Ficha Corrida

18/02/2014

A orientação é esta: se a Globo está de um lado, pule para o outro

Como já disse antes, este é um prato indigesto para o PSTU e PSOL porque descobriram, como na fábula da rã e do escorpião, que é da natureza da Globo picar quem lhe der carona. PSTU e PSOL não repudiaram, pelo contrário, se aliaram à direita para provocar violência. Nunca repudiaram as táticas dos black bostas e Anonymous, cães de aluguel da CIA.

JANIO DE FREITAS

Frutos indigestos

A presença do advogado deu ao caso uma extensão política duvidosa na origem e polêmica nos seus efeitos

A presença do advogado Jonas Tadeu alterou os ingredientes resultantes na morte de Santiago Andrade, acrescentando-lhes uma extensão política e ideológica duvidosa na origem e polêmica nos efeitos. É preciso dizer certas coisas desagradáveis, mas necessárias ao entendimento da extensão.

Entre a causa dos dois acusados e o advogado Jonas Tadeu há um problema sério, que extravasou sem, no entanto, tornar-se publicamente claro. Quando se incumbiu da defesa de Natalino Guimarães, acusado de chefiar poderosa milícia no distante subúrbio carioca de Campo Grande (não na Baixada Fluminense, como antes escrevi), Jonas Tadeu o fez na chamada CPI das Milícias, da Assembleia Legislativa do RJ. Foi um raríssimo momento de ação aplaudida da Assembleia, por levar a resultados uma das suas muitas CPIs contra o crime.

Foi difícil. Além do tema e suas ameaças implícitas, interesses presentes no plenário e na própria comissão produziram toda a resistência possível. A respeito de Natalino Guimarães, os duros confrontos se deram sobretudo entre o presidente da CPI, deputado Marcelo Freixo, e o advogado Jonas Tadeu. Mas a CPI levou à prisão e condenação do temido Natalino. Uma derrota inesperada e penosa para sua exasperada defesa.

O PSOL deu importante contribuição para o resultado da CPI. E, nele, destacou-se em especial o seu deputado Marcelo Freixo, que a partir daí ganhou novo nível de projeção nos chamados movimentos populares, até com alguma presença nos meios de comunicação.

Até o incidente com Santiago Andrade, o PSOL e Marcelo Freixo não pouparam variadas evidências de ligação com os protestos degenerados em quebradeiras e confrontos com a PM. O advogado Jonas Tadeu, portanto, podia saber com antecedência a quem, em pessoa ou como partido, iria encontrar do outro lado, ao defender os agressores de Santiago. Talvez já fosse o caso de Jonas Tadeu "arguir suspeição", providência ética frequente em juízes e advogados. Não quis.

Nem por isso assumiu a causa ilegitimamente. Viu que parte da imprensa não perdeu tempo em buscar ou insinuar conexão do PSOL e do PSTU com a autoria do incidente. E o que não fez com o primeiro dos presos, fez prontamente com o segundo: atribuiu-lhe recebimento de dinheiro para ir aos atos violentos. Ou, era o que saltava da frase, a existência de patrocinadores das violências.

Por quem? A suspeição já estava pronta antes de Jonas Tadeu falar em dinheiro. Bastavam, a mais, um bom tempo na TV e a insistência: "Vereadores, deputados, diretórios de partidos. Vereadores, deputados, diretórios de partidos. Ver…..". Quem quis, se serviu, embora por motivos seus.

O advogado Jonas Tadeu pode ter agido com as mais isentas intenções. Mas a maneira como o fez associa-se à sua conhecida hostilidade com o PSOL e com Marcelo Freixo e seu grupo, e facilita outras hipóteses.

À margem do sucedido a Santiago Andrade e da situação dos acusados e suas famílias, a extensão acrescentada ao incidente depressa rendeu frutos políticos e ideológicos. Mas estão sendo indigestos para a voracidade dos que se lançaram a eles.

    27/01/2014

    Anauê!

    Filed under: Anauê,Anonymous,BlackBosta,Integralistas — Gilmar Crestani @ 9:16 am
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    Anauê! Os fascistas usavam camisas negras. Os integralistas, camisas verdes. Os mascarados, máscaras negras! Anauê era o grito de guerra dos integralistas, e significa você é meu irmão. De pai para filho, da Itália ao Brasil, de ontem e de hoje, unidos pelo fascismo.

    Alvo dos fascistas: um serralheiro de 55 anos

    :

    Itamar Santos, dono do Fusca 1975 incendiado por extremistas de direita durante protesto em São Paulo, utilizava o único veículo que possuía para entregar os portões que fabrica; "Um bando de irresponsáveis", desabafa o operário, que viveu momentos de terror na tentativa de tirar a família do carro em chamas; o trabalhador contou que o Fusca foi cercado por pessoas usando lenços pretos para cobrir os rostos; 146 black blocks foram presos por atos de vandalismo na manifestação; todos liberados poucas horas depois

    26 de Janeiro de 2014 às 17:01

    247 – O serralheiro Itamar Santos, de 55 anos, foi a principal vítima da ação de fascistas travestidos de manifestantes que barbarizaram no sábado (26) em São Paulo no protesto denominado #naoveitercopa. O operário tinha no Fusca ano 1975, incendiado no centro da cidade, o suporte para o seu ganha pão. Era com ele que entregava os portões de aço que fabrica.

    O pobre serralheiro voltava da igreja junto com mais quatro pessoas no carro, dentre elas uma criança de quatro anos, quando o fato aconteceu. “Teve muito pânico para sair do carro pegando fogo. A criança estava chorando… Naquele local não tinha um policial”, relatou Itamar à reportagem do R7.

    As fotos acima dão a dimensão do terror vivido pela família, que passava nas proximidades da Praça Roosevelt quando colchões em chamas foram atirados contra o carro. O trabalhador contou que o Fusca foi cercado por pessoas usando lenços pretos para cobrir os rostos. O grupo estava colocando fogo em colchões para interceptar a via e teriam jogado um deles no carro. “Eu acho que são um bando de irresponsáveis”, desabafou.

    O fusca era o único carro do serralheiro que utilizava o veículo para entregar portões. Itamar ainda não calculou o prejuízo. Após o incêndio, ele voltou para casa de ônibus.

    A família comemora o fato de que ninguém tenha se ferido, mas já estuda para processar o Estado para recuperar o prejuízo.

    Todo mundo livre

    Indiferente ao vandalismo e aos atos de terror na capital paulista, todos os 146 detidos foram liberados na madrugada deste domingo (26). A maioria dos detidos (128) foi encaminhada para o 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins. Dezoito foram levados para o 2º DP, no centro.

    A manifestação em São Paulo partiu da Avenida Paulista, com concentração às 17h no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e chegou ao centro da cidade no início da noite. Houve mobilização em outras capitais.

    Parte dos manifestantes foi presa dentro de um hotel na Rua Augusta, quando tentava se refugiar das bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, conforme imagens de um vídeo amador divulgadas na internet.

    O protesto teve a participação do movimento Black Bloc, cujos integrantes usam táticas de ação direta para protestar em manifestações de rua. Um carro da Guarda Municipal Metropolitana foi depredado e agências bancárias da região central foram quebradas.

    Nota assinada pelos grupos que compõem a organização do ato explica as razões do protesto. “O levante de junho já mostrou claramente o que os brasileiros já perceberam: os gastos bilionários na construção dos estádios não melhoram a vida da população, apenas retiram investimentos de direitos sociais. Mas junho foi só o começo!”, diz texto divulgado pelos manifestantes.

    O manifesto lembra que, embora os dirigentes políticos tenham dito, na época, que não era possível atender à reivindicação pela redução da tarifa dos ônibus, “o poder popular nas ruas mostrou que realidades podem ser transformadas”. O coletivo destaca que a proposta do grupo é impedir a realização dos jogos e “mostrar nacionalmente e internacionalmente que o poder popular não quer a Copa”. (Com Agência Brasil)

    Alvo dos fascistas: um serralheiro de 55 anos | Brasil 24/7

    23/11/2013

    Anonymous para nós, mas íntimos do FBI, NSA, CIA, DEA

    Filed under: Anonymous,Arapongagem made in USA,FBI,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 8:23 pm
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    anonimas

    Como o FBI usou hackers em sua guerra secreta contra o Brasil

    Até a agência de espionagem canadense coletava informações sobre o Ministério das Minas e Energia do Brasil. Reportagem de Shobhan Saxena.

    Shobhan Saxena (*)

