Ficha Corrida

14/11/2014

Síndrome de Abstinência e seus sintomas

Filed under: Aécio Neves,Geraldo Alckmin,PSDB,Síndrome de Abstinência — Gilmar Crestani @ 8:29 am
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psdb escolher-o-povoO PSDB está numa encruzilhada. A perda que quatro eleições seguidas está acirrando os ânimos no interior da sigla. Enquanto em Aécio Neves a perda levou a  querer fazer pó do Governo Dilma, Geraldo Alckmin prefere passar o pires de R$ 3,5 bilhões e pedir água à Dilma. E assim se descobre a diferença entre eles: Aécio está carente de abastecedor; Alckmin só quer fazer negócio que abasteça seus reservatórios… de dinheiro!

Em pré-colapso psicológico, Aécio não se vexa em seus delírios de Calígula: “No Congresso, a percepção que se tem é que quem ganhou fomos nós.” De fato, o que prejudica o PSDB não são os conchavos no Congresso, mas convencer os eleitores. Todo vez que um candidato do PSDB cola na imagem de FHC, naufraga. É difícil nadar com uma bola de ferro amarrada aos pés. Tirando os devotos da religião vendida pela velha mídia, FHC deixou uma imagem que, fosse no Peru ou na Argentina, estaria preso como o foram seus parceiros de aventura Fujimori e Menem.

O esperneio de mau perdedor, sua insuperável síndrome de abstinência, está deixando Aécio Neves órfão de seus principais apoiadores na velha mídia, como Kennedy Alencar: Falar em crime de responsabilidade é irresponsável e golpista.

Alckmin e Aécio adotam táticas distintas para 2018

Mineiro promete uma oposição aguerrida; paulista manterá relação respeitosa

Disputa entre os dois tucanos pela vaga de candidato a presidente será discreta e só deve se acirrar após 2016

DANIELA LIMADE SÃO PAULO

Os dois homens que vão disputar internamente a vaga de presidenciável do PSDB em 2018 lançarão mão de perfis e estratégias diferentes para tomar a dianteira na sigla.

A disputa será discreta e só deverá se acirrar após 2016. Até lá, ambos trabalharão juntos, mas desempenhando papeis distintos. Uma amostra desse percurso será dada nesta sexta-feira (14), quando o senador Aécio Neves (MG) e o governador Geraldo Alckmin (SP) se encontrarão publicamente pela primeira vez desde o fim da eleição.

Aécio, que disputou e perdeu a corrida pelo Planalto neste ano, virá a São Paulo para "agradecer" os votos que recebeu no Estado (64% dos eleitores paulistas optaram por ele).

O convite foi feito por Alckmin, que estrela situação inversa. Reeleito com facilidade no primeiro turno, o tucano é o anfitrião do Estado mais longevo para o seu partido –com ele, o PSDB chegará a 24 anos no poder.

Aécio, que descansou apenas sete dias desde a derrota, ainda não tirou o figurino de candidato ao Planalto.

Desde o fim da disputa, vive uma espécie de terceiro turno permanente. "Esse governo já começa com um certo sabor de final de festa. No Congresso, a percepção que se tem é que quem ganhou fomos nós. O PT está envergonhado pela campanha torpe que fez", disse, por exemplo, nesta quinta (13), em entrevista à rádio Jovem Pan.

O mineiro promete fazer a oposição mais aguerrida que o PT já enfrentou desde que chegou à Presidência, em 2003. "Será a oposição mais qualificada que qualquer governo já enfrentou no Brasil. Uma oposição profundamente conectada com a sociedade. O brasileiro não aguenta mais. Ele acordou", concluiu.

Esse é o roteiro que seus aliados pregam: crítica aberta ao governo nas pautas que já lhe renderam frutos durante a disputa, como combate à corrupção, além de viagens pelo país, especialmente no Nordeste, para ampliar seu índice de conhecimento e divulgar duas propostas na região em que teve a menor votação.

Caberá a Alckmin, de perfil historicamente mais moderado, o que tem sido chamado em seu entorno de "oposição diplomática".

Ele manterá uma relação respeitosa com Dilma, para não enfraquecer projetos de parceria entre a União e o Estado, mas trabalhará para liderar o bloco de governadores de seu partido, tornando-se uma espécie de "porta-voz" da frente tucana.

Aliados esperam ainda uma postura mais "nacionalizada" e "otimista". Um integrante do governo avalia, por exemplo, que ao criticar o pessimismo com o país Alckmin já mira a eleição presidencial. Para esse aliado, o paulista mostrou que "quem quer comandar o Brasil não fala contra o próprio país".

1 Comentário »

  1. É inacreditável a capacidade desse cidadão em não aceitar a derrota

    Comentário por Miguel Arcanjo Moura — 14/11/2014 @ 9:10 am | Responder


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