Ficha Corrida

03/07/2014

Vamos empastelar ou vais continuar comendo ração?!

Filed under: Bandidagem,BANDidos,Grupos Mafiomidiáticos,Ley de Medios — Gilmar Crestani @ 9:20 am
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Só a docilidade bovina da manada não vê que receberam ração estragada. Não fossem vira-latas, tivessem algum pedigree mental, e empastelariam a velha máfia midiática.

Wanderley e os Medios: Dilma colheu o que não semeou

O PiG disseminou um mundo incompatível com a realidade dos fatos.

O Conversa Afiada reproduz excelente artigo do professor Wanderley Guilherme dos Santos :

Dilma Rousseff colheu o que não semeou


A presidenta colheu precisamente os resultados do que não semeou: não promoveu a emergência de um sistema democrático de informação.
Wanderley Guilherme dos Santos
Aproveitando a vaia pornofônica que singularizou a participação dos reacionários e distraídos na abertura da Copa das Copas, a oposição saiu-se com o comentário de que a presidenta Dilma Roussef colheu o que semeou. Pensou que estava abafando. Não estava. Para além da falta de compostura e civilidade, a oposição errava outra vez no diagnóstico. A presidenta colheu precisamente os resultados do que não semeou: não promoveu a emergência de um sistema de informação democratizado.
A falta de pluralismo nos meios de comunicação não é ambição de esquerdas partidárias. Trata-se da prestação de um serviço privado, pago por consumidores, atualmente fraudados em suas aspirações de consumo. Ler um jornal, uma revista ou assistir ao noticiário da televisão faz parte da pauta de itens que a vida moderna põe, ou devia por, à disposição de quem os deseje usufruir. E os consumidores têm o direito de protestar. Assim como os passageiros urbanos reclamam da qualidade dos serviços pelos quais pagam, os leitores e espectadores insatisfeitos se julgam ludibriados pelos fornecedores da mercadoria que compram.
Os jornais, revistas e emissoras de televisão registraram com olhos complacentes os quebra-quebras aleatórios propulsionados pela carestia e falta de qualidade dos transportes em circulação. Não seria bom para a democracia, tal como não o eram os destemperos de violência, que os desgostosos com o pífio padrão do jornalismo, minorias como as de junho do ano passado ou maiorias como a queda de audiência e circulação atestam, empastelassem jornais ou ocupassem estações de televisão, exigindo participação e honestidade de gestão.
Durante o período que antecedeu a Copa das Copas e não somente em relação a ela, os meios de informação sonegaram centenas, milhares de notícias altamente relevantes para a vida dos leitores e espectadores. Mais do que isso, disseminaram incansavelmente uma visão de mundo incompatível com a realidade dos fatos. Era falso que os aeroportos, estádios, avenidas e metrôs não iriam ficar prontos. Era falso que os gramados não drenariam as chuvas, as comunicações não funcionariam, os holofotes não acenderiam. Era falso que os turistas seriam assaltados, que não haveria segurança, que conflitos gigantescos ofuscariam os jogos nos campos de futebol pela pancadaria generalizada nas arenas do lado de fora. Tudo falso. Moeda falsa. Produto estragado vendido a preço de luxo.
As trombetas da derrocada econômica, da inflação sem controle, do afinal bem vindo desemprego, são igualmente serviço fraudulento. Os leitores estão sendo diariamente lesados em sua boa fé, duplamente: não são informados do que ocorre efetivamente na sua cidade, no seu estado e no país, e são levados a acreditar que há um pesadelo à espreita assim que puserem os pés fora de casa. Quando não o vêem não é porque não exista, mas porque ainda não chegou a alguns lares: inflação, desemprego, falta de saúde e de educação; pior, falta de perspectiva.
A lição é terrível. Dela sabiam os tiranos da antiguidade, os tiranos da contemporaneidade os imitaram: um sistema articulado de falsidades pode produzir os delírios fantasistas ou as angústias aterradoras de uma droga, se absorvido por tempo suficiente. Uma imprensa oligopolizada é nada menos do que uma droga. Eficientíssima, capaz de produzir o pessimismo sem fundamento das análises econômicas, tanto quanto o desvario irracional das vaias pornofônicas. Ao se manter indiferente à péssima qualidade do serviço pago, inclusive com as bondades das concessões e outras benfeitorias, a presidenta Dilma Roussef colheu o que não semeou.

Navalha

O PiG (*) noticia nesta quinta-feira (3) que o infalível vice-presidente Michel Temer vai exigir que, no programa de Governo da coligação PT-PMDB, não constem a Ley de Medios e a revisão da Lei da Anistia.

A Ley de Meios faz parte integral do programa do PT, aprovado em Congresso, cantada e decantada nos pronunciamentos do presidente do Partido, Ruy Falcão, nos comícios que lançaram Dilma Rousseff à reeleição.

Começou a batalha…

Michel Temer, o amigo navegante há de se lembrar, foi o fio condutor da pressão da Globo sobre a CPI do Carlinhos Cachoeira: quando ouvir falar em “Veja” entenda “imprensa”; quando ouvir falar “imprensa”, entenda “a Globo”…

Foi o que um dos filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – disse ao ilustre vice-presidente, segundo reportagem de Leandro Fortes, na Carta Capital.

E assim fez a CPI, que odarelou …

O Caneta e a Globo estão aí, serelepes.

(O Temer também.)

Paulo Henrique Amorim

Wanderley e os Medios: Dilma colheu o que não semeou | Conversa Afiada

19/05/2014

Ração para vira-lata: 50% a mais de gasto com a Copa

Filed under: Complexo de Vira-Lata,Copa 2006,Copa 2014 — Gilmar Crestani @ 9:09 am
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copa da hipocrisia

O complexo de vira-lata se confunde com o torcidômetro do contra.  Quando o Brasil anunciou a vinda da Copa e das Olimpíadas, ninguém se mostrou contra. Pelo contrário, o que teve de político tentando tirar uma casquinha da conquista do Lula não está no gibi. De repente, os que não tem voto descobriram que torcer contra a Copa poderia ser a única arma para derrotarem Lula e Dilma. Até aí, nada demais, é direito dos políticos tiraram proveito de tudo o que lhes der retorno político. Algo bem diferente são os jornais, revistas, rádios e Tvs embarcarem na onda só para favorecerem seus parceiros. As disputas pela hegemonia ideológica conta com a ignorância das pessoas cuja inveja é o atributo que floresce sempre que alguém consegue fazer o que nem em sonho conseguiram. São alimentados pelas vozes do ódio contra quem faz. Torcem para quem só sabe desfazer, destruir,vender… Viva os vira-bostas da mídia e seus vira-latas que comem ração que lhes é fornecida gratuitamente.

02/06/2006 – 09h09

Alemanha gastou 50% a mais que o previsto com estádios

copa 2014 glçoboRodrigo Mattos
Da Folhapress
Em São Paulo

Na construção dos estádios da Copa do Mundo, os organizadores alemães ultrapassaram os gastos previstos e estouraram prazos de obras. É o que mostra comparação entre o documento de candidatura da Alemanha para o Mundial e os dados do site do Comitê Organizador, após as reformas.

