Ficha Corrida

30/11/2014

Rosane mostra que tipo de candidato atrai o Instituto Millenium

Filed under: Biografias,Instituto Millenium,Máfia,Rosane Collor — Gilmar Crestani @ 11:15 am
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A entrevista da ex-primeira dama da República Alagoana, Rosane Collor, com a entronização de figuras que até hoje fazem as estatuas do Aleijadinho corarem, dá, nas entrelinhas, que tipo de personagem os a$$oCIAdos do Instituto Millenium apoiam para o Governo Federal. Qual a diferença entre Rosane Collor e a atual esposa de Aécio Neves? Aliás, qual a diferença entre Fernando Collor de Mello e Aécio Neves? Mais, qual a diferença entre o comportamento da velha mídia entre estes dois personagens? Ambos foram abraçados pelas cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, Globo & RBS) para representarem seus interesses junto aos cofres públicos. A criação de imagens robotizadas, vendidas como margarina, escondendo heliPÓpteros e Aecioportos, não difere em nada do comportamento com que tiveram em relação a Collor.

O ódio a Lula e Dilma é diametralmente oposto ao amor que nutrem por quem lhes enche as burras de dinheiro com erário público. As propagandas da SABESP em rede nacional na Globo, as milhares de assinaturas de Veja, Estadão e Folha distrubuídos em escolas públicas em São Paulo são prova suficientes de que, entre eles, uma mão lava a outra; as duas, um helicóptero com 450 kg de cocaína…

Nas imagens, os tentáculos do Instituto Millenium!

Instituto Milleniumj

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MÔNICA BERGAMO

monica.bergamo@grupofolha.com.br

De Canapi para o mundo

Rosane Malta, ex-Collor, relata em biografia sua memórias como primeira-dama: de rituais de magia negra às gastanças antes e depois do impeachment

"As pessoas vão saber quem é a Janja, essa garota feliz, de bem com todo mundo, de coração lindo, que ajudava a todos. E que foi atrás de um sonho e de um amor em que se jogou por completo." É assim que Rosane Malta, ex-Collor, refere-se a si mesma, usando o apelido de infância, para explicar a motivação de escrever a biografia "Tudo o que Vi e Vivi" (ed. Leya).

No livro de 222 páginas, que será lançado em Maceió no dia 4, ela narra a trajetória que a levou do sertão alagoano a Brasília, como a primeira-dama mais jovem que o país já teve. O "conto de fadas" começa em Canapi, sua cidade natal, onde Fernando Collor, então prefeito de Maceió, disse à debutante Rosane que era seu príncipe e "iriam se casar um dia".

Ficaram casados 22 anos, período em que ela viu e viveu a vertiginosa ascensão e queda do político. Rosane escolheu a descida da rampa do Palácio do Planalto em 2 de outubro de 1992, de mãos dadas com o marido, para abrir o livro. "Levante a cabeça. Seja forte", escreve ela, sobre o diálogo, quando Collor saía de cena, após a abertura do processo de impeachment.

O casal passou por várias provas. A primeira foi na lua de mel. A noiva dividiu o marido com amigos (o empresário Paulo Octavio e o empreiteiro Luiz Salles, da OAS, com as respectivas mulheres), convidados por Collor para acompanhá-los à Argentina.

Rosane relata rusgas com a cunhada, Thereza, casada com Pedro Collor, pivô das acusações que levaram à perda do mandato presidencial. "Acredito na tese de que os dois tiveram algo antes do meu casamento. Também não duvido que tenha sido por Thereza, por essa obsessão que ela tinha pelo cunhado, que Pedro resolveu destruir o próprio irmão." Os advogados de Collor dizem que ainda não vão se manifestar sobre o conteúdo da biografia. Já Thereza diz que Rosane "é desacreditada e terá de provar na Justiça o que escreveu".

Foi o pai de Thereza, o usineiro João Lyra, que fez de PC Farias tesoureiro de campanha de Collor. Na função, ele reclamava dos "gastos da madame". Rosane diz que "não fazia ideia de que PC pagava as contas". "É claro que estava gastando mais! Uma primeira-dama do país gasta mais do que todas as outras!"

As críticas aparecem ao lado de elogios de Fidel Castro ("Esse presidente do Brasil é esperto. Arrumou uma esposa novinha e linda") e da princesa Diana. As duas se conheceram na entronização do imperador Akihito do Japão. "Ela é a mulher mais bonita da festa", teria dito Diana a Collor. A lua de mel no poder acabou com a crise por ela ter assumido a presidência da Legião Brasileira de Assistência.

Collor a confrontou: "Vieram me dizer que você está tendo caso. Pior: que você está grávida do seu amante". Ela teria respondido: "Já sei. O Luiz Mário [então chefe do cerimonial do governo do Distrito Federal]… Eu lá tenho chance de ter um caso? Sou vigiada 24 horas por dia".

O casamento passaria ainda por outros abalos. "Meu irmão caçula era danadinho", escreve Rosane, sobre Joãosinho Malta, que, aos 15 anos, matou um adversário político no interior de Alagoas. Aprontaria de novo ao atirar em um sujeito que falou mal da irmã, então primeira-dama do país.

O casal se unia em torno de rituais de magia negra. Rosane descreve o "trabalho" encomendado por Collor a uma mãe de santo alagoana para que o apresentador Silvio Santos não fosse seu concorrente à Presidência. "Consistia em colocar uma espécie de amuleto, que chamam de azougue, dentro da boca de sete defuntos recém-enterrados."

Animais eram sacrificados na Casa da Dinda. "Quando tudo acabava, ficava uma sujeira danada, sangue espalhado." Os jardins da residência presidencial foram motivo de escândalo na CPI do PC. "Havia uma cascata na piscina? Havia uma biquinha, uma coisa simples que colocamos ali e onde gostávamos de molhar a cabeça", escreve Rosane.

Tragado por denúncias de corrupção, Collor perde o mandato e Rosane se mostra uma companheira fiel no impeachment e diante das "maldições" dele decorrentes. Uma delas foi a morte de Pedro Collor, vítima de um câncer agressivo no cérebro.

O livro mostra os altos e baixos financeiros do casal. No exílio dourado em Miami, ela circulava em um Porsche. "E qual é o problema? Ter um Porsche no Brasil é difícil e caro, mas em Miami?! Qualquer um tem." Quando Collor vendeu a mansão de Miami, abriu uma crise conjugal, pois teria combinado de dar metade do dinheiro para Rosane. "Ele passou a perna em mim sem pudores." Tempos depois, Collor teria vendido também uma casa de praia para "pagar a fatura do cartão de crédito", diz ela.

E os mais de US$ 50 milhões das sobras de campanha movimentadas por PC Farias? Rosane dedica ao tema o capítulo "Para Onde Foi Tanto Dinheiro?". Reproduz um diálogo dela com Collor, no qual ele reclama de Augusto Farias, irmão de PC, que estaria criando dificuldades para acessar a bolada. E conclui: "Desde que reatou com Augusto, o patrimônio de Fernando aumentou muito, e a única explicação plausível é que ele passou a ter acesso à tal conta no exterior que o irmão de PC estava barrando".

