Ficha Corrida

30/07/2015

Saiba um pouco mais sobre a máfia de branco

OBScena: máfia de branco apoia doente que também é cliente…

mafia de branco só apoia consumidror de brancaAs manifestações desmesuradas de preconceito e ódio escondiam e escondem algo de muito podre. E é desta podridão que nasce a guerra dos maus profissionais médicos contra o programa Mais Médicos. Se não fosse por isso, bastaria saber que por trás da luta contra o Mais Médicos estava e continua aquele que, na descrição do correligionário Demóstenes Torres, é um cérebro à procura de uma ideia, Ronaldo Caiado.

Não é só a falta de cérebro, são também os dedos de silicone. Pior, é mercantilismo que vê por um único ângulo, o monetário. Os médicos trazidos de fora para atender comunidades carentes foram vistos com concorrentes que fariam o preço das consultas baixarem. Em nenhum momento os sindicatos médicos se preocuparam com aquelas comunidades que não tinham atendimento.

Os grupos mafiomidiáticos e as religiões pentecostais de fundamentalismo obsceno, cujos pastores veem no dízimo a presença de Deus, para dizer o menos, vendiam a ideia de que se trata de uma invasão comunista programada pelo PT para tomar conta do Brasil. Digo não de ouvir dizer.

Como entender que as pessoas veem com naturalidade o consumo de cocaína pelas pessoas de Benz, inclusive admitem candidatos à presidente considerado usuário pela revista americana TMZ, como aliás já tivemos um governador que foi se desintoxicar na Espanha, mas ficam horrorizadas com a possibilidade de que os pobres possam consultar um médico cubano?!

O Brasil precisa não só de Mais Médicos, precisa mesmo é de menos hiPÓcrisia.

‘Médicos fantasmas’ do SUS são alvo de investigações

Órgãos apontam servidores de nove Estados e DF que mal aparecem no trabalho

Fraudes vão do registro do ponto à presença em clínicas particulares; para federação, existe conivência de chefes

PATRÍCIA BRITTO, DO RECIFE, PARA FOLHA

Médicos chegam, batem ponto na entrada e vão embora. Atendem em clínicas particulares quando deveriam estar em hospitais públicos. Registram mais horas trabalhadas do que as horas que existem em uma semana ou são vistos no exterior no dia em que "bateram ponto".

Em ao menos nove Estados e no Distrito Federal, órgãos como Tribunais de Contas, Polícia Federal e Ministérios Públicos identificaram e investigam casos de médicos "fantasmas", que pouco ou nem aparecem no trabalho. Em muitos casos, com a conivência do poder público.

A maioria cita fraudes no registro de ponto, agravando as filas de pacientes que buscam atendimento no SUS.

Só em junho de 2014, auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal identificou 25.735 faltas indevidas de funcionários da saúde, uma média de 15 por servidor –desde jornadas divergentes da escala prevista até médicos que trabalham em um local e batem ponto em outro.

O controle da frequência é falho: em quase metade das unidades, não é eletrônico.

Em Santa Catarina e no Paraná, operações da PF desvendaram esquemas de médicos que não atuavam em hospitais universitários para atender em clínicas particulares.

Em junho, 27 médicos do Hospital Universitário catarinense foram indiciados sob suspeita de fraudes nas folhas de ponto. O salário médio no local é de R$ 20 mil.

A PF identificou um médico que estava em viagem à Europa no mesmo dia em que "bateu ponto". Outro registrou 169 horas trabalhadas em uma semana –algo impossível mesmo se ele trabalhasse 24 horas por dia.

No Paraná, dez médicos do Hospital de Clínicas da UFPR, com frequência média de 7% e salários de R$ 4.000 a R$ 20 mil, foram indiciados há dois meses sob suspeita de descumprirem a carga horária.

As fraudes nas folhas de ponto, com entradas e saídas falsas, foram descobertas após auditoria da CGU (Controladoria Geral da União) perceber a baixa produtividade.

IMPROBIDADE

Em Presidente Prudente (SP), a Promotoria filmou médicos que entravam em uma unidade de saúde, batiam ponto em frente à sala da administração e iam embora.

O secretário municipal de Saúde, um administrador da unidade e cinco médicos respondem a ação por improbidade administrativa –a Promotoria diz que a fraude era consentida pelos chefes.

Em 2013, uma médica do Samu de Ferraz de Vasconcelos (Grande SP) foi presa em flagrante sob suspeita de usar dedos de silicone para fraude no ponto biométrico de 11 médicos e de 20 enfermeiros que não compareciam aos plantões. Oito foram exonerados pela prefeitura –que aguarda conclusão de inquérito.

Fiscalização do TCU (Tribunal de Contas da União) em 116 hospitais do país em 2013 também apontou fraudes em outros Estados –incluindo GO, PA, PB, PE e MT.

O órgão apontou que, em Goiás, por exemplo, gestores permitem "que os profissionais realizem outras atividades durante sua jornada de trabalho, sendo convocados caso haja necessidade".

O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Otto Baptista, afirma que os casos são isolados, mas acabam propostos por gestores para evitar perder profissionais, insatisfeitos com os salários.