ESTÁDIOS TERÃO NÚMERO MENOR DE ASSENTOS DO QUE PREVISTO

A maioria dos estádios alemães terá menos lugares para o público na Copa do que previa a candidatura. Boa parte deles ficou maior do que o plano, mas, para o Mundial, foram reduzidos os assentos disponíveis aos torcedores.
São dez os estádios que receberão menos gente do que estava planejado. As exceções são os campos de Kaiserslautern e de Dortmund, cuja capacidade inicial foi ampliada.
Sede da final, o estádio de Berlim foi um dos que mais encolheram para o Mundial. Para a decisão, terá 10 mil lugares a menos do que o prometido.
Na candidatura, a previsão era de um estádio de 77.190 pessoas, sendo 65.268 de torcedores.
O estádio construído comporta 74.220 pessoas. Por segurança, a capacidade caiu para 66.021 na Copa. Excluídos os VIPs e a imprensa, sobraram 55.562 lugares na final.
Todos os estádios sofreram restrições similares. Considerada a capacidade total, sete deles tiveram aumento em relação à proposta inicial. Mas, com as reduções impostas para a Copa, receberão menos gente que o previsto. Três deles ficaram, efetivamente, menores. E dois estão iguais ao planejado.

copa dos oportunistasEntregue em 2000 à Fifa, a proposta alemã previa gastos de 940,6 milhões de euros (R$ 2,8 bilhões) com os 12 estádios escolhidos para o Mundial. Mas as despesas da Alemanha com essas reformas totalizaram 1,410 bilhão de euros (R$ 4,2 bilhão).
Houve acréscimo de 471,1 milhões de euros (R$ 1,4 bilhão), ou seja, 50% mais do que o previsto.
A explosão de gastos ocorreu em 10 dos 12 estádios. A maior diferença foi em Munique.
A idéia inicial era reconstruir o Estádio Olímpico, com investimento de 84,6 milhões de euros (R$ 249,3 milhões). Mas os clubes Bayern de Munique e o TSV 1860 bancaram um novo estádio, a Alianza Arena, por 280 milhões de euros (R$ 825,4 milhões).
Em Nuremberg, porém, o custo foi multiplicado por quase 20 vezes e tudo foi pago pelo Estado e prefeitura locais.
As prefeituras, os Estados e o governo federal bancaram a maior parte dos gastos da Copa, empregando 620 milhões de euros (R$ 1,8 milhão). Clubes e empresas pagaram o restante.
"Há muito mais dinheiro privado neste Mundial do que no de 1974. Naquela época, era só dinheiro publico", explicou o vice do Comitê Organizador Wolfgang Nierbach à "Folha de S.Paulo".
Além dos gastos inflados, 7 dos 12 estádios foram completados depois do prazo prometido. Sttutgart protagonizou o maior atraso. Previsto para agosto de 2001, só foi inaugurado no final de 2005.
Três ficaram prontos nas datas previstas. Hannover e Colônia anteciparam as obras.
A Alianza Arena estourou o prazo por 35 meses. "Os clubes quiseram fazer um novo estádio por conta deles", explicou Stephan Eiermann, assessor do Comitê Organizador. Foi um dos cinco estádios novos.
Ainda há novas praças em Gesenkirchen, Hamburgo, Frankfurt e Leipzig. Em outras sete sedes, houve reformas.

24/03/2014

De onde vem o ataque à Petrobrás!

imprensa e ditaduraSe eles vigiam empresa na China, porque não vigiariam uma concorrente em Pasadena?! Parece óbvio, e é. A partir de dados coletados em Pasadena que, relacionados com projetos políticos contrários à empresa no Brasil, a NSA/CIA consegue casar o boato fundado e meias verdades. A versão vencedora depende da capacidade em se desmontar o quebra-cabeça. Na equação Brasil x EUA fica fácil. Os EUA encontram mais facilmente vira-latas em território brazuca do que chineses dispostos a colaborarem com os EUA em prejuízo à China. Nossos vira-bostas são insuperáveis na arte do sabujismo. Ninguém mais ao redor do mundo faz o papel de capacho do que colonistas e âncoras dos grupos mafiomidiáticos tupiniquins. Não é mero acaso que a simples menção à eventual prejuízo ourice os vendilhões da pátria para a privatização.

Como mostra charge do Santiago a respeito do papel da imprensa na implantação da ditadura no Brasil, nada hoje é mais permeável ao interesses das grandes corporações norte-americanas (e isso é sinônimo de interesse ianque) do que as cinco irmãs (RBS, Folha, Globo, Veja & Estadão).

EUA vigiam empresa da China, diz ‘NY Times’

Objetivo seria invadir aparelhos fabricados

DE SÃO PAULO

A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) teve acesso aos servidores da Huawei, uma das maiores empresas de tecnologia da China, informou anteontem o jornal americano "The New York Times".

Com base em documentos obtidos pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden, o jornal diz que a NSA conseguiu obter informações sobre as operações e as comunicações dos diretores da empresa.

A operação, chamada Shotgiant, teria como objetivo localizar vínculos entre a empresa e o Exército Popular de Libertação, entidade acusada pelos americanos de invadir sistemas do governo e de empresas nos EUA a pedido do regime chinês.

A publicação, no entanto, afirma que o plano também era explorar a tecnologia da empresa para poder controlar as comunicações de aparelhos, como celulares e tablets, exportados para outros países.

Para a NSA, alguns suspeitos de terrorismo espionados utilizam aparelhos da companhia. Nos últimos anos, os EUA limitaram a expansão da Huawei no país por vê-la como uma ameaça à segurança nacional.

Segundo relatório do Congresso americano, os aparelhos da empresa são considerados porta de entrada para a espionagem chinesa. O documento recomendou também que os produtos não fossem usados pelo governo e por empresas americanas, o que gerou atrito com Pequim.

22/02/2014

Porque Lula é nosso rei!

Filed under: Ódio de Classe,Lula Seja Louvado — Gilmar Crestani @ 8:38 am
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Por que não fala a respeito das viúvas dos golpistas militares, ou das viúvas do Collor & Globo, e até mesmo das viúvas de FHC & Neoliberalismo?  Não, o esporte predileto dos que não têm o que apresentar é tentar desconstruir quem d. Judith Brito elegeu como inimigo, Lula!

FERNANDO RODRIGUES

Viúvas do Lula

BRASÍLIA – A eleição presidencial deste ano tem um clima diferente de todas as outras pós-ditadura militar. Em 1989, houve uma profusão de candidatos numa disputa "solteira" (governadores, deputados e senadores foram escolhidos em 1990). Venceu um "outsider", Fernando Collor de Mello. O Brasil viu algo raro e único.

Em 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010 instalou-se a dicotomia PSDB-PT. Agora, há um clima estranho. A candidatura favorita de Dilma Rousseff é a que mais recebe críticas dos seus próprios aliados.

Em 1994 e 1998 houve dúvidas sobre Fernando Henrique Cardoso. Mas o establishment sabia que o tucano era o nome viável. Poucas vozes relevantes falavam em uma troca de candidato.

Em 2002 e 2006, Luiz Inácio Lula da Silva foi unanimidade dentro do PT. Nunca um petista tinha chegado ao governo federal. Na reeleição, temia-se o efeito deletério do mensalão. Ainda assim, era visível a coesão das forças por trás do projeto lulista.

Na virada de 2009 para 2010, Dilma Rousseff estava longe de ser um nome consensual. Os mais de 80% de aprovação de Lula dissiparam as dúvidas. Em fevereiro do ano eleitoral, a desconhecida candidata petista já tinha 31% das intenções de voto.

Agora, é impossível conversar com gente do PT ou do PMDB sem ouvir uma menção recorrente à volta de Lula. Reclamam dos "defeitos" de Dilma e falam do desânimo em apoiar a reeleição da petista. Com empresários e banqueiros a ladainha se repete.

No final dos anos 70, fãs do Santos eram chamados de "viúvas do Pelé" pelas demais torcidas. Os santistas viviam falando com saudosismo do maior ídolo do time. A chorumela agora sobre Lula é igual.

Só que há uma diferença clara entre Lula e Pelé. O craque do futebol se aposentou para valer. Já o petista não para de dar sinais de que disputará uma eleição algum dia.

fernando.rodrigues@grupofolha.com.br

01/01/2014

Um país quebrado pelo turismo de quinquilharia

Filed under: Complexo de Vira-Lata,Consumismo,Fracassomaníacos,IOF — Gilmar Crestani @ 9:20 am
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bacaninha_brasil_descobrimentoQuando o Brasil foi descoberto, os portugueses ofereciam espelhinhos e levavam nossas riquezas. Hoje, o complexo de vira-latas vendido pelos grupos mafiomidiáticos e facilmente assimilado pelo consumismo desenfreado, fez com que o brasileiro fosse em busca de espelhinhos em Miami. Espelhinhos, diga-se, feitos na China. E voltam cavalgando embalagens lotando aeroportos com  produtos tão inúteis quanto desnecessários. Se pelo menos tivessem sido comprados internamente, movimentaria a economia local. Não. Como todo teleguiado, acham que o produto made in USA é melhor, sem saber que ambos são feitos na China.

