Ficha Corrida

09/10/2013

As previsões do Polvo RBS

Não se pode brincar com a RBS. O povo jogou merda na RBS e o que ela faz? Devolve-a em forma de candidato ao povo! É o mito do eterno retorno.

A máfia siciliana entendia de ramificação, ou diversificação de atividades. Tudo bem, a máfia italiana não tinha um rede de televisão, mas Berlusconi tinha. Então o união fez a força e dominou a Itália nestes últimos 20 anos. Na Itália, o polvo ainda substitui o povo. No RS, povo se vê no polvo, porque nosso polvo é “ávido por todos os lados”.

Até a democratização a RBS não precisava de representantes na política, ela toda já era a parte e o todo da política. Nascera e cresceu com a ditadura. Como a maioria dos generais inquilinos do planalto eram gaúchos, o simbiose restou facilitada. Com a democratização a RBS se viu forçada a adotar algumas providências.

Por exemplo, quando Luis Fernando Veríssimo chamou Collor de Mello, numa crônica no jornal Zero Hora, de ponto de interrogação bem penteado, foi afastado pela RBS. Não é coincidência, portanto, que a mesma terra de Adão Latorre tenha produzido Geisel, Siegfried Ellwanger e Maurício Sirotsky Sobrinho. Se é verdade que o Brasil é um “Terra de Contrastes”, o RS é uma terra com trastes.

A RBS foi condenada nas vésperas da eleição de 1998 e seu pasquim Zero Hora foi recolhido. Nunca antes, durante a ditadura, a RBS havia sofrido qualquer punição. Pelo contrário, fora agraciada pelos bons serviços presados. Com a eleição de Antônio Brito a RBS esteve com os pés, os quatro, dentro do Palácio Piratini. Arrombada a porta, tudo o mais se justificava, inclusive a transferência da CRT para um consórcio formado entre a RBS e Telefônica de Espanha. A central de recados da Zero Hora, também conhecida por Página 10, era o local onde apareciam as mensagens cifradas com que o polvo se mexia. Coincidentemente, o administrador da página de recados que foi defenestrado numa limpeza da parte externa, para que internamente pudesse continuar a mesma prática, acabou sendo pego na Operação Rodin.

Depois de Antônio Brito a RBS ensaiou parceria estratégia com Vieirinha da Cunha. A melhor performance deste negócio foi uma aparição ao vivo no Jornal Nacional para atacarem o então governador Olívio Dutra. Olívio Dutra mereceu perseguição por parte da RBS como nem os ditadores tiveram coragem de externar a qualquer um de seus adversários. A ditadura perseguia, prendia, torturava, matava mas escondia o corpo. A RBS expunha da forma mais vil possível em todos os seus veículos. Tudo o que a RBS dizia no RS a respeito de Olívio, escondia em Santa Catarina a respeito de Espiridião e Ângela Amin. Acompanhei de perto esta esquizofrenia muito bem azeitada pelos seus financiadores ideológicos.

Quando o barco do Antonio Brito começou afunda, uma professora de boa aparência e fala fácil foi amestrada e desovada pela RBS em vôo nacional. Yeda Crusius acabo sendo eleita governadora do RS com ostensivo apoio da RBS. E tudo o que aconteceu sob seu governo foi acobertado pela mentora. As consequências políticas e policiais ainda não foram totalmente solucionadas. A Vara Federal de Santa Maria ainda está tentando desatar os nós do maior escândalo de corrupção patrocinado neste Estado.

lasier martinsNem havia esfriado o cadáver político da ilustre funcionária, outra moça, ex-miss Lagoa Vermelha, Ana Amélia Lemos, foi infiltrada na política. A diversidade partidária dos agentes da RBS não condiz com o polarismo político do RS, mas business is business. Seguindo os passos de Yeda Crusius, depois de um estágio em Brasília a Senador Ana Amélia Lemos já está apta a ocupar novamente o Palácio Piratini.

Nem vou falar nos menos cotados Paulo Borges, Sérgio Zambiasi e Afonso Motta, todos amestrados nos corredores e atrás das portas da RBS.

Por via das dúvidas, a RBS já se prepara lançando mais um dos seus amestrados com altos serviços prestados: Lasier Martins. Sobre este personagem de triste figura escrevi um artigo alguns anos atrás, no tempo em que colaborava com o Observatório da Imprensa, e que se mantém atual: Almoço do espanto.

Tudo isso só é  possível porque na “terra dos generais” só tem genérico.  Estes espécimes só aparecem e se proliferam porque há uma manada de anestesiados que neles votam.

Sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra!

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