Ficha Corrida

16/07/2015

PP gaúcho: Sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra.

ANA RBS LEMOSEm tudo o que acontecimento, bom ou ruim, a RBS busca sempre a presença de um gaúcho entre vítimas ou agraciados. Só não encontra seus ex-funcionários quando estes são pegos fazendo o que aprenderam com ela. A RBS não via nada de errado em Antônio Britto lhe entregar a CRT. A RBS também não sabia que sua funcionária, Ana Amélia Lemos era funcionária fantasma do Senado. Casada com um senador biônico, Ana Amélia tinha licença da RBS para diuturnamente atacar o PT e defender a RBS. Foi assim que a$$oCIOu à campanha do Aécio Neves e do Tiririca da Serra, José Ivo Sartori. O PP gaúcho tem esta tradição de se vincular à RBS e, desculpe à redundância, ao atraso político, econômico e cultural. Não é sem motivo que Mônica Leal virou Secretária da Cultura da paulista que inventou a “pantalha gaúcha” e o “bebê japonês”. Yeda Crusius, outra cria da RBS, legou ao Rio Grande a Operação Rodin em que aparecem os mesmos correligionários do PP e, vejam só, José Barrionuevo, da Central de Recados, do pastiche Zero Hora.

Como um mão lava a outra, com seus funcionários na linha de frente da política gaúcha, a RBS não precisa de advogados para se defender nas Operação Zelotes e na Operação Pavlova. Da mesma forma, nada desabonador sobre eles sai na RBS. Neste consórcio, quando uma mão suja lava a outra, as duas ficam sujas.

Como diz o hino riograndense, povo que não tem virtude acaba por ser escravo da RBS. E os escravos da RBS não só votaram nos seus funcionários Antonio Britto, Yeda Crusius, Ana Amélia Lemos, Lasier Martins, como também se vangloriam de ser ignorantes. Só uma manada amadrinha pela RBS poderia colocar no Piratini mais esta peça folclórica, que faz do verdadeiro Tiririca parecer um intelectual de conhecimento enciclopédico. Perto de Luis Carlos Prates, outra prata da casa, o outro Luís, o Heinze, também prata desta plagas, pela suas considerações culturais em relação aos índios, se assemelha à Maria Teresa de Calcutá. Heinze é parte de uma tradição gaúcha que canta em prosa em verso o orgulho de grosso, idiota e preconceituoso. Nem vou falar na famiglia Germano, e seus Farid do mesmo saco!

Graças a RBS, elementos como Augusto Nardes ganham projeção nacional. E nada a respeito deles é informado para a massa ignara que continua cantando nossas patranhas como se fossem façanhas.

Moral de Cuecas: Augusto Nardes, do TCU e do PP, é denunciado por recebebimento de propina

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Do Brasil 29

O ministro (“adorado” pela oposição) Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), autor de um relatório em que aponta irregularidades nas contas do governo federal em 2014 (as chamadas ‘pedaladas fiscais’) teve o nome envolvido em denúncias de propina em obras públicas em documentos apreendidos com executivos da Camargo Corrêa.

A denúncia foi feita pela revista Carta Capital. A reportagem cita um “termo de acordo” de 500 mil reais de Nardes com o ex-diretor do DNIT( Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, e com o PP, o partido do ministro.

O caso do cartel das empreiteiras que prestam serviços à Petrobras, investigado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, envolveu recentemente o nome do presidente do tribunal, Aroldo Cedraz, tornando ainda mais fragilizada a credibilidade da instituição que investiga Dilma.

O empresário Ricardo Pessoa, em delação premiada, revelou à Justiça que pagava R$ 50 mil por mês ao advogado Tiago Cedraz, filho do ministro, para obter informações privilegiadas que dissessem respeito à sua empresa.

(com informações do Brasil247 e Carta Capital)

Lê também aqui no Blog:

PP da Anamélia, do Germano e do Heinze mostram o que é hipocrisia
A “carta de agradecimento” (?) da Ana Amélia a empreiteira OAS

Luizmuller’s Blog | Espaço de divulgação de textos e ações que defendem trabalho decente no Rio Grande e no Brasil

22/09/2014

RBS x Rio Grande

rbs brito yeda ana ameliaAté a Folha está vendo, mas há uma manada gaúcha que parece estar usando antolhos. Todo mundo está vendo, as eleições gaúchas opõem interesses dos gaúchos aos da RBS.

Não é mero acaso que todo ano a RBS desova algum funcionário para ocupar cargos políticos.

Esta tentativa de captura do erário público via funcionários não acontece com outras empresas de mídia do RS. A Pampa não faz isso. O Correio do Povo/Rádio Guaíba/Record não fazem isso. O Grupo Sinos não faz isso. Mas a RBS faz. Faz porque, como diz a propaganda institucional, é ávida por todos os lados. No tempo da ditadura, em virtude da parceria, a RBS não mandava funcionário ocupar cargo público. Era o contrário, a ditadura empregava na RBS. Paulo Sant’Anna que o diga.

Na democracia, quando se extinguiu a parceria da RBS com o dinheiro público, viu-se obrigada a ir desovando, ano a ano, funcionários que pudessem continuar abastecendo o duto.

Foi Antônio Britto e ganhou uma CRT de vantagens. Depois Sérgio Zambiasi. Na sequência, Yeda Crusius, a pior governadora do Brasil naqueles anos. Quando via a derrocada da Yeda, a RBS lançou Ana Amélia Lemos.

Trazendo de Brasília, depois de 40 anos, para concorrer ao governo do Estado, busca substituí-la por Lasier Martins.

Concordar com isso é uma coisa, dizer que isto não existe, é arrematada burrice! O pior cego é que não quer ver!

 

Ana Ameba LemosnELEIÇÕES 2014

Disputa no RS opõe petistas e jornalistas famosos da TV local

Olívio Dutra e Tarso Genro encaram popularidade de Lasier Martins (PDT) e Ana Amélia (PP)

Candidata é líder na disputa pelo governo e ataca contas do Estado, que tradicionalmente não reelege governador

FELIPE BÄCHTOLDDE PORTO ALEGRE

Dois veteranos do PT contra dois ex-apresentadores da principal rede de comunicação do Estado marcam as acirradas disputas eleitorais no Rio Grande do Sul.

De um lado, o atual governador e candidato à reeleição, Tarso Genro, 67, e o ex-governador Olívio Dutra, 73, que concorre ao Senado.

De outro, Ana Amélia Lemos (PP) e Lasier Martins (PDT), jornalistas que se tornaram conhecidos entre os gaúchos por comentários críticos a políticos tradicionais.

Na briga pelo governo, Tarso tenta superar a má avaliação e o histórico local: desde a ditadura militar, nunca um partido governou o Estado por dois mandatos seguidos.

Para romper o tabu, o petista precisa reduzir a vantagem de Ana Amélia, 69, ex-radialista e comentarista do grupo RBS, afiliado da Globo.

No Datafolha da semana passada, ela apareceu dez pontos à frente do petista.

Já na corrida ao Senado, a liderança é dividida entre Dutra e o ex-apresentador Martins, 72, que deixou a TV há menos de um ano para marcar a sua estreia na carreira política do Estado.

O antigo vínculo de Ana Amélia e Lasier com o grupo de comunicação virou motivo de ataques de petistas.

Tarso vem dizendo que a adversária "não conhece o Rio Grande" pois morou por décadas em Brasília, onde comentava assuntos do Congresso e do Planalto.

Tanto ela como Lasier possuíam ampla visibilidade em vários veículos da rede, que lidera a audiência em variados segmentos do Estado.

Lasier, por exemplo, somando o tempo como âncora no rádio e a apresentação de um programa em um canal a cabo da RBS, ficava três horas e meia ao vivo por dia.

Na tela, o pedetista e a candidata do PP adotavam uma linha de comentaristas ponderados. Ana Amélia se mostrava mais informativa e dedicava menos espaço a opiniões. Especializou-se no agronegócio e, hoje, é vista quase como uma representante do setor.

PROBLEMAS DE CAIXA

Na campanha, Ana Amélia e Lasier estão em coligações distintas, mas têm atacado a situação das finanças do governo petista. A candidata critica o saque de depósitos judiciais e fala que, se eleita, vai "arrumar a casa".

O Rio Grande do Sul é hoje o Estado mais endividado do país proporcionalmente e sofre com um rombo na Previdência –há mais funcionários inativos do que ativos na folha de pagamento.

Tarso diz que já articula a renegociação da dívida do Rio Grande do Sul com o governo federal e que a crise nas contas tem "40 anos".

