Ficha Corrida

17/10/2016

Porto Alegre decide entre uma retroanta e um neofascista

Filed under: Eleições 2016,Neofascismo,Ovo da Serpente,Porto Alegre,RBS — Gilmar Crestani @ 8:14 am
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qual_deles.jpegHaja o que houver, aconteça o que acontecer, o resultado das eleições em Porto Alegre em 2016 já tem vencedor, a RBS. A criminalização constante dos movimentos sociais de um modo geral, e a esquerda em particular, fez da capital do Fórum Social Mundial sua Capitania Hereditária. Ajuda e eleger funcionários e a criminalizar seus adversários. Não por acaso, tem pra chamar de seus, dois senadores.

Qualquer dos dois candidatos a prefeito atende aos projetos da RBS. Já domina o Estado, alimenta as hienas do separatismo e agora também vai continuar comandando Porto Alegre. Ontem, durante o jogo do Inter com o Flamengo, os funcionários da Gaúcha faziam propaganda do Sartori na Alemanha. Buscavam associar a vitória do Inter ao nome do segundo terceiro pior governador deste Estado, pois só fica atrás do Brito e Yeda, não por acaso ambos filhos diletos da RBS. Não precisa ser expert em semiótica para entender a propaganda subliminar. A Rede Globo fez o mesmo com o amante da Miriam Dutra durante a Copa do Mundo de 2004. Para a Globo, só FHC era Real…

As serpentes põem os ovos, não vá choca-los!

Neste segundo turno das eleições de 2016 o  dilema dos porto-alegrenses aumenta proporcionalmente ao tamanho da dificuldade de se escolher entre as opções que se apresentam.

De um lado, um arrivista, bipolar, com transtorno de personalidade. Alguém poderia dizer que se trata de um Napoleão de Hospício. Acontece que os napoleões de hospício tem mania de grandeza mas são pacíficos.  Não é o caso do personagem em questão. Se estivesse hospício, seria do pavilhão dos esquizofrênicos, na ala dos psicopatas. Mas, como diz o ditado, quem sai ao seus não degenera,o autoritarismo é sua maior herança genética.

Do outro lado, um sobrevivente do próprio caos que lutou para criar. Chama-lo de incompetente é eufemismo, até porque  é partícipe direto na transformação da capital da qualidade de vida em cidade-lixão da violência. Não se transforma um cidade deste jeito. Há muito método e perseverança neste descalabro. Mas que se apresente como se fosse um marciano que nada tivesse a ver com isso.

O restolho que nos é servido segue a lógica de um Estado que prefere um funcionário da RBS ao ex-governador Olívio Dutra, que legitima o parcelamento dos salários dos servidores mas preserva o seu e dos seus. Até o mais empedernido psicopata sabe que Olívio Dutra prestou serviços à comunidade gaúcha sem se deixar contaminar pelo poder, seja no âmbito das vaidades seja no âmbito econômico. O RS parece odiar o republicanismo e amar o compadrio. O que explica a preferência por um senador, um funcionário da RBS. Exatamente por aquela parcela de gaúchos que se acha a mais politizada do Brasil e que, por isso, também quer o separatismo. Para esta turma, a urna é sua privada.

Mas, ao contrário da grande maioria da esquerda porto-alegrense, voto, de nariz tapado, no menos podre. Prefiro uma anta do que um fascista. Penso que é preferível descer ao quinto dos infernos na companhia do demônio do que sufragar para a cidade um projeto cujo único objetivo para a acabar com a pobreza tem sido o do extermínio dos pobres. A limpeza social se tornou ainda mais perigosa porque também já apresenta indícios de simpatia com a limpeza étnica.

De um lado um candidato que poderá ser cobrado, investigado e até punido. Do outro, aquele de um partido que nunca é investigado, e quando é, não vai a julgamento. E sé é julgado, o crime é dado por prescrito.  Pertence a uma agremiação de gente muito viva, em que apenas os mortos são punidos.

Voto no incompetente porque o incompetência tem cura. Já o de projeto fascista, mesmo que ainda bonsai, pois tem postura e não estatura do Führer, impõe um risco ainda maior.  O autoritarismo desassombrado casado com o moralismo de ocasião faz dos canalhas, facínoras.

A limpeza dos moralistas de ocasião não deu certo na Alemanha, porque daria em Porto Alegre! O moralismo, como se vê também no resto do país, é a única ferramenta dos canalhas.

Anular o voto equivale a dar uma oportunidade ao ovo da serpente. Como diz o ditado espanhol, cria cuervos

Tchê, nestas eleições, só não marCHE boboeira, não entre nesta história do novo. Em 1935 Hitler era novo, em 1945 estava morto, mas destruíra a vida de milhões. Nunca é cedo para se destruir o ovo da  serpente.

13/03/2016

Riocentro

A cadela do fascismo, como profetizou Bertold Brecht, está sempre no cio.

E se o ovo da serpente fascista chocou é porque as instituições que deveriam zelar pelo respeito às leis falharam. Onde estavam a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Poder Judiciário que deixaram passar batido o atentado do Riocentro? Neste caso não há sequer a desculpa da lei de anistia, porque foi cometido depois da referida lei. O que prova que nossas instituições também estão impregnadas de autoritarismo excludente.

Se nossas instituições tivessem funcionado para punir os ditadores e seus crimes, inclusive as empresas que apoiaram o golpe e com ele se locupletaram, os fascistas que hoje engrossam a marcha dos zumbis pensariam duas vezes antes saírem do armário.

É por isso que, em pleno século XX, seres vivos com diplomas universitários ousam defender golpe militar e ditadura. A cadela do fascismo perdeu o pudor e trepa no meio da rua com uma matilha de cães raivosos. O suprassumo do despudor é que vestem camisas padrão FIFA com escudo da CBF. Entidades que dispensam maiores comentários em relação ao que há de pior em termos corrupção.

Tinha decidido abandonar este blog, depois de mais de vinte anos de luta na internet, para não me deixar contaminar pelo mesmo ódio com que atacam. Não há o mínimo de racionalidade. É só ódio. Ódio de perdedor intoxicado. Todas as pessoas com quem converso repetem o mesmo discurso surrado da Rede Globo. Ficam apopléticas quando ouvem razões que não saem dos meios golpistas. Qualquer pensamento fora do autorizado pelas cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, RBS & Rede Globo), desnorteia e só não mordem porque a boca já está cheia de baba.

Até a bispos da Igreja Católica resolveram se despirem da batina para insuflarem o ódio.

Eu que fui seminarista por seis anos vejo com muita tristeza que o demônio também comunga e veste batina. Diante de tanto sacrilégio, é uma lástima que não exista inferno. Caronte teria muito trabalho atravessando o caronte com sua barca repleta de pessoas que usaram o nome de Deus para blasfemarem. Conspurcam a fé com práticas fascistas.

No livro Batismo de Sangue do Frei Beto, que li quando ainda era seminarista, fica-se sabendo que o Bispo de Porto Alegre à época, D. Vicente Scherer, era um dos dedos dura da repressão. O mesmo que depois foi esfaqueado no Bairro Medianeira por meninos que assediava sexualmente.

Se os golpistas de 1964 continuam ativos é porque ninguém fez nada para puni-los. Em quase dezesseis anos de governo a esquerda continuou se conspurcando com a Rede Globo. Ninguém se importou em fazer com que a golpista perdesse a concessão pública. Pior, continuam jorrando publicidade para um grupo que sempre se locupletou, por todas as formas possíveis com o dinheiro público. A parceria no caso Miriam Dutra x FHC é apenas a cereja do bolo.

Pior do que os fascistas que saem dos armários como hienas são as pessoas que deveriam zelar pelo respeito às leis e às instituições públicas mas se aliam aos violadores. Como na Síndrome de Estocolmo, as vítimas da ditadura não se cansam de, iguais às mariposas, entrarem no cio toda vez que veem um holofote.

Os milhares de crimes impunes da ditadura é o estrume do qual brotam os fascistas que hoje querem derrubar exatamente uma pessoa sobre a qual não pesa uma vírgula de acusação, e que foi a grande vítima da ditadura, Dilma. Tudo para proteger verdadeiros toxicômanos, e toda sorte de corruptos que, não fosse seu governo republicano, ainda posariam de varões de Plutarco.

Os midiotas que compram por verdade o discurso golpista dos assoCIAdos do Instituto Millenium é uma manada de bovinos que se deixam amadrinhar por uma égua também no cio, a Rede Globo.

Como na fábula da rã e do escorpião, o golpismo é da natureza da Rede Globo. Além da sonegação, claro…

31/12/2015

Ressurgem fascismo no Brasil & Ku Klux Klan nos EUA

Estava escrito na marcha dos zumbis, o fascismo está renascendo, e ainda mais violento. Vimos como tudo isso aconteceu. Primeiro deram o nome de Primavera Árabe. Foi assim que as manifestações correram Egito, Líbia, Síria, Ucrânia, Venezuela e Brasil. Coincidentemente, todos países produtores de petróleo e, via de consequência, todos com participação dos EUA.

O racismo de matriz norte-americana brotou com força neste 2015. Foram vários episódios, uma mais estarrecedor com o outro. Como pano de fundo, a ideia vendida pela Rede Globo, para combater as cotas raciais, via Ali Kamel, de que “Não Somos Racistas”.

No Brasil FHC e José Serra, num convescote em Foz do Iguaçu, prometeram à Chevron que lhe entregariam a Petrobrax. Como sabemos, fica no Paraná a Meca dos adoradores da Petrobrax.

Como o impeachment subiu no telhado, e Aécio Neves é um banana que já deu cacho, vazou mais um malfeito do Napoleão das Alterosas, que virou um verdadeiro dossiê Aécio Neves. E este vazamento tem a ver com o limpa trilho da Folha com vistas a viabilizar o desfile de seu eterno candidato.

A onipresente bandeiro dos EUA alimentando o ódio fascista no Brasil!

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O ressurgimento da Ku Klux Klan no ano de seu 150º aniversário

Arturo Wallace BBC Mundo -30 dezembro 2015

Image copyright AP Image caption Capuzes brancos e cruzes em chamas são símbolos conhecidos da Ku Klux Klan, a maior e mais antiga organização supremacista branca dos EUA

"Tentam destruir a Klan desde seu nascimento, em 1865. Mas 150 anos depois continuamos aqui."

Quem fala assim é James Moore, ou "Kludd Imperial" – título equivalente ao de capelão – dos Cavaleiros Brancos Leais da KKK, enquanto se dirige aos presentes a um encontro da Ku Klux Klan na zona rural do Alabama, nos EUA.

Pouco depois, Moore diria que a mais conhecida organização supremacista branca do mundo conseguira 20 novos membros durante aquele evento.