    Primeiro,  a notícia que fez manchetes em todo o mundo na sexta-feira, 15 de novembro. Jeremy Hammond, membro do grupo de hackers LulzSec, foi condenado a 10 anos de prisão em Nova Iorque por uma juíza americana, por ter acessado ilegalmente os servidores da empresa de inteligência privada Strategic Forecasting (Stratfor), em dezembro de 2011. Nessa operação, ele alegadamente roubou milhões de e-mails, milhares de números de cartões de crédito, e destruiu as informações da empresa no processo.   
    A mídia norte-americana noticiou em detalhes a condenação de Hammond. Mas o que foi ignorado pela mídia foi a declaração de Hammond no Tribunal de Manhattan de que ele seguia as “instruções de um informante do FBI [Federal Bureau of Investigation] para invadir os websites oficiais de vários governos em todo o mundo”.
    Em uma revelação chocante, Hammond disse ao tribunal que um colega hacker, conhecido como “Sabu”, deu a ele as listas de websites que eram vulneráveis a ataques, incluindo aqueles de muitos países estrangeiros. Em sua declaração, Hammond mencionou especificamente o Brasil, o Irã e a Turquia antes de a juíza Loretta Preska determinar que ele parasse de falar. A juíza havia avisado que nomes dos países envolvidos deveriam ser removidos para ficar em segredo.
    “Eu invadi vários sites e entreguei várias senhas que permitiram Sabu – e por extensão seus contatos do FBI – controlar esses alvos”, disse Hammond ao tribunal. Sabu era um dos líderes do grupo de hackers LulzSec, afiliado ao grupo Anonymous, mas acabou sendo captado pelo FBI para ser um dos seus mais importantes informantes do mundo hacker depois de sua prisão em 2011.
    Hammon fez uma grande revelação no Tribunal. Ele disse ao mundo que foi usado pelo FBI – através de Sabu – como parte de uma espécie de exército privado que atacou websites vulneráveis de governos estrangeiros. “O governo celebra a minha condenação e a minha prisão, com a esperança de que isso vá encerrar o caso. Eu assumi a responsabilidade sobre as minha ações, e aceitei que sou culpado, mas quando o governo vai responder por seus crimes?”, questionou Hammond no tribunal, antes de a juíza determinar que se calasse.
    A juíza americana não queria que os nomes dos países-alvos da operação de hackers fossem revelados no tribunal. Mas Jacob Appelbaum, um conhecido pesquisador de segurança cibernética que vive em Berlin, divulgou a lista de websites-alvos e da informação disponibilizada no servidor do FBI por Sabu. “Essas intrusões ocorreram em janeiro e fevereiro de 2012 e afetaram mais de dois mil domínios, incluindo numerosos websites de governos estrangeiros no Brasil, na Turquia, na Síria, em Porto Rico, na Colômbia, na Nigéria, no Irã, na Eslovênia, na Grécia, no Paquistão, e outros…”, diz a declaração de Hammond,  segundo Appelbaum em uma série de tuítes na sexta-feira, 15 de novembro.
    Isso significa que o FBI tinha como alvo todos esses países, incluindo o Brasil, através de um grupo de hackers. É interessante notar que o FBI prendeu Sabu em 7 de Junho de 2011, e no dia seguinte, o hacker concordou em tornar-se informante da agência americana. Duas semanas depois, houve um maciço ataque a websites governamentais brasileiros. 
    Em uma notícia de Mathew Lynley no VentureBeat, um website tecnológico, em 22 de Junho de 2011, há a informação de que um integrante brasileiro do grupo de hackers LulzSec invadiu vários websites governamentais brasileiros como parte de uma campanha maciça de ataque de hackers liderada pelo LulzSec. A notícia, intitulada “LulzSec recruta hackers brasileiros e invade dois websites do governo”, diz que tanto o portal da Presidência da República do Brasil quanto o Portal Brasil, do governo, estavam fora do ar quando a VentureBeat tentou acessá-los. “Ambos os websites foram atacados pelo LulzSecBrazil, um sub-grupo do grupo de hackers que fez manchetes recentemente por vários ataques a alvos importantes”, diz a notícia.
    Com Sabu dentro de uma prisão americana e trabalhando para o FBI como informante e usando hackers como Hammond para atacar websites de governos estrangeiros, fica claro que invadir websites do governo brasileiro era uma missão da agência americana.
    Isso não é uma surpresa, após as revelações recentes sobre a Agência Nacional de Segurança (NSA)  mostrarem que os americanos transformaram em alvo a comunicação pessoal da presidente Dilma Roussef. Mais chocante foi a revelação de que a agência de espionagem canadense coletava informações sobre o Ministério das Minas e Energia do Brasil.  Antes havia sido noticiado – graças aos documentos revelados por Edward Snowden  – que os americanos espionaram a Petrobrás também.
    Tudo isso  – as notícias sobre as espionagens da NSA e as revelações de Hammond no Tribunal – revela um cenário perigoso: já há uma guerra cibernética acontecendo no mundo. A guerra foi deslanchada pelos EUA e seus parceiros mais próximos com dois objetivos: o primeiro é roubar o máximo possível de informações sobre governos, cidadãos e empresas de outros países; e segundo, atacar websites de redes de outros governos. Enquanto o primeiro objetivo é conquistado sob a fachada de “luta contra o terror”, o FBI atira usando como apoio os ombros dos grupos de hackers para obter o segundo objetivo.
    A Guerra cibernética não declarada é a última – e mais potente – arma da geopolítica nesses dias. Como as revelações de Edward Snowden mostraram, países de língua inglesa – EUA, Grã-Bretanha, Canadá, Austrália e Nova Zelândia – participaram conjuntamente de um grupo de espionagem, uma rede chamada “Cinco Olhos”. Seus maiores alvos eram países emergentes, como Brasil, Índia, Turquia e México, ou aquelas nações que seguem uma política externa independente.    
    O principal objetivo de toda essa espionagem feita em nome da “luta contra o terrorismo” é o desejo dos países “Cinco Olhos” de manter o seu controle e domínio sobre os recursos minerais e energéticos para continuar com as rédeas da economia global. Isso explica o fato de os EUA terem dividido a missão de inteligência sobre a América do Sul com os outros países “Cinco Olhos”. 
    Não é nenhum segredo que as empresas de petróleo britânicas e americanas planejam lucrar bilhões de dólares em seus campos de petróleo em torno das Ilhas Malvinas. O Brasil apóia a reivindicação argentina sobre essas ilhas, desenvolvendo sua própria tecnologia nas plataformas de petróleo no mar. Os “Cinco Olhos” querem saber tudo sobre a cooperação entre os dois países sul-americanos. Foi por essa razão que o Canadá – que encara o Brasil como uma ameaça nos campos de mineração – espionou o Ministério das Minas e Energia brasileiro.
    O mesmo padrão de invasão cibernética, roubo e espionagem, foi repetido pelos “Cinco Olhos” em todo o mundo – da Índia ao Irã, passando pela Venezuela e China. Tudo isso com o objetivo de assegurar seus interesses financeiros. Mas os ataques do FBI a websites de vários governos são uma completa violação à sua soberania. Os americanos gostam de culpar os chineses por hackear redes de outros países, mas agora – graças a Hammond – sabe-se que o FBI dirige uma guerra secreta e suja contra outros países, especialmente aqueles que ousam seguir uma política externa e econômica independente.
    Nenhum país pode parar esse ataque combinado da NSA, CIA e FBI e seus parceiros “Cinco Olhos”. Mas um esforço conjunto dos países emergentes pode pelo menos expor esse novo estilo de guerra suja.

    Shobhan Saxena é correspondente do jornal indiano The Hindu na América do Sul

    Como o FBI usou hackers em sua guerra secreta contra o Brasil – Carta Maior

    14/07/2013

    Anonymous, também conhecido como agente da CIA

    Filed under: Anonymous,CIA — Gilmar Crestani @ 10:12 am
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    E aí se explica porque se escondem, a pedido de quem tem acesso aos nossos dados no facebook… Ao contrário do Edward Snowden, que mostrou a cara, os funcionários vira-bostas e vira-latas se escondem atrás de máscaras.

    ‘Anonymous’ lidera ativismo digital nos protestos, diz estudo

    Pesquisa baseada em 500 mil comentários de internautas mostra que grupo foi decisivo nas manifestações de junho

    Primeiras atividades no Brasil ocorreram em 2011, quando sites do governo federal foram atacados por grupo

    RUBENS VALENTEJOÃO CARLOS MAGALHÃESDE BRASÍLIA

    Nem movimento pela tarifa zero nem partidos, sindicatos ou políticos. Os responsáveis pelos maiores focos de atividade no Facebook nos dias-chave dos protestos de rua em junho foram os integrantes da rede de ativismo hacker "Anonymous".

    A conclusão é de um estudo feito pela empresa InterAgentes, do cientista social Sérgio Amadeu, doutor em ciência política pela USP e ex-presidente do ITI (Instituto Nacional de Tecnologia de Informação), autarquia vinculada à Casa Civil da Presidência.

    Esses internautas, que se identificam apenas por apelidos e usam máscaras inspiradas no filme "V de Vingança" (2006), dominaram os "nós de relevância" no tráfego do Facebook nos dias 13, 17, 18 e 20 de junho, quando centenas de milhares de pessoas foram às ruas.

    "Os Anonymous’ tiveram relevância na disseminação das informações e na articulação da solidariedade ao que era o movimento inicial pela redução das tarifas e contra a Copa. Eles foram decisivos", disse Amadeu.

    A pesquisa começou com a cópia de mais de 500 mil comentários e mensagens abertas ao público postadas na rede social e que continham cerca de 50 expressões-chave, como "protesto" e gritos de guerra dos manifestantes.

    A massa de dados foi então interpretada pelo software de visualização de dados Gephi.

    O programa apontou os perfis que se tornaram "nós" dominantes, isto é, receberam maior atenção em comentários, compartilhamentos de informações sobre os protestos e convocações para as manifestações de rua.

    Foi estabelecido um ranking com os cinco maiores "nós" de cada dia. Dos 20 listados, 12 traziam a bandeira "Anonymous".

    O nó "Passe Livre São Paulo" apareceu apenas em um dia, 13, quando a polícia reagiu com violência à marcha em São Paulo. Depois, desapareceu dos cinco primeiros lugares de maior relevância.

    MASCARADOS

    Surgidos nos EUA, os "Anonymous" ganharam atenção em 2010, quando fizeram um cerco cibernético a empresas que atuaram contra o Wikileaks a pedido do governo norte-americano.

    As primeiras atividades no Brasil datam de 2011, quando atacaram e derrubaram sites do governo federal.

    Os chamados "anons" não formam um grupo único. São vários "coletivos", que às vezes divergem uns dos outros, mas giram sempre em torno de ideias gerais em comum, como a defesa radical da liberdade de expressão e o acesso irrestrito à informação.

    Outros dois estudos de empresas consultadas pela Folha –um do grupo Máquina/Brandviewer e outro da E.life–, confirmam a intensa atividade dos "anons" na época dos protestos.

    "Essas redes descentralizadas é que permitiram a organização tão rápida desses grupos. É o mesmo tipo de organização usado por redes como a Al Qaeda, por exemplo, ou as antigas redes de troca de música", disse o executivo da E.life, Alessandro Barbosa Lima.

    POLÍCIA

    O protagonismo virtual dos "Anonymous" nos protestos de rua também já chamou a atenção, segundo os "anons", da Polícia Federal.

    Os ativistas divulgaram, na semana passada, vídeo postado por "Bile Day", um conhecido "anon", em que declaram estar passando por uma "repressão política".

    A gravação afirma que a PF "tem realizado visitas nos lares de alguns membros de nossas mídias sociais para interrogá-los sobre atuações e pensamentos, na tentativa de intimidar e enfraquecer a nossa luta".

    Procurada, a assessoria da Polícia Federal informou que não poderia se manifestar sobre "algo que não se sabe se ocorreu" e disse não poder confirmar, nem desmentir, a existência de investigação sobre os "Anonymous".

    22/05/2012

    Anonymous roba 1.700 gigas del departamento de Justicia de EE UU

    Filed under: Anonymous,Isto é EUA!,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:22 am

    Vem mais obscenidades ianques por aí.

    El Gobierno norteamericano reconoce el ataque, aunque dice ignorar su importancia y magnitud

    El País Barcelona 22 MAY 2012 – 10:29 CET10

     

    El grupo hacker Anonymous se ha atribuido el ataque informático perpetrado contra la red interna de Departamento de Justicia de Estados Unidos, según ha informado una portavoz gubernamental. Los ‘hackers’ han accedido al servidor de la página web del Consejo de Estadísticas del Departamento de Justicia, que se encarga de recabar y analizar datos sobre los crímenes cometidos en Estados Unidos. Según Anonymous se han apoderado de 1.700 gigas de datos, entre ellos direcciones de correos electrónicos.

    La portavoz gubernamental ha rehusado explicar cuándo se ha producido el ataque informático y a qué datos han tenido acceso los hackers. Así, se ha limitado a decir que el Departamento de Justicia está intentando determinar si la acción supone una violación de las leyes penales.

