Ficha Corrida

16/09/2015

FinanCIAdores ideológicos da perseguição à Lula

anaueOs grandes veículos de comunicação publicam para agradar quem os finanCIAm. Por isso, em nenhum destes veículos encontrará algum tipo de cobrança à Volkswagen por ter participado ativamente na ditadura. Seria mero acaso a atual aliança da Volks com a CBF, outra entidade íntegra…

A Volks, assim como outros 70 grandes empresas brasileiras, se aliaram aos ditadores para imporem violência e morte aos brasileiros. São os mesmos que finanCIAm o MBL.

Há um documentário que mostra como a CIA funcionava na América Latina: “Inimigo do meu inimigo”. Por meio deste documentário fica-se sabendo que Klaus Barbie, o açougueiro de Lyon, foi recrutado pela CIA para desestabilizar governos populares na América Latina.

Já em 2005 o melhor jornal argentino, Pagina12, denunciava: “En los ’60 y ’70, empresas de primera línea cooperaron con las dictaduras de Brasil y Argentina para reprimir a sindicalistas.” No Brasil, quando se trata de punir criminosos há sempre a possibilidade de eles contarem com um Geraldo Brindeiro, um Gilmar Mendes ou um Rodrigo de Grandis para a impunidade.

A matriz paulista do nazi-fascismo

No Brasil não foi diferente. Além das 6 malas de dólares com que a CIA, via FIESP, comprou o General Amaury Kruel, também houve a participação direta do chefe do campo de extermínio de Treblinka durante o nazismo, Franz Paul Stangl, via Volkswagen, no Dops paulista.

Não é mera coincidência que o maior foco golpista esteja em São Paulo. Lembremos do sequestro do Abílio Diniz, quando a polícia paulista vestiu a camisa do PT no sequestrador para botar a culpa no Lula. O então presidente da FIESP, Mário Amato, falou que “Se Lula for eleito, 800 mil empresários deixarão o País.” O movimento CANSEI, do João Dória Jr, também patrocinado pela Philips, também é de São Paulo. O MBL é da terra da garoa. Sem contar a TFP do Plínio Corrêa de Oliveira e o movimento integralista, do Plinio Salgado. Os reis dos camarotes vips do Itaquerão, que xingaram Dilma na abertura da Copa do Mundo de 2014, foram patrocinados por ilustres empresas paulistas: AMBEV, Multilaser e Banco Itaú.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/38816/cnv+sistema+da+volkswagen+para+vigiar+funcionarios+na+ditadura+foi+criado+por+criminoso+nazista.shtml

Volkswagen será denunciada ao Ministério Público Federal por colaborar com a ditadura

Metalúrgicos são rendidos e presos por fazerem greve, durante os anos de chumbo da ditadura. ICONOGRAPHIA/MEMORIAL DA DEMOCRACIA

Metalúrgicos são rendidos e presos por fazerem greve, durante os anos de chumbo da ditadura. ICONOGRAPHIA/MEMORIAL DA DEMOCRACIA

Da RBA

A Volkswagen será denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, na próxima terça-feira (22), por colaboração e apoio à repressão durante a ditadura civil-militar de 1964. O coletivo Memória, Verdade, Justiça e Reparação, formado por integrantes de centrais sindicais, movimentos sociais e outras entidades, farão a denúncia com base em documentos que comprovam a participação da montadora em casos de tortura e violação dos direitos dos trabalhadores.

A expectativa é que o MPF aceite a denúncia e que a empresa reconheça sua responsabilidade institucional, por meio de pedido de desculpas e indenização das vítimas. Processo semelhante foi adotado por outros países, como a Argentina e a Alemanha, por exemplo.