Um dia teria que chegar este dia chegou. O aumento do IOF tem a ver com isso.

E como explicar aos vira-bostas que propagam o apocalipse. Os grupos mafiomidiáticos vivem dizendo que o país está quebrado, que a economia vai mal, e que o abismo é logo ali. E aí aparece e sempre e todos os dias os desmentidos dos profetas do fracasso. Pleno emprego, gastando dez vezes mais, e o Brasil está quebrado.

Que continuem nesta parolagem, e Dilma levará barbada mais uma eleição. E Lula continuará distribuindo postes iluminados pelo Brasil.

Gasto de turista brasileiro sobe 10 vezes em 10 anos

Foram US$ 23,125 bi de janeiro a novembro de 2013, alta de 1.025% sobre 2003

Valorização do real, inflação e aumento da renda no Brasil tornaram vantajosas compras no exterior

MARIANA SCHREIBERDE BRASÍLIA

No embalo da valorização do real e da elevação da renda, os gastos dos turistas brasileiros no exterior aumentaram mais de dez vezes em uma década.

De janeiro a novembro de 2013, foram US$ 23,125 bilhões, 1.025% mais que os US$ 2,055 bilhões gastos no mesmo período de 2003.

Naquele ano, a realidade era outra. O dólar mantinha-se caro, após disparar em 2002 para R$ 4, devido ao temor do mercado com a eleição de Lula. O cenário era de retração econômica e aumento do desemprego.

Com isso, as viagens ao exterior recuaram e o saldo entre gastos de brasileiros lá fora e de estrangeiros aqui ficou levemente positivo.

De lá para cá, não só o número de brasileiros rodando o mundo cresceu em ritmo bem maior que o de estrangeiros vindo ao país, mas também o gasto médio lá fora disparou.

Como os gastos de estrangeiros aqui não cresceram na mesma velocidade, 2013 deve fechar com rombo recorde de R$ 18,6 bilhões na chamada conta turismo, prevê o Banco Central.

O economista da PUC-Rio José Márcio Camargo observa que o aumento das viagens internacionais na última década refletiu, além da valorização do real e da alta dos salários, a inflação alta do país. "Ficou relativamente mais barato consumir lá fora", diz.

Com a vantagem, passou a 1,791 milhão em 2012 o número de brasileiros que foi fazer compras nos EUA, segundo o Ministério do Turismo. Eram 349 mil em 2003.

No mesmo período, o total de brasileiros viajando ao exterior cresceu 244%, para 8,1 milhões. Com isso, os EUA passaram a ser nosso principal destino turístico, ultrapassando os vizinhos Argentina e Uruguai.

O presidente da Embratur, Flávio Dino, diz que o mais comum no mundo é o turismo de fronteira, mas o Brasil é pouco integrado aos seus vizinhos. Há poucas ofertas de voos e não há ligações por ferrovias, exemplifica.

Além disso, o principal centro turístico do país, o Rio, era mundialmente famoso pela violência.

Apesar do temor de novas manifestações, Dino acredita que a Copa será positiva. "O espírito de festa vai prevalecer, como na Copa das Confederações. Nossas pesquisas mostraram que mais de 90% dos estrangeiros disseram que voltariam ao país."

O crescente deficit entre gastos de turistas estrangeiros aqui e brasileiros lá fora é um dos fatores que explicam o aumento do saldo negativo nas contas externas brasileiras, que deve fechar o ano com deficit recorde de US$ 79 bilhões.

Para tentar conter esses gastos, o governo aumentou no dia 18 o imposto sobre cheques de viagem, cartões pré-pagos e saques no exterior com cartões de débito.

Tire suas dúvidas sobre o novo IOF

folha.com/no1391133

27/11/2013

El País cura o complexo de vira-lata da velha mídia

Filed under: ANJ,Complexo de Vira-Lata,El País,Grupos Mafiomidiáticos — Gilmar Crestani @ 8:28 am
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Todo vez que a esquerda luta pela valorização do país, das empresas nacionais, dos produtos made in Brasil, os vira-latas arregimentam seu batalhão de vira-bostas e desenterram frases de efeitos. Atribuída ao um certo Samuel Johnson, inglês, como sendo um refúgio do canalha, o patriotismo teve a contribuição brasileira de Nelson Rodrigues e imortalizada pelo apêndice de Millôr Fernandes. A frase considerada original é “o nacionalismo é o último refúgio do canalha”, mas Millôr a nacionalizou: “No Brasil, é o primeiro”.

É desta forma que a velha imprensa trata toda iniciativa de defesa dos interesses nacionais brasileiros. Eis que de repente, não mais que de repente, os grupos mafiomidiáticos se revelam intransigentes nacionalistas. O jornal El País já deu sua primeira contribuição. Está curando o complexo de vira-latas. Agora só falta “currar” nos grupos mafiomidiáticos.

Associação pode ir à Justiça contra ‘El País’

DE SÃO PAULO, FOLHA

A ANJ (Associação Nacional de Jornais) estuda ir à Justiça contra o jornal espanhol "El País" por supostamente ferir os princípios constitucionais que impõem limite de 30% à participação estrangeira em empresas de comunicação no país.

Ontem, o grupo espanhol lançou o site do jornal em português.

"Vamos manter uma agência de notícias traduzindo reportagens de outros países, mas também produzindo conteúdo próprio", disse Juan Luis Cebrián, presidente da Prisa, controladora do diário.

Na Junta Comercial de São Paulo, "El País" aparece como dono da filial brasileira com 99% do capital. A Prisa tem 1%.

"A ANJ entende que há um claro desrespeito às normas constitucionais", disse Ricardo Pedreira, diretor-executivo da associação. "Eles também vão disputar a publicidade, sinal de que atuam como veículo de comunicação no país. Estamos examinando."

A ANJ já tinha enviado mensagem eletrônica para Cebrián, cobrando esclarecimentos, mas não obteve resposta.

À Folha o executivo espanhol disse que os pareceres jurídicos de que dispõe não indicam haver qualquer violação constitucional. "Somos uma agência on-line e, nesse caso, não há restrições ao capital estrangeiro."

08/09/2013

FHC trouxe a Booz Allen, braço da CIA, de onde também veio sua proteção

Filed under: Booz Allen,CIA,Edward Snowden,FHC,Instituto Millenium — Gilmar Crestani @ 9:51 am
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A Booz Allen não atuava apenas dentro do governo FHC. Trabalhava também nos a$$oCIAdos do Instituto Millenium, que vendiam e vendem a ideia de como as coisas deveriam acontecer, para melhor atender aos intere$$es de quem os finanCIAm. E, apesar de tudo ou por isso mesmo, a diplomacia brasileira foi obrigada a tirar os sapatos para entrar nos EUA.

Os patriotas que aliviam para a CIA

Por Saul Leblon, no sítio Carta Maior:
O governo brasileiro deve um pronunciamento à Nação sobre as violações cometidas pelo serviço de espionagem dos EUA contra o país.
Não há motivo para subtrair à sociedade aquilo que já está em mãos indevidas, fervilha nos bastidores e é intuído do noticiário.