14/09/2014

Por que a RBS quer comprar o RS?

RBSn

A RBS quer fazer do RS uma grande fazenda para cuidar de sua manada. Só a passividade bovina de boa parcela dos gaúchos explica porque a RBS tenta emplacar pela terceira vez um seu funcionário no comando do Estado. Primeiro foi Antonio Britto, e com isso a RBS ganhou de bandeja uma CRT de vantagens. Depois Yeda Crusius, e, como não poderia deixar de ser, a RBS fez de conta que não era com ela, e toda corrupção só chegou ao conhecimento dos gaúchos por outros veículos. Agora é a vez da Ana Amélia Lemos e sua ética de ocasião. Se a ocasião é boa para ela, tudo bem. Se não é, foda-se!

Olívio Dutra já teve de enfrentar o cavalo do comissário e o derrotou. A RBS não perdoou e, dia após dia, direcionou todos os ataques possíveis e inimagináveis. Hoje não é mais o cavalo, mas Ana Amélia. Se Tarso vencer, como se comportará num eventual segundo mandato de Tarso?

A dúvida que me espanta: a RBS escolhe funcionários pela falta de ética ou a falta de ética eles adquirem na convivência do dia a dia da RBS?!

Para RBS, Código de Ética da empresa não se aplica ao caso Ana Amélia
O Grupo RBS manifestou-se oficialmente neste sábado, em matéria publicada no jornal Zero Hora (Ana Amélia foi CC no gabinete do marido no Senado em 1986), dizendo que não vai se pronunciar sobre o caso porque entende que “o assunto diz respeito à candidata”. O assunto em questão diz respeito ao fato de a jornalista Ana Amélia Lemos ter acumulado, em 1986, por um período de aproximadamente onze meses, as funções de diretora da sucursal da RBS em Brasília e a de um Cargo de Confiança (CC) no gabinete do marido, o senador biônico Octávio Cardoso (PDS, sucedâneo da Arena, o partido da ditadura implantada no Brasil a partir do golpe de 1964). A RBS entende entende que não tem nada a ver com o fato de uma de suas principais formadoras de opinião ter acumulado as funções citadas.

Não é o que afirma o Guia de Ética e Autorregulamentação Jornalística do Grupo RBS, que proíbe e condena expresamente esse tipo de prática e conduta. A manifestação da empresa dizendo que não tem nada a ver com o assunto contraria o que afirma o seu próprio código de ética, que afirma:

Os jornalistas da RBS devem ter em mente que, aos olhos do público, a sua atitude pessoal, no exercício da atividade ou não, está sob permanente observação. Portanto, jornalistas devem considerar que sua atividade profissional frequentemente se confunde com sua vida pessoal, exigindo de todos elevados padrões éticos e de conduta em diferentes momentos e circunstâncias, a fim de assegurar sua credibilidade e a do veículo para o qual trabalham.

Ao tratar de possíveis conflitos de interesse envolvendo profissionais da empresa, o guia diz:

É vedado exercer atividades paralelas à da RBS que configurem conflito de interesses, concorrência ou que comprometam as obrigações e responsabilidades para com a empresa.

Além disso, recomenda aos seus profissionais:

RBS Ana AL“…não participar, em serviço ou não, de almoços, jantares ou confraternizações de caráter político, entre os quais eventos relacionados a disputas em entidades de classe ou outros organismos”

Ao defender o princípio da isenção na atividade dos veículos da empresa, o Guia de Ética do grupo declara:

Ao elaborar uma notícia, o jornalista da RBS deve ter como única motivação divulgar, com precisão e equilíbrio, um fato de interesse do público. Quando o jornalista tiver algum tipo de envolvimento pessoal ou emocional com o fato ou com o entrevistado, deve declarar-se impedido de realizar a tarefa.

E ainda:

Comentaristas, colunistas, comunicadores ou colaboradores externos que tenham envolvimento pessoal com o caso ou situação em questão devem deixar clara esta condição para o público.

A elaboração do Guia de Ética da empresa é posterior ao ano de 1986, mas já naquela época a RBS condenava editorialmente a prática do nepotismo e da falta de transparência, como atesta uma nota editorial (“Moralidade”), publicada coincidentemente no mesmo dia em que era publicada a nomeação de Ana Amélia para desempenhar a função de Secretária Parlamentar no gabinete do próprio marido. Entre outras coisas, o editorial afirma:

“A obrigatoriedade do concurso para provimento efetivo de cargos públicos é constantemente ignorada pela política do nepotismo, do apadrinhamento e do favorecimento”.

Hoje, a RBS diz que não tem a ver com isso e que o assunto “diz respeito à candidata”.

rsurgente | Política, Economia & Cultura – Marco Aurélio Weissheimer

25/07/2014

Heil, Satã der!

Filed under: Antonio Britto,Emílio Botín,Meridional,RBS,Santander — Gilmar Crestani @ 10:30 pm
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O Pasquim de 07/01 a 14/01/87 traz Listão dos Melhores do Sul em 1986. Antônio Britto ganhou o título de “Vivo do Ano”. Para o Pasquim, Britto foi o vivo do ano anterior. Para a RBS, foi o cavalo de Tróia introduzido no Palácio Piratini para obter, só pra si, a CRT.

Não satisfeito, o RS entregou ao Santander o Meridional. Hoje, os grandes lucros do Santander no Brasil sustenta a matriz. Cada centavo roubado dos gaúchos alimenta a falida economia espanhola. Como no tempo das navegações, sujeitos do tipo Antonio Britto e FHC, trocaram nosso patrimônio por estas quinquilharias e dois minutos de apupo midiático. Nada poderia ser mais apropriado do que o sobrenome do comandante do Santander: Botín!

O povo gaúcho parece que não aprendeu nada. Continuou acreditando em Matrioshka. Todo ano a RB$ tira de dentro de si uma nova boneca e enfia goela abaixo da manada. A combalida Espanha agradece.

Chupa-cabras

Fernando Morais

O jornalista Fernando Rodrigues, da Folha, revelou que o banco Santander enviou aos seus clientes de alta renda um texto afirmando que o eventual sucesso eleitoral de Dilma vai piorar a economia do Brasil. Segundo o banco, se Dilma melhorar nas pesquisas de intenção de voto, os juros e o dólar vão subir e a bolsa, cair.

Esses espanhóis comandados por Don Emílio Botín (que não se perca pelo nome) estão cuspindo no prato em que comeram.

Além do Brasil, o conglomerado financeiro Santander tem bancos no Reino Unido, Portugal, México, Chile, Argentina, Alemanha, Estados Unidos, Polônia, Espanha, Peru, Porto Rico e Uruguai.

Em 2011 e 2012 todo eles, à exceção do Santander brasileiro, deram prejuízo. O lucro obtido no Brasil, no período, foi o que salvou a instituição de ficar no vermelho.

Como dizia Brecht, o que é assaltar um banco comparado a criar um banco?

Ao contrário do que afirmava o imperador Vespasiano, pecunia olet.

SQN

Antonio Britto + Yeda Crusius + Ana Amélia Lemos + Lasier Martins = RBS

A Operação Rodin desmascarou o choque de gestão dos funcionários da RBS. Ela só pensava ni$$o.

A RBS continuou como se não fosse com ela. Por via das dúvidas, desovou Ana Amélia Lemos para fazer estágio em Brasília. Se a loira não der certo, lança outra pedra no meio do caminho.

Despacha Lasier Martins para levar o microfone da Rádio Gaúcha bajular prefeitos do interior. Os debates pelo interior do RS eram regados a conchavos e pagamentos de ajuda de custo com vistas à candidatura deste ano.  Esqueça a isenção da Lasier Martins. Ele foi feito pela RBS para isso mesmo. Saiu da mesma forma de outros do mesmo quilate.

Os gaúchos elegeram, pelas mãos da RBS, Antonio Britto. Vendeu o que pode e doou a CRT para  RBS.

Yeda criou as escolas de latas e a casa mal assombrada na Bela Vista. Ana Amélia, a miss Lagoa Vermelha, fazia política pelas mãos de Pratini de Moraes enquanto preparava a manada que a sufragaria. Lasier fez caravana carregando o cartão de funcionário da RBS pelo interior do RS buscando adestrar a boiada para a eleição deste ano.

O que a Polícia diz? Pense. Trata-se de lembrar a obra-prima do escultor francês, Auguste Rodin, o pensador.

