Ficha Corrida

28/06/2014

13 cacetadas na cabeça dos vira-latas

Filed under: Complexo de Vira-Lata,Copa 2014,Fracassomaníacos,Urubus — Gilmar Crestani @ 10:09 am
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As 13 previsões mais catastróficas, e furadas, sobre a Copa no Brasil

É hora de relembrar, com algumas boas gargalhadas, as previsões mais pessimistas e catastróficas feitas por cartomantes de plantão que previram o caos.


Najla Passos

Arquivo

A Copa do Mundo não resolveu e não irá resolver todos os problemas do país. Aliás, nem é esta a função de um evento esportivo privado. Mas que o mundial atrai turismo e investimentos externos, não há mais dúvidas. Como também não há nenhuma de que ele mexe com autoestima de um país incentivado durante séculos a cultivar um inapropriado “complexo de vira-latas”!
Por isso, agora que o sucesso do evento já é reconhecido em todo o mundo, que o país já provou que pode ser organizar uma bela copa e que os turistas e os investimentos estrangeiros continuam chegando, é hora de dar boas gargalhadas com previsões mais pessimistas  feitas pelas cartomantes de plantão que tanto torceram contra a realização do mundial.
Das adivinhações às avessas do mago Paulo Coelho à mudança de planos da cineasta que fez sucesso afirmando que não viria ao Brasil, dos prejuízos contabilizados pelo tucanato ao delírio do protesto do chuveiro no “modo quentão”, do mau-humor da imprensa estrangeira à campanha permanente da Veja, confira as 13 previsões mais catastróficas – e furadas – sobre a Copa do Mundo no Brasil!

1 – O mago Paulo Coelho: “A barra vai pesar na Copa do Mundo”
Em entrevista à revista Época, publicada em 5/4/2014, o mago, guru e escritor Paulo Coelho, que mora na Suíça, disse que não viria ao Brasil assistir aos jogos da Copa do Mundo nos estádios, apesar de ter sido presenteado com os ingressos pela FIFA. “A barra vai pesar na Copa. A Copa será um foco de manifestações justas por um Brasil melhor. Os protestos vão explodir durante os jogos porque vai haver mais gente fora do que dentro dos estádios”, afirmou.
O Mago, que “previra” que o Brasil ia ganhar a Copa das Confederações, evita arriscar o resultado para o mundial. E apresenta certezas já desconstruídas pela realidade, como a de que o Brasil deveria disputar a final com a Espanha, eliminada na 1ª fase: “Agora não sei. Certamente o Brasil irá à final com a Alemanha ou a Espanha, duas seleções fortíssimas nesta Copa. A Argentina não. A Suíça vai surpreender. Eu ousaria dizer que a Suíça vai para as quartas. No futebol, você tem que ser otimista, não tem outra escolha. O Brasil tem chances de não ganhar”.

2 – Arnaldo Jabor: “A Copa vai revelar ao mundo a nossa incompetência”
No dia 6/6/2014, às vésperas da abertura da Copa, o cineasta Arnaldo Jabour, em comentário para a Rádio CBN, ainda insistia no pessimismo em relação à Copa, com o objetivo claro de influir no processo eleitoral de outubro. “Nós estamos jogando fora a imensa sorte que temos, por causa de dogmas vergonhosos que não existem mais. Estamos antes do Muro de Berlim e a Copa do Mundo vai revelar ao mundo a nossa incompetência”, afirmou.

3 – Veja: “Por critérios matemáticos, os estádios da Copa não ficarão prontos a tempo”
Em 25/5/2011, a Veja previu o fracasso da Copa do Mundo no Brasil. E com a ajuda da matemática, uma ciência que se diz exata desde tempos imemoriais. Na capa, a data da logo do mundial era substituída por 2038. O intertítulo explicava: “Por critérios matemáticos, os estádios da Copa não ficarão prontos a tempo”.
De lá para cá, foram muitas outras matérias, reportagens e artigos anunciando o fracasso do mundial. E mesmo com o início dos jogos, com estádios prontos e infraestrutura à altura do desafio, a revista estampou, na edição desta semana, uma nova catástrofe iminente: “Só alegria até agora – Um festival de gols no gramado, menos pessimismo nas pesquisas, mais consumo, visitantes em festa e o melhor é aproveitar, pois legado duradouro, esqueça”.
Melhor mesmo é torcer para que, quem sabe até 2038, a Veja aprenda a fazer jornalismo!

4 – Cineasta brasileira radicada nos EUA: “Não, eu não vou para a Copa do Mundo”
Em junho de 2013, a cineasta brasileira Carla Dauden, radicada em Los Angeles, nos Estados Unidos, fez sucesso na internet com o vídeo “No, I’m Not Going to the World Cup” (“Não, eu não vou para a Copa do Mundo”), que alcançou quatro milhões de curtidas. Mas antes mesmo da bola começar a rolar nos gramados brasileiros, a ativista já era vista circulando pelo país.
No Twitter, ela justificou a abrupta mudança de planos: “Não vim para ver a Copa, vim para falar dela. A Copa nunca vai ser a mesma para os brasileiros. As pessoas não vão se esquecer do que acontecerá por aqui”, diagnosticou, antes da abertura. A frase, de fato, parece fazer sentido. Mas por motivos opostos do que aqueles que a ativista advoga!

5 – Protesto do chuveiro no “modo quentão” vai causar apagão!
Até bem pouco tempo antes do início da Copa, eram muitos os setores que insistiam no risco iminente de blackout no país, da oposição à imprensa monopolista. Um grupo de internautas, porém, levou as ameaças infundadas a sério e decidiu criar uma página no Facebook destinada a acelerar o caos: usar os jogos da Copa para provocar um apagão generalizado no Brasil e, assim, boicotar a realização do evento.
A estratégia definida foi a utilização sincronizada dos chuveiros no “modo quentão”. “Chuveiros devem ser ligados na hora dos hinos nos jogos. A carga elétrica anormal derrubará a energia em bairros, cidades, regiões, estados e o país inteiro, em efeito dominó. Acompanhem os hinos por rádio, para maior garantia de sincronização”, diz a descrição do evento que conquistou pouco mais de 4,5 mil curtidas.
Dado o fracasso do evento, a página agora é utilizada para a troca de memes contra o PT, a esquerda e as pautas sociais e progressistas!

6 – Marília Ruiz: “Vai ser um vexame. Um vexame!”
No dia 26/1/2014, a TerraTV publicou um comentário da jornalista esportiva Marília Ruiz em que ela previa que, se o Brasil conseguisse realizar a Copa, já seria uma grande vitória. A antenada comentarista até admitia que os estádios ficariam prontos. Mas sem qualidade: "Se eu sentaria o meu corpinho numa cadeira recém colocada, com um parafuso a menos? Eu não sei”.
Do alto de sua experiência em cobertura de outras copas e de um etnocentrismo latente, ela também alertava que, mesmo fazendo sua Copa após a da África, o país passaria vergonha. “Eu achei que a gente ia passar vergonha, que nós, brasileiros, que o país ia passar vergonha. Aí eu pensei, é até um alento porque a Copa do Brasil vai ser depois da Copa da África: ninguém vai lembrar muito como foi na Alemanha. Muito menos as pessoas vão lembrar como foi no Japão e na Coreia. E eu posso dizer porque estive lá. É uma vergonha ao cubo!”
Confira o comentário completo e saiba quem é que está passando vergonha!

