Ficha Corrida

23/08/2015

A blindagem do Elio Gaspari

Eduardo Cunha e Joao Roberto MarinhoElio Gaspari, um dos jagunços da ditadura e que constantemente faz a defesa de seus pares, hoje bota o dedo na ferida do PSDB: “Até agora, Dilma é acusada no Tribunal de Contas da União de ter pedalado as contas públicas. O TCU não é um tribunal, mas um conselho assessor da Câmara. Ademais, a acusação ainda não foi formalizada. Eduardo Cunha foi acusado pelo Ministério Público de ter entrado numa propina de US$ 5 milhões. O PSDB quer tirar Dilma do Planalto e admite manter Eduardo Cunha na presidência da Câmara.”

Curiosamente, Gaspari só se manifesta de forma mais contundente quando os mais variados segmentos empresariais e bancários já apontam que o Brasil não é o Paraguai para se atolar neste golpismo desvairado. Elio Gaspari só desembarca quando seus financiadores lhe negam carona!

A sociedade mais esclarecida, mesmo aquela parcela que perdeu as eleições mas não perdeu a civilidade, já se deu conta que não há absolutamente nada contra Dilma. Pelo contrário, há elementos muito mais contundentes contra o Napoleão das Alterosas do que contra a Presidenta.

Se por um lado Gaspari acerta o verdadeiro alvo do golpismo, por outro blinda os atiçadores do golpismo. Assim como o PSDB golpeia Dilma para defender Eduardo CUnha, Elio Gaspari golpeia do PSDB, desde sempre um partido de ventríloquos, para defender o golpismo dos assoCIAdos do Instituto Millenium. Assim como as acusações contra Dilma, Lula e o PT é grito de “pega ladrão” de trombadinha com a bolsa na mão, também é verdade que a manifestação extemporânea contra o PSDB é um “pega ladrão” para abrir corredor para a passagem de seus colegas golpistas na mídia. Basta ver, por exemplo, o silêncio ensurdecedor da velha mídia quando o assunto é a Operação Zelotes, ou a Lista Falciani do HSBC

Ou será que Gaspari não lembra do auê que a mídia fez do jantar que Lula teria estado com Marcelo Odebrech? Pois bem, naquele jantar esteve Lula, mas também estiveram FHC, Geraldo Alckmin, Gerdau. Não houvesse blogs sujos para detonar com a hiPÓcrisia da mídia, e teríamos ficado por isso mesmo. Aliás, ninguém mais do que a Globo, mediante o uso da Lei Rubens Ricúpero, blinda Eduardo CUnha.

ELIO GASPARI

A blindagem de Eduardo Cunha

Os interesses que protegem Eduardo Cunha têm pouco a ver com ele, o que buscam é conter a Lava Jato

Fernando Henrique Cardoso disse o seguinte:

"Se a própria presidente não for capaz do gesto de grandeza (renúncia ou a voz franca de que errou e sabe apontar os caminhos da recuperação nacional), assistiremos à desarticulação crescente do governo e do Congresso, a golpes de Lava Jato."

Poderia ter dito a mesma coisa a respeito de Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, denunciado pelo procurador-geral da República junto ao Supremo Tribunal Federal. Não disse. Nem FHC, nem qualquer outro grão-tucano.

Até agora, Dilma é acusada no Tribunal de Contas da União de ter pedalado as contas públicas. O TCU não é um tribunal, mas um conselho assessor da Câmara. Ademais, a acusação ainda não foi formalizada. Eduardo Cunha foi acusado pelo Ministério Público de ter entrado numa propina de US$ 5 milhões. O PSDB quer tirar Dilma do Planalto e admite manter Eduardo Cunha na presidência da Câmara.

Surgiu em Brasília o fantasma de um "acordão". Nele juntaram-se Dilma e Renan Calheiros. Há outro: ele junta Eduardo Cunha, o PSDB, DEM e PPS. Um destina-se a segurar Dilma. O outro, a derrubá-la. À primeira vista, são conflitantes, mas têm uma área de interesse comum: nos dois acordões há gente incomodada com a Lava Jato. A proteção a Dilma embute a contenção da Lava Jato, evitando que chegue ao Planalto ou a Lula. A proteção a Eduardo Cunha pretende conter a responsabilização dos políticos de todos os partidos metidos em roubalheiras.

É sempre bom lembrar que Fernando Collor, também denunciado por Janot, renunciou ao mandato em 1992, mas foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal. Renan Calheiros foi líder do governo Collor e Eduardo Cunha dele recebeu a presidência da Telerj.

E-MAIL PARA JANOT
De Marcio Thomaz Bastos para Rodrigo Janot:
"Daqui onde estou não posso dar mais detalhes, mas há um jovem procurador do Banco Central que poderia lhe contar as pressões que sofreu em 2012 para dar um parecer favorável à ideia de se usar o Fundo de Compensação da Variação Salarial para aliviar bancos que estavam sob intervenção. Poderia contar endereços, personagens e diálogos.

O assunto foi levado a Dilma e ela foi clara: ‘Diga ao rapaz para não fazer o que lhe pedem. Se fizer, será o primeiro a ir para a cadeia’.

1 Comentário »

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