A cena, registrada no documentário da BBC "KKK: a luta pela supremacia branca", se deu quando ainda faltavam alguns meses para o 150º aniversário da organização, fundada em 24 de dezembro de 1865.

Um século e meio depois de seu nascimento, a Ku Klux Klan parece estar recuperando certo protagonismo.

Image caption Grupo de simpatizantes da KKK se reúne no Alabama, no sul dos EUA

A organização está longe dos números que alcançou na década de 1920, mas diz estar recrutando cada vez mais integrantes para a "guerra de raças" que, 150 anos depois da Guerra de Secessão, parece estar em curso nos EUA.

A "ameaça islâmica" – para a KKK exposta em ataques como o de San Bernardino, na Califórnia, onde morreram 14 pessoas – e a chegada de imigrantes não brancos proporcionaram novos inimigos à organização, e, com eles, cada vez mais simpatizantes.

E muitos integrantes se sentem legitimados pelo discurso de políticos como o pré-candidato republicano à Presidência Donald Trump, que já defendeu a expulsão de todos os imigrantes latinos ilegais do país e a proibição da entrada de qualquer muçulmano.

Image copyright EPA Image caption Muitos acreditam que a retórica incendiária de políticos como Donald Trump acabe legitimando grupos racistas como a KKK

Mas o que é a KKK, e até que ponto se deve levar a sério essa organização e seus membros, que costumam queimar cruzes vestidos com capuzes brancos?

Supremacia branca

Historiadores apontam que a Ku Klux Klan foi fundada no Tennessee pouco depois da guerra civil americana, ou Guerra de Secessão (1861-1865), por um grupo de ex-soldados confederados (da região sul do país, derrotada no conflito). O nome foi inspirado na palavra grega para círculo: kuklos.

Originalmente concebida como um clube recreativo, a KKK rapidamente começou a atuar de forma violenta para intimidar populações negras do sul dos EUA e garantir a supremacia dos moradores de raça branca.

Image copyright Getty Image caption O filme clássico "O Nascimento de uma Nação", de D.W Griffith, marcou o primeiro "renascimento" da KKK

E, segundo a organização de direitos civis SPLC (South Poverty Law Center), houve elementos que deram mística ao grupo e contribuíram para sua popularidade: "títulos ridículos" (a autoridade máxima da KKK recebe, por exemplo, o nome de "mago imperial"), roupas com capuzes, ações noturnas violentas e a ideia de que o grupo era parte de um "império invisível".

Depis de um curto e violento período, a organização considerada pela Liga Antidifamação como "o primeiro grupo terrorista dos EUA" se desfez como resultado da pressão do governo federal, mas teve seus objetivos garantidos pela manutenção de leis segregacionistas no sul do país.

Na década de 1920, contudo, a crescente imigração católica e judia e a popularidade do filme "O Nascimento de uma Nação", de 1915, em que a KKK aparece como "mocinho" da história, contribuíram para o renascimento do grupo.

Ainda segundo a SPLC, quando a KKK organizou uma enorme marcha em Washington em 1925, o grupo tinha quatro milhões de membros e forte influência na política de Estados do sul dos EUA.

Image copyright Getty Hulton Archive Image caption A influência da KKK na vida política dos EUA era notável na década de 1920

"Uma série de escândalos sexuais, disputas internas por poder e investigações jornalísticas rapidamente reduziram sua influência", afirma a SPLC, fundada em 1971 para combater de forma legal as organizações supremacistas.

Direitos civis

A luta por direitos civis na década de 1960 resultaria em um interesse renovado pela filosofia do grupo, como o nome da KKK, roupas, rituais e práticas sendo adotados por diferentes grupos. Logo houve um novo recuo, resultado de mais disputas internas, julgamentos e infiltrações por parte de agências de governo.

"Desde sua criação, a Ku Klux Klan passou por vários ciclos de crescimento e colapso, e em alguns desses ciclos a KKK foi mais radical que em outros", afirma a Liga Antidifamação, conhecida pela sigla em inglês ADL.

Image copyright Getty Image caption A KKK mantém presença forte nos Estados do Sul dos EUA

"Mas em todas as suas incarnações, ela manteve sua herança dupla de ódio e violência", diz a organização, que estima haver hoje cerca de 40 filiais da KKK nos EUA, com 5.000 membros

A SPLC calcula esse número entre 5.000 e 8.000, "divididos entre dezenas de organizações diferentes – e muitas vezes antagônicas – que usam o nome da Klan."

Segundo a entidade de direitos civis, enquanto algumas dessas expressões da KKK são abertamente racistas, outras "procuram esconder seu racismo sob o manto de ‘direitos civis para brancos’".

A lista de inimigos da KKK também se ampliou pouco a pouco, para incluir não apenas negros, judeus e católicos (ainda que estes últimos tenham sido reconsiderados na década de 1970), mas também homossexuais e diferentes grupos de imigrantes, diz a ADL.

Guerra racial

"Os Estados Unidos nasceram como uma nação cristã e nossos valores cristãos estão sendo atacados", resume um membro da KKK, coberto pelo tradicional capuz branco, no documentário "KKK: A luta pela supremacia branca".

"Somos pessoas normais, viemos de todos os setores: um é professor de escola, outro trabalha em um hospital, há vários políticos", afirma James Moore, o "Kludd Imperial" dos Cavaleiros Brancos Leais.

Image copyright AP Image caption Um século e meio depois, integrantes da Ku Klux Klan continuam pregando sua "guerra de raças" nos EUA

"Nós, brancos, estamos infelizmente perdendo esta guerra, mas os brancos irão acordar. Uma pequena unidade militar pode derrotar os negros em questão de semanas, e a maior parte de nossa gente vem das Forças Armadas. Vamos retomar os EUA", afirma no documentário da BBC, transmitido pela primeira vez em outubro.

Em uma primeira análise, a ameaça pode parecer uma simples bravata amparada pela primeira emenda da Constituição americana, que garante a liberdade de expressão e acaba protegendo a KKK e seus membros – desde que não promovam violência.

Mas é fato que essa filosofia não deixa de ter consequências reais.

Para integrantes da KKK como Charles Murphy – "Grande Dragão" da KKK para a Carolina do Sul –, provocar essa "guerra de raças" foi o objetivo declarado do jovem Dylann Roof, que em junho matou nove pessoas em uma igreja frequentada por negros em Charleston.

Roof não tinha relação com a KKK, mas, segundo Murphy, "foi isso (provocar guerra racial) que ele disse que queria".

"Se (os negros) querem uma guerra de raças, que demos uma a eles antes que eu morra. Quero poder ver isso", acrescenta o integrante da KKK no documentário.

Legitimidade

Por esses e outros motivos, o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou após o ataque em Charleston que o país "ainda não se curou do racismo".

E mesmo que nenhum político americano endosse abertamente atos racistas ou a própria KKK, há quem veja com preocupação os rumos da atual pré-campanha presidencial no país.

Image caption A KKK diz que a adesão à organização vem crescendo nos EUA

O ex-líder da KKK David Duke, por exemplo, celebrou publicamente as propostas de Trump, e o descreveu como o melhor entre todos os pré-candidatos republicanos à Casa Branca.

Em entrevista publicada em 23 de dezembro em seu canal no YouTube, Duke – que se afastou da KKK em 1980, depois de uma tentativa frustrada de modernizar a organização – disse que Trump é até mais radical do que ele.

"Muitos grupos da KKK procuram se aproveitar do medo e da incerteza usando sentimentos xenofóbicos para fins de recrutamento e propaganda", alertou recentemente a Liga Antidifamação.

Image copyright AP Image caption A Constituição dos EUA garante a liberdade de expressão e acaba assegurando a manifestação de grupos como a KKK

Para o fundador o site supremacista branco Stormfront, Don Black, o discurso incendiário de Trump está alcançando o mesmo objetivo.

Ele disse que seu site registra um aumento de audiência de até 40% toda vez que declarações racistas de Trump são destaque na mídia.

E esse fenômeno também se expressa entre membros da KKK e de outros grupos que promovem a supremacia branca.

"A desmoralização é o pior inimigo (dessas organizações), e Trump está mudando isso", disse Black, segundo o site Politico.

"Ele fez com que seja aceitável falar sobre as preocupações dos americanos de origem europeia", acrescentou.

"E certamente está criando um movimento que continuará independentemente de Trump, inclusive se ele recuar em algum momento", concluiu o supremacista, em declaração que soa como uma advertência.

O ressurgimento da Ku Klux Klan no ano de seu 150º aniversário – BBC Brasil

Voo do ovo

cunhas2015 foi o ano em que descasou a desova do Instituto Millenium. O ovo da serpente chocado pelos grupos mafiomidiáticos teve seu avant première na abertura da Copa do Mundo de 2015, no Itaquerão. Na oportunidade, os reis dos camarotes vips da Multilaser, Banco Itaú, as paneleiras de Higienópolis e jornalistas a R$ 70 mil reais mensais xingaram a Presidente Dilma. Todos vestiam, assim como na Marcha dos Zumbis, a camisa Padrão FIFA da CBF. Uma justa homenagem aos seus ídolos João Havelange, J. Hawilla, José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Marco Polo del Nero. Por fim, açularam Eduardo CUnha que pensavam ser um pitbull com guia e focinheira à serviço do golpe paraguaio.

Em Porto Alegre, os midiotas da RBS empunharam uma faixa e a grudaram na grade do 3º exército com o sugestivo slogan: “Somos milhões de CUnhas”. Por todo Brasil, os órfãos do Napoleão das Alterosas, o amigo de FHC, tornaram-se violentos combatentes da corrupção alheia. Tudo para que a própria continuasse como sempre foi. O exemplo da Operação Zelotes, a Lista Falciani do HSBC estão aí para mostrar o quanto existia de verdade no lema do MFP de combate a corrupção.

O Poder Judiciário teve sua parcela de culpa. Começou com os vazamentos seletivos de caça ao Lula e terminou com canto de torcida do STJ no twitter. 

Resumindo: 2015 foi o ano em que os cães ladraram com mais raiva, mas a caravana passou.