"O médico que cumpre carga horária reduzida tem a anuência da direção", diz. "Se for para imputar ao médico a responsabilidade, terá que imputar a quem propôs: diretor, secretário e também prefeito."

27/08/2013

Sem vergonha alheia

Filed under: Médicos Cubanos,Médicos sem Vergonha,Vergonha Alheia — Gilmar Crestani @ 11:14 pm
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Sem a propaganda de Goebbels, não haveria Os Carrascos Voluntários de Hitler. Agora que está na moda Hanna Arendt, ve-se concretamente o que acontece com a banalização do mal. Diuturnamente os grupos mafiomidiáticos abastecerem de todo tipo de patifaria, destilam ódio racial, se insurgindo inclusive contra a política de cotas. Com este arsenal de vitupérios os instintos mais primitivos ficaram à flor da pele e o azedume saiu do ponto. De onde mais se esperava, de lá só saiu desequilíbrio, insensatez, ódio, falta de ética.

Pode-se e deve-se condenar esta caterva, mas não devemos nos esquecer de quem botou gasolina no fogo. A faísca não teria dado em nada não tivesse sido preparado um terreno de ódio e desfaçatez. A boçalidade de pessoas brancas, com diploma, contra pessoas negras, inclusive sendo chamados de escravos ou mesmo de “domésticas”, não surgiram de um estalar de dedos. O princípio da vilania nasce, cresce, se desenvolve e se espalha através de veículos do tipo Veja, mas com a coordenação centralizada pelo Instituto Millenium. Nenhum veículo sério empregaria energúmenos do naipe de Reinaldo Azeredo ou Augusto Nunes, para ficar em dois exemplares de uma espécie se que prolifera como rato. Ou como a musa da febre amarela, Eliane Cantanhede, da Folha de São Paulo.

O que choca não é a explicitação da boçalidade levado ao paroxismo por entidades corporativistas, que todas são, mas a passividade bovina com que mal informados e mal intencionados se deixam conduzir pelo cabresto para dentro da nau montada pelos arautos do ódio mais canhestro. Entrincheirados em jornais e revistas, são arregimentados e comandados por grupos empresarias sem qualquer compromisso com os mais comezinhos princípios de civilidade. Não é nenhum anacronismo que os mesmos grupos que incentivaram e se locupletaram com a ditadura também tenham sido os grandes patrocinadores da agressão e do desrespeito à democracia atual. Há muito vinha-se dizendo que os neocons levariam estes grandes grupos mafiomidiáticos ao mais baixo nível.

Infelizmente, seus ventríloquos desceram antes. Permitem, no entanto, que possam fazer um mea culpa a tempo de se regenerarem. Como no filme Telma & Louise, é um caminho sem volta.

A constrangedora vergonha alheia

Luciano Martins Costa, Observatório da Imprensa

Uma fotografia na primeira página da Folha de S.Paulo, na edição de terça-feira (27/8), resume em boa medida o mal-estar em que as entidades médicas enfiaram os profissionais de saúde do Brasil.

A imagem mostra um médico cubano, negro, sendo ameaçado e vaiado por colegas brasileiros quando saía da primeira aula do programa de treinamento para sua missão em território nacional. Os manifestantes xingavam os médicos estrangeiros de “escravos”, e chegaram a agredir representantes do Ministério da Saúde, o que descreve de maneira bastante clara o nível de irracionalidade provocada pelas declarações de dirigentes dos conselhos de medicina e outras associações de classe contra o programa Mais Médicos.

O incidente aconteceu em Fortaleza, uma das cidades escolhidas para abrigar os cursos de preparação dos profissionais contratados para suprir a carência de médicos brasileiros no interior e na periferia das grandes cidades. Segundo os jornais, os manifestantes, organizados pelo Sindicato dos Médicos do Ceará, fecharam todas as saídas do edifício da Escola de Saúde Pública e tentaram invadir o local. Depois, formaram um corredor e passaram a hostilizar os estrangeiros que deixavam o prédio.

Os relatos são curtos, mas a imagem na primeira página da Folha demonstra que, nestes dias, quem representa os médicos brasileiros são esses grupos de xenófobos organizados pelas entidades oficiais da profissão, uma vez que os demais, se têm opinião diversa, estão se omitindo.

Os jornais também trazem entrevistas com médicos cubanos e de outras nacionalidades que aderiram ao programa. A comparação entre os dois comportamentos é quase ofensiva para a classe médica brasileira: enquanto os nacionais se esmeram em atitudes agressivas e declarações preconceituosas, os estrangeiros demonstram o espírito cívico e de solidariedade que se espera daqueles que escolheram como profissão aliviar o sofrimento humano.

A leitura cuidadosa dos textos que a imprensa vem publicando a respeito do assunto indica que a vergonha que os médicos brasileiros impõem a si próprios, por ativismo ou por omissão, constrange até mesmo os jornalistas. Por mais que se esforcem para dar alguma racionalidade à posição do Conselho Federal de Medicina, da Associação Médica Brasileira e dos sindicatos da categoria, os jornais não conseguem esconder esse embaraço.

