Ficha Corrida

01/01/2017

Por que dependemos de um jornal espanhol para sabermos o que se passa em São Paulo?

Poderia parecer inacreditável, mas é lógica pura. O que acontece na Capitania Hereditária do PSDB, São Paulo, não pode ser explicado, muito menos informado, por veículos que fazem parte do esquema. Por mais paradoxal que seja, não seriam Veja, Estadão, Folha, Istoé, Valor e tantos outros veículos de “informação” sediados em São Paulo que mostrariam o que acontece na pauliceia desvairada. Teria de ser um jornal de fora, sem rabo preso com a cleptocracia local. Alguém que não pagasse tributo ao patos da FIESP.

Contudo, mesmo que não faça parte do cardápio dos assoCIAdos do Instituto Millenium, sempre acabam vazando porque na terra da garoa proliferam personagens como Ademar de Barros, Orestes Quércia, Paulo Salim Maluf, José Serra, João Dória JR, FHC, Geraldo Alckmin, Celso Pitta mais uma plêiades de Lalaus e Rodrigo de Grandis e… MiShell Temer!! Essas criaturas não nascem de forma espontânea e se reproduzem à luz do dia sem que sejam alimentadas e protegidas, para não dizer acobertadas, por quem teria a obrigação de informar. Ninguém engavetaria por três anos informações vindo da Suíça para proteger a plutocracia paulista se as denúncias de corrupção que saíssem na imprensa paulista de forma isenta. Mas a imprensa dá manchetes dizendo que a corrupção é unilateral, de empresas como a Alstom e Siemens, sem incluir um único participante paulista. Cadê a cota de paulistas envolvidos nos esquemas do Tremsalão? O Jornal El País joga um pouco de luz sobre a terra do PCC. O mau cheiro exalado de São Paulo pode ser explicado também pela existência de personagens como Ivan Sartori e Cássio Conserino. Como mostra o El País, nada é tão ruim em São Paulo que não possa piorar.

Só o Barão de Itararé para explicar porque a imprensa de São Paulo, além de partícipe dos golpes, todos, não se ocupa dos ladrões de merenda nem dos Tarja Preta: “De onde menos se espera, de lá mesmo é que não sai nada.

Uma lupa sobre os elos entre a promotoria e o Governo de São Paulo

Pesquisa da ONG Conectas, feita com entrevistas com promotores, vê problemas na proximidade

Antes de ser ministro da Justiça, Alexandre de Moraes foi promotor do MPSP e secretário do governador Geraldo Alckmin. Antes de ser ministro da Justiça, Alexandre de Moraes foi promotor do MPSP e secretário do governador Geraldo Alckmin. Eduardo Saraiva A2

 

Daniel Mello e Eliane Gonçalves (Agência Pública)

27 DEZ 2016 – 19:37 CET

Uma pesquisa inédita da organização Conectas chama atenção para a aproximação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) com a política. E, pelo que indicam os depoimentos colhidos dentro e fora do órgão, essas relações acabam por influenciar as decisões da promotoria. A pesquisa “Independência e Autonomia no Judiciário e Ministério Público de São Paulo” é resultado de entrevistas em profundidade com 37 membros do Poder Judiciário paulista, 15 deles do Ministério Público (MP), tomadas sob condição de anonimato.

MAIS INFORMAÇÕES

Os Grupos de Atuação Especial, como o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e o Gaema (de Defesa do Meio Ambiente) são, segundo a pesquisa, um exemplo de como a política tem influência no trabalho do MP. “Seus integrantes passam a receber uma remuneração maior, além de um apoio financeiro para a sua atuação”, diz o documento. “Como esses grupos respondem diretamente ao procurador-geral, por meio de seus indicados aos cargos, haveria um potencial controle maior de seus procedimentos e investigações, e que isso pode em alguns casos responder a interesses relacionados, por exemplo, ao governo do estado”, diz o estudo.

Medo da corregedoria

A pesquisa da Conectas revela ainda como processos sutis abrem brechas para o controle ideológico dentro da carreira. Um dos elementos apontados por Evorah Cardoso, responsável pelo estudo, é o acompanhamento dos recém-empossados durante o período probatório, feito por membros da Corregedoria. Os promotores novatos precisam enviar relatórios mensais de suas atividades: denúncias realizadas, recursos impetrados, justificativas para processos arquivados. Os relatórios são analisados e o corregedor e seus assistentes atribuem a eles os conceitos ótimo, bom, regular e insuficiente, como um boletim escolar. Rafael Custódio, um dos responsáveis pela pesquisa da Conectas, compara essa estrutura a uma “espécie de Big Brother” que dita o caminho a ser trilhado. “Não está monitorando se o promotor foi pego dirigindo alcoolizado ou se está ganhando dinheiro fora da lei. Está monitorando o teor das manifestações. Esse monitoramento é ilegal. É perigoso. [O promotor] Não tem mais que agir conforme sua cabeça, mas agir pensando no que a corregedoria vai ver.”

Desse modo, os promotores são influenciados, segundo Evorah, a adotar um modo de agir ligado a valores e ideias mais conservadoras e punitivistas, do ponto de vista penal. “O que foi muito relatado [pelos entrevistados] é que existe um medo da Corregedoria, de fazer algo errado no início da carreira. Então, a Corregedoria tem um papel muito forte de moldar esses profissionais jovens”, conta Evorah, que é doutora em direito pela Universidade de São Paulo e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Em outros órgãos, como na Defensoria Pública de São Paulo, o acompanhamento dos novos membros é feito, de acordo com Evorah, por uma comissão técnica que, apesar de ligada à Corregedoria, não se confunde com a parte disciplinar. “É feito de uma forma mais difusa.”

Após os estágios iniciais, a Corregedoria continua exercendo um papel importante, acompanhando de perto a atuação dos membros do MP. “Existe a sensação de um policiamento”, diz a pesquisadora. As menções negativas atribuídas pela Corregedoria têm, de acordo com o estudo, impacto na trajetória profissional. Custódio lembra que a Corregedoria é formada pelos profissionais mais antigos da carreira, o que acaba criando uma sensação de que “os mais velhos vigiam os mais novos”.

"(A Corregedoria) não está monitorando se o promotor foi pego dirigindo alcoolizado ou se está ganhando dinheiro fora da lei. Está monitorando o teor das manifestações. Esse monitoramento é ilegal. É perigoso”

Rafael Custódio, um dos autores da pesquisa da Conectas

No Estado de São Paulo, são muitos os exemplos de proximidade entre o MPSP e a política local. A começar pelo atual presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez. Capez tem fortes ligações com a Promotoria e o Judiciário. Não apenas fez carreira como promotor do estado como seu irmão, Flávio Capez, é procurador aposentado. Outro irmão, Rodrigo Capez, é juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo e foi instrutor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Antonio Dias Toffoli. A esposa de Fernando e uma de suas cunhadas também fazem parte do MPSP.

Atualmente, a Secretaria de Justiça estadual está sob o comando de um ex-procurador-geral de Justiça, Márcio Elias Rosa, que saiu do comando central do órgão responsável por vigiar o governo do estado para o próprio governo logo depois de ter deixado o cargo. Não foi o primeiro. O ex-procurador-geral do MP por três mandatos Luiz Antonio Marrey também foi secretário estadual de Justiça antes de tornar-se chefe da Casa Civil do vice-governador Alberto Goldman.

A proximidade é ainda maior na Secretaria de Segurança Pública (SSP). Nos últimos 20 anos, dos oito secretários da pasta, apenas um não veio do MP. O atual secretário e ex-procurador, Mágino Barbosa Filho, já fazia parte da equipe de assessores do seu antecessor, o ex-promotor Alexandre de Moraes, que por sua vez foi alçado a ministro da Justiça do Governo Michel Temer.

Além dos secretários Mágino (Segurança) e Saulo de Castro (Governo), de janeiro de 2015 a 2016 dez membros do MPSP se afastaram para ocupar cargos no Executivo estadual. Desses, três foram para a SSP e quatro para a Secretaria de Meio Ambiente. Outros dois deixaram temporariamente o órgão por posições na Assembleia Legislativa. A Corregedoria-Geral do Estado de São Paulo também passou a ser presidida por um procurador. Todos puderam manter os salários de promotor ou procurador, maiores do que os pagos no Executivo e no Legislativo.

Para Rafael Custódio, a relação entre Governos e MP não é exclusivo de São Paulo, mas nesse Estado o processo está mais consolidado. Ele acredita que tamanha proximidade é justamente um efeito colateral da Constituição de 1988: “Alguns autores acham que o Ministério Público virou a grande autoridade do Brasil, eles têm hiperpoderes. Eles viraram, talvez, o principal poder [do país]. Alguns políticos perceberam isso e decidiram que era melhor se aproximar desses caras do que virar rivais”.

A aproximação do MP com o Governo estadual tem impactos negativos, na opinião do professor Frederico Normanha, da Unicamp. “Você pega um secretário de Segurança Pública que era do Ministério Público, mas o Ministério Público tem a função de coibir abusos da polícia, controlada pelo serviço de segurança pública. Você cria um nó e não vai exercer controle nenhum”, avalia.

Rafael Custódio acha que em São Paulo “o governador gosta dos procuradores”. Ele avalia que essa aliança coloca em questão o próprio trabalho do MP de investigar o Governo. “Em São Paulo isso não acontece. Tanto que o cara é brindado com um cargo. Talvez o Ministério Público não esteja fazendo o trabalho dele direito.”

“O Ministério Público tem uma atuação profissional, isenta, independente. Os promotores têm garantias suficientes para isso"

Giampaolo Smanio, procurador-geral de Justiça

O novo procurador-geral de Justiça, Giampaolo Smanio, refuta qualquer interferência externa. “O Ministério Público tem uma atuação profissional, isenta, independente. Os promotores têm garantias suficientes para isso. Individualmente, se algum promotor quiser exercer cargos fora da instituição, isso é uma questão que vai ser analisada no dia a dia, mas isso não influi em nada na atuação dos promotores”, disse em entrevista à Pública.

