Ficha Corrida

22/11/2014

Mais uma errata na biografia bonsai de FHC

Filed under: Biografias,FHC,PSDB,Ricardo Semler — Gilmar Crestani @ 10:00 am
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O mau caratismo de FHC só não era claro para dois tipos de energúmenos: os mal intencionados e os mal informados. Não é possível que um governante que fique por dois longos mandatos e que não só não deixou uma obra sequer para a posteridade como também tenha se desfeito de todo o patrimônio construídos pelos governos anteriores mereça qualquer apreço de qualquer pessoa de bom senso. Qual foi legado de FHC? O contenção da inflação? Isso foi um legado de Itamar Franco! Onde foi parar o dinheiro de tantas empresas vendidas a preço de banana? No quitandeiro? Como pode um leilão de concessão de três aeroportos, por Dilma, recolher mais recursos que a entrega da Vale do Rio Doce? Sem contar que depois de 20 anos os aeroportos retornam ao Governo Federal, e a Vale nunca mais.

Não é mero acaso que todo político que se abrace a FHC, se não morre afogado, morre na praia. Quanto mais se sabe de FHC, menor ele fica. Para não diminuir ainda mais ele teria de se resignar á sua insignificância e simplesmente parar de falar. Tanto mais fala, mais vergonha causa a si, ao seu passado e aos seus correligionários.

A sinceridade de Ricardo Semler versus a hipocrisia de FHC

Postado em 21 nov 2014 -por : Paulo Nogueira

Ricardo Semler corrupçao tucana

Semler

Um artigo do empresário tucano Ricardo Semler publicado hoje na Folha repercute intensamente nas redes sociais.

Semler recrimina a “santa hipocrisia” com que tantos comentam o caso Petrobras.

Para ele, o que ocorrendo agora é motivo de celebração – nomear e punir empresas e executivos que há décadas corrompem, impunemente, a política nacional.

Semler refere-se com desgosto aos “envergonhados”, que fingem que os problemas da Petrobras só aconteceram depois que o PT chegou ao poder.

Ele não citou, mas ficou claro que ele falava de FHC, que afirmou sentir vergonha ao ver o que se passa na Petrobras.

Vergonha é uma pessoa dizer que sente vergonha de algo de que ela mesma se beneficiou. A este tipo de coisa, indignação simulada, você dá o nome de demagogia.

FHC, que começou tão bem na política, como um renovador de esquerda depois da ditadura, vai encerrando sua carreira como um demagogo, um hipócrita, um mistificador.

Que os petistas o detestem, é previsível: os anos trouxeram uma rivalidade destrutiva entre FHC e Lula.

Mas quando tucanos como Semler não seguram a irritação é porque algum limite foi rompido.

FHC virou uma paródia de si mesmo.

Ele parece ter perdido a noção das coisas. Poucos dias atrás, ele disse que não falava dos “amigos” quando lhe pediram uma palavra sobre a mídia.

FHC insultou, involuntariamente, a si próprio e aos “amigos”.

Um dos maiores editores de todos os tempos, se não o maior, o americano Joseph Pulitzer, dizia que a regra número 1 do jornalista é não ter amigos.

Não porque o bom jornalista deva ser misantropo, mas porque amizades interferem na maneira como você pratica o jornalismo.

O jornalista que tem amigos vai tratar de protegê-los.

Para que você tenha uma ideia da importância do mandamento de Pulitzer, foi exatamente graças aos “amigos” que FHC escapou incólume no escândalo da compra de votos no Congresso para a emenda da sua reeleição, no final da década de 1990.

A imprensa engavetou o assunto, e poupou o “amigo”.

A que preço? Publicidade governamental portentosa, financiamentos em bancos públicos a juros maternais, compras maciças de livros das empresas jornalísticas, vistas grossas para malandragens fiscais – tudo aquilo, enfim, que foi dar nas imensas fortunas pessoais dos donos da mídia.

Os “amigos” também jamais questionaram decisões nepotistas como a de entregar a estratégica Agência Nacional de Petróleo a seu genro, demitido tão logo acabou o casamento.

O papel de FHC na história foi-se apequenando miseravelmente.

Mesmo a estabilização – a todo momento citada por seguidores como sua grande contribuição ao país – é questionada em sua paternidade. Qual o papel de Itamar Franco no Plano Real? É tão insignificante quanto afirma FHC, ou houve uma usurpação de autoria aí?

A inflação, já que falamos nela, acabou quando a sociedade decidiu que já não a suportava mais. O resto foi consequência desse despertar.

O que aconteceu com a inflação parece estar prestes a ocorrer com FHC, como sugere a manifestação de Ricardo Semler.

Ninguém aguenta mais.

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Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » A sinceridade de Ricardo Semler versus a hipocrisia de FHC

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