    Anonymous roba 1.700 gigas del departamento de Justicia de EE UU | Tecnología | EL PAÍS

    03/05/2012

    Anonymous pede liberdade de expressão aos grupos mafiomidiáticos

    Filed under: Anonymous,Liberdade de Expressão,TV Azteca — Gilmar Crestani @ 8:05 am

     

    ANONYMOUS

    Ricardo Salinas, el magnate dueño de TV Azteca, el segundo grupo de televisión en México, se burló de quienes le pedían que difundiera el primer debate entre los cuatro candidatos presidenciales. Por el contrario, Salinas anunció que transmitirá un partido de fútbol. En represalia, el grupo Anonymous atacó masivamente el sitio del grupo de empresas de Salinas. El sitio fue sobresaturado por los piratas informáticos y quedó en blanco durante varias horas. Un mensaje de Anonymous empezó a circular: “No veas sus canales, no compres en sus tiendas, no visites su páginas. A ver qué opina Sr. @ricardosalinas”

    Página/12

    09/03/2012

    Antivírus Panda é do FBI

    Filed under: Anonymous,Antivírus Panda,FBI — Gilmar Crestani @ 7:19 am

    Quem baixava o antivírus Panda pensando proteger seu computador estava, na verdade, abrindo as portas para a invasão de privacidade perpetrada pelo FBI.

    Levantan cargos contra supuestos miembros de Anonymous; un conocido personaje de sus filas era informante

    6 de marzo. Se levantaron cargos contra cuatro supuestos integrantes de Anonymous, en Gran Bretaña e Irlanda, y se arrestó a otro en Chicago. Fueron delatados por otro miembro del colectivo, Héctor Xavier Monsegur, The Real Sabu, uno de los más personajes más públicos, y que ahora se sabe que fue arrestado de forma secreta desde el año pasado y convertido en informante de la FBI. Supuestamente, al menos uno de los acusados participó en el hackeo de Stratfor. DJ Pangburn escribe en DeathandtaxesMag: “Anonymous, como colectivo global, ha crecido mucho más allá de la influencia de LulzSec y Sabu”. En respuesta a las detenciones, Anonymous atacó el sitio de PandaSecurity, al cual acusa de ayudar a la FBI en su investigación. También dio a conocer una Declaración de Independencia del Ciberespacio.

    Publicado el: 7 de marzo de 2012

    Levantan cargos contra supuestos miembros de Anonymous; un conocido personaje de sus filas era informante

    Manifestantes durante una protesta contra ACTA, en Budapest, el 11 de febrero. Foto: Ap

    De la redacción

    6 de marzo. Se levantaron cargos contra cuatro supuestos integrantes de Anonymous, en Gran Bretaña e Irlanda, y se arrestó a otro en Chicago. Todos fueron delatados por otro integrante del colectivo, Héctor Xavier Monsegur, alias The Real Sabu, uno de los más personajes más públicos y que resultó que había sido arrestado de forma secreta desde el año pasado y convertido en informante de la FBI.
    Supuestamente, al menos uno de los acusados participó en el hackeo de Stratfor y la sustracción de millones de correos electrónicos entregados a Wikileaks.
    Hay gente que ya sospechaba que Sabu era un soplón y que cree que el colectivo saldrá adelante. DJ Pangburn escribe en DeathandtaxesMag: “A juzgar por los esfuerzos de Anonymous el año pasado, que incluyeron una hibridación con Ocupa Wall Street, el hackeo de Stratfor, la alianza con Wikileaks, infiltrarse en una llamada entre la FBI y Scotland Yard, la Operación Anti-ACTA”, entre otros proyectos, “parecería que Anonymous, como colectivo global, ha crecido mucho más allá de la influencia de LulzSec y Sabu”.
    Mientras tanto, Anonymous ya respondió, atacando el sitio de Internet de PandaSecurity, al cual acusa de ayudar a la FBI en su investigación.
    También acaba de dar a conocer una Declaración de Independencia del Ciberespacio, en la cual se lee: “Tus conceptos legales de propiedad, expresión, identidad, movimiento y contexto no aplican con nosotros. Todos están basados en la materia, y aquí no hay materia. Sólo hay ideas e información, y son libres”.

    Levantan cargos contra supuestos miembros de Anonymous; un conocido personaje de sus filas era informante — Wikileaks en La Jornada

    O poodle do FBI

    Filed under: Anonymous,FBI,Stratfor,WikiLeaks — Gilmar Crestani @ 7:16 am

    Quem garante que os vazamento não teriam acontecido por mando do FBI para poder incriminar a uns e outros, segundo seus interesses? Se tem FBI no meio é porque há algo de podre no ar.

    Sabu, informante de la FBI, supuestamente participó en el hackeo de Stratfor

    7 de marzo. Luego del golpe al colectivo hacktivista Anonymous, se cree que ahora podría ir contra Julian Assange, editor en jefe de Wikileaks. Ayer se dio a conocer que levantaron cargos contra cuatro supuestos integrantes de Anonymous y arrestaron a un quinto, gracias a Héctor Xavier Monsegur, Sabu, ex miembro del colectivo, quien según la FBI era su informante desde el verano pasado. Supuestamente, algunos de los acusados participaron en el hackeo a Stratfor, empresa de análisis en materia de seguridad, que resultó en la extracción de 5 millones de correos, que son publicados por Wikileaks en asociación con 25 medios, entre ellos La Jornada.

    Publicado el: 7 de marzo de 2012

    Sabu, informante de la FBI, supuestamente participó en el hackeo de Stratfor

    Jeremy Hammond, supuesto integrante de Anonymous, contra quien ayer se levantaron cargos en Chicago, gracias a Sabu, ex miembro del movimiento e informante de la FBI. Foto: Ap

    De la redacción

    7 de marzo. “La FBI básicamente permitió que LulzSec/Anonymous hackeara Stratfor y le pasara todo ese material a Wikileaks. Sacrificaron a Stratfor a nombre de cazar a Julian Assange”, dice Gregg Housh, ex activist de Anonymous que sigue en contacto con el colectivo, en entrevista con Democracy Now!
    Luego del golpe al colectivo hacktivista Anonymous, se cree que ahora podría ir contra Assange, editor en jefe de Wikileaks. Ayer se dio a conocer que levantaron cargos contra cuatro supuestos integrantes de Anonymous y arrestaron a un quinto, gracias a Héctor Xavier Monsegur, Sabu, ex miembro del colectivo, quien según la FBI era su informante desde el verano pasado. Supuestamente, algunos de los acusados participaron en el hackeo a Stratfor, empresa de análisis en materia de seguridad, que resultó en la extracción de 5 millones de correos, que son publicados por Wikileaks en asociación con 25 medios, entre ellos La Jornada.
    Se cree que Monsegur proveyó una computadora propiedad de la FBI para la liberación de los correos de Stratfor. Por lo tanto, la FBI podría tener mensajes entre Assange y Anonymous. “Algunos creen que esto es parte de una estrategia mayor para construir un caso contra Julian Assange”, dijo Amy Goodman, de Democracy Now!, al inicio de la entrevista con Gregg Housh y Gabriella Coleman, profesora de la Universidad McGill, estudiosa del movimiento Anonymous y el hacktivismo.
    Ars Technica, especializada en tecnología, va subiendo a su sitio una selección de lo último publicado acerca del caso de Monsegur.

    Sabu, informante de la FBI, supuestamente participó en el hackeo de Stratfor — Wikileaks en La Jornada

    29/02/2012

    Anonymous derruba Interpol

    Filed under: Anonymous,Liberdade de Expressão — Gilmar Crestani @ 8:05 am

     

    Anonymous ‘tumba’ la web de Interpol como represalia por las detenciones

    Una operación policial detuvo a 25 miembros del movimiento, cuatro de ellos en España

    Dos de los arrestados españoles están en la cárcel y un tercero en libertad bajo fianza

    El cuarto, menor de edad, se encuentra bajo custodia de sus padres

    Tommaso Koch Madrid 29 FEB 2012 – 09:32 CET71

    Su máscara anoche tenía razones para sonreír más todavía. El movimiento de ciberactivistas Anonymous, que ha cogido prestado su desafiante símbolo de la novela gráfica V de Vendetta, consiguió tumbar, poco antes de la medianoche, la página web de la mayor organización policial internacional del planeta: Interpol.

    El ataque online era una suerte de represalia por la detención de 25 Anonymous (cuatro de ellos en España), efectuada ayer por la policía en el marco de la llamada operación Exposure, coordinada a nivel internacional precisamente por Interpol.

    DDos, es decir ataque de denegación de servicio, se les define a las acciones como la de anoche de Anonymous. Se trata de coordinar miles de visitas a la vez a una dirección online con el objetivo de bloquearla. Suele ser el método favorito del movimiento para atacar a sus enemigos y es esa una de las razones que llevaron a la detención de los cuatro supuestos ciberactivistas españoles de ayer. También se les acusa de asociación ilícita y delitos continuados, daño informático, revelación de secretos y de defacement (sabotear una página cambiando su imagen o apariencia) a direcciones web de partidos políticos, instituciones y empresas.

    Dos de los Anonymous han ingresado en la cárcel por orden judicial, mientras que el tercero está en libertad bajo fianza y el cuarto, al ser menor de edad, se encuentra bajo custodia de sus padres.

    “Publicaron online datos personales de agentes, de miembros de la policía destinados a la Casa Real, de la líder de UPyD, Rosa Díez, y de algunos de los escoltas de Zapatero [expresidente del Gobierno], entre otros”, explica Nieves G. S., jefa de la sección operativa de la brigada de Investigación Tecnológica de la Policía Nacional. Los cuatro Anonymous también se dedicaban a añadir detalles a las fotos oficiales de políticos como Rubalcaba y Rajoy, tanto que se les llegó a llamar “los de los colmillos”.

    La misma fuente asegura que “es bastante posible” que los cuatro detenidos tengan que ver con la acción que Anonymous llevó a cabo una semana antes de la gala de los Goya: entonces los ciberactivistas publicaron en Internet datos personales como número de móvil y correo de varios exponentes del mundo de la cultura supuestamente partidarios de la ley Sinde. Entre los datos que acabaron publicados estaban los del ministro de Cultura, Educación y Deportes, José Ignacio Wert, de su antecesora en el cargo, Ángeles González-Sinde, del presidente de la Academia de Cine, Enrique González Macho, y de varios productores de cine, actores y músicos.

    Que el bastante se convierta en una certeza (o en un no) depende de la información almacenada en 25 ordenadores y discos duros que la policía ha intervenido en Madrid y en Málaga, donde se llevaron a cabo las detenciones, y que ya están siendo analizados.

    La acción policial se incluye en el marco de la operación Exposure que busca detener a nivel internacional a “aquellos activistas que se dediquen a ataques contra distintas instituciones”, detalla Nieves G. S. De hecho, además de las detenciones en España, ha habido 10 arrestos en Argentina, seis en Chile y cinco en Colombia.

    “A fuerza de analizar miles y miles de ficheros” y “al cabo de muchísimo tiempo”, según relata la misma fuente, la brigada tecnológica llegó a identificar las caras y los nombres que se escondían tras aquellas cuatro máscaras de Guy Fawkes.