Da mesma posição é o atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, entrevistado pela reportagem antes de assumir o cargo. Moraes ganhou projeção política no período em que foi promotor em São Paulo, de 1991 a 2002. Foi eleito primeiro-secretário da Associação Paulista do Ministério Público e assessorou o então procurador-geral José Geraldo Brito Filomeno (2000-2002). Deixou a Promotoria para assumir a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania de São Paulo no primeiro Governo de Geraldo Alckmin. Ocupou, desde então, diversos cargos no Executivo. Em 20 de junho de 2016, durante a posse de Gianpaolo Smanio como procurador-geral de São Paulo, Alexandre de Moraes ocupou lugar de destaque na cerimônia. Foi lá que conversou com a Pública: “O Ministério Público, seja de São Paulo, Federal ou de outros estados, é uma das instituições que melhor fornece quadros para a sociedade brasileira. Basta ver que na cerimônia de hoje nós temos um ex-promotor de justiça como presidente do Tribunal de Contas do Estado, um ex-promotor de Justiça como presidente do Tribunal de Justiça Militar. Ou seja, o Ministério Público é um exportador de quadros exatamente porque é uma instituição fortíssima”, defendeu. Indagado sobre possíveis conflitos de interesse em um ex-promotor assumir cargos no Executivo, ele disse: “Se a Constituição achasse que isso criaria um nó, não permitiria que aqueles que ingressaram antes de 5 de outubro [de 1988] pudessem exercer esses cargos, e a prova de que não há nenhum problema nisso são os belíssimos trabalhos e belíssimas funções que os membros do Ministério Público do país todo exercem e exerceram pelo Poder Executivo”.

A nomeação de membros do MP a cargos no Executivo passou a ser proibida a partir da Constituição de 1988. O entendimento do STF, no entanto, é que a regra só vale para os que ingressaram na carreira após a promulgação da Carta Magna. O objetivo é preservar promotores de qualquer controle ideológico ou financeiro para que possam processar governantes, fiscalizar a polícia e vigiar empresas privadas. Também são garantias o cargo vitalício, o salário irredutível e a lotação inamovível – ou seja, o promotor não pode ser retirado de uma comarca para outra, a menos que por interesse próprio.

Um promotor à margem

Os membros do MPSP que não se encaixam na ideologia dominante do órgão têm uma vida “marginal”, segundo Antônio Alberto Machado, que diz ter sofrido por adotar teses contrárias ao pensamento dominante durante os 31 anos como promotor.

Alberto conversou com a Pública dias depois de sua aposentadoria como promotor que atuou primordialmente com temas fundiários na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Ele também é livre-docente na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Franca. Entre uma função e outra, ficou com a segunda. Decisão que atribui a um “certo desencanto”. Sua crítica às carreiras jurídicas não está restrita ao MP: “Os tribunais e a lei não foram pensados para promover transformação social. Ao contrário. Eles nascem vinculados à ideia de manutenção da ordem estabelecida. Juízes, tribunais, o direito e a lei são naturalmente conservadores”. Seguindo uma linha de atuação diferente, Alberto Machado falou à Pública sobre sua a carreira:

Pergunta. Como é a vida do promotor que não se alinha ao pensamento hegemônico da instituição?

Resposta. É uma vida marginal. Marginal no sentido de que você está à margem da ideologia oficial, hegemônica.

P. Ser marginal tem impacto na carreira?

R. Eu tive. Eu fui preterido por oito anos, por exemplo. Fui processado [pela Corregedoria do MP] três vezes.

P. Preterido como?

R. Eu não era promovido. Fiquei em Sertãozinho [município de 120 mil habitantes, na região metropolitana de Ribeirão Preto] por oito anos. Muitos promotores que entraram depois de mim na carreira chegaram em Ribeirão Preto muito primeiro que eu.

P. Então a antiguidade não é o único critério de ascensão na carreira? Não caminha sozinha?

R. Não, não caminha. Ela caminha também por merecimento.

P. E como se julga o merecimento?

R. Merecimento é relacionamento. Não existe um critério objetivo para julgar o merecimento. O que o promotor faz ou não faz. Eu fiquei em Sertãozinho. Quando tinha tempo para ser promovido, eles [o MP] não abriam [vaga em] Ribeirão Preto por antiguidade. Só por merecimento. Eu acabei vindo por antiguidade [após nove anos de carreira]. Aí não teve jeito.

P. O senhor foi processado três vezes?

R. Fui e fui absolvido três vezes. Nas três vezes, por ter uma atuação, digamos, alternativa. Tudo por representação da Polícia Militar contra mim.

P. Que casos foram?

R. Em Sertãozinho, por exemplo, não tinha [nenhum] processo contra a PM por abuso de autoridade. Eu cheguei e comecei a processar a PM. Quando eu processei a PM, a PM se afastou e se colocou numa posição contrária à minha. Num caso específico, eles [a PM] entenderam que eu não teria processado um sujeito, que era pobre miserável, tinha aids e tal, por critérios de compaixão. Fizeram a representação contra mim. Eu acabei respondendo o processo na Corregedoria. Fui investigado por um ex-PM que era promotor e que foi até secretário de Segurança, o Antônio Ferreira Pinto. Ele pressionou testemunhas pra depor contra mim na Corregedoria. As próprias testemunhas disseram, no depoimento, que foram pressionadas e eu acabei absolvido.

Naquela época, a gente tinha uma atuação muito articulada com movimentos sociais, com movimento sindical de Sertãozinho, com movimento de direitos humanos. Por exemplo, o segundo processo que me arranjaram foi porque eu fui panfletar contra as blitze da Polícia Militar, junto com uma entidade de direitos humanos. Falaram que isso não era papel de promotor. E lá fui eu, de novo, responder por isso…

P. Não havia estigma pela proximidade com os movimentos sociais?

R. É um estigma grande. Você vai ficando meio decano na carreira e as pessoas também respeitam um pouco mais. Mas o estigma sempre há. Por exemplo, quando eu enchia a Promotoria de pobre, já diziam: “Ah! isso é coisa do Machadinho”. São aquelas piadinhas, aquelas coisa que, entre aspas, visam desqualificar um pouco e revelam que o perfil da Promotoria não é este: de encher a Promotoria de pobre, de sem-teto, de sem-terra e ficar lutando por esses direitos. O perfil do promotor, nesse caso, seria reprimir esses grupos. Esse é o perfil oficial.

Uma lupa sobre os elos entre a promotoria e o Governo de São Paulo | Brasil | EL PAÍS Brasil

24/04/2016

Ré pública

Michel RomaJornais do mundo todo estão denunciando a putaria finanCIAda pelos EUA, vendida pela Rede Globo e comprada pelos midiotas. Enquanto na Argentina invocam Carmen Miranda para explicar a suruba golpista, em Porto Alegre há outra Carmen que melhor exemplifica os valores dos golpistas, é o Carmen’s Club

Depois do "Die Zeit", da Alemanha, outro jornal argentino, agora o Pagina12 se soma na denúncia contra a República das Bananas instaurada pelos plutocratas em benefícios dos cleptomaníacos. A dupla Michel Temer & Eduardo CUnha são apenas duas bananas penduradas no cacho da Rede Globo, a mentora e condutora do golpe. Na Cosa Nostra a senha é o beijo. No Brasil atual  farta distribuição de estatuetas pela Rede Globo funciona como o termo “famiglia” dito por todos e cada um do grupo  “somos todos CUnha” no Congresso.

Depois do golpe, a maior batalha da Rede Globo e seus capitães-de-mato está em tentar convencer que golpe não é golpe. Acontece que no exterior as pessoas não se informam pela Rede Globo. Todos sabemos que a Rede Globo transforma qualquer república em ré pública. Como na fábula da rã e do escorpião, está no seu DNA.

Golpe Paraguaio será sempre golpe paraguaio. Independentemente do verniz que caras de pau o vendem, como publicou em seu twitter Marcelo Rubens Paiva, em resposta à camada de verniz com que tenta vender O Globo: “Está havendo um golpe e as instituições brasileiras são uma merda. Pronto, ofendemos.

Como dizem os argentinos, “hay que Temer, sempre, los boludos golpistas, pero sin perder la ternura!”

Diputados golpistas en la sesión circense en la que habilitaron el juicio a Dilma.

SUBNOTAS

Una republiqueta a lo Carmen Miranda

En el Palacio del Planalto confían en hacer valer en el plano internacional la legitimidad de Rousseff, votada por 54 millones de electores, ante el anómalo proceso destituyente que puede llevar al gobierno a Temer.

Por Darío Pignotti

Desde Brasilia

El fantasma de Carmen Miranda vive. En Estados Unidos la presidenta brasileña acusó de golpista a su vice Michel Temer, sin mencionarlo directamente, al que prometió denunciar ante el Mercosur si avanza el “impeachment” que comenzará a ser tramitado esta semana en el Senado tras ser aprobado por amplia –y circense– mayoría en Diputados el domingo pasado (ver aparte).

En el Palacio del Planalto confían en hacer valer en el plano internacional la legitimidad de Rousseff, votada por 54 millones de electores, ante el anómalo proceso destituyente que puede llevar al gobierno a Temer, quien la última vez que fue candidato por las suyas –en 2006– obtuvo menos de 100 mil votos y en encuestas recientes recogió menos del 2 por ciento de aprobación. Sin olvidar que la mandataria ya recibió el respaldo de la OEA, Unasur, la Corte Interamericana de Derechos Humanos y la Comisión Económica para América Latina, dependiente de la ONU.

La sorpresiva visita a la ONU fue atacada por la oposición que denunció una “campaña” del oficialista Partido de los Trabajadores y Dilma para desprestigiar al país mientras fuentes próximas a Temer admitieron la “preocupación” ante la mala imagen del impeachment en los medios estadounidenses y europeos.

Alarmado ante el bochorno internacional, el diario O Globo comparó las denuncias presidenciales con la propaganda nazi y el columnista Merval Pereira exclamó en una radio “Dilma nos hace quedar mal. ¡Qué irresponsable!”. El periodista del mayor grupo de comunicación latinoamericano añadió: “que en Naciones Unidas se hable de golpe nos pone a la altura de un país tercermundista, africano. Nos hace quedar como si fuéramos una republiqueta bananera”. El viernes a la tarde, desde Nueva York, la presidenta contraatacó. “Dijeron que yo vine a la ONU para hablar mal de Brasil, y vine a decir la verdad, creo que tengo derecho a defenderme…la precipitación de ellos (opositores) demuestra cuánto temen ser tachados como golpistas. ¿Y saben por qué lo temen? Porque lo son”.

Ocurre que mientras el plan destituyente progresa a paso firme, prácticamente irreversible, las evidencias de que se trata de un proceso anómalo son omitidas por la prensa local, la cual procura construir un consenso forzado según el cual el juicio político se ajusta a derecho. Es decir, disfrazar al golpe para volverlo aceptable, repitiendo la fórmula que esa misma cadena aplicó con la dictadura militar, a la que siempre denominó “revolución”, mientras a los dictadores los nombraba como “presidentes”.

Pero ese muro de silencio, eficaz para persuadir a la mayoría de los televidentes y consumidores de noticias brasileños, enfrenta problemas para ser exportado a la opinión pública internacional. Esto porque varios medios extranjeros, sin ser simpáticos con Dilma, han demostrado sus dudas sobre el modus operandi de Temer y su principal fiador político, el presidente de la Cámara de Diputados, Eduardo Cunha, procesado en la Corte por haber ocultado en Suiza cinco millones de dólares cobrados en presuntos sobornos para facilitar contratos en Petrobras.