Operação Rodin: Justiça aceita denúncia contra ex-governadora, mas defesa vai recorrer

Bruno Alencastro/Sul21

Governadora Yeda Crusius /Foto: Bruno Alencastro/Sul21

Da Redação

A Justiça Federal de Santa Maria acatou a denúncia do Ministério Público em ação de improbidade administrativa, enquadrando a ex-governadora Yeda Crusius como ré, em um dos 15 processos resultantes das investigações da Operação Rodin.  A defesa de Yeda Crucius, em nota divulgada nesta sexta-feira (25), contesta o enquadramento da cliente, em decisão proferida pelo juiz federal substituto da 3ª Vara Federal de Santa Maria, Gustavo Chies Cignachi, na quarta-feira (23).

Na argumentação do recebimento da denúncia, o juiz substituto alega que sua decisão estaria restrita à questão formal da relação processual e a um juízo de aparente viabilidade da demanda, apresentada pelo MP. As alegações feitas pela defesa e pelo Ministério Público serão devidamente analisadas no decorrer do processo, argumentou Cignachi.

O escritório Medina Osório Advogados, em nota, argumenta que “o juiz substituto não enfrentou uma linha sequer da defesa ofertada por Yeda Crusius, desprezando o dever constitucional de fundamentação das decisões judiciais. Era obrigatório examinar as teses da defesa, os argumentos e as provas dos autos. Nada disso ocorreu”. Pondera a defesa que o processo reúne mais de 300 volumes e somente a inicial acusatória tem 1.238 páginas, para embasar a critica à falta de atenção às provas apresentadas na contra-argumentação em favor de Yeda Crusius. A decisão do juiz substituto, ainda que amparada na sustentação da formalidade do processo, teria sido “arbitrária, destituída de amparo no Direito e nas provas reunidas neste volumoso processo.”

A defesa da ex-governadora reitera que Yeda Crusius “é vítima de abuso de poder”, por não existir, na opinião dos advogados, indícios de participação no esquema descoberto pela Operação Rodan. O escritório Medina Osório já prepara contestação à decisão do magistrado, “seja por interposição de embargos declaratórios, com efeitos infringentes, seja por força de agravo de instrumento, recursos estes que poderão ser manejados nos respectivos prazos legais.”

Histórico

O processo de improbidade administrativa do qual Yeda Crusius faz parte é um desdobramento da Operação Rodin, que foi deflagrada pela Polícia Federal no final de 2007. A investigação acabou dando origem a pelo menos 15 ações na 3ª Vara Federal de Santa Maria, envolvendo 55 réus e 19 empresas.
A investigação da PF procurava esclarecer o desvio de mais de R$ 44 milhões do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS), no período de 2003 a 2007. Envolvia contratos com a Fundação de Apoio à Tecnologia e à Ciência (Fatec) e a Fundação Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae), ambas vinculadas à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), para a realização de exames teóricos e práticos para expedição da Carteira Nacional de Habilitação. As empresas, subcontratadas por valores superfaturados e com ausência ilegal de licitação, recebiam um valor mensal e uma parcela extra, cujo valor mudava de acordo com a quantidade de habilitações expedidas.

Foi detectado ainda envolvimento de representantes das empresas com agentes públicos responsáveis pela dispensa de licitação, além de contarem com a intermediação de lobistas para a obtenção desses contratos. Em maio, 29 pessoas foram condenadas na esfera criminal em processos ligados à Operação Rodin. As penas variam entre 2 e 38 anos de prisão, além de multas e perda de cargos públicos e aposentadorias. Os processos tratavam de crimes como formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa e falsidade ideológica. Três dos réus (Francisco José de Oliveira Fraga, Gilson Araújo de Araújo e Lenir Beatriz da Luz Fernandes) foram absolvidos. A decisão é de primeira instância e os condenados recorreram ao TRF-4.

No momento, ainda correm quatro ações de improbidade administrativa. Entre os réus, além de Yeda Crusius, estão o então secretário de Segurança do RS e atual deputado federal José Otávio Germano (PP-RS); Delson Martini, ex-secretário geral do governo Yeda e que também atuou como tesoureiro do PSDB-RS; João Luiz Vargas, ex-presidente do Tribunal de Contas do RS; e os então deputados estaduais Frederico Antunes (PP, ainda na Assembleia) e Luiz Fernando Záchia (PMDB).

NOTA

Em nota enviada ao Sul21, o escritório Medina Osório Advogados afirma que a Ação Cautelar ajuizada por Yeda Crusius no STF, e que teve seguimento negado pelo ministro Celso de Mello, não se relaciona com o mérito do recebimento ou não, por parte pelo Juízo da 3ª Vara Federal de Santa Maria/RS, da petição inicial de improbidade administrativa. “A Ação Cautelar que tramita no STF busca suspender a Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa que corre na 3ª Vara Federal de Santa Maria/RS até o julgamento definitivo envolvendo o mérito do Recurso Extraordinário nº 803.297/RS, por meio do qual Yeda defende a sujeição de todos os Governadores de Estado exclusivamente aos ditames da Lei nº 1.079/1950, que trata dos crimes de responsabilidade de agentes políticos, e não à Lei nº 8.429/1992, conhecida como Lei de Improbidade Administrativa”, diz a nota. O recurso junto ao STF pedia, então, que fosse aguardada a definição sobre o recurso extraordinário, já que uma decisão favorável à ex-governadora nesse recurso impediria na origem que ela fosse enquadrada na Lei de improbidade administrativa, tornando inválida toda a tramitação. A decisão de Celso de Mello é atualmente alvo de agravo regimental junto à Segunda Turma do STF, solicitado pelos advogados de Yeda Crusius.

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10/03/2014

Neocolonialismo

Britto Pasquim O Pasquim de 07/01 a 14/01/87 traz Listão dos Melhores do Sul em 1986. Antônio Britto ganhou o título de “Vivo do Ano”. Para o Pasquim, Britto foi o vivo do ano anterior. Para a RBS, foi o cavalo de tróia que introduziu no Palácio Piratini para que pudesse ter, só pra si, aquele que viria lhe dar de bandeja, a CRT.

Com a desculpa da privatização, Antônio Britto sucateou a CRT. Enquanto isso, a RBS usava de seu poderia mafiomidiático para atacar os serviços públicos para, ao cabo, ela, a RBS, se aliar a uma empresa pública Telefónica. O consórcio ganhou, num jogo de cartas marcadas, a CRT. Foi a primeira empresa pública brasileira privatizada na onda do neoliberalismo trazido no bojo do Consenso de Washington. Mas não parou por aí, na sequência o Meridional foi entregue ao Santander. O fato de a Telefônica ter passado a perna da RBS só prova que ladrão que rouba de ladrão não tem lá muita razão.

Hoje, o lucro destas duas multinacionais espanholas leva dos gaúchos, em forma de remessa de divisisas, 1/3 (um terço) da produção gaúcha. Vamos lembrar que eles também queriam privatizar o Banrisul, como fizeram com a grande maioria dos bancos estaduais. Veja se os estados que privatizaram seus bancos estão melhores do o RS! A ironia da história é que os compradores eram empresas públicas no país de origem, e hoje sustentam a matriz. A Espanha, em retribuição, acolheu dois dos de seus principais aliados: Miriam Dutra foi escondida pela Rede Globo, como forma de sacramentar a captura de FHC, na Espanha; Antônio Britto, saído pelos fundos do Piratini, também se internou na Espanha, por um motivo muito nobre: desinTOXICAção!

Teles só ligam para as matrizes e mandam cada vez mais para o exterior

9 de março de 2014 | 13:44 Autor: Fernando Brito

Ótima matéria de Bruno Rosa, hoje, em O Globo, mostra que, apesar do chororô que vivem fazendo, as multinacionais de telecomunicação – que ganharam o Brasil de presente de Fernando Henrique e ainda levaram a “garantia estendida” dos ministros das Comunicações dos governos petistas – vão passando á tripa forra no Brasil e enchendo as burras de suas matrizes no exterior, que cambaleiam com a crise europeia.

Diz Bruno que “as subsidiárias brasileiras de telefonia vêm aumentando o envio de seus lucros para fora do país, impedindo um avanço maior nos investimentos aqui. Em alguns casos, a alta na remessa de dividendos atingiu 150% entre 2009 e 2013. E há empresas que “exportaram” até 95% de seus ganhos anuais.”

O ministro Paulo Bernardo, em lugar de apertar as empresas a cumprirem suas obrigações com o Brasil – como as matrizes as apertam para aliviar sua situação no exterior com os lucros daqui, continua dizendo acreditar na “boa vontade” delas em investirem espontaneamente.

