Ficha Corrida

23/08/2016

O Câncer que a RBS ajuda espargir

Sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra: o amestramento dos gaúchos fez com que os gaúchos trocassem Olívio Dutra por dois funcionários da RBS: Lasier Martins e Ana Amélia Lemos

olivio x lasssie RBS Ana AL

Toda vez que alguém e esquerda é denunciado, a RBS brande seu tacape midiático. Arvora-se em legalista para defender as instituições e dura lex para seus adversários ideológicos. Lembro, por exemplo, do caso José Bové, militante europeu que esteve no Fórum Social em Porto Alegre. A RBS escalou toda sua matilha amestrada para vasculhar toda e qualquer hipótese de torna-lo um bandido da pior espécie.

Contrário senso, quando houve a constatação de grandes latifundiários estavam usando semente transgênica contrabandeada, foi a RBS a primeira  sair a campo para defender os criminosos. A justificativa não era apenas simplória, mas de uma desfaçatez do tamanho da RBS. A melhor forma de combater o contrabando das sementes transgênicas e respectivos agrotóxicos era a legalização. Fez às vezes de advogada da Monsanto. Aliás, nada mais parecido com a Monsanto do que a RBS.

No RBS há outro tipo de câncer, tão antidemocrático quanto os agrotóxicos que atingem os agricultores e os consumidores de seus produtos, que é a RBS. Todas as iniciativas do governo Olívio Dutra foram odiosamente atacadas porque visava mudar o destino do RS. Na contramão do que existia no Brasil, o RS sob Olívio Dutra investia em educação e na produção de alimentos saudáveis. A FARSUL, a farsa do Sul, emulou a RBS e juntos fizeram jornalismo de guerra contra as iniciativas contra o uso de agrotóxicos na produção de alimentos.

A difusão maciça de ódio pela Veja, Folha, Estadão e Globo contra Lula, Dilma e o PT foi precedido pela experiência bem sucedida da RBS contra Olívio Dutra. O ódio sobre os governos de esquerda não começou no RS.

São dois os cânceres pendem, como a espada de Dâmocles, sobre a cabeça dos gaúchos!

Agricultores gaúchos têm câncer por causa de agrotóxicos

ter, 23/08/2016 – 10:31 – Atualizado em 23/08/2016 – 10:32

Jornal GGN – Desde 2009, o Brasil é líder mundial no consumo de agrotóxicos. Um estudo realizado pelo Laboratório de Geografia Agrária da USP mostra que o noroeste gaúcho é campeão nacional no uso dessas substâncias. E a incidência de câncer entre os trabalhadores rurais da região demonstra uma relação direta entre a utilização do veneno e a doença.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul realizou um estudo comparando o número de mortes por câncer na região de Ijuí com as registradas no Estado e no País. A taxa de mortalidade local supera a gaúcha, que já é alta, e a nacional.

Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o brasileiro consome até 12 litros de agrotóxico por ano. O trabalhador rural está exposto na alimentação e na aplicação do produto.

Da Folha de S. Paulo

Alto índice de agricultores gaúchos com câncer põe agrotóxicos em xeque

Por Paula Sperb

O agricultor Atílio Marques da Rosa, 76, andava de moto quando sentiu uma forte tontura e caiu na frente de casa em Braga, uma cidadezinha de menos de 4.000 habitantes no interior do Rio Grande do Sul. "A tontura reapareceu depois, e os exames mostraram o câncer", conta o filho Osmar Marques da Rosa, 55, que também é agricultor.

Seu Atílio foi diagnosticado há um ano com um tumor na cabeça, localizado entre o cérebro e os olhos. Por causa da doença, já não trabalha em sua pequena propriedade, na qual produzia milho e mandioca. Para ele, o câncer tem origem: o contato com agrotóxicos, produtos químicos usados para matar insetos ou plantas dos quais o Brasil é líder mundial em consumo desde 2009.

"Meu pai acusa muito esse negócio de veneno. Ele nunca usou, mas as fazendas vizinhas sempre pulverizavam a soja com avião e tudo", diz Osmar.