7 – Álvaro Dias: “O país ficará com mais prejuízo do que lucro”
De todas as aves de mau agouro que bravatearam contra a realização da Copa no Brasil, o tucano Álvaro Dias, senador pelo PSDB, foi uma das mais barulhentas. Previu que o governo amargaria um prejuízo de mais de R$ 10 bilhões com a realização do evento, que os turistas não apareceriam, que os aeroportos não ficariam prontos e não dariam conta do fluxo de passageiros.

“O legado da copa do mundo me parece ser um grande fracasso. O país ficará com mais prejuízo do que lucro”, disse ele em entrevista à TV Senado, publicada no Youtube em 7/8/2013. Agora que os turistas chegaram, os investimentos estrangeiros entraram e o país tá fazendo bonito em mobilidade e infraestrutura, o senador desapareceu por completo do noticiário. Não se sabe se está esperando o evento acabar para profetizar outro apocalipse ou aproveitando as férias para curtir os jogos, como fez durante a Copa das Confederações!

8 – Ex-presidente FHC: “A Copa do Mundo como símbolo de desperdício”
Em artigo publicado no norte-americano The Wold Post, em 21/1/2014, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso se referiu à Copa como símbolo do desperdício de dinheiro público. Tal como seu companheiro Álvaro Dias, perdeu a chance de ficar calado.  Segundo a Fipe, só a Copa das Confederações rendeu R$ 9,7 bilhões ao PIB brasileiro. A projeção de retorno da Copa é de R$ 30 bilhões. A Apex-Brasil, aproveitando a Copa do Mundo, trouxe ao Brasil mais de 2,3 mil empresários estrangeiros, de 104 países. A agência estima trazer US$ 6 bilhões em negócios para o Brasil.

9 – Redação Sport TV: do fracasso ao espírito de porco!
No Programa Redação Sport TV de 22/1/2014, o apresentador deu sonoras gargalhadas ao exibir a foto de um estádio da copa ainda sem gramado e fazer previsões catastróficas sobre o evento. Na edição de 26/6/2014, o tom mudou completamente: um outro apresentador mostrou como a imprensa internacional elogiava o evento e ouviu do entrevistado Ruy Castro: “A nossa imprensa foi rigorosamente espírito de porco antes do evento começar”.
Confira o vídeo com os dois momentos e os dois humores do Sport TV

10 – Governo alemão: “O Brasil é um país de alto risco”
Há seis semanas do início da Copa, o Ministério de Assuntos Exteriores da Alemanha divulgou um relatório pintando uma imagem desoladora do Brasil, descrito como um país onde as leis não são respeitadas e o turista corre o risco de ser roubado, sequestrado e se envolver em conflitos entre policiais e criminosos. O documento listava uma série de cuidados que os gringos deveriam tomar, incluindo atenção redobrada com as prostitutas, apontadas como membros e organizações criminosas, e vigilância contínua com os copos, para não serem vítimas de um “Boa noite, Cinderela”.
Pelo documento, até mesmo a seleção alemã estaria em perigo em terras tupiniquins. E não apenas dentro de campo. “Arrastões e delitos violentos não estão descartados, lamentavelmente, em nenhuma parte do Brasil. Grandes cidades como Belém, Recife, Salvador, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo oferecem altas taxas de criminalidade”, ressaltava.
O Ministério ainda não divulgou relatórios sobre o número de alemães que vieram ao Brasil e o que estão achando da experiência. Mas quem circula pelas ruas brasileiras, repletas de gringos felizes e sorridentes, já sabe!

11 – Der Spiegel:  “Justamente no país do futebol, a copa poderá ser um fracasso”
Um dos principais semanários da Europa, a revista alemã estampou, um mês antes do início da Copa, a manchete “Morte e Jogos”, destacando que, justamente no país do futebol, a Copa poderia ser um fiasco, por causa dos protestos, da violência nas ruas, dos problemas do transporte coletivo, dos aeroportos e dos estádios. Praticamente um alerta vermelho recomendando que os europeus não viessem ao Brasil.
Mas os turistas vieram e estão adorando. A imprensa estrangeira também: o jornal norte-americano The New York Times, fala em “imenso sucesso”. O francês Le Monde, em “milagre brasileiro”. O espanhol El País diz “não era pra tanto” para as previsões catastróficas.  A revista inglesa The Economist,  remenda que “as expectativas, que eram baixas, foram superadas”. A própria Der Espiegel, na edição desta semana, dá destaque para a animação da torcida e admite que os protestos em massa ainda não aconteceram.

12 – Ronaldo, o fenômeno: “Da vergonha à constatação de que a Copa é um sonho”
Na véspera do início do mundial, o ex-atacante Ronaldo se disse envergonhado com os atrasos das obras da Copa. Mas, membro do Comitê Organizador Local da FIFA que é, defendeu a entidade e culpou o governo Dilma por todos os problemas. “É uma pena. Eu me sinto envergonhado porque é o meu país, o país que eu amo. A gente não podia estar passando essa imagem”, disse à Agência Reuters o cabo eleitoral e amigo do senador Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência.
Agora, consolidado o sucesso do evento, tenta mudar o discurso. Em coletiva nesta quinta (26), procurou se justificar. "Não critiquei a organização da Copa, até porque eu faço parte dela. Disse que poderia ser muito melhor se todas as obras de mobilidade urbana tivessem sido entregues”, remendou. ”Vivíamos um clima muito tenso, com a população muito descontente. Começou a Copa, e agora estamos vivendo um sonho", concluiu.

13 –  O vira vira lobisomem de Ney Matogrosso
De passagem por Lisboa, em 11/5, Ney Matogrosso resolveu usar a Copa para criticar duramente a política brasileira na TV ATP. Só esqueceu de estudar, primeiro, os argumentos. “Se existia tanto dinheiro disponível para gastar com a Copa, por que não resolver os problemas do nosso país?”, disse ele, desconhecendo que, desde 2010, quando começaram os preparativos para a Copa, o governo já investiu R$ 850 bilhões em saúde e educação, enquanto os investimentos totais no mundial – incluindo federais, locais e privados – atingem R$ 25,6 bilhões.

Foi ácido quanto à construção dos estádios que, segundo ele, irão virar “elefantes brancos” e não serão usados para mais nada. Embolou dados, números e fatos em vários argumentos. Acabou sustentando uma visão preconceituosa sobre as classes populares. Questionado se há uma maior consciência dos pobres em exigir seus direitos, concordou: “O escândalo é tamanho que até essas pessoas param para refletir”.

As 13 previsões mais catastróficas, e furadas, sobre a Copa no Brasil – Carta Maior

31/05/2014

Bispo da Folha acusa Jesus de ter usado a multiplicação dos pães de forma eleitoreira

comunistanSegundo o Bispo, Jesus só pensava em ser Deus. Fazia milagres só para se promover. Onde já se viu, dar peixe e pão sem antes ensinar os seguidores a pescarem  e amassarem o próprio pão. Ponho reza braba que esse Bispo aí, quando morrer, vai é comer o pão que o diabo amassou…

Quando a Folha vai fazer uma boa reportagem a respeito do racionamento de água em São Paulo?!

 

Inacabada, transposição deve ter dois novos eixos

Órgão do governo diz que usará regime diferenciado de contratação

Crítico da obra no São Francisco, o bispo dom Luiz Cappio diz que possíveis novos canais são eleitoreiros

JOÃO PEDRO PITOMBODE SALVADOR

Apesar de obras da transposição ainda estarem em andamento, com orçamento quase dobrado e ao menos três anos de atraso, o governo já prepara a construção de dois novos canais que desviarão água do rio São Francisco.

Os projetos dos eixos sul e oeste deverão ser contemplados na terceira etapa do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a ser lançado em agosto deste ano.