E, para isso, lhes desonera impostos e anistia multas.

Salvo por uma ou outra matéria como esta de Bruno Rosa, a imprensa brasileira as trata – grandes anunciantes que são – como empresas “modernas e enxutas”, embora os usuários de telefonia se desacabelem com seus maus serviços.

Raro ver o que ele escreve na reportagem:

Na TIM, 67% dos dividendos vão para o caixa da Telecom Italia.

A Telefônica (dona da Vivo) destina 73,8% de seus dividendos para a Espanha.

Até 2012, os lucros das empresas de telefonia, desde 2005, crescia a uma média de 8,3% ao ano.

E os investimentos, apenas 3%.

O Ministro Paulo Bernardo tem gordos motivos para ser considerado “um petista que presta” pela mídia.

Teles só ligam para as matrizes e mandam cada vez mais para o exterior | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

09/10/2013

As previsões do Polvo RBS

Não se pode brincar com a RBS. O povo jogou merda na RBS e o que ela faz? Devolve-a em forma de candidato ao povo! É o mito do eterno retorno.

A máfia siciliana entendia de ramificação, ou diversificação de atividades. Tudo bem, a máfia italiana não tinha um rede de televisão, mas Berlusconi tinha. Então o união fez a força e dominou a Itália nestes últimos 20 anos. Na Itália, o polvo ainda substitui o povo. No RS, povo se vê no polvo, porque nosso polvo é “ávido por todos os lados”.

Até a democratização a RBS não precisava de representantes na política, ela toda já era a parte e o todo da política. Nascera e cresceu com a ditadura. Como a maioria dos generais inquilinos do planalto eram gaúchos, o simbiose restou facilitada. Com a democratização a RBS se viu forçada a adotar algumas providências.

Por exemplo, quando Luis Fernando Veríssimo chamou Collor de Mello, numa crônica no jornal Zero Hora, de ponto de interrogação bem penteado, foi afastado pela RBS. Não é coincidência, portanto, que a mesma terra de Adão Latorre tenha produzido Geisel, Siegfried Ellwanger e Maurício Sirotsky Sobrinho. Se é verdade que o Brasil é um “Terra de Contrastes”, o RS é uma terra com trastes.

A RBS foi condenada nas vésperas da eleição de 1998 e seu pasquim Zero Hora foi recolhido. Nunca antes, durante a ditadura, a RBS havia sofrido qualquer punição. Pelo contrário, fora agraciada pelos bons serviços presados. Com a eleição de Antônio Brito a RBS esteve com os pés, os quatro, dentro do Palácio Piratini. Arrombada a porta, tudo o mais se justificava, inclusive a transferência da CRT para um consórcio formado entre a RBS e Telefônica de Espanha. A central de recados da Zero Hora, também conhecida por Página 10, era o local onde apareciam as mensagens cifradas com que o polvo se mexia. Coincidentemente, o administrador da página de recados que foi defenestrado numa limpeza da parte externa, para que internamente pudesse continuar a mesma prática, acabou sendo pego na Operação Rodin.

Depois de Antônio Brito a RBS ensaiou parceria estratégia com Vieirinha da Cunha. A melhor performance deste negócio foi uma aparição ao vivo no Jornal Nacional para atacarem o então governador Olívio Dutra. Olívio Dutra mereceu perseguição por parte da RBS como nem os ditadores tiveram coragem de externar a qualquer um de seus adversários. A ditadura perseguia, prendia, torturava, matava mas escondia o corpo. A RBS expunha da forma mais vil possível em todos os seus veículos. Tudo o que a RBS dizia no RS a respeito de Olívio, escondia em Santa Catarina a respeito de Espiridião e Ângela Amin. Acompanhei de perto esta esquizofrenia muito bem azeitada pelos seus financiadores ideológicos.

Quando o barco do Antonio Brito começou afunda, uma professora de boa aparência e fala fácil foi amestrada e desovada pela RBS em vôo nacional. Yeda Crusius acabo sendo eleita governadora do RS com ostensivo apoio da RBS. E tudo o que aconteceu sob seu governo foi acobertado pela mentora. As consequências políticas e policiais ainda não foram totalmente solucionadas. A Vara Federal de Santa Maria ainda está tentando desatar os nós do maior escândalo de corrupção patrocinado neste Estado.

lasier martinsNem havia esfriado o cadáver político da ilustre funcionária, outra moça, ex-miss Lagoa Vermelha, Ana Amélia Lemos, foi infiltrada na política. A diversidade partidária dos agentes da RBS não condiz com o polarismo político do RS, mas business is business. Seguindo os passos de Yeda Crusius, depois de um estágio em Brasília a Senador Ana Amélia Lemos já está apta a ocupar novamente o Palácio Piratini.

Nem vou falar nos menos cotados Paulo Borges, Sérgio Zambiasi e Afonso Motta, todos amestrados nos corredores e atrás das portas da RBS.

Por via das dúvidas, a RBS já se prepara lançando mais um dos seus amestrados com altos serviços prestados: Lasier Martins. Sobre este personagem de triste figura escrevi um artigo alguns anos atrás, no tempo em que colaborava com o Observatório da Imprensa, e que se mantém atual: Almoço do espanto.

Tudo isso só é  possível porque na “terra dos generais” só tem genérico.  Estes espécimes só aparecem e se proliferam porque há uma manada de anestesiados que neles votam.

Sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra!

As previsões do Polvo RBS

Não se pode brincar com a RBS. O povo jogou merda na RBS e o que ela faz? Devolve-a em forma de candidato ao povo! É o mito do eterno retorno.

A máfia siciliana entendia de ramificação, ou diversificação de atividades. Tudo bem, a máfia italiana não tinha um rede de televisão, mas Berlusconi tinha. Então o união fez a força e dominou a Itália nestes últimos 20 anos. Na Itália, o polvo ainda substitui o povo. No RS, povo se vê no polvo, porque nosso polvo é “ávido por todos os lados”.

Até a democratização a RBS não precisava de representantes na política, ela toda já era a parte e o todo da política. Nascera e cresceu com a ditadura. Como a maioria dos generais inquilinos do planalto eram gaúchos, o simbiose restou facilitada. Com a democratização a RBS se viu forçada a adotar algumas providências.

Por exemplo, quando Luis Fernando Veríssimo chamou Collor de Mello, numa crônica no jornal Zero Hora, de ponto de interrogação bem penteado, foi afastado pela RBS. Não é coincidência, portanto, que a mesma terra de Adão Latorre tenha produzido Geisel, Siegfried Ellwanger e Maurício Sirotsky Sobrinho. Se é verdade que o Brasil é um “Terra de Contrastes”, o RS é uma terra com trastes.

A RBS foi condenada nas vésperas da eleição de 1998 e seu pasquim Zero Hora foi recolhido. Nunca antes, durante a ditadura, a RBS havia sofrido qualquer punição. Pelo contrário, fora agraciada pelos bons serviços presados. Com a eleição de Antônio Brito a RBS esteve com os pés, os quatro, dentro do Palácio Piratini. Arrombada a porta, tudo o mais se justificava, inclusive a transferência da CRT para um consórcio formado entre a RBS e Telefônica de Espanha. A central de recados da Zero Hora, também conhecida por Página 10, era o local onde apareciam as mensagens cifradas com que o polvo se mexia. Coincidentemente, o administrador da página de recados que foi defenestrado numa limpeza da parte externa, para que internamente pudesse continuar a mesma prática, acabou sendo pego na Operação Rodin.

Depois de Antônio Brito a RBS ensaiou parceria estratégia com Vieirinha da Cunha. A melhor performance deste negócio foi uma aparição ao vivo no Jornal Nacional para atacarem o então governador Olívio Dutra. Olívio Dutra mereceu perseguição por parte da RBS como nem os ditadores tiveram coragem de externar a qualquer um de seus adversários. A ditadura perseguia, prendia, torturava, matava mas escondia o corpo. A RBS expunha da forma mais vil possível em todos os seus veículos. Tudo o que a RBS dizia no RS a respeito de Olívio, escondia em Santa Catarina a respeito de Espiridião e Ângela Amin. Acompanhei de perto esta esquizofrenia muito bem azeitada pelos seus financiadores ideológicos.