A CIA recolheu ilegalmente e compartilhou, para uso comercialmente desfrutável, dados reservados e informações estratégicas, estas sobretudo de natureza econômica, configurando-se um ato evidente de transgressão de soberania.
Ademais de roubo, puro e simples de segredos comerciais.
A afanosa invasão, como outras mundo afora –ou não havia interesse no petróleo iraquiano?– faz-se acompanhar do inexcedível traço imperial.
Sempre em nome da luta contra o terrorismo, não se poupou, sequer, o circuito de informação no âmbito da Presidência da República brasileira.
Violou-se correspondência eletrônica reservada da Presidente Dilma.
Aparelhos celulares de seu uso exclusivo foram grampeados; mensagens capturadas. Quem garante que os de acesso particular não sofreram idêntico tratamento?
Não há limites.
Tudo feito com a complacência ou a parceria pura e simples de residentes. Empresas, inclusive.
Carta Maior já havia demonstrado, em reportagens exclusivas e exaustivas, em julho último, o intercurso entre espionagem e corporações norte-americanas no Brasil.
No caso, o protagonista era uma das maiores corporações de consultoria do mundo.
Contratada no governo FHC para ‘pensar’ planos estratégicos, a Booz Allen, na qual trabalhava o ex-agente da CIA, Edward Snowden, operou no Brasil pelo menos até 2002.
De um lado, como guarda-chuva de uma base de espionagem da CIA no país.
Simultaneamente, como mentora intelectual de uma série de estudos e pareceres, contratados pelo governo do PSDB.
O objetivo era pavimentar o alinhamento carnal do mercado brasileiro com a economia dos EUA. Tracejar a free way da ALCA.
No acervo desse ‘impulso interativo’ listam-se estudos como o dos Eixos Nacionais de Integração e Desenvolvimento.
Realizados por um consórcio liderado pela Booz Allen, sugestivamente receberiam o nome fantasia, bote fantasia nisso, de "Brasiliana".
Dois eixos centrais da adesão tucana ao desenvolvimento dependente e subordinado beberam desse manancial: o "Brasil em Ação" e o "Avança Brasil”.
A versátil Booz-Allen teria, ainda, robusta influência na reforma do sistema financeiro nacional.
A ênfase nas privatizações de bancos públicos obedecia a diretriz predominante então, de adesão incondicional à supremacia das finanças desreguladas.
O que antes era lubrificado assim, por uma identidade de propósitos e a natureza gêmea dos governos dos dois lados, hoje só se viabiliza na violação delinquente de informações que lastreiam o poder de Estado e o poderio econômico da Nação.
Um foco prioritário do grampo é o pré-sal. As petroleiras internacionais querem saber se a regulação soberana das maiores reservas descobertas no planeta, no século XXI, tem lastro político e financeiro para se sustentar.
Ou por outra, se os índices de nacionalização que guarnecem o impulso industrializante embutido na regulação do pré-sal vieram para ficar.
Interessa, naturalmente, o calendário da exploração, o fôlego da Petrobrás para assumir a condição de parceiro cativo em qualquer poço, ademais das avaliações sigilosas das novas descobertas em curso.
Enfim, tudo o que possa ser útil à apropriação da maior faia possível de uma riqueza estimada, por enquanto, em até 60 bilhões de barris.
Leia-se esse número seguido da informação de que a matriz energética do planeta ainda depende 57% do petróleo.
O resultado explica a gula que ordenou as violações, o despudor das escutas palacianas e a ousadia das decodificações perpetradas pela espionagem gringa.
Embora revelados originalmente pela TV Globo, de conhecidas tradições, avulta desse episódio a reação lhana e a cordura no trato que o assunto mereceu da parte de colunistas da indignação seletiva.
A exemplo deles, nenhum editorial, salvo engano, tampouco manchetes garrafais foram hasteadas no alvorecer nacional, com as cores da indignação patriótica.
Animadoras de programa de culinária não trocaram o colar de tomate pela túnica verde amarela para protestar contra Obama.
Uma sigla dotada de forte simbologia antipopular como a CIA foi poupada na identificação do braço operante da espionagem contra o país.
Em plena Semana da Pátria, a americanofilia do jornalismo embarcado aliviou para a CIA.
Não se diga que se trata de um traço constitutivo de serenidade editorial.
Recorde-se, por exemplo, a reação beligerante da emissão conservadora em maio de 2006, quando a Bolívia decidiu nacionalizar a exploração dos negócios de petróleo e gás no país.
O presidente Evo Morales ordenaria a ocupação pelo Exército dos campos de produção das empresas estrangeiras no país, entre elas a brasileira Petrobras.
Colunistas de brios nacionalistas até então desconhecidos, desembainharam seu amor pela estatal criada por Getúlio.
E cobraram do então governo Lula uma intervenção enérgica contra o atrevimento boliviano.
Respingava da ira espumante o desejo incontido de uma invasão reparadora.
Idêntico brado varonil ecoa com regularidade, sempre que se trata de cobrar do governo ‘petista’ uma respostas às medidas protecionistas adotadas pela Casa Rosada, para preservar o que restou da manufatura argentina depois de Menem & Cavallo.
Nem é preciso regredir tanto no calendário.
Tome-se o paradoxo dos dias que correm, protagonizado por jalecos corporativos, americanófilos golberianos e colunistas de baixa densidade intelectual, mas enorme disposição servil.
Formou esse pelotão uma verdadeira trincheira de animosidade ‘patriótica’ contra a ‘invasão negreira’, assim denominado o desembarque dos doutores cubanos engajados no programa ‘Mais Médicos’.
Pendores nacionalistas desconhecidos até então emergiram à flor da pele.
A aguerrida defesa da extensão dos direitos trabalhistas aos visitantes ecoava das mesmas gargantas, ásperas, de tanto requerer a extinção desse usufruto ao assalariado nacional.
A ausência do mesmo arrojo patriótico, quando o assunto é o estupro de sigilos nacionais por uma potencia de conhecidas tradições no ramo da sabotagem e derrubada de governos, soaria apenas desconcertante.
Não fosse também oportuno para discernir no interior do nacionalismo etéreo que reveste o 7 de Setembro, aquilo que, de fato, é o interesse do povo brasileiro, daquilo que se comete em seu nome.

Altamiro Borges: Os patriotas que aliviam para a CIA

03/09/2013

Planalto quer fechar Globo e Veja e prender William Waack?

Filed under: Arapongagem made in USA,Bandidagem,Isto é EUA! — Gilmar Crestani @ 9:04 am
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Planalto quer fechar empresa que ajuda espião

‘Pode ser banco, empresa de telefonia’, diz ministro das Comunicações sobre alcance da futura medida

02 de setembro de 2013 | 22h 54

Lu Aiko Otta – O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – Dilma Rousseff quer incluir na legislação brasileira um dispositivo que permita suspender a operação de empresas que cooperarem com esquemas de espionagem internacionais. A presidente também encomendou o fortalecimento da rede interna de comunicação do governo, pois ainda hoje muitos de seus auxiliares usam serviços vulneráveis como o Gmail.

Veja também:
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link Líder do governo no Senado defende CPI da Espionagem

As duas medidas foram discutidas ontem na reunião de Dilma com os ministros diretamente envolvidos no caso das suspeitas de espionagem dos EUA. "Pode ser banco, empresa de telefonia", disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sobre a suspensão de operações de empresas. "Se cooperarem com esses esquemas, terão a licença de operação aqui no Brasil cancelada", disse ao Estado.

O dispositivo deverá ser incluído no marco civil da internet, em discussão no Congresso, ou no projeto de lei de segurança de dados pessoais, que está em elaboração pelo governo. Dilma pediu a Bernardo e ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para rever os textos e incluir modificações.

Além da possibilidade de punição às empresas, ela quer obrigar sites estrangeiros, como o Facebook e outros, a armazenarem dados de brasileiros no Brasil. Hoje, eles ficam guardados nos EUA. Isso deverá constar do novo marco da internet.

A denúncia que as comunicações de Dilma e seus principais assessores estariam sendo monitoradas levou a presidente a pedir o fortalecimento da rede de comunicação do governo.

"Vamos ter de construir uma intranet em áreas sensíveis", disse Bernardo. Além da Presidência, ele citou os ministérios da Defesa, Relações Exteriores e Advocacia-Geral da União.

Hoje, os e-mails de Dilma são criptografados, assim como seus telefones. Porém, não é raro que ela utilize aparelhos não criptografados para se comunicar com os seus ministros.

Na equipe de governo, nem toda troca de correspondência se dá de forma segura. "Tem gente que manda e-mail pelo Gmail, com cópia para o Obama", disse Bernardo. A ideia é estabelecer protocolos mais seguros.

Aplicativos. Dilma pediu também uma análise dos aplicativos mais utilizados no País. Há suspeitas de que aplicativos possam ser utilizados para acessar outros dados do usuário.