Ela elenca sinais exteriores de riqueza do ex-marido, como automóveis esportivos das marcas Ferrari e Maserati. "Só os lucros de suas empresas e o salário de senador não seriam capazes de alavancar o seu padrão de vida." Em Maceió, diz ela, o ex teria oito ou nove carros. "Entre os quais um Porsche zerinho. Tem carro para ele, os filhos, o papagaio, o periquito." No divórcio, ela não teve direito a bens, por ter se casado em regime de separação total. "É justo viver 22 anos com uma pessoa, construir patrimônio e sair sem nada?"

Rosane diz que encontrou paz ao virar evangélica. A fé a teria ajudado a superar a depressão, que começou com um aborto de uma gravidez de gêmeos, após tratamento com Roger Abdelmassih, então maior especialista em reprodução assistida do país, hoje condenado a 181 anos de prisão por crimes sexuais contra pacientes. "Doutor Roger era nosso amigo."

Apesar de ter passado por uma sequência de perdas –a morte dos dois irmãos, vítimas de diabetes, da mãe e do pai–, ela se considera "poupada" do mal que abateu os que cercaram Collor em seus anos de glória e queda. "O mais interessante é que, tanto eu como a mãe de santo [Cecília], aceitamos Jesus e nos afastamos completamente da magia negra… Fomos as únicas que escapamos da tal maldição do impeachment’."

Pode não escapar de responder na Justiça por trechos polêmicos da biografia. "Não tenho medo de processo. Falei o que eu vi e vivi. Posso garantir que fui branda. Tem muitas coisas que ainda não contei." E avisa: "Pretendo escrever um segundo livro".

22/11/2014

Mais uma errata na biografia bonsai de FHC

Filed under: Biografias,FHC,PSDB,Ricardo Semler — Gilmar Crestani @ 10:00 am
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O mau caratismo de FHC só não era claro para dois tipos de energúmenos: os mal intencionados e os mal informados. Não é possível que um governante que fique por dois longos mandatos e que não só não deixou uma obra sequer para a posteridade como também tenha se desfeito de todo o patrimônio construídos pelos governos anteriores mereça qualquer apreço de qualquer pessoa de bom senso. Qual foi legado de FHC? O contenção da inflação? Isso foi um legado de Itamar Franco! Onde foi parar o dinheiro de tantas empresas vendidas a preço de banana? No quitandeiro? Como pode um leilão de concessão de três aeroportos, por Dilma, recolher mais recursos que a entrega da Vale do Rio Doce? Sem contar que depois de 20 anos os aeroportos retornam ao Governo Federal, e a Vale nunca mais.

Não é mero acaso que todo político que se abrace a FHC, se não morre afogado, morre na praia. Quanto mais se sabe de FHC, menor ele fica. Para não diminuir ainda mais ele teria de se resignar á sua insignificância e simplesmente parar de falar. Tanto mais fala, mais vergonha causa a si, ao seu passado e aos seus correligionários.

A sinceridade de Ricardo Semler versus a hipocrisia de FHC

Postado em 21 nov 2014 -por : Paulo Nogueira

Ricardo Semler corrupçao tucana

Semler

Um artigo do empresário tucano Ricardo Semler publicado hoje na Folha repercute intensamente nas redes sociais.

Semler recrimina a “santa hipocrisia” com que tantos comentam o caso Petrobras.

Para ele, o que ocorrendo agora é motivo de celebração – nomear e punir empresas e executivos que há décadas corrompem, impunemente, a política nacional.

Semler refere-se com desgosto aos “envergonhados”, que fingem que os problemas da Petrobras só aconteceram depois que o PT chegou ao poder.

Ele não citou, mas ficou claro que ele falava de FHC, que afirmou sentir vergonha ao ver o que se passa na Petrobras.

Vergonha é uma pessoa dizer que sente vergonha de algo de que ela mesma se beneficiou. A este tipo de coisa, indignação simulada, você dá o nome de demagogia.

FHC, que começou tão bem na política, como um renovador de esquerda depois da ditadura, vai encerrando sua carreira como um demagogo, um hipócrita, um mistificador.

Que os petistas o detestem, é previsível: os anos trouxeram uma rivalidade destrutiva entre FHC e Lula.

Mas quando tucanos como Semler não seguram a irritação é porque algum limite foi rompido.

FHC virou uma paródia de si mesmo.

Ele parece ter perdido a noção das coisas. Poucos dias atrás, ele disse que não falava dos “amigos” quando lhe pediram uma palavra sobre a mídia.

FHC insultou, involuntariamente, a si próprio e aos “amigos”.

Um dos maiores editores de todos os tempos, se não o maior, o americano Joseph Pulitzer, dizia que a regra número 1 do jornalista é não ter amigos.

Não porque o bom jornalista deva ser misantropo, mas porque amizades interferem na maneira como você pratica o jornalismo.

O jornalista que tem amigos vai tratar de protegê-los.

Para que você tenha uma ideia da importância do mandamento de Pulitzer, foi exatamente graças aos “amigos” que FHC escapou incólume no escândalo da compra de votos no Congresso para a emenda da sua reeleição, no final da década de 1990.

A imprensa engavetou o assunto, e poupou o “amigo”.

A que preço? Publicidade governamental portentosa, financiamentos em bancos públicos a juros maternais, compras maciças de livros das empresas jornalísticas, vistas grossas para malandragens fiscais – tudo aquilo, enfim, que foi dar nas imensas fortunas pessoais dos donos da mídia.

Os “amigos” também jamais questionaram decisões nepotistas como a de entregar a estratégica Agência Nacional de Petróleo a seu genro, demitido tão logo acabou o casamento.

O papel de FHC na história foi-se apequenando miseravelmente.

Mesmo a estabilização – a todo momento citada por seguidores como sua grande contribuição ao país – é questionada em sua paternidade. Qual o papel de Itamar Franco no Plano Real? É tão insignificante quanto afirma FHC, ou houve uma usurpação de autoria aí?

A inflação, já que falamos nela, acabou quando a sociedade decidiu que já não a suportava mais. O resto foi consequência desse despertar.

O que aconteceu com a inflação parece estar prestes a ocorrer com FHC, como sugere a manifestação de Ricardo Semler.

Ninguém aguenta mais.

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Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » A sinceridade de Ricardo Semler versus a hipocrisia de FHC

16/10/2014

Juca detona, de novo, Aécio Neves

Filed under: Aécio Neves,Biografias,José Maria Marin,Juca Kfouri,Zezé Perrela — Gilmar Crestani @ 8:28 am
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aecio marinNão se sabe se Juca Kfouri, um tucano paulista, não suporta Aécio Neves ou simplesmente entrega seu correligionário a pedido do arqui-inimigo José Serra. Aécio poderá ter o voto de todos os paulistas, menos um o do José Serra. E vice-versa. A a$$oCIAção do Aécio com José Maria Marin, o ladrão de medalhas, não é perdoado por Juca. Aliás, deveria ser repudiada por qualquer pessoa de bom senso e com um mínimo de ética. Mas assim é Aécio.

A briga ficou evidenciada na troca de gentilezas: Pó pará, governador!(José Serra) X Minas a reboque, não! (Aécio Neves)

JUCA KFOURI

Aécio é assim

Evitar bolas divididas para tentar agradar a todos; prometer de um jeito mineiro, maneiro, de ser

Aécio Neves pediu a seu eleitor Ronaldo Fenômeno que tentasse uma aproximação com o pessoal do Bom Senso FC. Ao mesmo tempo, telefonou para José Maria Marin, outro eleitor dele, em Pequim, desejando-lhe sorte antes do jogo contra a Argentina e, depois, parabenizando-o pelo resultado, segundo a CBF divulgou.

