Ficha Corrida

17/08/2015

Coxinhaço

O que a geografia da cidade de Porto Alegre ensina. Como diria o poeta Mário Quintana, “olho mapa da cidade com que examinasse a anatomia de um corpo”. Em Porto Alegre o movimento golpista está concentrado nos bairros das classes mais privilegiadas: Bela Vista e Moinhos de Vento. E isso explica porque a concentração dos golpistas acontece no Parcão e no Parque Moinhos de Vento. E, vejam só, a Marcha dos Zumbis II fez transparecer outro aspecto bem gaúcho. Saiu do Parcão e visitou a sede do jornal Zero Hora/RBS, na Av. Ipiranga. É aquele momento em que o peregrino visita seu local sagrado.

Momento vergonha alheia: E como se tudo isso, que é muito mas não é tudo, bastasse, os zumbis portavam cartazes buscando legitimar o crime de sonegação. Claro, eles se referiam à Operação Zelotes, na qual seus patrocinadores, RBS & Gerdau, estão envolvidos. Uma parte do movimento se desgarrou e foi lamber botas no Comando Militar do Sul.

Toxicômanos. Dizem que é na Cidade Baixa que há mais maconheiros. Então seria interessante que a UFRGS fizesse uma análise química nos esgotos da Restinga, Cidade Baixa e Moinhos, como fizeram em Nova Iorque e em Brasília. Vai-se ver onde está concentrados os consumidores de cocaína. Tenho certeza que haverá maior concentração nos bairros que querem entronizar o Napoleão das Alterosas.

É por isso que nos estádios os gaúchos cantam: “sirvam nossas patranhas de modelo em toda terra”. 

Coxinhaço volta a ironizar ato Fora Dilma

Coxinhaço reuniu manifestantes contrários ao ato Fora Dilma | Foto: Guilherme Santos/Sul21

Coxinhaço reuniu manifestantes contrários ao ato Fora Dilma | Foto: Guilherme Santos/Sul21

Luís Eduardo Gomes

Como já virou tradição em Porto Alegre, em um novo dia em que manifestantes pediram pela saída da presidente Dilma Rousseff da presidência,  também é realizado o chamado “Coxinhaço” para marcar a posição contrária.

Leia mais:
Em Porto Alegre, caminhada de 3h pede a saída de Dilma

“Parece que se tornou uma cultura. Quando tem o ato dos coxinhas, nós fazemos o Coxinhaço”,  disse Matheus Castro, que fez parte da organização do ato. Segundo ele, o evento, convocado pelo Facebook, contou com o apoio do Bloco da Diversidade, SindBancários, Federação dos Metalúrgicos e outros movimentos de esquerda.

Marcado para às 16h, o ato reuniu dezenas de pessoas na esquina da Rua da República com a Rua Gen. Lima e Silva, no bairro Cidade Baixa. Foram vendidas coxinhas de galinha ao preço de R$ 2 – quem não tinha poderia levar de graça, assim como doações a mais também eram bem-vindas – para ironizar o ato realizado no Parcão, considerado como uma manifestação da “elite coxinha” brasileira”.  Além disso, também ocorreu uma exposição de exposição de trabalhos de cartunistas contra a redução da maioridade penal.

Ato também contou com manifestações contra a redução da maioridade penal | Foto: Guilherme Santos/Sul21

Ato também contou com manifestações contra a redução da maioridade penal | Foto: Guilherme Santos/Sul21

Inicialmente, a presença de público era tímida, com poucos manifestantes aguardando as coxinhas ficarem prontas e curtindo o som de uma banda que improvisava instrumentalmente – sem palavras de ordem como no ato do Parcão – clássicos da cultura popular brasileira.

Um dos primeiros a chegar foi Vicente Schneider, militante da União da Juventude Socialista, que disse salientou que a importância do “Coxinhaço” era a defesa do resultado das urnas.   “É importante estar aqui em defesa da democracia, contra essa onda de golpe e contra as forças conservadores que tentam colocar uma agenda de recesso no País. É importante demonstrar não apoio ao governo, mas ao resultado das urnas”, afirmou.

Aos poucos, porém, o público foi aumentando e a expectativa da organização é que o evento reunisse, assim como nas outras vezes, cerca de 300 pessoas.

