Ficha Corrida

23/03/2014

Terrorismo made in USA & CIA

São vários os organismos já usados pela CIA para influenciarem nos destinos internos do Brasil. São já sabidos os intere$$es que moveram malas cheias de dinheiro para corromper generais em 1964. Agora Frei Betto revela que os EUA finanCIAram a Igreja Católica para que participasse do golpe. Afinal, são caras as ideias importadas dos EUA. Além dos impostos, claro…  Empresas, como a Ultragás do Boilesen, participaram ativamente, em dinheiro, com logística e pessoalmente, já que o cidadão este ejaculava vendo pessoas com pés e mãos atados sendo torturados. Dizem inclusive, que ele fazia questão de dar o tiro de misericórdia… A Folha, por exemplo, emprestava as peruas que distribuíam os jornais para que os torturadores pudessem desovar na madrugada os presuntos fabricados na véspera. O que foi a a$$oCIAção que resultou na criação do Instituto Millenium senão uma versão atualizada do velho IPES e IBAD

A bem da verdade, o Brasil não foi a única vítima do apego norte-americano pelo ódio e expropriação das riquezas internas dos países. Não há, desde o fim da Segunda Guerra, nenhum golpe que não tenha a participação ativa e efetiva dos EUA. E, convenhamos, tem sido barbada. Há um exército de brasileiros querendo acabar com o Brasil e dariam a vida para que os EUA pudessem fazer o que bem entendessem. Eles estão todo lugar, inclusive e principalmente nos meios de comunicação. É só ouvir a forma como William Waack argumenta, como Bóris Casoy fala do CCC, ou ódio do Lasier Martins sempre que há algum movimento social pelas ruas e avenidas do RS.

Sabem porque a CIA vendeu a ideia, e os idiotas compraram, de que comunista come criancinha? Por que era exatamente o que faziam os partidários da CIA na Espanha, Argentina, Uruguai e Brasil. O roubo de bebês para suprir a demanda das mulheres estéreis com as quais eram casados não era exatamente um canibalismo, mas era um fato. A recente confissão de uma atriz argentina, Haydée Padilla, sem saber que estava sendo transmitida por tv, confirma uma prática que vinha sendo denunciada pelas Madres da Plaza de Mayo.

A relação entre a CIA e a intervenção militar, por jns

dom, 23/03/2014 – 14:27

Enviado por jns

DERRUBANDO GOVERNOS

A TFP taí ….

OPERAÇÕES DE DESESTABILIZAÇÃO INTERNA

A relação de governos que foram derrubados pela CIA: Irã (1953), Tibet (1950), Guatemala (1954), Cuba (1959), Congo (1960), Iraque (1963), Brasil (1964), Gana (1966), Iraque (1968), Chile (1973), Afeganistão (1973-1974), Iraque (1973-1975), Argentina (1976), Irã (1980), Nicarágua (1981-1990), El Salvador (1980-1992), Camboja (1980-1995), Angola (1980), Filipinas (1986), Irã (2001- até o presente), Iraque (1992-1995), Guatemala (1993), Sérvia (2000), Venezuela (2002), Haiti (2004), Ucrânia (2014).

Observando os acontecimentos envolvendo o Irã e a Líbia, nota-se uma repetição de um “modus operandi” de comprovado sucesso , quando se deseja justificar uma intervenção militar ou a imposição de bloqueio econômico em um determinado país, visando enfraquecê-lo e assim tornar possível a queda do regime vigente, para ser, posteriormente, substituído por uma equipe de governo aliado aos da nação (ou grupo) que mantém interesses no chamado ‘país-alvo’.

As motivações para tais operações são:

Interesses de ordem econômica;

Interesses de ordem política;

Manutenção ou obtenção de áreas de influência, entre outras.

O ex-agente da CIA, Philip Agee reconheceu, em seu livro Inside the Company: Cia Diary, que essas operações são arriscadas porque quase sempre significam intervenção, pois visam a influenciar, por meios encobertos, os assuntos internos de outro país, com o qual os Estados Unidos mantêm relações diplomáticas. A técnica consiste essencialmente na “penetration” (inserção de agentes no país), buscando aliados desejosos de colaborar com a CIA e dissidentes do governo estabelecido. Daí que a regra mais importante na sua execução é a possibilidade de “plausible denial” (capacidade de negar um fato ou alegação), ou seja, negar convincentemente a responsabilidade e a cumplicidade dos Estados Unidos com o golpe de Estado ou outra operação, uma vez que se fosse descoberto seu patrocínio, as consequências no campo diplomático seriam graves.

Embora as principais potências mundiais (Rússia, China, Inglaterra, França, Espanha e várias outras) utilizem á séculos tal expediente em vários momentos de sua história, analisaremos somente algumas ações atribuídas aos Estados Unidos devido a sua relevância no contexto das Américas Central e Sul, as quais são sua esfera de influência e onde se localiza o nosso país.

1.  GOLPES DE ESTADO

Tal medida existe desde os primórdios da civilização humana. A técnica do “golpe de estado”, principalmente quando provocada por um governo externo, sempre foi utilizada quando pretende-se evitar o confronto direto, poupando assim recursos materiais e vidas humanas, além de manter ilibada a reputação da nação estrangeira que provocou (ou somente apoiou) o referido golpe, pois assim torna-se difícil, mas não impossível, a comprovação nos períodos iniciais do golpe, da efetiva participação desta nação estrangeira.

Para tanto, certos elementos são necessários para a eficácia do golpe de estado (não necessariamente obrigatórios, pois cada caso é um caso):

A existência dissidências internas no governo do país-alvo, o que faz com que o referido governo não tenha a coesão necessária para resistir ao golpe;

A centralização do poder decisório do país em um único local;

A realização de políticas pelo país-alvo que desagradem certas parcelas da população em detrimento á outras;

A existência de um clima de deterioração e caos político reinante no país, antecedendo ao golpe;

Hostilidade da população contra o governo, o qual se manifestará a favor da queda do regime;

A perda do crédito nas instituições-chave do país pela população;

Movimentação popular contra o regime a ser deposto.

A reunião de uma ou mais condicionantes fazem com que o país-alvo esteja vulnerável. Estas mesmas condicionantes servem de material a ser manipulado pelo país interessado na queda de regime, o qual se utilizará de técnicas especializadas que visam a produção de um ambiente que favoreça tal operação.

“Ora, um dos remédios mais eficazes que um príncipe possui contra as conspirações é não se tornar odiado pela população, pois quem conspira julga sempre que vai satisfazer os desejos do povo com a morte do príncipe; se julgar, porém, que com isso ofenderá o povo, não terá coragem de tomar tal partido, porque as dificuldades com que os conspiradores teriam que lutar seriam infinitas. A um príncipe pouco devem importar as conspirações se ele é querido do povo, porém se este é seu inimigo e o odeia, deve temer tudo e todos” – Nicolau Maquiavel

Devido a isto, certos governos ditatoriais tiveram seu fim antecipado assim que a população teve acesso a liberdade de expressão e a um estado de direito, os quais são utilizados como pretexto para a consecução de manobras de desestabilização interna do país-alvo (veja doutrina de intervenção humanitária), as quais são movidas quando nações estrangeiras tem interesses econômicos e políticos neste país.

2. DESESTABILIZAÇÃO INTERNA

Operações de desestabilização interna são ações que antecipam e fornecem condições para que um golpe de estado ocorra, propiciando o caos político, a agitação social, e a descrença nas instituições nacionais do país-alvo. São por vezes utilizados o terrorismo, operações psicológicas e os chamados “ataques de falsa bandeira’, para confundir e amedrontar a opinião pública (nacional e internacional), criando um clima de guerra civil e justificando assim uma intervenção no referido país.

Um exemplo atual de ataque de falsa bandeira seria a suposta tentativa de assassinato do embaixador saudita por agentes iranianos em território americano, sendo utilizado para isto um traficante mexicano (tentar matar dois pássaros com uma só pedra?), mesmo o Irã tendo assassinos treinados na chamada ‘Força Quds’ que poderiam facilmente levar a cabo a tal missão em qualquer país do oriente médio.  Esta foi uma trama comparada pelo próprio diretor do FBI, Robert Mueller, a “um roteiro de Hollywood”.

E o que dizer sobre as armas nucleares de destruição em massa iraquianas (2003) tão propagadas e que nunca foram de fato encontradas?

E o incidente do Golfo de Tonquim (1965), que iniciou a escalada da guerra do Vietnam?

O afundamento do USS Maine, ancorado em Cuba (1898) resultando na guerra Americano-Espanhola.

As operações Nortwood e Mongoose (1962), as quais não chegaram a ser executadas, quando a invasão da Baía dos Porcos (Girón) orquestrada pela CIA falhou?

Existem até os dias de hoje tentativas de organizações norte-americanas a favor de uma melhor explicação do que aconteceu no 11/09, algo que provavelmente nunca saberemos ao certo o que ocorreu. Existem outras operações do tipo, as quais devido a quantidade não poderiam ser abordadas de forma resumida.

Uma operação de desestabilização interna em um país inicia-se através de várias ações, como por exemplo:

Infiltração de indivíduos especializados na montagem de uma rede subversiva, os quais irão orientar, treinar e equipar a força dissidente do governo, visando a queda do mesmo (operadores do SAS capturados na Líbia);

Montagem de grandes manifestações populares contra o governo (Marcha da Família com Deus pela Liberdade no Brasil);

Estabelecimento de centros de pesquisa de opinião pública, visando analisar as características do público-alvo e definir quais os melhores procedimentos para manipular a formação da opinião pública e a mídia, voltando-as para a finalidade do país interessado (IPES);

Desmoralização nacional e internacional de figuras importantes do governo-alvo (classificação como comunista no passado, nos dias atuais, como terrorista).

São vários exemplos de operações de desestabilização interna na América Latina no passado, como por exemplo a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, ocorrida no Brasil no ano de 1964, a qual foi organizada por elementos conservadores e dissidentes do governo João Goulart e o padre católico conhecido como Patrick Peyton chamado de “padre Hollywood”, fundador do Movimento da Cruzada do Rosário pela Família, o qual era ligado a CIA (Central de Inteligência Americana).

Tais manifestações tinham como objetivo desestabilizar o governo de João Goulart, através de características inerentes do brasileiro (religião), propiciando assim um clima favorável a sua derrubada do poder, principalmente depois que o mesmo apresentou seu programa de ‘reformas de base’, os quais eram tidos como revolucionários pelo setor conservador da sociedade brasileira, além dos EUA que consideravam Goulart com tendências de esquerda.

O Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais – IPES tinha como principal tarefa a organização de estudos e movimentos contra o presidente João Goulart. Era patrocinado por grandes conglomerados empresariais nacionais e multinacionais, e entidades de classe. Realizava levantamento da maneira de expressão do brasileiro de forma a mapear o comportamento social do público alvo, que era a classe média baixa da população, além dos formadores de opinião, como entidades religiosas diversas, para elaborar filmes publicitários, documentários, confecção de panfletos e propagandas.

E o que dizer então das operações Brother Sam e Popeye, as quais praticamente selaram o destino de João Goulart e mergulharam o país em 21 anos de regime militar?

3. OPERAÇÕES BEM SUCEDIDAS

Guatemala 1954 – Operação PBSUCESS

Jacobo Arbenz Guzman, presidente da Guatemala  eleito democraticamente, foi deposto num golpe orquestrado e financiado pela CIA, que o substituiu por uma brutal ditadura militar. O seu programa de reforma agrária ameaçou os interesses comerciais dos EUA, em particular os da United Fruit Company. As preocupações dos EUA se uniram em planos secretos para destruir o governo de Arbenz.

Jacobo Arbenz Guzman foi eleito democraticamente presidente da Guatemala e governou o país entre 1951 e 1954, quando foi deposto pela junta militar patrocinada pelos EUA.

A United Fruit Company, uma empresa em que tinham interesses pessoais o secretário de estado do governo dos EUA, John Foster Dulles e seu irmão Allen Dulles, então diretor da CIA, além de várias instituições bancárias, trabalharam com a CIA para proteger seus interesses no país, instigando que Arbenz era uma ameaça comunista e criando um clima desestabilizador no país.