O governo quer, ainda, oferecer um e-mail criptografado gratuito para brasileiros. O projeto está em estudos pelos Correios e deverá ser lançado no ano que vem. O aporte de recursos públicos, se houver, será pequeno.

13/07/2013

Terrorismo de Estado made in USA

Filed under: Edward Snowden,Liberdade made in USA!,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 10:56 pm
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América Latina aguanta el pulso a EE UU en el caso del espía arrepentido

Varios líderes afrontan el reto de dar asilo a Edward Snowden. La llegada del exanalista al continente podría alterar la relación comercial con la primera potencia del mundo

Francisco Peregil Buenos Aires 13 JUL 2013 – 21:19 CET222

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Maduro, durante la Cumbre de Mercosur en Montevideo este viernes. / EFE

Y ahora, ¿qué? Estados Unidos espió a China, a sus socios europeos y a 14 países de América Latina, entre otros. Sus agencias de espionaje han rastreado miles de millones de correos y conversaciones telefónicas. En Brasil, la nación más espiada de América, circula un chiste muy gráfico en las redes sociales: “Querido Obama: espero que lo de mi relación con mi secretaria quede entre nosotros tres”. De ese atentado contra la soberanía de tantas naciones y sobre la intimidad de cientos de millones de personas nos hemos enterado gracias a Edward Snowden, el exanalista de los servicios secretos de Estados Unidos. Los presidentes de los cuatro países de Mercosur (Brasil, Argentina, Venezuela y Uruguay) firmaron el viernes un comunicado con sus “firmes repudios” y las “condenas” de costumbre al espionaje. Y, por supuesto, rechazaron todo intento de “presión, hostigamiento o criminalización” “sobre la decisión soberana de cualquier nación” para conceder el derecho de asilo.

Snowden lleva tres semanas en la zona de tránsito del aeropuerto de Moscú. Tiene a la opinión pública y a la prensa de América Latina a su favor. Y ha pedido asilo temporal en Rusia hasta que pueda viajar a Latinoamérica. Pero ahora, que levante la mano quien se atreva a sacarlo de allí para desplazarlo a cualquier lugar que no sea una cárcel de Estados Unidos.

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, la levantó muy pronto y muy indignado contra su primer socio comercial cuando comenzó la persecución de Snowden y el analista se encontraba refugiado en Hong Kong. El secretario de Comunicación, Fernando Alvarado, anunció el 27 de junio que Ecuador renunciaba de manera irrevocable al acuerdo arancelario con Estados Unidos ante un posible “chantaje” por el caso de Snowden. Y advirtió de que Ecuador no aceptaría “presiones ni amenazas de nadie” y no comerciaría con los principios ni los sometería a “intereses mercantiles por importantes que estos sean”, tal como publicó el diario El Comercio.

Respecto a la renuncia de beneficios arancelarios, el politólogo español afincado en Ecuador Decio Machado, antiguo asesor de Correa, explica: “Todos los altos funcionarios públicos y personal de embajadas y [del sector del] comercio sabían que el acuerdo no iba a ser renovado este año por EE UU. Los motivos fueron la gran presión que ejerció la petrolera Chevron a causa del contencioso que mantiene por las indemnizaciones que les solicitan los afectados por un derrame de crudo. Correa solo se anticipó a la decisión de los EE UU, tomando una posición propagandística como el gran anti-imperialista de la zona y defensor de los derechos humanos”.

El cónsul ecuatoriano en Londres, Fidel Narváez, emitió un salvoconducto para que Snowden viajase a Rusia. Pero el viernes 28 de junio el vicepresidente de Estados Unidos, Joe Biden, llamó a Correa. La conversación fue “amable y cordial”, según declaró Correa al día siguiente. Pero la marcha atrás que dio Correa en el caso Snowden resultó antológica. El 2 de julio declaró que sancionaría al cónsul por haber emitido el salvoconducto “sin autorización”.

“Nadie sabe los términos de la llamada de Biden”, señala Decio Machado. “Pero en el entorno del poder se especula con que el vicepresidente de Estados Unidos pudiera haber amenazado con la no renovación del acuerdo del Sistema Generalizado de Preferencias [SGP] que expira el 31 de este mes. Si no renovase este acuerdo, cerca del 45% de las exportaciones ecuatorianas, que son las que van con destino a Estados Unidos, se verían seriamente afectadas”.

El resto de países latinoamericanos no lo tiene más fácil que Ecuador para escapar de las presiones. La presidenta de Argentina, Cristina Fernández, declaró el martes que le corrió “frío por la espalda” cuando se enteró de que su país también estaba siendo espiado. Pero la situación difiere mucho de aquella que se produjo con el Gobierno español respecto a la expropiación de YPF a Repsol. En abril de 2012, el ministro de Industria español, José Manuel Soria, advirtió por televisión al Gobierno argentino que si había gestos de hostilidad hacia España estos traerían consecuencias. A los dos días, Fernández decretó la expropiación. Ahora, sin embargo, no le ha ofrecido a Snowden el derecho de asilo. Y eso que a EE UU solo llegan un 5% de sus exportaciones.

Brasil, cuyos intercambios comerciales con EE UU solo se ven superados con los que mantiene con China, tampoco ha ofrecido cobijo a Snowden. La presidenta, Dilma Rousseff, tiene confirmada desde mayo una visita oficial a la Casa Blanca para el próximo 23 de octubre. Así que Brasil tendrá que tragarse el sapo de haber sido el país más espiado, pero no va a poner en riesgo su relación con Estados Unidos. Los únicos países del mundo que se han ofrecido para darle asilo a Snowden son Bolivia, Nicaragua y Venezuela. Pero los tres pueden pagar un alto coste si acogen al analista. Estados Unidos es el primer socio comercial de Nicaragua, país al que compra el 49% de todo lo que exporta, según cifras difundidas por la ONU en 2010. Respecto a Bolivia, el Gobierno del presidente Evo Morales expulsó al embajador de Estados Unidos en 2001. Pero Estados Unidos es su segundo socio comercial, solo por detrás de Brasil.

Y en cuanto a Venezuela, durante los 14 años de Gobierno de Hugo Chávez, era raro el día en que Chávez no lanzaba alguna andanada contra el “imperio”. En septiembre de 2006, ante la Asamblea General de la ONU, aludió al entonces presidente George W. Bush con una frase inolvidable: “Ayer el diablo estuvo aquí. Huele a azufre todavía”. Pero eran solo palabras. Sin más fuerza que los firmes repudios y las enérgicas protestas. A la hora de la verdad, Estados Unidos siempre fue el primer socio comercial de Venezuela. De los tres millones de barriles diarios que produce Venezuela, 754.000 van hacia Estados Unidos. Este país es el único que paga a Venezuela en dinero contante y sonante nada más recibir el petróleo.

El presidente Nicolás Maduro tiene ahora la oportunidad de dar un paso en política exterior como el que nunca se atrevió a dar Chávez. Pocas veces podrá tomar una decisión que le garantice más apoyo en su país y en el continente. Pero habrá que ver hasta qué punto se encuentra preparado para asumir las consecuencias. Mientras tanto, Snowden sigue esperando en Moscú un avión que lo lleve hacia Latinoamérica.

Con información de Alejandro Rebossio y Alfredo Meza.

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04/07/2013

Comparativismo

Filed under: Comparativismo,Energúmenos — Gilmar Crestani @ 9:33 am
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O Brasil formador de opinião, com diploma de curso superior e menosprezo pelos que NÃO tem o mesmo “iluminismo formal”, adora comparar, sem contextualizar, itens de serviços brasileiros com os do chamado primeiro mundo. A partir de um dado isolado tomam a parte pelo todo. Desenterram uma unha e logo associam ao pé que o Saci-Pererê não tinha.

A primeira falácia nestas comparações facebookeanas está em desconsiderar a evolução histórica. Falam como não só estivéssemos estagnados no tempo, como até teríamos regredido. Para fundamentar, nada. Nenhum dado. Se alguém ainda acredita nisso, relinche! Dizem que tudo está ruim e citam a Suécia para comparar transportes. Tratam da saúde da Espanha sem apresentar um dado. Por que não comparam com a saúde da Espanha de hoje?