Presente pela terceira vez em um “Coxinhaço”, o professor César Weinmann, do Colégio Estadual Inácio Montanha, salienta que, diferentemente do ato contra o governo, o evento é marcado pela diversidade.

“Pode parecer parcial, mas basta olhar a reprodução das imagens. Se tu olhar aqui, vai ver um pessoal em clima de confraternização, diversidade e inclusão. E, se tu for lá, vai ver uma coisa extremamente de ódio, excludente e sectária. Eu prefiro estar do lado das manifestações populares e includentes”, disse.

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Ato reuniu defensores do governo Dilma | Foto: Guilherme Santos/Sul21

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| Foto: Guilherme Santos/Sul21

Foto: Guilherme Santos/Sul21

Foto: Guilherme Santos/Sul21

Foto: Guilherme Santos/Sul21

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Foto: Guilherme Santos/Sul21

Foto: Guilherme Santos/Sul21

Foto: Guilherme Santos/Sul21

Foto: Guilherme Santos/Sul21

Foto: Guilherme Santos/Sul21

Coxinhaço volta a ironizar ato Fora Dilma (veja fotos) – Sul 21

14/10/2014

Lob(ã)otomizado!

Filed under: Aécio Neves,AécioPorto,Chico Buarque,Cocaína,Drogas,FHC,Lobão,Maconha — Gilmar Crestani @ 9:39 pm
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Drogas? Tô fora! Mas tô de Chico!!!

fhc-trip-maconhaMaconha é a porta de entrada da coca, ou é o contrário do inverso.

Agora começa a fazer sentido a campanha de FHC pela liberação da Maconha. Também começa a ficar mais claro o sumiço dos noticiários dos 450 kg do helipóptero.

Dizem que a maconha prejudica a memória e outras coisa de que FHC não se lembra, como aquela em que chamou os aposentados de vagabundos; ou os nordestinos de ignorantes. Ou, pior, quando mandou que esquecêssemos tudo o que havia escrito.

Onde o consumo de cocaína é maior? Por quê? Onde fica, segundo a ADPF, o centro de distribuição de drogas para o nordeste? Por que a construção de aeroportos clandestinos são tão úteis a tráficos? Quem tem propensão em construir aeroportos clandestinos?

Lobotomizados unidos, pelas drogas vencidos!

Agora já sabemos quem é favor das drogas.

Vou votar em Dilma, nem que seja para testar a memória do Lobão…

Chico Buarque X Lobão: quem influencia seu voto?

Começou a circular o pequeno vídeo em que o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda declara seu voto à presidente Dilma Rousseff, no dia 26; entusiasta da política externa, Chico apoia Lula e o PT desde 1989; no outro campo, o roqueiro Lobão, que foi petista em 1989, hoje declara seu voto em Aécio Neves e diz que pretende deixar o País caso a presidente se reeleja; Lobão se diz alvo de perseguição e aponta o suposto "bolivarianismo" do PT; guerra eleitoral chegou também aos artistas; assista ao vídeo

Brasil 24/7

16/04/2014

Quando 380 kg de cocaína merecem mais atenção de 450 kg?

Filed under: Cocaína,Narcotráfico — Gilmar Crestani @ 8:18 pm
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E de repente uma operação  que apreende 380 kg de cocaína ganha mais espaço na mídia que a apreensão de um helicóptero com 450 kg. A razão que subjaz é muito simples. Neste caso não havia nenhum político ligado aos grupos mafiomidiáticos envolvido.  Se não estando envolvido, um funcionário do Instituto iFHC resolveu distribuir pela internet que o filho do Lula era o dono de castelos, da Friboi, imagine se o Lulinha fosse amigo dos Perrella? Por que será que a mídia não conseguiu associar o maior fornecedor de quentinhas aos presídios mineiros com o governador que contratou seus serviços?! Como diria aquele jornalista do Estadão, em artigo encomendado por José Serra para detonar seu correligionário  e concorrente: “Pó pará, governador!”

A pergunta que não quer calar: QUAL É A REDE DE TELEVISÃO QUE EMPREGA MAIS COCAINÔMANOS? Afinal, sem mercado não há oferta…

PF prende 43 por tráfico internacional de drogas

Operação Escorpião desarticula duas organizações que agiam em Araraquara e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

por Fausto Macedo

A Polícia Federal deflagrou nesta terça feira, 15, a Operação Escorpião para combate ao tráfico internacional de drogas. Com autorização judicial, a PF saiu às ruas para cumprir 43 mandados de prisão e 52 de busca e apreensão em cinco Estados, São Paulo, Minas, Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul.

