Ficha Corrida

30/07/2015

Saiba um pouco mais sobre a máfia de branco

OBScena: máfia de branco apoia doente que também é cliente…

mafia de branco só apoia consumidror de brancaAs manifestações desmesuradas de preconceito e ódio escondiam e escondem algo de muito podre. E é desta podridão que nasce a guerra dos maus profissionais médicos contra o programa Mais Médicos. Se não fosse por isso, bastaria saber que por trás da luta contra o Mais Médicos estava e continua aquele que, na descrição do correligionário Demóstenes Torres, é um cérebro à procura de uma ideia, Ronaldo Caiado.

Não é só a falta de cérebro, são também os dedos de silicone. Pior, é mercantilismo que vê por um único ângulo, o monetário. Os médicos trazidos de fora para atender comunidades carentes foram vistos com concorrentes que fariam o preço das consultas baixarem. Em nenhum momento os sindicatos médicos se preocuparam com aquelas comunidades que não tinham atendimento.

Os grupos mafiomidiáticos e as religiões pentecostais de fundamentalismo obsceno, cujos pastores veem no dízimo a presença de Deus, para dizer o menos, vendiam a ideia de que se trata de uma invasão comunista programada pelo PT para tomar conta do Brasil. Digo não de ouvir dizer.

Como entender que as pessoas veem com naturalidade o consumo de cocaína pelas pessoas de Benz, inclusive admitem candidatos à presidente considerado usuário pela revista americana TMZ, como aliás já tivemos um governador que foi se desintoxicar na Espanha, mas ficam horrorizadas com a possibilidade de que os pobres possam consultar um médico cubano?!

O Brasil precisa não só de Mais Médicos, precisa mesmo é de menos hiPÓcrisia.

‘Médicos fantasmas’ do SUS são alvo de investigações

Órgãos apontam servidores de nove Estados e DF que mal aparecem no trabalho

Fraudes vão do registro do ponto à presença em clínicas particulares; para federação, existe conivência de chefes

PATRÍCIA BRITTO, DO RECIFE, PARA FOLHA

Médicos chegam, batem ponto na entrada e vão embora. Atendem em clínicas particulares quando deveriam estar em hospitais públicos. Registram mais horas trabalhadas do que as horas que existem em uma semana ou são vistos no exterior no dia em que "bateram ponto".

Em ao menos nove Estados e no Distrito Federal, órgãos como Tribunais de Contas, Polícia Federal e Ministérios Públicos identificaram e investigam casos de médicos "fantasmas", que pouco ou nem aparecem no trabalho. Em muitos casos, com a conivência do poder público.

A maioria cita fraudes no registro de ponto, agravando as filas de pacientes que buscam atendimento no SUS.

Só em junho de 2014, auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal identificou 25.735 faltas indevidas de funcionários da saúde, uma média de 15 por servidor –desde jornadas divergentes da escala prevista até médicos que trabalham em um local e batem ponto em outro.

O controle da frequência é falho: em quase metade das unidades, não é eletrônico.

Em Santa Catarina e no Paraná, operações da PF desvendaram esquemas de médicos que não atuavam em hospitais universitários para atender em clínicas particulares.

Em junho, 27 médicos do Hospital Universitário catarinense foram indiciados sob suspeita de fraudes nas folhas de ponto. O salário médio no local é de R$ 20 mil.

A PF identificou um médico que estava em viagem à Europa no mesmo dia em que "bateu ponto". Outro registrou 169 horas trabalhadas em uma semana –algo impossível mesmo se ele trabalhasse 24 horas por dia.

No Paraná, dez médicos do Hospital de Clínicas da UFPR, com frequência média de 7% e salários de R$ 4.000 a R$ 20 mil, foram indiciados há dois meses sob suspeita de descumprirem a carga horária.

As fraudes nas folhas de ponto, com entradas e saídas falsas, foram descobertas após auditoria da CGU (Controladoria Geral da União) perceber a baixa produtividade.

IMPROBIDADE

Em Presidente Prudente (SP), a Promotoria filmou médicos que entravam em uma unidade de saúde, batiam ponto em frente à sala da administração e iam embora.

O secretário municipal de Saúde, um administrador da unidade e cinco médicos respondem a ação por improbidade administrativa –a Promotoria diz que a fraude era consentida pelos chefes.

Em 2013, uma médica do Samu de Ferraz de Vasconcelos (Grande SP) foi presa em flagrante sob suspeita de usar dedos de silicone para fraude no ponto biométrico de 11 médicos e de 20 enfermeiros que não compareciam aos plantões. Oito foram exonerados pela prefeitura –que aguarda conclusão de inquérito.

Fiscalização do TCU (Tribunal de Contas da União) em 116 hospitais do país em 2013 também apontou fraudes em outros Estados –incluindo GO, PA, PB, PE e MT.

O órgão apontou que, em Goiás, por exemplo, gestores permitem "que os profissionais realizem outras atividades durante sua jornada de trabalho, sendo convocados caso haja necessidade".

O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Otto Baptista, afirma que os casos são isolados, mas acabam propostos por gestores para evitar perder profissionais, insatisfeitos com os salários.

"O médico que cumpre carga horária reduzida tem a anuência da direção", diz. "Se for para imputar ao médico a responsabilidade, terá que imputar a quem propôs: diretor, secretário e também prefeito."

1 Comentário »

  1. Republicou isso em radioproletario.

    Comentário por radioproletario — 30/07/2015 @ 7:49 am | Responder


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