    Así se llegó a detener a F. J. B. D., también conocido como Thunder o Pacotron, en Málaga, “presuntamente encargado de administrar y gestionar la infraestructura informática utilizada por Anonymous en España e Iberoamérica”, tal y como reza el comunicado difundido por la Policía Nacional. Lo hacía a través de servidores alojados en Republica Checa y Bulgaria y que servían para que los Anonymous se comunicaran entre ellos.

    En cuanto a J. M. L. G., arrestado en Madrid y apodado Troy, los agentes le consideran “presunto autor material de los ataques más destacados y filtraciones reivindicas por Anonymous” en España. Con él colaboraba supuestamente J. I. P. S., también detenido en Madrid, mientras que el joven de 16 años formaba presuntamente parte de un grupo de hacking conocido como Sector 404.

    En una anterior operación contra Anonymous en España, en junio de 2011, los agentes habían arrestado a tres presuntos integrantes de esta plataforma en Almería, Alicante y Barcelona. Por entonces la policía aseguró que se había desmantelado "la cúpula funcional" del movimiento.

    Anonymous ‘tumba’ la web de Interpol como represalia por las detenciones | Cultura | EL PAÍS

    28/02/2012

    Anonymous pero no mucho

    Filed under: Anonymous,Liberdade de Expressão,Liberdade made in USA! — Gilmar Crestani @ 9:23 am

     

    Las múltiples caras de la máscara

    Anonymous destapa datos personales de supuestos partidarios de la ‘ley Sinde’. Las redes sociales se incendian. Llueven apoyos. Y críticas. Incluso entre los ciberactivistas. Cuatro ‘anons’ hablan para EL PAÍS

    JOSEBA ELOLA 5 FEB 2012

    El viernes 17 de diciembre de 2010, a cuatro días de la votación de la ley Sinde en el Congreso de los Diputados, J. convocó una manifestación de protesta contra la legislación antidescargas en la plaza de la Constitución, de Málaga. Acudieron dos personas: J. y G. "Yo soy mani y tú, festación", le dijo J. a su compañero. Se pusieron la careta de Guy Fawkes, popularizada por la película V de Vendetta, ante la estupefacta mirada de los siete policías locales desplazados para controlar la concentración. Los agentes observaban sorprendidos a los dos tipos de la extraña careta.

    Ha pasado poco más de un año, un año y un mes, y la careta se ha convertido en un icono internacional asociado a un movimiento: Anonymous, un ejército inaprensible, heterogéneo y líquido de activistas y hacktivistas que saltan de la red a la calle con sus máscaras. El último zarpazo de los anons se produjo el sábado 28 de enero con la publicación de los datos personales de significadas personalidades del mundo de la cultura, entre ellas, la exministra Ángeles González-Sinde y el actual titular de Educación y Cultura, José Ignacio Wert. La operación supone una vuelta de tuerca en el repertorio de acciones del movimiento. Pero no todos sus integrantes secundan esta subida de tono. Anons -que así se llaman sus miembros- hay muchos. No es una organización al uso. La máscara esconde múltiples caras.

    "Lo que hace Sinde en política es miserable, pero hay que respetar a las personas", dice J., ‘anon’ valenciano

    "Nuestras acciones son un término medio entre tirar un cóctel molotov y quedarse sentado en el sofá", explica R.

    "Habrá más filtraciones", sostiene R. "Es un acto vandálico, no es ético, pero es una violencia necesaria"

    "Sois unos cagados que jugáis desde el anonimato a ser revolucionarios", tuiteó Carlos Bardem

    más información

    Anonymous es un movimiento sin líderes ni portavoces. Nació a finales de los noventa. Dicen luchar por la transparencia, los derechos humanos y la libertad de expresión. Si alguien dentro del movimiento intenta destacar o da la cara, le crujen.

    Cuatro días después de aquella friquiconcentración con dos manifestantes y siete agentes del orden, J. trasladó el golpe a la red. Desde el blog Anonymous Valenciano puso en marcha la operación sin Sinde, un ataque a las webs de los partidos políticos que defendían la ley antidescargas: PSOE y CiU. Faltaban 24 horas para la votación en el Congreso.

    Convocó un evento de ataque en Facebook, lanzó la convocatoria a través de Twitter y entró en los canales de IRC (Internet Relay Chat) para reclutar anons que se sumaran al ataque. Unas 5.000 personas participaron en la operación. Cayeron las webs de los partidos. "Ese es el poder de Internet: la difusión de una idea depende de que sea buena. Si lo que alguien dice tiene valor, la inteligencia colectiva lo eleva. Al día siguiente, los partidos no se atrevieron a apoyar la ley Sinde". J. sonríe con orgullo al recordar aquellos días intensos. Estamos en una cafetería del centro de Málaga. Ha acudido a la cita impecablemente trajeado, con su corbata rojiza, y los papeles de un juicio bajo el brazo. J. es abogado. Tiene 35 años. No es un perfil al uso en el movimiento.

    J. no apoya el último ataque de Anonymous. "Lo que hace Sinde en política es miserable, pero hay que respetar a las personas. Yo no difundí el enlace: el fin no justifica los medios".

    Sí, difundir un enlace. Así de sencillo es participar en un ataque de Anonymous. A través de los canales de chat o de las cuentas de la red social Twitter que poseen los anons, se coordinan las operaciones. Cuando se trata de tumbar una web, la cosa es sencilla: un anon difunde un mensaje que incluye un enlace con el objetivo del ataque incorporado; cualquiera de sus seguidores en la red social ve el mensaje y no tiene más que hacer clic. De ese modo entra en la página de LOIC (Low Orbit Ion Cannon) una aplicación para realizar ataques de denegación de servicio, los llamados DDos. Mientras uno mantenga la página abierta, está atacando -también puede descargarse el LOIC en el ordenador-. Vamos, que participar en un ataque es abrir una pestaña.

    A pesar de la épica y del lenguaje guerrillero de los mensajes, atacar una página es básicamente eso: hacer un clic. "En realidad es como participar en una manifestación", dice en una terraza de Málaga A., estudiante de Informática de 20 años: "En vez de impedir el paso a la gente por una calle, impides el paso a una página en la red. Es una pequeña herramienta para decir que algo no te parece justo". A. se estrenó como anon con el ataque a VISA de finales de diciembre de 2010. En aquellos días, el gigante financiero era una de las organizaciones que intentaba estrangular a Wikileaks por la difusión del Cablegate. A. puso su ordenador a disposición del ataque.

    El programa LOIC, explica, se dedica a enviar peticiones de servicio una tras otra al servidor de la página de, pongamos, VISA. Cada vez que pide una información al servidor, este se entretiene en buscarla. El programa de LOIC se encarga por sí solo de inventar nombres de archivos que envía uno tras otro a VISA. Cuando esto lo hacen de modo coordinado muchas personas, la página cae. Así ocurrió el viernes, cuando Anonymous tumbó la página del Ministerio de Justicia griego.

    Los anons constituyen un movimiento "anómalo", en palabras de A.; "parajusticiero", en boca de R.: "Somos ciudadanos cabreados que queremos mostrar nuestra disconformidad", proclama este último en una cafetería madrileña. "El descontento crece y esta es nuestra manera de canalizar el sentimiento de injusticia y odio".

    Los objetivos del movimiento desde su nacimiento han sido muchos. En 2008 se afanaron contra la Iglesia de la Cienciología. Pederastas, narcos, partidos políticos y gigantes financieros han sido blanco de sus acciones.

    Pero lo del sábado de la semana pasada fue otra cosa. Un golpe mucho más duro. Mucho más discutido. El malagueño A. tampoco lo apoya. "Lo feo son las formas y la intención de causar un daño personal con cierto mensaje intimidatorio. Puedes protestar contra una organización, pero jamás hay que hacer un daño personal".

    En el ataque de ese sábado, Anonymous desveló el número de teléfono móvil, la dirección de correo electrónico, la dirección y hasta fotos de la casa de la exministra González-Sinde; el domicilio de su hermano; idénticos datos del actual ministro, José Ignacio Wert; de otro hermano del ministro; teléfonos y correos electrónicos de actores y directores como Ana Álvarez, Chus Gutiérrez, Carlos Bardem o el cantante David Bisbal; así como datos de productoras y personas que supuestamente apoyan la ley antidescargas finalmente aprobada bajo mandato del PP.

    En el día de la operación, uno de los atacados, el actor Carlos Bardem, decidió hacer frente a Anonymous. A pecho descubierto, se embarcó en una dura e incansable batalla dialéctica en Twitter que duró varios días. Acusó a los "mascaritas" de ser unos revolucionarios de pacotilla. Les llamó nazis por castigar a aquellos que no piensan como ellos. Argumentó que la revolución no consiste en amedrentar a la gente que no piensa como tú. Sostuvo que los auténticos revolucionarios se dejan la piel y no esconden su cara.

    "Sois unos cagados que jugáis desde el anonimato a ser revolucionarios. Penoso y cobarde", tuiteó el 31 de enero.

    En ese desigual combate dialéctico con múltiples miembros de Anonymous en Twitter se pueden apreciar las distintas posturas que hay entre los propios anons. Algunos acabaron reconociendo que el ataque no había sido acertado y pidiendo que se dejara de atosigar al actor con llamadas a su teléfono móvil. Otros, sin cortarse, se despacharon con insultos.

    "Se han radicalizado y se han equivocado", sostiene J. "Yo soy parte de Anonymous, pero he decidido llevar mi activismo por otro lado". La historia de este anon de 35 años que ejerce la abogacía no tiene desperdicio.

    En los primeros compases del movimiento en España, hace un año, fue uno de los más combativos miembros de Anonymous. Movió el cotarro. Agitó la red. Animó desde su blog a la convocatoria de movilizaciones en toda España.

    A la primera acción que convocó acudieron dos personas. A la segunda, 300. Las movilizaciones crecieron como setas a lo largo del territorio. El éxito de la operación para tumbar la web de los partidos que apoyaron la ley Sinde le animó: euforia, la cosa se mueve, Anonymous está vivo en España, es el momento, pensó: hay que aguar la fiesta del cine español. Así nació la operación Goya.

    Ni corto ni perezoso, impulsó la concentración frente al Teatro Real en el día de entrega de premios. Fue la primera acción notoria de los anons españoles.

    J. cargó un coche con 700 máscaras de Guy Fawkes y emprendió rumbo a Madrid. En un área de servicio de Granada, colgó un post en su blog convocando a la gente a la salida de la estación de metro de Ópera para repartir caretas. Su post fue rebotando por todos los rincones de la web, la viralidad hizo el resto. Cuenta que al llegar a la estación de metro madrileña había 1.000 personas esperando.