O noroeste gaúcho, onde seu Atílio mora, é campeão nacional no uso de agrotóxicos, segundo um mapa do Laboratório de Geografia Agrária da USP, elaborado a partir de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para especialistas que lidam com o problema localmente, não há dúvidas sobre a relação entre o veneno e a doença. "Diversos estudos apontam a relação do uso de agrotóxicos com o câncer", diz o oncologista Fábio Franke, coordenador do Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do Hospital de Caridade de Ijuí, que atende 120 municípios da região.

Um dos principais problemas é que boa parte dos trabalhadores não segue as instruções técnicas para o manejo das substâncias.

"Nós sempre perguntamos se usam proteção, se usam equipamento. Mas atendemos principalmente pessoas carentes. Da renda deles não sobra para comprar máscaras, luvas, óculos. Eles ficam expostos", diz Emília Barcelos Nascimento, voluntária da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Ijuí.

Anderson Scheifler, assistente social da Associação de Apoio a Pessoas com Câncer da cidade (Aapecan), corrobora: "Temos como relato de vida dessas pessoas um histórico de utilização excessiva de defensivos agrícolas e, na maioria das vezes, sem uso de proteção".

‘ALARMANTE EPIDEMIA’

Um estudo realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) comparou o número de mortes por câncer da microrregião de Ijuí com as registradas no Estado e no país entre 1979 e 2003 e constatou que a taxa de mortalidade local supera tanto a gaúcha, que já é alta, como a nacional.

De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o Rio Grande do Sul é o Estado com a maior taxa de mortalidade pela doença. Em 2013, foram 186,11 homens e 140,54 mulheres mortos para cada grupo de 100 mil habitantes de cada sexo.

O índice é bem superior ao registrado pelos segundos colocados, Paraná (137,60 homens) e Rio de Janeiro (118,89 mulheres). O Estado também é líder na estimativa de novos casos de câncer neste ano, também elaborada pelo Inca –588,45 homens e 451,89 mulheres para cada 100 mil pessoas de cada sexo. Em 2014, 17,5 mil pessoas morreram de câncer em terras gaúchas –no país todo, foram 195 mil óbitos.

Anualmente, cerca de 3.600 novos pacientes são atendidos na unidade coordenada por Franke. Se incluídos os antigos, são 23 mil atendimentos. Destes, 22 mil são bancados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) –os cofres públicos desembolsam cerca de R$ 12 milhões por ano para os tratamentos.

Segundo o oncologista, a maioria dos doentes vem da área rural –mas o problema pode ser ainda maior, já que os malefícios dos agrotóxicos não ocorrem apenas por exposição direta pelo trabalho no campo, mas também via alimentação, contaminação da água e ar.

"Se esses números fossem de pacientes de dengue ou mesmo uma simples gripe, não tenho dúvida de que a situação seria tratada como a mais alarmante epidemia, com decreto de calamidade pública e tudo. Mas é câncer. Há um silêncio estranho em torno dessa realidade", afirma o promotor Nilton Kasctin do Santos, do Ministério Público da cidade de Catuípe.

"Milhares de pessoas estão morrendo de câncer por causa dos agrotóxicos", acrescenta ele, que atua no combate aos produtos.

Procurado pela BBC Brasil, o Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal), que representa os fabricantes de agrotóxicos, encaminhou o questionamento para a Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), que responde basicamente pelas mesmas empresas.

Em nota, a Andef afirma que "toda substância química, sintetizada em laboratório ou mesmo aquelas encontradas na natureza, pode ser considerada um agente tóxico" e que os riscos à saúde dependem "das condições de exposição, que incluem: a dose (quantidade de ingestão ou contato), o tempo, a frequência etc.". O texto afirma ainda que "o setor de defensivos agrícolas apresenta o grau de regulamentação mais rígido do mundo".

SALTO NO CONSUMO

A comercialização de agrotóxicos aumentou 155% em dez anos no Brasil, apontam os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), estudo elaborado pelo IBGE no ano passado –entre 2002 e 2012, o uso saltou de 2,7 quilos por hectare para 6,9 quilos por hectare.