Y no fue sólo Merval Pereira, el columnista de Globo, quien manifestó su temor a que Brasil sea visto como una republiqueta. El senador Aloísio Nunes Ferreira también habló en esos términos durante su visita a Washington la semana pasada a donde fue enviado por Temer para ejecutar una “contraofensiva” en la Casa Blanca, el Congreso y entidades no gubernamentales.

Según parece, el fantasma de Carmen Miranda asola a los adversarios de Dilma. La cantante brasileña (aunque nació en Portugal) triunfó en Hollywood en los años 40 y 50 con sus canciones alegres y su conocido tocado con flores y frutas en la cabeza. A veces en sus fotos se la decoró con bananas, para agradar el estereotipo brasileño consumido por el gran público norteamericano.

Dilma retornó en la mañana del sábado a la residencia oficial de Alvorada, en Brasilia, y de inmediato reasumió a presidencia que estuvo a cargo de Temer interinamente en el Palacio Jaburu, residencia del vicepresidente, donde se realizan reuniones para la formación de un futuro gobierno de excepción, apoyado por el empresariado, los banqueros, sectores del poder judicial y el conjunto de los medios. Se estima que a mediados o fines de mayo Temer asumirá el gobierno y automáticamente la presidenta tendrá que licenciarse del cargo por hasta seis meses.

Si el “impeachment” fuera aprobado en el Senado, y probablemente así será, Rousseff va a solicitar al Mercosur que su eventual sucesor Temer reciba el mismo trato dado en 2012 al ex presidente paraguayo Federico Franco suspendido por haber derrocado al mandatario electo Fernando Lugo.

Prácticamente todo el mundo, salvo la dirigencia política y parte de la prensa paraguaya, entendió que Lugo fue expulsado del poder al que llegó por los votos a través de una conjura disimulada con ornamentos institucionales. “Soy víctima de la persecución, esto fue un golpe del Mercosur” decía Federico Franco el presidente de excepción que nunca pudo sobreponerse a su falta de legitimidad, apelando a un discurso que, a fuerza de repetirlo hasta la saturación, hizo pie en la opinión pública de su país pero no tuvo igual éxito en la internacional.

Franco alegó que su ascenso al poder respetó lo previsto en la ley una argumento similar al esgrimido actualmente por Temer, “Decir que el impeachment es golpe es algo perjudica la imagen del país” en el exterior.

“Decir que esto no es golpe es querer tapar el sol con un colador” rebatió Dilma en Nueva York.

Página/12 :: El mundo :: Una republiqueta a lo Carmen Miranda

25/03/2015

O juiz que pratica os ensinamentos de Jorge Pozzobom

pozzobomHá poucos dias foi revelado o verdadeiro caráter de próceres do PSDB gaúcho, mas que é padrão nacional. Coube ao deputado gaudério, parceiro da RBS, Jorge Pozzobom, revelar o que todos sabiam mas não tinham como provar: “Me processa. Eu entro no Poder Judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”. Essa lama foi jogada para cima do Poder Judiciário e nenhum membro saiu em defesa, talvez por indefensável, do Poder Judiciário. Os exemplos deste tipo de compadrio se multiplicam e ninguém faz nada. Pelo contrário, há quem se congratula com esta promiscuidade. Até nas casas de tolerância há menos tolerância. Beijo na boca, por exemplo, nem pensar…

O Juiz Márcio José Tokars, do Paraná, aliás, teria de ser do Paraná, se junta ao Jorge Pozzobom. Por que será que esta promiscuidade já não causa mais repercussão? Por que será que virou normal o compadrio de segmentos do Judiciário com o PSDB. Não bastava Joaquim Barbosa e seu “foi feito pra isso, sim”?! Ou de Gilmar Mendes e sua ficha corrida de serviços prestados ao PSDB?!

Não basta a parceria com os grupos mafiomidiáticos, como demonstrou ontem a AgênCIA de notícias, Reuters… Até quando presenciaremos esta putaria desenfreada sem nos indignarmos?! Até quando o PSDB continuará fruindo desta liberdade de corromper, estuprar e depois tripudiar para cima das pessoas honestas?!

 

Juiz que liberou da cadeia primo do governador Beto Richa abre fogo contra Juca Kfouri, Dilma Rousseff e PT

Postado em 24 de março de 2015 às 4:28 pm

Do blog do esmael, do Paraná:

O juiz substituto em 2.º grau Márcio José Tokars, da 2.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), que concedeu ontem à noite um Habeas Corpus liberando o lobista Luiz Abi Antoun, primo do governador Beto Richa (PSDB), da prisão após uma semana, foi às ruas no último dia 15 de março contra o PT e o governo “corrupto” de Dilma Rousseff.

Quem relata isso é o próprio Tokars em seu perfil no Facebook, datado de 12 de março — véspera da manifestação que reuniu 80 mil pessoas em Curitiba. No texto, o juiz defende o panelaço da classe média e espinafra o jornalista Juca Kfouri que viu ódio da classe média contra a petista no artigo “O panelaço da barriga cheia e do ódio”.

O diabo é que Luiz Abi, o primo de Richa, esteve preso por fraude em licitações no governo do Paraná. Praticou corrupção. O parente do tucano foi solto mesmo com o magistrado reconhecendo a gravidade do delito. Tokars defendeu “medidas alternativas à prisão preventiva” do “chefe da quadrilha”, nas palavras do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Deputados perguntavam na manhã de hoje, nos corredores da Assembleia Legislativa, se o juiz Márcio José Tokars vai à próxima manifestação pelo impeachment de Dilma acompanhado de Luiz Abi Antoun, pois, como se sabe, os protestos contra o PT e a presidenta são engendrados dentro do Palácio Iguaçu. Mas os palacianos disfarçam bem sob o manto do “apartidarismo”.

A seguir, leia a íntegra da carta aberta do juiz Márcio José Tokars ao jornalista Juca Kfouri:

Resposta ao texto atribuído a Juca Kfouri (“O panelaço da barriga cheia e do ódio”)

Sou fã do Juca Kfouri. E continuarei sendo. Mas, como analista político, ele se revelou um grande conhecedor do futebol brasileiro. É capaz de recitar de memória a escalação do Corinthians nas oitavas de final do campeonato paulista de 1982, mas não de descrever a profundidade e gravidade do momento pelo qual nosso país está passando.

As diatribes que lança são tão desconexas da realidade que não podem ser respondidas de forma linear. Somente de forma fragmentada, e talvez mesmo desajeitada, podem ser analisadas. Segue minha tentativa:

1. A legitimidade do panelaço foi atacada pelo fato de advir de uma “elite branca” temerosa de perder seus privilégios. Esta defesa em forma de ataque está errada principalmente por duas razões:

a) a indignação à corrupção deslavada (que, somada à empáfia e à evidente incapacidade técnica de nossa presidente para dirigir a economia) não está limitada à classe média. Ainda ontem, Dilma foi ruidosamente vaiada em um evento em São Paulo. E foi vaiada por um grupo de 200 operários bastante distantes do conceito de elite branca; e

b) as pessoas com quem convivo e que manifestam, como eu, uma indignação plena por estarmos sendo representados e conduzidos por alguém como Dilma Roussef, de fato pertenceriam, na visão de Juca, a uma elite (se ainda fosse sociologicamente aceitável a estratificação). Mas a condição de elite atribuível a este grupo não decorre do fato de equiparmos nossas cozinhas com panelas de teflon, ou ainda de podermos viajar mais. Decorre de termos estudado mais, trabalhado mais e de estarmos mais comprometidos com nossos princípios éticos do que as pessoas que nos governam. Neste cenário, temos que confessar: somos a elite intelectual, laboral e ética do país. E essa elite é gigantesca.

2. O ingrediente racial adicionado à fórmula de ataque proposta por Juca Kfouri beira ao ridículo. É, em si, racista. Provavelmente não mereceria um comentário mais atento. Qualquer pessoa minimamente civilizada sabe que quantidade de melanina em nossas células epiteliais não faz qualquer diferença. Mas, se a pigmentação for mesmo relevante neste momento, talvez valha a lembrança de que nós, integrantes da classe média preocupada, somos descendentes diretos e próximos de verdadeiros red necks. Só fica a duvida: a pigmentação solar de quem veio para os trópicos há um século para, literalmente, lavorar, vale como argumento de legitimação?

3. Não estamos defendendo privilégios, mas conquistas. Tenho orgulho de poder oferecer aos filhos mais possibilidades de vida, sob o ponto de vista material, do que aquelas que tive (sem prejuízo do orgulho de poder preservar um ambiente doméstico de amor por aos filhos, que não poderia ser maior do que eu tive à disposição em minha infância). Tenho orgulho de ter uma casa confortável. Tenho orgulho de poder receber meus amigos e oferecer-lhes bons vinhos. Tenho orgulho de tudo isso. Mas também tenho a consciência de que nada disso é privilégio. É conquista. Conquista cujas principais características também devem ser destacadas:

a) não foi produzida ou maximizada pelas pelo governo do PT. O crescimento econômico que facilitou as coisas até 2010 não é obra de Lula/Dilma, mas de um cenário internacional tremendamente favorável (que gerou taxas de crescimento incríveis e contínuas em países como a Irlanda, a Ucrânia, a Colômbia e o México), e que foi bastante impulsionado pela exportação de commodities à China. Atribuível ao PT é a iminente recessão (que não é fruto do cenário internacional, mas da inanição interna – veja-se que os EUA, que levaram o maior tombo entre os países atingidos em 2008, estão crescendo 4,4% em uma economia que continuou sendo gigante); e

b) estão acessíveis a todos que disponham da vontade de trabalhar. Para estudar, basta um cérebro (equipamento de série em nossa espécie, mesmo que algumas pessoas levem a crer que não). Como muitos que hoje dispõem de suas varandas gourmet, estudei em escolas públicas (do pré-primário ao doutorado), cresci em casa de madeira com cheiro de cera Canário e vi buracos surgirem na sola de meus Ki-Chutes e Congas. As conquistas vieram de muito esforço, e não da capacidade ou da bondade do PT.

4. Temo, realmente, pela perda de minhas conquistas. Não confio em uma estrutura de poder que, sim, é corrupta (alguém pode explicar a fortuna de Lula?), que, sim, é ignorante (reclassificaram o substantivo “presidente” por absoluta falta de leitura e hoje são representados por uma ex?-assaltante de bancos cuja vida empreendedora se resume à falência de uma loja de bugigangas chinesas), e que, sim, já demonstrou não ter limites ou escrúpulos na preservação de seus privilégios (sim, privilégios, por não advirem de seu mérito, mas de seu poder).