A “baixaria” de jaleco

Pode-se ler no Estado de S.Paulo, por exemplo, que o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, um dos mais ativos contestadores do programa do governo, tem dois filhos formados na faculdade de Medicina de Camaguey, em Cuba. Na volta, os moços frequentaram disciplinas complementares na Universidade do Sul de Santa Catarina e revalidaram seus diplomas na Universidade Federal do Ceará.

O dirigente sindical entende que não há incongruência em criticar o programa de importação de médicos formados no exterior, uma vez que seus filhos revalidaram seus diplomas cubanos. Mas até Eremildo, o Idiota, personagem criado pelo jornalista Elio Gaspari, estranharia a curiosa ginástica que os moços fizeram para conseguir a revalidação, transitando de sul a norte do Brasil para obter um documento que podia ser conquistado em seu próprio estado.

Os argumentos brandidos pelas entidades médicas contra o programa do governo têm esse mesmo tipo de percurso, mas terminam mesmo é em atitudes grosseiras como a da manifestação em Fortaleza, uma verdadeira “baixaria” de jaleco.

Com todos os riscos das generalizações, pode-se afirmar que o noticiário leva o cidadão comum a entender que os médicos brasileiros têm outras prioridades que passam longe da saúde pública. Para reverter essa interpretação, seria necessário que a imprensa procurasse equilibrar os exemplos e declarações, entrevistando profissionais de saúde que apoiam o programa Mais Médicos, ou que, pelo menos, não concordem com a atitude hostil insuflada pelas entidades representativas da categoria.

Mas o que se vê até aqui é apenas o confronto que tem como síntese a fotografia publicada na primeira página da Folha. No entanto, essa fotografia, ao congelar a realidade em apenas um quadro, mostra só um dos lados do que aconteceu no Ceará.

O jornal O Povo, de Fortaleza, postou em seu blog um vídeo no qual se pode observar que o protesto dos médicos brasileiros não foi a única manifestação: também havia ativistas que foram ao local para apoiar os cubanos (ver aqui).

Acontece que a imprensa, de modo geral, não está dando espaço para os cidadãos que apoiam o programa, e o noticiário apenas mostra as entidades médicas criticando e representantes do governo se defendendo.

Os médicos envergonhados também deveriam ser ouvidos.

SQN

20/07/2013

Tratamento dado a Roger Abdelmassih provoca peregrinação médica ao STF

Procurei no Google e não encontrei nenhuma manifestação da Federação Nacional dos Médicos a respeito do colega Roger Abdelmassih. Seria apenas coincidência ou o a FENAM quer de Gilmar Mendes o mesmo tratamento, usando da mesma receita, com que medicou juridicamente o respeitável doutor estuprador?! Por que será que a FENAM não se incomoda com a parceria humanitária do Jair Bolsonaro no uso corporativista do STF contra quem precisa de médicos?

Médicos rompem com governo e vão ao STF

:

Federação Nacional dos Médicos (Fenam) anunciou que vai deixar seis comissões que integra na esfera do governo e outros cinco colegiados do Conselho Nacional de Saúde em reação à medida provisória que criou o programa Mais Médicos e aos vetos da lei do Ato Médico, que regulamenta a medicina; entidade informou ainda que vai ingressar com duas ações judiciais no Supremo para suspender os efeitos da medida provisória do Mais Médicos; eles criticam falta de diálogo do governo com a categoria; sindicatos se mobilizam para greves

Brasil 24/7

19/07/2013

Médicos querem transformar medicina em capitania hereditária

Filed under: Capitania Hereditária,Médicos sem Vergonha — Gilmar Crestani @ 10:26 pm
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Raízes do Brasil: no levante dos bisturis, ressoa o engenho colonial