Quando o barco do Antonio Brito começou afunda, uma professora de boa aparência e fala fácil foi amestrada e desovada pela RBS em vôo nacional. Yeda Crusius acabo sendo eleita governadora do RS com ostensivo apoio da RBS. E tudo o que aconteceu sob seu governo foi acobertado pela mentora. As consequências políticas e policiais ainda não foram totalmente solucionadas. A Vara Federal de Santa Maria ainda está tentando desatar os nós do maior escândalo de corrupção patrocinado neste Estado.

lasier martinsNem havia esfriado o cadáver político da ilustre funcionária, outra moça, ex-miss Lagoa Vermelha, Ana Amélia Lemos, foi infiltrada na política. A diversidade partidária dos agentes da RBS não condiz com o polarismo político do RS, mas business is business. Seguindo os passos de Yeda Crusius, depois de um estágio em Brasília a Senador Ana Amélia Lemos já está apta a ocupar novamente o Palácio Piratini.

Nem vou falar nos menos cotados Paulo Borges, Sérgio Zambiasi e Afonso Motta, todos amestrados nos corredores e atrás das portas da RBS.

Por via das dúvidas, a RBS já se prepara lançando mais um dos seus amestrados com altos serviços prestados: Lasier Martins. Sobre este personagem de triste figura escrevi um artigo alguns anos atrás, no tempo em que colaborava com o Observatório da Imprensa, e que se mantém atual: Almoço do espanto.

Tudo isso só é  possível porque na “terra dos generais” só tem genérico.  Estes espécimes só aparecem e se proliferam porque há uma manada de anestesiados que neles votam.

Sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra!

31/05/2013

Agora só falta fazer a RBS devolver a CRT

Filed under: Antonio Britto,CRT,Grupo RBS,Pedágios,Tarso Genro — Gilmar Crestani @ 10:41 pm
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Antonio Britto não conseguiu usufruir dos ganhos na venda da CRT porque não houve venda nem ganho, foi transfusão. Como bom ex-funcionário da RBS, Antonio Britto fez das tripas coração para que os patrões ficassem com a parte do leão. E foi bem recompensado. A RBS queimou muito incenso para tentar embalsamar e entronizar no panteão dos deuses neoliberais o dileto funcionário dos grupos mafiomidiáticos. Quem, com mais de quarenta, não lembra Antonio Britto abrindo o Jornal Nacional declarando: “– Senhores, trago-vos boas notícias!”  E Tancredo Neves já estava morto, só esperando pela posse de José Sarney. De Papa defunto virou governador pelas mãos da RBS, onde deu as cartas e jogou de mão em benefício dos patrões. Saído pela porta dos fundos do Piratini, foi desintoxicar-se na Espanha, matriz da Telefônica e Santander, dois grupos que se deram muito bem no RS de Antonio Britto & RBS. Tarso deu o troco, mas “Olívio é o caminho e Brito é o pedágio…”

O fim do modelo de pedágios criado no governo Britto

A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) anunciou que reduzirá os pedágios entre 26% e 30%.

No final da madrugada fria desta sexta-feira, por volta das 5 horas da manhã, as cancelas de praças de pedágio administradas pelo consórcio Univias começaram a ser liberadas para os usuários das respectivas estradas, em Caxias do Sul e Lajeado. Durante o dia, o ato se repete em outras estradas, atingindo, ao todo, nove polos de pedágio, que passarão a ser administrados pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). As estradas federais deverão ficar a cargo da União. São eles:

Na ERS 122 entre Farroupilha e Caxias do Sul, entre Caxias do Sul e Antônio Prado e entre Caxias do Sul e Nova Milano;

Na RSC 453 entre Caxias do Sul e Nova Milano;

Na ERS 130 e na ERS 129, entre Lajeado e Guaporé;

Na RST, entre Estrela e Garibaldi;

Na RST 453, entre Lajeado e Venâncio Aires;

Na ERS 128, nos entroncamentos com a BR 386 e RST 453.

Na manhã desta sexta-feira, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, levantou simbolicamente a cancela da praça de pedágio de Farroupilha, na ERS 122, que já havia sido liberada na madrugada. O ato marcou oficialmente o fim do modelo de pedagiamento privado nos polos de Caxias do Sul e Lajeado, concedidos em abril de 1998 pelo então governador Antônio Britto. No início da tarde de quarta-feira (29), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região revogou as liminares que asseguravam às concessionárias Convias e Sulvias o direito de cobrança de pedágio nos dois polos até o final deste ano.

O governador disse que o governo tinha a “obrigação moral, política e cívica de devolver essas estradas para a livre circulação da população”. O atual modelo de pedágios, acrescentou, atingem “não apenas o direito de ir e vir, como ainda oneram a produção”. Tarso Genro classificou os contratos que sustentavam esse modelo como “a síntese do escárnio dos governos anteriores e de sua visão política, com o apoio de seus partidos e de importantes órgãos de comunicação”.

O chefe do Executivo gaúcho lembrou que, na campanha eleitoral de 2010, assumiu três compromissos em torno desse tema: baratear os pedágios, não prorrogar as concessões e respeitar os contratos. No modelo anterior, defendeu, os pedágios eram excessivamente caros, o que deve mudar com a administração, pela EGR, por meio do sistema comunitário.

A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) anunciou que reduzirá os pedágios entre 26% e 30%. Automóveis particulares terão o valor reduzido de R$ 7,00 para R$ 5,20 e a maior taxa cobrada será de caminhões com 16 ou mais eixos, que pagarão R$ 18,50. “Cada centavo será reinvestido na estrada onde for cobrado”, garantiu o presidente da EGR, Luiz Carlos Bertotto.

O Estado entrará com ações na Justiça para que as concessionárias devolvam os recursos arrecadados nos pedágios desde 16 de abril, quando se considera que completaram-se os 15 anos previstos nos contratos. Na avaliação do governo, o Estado não só não deve nada às concessionárias, como estas sequer teriam cumprido as obrigações previstas em seus contratos. As concessionárias, por sua vez, discordam dessa avaliação e pretendem ser ressarcidas por supostos prejuízos em sua relação com o Estado.

O novo modelo de pedágios no RS

Segundo o projeto aprovado no dia 12 de junho, na Assembleia Legislativa gaúcha, a EGR será pública, com 90% de seu capital pertencente ao Estado e o restante aberto a autarquias, empresas públicas e municípios. Uma emenda incluída no projeto estabelece que toda a malha rodoviária gaúcha deve ser administrada exclusivamente por pedágios comunitários, um modelo bem sucedido no Estado e aprovado pelos usuários. Ao todo, o Rio Grande do Sul tem1,8 mil quilômetros de rodovias pedagiadas, sendo a maior parte (cerca de 1.000 km) em estradas federais. A Univias – por meio das empresas Metrovias, Sulvias e Convias – manteve a exploração da maior parte dessa rede (1.000 km).

No dia 15 de fevereiro, a EGR assumiu a gestão dos pedágios comunitários de Portão, Coxilha e Campo Bom. As três praças – que estavam sob responsabilidade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) desde 1994 – administram 220 quilômetros de malha viária no Estado. Ao assumir as primeiras praças de pedágio, desde que a empresa foi criada, o presidente da EGR, Luiz Carlos Bertotto, defendeu o modelo dos pedágios comunitários, destacando que eles foram os únicos que investiram recursos para duplicar rodovias e seguem investindo, como no trecho entre Taquara e Rolante. Com as novas praças de pedágios liberadas, a empresa projeta um faturamento de R$ 120 milhões por ano. Somadas às três praças comunitárias, o Estado será responsável, assim, por 14 praças de pedágios e uma malha viária de 821 quilômetros.

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Sul 21 » O fim do modelo de pedágios criado no governo Britto

26/01/2013

Quem é viúva sempre aparece

Filed under: Antonio Britto,CRT,Energúmenos,Telefônica,Telefones,Valdisnei da Silva — Gilmar Crestani @ 9:58 am

Não costumo liberar comentário que ficaria melhor na RBS, na Veja ou n’O Globo. Vou fazer uma exceção porque também não é o único nem a primeira vez. Como recebi um e-mail de uma viúva do Britto, como muitas nestes anos todos, vou responder abaixo. Minhas considerações vão, como sempre faço neste espaço, em azul:

sinal-timValdisnei da Silva
b1891052@rmqkr.net
143.54.102.14

Dei uma olhada por cima no seu folhetim e achei muito lixo aqui. O senhor tem cheiro de ser um daqueles ex-funcionários da CRT que devem ter aderido ao PDV do Brito a agora chora pelos cantos.