Em entrevista à repórter Camila Salmazio, da Rádio Brasil Atual, Álvaro Egea, advogado e secretário da CSB, relata vários episódios em que a empresa agiu em apoio à repressão. Um dos casos envolveu o ferramenteiro Lúcio Belantani, que foi detido sob acusação de conspirar contra o regime, e começou a ser torturado ainda nas dependências da montadora. Egea conta que Lúcio ficou 42 dias preso e incomunicável nas dependências do Dops, e era levado à fábrica para que delatasse os demais companheiros, tudo isso com a anuência do chefe de segurança da Volkswagen.

“É importante que uma grande corporação como a Volkswagen, que tem muitos acionistas na Alemanha que vão acompanhar isso, seja chamada à responsabilidade. Primeiro, para reconhecer os seus erros; segundo, para pedir desculpas, pedir perdão aos trabalhadores e ao povo brasileiro, e por fim, para indenizar suas vítimas”, detalha o advogado.

O coletivo também confirmou a existência de uma lista de nomes de lideranças sindicais ativas na luta contra a repressão, que era compartilhada pelas empresas do cinturão industrial de São Paulo, para impedir que conseguissem empregos. Segundo Egea, além de fazer uso dessa lista, a Volkswagen “secretariava” as reuniões em que os nomes eram discutidos. “Há evidências documentais muito concretas da participação da Volkswagen não só na repressão dos seus trabalhadores, mas como na delação e colaboração estreita com os órgãos de repressão.”

O trabalho do coletivo é realizado desde janeiro, dando continuidade às apurações realizadas no âmbito da Comissão Nacional da Verdade, que investigou crimes e violações cometidas durante a ditadura civil-militar também no movimento sindical.

Para Egea, ações como as denúncias propostas agora contra a Volkswagen, que visa a identificar e responsabilizar responsáveis por torturas, é uma forma de completar o processo de transição da ditadura para a democracia. Ele pede também que o Supremo Tribunal Federal reveja a interpretação da Lei da Anistia, para que os torturadores sejam punidos. O advogado diz ainda que outras empresas, como a Petrobras, a Embraer, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, de Santos) e o Metrô de São Paulo também devem ser denunciados por colaboração.

“A democracia formal foi conquista. Agora, a punição aos torturadores, o processo de busca da verdade, o processo de preservação dessa memória, de autoeducação da sociedade brasileira, esse processo ainda está em curso.”

Volkswagen será denunciada ao Ministério Público Federal por colaborar com a ditadura « Sul21

11/07/2015

Quem é o bandido oculto da frase: “PSDB pagou apresentadores de TV”?

Responda rápido: Quem é o sujeito oculto do título: “PSDB pagou apresentadores de TV”? Não há nada de oculto. O sujeito está tão às claras que criou um instituto para administrar o golpe: Instituto Millenium. É ele o sujeito oculto por trás do modus operandi da velha mídia. Um dia já se chamou IBAD, noutro IPES, agora é Millenium, um nome roubado a um puteiro de São Paulo. Fazem parte dele todos os que estiveram promovendo o golpe de 1964, seja por editorial, seja participando mediante empréstimo de peruas ou mesmo assistindo as sessões de tortura, estupro e morte nos porões do DOI-CODI. Só quem não viu ou não quer ver é o PT e os partidos de esquerda. Me dá ânsia de vômito quando lembro que Maria do Rosário subiu à tribuna do Congresso para homenagear a RBS. Ou é fruto da ignorância ou da má-fé. Como você pode homenagear quem estuprou a democracia e refestelou-se com ditadores?

Há, no PT, um grupo de políticos que surfou na moda de ser petista enquanto isso era popular. Nas dificuldades, ao invés de buscar o enfrentamento, busca outros partidos. São os Maria vai com as outras. Este tipo de covardia não exclusividade do PT. Há surfistas em todos os partidos. Mas os que ficam deveriam honrar a escolha e fazer o enfrentamento necessário. As dificuldades atuais decorrem da pura omissão. O fascismo cresce porque não se fez o bom combate, seja no nascedouro, os velhos grupos mafiomidiáticos, seja no contraponto social. O ovo da serpente midiática foi a marcha dos zumbis. O que fizeram as esquerdas? Deram guarida ao movimento conservador pensando fazer parte dele. Os ovos descascaram e as serpentes hoje dominam a Câmara e o Congresso.