Credite-se à elite brasileira façanhas anteriores dignas de figurar, como figuram, nos rankings da vergonha do nosso tempo.
A seleta inclui a resistência histórica à retificação de uma das piores estruturas de renda do planeta.
Ademais de levantes bélicos (32,62,64 etc) contra qualquer aroma de interferência num patrimônio de poder e riqueza acumulado por conhecidos métodos de apropriação.
O repertório robusto ganha agora um destaque talvez inexcedível em seu simbolismo maculoso.
A rebelião dos médicos contra o povo.
Sim, os médicos, aos quais o senso comum associa a imagem de um aliado na luta apela vida, hoje lutam nas ruas do Brasil.
Contra a adesão de profissionais ao programa ‘Mais Médicos’, que busca mitigar o atendimento onde ele inexiste.
A iniciativa federal tem uma dimensão estrutural, outra emergencial.
A estrutural incorpora as unidades de ensino à política de saúde pública. Prevê um currículo estendido em dois anos de serviços remunerados no SUS.
Prevê, ademais, investimentos que dotem os alvos emergenciais de estruturas dignas de atendimento.
A ação transitória requisitará contingentes médicos, cerca de 10 mil inicialmente, para servir em 705 municípios onde o atendimento inexiste.
Ou naqueles aquém da já deficiente média nacional de 1,8 médico por mil habitantes ( na Inglaterra, pós Tatcher, diga-se, é de 2,7 por mil).
Enquadram-se neste caso outros 1.500 municípios.
O salário oferecido é de R$ 10 mil.
O programa recebeu cerca de 12 mil inscrições.
Mas o governo teme a fraude.
A sublevação branca incluiria táticas ardilosas: uma corrente de inscrições falsas estaria em operação para inibir o concurso de médicos estrangeiros, sobre os quais os nacionais tem precedência.
Consumada a barragem, desistências em massa implodiriam o plano do governo no último dia de inscrição.
Desferir o golpe de morte com a manchete do fracasso estrondoso caberia à mídia, com larga experiência no ramo da sabotagem antipopular e antinacional.
A engenharia molecular contra a população pobre constrange o Brasil.
Cintila no branco da mesquinhez a tradição de uma elite empenhada em se dissociar do que pede solidariedade para existir: nação, democracia, cidadania.
O boicote ao ‘Mais Médicos’ não é um ponto fora da curva.
Em dezembro de 2006, a coalizão demotucana vingou-se do povo que acabara de rejeita-la nas urnas.
Entre vivas de um júbilo sem pejo, derrubou-se a CPMF no Congresso.
Nas palavras de Lula (18/07):
"No começo do meu segundo mandato, eles tiraram a CPMF. Se somar o meu mandato mais dois anos e meio da Dilma, eles tiraram R$ 350 bilhões da saúde. Tínhamos lançado o programa Mais Saúde. Eles sabiam que tínhamos um programa poderoso e evitaram que fosse colocado em prática".
As ruas não viram a rebelião branca defender, então, o investimento em infraestrutura como requisito à boa prática médica, ao contrário de agora.
A CPMF era burlada na sua finalidade?
Sim, é verdade.
Por que não se ergueu a corporação em defesa do projeto do governo de blindar a arrecadação, carimbando o dinheiro com exclusividade para a saúde?
O cinismo conservador é useiro em evocar a defesa do interesse nacional e social enquanto procede à demolição virulenta de projetos e governos assim engajados.
Encara-se o privilégio de classe como o perímetro da Nação. Aquela que conta.
O resto é sertão.
A boca do sertão, hoje, é tudo o que não pertence ao circuito estritamente privado.
O sertão social pode começar na esquina, sendo tão agreste ao saguão do elevador, quanto Aragarças o foi para os irmãos Villas Boas, nos anos 40, rumo ao Roncador.
Sergio Buarque de Holanda anteviu, em 1936, as raízes de um Brasil insulado em elites indiferentes ao destino coletivo.
O engenho era um Estado paralelo ao mundo colonial.
O fastígio macabro fundou a indiferença da casa-grande aos estalos, gritos e lamentos oriundos da senzala ao lado, metros à vezes, da sala de jantar.
Por que os tataranetos se abalariam com a senzala das periferias conflagradas e a dos rincões inaudíveis?
Ninguém desfruta 388 anos de escravidão impunemente.
Os alicerces do engenho ficaram marmorizados no DNA cultural das nossas elites: nenhum compromisso com o mundo exterior, exceto a pilhagem e a predação; usos e abusos para consumo e enriquecimento.
A qualquer custo.
O Estado nascido nesse desvão tem duas possibilidades aos olhos das elites: servi-la como extensão de seus interesses ou encarnar o estorvo a ser abatido.
A seta do tempo não se quebrou, diz o levante branco contra o ‘intervencionismo’.
O particularismo enxerga exorbitância em tudo o que requisita espírito público.
Mesmo quando está em questão a vida.
Se a organização humanitária ‘Médicos Sem Fronteiras’ tentasse atuar no Brasil, em ‘realidades que não podem ser negligenciadas’, como evoca o projeto que ganhou o Nobel da Paz, em 1999, possivelmente seria retalhada pela revolta dos bisturis.
Jalecos patrulham as fronteiras do engenho corporativo; dentro delas não cabem os pobres do Brasil.

Postado por Saul Leblon às 10:33

Carta Maior – Blog das Frases – Raízes do Brasil: no levante dos bisturis, ressoa o engenho colonial

Magarefe ou médico?

Filed under: Médicos sem Vergonha — Gilmar Crestani @ 9:24 am
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A construção de um pulha só se dá mediante a ignorância de uns e o ódio ao pobre por outros.

O mau jornalismo da Folha no caso dos médicos “desistentes”

publicado em 18 de julho de 2013 às 23:42

O dr. Thomaz Srougi e Cesar Camara na frente da clínica médica particular na favela do Heliópolis. Cesar atende lá com jaleco do Sírio-Libanês, onde também trabalha

por Luiz Carlos Azenha e Conceição Lemes, a partir de leitora indignada da Folha

Há muitas críticas sinceras aos programas do governo Dilma no setor da Saúde, dentre os quais o Mais Médicos. O próprio Viomundo já publicou várias delas, aqui, aqui e aqui.

Porém, causa-nos estarrecimento ler nas redes sociais manifestações de xenofobia, racismo e desrespeito aos médicos estrangeiros, para não falar da completa piração direitista de que os médicos cubanos viriam ao Brasil promover uma revolução comunista.