O número é preocupante, especialmente porque 64,1% dos venenos aplicados em 2012 foram considerados como perigosos e 27,7% muito perigosos, aponta o IBGE. O Inca é um dos órgãos que se posicionam oficialmente "contra as atuais práticas de uso de agrotóxicos no Brasil" e "ressalta seus riscos à saúde, em especial nas causas do câncer".

Como solução, recomenda o fim da pulverização aérea dos venenos, o fim da isenção fiscal para a comercialização dos produtos e o incentivo à agricultura orgânica, que não usa agrotóxico para o cultivo de alimentos.

Márcia Sarpa Campos Mello, pesquisadora do instituto e uma das autoras do "Dossiê Abrasco – Os impactos dos Agrotóxicos na Saúde", ressalta que o agrotóxico mais usado no Brasil, o glifosato –vendido com o nome de Roundup e fabricado pela Monsanto – é proibido em toda a Europa. Segundo ela, o glifosato está relacionado aos cânceres de mama e próstata, além de linfoma e outras mutações genéticas.

"A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que 80% dos casos de câncer são atribuídos à exposição de agentes químicos. Se os agrotóxicos também são esses agentes, o que já está comprovado, temos que diminuir ou banir completamente esses produtos", defende.

Procurada, a Monsanto afirma que "todos os usos de produtos registrados à base de glifosato são seguros para a saúde e o meio ambiente, o que é comprovado por um dos maiores bancos de dados científicos já compilados sobre um produto agrícola".

A empresa diz ainda tratar-se de "um dos herbicidas mais usados no mundo, por mais de 40 anos e em mais de 160 países", e que "nenhuma associação do glifosato com essas doenças é apoiada por testes de toxicologia, experimentação ou observações".

TRÊS VEZES MAIS

Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o brasileiro consome até 12 litros de agrotóxico por ano. A bióloga Francesca Werner Ferreira, da Aipan (Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural) e professora da Unijuí (Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul), alerta que a situação é ainda pior no noroeste gaúcho, onde o volume consumido pode ser três vezes maior.

Ela conta que produtores da região têm abusado das substâncias para secar culturas fora de época da colheita e, assim, aumentar a produção. É o caso do trigo, que recebe doses extras de glifosato, 2,4-D, um dos componentes do "agente laranja", usado como arma química durante a Guerra do Vietnã, e paraquat.

Segundo o promotor Nilton Kasctin do Santos, este último causa necrose nos rins e morte das células do pulmão, que terminam em asfixia sem que haja a possibilidade de aplicação de oxigênio, pois isso potencializaria os efeitos da substância.

"Nada disso é invenção de palpiteiro, de ambientalista de esquerda ou de algum cientista maluco que nunca tomou sol. Também não é invenção de algum inimigo do agronegócio. Sabe quem diz tudo isso sobre o paraquat? O próprio fabricante. Está na bula, no rótulo", alerta o promotor.

No último ano, 52 pessoas morreram por intoxicação por paraquat em terras gaúchas, segundo o Centro de Informação Toxicológica do Estado. No Brasil, 1.186 mortes foram causadas por intoxicação por agrotóxico de 2007 a 2014, segundo a coordenadora do Laboratório de Geografia Agrária da USP, Larissa Bombardi.

A estimativa é que para cada registro de intoxicação existam outros 50 casos não notificados, afirma ela. A pesquisa da professora aponta ainda que 300 bebês de zero a um ano de idade sofreram intoxicação no mesmo período. A Syngenta, fabricante do paraquat, não se manifestou sobre os casos de intoxicação e afirmou endossar o posicionamento da Andef.

Agricultores gaúchos têm câncer por causa de agrotóxicos | GGN

11/09/2014

Marina morena você se esquerceu, mas eu, não!

Filed under: Agrotóxicos,Banco Itaú,Janio de Freitas,Marina Silva,Transgênicos — Gilmar Crestani @ 8:23 am
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Banco ItaúJANIO DE FREITAS

Esqueçam o que ela escreveu

Transgênicos e religião associam-se para desmentir de uma só vez duas negações atuais de Marina

O tiroteio verbal entre os candidatos à Presidência está estendido, por balas perdidas de Marina Silva, aos que nos jornais e na internet tratem de suas contradições atuais, pretensos desmentidos e outros malabarismos. Quem se ocupa desses assuntos faz, a seu ver, "uma das ondas de mentira, calúnia e difamação feitas pelo desespero dos nossos [lá dela] adversários". Acusação exposta, agora, em Belo Horizonte.