Para saber disso não precisa ter sido funcionário da CRT nem vítima de um mequetrefe. Se tu querias um bom folhetim deverias ter lido Memórias de um Sargento de Milícias… Mas, fazer o que. Quem sai do lixo, procura lixo. E tudo o que encontra, mesmo que não for, transforma em lixo. Teu faro, talvez contaminado pelo ambiente que frequentas, não permite outro cheiro senão aquele do teu habitat. Como na fábula da rã e o escorpião, é da tua natureza…

Porém o senhor poderia divulgar em seu blog que ainda a época da privatização uma linha de telefono fixo custava em torno US$ 3.000, isso mesmo, três mil
dólares norte-americanos, e chegou a custar mais de US$ 5.000 alguns anos antes.

Sim, é verdade. Eu comprei. Mas eu comprei ações! Tu sabes o que é isso? O dinheiro eu recebi na via judicial, porque teus comparsas não nos pagaram. Deu para comprar um carro zero, dos melhores… A linha que tu tens hoje, que não vale nada, e nem funcionada, de graça eu não quero. Não falou na diferença da tarifa básica, mensal, por quê?!

Sem contar que a fila de espera para instalação de uma linha poderia levar mais de 4 anos em algumas cidades. Então não precisa ter mais do que os seus dois neurônios para chegar a conclusão de que quem tinha uma linha telefônica até meados dos anos 90 eram APENAS e TÃO SOMENTE uma PEQUENA PARCELA da população gaúcha, que o senhor chama de ELITE.

Meados de 90 tu tinhas computador? Qual era o percentual da população gaúcha que tinha computador? O fato de os governos serem incompetentes, tanto o eram que uma empresa pública nossa não servia, mas uma espanhola, pública,  sim. Além disso, se hoje o governo do Estado cobrar um taxa absurda pela água da Corsan, não trata-la e ainda por cima não fizer nenhum investimento em modernização, sucatear a empresa, é claro que se a Telefônica vier assumir a Corsan, pode até cobrar taxas maiores mas manter o serviço vai parecer um milagre, não é mesmo!? Para entender isso não precisa ser inteligente, basta não ser burro.

Isso acaba com o seu discurso idiota de que o Brito vendeu uma ‘empresa do povo gaúcho’.

De fato, o Britto não vendeu uma ‘empresa do povo gaúcho’, vendeu minha empresa. Como disse acima, eu tinha ações da CRT. E ele não vendeu, doou, aos seus ex-patrões, os Sirotsky da RBS. Quem disse isso, em primeira página e em editorial, foi o Correio do Povo. Tanto doou que eu tive de buscar na justiça as minhas ações. Podes me chamar de idiota, mas com a boca, não com a bunda.

Eu falo isso com muita experiência, pois lá no centrinho de Alvorada onde me criei, meu pai tinha uma das poucas linhas telefônicas da região, porquê tinha um comércio e precisa dela para trabalhar, mas acabava que desde a faxineira da loja até um mecânico que tinha ali perto chegavam na loja do meu pai e pediam se podiam dar o telefone do papai para recados, o que gentilmente fazia.

Entendi, seu pai tinha o telefone mas o moleque de recados era você. Aí dá para entender o porquê da revolta com o tempo. Era o tal de telefone molecular, ô moleque vai lá avisar avisar a faxineira…

Hoje tenho certeza que ambas estas pessoas, se estiverem vivas devem ter um celular da Vivo.

Não vou dizer bem feito, porque, felizmente, com a melhora da economia, devem estar ganhando mais e quem em emprego melhor! Em um ou dois anos pagam à Vivo o equivalente ao que teu pai pagou por ações da CRT que lhe davam direito inclusive de voto.

Ou da TIM. Ou da Claro. Ou da Oi. E não o celular da CRT que no seu lançamento aqui custava perto de US$ 7.000, lembra disso? Certo que sim né? Você devia ter um.

E quanto custava um computador à época? Não venha comparar momentos distintos de tecnologia. Se tiveres capacidade, compare a inteligência das pessoas. Queres saber, Cuba tem telefone celular… É o momento tecnológico… Não foi porque privatizou. Entendeu ou quer que desenhe!?

E se a operadora ABC está ruim, você migra de plano, ou pra operadora XYZ, compra chip em boca-de-caixa de mercado, é descartável, assim como é no primeiro mundo.

Quem diz que uma operadora está ruim ou não não sou eu, são todos aqueles que procuram o PROCON, e as multas da ANATEL. Já ouviste falar de cartel? Cartel, não carretel…. Quer dizer que migrar de uma operadora ruim para outra pior é uma vantagem. Pô, meu, não demonstre tanta ignorância em público, vai pegar mal até para a faxineira amiga do seu pai.

Desafio-lhe aqui a citar um país decente qualquer que tenha uma sistema de telefonia tão dinâmico como o nosso e ainda estatal.

Sistema de telefonia tão dinâmico… Sim, tão dinâmica que a Telefónica recibe 450 millones de Brasil… Então tu achas que, à época, a Telefônica de Espanha ou a Telecom Italiana eram privadas? Lembras-te de Aznar e Berlusconi?! Se for para citar só os decentes, não vou citar a Espanha, terra da Telefônica, nem os EUA, porque pedistes para citar países decentes. Então vou citar Cuba e China, que tem telefones celulares e funcionam, sem contar o preço… A Coréia do Norte não sei, nem me interessa. E nem é esta a questão. Até porque a CEF e o BB não foram privatizados e estão puxando os juros e tarifas dos serviços dos demais para baixo. Por acaso o Santander é melhor que o Meridional?!

Sabia que somos o 7o no mundo em número de linhas? E naquela época? 100 alguma coisa.

Ou nascer em Alvorada te fez mal, ou não adiantou o mundo ter progredido, afinal continuas com um raciocínio pré-histórico. No final dos anos 80 a fabricação e venda de computadores também era da iniciativa privada. Você por acaso tinha um CP400? Não, nem seu pai, nem a faxineira. Nem em Cuba. Aliás, você acha que na Espanha todos tinham telefone celular? Todos tinham linha telefônica? Todos tinham computador? E aí entra outra variável que jamais vais entender, o momento tecnológico. Hoje a Telefônica ganha todos os dias clientes no Brasil e perde milhares na Espanha. Abaixo veja alguns links de notícias que saiu no El País. E a tal de economia, estúpido!

Não cita Cuba nem Coréia do Norte. China ok, pois como disse Den Xiao-Peng: ‘um país, dois sistemas’ (legenda: capitalismo na economia e comunismo na política). Para finalizar, feche sua boca antes de falar, ou escrever tanta bobagem aqui, caso você seja velho, ou se for novo, vá estudar o passado recente do teu estado e país. E se nada disso adiantar, o suicídio é um caminho.

Uma passagem da vida de Alexandre o Grande, descrita por Plutarco, mostra porque não sigo tuas recomendações:

Dario escreveu a Alexandre Magno e também a alguns de seus amigos para pedir-lhes consentisse em receber dele dez mil talentos como resgate das pessoas prisioneiras em seu poder, com todos os países, terras e senhorias aquém do rio Eufrates e uma de suas filhas em casamento para daí por diante ser aliado e amigo. Ele comunicou essa proposta aos amigos, entre os quais Parmênion lhe disse: “Se eu fosse Alexandre, aceitaria”. “Também eu com certeza o faria, respondeu Alexandre, se eu fosse Parmênion”.

Eu, se me chamasse Valdisnei, mandava fechar a boca. Por enquanto prefiro que a laves bem antes de vir me dar lição de moral. Se eu me chamasse Valdisnei também teria saudades de Britto, mas eu me chamo Gilmar.