5. Não há problema em os aeroportos estarem, na visão de Juca, cheios de gente humilde (aliás, vivo em aeroportos lotados por outras razões). Não há problema em as classes mais simples estarem na Universidade (ainda que a política de quotas parta de um preconceito essencial – sei disso: sempre estudei em escola pública e todos os meus colegas tinham capacidade de estudar). Não há problema para a elite branca se menos pessoas não estão morrendo de fome (palmas para o Bolsa Família, mesmo não sendo uma invenção petista ou brasileira). Ninguém se compraz com a miséria alheia. Ninguém aceita a preservação da miséria material (que é a menos complicada de sanar). Mas as misérias intelectual e ética, que parecem estar na essência de nossos políticos, revoltam porque não são fruto do ambiente; são pessoais e opcionais.

6. O PSDB é culpado por existir? Por que a defesa petista se limita a atacar o PSDB? Eu até levaria a sério, se estivéssemos investigando objetivamente a corrupção tucana. Mas estamos sendo apresentados a um colossal esquema de corrupção criado e alimentado (muito bem alimentado) nas entranhas do governo petista. Se o PT deseja se defender, que fale de si. Caso contrário, vamos culpar Pedro Álvares Cabral de uma vez e acabar com o problema (retirar seus despojos de onde estiverem e enfiá-los no sal seria uma ideia).

7. Não tenho ódio. Tenho medo. Medo de um ex-presidente que, transloucado, diz que fará “o diabo” para manter o PT no poder.

8. O panelaço não é antidemocrático. O Juca que me desculpe, mas minha agenda está apertada hoje (tenho que trabalhar). Assim, não vai dar pra citar um monte de gente. Mas tem um que é fácil por estar na memória: Friedrich Muller. Ele deixou claro que a democracia, quando vai além da legitimação artificial do poder pelo voto, é algo que não se encontra nas eleições, mas nos períodos que as separam. A eleição é menos exercício de poder do que renúncia (nunca vi grande vantagem em escolher qual dos inaptos vai me governar). A verdadeira democracia existe quando a população manifesta sua opinião de forma legítima, exatamente como está ocorrendo agora. A verdadeira democracia existe quando a população acredita em sua capacidade de construir a própria história. E a verdadeira democracia se consolida historicamente quando somos capazes de abandonar nossa zona de conforto para lutar por aquilo que é correto.

Enfim, estarei na rua no domingo. E não vou defender nenhum privilégio. Vou defender um país mais decente.

Diário do Centro do Mundo » Juiz que liberou da cadeia primo do governador Beto Richa abre fogo contra Juca Kfouri, Dilma Rousseff e PT

24/09/2014

Putaria na Globo

Quem “matou” Patrícia Poeta?

Veja mais aqui!

Por Altamiro Borges
Segue a polêmica sobre a estranha saída de Patrícia Poeta da bancada do Jornal Nacional. Apesar do comunicado oficial da TV Globo, que jurou que a troca já estava acertada há três anos [sic], ninguém parece acreditar e já surgem várias teorias sobre o episódio. Na semana passada, o colunista Daniel Castro, do site “Notícias da TV”, relatou que “William Bonner é apontado como pivô da queda”. Já na última sexta-feira (19), o site F5, a página de entretenimento da Folha, soltou uma bomba: “Saída do ‘Jornal Nacional’ teria relação com Carlinhos Cachoeira” – aquele famoso bicheiro de Goiás. Há ainda outras teses na praça. A estória até daria uma novela: Quem “matou” Patrícia Poeta?
Segundo Daniel Castro, a versão oficial “não foi digerida nos bastidores da própria emissora. Para jornalistas da Globo, Patrícia não saiu do JN; ela caiu. E todos os dedos apontam para William Bonner como o principal articulador da queda de Poeta, que, especula-se na emissora, deverá comandar um programa vespertino de variedades em 2015. Nos bastidores da Globo, é notório que Bonner nunca digeriu o fato de ter que aceitar Poeta como colega de bancada, em 2011, no lugar de Fátima Bernardes. Poeta, segundo essa versão dos fatos, não foi uma escolha de Bonner. Na Globo, há quem enxergue um processo de fritura de Patrícia Poeta, que fez Bonner mero coadjuvante durante a Copa do Mundo”.
O sinistro apartamento de R$ 23 milhões
“A justificativa oficial da TV Globo de que a saída de Patrícia Poeta estava planejada havia três anos não combina com a tradição da emissora de manter jornalistas durante muito tempo ocupando os mesmos cargos. William Bonner, por exemplo, está há 18 anos à frente do JN. Fátima Bernardes ficou 13 anos no telejornal. O maior indício de que Patrícia foi ‘expulsa’ do JN em plena campanha eleitoral vem da substituta de Renata Vasconcelos, que deixará o Fantástico para assumir o principal telejornal do país. Poliana Abritta, a nova apresentadora do programa, acaba de ser designada correspondente da Globo em Nova York. Ela nem chegou a estrear no posto”.
Em seu artigo, Daniel Castro já havia citado o estranho caso da aquisição de um imóvel por Patrícia Poeta. “Coincidentemente, sua saída do JN foi anunciada nove dias depois de vazar a notícia de que ela está comprando um apartamento de R$ 23 milhões em Ipanema, bairro nobre do Rio. O problema não é o valor do imóvel. Mas o vendedor: George Sadala, nome que o noticiário político relaciona à CPI do bicheiro Carlinhos Cachoeira e a oposição ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, coloca na ‘Gangue dos Guardanapos’”. Mas o colunista preferiu não avançar neste terreno pantanoso. A missão foi cumprida, na sequência, pelo site de entretenimento F5, da Folha:
A sangrenta guerra de bastidores no império
“Segue ecoando na Globo o anúncio repentino da saída de Patrícia Poeta do ‘JN’. Para alguns jornalistas da emissora, o fato tem associação direta com a notícia de que ela e seu marido, o diretor de programação da rede, Amauri Soares, estariam comprando um apartamento no Rio, no valor de R$ 23 milhões, que seria do empresário Georges Sadala, citado nas investigações sobre o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Segundo fontes da TV Globo, a notícia da compra do imóvel vazou para a imprensa e desagradou à alta cúpula da emissora. Teria até sido assunto de uma reunião. Procurado, Amauri Soares não comentou o assunto. Poeta deixa o ‘JN’ com a audiência em queda”.
Outro especialista em mídia, o jornalista Ricardo Feltrin, coloca mais um ingrediente na misteriosa história. “Independentemente das diferentes teses, apostas, teorias sobre os motivos que levaram à anunciada saída de Patrícia Poeta do ‘Jornal Nacional’ após apenas três anos no cargo, a mudança revela mais uma vez que há uma guerra permanente de poder no Jornalismo da emissora, que já dura vários anos. Os protagonistas da batalha são o todo-poderoso do departamento, Ali Kamel, e o diretor de Programação da casa, Amauri Soares – marido de Poeta e responsável por trazê-la do Sul para São Paulo no passado”. Para o colunista, Ali Kamel – e não William Bonner – foi o culpado pela morte prematura:
A rixa entre Kamel e Soares
“É óbvio que a Globo sempre desmentiu e desmentirá qualquer desentendimento dentro de sua cúpula, mas quem acompanha os bastidores da emissora sabe que há uma constante rixa entre Kamel e Soares. Não deixa de ser normal uma luta por poder em qualquer empresa, mas na TV Globo a coisa toma dimensões sempre épicas. Diferentemente do que se propagou, William Bonner teve pouca influência na decisão. Ali Kamel é que foi determinante para a saída de Patrícia Poeta. Indiretamente foram dados os mais diversos argumentos para a decisão, como pesquisas de opinião, queda de audiência (cerca de 25%) desde que ela assumiu o lugar de Fátima Bernardes, eventuais gafes e outros que tais”.
Ainda segundo o jornalista, esta guerra de bastidores no império global é sangrenta. “Amauri desperta ciúme há anos dentro da Globo. Primeiro, por causa de sua ascensão considerada "meteórica demais". É sempre apontado como um arrivista convicto. Depois, porque ele pediu o boné da Globo em certa ocasião, mudou para o SBT e criou o ‘Aqui Agora’ –único produto jornalístico concorrente que de fato assustou a Globo até hoje. Seis meses depois, ela correu atrás para trazer Soares de volta… Com a decisão pessoal de Fátima Bernardes deixar o ‘JN’, Amauri teve um novo embate com seu ‘rival’ e, sabe-se lá o porquê, acabou vencendo. Kamel já estudava Vasconcellos na bancada, mas acabou prevalecendo Poeta”.
Os podres da TV Globo
“Para azar dela ou pura coincidência, como queiram, sua entrada coincidiu com um novo período de queda de Ibope no telejornal. Portanto, Ali Kamel nem precisou fazer nenhum ‘jogo’ contra a âncora. O clima nos corredores é bem tenso. Ou mais tenso que o normal”. O jornalista ainda desmente a informação da emissora sobre o futuro da ex-apresentadora. “Não existe absolutamente nenhum projeto de novo programa para Patrícia Poeta, nem em entretenimento, nem em dramaturgia (ela já pensou em ser atriz, muito tempo atrás) tampouco em jornalismo. Portanto, ela vai para a geladeira por pelo menos um ano ou mais”. Como se observa, a guerra é violenta. Daria outra novela: “Os podres da TV Globo”.
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Altamiro Borges: Quem “matou” Patrícia Poeta?

17/09/2014

Vote MariNeca e ganhe um Itaú de vantagens

Filed under: Banco Itaú,Marina Silva,MariNeca,Neca Setúbal,Pilantropia,RedeCard — Gilmar Crestani @ 9:22 am
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Dano à imagem do Itaú pode custar mais que a multa

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O casamento entre Marina Silva e Neca Setubal, herdeira do Itaú e coordenadora do programa de governo da candidata do PSB, já causa danos à imagem do banco; na internet e nas redes sociais, a instituição financeira é alvo de uma série de "memes", que questionam, inclusive, a multa de R$ 18,7 bilhões imposta pela Receita Federal, por sonegação de impostos, ao banco da família Setubal; na web, a candidata socialista já é chamada de "Marineca" e há até uma campanha para que ela seja lançada candidata à presidência do Itaú; com seu engajamento pró-Marina, banco assumiu o risco e, mesmo que vença, pode vir a ter problemas; afinal, como reagiria a opinião pública, num eventual governo Marina, a um perdão da Receita Federal ao Itaú?

17 de Setembro de 2014 às 06:32

247 – Dias atrás, uma gerente do Itaú Personalité, em São Paulo, recebeu uma resposta inusitada de um potencial cliente, que prospectava para sua carteira.

