Ficha Corrida

30/07/2015

Saiba um pouco mais sobre a máfia de branco

OBScena: máfia de branco apoia doente que também é cliente…

mafia de branco só apoia consumidror de brancaAs manifestações desmesuradas de preconceito e ódio escondiam e escondem algo de muito podre. E é desta podridão que nasce a guerra dos maus profissionais médicos contra o programa Mais Médicos. Se não fosse por isso, bastaria saber que por trás da luta contra o Mais Médicos estava e continua aquele que, na descrição do correligionário Demóstenes Torres, é um cérebro à procura de uma ideia, Ronaldo Caiado.

Não é só a falta de cérebro, são também os dedos de silicone. Pior, é mercantilismo que vê por um único ângulo, o monetário. Os médicos trazidos de fora para atender comunidades carentes foram vistos com concorrentes que fariam o preço das consultas baixarem. Em nenhum momento os sindicatos médicos se preocuparam com aquelas comunidades que não tinham atendimento.

Os grupos mafiomidiáticos e as religiões pentecostais de fundamentalismo obsceno, cujos pastores veem no dízimo a presença de Deus, para dizer o menos, vendiam a ideia de que se trata de uma invasão comunista programada pelo PT para tomar conta do Brasil. Digo não de ouvir dizer.

Como entender que as pessoas veem com naturalidade o consumo de cocaína pelas pessoas de Benz, inclusive admitem candidatos à presidente considerado usuário pela revista americana TMZ, como aliás já tivemos um governador que foi se desintoxicar na Espanha, mas ficam horrorizadas com a possibilidade de que os pobres possam consultar um médico cubano?!

O Brasil precisa não só de Mais Médicos, precisa mesmo é de menos hiPÓcrisia.

‘Médicos fantasmas’ do SUS são alvo de investigações

Órgãos apontam servidores de nove Estados e DF que mal aparecem no trabalho

Fraudes vão do registro do ponto à presença em clínicas particulares; para federação, existe conivência de chefes

PATRÍCIA BRITTO, DO RECIFE, PARA FOLHA

Médicos chegam, batem ponto na entrada e vão embora. Atendem em clínicas particulares quando deveriam estar em hospitais públicos. Registram mais horas trabalhadas do que as horas que existem em uma semana ou são vistos no exterior no dia em que "bateram ponto".

Em ao menos nove Estados e no Distrito Federal, órgãos como Tribunais de Contas, Polícia Federal e Ministérios Públicos identificaram e investigam casos de médicos "fantasmas", que pouco ou nem aparecem no trabalho. Em muitos casos, com a conivência do poder público.

A maioria cita fraudes no registro de ponto, agravando as filas de pacientes que buscam atendimento no SUS.

Só em junho de 2014, auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal identificou 25.735 faltas indevidas de funcionários da saúde, uma média de 15 por servidor –desde jornadas divergentes da escala prevista até médicos que trabalham em um local e batem ponto em outro.

O controle da frequência é falho: em quase metade das unidades, não é eletrônico.

Em Santa Catarina e no Paraná, operações da PF desvendaram esquemas de médicos que não atuavam em hospitais universitários para atender em clínicas particulares.

Em junho, 27 médicos do Hospital Universitário catarinense foram indiciados sob suspeita de fraudes nas folhas de ponto. O salário médio no local é de R$ 20 mil.

A PF identificou um médico que estava em viagem à Europa no mesmo dia em que "bateu ponto". Outro registrou 169 horas trabalhadas em uma semana –algo impossível mesmo se ele trabalhasse 24 horas por dia.

No Paraná, dez médicos do Hospital de Clínicas da UFPR, com frequência média de 7% e salários de R$ 4.000 a R$ 20 mil, foram indiciados há dois meses sob suspeita de descumprirem a carga horária.

As fraudes nas folhas de ponto, com entradas e saídas falsas, foram descobertas após auditoria da CGU (Controladoria Geral da União) perceber a baixa produtividade.

IMPROBIDADE

Em Presidente Prudente (SP), a Promotoria filmou médicos que entravam em uma unidade de saúde, batiam ponto em frente à sala da administração e iam embora.

O secretário municipal de Saúde, um administrador da unidade e cinco médicos respondem a ação por improbidade administrativa –a Promotoria diz que a fraude era consentida pelos chefes.

Em 2013, uma médica do Samu de Ferraz de Vasconcelos (Grande SP) foi presa em flagrante sob suspeita de usar dedos de silicone para fraude no ponto biométrico de 11 médicos e de 20 enfermeiros que não compareciam aos plantões. Oito foram exonerados pela prefeitura –que aguarda conclusão de inquérito.

Fiscalização do TCU (Tribunal de Contas da União) em 116 hospitais do país em 2013 também apontou fraudes em outros Estados –incluindo GO, PA, PB, PE e MT.

O órgão apontou que, em Goiás, por exemplo, gestores permitem "que os profissionais realizem outras atividades durante sua jornada de trabalho, sendo convocados caso haja necessidade".

O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Otto Baptista, afirma que os casos são isolados, mas acabam propostos por gestores para evitar perder profissionais, insatisfeitos com os salários.

"O médico que cumpre carga horária reduzida tem a anuência da direção", diz. "Se for para imputar ao médico a responsabilidade, terá que imputar a quem propôs: diretor, secretário e também prefeito."

12/09/2014

Mais Médicos cubanos contra Ebola

Filed under: AMB,Cuba,Ebola,EUA,Médicos Cubanos — Gilmar Crestani @ 8:53 am
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mais medicos menos mulasA A$$oCIAção Médica Brasileira também deveria mandar seus jalecos brancos preconceituosos para combater o Ebola. Já os EUA certamente mandarão os marines e seus drones para matar o Ebola a tiro….

Cuba vai enviar médicos para combater surto de Ebola

JAMIL CHADE – CORRESPONDENTE DE O ESTADO DE S. PAULO

11 Setembro 2014 | 22h 17

País diz ser o primeiro a atender os apelos da ONU e vai mandar 165 profissionais de saúde a partir de outubro para Serra Leoa

Atualizado às 7h20 de 12/9

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GENEBRA – Cuba vai usar parte de seus 4 mil colaboradores e médicos espalhados por 32 países africanos para ajudar a Organização Mundial da Saúde (OMS) a responder ao surto do Ebola que, segundo a entidade, pode contaminar mais de 20 mil pessoas. Na manhã desta sexta-feira, 12, Cuba anunciou que vai enviar 165 profissionais de saúde a partir de outubro para Serra Leoa.

"Se vamos para guerra contra o Ebola, precisamos de recursos para lutar", declarou Margaret Chan, diretora da OMS. Cuba se declarou como o primeiro país a atender aos apelos de ajuda da ONU para enfrentar a doença.