O assunto pré-sal incluiu-se no centro da disputa eleitoral, o que vale até como indicador de surpreendente atenção de parte do eleitorado por tema assim sério. Daí que Marina procure fugir às restrições ao pré-sal que se ligaram ao seu nome. Mas não é tão simples a solução de culpar terceiros moralmente.

No dia 29 de agosto, formalizada já a substituição de Eduardo Campos, a seleção dos pontos mais importantes do programa de governo de Marina era divulgada com a inclusão desta proposta: "Redução da importância do pré-sal na produção de combustíveis" ("O Globo"). No mesmo dia, entre elogios a usineiros na feira de agronegócios em Sertãozinho (SP), disse Marina: "Temos que sair da Idade do Petróleo. Não é por faltar petróleo, é porque já estamos encontrando outras fontes de energia". Depois, ao responder sobre a restrição ao pré-sal, repetiu: "Há outras fontes de energia".

Marina Silva confirmou, portanto, a restrição presente no programa. E nele incluída pela revisão, para a sua candidatura, do programa do PSB e de Eduardo Campos. A propósito, o comentário feito aqui do novo programa, logo em seguida, notou que Marina Silva dava sinais de ignorar "o que é a Idade do Petróleo, que lhe parece restringir-se à energia". E mencionava a clamorosa falta de percepção para a liderança do petróleo como matéria-prima, em derivados da produção industrial hoje essenciais à vida dita civilizada.

Palavras da própria Marina Silva comprovam que posição avessa às suas restrições ao pré-sal, e ao petróleo mesmo, não é mentirosa, não contém calúnia nem difamação. Ou, a haver, parte dela, ao acusar outros para se desdizer.

A segunda mais importante negação desejada por Marina é o seu condicionamento religioso. Frase sua, reiterada com diferentes formas: "Minhas decisões políticas não são ditadas pela religião". Outra, esta em resposta a Patrícia Poeta e William Bonner no dia 27 de agosto: "Há uma lenda de que sou contra os transgênicos. Mas isso não é verdade".

Colunista do carioca "O Dia", Fernando Molica encontrou ao menos seis discursos da senadora Marina Silva, apenas entre 1998 e 2002, contra os transgênicos. Para contornar resistências, aliás, apresentou um projeto destinado a impedir a utilização dos transgênicos, de início, durante cinco anos. Depois, claro, seriam mais cinco, e outros mais.

Em continuidade, o "blog do Mário Magalhães", no UOL, foi buscar um dos discursos de Marina Silva. Muito instrutivo: a senadora explica que condena os transgênicos com base em "cinco referências bíblicas" e "tendo em vista o lado espiritual". Argumentos que torna mais substanciosos com a reprodução de um salmo em que é recomendado o respeito à integridade das sementes.

Transgênicos e religião associam-se para desmentir de uma só vez duas negações atuais de Marina. Mas não lhe falta também um modo peculiar, e muito adequado para as circunstâncias, de se desmentir. Está na adoção, como candidato a nada menos do que seu vice-presidente, do deputado gaúcho Beto Albuquerque, notório combatente no Congresso a favor dos transgênicos. E detentor de apoio eleitoral e financeiro da indústria de armas, contra a qual Marina Silva já se manifestou.

Fernando Henrique gostaria, ao que disse, de ver Marina Silva e Aécio Neves no mesmo governo. Pelo que as pesquisas sugerem, desejo para esquecer –como tantos outros esquecimentos inesquecíveis.

06/09/2014

Depois dos transgênicos, Beto Albuquerque vai cuidar da saúde (dos Laboratórios)

beto albuquerqA lógica é simples: libera veneno que engorda e, com isso, justifica a liberação de veneno que emagrece. Mata todo mundo e ainda fica com os bolsos cheios…

A melhor coisa da escolha de Beto Albuquerque para vice da Marina foi oportunizar aos gaúchos de melhor conhece-lo. Se antes parecia um 51 (uma boa idéia), agora fica parecendo 171 (estelionatário) da nossa boa-fé.  Ele tem receita pra melhorar a saúde da Monsanto (transgênicos) e Laboratórios (emagrecedores), só não tem para a saúde do povo.