Jornalista, Alceu Castilho publica artigos no site Outras Palavras

O ano em que fascistas definiram alvos e cores

30 de Dezembro de 2015

Luciano Marra:

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho), do blog Outras Palavras

Em agosto, uma mulher vestiu-se de vermelho e caminhou pela Avenida Paulista, em São Paulo. Foi chamada de “putinha”, “vagabunda”, “corrupta”, “velha doida”. Manteve a dignidade:

17/08 (São Paulo): “Dama Vermelha”: a história da mulher que enfrentou o ódio na Paulista

Outros que ousaram vestir vermelho – ou defender o governo, ou combater o golpismo – durante manifestações de direita foram xingados, agredidos, expulsos do local. Em muitos casos, com escolta policial absolutamente tolerante às agressões:

15/03 (BH): Em Belo Horizonte, faixas pediam intervenção militar e camisa do PT foi pisoteada por participantes
15/03 (Manaus): Manifestantes atearam fogo na bandeira do PT em Manaus
16/08 (Rio, São Paulo, Curitiba): Protestos anti-PT registram agressões a quem veste camiseta vermelha
15/03 (Rio): Comunista apanha e sai de camburão

O ódio mais recente ao Partido dos Trabalhadores (que recicla o velho ódio ao comunismo) foi um dos motores dessas expressões fascistas em 2015. Ao lado da covardia, do espírito de manada que acossa manifestantes pouco instruídos e pouco tolerantes. Mas não o único. Basta discordar:

15/03 (Rio): Nas areias de Copacabana, homem é hostilizado e expulso de protesto contra Dilma por portar bandeira de luta pela moradia
31/03 (Rio): Jovem diz ter sido agredido por PMs após contestar ato pró-militares no Rio
16/08 (Londrina, PR): Estudantes da UEL são agredidos em protesto contra governo em Londrina
02/11 (Natal): Jovens são agredidos covardemente por líderes pró-impeachment na cara de policiais; manifesto pede punição

SEM LIMITES

Houve até quem se dispusesse a invadir residências, tamanho o descontrole:

15/03 (São Paulo): Em São Paulo, manifestantes ameaçam invadir um sobrado ocupado por sem-teto
28/02 (Chapecó, SC): Em Chapecó, invasão para retirar bandeira do MST

Bebê no colo? Fascista que é fascista não está nem aí:

19/05 (São Paulo): SP: com bebê no colo, ex-CQC é hostilizado por “paneleiros”

Note-se, aliás, que a intolerância política caminha de mãos dadas com outros obscurantismos:

15/04 (Belo Horizonte): Grávida que posou de lingerie é agredida verbalmente em BH

SAUDADES DA DITADURA

Em muitos momentos foi como se estivéssemos em 1964. Defensores da ditadura, da tortura, colocaram suas garras para fora, numa escala ainda maior que a dos protestos de 2013 – quando já se desenhava a intolerância obscurantista nas ruas:

15/03 (Recife): Ato em Recife tem hino das Forças Armadas e defensores da ditadura
15/03 (São Paulo): Ex-agente do Deops vira celebridade no 15 de Março paulistano

E, se é para ter saudades do último regime ditatorial, alguns se propuseram a fazer o pacote completo:

31/07 (São Paulo): Instituto Lula é alvo de ataque a bomba

Esta notícia de janeiro mostra que um coronel defensor do nazismo ajudou a incitar a pancadaria da polícia, no Rio:

03/01 (Rio): Oficiais da PM do Rio incitaram pancadaria contra black blocs

Vale assinalar que a pujança intelectual não se revela o forte de alguns desses manifestantes:

12/04 (São Paulo): Integralista xinga Montesquieu e pede fim da divisão dos Poderes

‘HOSTILIZADOS’

A intolerância não ocorre apenas nas manifestações contra o governo. Sair às ruas pode ser motivo para linchamentos morais. E a imprensa nem sempre mostra atenção especial a essas violências.

Observem a palavra utilizada nos títulos abaixo para os insultos sofridos por Chico Buarque, no Rio, e João Pedro Stédile, em Fortaleza:

23/09 (Fortaleza): Líder do MST é hostilizado no aeroporto de Fortaleza
22/12 (Rio): Chico Buarque é hostilizado por grupo antipetista no Rio

No caso de Chico Buarque, boa parte da imprensa falou que o músico se envolveu em um “bate-boca” – quando o vídeo mostra que, mesmo sendo chamado de “um merda”, ele se comportou de modo civilizado.

Outras personalidades foram ofendidas e intimidadas em lugares públicos. Entre eles, políticos. Como o ministro Patrus Ananias, o ex-senador (e secretário dos Direitos Humanos em São Paulo) Eduardo Suplicy e o ex-ministro Guido Mantega. Este último, mais de uma vez. Em um restaurante e em um hospital.

‘ISTO É UMA DEMOCRACIA’

A senhora que vestia vermelho na Paulista lembra, singelamente, que vivemos em uma democracia. As imagens dela sendo agredida pelos manifestantes e a fleuma com que reage às ofensas estão entre as mais significativas de 2015:

O ano em que fascistas definiram alvos e cores | Brasil 24/7

23/12/2015

Rapaz de vida fácil odeia quem não se prostitui

Dizer que se trata de um playboy nazi-fascista é deixar passar em branco quem pôs e chocou o ovo da serpente. Os nazi-fascista estão cada vez mais desenvoltos a partir do momento em que o Napoleão das Alterosas frustrou a expectativa dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium de voltarem a encher as burras de dinheiro, como nos bons de tempos de FHC. O que seria num governo Aécio pode ser visto em São Paulo: os sucessivos governos do PSDB nestes mais de 20 anos que transformaram São Paulo numa Capitania Hereditária milhares de assinaturas da Veja, Estadão, Folha são distribuídos pelas escolas públicas de São Paulo. São eles, os grupos mafiomidiáticos os que plantam e espalham ódio. Estes fascistas não se sentiriam tão à vontade não fosse a cobertura e o incentivo que lhe dão os verdadeiros mentores.

A história do avô do rapaz que ofendeu Chico

A história do avô do rapaz que ofendeu Chico

ter, 22/12/2015 – 22:52 – Luis Nassif

O primeiro instante de celebridade do neto foi fotografar-se aos beijos com o ex-jogador Ronaldo.

O rapaz que ofendeu Chico Buarque é pouco informado sobre as aventuras de seu avô, Mário Garnero com o PT.

Garnero foi uma liderança estudantil importante. Depois, casou-se com uma herdeira do grupo Monteiro Aranha e passou a representar o sogro no capital da Volkswagen. Lá, como diretor de Recursos Humanos, conheceu e aproximou-se de Lula e dos sindicalistas do ABC.

Mas toda sua carreira foi pavimentada no regime militar.

Foi responsável por um seminário internacional em Salzburg, visando vender o país aos investidores externos no momento em que os ecos do Brasil Grande projetava a imagem do país no mundo.

Do seminário nasceu o Brasilinvest, um dos primeiros bancos de investimento do país tendo como acionistas diversos grupos internacionais. Garnero arrebentou com o banco desviando recursos para holdings fantasmas, como forma de se capitalizar para conquistar o controle absoluto da instituição. Quando terminou a operação, viu-se dono de um banco quebrado.

Antes disso, era o menino de ouro dos militares. Tornou-se num anfitrião de primeiríssima acolhendo em sua casa, ou em um almoço anual nas reuniões do FMI, a fina nata do capitalismo mundial. Tornou-se, de fato, um dos brasileiros mais bem relacionados do planeta. Mas jamais conseguiu transformar o relacionamento em negócios legítimos. Não tinha a visão do verdadeiro empreendedor. Terminou cercado por parceiros de negócio algo nebulosos.

Acabou se convertendo na bomba relógio que João Batista Figueiredo deixou para Tancredo Neves. A desmoralização final dos militares foram os escândalos da Capemi, brilhantemente cobertos para a Folha pelo nosso José Carlos de Assis.

Figueiredo impediu Delfim Netto de ajudar Garnero, vaticinando: o Brasilinvest será a Capemi do Tancredo. A razão maior era a presença, no Conselho de Administração, de Aécio Cunha, pai de Aécio e genro de Tancredo. E também de personagens de peso na vida nacional da época, como o presidente da Volskwagen Wolfgang Sauer, Helio Smidt, da Varig  e o publicitário Mauro Salles.

Colhi depoimento de Sauer sobre o episódio e testemunhei o alemão de ferro chorar na minha frente pela traição do amigo Garnero.

Percebendo a armadilha, Tancredo incumbiu seu Ministro da Fazenda, Francisco Dornelles, de não facilitar em nada a vida da Brasilinvest. Da derrocada de Garnero, valeu-se Roberto Marinho para tomar-lhe o controle da NEC Telecomunicações.

Depois disso, continuou a vida tornando-se uma espécie de João Dória Junior internacional. Aos encontros anuais da Brasilinvest comparecia a fina flor do capitalismo – e modelos belíssimas. Aliás, a capacidade de selecionar mulheres era uma das especialidades de Garnero, que conseguiu um encontro de Gina Lolobrigida para seu sogro.

No início do governo Lula, Garnero valeu-se da familiaridade dos tempos de ABC para se aproximar de José Dirceu, ainda poderoso Ministro da Casa Civil. A aproximação lhe rendeu prestígio e bons negócios.

Graças a ela, conseguiu levar o Instituto do Coração para Brasília, em um episódio controvertido que estourou tempos depois, com boa dose de escândalo. Aliás, até hoje respondo a um processo maluco do Mário Gorla, o sócio de Garnero no empreendimento. Esteve também por trás dos problemas do Instituto do Coração em São  Paulo.

Quando os chineses começaram a desembarcar no Brasil, fui procurado por analistas da embaixada da China interessados em informações sobre o país. E me contaram que estavam conversando com um BNDES privado. Indaguei que história era essa. Era o Brasilinvest – na ocasião um mero banco desativado, localizado em uma das torres do conjunto Brasilinvest na Avenida Faria Lima. Não sabiam que Garnero já se desfizera totalmente do patrimônio representado pelas torres. E tinha um banco de fachada.

Garnero ajudou na aproximação de Dirceu com parte dos empresários norte-americanos. Na véspera do estouro do "mensalão" Dirceu já tinha uma viagem agendada para Nova York organizada por ele.

Sem conseguir se enganchar no governo Lula, Garnero acabou se dedicando ao setor imobiliário. Os filhos não seguiram sua carreira, internacionalmente brilhante, apesar dos tropeços. Ficaram mais conhecidos pelas conquistas e pela vida vazia.

Já o neto consegue seu segundo instante de celebridade. O primeiro foi em um vídeo polêmico, simulando um agarra com o ex-jogador Ronaldo.

A história do avô do rapaz que ofendeu Chico | GGN

 

O jovem incoerente que provocou Chico Buarque

22 de dezembro de 201523 de dezembro de 2015Marcelo Auler

Matéria reeditada no dia 23/12, às 07h43, para acerto de informações. Errei ao postar que Alvaro Garnero Filho filiou-se ao PRB. Na verdade, foi seu pai, Alvaro Garnero, quem se filiou e chegou a se inscrever para disputar a Câmara Federal em 2014, mas acabou renunciando. Peço desculpas pelo erro. Mas ele não compromete as demais informações.