A doença já matou mais de 2,2 mil pessoas e contaminou oficialmente 4 mil. Mas a própria OMS admite que os números reais são maiores, e os governos da região africana mais afetada alertam que é a existência dos Estados que hoje está em jogo.

Abbas Dulleh/APOficialmente, o surto de Ebola já matou mais de 2,2 mil pessoas

Diante do cenário, a ONU passou a apelar diretamente a governos de todo o mundo para que saiam ao socorro da região.

O ministro da Saúde de Havana, Roberto Morales, reuniu-se com a diretora da OMS, Margaret Chan, enquanto a imprensa oficial cubana se apressou em decretar que o regime de Raúl Castro era o primeiro no mundo a dar uma resposta aos apelos da ONU por ajuda na África.

No final da semana, o governo britânico anunciou o envio de médicos e de soldados para erguer um centro de atendimento em Serra Leoa, com capacidade para 62 leitos.

O governo dos Estados Unidos também anunciou ajuda, depois de um telefonema do diretor do secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, ao presidente Barack Obama.

Na Europa, Bruxelas anunciou 140 milhões de euros em ajuda e envio de equipes, enquanto a Fundação Bill e Melinda Gates prometeu nesta semana US$ 50 milhões para combater o vírus.

Para os órgãos oficiais cubanos, porém, "Chan manifestou seu agradecimento ao presidente cubano, Raúl Castro, por ser o primeiro país que dá um passo à diante depois do chamado da ONU e da OMS".

Morales, depois de visitar a OMS, indicou apenas que esperava que a entidade servisse como "coordenadora" das diversas colaborações internacionais que estão sendo anunciadas.

"Pela história de colaboração de nossos países, e em particular no campo da saúde, nos foi pedido que pudéssemos formar parte dos países que dão uma resposta de maneira inicial ao chamado urgente da África", explicou Morales.

29/09/2013

Esta reportagem é a maneira com que a Folha busca se redimir

Filed under: Mais Médicos,Médicos Cubanos — Gilmar Crestani @ 10:02 am
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Depois dos ataques sem quartel, os grupos mafiomidiáticos e seus amestrados começam a voltar para o canil com o rabo entre as pernas.

Cubano chega a interior de SP antes do Mais Médicos

Profissional atua há 18 anos em Pedreira, onde hoje é pesquisador

Eduardo Mestre foi o responsável por implantar o Programa de Saúde da Família no município paulista

LUCAS SAMPAIOENVIADO ESPECIAL A PEDREIRA (SP)

Os habitantes da pequena Pedreira (a 137 km de São Paulo) não se surpreenderam quando a médica cubana Tania Aguiar Sosa, 45, chegou ao município na segunda quinzena deste mês para atuar pelo Mais Médicos.

Todo mundo na cidade já ouviu falar no "doutor Eduardo", como é conhecido o médico cubano Eduardo Mestre Rodriguez, 56, que há 18 anos veio para trabalhar na cidadezinha turística de 44 mil habitantes na região de Campinas –mas nunca clinicou.

Até hoje sem registro profissional e sem poder exercer a medicina no país, Mestre foi um dos responsáveis por Pedreira ser a segunda cidade brasileira a ter o PSF (Programa Saúde da Família). A primeira foi Niterói (RJ).

"Fui convidado para ficar seis meses aqui, para elaborar uma proposta de sistema local de saúde integrado, e fui ficando", diz ele. Mesmo após quase duas décadas, seu sotaque permanece.

"Nunca fiz o Revalida por uma questão pessoal. Minha atuação não era clinicar, era instalar o PSF", afirma o cubano. "Se atualmente não tem médico de saúde da família, imagina há 18 anos?"

O programa cobre 65% do município. É comum ver moradores elogiando o sistema de saúde da cidade.

Segundo o Ministério da Saúde, até anteontem, 647 pedidos de registro profissional para os participantes do Mais Médicos haviam sido feitos. Desses, 182 foram emitidos por conselhos de medicina.

OPOSIÇÃO

"Doutor Eduardo" veio para o Brasil após o então prefeito Hamilton Bernardes Júnior (hoje no PSB e secretário de finanças de Campinas) visitar Cuba atrás de ajuda. O cubano trabalhou em administrações do Executivo municipal por 17 anos, 12 na coordenação da saúde da família e cinco como diretor de saúde mental do município.

"Em 2000, quando a oposição ganhou, eu continuei", diz o médico, "porque consideraram o projeto bom".

O cubano deixou a prefeitura no ano passado, quando o PT ganhou a eleição. Agora é pesquisador e consultor.

Até o atual governo reconhece o trabalho de Eduardo. O secretário de saúde, Adriano Lora, trabalhou muitos anos com Mestre.

15/09/2013

Espião da CIA, pode; médicos cubanos, não pode: então, não phode!

garras-paraguaias

E assim se sabe um pouco mais sobre as manifestações espontâneas, com origem no feicebuque, coincidentemente, também monitorado pelos EUA. O problema é que às vezes, para eliminar as ervas-de-passarinho, só derrubando a árvore. Até porque, parasitas à serviço dos EUA, também conhecidos como vira-latas e vira-bostas, estão diuturnamente nas telinhas, jornais, rádios e revistas.

Agentes da CIA conseguem atuar livremente no Brasil

Ação dos Estados Unidos em território nacional não se limita à espionagem

Americanos direcionam as investigações e apontam quem deve ser alvo de policiais federais brasileiros

MARCO ANTÔNIO MARTINSDO RIO, para FOLHA DE SÃO PAULO

Pelo menos uma vez por semana, dois agentes da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, chegam a um dos prédios da Polícia Federal em Brasília, no setor policial sul da capital.

Em menos de cinco minutos, eles passam pela portaria e se dirigem a uma reunião em um dos edifícios onde ficam os cerca de 40 agentes brasileiros da Divisão Antiterrorismo (DAT).

A desenvoltura dos americanos não é por acaso: ali, os computadores, parte dos equipamentos e até o prédio, dos anos 90, onde estão reunidos e trabalham os policiais que investigam terrorismo no Brasil, foram financiados pelos EUA.

Nas duas últimas semanas, a Folha entrevistou policiais federais, militares da inteligência do Exército e funcionários do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.

Todos admitem que os acordos de cooperação entre a Embaixada dos EUA e a PF são uma formalidade. E que, na prática, os americanos têm atuação bastante livre em território brasileiro. Procurada, a Embaixada dos EUA no Brasil não se pronunciou.

Segundo a Folha apurou, a atuação da inteligência americana no Brasil não se limita à espionagem eletrônica, revelada em documentos do ex-analista da NSA (Agência de Segurança Nacional) Edward Snowden.