A operação PBSUCCESS foi autorizada pelo presidente Eisenhower em agosto de 1953, com um orçamento de US $ 2,7 milhões para “guerra psicológica, ação política e subversão” para poder viabilizar a tomada do poder pelos militares, além de um pequeno exército paramilitar, comandado pelo general Carlos Castillo Armas.

Carlos Castillo Armas (4 de Novembro de 1914 – 26 de Julho de 1957) foi presidente da Guatemala de 8 de Julho de 1954 a 26 de Julho de 1957, data em que foi assassinado.

Depois de uma pequena insurgência desenvolvida na sequência do golpe, os líderes militares da Guatemala, desenvolvidos e aperfeiçoados na “Escola das Américas” com a assistência dos EUA, realizaram uma campanha maciça de contra-insurgência que deixou dezenas de milhares de guatemaltecos mortos, mutilados e desaparecidos. A violência subsequente causou a morte e desaparecimento de mais de 140 mil guatemaltecos. Alguns ativistas de direitos humanos colocam o número de mortos em cerca de 250.000.

United Fruit Company

A United Fruit Company (1889-1970) era uma empresa multinacional americana que enriqueceu explorando o comércio de frutas tropicais (principalmente bananas) em regiões do terceiro mundo. Com a ajuda do governo dos EUA, derrubou vários governos de países do terceiro mundo que iam contra seus interesses, e impondo líderes locais alinhados com sua política empresarial. Daí surgiu o termo ‘República das Bananas’.

Em Cuba, era uma das empresas que controlavam a produção de açúcar e que foram expulsas em 1959, devido á revolução cubana que um ano mais tarde, em 01 de janeiro de 1960, nacionalizaria todas as suas possessões.

Em 1969 foi comprada por Zapata Corporation, empresa relacionada com o ex-presidente americano George H. W. Bush. A empresa modificou sua razão social para Chiquita Brands e até hoje opera com esse nome.

Em 2007, a Chiquita Brands enfrentou um julgamento nos EUA por haver financiado grupos paramilitares na Colômbia que foram responsáveis pelo massacre de sindicalistas e camponeses. A companhia teve que pagar multa às autoridades de seu país. As autoridades colombianas buscam cooperação dos EUA para que extraditem os funcionários responsáveis por esses delitos para que sejam julgados em território colombiano.

Operação Fulbelt

O golpe de estado de 11 de Setembro, ocorrido no Chile em 1973, consistiu na derrubada do governo eleito democraticamente do Chile e de seu presidente, Salvador Allende, tendo sido articulado por oficiais da marinha e do exército chileno, com apoio militar e financeiro do governo dos Estados Unidos através da CIA, bem como de organizações extremistas chilenas, como a Patria y Libertad, de tendências nacionalistas e neofacistas, tendo sido encabeçado pelo general Augusto Pinochet, que se proclamou presidente.

Allende foi o primeiro presidente marxista a ser eleito democraticamente e decidiu tomar medidas para redistribuir riqueza e terras em Chile. Aumento de salários de cerca de 40 por cento foram introduzidas. Ao mesmo tempo, as empresas não foram autorizadas a aumentar os preços. A indústria do cobre foi nacionalizada, assim como os bancos.

Para impedir Allende de chegar ao poder ou para derrubá-lo, o presidente Richard Nixon tinha ordenado a CIA para “fazer gritar de dor” a economia chilena, através de sanções econômicas visando desestabilizar a economia do país.

Com a queda do presidente Salvador Allende, subiu ao poder o general Augusto Pinochet, o qual levou a nação chilena a dezessete anos de regime militar, onde foram mortas cerca de 40 mil pessoas mortas, presas ou torturadas.

Quatro meses depois do golpe, seu balanço já era atroz: quase 20 000 pessoas assassinadas, 30 000 prisioneiros políticos submetidos a torturas selvagens, 25 000 estudantes expulsos de escolas e 200 000 operários demitidos. A etapa mais dura, sem dúvida; ainda não havia terminado.

Operação Ajax

Foi assim chamada a operação de desestabilização que levou á queda do presidente iraniano democraticamente eleito, Mohammed Mosaddeq. Foi realizada uma operação conjunta entre a CIA (EUA) e o MI6 (Inglaterra), apoiados por iranianos pró-ocidentais e militares dissidentes.

Mossadeq nacionalizou a extração de petróleo visando condições mais justas, pois as anteriores favoreciam enormemente a Anglo-Iranian Oil Company (AIOC).  Em 1947, por exemplo, AIOC relatou lucros após impostos de £ 40 milhões (US $ 112 milhões), e foram repassados ao Irã apenas £ 7.000.000. Foram realizadas operações de desestabilização e terrorismo na capital Teerã por operativos da CIA através de movimentação de massas, culminando na derrubada do poder do democraticamente eleito Mossaddeq.

Em seu lugar assumiu o Shah Reza Pahlavi, escolhido pela CIA e pelo MI6 para governar o país com mão de ferro, garantindo os interesses dos EUA e da Inglaterra. Após o golpe de 1953, o governo do Xá formou a Savak (polícia secreta iraniana), cujos agentes foram treinados nos Estados Unidos. A Savak foi dado “carta branca” para torturar dissidentes suspeitos.

Revolução Islâmica

A impopularidade do regime tirânico de Reza Pahlavi e de sua Savak, além de políticas fracassadas voltadas para o povo, foram exploradas pelos clérigos islâmicos, os quais eram a única frente organizada contra o Shah. Através de manifestações contra o ocidente e o governo, Reza Pahlavi fugiu de Teerã e buscou refúgio nos EUA, abrindo caminho assim para o Aiatolá Ruhollah Khomeini, o qual instaurou a República Islâmica do Irã, com forte tendências antiocidentais.

Muitos historiadores entendem que o atual extremismo religioso antiocidental iraniano, é resultado das ações dos EUA/GB no país na década de 50. E o caso de se pensar se o termo “grande satã” cunhado por Khomeini em relação aos EUA seria realmente tão injusto…

Anglo Persian Oil Company

Fundada em 1908, foi rebatizada Anglo-Iranian Oil Company – AIOC, em 1935, e atualmente é conhecida como British Petroleum – BP. Durante a operação Ajax, foi a responsável direta pelo envolvimento da CIA e do MI6 que depuseram o presidente democraticamente eleito Mohammed Mossadeq. Em 2010, foi considerada a terceira maior empresa de energia do mundo e a quarta maior empresa do mundo, com valores agregados de cerca de 308 bilhões de dólares.

Governos Derrubados pela CIA

Irã (1953), Tibet (1950), Guatemala (1954), Cuba (1959), Congo (1960), Iraque (1963), Brasil (1964), Gana (1966), Iraque (1968), Chile (1973), Afeganistão (1973-1974), Iraque (1973-1975), Argentina (1976), Irã (1980), Nicarágua (1981-1990), El Salvador (1980-1992), Camboja (1980-1995), Angola (1980), Filipinas (1986), Irã (2001- até o presente), Iraque (1992-1995), Guatemala (1993), Sérvia (2000), Venezuela (2002), Haiti (2004).

4. TRABALHO DE CONVENCIMENTO

Os chamados “trabalhos de convencimento” são operações que visam convencer a mídia nacional e internacional da legitimidade de uma operação militar ou de um bloqueio econômico contra determinado país, mesmo que suas razões não sejam provadas explicitamente. Visam desqualificar o país-alvo e seus governantes em relação as suas políticas de gerenciamento nacional ao mesmo tempo que convencem a mídia nacional e internacional de que “algo precisa ser feito”. A população é exposta diuturnamente á versão que interessa ao país interessado na queda do regime, formando assim opinião favorável á operação.

O Brasil sofreu este tipo de pressão nas décadas de 80 e 90, quando da tentativa de se justificar a internacionalização da Amazônia, chamada na época de ”pulmão do mundo”. Nesse período, a mídia televisiva exibia constantemente a derrubada de árvores e a queimada de partes da floresta, além da questão indígena. A repetição destas imagens na mídia causou uma comoção internacional, resultando em debates acalorados por vários setores da sociedade mundial, sendo que alguns desses setores defendiam uma imediata internacionalização da floresta tropical brasileira. A questão indígena também é explorada por estes países, mesmo que estes tenham exterminado todos os seus índios no passado.

A ameaça direta ao nosso amado Brasil:

“O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia”. François Mitterrand, 1989, então presidente da França;

“As nações desenvolvidas devem estender o domínio da lei ao que é comum de todos no mundo. As campanhas ecologistas internacionais que visam à limitação das soberanias nacionais sobre a região amazônica estão deixando a fase propagandística para dar início a uma fase operativa, que pode, definitivamente, ensejar intervenções militares diretas sobre a região”. John Major, 1992, então primeiro ministro da Inglaterra;

“Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós”. Al Gore, ex-Vice-Presidente norte-americano:

“A Amazônia é um patrimônio da humanidade. A posse dessa imensa > área pelos países mencionados (Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador) é meramente Circunstancial”. Conselho Mundial de Igrejas Cristãs reunidas em Genebra, 1992.

5. INTERESSES GLOBAIS

Os EUA é a nação que dominou o cenário no século XX, com interesses globais que respondem pelo seu modo de vida e sua compreensão com relação ao resto do mundo. Simplesmente nada de novo, pois os grandes impérios sempre fizeram o mesmo em seu auge. Para manter o que consideram a paz em seus termos (Pax Americana), promoveram intervenções em várias nações, muitas delas democráticas ou não, visando defender os seus interesses econômicos e estratégicos. Esse acúmulo de poder e interesses globais gerou uma nação que interfere em todas as grandes questões mundiais, para o bem ou para o mal.

Cabe a nós, brasileiros, entender o que se passa no mundo, pois a verdade está bem além do que se vê na mídia ou que é recebida dos órgãos federais. Devemos, como povo instruído, entender os mecanismos utilizados por aqueles que podem um dia tornar-se o nosso algoz, intervindo nos nossos assuntos internos, sobre os quais só cabem á nós mesmos decidir. Com o potencial energético, humano, industrial e econômico que o Brasil possui, somos alvos da cobiça internacional travestida de “operações humanitárias ou ecológicas” as quais estão em andamento atualmente.

Felizmente o Brasil, possui uma situação um pouco diferente dos demais países que são alvos fáceis para este tipo de operações, por ter uma capacidade real de crescimento e ser uma democracia real, podendo se tornar uma potência com capacidade de decisão em um futuro próximo.

Mas isso não é nada que um bom ‘trabalho de convencimento’ não possa vir a mudar…

Fonte: PLANO BRASIL, 29 OUTUBRO 2011

A relação entre a CIA e a intervenção militar, por jns | GGN

Marcha em Madri: o povo espanhol está Maduro?!

Filed under: El País,Espanha,Grupos Mafiomidiáticos,Venezuela — Gilmar Crestani @ 10:49 am
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Quando o povo protesta na Espanha, os grupos mafiomidiáticos escondem seus governantes. Quanto diferença em comparação com o tratamento que dispensam à Venezuela? Não sabe por quê? Pergunte a quem os finanCIA!

La Marcha de la Dignidad toma el centro de Madrid con miles de personas

La protesta concluyó con 24 detenidos, de ellos tres menores, y un centenar de heridos

Los manifestantes llegados a pie desde fuera de Madrid no pasaron de 2.000

La protesta se inspira en el sindicato de Gordillo y en los campamentos de IU en Extremadura

Jerónimo Andreu / MARIÉN KADNER / J. J. GÁLVEZ Madrid 23 MAR 2014 – 00:58 CET2850

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Foto: ÁLVARO GARCÍA / Vídeo: EL PAÍS-LIVE!

Las ocho marchas por la dignidad confluyeron ayer en Madrid. A unas 2.000 personas que llegaron a pie desde distintas partes de España se les unieron decenas de miles más en la capital. Los organizadores de la multitudinaria manifestación cifran la asistencia en dos millones de personas. La Delegación del Gobierno señaló sobre las nueve de la noche que había 50.000 manifestantes, cifra que posteriormente rebajó a 36.000 asistentes.

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Un centenar de heridos y 24 detenidos tras la marcha

F. J. BARROSO

La Marcha de la Dignidad fue pacífica hasta bien entrada la noche. Solo entonces elementos radicales y policías antidisturbios entraron en acción. Pasadas las nueve de la noche, ya había una veintena de detenidos, después de varias cargas policiales y el recibimiento a pedradas de los agentes. Casi en la medianoche la cifra se cerró en 24 detenidos, de los que tres eran menores.