    Eso sí, hubo un momento de susto previo: al aparcar el coche en el garaje de los bajos del Palacio Real, un policía le pidió a él y a sus acompañantes que abrieran el maletero del coche. El maletero en el que viajaban 700 caretas de cartón y otras tantas gomas, además de tijeras, "compradas en los chinos" para confeccionar esta operación low cost de manufacturación de máscaras in situ. Las mochilas y abrigos que cubrían el material, así como la escasa curiosidad del agente en revolver el maletero hicieron el resto. En los alrededores del metro, anons venidos de todas partes de España recogían el material y se manufacturaban la careta para acudir a la entrega de premios. Eso tuvo eco.

    Pero tal fue el empuje de J. que algunos anons no le perdonaron su exceso de iniciativa. Le echaron en cara que pidiera permiso para la concentración -algo que, supuestamente, está en el código de conducta de Anonymous- sin consultar la idea con el resto de anons. Unos le aplaudieron, otros le acusaron de tener demasiado afán de liderazgo, algo que no se perdona en el movimiento. Se le acusó de no consultar. J. se echó a un lado.

    Se supone que en Anonymous las decisiones se toman como fruto de un gran consenso. Los anons se reúnen en salas de chat y hacen sus propuestas. Unos y otros opinan, las decisiones de ataque se votan. Una vez consensuadas, las decisiones se trasladan a Twitter, el gran altavoz, que permite que los ataques se extiendan por la red a endiablada velocidad.

    La afluencia de voces en los canales de IRC permite pensar que el número de personas que de un modo a otro se adscriben al movimiento y participan en la conversación crece. "Hace un año éramos una media de 10 personas en los canales de IRC", recuerda J. "Ahora te encuentras con más de 120". La afluencia a estas salas se ha multiplicado por 12.

    R. no asistió a la votación del último ataque de Anonymous en España. Pero sí que pudo comprobar que muchos anons la secundaban en los chats. También se oyeron voces discordantes: "Habrá más filtraciones porque causan mucho impacto", dice en el salón de su piso en un barrio obrero de Madrid. "Es un acto vandálico, no es ético, pero es una violencia necesaria", agrega.

    R. tiene 20 años y trabaja para empresas de seguridad informática. Aunque dice que uno no debe llamarse a sí mismo hacker, que es la comunidad la que le condecora a uno con esa etiqueta, para simplificar podríamos decir que es un hacker. Su currículum así lo atestigua. Recibió su primer ordenador a los siete años. A los 11 ya programaba. Su destreza para penetrar redes no tardó en llegar. "Pero nunca he puteado", matiza. O sea, se supone que es un hacker bueno, no de los que hackean datos de cuentas bancarias. Ha sido capaz de entrar en los sistemas de una importante red social y un banco. Cuando halla vulnerabilidades en un sistema, lo comunica a la empresa afectada y le da 72 horas para que resuelva el problema. "Si no, publico esa vulnerabilidad, a menos que sea muy grave". Así funcionan los hackers.

    Sostiene que las acciones pacíficas ya no funcionan y que por eso cabe esperar acciones más violentas por parte de Anonymous. La ley SOPA -stop online piracy act, la ley Sinde estadounidense- y la desarticulación de Megaupload son dos golpes fuertes a los que Anonymous debe contestar. "No nos podemos quedar quietos", sostiene. "Nuestras acciones son un término medio entre tirarle un cóctel molotov a un policía y quedarnos sentados en el sofá. Vamos a empezar a ser un poco más violentos".

    Ni él ni su compinche Lolo, estudiante de Antropología Social y Cultural en la Universidad Complutense, estiman que el último ataque haya sido tan grave. "Viendo los datos que se han publicado, no lo veo tan relevante. Es un aviso", dice Lolo.

    -¿Pero no es eso una manera de amenazar a las personas?

    -Ese es un poco el juego. Es un aviso. Pero no se quiere llegar a más.

    Hace un año las decisiones se tomaban en salas de chat más abiertas, en las que podía entrar todo el mundo, cuenta J., el anon que impulsó el ataque contra las webs de los partidos políticos. Todo el mundo incluye a la policía, claro.

    Esas salas de han ido cerrando y a ellas ya solo se puede acceder mediante invitación del administrador de la página. Eso ha supuesto que las decisiones y votaciones queden en manos de menos anons. "Pero, de todas formas, si a la gente no le gusta una acción, cuando llega a salas más abiertas la gente no tiene problema en tumbarla", explica J.

    La publicación de datos personales de supuestos defensores de la ley Sinde y las consiguientes llamadas y el temor que han generado entre los afectados no han hecho otra cosa que multiplicar el número de voces críticas con este tipo de ataques. "Una gran parte del mundo hacktivista considera que estas acciones sobrepasan los límites", manifiesta Pablo Soto, el programador español que fue llevado a juicio por las discográficas por crear programas de intercambio de archivos P2P. "Publicar los datos personales es algo que está fuera de los límites de lo que es el hacktivismo y la filosofía hacker".

    R. dice que es más que posible que los siguientes pasos del movimiento se encaminen hacia acciones contra los bancos. El miércoles pasado, a las 14.43, la conversación en una de las salas de chat del canal Anonymous hispano giraba en torno a las llamadas "participaciones preferentes". Anons como James, Sócrates y Thunder se conectaban para participar en la conversación.

    En los foros del movimiento ya se están cocinando los próximos golpes. Habrá nueva edición de la operación Goya. Como ellos mismo dicen en esos anuncios de voces pixeladas y tono intimidatorio: Son legión. No perdonan. No olvidan. Espérenles. Anonymous. –

    Las múltiples caras de la máscara | Edición impresa | EL PAÍS

    09/02/2012

    Anonymous move guerra contra FBI e Scotland Yard

     

    EL MUNDO › LA ULTIMA ACCION DE ANONYMOUS, LOS CIBERGUERREROS QUE DEFIENDEN A WIKILEAKS Y MEGAUPLOAD

    La pinchadura al FBI y a Scotland Yard

    Sus acciones ya son parte de la resistencia permanente contra toda forma de violación de la libertad, según la entiende Anonymous. Saltó a la fama en el 2010 defendiendo a Assange.

    Por Eduardo Febbro

    Desde París

    Guy Fawkes nunca pensó que sobreviviría a tantos siglos y menos aún que, más de cuatrocientos años después de sus andanzas, la máscara que lo representa se convertiría en pleno siglo XXI en el emblema de quienes, desde los indignados hasta los guerreros digitales de Anonymous, pasando por toda la galaxia de los grupos antiglobalización, se oponen con férrea voluntad al orden de un mundo ultraliberal, depredador e indolente. Sin embargo, este católico que el 5 de noviembre de 1605 casi logra hacer volar el Parlamento inglés con 30 kilos de pólvora cuando el rey James Primero estaba adentro es el rostro oficial de la revuelta occidental y, más precisamente, el distintivo con el cual el grupo de hackers reunido bajo la denominación de Anonymous se presenta al mundo.

    Sus acciones ya son parte de la resistencia permanente contra toda forma de violación de la libertad según los criterios con los cuales Anonymous la entiende. Presente desde hace varios años en la escena del hacking contestatario, Anonymous saltó a la fama cuando, en 2010, en plena ofensiva oficial contra el fundador de Wiki-leaks, Julian Assange, el grupo atacó las empresas multinacionales que se habían sumado al boicot instrumentalizado por la administración norteamericana de todas las fuentes de financiación de Wikileaks: los portales de Amazon, PayPal, Visa, MasterCard y Postfinance, la filial de los servicios financieros de los correos suizos fueron bloqueados con el operativo Payback montado por Anonymous contra esas empresas que, sin la más remota orden judicial como base, trataron de impedir que el dinero llegara a Wikileaks.

    ¿Quiénes y de dónde vienen esos valientes que osaron franquear las puertas de lo más protegido para herir el corazón del sistema? Frédéric Bardeau y Nicolas Danet, los autores de un sobresaliente ensayo sobre Anonymous (Anonymous: ¿pirates informatiques ou altermondialistes numériques?), describen la influencia de esta galaxia sin jerarquía ni manual de instrucciones como un “movimiento que modifica la relación de fuerzas en el seno de la sociedad”. De acción en acción, Anonymous se instaló en el paisaje político mundial y excedió en mucho la herencia de sus padres culturales, es decir, toda la cultura contestataria norteamericana de los años ’70, perfectamente representada por Stephen Wozniak, el cofundador de Apple, y Richard Stallman, el iniciador del proyecto GNU. Anonymous se plasmó en cuatro operativos muy osados: el primero: los ataques contra la Iglesia de la Cientología en 2008; el segundo: la ciberofensiva contra el gabinete de abogados Baylout, defensores de los derechos de autor de la industria del disco y del cine en los Estados Unidos, y contra el portal de la Motion Picture Association of America (MPAA), asociación a la cual Anonymous persigue por sus “políticas excesivas” en la protección de los derechos de autor: el tercero fue la intervención a favor de Assange en lo que se conoció como el primer episodio de una auténtica guerra de la red.

    El cuarto episodio remonta al pasado 19 de enero, justo después del cierre del portal de descargas Megaupload y del posterior arresto de su creador, el multimillonario Kim Schmitz. Lanzados desde los cuatro puntos cardinales del planeta, los ataques orquestados por Anonymous bloquearon los portales del Ministerio de Justicia norteamericano, los de la Casa Blanca, los de Warner y Universal, los del FBI, los del organismo que supervisa la red en Francia, Hadopi, y la estructura que administra los derechos de autor, la Sacem. Anonymous logró incluso introducirse en el portal de la presidencia francesa y modificar los mensajes de bienvenida. La quinta y última acción tiene apenas un par de días. Un grupo que se identificó como Anonymous hizo pública la grabación de una “reunión” telefónica entre el FBI y la policía británica en la cual se evocaban las acciones contra los ciberactivistas. ¿Donde están para meterse en esos vericuetos tan íntimos? “En todas partes”, responden Bardeau y Danet. Estos dos especialistas de las ONG observan que los Anonymous no son “piratas propiamente dichos porque no roban nada”. Tampoco son “terroristas”, desde luego, sino “un fenómeno mucho más vago cuyo único hilo conductor es la defensa de la libertad de expresión”. Bardeau y Nadet cuentan que, en cierto momento, “la CIA intentó realizar un perfil tipo de los simpatizantes de Anonymous: era tan borroso que terminaron apuntando hacia la mitad del planeta”.

    Su lema se hace realidad: “Somos legión”. En este sentido, Bardeau destaca que los Anonymous “no son ni anarquistas ni sindicalistas revolucionarios, ni marxistas. Es un movimiento posmoderno, anónimo, planetario, descentralizado. Entre los Anonymous de Brasil, muy fuertes y movilizados contra la corrupción, y los de Austria y Alemania, todos antifascistas, no hay unidad, pero sí denominadores comunes como la libertad y la neutralidad de la red”. A diferencia de los indignados o los otros movimientos antiglobalización, Anonymous actúa desde el anonimato: no hay partido político ni foro ni cumbre, ni manifestación. Su identidad física es la máscara de un militante católico británico del siglo XVI y sus territorios son éstos: irc.anonops.li, Twitter @AnonOps, @Anony mousIRC, Facebook Anonymous, AnonOps.blogspot.com. El origen del nombre proviene de los foros anárquicos 4chan. En este portal norteamericano no hace falta inscribirse y cada participante recibe el seudónimo de “Anonymous”. Están en muchos lugares al mismo tiempo; algunos son hackers aficionados, otros no, universitarios, empleados, militantes de una o muchas causas.