Os americanos estão espalhados pelo país atrás de informações sobre residentes no Brasil, brasileiros ou não. Eles dão a linha em investigações e apontam quem deve ser o alvo dos policiais federais, dizem essas fontes.

Na prática, os americanos acabam se envolvendo em operações das mais diversas.

Em 2004, por exemplo, a Operação Vampiro, que desmantelou uma quadrilha que atuava em fraudes contra o Ministério da Saúde na compra de medicamentos, teve participação da CIA.

Em 2005, os americanos estiveram diretamente envolvidos no rastreamento do lutador de jiu-jítsu Gouram Abdel Hakim, suspeito de pertencer a uma célula da rede terrorista Al Qaeda.

POLÊMICA

A parceria entre a Embaixada dos EUA e a Polícia Federal –formalizada por meio da assinatura de um memorando em 2010, mas ativa na prática desde muito antes disso– é polêmica.

Um de seus críticos é o ex-secretário nacional Antidrogas Walter Maierovitch. "Opinei pela não oficialização do convênio, em relação às drogas, porque era um acobertamento para a espionagem desenfreada, sem limites", lembra Maierovitch.

À época, a justificativa para o convênio era que o auxílio entre americanos e brasileiros serviria para o combate às drogas. Depois do 11 de Setembro, no entanto, o foco passou a ser o terrorismo.

Os americanos mantêm escritórios próprios no Rio, com a justificativa da realização da Copa do Mundo e da Olimpíada de 2016, e em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, para vigiar a atuação das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) na fronteira.

"O que mais tem é americano travestido de diplomata fazendo investigação no Brasil", afirma o policial federal Alexandre Ferreira, diretor da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais).

Cinco bases da PF para o combate ao terrorismo funcionam hoje no país –no Rio, em São Paulo, em Foz do Iguaçu e em São Gabriel da Cachoeira. Todas contam com equipamentos e tecnologia da CIA para auxiliar nos trabalhos, e há agentes americanos atuando em parceria com os brasileiros.

"O problema não é a parceria. O problema é do Brasil, que não faz o dever de casa e não se protege contra esse amigo’ que busca, na verdade, seus interesses", diz o professor Eurico Figueiredo, do Instituto de Estudos Estratégicos da UFF (Universidade Federal Fluminense).

ATUAÇÃO DA CIA NO BRASIL

O ACORDO
O acordo entre a Polícia Federal e a Embaixada dos Estados Unidos foi formalizado em 2010

REPRESENTANTES
Quem representa o governo americano no acordo é a CIA, a Agência Central de Inteligência. Na PF é a Divisão Antiterrorismo (DAT)

OBJETIVO
A cooperação técnica prevê intercâmbio, compartilhamento, transferência de conhecimento, apoio de qualquer natureza e fomento de programas, projetos e ações voltados para o combate ao terrorismo

INVESTIMENTO
O acordo não prevê financiamento de nenhum programa

BENEFÍCIOS
Policiais federais contam que os computadores do DAT foram doados pelos americanos. Em cursos nos Estados Unidos, os policiais brasileiros ganham dos americanos a hospedagem e o aluguel de carros durante o período de estudo

DAT/CIA
As unidades dividem três bases no país: São Paulo, Foz do Iguaçu (PR) e São Gabriel da Cachoeira (AM). As reuniões semanais em Brasília acontecem em prédio construído com ajuda dos americanos na década de 1990

DENTRO DA LEI
Os agentes do DAT buscam autorização judicial e assim investigam ações de possíveis grupos terroristas no país a partir de informações passadas pela CIA

ZONA CINZA
Assim são chamadas pelos policiais federais algumas técnicas dos espiões americanos no país: invasão de sistemas, compra de informações e suborno de funcionários de empresas públicas ou privadas

DIPLOMACIA
Alguns espiões têm cargos na embaixada americana em Brasília ou nos consulados do Rio, de São Paulo, Porto Alegre (RS), Recife (PE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Salvador (BA) e Manaus (AM)

Espião da CIA, pode; médicos cubanos, não pode: então, não phode!

ATUAÇÃO DA CIA NO BRASIL

O ACORDO
O acordo entre a Polícia Federal e a Embaixada dos Estados Unidos foi formalizado em 2010

REPRESENTANTES
Quem representa o governo americano no acordo é a CIA, a Agência Central de Inteligência. Na PF é a Divisão Antiterrorismo (DAT)

OBJETIVO
A cooperação técnica prevê intercâmbio, compartilhamento, transferência de conhecimento, apoio de qualquer natureza e fomento de programas, projetos e ações voltados para o combate ao terrorismo

INVESTIMENTO
O acordo não prevê financiamento de nenhum programa

BENEFÍCIOS
Policiais federais contam que os computadores do DAT foram doados pelos americanos. Em cursos nos Estados Unidos, os policiais brasileiros ganham dos americanos a hospedagem e o aluguel de carros durante o período de estudo

DAT/CIA
As unidades dividem três bases no país: São Paulo, Foz do Iguaçu (PR) e São Gabriel da Cachoeira (AM). As reuniões semanais em Brasília acontecem em prédio construído com ajuda dos americanos na década de 1990

DENTRO DA LEI
Os agentes do DAT buscam autorização judicial e assim investigam ações de possíveis grupos terroristas no país a partir de informações passadas pela CIA

ZONA CINZA
Assim são chamadas pelos policiais federais algumas técnicas dos espiões americanos no país: invasão de sistemas, compra de informações e suborno de funcionários de empresas públicas ou privadas

DIPLOMACIA
Alguns espiões têm cargos na embaixada americana em Brasília ou nos consulados do Rio, de São Paulo, Porto Alegre (RS), Recife (PE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Salvador (BA) e Manaus (AM)

02/09/2013

Médicos a jato

Filed under: Médicos Cubanos,Preconceito,Racismo — Gilmar Crestani @ 9:31 am
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No Ceará, médicos só vão a hospital de jatinho

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Governo Cid Gomes (PSB) não consegue contratar profissionais que morem em Sobral, terceira maior do Estado, e paga táxi aéreo de Fortaleza até quatro dias por semana para médicos. "O médico impõe condições, a estrada até lá é horrível. Sem avião, o pessoal não vai", tentou justificar o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, José Maria Pontes, o mesmo que liderou o lamentável protesto contra a chegada de cubanos do Programa Mais Médicos

2 de Setembro de 2013 às 08:43

247 – O hospital regional de Sobral, que custou R$ 227 milhões ao governo do Ceará e foi inaugurado com um show de R$ 650 mil de Ivete Sangalo, precisa ‘importar’ médicos de Fortaleza para funcionar.

O governo Cid Gomes (PSB) não conseguiu contratar profissionais que morem na cidade, terceira maior do Ceará, e desde então paga táxi aéreo para médicos atenderem no local.