A principal novidade será a opção pela contratação do projeto via RDC (Regime Diferenciado de Contratação), com o objetivo de "evitar erros" cometidos nos eixos leste e norte, cuja obra foi dividida em vários lotes, todos contratados pela lei de licitação.

O RDC permite que todas etapas de um mesmo empreendimento possam ser tocadas por uma única empresa.

"O governo reconhece que a estratégia adotada inicialmente [com a lei de licitações] se mostrou pouco adequada", diz Elmo Vaz, presidente da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

As deficiências contratuais e de gestão na construção dos eixos atuais fizeram o preço da obra saltar de uma estimativa inicial de R$ 4,6 bilhões para os atuais R$ 8,2 bilhões. O prazo de entrega da obra da transposição foi adiado de 2012 para 2015.

A decisão pelo RDC foi tomada no momento em que o governo tenta emplacar no Congresso mudanças na legislação para permitir o uso do modelo em todas as licitações e contratos federais, de Estados e de municípios.

Com a previsão de ter 350 km de canais, o eixo sul da transposição vai atender a Bahia e Sergipe com a perenização dos rios Vaza-Barris e Itapicuru.

Segundo a Codevasf, a água servirá para garantir o abastecimento em cidades como Senhor do Bonfim e Capim Grosso (BA), além de levar água para os perímetros irrigados existentes na região. O anteprojeto já foi licitado, e os estudos de viabilidade estão em curso.

O eixo oeste, com estudos em fase de licitação, vai abastecer o Piauí e deverá ser composto por mais de um canal.

Além da água do rio São Francisco, existe a possibilidade de retirar água do aquíferos do vale do rio Gurgéia, no sul do Piauí.

O objetivo principal é fazer a água chegar à barragem de Petrônio Portela, que fica numa das regiões mais secas e pobres do Estado nordestino.

Um dos principais críticos da transposição, o bispo da cidade de Barra (BA), dom Luiz Cappio, que chegou a fazer greve de fome em 2005 e 2007 contra os desvios no São Francisco, chama de "eleitoreira" a possibilidade de construção dos novos canais.

20/04/2014

Se correr o bicho pega, se parar o bicho come

cp20042014A Folha não dá trégua. Se as prefeituras não investirem em obras de infraestrutura, que são o “legado da copa”, é porque a Copa não deixará legado. Se investem, aumentam a dívida pública. Afinal, quem faz obras sem contrair dívidas? E obra pública não é gasto, é investimento. Nestas horas a dívida social não conta?

Agora, vá dizer isso a quem torce contra o Brasil e, por extensão, contra a COPA!? Tudo seria informação jornalística se a Folha se preocupasse em apontar mau uso, ou desvio. Não, simplesmente porque as prefeituras resolveram investirem em obras de mobilidade urbana. E aí, vem outra confirmação por vias transversas. Se as obras estão sendo financiadas pelo Governo Federal, por que as constantes acusações contra o Governo Federal. E tudo isso poderia ser simplesmente concluído apontando qual será o ganho das cidades que investiram em obras de infraestrutura. Será que as pontes, ruas, avenidas, viadutos irão embora com o término da Copa? E os demais ganhos, com vinda de turistas, gastos no comércio, hotéis e imagem das cidades? ´

Ocupar a metade superior da capa para promover a rainha do medo, a conde drácula das oposições, em oposição à manchete relativa ao crescimento da dívida com a União, convenhamos, é coisa típica de ditabranda!

E levar demais ao pé da letra as orientações de D. Judith Brito. O torcidômetro do contra, a pedido das oposições, já que esta é a única bandeira que a direita tem para as eleições, a torcida contra o Brasil, eis o último refúgio dos fracassomaníacos. Nunca o complexo de vira-lata ficou tão evidente!

Dívida pública sobe mais em cidades-sedes da Copa

As 12 capitais que receberão evento elevaram débitos em 51%, em média

Municípios investiram principalmente em projetos de transporte desengavetados com o pretexto do Mundial

FELIPE BÄCHTOLDDE PORTO ALEGRE

Às vésperas da Copa do Mundo, o torneio apresenta mais uma conta: as cidades que receberão os jogos se endividaram em ritmo bem superior ao de capitais que ficaram fora do evento.

Levantamento da Folha em dados do Banco Central aponta que, em dois anos, as dívidas das 12 sedes do Mundial com o Tesouro Nacional ou bancos públicos cresceram, em média, 51%.

Nas capitais sem Copa, no mesmo período, a taxa cresceu 20%. Dos municípios com jogos, apenas um –Salvador– conseguiu baixar sua dívida com o governo federal no período. Nas demais capitais, quatro reduziram.

No período pré-Copa, os municípios investiram, sobretudo, em projetos de transporte desengavetados com o pretexto do Mundial.

O governo federal estima os custos dessas obras em aproximadamente R$ 8 bilhões –valor equivalente ao que foi gasto na construção e na reforma dos 12 estádios.

A construção das arenas ficou majoritariamente com os governos estaduais. Já na área de mobilidade urbana, a maior parte dos gastos é financiada com recursos do governo federal.

MAIOR PROPORÇÃO

Em 11 capitais, o endividamento com a União subiu entre 3% e 256% desde o início de 2012. Em cinco das 12 cidades também houve expressiva mudança na proporção da dívida em relação à receita.

Em Fortaleza, por exemplo, o município tem hoje débito equivalente a 15% de sua receita corrente. No fim de 2011, o índice era zero.

Em Porto Alegre, a dívida zerada foi bandeira da campanha do prefeito reeleito José Fortunati (PDT).

Agora o débito caminha para alcançar 30% da receita –o próprio balanço do município atribui a alta ao "crescimento nos financiamentos visando a Copa".

CONSEQUÊNCIAS

Para o professor de administração pública José Matias-Pereira, da Universidade de Brasília, o endividamento preocupa porque as capitais terão pouca capacidade de investimento à frente.

"São muitos anos para pagar, e débitos ficam para gerações futuras. Por isso, é preciso um freio para que, no futuro, não paguem por descontrole de um ou outro gestor", afirmou Aécio Prado Júnior, vice-presidente do Conselho Federal de Contabilidade.

O caso mais emblemático é o de Curitiba, governada por Gustavo Fruet (PDT).

Com o empenho de recursos nas obras, a prefeitura contraiu outros empréstimos para bancar dívidas com fornecedores. O endividamento foi de 3,2% da receita no fim de 2011 para 9,8% hoje.

O Planalto diz que as intervenções em mobilidade urbana serão o legado do evento. A lista de obras, contudo, sofreu sucessivas alterações nos últimos anos. Projetos foram excluídos e outros continuam pendentes a menos de dois meses do evento.

DEBATE POLÍTICO

Se durante a eleição de 2012 o tema Copa foi destaque nos debates municipais, passada a onda de protestos de 2013, as prefeituras tentam evitar a vinculação dos gastos com o Mundial.

"O BRT passa a um quilômetro do [estádio] Mineirão. Não tem sentido dizer que [a obra] é por causa da Copa", disse o secretário das Finanças de Belo Horizonte, Marcelo Piancastelli.

Em Porto Alegre, durante o auge das manifestações do ano passado, o município tirou do pacote para o evento a maior parte dos projetos –a liberação de recursos atrasou e a cidade passou meses com vias interditadas devido a obras paralisadas.

Nas 12 cidades, a única que ultrapassa o limite de endividamento previsto em lei é São Paulo. A cidade hoje tem dívida equivalente a 200% da receita corrente líquida, enquanto o limite é de 120%.

A prefeitura, no entanto, não buscou financiamento federal para as obras de mobilidade urbana.