Na reinauguração do Mineirão, em abril do ano passado, Marin participou das homenagens a Aécio e o sítio da CBF também noticiou com destaque, coisa que o político escondeu em sua página ao ocultar tanto a foto quanto o nome do cartola.

Atitudes que fazem parte do jeito dele de ser, mineiro, maneiro e, agora, marineiro.

Quando tinha apenas 25 anos, Aécio foi nomeado diretor de Loterias da Caixa Econômica Federal.

Era ministro da Fazenda, no governo Sarney, seu parente, Francisco Dornelles.

Havia três anos que a revista "Placar" denunciara o caso que ficou conhecido como o da "Máfia da Loteria Esportiva" e o presidente da CEF, ex-senador por Pernambuco, Marcos Freire, determinou que o banco, até então nada colaborativo nas investigações, não ocultasse coisa alguma, até para tentar restabelecer a credibilidade da Loteca.

Aécio fez que atenderia, mas não atendeu, apesar de publicamente lembrado do compromisso pelo diretor da revista num programa, na rádio Globo, comandado por Osmar Santos.

Em 2001 quando Aécio já era presidente da Câmara dos Deputados, uma nova simulação.

Corria um processo de cassação do mandato do deputado Eurico Miranda, presidente do Vasco da Gama, e do mesmo partido de Francisco Dornelles, o Partido Popular.

A cassação era dada como certa até que, no dia da decisão, sob a justificativa de comparecer ao enterro da mãe de Dornelles, Aécio se ausentou e o processo acabou arquivado pela mesa diretora da Câmara.

Aécio deixou uma carta a favor da abertura do processo, sem qualquer valor prático. E deixou de votar, o que teria consequência.

Conselheiro do Cruzeiro, foi Aécio quem fez do ex-presidente do clube, Zezé Perrela, o suplente de Itamar Franco, eleito senador, aos 80 anos, em 2010, e falecido já no ano seguinte.

Tudo isso, e apenas no que diz respeito, direta ou indiretamente, ao futebol brasileiro, revela um estilo, um modo de ser.

Que não mudará, caso seja eleito presidente da República, o futebol brasileiro, como Marin, aliás, acha que não tem mesmo de mudar.

21/08/2014

Cheiro de podre no ar… e não é dos aviões de carreira…

Os de carreira o Aécio fungou…. Quando mais investigam, mais sujeira aparece. Será por isso que a velha mídia sempre abraça uma ideia desde que ela nasça podre?!

Por enquanto, a melhor biografia já escrita a respeito de Marina Silva.

Marina Silva, George Soros… e mais um suspeito acidente de avião

As eleições presidenciais no Brasil marcadas para outubro estavam sendo dadas como resolvidas, com a reeleição da atual presidenta Dilma Rousseff. Isso, até a morte, num acidente de avião, de um candidato absolutamente sem brilho ou força eleitoral próprios, economista e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Dia 13/8, noticiou-se que o avião que levava Campos – candidato de centro, pró-business, que ocupava o 3º lugar nas pesquisas, atrás até do candidato do partido mais conservador (PSDB), Aécio Neves, também economista e defensor da ‘’austeridade’’ – espatifara-se numa área residencial de Santos, no estado de São Paulo, Brasil. Campos era candidato do Partido Socialista Brasileiro, antigamente da esquerda, mas hoje já completamente convertido em partido pró-business.
Como aconteceu nos partidos trabalhistas da Grã-Bretanha, da Austrália e Nova Zelândia, nos liberais e novos partidos democráticos canadenses, e no Partido Democrata dos EUA, interesses corporativos e sionistas infiltraram-se também no Partido Socialista Brasileiro e o converteram num partido da “Terceira Via”, pró-business e só muito fraudulentamente ainda denominado partido “socialista”.
Já é bem visível que os EUA tentam desestabilizar o Brasil, desde que a Agência de Segurança Nacional dos EUA espionou correspondência eletrônica e conversações telefônicas da presidenta Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores (PT) e vários de seus ministros, o que levou ao cancelamento de uma visita de estado que Rousseff faria a Washington; e com o Brasil hospedando o presidente russo Vladimir Putin e outros líderes do bloco econômico dos BRICS em recente encontro de cúpula em Fortaleza.

O Departamento de Estado dos EUA e a CIA só fazem procurar pontos frágeis no tecido social do Brasil de Rousseff, para criar aqui as mesmas condições de instabilidade que fomentaram em outros países na América Latina (Venezuela, Equador, Argentina – na Argentina mediante bloqueio de créditos para o país, em operação arquitetada por Paul Singer, capitalista-abutre sionista) – e na Bolívia.
Mas Rousseff, que antagonizou Washington ao anunciar, com outros líderes BRICS em Fortaleza, o estabelecimento de um banco de desenvolvimento dos países BRICS, para concorrer contra o Banco Mundial (controlado por EUA e União Europeia) parecia imbatível nas eleições de reeleição. A atual presidenta era, sem dúvida, candidata ainda imbatível quando, dia 13 de agosto, Campos e quatro de seus conselheiros de campanha, além do piloto e copiloto, embarcaram no avião Cessna 560XL, que cairia em Santos, matando todos a bordo.
A queda do avião empurrou para a cabeça da chapa do PS a candidata que concorria como vice-presidente, Marina Silva. Em 2010, Silva recebeu inesperados 20% dos votos à presidência, como candidata de seu Partido Verde. Esse ano, em vez de concorrer sob a legenda de seu partido, Marina optou por agregar-se à chapa pró-business, mas ainda dita “socialista” de Campos. Hoje, Marina já está sendo apresentada – talvez com certo exagero muito precipitado! – como melhor aposta para derrotar Rousseff nas eleições presidenciais de outubro próximo.
Marina, que é pregadora cristã evangélica em país predominantemente cristão católico romano, também é conhecida por ser muito próxima da infraestrutura da “sociedade civil” global e dos grupos de “oposição controlada” financiados por George Soros, capitalista e operador de hedge fund globais. Conhecida por sua participação nos esforços para proteção da floresta amazônica brasileira, Marina tem sido muito elogiada por grupos do ambientalismo patrocinado pelo Instituto Open Society [Sociedade Aberta], de George Soros. A campanha de Marina, como já se vê, está repleta de palavras-senha da propaganda das organizações de Soros: “sociedade sustentável”, “sociedade do conhecimento” e “diversidade”.

Marina Silva – Olimpíadas de Londres/2010
Marina exibiu-se ao lado da equipe do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012. O ministro dos Esportes do Brasil, Aldo Rebelo, disse que a exibição de Marina naquela cerimônia havia sido aprovada pela Família Real Britânica, e que ela “sempre teve boas relações com a aristocracia europeia”.