Marcelo Auler

A esta altura, na internet, já “viralizou” o vídeo que a Glamurama , de Joyce Pascowitch, postou com o bate-boce entre Chico Buarque e os jovens Alvaro Garnero Filho e Tulio Dek, em mais uma clara demonstração de intolerância política com quem pensa diferente. É óbvio, que nos dias atuais de radicalismo à flor da pele, haverá sempre quem defenda um ou outro. Dependerá da ideologia política de cada um. A questão, porém, passa por outra discussão comum nos dias atuais: a incoerência.

chico buarqueEla veio de um dos jovens que cobraram do compositor, cantor e, escritor o fato dele “morar em Paris” com base, certamente, como disse o próprio Chico, na leitura de Veja.

Erraram, pois, é público que ele mora no Rio, onde anda diariamente pelas ruas e passa por centenas de pessoas sem ser importunado como ocorreu na noite de segunda-feira, na saída de um restaurante.

O importunaram e ainda filmaram a provocação, na expectativa de posarem de heróis – da direita xiita – por alguns momentos nas redes sociais.

Mas, enquanto Chico não faz de seu imóvel na cidade luz e de suas temporadas de recolhimento por lá um trampolim para as páginas de jornais e menos ainda colunas sociais, o mesmo não se pode falar de um dos rapazes que o provocaram com base em informação errada: “Para quem mora em Paris é fácil, não? Você mora em Paris”.

Álvaro Garnero Filho, assim como o pai, é figurinha fácil nas colunas de fofoca e futilidades. Basta googlar seu nome que logo aparecem fotos das quais deve ser orgulhar. Afinal, há gosto para tudo.

Não se sabe se os familiares de Alvarinho, forma como Lu Lacerda o trata em sua coluna social, possui imóveis no exterior. Certamente sim, pois seu bisavô era Joaquim Monteiro de Carvalho, que entre outros feitos trouxe para o Brasil empresas como a Volkswagen, a Peugeot e a Moët & Chandon. Já o avô, Mario Garnero, é o dono do Brasilinvest, um banco de negócios que em 1985 foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central.

Alvarinho pode até não dispor de imóveis da família em outros países, nem por isso, porém, deixa de desfrutar “.La Doce Vita”. E isto está mais registrado nas colunas de fofoca do que as visitas de Chico Buarque a Paris.

Alvarinho e Álvaro Garnero com o DJ Jach E em Saint-Tropez férias com o filho 29.07.2013

Alvarinho e Álvaro Garnero com o DJ Jach E em Saint-Tropez férias com o filho 29.07.2013

   Em julho de 2013, por exemplo, a coluna de Lu Lacerda registrava o curioso ingresso do Alvaro Garnero pai no mundo político. Ele assinou a ficha de filiação ao Partido Republicano Brasileiro (PRB) do senador “Marcelo Crivella (RJ) que, na época, ocupava o Ministério da Pesca, por conta de seus  conhecimentos em piscicultura.

Pois, enquanto o pai se filiou ao partido cujo político maior ocupou um ministério do governo Dilma Rousseff, do  Partido dos Trabalhadores, o fiçlho e seus amigos classificam os petistas e seus apoiadores, como Chico Buarque de “merdas”.

A nota do anúncio da filiação tinha como ilustração uma foto de pai e filho. Não estavam em nenhum evento político. Muito menos em uma atividade produtiva. Mas ao lado do  do DJ Jack-E  em uma boite em Saint Tropez, uma pequena comuna francesa, localizada na região de Provence-Alpes-Côte d’Azur, no departamento de Var, na definição da enciclopédia livre Wikipédia.

Um ano depois, Alvaro Garnero Filho voltou não apenas a uma, mas a algumas colunas sociais. Foi em  agosto de 2014. Todas registravam, com louvor o grande feito do jovem, então com 18 anos, estava “pegando”, ops!, namorando a socialite, atriz, cantora, empresária, escritora, estilista de moda, modelo, compositora e produtora norte americana, Paris Hilton, quinze anos mais velha.

Na coluna de Brfuno Astuto, de Época, o registro da pegação de Alvarinho com Paris Hilton. Namoro aprovado pelo pai.

Na coluna de Brfuno Astuto, de Época, o registro da pegação de Alvarinho com Paris Hilton. Namoro aprovado pelo pai.

As fotos do casalzinho enamorado foram feitas em Ibiza, na Espanha, lugar frequentado pelos mais endinheirados e badalados. Aliás, vale aqui repetir o que o colunista da revista Época – ele não lê apenas Veja, viu Chico Buarque! – registrou na nota:

“O verão europeu, mais precisamente em Ibiza, na Espanha, é o palco de um novo casal jet setter que tem dado o que falar: a socialite Paris Hilton e o estudante brasileiro Álvaro Garnero, conhecido entre os endinheirados paulistas como Alvarinho, filho do empresário e apresentador homônimo, que mora em St Moritz, na Suíça. “Estive com a Paris em Mônaco e ela é supersimpática, engraçada e bonita”, diz Álvaro pai, que aprovou o novo affair do rebento, de apenas 18 anos. “Ele tem 1,98 m de altura, é bonito de doer, gente boa, esportista e onde passa a mulherada fica louca. Eles estão empolgados, mas ele mora na Europa e ela nos Estados Unidos. Só com o tempo para saber se vai dar certo”

Descobre-se então que Alvarinho mora (ou morou) na Europa. Quem diria, logo ele que foi questionar Chico Buarque por ter um apartamento em Paris, pelo menos em agosto do ano passado, morava em St Moritz, na Suíça.

Estava na Suíça, namorando a atriz famosa e posando para colunas sociais enquanto no Brasil se desenrolava a eleição mais disputadas para a presidência da República. Nela, seu pai que chegou a se inscrever como candidato a deputado federal por São Paulo, fazendo uma previsão de gasto de R$ 6 milhões, acabou renunciando à candidatura.

Já Chico Buarque, como todos sabem, participou da campanha eleitoral, coerentemente, apoiando partidos e políticos em que sempre confiou, por motivos que nunca escondeu.

Abaixo, reproduzimos o vídeo postado pela Glamurama, da discussão de Alvaro Garnero e Túlio Deck com Chico Buarque na noite de segunda-feira (21/12) no Leblon. Mesmo aqueles que já o assistiram, vale a pena ver de novo, sabendo destes pequenos detalhes sobre o jovem Alvarinho. Mas, por favor, não cobrem coerência dele.

Inserir legenda de vídeo aqui

O jovem incoerente que provocou Chico Buarque | Marcelo Auler

 

No Rio, jovem diz que Chico Buarque é “um merda”; Folha e Estadão reproduzem vídeo sem xingamento e “culpam” a vítima

publicado em 22 de dezembro de 2015 às 18:16

Da Redação

Restaurante Sushi Leblon, Rio de Janeiro. Chico Buarque estava acompanhado por Eric Nepomuceno, Miguel Faria Jr. e Cacá Diegues. Na saída do jantar, foi abordado por um grupo de jovens.

Dentre eles estavam o rapper Tulio Dek e, segundo a colunista Heloisa Tolipan, Alvarinho, filho do empresário paulista Álvaro Garnero. Um terceiro jovem se identificou no vídeo como Guilherme Mota.

Tulio e Alvarinho tem em comum a amizade com o jogador Ronaldo, que chegou a participar da gravação de um videoclipe do rapper.

Alvarinho causou polêmica ao aparecer em um vídeo beijando e mordendo o pescoço de um Ronaldo bêbado.

Durante o bate boca, Chico Buarque foi chamado de “merda” por um dos playboys.

A TV Folha reproduziu vídeo do Glamurama — que primeiro noticiou o acontecido — que não inclui o xingamento a Chico Buarque.

O mesmo fez o Estadão.

Os jornais paulistas não mencionaram a ofensa, mas apenas o questionamento às convicções políticas de Chico Buarque. O Estadão enfatizou que Chico “bateu boca” e a Folha, que foi “questionado”. Uma forma descarada de culpar a vítima.

No Facebook, fãs de Chico repreenderam o comportamento do rapper.

Abaixo, trecho de uma das letras de Tulio Dek, em O Que Se Leva da Vida:

E nessa levada
Eu vou levando a minha vida
E não to nem aí se alguém duvida
Se a vida é guerra
Então vou guerrear
Se é zoação
Então deixa eu zoar
E se no Arpex eu relaxo
Vou relaxar
E se na Lapa eu batalho
Quero batalhar
E se o mar tá bombando
Então eu vou surfar
E se as mulheres tão dando mole
Por que não aproveitar?
Se vai rolar a festa
Vamos festejar
Se a barra tá pesada
Vamos segurar
Se o mundo acabar
Vou improvisar
Se só amor faz bem
Então deixa eu amar
Se teu amor é falso
Então sai pra lá
Se não tiver humildade
É melhor parar
Se tudo der errado
Então deixa eu te ajudar
Mas se eu pegar no mic
Não peça pra eu parar

Agora fiquem com Trocando em miúdos, de Chico Buarque e Francis Hime:

Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim!
O resto é seu

Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças

Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter

Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado

Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu

Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.

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No Rio, jovem diz que Chico Buarque é "um merda"; Folha e Estadão reproduzem vídeo sem xingamento e "culpam" a vítima – Viomundo – O que você não vê na mídia

21/10/2015

O ovo da serpente foi posto pela Veja

 

Tijolaço: impeachment nasceu na Veja, engravidado pelo PSDB

:

‘A possibilidade de “impeachment” surge da boca da jornalista condenada por plágio Joyce Hasselman apenas 5 minutos depois de anunciado o resultado eleitoral’, destacou texto divulgado por Fernando Brito; ‘Levou apenas cinco minutos depois da eleição para os golpistas arregaçarem suas mangas; e desde então, há um ano, não para mais, numa discussão que os democratas brasileiros devem colocar no seu devido lugar’

21 de Outubro de 2015 às 07:45

Por Fernando Brito

Recebi um texto ótimo, de um companheiro de profissão que prefere não se expor (o que, nestes tempos de cólera, é mais que compreensível).
É um precioso resgate de como nasceu a onda do impeachment.
Com pai, mãe, data, hora e local de seu partejamento.
Nos estúdios imundos da “TV Veja”, apenas cinco minutos depois que os resultados, ainda parciais, das eleições evidenciavam a vitória de Dilma Rousseff.
Joyce Hasselman, a Sheherazade da revista, e Reinaldo Azevedo – que dispensa apresentações não deixaram passar cinco minutos da definição da vitória de Dilma para defender sua derrubada.
Ah, sim, claro que “democraticamente”, como se disse em todos os golpes, que vierem defender a liberdade com repressão e a vontade do povo com a imposição de seus próprios ditames.
Falo menos e deixo que você acompanhe o texto. Ao final, mostro, editado, o vídeo que registra o nascimento do “bebê de Rosemary”, devidamente editado porque seria um atentado reproduzir as massacrantes nove horas e pico do bombardeio da Veja no dia das eleições que, para os céticos, podem ser vistos – não recomendo a tortura – aqui.
Preferi editar um resumo, que sustenta e comprova o que meu amigo falou.
É um documento histórico, embora vergonhoso, sobre um atentado à democracia que se iniciou mesmo antes de concluídos os resultados eleitorais.
O momento zero do impeachment, cinco minutos após o resultado das urnas