06/04/2014

A Folha está com “forte desejo de mudança”

Filed under: Datafolha,Eleições 2014,Folha de São Paulo — Gilmar Crestani @ 9:37 am
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Pessimismo da mídia com a economia e o otimismo com seus candidatos me deixam otimista

A esquizofrenia de um jornalismo panfletário conduzido por golpistas sem lastro com a realidade. A Bolsa Sobe, na Veja, na mesma proporção com que o pessimismo na Folha. Pleno emprego, bolsa subindo. Só há um motivo para tanto pessimismo no pessoal que inventou a ditabranda: está sendo em vão os esforços dos funcionários da d. Judith Brito para transformar propaganda em voto. Dilma oscila para baixo, mas os candidatos dos bancos, dos grupos mafiomidiáticos, dos que defendem os intere$$es dos EUA em prejuízo dos do povo brasileiro não sobem. Qualquer poste do Lula vence a escumalha financiada pela máfia bancária e midiática. Soma daqui, diminui dali, e os votos em Dilma continua superando a soma do RESTO!

E por aí se explica o pessimismo de aluguel…

 

Segundo o Datafolha, intenções de voto na presidente caíram de 44% para 38%, mas ela venceria no 1º turno

Apesar do forte desejo de mudança, Aécio e Campos não cresceram; Marina é a única que forçaria um 2º turno

RICARDO MENDONÇADE SÃO PAULO

Num ambiente dominado por crescente pessimismo com a economia e forte desejo de mudança, as intenções de voto na presidente Dilma Rousseff no principal cenário eleitoral caíram seis pontos desde o final de fevereiro.

Apesar disso, os principais adversários da petista, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), não cresceram.

Assim, a pesquisa Datafolha de 2 e 3 de abril mostra que Dilma seria reeleita no primeiro turno com 38% dos votos. Aécio teria 16%. Campos, 10%. Candidatos de partidos menores somam 6%.

Nos cinco cenários testados, a única candidata que forçaria um segundo turno seria a ex-senadora Marina Silva (PSB), com 27% dos votos, 4 pontos a mais que em fevereiro. Marina fica 12 pontos atrás de Dilma.

Com um desempenho melhor que o de Dilma só o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu maior cabo eleitoral. Lula, que sempre repete não ter interesse em disputar neste ano, apresenta leve tendência de queda em relação às pesquisas anteriores, mas ainda lidera todos os cenários com grande vantagem.

A deterioração das expectativas com inflação, emprego e poder de compra dos salários também ajuda a explicar a queda na aprovação do governo (confira na pág. A9).

A atual pesquisa detectou uma disparada do sentimento de frustração com as realizações da presidente Dilma. Hoje, 63% dos brasileiros dizem que ela faz pelo país menos do que eles esperavam. Há pouco mais de um ano essa taxa era de 34%.

MUDANÇA

O levantamento também identificou um alto e crescente desejo de mudança. Agora, 72% querem que as ações do próximo presidente sejam diferentes das de Dilma.

O índice é parecido com o de 2002, sob o governo Fernando Henrique Cardoso, quando o então oposicionista Lula venceu sua primeira eleição presidencial.

O problema de Aécio e Campos é que eles não são identificados como os mais preparados para a mudança.

Para 32%, Lula é o mais apto para mudar. Para 17%, Marina. Aécio, o principal líder da oposição no Senado, é citado por apenas 13%. Campos obtém 7%. Até Dilma atinge índice maior, 16%.

O cenário com Dilma, Aécio, Campos e os nanicos mostra ainda acentuadas diferenças regionais. No Nordeste, Dilma alcança 54%. Na região Sudeste, ela tem 29%. Em dois segmentos, Aécio aparece liderando a disputa, com Dilma em segundo lugar. Ocorre entre as pessoas com renda familiar acima de dez salários mínimos (34% a 20% para o tucano) e entre os eleitores que têm nível superior de escolaridade (25% a 22%).

A essa altura da competição, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos tem uma desvantagem em relação aos rivais que, do ponto de vista da propaganda, ainda pode ser vista como uma vantagem. Ele é o menos conhecido dos postulantes: 42% dizem não conhecê-lo.

Se isso faz com que suas intenções de voto sejam menores hoje, faz também com que ele seja visto no meio político como o candidato com maior potencial de crescimento. Com recursos e algum tempo de TV, tornar alguém conhecido é mais fácil do que remodelar a imagem desgastada de alguém já conhecido.

O Datafolha fez 2.637 entrevistas em 162 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa está registrada na Justiça eleitoral com o código BR 00064/2014.

16/03/2014

Folha cobra, desesperadamente, aumento da tarifa de energia elétrica

Filed under: Energia Elétrica,Folha de São Paulo,Fracassomaníacos — Gilmar Crestani @ 8:27 am
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CAPA DA FOLHA de 07/01/2013, um ano atrás! Ou a volta da praga de urubu em cavalo gordo!

cp07012013Só faltou a Folha explicar, na matéria deste domingo, porque houve e há aumento do consumo de energia elétrica e de gasolina… apesar da “escassez”…

Houve um tempo em que a Folha publicou (07/01/2013) que os reservatórios estavam vazios e faltaria energia. Não faltou, e mesmo barata, propiciando mais consumo, continua sobrando energia. Folha quer que Dilma aumenta para que haja aumento em cadeia nos produtos da cesta básica e nos produtos industrializados que usam energia elétrica para poder dizer que há inflação.

Desde que Judith Brito deu aquela declaração, o posicionamento da Folha a respeito dos governos de esquerda dispensa apresentações.

Subsídio a energia já atinge os R$ 63 bi

Dispêndio para segurar preços de eletricidade e combustíveis em ano eleitoral iguala gastos com programas sociais

Em proporção do PIB, valor cresceu 310% no governo Dilma, saindo de 0,29% em 2011 para 1,19% neste ano

RAQUEL LANDIMDE SÃO PAULO

Os gastos para evitar reajustes na conta de luz, na gasolina e no diesel às vésperas das eleições presidenciais podem chegar a R$ 63 bilhões neste ano, conforme cálculo feito pelo CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura) a pedido da Folha.

O valor disparou em proporção do PIB (Produto Interno Bruto) no governo da presidente Dilma Rousseff, saindo de 0,29% em 2011 para 1,19% neste ano.

Para especialistas, os subsídios drenam o caixa da Petrobras, derrubando os investimentos e o preço das ações da estatal, prejudicam o setor de etanol com a concorrência desleal entre álcool e gasolina e estimulam o consumo de eletricidade em época de risco de racionamento.

A Petrobras não comenta. O Ministério de Minas e Energia sustenta que o socorro ao setor elétrico é um empréstimo, já que o Tesouro será ressarcido nos próximos cinco anos.

Os desembolsos desses subsídios serão feitos, direta ou indiretamente, pela Petrobras (R$ 42 bilhões), que banca a diferença entre os preços dos combustíveis praticados no exterior e no Brasil, pelo Tesouro (R$ 13 bilhões), que vai cobrir parte do rombo das distribuidoras de energia, e pelos bancos (R$ 8 bilhões) que financiarem a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

A câmara, que pertence às empresas e atua na regulação do mercado, vai captar recursos para ajudar as distribuidoras, com o compromisso de que as tarifas de luz serão reajustadas a partir de 2015 para pagar os empréstimos.

"O rombo no setor de energia seria suficiente para dobrar os investimentos públicos, uma das grandes frustrações do país", diz Mansueto de Almeida, especialista em finanças públicas. No ano passado, o governo investiu R$ 63,2 bilhões, incluindo o Minha Casa, Minha Vida.