A base da operação da PF foi montada em Araraquara, município do interior paulista. Duzentos policiais federais foram mobilizados para cumprir os mandados expedidos pela 2.ª Vara Federal de Araraquara.  A Justiça determinou o bloqueio de valores depositados em diversas contas bancárias.

Iniciada em fevereiro de 2013, a investigação já resultou na prisão de 26 investigados e apreensão de 380 quilos de cocaína, 130 quilos de maconha, 500 pontos de LSD, 4 armas de fogo, 28 veículos e R$ 100 mil.

A droga, produzida na Bolívia e no Paraguai, havia ingressado no Brasil pelas regiões de fronteira de Foz do Iguaçu (PR), Ponta Porã (MS), Corumbá (MS) e Cáceres (MT). Os integrantes das organizações criminosas investigadas atuavam na região de Araraquara e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Segundo a PF, eles responderão na medida de suas participações pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e por integrarem organização criminosa.

VEJA O MAPA DA OPERAÇÃO ESCORPIÃO:

05/03/2014

E só descobre o consumidor quando volta a trabalhar… na Globo!

Filed under: Cocaína,Narcotráfico,Rede Globo de Manipulação — Gilmar Crestani @ 7:43 am
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poConsumo de cocaína mais que dobra em 10 anos

No Brasil, 1,75% da população usava a droga em 2011, ante 0,4% no mundo

04 de março de 2014 | 22h 10

Jamil Chade – O Estado de S. Paulo

GENEBRA – O consumo de cocaína no Brasil mais que dobrou em menos de dez anos e já é quatro vezes superior à média mundial. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Conselho Internacional de Controle de Narcóticos, entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), em seu informe anual. A entidade também critica a liberalização do consumo de maconha no Uruguai e regiões dos EUA e alerta: jovens sul-americanos parecem ter uma "baixa percepção do risco" que representa o consumo de maconha.

Em 2005, a entidade apontava que 0,7% da população entre 12 e 65 anos consumia cocaína no Brasil. Ao fim de 2011, a taxa chegou a 1,75%. De acordo com os dados da ONU, o consumo brasileiro é bem superior à média mundial, de 0,4% da população. A média brasileira também supera a da América do Sul, com 1,3%, e é mesmo superior à da América do Norte, com 1,5%.

O Brasil, segundo o informe anual, se consolidou não apenas como rota da cocaína dos Andes para a Europa como também passou a ser um mercado fundamental. Em 2012, as maiores apreensões de cocaína no Brasil ocorreram a partir de carregamentos da Bolívia, seguidos por Peru e Colômbia.

Citando o governo brasileiro, a ONU aponta que o Brasil apreendeu em 2012 um volume recorde de 339 mil tabletes de ecstasy, cerca de 70 quilos. A média dos últimos dez anos aponta que as apreensões são de menos de 1 quilo por ano. Em 2012, houve ainda 10 mil unidades de anfetamina retidas, além de 65 mil unidades de alucinógenos, o maior volume desde 2007. O centro da produção de heroína no mundo continua sendo o Afeganistão, onde o cultivo bateu recordes em 2013 – 39% acima da área de 2012.

Produção. Se o consumo brasileiro cresceu, a ONU constatou uma queda no cultivo da coca na América do Sul em 2012. No total, 133 mil hectares foram plantados, 13% menos do que em 2011. O Peru se consolidou como líder, com 45% do total, seguido por Colômbia e Bolívia, com 36% e 19%, respectivamente.

Na Bolívia, o maior fornecedor brasileiro, a queda no cultivo foi de 7% – e 11 mil hectares de coca foram erradicados. Em 2012, a Colômbia erradicou 30 mil hectares, 25% do total. A área total de plantação chegou a 48 mil hectares, o menor nível registrado desde 1995. "O fornecimento da cocaína sul-americana no mercado global parece se estabilizar ou mesmo cair em comparação a 2007", indica o informe.