La Delegación del Gobierno informó de que a los detenidos se les acusa de resistencia y atentado a la autoridad, vandalismo y destrozos en el mobiliario urbano.

Emergencias de Madrid ha informado también de que hay 101 heridos de carácter leve o muy leve, de los que 67 son policías (46 nacionales y 9 municipales) y, el resto, 34 ciudadanos que participaban en la marcha. Además, 15 personas han sido trasladadas a hospitales para una valoración médica.

Las ocho marchas trataban de ser una metáfora de un malestar que recorre España. Un malestar concreto sepultado bajo números escalofriantes: casi seis millones de parados, decenas de miles de desahucios y miles de millones de recortes en gasto social. La marcha desembocó en manifestación. Todo discurrió de forma pacífica y planificada hasta entrada la noche, cuando elementos radicales y policías antidisturbios entraron en acción. Pasadas las nueve de la noche, ya había 24 detenidos, de los que tres eran menores. Además, los disturbios causaron un centenar de heridos leves o muy leves, de los que 55 eran policías. En total, 15 personas fueron trasladadas a hospitales para una valoración, según Emergencias Madrid.

La convocatoria de la Marcha incluía tres lemas principales (“No al pago de la deuda”, “Ni un recorte más”, “Fuera los Gobiernos de la troika”). Pero de ese programa de mínimos se supo poco ayer. Palideció frente a la diversidad de reivindicaciones de las pancartas. “Si no luchas, pueden contigo”, protestaba Mamen Ruiz, murciana de 32 años con dos hijos y que se unió a la Plataforma de Afectados por la Hipoteca (PAH) de su ciudad cuando vio cerca el desahucio. Virginia, de 47 años y funcionaria de Justicia se manifestaba “por las tasas, por la ley del aborto y para decirle a Gallardón que se vaya”. Belén Calvo, maestra, de 32 años y en paro desde hace tres, tomó un autobús en Burgos por la mañana vestida con una camiseta con la leyenda “Gamonal. Barrio vivo, barrio combativo”. “He venido porque tengo dignidad”, sentenció. En el remolino de voces decepcionadas se fundieron extrabajadores de Panrico y Coca-cola, barrenderos de Madrid, las mujeres del carbón asturiano, pequeños partidos de izquierda, miembros de las mareas antirrecortes…

Las ocho marchas que llegaron el viernes a las proximidades de Madrid se despertaron temprano ayer. Después de un tentempié de fruta y verdura en el barrio de Vallecas, la procedente de Murcia y Valencia (que durmió en el polideportivo de Rivas Vacíamadrid) fue recibida en el centro con lágrimas, bocadillos, sopa de cocido en vasos de plástico y agua. Desde allí, unas 2.000 personas continuaron hasta Atocha.

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El sustrato de la protesta fueron las columnas de caminantes que siguieron el trazado de las seis carreteras nacionales que confluyen en la capital. Pero la verdadera materia prima de la concentración fueron los madrileños y los llegados en trenes, coches y autobuses desde todo el país. En Atocha todas las columnas se unieron en un brazo que avanzó hasta la plaza de Colón, donde se leyó un manifiesto.

A las ocho y media de la tarde se registraron unas cargas en Génova después de que un grupo comenzara a lanzar objetos ante las vallas colocadas por los antidisturbios junto a la sede del PP. Fue la única acción violenta reseñable durante la marcha. La preocupación por episodios de este tipo ha sido constante. Agripa Hervás, organizador de la marcha este y miembro de Esquerra Unida del País Valencià reconocía cierta inquietud: “Tememos que grupos extremistas estropeen una marcha pacifista”. Esta alerta dio pie a un despliegue policial de récord: 1.650 antidisturbios, además de efectivos de la Guardia Civil y la policía municipal.

La manifestación entre Atocha y Colón figuraba en los permisos de la Delegación del Gobierno en Madrid a nombre de un particular. La Marcha de la Dignidad se presenta como un movimiento sin líderes que ha progresado a golpe de asambleas. En gran medida es cierto, pero eso no significa que sus inicios no hayan sido cincelados con esmero. El gran impulsor de la iniciativa ha sido el Sindicato Andaluz de Trabajadores (SAT) de Diego Cañamero y José Manuel Sánchez Gordillo, pero el germen del movimiento se plantó el año pasado en Extremadura, en los Campamentos Dignidad. Esta semilla ha ido regándose hasta ramificar en una elaborada organización que ofrece cobijo a las reivindicaciones de más de 300 colectivos y miles de ciudadanos sin ninguna adscripción.

Los Campamentos Dignidad nacieron en Mérida con una concentración frente a una oficina de empleo que exigía la creación de 25.000 puestos públicos y una renta básica. Abrazado a estas dos reivindicaciones el movimiento fue trepando con vigor, lo que le permitió entretejerse a colectivos en expansión, como la PAH.

Manuel Cañada, excoordinador general de Izquierda Unida en Extremadura y tres veces candidato a presidir la Junta, se convirtió en cabeza visible del campamento. Cañada, miembro de la vertiente más ortodoxa del Partido Comunista (la que en Extremadura ha rehusado pactar con el PSOE) se propuso demostrar que los parados representaban una fuente de movilización social. “Los Campamentos Dignidad somos el 15-M obrero”, ha sido una de sus consignas, insistiendo en lo fértil que resulta el clima de anarquía y pluralidad para movimientos de contestación.

La estrategia de Cañada es un buen ejemplo de la gordillización de la izquierda del sur: el recurso a acciones de resistencia civil para hacer política fuera de los canales parlamentarios. El extremeño reconoce el ascendiente del alcalde de Marinaleda, ha participado en encierros y asaltos a supermercados, y colabora con los impulsores del modelo de okupación social de la Corrala Utopía, plataforma sevillana próxima al SAT.

Los Campamentos organizaron una primera Marcha Dignidad en Extremadura en septiembre de 2013. En esta fase Cañada también tendió puentes con el Frente Cívico Somos Mayoría de Julio Anguita, que ha terminado oficiando de maestro de ceremonias en los actos de presentación de la Marcha de la Dignidad.

Con estos padrinos, el mismo mes de septiembre se desarrolló una primera reunión en Madrid para planificar una marcha estatal. A partir de este pistoletazo de salida arrancó una frenética actividad marcada por la institución de pequeñas plataformas locales dedicadas a recabar apoyos económicos, difundir el proyecto por Internet y negociar con sus respectivos Ayuntamientos el alojamiento de las columnas de manifestantes.

Las asociaciones que han contado con medios (especialmente sindicatos e IU) han cedido locales e infraestructuras para las reuniones de los comités, pero el movimiento se ha basado en la autofinanciación. Por ejemplo, el viaje en los autobuses que llegaron ayer a la capital le ha costado una media 20 euros a cada viajero. Todos los detalles se han cuidado a pesar de la multicefalia imperante. Un equipo jurídico de 50 letrados voluntarios se ha movilizado para enfrentarse a previsibles problemas legales en las manifestaciones. “Si te detienen, hay que decir ‘equipo jurídico 22m”, reza su cuenta de Twitter.

El colectivo Campamento Amigo 15M, red con experiencia en movilizaciones como las mareas ciudadanas, se ha ocupado de coordinar la búsqueda de domicilios en Madrid. Esta red avisa de que no gestiona la creación de un campamento, asunto peliagudo después de que varios colectivos expresaran su ambición de repetir una instalación como la de los indignados en la puerta del Sol en 2011, algo que la Delegación de Gobierno aseguró que evitaría a toda costa.

A las nueve de la noche se habían producido tímidos intentos de extender tiendas por Recoletos sin demasiado éxito.

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19/03/2014

Edward Snowden e a liberdade de expressão made in USA

Yoani Sánchez dá voltas ao mundo criticando a falta de liberdade em Cuba mas sempre volta pra casa. Já Edward Snowden

Edward Snowden: “Las revelaciones más grandes están aún por llegar”

El exanalista de la NSA vuelve a dar una charla en Vancouver tras hacerlo en Austin

Toni García Vancouver 18 MAR 2014 – 23:58 CET16

Snowden, en la pantalla de un robot en Vancouver. / GLENN CHAPMAN (AFP)

Cuando Chris Anderson, el mandamás del TED (Technology Education Culture), anunció que el próximo invitado a sus charlas de divulgación iba a ser Edward Snowden, más de uno casi se cae de la silla. Sabido es que Snowden está refugiado en algún lugar de Rusia, después de haber filtrado miles de documentos secretos gracias a su trabajo en la NSA, una de las agencias de espionaje más poderosas del mundo. El estadounidense, obviamente, no estaba allí, al menos no físicamente. Una suerte de plataforma rodante que coronaba un monitor, apareció en el escenario de las charlas el martes en Vancouver, Canadá. La controlaba, de forma remota, el propio Snowden. El hombre más buscado del mundo (o al menos uno de los más perseguidos) apareció sonriente en el monitor, dispuesto a hablar de control gubernamental, espionaje y transparencia: “Nuestros derechos son importantes, porque nunca sabemos cuando los vamos a necesitar” afirmó de entrada, provocando el primero de los muchos aplausos del auditorio, que en su mayoría parecía rendido al espía más famoso de la era moderna, con permiso de Julian Assange.

“Las revelaciones más grandes aún están por llegar” afirmó Snowden, después de que Anderson (que ejercía de maestro de ceremonias) le inquiriera sobre los centenares de miles de archivos clasificados (se calcula que se llevó 1.7 millones) que aún restaban en su poder y que no habían visto la luz del día. “¿Alguien cree que con todo este entramado se ha prevenido o evitado alguna acción terrorista? Yo digo que no. El terrorismo es la excusa, porque esa palabra genera una reacción emocional (…) Lo único que pretendo es que uno pueda viajar en tren, o enviar un mensaje de texto sin preocuparse por como esas acciones van ser juzgadas por el gobierno en el futuro” explicaba el ex analista.

Snowden, que lleva unas semanas de gira (hace unos días apareció –también vía satélite- en el festival SXSW de Austin), dijo a la audiencia que no quiere "herir" al Gobierno de EE UU, "pero el hecho de que alguien sea declarado culpable sin posibilidad juicio es algo a lo que debemos oponernos como sociedad”. Más tarde, cuando Anderson leyó unas declaraciones de un oficial de los servicios de inteligencia de los Estados Unidos en los que éste afirmaba “me encantaría poner una bala en la cabeza de Snowden”, se mostró algo más lacónico: “Creo que hice lo mejor para el pueblo americano pero soy muy consciente de que hay algunos países que preferirían que no estuviera aquí”.

Finalmente, un visiblemente nervioso Tim Berners-Lee (considerado el padre de la World Wide Web) subió al escenario para reflexionar junto a Snowden sobre el papel de los individuos en un mundo que parece vivir bajo la batuta de las grandes corporaciones del espionaje (“la NSA, por error, interceptó las comunicaciones de todos los ciudadanos de Washington por un año” decía Snowden entre las risas de la audiencia) y culminó el acto con una reflexión en voz alta: “Soy la prueba viviente de que un individuo puede enfrentarse, cara a cara, con las agencias de inteligencia más poderosas del mundo… y ganar”.

Edward Snowden: “Las revelaciones más grandes están aún por llegar” | Internacional | EL PAÍS

07/03/2014

Ucrânia, a Guerra do Gás

Filed under: Guerra do Gás,Terrorismo de Estado,Ucrânia — Gilmar Crestani @ 8:34 am
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ucrainainPor que os EUA não fazem guerra ao Paraguai? Por que no Paraguai não tem Petróleo ou gás? Sim, mas também porque o Paraguai, assim como Porto Rico e Panamá, já são dos EUA…

EUA sofrem pressão interna para vender gás a ucranianos

Políticos e indústria petroleira aproveitam crise na Europa para tentar liberar vendas para o continente

Argumento é que ‘diplomacia energética’ reduziria a influência da Rússia, mas estratégia tem limites

ISABEL FLECKDE NOVA YORKRAQUEL LANDIMDE SÃO PAULO

Enquanto a Casa Branca pune a Rússia com novas sanções diante da crise na Ucrânia, cresce a pressão dentro dos EUA para que o governo autorize a exportação de gás natural para o ex-território soviético, limitando a influência de Moscou na região.