Entendo tua amargura, pois teu destino deve ser voltar todas as noites para Alvorada e sonhar com a faxineira que usava o telefone de seu pai, ou quem sabe poluções noturnas em homenagem a Antônio Britto…

Algumas notícias recentes do El Pais:

Telefónica recibe 450 millones de Brasil
El pago corresponde a la retribución por beneficios de la filial de la multinacional española en 2012

Competencia expedienta a Telefónica por restringir la portabilidad a las pymes
La compañía exigía condiciones de permanencia a las pequeñas y medianas empresas para impedir el cambio de operador

2012: primer año negro del móvil
Dos millones de líneas desaparecen por el recorte de segundos números. Caen los ingresos, la penetración y hasta el tráfico

Nuevo récord de caída de líneas de teléfonos móviles en octubre
Casi medio millón de líneas menos por la renuncia a líneas de prepago y a los ‘pinchos’ USB

La telefonía móvil pierde abonados por octavo mes consecutivo
Movistar perdió 253.000 líneas y Vodafone, 178.300, mientras ganan las operadoras móviles virtuales

Telefónica tiene ya más ingresos en Latinoamérica que en Europa
Telefónica España ya supone menos de la cuarta parte de los ingresos El beneficio sube un 26%, pero sin los extraordinarios se reduce un 17% La empresa reduce la deuda en más de 5.000 millones El grupo ya prepara la OPV para la salida a Bolsa de su negocio latinoamericano

17/01/2013

Quem é Vivo sempre (des)aparece

Filed under: Antonio Britto,CRT,Privataria Tucana,Privatidoações,Telefônica,Vivo — Gilmar Crestani @ 7:17 am

Vamos relembrar que não custa nada. Antônio Britto foi eleito governador do RS com apoio irrestrito e incondicional da RBS. Tinha como antecedentes na sua ficha ter sido porta-voz de um morto. Era ele que entrava ao VIVO no Jornal Nacional para anunciar: “Srs, trago boas notícias!” E aí lia um boletim médico igual ao Hugo Chávez. E Tancredo Neves já estava morto. Tudo para ajeitar a posse de José Sarney como Presidente do Brasil, sem nenhum voto. Mas Sarney tinha (e tem) a retransmissão da Rede Globo no Maranhão. Assim como a RBS tinha (e tem) a retransmissão no RS. Pois bem, a venda era casada. Antonio Britto postergava o velório enquanto a Rede Globo negociava o Ministro das Comunicações, o sempre lembrado estuprador do painel eletrônico do Senado, Antonio Carlos Magalhães, vulgo ACM. Com a fama de animador de velório, Antonio Britto chegou para cavalgar os gaúchos e, a pedido da famiglia Sirotsky, se desfazer do patrimônio do RS, como CEEE e CRT. E, adivinhem quem levou a CRT? Lógico, um consórcio da RBS com a Telefônica de Espanha… A CRT foi sucateada para poder ser entregue aos ex(?) patrões de Antonio Britto, a RBS. Foi pelas mãos de Antônio Britto e com o conluio da RBS, que a Telefônica, dona da Vivo, entrou no Brasil. Depois Antônio Britto foi se assessor do Opportunity e continuou aprontando das suas (vide a derrubada de Ricardo Boechat..). A única coisa que não da pane da Vivo é o sistema que transfere seus lucros, o dinheiro extorquido dos consumidores brasileiros, à matriz, na Espanha.

Nem vou falar do Meridional, que também foi transferido por trinta dinheiros e uma estadia numa clínica de desintoxicação na terra da Opus Dei, ao Santander…

É tal de administração privada!

Pane deixa Vivo fora do ar por 5 horas

Falha fez aparelho entrar em "parafuso", derrubando serviços em 4 Estados entre as 12h15 e as 17h de ontem

Empresa diz que vai ressarcir os danos; Anatel, responsável pela supervisão do setor, não comenta

DE SÃO PAULO

Uma pane ocorrida em um equipamento da rede móvel de dados da Vivo em São Paulo deixou milhões de clientes sem serviço no Estado, afetando ainda assinantes pré-pagos em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

As falhas ocorreram entre as 12h15 e as 17h. A empresa informou que ressarcirá os clientes pela interrupção do serviço de voz e internet.

A operadora tem 27,6 milhões de acessos ativos nas regiões atingidas. O impacto é medido por acessos, e não por clientes, porque um mesmo usuário pode ter mais de um chip ou conexão.

A Anatel, agência que tem a responsabilidade de regulamentar e supervisionar o setor, foi procurada no começo da tarde, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.

Segundo o diretor de planejamento da Vivo, Leonardo Capteville, o problema de ontem foi localizado: um único switch (equipamento parecido com um roteador) derrubou a rede em uma reação em cadeia, porque não foi devidamente configurado.

O switch faz as conexões dos diversos equipamentos que integram uma central de comunicação da operadora e possui um programa que precisa ser configurado para que funcione adequadamente.

"Ele tinha configuração para funcionar em determinado tráfego de dados e, com o aumento ao longo do dia, ele entrou em looping [parafuso], derrubando as conexões com as outras centrais", disse Capteville.

A pane fez com que clientes em São Paulo não conseguissem efetuar nem receber chamadas. Também não podiam navegar na internet. Nos demais Estados, pelo menos metade dos clientes pré-pagos teve problemas e houve falhas na rede fixa.

"Os sistemas de recarga e de checagem de saldos também ficaram comprometidos", disse Antônio Carlos Valente, presidente do grupo Telefônica, que controla a Vivo.

A designer paulista Marina Cardoso, 24, foi uma das afetadas. "É a segunda vez que isso acontece", disse. "Em novembro, fiquei sem sinal o dia inteiro." Desta vez, Marina teve o sinal estabilizado por volta das 14h.

INVESTIGAÇÃO

O superintendente de Serviços Privados, Bruno Ramos, pediu ao escritório regional da Anatel em São Paulo uma investigação do caso.

As primeiras análises indicavam que o problema fosse por erro humano na atualização dos switches.

Os técnicos querem ter certeza de que não há riscos de repetição de uma pane como a de 2008. Naquele ano, uma falha em um roteador de Sorocaba (a 100 km de SP) provocou um apagão da rede de dados, que atendia 68% das conexões do Estado. Os serviços levaram três dias para voltar ao normal.

12/01/2013

Onde está Antônio Britto?

Filed under: Antonio Britto,CRT,Telefônica — Gilmar Crestani @ 12:06 am

Não devemos nunca nos esquecer. A Telefônica de Espanha entrou nas privatizações da telefonia brasileira pelas mãos de Antonio Britto e em parceira com a RBS. Para os ignorantes de plantão, consumidores de Veja e outros detritos da maré baixa, nunca vão saber, mas basta consultar as edições do Correio do Povo denunciando, à época, o jogo de cartas marcadas entre a CRT & RBS. Em retribuição, depois que foi saído do Piratini, el jato precoce foi se desintoxicar na Espanha. Tudo coincidência, claro. Claro, não, VIVO. Tão vivo que depois foi prestar serviço (sujo) no Opportunity, de onde derrubou Ricardo Boechat, d’O Globo.

VIVO CONTRATA RATO E MANDA MAIS DE UM BILHÃO EM DIVIDENDOS PARA A EUROPA

Depois de pegar emprestados bilhões de reais a juros subsidiados com o BNDES nos últimos anos, a Telefónica Brasil (VIVO) aprovou,  ontem, o pagamento de um bilhão, seiscentos e cinquenta milhões de reais em dividendos, relativos apenas ao lucro auferido nos três primeiros trimestres de 2012. Setenta e quatro  por cento dessa quantia, ou o equivalente a quase 500 milhões de euros, vai direto para a matriz, na Espanha. 
Quanto ao cabide de empregos do Conselho da Telefónica – lembram que essa foi uma das desculpas para a  privatização das estatais, inclusive Telebras, na década  de 90 ? – continua lindo. 
Mal saiu Iñaki Undargarin, ex-jogador de basquete e genro do Rei Juan Carlos, o Caçador de Elefantes,  acusado de corrupção e contratado  por um milhão e quinhentos mil euros (quase 4 milhões de reais) por ano, como "conselheiro" para a América Latina, já entrou Rodrigo Rato, ex-presidente do FMI e  sob investigação por fraude no banco estatal Bankia, que vai receber  belíssima soma para atuar como "consultor externo" da multinacional espanhola.

Mauro Santayana: VIVO CONTRATA RATO E MANDA MAIS DE UM BILHÃO EM DIVIDENDOS PARA A EUROPA

05/08/2012

RBS chuta cachorro morto

Filed under: Antonio Britto,Privatidoações,RBS — Gilmar Crestani @ 10:00 am

Deixei de consumir a RBS, pois não trabalha com informação, vende. O preço é salgado para o cérebro mas tem quem paga por falta dele. É uma questão cerebral. Há quem paga para para ela fazer a defesa ideológica de um modelo que a beneficia assim como a outros que vêem no Estado uma via de mão única, que drene o social e canalize para isenções e empréstimos subsidiados. Não passa disso, um instrumento bem manejado, mas fajuto a ponto de ser visto por qualquer débil mental. Qualquer alfabetizado político capta em duas linhas o preço de cada palavra, linha ou parágrafo.