As entidades médicas, por razões corporativistas, dizem que não faltam médicos no Brasil e que o problema seria a má distribuição. Não é verdade. Faltam profissionais nas regiões mais distantes e nas periferias das grandes cidades e eles também estão mal distribuídos. Nas regiões Sul e Sudeste do País há maior concentração de médicos, enquanto no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, ela é menor.

A leitora indignada que nos procurou protestou contra a cobertura distorcida que, segundo ela, é dada pela Folha de S. Paulo ao assunto, especialmente no caso do programa Mais Médicos.

Ela aponta para a seguinte sequência de eventos:

O dr. Miguel Srougi (professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP) escreveu um artigo de opinião no jornal detonando as ações do governo Dilma no setor de saúde:

Senhora presidente, mais um clamor, respeitoso. Assuma a determinação política de priorizar recursos para as áreas sociais. Atue na saúde com competência e sensatez, não com respostas transloucadas aos gritos indignados da nação. Para que os brasileiros possam vislumbrar o alvorecer com esperança. E combata com arrojo o grupo de ímprobos e incompetentes instalados no teu entorno. Sem esquecer o arcebispo Desmond Tutu: “Se ficarmos neutros numa situação de injustiça, teremos escolhido o lado do opressor”.

O dr. Miguel Srougi é o mesmo que, em 2010, havia rasgado elogios ao então candidato ao Planalto José Serra, do PSDB, adversário de Dilma:

Difícil conseguir isso? Não, se reconhecermos entre nossos dirigentes aqueles dotados de sabedoria e integridade, capazes de transformar a sociedade, tornando-a mais justa para seus filhos. Com esses sentimentos, coloco-me ao lado de José Serra.Pode-se concordar ou não com sua forma de se relacionar, muitas vezes difícil, mas não há como ignorar algumas marcas incomparáveis da sua atuação política. Nos cargos públicos que ocupou, suas ações beneficiaram não apenas os mais desprotegidos, mas todos os estratos da nação. Na saúde, Serra opôs resistência quase solitária aos interesses indevidos que, com uma frequência além do razoável, rondam o setor.

Até aí, normal. Ter opinião é necessário e importante, diz a leitora.

Porém, hoje, a Folha deu na capa do caderno Cotidiano: “Médicos alegam falta de direitos e desistem de programa de Dilma”.

Leiam o subtítulo: “Profissionais recuam de inscrição ao saber que não há décimo-terceiro e FGTS” (grifo nosso).

É fato que este é um dos aspectos mais criticados do programa: a falta de garantias trabalhistas para os profissionais. Bolsistas ou contratados? É um debate justo e necessário.

Porém, dos 11.701 médicos inscritos no programa, a Folha só ouviu dois, ambos apresentados como desistentes.

Ambos disseram ter se inscrito e desistido do Mais Médicos por deficiência do programa.

Porém, é importante destacar que houve um movimento de doutores no sentido de sabotar o programa. Como? Fazendo a inscrição e desistindo posteriormente ”para atrapalhar o cronograma e o recrutamento dos médicos estrangeiros”, segundo a própria Folha explicou.

Impossível dizer se os dois médicos ouvidos pela Folha pretendiam desde o início participar do protesto. Eles se manifestaram como se tivessem sinceramente desistido por objeções à iniciativa posteriores à inscrição.

O fato é que a reportagem que motivou o protesto da leitora traz uma imensa foto do dr. Cesar Camara, com a frase:

“Não há direito algum. Fica complicado aceitar um trabalho nessas condições”, diz o urologista Cesar Camara, 38, de São Paulo, que fez a inscrição e desistiu de efetivá-la.

E quem é o dr. Camara?

Assistente do dr. Miguel Srougi, conforme ele próprio escreve em sua página no Facebook:

Na terça-feira que precedeu a reportagem (publicada quinta) ele pede ajuda para encontrar médicos que tenham se inscrito e posteriormente desistido do Mais Médicos.

Cesar faz parte do corpo clínico do setor de Urologia do Hospital Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, cujo professor titular é o dr. Miguel Srougi. As áreas dele são litíase (cálculo renal) e endourologia (área endocrinológica da urologia).

As relações do dr. Cesar Camara com a família do chefe vão além.  Ele trabalha na clínica médica do dr. Thomaz Srougi, filho do dr. Miguel, que fica na entrada da favela de Heliópolis e só realiza consultas particulares, que custam de R$ 40 (clínica-geral) a R$ 60 (especialidades). Não vale convênio, tampouco cartão do SUS.

César também trabalha no Hospital Sírio-Libanês. Aliás, ele usa na clínica de Heliópolis o jaleco que tem costurado o nome do Sírio-Libanês. Segundo matéria publicada no Estadão, a sua consulta particular custa R$ 450.

César iria largar tudo isto —  carreira promissora na Urologia da USP, trabalho no Sírio-Libanês, um dos mais prestigiados hospitais do Brasil, consultas de R$ 450 no seu consultório e a clínica com o filho do chefe — para participar do programa Mais Médicos, para atender pacientes do SUS?

O programa Mais Médicos, vale lembrar, pagará uma bolsa de R$ 10 mil por mês, mas os médicos terão de cumprir 40 horas semanais de trabalho. Supondo que Cesar tivesse escolhido ir para a periferia da cidade de São Paulo, onde encontraria tempo para as suas outras atividades?

