Ficha Corrida

24/11/2014

Tudo o que ainda existe de ruim começou com a ditadura

A ditadura desapareceu com o contraditório. Quem discordasse era preso, torturado, estuprado, morto, esquertejado e depois os pedaços eram espalhados para que os familiares não conseguissem encontrá-los e identifica-los. Quem concorda com a ditadura concorda com isso, de onde concluo que, se são a favor, deve ser porque desejam ser presos, torturados, estuprados, mortos e esquartejados. Agora, se querem e merecem este tratamento, não inteligente julgar os outros por suas taras.

A ditadura também é a razão da existência do Instituto Millenium e do poderio alcançado pelas cinco irmãs (Veja, Globo, Estadão, Folha & RBS). Antes da ditadura não eram nada, com a ditadura são o que são hoje. A Globo já admitiu que foi um erro apoiar a ditadura mas não pediu perdão nem devolveu o que reunião com o apoio à ditadura. A Folha emprestava suas peruas para desovar os presuntos fabricados pelos gorilas, por isso, para a Folha, não foi ditadura mas ditabranda.  A RBS nunca sofreu nenhuma ação na ditadura, mas na democracia já foi condenada inúmeras vezes. Se usássemos com eles os métodos com que usavam contra quem discordavam, estariam todos mortos.

Empreiteiras viraram o que são hoje depois de ganhar reserva de mercado na ditadura

Postado em 24 de novembro de 2014 às 8:55 am

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Em seu blog no UOL, Fernando Rodrigues lembra que as empreiteiras viraram o que são quando Costa e Silva, em 1969, na ditadura militar, lhes deu reserva de mercado.

Trechos:

Para quem acha que a corrupção entre empreiteiras e governo começou ontem ou anteontem, vale olhar o decreto presidencial 64.345, de 10 de abril de 1969. O então presidente Artur da Costa e Silva fechou com uma canetada as portas para empresas estrangeiras em obras de infraestrutura no Brasil:

“Art. 1º Os órgãos da Administração Federal, inclusive as entidades da Administração Indireta, só poderão contratar a prestação de serviços de consultoria técnica e de Engenharia com empresas estrangeiras nos casos em que não houver empresa nacional devidamente capacitada e qualificada para o desempenho dos serviços a contratar”.

A partir desse decreto de 1969 criou-se uma reserva de mercado para empreiteiras nacionais. Prosperaram assim muitas das que hoje estão encrencadas no escândalo da Petrobras revelado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Esse decreto da ditadura vigorou até 14 de maio de 1991, quando o então presidente Fernando Collor o revogou. Mas parece que já era tarde. As empreiteiras nacionais já operavam de forma a impedir competição estrangeira –ou mesmo para alguma empresa de fora do grupo das principais nacionais.

Só para lembrar, até o final dos anos 60, a atual gigante Odebrecht era apenas uma empresa local da Bahia. Depois do decreto de Costa e Silva, despontou para o sucesso construindo o prédio-sede da Petrobras no Rio de Janeiro (em 1971), aproximando-se dos militares que comandavam a estatal, conforme relata reportagem de Marco Grillo, que buscou as informações no livro “Estranhas catedrais – As empreiteiras brasileiras e a ditadura civil-militar” (Editora da UFF, 444 pág., 2014), resultado da pesquisa para a tese de doutorado “A Ditadura dos Empreiteiros”, concluída em 2012 pelo professor Pedro Henrique Pedreira Campos, da Universidade Federal Fluminense.

Diário do Centro do Mundo » Empreiteiras viraram o que são hoje depois de ganhar reserva de mercado na ditadura

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