Uma questão básica, que de tão elementar dá pena do comparativista, tenta explicar a insatisfação generalizada. Estar insatisfeito não é tradução direta de que estejamos pior do que já estivemos. Quem não tinha emprego e hoje tem, não pode, por óbvio, se contentar com as latinhas cheias de arroz e feijão. Quer carne. De primeira. E pensa no acesso à educação. Quando a tem, quer de qualidade. Quando tem, não quer pagar. Busca acesso à saúde, quiçá um plano da UNIMED… 

Ter conseguido comer não supre outras carências. Um fogão novo, uma geladeira, uma tv. Se tinha tv, agora quer de Led. A melhora em relação ao passado não impõe renúncia a melhoras ainda maiores. Portanto, querer mais não  significa ter piorado. A menos, claro, que a inveja por ter conseguido menos que o invejado pode ter reduzido ainda mais a massa encefálica. Seria só inveja? Ou ódio ao que também obteve avanços? Medo que alguém melhorou e eu não? Alguém passou na UFRGS e eu, não? Inveja do vizinho que consegue no SUS tratamento para aqueles procedimentos caros, como aqueles para o câncer, que seus planos particulares não cobrem? Ou só a soma de todos os medos? Será que os energúmenos já assistiram o documentário do Michel Moore, SOS Saúde?

Não me parece que seja difícil entender que em época de pouco emprego, quem tem procura preservar o seu. Quando a bandeira do emprego desaparece, perder até pode ser uma oportunidade para arrumar algo ainda melhor, e por isso os riscos são menores.  Deve ser por isso que nas passeatas não há faixas pedindo mais emprego… Como não ver que antes se trabalhava num regime quase escravocrata, com um contingente de desempregados que destruía famílias inteiras, sem poder fazer greve porque o olho da rua era serventia do patrão. Hoje, com o pleno emprego, quem perder num encontra logo noutro lugar. Mas a gente não quer só emprego, não é mesmo?! Queremos emprego, diversão e arte. Alguns seguem a meca das propagandas e querem viajar a Miami, Cancun, Rivera…

É evidente que a gente não quer só emprego. Queremos diversão, arte, faculdade gratuita e posto de saúde a 200 metros de casa com toda infraestrutura e medicação. Um pronto socorro em cada bairro. E a SAMU em todas as esquinas. Claro, com médicos que trabalhem mais de quatro hora por dia, pois, como diz a propaganda, “não se faz saúde sem médicos”…  Diante da falta de médicos, será que a categoria, para evitar a vinda de médicos estrangeiros, estaria disposta a uma carga horária de 5 horas diárias? Cinco!

E quais são os elementos usados pelos mistificadores do comparativismo?

A Escandinávia, pela qualidade dos serviços oferecidos, sempre foi considerada exemplo. De quantas horas é a jornada de trabalho dos médicos lá? Queremos serviços da Escandinávia, mas não queremos a carga tributária da escandinávia. Lá todos pagam, aqui só paga quem não consegue sonegar. Veja a Rede Globo, campeã do moralismo rastaquera classe mérdia, sonegando 2,1 bilhões só em imposto de renda. Pior, quando devem, conseguem renegociar ou até isenção, quando não empréstimos subsidiados, como conseguiu a RBS no tempo de FHC (eis aí a razão pela qual Pedro Parente e Pérsio Arida, depois de apeados do governo federal, viraram membros da corte Sirotsky…)

Quantos hospitais poderiam ser melhor aparelhados com os impostos sonegados pela Rede Globo? São os mesmos grupos mafiomidiáticos que não contratam jornalistas, para não assinar carteira nem recolher direitos sociais, mas obrigam a se transformarem em prestadores de serviços, PJs. Pessoas jurídicas. E assim burlam o fisco e seus contratados. Que o diga o ex-repórter Carlos Dornelles. Em tempos de comparação caberia perguntar o que aconteceria se os grupos de mídia escandinavos cometessem o mesma pilantragem dos congêneres tupiniquins? O que aconteceria na Suécia se um jornal publicasse um editorial saudando a chegada da ditadura?

espanhaxbrasilDepois que a seleção Brasileira ganhou da Espanha na Copa das Confederações, os vira-latas e vira-bostas entenderam por bem comparar o nível de educação formal da Espanha com o Brasil. Então, porque não comparam o de emprego da Espanha com o do Brasil? E falando em emprego, será que alguém ainda lembra como foi que a telefônica entrou no Brasil, aqui em Porto Alegre? Quais são os modelos da Espanha para o mundo? A monarquia mais corrupta da Europa (aliás, quer algo mais anacrônico que monarquia, esta instituição medieval!?), a Zara e seu trabalho escravo. Ninguém lembra também que a Espanha ofereceu ao mundo a Inquisição e a Opus Dei. E hoje privatiza os serviços de saúde e tem a maior taxa de desemprego da Europa.

Para finalizar, estes idiotas do comparativismo rasteiro poderiam comparar o salário de um funcionário da Telefônica na Espanha e com o pago no Brasil…

01/06/2013

Grampolância made in USA

Filed under: Complexo de Vira-Lata,Isto é EUA!,Liberdade made in USA! — Gilmar Crestani @ 8:52 am
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Gilmar Mendes, o do grampo sem áudio, e seus vira-bostas do Instituto Millenium, devem estar cortando os pulsos. Acusam o governo daqui mas quem pratica é o governo deles de lá…

Mídia boicota reunião com governo americano

Encontro com o secretário de Justiça trataria de investigações que monitoraram repórteres

RAUL JUSTE LORESDE WASHINGTON

Várias organizações jornalísticas recusaram o convite do secretário de Justiça americano, Eric Holder, para discutir confidencialmente as recentes investigações do governo que monitoraram telefonemas e e-mails de repórteres.

Depois do "The New York Times" e da AP (Associated Press), também recusaram a conversa a Reuters, o The Huffington Post e as redes de TV CNN, Fox, NBC e CBS.

Holder pediu confidencialidade aos presentes, enquanto os editores manifestaram que não podem deixar de publicar diálogos sobre um tema que estão investigando.

O presidente Barack Obama deu prazo até 12 de julho para que Holder faça uma proposta de nova regulação sobre investigações do governo sobre a imprensa.

Holder se reuniu anteontem com editores do "The Washington Post", do "The Wall Street Journal" e do "Daily News", do site Politico e da revista "The New Yorker".

Holder sugeriu que pretende expandir a obrigação de que investigações só sejam autorizadas após a aprovação do alto escalão da Secretaria de Justiça. Também seria dificultada a obtenção da relação de telefonemas dados por uma organização jornalística.

22/05/2013

Mistificação de vira-lata

Filed under: Isto é EUA!,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:19 am
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Se a aproximação com os EUA fosse determinante, o México não estaria nesta merda toda. O Afeganistão se aproximou dos EUA para lutar contra a Rússia. Os EUA invadiram o Afeganistão, não a Rússia. Os EUA se aliaram ao Iraque para lutar contra o Irã. Os EUA invadiram o Iraque, não o Irã. Ninguém faz aliança com Leão impunemente. Aproximar-se aos EUA é como chocar o ovo da serpente. E quem cria cuervos…

JULIA SWEIG

Por uma aproximação Brasil-EUA

Agora ou em outubro, chega a hora de Obama apoiar Dilma por um assento no Conselho de Segurança

O vice-presidente americano, Joe Biden, fará visitas ao Brasil, à Colômbia e a Trinidad e Tobago na próxima semana.

Não pense que Biden tenha um papel meramente cerimonial: ele cuida de pautas domésticas importantes como imigração, armas e Orçamento. Essas visitas também não são para angariar patrocínio ou apoio a empreendimentos americanos no exterior.

Ao que tudo indica, o governo Obama decidiu tentar aproveitar enormes oportunidades, até agora em grande parte perdidas, nas áreas de emprego, energia e prosperidade na América Latina.