Mesmo quando a mídia vaza, como fez a Folha, em editorial, que o PSDB se protege via conivência do Poder Judiciário, ou os R$ 70 mil reais pagos por Geraldo Alckmin para jornalistas demonizarem o PT e seus principais representantes, ainda assim os representantes do PT no Congresso parecem anestesiados, inebriados. Aécio bebe mas são os deputados do PT que parecem bêbados.

De nada adianta sabermos da lição do Barão de Itararé de que quem se vende sempre recebe mais do que vale se não reagirmos os vendidos.

A lassidão política do PT faz lembrar um famoso trecho de um pastor alemão da época em que o nazismo florescia, Martin Niemöller :"Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse".

O sujeito oculto, bandido por excelência, da frase que serve de título, é todo aquele que se compraz com o fascismo destilado pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium!

PSDB pagou apresentadores de TV

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Vejam que lindo!
Que romântico!
Apresentadores de TV receberam dinheiro do governo FHC para defenderem a… privatização!
Ou seja, o povo brasileiro, além de emprestar dinheiro para os que compraram nossas estatais (via BNDES, na era tucana), além de vender nossas estatais a preço de banana, ainda pagou também para que apresentadores de TV, já super ricos, fizessem propaganda contra as empresas do povo.
Deu para entender?
Por outro lado, isso prova uma coisa. A estratégia dos tucanos para venderem nossas estatais a qualquer custo foi podre, mas ao menos mostra que eles tinham consciência aguda da necessidade de construir consensos mínimos na opinião público.
Estavam atentos à questão da comunicação, como deveria estar qualquer governo, de direita ou esquerda.
Agora, imagine se o Chávez, Lula ou Dilma fizessem algo parecido? Os apresentadores seriam destroçados moralmente, e a estratégia seria tratada como algo abaixo do "abjeto".
Mas como foram os tucanos que fizeram, então pode.



A dica é do twitter do Cristovão Feil.

Altamiro Borges: PSDB pagou apresentadores de TV

03/07/2015

O nazismo começou assim

Filed under: Banditismo,Grupos Mafiomidiáticos,Igor Gilly Teles,Jair Bolsonaro,Sexualidade — Gilmar Crestani @ 9:40 am
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O amor enrustido que não ousa dizer seu nome, do grandalhão e seu gurizinho, descasca o ovo da serpente posto pelos grupos mafiomidiáticos. Igor, assuma que dói menos. E seja feliz com Bolsonaro ou outro Tonton Macoute qualquer.

Fanático que insultou Dilma nos EUA ‘precisa responder criminalmente’

Postado em 3 de julho de 2015 às 8:48 am

Debi e Loide

Debi e Loide

Do blog do iram:

Fascistas que possuem perfis na rede social passaram do limite. Infiltrado na comitiva da presidente Dilma Rousseff que foi à Flórida (EUA), o ativista de direita Igor Gilly Teles passou a insultar a presidente. Chamou-a de ladra, assassina, terrorista e comunista de me…. Uma atitude que fere frontalmente nossos preceitos democráticos.

O ignóbil jovem, que aparece na foto acima ao lado de ninguém menos que o deputado Bolsonaro, não fez um simples protesto. Ele invadiu um espaço para cometer no mínimo um crime contra a honra da principal mandatária do país, tipificado no código penal como calúnia, injúria e difamação.

Com essa atitude fascista, ele pode até responder por outros crimes, além de ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional por ter colocado em risco a integridade física da presidente.

Premeditadamente, ele filmou tudo e colocou há pouco no seu perfil do facebook. Material comprometedor e que já pode ser utilizado pelo Ministério Público Federal (MPF) como instrumento necessário para uma futura ação.