Marina Silva e Marco Feliciano… Parceiros?
Em 1996, Marina recebeu o Prêmio Ambiental Goldman, criado pelo fundador da Empresa Seguradora Goldman, Richard Goldman e sua esposa, Rhoda Goldman, uma das herdeiras da fortuna da empresa de roupas Levi-Strauss.
Em 2010, Marina foi listada, pela revista Foreign Policy, editada por David Rothkopf, do escritório de advogados Kissinger Associates, na lista de “principais pensadores globais”.
O mais provável é que jamais se conheçam todos os detalhes do acidente que matou Campos. Participam hoje das investigações sobre o acidente a National Transportation Safety Board (NTSB) e a Federal Aviation Administration, do governo dos EUA. Membros dessas duas organizações com certeza serão informados do andamento das investigações e passarão tudo que receberem para agentes da CIA estacionados em Brasília, os quais tudo farão para ter o título “Trágico Acidente” estampado no relatório final.
A CIA sempre conseguiu encobrir sua participação em outros acidentes de avião na América Latina que eliminaram opositores do imperialismo norte-americano naquela parte do mundo. Dia 31/7/1981, o presidente Omar Torrijos, do Panamá, morreu quando o avião da Força Aérea panamenha no qual viajava caiu perto de Penonomé, Panamá. Sabe-se que, depois que George H. W. Bush invadiu o Panamá em 1989, os documentos da investigação sobre o acidente, que estavam em posse do governo do general Manuel Noriega foram confiscados por militares norte-americanos e desapareceram.

Super King Air- 200, Beechcraft
Dois meses antes da morte de Torrijos, o presidente Jaime Roldós do Equador, líder populista que se opunha aos EUA, havia também morrido num acidente de avião: seu avião Super King Air (SKA), operado como principal aeronave de transporte oficial pela Força Aérea do Equador, caiu na Montanha Huairapungo na província de Loja. No avião, também viajavam a Primeira-Dama do Equador, e o Ministro da Defesa e esposa. Todos morreram na queda do avião. O avião não tinha Gravador de Dados do Voo, equipamento também chamado de “caixa preta”. A polícia de Zurique, Suíça, que conduziu investigação independente, descobriu que a investigação feita pelo governo do Equador encobria falhas graves. Por exemplo, o relatório do governo do Equador sobre a queda do SKA, não mencionava que os motores do avião estavam desligados quando a aeronave colidiu contra a parede da montanha.

Cessna Citation 560XL
Como o avião de Roldós, o Cessna de Campos também não tinha gravador de dados de voo. Além disso, a Força Aérea Brasileira anunciou que duas horas de conversas gravadas pelo gravador de voz da cabine de voo do Cessna em que viajava Campos não incluem qualquer conversa entre o piloto, copiloto e torre de controle naquele dia 13 de agosto. O gravador de voz da cabine a bordo do fatídico Cessna 560XL foi fabricado por L-3 Communications, Inc.de New York City. Essa empresa L-3 é uma das principais fornecedoras de equipamento de inteligência e espionagem para a Agência de Segurança Nacional dos EUA, a mesma empresa que fornece grande parte das capacidades de escuta de seu cabo submarino, mediante contrato entre a ASN (Agência de Segurança Nacional – NSA em inglês) e a Global Crossing, subsidiária da L-3.
Embora Campos não fosse inimigo dos EUA, sua morte em circunstâncias suspeitas, apenas poucos meses antes da eleição presidencial, substituído, como candidato, por elemento importante na infraestrutura política coordenada por George Soros, cria alguma dificuldade eleitoral para a presidenta Rousseff, que Washington, sem dúvida possível, vê como adversária.

A "pedra no sapato" de Soros, da CIA e dos EUA
Os EUA e Soros pesquisam já há muito tempo várias vias para invadir e desmontar, por dentro, o grupo das nações BRICS. A tentativa de Soros-CIA para pôr na presidência da China um homem como Bo Xilai foi neutralizada, porque os chineses conseguiram capturá-lo e condená-lo por corrupção, antes.
Com Rússia e África do Sul absolutamente inacessíveis para esse tipo de ardil, restam Índia e Brasil, como alvos dos esforços da CIA e de Soros para fazer rachar e desmontar o grupo BRICS. Embora o governo do direitista Narendra Modi na Índia esteja apenas começando, há sinais de que pode vir a ser a cunha de que os EUA precisam para desarticular os BRICS. Por exemplo, a nova Ministra de Relações Exteriores da Índia, Sushma Swaraj, é conhecida como empenhada e muito comprometida aliada de Israel.

Outubro de 2013 – cria-se o "Cavalo de Tróia"
No Brasil, hoje governado por Rousseff, a melhor oportunidade para infiltrar no governo um dos “seus” parece ser, aos olhos da CIA e Soros, a eleição de Marina Silva. Seria como um “Cavalo de Tróia” infiltrado no comando de um dos países do grupo BRICS, em posição para atacar por dentro aquele bloco econômico, mais importante a cada dia.
A queda do avião que matou Eduardo Campos ajudou a empurrar para muito mais perto do Palácio da Alvorada, em Brasília, uma agente-operadora dos grupos financiados por George Soros.

6960 visitas – Fonte: Rede Castor

Marina Silva, George Soros… e mais um suspeito acidente de avião – PlantaoBrasil.com.br

04/11/2013

Censura biográfica: "O Mapa da Corrupção no Governo…”

Filed under: Biografias,Censura,FHC — Gilmar Crestani @ 7:13 am
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No Brasil pode-se escrever qualquer coisa sobre Dilma, até inventar Ficha Falsa, sobre Lula ou José Dirceu. Só não pode escrever sobre Aécio, FHC & Serra. Por exemplo, "O Mapa da Corrupção no Governo FHC", de Larissa Bortoni e Ronaldo de Moura, continua proibido desde 2008. Se a justiça resolver liberar, deverá sofrer atualização para agregar um GPS, mapeando antes, durante e depois, e, pelo Google Street View, com fotos dos rendez-vous com Miriam Dutra.

Justiça do país veta 25 obras em dez anos

Levantamento realizado pela Folha mostra que hoje há pelo menos 19 livros que ainda estão proibidos no Brasil

Pesquisa ouviu 250 editoras e consultou bancos digitais em tribunais de todos os Estados brasileiros

DE SÃO PAULO

Nos últimos dez anos, ao menos 25 obras foram proibidas pela Justiça após ações propostas por quem se sentiu caluniado, ofendido ou invadido em sua intimidade.

Sentenças baseadas nos direitos à honra e à privacidade não impediram apenas a publicação de biografias. Também foram riscados de catálogo cordéis, investigações jornalísticas e até um relato mediúnico sobre os mortos no acidente da TAM.

Deste total, pelo menos 19 obras continuam proibidas.

Os livros e um espetáculo teatral saíram de circulação sob ameaça de multas de até R$ 50 mil diários.

Esse é o valor que a editora Planeta teria de pagar a Roberto Carlos caso não recolhesse, em 2007, os exemplares da biografia "Roberto Carlos em Detalhes", tirada de circulação após acordo judicial entre as partes.

Processos movidos por personalidades retratadas ouseus herdeiros inibiram o mercado. Há no mínimo três trabalhos de interesse público que não são publicados porque seus editores não conseguiram autorização daqueles que detêm o direito sobre imagem ou tema proposto.

É o caso do livro de memórias que o ex-jogador Sócrates Brasileiro escreveu pouco antes de morrer em 2011.

Para que a editora Prumo publique o livro deixado sob cuidados da viúva do autor, Kátia Bagnarelli, ela espera a autorização dos seus seis filhos. "Eles acham que não é o momento", diz Bagnarelli.

Enquanto o livro escrito por Sócrates não é publicado, a viúva lança "Sócrates Brasileiro – Minha Vida ao Lado do Maior Torcedor do Brasil" (Prumo, R$ 34,90).

LEVANTAMENTO

O levantamento feito pela Folha consultou arquivos de jornais e bancos digitais dos 27 tribunais de Justiça do país. Foram consultados por e-mail 570 editoras, livreiros e distribuidores. Por telefone, foram ouvidas 250 editoras.