Sob o argumento de ajuda a Kiev, republicanos, políticos de Estados produtores de gás e a indústria petroleira aproveitam para impulsionar no Congresso propostas para liberar as exportações e para agilizar, no Executivo, as autorizações para a implantação de unidades de gás liquefeito.

Por lei, os EUA só podem exportar gás para países com os quais mantêm acordos de livre comércio. Nos últimos meses, contudo, empresas de seis países –China, Japão, Taiwan, Espanha, França e Chile– assinaram discretamente acordos com Washington autorizando a transação.

Em 2013, os EUA ultrapassaram a Rússia como principais produtores de gás do mundo. A quantidade exportada pelo país, porém, é irrisória, e destina-se principalmente ao México e ao Canadá.

A Rússia, por sua vez, exporta 30% de todo o gás consumido na Europa, sendo que a metade dele passa por gasodutos na Ucrânia. Nos últimos anos, Moscou já cortou o fornecimento para Kiev por pelo menos duas vezes –precedente que tem deixado não só ucranianos, mas também europeus apreensivos.

"Há cada vez mais um consenso de que acabar com essa verdadeira proibição de exportações não só controlaria [o presidente russo Vladimir] Putin como ajudaria nossa economia e os nossos aliados na Europa", disse o presidente da Câmara, o republicano John Boehner, ontem.

O especialista em energia Edward Chow, do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais, porém, alerta para a falácia do argumento de diplomacia energética usado pela indústria petroleira.

"Aprovar a exportação não teria impacto algum sobre a situação atual da Ucrânia. Os EUA não têm fábricas de gás liquefeito e não terão até o fim de 2015", afirma Chow.

O Instituto de Petróleo Americano, que representa o setor, reconhece que pode demorar mais de dois anos para as exportações começarem.

"Essa ameaça de a Rússia interromper o fornecimento não vem de agora. Temos que tomar passos hoje para termos a possibilidade de colocar mais gás no mercado em cinco, dez anos", disse Eric Wohlschlegel à Folha.

Para os críticos, as exportações podem significar um aumento no preço doméstico do insumo, elevando custos para a indústria local.

"Não acredito que os EUA devam utilizar a energia com uma arma diplomática", disse Daniel J. Weiss, do Centro para o Progresso Americano.

Para ele, a melhor maneira de reduzir a influência da Rússia é ajudar os países aliados a utilizarem sua energia de forma mais eficiente.

Paraguai

Filed under: Base Militar,CIA,Golpismo,Paraguai — Gilmar Crestani @ 8:13 am
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Na imagem, a realidade do Paraguai vendida pela CIA e distribuída no feicebuque por quem nunca esteve lá.

Paraguai e CIANo Brasil, os mesmos que adulteram imagens de Lula, da ficha falsa da Dilma, divulgam imagens da Haiti como se fosse do Brasil, ou da Líbia e Iraque como se fossem da Venezuela, agora também resolveram defender o Paraguai para atacarem o Brasil. Que a CIA faça isso, é de seu papel, e tem orçamento bilionário pra isso. Agora, quando brasileiros fazem isso, só posso admitir que o complexo de vira-lata continua mais vivo do que nunca.

Só Língua de Trapo explica de forma bem humorada porque o uso, pelos sem noção, da “pujança” Paraguaia para condenarem o Bolsa Família:

Atentado a la zona de paz

Por Emir Sader

El aislamiento político de Estados Unidos en América del Sur tenía su correlato en el aislamiento militar. La base de Manta, en Ecuador, fue desactivada, así que Rafael Correa fue elegido presidente del país. En el paso de la presidencia de Colombia de Uribe a Santos, éste no apeló la decisión del Poder Judicial colombiano en contra de las ocho bases militares de la Operación Colombia, que no fueron así viables.

Cuando los gobiernos de América del Sur constituyeron el Consejo Sudamericano de Defensa, la entonces secretaria de Estado de los Estados Unidos Condoleezza Rice preguntó al entonces ministro de Defensa de Brasil Nelson Jobim cuál sería el lugar de Estados Unidos en ese nuevo órgano y tuvo como respuesta: “Distancia”. En su última reunión, a fines de enero, en La Habana, la Celac, a propuesta del gobierno cubano, decretó a América latina y el Caribe como “zonas de paz”.

Para intentar superar su aislamiento, también en el plan militar corrían rumores, aun durante el gobierno de Fernando Lugo, de que militares norteamericanos estaban instalados en territorio paraguayo, de forma no oficial, sin conocimiento del mismo gobierno de ese país.

Ahora llega la noticia de que el día 24 de febrero de este año, el Comando Sur de EE.UU. instaló un Centro de Operaciones para Emergencias en la ciudad paraguaya de Santa Rosa del Aguaray, en el departamento de San Pedro, al norte de ese país.

El anuncio fue hecho dos días antes por el director de planificación del Comando Sur, George Ballance, después de una reunión con el ministro de Defensa Nacional de Paraguay, Bernardino Soto Estigarribia. El embajador de Estados Unidos y dos diputados del Partido Colorado asistieron a la instalación de la base militar norteamericana.

De esa forma el país del Norte, después del golpe blanco que derrumbó a Fernando Lugo, recibe los dividendos de su nueva estrategia de cambio de gobiernos en América latina, para abrir espacio para la recomposición de sus espacios militares en la región. Mientras, el gobierno de Horacio Cartes cumple su proyecto de volverse el aliado privilegiado de Washington en la región.

La decisión no pasó por ninguna discusión publica ni tampoco por votación en el Parlamento paraguayo. De hecho, la penetración de agentes norteamericanos en el Estado paraguayo nunca dejó de existir, ni siquiera durante los años de gobierno de Lugo. Ya antes de la instalación del centro, la zona se había ido militarizando con la presencia de fuerzas norteamericanas.

Es una zona de grandes luchas campesinas de resistencia al control de las tierras por grandes corporaciones de exportación de soja, además de la presencia en territorio paraguayo del ambicionado reservorio de agua dulce más importante del mundo, el Acuífero Guaraní.

El disfraz de la instalación de la base militar es que se trataría de un centro de operaciones de “emergencia”, buscando pasar la idea de que tenía como función actuar en contra de situaciones de desequilibrio, ecológico o de catástrofes naturales.

Pero el Consejo Sudamericano de Defensa tiene que crear una jurisprudencia respecto de la presencia de tropas extranjeras en territorio de América de Sur, caso contrario la utilización de tropas norteamericanas acantonadas en ese centro podrán generar conflictos, que quedarán fuera de la posibilidad de intermediación de paz del Consejo. Al igual que la decisión de la Celac, se debe imponer una reglamentación que impida que bases militares de potencias externas a la región se instalen en la zona de paz de América latina y el Caribe.

Página/12 :: El mundo :: Atentado a la zona de paz

05/03/2014

O Gás russo e a mala do Kerry

Filed under: GAZPROM,Guerra do Petróleo,John Kerry,Ucrânia — Gilmar Crestani @ 7:18 am
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UcraniaA GAZPROM patrocina metade dos clubes da Europa, principalmente os ucranianos. Se parar, acaba um mercado para jogadores brasileiros. Em compensação, haverá mais McDonalds e distribuidores de coca-cola para emprega-los. Os EUA não têm nenhum interesse, mas também não explicam porque se aliam aos neonazistas (e nem tão neos assim) da Ucrânias. Quando os EUA precisam dar explicação mesmos?!

A principal vantagem, para os brasileiros, é que o dinheiro que finanCIA grupos parceiros do PSOL e PSTU acaba indo para a Ucrânia. Até a Venezuela parece mais calma…

Rússia corta desconto de 30% no gás que vende à Ucrânia

Governo ucraniano já deve US$ 1,5 bilhão por recurso natural, disse o presidente Putin; EUA prometeram US$ 1 bi em empréstimos

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A Comgaz, subsidiária da companhia russa Gazprom, anunciou ontem que deixará de dar desconto no gás natural que vende à Ucrânia. A medida deve ser mais um golpe na economia cambaleante do país, que importa da Rússia mais da metade do combustível que consome.

Um acordo firmado em dezembro entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o então líder ucraniano, Viktor Yanukovich, dava à Ucrânia um desconto de cerca de 30% no valor do gás –o metro cúbico do combustível, que custava US$ 400 (R$ 920), passou a US$ 268,50 (R$ 617).

O contrato, entretanto, precisava ser revalidado a cada três meses, e ontem ocorreu sua primeira revisão.

O presidente russo disse na televisão local que a Ucrânia ainda não havia pago sua dívida com a empresa de gás.

"Eles falharam em honrar a dívida. Acredito que hoje [a dívida] seja de US$ 1,5 bilhão (R$ 3,45 bi) e, se não pagarem em fevereiro, será de US$ 2 bilhões (R$ 4,6 bi). Por isso vamos voltar aos preços normais. Faz sentido comercialmente, não tem nada a ver com a situação na Ucrânia", disse.

Em janeiro, Putin havia dito em pronunciamento que deveria manter o desconto e que honraria a promessa de empréstimos somando US$ 15 bilhões (R$ 34,5 bi) ao país vizinho, não importando quem estivesse no poder.

"O empréstimo é para ajudar o povo comum da Ucrânia, que sofre, e não o governo", afirmara. Os repasses, porém, foram congelados após a queda de Yanukovich.

A Bolsa russa, que havia sofrido queda de 11% na segunda, fechou ontem com valorização de 5,2%. O índice FTSEurofirst 300, que reúne ações europeias, fechou com alta de 2%, depois de ter recuado 2,2% no dia anterior.

APOIO AMERICANO

Para compensar a perda de apoio financeiro russo, o secretário de Estado americano, John Kerry, chegou a Kiev ontem trazendo na mala um plano de auxílio de US$ 1 bilhão (R$ 2,3 bilhões) em empréstimos internacionais e a promessa de assistência técnica ao governo que se forma no país europeu.

Assim que desembarcou, Kerry visitou memorial aos mais de 80 mortos em protestos contra Yanukovich.

A União Europeia anunciou que também vai dar auxílio financeiro à Ucrânia. O pacote deve ser divulgado hoje.

Além disso, especialistas do FMI iniciaram ontem em Kiev reuniões com as novas autoridades para criar um plano de ajuda para o país.

04/03/2014

FinanCIAmento

Filed under: CIA,Financiadores Ideológicos,USAID,Vira-bosta,Vira-latas — Gilmar Crestani @ 10:40 am
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vira-bostFaz um bocado de tempo que venho dizendo isso, que há finanCIAmento aos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Na Venezuela era mais do que manjado. No Brasil, em virtude do forte complexo de vira-latas que transformam jornalistas em vira-bostas, com muito menos se compra muito mais. Menos mal que temos um Aparício Torelly para nos auxiliar no entedimento do troço. Como disse o Barão de Itararé, “quem se vende sempre recebe mais do que vale”.

O financiamento de Washington a jornalistas

publicado em 28 de julho de 2010 às 11:40

23/7/2010|

Como os EUA financiaram mais de 150 jornalistas contra Chávez

por Eva Golinger, no Diário Liberdade

Documentos recentemente desclassificados do Departamento de Estado dos Estados Unidos através da Lei de Acesso à Informação (FOIA, por suas siglas em inglês) evidenciam mais de US$ 4 milhões em financiamento a meios e jornalistas venezuelanos durante os últimos anos.

O financiamento tem sido canalizado diretamente do Departamento de Estado através de três entidades públicas estadunidenses: a Fundação Panamericana para o Desenvolvimento (PADF, por suas siglas em inglês), Freedom House e pela Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (Usaid).

Em uma tosca tentativa de esconder suas ações, o Departamento de Estado censurou a maioria dos nomes das organizações e dos jornalistas recebendo esses fundos multimilionários. No entanto, um documento datado de julho de 2008 deixou sem censura os nomes das principais organizações venezuelanas recebendo os fundos: Espaço Público e Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS).

Espaço Público e IPYS são as entidades que figuram como as encarregadas de coordenar a distribuição dos fundos e os projetos do Departamento de Estado com os meios de comunicação privados e jornalistas venezuelanos.

Os documentos evidenciam que a PADF, o FUPAD, em espanhol, implementou programas na Venezuela dedicados à “promoção da liberdade dos meios e das instituições democráticas”, além de cursos de formação para jornalistas e o desenvolvimento de novos meios na Internet devido ao que considera as “constantes ameaças contra a liberdade de expressão” e “o clima de intimidação e censura contra os jornalistas e meios”.