Diário do Centro do Mundo » Fanático que insultou Dilma nos EUA ‘precisa responder criminalmente’

16/03/2015

Por que será que são os brancos de olhos azuis que nutrem ódio às políticas sociais?!

Na imagem, formandos de Medicina da UFBA: na capital com maioria negra, procure um negro!

Medicina-UFBAParadoxal mas na capital onde há, proporcionalmente, o maior número de negros, as manifestações contra Dilma, Lula e o PT partiram exatamente da parcela branca, de olhos azuis. As manifestações pelas ruas de Salvador são auto explicativas. Trata-se de uma classe média conservadora, que odeia as políticas sociais.

As cotas raciais e as leis em benefícios às domésticas e das camadas mais necessitadas da população enlouquece quem sempre achou que o Estado era seu. Quer enlouquecer essa classe média, branca de olhos azuis, e olha que meu filho tem olhos azuis, fale que o Curso de Medicina da UFRGS será frequentado também por alunos oriundos das escolas públicas.

Antes, quase só pessoas oriundas de escolas particulares, cujo ensino custa caro, sei porque pago, chegava às universidades públicas. Por que quem estuda em escola particular não estuda em Universidade… Particular?

Ah, agora também nas Universidade Particulares há, graças ao FIES e PROUNI, alunos oriundos de escolas públicas, filhos das camadas sociais menos privilegiadas.

Torço para que meu filho de olhos azuis, que estuda em escola particular, possa cursar Universidade Pública ou Particular, em turmas com alunos das mais diversas cores e origens. A miscigenação é a cara do Brasil. Querer um Brasil com políticas destinadas apenas às camadas que sempre foram privilegiadas é coisa de gente com ascendência nazista.

Governo chama Gilmar às falas

Ministros reiteram necessidade da reforma política e do fim do financiamento empresarial de campanha.

Os ministros José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, foram escolhidos pelo Governo para comentar as manifestações populares realizadas hoje (15) e na última sexta-feira (13).
Ambos respeitaram o caráter democrático das manifestações, rejeitaram qualquer tentativa de golpe e impeachment, e apontaram os caminhos a serem seguidos para combater a corrupção: reforma política e fim do financiamento empresarial de campanha. Além disso, novas medidas contra a corrupção serão anunciadas pela presidenta Dilma Rousseff.
O Supremo Tribunal Federal já rejeitou, por 6 votos a 1, o financiamento empresarial de campanha. O ministro Gilmar Mendes, por sua vez, pediu vistas e suspendeu a votação. Desde então o Brasil aguarda o voto de Gilmar, que segura a ação há quase um ano.
O ministro da Justiça ressaltou a necessidade de uma reforma política e do fim do financiamento empresarial nas eleições. “Um ponto deve ser debatido por todos os brasileiro: não é mais possível permitir o financiamento empresarial de campanhas eleitorais”, declarou José Eduardo Cardozo.
Rossetto reforçou a posição do Governo no combate à corrupção e deixou claro que o financiamento empresarial das campanhas é um grande elemento corruptor.
Durante a entrevista dos ministros, foram relatados panelaços em diversos bairros do Brasil, como Higienópolis e Moema, em São Paulo, e Leblon, no Rio de Janeiro.
Em tempo:
comentário de Rodrigo Vianna no Twitter:
210 mil em SP (diz Folha), 5 mil no Rio, 25 mil em BH, 20 mil em POA, 10 mil em Curitiba. Nao chega a 500 mil! Kamel quer apavorar vcs!
João de Andrade Neto
, editor do Conversa Afiada

Governo chama Gilmar às falas | Conversa Afiada

11/02/2014

Bandido bom é bandido morto?

Filed under: BANDidos — Gilmar Crestani @ 9:03 am
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cocaina x crackVLADIMIR SAFATLE

A barbárie de sempre

A esta altura, todos conhecem a história do rapaz negro amarrado nu em um poste e espancado por populares no Rio de Janeiro por pretensamente ser um assaltante e ter supostamente roubado uma bicicleta. Todos devem conhecer também o teor dos comentários de certos apresentadores do noticiário televisivo que resolveram surfar na onda da mais nova modalidade de "indignação popular contra a insegurança e a ausência de mão forte do poder público".