Maconha. Se a cocaína cai, o confisco de "grandes quantidades de maconha" na América do Sul "sugere um possível aumento na produção de maconha da região nos últimos anos", segundo a ONU. A apreensão de maconha teve uma forte queda no Brasil entre 2011 e 2012, de 174 toneladas para apenas 11,2 toneladas. Além disso, 21,7 hectares de cultivo foram erradicados no ano.

Segundo a ONU, a maconha continua sendo a droga mais consumida na América do Sul, por cerca de 14,9 milhões de pessoas. O número é 4,5 vezes o total dos usuários de cocaína. Uma vez mais o Brasil é destaque. "A prevalência do abuso de maconha aumentou significativamente na região nos últimos anos, em especial no Brasil."

A entidade ligada à ONU deixou clara sua preocupação diante de leis que regularizam o consumo. "O Conselho nota com preocupação a baixa percepção de risco diante do consumo da maconha entre a população jovem em alguns países sul-americanos", indica, apontando para estudos que mostram que 60% dos jovens no Uruguai consideram o risco do uso baixo.

16/12/2013

Quem veio do pó, ao pó retorna

Filed under: Cocaína,Eliane Cantanhêde — Gilmar Crestani @ 7:20 am
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Como o criminoso sempre retorna ao local do crime, os cheiradores sempre protegem seus fornecedores… Fumar baseado na senzala, dá cana. Se cheirar cocaína na Casa-grande ganha convite para ser comentarista esportivo na Globo….

Quem faz jogo político com droga é a turma “cheirosa”. É na elite que está a “massa cheirante”

15 de dezembro de 2013 | 20:22 Autor: Fernando Brito

time

É muito curioso que Eliane Cantanhêde venha dar lições de moral, tachando de indigna a referência de Lula à indiferença da mídia em investigar o episódio do helicóptero do filho do senador José Perrella apreendido com uma imensa carga de cocaína.

Até o título é cuidado para fazer intriga: “A cocaína de Lula”

Qualquer pedra da estrada sabe que, se o helicóptero pertencesse a alguém ligado a Lula ou ao PT, haveria uma legião de repórteres esmiuçando tudo e mais um pouco: como o helicóptero fazia viagens ao Paraguai sem o conhecimento de seus donos, porque fez uma rota absurda de São Paulo para o Espírito Santo desviando-se quase o dobro do caminho para “abastecer-se”  em Divinópolis, MG e muitas outras coisas mais.

Mas admitamos que Eliane Cantanhêde pense realmente assim.

Fui procurar, e não achei, algum artigo da colunista da “massa cheirosa” verberando contra a acusação do então vice de José Serra, Índio da Costa, que acusou o PT de “ser ligado às Farc, ao narcotráfico”.

Aí, pode, D. Eliane?

Mais: houve alguma palavra de protesto quando Mauro Chaves, jornalista ligadíssimo a Serra desferiu o petardo do artigo no Estadão com o famoso “pó pará, governador”?

Aliás, o Estadão, tal como se acusava Stálin de “sumir” com a presença de Trotsky nas fotos da revolução russa, fez apagar a página, que o navegante Rei Lux recuperou nos arquivos da internet.

E mais ainda, porque a colunista da Folha não procura seu novo colega de Folha, Reinaldo Azevedo, o último serrista assumido da grande mídia, para perguntar porque ele  escreveu que “A estranha história do helicóptero dos Perrella, lotado de cocaína, não fecha quer na narrativa, quer na matemática“?

Só falta agora vir o Merval Pereira vir reclamar, logo ele que publicou a foto de um presidente de associação de moradores de um morro (o do Telégrafo, na Mangueira) ao lado de Brizola dizendo que o então candidato a Presidente tirava fotos com traficantes…

Aliás, Brizola, que enfrentava na própria família o sofrimento causado pelo abuso de drogas, foi o tempo todo chamado de protetor do  tráfico pelos congêneres de Cantanhêde.

Se fosse Brizola e não a Globo quem patrocinou o primeiro Rock in Rio, será que não iam dizer que o governador usava um espetáculo para a juventude para estimular o uso de drogas e favorecer o tráfico?

É curiosa esta indignação seletiva.

Acusar gente de esquerda, que não tem uma visão de “cura policial” para o problema das drogas – um dos raros traços de lucidez de Fernando Henrique, aliás – de ser ligada às drogas, pode.