O resultado da pesquisa não é completo porque há processos que correm sob segredo de Justiça. É o caso de "O Mapa da Corrupção no Governo FHC", de Larissa Bortoni e Ronaldo de Moura, proibido desde 2008.

O levantamento abrange o período após a criação do novo Código Civil, de 2002, que defende (artigos 20 e 21) direitos relativos a intimidade e privacidade. O texto do Código é alvo de projeto que pretende facilitar a publicação de biografias não autorizadas, a ser votado na Câmara.

Antes de 2002, no entanto, houve livros proibidos pela Justiça, como "Nos Bastidores do Reino", de Mario Justino, censurado e recolhido em 1995, a pedido da Igreja Universal do Reino de Deus. A mesma juíza que proibiu o livro o liberou um ano depois.

Para Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de Roberto Carlos, a opção para garantir direitos de biografados seria a supressão de trechos contestados em edições subsequentes.

"Não existe mais espaço para defender a proibição de livros no Congresso, essa questão já foi superada", diz. A possibilidade de supressão de trechos já existe, mesmo sem regulamentação.

Nos últimos dez anos, ao menos quatro livros foram modificados após ações judiciais, alguns porque continham dados questionáveis, outros porque expunham algo íntimo de alguém.

Arnaldo Bloch, no livro sobre sua família "Os Irmãos Karamabloch "" Ascensão e Queda de um Império Familiar", mencionava antigo relacionamento extraconjugal com uma psicóloga.

Na sentença, a juíza determinou supressão do nome da reclamante em futuras edições: "A circunstância de serem verdadeiros os fatos não dá direito ao autor de um livro de divulgá-los sem autorização, se envolvem intimidade de terceiro que não faz parte da família biografada."

O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM), por exemplo, pediu o recolhimento de "Na Toca dos Leões", de Fernando Morais, pois é citado em depoimento de um publicitário como alguém que defendia o controle populacional do Nordeste por meio de "remédio que esterilizava as mulheres" colocado na água.

A obra, proibida em abril de 2005, foi liberada após seis meses; autor e editora, condenados a indenizar Caiado.

BICHO DE SETE CABEÇAS

O pedido de ação, hoje, pode partir de alguém que é citado em algum episódio, como no caso do livro "Canto dos Malditos" (Rocco), de Austregésilo Carrano Bueno, sobre suas internações em manicômios. A obra deu origem ao filme "Bicho de Sete Cabeças", de Laís Bodanzky.

Em 2001, a família do psiquiatra Alô Guimarães pediu o recolhimento da obra, concedido em 2002 pelo Tribunal de Justiça paranaense.

"O escritor criava diálogos imaginários, atribuía frases inteiras a Alô", diz Pedro Henrique Xavier, advogado dos herdeiros do médico.

"A liberdade de expressão tem que ser respeitada, mas não pode ser a liberdade de praticar um crime."

Em 2004, a obra voltou a circular, mas as edições subsequentes não trouxeram o nome do médico. "Eu me constrangeria de impedir previamente a manifestação do pensamento, mas se o produto é comprovadamente mentiroso, o Judiciário tem que ser acionado", diz Xavier.

Para a professora de comunicação da USP Sandra Reimão, autora de "Repressão e Resistência: Censura a Livros na Ditadura Militar" (Edusp/ Fapesp, 2011) "a possibilidade censória para atividade intelectual, artística ou científica é uma violência e um limite à cidadania cujos malefícios ultrapassam muito os causados pela circulação de alguns bens culturais."

(GUSTAVO FIORATTI, GIULIANA DE TOLEDO, GUILHERME GENESTRETI E ÚRSULA PASSOS)

27/08/2013

Biografeiros da Veja

Filed under: Biografias,InVeja,José Dirceu — Gilmar Crestani @ 7:45 am
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MARIO SERGIO CONTI

Os erros de "Dirceu"

A disputa política vem se tornando deletéria devido a livros que não prezam a verdade, que é sempre revolucionária e nos fará livres

A "piauí" de agosto (leia texto abaixo) traz uma resenha com 30 erros factuais de "Dirceu", de Otávio Cabral. O editor do livro, Carlos Andreazza, não os contestou em seu artigo na Folha(23/8). Mas escreveu que o "levantamento espantoso" é "um inventário ressentido de miudezas".

Espantosos são os absurdos da biografia, e não o seu recenseamento. Inexiste ressentimento porque não fiz ilações a partir do livro. E caso fossem miudezas, por que foram postas em "Dirceu", e ainda por cima incorretamente?

Andreazza insinuou que expus os equívocos para defender réus do mensalão. Isso é desconversa para fugir do assunto, as inconsistências do livro que ele editou. Mas registro: já critiquei a política de José Dirceu dos anos 60 aos 2000, da luta armada às loas à ditadura cubana, do arreglo com a burguesia à arrecadação criminosa de fundos para o PT.

Além dos que assinalei, o livro tem outros 30 desacertos. Eis dez deles. "O movimento estudantil, a partir de 1967, tornara-se a única voz da sociedade civil contra o regime militar", escreve Cabral. Não foi assim. Houve greves operárias em Contagem e Osasco em 1968. O teatro e o cinema rebeldes existiram até o AI-5, bem como a resistência de intelectuais.

Em 1971, diz ele, "as colônias da África começaram a lutar pela independência contra as potências europeias e a China ameaçava invadir Taiwan". Nem uma coisa nem outra. A luta anticolonial africana se iniciara décadas antes. Em 1971, a ONU expulsou Taiwan e elegeu a República Popular como representante única do povo chinês. "Miudezas" ou ignorância acerca do mundo de Dirceu, o da esquerda?

Para Otávio Cabral, Dirceu era "ferrenho opositor" do governador Franco Montoro. O tucano fora seu professor e ajudou sua família nos anos de exílio e clandestinidade. Por isso, sempre foi lhano nas críticas a Montoro.

O autor dá curso à lenda de que o PT não teria homologado a Constituição. Os constituintes petistas votaram contra a Carta, mas o partido veio a homologá-la. É uma nuance, significativa das ambiguidades do PT, que escapa a Cabral. Entre o joio do mito e o trigo do real, ele fica com o joio.

Afirma que o biografado apoiou Virgílio Guimarães para a presidência da Câmara, mas o seu concorrente, Luiz Eduardo Greenhalgh, disse que Dirceu fez campanha por ele. A piscina da casa de Dirceu em Vinhedo é decorada com uma estrela do PT, diz Cabral. Estive lá uma vez a trabalho e não havia estrela nenhuma. Fala que a mãe dele sofre de Alzheimer, mas ela não tem a doença.

Sobre a consultoria de Dirceu, escreve que ele "se desfez de sua sede, ao lado do parque Ibirapuera". Se telefonasse para a empresa, como fiz ontem, uma simpática secretária lhe diria que a consultoria continua ali. Faz tal pandemônio com datas que o ubíquo Dirceu aparece numa mesma noite (7 de junho de 2005) em Brasília e Lisboa.

Para Andreazza, essa mixórdia de estultices configura um "memorável trabalho de apuração jornalística e reconstituição histórica". Pois acho que qualquer biografia com cinco dúzias de disparates é imprestável para entender uma vida. E como "Dirceu" é também um pântano de insinuações, no qual o autor se esponja, ele empesteia o ambiente político.