Aviões saem de Fortaleza até quatro dias por semana levando médicos para Sobral, (a 232 km de distância). Segundo a Folha, a administração diz que o custo dos voos gira em torno de R$ 3 mil semanais para dois médicos por dia, três a quatro vezes por semana.

"O médico impõe condições, a estrada até lá é horrível. Sem avião, o pessoal não vai", disse o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, José Maria Pontes.

Pontes foi o responsável pelo protesto contra médicos cubanos do Programa Mais Médicos de Dilma Rousseff, ocorrido na terça-feira (27) em Fortaleza e que envergonhou o país (Leia aqui). “A vaia, na verdade, foi para aquelas pessoas que tiveram a ideia absurda de trazer esses médicos para cá, inclusive com trabalho escravo sem nenhum compromisso a não ser com o compromisso ideológico do Partido dos Trabalhadores”, disse ele sobre o episódio.

No Ceará, médicos só vão a hospital de jatinho | Brasil 24/7

01/09/2013

Folha preocupada com o sistema de saúde cubano

Filed under: Folha de São Paulo,Médicos Cubanos — Gilmar Crestani @ 11:31 am
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ExportaçãoExportação no dos outros é refresco. Se a exportação de médicos afeta o sistema de saúde cubano, um dos melhores do mundo, o que se poderá dizer a respeito da exportação de alimentos (feijão, arroz, milho, soja, frango, porco o gado) quando no Brasil há fome? A cereja no bolo, é “um bombardeio que não ocorreu”. Um bloqueio econômico de 40 anos não é nada. Quantos meses durariam os EUA com um bloqueio econômico de 10 anos? Há, sim, e não houve a invasão da Baía dos Porcos, por mercenários armados e financiados pelos EUA? Quanto a Folha está levando da CIA/NSA para cometer uma reportagem destas?

DOSSIÊ MÉDICOS

Exportação em massa afeta sistema em Cuba

Quando colegas estão no exterior, médicos que ficam dobram os plantões

Para pesquisadora americana, desafio em Cuba é não descuidar do sistema de saúde, que legitima o governo local

FLÁVIA MARREIRO, ENVIADA A HAVANA, pela CIA

Sheila González caminha sob o sol a pino, rodeada de edifícios em ruínas, escombros quase bonitos de um bombardeio que não ocorreu.

Grávida de Daniel há sete meses, a futura mãe vive em uma zona pobre no centro da capital cubana, Havana.

Carregando o almoço do dia, Sheila pode ser considerada o símbolo do sistema de saúde cubano que, ao lado da educação, é hoje a maior bandeira dos guerrilheiros que chegaram ao poder em 1959.

No país que ostenta uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil do continente, é prioridade zero cuidar da gravidez da moça de 27 anos, mãe solteira, técnica em recursos humanos.

"Minha ginecologista e a médica da família são muito exigentes. Estão atentas a tudo. Ao meu peso, ao peso dele, à minha pressão. Sei que meu filho está em boas mãos, antes e depois de nascido", conta Sheila, que, abaixo do peso ideal no começo da gravidez, entrou num programa estatal que reforça a dieta, com almoço diário.

"Gosto do meu país. Não falo mal do governo. Falo o que acho que tem que melhorar", diz ela. E começa a citar o salário de US$ 15, a cesta básica para gestantes que é insuficiente e por que duvidou em ter mesmo Daniel.

"Minha mãe teve duas filhas, e em condições melhores do que eu", diz, em declaração emblemática –a natalidade em Cuba cai, e a população, também por causa das migrações, encolhe.

Em outras palavras, se a atenção médica não falta e é universal, o sistema de saúde tampouco está imune à precariedade de recursos por causa da crise econômica.

A infraestrutura, em muitos lugares, não difere dos edifícios decrépitos do centro de Havana. Médicos não reclamam em público, mas enviam "revolucionariamente" cartas ao governo falando das condições em que trabalham.

Sem falar dos salários baixíssimos e dos plantões não remunerados que fazem.

Para completar, a exportação de médicos em massa, intensificada na última década, também é um fator de pressão no sistema. Sheila se queixa. "Muitos médicos bons se foram. Muitos só pensam de forma gananciosa."

Em outra ponta da cidade, a professora Alina Guerra, 56, diz que médico nunca faltou, mas ela só voltou a se consultar quando Dorália, sua médica, voltou da Venezuela.

Para a pediatra Consuelo (nome fictício), a exportação de médicos ao Brasil terá efeitos concretos. Quando dois de seus companheiros forem ao Mais Médicos nos próximos meses, ela conta que vai dobrar os plantões.

"Os cubanos brincam dizendo Vai à Venezuela fazer o que?’, o amigo responde Em uma missão?’, e ouve: Não, vou ver meu médico’."

De acordo com a pesquisadora Julie Feinsilver, autora de estudos sobre a saúde na ilha, não é possível dizer se falta médico ou se é apenas uma questão de percepção, por causa da má distribuição.

Para ela, o sistema de saúde é um dos aspectos que dão legitimidade ao governo. Segundo Feinsilver, "a saúde da população cubana" é, para o governo dos irmãos Castro, "uma metáfora da saúde do corpo político" da ilha.

27/08/2013

Sem vergonha alheia

Filed under: Médicos Cubanos,Médicos sem Vergonha,Vergonha Alheia — Gilmar Crestani @ 11:14 pm
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Sem a propaganda de Goebbels, não haveria Os Carrascos Voluntários de Hitler. Agora que está na moda Hanna Arendt, ve-se concretamente o que acontece com a banalização do mal. Diuturnamente os grupos mafiomidiáticos abastecerem de todo tipo de patifaria, destilam ódio racial, se insurgindo inclusive contra a política de cotas. Com este arsenal de vitupérios os instintos mais primitivos ficaram à flor da pele e o azedume saiu do ponto. De onde mais se esperava, de lá só saiu desequilíbrio, insensatez, ódio, falta de ética.

Pode-se e deve-se condenar esta caterva, mas não devemos nos esquecer de quem botou gasolina no fogo. A faísca não teria dado em nada não tivesse sido preparado um terreno de ódio e desfaçatez. A boçalidade de pessoas brancas, com diploma, contra pessoas negras, inclusive sendo chamados de escravos ou mesmo de “domésticas”, não surgiram de um estalar de dedos. O princípio da vilania nasce, cresce, se desenvolve e se espalha através de veículos do tipo Veja, mas com a coordenação centralizada pelo Instituto Millenium. Nenhum veículo sério empregaria energúmenos do naipe de Reinaldo Azeredo ou Augusto Nunes, para ficar em dois exemplares de uma espécie se que prolifera como rato. Ou como a musa da febre amarela, Eliane Cantanhede, da Folha de São Paulo.