O jornal não sabia disso? Não questionou o médico para saber se ele se inscreveu apenas para desistir e atrapalhar a implantação do programa, cujo objetivo é atender de graça nas periferias, através do SUS, pacientes como os que ele atende cobrando em Heliópolis?

Independentemente das respostas do doutor Cesar, de uma coisa estamos certos: a leitora indignada tem razão.

O mau jornalismo da Folha no caso dos médicos "desistentes" – Viomundo – O que você não vê na mídia

14/07/2013

“Não se faz saúde sem médicos”

medicos sem estruturaNão fosse assim, para que existiriam Médicos sem Fronteiras?! Na terra da RBS, nada poderia ser mais paradoxal, querem médico com fronteiras. A Associação Médica que tem por lema “não se faz saúde sem médicos” agora é contra mais médicos. Pega na mentira, agora quer trocar o bordão para “não se faz saúde sem estrutura”. E o presidente do Sindicato Médico do RS, que mandou os filhos estudarem medicina em Cuba, se diz contra a vinda de médicos cubanos. Como diria aquele bordão do Jô Soares, quando ele fazia humor: “tirem o tubo!”

Hospital de cidade de fronteira sobrevive com médico uruguaio

Contratação de estrangeiros sem diploma válido no Brasil foi decidida pela Justiça para suprir a falta de profissionais

Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul se opõe à medida e fala em exercício ilegal da profissão

FELIPE BÄCHTOLDENVIADO ESPECIAL A QUARAÍ (RS)

Enquanto o governo federal compra briga com a classe médica –devido ao plano de flexibilizar a contratação de estrangeiros–, cidades gaúchas na fronteira com o Uruguai enfrentam a falta de profissionais de saúde contratando médicos do país vizinho sem diploma revalidado.

Municípios e hospitais ganharam na Justiça o direito de contar com médicos uruguaios e dependem deles para formar equipes mínimas.

Em Quaraí, cidade de 23 mil habitantes, a maioria dos 20 médicos do Hospital de Caridade, o único do município, é do país vizinho. O hospital tem há anos vagas abertas para diversas especialidades.

Com salários na faixa dos R$ 7.000, não consegue atrair profissionais de grandes centros do Rio Grande do Sul.

Assim como Quaraí, outras quatro cidades da fronteira que apelaram para a alternativa e tiveram aval da Justiça são pouco populosas, sem faculdades de medicina por perto e com orçamento limitado.

Um perfil muito próximo dos municípios que o governo pretende beneficiar com a contratação de médicos estrangeiros –projeto que virou bandeira da presidente Dilma Rousseff na saúde após as manifestações de junho.

EXERCÍCIO ILEGAL

O Conselho Regional de Medicina do RS, no entanto, se opõe à contratação de uruguaios sem registro e fala em exercício ilegal da profissão.

Hoje, para que um médico estrangeiro atue no Brasil, ele precisa ser aprovado no Revalida, considerado difícil.

Mas o CRM vem sofrendo derrotas. O hospital de Quaraí, mantido por fundação filantrópica e com atendimento voltado ao SUS, já ganhou em segunda instância o direito de contar com os uruguaios.

Um argumento considerado pela Justiça é um acordo entre Brasil e Uruguai para atendimento de saúde na fronteira. O texto não especifica o tema da contratação de médicos estrangeiros, mas, na interpretação dos juízes, autoriza o trabalho no Brasil sem revalidação do diploma.

Em 2011, o juiz federal Belmiro Krieger afirmou em decisão que não se tratava de escolher entre brasileiros e uruguaios, mas "entre o médico uruguaio ou nenhum."

Quaraí é ligada por uma ponte ao município uruguaio de Artigas, onde moram 40 mil pessoas. As cidades brasileiras mais próximas ficam a cerca de 100 km dali.

A diretora do Caridade, Daniele Garcia, diz que, se não fossem os uruguaios, o hospital iria "fechar as portas".

O hospital faz cerca de 2.000 atendimentos por mês. Sofreu intervenção da prefeitura neste ano e tem dívidas de R$ 10 milhões. Nos últimos anos, se inscreveu em um plano federal que visava atrair médicos ao interior, mas não houve interessados.

CONTRATEMPOS

A contratação dos uruguaios gera contratempos. Os gestores não conseguem pagar esses profissionais com repasses do Ministério da Saúde, já que eles não são reconhecidos. O dinheiro sai do caixa único da prefeitura.

"Atrapalha demais [as finanças]. Poderia fazer obras, mas passa para a folha de pagamento", diz o prefeito Ricardo Gadret (PTB).

Outro problema é que farmácias não aceitam receitas prescritas pelos uruguaios.

"Quando é preciso um remédio que não está na Secretaria da Saúde, pedimos que algum médico brasileiro valide a receita", diz o médico uruguaio Santiago de León, 27, que começou a fazer plantões em Quaraí neste ano.

Clínico geral formado em Montevidéu em 2012, ele diz que revalidar o diploma não é sua prioridade, devido à demora e porque já estuda para provas de residência médica.