E por que agora? A reforma da imigração, que é a prioridade legislativa do presidente neste ano, alertou a Casa Branca para o potencial benefício à política externa na América Latina.

A disposição da Casa Branca e do público americano em lidar com questões domésticas tabus, como imigração, armas, energia, legalização da maconha e talvez até Cuba, abre as portas para uma potencial convergência com a América Latina e para a derrubada de frequentes barreiras ideológicas que muitas vezes esgotam a paciência e o ânimo diplomáticos.

Biden chegará ao Brasil cinco meses antes da visita de Estado da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos e dez anos após George W. Bush e Luiz Inácio Lula da Silva terem reunido seus gabinetes para discutir o potencial estratégico das duas democracias e suas economias. Desde então, houve dezenas, se não centenas, de reuniões ministeriais ou subministeriais, além de diálogos, iniciativas e intercâmbios governamentais nas áreas de defesa, negócios, ciência e educação.

Ainda assim, falta algo entre as duas potências –algo que podemos chamar de ausência de ambição.

Então deixe-me ressuscitar duas boas ideias que os vices Biden e Michel Temer e os presidentes Obama e Dilma talvez finalmente abracem.

A primeira será mais difícil para Brasília. Tanto o Brasil quanto os EUA precisam de empregos para a classe média, de crescimento econômico e de uma estratégia em relação à China. O benefício de uma cooperação econômica que vá além de investimentos e tratados de bitributação é claro: é hora de um comércio (mais) livre, sem esperar que Roberto Azevêdo e a OMC o façam.

Talvez seja politicamente incorreto pensar tão grande, mas o Brasil tem proteções sociais suficientes para se tornar mais aberto.

A segunda ideia será mais difícil para Washington. Na semana que vem ou em outubro, chegará a hora de deixar de lado as advertências verbais e inequivocamente apoiar o Brasil (assim como a Índia) para que o país consiga um assento no Conselho de Segurança da ONU.

O Brasil é um país pacifista, não nuclear, democrático e expressa o ponto de vista amplamente aceito de que respostas militares a ameaças de segurança –vide a Síria, o Irã e o Iraque– não precisam se tornar padrão universal.

As duas ideias requerem superação das crenças das respectivas classes burocráticas e políticas, mas podem abrir as portas a um potencial perene e até agora inexplorado. Quem sabe a visita de Biden construa o palco.

16/05/2013

Ministério da Saúde adverte: transparência e publicidade fazem mal a Ustras e Gentiles

Filed under: Brilhante Ustra,Transparência — Gilmar Crestani @ 8:15 am
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ROGÉRIO GENTILE, na Folha, faz a defesa do Ustra, companheiro dos seus patrões nas patranhas da ditadura. Isso, sim, é o que há de mais legítimo em capachismo. De repente, transparência e publicidade, trazer à luz o que estava escondido nos porões, virou algo ruim.

Verdades e esculachos

SÃO PAULO – A Comissão da Verdade, instalada há um ano com a finalidade de investigar e esclarecer graves violações de direitos humanos na ditadura militar, dá a impressão de que resolveu afastar-se dos seus propósitos.

Qual outra explicação haverá para o fato de ter decidido ouvir militares como o coronel Ustra, chefe do DOI-Codi de São Paulo de 1970 a 1974, período mais violento da repressão, em sessões abertas ao público?

Afinal, ninguém da comissão é ingênuo a ponto de imaginar que uma pessoa com o histórico e a importância de Ustra na ditadura estaria disposta a se imolar publicamente, revelando, diante de uma plateia lotada e de câmeras de televisão, a sua participação e a de colegas em assassinatos e torturas.

Se a intenção "é resgatar a nossa história para que isso nunca mais volte a acontecer no país", como disse a presidente Dilma Rousseff após a aprovação do comitê de investigação, conversas reservadas tendem a ser mais eficazes. Para que servem, então, as tais audiências abertas da Comissão da Verdade?

A mudança de estratégia de funcionamento do grupo, que até então havia interrogado 11 agentes da repressão em eventos fechados, ocorreu após muita pressão nos bastidores. E atende a dois desejos inconfessos de pessoas importantes do governo federal.

O primeiro objetivo seria tentar criar no país um clima que, de algum modo, pressionasse o Supremo Tribunal Federal a mudar o entendimento da Lei da Anistia (1979), permitindo a punição de militares e policiais que cometeram atos de violência contra opositores políticos.

O outro desejo por trás desse novo modo de atuação da Comissão da Verdade é bem mais fácil de alcançar: promover grandes sessões de esculachos para, de certa forma, vingar publicamente as vítimas da ditadura –a exemplo das manifestações feitas nos últimos meses na porta da casa de torturadores.

24/03/2013

Os bárbaros da CIA vem do norte

Filed under: Isto é EUA!,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:01 am
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Os EUA se infiltram de todas as formas. Sua cultura chega por todos os meios, inclusive por Drones. Agora também querem nos transformar em adeptos de seu terrorismo de estado. De que servem todas as leis anti-terroristas norte-americanas senão para resguardar o monopólio do terror? As formas de combater o terrorismo dos EUA é a grande sementeira de terrorismo. A melhor lei anti-terrorista é respeitar o diferente, aquele que não pensa igual a nós. De preferência uma lei rigorosa que impeça a propaganda terrorista norte-americana. Em todas as ditaduras os EUA estão metidos, quando o ditador não ajuda, é descartado, com assassinato. Foi assim com Bin Laden, a quem os EUA se aliou para combater os russos. Com Saddam Hussein, para combater o Irã. E com Kadafi, para conseguir petróleo barato. Todos aliados num momento, assassinados, noutro. Esta é a face explícita da luta anti-terrorista norte-americana. A implícita fica a cargo da CIA e seus financiamentos a colonistas e vira-bostas pelo mundo a fora, inclusive aos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Sem contar nas infiltrações em movimentos desestabilizadores. O documentário Inimigo do meu inimigo dá bem a dimensão disto. Os EUA inventaram armas de destruição em massa no Iraque para justificar a invasão e queimar o arquivo vivo chamado Saddam Hussein. Isso, sim, é terrorismo de estado.

Só um Vira-lata como Mário Chimanovitch faz de conta que desconhece estes fatos.

À espera dos bárbaros

País permanece sem estratégia antiterror

MÁRIO CHIMANOVITCH

RESUMO Palco de importantes eventos internacionais nos próximos anos, o Brasil ainda não possui legislação de combate ao terrorismo. Entre a vulnerabilidade e o risco de criminalizar movimentos sociais, governo e Congresso permanecem inertes, sem priorizar tramitação de projetos e cooperação internacional.

Prestes a sediar importantes eventos internacionais, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, o Brasil ainda não tem um projeto de lei que defina o combate ao terrorismo. Especialistas ouvidos sobre a questão, que pedem para não ser identificados, alertam que o Brasil, muito embora mantenha neutralidade em conflitos internacionais – sobretudo no Oriente Médio -, nem por isso pode se considerar imune a atentados terroristas que tenham como alvo não o Brasil propriamente, mas qualquer uma das delegações que aqui se fizerem representar.

Setores de Inteligência e Segurança do governo e das Forças Armadas manifestam preocupação com a falta de tempo para a elaboração da legislação. Há hoje seis projetos tratando do tema em análise na Câmara dos Deputados. O mais antigo é de 1991, e o mais recente foi apresentado em 2012.

Na prática, nada tipifica hoje o terrorismo no nosso Código Penal. O único instrumento legal disponível é herança do regime militar: a Lei de Segurança Nacional (LSN), que por pouco não foi aplicada pelo Ministério Público Federal para denunciar o MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra) por invadir e depredar a Câmara em 6 de junho de 2006.

O assunto, apesar da urgência, não é livre de controvérsias, mas é pleno de evasivas e reticências. Abertamente, ninguém no governo federal fala sobre o tema. Nos bastidores, os especialistas relembram que a Argentina vivia situação similar na década de 90, quando foi alvo de dois atentados a bomba que atingiram a embaixada de Israel em Buenos Aires e a AMIA (Associação Mutual Israelita Argentina), provocando mais de uma centena de mortos.

