Ficha Corrida

14/08/2014

Cracolândia: sempre que o traficante é preso a pedra encarece

Filed under: Bolsa Crack,Bolsa de Valores,Especulação,Financiadores Ideológicos — Gilmar Crestani @ 7:32 am
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O capital especulativo, que na Argentina é chamado de golondrina (andorinha), chega à noite, desfruta do puteiro e na manhã seguinte já parte em busca de outros puteiros. Como é o dinheiro que finanCIA a velha mídia, os a$$oCIAdos do Instituto Millenium usam a Bolsa como o agricultor que usa espantalho. Eu não tenho medo de nada, muito menos de espantalhos da velha mídia.

Bolsa cai com receio de um segundo turno sem PSDB

VALDO CRUZDE BRASÍLIAMARIANA CARNEIRODE SÃO PAULO

Aos primeiros sinais de que o candidato Eduardo Campos (PSB) poderia ter sido vítima de um acidente aéreo, o mercado entrou em estado de tensão, a Bovespa começou a cair e analistas e economistas ligavam para jornalistas em busca de informações.

A reportagem da Folha, por volta das 11h30, recebeu ligações de três economistas de mercado. Todos querendo saber se havia confirmação de que Eduardo Campos estava no avião que havia caído em um bairro de Santos.

Às 12h30, com a confirmação de que ele era um dos passageiros, a Bolsa caía 2%. Entre os analistas, a discussão era sobre como ficaria o cenário da campanha presidencial. Sem Eduardo Campos no páreo, a eleição poderia ser definida num único turno, favorecendo a candidata Dilma Rousseff (PT).

Confirmada a morte do candidato do PSB, os analistas voltaram a entrar em contato com a reportagem, agora para checar se Marina Silva, candidata a vice, estava ou não no avião.

Diante da informação de que ela não estava na aeronave, a queda da Bolsa foi amenizada dentro da avaliação de que Marina pode assumir a candidatura presidencial do PSB e assegurar a realização de um segundo turno.

Logo depois, porém, o mercado voltou a oscilar, não tão fortemente como pela manhã. No final do dia, a Bolsa fechou com baixa de 1,53%, diante das avaliações de que o segundo turno pode juntar Dilma Rousseff e Marina Silva na reta final.

Economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito ressalva que ainda é cedo para avaliar os impactos da tragédia em Santos, mas acha que, se Marina for a candidata, o cenário fica mais complicado para Dilma porque o segundo turno estará praticamente garantido.

Tony Volpon, do banco Nomura, tem um balanço muito semelhante.

Em relatório, ele disse que a possível entrada de Marina na disputa aumenta as chances de segundo turno, o que é "negativo" para a presidente Dilma Rousseff.

25/05/2014

Falta um pingo neste pó

Filed under: Aécio Neves,Pó pará, Governador!,PSDB — Gilmar Crestani @ 12:11 pm
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O Aécio tem toda razão em se irritar sempre que é perguntado sobre seus usos e costumes. A imprensa vem de alguma forma furando o bloqueio e vez por outra cutuca. Mas vamos voltar às origens deste fenômeno. Adivinhe quem primeiro sugeriu que Aécio era, e não necessariamente por ser tucano, bom de bico? Foi José Serra. Quando disputava com Aécio a condição de candidato tucano, Mauro Chaves, colunista do Estadão e amigo muito próximo de Serra, jogou a primeira pedra em Aécio que o Estado de Minas abraçou: Pó pará, governador! São Paulo acusava o homem das alterosas de… leia aqui! Talvez este seja o menor dos vícios do Aécio. Outro, e que não é só dele, é jogar a culpa dos seus vícios no… PT. E o vício em álcool, pode? E o de censurar todo os que o criticam? E o das suas amizades com Zezé Perrella?

Droga não é o que ele fuma, cheira ou bebe, mas aquilo que ele representa em termos políticos: a apropriação do Estado pela direita hidrófoba!

Aécio Neves e as drogas

Postado em 25 mai 2014

por : Kiko Nogueira

Por Ramiro Furquim/Sul21

Em Porto Alegre: “Submundo”

Em 2006, durante um encontro com a Sociedade Americana de Editores de Revistas dos EUA, Obama foi questionado sobre o uso de drogas.

“Para começar, eu traguei”, disse ele, numa referência à famosa fanfarronice de Bill Clinton, ecoada por FHC (“fumei, mas não traguei”). ”Foi reflexo dos conflitos e da confusão de um adolescente”, continuou. “Adolescentes são frequentemente confusos”.

Ele já havia relatado em sua autobiografia, publicada em 1995, que fumou maconha, cheirou cocaína e não experimentou heroína porque não ia com a cara do traficante que tentava vendê-la.

O tema voltaria à baila mais algumas vezes. Dois anos depois daquela coletiva, Obama seria eleito.

Em Porto Alegre, a repórter Letícia Duarte, do Zero Hora, perguntou a Aécio Neves sobre os boatos na internet de que ele seria usuário de cocaína.

“Você sabe que existe hoje um submundo da política, nas redes. Anonimamente fazem qualquer tipo de acusação sobre seus adversários, esperando que alguém, talvez desavisadamente, com um pouco mais de credibilidade, possa trazer esse tema ao jornalismo sério. O que nós assistimos é uma guerrilha da internet”, falou.

“Eu me especializei em derrotar o PT. Há 15 anos eu ganho do PT no meu Estado no primeiro turno. Como não tem sobre a minha vida absolutamente nada (…). Eu fico feliz em ver que num momento desse o PT não consegue vir para o debate sobre o Brasil, o debate sério”.

Sua reação diante do assunto é destemperada — ou, no extremo oposto, demasiado calculada. Quando afirma que esse tema não é “jornalismo sério”, está intimidando ou tentando passar um recado para quem ousa falar nisso. Quis bloquear, na Justiça, as buscas no Google envolvendo seu nome. Segundo os advogados do Google, ele “parece ‘sensível’ demais às críticas sobre sua atuação”.

Em 2010, Aécio foi capa da revista Alfa (que eu dirigia). Depois de dias o acompanhando, bastou o repórter tocar no assunto para o tempo fechar. Aécio declarou, então: “Todo mundo teve 18 anos… Ah, experimentou um baseado com 18 anos? Sim. E ponto-final”. A entrevista acabaria ali.

Para o programa “Poder e Política”, da Folha, recentemente, ele trocou apenas alguns termos: “Quando tinha 18 anos, experimentei maconha e ficou por aí. E não recomendo que ninguém faça”.

Um estudante da PUC foi expulso de uma palestra com Aécio, em abril, depois de gritar uma questão sobre a “cocaína no helicóptero” (dos Perrellas, aliados de AN em Minas). Ficou na saudade.

Na saída, Marcelo Ximenes expôs uma dúvida talvez pueril, mas 300 vezes legítima: “Que democracia é essa que não se pode fazer uma pergunta?”

É a democracia de Aécio.

Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

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