Não vivemos ditadura das agências reguladoras’, afirma vice de Marina

Autor de projeto que liberou volta de emagrecedores, Beto Albuquerque faz críticas à Anvisa

Deputado nega que sua intenção seja a de atacar a competência do órgão para regular o mercado farmacêutico

JOHANNA NUBLATDE BRASÍLIA

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não é dona "da verdade absoluta" e precisa parar de tomar decisões de forma isolada, diz o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), vice na chapa de Marina Silva (PSB) à Presidência e autor do projeto que liberou a volta dos emagrecedores ao mercado, aprovado na terça-feira (2) pelo plenário do Senado.

O texto ainda será promulgado pelo Congresso para passar a valer, o que deve ocorrer após as eleições. Com isso, ficará suspensa a decisão da Anvisa que vale desde 2011 e proíbe a venda das substâncias femproporex, mazindol e anfepramona (do grupo das anfetaminas e seus derivados), e exigia regras mais rígidas para o comércio da sibutramina.

A direção da Anvisa –que considera o uso dos anfetamínicos um risco à saúde– já fala em aprovar novas restrições à venda dos produtos, como proibir a venda dos anfetamínicos em farmácias de manipulação, onde eram mais comercializados.

À Folha, Beto Albuquerque afirmou que o Congresso tentou dialogar com a Anvisa antes da proibição mas não obteve sucesso, o que deixou pacientes graves sem alternativa de tratamento. Ele diz que foi procurado por pacientes e médicos "desesperados", mas afirma que não teve contato com a indústria de remédios no período.

"Além de não ter valorizado o debate, a Anvisa não apontou alternativas. O médico e o paciente fazem o quê? –Começou a haver todo um mercado paralelo, contrabando, e surgiram outros medicamentos [de uso off-label, ou seja, usados para emagrecer, mas originalmente registrados para outros fins]. E a Anvisa não se preocupou com essas coisas", argumenta.

Questionado sobre os riscos à saúde apontados pela Anvisa para o banimento das drogas, o deputado afirma que todos os medicamentos têm contraindicações e que cabe aos médicos avaliar os riscos e a possibilidade de uso em cada caso.

"Por isso que a Anvisa existe, para fiscalizar o uso dos medicamentos. Lógico que se usar indevidamente pode fazer mal", afirma.

COMPETÊNCIA LEGAL

O vice na chapa de Marina diz que o projeto de decreto legislativo foi proposto diante do que vê como uma "intransigência monocrática da Anvisa" e que teve o objetivo de recolocar o assunto em discussão com "sobriedade".

Albuquerque explica que não teve a intenção de questionar a competência legal da agência para regular o mercado de remédios –apesar de o projeto de decreto legislativo ser usado para sustar atos do Executivo que exorbitam o que se consideram ser suas competências.

"O recado é: tem que se criar uma solução, não pode ser só uma decisão monocrática em que os médicos não podem prescrever mais."

O deputado afirma que a Anvisa deveria chamar o setor envolvido para uma discussão antes de qualquer nova decisão. "Não vivemos a ditadura das agências."

Num eventual governo federal do PSB, aponta Albuquerque, as indicações para as agências federais seguirão só critérios técnicos: "Agência não vai ter mais indicação política", afirma.

    29/08/2014

    O novo na política: Marina adota discurso mais elástico que borracha de seringal

    Filed under: Agronegócio,Agrotóxicos,Ética,Coerência,Marina Silva — Gilmar Crestani @ 8:30 am
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    Marina e PSDB

    Alguém já viu a Marina atacar alguém da direita?

    Marina adota discurso de usineiros e ataca política federal para o etanol

    Candidata do PSB promete estímulo à fonte de energia alternativa, que perdeu lucratividade

    Ex-senadora acenou ao agronegócio e disse que é possível falar em agropecuária sem ser contra o meio ambiente

    DO ENVIADO A SERTÃOZINHO (SP)

    Candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva adotou nesta quinta-feira (28) o discurso dos usineiros e atacou a política do governo Dilma Rousseff (PT) para o setor sucroenergético.