Os gastos para evitar o encarecimento da energia são quase iguais aos da assistência social, incluindo o Bolsa Família (R$ 62,5 bilhões), e superam os desembolsos com seguro desemprego e abono salarial (R$ 46,4 bilhões).

"Os subsídios escondem da sociedade o preço alto da energia, mas isso acaba sendo cobrado de outra forma", diz Paulo Pedrosa, presidente da Abrace (associação dos grandes consumidores).

"O governo cometeu um erro grave ao baixar os preços da eletricidade no momento em que precisou ligar todas as termelétricas", disse Adriano Pires, diretor do CBIE.

Desde 2012, quando Dilma anunciou que a tarifa de luz cairia, dois fatores pressionaram os custos para as distribuidoras. Com a falta de chuvas, foi preciso acionar as termelétricas, mais caras que as hidrelétricas. Além disso, as distribuidoras não conseguiram comprar energia suficiente nos leilões e tiveram que recorrer ao mercado livre, a preços bem maiores.

Cemig, Cesp e Copel –estatais controladas por governos de oposição que preferiram não renovar suas concessões– praticamente saíram dos leilões de longo prazo e estão vendendo sua energia no mercado livre.

No setor de combustíveis, a situação também é preocupante. As dificuldades de produção e refino da Petrobras fizeram a participação do diesel importado no consumo nacional sair de 8% em 2009 para 17% em 2013. Na gasolina, a alta foi de 0% para 9%.

    09/02/2014

    Da série os que querem ensinar o que não sabem fazer

    Filed under: Marina Silva,Natura — Gilmar Crestani @ 12:36 pm
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    Por que a entrevista do homem da Natura cheira mal?

    9 de fevereiro de 2014 | 03:36 Autor: Fernando Brito

    esgotou

    O engenheiro Pedro Passos, presidente do Instituto de Estudos do Desenvolvimento Industrial, ocupa duas páginas, hoje, no Estadão.

    E decreta: acabou a confiança dos empresários no Governo brasileiro!

    E passa a ditar um conjunto de ações que deveriam ser tomadas.

    Conjunto bastante estranho para quem deveria representar a indústria brasileira.

    Choque de juros.

    Liberação total das importações de automóveis.

    Fim dos incentivos de queda no IPI para a linha branca (fogões, lavadoras, geladeiras…).

    Ele diz que o modelo de consumo (popular) está esgotado.

    Mas o Dr. Pedro Passos não é um mero estudioso dos problemas da indústria.

    É um dos sócios da Natura, junto com Guilherme Leal (que foi o vice da chapa de Marina Silva, em 2010 ) e Antonio Seabra.

    E a Natura, depois de um crescimento fulgurante vai mal, muito mal.

    Seu modelo de negócios, à base de consultoras mal pagas e que têm de arcar com o custo do giro do comércio dos produtos e enfrentam a concorrência das compras diretamente via web, ficou ultrapassado.

    cosmeticos2O crescimento da Mary Kay, que entrara timidamente no Brasil em 1998 e cresceu muito e a concorrência d’O Boticário e da velha Avon, repaginada.

    O mercado de cosméticos no Brasil cresceu muito – veja a tabela – e as demandas mudaram. Em uma delas, a entrada de pessoas com menor poder aquisitivo no mercado, a Natura foi extremamente lenta em adaptar-se e seus produtos adquiriram a fama de caros demais, mesmo queando, em alguns casos, se equiparavam aos concorrentes.

    A empresa  , perdeu 2,9 %  participação de mercado no primeiro semestre de 2013, o segmento de cosméticos e fragrâncias, carro-chefe da companhia. Em 2012, já tinha perdido uma fatia do segmento de produtos de higiene.

    partmercado

    Entre 2011 e 2012 foi a única grande empresa do setor que perdeu mercado, como você no quadro ao lado.

    Ninguém duvida que o segmento industrial brasileiro tem problemas e o maior deles é a dificuldade de inovar e de acessar mercados externos, que não deveriam ser problemas para a Natura e são, porque com todo o glamour ecológico que a empresa procurou emprestar-se – até participando de uma candidatura “verde”, ela não conseguiu fazer isso em grande escala.

    Segunda-feira a Natura apresenta seus resultados de 2013.

    Vamos ver, então, que tipo de modelo “está esgotado”.

    E lá na Natura, o Dr. Passos não precisa nem de eleição para mudar, basta mandar.

    Porque lá ele é o dono.

    Coisa que, apesar da arrogância de suas opiniões, ele não é do Brasil.

    Por que a entrevista do homem da Natura cheira mal? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    04/01/2014

    Um governo superavitário

    Filed under: Fracassomaníacos,Superávit Fiscal — Gilmar Crestani @ 10:27 am
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    Para se ter uma ideia do torcidômetro da Folha contra o Governo basta consultar no site do próprio jornal para ver quanta tinta desperdiçada para atender as exigências de d. Judith Brito.

    Vamos ver algumas passagens edificantes da Folha em 2013:

    05/01/2013: Manobras fiscais aumentam aposta de inflação elevada (“Para Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central e colunista da Folha, a manobra não esconde que o governo gastou demais.” Anote este nome: Alexandre Scharsman, um colonista à serviço dos fracassomaníacos. Não acertou uma em 2013, mas é bem pago pelos seus financiadores ideológicos, como o Itaú, mecenas da Marina Silva)

    07/11/2013: Eliane Cantanhêde, sempre ela, produziu esta pérola: “Com um PIB mixuruca, superavit fiscal frouxo, inflação no teto, balança desbalanceada, e sem o ingrediente novidadeiro do Bolsa Família, Dilma precisa se segurar nesses dois pontos que têm ampla aprovação nas pesquisas”. Só para refrescar a memória dos profetas do contra: a previsão inflacionária para 2013 era 6,5%, mas o governo da Dilma conseguiu conte-la nos 5,85%…. Como já disse o Carlos Araújo, é a mídia sectária que torna o PT imbatível. Com profetas como esta porta-voz do tucanato, tudo fica mais fácil de entender…

    08/11/2013: um dia depois da porta-voz tucana, outro consultor da Folha, de Chi!cago, Paulo Rabello de Castro, foi ainda mais agourento: “Tripé, ou a morte pela peste” Coincidentemente, outro que frequenta os regabofes da banca. O tripé a que ser fere a peste que deixa Rabello todo Chicago se chama: superávit fiscal, inflação baixa e câmbio flutuante. Tudo o que os neoliberais fizeram mas foram dizimados pela peste…

    Há outros que sentaram no croquete do tal de superávit mas não valem o espaço em branco entre uma palavra e outra. Em comum, todos são gurus da Folha…

    Agora perguntem para as aves do mau agouro qual foi o crescimento da Espanha, EUA, Itália, França, Portugal?!

    Para "acalmar os nervosinhos", governo anuncia superavit fiscal

    Esfera federal economizou R$ 75 bilhões no ano passado; valor supera a meta de 1,5% do PIB

    Dado é antecipado para ‘baixar a ansiedade do mercado’, diz Mantega; ministro não definiu patamar para este ano

    VALDO CRUZMARIANA SCHREIBERDE BRASÍLIA

    Para "acalmar os nervosinhos" do mercado, o ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou ontem que o governo federal cumpriu em 2013 sua meta de economia de gastos para pagamento da dívida pública (o chamado superavit primário).

    Mantega declarou que "queria começar o ano dando boas notícias no campo fiscal" ao anunciar que o governo federal vai fechar o ano com uma economia de cerca de R$ 75 bilhões.