    Anonymous realiza a su manera el deseo no confesado de muchos ciudadanos del planeta: meter una piedra en el engranaje de la perfección ultraliberal.

    Página/12 :: El mundo :: La pinchadura al FBI y a Scotland Yard

    05/02/2012

    Anonymous, pero no mucho

    Filed under: Anonymous,Ciberativistas — Gilmar Crestani @ 8:28 am

    Dos Anonymous

    Los Anonymous R. (izquierda) y Lolo (derecha) en casa de R, el pasado miércoles en un barrio obrero de Madrid.- SAMUEL SÁNCHEZ

    Las múltiples caras de la máscara

    Anonymous destapa datos personales de supuestos partidarios de la ‘ley Sinde’. Las redes sociales se incendian. Llueven apoyos. Y críticas. Incluso entre los ciberactivistas. Cuatro ‘anons’ hablan para EL PAÍS

    JOSEBA ELOLA 05/02/2012

    El viernes 17 de diciembre de 2010, a cuatro días de la votación de la ley Sinde en el Congreso de los Diputados, J. convocó una manifestación de protesta contra la legislación antidescargas en la plaza de la Constitución, de Málaga. Acudieron dos personas: J. y G. "Yo soy mani y tú, festación", le dijo J. a su compañero. Se pusieron la careta de Guy Fawkes, popularizada por la película V de Vendetta, ante la estupefacta mirada de los siete policías locales desplazados para controlar la concentración. Los agentes observaban sorprendidos a los dos tipos de la extraña careta.

      "Lo que hace Sinde en política es miserable, pero hay que respetar a las personas", dice J., ‘anon’ valenciano

      "Nuestras acciones son un término medio entre tirar un cóctel molotov y quedarse sentado en el sofá", explica R.

      "Habrá más filtraciones", sostiene R. "Es un acto vandálico, no es ético, pero es una violencia necesaria"

      "Sois unos cagados que jugáis desde el anonimato a ser revolucionarios", tuiteó Carlos Bardem

      Ha pasado poco más de un año, un año y un mes, y la careta se ha convertido en un icono internacional asociado a un movimiento: Anonymous, un ejército inaprensible, heterogéneo y líquido de activistas y hacktivistas que saltan de la red a la calle con sus máscaras. El último zarpazo de los anons se produjo el sábado 28 de enero con la publicación de los datos personales de significadas personalidades del mundo de la cultura, entre ellas, la exministra Ángeles González-Sinde y el actual titular de Educación y Cultura, José Ignacio Wert. La operación supone una vuelta de tuerca en el repertorio de acciones del movimiento. Pero no todos sus integrantes secundan esta subida de tono. Anons -que así se llaman sus miembros- hay muchos. No es una organización al uso. La máscara esconde múltiples caras.

      Anonymous es un movimiento sin líderes ni portavoces. Nació a finales de los noventa. Dicen luchar por la transparencia, los derechos humanos y la libertad de expresión. Si alguien dentro del movimiento intenta destacar o da la cara, le crujen.

      Cuatro días después de aquella friquiconcentración con dos manifestantes y siete agentes del orden, J. trasladó el golpe a la red. Desde el blog Anonymous Valenciano puso en marcha la operación sin Sinde, un ataque a las webs de los partidos políticos que defendían la ley antidescargas: PSOE y CiU. Faltaban 24 horas para la votación en el Congreso.

      Convocó un evento de ataque en Facebook, lanzó la convocatoria a través de Twitter y entró en los canales de IRC (Internet Relay Chat) para reclutar anons que se sumaran al ataque. Unas 5.000 personas participaron en la operación. Cayeron las webs de los partidos. "Ese es el poder de Internet: la difusión de una idea depende de que sea buena. Si lo que alguien dice tiene valor, la inteligencia colectiva lo eleva. Al día siguiente, los partidos no se atrevieron a apoyar la ley Sinde". J. sonríe con orgullo al recordar aquellos días intensos. Estamos en una cafetería del centro de Málaga. Ha acudido a la cita impecablemente trajeado, con su corbata rojiza, y los papeles de un juicio bajo el brazo. J. es abogado. Tiene 35 años. No es un perfil al uso en el movimiento.

      J. no apoya el último ataque de Anonymous. "Lo que hace Sinde en política es miserable, pero hay que respetar a las personas. Yo no difundí el enlace: el fin no justifica los medios".

      Sí, difundir un enlace. Así de sencillo es participar en un ataque de Anonymous. A través de los canales de chat o de las cuentas de la red social Twitter que poseen los anons, se coordinan las operaciones. Cuando se trata de tumbar una web, la cosa es sencilla: un anon difunde un mensaje que incluye un enlace con el objetivo del ataque incorporado; cualquiera de sus seguidores en la red social ve el mensaje y no tiene más que hacer clic. De ese modo entra en la página de LOIC (Low Orbit Ion Cannon) una aplicación para realizar ataques de denegación de servicio, los llamados DDos. Mientras uno mantenga la página abierta, está atacando -también puede descargarse el LOIC en el ordenador-. Vamos, que participar en un ataque es abrir una pestaña.

      A pesar de la épica y del lenguaje guerrillero de los mensajes, atacar una página es básicamente eso: hacer un clic. "En realidad es como participar en una manifestación", dice en una terraza de Málaga A., estudiante de Informática de 20 años: "En vez de impedir el paso a la gente por una calle, impides el paso a una página en la red. Es una pequeña herramienta para decir que algo no te parece justo". A. se estrenó como anon con el ataque a VISA de finales de diciembre de 2010. En aquellos días, el gigante financiero era una de las organizaciones que intentaba estrangular a Wikileaks por la difusión del Cablegate. A. puso su ordenador a disposición del ataque.

      El programa LOIC, explica, se dedica a enviar peticiones de servicio una tras otra al servidor de la página de, pongamos, VISA. Cada vez que pide una información al servidor, este se entretiene en buscarla. El programa de LOIC se encarga por sí solo de inventar nombres de archivos que envía uno tras otro a VISA. Cuando esto lo hacen de modo coordinado muchas personas, la página cae. Así ocurrió el viernes, cuando Anonymous tumbó la página del Ministerio de Justicia griego.

      Los anons constituyen un movimiento "anómalo", en palabras de A.; "parajusticiero", en boca de R.: "Somos ciudadanos cabreados que queremos mostrar nuestra disconformidad", proclama este último en una cafetería madrileña. "El descontento crece y esta es nuestra manera de canalizar el sentimiento de injusticia y odio".

      Los objetivos del movimiento desde su nacimiento han sido muchos. En 2008 se afanaron contra la Iglesia de la Cienciología. Pederastas, narcos, partidos políticos y gigantes financieros han sido blanco de sus acciones.

      Pero lo del sábado de la semana pasada fue otra cosa. Un golpe mucho más duro. Mucho más discutido. El malagueño A. tampoco lo apoya. "Lo feo son las formas y la intención de causar un daño personal con cierto mensaje intimidatorio. Puedes protestar contra una organización, pero jamás hay que hacer un daño personal".

      En el ataque de ese sábado, Anonymous desveló el número de teléfono móvil, la dirección de correo electrónico, la dirección y hasta fotos de la casa de la exministra González-Sinde; el domicilio de su hermano; idénticos datos del actual ministro, José Ignacio Wert; de otro hermano del ministro; teléfonos y correos electrónicos de actores y directores como Ana Álvarez, Chus Gutiérrez, Carlos Bardem o el cantante David Bisbal; así como datos de productoras y personas que supuestamente apoyan la ley antidescargas finalmente aprobada bajo mandato del PP.

      En el día de la operación, uno de los atacados, el actor Carlos Bardem, decidió hacer frente a Anonymous. A pecho descubierto, se embarcó en una dura e incansable batalla dialéctica en Twitter que duró varios días. Acusó a los "mascaritas" de ser unos revolucionarios de pacotilla. Les llamó nazis por castigar a aquellos que no piensan como ellos. Argumentó que la revolución no consiste en amedrentar a la gente que no piensa como tú. Sostuvo que los auténticos revolucionarios se dejan la piel y no esconden su cara.

      "Sois unos cagados que jugáis desde el anonimato a ser revolucionarios. Penoso y cobarde", tuiteó el 31 de enero.

      En ese desigual combate dialéctico con múltiples miembros de Anonymous en Twitter se pueden apreciar las distintas posturas que hay entre los propios anons. Algunos acabaron reconociendo que el ataque no había sido acertado y pidiendo que se dejara de atosigar al actor con llamadas a su teléfono móvil. Otros, sin cortarse, se despacharon con insultos.

      "Se han radicalizado y se han equivocado", sostiene J. "Yo soy parte de Anonymous, pero he decidido llevar mi activismo por otro lado". La historia de este anon de 35 años que ejerce la abogacía no tiene desperdicio.

      En los primeros compases del movimiento en España, hace un año, fue uno de los más combativos miembros de Anonymous. Movió el cotarro. Agitó la red. Animó desde su blog a la convocatoria de movilizaciones en toda España.

      A la primera acción que convocó acudieron dos personas. A la segunda, 300. Las movilizaciones crecieron como setas a lo largo del territorio. El éxito de la operación para tumbar la web de los partidos que apoyaron la ley Sinde le animó: euforia, la cosa se mueve, Anonymous está vivo en España, es el momento, pensó: hay que aguar la fiesta del cine español. Así nació la operación Goya.

      Ni corto ni perezoso, impulsó la concentración frente al Teatro Real en el día de entrega de premios. Fue la primera acción notoria de los anons españoles.

      J. cargó un coche con 700 máscaras de Guy Fawkes y emprendió rumbo a Madrid. En un área de servicio de Granada, colgó un post en su blog convocando a la gente a la salida de la estación de metro de Ópera para repartir caretas. Su post fue rebotando por todos los rincones de la web, la viralidad hizo el resto. Cuenta que al llegar a la estación de metro madrileña había 1.000 personas esperando.

      Eso sí, hubo un momento de susto previo: al aparcar el coche en el garaje de los bajos del Palacio Real, un policía le pidió a él y a sus acompañantes que abrieran el maletero del coche. El maletero en el que viajaban 700 caretas de cartón y otras tantas gomas, además de tijeras, "compradas en los chinos" para confeccionar esta operación low cost de manufacturación de máscaras in situ. Las mochilas y abrigos que cubrían el material, así como la escasa curiosidad del agente en revolver el maletero hicieron el resto. En los alrededores del metro, anons venidos de todas partes de España recogían el material y se manufacturaban la careta para acudir a la entrega de premios. Eso tuvo eco.