Quem faz demagogia com drogas, curiosamente, é o antigo ídolo de Cantanhêde, José Serra, em seu artigo na própria Folha, acusando o governo brasileiro de ser negligente com seus “apenas” 8 mil quilômetros de fronteira, quando ele sabe que, com cerca, muro e todo o poderio americano, toneladas de drogas entram nos EUA pela fronteira com o México, que mede apenas 40% disso?

E é engraçado que, ao tocar nesta questão, tudo o que se consegue tratar é de mandar polícia para as favelas e periferias, onde estão os pequenos “aviões” – e não helicópteros – da droga.

Porque é que, quando se trata de reprimir o consumo de drogas nunca se pensa em fazer o que se faz nas favelas nos bairros e “points” de elite, onde fica, de fato a “massa cheirante”?

A imprensa faz matérias sobre como traficantes desfilam livres no morro, mas não como o consumo de drogas é “arroz de festa” nos encontros da elite.

A imprensa americana publica. A daqui, cala.

A droga, nos jornais brasileiros, é um mal do mundo dos pobres, não do dos ricos.

O delegado Hélio Luz, que teve a ousadia de dizer que “Ipanema brilha à noite” foi, como se sabe, devidamente “apagado” de posições de mando na polícia.

Quem faz jogo político com droga é a turma “cheirosa”. É na elite que está a “massa cheirante” | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

15/12/2013

Com Cantanhêde, até no nariz de cera tem pó

perrellaQualquer pessoa medianamente versado em jornalismo sabe o que significa nariz de cera. Eliane Cantanhêde, que pelo nome não se perca, tem a parte mais notável de sua biografia a defesa incondicional do PSDB. Quer botar no boca de Lula o é que do nariz do PSDB. Aliás, não vi no texto dela qualquer prova de que Lula tenha acusado tucanos de usar cocaína. Pelo contrário, apesar do título, ela mesma reproduz declaração do Lula: "Se for comparar o emprego do Zé Dirceu no hotel com a quantidade de cocaína no helicóptero, pelo menos houve uma desproporcionalidade no assunto". Onde Lula associa algo a alguém para que ela acuse o golpe e cometa um título destes: “A cocaína de Lula”? Como se pela declaração reproduzida por ela, Lula não acusou o PSDB, mas ela acusa Lula.

Talvez ela não saiba, mas está por demais manjada a tática de José Serra contra Aécio Neves, quando os jornais de São Paulo disputavam com os de Minas Gerais quem seria o candidato à Presidência pelo PSDB. O Estadão atacou de Pó pará, governador, insinuando um hábito há muito atribuído a Aécio Neves. O Jornal de Minas acusou o golpe e revidou, naquilo que parecia mais um briga de bugio do que uma disputa eleitoral, com “Minas a reboque, não”.

ELIANE CANTANHÊDE

A cocaína de Lula

BRASÍLIA – Lula não precisa e não deveria desferir golpes abaixo da cintura, até porque o PT já tem bom arsenal contra os tucanos nas eleições de 2014, atacando de Siemens, Alstom, trem, metrô, palavrinhas que marcam bem uma campanha.

Com sua alta popularidade, seu poder de comando no PT e seu status de ex-presidente, ele deveria pensar bem antes de falar e mais ainda antes de insinuar. Mas Lula foi buscar mensagem subliminar de profundo mau gosto contra adversários.

Os gritos ecoavam no salão cheio de jovens e militantes no congresso do PT: "Sou brasileiro e não me engano, a cocaína financia os tucanos".

O grande líder não apenas autorizou como potencializou, jogando gasolina na fogueira: "Se for comparar o emprego do Zé Dirceu no hotel com a quantidade de cocaína no helicóptero, pelo menos houve uma desproporcionalidade no assunto".

Era para ser mais um ataque à imprensa, tática surrada de Lula para levar as plateias petistas ao delírio, mas virou uma tentativa um tanto sórdida de criar e massificar um vínculo dos tucanos com cocaína.

A referência dos militantes –que até podem ser irresponsáveis– e do seu líder –que não tem esse direito– era à grande dose da droga encontrada no helicóptero da família do senador Zezé Perrella.

Perrella é ligado ao candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, mas ele não é do PSDB, é do PDT. E, aliás, até sexta não havia algo que o comprometesse com a cocaína e muito menos um documento, uma declaração ou uma revelação envolvendo o tucano com as drogas do helicóptero.