– Não, obrigado. Não tenho interesse em ser cliente de um banco que tenta interferir no processo político brasileiro.

A reação era decorrente do excessivo engajamento do Itaú no processo eleitoral de 2014. Uma de suas acionistas, Neca Setubal, além de coordenadora do programa de Marina Silva, doou 83% dos recursos que bancam seu instituto. Além disso, em diversas entrevistas, defendeu temas de interesse do Itaú, como a independência do Banco Central e a redução do papel de bancos públicos, como Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal, na economia brasileira.

O impacto do casamento entre Marina Silva e Neca Setubal nos negócios do Itaú ainda levará tempo para ser devidamente avaliado. Mas os danos à imagem do banco já podem ser medidos nas redes sociais. Essa associação já produziu dezenas de "memes" – peças na internet que ironizam a situação.

Num deles, Neca Setubal "afirma": "Devo R$ 240 milhões para a Receita Federal. Eleja Marina e me ajude a sair dessa". Em outro, a mensagem é: "Fora Marina. E leve o Itaú junto". Há, também, na internet uma campanha para que Marina seja lançada candidata à presidência do Itaú. E já se espalha o apelido "Marineca" para a candidata, como se ela fosse uma marionete da herdeira do banco.

Tradicionalmente, bancos costumam ser mais conservadores, quando o assunto é política. Mantêm distância protocolar dos candidatos e, quando têm preferências, não as assumem explicitamente, mas apenas nos bastidores. Desta vez, no entanto, o Itaú decidiu correr o risco de uma exposição maior. E já paga o preço nas redes sociais.

Além disso, mesmo que "vença" as eleições presidenciais de 2014, com Marina Silva, o Itaú não terá tantos motivos para comemorar. Temas de interesse direto da instituição financeira, como a multa de R$ 18,7 bilhões imposta, por sonegação, pela Receita Federal, serão acompanhados de perto pela opinião pública. Afinal, qual seria a reação da opinião pública se o leão ficasse mais manso para os acionistas do Itaú?

Dano à imagem do Itaú pode custar mais que a multa | Brasil 24/7

11/09/2014

Quem sai ao patrões, não degenera: Viva a RBS! Viva Ana Amélia Lemos! Viva a Putaria!

Como é mesmo aquela parte do Hino Riogrande? Povo que não tem virtude acaba por ser escravo. Tirando o fato de ser racista, por parece que escravo não tem virtude, de resto parece ter sido escrito prevendo a desova da Ana Amélia Lemos pela RBS.

Ana Amélia foi CC do marido no Senado enquanto era diretora da RBS

 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Senadora no comício da campanha no Gigantinho, em Porto Alegre| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Da Redação

A senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) foi Cargo em Comissão (CC) do próprio marido, já falecido, o senador biônico Octávio Omar Cardoso, em 1986, acumulando essa função com o cargo de diretora da Sucursal do Grupo RBS, em Brasília. A portaria nº 256, de 9 de junho de 1986, assinada pelo então Primeiro-Secretário do Senado, senador Enéas Faria, designou Ana Amélia de Lemos “para exercer a função de Secretária Parlamentar, do gabinete do vice-líder do Partido Democrático Social, Senador Octávio Cardoso, a partir de 1º de abril do corrente ano”.

Portaria de nomeação da  hoje senadora Ana Amélia Lemos em cargos em comissão do Senado

Portaria de nomeação da hoje senadora Ana Amélia Lemos em cargos em comissão do Senado

Segundo Ato da Comissão Diretora do Senado nº12, de 1978, a função de Secretária Parlamentar exercida pela então jornalista tinha como tarefa prestar “apoio administrativo ao titular do Gabinete, preparar e expedir sua correspondência, atender as partes que solicitam audiência, executar trabalhos datilográficos, realizar pesquisas, acompanhar junto às repartições públicas assuntos de interesse do Parlamentar e desempenhar outras atividades peculiares à função”.

Pelo exercício dessas funções, o ato em questão definia o salário mensal de Cr$ 9 mil, (cerca de R$ 8.115,00 em valores atualizados), sujeito o contratado ao regime de 40 horas semanais de trabalho, sendo de 8 horas a jornada diária, devendo a frequência ser atestada, quinzenalmente, pelo titular do Gabinete.

Normas do exercício da função de secretário parlamentar de Gabinete de senador

Normas do exercício da função de secretário parlamentar de Gabinete de senador

Na época, Ana Amélia era diretora da sucursal da RBS, em Brasília, assinando uma coluna no jornal Zero Hora. A jornalista mudou-se para Brasília em 1979, acompanhando seu então marido Octávio Omar Cardoso, suplente do senador biônico Tarso Dutra (falecido em 1983), que foi efetivado no cargo em 1983, exercendo-o até 1987. Na capital federal atuou como repórter e colunista do jornal Zero Hora, da RBS TV, do Canal Rural e da rádio Gaúcha. Em 1982, foi promovida à diretora da Sucursal em Brasília.

As preocupações com a informática cópia1

Coluna de Ana Amélia no dia 09/06/1986

No dia em que a portaria de nomeação era publicada (09/06/1986), Ana Amélia Lemos assinava sua coluna no jornal Zero Hora, com o título principal: “As preocupações da informática”.

Moralidade cópia (1)

Editorial de ZH em 09/06/1986

Neste mesmo dia, um editorial de ZH defendia a moralidade nas nomeações de cargos públicos.

“A obrigatoriedade do concurso para provimento efetivo de cargos públicos é constantemente ignorada pela política do nepotismo, do apadrinhamento e do favorecimento”, afirmava então o editorial do jornal.

Em outra coluna, de 11 de abril de 1986, a jornalista comentou “a repercussão crítica feita pelo senador Octávio Cardoso ao presidente do Senado, José Fragelli, que desrespeitando acordo de lideranças sobre encerramento de atividades do Senado no dia do jogo Brasil-Argélia apareceu na TV como se fosse o único senador presente naquele dia em Brasília”.

Quase um ano depois da nomeação, em 17 de março de 1987, a Diretoria da Subsecretaria de Administração de Pessoal do Senado convocou Ana Amélia e um grupo de servidores que exerciam a função de Secretário Parlamentar “a fim de formalizarem a rescisão contratual”. Três dias depois, em 20 de março de 1987, os servidores em questão foram novamente convocados, por edital, publicado no Diário do Congresso Nacional,do dia 17 de Março de 1987, para, num prazo de três dias úteis, formalizarem a rescisão.

Edital de convocação para rescisão contratual

Edital de convocação para rescisão contratual

A reportagem do Sul21 procurou contato com a senadora Ana Amélia Lemos, por intermédio de sua assessoria de imprensa, na tarde desta quinta-feira (11), em várias oportunidades, para que ela confirmasse os dados apurados. No início da noite, a assessoria informou que ela estivera em atividades de campanha  e não teria tido intervalo em sua agenda para tratar do tema.

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22/02/2014

Saiba onde reside o amor dos Black Blocs

Filed under: BlackBosta,Copa 2014,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 10:00 am
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Quanto ao ódio, nos já sabemos… E de repente o PSDB gasta mais em publicidade que nas obras da Copa mas o silêncio dos vira-latas é ensurdecedor. Ué, ninguém via dizer #naovaiterpublicidade, #naovaitermidia?

Governo de SP gastou mais com publicidade do que com educação e segurança

Por Brasil Econômico – Gilberto Nascimento

O governo do Estado de São Paulo gastou em 2013 com publicidade R$ 238 milhões, segundo o portal Transparência. Este valor é duas vezes o total pago em investimentos na Secretaria de Educação do Estado (R$ 110 milhões). É mais do que os investimentos pagos, somados, nas secretarias de educação e segurança (R$ 108 milhões). Os valores não estão corrigidos. A Liderança do PT na Assembleia paulista encaminhará hoje ao secretário da Casa Civil, Edson Aparecido, pedido de informações sobre os critérios utilizados para a distribuição de recursos da publicidade oficial. O maior gasto foi justamente na Casa Civil: R$ 191 milhões. Segundo os números do PT, as despesas de publicidade do governo cresceram 141%, entre 2011 e 2013, saltando de R$ 99 milhões para R$ 238 milhões.

Nessa conta não estão incluídas os gastos de empresas independentes, como o Metrô, a Sabesp e a Dersa. O líder petista Luiz Cláudio Marcolino quer saber quem são os destinatários desses recursos, desde 2007, e se houve gastos de publicidade em publicações de circulação nacional. Pedidos de informações serão encaminhados também para o Metrô, Sabesp, Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos. Em 2005, no terceiro ano da gestão anterior de Alckmin, foram gastos com publicidade R$ 67,5 milhões. No terceiro ano agora, houve um acréscimo de R$ 176 milhões. “Os gastos nada mais são do que uma tentativa de sobreviver a uma avaliação negativa da gestão pública”, diz Luiz Marcolino, líder do PT na Assembleia.

Professor aponta o poder das agências

Especialista em finanças públicas, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Adriano Biava diz que o critério de pagamento do governo estadual revela quais são as prioridades da gestão. “Fica claro que as empresas de comunicação e propaganda têm um alto poder de barganha, ainda mais se considerarmos que estamos dentro de um ano eleitoral”, diz. Ele destaca que a ordem para efetuar os pagamentos não é decidida com base em critérios técnicos. O que não é pago em um ano fica como restos a pagar para o período seguinte. Procurada, a assessoria de comunicação do Palácio dos Bandeirantes não quis comentar.

SQN

26/10/2013

Esquecimento? Só um idiota acreditaria

Filed under: Ministério Público — Gilmar Crestani @ 10:11 pm
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O que mais me espanta nesta história é a ousadia que avacalha a inteligência e causa vergonha alheia. Se uma diarista esquecer o local dos talheres ou do balde e vassoura, está desculpada. Ela é diarista. Um Procurador da República que recebe um documento internacional, mandado por um órgão similar, vindo da Suíça e não do Paraguai, que envolve desvio de milhões de reais, justificar a inoperância com esta desculpa, é uma cusparada na cara de quem acredita nele. Este sujeito deveria ser posto no olho da rua se o Conselho Nacional do Ministério Público servisse para algo mais do que a defesa do corporativismo. Alguém pode acreditar num Ministério Público que comete um erro providencial destes? Tudo seria tão simples de entender não fossem seus serviços prestados ao PSDB de São Paulo e sua longínqua parceria com José Serra. Rodrigo de Grandis prova que a existência de um Gurgel não é um acaso, como pode se repetir. Se Rodrigo chegar lá. O sobrenome pode ser de grandis, mas sua desculpa é de gradante!