Financiamento a páginas web anti-Chávez

Um dos programas da Fupad, pelo qual recebeu US$ 699.996 do Departamento de Estado, em 2007, foi dedicado ao “desenvolvimento dos meios independentes na Venezuela” e para o jornalismo “via tecnologias inovadoras”. Os documentos evidenciam que mais de 150 jornalistas foram capacitados e treinados pelas agências estadunidenses e 25 páginas web foram financiadas na Venezuela com dinheiro estrangeiro. Espaço Público e IPYS foram os principais executores desse projeto em âmbito nacional, que também incluiu a outorga de “prêmios” de 25 mil dólares a vários jornalistas.

Durante os últimos dois anos, aconteceu uma verdadeira proliferação de páginas web, blogs e membros do Twitter e do Facebook na Venezuela que utilizam esses meios para promover mensagens contra o governo venezuelano e o presidente Chávez e que tentam distorcer e manipular a realidade sobre o que acontece no país.

Outros programas manejados pelo Departamento de Estado selecionaram jovens venezuelanos para receber treinamento e capacitação no uso dessas tecnologias e para criar o que chamam uma “rede de ciberdissidentes” na Venezuela.

Por exemplo, em abril deste ano, o Instituto George W. Bush, juntamente com a organização estadunidense Freedom House, convocou um encontro de “ativistas pela liberdade e pelos direitos humanos” e “especialistas em Internet” para analisar o “movimento global de ciberdissidentes”. Ao encontro, que foi realizado em Dallas, Texas, foi convidado Rodrigo Diamanti, da organização Futuro Presente da Venezuela.

No ano passado, durante os dias 15 e 16 de outubro, a Cidade do México foi a sede da 2ª Cúpula da Aliança de Movimentos Juvenis (“AYM”, por suas siglas em inglês). Patrocinado pelo Departamento de Estado, o evento contou com a participação da Secretária De Estado Hillary Clinton e vários “delegados” convidados pela diplomacia estadunidense, incluindo aos venezuelanos Yon Goicochea (da organização venezuelana Primero Justicia); o dirigente da organização Venezuela de Primera, Rafael Delgado; e a ex-dirigente estudantil Geraldine Álvarez, agora membro da Fundação Futuro Presente, organização criada por Yon Goicochea com financiamento do Instituto Cato, dos EUA.

Junto a representantes das agências de Washington, como Freedom House, o Instituto Republicano Internacional, o Banco Mundial e o Departamento de Estado, os jovens convidados receberam cursos de “capacitação e formação” dos funcionários estadunidenses e dos criadores de tecnologias como Twitter, Facebook, MySpace, Flicker e Youtube.

Financiamento a universidades

Os documentos desclassificados também revelam um financiamento de US$ 716.346 via organização estadunidense Freedom House, em 2008, para um projeto de 18 meses dedicado a “fortalecer os meios independentes na Venezuela”. Esse financiamento através da Freedom House também resultou na criação de “um centro de recursos para jornalistas” em uma universidade venezuelana não especificada no relatório. Segundo o documento oficial, “O centro desenvolverá uma rádio comunitária, uma página web e cursos de formação”, todos financiados pelas agências de Washington.

Outros US$ 706.998 canalizados pela Fupad foram destinados para “promover a liberdade de expressão na Venezuela”, através de um projeto de dois anos orientado ao jornalismo investigativo e “às novas tecnologias”, como Twitter, Internet, Facebook e Youtube, entre outras. “Especificamente, a Fupad e seu sócio local capacitarão e apoiarão [a jornalistas, meios e ONGs] no uso das novas tecnologias midiáticas em várias regiões da Venezuela”.

“A Fupad conduzirá cursos de formação sobre os conceitos do jornalismo investigativo e os métodos para fortalecer a qualidade da informação independente disponível na Venezuela. Esses cursos serão desenvolvidos e incorporados no currículo universitário”.

Outro documento evidencia que três universidades venezuelanas, a Universidade Central da Venezuela, a Universidade Metropolitana e a Universidade Santa Maria, incorporaram cursos sobre jornalismo de pós-graduação e em nível universitário em seus planos de estudos, financiados pela Fupad e pelo Departamento de Estado. Essas três universidades têm sido os focos principais dos movimentos estudantis antichavistas durante os últimos três anos.

Sendo o principal canal dos fundos do Departamento de Estado aos meios privados e jornais na Venezuela, a Fupad também recebeu US$ 545.804 para um programa intitulado “Venezuela: As vozes do futuro”. Esse projeto, que durou um ano, foi dedicado a “desenvolver uma nova geração de jornalistas independentes através do uso das novas tecnologias”. Também a Fupad financiou vários blogs, jornais, rádios e televisões em regiões por todo o país para assegurar a publicação dos artigos e transmissões dos “participantes” do programa.

A Usaid e a Fupad

Mais fundos foram distribuídos através do escritório da Usaid em Caracas, que maneja um orçamento anual entre US$ 5 milhões e US$ 7 milhões. Esses milhões fazem parte dos 40 a US$ 50 milhões que anualmente as agências estadunidenses, europeias e canadenses estão dando aos setores antichavistas na Venezuela.

A Fundação Panamericana para o Desenvolvimento está ativa na Venezuela desde 2005, sendo uma das principais contratistas da Usaid no país sulamericano. A Fupad é uma entidade criada pelo Departamento de Estado em 1962, e é “filiada” à organização de Estados Americanos (OEA). A Fupad implementou programas financiados pela Usaid, pelo Departamento de Estado e outros financiadores internacionais para “promover a democracia” e “fortalecer a sociedade civil” na América Latina e Caribe.

Atualmente, a Fupad maneja programas através da Usaid com fundos acima de US$ 100 milhões na Colômbia, como parte do Plano Colômbia, financiando “iniciativas” na zona indígena em El Alto; e leva dez anos trabalhando em Cuba, de forma “clandestina”, para fomentar uma “sociedade civil independente” para “acelerar uma transição à democracia”.

Na Venezuela, a Fupad tem trabalhado para “fortalecer os grupos locais da sociedade civil”. Segundo um dos documentos desclassificados, a Fupad “tem sido um dos poucos grupos internacionais que tem podido outorgar financiamento significativo e assistência técnica a ONGs venezuelanas”.

Os “sócios” venezuelanos

Espaço Público é uma associação civil venezuelana dirigida pelo jornalista venezuelano Carlos Correa. Apesar de sua página web (www.espaciopublic.org) destacar que a organização é “independente e autônoma de organizações internacionais ou de governos”, os documentos do Departamento de Estado evidenciam que recebe um financiamento multimilionário do governo dos Estados Unidos. E tal como esses documentos revelam, as agências estadunidenses, como a Fupad, não somente financiam grupos como o Espaço Público, mas os consideram como seus “sócios” e desde Washington lhes enviam materiais, linhas de ação e diretrizes que são aplicadas na Venezuela, e exercem um controle sobre suas operações para assegurar que cumprem com a agenda dos Estados Unidos.

O Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS) é nada mais do que um porta-voz de Washington, criado e financiado pelo National Endowment for Democracy (NED) e por outras entidades conectadas com o Departamento de Estado. Seu diretor na Venezuela é o jornalista Ewald Sharfenberg, conhecido opositor do governo de Hugo Chávez. IPYS é membro da agrupação Intercâmbio Internacional de Livre Expressão (IFEX), financiado pelo Departamento de Estado e é parte da Rede de Repórteres Sem Fronteiras (RSF), organização francesa financiada pela NED, pelo Instituto Republicano Internacional (IRI) e pelo Comitê para a Assistência para uma Cuba Livre.

O financiamento de Washington a jornalistas – Viomundo – O que você não vê na mídia

23/02/2014

Coincidentemente, todas com digitais ianques

Filed under: Guerra do Petróleo,Isto é EUA!,Manipulação — Gilmar Crestani @ 9:46 am
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venezuale obsCENAE depois ainda não sabem porque Nicolás Maduro expulsou a CNN. Taí, ó, bem no fiofó!

IMAGENS QUE ENGANAM – Susana Singer, Ombudsman

Era uma vez um menino sírio de quatro anos que, fugindo do seu país, cruzou sozinho o deserto. Um conterrâneo seu, desamparado, dormiu entre os túmulos do pai e da mãe, vítimas da guerra civil.

As histórias, de cortar o coração, circularam pela internet e foram publicadas em alguns órgãos de imprensa. Felizmente, eram falsas.

O garotinho Marwan, com sua sacola de plástico, não foi encontrado perambulando sozinho rumo à Jordânia, como noticiou, na terça-feira, o site da Folha, o "Estado de S. Paulo" e o "Yahoo", entre outros.

Marwan tinha se distanciado por alguns momentos do resto da família, que caminhava mais à frente, quando foi abordado por funcionários da ONU que ajudam refugiados.

Um deles colocou a foto de Marwan no Twitter, mas sem falar em cruzada solitária pelo deserto. Quem acrescentou a pitada dramática foi uma âncora da CNN que tem 122 mil seguidores na rede social. Dali, a imagem se espalhou.

O outro menino, do cobertor vermelho, não é sírio, os montes ao seu redor não são túmulos e ele não estava dormindo.

Nesse caso, houve má-fé. A imagem foi pinçada do Instagram de um fotógrafo saudita e ganhou uma legenda mentirosa. Era um ensaio artístico, em cenário montado, sobre o "amor insubstituível dos pais". O menino é sobrinho do fotógrafo, não é órfão e não vive na Síria.

O propagador do engano é um americano que vive na Arábia Saudita e tem 179 mil seguidores no Twitter. A imagem explodiu na web, em janeiro, mas a grande imprensa não caiu na armadilha.

Os dois casos ilustram como não dá para confiar no que está nas redes sociais, onde "quem conta um conto aumenta um ponto".

10/10/2013

Egita USA ajuda militar para manter a dita dura

Filed under: Ditadura,Egito,Hosni Mubarak,Isto é EUA!,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 7:29 am
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Deu a lógica, onde há ditadura, há patrocínio dos EUA. E quando há patrocínio do Tio Sam os a$$oCIAdos do Instituto Millenium estão proibidos de informar. Se parar, pode… E assim só ficamos sabendo que os EUA patrocinavam a ditadura de Hosni Mubarak depois que ele foi derrubado. E assim funciona o que os nossos vira-latas costumam vender como a maior DEMOcraCIA do ociDente!

EUA suspendem parte de ajuda ao Egito

Casa Branca decide cortar ‘equipamentos de grande escala’ do pacote anual de US$ 1,3 bilhão a militares egípcios

Medida é resposta ao golpe que derrubou o presidente eleito Mohammed Mursi e à repressão aos protestos

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Os Estados Unidos decidiram ontem cortar, temporariamente, parte da ajuda militar de US$ 1,3 bilhão (R$ 2,86 bilhões) concedida anualmente ao Egito desde 1987.

A inédita medida é uma resposta ao golpe que derrubou o presidente egípcio Mohammed Mursi, em 3 de julho, e à repressão do governo militar interino contra manifestações de seus apoiadores.

O anúncio foi feito ontem por Jen Psaki, porta-voz do Departamento de Estado. Segundo ela, Washington deixará de enviar "alguns equipamentos militares de grande escala e assistência em dinheiro ao governo".

A retomada do envio só ocorrerá caso haja "progresso crível rumo a um governo civil eleito democraticamente", disse Psaki.

A porta-voz não informou o valor exato do corte na ajuda ao Cairo, mas disse que os equipamentos valem "centenas de milhões de dólares".

Sob anonimato, um funcionário do governo disse que o pacote de redução inclui a retenção de dez helicópteros Apache, com custo estimado em US$ 500 milhões.

O congelamento também atingiria o envio de mísseis Harpoon e peças para tanques A1/M1, afirmaram autoridades americanas.

O governo americano se comprometeu a manter, porém, verbas para a segurança das fronteiras e ações contra o terrorismo islâmico, especialmente na região do Sinai. Também continuará o envio de peças de armas e equipamentos para manutenção das forças do Egito.

Além do repasse militar de US$ 1,3 bilhão, os EUA gastam cerca de US$ 250 milhões (R$ 550 milhões) para financiar programas de fomento econômico, de saúde e educação no país árabe –dinheiro que não será afetado, segundo Washington.