O que choca não é a explicitação da boçalidade levado ao paroxismo por entidades corporativistas, que todas são, mas a passividade bovina com que mal informados e mal intencionados se deixam conduzir pelo cabresto para dentro da nau montada pelos arautos do ódio mais canhestro. Entrincheirados em jornais e revistas, são arregimentados e comandados por grupos empresarias sem qualquer compromisso com os mais comezinhos princípios de civilidade. Não é nenhum anacronismo que os mesmos grupos que incentivaram e se locupletaram com a ditadura também tenham sido os grandes patrocinadores da agressão e do desrespeito à democracia atual. Há muito vinha-se dizendo que os neocons levariam estes grandes grupos mafiomidiáticos ao mais baixo nível.

Infelizmente, seus ventríloquos desceram antes. Permitem, no entanto, que possam fazer um mea culpa a tempo de se regenerarem. Como no filme Telma & Louise, é um caminho sem volta.

A constrangedora vergonha alheia

Luciano Martins Costa, Observatório da Imprensa

Uma fotografia na primeira página da Folha de S.Paulo, na edição de terça-feira (27/8), resume em boa medida o mal-estar em que as entidades médicas enfiaram os profissionais de saúde do Brasil.

A imagem mostra um médico cubano, negro, sendo ameaçado e vaiado por colegas brasileiros quando saía da primeira aula do programa de treinamento para sua missão em território nacional. Os manifestantes xingavam os médicos estrangeiros de “escravos”, e chegaram a agredir representantes do Ministério da Saúde, o que descreve de maneira bastante clara o nível de irracionalidade provocada pelas declarações de dirigentes dos conselhos de medicina e outras associações de classe contra o programa Mais Médicos.

O incidente aconteceu em Fortaleza, uma das cidades escolhidas para abrigar os cursos de preparação dos profissionais contratados para suprir a carência de médicos brasileiros no interior e na periferia das grandes cidades. Segundo os jornais, os manifestantes, organizados pelo Sindicato dos Médicos do Ceará, fecharam todas as saídas do edifício da Escola de Saúde Pública e tentaram invadir o local. Depois, formaram um corredor e passaram a hostilizar os estrangeiros que deixavam o prédio.

Os relatos são curtos, mas a imagem na primeira página da Folha demonstra que, nestes dias, quem representa os médicos brasileiros são esses grupos de xenófobos organizados pelas entidades oficiais da profissão, uma vez que os demais, se têm opinião diversa, estão se omitindo.

Os jornais também trazem entrevistas com médicos cubanos e de outras nacionalidades que aderiram ao programa. A comparação entre os dois comportamentos é quase ofensiva para a classe médica brasileira: enquanto os nacionais se esmeram em atitudes agressivas e declarações preconceituosas, os estrangeiros demonstram o espírito cívico e de solidariedade que se espera daqueles que escolheram como profissão aliviar o sofrimento humano.

A leitura cuidadosa dos textos que a imprensa vem publicando a respeito do assunto indica que a vergonha que os médicos brasileiros impõem a si próprios, por ativismo ou por omissão, constrange até mesmo os jornalistas. Por mais que se esforcem para dar alguma racionalidade à posição do Conselho Federal de Medicina, da Associação Médica Brasileira e dos sindicatos da categoria, os jornais não conseguem esconder esse embaraço.

A “baixaria” de jaleco

Pode-se ler no Estado de S.Paulo, por exemplo, que o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, um dos mais ativos contestadores do programa do governo, tem dois filhos formados na faculdade de Medicina de Camaguey, em Cuba. Na volta, os moços frequentaram disciplinas complementares na Universidade do Sul de Santa Catarina e revalidaram seus diplomas na Universidade Federal do Ceará.

O dirigente sindical entende que não há incongruência em criticar o programa de importação de médicos formados no exterior, uma vez que seus filhos revalidaram seus diplomas cubanos. Mas até Eremildo, o Idiota, personagem criado pelo jornalista Elio Gaspari, estranharia a curiosa ginástica que os moços fizeram para conseguir a revalidação, transitando de sul a norte do Brasil para obter um documento que podia ser conquistado em seu próprio estado.

Os argumentos brandidos pelas entidades médicas contra o programa do governo têm esse mesmo tipo de percurso, mas terminam mesmo é em atitudes grosseiras como a da manifestação em Fortaleza, uma verdadeira “baixaria” de jaleco.

Com todos os riscos das generalizações, pode-se afirmar que o noticiário leva o cidadão comum a entender que os médicos brasileiros têm outras prioridades que passam longe da saúde pública. Para reverter essa interpretação, seria necessário que a imprensa procurasse equilibrar os exemplos e declarações, entrevistando profissionais de saúde que apoiam o programa Mais Médicos, ou que, pelo menos, não concordem com a atitude hostil insuflada pelas entidades representativas da categoria.

Mas o que se vê até aqui é apenas o confronto que tem como síntese a fotografia publicada na primeira página da Folha. No entanto, essa fotografia, ao congelar a realidade em apenas um quadro, mostra só um dos lados do que aconteceu no Ceará.

O jornal O Povo, de Fortaleza, postou em seu blog um vídeo no qual se pode observar que o protesto dos médicos brasileiros não foi a única manifestação: também havia ativistas que foram ao local para apoiar os cubanos (ver aqui).

Acontece que a imprensa, de modo geral, não está dando espaço para os cidadãos que apoiam o programa, e o noticiário apenas mostra as entidades médicas criticando e representantes do governo se defendendo.

Os médicos envergonhados também deveriam ser ouvidos.

SQN

26/08/2013

Veja FHC, o paspalho

Depois que FHC se tornou ventríloquo, via CEBRAP, dos EUA, conseguiu tudo o que diz. Conseguiu se eleger graças à parabólica do Rubens Ricúpero. Comprou a reeleição por duzentos mil reais ao voto. Entregou “no limite da irresponsabilidade”, o sistema TELEBRAS aos norte-americanos. Assumiu clandestinamente filho com Miriam Dutra, jornalista da Globo, e em conluio com a Globo a escondeu na Espanha. O filho que pensara ser seu, os filhos da D. Ruth Cardoso descobriram, mediante exame de DNA, que era só filho da mãe. Como se vê, nem os filhos de FHC acreditavam em FHC. Quebrou o Brasil e fez vários papagaios no FMI. Perdeu a eleição e levantou a bandeira da liberação da maconha. A Veja sabia disso tudo ou não? Sabia, sim, mas era só parceira. Veja & FHC, são apenas subprodutos de uma sociedade imbecilizada. Há dois tipos que ainda acreditam em ambos, os mal informados e os mal intencionados.