    Em visita à Fenasucro, em Sertãozinho (a 333 km de São Paulo), Marina disse que, se eleita, corrigirá as políticas "equivocadas" adotadas pelo governo federal e prometeu ainda criar um marco regulatório para o setor.

    Usineiros têm criticado medidas da União como a manutenção do preço artificial da gasolina para conter a inflação, o que impede melhor remuneração ao etanol.

    "Vocês fizeram o dever de casa, se ajustaram, acreditaram na propaganda do governo, assumiram compromissos para fornecer uma fonte de energia que deveria ser estimulada, apoiada. Mas os erros que foram praticados devem ser corrigidos", disse Marina em discurso para 300 pessoas, entre lideranças e empresários do setor.

    Vista ainda com ressalvas por representantes do agronegócio, Marina disse que se o atual governo tivesse feito "menos propaganda" e tivesse "mais governança", o setor não estaria na situação em que se encontra hoje.

    A candidata afirmou que o setor procurou se ajustar para produzir com sustentabilidade e citou como exemplo a mecanização da colheita de cana de açúcar, "para evitar a mão de obra de penúria".

    "Vocês fizeram tudo isso e olha o prêmio que recebem: o incentivo a uma matriz energética suja, que prejudica o setor [sucroalcooleiro]."

    Marina prometeu ainda criar "um marco regulatório com regras claras" para que as empresas voltem a investir no setor e disse que a medida está em seu programa.

    Marina, porém, negou que tenha visitado a feira para agradar aos representantes do agronegócio e disse que o compromisso havia sido firmado por Eduardo Campos, seu ex-companheiro de chapa morto em 13 de agosto.

    A candidata falou ainda que deve manter a Embrapa "forte e vigorosa" e que é possível aliar a defesa do ambiente às atividades agrícolas. "Há uma visão equivocada de que quando se fala em agricultura e pecuária significa ser contra o meio ambiente. É possível juntar as coisas numa mesma equação."

    Para Marina, o Brasil continuará sendo potência agrícola, elevando a produção com ganho de produtividade.

    AMADOR

    Durante o seu discurso, Marina respondeu ao candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, que afirmou que o Brasil não pode ser governado por "amadores".

    "Dizem que o Brasil não pode ser governado por amadores dos sonhos, mas o Brasil terá que escolher e apostar no sonho de que possamos ter um Estado eficiente, escolhendo os melhores e não os indicados por interesses partidários", declarou.

    (JOÃO ALBERTO PEDRINI)

    21/08/2014

    Partido de aluguel

    Filed under: Agrotóxicos,Beto Albuquerque,Marina Silva,PS(d)B,REDE — Gilmar Crestani @ 10:01 am
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    Marina de TroiaO condomínio está em polvorosa.

    Por enquanto, balança mas ainda não cai.

    A ambientalista da Natura & Itaú celebra casamento de conveniência com o representante do agronegócio que tem rima rica com agrotóxico. Hospedada no recém alugado PS(d)B, ve-se, pela Folha, que nem todos estão dispostos a fazer cafuné enquanto Marina embala seus sonhos na Rede estendida na nova varanda …

    A dúvida é se no mundo sonhático da Marina a companhia de Jorge Bornhausen e Roberto Freire é pesadelo ou o novo na política.

    PSB e Rede disputam comando da campanha

    Partido oficializou ontem em Brasília chapa com Marina e Beto Albuquerque

    Apesar de pressão, candidata diz que se ‘preservará’ e não subirá em palanques de Alckmin e Lindbergh

    MARINA DIASENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIANATUZA NERYRANIER BRAGONDE BRASÍLIA

    O lançamento oficial da candidatura de Marina Silva à Presidência pelo PSB nesta quarta-feira (20) foi marcado por uma tensa disputa pelo controle da campanha.

    Sete dias após o acidente aéreo que matou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, o partido aprovou por aclamação a chapa composta pela ex-senadora e pelo deputado federal gaúcho Beto Albuquerque, que assumiu o posto de vice, antes ocupado por Marina.