      Pero tal fue el empuje de J. que algunos anons no le perdonaron su exceso de iniciativa. Le echaron en cara que pidiera permiso para la concentración -algo que, supuestamente, está en el código de conducta de Anonymous- sin consultar la idea con el resto de anons. Unos le aplaudieron, otros le acusaron de tener demasiado afán de liderazgo, algo que no se perdona en el movimiento. Se le acusó de no consultar. J. se echó a un lado.

      Se supone que en Anonymous las decisiones se toman como fruto de un gran consenso. Los anons se reúnen en salas de chat y hacen sus propuestas. Unos y otros opinan, las decisiones de ataque se votan. Una vez consensuadas, las decisiones se trasladan a Twitter, el gran altavoz, que permite que los ataques se extiendan por la red a endiablada velocidad.

      La afluencia de voces en los canales de IRC permite pensar que el número de personas que de un modo a otro se adscriben al movimiento y participan en la conversación crece. "Hace un año éramos una media de 10 personas en los canales de IRC", recuerda J. "Ahora te encuentras con más de 120". La afluencia a estas salas se ha multiplicado por 12.

      R. no asistió a la votación del último ataque de Anonymous en España. Pero sí que pudo comprobar que muchos anons la secundaban en los chats. También se oyeron voces discordantes: "Habrá más filtraciones porque causan mucho impacto", dice en el salón de su piso en un barrio obrero de Madrid. "Es un acto vandálico, no es ético, pero es una violencia necesaria", agrega.

      R. tiene 20 años y trabaja para empresas de seguridad informática. Aunque dice que uno no debe llamarse a sí mismo hacker, que es la comunidad la que le condecora a uno con esa etiqueta, para simplificar podríamos decir que es un hacker. Su currículum así lo atestigua. Recibió su primer ordenador a los siete años. A los 11 ya programaba. Su destreza para penetrar redes no tardó en llegar. "Pero nunca he puteado", matiza. O sea, se supone que es un hacker bueno, no de los que hackean datos de cuentas bancarias. Ha sido capaz de entrar en los sistemas de una importante red social y un banco. Cuando halla vulnerabilidades en un sistema, lo comunica a la empresa afectada y le da 72 horas para que resuelva el problema. "Si no, publico esa vulnerabilidad, a menos que sea muy grave". Así funcionan los hackers.

      Sostiene que las acciones pacíficas ya no funcionan y que por eso cabe esperar acciones más violentas por parte de Anonymous. La ley SOPA -stop online piracy act, la ley Sinde estadounidense- y la desarticulación de Megaupload son dos golpes fuertes a los que Anonymous debe contestar. "No nos podemos quedar quietos", sostiene. "Nuestras acciones son un término medio entre tirarle un cóctel molotov a un policía y quedarnos sentados en el sofá. Vamos a empezar a ser un poco más violentos".

      Ni él ni su compinche Lolo, estudiante de Antropología Social y Cultural en la Universidad Complutense, estiman que el último ataque haya sido tan grave. "Viendo los datos que se han publicado, no lo veo tan relevante. Es un aviso", dice Lolo.

      -¿Pero no es eso una manera de amenazar a las personas?

      -Ese es un poco el juego. Es un aviso. Pero no se quiere llegar a más.

      Hace un año las decisiones se tomaban en salas de chat más abiertas, en las que podía entrar todo el mundo, cuenta J., el anon que impulsó el ataque contra las webs de los partidos políticos. Todo el mundo incluye a la policía, claro.

      Esas salas de han ido cerrando y a ellas ya solo se puede acceder mediante invitación del administrador de la página. Eso ha supuesto que las decisiones y votaciones queden en manos de menos anons. "Pero, de todas formas, si a la gente no le gusta una acción, cuando llega a salas más abiertas la gente no tiene problema en tumbarla", explica J.

      La publicación de datos personales de supuestos defensores de la ley Sinde y las consiguientes llamadas y el temor que han generado entre los afectados no han hecho otra cosa que multiplicar el número de voces críticas con este tipo de ataques. "Una gran parte del mundo hacktivista considera que estas acciones sobrepasan los límites", manifiesta Pablo Soto, el programador español que fue llevado a juicio por las discográficas por crear programas de intercambio de archivos P2P. "Publicar los datos personales es algo que está fuera de los límites de lo que es el hacktivismo y la filosofía hacker".

      R. dice que es más que posible que los siguientes pasos del movimiento se encaminen hacia acciones contra los bancos. El miércoles pasado, a las 14.43, la conversación en una de las salas de chat del canal Anonymous hispano giraba en torno a las llamadas "participaciones preferentes". Anons como James, Sócrates y Thunder se conectaban para participar en la conversación.

      En los foros del movimiento ya se están cocinando los próximos golpes. Habrá nueva edición de la operación Goya. Como ellos mismo dicen en esos anuncios de voces pixeladas y tono intimidatorio: Son legión. No perdonan. No olvidan. Espérenles. Anonymous. –

      Las múltiples caras de la máscara · ELPAÍS.com

      29/01/2012

      Anonymous em guerra

      Filed under: Anonymous,FBI,Liberdade de Expressão — Gilmar Crestani @ 7:39 am

       

      Anonymous difunde datos personales de partidarios de la ‘ley Sinde’

      Activistas cuelgan en Internet datos personales de la exministra, del actual titular de Cultura, de productoras, cineastas y músicos

      En la próxima ceremonia de los Goya anuncian nuevas acciones para visibilizar su protesta contra la norma ‘antidescargas’

      A. Fraguas / G. Belinchón Madrid 28 ENE 2012 – 19:43 CET224

      Archivado en:

      Manifestación del colectivo Anonymous en febrero del año pasado para protestar contra la Ley Sinde. / SERGIO PÉREZ (REUTERS)

      El celo que los activistas de Anonymous guardan sobre sus identidades (se cubren la cara con una careta) no lo han tenido para la privacidad de una treintena de personalidades de la cultura —entre ellas el ministro del ramo, José Ignacio Wert y la exministra Ángeles González-Sinde— cuyos teléfonos móviles, domicilios y correos electrónicos (y también de sus familiares) fueron filtrados ayer a Internet para amedrentar a los partidarios de la llamada ley Sinde, la norma que busca frenar la descarga sin autorización de contenidos protegidos por derechos de autor y que entra en vigor en marzo.

      En algunos casos la información difundida no es correcta

      Los ciberactivistas además amenazan con difundir nueva información de personas que todavía no se han pronunciado sobre la ley Sinde, en un intento de atemorizarles. Esta acción supone un salto cualitativo en las medidas adoptadas hasta ahora en España por los activistas: ataques a páginas web y manifestaciones en la vía pública.

      En el documento de 16 páginas los activistas advierten: "Hemos creído correcto no publicar datos de personas no relacionadas con la ley Sinde/Wert, pero si, en un futuro, dichas personas cambian de posición o hacen algo que creemos merecedor de castigo, toda nuestra ira caerá sobre ellos". En algunos casos, según las comprobaciones que ha realizado EL PAÍS, los datos no son correctos.

      “Si veo que la cosa se pone fea, los denunciaré”, afirma González Macho

      Entre la información filtrada consta el domicilio particular de un hermano de González-Sinde y de otro de Wert, así como los teléfonos y correos electrónicos de actrices como Ana Álvarez y Willy Montesinos, cineastas como Chus Gutiérrez y Carlos Bardem, y del presidente de la Academia de Cine, Enrique González Macho. En el caso de González-Sinde se publican incluso fotos de la fachada "de su puta casa". También hay datos del músico David Bisbal y de Juan Carlos Cuello, de quien se dice que fue miembro de la Junta Directiva auspiciada por Teddy Bautista, antiguo responsable de la Sociedad General de Autores y Editores.

      Un colectivo sin cabeza ni rostro

      El movimiento Anonymous se gesta en 2003 en los foros de la web 4chan.

      En 2008 perfila las que dice son sus motivaciones: transparencia, libertad de expresión y oposición a las leyes antipiratería.

      Carece de una estructura organizada, es una entidad descentralizada y acéfala.

      En España, en 2010 ataca la web de la SGAE y en enero de 2011, tumba las webs del PP, Senado y Embajada de EE UU.

      En junio España detiene a tres supuestos “administradores de Anonymous” por “interrupción informática”.

      En julio EE UU arresta a 14 miembros del colectivo.

      En los últimos meses realiza acciones contra las leyes antipiratería de España (ley Sinde) y EE UU (SOPA).

      En el caso de productoras y distribuidoras como Morena Films, Alta Films, Karma, Vértice, etcétera, en ocasiones se especifica las subvenciones públicas que han recibido.

      La filtración se basa en buena medida en extractos de contratos, sentencias judiciales, currículums y otro tipo de documentos que parecen haber sido extraídos de ficheros públicos, pero no está clara su procedencia. La Ley de Protección de Datos explicita en su artículo 11 que estos solo podrán ser comunicados "con el consentimiento previo del interesado" salvo, entre otros casos, "cuando se trate de datos recogidos de fuentes accesibles al público".

      Anonymous ha anunciado además que, como el año pasado, están dispuestos a hacerse notar la noche de la ceremonia, el 19 de febrero. En la gala de los candidatos a los Goya (una fiesta previa celebrada ayer en la sede del Gobierno regional de Madrid), Agustín Almodóvar, productor del El Deseo, declaró: "Me parece injustísimo, no lo puedo entender. Nosotros somos damnificados de la piratería. ¿Por qué este castigo? Están confundiendo la causa".

      Pedro Pérez, presidente de la FAPAE, los productores de cine, sorprendido y enfadado, se mostró contundente: "Se están empeñando en dar razones, con este comportamiento que pone en riesgo la seguridad de la gente a quienes piden más protección. Se equivocan".

      El presidente de la Academia, Enrique González Macho, sintió que la noticia le deslucía un poco la fiesta: "Es un acto lamentable. Si veo que la cosa se pone fea los denunciaré. Con actos así, y la amenaza que han lanzado sobre los Goya, la gente verá todo lo que hay detrás de estos supuestos ‘amantes de la libertad".

      No estaban en el acto, pero este periódico contactó con dos de los aludidos: el actor Carlos Bardem y con el productor Pedro Uriol, de Morena Films.

      El primero calificó a los Anonymous de "sinvergüenzas". Uriol llegó más lejos: "esto es un acto nazi". Desde la ceremonia, un conocido del ministro de Cultura le advirtió de la filtración. Hasta ese momento, José Ignacio Wert no sabía nada.