Quando FHC trouxe cubanos, Veja aplaudiu

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Revista da Editora Abril afirma que "o milagre veio de Cuba" numa reportagem de outubro de 1999, quando o presidente era Fernando Henrique Cardoso e o ministro da Saúde, José Serra, ao descrever a situação de municípios como Arraias, em Tocantins, que não tinham médicos; a matéria chega a dizer que "os cubanos são bem-vindos"; agora que Dilma Rousseff e Alexandre Padilha propõem socorrer as cidades sem médicos com profissionais cubanos, eles são chamados de escravos e de espiões comunistas por Veja

26 de Agosto de 2013 às 14:21

247 – Numa reportagem publicada na edição número 1.620, de 20 de outubro de 1999, a revista Veja elogiou a vinda de médicos cubanos ao Brasil. "O milagre veio de Cuba", chega a colocar o texto, depois de descrever a precária situação do, na época, único hospital do município de Arraias, em Tocantins. A matéria explica o motivo pelo qual o hospital ficou fechado por quatro anos depois de ser inaugurado, em 1995: "Faltavam médicos que quisessem aventurar-se naquele fim de mundo". Foi quando a cidade "conseguiu importar cinco médicos da ilha de Fidel e, assim, abrir as portas do hospital".

Infelizmente, a situação de hoje não é muito diferente. O governo da presidente Dilma Rousseff, com Alexandre Padilha no ministério da Saúde, anunciou a contratação de quatro mil médicos cubanos para trabalhar em 701 municípios que não foram escolhidos por nenhum profissional inscrito no programa Mais Médicos. Diferente de quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso firmou o convênio com Cuba, no entanto, desta vez a revista cobriu o assunto escancarando seu preconceito. Chamou o que antes era "a tropa vestida de branco de Cuba" de "espiões comunistas". O colunista Reinaldo Azevedo os chamou de escravos.

Em outro trecho, a matéria diz: "os cubanos são bem-vindos", ressaltando, porém, que a contratação desses médicos era irregular, motivo que também é trazido à tona atualmente. Apesar dessa pequena crítica, o destaque do texto de 1999 fica para histórias de personagens cubanos que pretendiam melhorar de vida no Brasil e trabalhar com amor. Inexplicavelmente, agora, sob o governo petista, a posição da revista mudou completamente. Por quê?

Leia mais em Por que a importação de médicos cubanos vai inundar o Brasil com espiões comunistas

E artigo de Reinaldo Azevedo, que chama os médicos cubanos de "escravos de jaleco do Partido Comunista".

Abaixo, a reportagem de Veja de outubro de 1999:

Quando FHC trouxe cubanos, Veja aplaudiu | Brasil 24/7

Médicos cubanos, modo de usar

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Cidade receberá cubanos pela segunda vez

Pedreira, no interior de SP, tem 41 mil habitantes e trouxe médicos de Cuba em programa dos anos 1990

25 de agosto de 2013 | 21h 53

José Maria Mayrink, enviado especial / Pedreira – O Estado de S.Paulo

Pioneiro na importação de cubanos para a adoção do projeto Médico de Família, há 18 anos, o município paulista de Pedreira, de 41.500 habitantes, na região de Campinas, vai receber mais três médicos vindos de Cuba pelo Mais Médicos. O prefeito Carlos Pollo (PT) se inscreveu no programa depois que só um brasileiro se candidatou a uma das quatro vagas disponíveis no Programa Saúde da Família (PSF).

Bem adaptado. Eduardo Rodríguez se estabeleceu no interior paulista após contrato - Rafael Arbex/AE

Rafael Arbex/AE

Bem adaptado. Eduardo Rodríguez se estabeleceu no interior paulista após contrato

O epidemiologista Eduardo Francisco Mestre Rodríguez, que veio de Havana em 1995 para coordenar a implementação do serviço com mais cinco compatriotas – quatro médicos e um dentista – acabou ficando em Pedreira, onde se casou. "Permaneci aqui por razões sentimentais, enquanto meus companheiros voltaram ao fim do contrato", conta.

Dr. Eduardo, como é conhecido, é uma figura muito querida em Pedreira, onde é abraçado nas ruas, por seu trabalho direto com o povo, dando expediente nos postos da Saúde da Família. "Estou com 56 anos e meio gordo, porque como muito churrasco e feijoada, perfeitamente integrado na comunidade", orgulha-se entre risadas, falando um portunhol perfeito.

"Minha família já me visitou no Brasil e eu voltei três vezes a Cuba, em férias, sem nenhum problema político", disse, insistindo que cumpriu uma missão profissional em Pedreira. "Não vim para clinicar, porque a lei brasileira proibia, na época, o exercício da medicina sem revalidação do curso, mas para coordenar a criação de um modelo de atendimento básico, assumido por colegas brasileiros."

Sem atendimento. Eduardo coordenou o PSF e em seguida foi diretor do Serviço de Saúde Mental em três administrações do ex-prefeito Hamilton Bernardes (na primeira pelo PMDB e nas outras duas pelo PSB), atualmente secretário de Finanças de Campinas. Economista, Bernardes entusiasmou-se com a figura do médico de família em Cuba e adaptou o modelo a Pedreira.

"A chave do programa é levar o médico à casa do doente para ele conhecer a situação em que vive a família, num enfoque clínico, epidemiológico e social, antes de receitar remédios", explica Eduardo.

A equipe de Saúde da Família tem um médico generalista, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e de quatro a seis agentes comunitários de saúde. "Esses agentes foram um avanço do sistema brasileiro, não existem em Cuba, onde são os médicos que visitam as casas", observa. Os agentes fazem o levantamento nos domicílios e preparam o diagnóstico para atendimento nos postos.

Na época da adoção do sistema, o índice de internações caiu 30% no hospital de Pedreira e o índice de mortalidade infantil também baixou. O município tem 60 médicos no serviço público, com salários em torno de R$ 10 mil, equivalente ao que o governo federal vai pagar aos estrangeiros. A prefeitura bancará moradia e alimentação.

"Não será muito dispendioso, porque podemos alugar um apartamento por cerca de R$ 400", anima-se o prefeito Carlos Pollo.

Os cubanos que vieram nos anos 1990 recebiam remuneração de R$ 1.800 mensais. Dois terços do salário iam direto para o governo de Cuba. Com um contrato correspondente agora, os médicos ficarão com cerca de R$ 2,4 mil a R$ 4 mil. "É razoável e é muito mais do que um médico ganha em Havana", afirma Eduardo, que construiu a vida em Pedreira como contratado da prefeitura.

Tem um apartamento de 90 m2, com três dormitórios e dois banheiros, e um carro Peugeot, de 2009. Depois de deixar a Secretaria da Saúde, no ano passado, passou a fazer consultoria para prefeituras e a trabalhar no Instituto de Pesquisas Especiais para a Sociedade, em convênio com a Universidade Estadual de Campinas.