    O dado, obtido graças a receitas extraordinárias neste final de ano, ainda depende de ajustes, mas supera a meta de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) –ou R$ 73 bilhões– fixada para essa esfera de governo.

    O resultado foi anunciado com quase um mês de antecipação –normalmente é divulgado no final de janeiro.

    "Nós antecipamos para baixar a ansiedade, já que havia analistas dizendo que não cumpriríamos a meta. Isso vai acalmar os que estavam nervosinhos", afirmou Mantega.

    A medida mostra uma tentativa de recuperar a credibilidade perdida na área fiscal, depois de o governo ter feito manobras contábeis para fechar a meta de 2012.

    Em dezembro, segundo o ministro, o superavit do governo federal ficou na casa dos R$ 14 bilhões.

    SETOR PÚBLICO

    A meta de todo o setor público para 2013, de 2,3% do PIB, contudo, não deve ser atingida, pois depende de Estados e municípios.

    Até novembro, eles haviam economizado juntos R$ 20,3 bilhões, nem metade do valor fixado para o ano (R$ 47,8 bilhões).

    A expectativa é que a economia fique em 2% do PIB, número considerado razoável pelo mercado e suficiente para manter estável a dívida pública do país.

    O objetivo do superavit primário é manter o endividamento público sob controle, ao mesmo tempo que limita o crescimento dos gastos públicos, diminuindo a pressão sobre a inflação.

    SEM META PARA 2014

    Mantega não definiu, porém, se o governo vai elevar a meta de superavit primário de 2014 –o que também tem preocupado analistas, diante do risco de a economia do governo ficar abaixo da registrado no ano passado.

    "Não há nenhuma definição agora. Não vou definir parâmetros para 2014", afirmou.

    Pela proposta de Orçamento de 2014, a meta mínima do governo federal é de 1,1% do PIB, abaixo da fixada para 2013, de 1,5% do PIB, o que aponta uma tendência de mais gastos neste ano de campanha da reeleição da presidente Dilma.

    Segundo ele, qualquer eventual alteração na meta será divulgada em fevereiro, quando o governo anunciará quanto dos gastos do Orçamento aprovado pelo Congresso será bloqueado.

    Com uma economia maior, a Fazenda ajudaria o BC a conter a alta dos preços.

    INFLAÇÃO E JUROS

    A alta dos preços neste ano ajudou a derrubar a popularidade da presidente, o que levou o governo a subir os juros. Diante da inflação alta, o Banco Central passou a elevar as taxas em abril, levando a Selic de 7,25% para o atual patamar de 10%.

    Ainda assim, é certo que o IPCA –índice oficial de inflação– fechou o ano apenas levemente abaixo do de 2012, quando ficou em 5,84%. O resultado oficial sai na sexta.

    Pelo terceiro ano seguido, a administração Dilma Rousseff não entregou a inflação no centro da meta de 4,5%.

    01/01/2014

    Coisas de um país quebrado

    Filed under: Complexo de Vira-Lata,Fracassomaníacos — Gilmar Crestani @ 11:19 am
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    Rio pendura o cartaz de ‘lotado’

    Com hotéis em ocupação máxima, Copacabana já está preparada para receber mais de dois milhões de pessoas vindas de quase todos os cantos do planeta para o Réveillon

    Francho Barón Rio de Janeiro 31 DEZ 2013 – 10:20 BRST

    Show de fogos em Copacabana na virada de 2012 para 2013. / Weng Xinyang (XINHUA)

    O Rio de Janeiro chega ao seu internacionalmente conhecido Réveillon em Copacabana com a lotação total de seus hotéis e um tempo instável, que alterna sol, temperaturas altíssimas (na véspera os termômetros registraram 39 graus e uma sensação térmica de 49) e chuvas dispersas. A praia mais popular do Brasil já está preparada para receber mais de dois milhões de pessoas vindas de quase todos os cantos do planeta para desfrutar de um dos espetáculos ao ar livre mais cotados nas agências de viagens: a queima de 24 toneladas de fogos artificiais sobre o oceano e uma ampla programação de shows em três palcos distribuídos ao longo da praia.

    A chegada do verão faz com que essa festa seja especialmente exótica, já que a tradição diz que deve ser vivida nas ruas e com roupas leves, se possível de cor branca. Também é tradição no Rio e em outras áreas do litoral brasileiro oferecer flores a Iemanjá, a divindade do mar na umbanda e no candomblé.

    A mãe de santo Katia do Ogun prevê que 2014 será um ano turbulento para o Brasil e o resto do mundo. Segundo a tradição do candomblé, o ano que começa estará regido pelos orixás do vento e do fogo, Iansã e Xangô, e terá influências de Oxalá.

    Mas isso não parece preocupar muito os cariocas e os turistas, que se inclinam mais pelo Carpe Diem. Segundo a Riotur, 767.000 turistas já estão instalados na Cidade Maravilhosa e a taxa de ocupação nos hotéis supera 95% dos mais de 34.000 quartos disponíveis. Espera-se que a cidade fature 614 milhões de dólares (quase 1,5 bilhão de reais) com o turismo.

    Em Copacabana, que será o epicentro da festa, onze balsas localizadas a 400 metros da orla estão preparadas para queimar 24 toneladas de fogos artificiais durante 16 minutos. Ao longo desse tempo, o céu da praia legendária permanecerá iluminado de forma ininterrupta por cores e desenhos. O tema que inspira o espetáculo de pirotecnia neste ano é a continuação do filme de animação Rio, dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha. Por esse motivo, sabe-se que durante os primeiros 56 segundos de explosões predominará a cor azul, em referência a Blu, a arara azul que protagoniza as aventuras tanto no primeiro como no segundo filme.

    Boa parte do bairro de Copacabana será fechada para o tráfego durante a noite e o metrô vai ser mais um ano mais lotado pelas mais de 120.000 pessoas que se aglomerarão nos vagões para chegar até a praia. A presença de público esperada pelas autoridades do Rio e o recente aumento do índice de roubos de pedestres em determinados bairros da cidade provocaram o anúncio de um potente dispositivo de segurança composto por 1.500 policiais militares que zelarão pelo bom andamento da festa.

    Nos últimos dias, o prefeito Eduardo Paes pediu aos que tiverem a intenção de receber o ano novo em Copacabana que se inspirem no público da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acampou na praia sem incidentes e sem fazer muita sujeira. Paes parece se esquivar de que a diferença entre o público da vigília papal e o do réveillon carioca é, basicamente, que o primeiro esteve concentrado na oração e na meditação, enquanto o segundo costuma se inclinar por atividades mais mundanas.

    O próprio espetáculo de pirotecnia dará motivo ao contato desinibido entre o público, já que em um momento determinado se escutará pelo sistema de som o ruído de alguns beijos para que os 2,6 milhões de espectadores percam a vergonha e os reproduzam com seus próximos.

    Rio pendura o cartaz de ‘lotado’ | Sociedade | Edição Brasil no EL PAÍS

    28/12/2013

    Quem acreditou neles, sifud..

     

    Terroristas econômicos perderam apostas em 2013

    :

    Da garantia do apagão de energia feita na virada de 2012 para 2013, que não ocorreu, à previsão do estouro nas contas públicas, que, na verdade, bateram recorde positivo, projeções funestas para economia brasileira não se materializaram; colunistas da mídia familiar como Eliane Cantanhêde e Miriam Leitão erraram todas as suas previsões negativas; economistas como Ilan Goldfajn, do Itaú Unibanco, defenderam o desemprego como instrumento de controle da inflação, mas equipe econômica não acatou sugestão e manteve inflação na meta com regime de pleno emprego; vaticínio de fracasso nas concessões, formulado por André Esteves, do BTG Pactual, também foi desmentido pelos fatos

    27 de Dezembro de 2013 às 20:28

    Marco Damiani 247 – Com uma inflação que não deve chegar a 6% em 2013, dentro da meta estabelecida pelo Banco Central de até 6,5%, o ano vai se encerrando sem a crise prognosticada pelos oráculos da mídia familiar, incessantemente, nos últimos doze meses.