Procuradoria da Republica: um esquecimento providencial

Enviado por Luiz Eduardo Brandão, sab, 26/10/2013 – 15:35

Autor: Luiz Eduardo Brandão

Sem apoio do Brasil, parte do caso Alstom é arquivado pela Suíça

Sem a cooperação dos colegas brasileiros, procuradores da Suíça que investigam negócios feitos pela multinacional francesa Alstom com o governo do Estado de São Paulo arquivaram as investigações sobre três acusados de distribuir propina a funcionários públicos e políticos do PSDB. A Suíça pediu em fevereiro de 2011 que o Ministério Público Federal brasileiro interrogasse quatro suspeitos do caso, analisasse sua movimentação financeira no País e fizesse buscas na casa de João Roberto Zaniboni, que foi diretor da estatal CPTM entre 1999 e 2003, nos governos dos tucanos Mário Covas e Geraldo Alckmin, mas nenhum pedido foi atendido. De acordo com a Procuradoria da República em São Paulo, o gabinete do procurador Rodrigo de Grandis, responsável pelas investigações sobre os negócios da Alstom no Brasil, cometeu uma "falha administrativa": o pedido da Suíça foi arquivado numa pasta errada e isso só foi descoberto na quinta-feira. O pedido ficou sem qualquer providência por dois anos e oito meses. As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo.

A procuradoria suíça também solicitou que fossem interrogados os consultores Arthur Teixeira, Sérgio Teixeira e José Amaro Pinto Ramos, suspeitos de atuar como intermediários de pagamento de propina pela Alstom. Os procuradores da Suíça apontam que Arthur Teixeira e Sérgio Teixeira foram os responsáveis pelos repasses ao ex-diretor da CPTM. Após perceber a falha administrativa, a Procuradoria no Brasil disse que já avisou o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) sobre o problema e que as autoridades suíças serão indagadas se ainda querem adotar medidas quanto aos suspeitos. No entanto, nesta semana autoridades brasileiras receberam a informação de que os suíços arquivaram as investigações sobre Zaniboni, Ramos e Sérgio Teixeira, morto em 2011. Eles haviam sido indiciados por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. O único que continua sendo investigado é Arthur Teixeira, controlador da empresa Gantown, sediada no Uruguai, que teria feito repasses da Alstom para Zaniboni entre 1999 e 2002. Zaniboni afirma que o dinheiro se referia a serviços de consultoria prestados antes de sua chegada à CPTM.

Procuradoria da Republica: um esquecimento providencial | GGN

09/10/2013

As previsões do Polvo RBS

Não se pode brincar com a RBS. O povo jogou merda na RBS e o que ela faz? Devolve-a em forma de candidato ao povo! É o mito do eterno retorno.

A máfia siciliana entendia de ramificação, ou diversificação de atividades. Tudo bem, a máfia italiana não tinha um rede de televisão, mas Berlusconi tinha. Então o união fez a força e dominou a Itália nestes últimos 20 anos. Na Itália, o polvo ainda substitui o povo. No RS, povo se vê no polvo, porque nosso polvo é “ávido por todos os lados”.

Até a democratização a RBS não precisava de representantes na política, ela toda já era a parte e o todo da política. Nascera e cresceu com a ditadura. Como a maioria dos generais inquilinos do planalto eram gaúchos, o simbiose restou facilitada. Com a democratização a RBS se viu forçada a adotar algumas providências.

Por exemplo, quando Luis Fernando Veríssimo chamou Collor de Mello, numa crônica no jornal Zero Hora, de ponto de interrogação bem penteado, foi afastado pela RBS. Não é coincidência, portanto, que a mesma terra de Adão Latorre tenha produzido Geisel, Siegfried Ellwanger e Maurício Sirotsky Sobrinho. Se é verdade que o Brasil é um “Terra de Contrastes”, o RS é uma terra com trastes.

A RBS foi condenada nas vésperas da eleição de 1998 e seu pasquim Zero Hora foi recolhido. Nunca antes, durante a ditadura, a RBS havia sofrido qualquer punição. Pelo contrário, fora agraciada pelos bons serviços presados. Com a eleição de Antônio Brito a RBS esteve com os pés, os quatro, dentro do Palácio Piratini. Arrombada a porta, tudo o mais se justificava, inclusive a transferência da CRT para um consórcio formado entre a RBS e Telefônica de Espanha. A central de recados da Zero Hora, também conhecida por Página 10, era o local onde apareciam as mensagens cifradas com que o polvo se mexia. Coincidentemente, o administrador da página de recados que foi defenestrado numa limpeza da parte externa, para que internamente pudesse continuar a mesma prática, acabou sendo pego na Operação Rodin.

Depois de Antônio Brito a RBS ensaiou parceria estratégia com Vieirinha da Cunha. A melhor performance deste negócio foi uma aparição ao vivo no Jornal Nacional para atacarem o então governador Olívio Dutra. Olívio Dutra mereceu perseguição por parte da RBS como nem os ditadores tiveram coragem de externar a qualquer um de seus adversários. A ditadura perseguia, prendia, torturava, matava mas escondia o corpo. A RBS expunha da forma mais vil possível em todos os seus veículos. Tudo o que a RBS dizia no RS a respeito de Olívio, escondia em Santa Catarina a respeito de Espiridião e Ângela Amin. Acompanhei de perto esta esquizofrenia muito bem azeitada pelos seus financiadores ideológicos.

Quando o barco do Antonio Brito começou afunda, uma professora de boa aparência e fala fácil foi amestrada e desovada pela RBS em vôo nacional. Yeda Crusius acabo sendo eleita governadora do RS com ostensivo apoio da RBS. E tudo o que aconteceu sob seu governo foi acobertado pela mentora. As consequências políticas e policiais ainda não foram totalmente solucionadas. A Vara Federal de Santa Maria ainda está tentando desatar os nós do maior escândalo de corrupção patrocinado neste Estado.

lasier martinsNem havia esfriado o cadáver político da ilustre funcionária, outra moça, ex-miss Lagoa Vermelha, Ana Amélia Lemos, foi infiltrada na política. A diversidade partidária dos agentes da RBS não condiz com o polarismo político do RS, mas business is business. Seguindo os passos de Yeda Crusius, depois de um estágio em Brasília a Senador Ana Amélia Lemos já está apta a ocupar novamente o Palácio Piratini.

Nem vou falar nos menos cotados Paulo Borges, Sérgio Zambiasi e Afonso Motta, todos amestrados nos corredores e atrás das portas da RBS.

Por via das dúvidas, a RBS já se prepara lançando mais um dos seus amestrados com altos serviços prestados: Lasier Martins. Sobre este personagem de triste figura escrevi um artigo alguns anos atrás, no tempo em que colaborava com o Observatório da Imprensa, e que se mantém atual: Almoço do espanto.

Tudo isso só é  possível porque na “terra dos generais” só tem genérico.  Estes espécimes só aparecem e se proliferam porque há uma manada de anestesiados que neles votam.

Sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra!

As previsões do Polvo RBS

Não se pode brincar com a RBS. O povo jogou merda na RBS e o que ela faz? Devolve-a em forma de candidato ao povo! É o mito do eterno retorno.

A máfia siciliana entendia de ramificação, ou diversificação de atividades. Tudo bem, a máfia italiana não tinha um rede de televisão, mas Berlusconi tinha. Então o união fez a força e dominou a Itália nestes últimos 20 anos. Na Itália, o polvo ainda substitui o povo. No RS, povo se vê no polvo, porque nosso polvo é “ávido por todos os lados”.

Até a democratização a RBS não precisava de representantes na política, ela toda já era a parte e o todo da política. Nascera e cresceu com a ditadura. Como a maioria dos generais inquilinos do planalto eram gaúchos, o simbiose restou facilitada. Com a democratização a RBS se viu forçada a adotar algumas providências.

Por exemplo, quando Luis Fernando Veríssimo chamou Collor de Mello, numa crônica no jornal Zero Hora, de ponto de interrogação bem penteado, foi afastado pela RBS. Não é coincidência, portanto, que a mesma terra de Adão Latorre tenha produzido Geisel, Siegfried Ellwanger e Maurício Sirotsky Sobrinho. Se é verdade que o Brasil é um “Terra de Contrastes”, o RS é uma terra com trastes.

A RBS foi condenada nas vésperas da eleição de 1998 e seu pasquim Zero Hora foi recolhido. Nunca antes, durante a ditadura, a RBS havia sofrido qualquer punição. Pelo contrário, fora agraciada pelos bons serviços presados. Com a eleição de Antônio Brito a RBS esteve com os pés, os quatro, dentro do Palácio Piratini. Arrombada a porta, tudo o mais se justificava, inclusive a transferência da CRT para um consórcio formado entre a RBS e Telefônica de Espanha. A central de recados da Zero Hora, também conhecida por Página 10, era o local onde apareciam as mensagens cifradas com que o polvo se mexia. Coincidentemente, o administrador da página de recados que foi defenestrado numa limpeza da parte externa, para que internamente pudesse continuar a mesma prática, acabou sendo pego na Operação Rodin.

Depois de Antônio Brito a RBS ensaiou parceria estratégia com Vieirinha da Cunha. A melhor performance deste negócio foi uma aparição ao vivo no Jornal Nacional para atacarem o então governador Olívio Dutra. Olívio Dutra mereceu perseguição por parte da RBS como nem os ditadores tiveram coragem de externar a qualquer um de seus adversários. A ditadura perseguia, prendia, torturava, matava mas escondia o corpo. A RBS expunha da forma mais vil possível em todos os seus veículos. Tudo o que a RBS dizia no RS a respeito de Olívio, escondia em Santa Catarina a respeito de Espiridião e Ângela Amin. Acompanhei de perto esta esquizofrenia muito bem azeitada pelos seus financiadores ideológicos.

Quando o barco do Antonio Brito começou afunda, uma professora de boa aparência e fala fácil foi amestrada e desovada pela RBS em vôo nacional. Yeda Crusius acabo sendo eleita governadora do RS com ostensivo apoio da RBS. E tudo o que aconteceu sob seu governo foi acobertado pela mentora. As consequências políticas e policiais ainda não foram totalmente solucionadas. A Vara Federal de Santa Maria ainda está tentando desatar os nós do maior escândalo de corrupção patrocinado neste Estado.

lasier martinsNem havia esfriado o cadáver político da ilustre funcionária, outra moça, ex-miss Lagoa Vermelha, Ana Amélia Lemos, foi infiltrada na política. A diversidade partidária dos agentes da RBS não condiz com o polarismo político do RS, mas business is business. Seguindo os passos de Yeda Crusius, depois de um estágio em Brasília a Senador Ana Amélia Lemos já está apta a ocupar novamente o Palácio Piratini.