Entre outros motivos, a disputa política vem se tornando deletéria devido a livros que não prezam a verdade, que é sempre revolucionária e nos fará livres. Eles só servem para animar o xingatório de corjas.

MARIO SERGIO CONTI, 58, é repórter de "piauí"

 

A incrível biografia de José Dirceu, o fauno que comeu cordeiro patagônico

No Brasil 247
Num texto publicado na revista Piauí deste mês de agosto, o jornalista Mario Sergio Conti desconstrói o livro "Dirceu", escrito por Otávio Cabral. Leia abaixo:
Chutes para todo lado

Por Mario Sergio Conti, revista Piauí edição 83
O título do livro de Otávio Cabral é Dirceu – A Biografia. O autor poderia ter dispensado o artigo ou posto “uma biografia”. Mas tascou a biografia, o que indica a pretensão de ter feito o relato completo e fidedigno da vida de José Dirceu. Tarefa difícil porque o biografado não quis ser entrevistado pelo biógrafo.
Otávio Cabral diz no prólogo ter contado com a ajuda de dois pesquisadores para “vasculhar nove arquivos públicos”. Três linhas adiante repete o verbo: “Vasculhei os acervos de nove jornais e oito revistas nacionais, além de quatro publicações estrangeiras”, se bem que a BBC não seja uma publicação, e sim uma emissora e um site. Ele fez mais que pesquisar arquivos e órgão de imprensa: vasculhou-os, que os dicionários definem como investigar e esquadrinhar com minúcia.
O livro começa em 1968, com os pais de José Dirceu assistindo pela televisão à sua prisão no Congresso da União Nacional dos Estudantes, em Ibiúna. Informa que a notícia da prisão de José Dirceu foi “transmitida em rede nacional de televisão”. Mas o Brasil só teria rede nacional de tevê no ano seguinte.
O autor diz e rediz que Passa Quatro, onde José Dirceu nasceu, tinha 11 mil habitantes. São Paulo contava com 4 milhões de moradores quando ele se mudou para lá. O autor faz o cálculo e conclui que a capital era “trezentas vezes maior do que a sua Passa Quatro natal”. Cálculo errado: São Paulo era 363 vezes maior. Dirceu estudou no Colégio Paulistano, “na rua Avanhandava, próximo à praça da Sé”. Não, a escola ficava na rua Taguá, na Liberdade. Preparou-se para o vestibular no curso “Di Túlio”, que se grafava “Di Tullio”.
Antes do golpe de 1964, segundo a biografia, José Dirceu conheceu o autor de novelas Vicente Sesso, “com quem foi trabalhar na TV Tupi, ajudando a redigir roteiros”. Sesso “acabara de escrever Minha Doce Namorada, que deu à atriz Regina Duarte o apelido de ‘a namoradinha do Brasil’”. E José Dirceu “foi praticamente adotado por Sesso, que o levou para morar na sua casa, no mesmo quarto de seu filho adotivo, o ator Marcos Paulo”.
José Dirceu não trabalhou na TV Tupi nem fez roteiros. Foi datilógrafo de Sesso. Nunca morou na casa do escritor. Sesso, isso sim, lhe emprestou uma casa que tinha na rua Treze de Maio. Ele só veio a escrever Minha Doce Namorada em 1971, às pressas, para substituir uma novela que obtivera pouca audiência. Essas informações foram dadas pelo próprio José Dirceu numa entrevista a Marília Gabriela que se encontra transcrita na internet. A data e a composição de Minha Doce Namorada podem ser achadas em histórias da teledramaturgia.
São erros tolos? Sem dúvida. Para a caracterização de José Dirceu, interessa pouco saber que em 1968 não havia rede nacional de televisão. Que estudou em tal rua, e não em outra. Que São Paulo era tantas vezes maior que Passa Quatro. Que não escreveu roteiros para a tv Tupi. Mas todos esses equívocos estão nas seis primeiras páginas do capítulo inicial. E a sexta página se encerra com um abuso: Otávio Cabral afirma que José Dirceu apoiava Jango “mais para se opor ao pai do que por ideologia”. Nada autoriza o biógrafo a insinuar o melodrama edipiano. Ainda mais porque, dois parágrafos adiante, é transcrita uma declaração na qual José Dirceu afirma que, no dia mesmo do golpe, se opôs à ditadura por “um problema de classe”.
O livro realça aspectos pessoais em detrimento dos políticos. Ele repete cinco vezes que nos anos 60 Dirceu tinha cabelos compridos, outras quatro que era cabeludo, e duas dizendo que deixava a “barba por fazer”. Caso o leitor não tenha percebido, o livro estampa ainda catorze fotos de Jose Dirceu de cabelos longos e a barba nascendo. A aparência não é anômala nem define o biografado. Muitíssimos jovens eram assim naquela época.
Em contrapartida, o biógrafo não analisa se nos anos 60 José Dirceu era reformista ou revolucionário. Se queria o socialismo ou não. Se considerava a luta de classes o motor da história. Não explica se acreditava mais na guerrilha, no terror ou na legalidade institucional. Ao “vasculhar” a vida de José Dirceu, Cabral se ateve a uma ideia prévia, que ele enuncia assim: “Encontrava na atividade política um prazer e vislumbrava nela uma chance de ascensão social e profissional.”
A afirmação, caída do céu, é oca e insensata. Oca porque não há nada de mais em se ter prazer fazendo política – ou medicina, malabarismo, jornalismo, o que for. Insensata porque, por dez anos, José Dirceu correu perigo real de ser preso (o que lhe aconteceu), torturado e assassinado (o que ocorreu com centenas de outros). Gramou dez anos de exílio e clandestinidade. Não queria subir na vida e sequer tinha profissão. Fazia política em tempo integral.
Com a anistia de 1979, ajudou a construir um partido, o PT, que não lhe garantia “ascensão” alguma. Como dezenas de outros políticos surgidos nos anos 60, poderia ter aderido ao PMDB, ao PDT ou ao PSDB, que logo chegaram ao poder. Dirceu e o PT fizeram política mais de duas décadas antes de entrar no Planalto. Por que não foi pragmático, imediatista? Talvez porque tivesse convicções, as quais Otávio Cabral despreza. O autor prefere se perder em minudências.
Vejamos como ele se perde. O biógrafo diz que Rui Falcão, hoje presidente do PT, foi colega de José Dirceu na Pontifícia Universidade Católica, onde estudou jornalismo. A PUC sequer tinha curso de jornalismo na época e Rui Falcão estudou direito, mas na Universidade de São Paulo. Relata que 5 mil estudantes se reuniram “nas arcadas do Grupo Escolar Caetano de Campos”, que não se chamava “Grupo Escolar” e não tem arcadas. Afirma que a Faculdade de Filosofia, na rua Maria Antônia, tem cinco andares, um a mais do que se vê em qualquer foto. Sustenta que uma das “ações ousadas” de José Dirceu foi a destruição do palanque do governador paulista, Abreu Sodré, no 1º de maio de 1968, na Praça da Sé. O ataque a Sodré foi feito por metalúrgicos de Osasco, liderados por José Ibrahim. É isso que está dito na entrevista de Ibrahim a José Dirceu, no blog deste último. No Congresso da UNE em Ibiúna, José Dirceu ora é colocado num ônibus, ora num camburão, mas aparece numa foto numa Rural Willys. Depois de uma semana, é levado “para a Fortaleza de Itaipu, em São Vicente” – e a fortaleza fica no município de Praia Grande.
O autor não fica só nos erros menores. Escreve que em 1968 “a Guerra Fria encontrava-se no auge e a invasão dos Estados Unidos a Cuba era iminente”. A invasão de Cuba fora eminente em 1961, quando a CIA organizou o desembarque na Baía dos Porcos, e no ano seguinte, durante a crise dos mísseis, e não seis anos depois.
E 1968 não foi o ano do auge da Guerra Fria, e sim o da sua grande crise, que levou o capitalismo e o stalinismo a se darem as mãos. Em janeiro, na Ofensiva do Tet, os vietcongues chegaram aos jardins da embaixada americana em Saigon sem a ajuda de tropas da China e da União Soviética. Em maio, a greve geral na França foi deflagrada apesar da oposição frontal do gaullismo e do Partido Comunista, que seguia ordens de Moscou. Em agosto, a invasão da Tchecoslováquia pelas tropas do Pacto de Varsóvia, para massacrar uma experiência de socialismo democrático, mostrou que o apoio dos Estados Unidos à Primavera de Praga não passava de retórica.
Em meio a esses três fatos turbulentos, que insuflaram as mobilizações brasileiras daquele ano, José Dirceu cresceu como liderança política. Seria interessante saber o que pensava a respeito deles. É obrigação de um biógrafo analisar o mundo no qual o seu biografado vive, e contar como ele reage a grandes mudanças. Otávio Cabral preferiu fofocar sobre os namoricos do líder estudantil, que ele trata como um fauno.
Dirceu foi um dos presos políticos trocados pelo embaixador americano Charles Burke Elbrick, sequestrado no Rio, em 1969, por grupos esquerdistas. No México, onde desembarcou, segundo Cabral ele era “um dos mais paranoicos, tinha certeza de que era vigiado pela CIA”. Se há documentos americanos comprovando que a CIA espionou os brasileiros exilados em Cuba, por meio de um agente duplo cubano, por que não os investigaria no México? Não havia paranoia nos cuidados de José Dirceu. O que há é a tentativa de Cabral em pintá-lo como um homem irracional e doente. Faz o mesmo com o PT e as alas à esquerda do partido, que ele qualifica de “raivosos”.
Uma das fontes dos capítulos sobre a estadia de Dirceu em Havana é O Apoio de Cuba à Luta Armada no Brasil, de Denise Rollemberg, que é apresentada como historiadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mas a historiadora se formou, fez mestrado, doutorado e é professora na Universidade Federal Fluminense. É compreensível, pois, que Dirceu tenha bobagens como a de dizer que ele foi instalado em “uma casa na periferia de Havana, a Casa do Protocolo, hoje um centro cultural”. Havia dezenas de “casas de protocolo” em Cuba, e não uma determinada.