O clima era de descontração. Falavam alto, riam, porque falavam mal de Lula. Reinaldo Azevedo havia até imitado o ex-presidente.
De repente, chega a hora que todos esperavam. Com as urnas fechadas no Acre, o TSE divulgava o resultado da eleição presidencial, e a parcial eleitoral de 95% das urnas era soprada pelo ponto eletrônico no ouvido da apresentadora de Veja.
O humor dos 3 debatedores – além de “Tio Rei”, Augusto Nunes e Ricardo Setti – muda na hora. Silêncio e consternação no estúdio da “TVeja”, a “TV de Veja”. Dilma Rousseff havia ganhado as eleições de 2014.
Há quase um ano o Brasil perde tempo com a tentativa infantil de parte da oposição, liderada pelo derrotado inconformado Aécio Neves, de reverter o resultado das urnas.
Quando exatamente começou essa bobagem?
O vídeo da cobertura da Veja mostra o momento exato.
A palavra, a possibilidade de “impeachment” surge da boca da jornalista condenada por plágio Joyce Hasselman apenas 5 minutos depois de anunciado o resultado eleitoral. É a primeira pergunta que ela faz aos debatedores, não sabemos se de sua autoria, ou se alguém da produção lhe soprou esse vento na sua cabeça.

Naquela época não se perguntava nas redes se “quem assumia é o Aécio”, a cada pessoa que cai de qualquer função. Eduardo Cunha ainda não era presidente da Câmara e não sabíamos que seu Porsche era propriedade de Jesus.
Ninguém tinha discutido ainda a questão de que um presidente reeleito não pode sofrer impeachment por atos cometidos no mandato anterior. Kim Kataguiri era apenas um estudante frustrado de economia de uma universidade pública criada por Lula no ABC. A Câmara não tinha ainda empurrado “pautas-bomba” e uma agenda conservadora, enfim, o país não tinha perdido tempo com todas as bobagens com as quais se desgastou.
Mas lá estava Veja.
Antes do resultado, destilando seu ódio contra Lula (nunca pararam e voltarão ainda com mais força quando tiverem que aceitar de vez a eleição) , decretando que Aécio era o líder da oposição, o Caprilles brasileiro, e que o resultado eleitoral não era verdadeiro.
Quanto custou ao Brasil essa discussão estúpida de impeachment? Quanto fragilizou nossa economia em um momento difícil, quanto palco deu para todo o tipo de picareta (Agripino, Paulinho, Alexandre Frota, Lobão, Diogo Mainardi) essa discussão imbecil de impeachment?
Levou apenas cinco minutos depois da eleição para os golpistas arregaçarem suas mangas. O anúncio do resultado eleitoral sei em meros cinco minutos surge a palavra impeachment .

E desde então, há um ano, não para mais, numa discussão que os democratas brasileiros devem colocar no seu devido lugar.
A mão que balança o berço do impeachment tem bem claras suas digitais.

Tijolaço: impeachment nasceu na Veja, engravidado pelo PSDB | Brasil 24/7

16/10/2015

O Globo já não choca o ovo, compra a serpente

ovo da serpenteÉ impressionante a fábrica de bandidos que os velhos grupos de mídia teimam em popularizar. Dia após dia, como na fábula da rã e do escorpião, a natureza peçonhenta dos assoCIAdos do Instituto Millenium teima em se fazer presente.

Pode-se perdoar Eduardo CUnha por ser um político sem escrúpulos, é da natureza da política.

Pode-se perdoar Marcola pelo tráfico, ele é traficante.

Agora, porque perdoar jornalista que pratica crime, se a profissão dele não é o crime?

Não tenho e menor dúvida, o ódio a Lula, Dilma e ao PT é criação das cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, Globo & RBS) que diuturnamente disseminam preconceito, mentiras e ódio.

Ou o Brasil elimina as serpentes, ou elas desovarão víboras ainda mais peçonhentas das que já infestam as redações.

Filho de Lula prepara ação contra Globo e colunista

:

O motivo: não há, na delação premiada do lobista Fernando Soares, nenhuma referência ao nome de Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula; em sua estreia no jornal O Globo, no último domingo, o colunista Lauro Jardim, egresso de Veja, cravou que "Lulinha" era um dos alvos de Fernando Baiano, como suposto beneficiário de pagamentos de R$ 2 milhões; por meio de seus advogados, ele pediu que fosse apresentada a delação – o que o colunista se negou a fazer; agora, o próprio jornalista encampa uma nova versão: a de que os R$ 2 milhões teriam sido pagos à esposa de Fábio Luís, uma das quatro noras de Lula; "requeremos a íntegra da delação não porque tenhamos qualquer preocupação com seu teor, mas apenas para instruir as ações judiciais", diz o advogado Cristiano Zanin Martins, que representa Fábio Luís

16 de Outubro de 2015 às 17:59

247 – A estreia retumbante do colunista Lauro Jardim no jornal O Globo renderá processos judiciais contra o jornalista e a publicação. O motivo: ao contrário do que foi noticiado no último domingo na capa do periódico (relembre aqui), o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, não fez qualquer menção ao nome de Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, em sua delação premiada homologada pelo ministro Teori Zavascki.

Baiano citou, de fato, o nome do pecuarista José Carlos Bumlai, tido como amigo pessoal do ex-presidente Lula. Nesta sexta-feira, em sua manchete, a Folha de S. Paulo noticiou que Baiano teria mencionado um suposto pagamento pedido por Bumlai para uma "nora do ex-presidente Lula". No entanto, não foi feita qualquer referência ao nome de Fábio Luis.

Nesta sexta-feira, Lauro Jardim tentou consertar o erro do último domingo, com a seguinte nota:

Renata, a nora de Lula citada na delação premiada de Fernando Baiano é a mulher de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha.

Lula tem três noras e Baiano não dá, em sua delação, o nome de quem seria a beneficiária do pedido supostamente feito pelo pecuarista José Carlos Bumlai.

Mas pelo relato do caso, ou seja, o dinheiro serviria para quitar dívidas de um apartamento, quem conhece a família não tem dúvida em apontar a mulher de Lulinha como a nora referida.

Como se vê, é uma informação bem diferente da publicada no último domingo, em que o colunista cravava que "Lulinha era um dos alvos":

Delação explosiva

"Está destinada a causar um estrondoso tumulto a delação premiada de Fernando Baiano, cuja homologação foi feita na sexta-feira pelo ministro Teori Zavascki. O operador (de parte) do PMDB na Petrobras pôs no olho do furacão nada menos do que Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha. Baiano contou que pagou despesas do primogênito de Lula no valor de cerca de R$ 2 milhões. Ao contrário dos demais delatores, que foram soltos logo após a homologação das delações, Baiano ainda fica preso até 18 de novembro, quando completa um ano encarcerado. Voltará a morar em sua cobertura de 800 metros quadrados na Barra da Tijuca. A propósito, quem teve acesso à delação conta que Eduardo Cunha é, sim, citado por Baiano. O operador admite ter relações com o presidente da Câmara, mas não entrega nada arrasador contra Cunha.

Fábio Luis garante que nem sequer conhece Fernando Baiano. Seu advogado, Cristiano Martins, afirma que pediu acesso ao inteiro teor da delação do lobista não porque tenha qualquer preocupação com seu teor. "Queremos os documentos apenas para instruir as ações judiciais contra quem difundiu informações falsas e levianas", disse ele.

Leia, abaixo, a nota divulgada pelo advogado de Fábio Luis:

Diante do ataque sistemático à honra e reputação do sr. Fábio Luís Lula da Silva, sua defesa requereu na data de hoje (16.10) ao Ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, acesso à íntegra da delação premiada do lobista Fernando Soares. 

A providência tem por objetivo instruir ações que serão promovidas contra os que, pela imprensa, encabeçaram a divulgação, desde o último dia 11, de notícias falsas sobre pagamentos de contas de nosso cliente pelo citado delator.

De forma sistematizada, põe-se em pé uma operação jornalística que, a cada dia, coloca na mira de suas manchetes o personagem da vez, eleito alvo da ofensa. Surge, agora, uma entidade primeiramente nominada a “nora de Lula". Após 24h, divulga-se que a “nora” citada é a mulher do sr. Fábio Luís, sob o alegado argumento de que “quem conhece a família não tem dúvida em apontar” sua esposa.

A verdade não pode estar no mero repasse de informações fornecidas e colhidas a bel prazer, pingadas a conta-gotas de uma delação sob sigilo, que, a cada dia, muda sua versão dos fatos, para tornar mais verossímil a narrativa. O que se identifica são irresponsáveis ilações daqueles que foram, depois, desmentidos no decorrer do processo.

Filho de Lula prepara ação contra Globo e colunista | Brasil 24/7

15/09/2015

Reação tardia, mas necessária

ovo da serpenteSe Lula, Dilma e o PT tivessem revidado nas mesmas proporções, o ovo da serpente não teria resultado na marcha dos zumbis. O ódio destila pelos assoCIAdos do Instituto Millenium existe desde que Lula apareceu no cenário político-sindical.

Esse magarefe aí, agora processado pelo Lula, é fichinha diante do que já disseram outros ilustres celetistas das cinco irmãs (Veja, RBS, Globo, Folha, Estadão).

Infelizmente, o PT tem baixado a cabeça e acocado para os facínoras da velha mídia. Também de nada serve Guido Mantega aceitar o perdão dos boçais que covardemente o agrediram num restaurante.  Ou acabemos com os fascistas ou eles farão do Brasil uma Ucrânia.

Tivessem reagido, devolvendo no mesmo tom, talvez não teria necessidade do Lula processar Villa.

Lembro de ilustres petistas subindo às tribunas para tecer elogios para Globo, Folha, RBS. Esses jamais vão ganhar meu voto. Prefiro votar nulo do que em doentes com Síndrome de Estocolmo. Não basta esmagar a cabeça dos filhos que rastejam por aí. Há que se acabar com a incubadora, onde a grande serpente desova.