Desde a deposição de Mursi, o governo de Barack Obama estudava uma forma de punir o Egito sem classificar a ação dos militares como um golpe –o que implicaria, pela lei americana, na suspensão total da ajuda ao Cairo.

O Egito é o segundo país que mais recebe ajuda militar do governo americano, atrás apenas de Israel –descontando a operação americana no Afeganistão.

Obama evitou usar o termo "golpe", mas foi minando o apoio aos militares. Em agosto, já havia cancelado exercícios militares conjuntos com o Egito e adiado a entrega de quatro caças F-16.

O anúncio traz tensão no Oriente Médio porque Israel vê a ajuda americana como parte de seu acordo de paz com o Egito, firmado em 1979.

Os israelenses também temem que os EUA possam indiretamente insuflar os simpatizantes de Mursi e o extremismo islâmico no Sinai.

A decisão desagrada ainda à Arábia Saudita e a seus parceiros do Golfo, que já prometeram US$ 12 bilhões (R$ 26,4 bilhões) ao Egito se os EUA cortassem o auxílio.

05/10/2013

GIAP, o cara

Filed under: Giap,Vietnã — Gilmar Crestani @ 9:10 am
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Hanói, Vietnã, 10/07/2008 – Foto: Ricardo Stuckert/PR
Giap, o homem que humilhou dois Impérios

Morre no Vietnã, aos 102 anos, gênio militar responsável por arrasar “mito da invencível superioridade dos Estados Unidos”

Por Xavier Monthéard, no Le Monde Diplomatique | Tradução: Antonio Martins

Do nada, ele fez um exército; de um enfrentamento local, um símbolo da resistência à iniquidade. Ele venceu os franceses da batalha de Diên Biên Phu, em 1954, e depois arrasou os norte-americanos, com a Ofensiva do Tet, em 1968. Um David que triunfou sobre diversos Golias: assim se inscreve o general Vo Nguyen Giap na história do Vietnã.

Giap nasceu em 25 de agosto de 1911, em Annan, protetorado da Indochina francesa. Foi criado por sua família numa atmosfera de orgulho pela dominação estrangeira. No colégio de Hue, a leitura do Processo da Colonização Francesa, de Ho Chi Mihn, transtorna-o. A ganância dos colonizadores, seu desprezo pela população local e sua brutalidade provocam, em 1930, um vasto levante, duramente reprimido. Instruído pela prisão, Giap terá, a partir de então, vida dupla.

Forma-se em 1934, torna-se professor, casa-se. Ao mesmo tempo, ingressa no Partido Comunista, clandestino. As bases do Vietminh, uma estrutura operária e camponesa ligada à Internacional Comunista, estão superadas. Na China, Giap recebe, em 1940, orientação de formar um exército de libertação. Tem trinta anos, seu futuro transforma-se. A partir de então, três décadas de combate – pela independência, em setembro de 1945; contra o ocupação francesa da Indochina, até 1954; contra os invasores norte-americanos, expulsos em 1975 – serão marcadas por seu gênio militar.

Sem formação militar acadêmica, Giap refina o conceito de “guerra popular prolongada”: um exército de camponeses firmemente apoiado na população. Suas tropas souberam ser respeitadas nos vilarejos por sua abnegação, que contrastava com a arrogância francesa e norte-americana. Em contrapartida, os civis ajudavam os soldados e tornaram possíveis proezas logísticas. Basta vislumbrar as dificuldades do cerco de Diên Biên Phu: durante 55 dias, jangadas e bicicletas, que se esgueiravam pelas trilhas da floresta, abasteceram de alimentos e munições um exército sob chuva de bombas e napalm.

Para Giap, a guerra revolucionária comportava três fases: a defesa estratégica, a guerrilha e a contra-ofensiva. Ele foi insuperável nas duas primeiras, mas se mostrava às vezes impaciente, nas operações de grande amplitude. Soube, porém, transformar uma derrota tática, como a de Têt, numa vitória política: a opinião pública norte-americana tremeu, quando descobriu a onipresença dos “Vietcongs”.

Afrontado por uma lógica de aniquilação, Giap desenvolveu uma estratégia que fez voar em pedaços o que ele chamava de “mito da insuperável potência das tropas norte-americanas”. Segundo um de seus biógrafos, Cecil B. Currey, Giap foi “talvez o único gênio militar do século 20 e um dos maiores de todos os tempos” – porque “desencadeou uma batalha contra seus inimigos a partir de uma situação de grande fraqueza, começando quase sem tropas, porém capaz de vencer sucessivamente os vestígios do império japonês, os exércitos da França (à época segundo império colonial) e os Estados Unidos, então uma das duas superpotências do mundo”

SQN

21/09/2013

A Operação Peter Pan da CIA

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Uma história inacreditável, como todas escritas pela CIA mundo afora. E por aí se entende porque os a$$oCIAdos do Instituto Millenium são tão afinados em manchetes produzidas pelos interesses norte-americanos.

Operación Peter Pan

Por Sandra Russo

Así se llama el documental que Estela Bravo estrenó en 2010, y que en el homenaje a la realizadora norteamericano-cubana en el reciente Festival Unasur Cine se proyectó junto a otro que habla de los nietos recuperados argentinos, ¿Quién soy yo? La verdad, elegí asistir por el respeto que me merece Estela Bravo, pero mi interés estaba centrado en este último. Y sin embargo, una vez en mi butaca, cuando empezó a desplegarse en la pantalla la historia de los Pedro Panes, lo increíble, lo invisibilizado, lo sádico y al mismo tiempo lo profundamente amoroso que Bravo logró contar sobre esa operación de guerra psicológica de la CIA que tuvo lugar entre 1960 y 1962, tocó una fibra tan fina, y tan inesperada, que no puedo menos que rendirle el pequeño tributo de multiplicar aquí aquella historia, porque creo que Bravo trabaja para eso: para ahondar y multiplicar la conciencia de algunas cosas que pasan en el mundo.

Como no tenía ni idea de lo que había sido en realidad la Operación Peter Pan, fui tomada por asalto por las imágenes de los campamentos para niños de Miami y otras ciudades norteamericanas creados para alojar en esos dos años a los más de 14 mil niños de entre 2 y 16 años que fueron enviados desde Cuba para salvarlos del cuco comunista. Primero mandaron a los varones mayores de 10 años de la clase alta, después a los menores de la pequeña burguesía, después a las nenas, después a los niños más chiquitos. Las escenas del aeropuerto son desgarradoras: los padres agitando las manos y quebrados en llanto detrás de un vidrio, los niños desolados subiendo a los aviones de American Airlines. Esos padres y madres que se desprendían de sus niños, a muchos de los cuales no volvieron a ver más, habían sido engañados.

Ese fue el primer y atroz impacto. Yo había ido a ver un documental sobre cómo la dictadura argentina partió a miles de familias y se apropió de la identidad de centenares de niños, y tenía allí un antecedente sobre cómo –-antes de que existieran las redes sociales, antes de la concentración globalizada de los medios de comunicación– se había implementado una mentira monstruosa que partió al medio a otras miles de familias que, queriendo proteger a sus hijos, los entregaron para que crecieran en orfelinatos norteamericanos. Pero los protegían de algo que nunca iba a pasar.

En complicidad con la Iglesia de Miami, la CIA falseó –imprimió, distribuyó, propagandizó– una presunta ley del nuevo gobierno cubano, según la cual el Estado les quitaría la patria potestad de los hijos a sus padres, para enviarlos a hacer trabajos forzados en la Unión Soviética. Cuando se habla de guerra psicológica, se habla de esto. De engaño cerril. A cincuenta años de distancia es obvio que la patraña tenía por objeto la creación del fantasma del comunismo que se come crudos a los niños y otros cuentos de terror pero, en 1960, los padres y las madres de más de 14 mil niños cubanos se lo creyeron. La Embajada de Estados Unidos expidió visas precarias para menores de 16 años, pero no para sus padres. Los mandaban en charters colmados, con sus valijitas, a un destino incierto que desbordó los campamentos para niños y terminó incluyendo a muchas familias que les ocultaron sus orígenes.

Después los separaron, los mezclaron, los sumergieron en una historia de confusión donde todos ellos se sintieron niños abandonados. Recién treinta años después de la Operación Peter Pan, una de aquellas niñas, Elly Chovel, se propuso rastrear a otros Pedro Panes porque la urgía la necesidad de pasar en limpio la vida que habían vivido, marcada por la mentira que había pergeñado el país en el que vivían. Logró ponerse en contacto con unos 2 mil de aquellos pobrecitos, ya hombres y mujeres con vidas norteamericanas, y sin embargo todos con una herida abierta desde la temprana infancia. Muchos de ellos fueron abusados, tanto en los orfelinatos y reformatorios como en casas de familias adoptantes.

Estela Bravo nombra mucho a Elly Chovel, cuyo relato y su voz dulce y energética es uno de los ejes del documental: porque el sueño de Elly era volver a Cuba a cerrar el círculo de su vida, pero no llegó a tiempo. Murió en 2007. El documental de Bravo recoge el viaje de regreso que hicieron cinco ex Pedro Panes, ahora hombres y mujeres de mediana edad, en 2009. “Yo me fui de Cuba, pero Cuba nunca se fue de mí”, dice Candi Sosa, cantante. El ensamble de imágenes de Candi cantando –de niña– en el campamento, dándose fuerza, con la Candi adulta que conserva la misma voz caudalosa y canta la misma canción, quizá sintetice el deseo vital, latente, poderoso que transmite el documental: atar los cabos, unir los hilos sueltos, desenredar la melancolía que ostentan todos ellos, y sanarse.

Chovel era una mujer que no odiaba. Tenía catorce años cuando fue enviada a Miami, y guardaba más recuerdos que otros que habían sido llevados más pequeños. Recuerdos de Cuba. Amaba a Cuba. Los cinco Pedro Panes que volvieron en 2009 a la isla compartían ese espíritu: algo en su interior no había sido doblegado, y persistía el amor por sus sonidos, sus sabores, su lengua, por lo que cada uno, en su propio relato, llama “la patria”.

Los cinco les cuentan sus historias a los pioneros de La Colmenita, en una reunión cristalina que mantienen en un aula. Los niños miran con piedad, con ojos humedecidos, con compasión a esos cinco adultos de aspecto gringo que les cuentan qué diferentes fueron sus infancias. En entrevistas, por separado o grupales, narran escenas de las que no han podido olvidarse nunca. El silencio nocturno de los campamentos. Las voces infantiles gritando “papi” o “mami”. Ya en Cuba, vencido ese monstruo imaginario que los acechó y los capturó, el documental empieza narrando la crueldad política en su faz más descarnada, pero a medida que avanza empieza a hablar de amor; y sigue hablando de amor mucho después de que uno se va del cine.

01/09/2013

Síria, sem os filtros da CIA

 

Patrimonio del espíritu, botín de guerra

Siria es un volcán político y militar pero también una filigrana cultural y religiosa cuya alteración puede tener terribles consecuencias. Ante un ataque no hay que olvidar que puede tambalearse la tolerancia de ese país

Rafael Argullol 1 SEP 2013 – 00:01 CET

EULOGIA MERLE

Abuna di Bishemaya: así suena el inicio del Padre Nuestro en arameo, el supuesto idioma de Jesús. Puede escucharse, cantado por voces bellísimas, en Malula, una pequeña población de 5.000 habitantes, situada a unos 50 kilómetros al norte de Damasco. Malula, al borde de un estrecho desfiladero en un paisaje que insinúa el desierto sirio, es uno de los pocos lugares del mundo en los que se conserva, como lengua viva, el arameo. Sus habitantes, la mayoría cristianos pero también musulmanes, se muestran orgullosos de esta circunstancia y del prestigio de su pueblo en la historia religiosa: allí se conserva el sepulcro de la santa Tecla, mártir de los primeros tiempos, y se dice que el mismísimo san Pablo pasó por allí, no sé si camino de Damasco. El guía que me lo contó, y me enseñó la magnífica iglesia ortodoxa de San Jorge, no lo sabía con exactitud, pero no por eso estaba menos orgulloso de la historia. Era musulmán y se mostraba muy satisfecho por el hecho de que la Navidad y el Viernes Santo, las fechas más señaladas del cristianismo, fueran fiestas nacionales en su país. Lo veía como una muestra de la tolerancia religiosa del pueblo sirio.