Mas, ainda mais surpreendente do que os dois acontecimentos, é o teor da reação monitorada na internet, em sua ampla maioria favorável ao velho "justiça feita com as próprias mãos" ou ao "chegou o momento da revolta do homem comum".

Quem já estudou a ascensão do regime nazista sabe como esse era o tema central de sua retórica política: "os homens comuns e cidadãos de bem estão cansados da insegurança. Está na hora de atitudes enérgicas".

E então apareciam dois tipos de personagens: os que saiam vociferando sua raiva canina e os que diziam que não concordavam exatamente com tais métodos, mas que deveríamos dar uma reposta sem angelismos ao problema. São aqueles que dizem, atualmente, que a sociedade brasileira sofre com tanta violência e merece parar de ser importunada com essa conversa de direitos humanos de bandido. Ou seja, o velho truque do policial mau e do policial bom.

As pessoas que amarraram o jovem negro no Rio de Janeiro não apareceram do nada. Seus pais já apoiavam, com lágrimas de felicidade nos olhos, os assassinatos perpetrados pelo esquadrão da morte. Seus avós louvaram as virtudes do golpe militar de 1964, que colocaria de vez a ordem no lugar da baderna. Seus bisavós gostavam de ver a polícia da República Velha atirando contra grevistas com aquele horrível sotaque italiano. Seus tataravós costumavam ver cenas de negros amarrados a postes com um certo prazer incontido. Afinal, já se dizia à época, alguém tinha que pôr ordem em um país tão violento.

Sim, tais pessoas sempre estiveram no mesmo lugar. Só mudaram as gerações. Não há como compreendê-las nem nunca haverá acordo possível com elas. Que acordo haveria com alguém que nem sequer é capaz de estranhar seus próprios gestos no momento em que espanca, arranca a roupa e amarra alguém em um poste? Ou com alguém que não teme em justificar ação tão nobre e edificante?

Contra pessoas desse tipo, não se procura um acordo nem se deve esperar que elas mudem. Luta-se contra elas, sem trégua, até que tenham medo de mostrar sua barbárie na rua e a escondam dentro de suas próprias casas.

VLADIMIR SAFATLE escreve às terças-feiras nesta coluna.

13/06/2013

Barbara Ledermann, a amiga de Anne Frank

Filed under: Anne Frank,Barbara Ledermann — Gilmar Crestani @ 9:27 am
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“Admiro a Ana por cómo era y también por el libro que escribió”, dice Barbara.

Imagen: Guadalupe Lombardo

La sobreviviente que resistió al nazismo

Conoció a Ana en 1933, antes de la invasión alemana a los Países Bajos. Pero no supo hasta mucho después que la familia había estado refugiada en un cuarto. Llegó a Buenos Aires para el cuarto aniversario de la Casa de Ana Frank en Argentina.

Barbara Ledermann nunca imaginó que su amiga de la infancia fuera capaz de escribir lo que finalmente escribió. Mucho menos pudo imaginar la trascendencia mundial que tendrían los manuscritos que había dejado casi inocentemente. Por eso, cuando leyó por primera vez, en 1947, el Diario de Ana Frank, se sintió, de golpe, conmovida. Esa chica inquieta y traviesa con la que había compartido su niñez en Amsterdam dejaba de pronto un legado que sería considerado tiempo después uno de los libros más significativos a nivel mundial en materia de derechos humanos. La Casa de Ana Frank en la Argentina invitó a Ledermann para celebrar un nuevo aniversario de su apertura y los 84 años del nacimiento de la joven víctima del nazismo. La Legislatura porteña, además, declaró a Ledermann, miembro de la resistencia holandesa durante la ocupación alemana, Huésped de Honor de la ciudad.