O projeto de lei mais recente (PL 4674/12) é de autoria do deputado Walter Feldman (PSDB-SP). Define como terrorismo crimes que lesem ou exponham perigos à vida, à integridade física, à liberdade de locomoção ou ao patrimônio das pessoas. Atentados contra aviões, embarcações, plataformas em alto-mar e materiais nucleares também serão considerados atos de terror, assim como seu financiamento e preparação.

"Infelizmente, o instrumento mais avançado de que dispomos ainda é a LSN. Mas as questões político-ideológicas complicaram o debate da questão", diz Feldman. "Hoje vivemos sob um estado democrático, e nada mais justo do que nos livrarmos desse entulho autoritário e elaborarmos um instrumento que assegure a segurança e a tranquilidade de que a Nação necessitará, notadamente como hospedeira de grandes eventos internacionais". Ele recorda que a ONU tem recomendado aos estados-membros que adotem legislações específicas sobre o tema.

Ex-vice-presidente da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado na Câmara Federal, o ex-deputado Raul Jungmann (PPS-PE), insiste em que o Brasil precisa debater o tema, mas admite que a definição do que é terrorismo é por si complexa e pode resvalar para a criminalização de movimentos sociais. Nas palavras de Jungmann, "jamais se poderiam confundir protestos, ainda que por meios equivocados, com atos de terrorismo".

Esse é o nó górdio que paralisa os governos petistas na discussão do assunto: o temor do possível enquadramento de movimentos como o MST, historicamente ligado ao PT. "Uma nova legislação, minimamente eficaz, fatalmente enquadraria como crime de terrorismo a invasão e depredação do Congresso ou a destruição de laboratórios e plantações da Monsanto em Goiás, em 2003", avalia um especialista da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), em Brasília, que pediu para não ser identificado. Ele enfatiza que "esse é um vespeiro que nem o ex-presidente Lula nem a presidente Dilma Rousseff se atreveram a cutucar".

Prova da refração oficial ao assunto é o tratamento do anteprojeto de lei que tipifica o crime de terrorismo e o seu financiamento, elaborado sob a égide da SAEI (Secretaria de Acompanhamento e Estudos Institucionais) do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República.

O projeto, de 2006, foi elaborado por determinação da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDEN), através da constituição de um grupo de trabalho integrado por "notáveis" ligados às áreas de inteligência e segurança. O documento, considerado bastante avançado por especialistas, seguiu para análise do Ministério da Justiça para análise e ali permanece até hoje. Nunca chegou ao Congresso.

COOPERAÇÃO O governo brasileiro também tem se mostrado avesso a uma cooperação internacional mais íntima na prevenção do terrorismo. Segundo o jornalista Reinaldo Galhardo, autor do livro "Fundamentalismo Islâmico e seus Efeitos Globais: O Brasil na Rota do Terror" [AllPrint, 2012], em 2008 o governo norte-americano propôs ao Planalto a montagem de uma agência especial antiterror:

"Haveria escritórios em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, e o Brasil receberia tecnologia de ponta e recursos financeiros", revela Galhardo. "Seria instalado um moderno centro de operações e inteligência capaz de monitorar qualquer elemento suspeito de atividade ou ligação com terrorismo que desembarcasse no país."

Segundo Galhardo, o assunto "não prosperou". Ele enfatiza que, na prática, o que acontece é as instituições manterem rígidas visões não-cooperativas sobre o assunto:

"O que há são ações de cunho individual por parte de instituições cujas forças deveriam estar unidas por um objetivo comum", afirma o pesquisador, lembrando que o então comandante geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Roberto Antônio Diniz, admitiu em entrevista que a PM paulista tem estreitado seus contatos com o Departamento de Defesa dos EUA.

Galhardo obteve ainda a informação de que, em 2008, oficiais da PM paulista fizeram um curso de treinamento de táticas antiterror: "Treinamento e operações foram realizadas nas florestas de El Salvador, envolvendo monitoramento in loco das Farc (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas) na própria selva da Colômbia", afirma Galhardo. Para ele, a experiência, patrocinada pelos norte-americanos, demonstra a preocupação de que as Farc sirvam de braço de apoio ao ingresso de terroristas estrangeiros no Brasil através de nossas extensas fronteiras.

O capitão de mar-e-guerra José Alberto Cunha Couto, que por 13 anos chefiou a SAEI, pondera que o Brasil, com seus 190 milhões de habitantes, praticamente 80% de urbanização e expressivas colônias de imigrantes implantadas há décadas, não poderia deixar de evidenciar vulnerabilidades:

"Existem aqui centenas de alvos para ataques terroristas. Os mais evidentes seriam de três tipos: atentados de grande visibilidade política a embaixadas, autoridades estrangeiras, figuras ou instituições; atentados capazes de criar sérias dificuldades econômicas, como destruição de linhas de transmissão de Itaipu, bombas em vias importantes, refinarias de petróleo, aeroportos etc.", afirma. "Atentados com potencial de ferir ou matar significativo número de pessoas, colocação de venenos em represas, adulteração de remédios e ataques para gerar pânico em concentrações humanas, como estádios e áreas de jogos", conclui.

Essas preocupações são corroboradas por estudiosos estrangeiros como o professor Gabriel Weimann, especialista em terrorismo da Universidade de Haifa, em Israel. Ele assevera que é muito possível que o Brasil venha a se tornar um alvo preferencial do terrorismo "devido a sua posição econômica privilegiada, ao fato de que irá sediar grandes eventos esportivos e à sua grave exclusão social".

"O Brasil tem populações frustradas e infelizes, que se sentem alienadas. Essa situação configura um território explorável pelas organizações terroristas que recrutam pessoas com esse perfil", adverte Weimann, alertando para a nova fase em que se encontra a Al Qaeda, após a morte de Osama bin Laden. Seu substituto, Ayman al Zawahiri, segundo ele, é mais sofisticado do que seu antecessor. "A Al Qaeda precisa demonstrar que ainda é capaz de atuar e ser mais perigosa. "A Primavera Árabe e o vácuo político criado pelos acontecimentos que gerou podem ser o cenário ideal para o seu ressurgimento", conclui.

27/06/2011

Vira-bosta

Filed under: Isto é PSDB!,Rede Globo — Gilmar Crestani @ 10:24 pm
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Quem foi o chupim que pôs ovo no ninho do tico-tico?

Ramiro Barcelos, quando escreveu Antônio Chimango, não só criticava o castilhismo de Borges de Medeiros  mas, principalmente, profetizava o que viria a ser o presidente da Globo:

FHC:

Vira-bosta é preguiçoso,
Mas velhaco passarinho;
Pra não fazer o seu ninho
Se apossa do ninho alheio;
Este há de, segundo creio,
Seguir o mesmo caminho.

Roberto Marinho:

Um dia chamou FHC
E disse: “Escuta rapaz,
Vai ser meu capataz;
Mas, tem uma condição:
As rédeas na minha mão,
Governando por detrás.

 

Quem será o pai? Quem será o palhaço? Itamar? ACM? Roberto Marinho? Frias? Mesquita? Civita? Sirotsky?

Está no DNA. O Plano Cruzado era de Itamar Franco. FHC usou como seu. O filho era de Miriam Dutra, FHC adonou-se. A Teoria da Dependência ele tomou do chileno Enzo Falleto.

A assinatura nas notas de reais foram contrabandeadas. Ele escreveu e pediu que esquecessem o que escreveu.

Agora que o velho está mal bem que FHC poderia começar a devolver o que pegou de Itamar. Se não pelo resto, poderia reconhecê-lo como pai…. do Plano Real, já que o pai de Thomas Dutra virou novela da Globo…

A outra suspeita é que a Globo tenha obrigado a jornalista a se exilar para melhor chantagear o governo. Chantagear o governo não é mesmo que FHC. O prof. Cardoso era um subalterno convicto. Era de sua natureza política o entendimento de que a dependência era sua independência. Tá cheirando à cumplicidade de alcoviteira.

Então, quem pariu Thomas que o embale!

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