Ficha Corrida

04/07/2015

O fascismo é o cavalo de batalha da velha mídia

Alguém ainda há de lembrar do caso de racismo da torcida do Grêmio com o goleiro Aranha do Santos. Os racistas foram defendidos por funcionários da RBS, de que são exemplo Cacalo e Paulo Sant’ana.  Ilustres celetistas do Grupo RBS saíram em defesa dos atos, buscando minimizar. É algo muito parecido com o que  fez outro funcionário da RBS, só que desta vez em Santa Catarina, Luis Carlos Prates. Não é possível que não se tenha visto o ódio com que Arnaldo Jabor incitava um dia e cobrava noutro os manifestantes de 2013, a ponto de ser ridicularizado pela TV Argentina. Foi usado pelas universidades de Buenos Aires como exemplo de como não se deve fazer na tv. No entanto continuou como funcionário da Rede Globo.

O fascismo da sociedade é adubado pelos grupos mafiomidiáticos. Se for mau caráter, tem emprego garantido. Ronaldo Caiado só foi contratado pela Folha depois que Demóstenes Torres definiu-o como um cérebro a procura de uma idéia. Se não tivesse se revelado mau caráter não teria conseguido emprego na Folha. Nesse ritmo e depois que até Casagrande conseguiu ser protegido da Rede Globo, Fernandinho Beira-Mar pode vir a ser novo colunista da Folha para tratar da animação de eventos sociais. É pelas mesmas razões que Policarpo Junior é funcionário da Veja, como Diego Escosteguy é funcionário da Época/Globo.

Hoje, os grupos mafiomidiáticos são os maiores concorrentes do PCC no campo do emprego.

A influência de Danilo Gentili no caso de racismo contra Maju Coutinho. Por Paulo Nogueira

Postado em 04 jul 2015 – por : Paulo Nogueira

Inspirador

Inspirador

Sabe por que fanáticos se atreveram a publicar insultos à luz do dia contra a jornalista Maju Coutinho?

Porque eles viram o que aconteceu com Danilo Gentili – herói deles – quando, numa discussão numa rede social, ele mandou um homem negro comer bananas.

Nada. Aconteceu nada.

O insultado foi à Justiça e perdeu. Numa das sentenças mais infames da República, o juiz considerou que não havia ofensa na atitude de Gentili.

Bons exemplos prosperam, e maus ainda mais.

Tivesse Gentili recebido a devida punição, os racistas que atacaram Maju guardariam seu ódio e seu fascismo para si próprios.

Você tem que castigar exemplarmente manifestações de racismo.

Não muito tempo atrás, no Twitter, um internauta postou comentários racistas sobre a agonia de um jogador de futebol que tivera uma parada cardíaca súbita em pleno jogo.

A Inglaterra instantaneamente se comoveu com o caso, mas o internauta começou a fazer piadas com bananas e outras coisas.

Na manhã seguinte, a polícia estava na sua casa para prendê-lo. Rapidamente julgado, foi condenado a prestar serviços comunitários.

A opinião pública se revoltou com o engraçadinho, e a mídia deu amplo espaço para a história.

Ninguém mais fez nada parecido nas redes sociais na Inglaterra.

No Brasil, o caso Gentili teve o desfecho oposto, e acabou inspirando outros sociopatas.

Sociedades avançadas utilizam a técnica, em situações como esta, do name and shame. Você publica o nome do agressor para envergonhá-lo.

A leniência brasileira está cobrando um preço alto.

E não houve punição nenhuma

E não houve punição nenhuma

Como observou sabiamente o professor brasileiro da universidade em que Dilma foi atacada nos Estados Unidos, manifestações de caráter fascista não podem ser toleradas, ou a sociedade se esgarça.

O fascismo está no racismo, na homofobia e em coisas do gênero.

O professor chamou a atenção para uma coisa interessante: não é um problema apenas do governo, mas também da oposição.

Oposição democrática e civilizada é uma coisa. Oposição fascista – em cuja agenda figura a cruzada pela volta da ditadura militar – é outra coisa.

O fascismo tem que ser exemplarmente reprimido pelo governo, e uma oposição decente tem que condená-lo.

Mas cadê as ações enérgicas do governo? Onde palavras em favor da civilização da parte de homens como FHC?

A oposição, a começar por Aécio, fica calada, criminosamente calada, porque acha que a ação dos sociopatas de alguma forma a ajuda na tentativa de eliminar por vias sujas 54 milhões de votos.

Mas é um erro absurdo. Não é um partido que está sendo insanamente atacado. É a decência. É a ideia de um país civilizado.

Numa mesma semana, tivemos os adesivos pornográficos, os insultos a Dilma nos EUA e o racismo despejado contra Maju Coutinho.

São coisas que fazem parte de uma sociedade que se adoentou.

Os sinais já estavam claros quando um juiz – refletindo a mentalidade dominante na Justiça — inocentou Danilo Gentili de um crime racial.

Gentili saiu impune, e hoje arrasta seu Ibope miserável na emissora de Silvio Santos.

Que o mesmo não aconteça com os celerados que brutalizaram Maju Coutinho — e nem com os responsáveis pelos adesivos e pelo ataque a Dilma nos Estados Unidos.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » A influência de Danilo Gentili no caso de racismo contra Maju Coutinho. Por Paulo Nogueira

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