"Os médicos não devem pensar só em seus interesses, mas na saúde da população", argumenta Eduardo, repetindo um discurso que, segundo ele, move seus compatriotas que foram atuar em Angola, Etiópia e Venezuela. "Os médicos cubanos estão preparados para trabalhar com a população do Brasil, assim como os brasileiros são bem qualificados", diz.

Como os três cubanos fornecidos agora pelo Mais Médicos vão clinicar, o prefeito Carlos Pollo diz esperar que o governo federal resolva os problemas legais. Nesta semana, ele começa a procurar apartamentos, de preferência perto dos postos de saúde, para os médicos.

Cidade receberá cubanos pela segunda vez – saopaulo – saopaulo – Estadão

Melhor que importar médicos seria importar o tipo de formação

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O espírito da medicina cubana

Diario do Centro do Mundo 26 de agosto de 2013

Num momento em que se debate tanto se vale a pena ou não importar médicos de Cuba, o Diário faz um mergulho no tema.

Estudantes americanos formados pela aclamada Escola de Medicina América Latina

Estudantes americanos formados pela
aclamada Escola de Medicina América Latina

O que a Grã-Bretanha pode aprender com o sistema médico de Cuba?

Assim começou uma reportagem de um dos mais prestigiosos programas jornalísticos britânicos, o Newsnight, da BBC.

Uma equipe do programa foi enviada a Cuba para entender por que é tão comum o “olhar de admiração” sobre a medicina cubana.

O Diário selecionou trechos que jogam luzes sobre um tema que vem despertando discussões apaixonadas no site e fora dele: a questão da importação de 6 000 médicos cubanos para trabalharem em áreas remotas no Brasil.

O relato do Newsnight foi acrescido de trechos do relatório de uma visita de integrantes do Comitê de Saúde do Parlamento britânico. Da mistura surgiu um retrato da saúde de Cuba.

Bom proveito.

“A lógica subjacente do sistema cubano é incrivelmente simples. Em razão principalmente do bloqueio econômico americano, a economia cubana continuamente sofre.

Saúde, no entanto, é uma prioridade nacional, por razões em parte românticas : Che Guevara, ícone do Partido Comunista, era médico. Mas muito mais por pragmatismo: a saúde admirável da população é certamente uma dos principais razões pelas quais a família Castro ainda está no poder.

A prioridade em Cuba é impedir que as pessoas fiquem doentes, em primeiro lugar.

Em Cuba você recebe anualmente a visita de um médico. A idéia não é apenas verificar a sua saúde, mas ter um olhar mais amplo sobre seu estilo de vida e o ambiente familiar. Essa visita é feita de surpresa, para ser mais eficiente.

Os médicos estão espalhados por toda a população, e o governo lhes fornece habitação, bem como às enfermeiras.

A expectativa de vida em Cuba é maior do que a dos Estados Unidos. A relação médico-paciente ser comparada a qualquer país da Europa Ocidental.

Há em Cuba um médico por cada 175 pessoas. No Reino Unido, é 1 por 600 pessoas.

Cuba dá ênfase à formação generalista. O currículo foi alterado na década de 80 para garantir que mais de 90 por cento de todos os graduados completem três anos em clínica geral.

Há um compromisso com o diagnóstico triplo (físico / psicológico / social). Os médicos são reavaliados frequentemente.

Também chama a atenção a Policlínica – uma engenhosa invenção que visa proporcionar serviços como odontologia, pequenas cirurgias, vasectomias e raios-X sem a necessidade de uma visita a um hospital.

Cada Policlínica  tem uma série de especialistas (pediatria, ginecologia, dermatologia, psiquiatria) que resolvem boa parte dos problemas de saúde das comunidades e assim reduzem a necessidade de busca de hospital. Com isso, a lista de espera nos hospitais é quase inexistente.

Todos os lugares que visitamos eram geridos por profissionais da saúde (médicos e enfermeiros).

Fizemos uma visita à Escola de Medicina América Latina, onde médicos estagiários  de todo o mundo -  muitos deles, para nossa surpresa, americanos –  recebem treinamento à moda cubana.

E nos deparamos em nossa visita com  pequenos detalhes que podem fazer uma grande diferença: pelotões de aposentados se exercitando todas as manhãs nos parques de Havana.

Apesar de os hospitais não serem equipados com o nível de TI encontrado no Reino Unido, por causa do bloqueio americano, os profissionais de saúde têm uma paixão por dados e estatísticas que eles usam com freqüência para fins de governança na saúde.

O contexto da revolução cubana e as estruturas sociais desenvolvidos localmente levaram ao envolvimento contínuo do Estado no sistema de saúde. Isto é visto não como a cereja no topo do bolo, mas como uma parte muito importante do próprio bolo.

O espírito da medicina cubana | Diário do Centro do Mundo

20/07/2013

Tratamento dado a Roger Abdelmassih provoca peregrinação médica ao STF

Procurei no Google e não encontrei nenhuma manifestação da Federação Nacional dos Médicos a respeito do colega Roger Abdelmassih. Seria apenas coincidência ou o a FENAM quer de Gilmar Mendes o mesmo tratamento, usando da mesma receita, com que medicou juridicamente o respeitável doutor estuprador?! Por que será que a FENAM não se incomoda com a parceria humanitária do Jair Bolsonaro no uso corporativista do STF contra quem precisa de médicos?

Médicos rompem com governo e vão ao STF

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Federação Nacional dos Médicos (Fenam) anunciou que vai deixar seis comissões que integra na esfera do governo e outros cinco colegiados do Conselho Nacional de Saúde em reação à medida provisória que criou o programa Mais Médicos e aos vetos da lei do Ato Médico, que regulamenta a medicina; entidade informou ainda que vai ingressar com duas ações judiciais no Supremo para suspender os efeitos da medida provisória do Mais Médicos; eles criticam falta de diálogo do governo com a categoria; sindicatos se mobilizam para greves

Brasil 24/7

19/07/2013

Este sanguessuga é um escândalo

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Os médicos cubanos e o tiro de canhão de Serra no próprio pé

Kiko Nogueira 19 de julho de 2013

serra cubaEm 1999, ele defendeu a vinda de profissionais de Cuba, medida que chama hoje de “absurda”.

Serra é um mestre na arte de se superar. Em visita ao Senado na terça, convocada por ele mesmo, desceu a lenha no programa “Mais Médicos”, que pretende ampliar a presença de profissionais estrangeiros no Brasil.

“É um tiro no pé. Um tiro de canhão porque é uma medida absurda, inclusive para enfraquecer o próprio governo”, disse. “A ideia é não fazer nada, é fazer propaganda e publicidade. A questão é fazer o efeito de passar para a opinião pública que está preocupado com a saúde”.