    Além da taxa de variação de preços sob controle, resultados na geração de empregos e no superávit primário bateram recordes históricos. As vendas do comércio no Natal cresceram pelo 11º ano consecutivo. O índice de confiança empresarial medido pela CNI também registra alta. Além disso, o programa de concessões de setores de infraestrutura à iniciativa privada, como aeroportos, estradas e o campo de Libra, do pré-sal, superaram até mesmo as mais otimistas expectativas do governo – quanto mais aquelas feitas por observadores que apostavam contra o seu sucesso.

    Identificada com esses resultados da economia, o que igualmente ocorreria (e até mais acentuadamente) se fossem colhidas decepções, a presidente Dilma Rousseff fecha o ano com a popularidade de seu governo e de si própria em alta. Até mesmo a mídia estrangeira, que pediu em mais de uma edição, por meio da revista The Economist, a cabeça do ministro da Fazenda, Guido Mantega, teve de se dobrar aos fatos.

    A mesma Economist, no mês passado, registrou que “finalmente a conjuntura está mudando” para o Brasil, com elogios aos leilões de concessões de infraestrutura. Nesta sexta-feira 27, após mais um leilão bem sucedido para a exploração de uma rodovia federal, o The Wall Street Journal escreveu que Dilma “está em alta”.

    Este tipo de autocrítica de quem errou e reconhece o erro não se vê na mídia familiar e tradicional do País. Por aqui, tantas foram as barbeiragens em avaliações e previsões feitas pelos chamados analistas e especialistas, sempre apoiados por economistas considerados de primeira grandeza, que reconhecer os deslizes seria, na prática, um exercício de autoflagelação coletiva.

    Capítulo a capítulo, 247 mostra agora o que foi dito e o que, de fato, aconteceu:

    1 – O apagão que não houve

    O ano de 2013 começou com garantias expressas de figurões da mídia, como a colunista Eliane Cantanhêde, do jornal Folha de S. Paulo, de que o Brasil viveria um apagão de energia. Não adiantou o governo, por meio de ministros, técnicos e da própria presidente Dilma assegurar que os reservatórios estavam no nível de segurança, apesar de baixos. Rebatia-se, com a arrogância típica da antiga grande imprensa, que as autoridades estavam simplesmente mentindo para o público.

    O que se viu, no entanto, foi uma grande ‘barriga’ – nome dado a erros crassos de jornalistas – dos articulistas. O apagão não veio, as luzes foram mantidas acesas e só o que começou a piscar foi o prestígio de publicações e escribas em razão das pesadas cargas de desinformação lançadas sobre os leitores.

    2. A inflação que não disparou

    À medida em que o fantasma do apagão de energia nem saiu do armário, os proclamados especialistas procuraram outra assombração. Nada melhor, àquela altura, para amedrontar o público, do que o dragão da inflação – simbolizado, em capas ridículas de Veja e Época, nas altas sazonais do tomate.

    Jogando como se fizessem profecias que se auto realizariam,  notáveis como a colunista Miram Leitão, de O Globo, baixaram suas cartas na certeza de que a meta de 6,5% do Banco Central seria estourada logo depois da metade do ano. Litros de tintas e rolos inteiros de papel foram gastos com essas previsões. Num gesto extremo, certo de que as labaredas já começavam a soprar pelas ventas do dragão, o economista-chefe e sócio do banco Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, pediu, em mais de um artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, que as autoridades provocassem o “esfriamento” da economia. Goldfajn deixou claro que, para ele, somente o desemprego poderia frear a demanda e, assim, normalizar os preços dos mais diferentes produtos.

    Ninguém na administração federal e na iniciativa privada, para sorte dos trabalhadores empregados, deu ouvidos ao lobby desenvolvido por Goldfajn.

    O que se tem agora, quando 2013 chega ao fim, é um recorde histórico na geração de empregos, que foi a maior do País desde 2002. E, ainda, o que há é uma taxa de inflação projetada que não chegará aos 6%, permanecendo abaixo da meta de até 6,5% estabelecida pelo Banco Central.

    Esses são fatos que suplantaram os argumentos dos defensores do desemprego como ferramenta anti-inflacionária, como também fez Persio Arida, do BTG Pactual.

    3. Os empresários que continuam otimistas

    Nos últimos três meses, a moda nas páginas econômicas dos chamados jornalões foi abrir espaço para quem dizia que a paciência dos empresários com o governo federal estava por um triz. Mais especialmente que, num coletivo organizado e furioso, os capitães da indústria, do comércio e dos serviços estariam irritados e distantes da presidente Dilma.

    Neste final de ano, porém, pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou otimismo para 2014. Em diferentes manifestações, empresários demonstraram que não tinham problemas de relacionamento com Dilma ou agentes do governo. Benjamin Steinbruch, da CSN, ao longo do ano, e Abílio Diniz, da BRF Foods, na semana passada, jogaram água fria nos vitupérios pessimistas, garantindo que, na indústria, o nível de reclamação sobre o governo nem de longe é o sonhado pela oposição.

    4. Concessões foram um sucesso

    Em meados do ano, o banqueiro carioca André Esteves, do BTG Pactual, ganhou o espaço nobre de entrevistas da revista Veja para dizer que estava impossível “vender” o Brasil a investidores internacionais. Após dizer, no curso do governo Lula, que o Brasil vivia seu melhor momento em 500 anos de história, Esteves, um dos homens mais ricos do País, reclamava da vida e, em particular, dos leilões de concessão de infraestrutura então em montagem pelo governo. Na sequência dessa ação de anti-propaganda, outro sócio de Esteves, o ex-Vale Roger Agnelli, também foi aos microfones à disposição para atacar o novo marco regulatório do setor de mineração.

    Ambos caíram no vazio. Depois do ping-pong de Esteves, o que se viu foi o espetáculo dos leilões de concessões acontecer de maneira transparente – e fulgurante – diante do público. A partir da batida do martelo do campo de Libra, do pré-sal, em outubro, que resultou em bônus de R$ 15 bilhões para o caixa do governo, a administração federal leiloou aeroportos e estradas com forte rebaixamento de pedágios e altos pagamentos pela exploração dos equipamentos. Caiu por terra todo o mau agouro dos que apostavam no fracasso. Como disse o Wall Street Journal, em razão do bem sucedido programa de concessões, a presidente Dilma fecha 2013 “em alta”.

    5. Superávit é recorde em 2013

    Como todas as apostas em assuntos comezinhos da economia haviam fracassado, os arautos do caos passaram a pregar que um importante pilar macroeconômico estava corroído. De acordo com esses ‘analistas’, as contas públicas mergulhariam, em 2013, num rombo de profundidade assustadora. Tão fundo e tão escuro, que seria capaz de tragar para dentro de si todos os resultados favoráveis conquistados contra a inflação e a favor do crescimento sustentado do País.

    Outra vez, porém, ficou claro que o papel aceita tudo, inclusive a veiculação da desinformação. Números oficiais divulgados nesta sexta-feira 27 pelo Ministério da Fazenda mostram que o superávit primário (que mede receitas menos despesas, antes dos gastos com juros) alcançou R$ 28,8 bilhões em novembro, chegando a um saldo acumulado no ano de R$ 62,4 bilhões. Com as projeções para dezembro, as contas públicas fecharão no azul acima da meta de R$ 73 bilhões, estabelecida pelo governo. Mais esta vez, quem jogou contra a banca do ministro Guido Mantega se deu mal.