Nem vou falar nos menos cotados Paulo Borges, Sérgio Zambiasi e Afonso Motta, todos amestrados nos corredores e atrás das portas da RBS.

Por via das dúvidas, a RBS já se prepara lançando mais um dos seus amestrados com altos serviços prestados: Lasier Martins. Sobre este personagem de triste figura escrevi um artigo alguns anos atrás, no tempo em que colaborava com o Observatório da Imprensa, e que se mantém atual: Almoço do espanto.

Tudo isso só é  possível porque na “terra dos generais” só tem genérico.  Estes espécimes só aparecem e se proliferam porque há uma manada de anestesiados que neles votam.

Sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra!

16/03/2013

Por que jornalistas e juízes não podem ter — e muito menos ser — amigos

Filed under: Ayres Britto,Gilmar Mendes,Golpismo,Grupos Mafiomidiáticos,Merval Pereira,STF — Gilmar Crestani @ 11:31 am
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O que é a Página 10 da Zero Hora senão uma central de recados (Central de recados da RBS). Lembro dos tempos em que era operada por José Barrionuevo, um dos heróis da Pensant e da Operação Rodin. Diga-me com quem andas e direi quem és. No caso, uma mão lava a outra; as duas, a bunda!

Por que jornalistas e juízes não podem ter — e muito menos ser — amigos

Paulo Nogueira15 de março de 201365

O grande editor Joseph Pulitzer dizia que jornalista não podia ter amigo; no Brasil tem — e o pior é que entre as amizades estão juízes.

photo

Merval, com Gilmar Mendes e Ayres de Britto no lançamento do livro

Já falei de Mensalão, o livro de Merval.

Volto ao assunto, depois de ver fotos do lançamento em Brasília. Figuras eméritas da Justiça Nacional correram, sorridentes, a prestigiar a cerimônia..

O pudor, se não a lei,  deveria impedir este tipo de cena. Veja as expressões de contentamento e cumplicidade. Que isenção se pode esperar da Justiça brasileira em casos relevantes que porventura envolvam Merval e, mais ainda, a Globo?

Mas o pudor se perdeu há muito tempo. Em outra passagem imoral desse  interesseiro caso de amor entre mídia e justiça, o ministro Gilmar Mendes compareceu sorridente, em pleno julgamento do Mensalão, ao lançamento de um livro de Reinaldo Azevedo em que os réus eram massacrados.

Ali estava já a sentença de Gilmar.

O grande editor Joseph Pulitzer escreveu, numa frase célebre, que “jornalista não tem amigo”. Ele próprio viveu em reclusão para evitar que amizades influenciassem os rumos do jornal que comandou.

Para que você tenha uma ideia da estatura de Pulitzer, foi ele quem rompeu com a tradição de publicar as notícias na ordem cronológica. Ele estabeleceu a hierarquia no noticiário. Estava inventada a manchete,  bem como a primeira página.

Era um idealista. “Acima do conhecimento, acima das notícias, acima da inteligência, o coração e a alma do jornal reside em sua coragem, em sua integridade, sua humanidade, sua simpatia pelos oprimidos, sua independência, sua devoção ao bem estar público, sua ansiedade em servir à sociedade”, escreveu.

Tinha uma frase que me tem sido particularmente cara na carreira: “Jornalista não tem amigo.”

Como a “Deusa Cega da Justiça”, afirmava Pulitzer, ele ficava ao largo das inevitáveis influências que amizades com poderosos trazem. “O World [seu jornal], por isso, é absolutamente imparcial e independente.”

Merval tem muitos amigos, como se vê na foto deste artigo. Não é bom para o jornalismo que ele faz. E pior ainda é que ele é correspondido no topo da Justiça brasileira.

Juízes, como os jornalistas, não deveriam ter amigos, como pregou Pulitzer. Pelas mesmas razões.

Os nossos têm, e parecem se orgulhar disso, como se vê na foto acima.

Leia mais: Joaquim Barbosa é a personalidade mais desagradável de 2012.

Leia mais: O que o julgamento do mensalão ensinou aos brasileiros.

Diário do Centro do Mundo – Por que jornalistas e juízes não podem ter — e muito menos ser — amigos

14/05/2011

A cara do FMI

Filed under: Direita — Gilmar Crestani @ 10:17 pm
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O FMI fez isso o tempo todo com a população pobre. Meteu no de todo mundo, sem uma cuspidinha. E tem gente pelo PIG que gosta e faz prosa. Fazer o quê? Cada um sabe de si, não é Danuza Leão?!

Preso Diretor-Gerente do FMI por agressão sexual

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, foi preso agora à tarde no aeroporto John Kennedy, em Nova Iorque, quando se preparava para embarcar em um vôo da Air France com destino a Paris.

Líder de todas as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais francesas do próximo ano, Dominque é acusado de ter atacado sexualmente, esta manhã, uma arrumadeira do hotel Sofitel,onde estava hospedado entre as ruas 44 e 45 West.

Atualização das 20h55 – Eram mais ou menos 16h45 em Nova Iorque (17h45 hora de Brasília) quando detetives da polícia aeroportuária erntraram de repente no vôo 23 da Air France que estava pronto para decolar dali a 10 minutos com destino a Paris. Todos os passageiros estavam a bordo.

Dominique foi retirado do avião e levado para a unidade P.S.A. 5, que atende vítimas de casos especiais de agressões. A polícia investiga o que parece ter sido um "ataque brutal".

Atualização das 21h17 – Somente um jornal circula na França aos domingos. É o "Le Journal du Dimanche". Que circulará com a mais recente pesquisa de intenção de voto para presidente da República. Em todos os cenários pesquisados, Dominique aparece como vencedor absoluto da eleição do próximo ano.

Atualização das 21h36 – Jornais de Nova Iorque informam que Dominique sodomizou a arrumadeira. E que a obrigou a fazer sexo oral. Ele tinha um encontro neste domingo em Berlim com a chanceler alemã Ângela Merkel.

Blog de Ricardo Noblat: colunista do jornal O Globo com notícias sobre política direto de Brasília – Ricardo Noblat: O Globo

13/05/2011

Kassab e Alckmin criticam PT por usar cargos para atrair aliados, mas fazem o mesmo em São Paulo – O Globo

Filed under: Direita,Instituto Millenium,Isto é PSDB!,Rede Globo — Gilmar Crestani @ 8:32 am
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Notem que O Globo acusa o PT, por que  no partido da oposição da Globo, são todos petistas. Nos partidos aliados dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium, só aparecem os meliantes. O partido é preservado. Além disso, acusam Kassab & Alckmin, só. Nada dizem da mesma prática por Fernando Henrique e José Serra ou Aécio. A mentira faz parte do DNA das Organizações Globo.
Como o PT, Alckmin e Kassab loteiam cargos

Kassab e Alckmin criticam PT por usar cargos para atrair aliados, mas fazem o mesmo em São Paulo

Publicada em 12/05/2011 às 23h17m

Sérgio Roxo

SÃO PAULO – Para acomodar aliados e inflar o seu novo PSD, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, tem ampliado de forma contínua o número de secretarias da prefeitura. Só no último mês foram criadas mais duas, e o total de pastas atingiu o recorde de 29. Quando José Serra (PSDB) deixou a prefeitura em 2006, eram 21 secretarias. Kassab também está loteando a gestão entre aliados, como faz o tucano Geraldo Alckmin no estado, apesar de PSDB, DEM e o novo PSD atacarem o loteamento feito pelo PT no governo federal.

EVITOU POLÊMICA: Marco Maciel recusa convite de Kassab

" Distribuir cargos entre os partidos da base faz parte do jogo "


Cientistas políticos avaliam que o inchaço da máquina nos últimos meses tem o objetivo de atrair integrantes para o PSD que Kassab está criando e aproximar legendas que possam se aliar ao prefeito no futuro.

– Distribuir cargos entre os partidos da base faz parte do jogo. Todos os governos fazem. Mas o Kassab extrapolou tudo. Ele está construindo um partido nacional com recursos da prefeitura de São Paulo. É escandaloso. Deixou de administrar a cidade para cuidar do partido – avalia Fernando Abrucio, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Depois de anunciar a saída do DEM, Kassab pôde buscar aliados entre os partidos da base de apoio ao governo Dilma Rousseff. O PCdoB, que era oposição ao seu governo, mudou de lado e ganhou uma secretaria. O comunista Gilmar Tadeu Ribeiro Alves foi nomeado, no mês passado, para a pasta Especial de Articulação da Copa do Mundo.

No malabarismo político, o prefeito paulistano chegou até a nomear um secretário para despachar de Londres. Walter Feldman, que ocupava a pasta de Esportes, assumiu este mês a Secretaria Especial de Articulação de Grandes Eventos e terá a missão de acompanhar os preparativos para os Jogos Olímpicos de 2012. Fundador do PSDB, Feldman deixou o partido no mês passado e pode ingressar no PSD.

Com a transferência do ex-tucano, Kassab contemplou o PMDB com a Secretaria de Esportes. O presidente municipal do partido, Bebeto Haddad, foi o escolhido. Na mesma leva, o ex-prefeito Uebe Rezeck, de Barretos e também do PMDB, ficou com a Secretaria de Participação e Parceria.

– O Kassab fez um rearranjo nos cargos na prefeitura que serviu como moeda de troca para atrair políticos para o PSD – analisa o cientista político Rubens Figueiredo, do Centro de Pesquisa e Análises de Comunicação (Cepac)

Busca de aliados até em outros estados

O prefeito paulistano também tem escolhido aliados, inclusive de outros estados, para serem conselheiros empresas estatais municipais. Os ocupantes desses postos ganham salário de R$ 6 mil para participarem de um reunião por mês. O ex-vice-presidente e ex-senador Marco Maciel (DEM), que mora em Recife, por exemplo, foi nomeado para os conselhos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e São Paulo Turismo (SPTuris) da cidade. Nesta quinta-feira, ele desistiu dos cargos.

O ex-deputado federal Raul Jungmann (PPS), também de Pernambuco, está no conselho da Empresa de Processamento de dados (Prodan). O ex-deputado federal Gilberto Nascimento (PSC) ocupa cargos em três conselhos: CET, Companhia de Habitação (Cohab) e São Paulo Transportes (SPTrans).

– É claro que a nomeação do Marco Maciel e do Jungmann é uma tentativa de atrair políticos pernambucanos para o PSD – afirma Abrucio.

A prefeitura foi questionada sobre as nomeações de secretários, mas informou que não existe loteamento para cargos na administração municipal e que os critérios de escolha são técnicos. Também afirmou que a pasta de Articulação para a Copa 2014 exerce importante função, mas não implicou em criação de estrutura administrativa porque não há servidores subordinados ao secretário.