Grande estrategista político, ao menos segundo ele mesmo, Serra deu mais um tiro de canhão no próprio pé. Em 1999, quando ministro da Saúde, falando sobre a dificuldade de levar profissionais para o interior do país, defendeu a vinda de médicos cubanos. De acordo com o Jornal de Brasília daquele ano, afirmou que apresentaria “uma solução jurídica que vai permitir a permanência dos médicos cubanos no Brasil”.

Num jantar na casa do então senador Ney Suassun, ele voltaria ao tema. “Serra defendeu também a permanência de médicos cubanos no país, que, ao contrário de colegas brasileiros, seriam menos resistentes à idéia de trabalhar no interior do Brasil”.

Em 2000, seu ministério redigiria um decreto para regulamentar o trabalho dos estrangeiros, especialmente de Cuba, que atuavam na região Norte.

Na época, naturalmente, não houve um pio de jornais e revistas contra a importação de médicos.

Sobre o autor: Kiko Nogueira Veja todos os posts do autor Kiko Nogueira

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Os médicos cubanos e o tiro de canhão de Serra no próprio pé | Diário do Centro do Mundo

14/07/2013

“Não se faz saúde sem médicos”

medicos sem estruturaNão fosse assim, para que existiriam Médicos sem Fronteiras?! Na terra da RBS, nada poderia ser mais paradoxal, querem médico com fronteiras. A Associação Médica que tem por lema “não se faz saúde sem médicos” agora é contra mais médicos. Pega na mentira, agora quer trocar o bordão para “não se faz saúde sem estrutura”. E o presidente do Sindicato Médico do RS, que mandou os filhos estudarem medicina em Cuba, se diz contra a vinda de médicos cubanos. Como diria aquele bordão do Jô Soares, quando ele fazia humor: “tirem o tubo!”

Hospital de cidade de fronteira sobrevive com médico uruguaio

Contratação de estrangeiros sem diploma válido no Brasil foi decidida pela Justiça para suprir a falta de profissionais

Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul se opõe à medida e fala em exercício ilegal da profissão

FELIPE BÄCHTOLDENVIADO ESPECIAL A QUARAÍ (RS)

Enquanto o governo federal compra briga com a classe médica –devido ao plano de flexibilizar a contratação de estrangeiros–, cidades gaúchas na fronteira com o Uruguai enfrentam a falta de profissionais de saúde contratando médicos do país vizinho sem diploma revalidado.

Municípios e hospitais ganharam na Justiça o direito de contar com médicos uruguaios e dependem deles para formar equipes mínimas.

Em Quaraí, cidade de 23 mil habitantes, a maioria dos 20 médicos do Hospital de Caridade, o único do município, é do país vizinho. O hospital tem há anos vagas abertas para diversas especialidades.

Com salários na faixa dos R$ 7.000, não consegue atrair profissionais de grandes centros do Rio Grande do Sul.

Assim como Quaraí, outras quatro cidades da fronteira que apelaram para a alternativa e tiveram aval da Justiça são pouco populosas, sem faculdades de medicina por perto e com orçamento limitado.

Um perfil muito próximo dos municípios que o governo pretende beneficiar com a contratação de médicos estrangeiros –projeto que virou bandeira da presidente Dilma Rousseff na saúde após as manifestações de junho.

EXERCÍCIO ILEGAL

O Conselho Regional de Medicina do RS, no entanto, se opõe à contratação de uruguaios sem registro e fala em exercício ilegal da profissão.

Hoje, para que um médico estrangeiro atue no Brasil, ele precisa ser aprovado no Revalida, considerado difícil.

Mas o CRM vem sofrendo derrotas. O hospital de Quaraí, mantido por fundação filantrópica e com atendimento voltado ao SUS, já ganhou em segunda instância o direito de contar com os uruguaios.

Um argumento considerado pela Justiça é um acordo entre Brasil e Uruguai para atendimento de saúde na fronteira. O texto não especifica o tema da contratação de médicos estrangeiros, mas, na interpretação dos juízes, autoriza o trabalho no Brasil sem revalidação do diploma.

Em 2011, o juiz federal Belmiro Krieger afirmou em decisão que não se tratava de escolher entre brasileiros e uruguaios, mas "entre o médico uruguaio ou nenhum."

Quaraí é ligada por uma ponte ao município uruguaio de Artigas, onde moram 40 mil pessoas. As cidades brasileiras mais próximas ficam a cerca de 100 km dali.

A diretora do Caridade, Daniele Garcia, diz que, se não fossem os uruguaios, o hospital iria "fechar as portas".

O hospital faz cerca de 2.000 atendimentos por mês. Sofreu intervenção da prefeitura neste ano e tem dívidas de R$ 10 milhões. Nos últimos anos, se inscreveu em um plano federal que visava atrair médicos ao interior, mas não houve interessados.

CONTRATEMPOS

A contratação dos uruguaios gera contratempos. Os gestores não conseguem pagar esses profissionais com repasses do Ministério da Saúde, já que eles não são reconhecidos. O dinheiro sai do caixa único da prefeitura.

"Atrapalha demais [as finanças]. Poderia fazer obras, mas passa para a folha de pagamento", diz o prefeito Ricardo Gadret (PTB).

Outro problema é que farmácias não aceitam receitas prescritas pelos uruguaios.

"Quando é preciso um remédio que não está na Secretaria da Saúde, pedimos que algum médico brasileiro valide a receita", diz o médico uruguaio Santiago de León, 27, que começou a fazer plantões em Quaraí neste ano.

Clínico geral formado em Montevidéu em 2012, ele diz que revalidar o diploma não é sua prioridade, devido à demora e porque já estuda para provas de residência médica.

Para o médico, além da remuneração no nível da oferecida em seu país, o interesse dos uruguaios pelo trabalho na fronteira também se explica pela demografia. O Uruguai não tem grandes municípios além de Montevidéu.

28/06/2013

José Serr(i)a

Filed under: Isto é PSDB!,José Serra,Médicos Cubanos — Gilmar Crestani @ 8:50 am
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Em 1999, José Serra esteve em Cuba para contratar médicos Cubanos; Hoje é contra

http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2013/06/jose-serra-ja-quis-contratar-medicos-cubanos-hoje-e-contra-9974.html

Derrotado por Dilma Rousseff na eleição de 2010, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) apareceu esta semana na imprensa para criticar a proposta da presidenta de trazer médicos do exterior para atuar no Brasil. José Serra disse que trazer profissionais de Cuba é, "completamente fora da realidade". "Com todo o respeito, no Brasil qualquer pessoa pode atuar como médico..Mas em 1999, Serra não pensava assim….Veja aqui o que Serra pensava

Os Amigos do Presidente Lula

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