar a registros forjados das Forças Armadas. Por clara falta de provas, após meses de tortura, os jovens foram absolvidos.

    Miriam Leitão esperou 42 anos para contar o relato não pelo efeito heroína – como tenta impor Rodrigo Constantino – mas porque “era uma jornada só minha”, nas palavras da jornalista.

    Em um trecho do depoimento, Miriam revela a contradição e o trauma: “Minha cela ficava na fortaleza. Quando eu saía de lá à noite e era levada para outro local de tortura, eu a contornava e passava pela escadaria. Saía desse belo prédio circular, às margens da baía – e que hoje, por ironia, o Exército aluga para festas –, e era levada para a parte nova do quartel onde funcionavam algumas seções administrativas do quartel. Olhava aquele lugar lindo, lindo até hoje, o convento lá em cima, e pensava o quanto nada daquilo fazia sentido. Era uma beleza que contrastava com a violência daquele lugar. Eu não conseguia entender isso. Não entendia naquela época, não entendo até hoje”.

    Ainda há outros pontos questionados da coluna, como afirmar que eram minoria os militares “que realmente praticaram tortura”, enfatizando a teoria dos “porões da ditadura”, ao compasso e contramão do grandioso trabalho da Comissão Nacional da Verdade que prova, a cada dia, que tais porões não existiam, que a ditadura era comandada, executada ou, pelo menos, sabida por todos os comandos das Forças Armadas.

    A seguir, a coluna na íntegra de Rodrigo Constantino:

    Miriam Leitão fala da tortura que sofreu na ditadura e quer pedido de desculpas. Legítimo, mas e o seu pedido de desculpas?

    A jornalista Miriam Leitão decidiu revelar as supostas (aprendi com os jornalistas a usar o termo quando não há provas) torturas que teria sofrido durante o regime militar, incluindo ficar numa cela escura com uma jiboia e quase ser estuprada por vários soldados. São relatos chocantes, e não tenho motivos para duvidar de sua veracidade. Diz ela:

    Minha vingança foi sobreviver e vencer. Por meus filhos e netos, ainda aguardo um pedido de desculpas das Forças Armadas. Não cultivo nenhum ódio. Não sinto nada disso. Mas, esse gesto me daria segurança no futuro democrático do país.

    Uma postura decente. Miriam tem direito a um pedido de desculpas formal, e não resta a menor dúvida de que houve vários abusos e torturas por parte dos militares, o que é inadmissível. Segundo ela, seu único crime era integrar o PCdoB e fazer proselitismo entre os estudantes, além de ser namorada de outro militante, de quem estava grávida de um mês quando foi presa. Sendo verdade, isso não configura crime algum.

    Infelizmente, o debate sobre nosso passado está tomado por emoções fortes e muitos interesses, tudo isso turvando a razão. A postura maniqueísta precisa ser abandonada. Compreender o contexto daquela época de Guerra Fria e ameaça comunista não é o mesmo que transformar os militares em santos, tampouco poupar aqueles que realmente praticaram tortura. Estes deveriam ter sido punidos pelos próprios militares decentes – grupo em maioria.

    Por outro lado, a vitimização dos antigos comunistas, que tentam se pintar como legítimos democratas que do nada foram atacados por militares autoritários, não se sustenta por um segundo. Aquela turma jovem sonhava com o modelo cubano ou soviético, nada parecido com uma democracia. Alguns, como Fernando Gabeira, Arnaldo Jabor e Ferreira Gullar, fizeram uma dolorosa mea culpa de suas lutas juvenis equivocadas. Outros não. Querem pedidos de desculpas, mas não querem pedir desculpas.

    Miriam Leitão, que gosta de um discurso de vítima em outras áreas (cartada sexual, racial, indígena etc), aproximou-se dos tucanos e passou a defender uma social-democracia nos moldes europeus, afastando-se assim do velho comunismo do passado. Com isso, passou a ser “acusada”, junto com os próprios tucanos, de “neoliberal” pela antiga esquerda mais radical. Não se conforma com isso.

    Tanto é verdade que faz de tudo para ser “perdoada” pelos antigos companheiros. Mesmo quando precisa bater nos mais caricatos, nos “petralhas”, acaba atacando os conservadores e liberais também, como Reinaldo Azevedo e eu mesmo, para ficar bem na foto, posar de “neutra”. É um problema geral do tucanato: a lógica e a experiência os levaram mais para a direita, mas seus corações permanecem na esquerda. São prisioneiros emocionais do passado.

    Acho, como já disse, que Miriam tem todo direito ao seu pedido de desculpas. Se sofreu o que diz mesmo, nada justifica isso. É uma postura covarde daqueles militares envolvidos. Mas ela não era uma heroína. Não era uma jovem democrata que defendia a liberdade. Era uma comunista, do PCdoB, entoando hinos marxistas e usando como símbolo a foice e o martelo.

    Se essa turma tivesse logrado sucesso naquela época, o Brasil hoje seria uma imensa Cuba, algo que ainda não nos livramos justamente porque os comunistas ainda existem, sob o manto de bolivarianismo ou socialismo do século 21. Portanto, cabe perguntar: e o seu pedido de desculpas, Miriam, não teremos?

    Rodrigo Constantino

    ***

    Leia comentário do colunista no Facebook:

    ***

    O link original foi retirado do ar. Mas é possível acessar o conteúdo da coluna pelo serviço de compartilhamento de URLs para denúncia (http://naofo.de/1716).

    Leia o depoimento de Miriam Leitão: A entrevista de Celso Amorim para Míriam Leitão, por Luiz Cláudio Cunha

    A seletividade de Veja censura coluna de blogueiro | GGN

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