Derrotado usar essa sujeira já seria inadmissível. Se quem usa é potencial vitorioso, como Lula, passa a ser indigno. Enlameia não os adversários, mas a própria campanha.

Duvido que Dilma aprove. Mas também duvido que ela tenha poder para controlar Lula, o partido e até a própria campanha. Que, apesar de favorita, vai por um mau caminho.

15/09/2013

DrogaDinho, da cocaína à tubaína

DINHO

Dinho Ouro Preto no Rock in Rio: a glória da rebeldia desinformada

Postado em 15 set 2013, por : Kiko Nogueira

Aos 49 anos, cabeleira negra como a asa da graúna, tatuagens, sarado, Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial, vive um bom momento em sua carreira. Sua banda esteve no Rock In Rio e tocou para uma plateia entusiasmada no palco principal.

Dinho fez um discurso em que atacou os políticos. “Esse Natan Donadon, cara, esse primeiro presidiário congressista, cara, o próprio congresso, cara, por ter mantido o cargo desse sujeito, falou, cara…”. Emendou com uma “canção de protesto” chamada Saquear Brasília, que rima “hipocrisia” com “todo dia”.

O Capital é um caso curioso. Vindo da capital nos anos 80, surgiu dos escombros do Aborto Elétrico, que tinha Renato Russo e os irmãos Flávio e Fê Lemos. Terminado o Aborto, Flávio e Fê montaram o Capital com Dinho. Há 30 anos, era um grupo de segunda linha. Nunca teve a mesma importância de Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor, Lobão, Titãs ou mesmo o Ira. Dinho era famoso por um tique: entoava “ououou” em todo mísero refrão, coisa que abandonou com o tempo.

Nos anos 2000, depois de se separar e voltar, o Capital gravou um CD acústico. “Meus Primeiros Erros”, de Kiko Zambianchi, estourou. Vieram outros hits e aconteceu o improvável: o Capital se consolidou como uma banda de rock bem sucedida — bem mais do que as outras de sua geração.

Dinho e seus amigos tiveram um certo talento em se manter atuais. Parte disso se deve a seu esforço enorme não apenas a ter um jeito de, vamos lá, “jovem”, mas em fazer questão de falar como “jovem”. Um jovem semiletrado, ok — mas, ei, isso é rock’n’roll e não engenharia. Desde as manifestações de junho, Dinho também vem dando vazão ao que imagina ser sua verve política.

Como era inevitável, compôs uma música em homenagem aos protestos. “Viva Revolução” garante que “tudo vai ser diferente, o estranho vai ser normal/Vai ser uma comoção internacional”. Escreveu uma espécie de manifesto, republicado, obviamente, na página dos Anonymous. Num show em Porto Alegre, declarou que o estádio Beira Rio estava sendo reformado com dinheiro público.

Não estava. Foi desmentido. Na verdade, as obras são tocadas em parceria entre o Inter e a Andrade Gutierrez. Pediu perdão. “É motivo de vergonha para mim por ter falado de um assunto sem estar totalmente informado. Peço desculpas”, escreveu na conta do Capital no Facebook. “Minha intenção, aliás, nunca foi macular o nome, ou a imagem do time. E sim o modo como a FIFA nos impõe gastos, com os quais não podemos arcar”. (Eu mantive as vírgulas do original).

Sim, ele fala de assuntos sem estar totalmente informado. Não lhe passa pela cabeça que isso talvez fosse um sinal para se educar minimamente antes de se manifestar. Se Lobão e Roger são assumidamente de direita, Dinho faz o despolitizado orgulhoso. “Todo governo é ruim. A gente descobriu que gostava de falar mal de qualquer governo. Fosse ele de direita ou de esquerda, todos são iguais. A regra básica é: nunca confie em político”, disse.

As besteiras, a discussão rasteira, a manipulação, a falsa rebeldia, a burrice… Ele não precisa crescer, não precisa ler nada, não precisa aprender a colocar as vírgulas no lugar, não precisa oferecer a seu público uma reflexão melhorzinha. Sobe ao palco de um festival que tem licenciamento de mais de 600 marcas, posa de punk, bate no Sarney ou em algum genérico e bola pra frente. Aos 17 anos, Dinho tem tudo para fazer sucesso por mais 50.

Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

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