    Apesar da aparente harmonia, PSB e Rede –grupo político liderado pela ex-senadora– se desentenderam sobre os postos estratégicos da campanha durante uma reunião de seis horas realizada pouco antes do anúncio da chapa, em Brasília.

    A candidata marcou posição ao colocar dois homens de sua extrema confiança no comando do comitê.

    O ex-deputado Walter Feldman foi escalado para a coordenação-geral da campanha ao lado de Carlos Siqueira, primeiro secretário do PSB. Já Bazileu Margarido, que ocupava o posto que agora é de Feldman, foi nomeado para o comitê financeiro. Henrique Costa, então tesoureiro, passou a ser o adjunto.

    Integrantes do PSB afirmaram à Folha que Marina "demitiu" Siqueira, que era um dos dirigentes mais próximos a Campos. Aliados de Marina, porém, dizem que houve um mal-entendido e que Feldman foi designado para trabalhar em dupla, ajudando Siqueira na sua função.

    "É muito importante que ele [Siqueira] continue. Estamos tentando demovê-lo dessa ideia de sair da campanha", disse Feldman.

    Siqueira, no entanto, estava irredutível, segundo aliados, e deixou a reunião dizendo que "não pisaria mais" no comitê. Procurado pela Folha, ele negou o atrito.

    DOADORES INDESEJÁVEIS

    Divergências sobre possíveis fontes de recursos para a campanha também foram levantadas na longa reunião. Marina escalou Bazileu para controlar as contas e garantir que a chapa não receba dinheiro dos setores industriais de tabaco, agrotóxicos, armas e bebidas alcoólicas.

    SEM APOIO A PSDB E PT

    Em sua primeira manifestação como candidata, Marina disse que honrará os compromissos assumidos por Campos, mas sustentou que não apoiará acordos estaduais que já vinha criticando publicamente.

    "Sob a liderança de Eduardo, conseguimos 14 Estados com candidaturas em que Rede e PSB estão de acordo. Foi decidido que […] o PSB tinha o direito de ter essas alianças e que eu seria preservada de ter que apoiá-las", afirmou.

    Após fracassar na tentativa de criação de seu partido, a ex-senadora e outros integrantes da Rede aderiram ao PSB em outubro, mas foram contrários a alianças feitas pelo partido em Estados como São Paulo –onde está coligado com o tucano Geraldo Alckmin– e no Rio –onde apoia o petista Lindberg Farias. Marina defendia nomes novos, que representassem uma alternativa à polarização entre PT e PSDB.

    O PSB escalou Beto Albuquerque para representar a nova chapa nesses Estados.

    Atendendo a uma pressão do PSB, a candidata afirmou ainda que considera sua participação na legenda "tão importante" quanto a tarefa de criar seu próprio partido.

    O primeiro ato público da candidata será uma caminhada no Recife, no sábado (23).

    Nesta quinta (21), o PSB reúne em Brasília os cinco partidos nanicos aliados, PPS, PPL, PHS, PRP e PSL. Parte deles ameaça deixar a coligação sob o argumento de que não terem participado das decisões sobre a chapa.

    12/01/2012

    Agrotóxicos inVeja

    Filed under: Agrotóxicos,InVeja,Transgênicos — Gilmar Crestani @ 6:05 am

     

    A propósito

    Por falar em agrotóxicos e estarmos novamente enfrentando uma seca, segue abaixo uma charge de 2004, ainda atual.
    Pensando bem, ter conseguido publicar charges deste tipo durante cinco anos no Jornal do Comércio, até sermos demitidos, foi um milagre!

    Postado por Kayser

    Revistas semanais

    Para quem não sabe, a Veja publicou uma matéria, coincidentemente replicada na página da associação das empresas fabricantes de veneno, que diz, resumidamente, que é mais seguro comer veneno do que alimentos orgânicos.
    Para completar, a capa da sua concorrente, a Época, estampa Michel Teló como o maior ícone da cultura nacional em todos os tempos, ou algo assim.
    Nem passa pela minha cabeça que qualquer das duas matérias possa ser jabá

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