José Dirceu passou um tempo clandestino no Brasil no início dos anos 70. Otávio Cabral se fia em papéis da ditadura para apontá-lo como um dos responsáveis pelo assassinato de um sargento da PM, em janeiro de 1972, “na rua Colina da Glória, no Cambuci”. Uma testemunha teria reconhecido Dirceu como participante no crime. Há três elementos que abalam a credibilidade dos documentos militares. O reconhecimento da testemunha foi feito com base numa foto antiga de Dirceu, antes de ele ter feito uma cirurgia plástica no rosto em Cuba. A morte do sargento não gerou inquérito nem processo. A rua Colina da Glória não existe no Cambuci nem em bairro nenhum de São Paulo. Otávio Cabral também leva em conta o depoimento de um sargento, integrante do Centro de Informações do Exército, que acusou José Dirceu de ter sido agente duplo e delator.
As acusações de assassinato e delação são graves. Mereceriam investigação profunda, ponderação e exposição demorada. Seria preciso sobretudo ter boa-fé. Foi o que fez Elio Gaspari ao analisar casos semelhantes na série de quatro livros monumentais sobre a ditadura. Foi também o que fez o jornalista Vicente Vilardaga no recém-lançado À Queima-Roupa – O Caso Pimenta Neves, livro no qual relata o assassinato da repórter Sandra Gomide pelo diretor de redação de O Estado de S. Paulo. Vilardaga busca entender um assassino, Pimenta Neves, cujo crime lhe é repulsivo. À Queima-Roupa é sólido justamente pelo seu empenho em compreender o que pensou e como agiu o homicida, situando o seu crime no contexto da imprensa paulista.
Já Otávio Cabral envolve José Dirceu numa névoa de insinuações para melhor denegri-lo. Em títulos de capítulos, chama-o de “camaleão”, “bedel de luxo”, “o maior lobista do Brasil” e “o maior vilão do Brasil”. Como Dirceu foi condenado e aguarda a prisão, o que Cabral faz é chutar um homem caído no chão.
Mas comete tantos erros que acaba chutando a sua própria reputação profissional. Em 1978, diz ele, José Dirceu participou de um grupo que ajudou a financiar candidatos do “MDB simpáticos à luta armada, como Anísio Batista de Oliveira e Djalma Bom”. Que surpresa. Anizio (com “z”) Batista e Djalma Bom eram sindicalistas no final dos anos 70. O primeiro era metalúrgico e integrava o grupo de Lula em São Bernardo. O outro estava na Pastoral Operária e militava na oposição metalúrgica de São Paulo. Ambos discordavam da luta armada e do MDB. Candidataram-se a deputados na década seguinte, e foram eleitos pelo PT.
Desconhecendo fatos comezinhos como esses, Otávio Cabral decreta logo em seguida: “Foram as mulheres, e não a política, o que mais atraiu Dirceu de volta a São Paulo.” Como ele pode ter tanta certeza?
Apaixonar-se, meter-se em namoros tumultuados, praticar adultério, gostar de amor e sexo, ter filhas fora do casamento – tudo isso ocorreu com José Dirceu. E também com muita gente da esquerda e da direita, com pobres e ricos das mais diferentes atividades.
Achar que isso define alguém é ingenuidade, clichê reducionista. Para ficar em três exemplos da esquerda (que não têm nada a ver com José Dirceu, diga-se): Marx teve um filho com a empregada Helena Demuth, Lênin foi amante da comunista francesa Inessa Armand, Trotsky teve um caso com a pintora Frida Khalo. As traições amorosas explicam o que fizeram na política?
É torpe a maneira como Otávio Cabral trata as namoradas e esposas de José Dirceu. Ele escreve vulgaridades machistas como “loira alta e voluptuosa”, “encontrou a inesquecível lembrança deitada na cama”, “formas avantajadas”, “a bunduda do sindicato”. Dá nome, sobrenome e profissão de algumas das mulheres que amaram Dirceu. De outras, o primeiro nome ou só a ocupação. “Empresária”, por exemplo. Por quê? Talvez por incerteza. Talvez por covardia. O que sobressai é a alusão melíflua, e não a afirmação direta.
Em compensação, eis uma afirmação direta de Otávio Cabral sobre profissionais de sua área, o jornalismo: “Antigos companheiros de Ibiúna e de clandestinidade tinham posições de destaque na imprensa em meados dos anos 80, como Rui Falcão, que comandava a revista Exame, e Eugênio Bucci,diretor da Playboy.” Nem Falcão nem Bucci participaram do Congresso da une em Ibiúna. Oprimeiro porque não era mais estudante e o outro por ser criança. Eugênio Bucci jamais esteve na clandestinidade. Rui Falcão, sim, mas não foi “companheiro” de Dirceu: clandestino, militava em outra organização e noutra cidade. Bucci nunca foi diretor da Playboy. São cinco erros factuais numa frase. Algum recorde foi batido.
A Biografia tem dezenas de barbaridades semelhantes. Uma das melhores: Fernando Collor, na tentativa de se manter no Planalto durante a campanha pela sua destituição, conclamou o povo a ir às ruas com roupas pretas para defendê-lo, e todos foram de verde-amarelo. Como todo mundo sabe, ocorreu o contrário. Collor incitou a população a se vestir de verde-amarelo e o Brasil foi tomado por manifestantes de preto.
Otávio Cabral tem mania de comidas e bebidas. Seguem-se exemplos do livro. “Frango ao molho pardo brasileiro, cozido e com um saboroso molho à base de sangue da própria ave.” “Molho ultrapicante, com pimentas, amendoim, canela e amêndoa.” “Os melhores runs.” “Coxinha, feijoada e doce de jaca com canela.” “Moqueca de peixe, cerveja e cachaça dominaram a noite.” “Cálices de vinho de sobremesa italiano.” “Coelho a Los Fubangos.” “Bacalhau assado à moda do Minho, arroz de marisco e chanfrana de cabrito.” “O refrescante vinho verde português Alavarinho Deu la Deu, escolhido a dedo para aplacar o calor.” “Toucinho do céu, tradicional doce português à base de gemas de ovos.” “Comeram pato laqueado, tomaram vinho e deram boas risadas.” “Cachaça Havana e champanhe Dom Pérignon.” “Filé com creme de mostarda, cebola, ervilha, presunto e batata palha.” “Vinho Romanée-Conti, safra de 1997.” “Comeu galeto e bebeu o vinho tinto italiano Brunello di Montalcino.” Chega?
Tem mais. “Risoto de carne-seca na moranga, acompanhado de um Chardonnay brasileiro.” “De sobremesa, goiabada com queijo e champanhe.” “Vinhos renomados, como o Almaviva chileno.” “Bufê com uísque e champanhe.” “Mal tocou no salmão grelhado.” “Pegou uma garrafa de rum cubano.” “O vinho melhoraria seu humor.” “Duas doses de bourbon antes de dormir.” “Algumas garrafas de vinho mais tarde.” “Ravióli de foie gras, coquilles Saint-Jacques com trufas e endívias caramelizadas e lombo de javali com risoto de aspargos.” “As taças abastecidas sem intervalo com os melhores espumantes brancos e tintos da região.” “O compromisso teve cordeiro patagônico e um excelente Malbec no restaurante Barricas de Enopio.” Basta?
Pois ainda tem cupim, salada de batata, Cabernet Sauvignon chileno, paella, presunto de Parma etc. etc. etc. Mas é melhor parar porque esse cordeiro patagônico desceu mal. O Barricas de Enopio não é mais o mesmo.
m menor grau, o livro é obcecado por novelas e futebol. São inúmeras as referências a tramas e atores do horário nobre. Todas descabidas, porque José Dirceu não acompanha novelas. Ele gosta de futebol, mas não mais que um torcedor típico. Apenas uma das referências futebolísticas tem sentido político, o jogo da Seleção Brasileira contra a do Haiti, em Porto Príncipe, em 2004. De fato, Dirceu – com Ricardo Teixeira e o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, apelidado de Kakay – pelejou pela organização do chamado Jogo pela Paz.
Se não discute o apoio de Dirceu à intervenção brasileira no Haiti (uma posição contrária à da esquerda ortodoxa), Cabral descreve com detalhes a viagem da “comitiva liderada por Lula e Dirceu”. Fala que os dois foram ao Estádio Nacional “num caminhão de bombeiros, junto com astros do futebol brasileiro como Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo Fenômeno. Dirceu tirou fotos com todos antes de entrar no veículo”. Conta que “às quatro da tarde, o Hino Nacional Brasileiro foi tocado e Dirceu chorou”. No segundo tempo, o goleiro Fernando Henrique substituiu o titular e, prossegue Cabral, “assim que viu o homônimo do ex-presidente entrando em campo, Dirceu virou-se para Kakay e ironizou: ‘Bem que esse Fernando Henrique podia tomar um gol. Aí a festa vai ser perfeita.’” É um belo relato.
Exceto pelo seguinte: José Dirceu não foi ao Haiti ver a partida.
Não era necessário entrevistar o biografado para saber que ele não assistiu ao Jogo pela Paz (procurado, Dirceu não deu nenhuma informação para esta resenha). Não há referências ao então chefe da Casa Civil nas copiosas reportagens sobre Lula e sua comitiva no Haiti. Foi feito um documentário sobre a partida, O Dia em que o Brasil Esteve Aqui, com mais de uma hora de duração, no qual Dirceu está ausente do jogo. Poder-se-ia perguntar a Lula, a Ricardo Teixeira, a Kakay, aos jogadores, às pessoas da comitiva, a todos que lá estiveram, se José Dirceu compareceu. E eles diriam: não, José Dirceu não foi ao Haiti. Em vez de trabalhar, Otávio Cabral preferiu a invencionice delirante.