En otro viaje por Siria, y por boca de otro guía, se me quiso comunicar la misma sensación, aunque con los protagonistas invertidos. El guía era cristiano y la visita, al mausoleo de un santo musulmán: el gran místico, nacido en Murcia el año 1165, Ibn Arabi. Recuerdo perfectamente la gélida mañana invernal con la nieve cubriendo las callejuelas empinadas que llevaban al mausoleo. El guía me describió el periplo vital y la experiencia espiritual de Ibn Arabi, resaltando en cada momento la confluencia entre componentes religiosos de diversa procedencia. No era un guía oficial, de esos que a menudo llevan el discurso bien aprendido, sino un hombre apasionado, intelectualmente libre, que admiraba la obra creada por Ibn Arabi y era capaz de integrarla a la perfección en la historia de la cultura. También, como el guía de Malula, estaba contento por el grado de tolerancia de sus compatriotas.

Estos días, en los que Siria ocupa el centro de la crónica negra mundial, lo primero que me viene a la cabeza cuando pienso en mis viajes por ese país es la cantidad de hombres apasionados por la cultura recibida. Ahora, al volver la vista atrás, tengo la impresión de que siempre había a mi lado un interlocutor idóneo para explicarme lo que yo no sabía, pero deseaba saber. Un taxista de Alepo, por ejemplo, parecía exquisitamente preparado para hacer el relato sobre la misteriosa evacuación de las ciudades bizantinas al norte de Siria. Cuando le pregunté a un gran traductor del español, ismailita de religión, sobre los hashashin, la secta seguidora del Viejo de la Montaña, también ismailita, que tanto gustaba a Rimbaud —por ser consumidora de hachís y haber dado origen a la palabra asesino—, en lugar de incomodarse, por citarle a unos correligionarios violentos, me lo contó todo acerca de la fortaleza de Alamud y otras fortalezas inexpugnables para los cruzados. Incluso, en el máximo refinamiento de las creencias, me topé con un seguidor del zoroastrismo, religión que yo creía extinguida y que, según mi interlocutor, tenía todavía un puñado de adeptos. Eran unos pocos miles, los suficientes, sin embargo, para dar testimonio de un movimiento espiritual cuyas raíces se remontaban a 25 siglos atrás.

Naciones Unidas es la única institución que osbtaculiza que se imponga el más fuerte

Quizá la quintaesencia de esos interlocutores exquisitos fue un profesor de historia de la Universidad de Damasco, con el que coincidí en un coloquio celebrado en el Museo Nacional y que me acompañó en una visita a sus riquísimas colecciones. A través de sus explicaciones me sumergí en 5.000 años de civilización, hasta el anclaje mesopotámico. No era difícil llegar a la conclusión de que allí, en las piedras milenarias, se encontraba dibujado el origen y el destino de la entera humanidad, a través de sus múltiples creaciones y destrucciones, de su afán de violencia y de belleza. He pensado en él a menudo, en esos días aciagos, porque, si los acontecimientos se precipitan definitivamente, nada va a impedir que el Museo Nacional de Damasco corra, en el inmediato futuro, la misma suerte que su homólogo en Bagdad, devastado y expoliado durante la invasión americana, y cuyas piezas robadas pueden encontrarse fácilmente, al parecer, en los circuitos de los traficantes de antigüedades.

No he visto que nada de todo eso se considere medianamente importante al considerar la situación en Siria, un país que es un volcán político y militar, pero también una filigrana espiritual cuya alteración puede tener terribles consecuencias. En todo este periodo de sangrienta guerra civil la información sobre aquel país ha sido, por lo general, desoladoramente superficial y maniquea. Nadie, por lo visto, se atreve a introducir el punto de vista de la complejidad que, no obstante, sería el único que nos podría ofrecer una real aproximación a la realidad siria. Aunque no haya dudas sobre el carácter dictatorial, y cruel, del régimen de El Asad, sí deberían tenerse dudas profundas sobre el carácter democrático de los denominados rebeldes, un conglomerado que, según se va descubriendo, reúne fuerzas con las ideas completamente contrarias entre sí. Junto a demócratas convencidos los medios de comunicación llaman rebeldes a los que, de tener el poder, no tardarían en fusilar a los demócratas convencidos. Y lo peor es que, al fondo, se tambalea aquel paisaje de tolerancia espiritual que era, y es, el orgullo de tantos sirios. El Asad debería caer, o ser derribado, sí, pero, de imponerse el fundamentalismo de algunas de las facciones en lucha, ¿podemos pensar qué pasará con los cristianos de Malula, con los ismailitas, con los zoroástricos, con los drusos, o, sencillamente con los chíes y suníes? El problema de las intervenciones armadas desde el exterior es que, como se comprobó en Afganistán e Irak, lo complejo es observado como simple, al menos ante la opinión pública, ya de por sí educada, por los medios de comunicación, en la simplicidad. El cirujano se presenta como salvador y, junto al tumor, arrasa todo el organismo.

La información libre está casi supeditada a una propaganda que impide entrar en matices

Cada guerra se justifica con nuevos vocablos. En la terminología de los partidarios de la intervención en Siria el vocablo de moda es responsable: una intervención “justa, legal y responsable”. Es una cuestión de palabras. Para saber si es justa deberíamos calibrar cuál es el tribunal que dictamina la justicia, y la legalidad internacional, de momento, reside en Naciones Unidas, una institución obsoleta, es cierto, pero la única que obstaculiza algo la imposición de la ley del más fuerte. La intervención “humanitaria”, aireada en guerras anteriores, ha sido sustituida por intervención “responsable”. Sin embargo, también aquí se hace difícil saber cuál es el demiurgo que otorga la responsabilidad para que un país intervenga en otro. Acabar con la dictadura de El Asad parece muy atractivo, pero ¿y lo otro?

Paradójicamente, en la era de la información absoluta, la opacidad también es absoluta. Debo confesar que, en los últimos dos años, he seguido con mucha atención las noticias procedentes de Siria sin lograr formarme una idea medianamente coherente de lo que ocurre. De manera creciente he tenido la penosa impresión de que, como sucede en todos los asuntos, la información libre está muy mermada, supeditada casi a una propaganda que impide entrar en matices. Cuando, precisamente, es el matiz el que nos introduce en la diversidad de mundos que se oculta tras una noticia. Nunca ha habido tanta libertad para informar y nunca ha habido tan poca transparencia, pese a los esfuerzos de muchos que escriben en canales alternativos.

Me disgusta no poder tener una idea nítida de lo que actualmente acontece en Siria. De modo que sigo confiando en las sensaciones que me transmitieron, durante los viajes, mis interlocutores sirios, hombres apasionados con la cultura y orgullosos con la tolerancia. Esperemos, por ellos y por nosotros, que, en medio del torbellino destructor, que ya se ha cobrado 100.000 vidas, el patrimonio del espíritu no se convierta en mero botín de guerra.

Rafael Argullol es escritor.

Patrimonio del espíritu, botín de guerra | Opinión | EL PAÍS

19/07/2013

Espionagem made in USA

Filed under: Espionagem made in USA,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:04 pm
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Se os EUA soubessem do Instituto Millenium, não espionariam… Todos os vira-latas com pedegree e vira-bostas de zoológico foram ou vão um dia pertencer ao dito cujo.

A espionagem americana no Brasil, por Bob Fernandes

Enviado por luisnassif, sex, 19/07/2013 – 14:05

Sugerido por pacoandrade

Do Terra Magazine

Como os Estados Unidos espionaram o Brasil

Bob Fernandes

"As fitas grampeadas, 38 fitas, ainda que explosivas, são apenas parte dessa história. O grampo é motivo e consequência. O grampo é, a um só tempo, gerador e espelho da degradação e da absoluta desproteção a que estão entregue os cidadãos. Os enredos que antecedem e se completam com a fitalhada grampeada, as conexões e personagens remetem aos porões do Brasil".

Estas eram as linhas quase iniciais de “Os porões do Brasil”, a primeira de uma série de oito reportagens que publiquei na revista CartaCapital entre março de 1999 e abril de 2004. Nestas reportagens, histórias, documentos, nomes, fatos sobre como agiam no Brasil os Serviços de Inteligência – de espionagem, em bom português – dos Estados Unidos.

Agiam quase sempre em constante parceria com a Polícia Federal daqueles tempos, dos anos 90 e dos dois primeiros anos do século XXI. Tempos em que uma Polícia Federal com baixo orçamento era refém do dinheiro e do poder de penetração da CIA, DEA, FBI, algumas das muitas agências dos EUA que então atuavam no país.

Essa primeira reportagem produziu efeitos. O diretor-geral da Polícia Federal, Vicente Chelotti, foi demitido pelo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Até que a reportagem mostrasse o contrário, supunha-se que existiam grampos com o teor de conversas do presidente Fernando Henrique. Conversas grampeadas em meio às negociações com o governo dos EUA para a compra do sistema de radares para a Amazônia. Negócio de US$ 1,4 bilhão que produziria um escândalo que se tornou conhecido como "O Caso Sivam". Conversas grampedas pela PF em consórcio com a CIA.

A reportagem – que à época teve acesso a 12 horas de conversas, o conteúdo de 38 fitas grampeadas dentro da PF, inclusive na sala do diretor – mostrou que as tais fitas, que existiram, já não existiam. Por motivo de economia, naqueles tempos de baixo orçamento da Polícia Federal, fitas do Caso Sivam haviam sido apagadas; para serem reutilizadas.

Apagaram as fitas, mas o teor dos diálogos havia sido reconstruído a partir de anotações dos agentes. E essa era a espada sobre a cabeça do governo FHC: o que havia nos grampos do Caso Sivam? Provado que já não existiam vozes, só reconstituições das conversas – em papel – caiu o diretor da Polícia, que se acreditava ser o guardião das tais fitas.

A apuração para essa reportagem durou um ano e, em meio à investigação, surgiria o mais importante: numa PF dividida de cima a baixo, em vários em grupos de poder, atuavam serviços secretos dos Estados Unidos; em especial a CIA, com ligações no gabinete do diretor, e a DEA, à época ligada à DRE-PF, a Divisão de Repressão a Entorpecentes.

A ligação da DRE com a DEA, como então reconheceram alguns dos seus integrantes, dava-se por motivos de ordem prática. Com orçamento medíocre, para suas operações mais sensíveis ou de maior porte a PF dependia do socorro, inclusive e principalmente financeiro, da agência de combate às drogas dos EUA.

Mais grave, o escopo de atuação da CIA. A Central de Inteligência atuava em "regime de informação compartilhada" com um setor de ponta da Polícia Federal. Situado no Setor Policial Sul, ao final da Asa Sul, em Brasília, o Centro de dados Operacionais, CDO.

Base eletrônica, o CDO nasceu como "doação" da CIA, via Departamento de Estado, ainda no governo José Sarney. Desde os tijolos até a primeira dezena de carros, outra doação; essa feita via uma base norte-americana no Paraguai, tudo com o DNA da CIA. A partir daí, essa história começou a ser contada.

Nos links que se seguem, as 78 páginas das oito reportagens publicadas entre 3 de março de 1999 e 21 de abril de 2004. Reportagens nas quais é relatada a desabrida ingerência dos serviços de espionagem dos EUA e a submissão brasileira à época. Narrativas com documentos, nomes, histórias, datas, fatos…

Edição 92: Na capa “Os Porões do Brasil” a reportagem intitulada “Casos de Polícia”. Ali, a história de como o presidente Fernando Henrique se tornara um refém de supostas fitas do Caso Sivam. Como as fitas tinham sido apagadas e só existiam transcrições, já não havia o suposto perigo de conversas apimentadas ainda existirem.

O diretor da Polícia Federal, Vicente Chelotti, foi demitido dias depois da publicação da reportagem. E num box, às páginas 28 e 29, essa história começava a ser contada com o título “O SIVAM, A CIA E OS TRAPALHÕES”. Mas não apenas. Revelações de como também a DEA operava à sombra da Polícia Federal.

Edição 97: A 12 de Maio de 99, pouco mais de dois meses depois, a segunda reportagem: “CIA e DEA pintam e bordam no Brasil”. Na capa, o cartão de visitas do então Chefe da CIA em Brasília, Craig Peters Osth, que se apresentava como “Conselheiro da Embaixada dos Estados Unidos da América”.