Lula presta queixa contra historiador tucano

:

Os advogados do ex-presidente Lula entraram nesta terça (15) com queixa-crime contra o historiador Marco Antonio Villa, por causa de afirmações proferidas por ele na edição de 20 de julho do Jornal da Cultura 2ª edição, na TV Cultura; no comentário, Villa disse que o ex-presidente “mente, mente”, que é culpado de “tráfico de influência internacional, sim”, além de “réu oculto do mensalão”, “chefe do petrolão”, “chefe da quadrilha” e teria organizado “todo o esquema de corrupção”; no texto protocolado na Justiça Estadual de São Paulo, a defesa de Lula aponta que as acusações de Villa incorrem em calúnia, injúria e difamação; "Essas afirmações foram emitidas sem qualquer elemento que pudesse respaldá-las. Villa promoveu descabidos e rasteiros juízos de valor sobre Lula e, ainda, fez afirmações mentirosas sobre sua trajetória política, conduta e identidade”, diz a queixa

15 de Setembro de 2015 às 20:15

247 – Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entraram nesta terça-feira (15) com queixa-crime contra o historiador Marco Antonio Villa, por conta de afirmações caluniosas proferidas por ele na edição de 20 de julho do Jornal da Cultura 2ª edição, onde é parte do elenco fixo de comentaristas. A ação é referente a apenas um dos recorrentes comentários caluniosos que o professor da Universidade do Estadual Paulista (Unesp) repete contra o ex-presidente no jornal noturno da TV pública do governo do Estado de São Paulo.

No comentário, Villa disse que o ex-presidente “mente, mente”, que é culpado de “tráfico de influência internacional, sim”, além de “réu oculto do mensalão”, “chefe do petrolão”, “chefe da quadrilha” e teria organizado “todo o esquema de corrupção”. O historiador deixou claro ainda que “quem está dizendo sou eu, Marco Antonio Villa”, embora não tenha apresentado sequer uma evidência das graves acusações que fez. Todas essas afirmações do historiador não condizem com a verdade e por isso foi a justiça foi acionada contra o historiador e comentarista político.

No texto protocolado na Justiça Estadual de São Paulo, a defesa de Lula aponta que as acusações de Villa incorrem em calúnia, injúria e difamação. “Essas afirmações foram emitidas sem qualquer elemento que pudesse respaldá-las”, diz a queixa-crime. “Nesse contexto, verifica-se que o querelado [Villa] passou longe de qualquer comentário jornalístico ou do dever de informar, e promoveu descabidos e rasteiros juízos de valor sobre o querelante [Lula] e, ainda, fez afirmações mentirosas sobre sua trajetória política, conduta e identidade”.

Lula presta queixa contra historiador tucano | Brasil 24/7

16/08/2015

Cria cuervos…

Diz o ditado espanhol, cria cuervos e te comerão os olhos. Quem desova ovos de serpente sujeita-se a ser picado por elas. A golpista Rede Globo sentiu o golpe.

No Rio, manifestantes expulsam equipe da TV Globo

:

Uma equipe da TV Globo foi expulsa do protesto contra o governo federal na orla de Copacabana, neste domingo; após gritos de "Fora Globo" puxados pelo carro de som do Revoltados Online e do Movimento Vem Pra Rua, os profissionais da emissora carioca quase foram agredidos por manifestantes; repórter Paulo Renato Soares e outros quatro profissionais da Globo acabaram impedidos de realizar seu trabalho e deixaram o local sob escolta de policiais militares

16 de Agosto de 2015 às 15:25

247 – Uma equipe da TV Globo foi expulsa do protesto contra o governo federal na orla de Copacabana, neste domingo.

Após gritos de "Fora Globo" puxados pelo carro de som do Revoltados Online e do Movimento Vem Pra Rua, os profissionais da emissora carioca quase foram agredidos por manifestantes.

Uma minoria tentou apoiar o trabalho dos jornalistas, mas os profissionais, xingados, foram obrigados a sair da manifestação pela Rua Bolívar, escoltados pela Polícia Militar.

O repórter Paulo Renato Soares e outros quatro profissionais da Globo acabaram impedidos de realizar seu trabalho.

No Rio, manifestantes expulsam equipe da TV Globo | Brasil 24/7

28/07/2015

Ovo da Serpente

ovo da serpente Para quem chegou agora e vê que a serpente começa a se insinuar de forma traiçoeira e peçonhenta,  lembro que pelo menos desde os anos 2000 eu já localizava onde estavam os serpentuários.

Em 25/07/2001, publiquei no Observatório da Imprensa um artigo exatamente com este título: “O ovo da serpente”. Todos os ingredientes que hoje estão popularizados pelos grupos mafiomidiáticos já estavam sendo gestados. O PT, ao invés de quebrar, chocou os ovos. Quando uma Maria do Rosário sobe à Tribuna do Congresso para bajular os donos no aniversário da RBS, não está somente legitimando o serpentário. Está também espezinhando a memória dos assassinatos de reputação perpetrados por aquela empresa, como incentivando a continuidade dos métodos.

A produção made in RBS já desovou no Brasil pelo menos 3 senadores: Sérgio Zambiasi, Ana Amélia Lemos e Lasier Martins, além de ter eleito o maior número de governadores do RS. Com certeza, os piores que este Estado já teve.

O embrião fascista no Brasil


Por Marco Weissheimer, no site Sul-21:
O Brasil está assistindo ao crescimento de uma onda conservadora e autoritária, de cunho fascista, que pode lançar o País em um grave retrocesso político, econômico e social nos próximos anos. Toda vez que o país se deixou dominar pelo pensamento de direita, acabou sendo tomado pelos valores do autoritarismo, que vem das raízes escravocratas das nossas chamadas elites, preguiçosas, incultas e profundamente perversas. A advertência é do cientista político, escritor e um dos fundadores do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Roberto Amaral, que esteve em Porto Alegre na última sexta-feira para lançar e debater seu mais recente livro, “A serpente sem casca. Da crise à Frente Popular” (Altadena Editorial) . O lançamento ocorreu no início da noite de sexta-feira, no auditório do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e região, reunindo lideranças políticas e sindicais, jornalistas, estudantes e professores universitários.
O fio condutor do livro de Roberto Amaral tem a forma de um alerta. A escolha do ovo da serpente como metáfora para falar da atualidade brasileira, enfatizou, é pela possibilidade de enxergamos a gestação de um embrião fascista no Brasil. “O fascismo não começa pela sua exasperação, ele começa lento, com ofensas verbais, e depois evolui para agressões físicas e coletivas. Esse conservadorismo é tão mais perigoso na medida em que ele está presente em todos os meios de comunicação e é destilado dia e noite junto à população”.
Para Amaral, a sociedade brasileira está sendo preparada diariamente para a interrupção do governo Dilma. “Já estamos vivendo uma série de golpes. Essa eleição vai se resolver em cinco ou seis turnos”. Neste contexto, ele defende a necessidade de formar uma frente popular, de caráter amplo e democrático, capaz de erguer uma barragem ao avanço do pensamento de direita no País.
Autor da apresentação do livro, o ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, destacou a existência hoje no Brasil de um conjunto de movimentos frentistas que partem de uma mesma constatação: a forma pela qual se estabeleceram as coalizões políticas no País nos últimos anos está esgotada, o que exige pensar uma nova forma de organização, mais programática e que tenha uma estrutura frentista clara. Na mesma linha, Raul Carrion, da direção estadual do Partido Comunista do Brasil, assinalou que o momento é para avançar na direção da construção de uma frente popular e democrática ampla no Brasil, em torno de objetivos programáticos e não meramente eleitorais.
A coisa mais importante dessa frente, disse a cientista política Céli Pinto, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é que ela precisa dar conteúdo à palavra “esquerda”. “Não podemos mais ficar dizendo que somos de esquerda porque estamos à esquerda da direita. Precisamos retomar algum conteúdo importante. Nós perdemos a nossa condição de esquerda e precisamos reconstruir isso”.
Ao final do encontro no Sindicato dos Bancários, Céli Pinto leu um manifesto em defesa da construção de uma frente dessa natureza e colocou-o aberto para receber assinaturas de apoio.
Roberto Amaral conversou com o Sul21 sobre o seu novo livro e sobre o atual momento político do País. A seguir, um resumo dessa conversa e de alguns dos principais pontos apresentados pelo autor durante sua fala no SindBancários:
O ovo da serpente e o embrião fascista
“O ovo da serpente tem uma característica especial: ele não tem casca, mas sim uma película muito fina e transparente que permita que se veja o embrião se desenvolvendo. O que quero dizer com essa metáfora é que nós estamos vendo o desenvolvimento de um embrião fascista no Brasil. Está em nossas mãos a decisão. Podemos deixar esse embrião crescer, sair desse ovo e amanhã picar o nosso calcanhar, ou podemos esmagá-lo agora. O ovo da serpente permite que vejamos à frente. Estou tentando chamar a atenção, não só da esquerda, mas das forças progressistas e democráticas em geral, para a ameaça de um grave retrocesso político e ideológico no País. Esse retrocesso não se mede apenas pela crise dos partidos, em particular pela crise dos partidos de esquerda e, de modo mais particular ainda, pela crise do PT. Tampouco se mede apenas pela crise do governo Dilma. Ele se mede, fundamentalmente, pela ascensão de uma opinião, que já está se tornando orgânica, de retrocesso conservador.”
“Já há um baluarte institucional perigosíssimo desse processo, que é a Câmara dos Deputados. Eduardo Cunha não foi colocado ali pelo acaso, ele representa um núcleo pensante conservador brasileiro. Esse núcleo, na Câmara, está representado pela chamada bancada BBB, ou seja, os grupos do boi, do agronegócio atrasado, da bala e da Bíblia, que reúne os evangélicos primitivos e midiáticos. Isso tudo se juntou”.
Esquerda não levou a sério o tema da comunicação
“Mas é preciso dizer que a grande responsabilidade por isso é da esquerda e dos nossos governos de centro-esquerda. Há mais de 40 anos, eu e outras pessoas – aqui no Rio Grande do Sul havia uma pessoa que lutava muito por isso, o Daniel Herz – viemos alertando sobre o poder dos meios de comunicação de massa no Brasil, sobre o monopólio da informação e a cartelização das empresas. A esquerda nunca acreditou nisso.”
“A primeira eleição do Lula serviu para mascarar esse problema. Nós metemos na cabeça que essa gente não formava mais opinião. Nos descuidamos e ficamos assistindo à construção de um monopólio ideológico, destilando conservadorismo de manhã, de tarde e de noite. Aqui, não estou me referindo apenas à Rede Globo, ao Globo, Estadão e Folha de São Paulo. Pior do que isso talvez sejam as rádios evangélicas, as rádios AM e FM, despejando diariamente xenofobia, racismo, machismo, homofobia e tudo o que é atrasado. Paralelamente a isso, nós não construímos uma imprensa nossa. E nem estou falando de uma imprensa nossa para falar com a sociedade. Não construímos uma imprensa nossa sequer para falar conosco mesmo. Os militantes do movimento sindical e dos partidos se informam das teses de suas lideranças pela grande imprensa. Nem criamos uma imprensa de massa, nem criamos uma imprensa própria.”
“Nos anos 50 e 60, nós tínhamos O Semanário, que circulava no Brasil inteiro defendendo as teses do Petróleo é Nosso e da Petrobras, tínhamos Novos Rumos, do Partido Comunista, a imprensa sindical e circulava também a Última Hora. Havia, então, um esforço para garantir um mínimo de debate. Isso tudo desapareceu e nada foi colocado no seu lugar. Com a chegada de Lula ao governo, os principais quadros do PT foram transferidos da burocracia partidária para a burocracia estatal e o partido acabou se esfacelando. Os principais quadros do movimento sindical também foram transferidos para os gabinetes da Esplanada”.
“A grande dificuldade que temos hoje para promover a defesa do governo Dilma é que perdemos o diálogo com a massa. Eu conversava dias atrás com uma ex-presidente da UNE e ela me dizia: ‘Professor, como é que eu posso entrar em sala e chamar os estudantes para uma passeata quando o governo está reduzindo as verbas para as bolsas de estudo’. Há um paradoxo entre a nossa política e a nossa base social. A Dilma não foi eleita pela base com a qual está governando. Ela atende os interesses dessa base com a qual está governando e não tem o apoio dela. Por outro lado, ela contraria os interesses da base progressista, a qual nós temos dificuldade de mobilizar para defendê-la. Esse paradoxo precisa ser enfrentado.”
“Não devemos nos iludir com os compromissos democráticos da direita”
“Ninguém deve se iludir com os compromissos democráticos e legalistas da direita brasileira. É uma direita que sempre apelou para o golpe e para o desvio democrático. Está aí a história dos anos 50 e 60 repleta de exemplos disso. Ela não tem compromisso com a democracia. Seu único compromisso é com seus interesses de classe. E, lamentavelmente, parece que a burguesia no Brasil tem mais consciência de classe do que muitos setores proletários.”
“Há um segundo paradoxo, que é difícil explicar a não ser que você use aparelhos ideológicos. Nós já sofremos, de fato, dois golpes nos últimos meses. A direita perdeu as eleições, mas ganhou a política. Esta política econômica que está sendo aplicada é a política da direita. O segundo golpe foi a implantação de uma nova forma de parlamentarismo, que vive de subtrair poderes do Executivo. E há ainda um terceiro golpe em curso que consiste em refazer a Constituição sem ter poder originário para tanto, retirando da Carta de 88 conquistas que levamos décadas para aprovar e consolidar”.
Sobre a construção de uma frente ampla, popular e democrática
“Diante deste cenário, precisamos articular a formação de uma frente ampla, de uma frente popular que reúna os setores progressistas e democráticos do País. Eu não estou falando de uma frente de esquerda, pois com isso estaríamos nos encerrando em um casulo, voltando a ser ostra. Precisamos retomar um discurso para a classe média, que perdemos em função dos desvios éticos do PT. Nós não estamos pagando o preço de erros de governo, mas sim dos desvios éticos. Precisamos retomar um discurso que fale para os trabalhadores, para os setores médios, para as forças progressistas, que não são necessariamente de esquerda, falar com a empresa nacional que, neste momento, está sendo destruída neste País. Há uma tentativa de acabar com as principais empresas brasileiras, detentoras de know how, não por uma questão moral, mas para colocar no lugar delas empresas espanholas, chinesas e americanas.”
“Não estou pensando a constituição desta frente com objetivos imediatos e de caráter eleitoral, mas sim na perspectiva da reconstituição das forças progressistas. O ponto de partida para essas forças é construir uma barragem para conter o avanço do pensamento e da ação da direita. Para isso, precisamos voltar às ruas e voltar a debater com a população. Na minha opinião, o modelo no qual devemos nos inspirar não é o da Frente Ampla uruguaia. Esta tem algo que nós temos, partidos. É uma frente de partidos. Nós temos que construir uma frente de movimentos, da sociedade, preparada para receber os partidos e oferecer a eles um novo discurso, uma nova alternativa. Mas não trabalho com a ideia de um modelo pronto e acabado. O que vai decidir isso, como sempre, é o processo histórico”.
A ameaça do impeachment
“Irrita-me o fato de nossas forças estarem acuadas por fantasmas. O nosso governo está acuado, enquanto ele tem o que dizer. Em face disso, como não há espaço vazio, a direita vem avançando e preparando ideologicamente a ideia do impeachment. Precisamos por isso a nu e exigir que a direita assuma publicamente se é golpista ou não. O senhor Fernando Henrique Cardoso tem que ser chamado às favas. O PSB e o PMDB têm que ser questionados a assumir se são golpistas ou não. Creio que a melhor forma de enfrentar a ameaça do impeachment, seja ela pequena ou grande, é dizer que ela existe. Dizer que ela não existe é perigoso. E o objetivo principal nem é mais a Dilma, é o Lula. Querem liquidar o Lula e o PT. Não se iludam. Se isso acontecer, não atingirá só o PT, mas toda a esquerda brasileira. Temos responsabilidades distintas pelo que está acontecendo, mas estamos todos no mesmo barco”.