25/04/2013

E este bundão, é teu?

Na questão das biografias e textos sobre pessoas vivas, faltou mencionar que Lula é o personagem escolhido sempre que alguém quer ganhar algum dinheiro. O que há de livros sobre Lula não está no gibi e a grande maioria são de vira-bostas tentando faturar algum. E jamais se ouviu dizer que Lula tivesse processado ou mesmo criticado. Nesta hora não lembram de Lula, a grande vítima dos biógrafos caça-níqueis.

ROGÉRIO GENTILE

Esse cara sou eu

SÃO PAULO – Os escritores e leitores brasileiros ganharam um grande aliado, ainda que involuntário, na campanha pela aprovação do projeto que impede a censura de biografias: o rei Roberto Carlos.

No início do mês, os advogados do cantor enviaram uma notificação extrajudicial em que pediam a interrupção da venda do livro "Jovem Guarda: Moda, Música e Juventude", de Maíra Zimmermann, lançado pela Estação das Letras e Cores.

O pedido foi feito simplesmente porque o cantor ficou incomodado com a caricatura por meio da qual foi retratado na capa do livro. Segundo um dos seus advogados, como não foi autorizado, o desenho viola o direito de imagem de Roberto Carlos.

O motivo é tão mesquinho e despropositado (ainda mais para alguém que cultiva a própria imagem com declarações profundas, como a de que não vive "sem beijo e sem sorvete") que acaba por expor de um modo categórico o tamanho do absurdo da legislação atual, um enorme atentado à liberdade de expressão e à memória do país.

Segundo a lei em vigor, de 2002, biografias só podem ser publicadas com autorização do biografado ou, se ele já estiver morto, de seus herdeiros. Ou seja, apenas os textos que agradam integralmente ao biografado, na maioria das vezes laudatórios, conseguem ser publicados.

O impacto disso é brutal no estudo da história do Brasil, onde vários livros já foram cassados e tantos outros deixaram de ser produzidos ou editados. Imagine, por exemplo, alguém ter de pedir autorização para Fernando Collor para escrever sobre sua vida ou ter de convencer dona Marisa para conseguir mostrar a influência de Rose Noronha, ex-secretária de Lula, na política brasileira.

Em nome da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, a atual legislação submete a história do Brasil a uma lata de verniz. Ainda bem que Roberto Carlos, com sua majestosa falta de noção, resolveu contribuir para expor o problema.

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