Para o médico, além da remuneração no nível da oferecida em seu país, o interesse dos uruguaios pelo trabalho na fronteira também se explica pela demografia. O Uruguai não tem grandes municípios além de Montevidéu.

11/07/2013

Receita de bom senso faz bem à saúde

Filed under: Médicos Sem Fronteira,Médicos sem Vergonha — Gilmar Crestani @ 1:26 pm
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JANIO DE FREITAS

De galinhas e medicina

O que deve ir primeiro para o interior do país, o tão invocado equipamento básico ou o médico?

O ovo ou a galinha.

O ovo já é colega íntimo dos médicos em serviços à vida, no seu papel de receptáculo de contaminações nele injetadas para a produção de vacinas. A galinha tem séculos de contribuição aos pacientes, sob a forma daquela santa canja que reanima muito doente, para maior prestígio da medicina. É natural que se juntem para mais um esforço de contribuição ao mais importante dos saberes humanos.

Faz sentido a ponderação dos contrários à contratação de médicos estrangeiros para o interior, por falta, lá, até dos mais simples recursos para atendimento (a ponderação das associações médicas exala odores de motivação real muito diferente). É diante desse argumento que o ovo e a galinha comparecem com a velha indagação de qual deles veio primeiro. Muito sugestiva no caso atual.

O que deve ir primeiro para o interior, o tão invocado equipamento básico ou o médico? Se for o equipamento, além de ficar inútil, não tem, por si só, poder de atrair quem lhe dê uso proveitoso. Jornais e TV têm noticiado casos exemplares de municípios com instalações à espera de médicos, mesmo com remuneração melhor que a ofertada nas capitais.

O médico que é médico quase sempre tem alguma coisa a fazer para atenuar o sofrimento mesmo sem a instrumentação e o remédio adequados. Vemos isso, com frequência, nos acidentes. Eu mesmo já ansiei, na beira de uma estrada, por um médico que parasse ao menos para me dizer como estancar a hemorragia perigosa.

Se primeiro a chegar, o médico, além do efeito de sua simples chegada, e das imediatas orientações sanitárias que pode proporcionar, tem meios de requerer, reclamar, denunciar e acusar publicamente as responsabilidades pelo descaso com os recursos de que precisa. E pode romper, até com apoio judicial, o contrato não cumprido pelo contratante.

O que não faz sentido é estabelecer a priori que no interior não haverá sequer os recursos minimamente necessários. Isto é sacar sobre o futuro. Especialidade de economistas e jornalistas, não de médicos. Por que não experimentar com mil ou dois mil médicos? Se a experiência com metade deles der certo, ou que seja um terço, um quarto, já se terá aprendido muito, mas, sobretudo, quanto alívio terá sido dado, quantas crianças terão deixado de sofrer, se não de morrer?

E, se a carência impeditiva está no interior, os grandes centros urbanos estão equipados para o atendimento à população, mínimo embora? Há três dias noticiava-se que o Hospital do Andaraí, pronto-socorro e referência em queimados no Rio, estava com as cirurgias suspensas por falta até do material mais simplório, como cateter. A desgraçada periferia de São Paulo inclui serviços médicos com o equipamento necessário? As cenas recentes em TV não foram tomadas no Projac.

Essa discussão não é sobre médicos, hospitais, postos de saúde, equipamentos. É sobre doença, sofrimento, partos, mortes, crianças.

10/07/2013

Perguntar ao médico ou ao paciente?

Filed under: Médicos Sem Fronteira,Médicos sem Vergonha — Gilmar Crestani @ 8:16 am
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Se formos perguntar às categorias, o corporativismo fala mais alto. E não é só a dos médicos. Portanto, discurso corporativista do médico é igual ao do político. Nem a máfia faz diferente. A razão não comparece com medo de dar vexame em público.

Quando a questão é saúde, por que não vale a opinião do paciente? Se o médico, para receitar, vai pedir  raio X e/ou exame sangue por que não pode pedir a opinião dos pacientes a respeito da vinda de médicos do exterior para atender onde hoje eles não querem ir? Dos pacientes que hoje não tem acesso à médicos!

O acamado lá no interior de Cacimbinhas está preocupado com a estrutura hospitalar ou acesso a um profissional de saúde que pudesse prestar as primeiras informações? Se estrutura fosse condicionante, não haveria médico de família.

O que me espanta nesta questão dos médicos é que há muito doutor em rebimboca da parafuseta mas nenhuma palavra na linha da ética médica. Ao que parece, pelos cartazes e vozes que se levantam na internet, a formação humanística tem medo dos bisturis. Cortar na carne dos outros parece até prazeroso. É evidente que o lado mais sensível do ser humano continua sendo o bolso. Os médicos brasileiros ao levarem à rua seus discursos doentios estando explicitando conceitos mercantilistas que eram de domínio público mais cheirava à inveja. Hoje a população tem a respeito da categoria médica mais elementos que confirmam, não só o mercantilismo mais retrógrado, mas, pelo nível das manifestações de rua, um desequilíbrio emocial evidente.