É o caso dos pedágios. Morto o cachorro, vem e chuta, só para defender, vejam só, o governo do seu ex-funcionário, cuja única missão levada a cabo foi transferir a CRT para a RBS & Telefônica. Aliás, os dois piores governos pós democratização foram de ex-funcionários da RBS: Antonio Britto e Yeda Crusius. A pergunta que impõe: o que os funcionários da RBS aprendem no trato da coisa pública é… impublicável! Deus nos livre de uma Ana Amélia Lemos, a miss Lagoa Vermelha, a mais recente melancia pendurada no pescoço dos gaúchos pela RBS.

O título da matéria põe na conta da negligência dos governos o que era obrigação das concessionárias. Ou não houve regra prevendo isso na privatização? E levou tantos anos para constatar que até parece que a RBS não é daqui, mas de Marte. É inadmissível que um grupo de comunicação espraiado por todo Estado só agora tenha constatado o péssimo programa de privatização das estradas pelo ex-funcionário e o resultado catastrófico para os gaúchos só 15 anos depois. A RBS, quando se trata se livrar de seus ratos e dar passo atrás de sua voracidade privatista, tenha de dar uma marcha ré marciana.

 

Negligência dos governos do RS afunda sistema rodoviário após concessões de pedágios

Desde Antônio Britto, todos os governos contribuíram para tornar o programa de concessões danoso aos motoristas

Carlos Rollsing

carlos.rollsing@zerohora.com.br

Passados quase 15 anos, às vésperas do término do programa estadual de concessões rodoviárias, a sensação é de que a exacerbada ideologização do debate sobre as estradas pedagiadas só fez uma vítima: o contribuinte.
Acossado por estradas de baixa qualidade, com pouca capacidade de tráfego e tarifas salgadas, o usuário não contou sequer com as autoridades: sem exceção, os últimos governos, desde 1995, contribuíram para piorar o cenário, com descumprimento de acordos, derrotas no Judiciário, remendos aos contratos e atos de negligência.
Enquanto os partidos transformaram a questão dos pedágios em motivo de batalha, com embates incendiários na Assembleia, o sistema rodoviário afundou. Hoje, 54,7% das estradas estaduais são pavimentadas. Neste quesito, os gaúchos estão atrás de Santa Catarina, Paraná, Acre, Amazonas, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas. E apenas 3,1% da malha é duplicada.
A situação dramática é escancarada pelos números: somente para a manutenção de todas as rodovias estaduais, seriam necessários investimentos anuais de R$ 1 bilhão. Mas, na média dos últimos 25 anos, o Estado reservou somente R$ 350 milhões para esta finalidade. Um abissal déficit de R$ 650 milhões ao ano.
Receita dos polos superou gastos nas estradas em R$ 1 bi
Sem dinheiro, o Planalto organizou em 1995 o programa de concessões rodoviárias. O Banco Mundial foi peça fundamental na adoção da política: avisou que não mais emprestaria dinheiro para a construção de estradas em países que não aplicassem planos de manutenção permanente das rodovias.
O movimento da União foi acompanhado por Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. O então governador Antônio Britto assinou, em 1998, contratos de concessão de sete polos.
O fato de Britto ter feito contratos alinhados a um programa federal, ao qual se juntaram outros Estados de forma semelhante, enfraquece o mito de que os contratos de pedágio do Rio Grande do Sul são malévolos e responsáveis por todos os problemas.
– Não vejo os contratos como problema. Eles previram obrigações e deveres. As concessionárias também não os cumpriram plenamente, e o Estado nunca teve estrutura para fiscalizar – avalia o diretor de Operações Rodoviárias do Daer, Cleber Domingues.
Entre 2000 e 2008, as empresas arrecaram R$ 1 bilhão a mais do que investiram em manutenção de estradas. Procurada por Zero Hora, a associação das concessionárias não retornou ao pedido de entrevista.
Foi a má gestão, acrescida da guerra política, que construiu o monstro dos pedágios. Britto, meses depois de assinar o contrato, foi o primeiro a descumprir o reajuste tarifário previsto. Não quis se render ao slogan eleitoral do PT, que o chamava de “pedágio” e anunciava Olívio Dutra como “caminho”.
Olívio assumiu o Piratini buscando imprimir ideias revolucionárias. Com um canetaço, reduziu o pedágio em até 28%. Meses depois, foi derrotado na Justiça. Os solavancos ameaçavam o programa. Em meio à crise, Olívio e o então secretário de Transportes, Beto Albuquerque, que hoje ocupa cargo equivalente no governo Tarso Genro, ofertaram às empresas o termo aditivo 1.
A solução foi responsável por elevar em 33% a tarifa dos veículos de passeio, por instalar a cobrança nos dois sentidos e por reduzir os padrões de qualidade das estradas. Tudo para compensar as perdas que as concessionárias somavam. Os tropeços prosseguiram nos governos seguintes. Quinze anos depois, a população segue no prejuízo.
Peculiaridades dos contratos do RS
— O modelo de polos pressupõe que a arrecadação em uma estrada de grande movimento ajudará a sustentar investimentos em rodovias menos movimentadas do entorno.
— A licitação não foi vencida pela oferta de menor tarifa. O governo fixou a tarifa e definiu que venceria a concorrência quem aceitasse mais estradas.
— Se outros Estados fizeram contratos de 25 anos, o RS optou por 15.
— Conforme Luiz Afonso Senna, PhD em Transportes, o modelo gaúcho é definido como LDOT (Leasing, desenvolvimento, operação e transferência). Pressupõe apenas manutenção de rodovias e pequenas obras. Típico de estradas com tráfego limitado.

02/08/2012

Claudir Nespolo: As mudanças na cobrança de pedágios no RS

Filed under: Antonio Britto,Pedágios,RBS,RS — Gilmar Crestani @ 9:44 pm

publicado em 2 de agosto de 2012 às 9:38

Claudir Nespolo*, na Agência Sindical

Em 1996, o conjunto de políticas do governo Britto (PMDB), em sintonia com o governo FHC (PSDB), transferiu para a iniciativa privada a gestão de empresas e serviços públicos. Era a aplicação do modelo neoliberal do Estado Mínimo. No caso das rodovias, inclusive as federais, então “concedidas”, formou-se uma verdadeira máquina de extorquir dinheiro em cima de um patrimônio já instalado.

Os gaúchos convivem desde então com um modelo de pedágio caracterizado, por um lado, pela cobrança de altas tarifas e, por outro, sem ser assegurado ao cidadão contrapartidas de investimentos em melhorias das rodovias estaduais, prejudicando os trabalhadores e o desenvolvimento regional.

Durante todos estes anos, essas “empresas” praticaram um preço exorbitante e não executaram as obras no volume previsto. Quem pagou a conta foi o povo e os caminhoneiros autônomos, que não tinham para quem repassar o custo adicional. Este valor foi agregado aos produtos e “rateado” entre os consumidores, obviamente pagando mais quem tem os salários menores.

Este quadro começou a mudar em junho deste ano, sinalizando para o fim deste ciclo. Em julho de 2013 encerramos contratos de 15 anos. A Assembleia Legislativa aprovou o projeto do executivo estadual que cria a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), que irá administrar as praças de pedágios instaladas em rodovias estaduais.

Estas praças passarão a funcionar com contabilidade separada, plano de investimento debatido com as comunidades do entorno, controle online do fluxo de veículos e controle social, inclusive com presença de um Sindicato mais representativo na região. Esta proposta foi debatida amplamente com os movimentos sociais e sindical, que exigiam o fim deste modelo.

Este grande passo foi confirmado no último dia 24 de julho, quando o governador Tarso Genro assinou os termos de notificação do final dos contratos dos pedágios. A notificação é um capítulo fundamental para que as empresas que aderiram no passado ao processo de concessão saibam que o governo do Estado não tem nenhuma intenção de prorrogar ou negociar contratos.

Nos últimos anos as empresas que se beneficiaram deste perverso modelo tencionaram tanto o governo como a sociedade da várias formas, inclusive apresentando proposta que reduziria os preços pela metade e ampliariam os investimentos para a renovação por mais 15 anos.

Com esta conquista, coloca-se um ponto final em mais um dos símbolos da era neoliberal na gestão dos bens públicos. Muitos outros deverão ser enfrentados.

*Claudir Nespolo é presidente da CUT-RS

Claudir Nespolo: As mudanças na cobrança de pedágios no RS « Viomundo – O que você não vê na mídia

25/07/2012

A RBS ganhou do Britto a CRT

Filed under: Antonio Britto,CRT,Privatas do Caribe,Privatidoações,RBS,Telefones — Gilmar Crestani @ 9:13 am

 

Ai, fone – 2

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