      Anonymous difunde datos personales de partidarios de la ‘ley Sinde’ | Cultura | EL PAÍS

      25/01/2012

      Piratas da atualidade

      Filed under: Anonymous,Liberdade de Expressão,Liberdade made in USA!,Piratas — Gilmar Crestani @ 8:31 am

       

      Les nouveaux pirates

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      Les nouveaux pirates, linogravure de Benjamin Baret

      Beaucoup d’Etats viennent de déclarer une guerre sans merci contre les hackers, représentés par les Anonymous. Ainsi, de nombreux cyber-pirates se sont faits arrêter et condamner à de lourdes sanctions. Mais quels actes atroces qu’ils ont bien pu accomplir pour être considérés comme des voleurs barbares ?

      Internet, un nouveau monde en construction

        Internet était jusqu’alors un continent très nouveau, donc peu censuré, majoritairement utilisé par les jeunes, contrairement à la politique. Les grands oligarques sexagénaires du globe ont voulu utiliser le pouvoir d’internet : ils ont fait des sites d’« utilité publique », des magasins virtuels, contenant des données très importantes. Malheureusement, la jeunesse anonyme contrôle mieux qu’eux ce nouveau monde ! Elle a cartographié son territoire, créé de nouvelles embarcations plus solides, plus rapides et moins détectables. Cette jeunesse a su tisser sa propre toile, fabriquer son propre monde. Et puis elle s’est constituée une véritable bibliothèque d’Alexandrie gratuite nommée Megaupload, gratuite et gigantesque. N’ayant pas les moyens d’accéder à la culture bien trop chère présentée dans le monde réel (comprenez financier) dans lequel elle vit, elle a étanché sa curiosité par les moyens qu’elle a trouvé.

      Oui mais ce nouvel espace virtuel n’appartient pas vraiment à quelqu’un. Il se situe en marge du monde réel. Certains hackers connaissent très bien le fonctionnement de cet univers, ils peuvent contrôler ce qu’il s’y passe, transformer ce qu’il s’y trouve, etc… Et les gouvernements n’ont pas le pouvoir absolu sur ce nouveau média. Les idées subversives peuvent y être diffusées librement, ce qui a entrainé le « printemps arabe », « l’été espagnol », « l’automne américain ».

      Les bateaux-pirates des Anonymous

      Certains pirates se sont rassemblés, organisés, politisés. Ils se sont appelés Anonymous, et ont démontré leur puissance grâce à des actes virtuels incroyables : ils ont détourné de l’argent du ministère de la défense américaine au profit d’associations caritatives, ils ont diffusé des données strictement confidentielles de certains des plus grands oligarques, etc…

        Hackers signifie pirates. Les pirates peuvent être définis comme volant aux riches pour se donner à eux-mêmes. Mais les Anonymous ne sont pas intéressés par les richesses personnelles ! Ce sont des robin-des-bois ! Ils volent aux riches pour donner aux pauvres, ils transgressent les règles pour faire passer un message.

      Malheureusement, le monde réel les a rattrapé. Les états ont déclaré la guerre aux téléchargements, ils ont fermé et brûlé la grande bibliothéque du web. Ils ont enfermé quelques cyber-activistes (dont un gamin de 15 ans en France). Ils ont voulu faire passer des lois tyranniques obligeant les fournisseurs internet à bloquer les sites ne respectant pas les « droits d’auteur » (Google, Youtube, Facebook, etc.). Ces lois sont soutenues par les grandes maisons de disques, l’industrie du cinéma, et autres maisons d’édition ou grands distributeurs.

      Les vrais pirates

      Qui sont donc ces pirates ? Regardez un peu mieux ! Qui vole à la fois aux artistes et aux consommateurs ? Qui se fait des marges inadmissibles sur les produits culturels ? Vous y êtes ! Les grandes maisons de disques, l’industrie du cinéma, certaines maisons d’édition ou grands distributeurs. Voici quelques graphiques représentant la répartition de l’argent dépensé par le consommateur pour de la musique ou des livres.

       
       

      Malgré le peu d’argent gagné par les artistes sur la vente de leurs œuvres, certains amassent tout de même des fortunes considérables grâce aux moutons guidés par les modes. Lady Gaga a ainsi ouvert un supermarché ne contenant que les produits de sa marque.

      Il y a également les pirates sévissant sur le marché spéculatif de l’art ou l’industrie du cinéma. Et puis les droits d’auteurs non réclamés à la SACEM (souvent par des artistes peu connus) reversés aux artistes qui gagnent le plus, le problème du statut d’intermittent du spectacle, etc…

        Ne venez donc pas nous dire, chers politiciens, que la fermeture de Megaupload ou bien les lois anti-téléchargements ont pour but de protéger les artistes. Croyez-vous que le peuple est assez bête pour ne pas comprendre qui vous protégez en voulant conserver ce système de diffusion de la culture qui remplit beaucoup de poches ?

        Certes, le téléchargement gratuit n’est pas normal, car l’oeuvre ainsi récupérée ne rapporte absolument rien à l’artiste qui l’a créé. Mais les parasites qui s’octroient des marges hallucinantes sur la vente finale d’une oeuvre alors qu’ils ne sont que des intermédiaires sont au moins tout aussi blâmables.

      Il s’agit pourtant de l’accès à la culture, du droit d’un artiste à jouir pleinement des fruits de son travail, de la libre diffusion des idées. Rien de moins.

      Un article de Benjamin Baret

      Les nouveaux pirates – AgoraVox le média citoyen

      24/01/2012

      Declaración de guerra a la SOPA

      Los hackers subieron a la red el catálogo completo de música y películas de Sony Music como protesta por los proyectos antipiratería y el cierre del sitio de descargas Megaupload.

      En un endurecimiento de su campaña contra la ley Antipiratería Digital SOPA y como respuesta al cierre del sitio de descargas de archivo Megaupload por parte del FBI y el Departamento de Estado norteamericano, el grupo de piratas informáticos Anonymous subió a la red la discografía completa de Sony Music, además de un listado de films producidos por la firma entre los años 2000 y 2011. La cuenta de Twitter @anonops fue el medio elegido para poner en disponibilidad ese material, que fue subido por orden alfabético y un listado de enlaces BitTorrent a través de programas de intercambio de archivos, o P2P, para que los internautas puedan acceder a la discografía completa de la compañía japonesa. En forma casi simultánea, Anonymous realizó un ataque sobre varias páginas web del gobierno polaco, entre las que se encuentran las del presidente Bronislaw Komorowski, el primer ministro, Donald Tusk, y el Parlamento. De esa forma respondió a la adhesión que el gobierno de Varsovia expresó a la proyectada ley SOPA. La campaña de Anonymous incluyó ayer un anuncio general, vía Internet, de un inminente “masivo apagón” de los servidores del FBI y de “compañías europeas que apoyan la ley SOPA”.

      Los piratas informáticos nucleados en Anonymous, al hackear la discografía de Sony Music, pusieron a disposición de los internautas los álbumes de AC/DC, Oasis, Jimi Hendrix, Paul Simon, Bruce Springsteen, Bob Dylan, Madonna y Justin Timberlake, entre muchos otros artistas de primer nivel. Al mismo tiempo, pusieron en marcha una campaña llamada Black March (marzo negro) en la que se anima a sus seguidores a “golpear los márgenes de beneficio” de la industria cultural boicoteando durante todo ese mes el consumo de contenidos culturales.

      Las acciones propuestas para realizar en el marzo negro son –entre otras– las de no descargar canciones (ni legal ni ilegalmente), no ir al cine, no comprar videojuegos o no adquirir revistas ni libros. Las propuestas figuran en la página black-march.com, que incluye un gráfico sobre cómo ha disminuido el apoyo de los miembros del Congreso de Estados Unidos tanto a la ley SOPA como al proyecto PIPA, luego de las protestas que se expresaron a través de Internet el 18 de enero.

      Mientras tanto, el principal directivo del banco de datos digital de Megaupload, Kim Schmitz, junto con tres directivos del portal de descargas intervenido por el FBI estadounidense por supuesta piratería informática se sentaron ayer en el banquillo de acusados de un tribunal neocelandés tras permanecer tres días en prisión. Solicitaron que se les conceda la libertad bajo fianza, medida que el fiscal objetó por entender que hay riesgo de fuga, en especial en el caso de Schmitz. El juez a cargo analizará las posturas enfrentadas y tomará una decisión al respecto entre hoy y mañana.

      La campaña lanzada por Anonymous es acompañada por otros sitios, como la cuenta de Twitter @YourAnonNews, cuyos responsables les han pedido a sus más de 371 mil seguidores que se pronuncien sobre cuál debería ser la próxima página que les gustaría que Anonymous hackeara. Con tantas iniciativas y novedades en la materia, algunos internautas han expresado sus dudas respecto de si las acciones que se promueven responden en todos los casos a la iniciativa lanzada por Anonymous. Al respecto, la cuenta de Twi_tter@Anon_Central aclaró que el movimiento “está descentralizado”, por lo tanto “no tenemos líderes: tú eres tu propio líder”.

      En Argentina, Anonymous atacó la página de la Cámara Argentina de Productores de Fonogramas y Videogramas (Capif), que aparecía cubierta por una imagen de Mafalda, la emblemática creación del humorista Quino, con una leyenda que decía: “No a la SOPA”. Ayer no era posible ingresar a la página de Capif, donde también se habían colgado otros personajes de la tira Mafalda para cuestionar las leyes que se analizan en Estados Unidos.

      En Varsovia causó revuelo la intervención de los piratas informáticos, que coparon varios sitios web del gobierno polaco. Lo hicieron para protestar por la intención del gabinete local de aprobar un acuerdo internacional contra la piratería en Internet y las violaciones al derecho de propiedad intelectual.

      “La revolución polaca está comenzando”, advirtió Anonymous a través de la red social Twitter. Con la ofensiva informática, los “hacktivistas” mostraron su rechazo al Acuerdo Comercial AntiFalsificación (ACTA), firmado en octubre por Estados Unidos, Australia, Canadá, Japón, Marruecos, Nueva Zelanda, Singapur y Corea del Sur.

      Mientras los promotores del ACTA hablan de dar una respuesta “al aumento del comercio mundial de los derechos de autor y la falsificación de productos pirateados de obras protegidas”, sus detractores afirman, en cambio, que es “un flagrante intento de controlar el derecho a la información y al conocimiento, además de un acto de censura contrario a toda libertad de expresión”, comentó ayer la agencia Prensa Latina.

      En Estados Unidos, los proyectos legislativos que se tratan en el Congreso son los llamados SOPA (Stop Online Piracy Act) y PIPA (Protect Intelectual Property Act), que establecen mecanismos de control sobre los contenidos en Internet, en nombre de perseguir la piratería en la red. La Federación Internacional de la Industria Discográfica (IFPI) publicó ayer datos sobre el estado de finanzas de ese sector, anunció un pequeño crecimiento de las ventas digitales, pero afirmó que la piratería sigue haciendo estragos en especial en España, donde el 42 por ciento de los internautas visitan al menos una página al mes que ofrece “contenidos que carecen de legalidad”.

      Página/12 :: Cultura Digital :: Declaración de guerra a la SOPA

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