En 1933, las familias de Barbara y de Ana, ambas judías, se escaparon cada una por su lado de Alemania y se instalaron en los Países Bajos. Barbara tenía por ese entonces apenas ocho años. “Nosotros vivíamos en Berlín y cuando Hitler llegó al poder decidimos irnos para Holanda. Los Frank hicieron lo mismo desde Frankfurt. Al poco tiempo de haber llegado a Amsterdam, mi hermana y yo ya estábamos jugando con Ana Frank y su hermana mayor, Margot. Eramos vecinos y vivíamos en una zona que estaba frente al río. Con Margot, además, íbamos juntas a la escuela, teníamos la misma edad, así que pasaba mucho tiempo con ella o con Ana, que tenía tres años menos”, cuenta Barbara a Página/12.

“Margot –recuerda, casi ochenta años después de esos hechos– era una chica muy inteligente, que me ayudaba cuando no entendía algo en la escuela, por ejemplo en Matemática. Y Ana era una joven muy madura para la edad que tenía, siempre estaba inquieta, era muy movediza.” Las niñas compartieron ocho años de su infancia hasta que el contexto político y social que las rodeaba se volvió intolerable.

En 1941 se intensificó la persecución judía por parte del régimen alemán que había ocupado Holanda. Entre otras medidas, se les prohibió utilizar el transporte público, asistir a determinados lugares públicos y fueron sometidos a un toque de queda nocturno. En ese estado de situación, los Frank decidieron en julio de 1942 esconderse en el cuarto posterior de un edificio de oficinas, donde Ana comenzaría a escribir su diario.

Barbara relata que por entonces debió separarse de su familia definitivamente. Con apenas 16 años, comenzó a colaborar, junto con quien por entonces era su novio, en la resistencia al régimen nazi en ese país: trasladaban gente de un escondite a otro, distribuían publicaciones clandestinas y vendían suministros de contrabando. En contra de la voluntad de sus padres, Barbara se fue de la casa. “En 1942 ya no volví a ver a Ana ni a mi familia. En ese tiempo, por protección, usaba una identificación falsa y ayudaba como podía en la resistencia. A veces hacía largas colas para cobrar unos cupones y darles comida a todos los que estaban refugiados en escondites. Otro día hacía otra cosa. Fue ahí cuando me enteré de que se habían llevado a mi familia.” Los Ledermann fueron trasladados a un campo de concentración en Westerbork, al noreste de Holanda, y en noviembre de 1943 murieron en Auschwitz, el mayor centro de exterminio de la historia.

En cuanto a las hermanas Frank, Barbara cuenta que lo único que pudo averiguar ese año fue que se habían mudado a Basilea, donde supuestamente vivían unos familiares. “Fui hasta su casa, toqué el timbre y alguien abrió la puerta y me dijo que se habían ido a Suiza”, recuerda Barbara. Luego de que finalizara la guerra, cuando se reencontró con Otto Frank, el padre de Ana y único sobreviviente de esa familia, Barbara pudo saber del escondite donde habían estado los Frank y otra familia judía durante casi dos años. Otto Frank le entregó una primera versión del diario que su hija había escrito hasta que fueron encontrados por los alemanes en agosto de 1944.

Ana murió en el campo de Bergen-Belsen en marzo del año siguiente. El diario se publicaría, tras varias cavilaciones de Otto, en 1947, y años más tarde se traduciría a una veintena de idiomas, convirtiéndose en símbolo mundial de los derechos humanos.

“Cuando leí por primera vez el diario me sorprendí. Yo conocí a Ana cuando ella era una chica pequeña y traviesa, y después me enteré de que escribió un libro maravilloso. Fue realmente sorprendente. La admiro por cómo era y por el libro que escribió. Después me enteré de que había más. Y quería leerlo, obvio. De a poco, por suerte, se fue publicando, aunque Otto Frank recortó algunas cosas”, explica Barbara, de 87 años, quien actualmente vive en Estados Unidos.