Talvez o Brasil, de fato, precise importar não só médicos para a população desassistida, mas também psiquiatras para médicos e professores de ética e humanismo para não aparecem nus em público…

Até aqui, pelo que tenho lido, o diagnóstico indica degenerescência prematura da uma boa parte da classe médica. Verifico que ainda precisam aprender viabilizar receita de boa educação.  Falece-lhes, por contaminação monetária, a saúde da ética mais elementar.

Quem tergiversa pela falta de estrutura nunca esteve com problema de saúde sem poder consultar, por falta de acesso geográfico, um médico.

Médico de Dilma reforça coro contra vinda de estrangeiros

Kalil Filho diz ser ‘terminantemente’ contrário a programa lançado por governo

Não adianta jogar profissional importado em hospitais do interior se não existe estrutura, afirma cardiologista

CATIA SEABRANATUZA NERYDE BRASÍLIA

Em pelo menos um ponto a presidente Dilma Rousseff não seguiu as recomendações de seu cardiologista: a "importação" de médicos estrangeiros para o Brasil.

Médico de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o cardiologista Roberto Kalil Filho se opõe à contratação de estrangeiros para atendimento em hospitais no interior do Brasil.

"Sou terminantemente contra", diz Kalil.

Segundo ele, o maior problema da transferência de médicos para regiões distantes está na falta de condições de trabalho. Em alguns casos, afirma, o profissional "não tem nem acomodação".

"Não adianta jogar os médicos [num hospital] se não houver estrutura. O médico pode ser da China, da Lua. Se não tiver seringa, se não tiver raio x, ele não vai conseguir atender ao paciente", diz.

Dilma oficializou anteontem um programa para fixar médicos no interior do país e nas periferias. Na falta de interessados brasileiros, serão abertas vagas para estrangeiros. Entidades médicas criticam a proposta, defendendo melhoria de estrutura na rede e a criação de uma carreira federal do médico.

Embora reconheça que a priorização de brasileiros atenue suas críticas, Kalil afirma que existem "outros caminhos para melhorar o atendimento" do SUS.

"Se os governos não conseguem há 30 anos melhorar as condições de trabalho, não é mandando médico para o extremo norte que vão resolver o problema", afirmou.

Segundo Kalil, a temporariedade da contratação e a garantia de que os estrangeiros não poderão ser transferidos amenizam sua resistência –por não tirar "emprego do médico brasileiro".

Citando reportagens que mostram falta de médicos em hospitais bem equipados, Kalil até reconhece que, em alguns casos, é necessário enviar médicos para lugares onde exista rede hospitalar.

Mas acrescenta que esse não é o cenário na maior parte da rede pública.

Kalil conta já ter manifestado sua contrariedade para o ministro Alexandre Padilha (Saúde). A Folha apurou que ele chegou a participar de pelo menos uma reunião com a própria presidente Dilma para discussão do modelo.

Seu papel, segundo integrantes do governo, foi estabelecer canal de interlocução com representantes médicos contrários ao programa.

Ao longo da negociação, o governo admitiu alterações no projeto, como a regra que prioriza a opção por médicos brasileiros. Essas mudanças, no entanto, não contemplaram as entidades médicas.

Kalil é doutor e professor livre-docente pela USP com especialização nos EUA. Ocupa atualmente a direção do centro de cardiologia do Hospital Sírio-Libanês. Eles não quis comentar a exigência para que alunos de medicina trabalhem dois anos no SUS.

13/12/2012

E disso os grupos mafiomidiáticos não falam

Será que os Médicos sem Fronteira vão se pronunciar a respeito dos médicos sem vergonha!

Para eles, corruptos são sempre os outros

Publicado em dezembro 13, 2012por mariomarcos

Você deve ter lido e ouvido sobre o novo escândalo atacado pela Polícia Federal: uma rede formada por empresários, médicos, entre outros, fraudou durante muito tempo vestibulares para faculdades de Medicina em todo o país.

Em troca de gabaritos, respostas para as provas, envolvimento em uma sofisticada rede de corrupção, cada aluno pagava cerca de R$ 80 mil. Com isso, tinha aprovação garantida.

O esquema existe há tanto tempo, revela a polícia, que muitos dos alunos que compraram a aprovação já são médicos formados. Estão no mercado de trabalho.

Pelo preço pago (R$ 80 mil), dá para ver que os alunos e famílias que pagaram certamente não estão entre aqueles brasileiros beneficiados por bolsa-família, programa Minha Casa, Minha Vida, Pró-Uni, cotas raciais e sociais, a parcela da sociedade que sempre é acusada por muitos (com uma indisfarçável dosagem de preconceito) de não saber votar.

Estes são teriam dinheiro para financiar a corrupção – muito menos para corromperem.

É possível concluir, sem qualquer receio de erro, que muitos dos envolvidos na vigarice estão entre os que fazem discursos irados contra os políticos e o Congresso, esbravejam diante da TV de suas salas bem equipadas e pedem condenações sumárias para os réus do mensalão e, por fim, acusam a população de não ter condições de fazer boas escolhas.

São os hipócritas que qualquer um de nós sabe identificar no dia a dia.

Estes sim fazem parte do Brasil que precisa mudar.

http://mariomarcos.wordpress.com/

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