PSD altera composição do governo do estado

A criação do PSD também mexeu com a composição do governo estadual paulista, do tucano Geraldo Alckmin. Depois que o vice-governador Guilherme Afif Domingos, que acumulava a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, anunciou que ingressaria no novo partido, o DEM passou a reivindicar uma secretaria no governo tucano. Para a legenda voltar a ter representação no primeiro escalão, Alckmin exonerou Afif e transferiu o tucano Paulo Alexandre Barbosa da pasta de Desenvolvimento Social para a de Desenvolvimento Econômico. Rodrigo Garcia (DEM) foi nomeado para a vaga aberta com a mudança.

Na gestão Alckmin, cinco (incluindo a pasta do DEM) das 26 secretarias são ocupadas por políticos de partidos que apoiam a gestão tucana. Há caso em que o domínio da pasta por uma sigla atravessa gestões. O PTB já ocupava a Secretaria de Esportes, Lazer e Turismo, com Claury Alves da Silva. Ele ficou no cargo até março do ano passado, quando pediu demissão para disputar a eleição para deputado federal. Ao tomar posse, em janeiro deste ano, Alckmin nomeou para a pasta o médico Jorge Pagura, também do PTB.

A área de Turismo foi desmembrada e ganhou uma secretaria própria, comandada pelo deputado federal Márcio França, do PSB. França disse que quando o PSB foi convidado para integrar o governo estadual, colocou como condição ter uma secretaria para poder participar das decisões políticas da gestão. Mas o secretário nega tenha ocorrido um loteamento da administração.

– O que as pessoas chamam de lotear, na verdade, é governar com outros partidos. Não existe nenhum lugar no mundo, a não ser nas ditaduras, onde se governa com um único partido – disse França.

Outra pasta que passou a existir com Alckmin, a de Saneamento e Recursos Hídricos, desmembrada da de Energia, foi assumida pelo deputado estadual Eduardo Giriboni, do PV.

O quinto partido a ter um representante no primeiro escalão do governo é o PPS. O presidente estadual da legenda, David Zaia, ocupa a Secretaria de Emprego. DEM e PPS fizeram parte da aliança que elegeu Alckmin no ano passado no primeiro turno. Mas PV e PSB tiveram candidatos próprios na disputa contra o atual governador. Os dois partidos só se aproximaram do governo tucano depois da eleição. O PTB não lançou candidato.

Procurada, a Secretaria da Casa Civil do governo paulista informou, por meio da assessoria de imprensa, que "o secretariado paulista é escolhido pelo governador Alckmin, observando critérios técnicos, de competência e éticos para trabalhar em benefício do estado e de sua população". A pasta acrescentou ainda que os integrantes do governo "estão comprometidos em cumprir o plano de governo assumido durante a campanha eleitoral e atuam sob as diretrizes traçadas única e exclusivamente pelo governador de São Paulo".

Kassab e Alckmin criticam PT por usar cargos para atrair aliados, mas fazem o mesmo em São Paulo – O Globo

27/03/2011

Uma puta anticomunista

Filed under: Instituto Millenium — Gilmar Crestani @ 6:43 pm
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O Ocidente e sua luta contra o império do mal, URSS, abriram mão de qualquer prurido moral. Contra os russos, a Igreja & EUA financiaram o Solidariedad polaco e sírio-afegão Bin Laden. Tudo valia a pena se a puta fosse eslovena. Diametralmente oposto ao amor devotado ao anticomunismo era o ódio contra a Teologia da Libertação. De que adianta Obama agora prestar homenagem a Oscar Romero. Melhor seria ter denunciado quem esteve envolvido na morte do Bispo de El Salvador. No Brasil e principalmente na Argentina, a Igreja católica abençou quepes e fuzis contra o povo. A TFP, que agora sobrevive nas sombras da Opus Dei, e o Instituto Millenium, que substitui a OBAN, são resquícios de um tempo em que se usava o nome de Deus para prender, torturar e assassinar. Não é por outro motivo que a velha mídia reunida pela associação mafiomidiática, Instituto Millenium, são contra a Comissão da Verdade para apurar os crimes praticas pelos ditadores.

 

El arzobispo que emitía porno hace ‘crack’

Creador de un imperio mediático, un prelado esloveno provoca uno de los mayores desfalcos de la historia de la Iglesia Católica

MIGUEL MORA | Roma 27/03/2011

Franc Kramberger, exarzobispo de la ciudad eslovena de Maribor (820.000 habitantes, el 80% católicos, y 143 parroquias), es a la vez un hombre de fe y un emprendedor. En dos décadas levantó un imperio mediático y tecnológico, y no dudó en emitir películas pornográficas en la televisión local T-2, donde era accionista de referencia, para competir en el duro mundo del capitalismo salvaje. Eso era en 2007. El 3 de febrero pasado, Kramberger fue invitado a dimitir por la Conferencia Episcopal de Eslovenia a causa de los desmanes financieros cometidos durante sus 30 años de gestión.

      El agujero financiero asciende a unos 800 millones, tres veces los ingresos oficiales del Vaticano al año

      Una visita apostólica (inspección) ordenada por el papa Benedicto XVI en 2010 ha confirmado las peores sospechas. El pujante grupo empresarial creado por el exobispo de Maribor y su execónomo, Mirko Krasovec, está cerca de la quiebra. Los cálculos del inspector vaticano afirman que el agujero asciende a cientos de millones de euros, seguramente más de 800, una cifra equivalente al 2% del PIB esloveno y tres veces superior a los ingresos anuales del Vaticano (250 millones en 2009). Además de la ruina de imagen, 30.000 inversores que confiaron en los divinos contactos de Kramberger y Krasovec podrían perder todos sus ahorros.

      Probablemente se trata de uno de los mayores desfalcos vividos por la Santa Sede, aunque el arzobispo Joseph Marcinkus y la bancarrota del Banco Ambrosiano pusieron el listón muy alto en los años ochenta. Maribor se ha convertido en una pesadilla para Joseph Ratzinger: seis años tratando de limpiar la suciedad de la Iglesia y todavía sigue enredado en la herencia de su antecesor, que será elevado a los altares el próximo 1 de mayo.

      Tras la visita apostólica, el arzobispo de Liubliana, Anton Stres, ha abierto una investigación y ha prometido "que todos los responsables serán castigados". Pero la pregunta que muchos se hacen en Roma es cómo pudo una diócesis marginal endeudarse como una multinacional sin que el Vaticano se enterase.

      La historia se ha conocido en detalle gracias a la revista italiana L’Espresso, que ha revelado el contenido de la investigación vaticana sobre las "aventureras inversiones" del obispo. Nombrado en 1980 por Karol Wojtyla, el prelado comenzó a invertir a principios de los años noventa. El Vaticano asegura que solo sospechó que pasaba algo raro a finales de 2007, cuando llegó a Roma la noticia de que T-2, la televisión eslovena controlada por la Iglesia, emitía programas pornográficos.

      Los periódicos locales organizaron un pequeño escándalo, y la extrañeza de Roma aumentó unos meses después, cuando el obispo de Maribor envió a la curia una petición poco frecuente: solicitaba permiso para suscribir dos hipotecas por cinco millones cada una. La jerarquía pidió aclaraciones al nuncio. El embajador papal intuyó que detrás de los espacios eróticos había algo más. Mauro Piacenza, entonces secretario de la Congregación para el Clero, reclamó a la diócesis información detallada.

      Primero sobre la empresa de comunicación T-2, luego sobre las cuentas y holdings creados por la diócesis. Las respuestas tardaron meses, lo que amplió las sospechas del Vaticano. Piacenza advirtió a Tarcisio Bertone, secretario de Estado, y el Papa decidió mandar a Maribor a un inspector que le informara directamente. Gianluca Piredda, experto en finanzas, llegó a Eslovenia a comienzos de 2010.

      Piredda no tardó en entender que el agujero de la archidiócesis de Kramberger era un cráter. Analizó cuentas, revisó papeles, encargó una auditoría y mandó sus conclusiones a Roma el pasado octubre. L’Espresso resume así el contenido: "La pequeña Iglesia ha dado zancadas más largas que sus piernas, creando un imperio económico que se está tambaleando".

      En el principio fue el banco Krek. La diócesis lo funda en 1990, y en 10 años se convierte en el décimo del país (el obispo lo acabaría vendiendo en 2002). Lo segundo es una sociedad comercial, la Gospodarstvo Rast. En unos años, el obispo y su ecónomo crean dos nuevos grupos, el Zvon 1 y el Zvon 2, ambos controlados por Rast: compran inmuebles y otras empresas y suscriben créditos por decenas de millones hipotecando el patrimonio inmobiliario de la diócesis.

      El ecónomo, Mirko Krasovec, en el cargo desde 1985, era un hacha diversificando: bancos, construcción, gas, petróleo e incluso una misteriosa empresa llamada Cinkarna que se dedica a producir y distribuir "pigmentos de dióxido de titanio".

      Con el tiempo y la crisis, el imperio empieza a generar más deudas que beneficios. "La Zvon 1 tiene inversiones a largo plazo por 416 millones y deudas por 524", afirma el inspector. La inversión más crítica es la televisión T-2 (120 millones), que en su página web se autodefine como "El Futuro": telefonía, Internet y televisión digital distribuida a través de una red de fibra óptica propia.

      "El Futuro", en todo caso, nunca llegará. La auditoría de KPMG, encargada por el Vaticano, da por perdido el 70% del capital invertido en T-2, cuyo valor de mercado bajó hasta 26 millones. Lo malo, escribe Piredda a Ratzinger, "es que nadie quiere comprarla por más dinero".

      La quiebra podría partir de ahí: un tribunal de Maribor ya ha declarado insolvente a T-2. Si no se salva, será difícil que Zvon 1 sobreviva. Su gemela, la Zvon 2 (el 35% en Bolsa en manos de 30.000 inversores), pende de un hilo: debe 189 millones.

      El pelotazo fue creciendo con los años, pero fuentes oficiales vaticanas han dicho ya que Ratzinger y Bertone solo conocieron el pastel hace unos meses. La Santa Sede alegará que los culpables son el obispo y el ecónomo, quien antes de ser despedido escribió una carta diciendo: "Creo firmemente que nuestra buena fe también nos ayudará a superar, con espíritu fraterno y ayuda recíproca, esta prueba".

      La carta, en la que el ecónomo reconoce que actuó hasta 2007 sin informar al Vaticano, parece la principal baza para que la Santa Sede pueda librarse de tener que hacerse cargo de la deuda. Algunos quizá se conformen. El banco italiano Unicredit prestó a la diócesis de Maribor 11,2 millones hipotecando un monasterio del siglo XIII y un taller de órganos musicales.

      23/10/2010

      Zé do Caixão & Zoofilia da Globo

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