En noviembre de 1947, dos años después de que terminara la Segunda Guerra Mundial, Barbara emigró a ese país. “Durante dos años me quedé en Holanda esperando a que mis padres y mi hermana regresaran. Tenía esa esperanza hasta que me enteré, por medio de la Cruz Roja, de que habían muerto. En ese entonces yo trabajaba para una compañía de ballet. Una de mis grandes pasiones siempre fue el baile. Incluso durante la resistencia bailé para una compañía alemana que estaba dirigida por una mujer nazi y muchos me advertían del peligro enorme que eso significaba para mí.” En Estados Unidos consiguió diferentes trabajos, siguió bailando mientras pudo, y vivió un tiempo en Nueva York, antes de mudarse a Maryland, donde conoció al biólogo Martin Rodbell. Se casaron en 1950 y Rodbell conseguiría en 1994 el Premio Nobel de Fisiología. A Otto Frank lo volvería a ver en un par de ocasiones antes de que falleciera, en 1980, a los 91 años. Desde el año 2000, Barbara vive en Carolina del Norte.

Informe: Nicolás Andrada.

Página/12 :: Sociedad :: La sobreviviente que resistió al nazismo

26/05/2011

E se as vítimas francesas do nazismo cobrarem reparação à Renault?!

Filed under: Direita — Gilmar Crestani @ 9:18 am
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Netos de Renault buscam indenização

Familiares do fundador da montadora francesa, Louis Renault, acusado de ajudar o nazismo, questionam estatização da empresa em 1945

26 de maio de 2011 | 0h 00

    David Joly e Matthew Saltmarsh – O Estado de S.Paulo

    THE NEW YORK TIMES

    Laurent Dingly Via/ The New York Times

    Laurent Dingly Via/ The New York Times

    Justiça. Para Helene Renault-Dingli, nada vai reparar a violência vivida pela família com as acusações feitas a seu avô

    Quase 70 anos depois que o pioneiro do setor automobilístico, Louis Renault, morreu numa prisão francesa, acusado de colaborar com os nazistas, seus netos querem restaurar sua reputação e serem indenizados pelo que dizem ter sido um confisco ilegal da empresa pelo Estado.

    Membros da família – cujas ações impetradas desde que o governo provisório do general de Gaulle tornou a Renault uma empresa estatal, em 16 de janeiro de 1945, foram frustradas -, procuram agora se beneficiar de nova lei que permite que os cidadãos contestem a constitucionalidade das ações do governo nos tribunais. Se vencerem, poderão receber mais de US$ 143 milhões do Estado, afirmam advogados.

    A família insiste que não é dinheiro que motiva a ação. "Não é minha prioridade transformar a questão em dinheiro", disse Helene Renault-Dingli, neta de Louis Renault, que, junto com outros seis familiares, quer derrubar a estatização da empresa. "Estamos batalhando para conseguir que ele volte ao seu lugar, mas nenhum valor indenizatório poderá compensar essa violência vivida pela nossa família."

    Ninguém discute que a Renault trabalhou para os alemães; basicamente, todos os grandes grupos industriais da França o fizeram. O que é contestado desde a libertação do país é se o que ocorreu com a companhia em seguida foi legítimo.

    A Renault, como outras grandes montadoras francesas – Citroën, Peugeot e a fabricante de caminhões Berliet – produziram veículos para o Terceiro Reich. A unidade de tanques da Renault foi controlada por alemães, enquanto as de aviões e de carros, como ocorreu com outras companhias, ficaram sob administração francesa, supervisionadas por diretores da Daimler-Benz.

    A Citroën e a Peugeot não foram nacionalizadas depois da guerra; seus donos foram considerados patriotas, e, mais tarde, a Berliet recuperou sua condição de empresa privada.

    Louis Renault morreu na prisão em 24 de outubro de 1944, antes de ir a julgamento. Ele sofria de afasia e no relatório oficial constou uremia como causa da morte. A família contesta, afirmando que ele foi assassinado, embora não tenha prova disso.