    6. Tempestade perfeita já se dissipa

    Mesmo com os fracassos de previsões conservadoras sucedendo-se um a um ao longo do ano, houve ainda quem, nas últimas semanas, jogasse suas fichas no seguinte ponto: ok, 2013 passou, mas esperem para ver o tamanho da encrenca que nos aguarda em 2014.

    O articulista Demétrio Magnolli, um ex-esquerdista que caiu nas graças da mídia familiar, resgatou a expressão Tempestade Perfeita para, nas páginas do quatrocentão O Estado de S. Paulo, procurar disseminar o medo sobre o futuro próximo. O problema, para ele, é que seu vaticínio às avessas não colou nem apenas por alguns dias.

    O professor Delfim Netto, um dos economistas mais respeitados do País à direita e à esquerda, repôs a discussão em seu lugar correto ao afirmar, em artigo no jornal Valor Econômico, que o governo, por meio de ações críveis à sociedade e aos investidores, continua tendo todas as condições para conduzir sem sobressaltos a economia brasileira no próximo ano. Para Delfim, não há nenhuma tempestade, nem perfeita nem mais que perfeita, no horizonte. Para corroborar essa avaliação, o Fed avalia que a economia dos Estados Unidos já apresenta fortes sinais de recuperação, o que tiraria do céu de qualquer temporal sua nuvem mais importante. Quem vê a economia global sem paixões ideológicas enxerga até chuvas e garoas para 2014, mas nenhuma tempestade perfeita está no radar de organismos como a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.

    Em 2014, muitos outros capítulos da história econômica contemporânea do Brasil serão escritos. O que se espera é que com mais sustentação na realidade. A ficção, afinal, é para literatos.

    Terroristas econômicos perderam apostas em 2013 | Brasil 24/7

    28/10/2013

    Fracassomaníacos

    Logo após o leilão de Libra, quando a Petrobrás, além de lograr 15 bilhões na hora, mas controle e lucro ao longo da extração, o G1 da Globo publicou que “Ações da Petrobrás dispararam após consórcio vencer leilão de Libra”. A Folha de São Paulo, com a chegada de expoentes da direita amestrada como Reinaldo Azevedo e Demétrio Magnoli, um vira-bosta e um racista, solta hoje mais esta pérola do torcidômetro conta Lula e Dilma: “1º leilão do pré-sal reduz queda de ações da Petrobrás”.  A ordem sempre foi essa, desmerecer tudo o que Lula e Dilma fazem e enaltecer tudo o que José Serra, Aécio e FHC acham que fazem. Contra Lula e Dilma vale tudo, vale ficha falsa e até mandar empalhar Marina Silva e mandar ao taxidermista do Itaú.

    petrobras libra

    17/10/2013

    Folha distorce para torcer contra

    Filed under: Folha de São Paulo,Grupos Mafiomidiáticos,Instituto Millenium — Gilmar Crestani @ 7:14 am
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    E assim ficamos sabendo que o menor desemprego em décadas e crescimento contínuo da renda é ruim. É a Folha, como sempre, batendo cabeça com os números para desmerecer quem sabe fazer. O mundo mergulhado em crise, os EUA caindo pelas tabelas e a Folha, igual caranguejo no cesto, puxando o merecimento para baixo. Por que, afinal, eles têm tanto ódio assim ao Governo Dilma? Inventaram inflação, não veio. Inventaram apagão, não veio. Inventaram desemprego, não veio. Inventaram PIBinho, e o Brasil, dentre os grandes, é o que mais cresce. Aliás, numa escala, quando 4 de 10 estão desempregados e o governo cria 2 vagas num mês e 1 no mês seguinte, se criar mais meia vaga, é pleno emprego, mas para a Folha não manteve o ritmo. Este pessoal leva à sério a recomendação da comandante Judith Brito, de abraçar a causa de seus parceiros e fazer oposição ao governo sob qualquer forma. O Bolsa Família ganha prêmio mundial como rede de proteção social e a Folha e seus parceiros do Instituto Millenium escondem a informação como se fosse um cão sarnento.

    VINICIUS TORRES FREIRE

    O melhor mês do pior ano

    Resultados melhores no comércio e no emprego mal disfarçam ano mais fraco da década

    FOI O MELHOR setembro desde 2010 no mercado de trabalho formal, soubemos ontem pelos números do Ministério do Trabalho.

    As vendas do comércio cresceram pelo sexto mês consecutivo, soubemos anteontem pelos números do IBGE. Superaram de longe a média das previsões dos economistas.

    Está bem.

    Este 2013, porém, deve ser o mais fraco no que diz respeito ao aumento relativo do número de empregos formais, com carteira assinada, desde 2003.

    Este 2013, porém, deve ser o de menor crescimento das vendas do comércio de varejo desde 2003.

    Está ruim, então?

    Não, não está, se a gente leva em conta apenas o cotidiano da média dos brasileiros.

    O número de empregos formais cresceu até agosto 2,6% sobre o ano passado.

    O faturamento do varejo cresceu 3,8% (janeiro a agosto deste ano sobre o mesmo período de 2012). Esse crescimento fica desenxabido, sem graça, se a gente lembra das taxas de 2010 a 2012, de 9% em média, "chinesas", como diz o clichê.

    A renda do trabalho, pelo menos nas maiores regiões metropolitanas, está crescendo mais devagar, mas cresce ainda, com o menor desemprego em décadas.

    A economia está esfriando, mas a sensação térmica não é tão ruim.

    Neste ano, aliás, até antes de junho, o nível de otimismo dos brasileiros com a economia flutuava em torno das médias bem altas verificadas desde 2007.

    Foi então, nos protestos, que as pessoas descobriram que eram infelizes, mas não sabiam, embora a mudança de humor súbita aparentemente tenha sido apenas temperada pela piora econômica, inflação em particular.

    É preciso lembrar que nestes três anos de Dilma Rousseff a economia terá crescido apenas uns 2% ao ano. O crescimento per capita, por cabeça, pouco mais de 1% ao ano.

    Ainda assim, dado o mau estado geral da saúde econômica do Brasil, portanto, estamos tirando leite de pedra, por assim dizer. Ou matando a galinha dos ovos de bronze. Dourando a pílula. Adiando o dia de pagar as contas de excessos dos últimos três, quatro anos.

    Inflação alta, deficit externo em alta contínua, investimento ainda muito parco, tudo isso é sinal de que a economia está com a língua de fora. O crédito nos bancos privados cresce também bem mais devagar. Isto é, trata-se de outro sinal de desconfiança no crescimento da economia e da renda, além de receio devido ao endividamento ainda excessivo do público.

    Mesmo o governo passa a impressão de que enfim percebeu que não tem como gastar muito mais; o Banco Central vai elevando os juros.

    Logo, as notícias mais animadoras que aparecem depois dos abalos de junho-julho não refletem uma "reação", como dizem o pessoal do governo e agregados. Ou, pelo menos, de que se trate de que "voltamos aos trilhos", de que "agora vai", de que "a crise passou" ou seja lá qual for a conversa.

    A depuração dos excessos não começou, ou mal começou, se a gente leva em conta a alta dos juros. Como o governo não vai tomar providências eleitoralmente irritantes daqui até a eleição, e talvez nem depois disso, o acerto de contas fica para 2015.

    vinit@uol.com.br

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