19/07/2015

Os fascistas agora já ousam dizer o nome

Aécio para Cunha: “sugue e depois venha pro nosso lado”. No PSDB ninguém é investigado, muito menos preso.

Cunha Aéecio PaulinhoÉ o momento vergonha alheia. E nem se diga que a otária ali da twitter seja originária. Há um documentário disponível na internet e que os canais por assinatura vez que outras disponibilizam: Inimigo do meu inimigo. É um documentário do modus operandi adotado pela tal de Leticia Oliveira. Para combater as políticas sociais dos países da América Latina os EUA recrutaram sobreviventes nazistas e os atiçaram contra os pobres do sul.

É evidente que eles não são contra a corrupção. São contra a concorrência na corrupção. Eles odeiam ter de dividir espaço nos aeroportos, nos aviões, nas faculdades, nas festas de formatura. Afinal, quem foi que inventou esta história de pobres podem comprar carro, como vociferava aquela besta quadrada que trabalha na RBS, Luis Carlos Prates?! Quem inventou esta história de filho de trabalhador pode frequentar curso superior? Claro, esse é o verdadeiro motivo pelos quais odeiam Lula e Dilma.

É evidente que Eduardo CUnha não nasceu agora. É cria do mesmo grupo de comunicação que inventou e levou ao Planalto o Caçador de Marajás.

Quando Ali Kamel resolver escrever um livro para combater as políticas sociais com uma mentira em formato de livro “Não somos racistas”, também tira a originalidade da anencefálica. A bem da verdade é que a filosofia da moça é vendida a preço de banana pela Rede Globo. Veja as tais matérias a respeito do narcotráfico. Só existem para atacar distribuidores dos produtos dos outros. É sabido que os grandes consumidores estão sob a batuta dos Marinho, e por aí se explica porque a apreensão de um heliPÓptero com 450 kg de cocaína virou pó e saiu do noticiário. Portanto, se perfilar ao lado de bandidos, como JJ Havila, José Maria Marin, Ricardo Teixeira é também algo que a Globo faz muito bem.

O ódio que é também uma forma de despeito tem razão na ascensão de classes sociais. Se há  algo de culpa do PT na idiotice assumida e pública da moça foi o fato de não ter tomado nenhuma medida no sentido de democratizar os meios de comunicação. Estas serpentes são desovadas por concessões públicas. São eles que espalham ódio como se fosse terapia. Deve-se ao poder, que já foi muito mais contundente, dos meios de comunicação que no Brasil até hoje não foram punidos aquela gente de Benz que achava normal prender sem mandato judicial. Não só entrevam pessoas das quais discordavam ideologicamente, como faziam questão de participar das sessões de tortura, estupro e morte nos porões do DOI-CODI. A Folha emprestava peruas para desovar os corpos dilacerados em valas clandestinas como aquelas encontradas no Cemitério de Perus. Este participação ativa explica, por exemplo, a invenção de um Ficha Falsa da Dilma e de terem a cara de pau de chamar a ditadura de ditabranda. É culpa do PT por nunca te reagido às mentiras, processando os facínoras, como está, só agora, fazendo Guido Mantega.

Agora os fascistas estão do esgoto, e o PT virou vítima escolhida simplesmente porque não dedetizou os esgotos. É evidente que a moça gosta de bandido e faz abertamente a apologia da ladroagem.

Fascistas digitais elegem Cunha seu mais novo herói

:

Timidamente, porém mais agressivos do que nunca, intolerantes da internet iniciam uma campanha para respaldar eventual ação do presidente agora oposicionista da Câmara dos Deputados pela derrubada da presidente Dilma Rousseff (PT); proliferam-se hashtags como #seaDilmacair, #fechadocomcunha e #CunhaExplodeOGoverno estimulando o ódio contra o governo e o PT: “Se o Cunha é bandido ou não, agora não importa. A ordem é tirar o PT do poder e hj ele é o único político capaz de realizar esse feito” resume post de notória fascistóide do microblog Twitter; campanha ganhou imediatamente o apoio do roqueiro Lobão, que multiplicou uma postagem odiosa em que a presidente da República é reatratada como uma criminosa comum em um cartaz forjado com os dizeres “procura-se viva ou morta”

19 de Julho de 2015 às 12:45

Brasil247 – A horda de fascistas que invade as redes sociais vê agora no presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a chance mais possível de promover o golpe com a deposição da presidente Dilma Rousseff (PT). Com apoio de figuras nefastas como o roqueiro Lobão, inicia-se pelo Facebook e pelo microblog Twitter campanhas de ódio e de violência contra Dilma e contra o PT, defendendo uma união em torno do deputado fluminense.

Cunha decidiu ir para a oposição depois que foi delatado pelo lobista Júlio Camargo na Operação Lava Jato por ter recebido uma propina de US$ 5 milhões para não atrapalhar supostos esquemas na Petrobras. Ele atribui a delação a uma articulação esdrúxula entre o Palácio do Planalto e a Procuradoria Geral da República.

Ainda inicial, o movimento estimula tags como #seaDilmacair, #fechadocomcunha e #CunhaExplodeOGoverno e traz argumentos assustadores para defender a coerência de Cunha e tática dos fins justificam os meios. Exemplo: o ferfil denominada @leticiaoliveira, notória fascistóide, escreveu: “Se o Cunha é bandido ou não, agora não importa. A ordem é tirar o PT do poder e hj ele é o único político capaz de realizar esse feito.”

Numa imagem que ilustra um cartaz de “Procura-se”, a turma fascista associa a presidente da República a um criminoso comum, aludindo sua participação em ações contra a ditadura militar (Dilma foi militante do VAR-Palmares, presa e torturada pelo regime). Na foto, ela está ao lado de uma metralhadora e lê-se os dizeres “Procurada viva ou morta”.