    O caso ilustra como ainda é questão delicada na França a ocupação alemã, quando Hitler impôs sua vontade sobre a nação francesa de 1940 a 1944, transformando o país num apêndice da máquina de guerra nazista. Os alemães dependeram muito da boa vontade da polícia francesa, dos industriais e empresários para levar a cabo sua proposta.

    Milhões de pessoas tiveram de decidir até que ponto deviam se compor com os ocupantes para sobreviver. Portanto, é difícil fazer um julgamento definido de muitas ações. "É extremamente difícil dizer até onde Louis Renault deve ser considerado um colaborador", disse Patrick Fridenson, professor de história empresarial na Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais, em Paris, e autor de um livro sobre a montadora. "A Renault corria o risco de uma total expropriação se resistisse aos alemães", disse.

    Monika Ostler Riess, estudiosa alemã que investigou fontes alemãs e francesas quando pesquisava um livro sobre a história da Renault durante a ocupação, disse não ter encontrado evidências de que a montadora colaborou mais do que outras empresas do setor. "Louis Renault simplesmente tentou salvar o que tinha, o que havia construído", disse ela. Se não cooperasse com os ocupantes veria a Alemanha tomar conta da sua companhia".

    Patriota. Louis, junto com dois irmãos, fundou a montadora em 1899. Depois de viajar aos EUA e ver as técnicas de produção revolucionárias de Henry Ford, introduziu os métodos de administração americanos na França. Durante a Primeira Guerra Mundial, liderou o desenvolvimento de tanques de guerra, incluindo o Renault FT17, o primeiro a empregar torre de tiro rotativa, e foi reconhecido como um patriota posteriormente.

    Quando a Segunda Guerra Mundial teve início na Europa, em 1939, a Renault era um conglomerado diversificado, o maior grupo industrial da França, empregando 40 mil pessoas. Louis detinha 96% do capital, com os demais membros da família e administradores do alto escalão ficando com o restante.

    Embora ninguém tenha oferecido provas de que ele era simpático às ideologias do Terceiro Reich, também não há evidências de que tenha colaborado com as forças da resistência ou com De Gaulle. Fridenson disse que seria necessária mais pesquisa nos arquivos, especialmente na Alemanha. Louis Renault também despertou rancores da esquerda francesa quando, em 1938, numa disputa trabalhista, despediu 2 mil sindicalistas.

    Essas ações o deixaram sem aliados políticos nos primeiros dias agitados da libertação da França, quando os exércitos dos EUA e da Grã-Bretanha começaram a expulsar os alemães do país e gaullistas e comunistas assumiram o controle. Diversas fotos de Louis com Hitler, incluindo uma na Exposição Automotiva de Berlim antes do fim da guerra, contribuíram para firmar sua imagem na França como um instrumento dos nazistas.

    De todas as companhias nacionalizadas de 1944 a 1948, só a Renault não foi ressarcida, embora os acionistas minoritários tenham, no final, sido indenizados. Segundo Fridenson, a política de estatização do governo chefiado por De Gaulle foi em parte uma maneira de acelerar a modernização da economia francesa após a guerra.

    Em consequência disso, "a nacionalização da Renault não foi pura sanção", disse ele. "Metade do argumento apresentado pelo governo na época baseou-se na modernização." Uma razão era que a Renault não estava fabricando "carros populares" como Alemanha e EUA.

    Por duas vezes a família tentou derrubar a decisão e obter indenização. Em 1954, o filho e a mulher de Louis Renault entraram com pedido judicial, mas o juiz que examinou o pedido disse que não podia examinar a validade da decisão tomada pelo governo De Gaulle. O Conselho de Estado, a mais alta instância administrativa do país, chegou à mesma conclusão num recurso apresentado em 1961./ TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

    Netos de Renault buscam indenização – economia – Estadao.com.br

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