Defensor de uma pauta ultraconservadora na Câmara, que envolve o financiamento privado das campanhas, a redução da maioridade penal e a vinculação religiosa do Estado, Eduardo Cunha é a personificação d que há de mais retrógrado na sociedade brasileira, que tem ganhado força e voz pela internet.

Fascistas digitais elegem Cunha seu mais novo herói | Brasil 24/7

04/07/2015

O fascismo é o cavalo de batalha da velha mídia

Alguém ainda há de lembrar do caso de racismo da torcida do Grêmio com o goleiro Aranha do Santos. Os racistas foram defendidos por funcionários da RBS, de que são exemplo Cacalo e Paulo Sant’ana.  Ilustres celetistas do Grupo RBS saíram em defesa dos atos, buscando minimizar. É algo muito parecido com o que  fez outro funcionário da RBS, só que desta vez em Santa Catarina, Luis Carlos Prates. Não é possível que não se tenha visto o ódio com que Arnaldo Jabor incitava um dia e cobrava noutro os manifestantes de 2013, a ponto de ser ridicularizado pela TV Argentina. Foi usado pelas universidades de Buenos Aires como exemplo de como não se deve fazer na tv. No entanto continuou como funcionário da Rede Globo.

O fascismo da sociedade é adubado pelos grupos mafiomidiáticos. Se for mau caráter, tem emprego garantido. Ronaldo Caiado só foi contratado pela Folha depois que Demóstenes Torres definiu-o como um cérebro a procura de uma idéia. Se não tivesse se revelado mau caráter não teria conseguido emprego na Folha. Nesse ritmo e depois que até Casagrande conseguiu ser protegido da Rede Globo, Fernandinho Beira-Mar pode vir a ser novo colunista da Folha para tratar da animação de eventos sociais. É pelas mesmas razões que Policarpo Junior é funcionário da Veja, como Diego Escosteguy é funcionário da Época/Globo.

Hoje, os grupos mafiomidiáticos são os maiores concorrentes do PCC no campo do emprego.

A influência de Danilo Gentili no caso de racismo contra Maju Coutinho. Por Paulo Nogueira

Postado em 04 jul 2015 – por : Paulo Nogueira

Inspirador

Inspirador

Sabe por que fanáticos se atreveram a publicar insultos à luz do dia contra a jornalista Maju Coutinho?

Porque eles viram o que aconteceu com Danilo Gentili – herói deles – quando, numa discussão numa rede social, ele mandou um homem negro comer bananas.

Nada. Aconteceu nada.

O insultado foi à Justiça e perdeu. Numa das sentenças mais infames da República, o juiz considerou que não havia ofensa na atitude de Gentili.

Bons exemplos prosperam, e maus ainda mais.

Tivesse Gentili recebido a devida punição, os racistas que atacaram Maju guardariam seu ódio e seu fascismo para si próprios.

Você tem que castigar exemplarmente manifestações de racismo.

Não muito tempo atrás, no Twitter, um internauta postou comentários racistas sobre a agonia de um jogador de futebol que tivera uma parada cardíaca súbita em pleno jogo.

A Inglaterra instantaneamente se comoveu com o caso, mas o internauta começou a fazer piadas com bananas e outras coisas.

Na manhã seguinte, a polícia estava na sua casa para prendê-lo. Rapidamente julgado, foi condenado a prestar serviços comunitários.

A opinião pública se revoltou com o engraçadinho, e a mídia deu amplo espaço para a história.

Ninguém mais fez nada parecido nas redes sociais na Inglaterra.

No Brasil, o caso Gentili teve o desfecho oposto, e acabou inspirando outros sociopatas.

Sociedades avançadas utilizam a técnica, em situações como esta, do name and shame. Você publica o nome do agressor para envergonhá-lo.

A leniência brasileira está cobrando um preço alto.

E não houve punição nenhuma

E não houve punição nenhuma

Como observou sabiamente o professor brasileiro da universidade em que Dilma foi atacada nos Estados Unidos, manifestações de caráter fascista não podem ser toleradas, ou a sociedade se esgarça.

O fascismo está no racismo, na homofobia e em coisas do gênero.

O professor chamou a atenção para uma coisa interessante: não é um problema apenas do governo, mas também da oposição.

Oposição democrática e civilizada é uma coisa. Oposição fascista – em cuja agenda figura a cruzada pela volta da ditadura militar – é outra coisa.

O fascismo tem que ser exemplarmente reprimido pelo governo, e uma oposição decente tem que condená-lo.

Mas cadê as ações enérgicas do governo? Onde palavras em favor da civilização da parte de homens como FHC?

A oposição, a começar por Aécio, fica calada, criminosamente calada, porque acha que a ação dos sociopatas de alguma forma a ajuda na tentativa de eliminar por vias sujas 54 milhões de votos.

Mas é um erro absurdo. Não é um partido que está sendo insanamente atacado. É a decência. É a ideia de um país civilizado.

Numa mesma semana, tivemos os adesivos pornográficos, os insultos a Dilma nos EUA e o racismo despejado contra Maju Coutinho.

São coisas que fazem parte de uma sociedade que se adoentou.

Os sinais já estavam claros quando um juiz – refletindo a mentalidade dominante na Justiça — inocentou Danilo Gentili de um crime racial.

Gentili saiu impune, e hoje arrasta seu Ibope miserável na emissora de Silvio Santos.

Que o mesmo não aconteça com os celerados que brutalizaram Maju Coutinho — e nem com os responsáveis pelos adesivos e pelo ataque a Dilma nos Estados Unidos.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » A influência de Danilo Gentili no caso de racismo contra Maju Coutinho. Por Paulo Nogueira

03/07/2015

Saiba como funciona o poder de convencimento do PMDB do CUnha

Filed under: Celso Maldaner,Eduardo Cunha,Grupos Mafiomidiáticos,Ovo da Serpente,PMDB — Gilmar Crestani @ 9:47 am
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ovo-da-serpenteE por que este tipo de comportamento não é criminalizado nem ganha ares de escândalo na nossa aguerrida imprensa? Simples, estes políticos peçonhentos são desovados pelo modus operandi desta empresas que faturam encima da venda de informação. São elas que desovam o ovo da serpente que está descascando por todos os lados.

Deputado que mudou de posição na maioridade diz que ameaçaram ‘mandar os bandidos de 16 e 17 anos’ para sua casa

Postado em 2 de julho de 2015 às 9:13 pm

Do uol:

Um dos 24 deputados “vira-casacas” que ajudaram a aprovar a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte na Câmara dos Deputados na madrugada desta quinta-feira (2), Celso Maldaner (PMDB-SC), relatou ao UOL ter sido ameaçado por Valdir Colattto (PMDB-SC) após votar contra a aprovação da PEC 171/93 na votação ocorrida na madrugada desta quarta (1º).

(…)

“Ele [Valdir Colatto] disse que ia mandar os bandidos de 16 e 17 anos para invadir minha residência em Santa Catarina”, afirmou Maldaner, completando que por pouco não chegou “às vias de fato” com o deputado. O parlamentar disse que cogitou entrar com uma representação por quebra de decoro parlamentar, mas foi desestimulado pela “turma do ‘deixa-disso’”.

(…)

Diário do Centro do Mundo » Deputado que mudou de posição na maioridade diz que ameaçaram ‘mandar os bandidos de 16 e 17 anos’ para sua casa

28/06/2015

O ódio

Filed under: Ódio de Classe,Fascismo,Ovo da Serpente — Gilmar Crestani @ 10:23 pm
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BANDEIRA odio ptNo caminho com Maiakóvski

"[…]

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

[…]"

Fascismo: o ovo da serpente midiática descascou

Os a$$oCIAdos do Instituto Millenium desovaram e agora as víboras estão saindo dos ovos. De cada ovo descascado saem animais peçonhentos que picam, mordem, mas não falam, urram. Deve ser porque o rabo da cobra é muito maior que seu cérebro. Coincidência, o bico do tucano é muito maior que o cérebro.

Nestas horas o Ministério da Justiça deveria se lembrar daquele poema do pastor luterano, Martin Niemöller:

"Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse"

Depois que os fascistas se instalarem, de que servirá um Ministério da Justiça?

Fascistas voltam a atacar Guido Mantega em SP

:

O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a ser agredido, quando almoçava, neste domingo, no restaurante Trio em São Paulo; "Ladrão, ladrão, sim senhor, palhaço, sem vergonha, sem vergonha, é isso o que o senhor é", disse um cidadão, que conseguiu agredir impunemente o ex-ministro; "Estão acabando com esse país. Acabaram com a Petrobras, acabaram com tudo", disse outro; antes, Mantega já havia sido hostilizado no Hospital Albert Einstein; outro ex-ministro petista, Alexandre Padilha, foi também atacado por um executivo que levou à falência a empresa BRA; recentemente, a calçada do apresentador Jô Soares foi pichada com ameaça de morte; escritor Fernando Morais também recebeu ameaças pelas redes sociais; ódio político, alimentado por meios de comunicação e grupos radicias, se transforma em fascismo à luz do dia; confira as imagens, que serão colocadas à disposição da polícia para identificação dos agressores

28 de Junho de 2015 às 17:21

SP 247 – O ex-ministro Guido Mantega voltou a ser atacado, neste domingo, em São Paulo. Ele, que já havia sido hostilizado no Hospital Albert Einstein, foi agredido por dois casais, quando almoçava ao lado da esposa, no restaurante Trio, em São Paulo.

– Ladrão, ladrão, sim senhor, palhaço, sem vergonha, sem vergonha, é isso o que o senhor é – disse um indivíduo.

– Estão acabando com esse país. Acabaram com a Petrobras, acabaram com tudo – gritou outro.

– A gente não vai mais aguentar calado – afirmou a acompanhante de um dos agressores, que, em vez de conter a estupidez alheia, embarcou na mesma onda de agressividade.

Os três, que assumiram uma atitude claramente fascista, podem ser facilmente identificados pelas imagens gravadas por um celular e que foram enviadas ao 247.

Os vídeos ficarão à disposição das autoridades policiais para que identifiquem e punam os responsáveis pela agressão.

Recentemente, o ex-ministro Alexandre Padilha foi agredido num restaurante em São Paulo. O agressor foi um dos executivos responsáveis pela falência da empresa aérea BRA. Na campanha eleitoral, o atual ministro Jaques Wagner também foi agredido verbalmente num restaurante paulista.

Os episódios mais recentes do fascismo que campeia à luz do dia em São Paulo envolveram ainda o apresentador Jô Soares e o escritor Fernando Morais. Jô teve sua calçada pichada com ameaças de morte, depois de entrevistar a presidente Dilma Rousseff. Morais também foi ameaçado pelas redes sociais.

Fascistas voltam a atacar Guido Mantega em SP | Brasil 24/7

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