Disfarce habitual, mas em vão. A reportagem já tinha a história. O CDO, dentro de instalações da PF, era uma base operada no regime de “informação compartilhada”. Nessa reportagem, o roteiro de como a CIA operava no Brasil.

Quem foram os chefes no CDO. Onde, antes, a CIA estava ancorada na PF. Quais foram, ao menos alguns, os delegados e agentes que, em Washington, durante treinamento da CIA, submeteram-se aos testes do detector de mentiras.

A CIA, via CDO, chegara a manter 15 escritórios no Brasil. Enquanto a reportagem era feita, os escritórios eram quatro: em Brasília, Belém, Cuiabá e Porto Velho. Um dos chefes da agência no país havia sido Blocker, seguido por Jimmy e, nos tempestuosos dias do SIVAM, Bramson Brian.

Na reportagem, internamente intitulada “Mundo das Sombras”, entrevista com Craig Peters Osth que, candidamente, negou ser o chefe da CIA. Inútil. Não havia “Conselheiro” estrangeiro em Brasília que não conhecesse o chefe da CIA.
O CDO, divulgada escancaradamente sua existência e DNA, mudaria de nome. Se tornaria o SOIP. Com a continuidade dos relatos seria chamado de COIE.

Edição 98: Duas semanas depois, a 26 de maio, a terceira reportagem de capa. Nesta, o então Chefe da Missão Diplomática, o titular da representação naquele momento em que o cargo de embaixador estava vago, surgia bradando: “Temos o dinheiro, as regras são nossas”.

Palavras de Jame Derham. Craig Peters Osth, entrevistado na reportagem anterior, em seguida havia sido chamado de volta aos Estados Unidos. Queixumes chegaram ao Palácio do Planalto. Numa festa, entre embaixadores, James Derham desabafou:

– Quem manda é quem tem dinheiro, e quem tem dinheiro somos nós. A gente se vincular à Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) para combater as drogas é uma bobagem. O Brasil não tem dinheiro para isso.

Donde, o título interno da reportagem: “Bwana não góstar”.

Derham atacou também o chefe da Senad, Wálter Maierovitch:

– Esse juiz não vai fazer nada porque a secretaria não tem dinheiro. Nós temos o dinheiro, as regras são nossas.

Maierovitch, à época, depois de dura interpelação pediu ainda que Mister Derham deixasse o Palácio do Planalto, onde se dera o entrevero. Em documento protocolado, o chefe da Senad relatou o fato ao general Alberto Cardoso, chefe da Casa Militar.

À reportagem, Maierovitch diria:

– Todos os agentes da CIA e da DEA devem apresentar-se à Senad. Não tenho como comprovar se agem irregularmente ou não. Cooperação, sim. Invasão de soberania e cooptação, não.

Por opor-se às tese e ações dos serviços secretos e do governo dos EUA quanto ao combate às drogas e espionagens, Wálter Maierovitch seria derrubado da Senad mais adiante. Sem o apoio do presidente Fernando Henrique, que não queria embaraços na sua relação com o presidente Bill Clinton.

Edição 122: Quase um ano depois, a 10 de Maio de 2000, uma longa entrevista:“Um Espião Abre a Boca”. Um brasileiro, contratado pela DEA como informante – o que era e é ilegal – revelou com detalhes, em 10 páginas, como a Drug Enforcement Administration , a DEA, operava à margem da lei no Brasil.

“Amadeu”, codinome, descreveu a relação de subserviência que a Polícia Federal então mantinha com a DEA. Entregou nomes, documentos, datas, histórias, esmiuçou como a agência contratava dezenas de informantes- sem poder fazê-lo-, como pagava as contas da PF, quem eram os chefes…

Getúlio Bezerra, então chefe da DRE, em entrevista, admitiu: “Ideal seria não depender”. Mas dependiam.

Edição 185: As provas seriam exibidas quase dois anos depois, na edição de 17 de abril de 2002, cuja capa informava: “A Prova: como os EUA pagam contas da Polícia Federal”.

Na reportagem intitulada “Relações Carnais”, as provas de tudo que havia sido relevado naqueles anos. Via contas CC-5, a embaixada dos EUA depositava dinheiro nas contas de delegados da Polícia Federal.

Dinheiro para pagar operações, entre os anos de 1996 e 1999, quando CIA e DEA atuavam desabridamente dentro da PF. Naquele período, pagamentos de R$ 2 milhões. O dinheiro entrava via CC-5 e Citibank.

Novamente entrevistado, Getúlio Bezerra, o chefe da DRE da PF, admitiu: há quase 20 anos a DEA depositava dinheiro para operações em contas nominais de delegados da PF. Disse ainda:

– A gente não é soberbo que não possa receber, e não estamos limitados a isso. Temos certa independência. 

Edição 283: Mais dois anos, 24 de Março de 2004. Em 17 páginas de entrevista, o homem que deixava a chefia do FBI no Brasil contou tudo. O escritório do FBI era oficial, nada clandestino. Mas as informações de Carlos Costa eram explosivas. Título na capa: "Os EUA grampearam o Alvorada".

Carlos Costa, então um dos 39 chefes do FBI espalhados pelo mundo e, portanto, com acesso a documentos reservados no mais alto grau, revelava:

– Documento secreto algum falava em armas de destruição em massa, Bush e Blair queriam a guerra… Jamais li documento secreto que indicasse a existência de armas de destruição em massa no Iraque. O que li assegurava o contrário… Rumsfeld esteve com Saddam em 20 de dezembro de 82, entregamos a ele (Saddam) as técnicas do Antraz.

Mas muito mais Carlos Costa contou sobre o Brasil, referindo-se aos anos 90 e início dos anos 2000. Admitiu que serviços secretos dos EUA haviam grampeado o Itamaraty e Palácio da Alvorada. Disse, com todas as letras: “A Vossa Polícia Federal é nossa, trabalha para nós a anos (…) Foi comprada por alguns milhões de dólares”.

Afirmou também que existiam programas para “influenciar” a imprensa, a mídia. E o que seria “influenciar”? Comprar, se necessário? Resposta:

– Seja lá o que for necessário. Virar a opinião pública a nosso favor.

Costa contou também como se forçava a barra, como havia uma “obsessão” em relação a Tríplice Fronteira e o terrorismo:

– Aquilo ali é um lugar que por si só é fora da lei… terroristas nunca foram detectados, e investigamos muito, até porque o Brasil perguntou a nós: “Vocês sabem onde estão os terroristas?”. O que tem é muita retórica…

Informou ainda Carlos Costa:

– Há quem envie dinheiro para o Hezbollah desde o Brasil, da Tríplice Fronteira? É certo que há, mas o Hezbollah é um partido político legal que tem seu braço armado, terrorista. Bem, em Detroit, em New York, nós temos cidadãos americanos que mandam dinheiro para o Hezbollah, para orfanatos, hospitais, mas o destino final é tão incerto quando parte do dinheiro do Brasil…

O objetivo era claro. Os Estados Unidos, no vácuo do 11 de setembro, aproveitavam para forçar a criação de uma ampla base de Inteligência no Cone Sul.

Ao longo das 17 páginas, o chefe do FBI no Brasil revelou:

– O FBI ordenou, depois do 11 de setembro, mas me recusei a “monitorar” (grampear) mesquitas, xeques e líderes muçulmanos no Brasil.

Carlos Costa se recusou, mas o fato é que o FBI ordenou espionagem ilegal no Brasil.

Edição 284: Na edição seguinte, de 31 de março de 2004, “A Lista dos Espiões Americanos no Brasil”. O “Conselheiro de Assuntos Regionais", Jack. G. Ferraro, era na verdade o chefe da CIA, lotado na embaixada em Brasília.

Thomas Harold Lloyd, o “Primeiro Secretário”, era da NAS e Mark Kenyon Edmondson, “Adido para Combate às Drogas”, era da DEA, assim como fora Pat Healy à época das primeiras reportagens, em 1999.

O sucessor de Carlos Costa no FBI foi Donald Gleg, e o “Adido” Julio Velez era o homem da US Customs…

Edição 287: Em 21 de abril daquele mesmo 2004, a última daquela série de reportagens: “Dois Delegados da PF Revelam a História da CIA no Brasil”.

Ao longo de 10 páginas, os delegados José Roberto Pereira e Rômulo Berrêdo não apenas confirmam tudo o que havia sido publicado nos cinco anos anteriores. José Roberto, que dentro da PF enfrentara a CIA ainda em 1997, revela em detalhes a dimensão da ingerência dos EUA. E da submissão do Brasil.

Em meio a um relato coalhado de informações e minúcias, o delegado diz com todas as palavras:

– Uma elite dentro da Polícia Federal trabalhava para a CIA e se orgulhava disso (…) Todo mundo sabia. Não concordávamos…

– O presidente Fernando Henrique sabia que tinha falado e temia, pois não sabia que a fita não estava mais gravada…

O delegado Rômulo Fish de Bêrredo Menezes havia sido Corregedor na Polícia Federal. Num relatório radiografou a promiscuidade entre a PP e a CIA, desde 1988, e afirmou:

– O CDO (CIA) gasta dinheiro dos EUA e, do meu ponto de vista, não existe um acordo legal. Isso é muito grave…

– O CDO, hoje COIE, (neste 2013 abriga a DAT, Divisão Antiterrorismo) foi construído com dinheiro americano e isso está no meu relatório… todos se dizem “Adidos” e “Conselheiros”…

Disse ainda o delegado Bêrredo em relação ao diretor da PF à época da entrevista, Paulo Lacerda:

– Paulo Lacerda, eu, pessoalmente, o tenho em altíssima consideração. Ele herdou isso, uma coisa que vem desde 1988, não é simples de resolver, mas eu sei que ele vai tentar resolver da melhor forma…

Na gestão de Paulo Lacerda, que tinha Márcio Thomaz Bastos como ministro da Justiça, o orçamento da Polícia Federal multiplicou-se. Tempos de mais de 5 mil operações contra crimes do colarinho branco, de portas fechadas para operações ilegais de serviços estrangeiros; ao menos de operações ilegais em consórcio e com beneplácito da Polícia do Estado.

Exemplo: numa dessas operações o então primeiro-ministro da França, Dominique de Villepin, enviou um Hércules C-130 para o Amazonas.

Desembarcados em Manaus, onze agentes do serviço secreto da França, à frente o terceiro homem na hierarquia de Villepin, o diplomata Pierre Henri Guignard. A missão secreta era executar uma operação de resgate na selva brasileira, tendo como base o município de São Paulo de Olivença.

Operação de resgate da senadora franco-colombiana Íngrid Betancourt, amiga de Villepin, então prisioneira das FARC. Operação de resgate que deveria se dar em território brasileiro.

No domingo, 13 de julho de 2003, descoberta a operação secreta, o Hércules C-130 e os agentes secretos franceses receberam um “convite” do governo brasileiro: tinham que deixar o país imediatamente. E assim foi feito, apressada e pontualmente às 13 horas.

Também o “convite” para deixar o Brasil imediatamente foi reservado. Essa história começaria a ser contada uma semana depois. Mas essa é outra história desse mundo de espiões e espionagem.

A espionagem americana no Brasil, por Bob Fernandes | Brasilianas.Org

16/07/2013

Roubo made in USA!

Filed under: Argentina,Roubo made in USA! — Gilmar Crestani @ 8:33 am
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El canciller Timerman presentó a la Justicia la documentación acerca del espionaje informático sobre más de cien personalidades de la política argentina, que le fue entregada, como a otros países, por servicios de inteligencia extranjeros en la reunión del Mercosur. También Evo Morales denunció la parte que le corresponde a Bolivia.

Tras las pistas de los mails pinchados

La información la recibió de un funcionario de otro país durante la reciente Cumbre del Mercosur. La red de espionaje internacional alcanzaría también a otros cuatro Estados miembros y adherentes del bloque.

El canciller Héctor Timerman denunció ayer ante la Procuración General de la Nación la posible existencia de una red de espionaje internacional que habría “interceptado o captado” comunicaciones electrónicas de carácter privado a más de un centenar de funcionarios, miembros del Poder Legislativo, diplomáticos y periodistas argentinos. La documentación con que Timerman acompañó la denuncia ante el Ministerio Público Fiscal es la misma que el titular del Palacio San Martín dio a conocer el viernes pasado en Montevideo durante la Cumbre del Mercosur que se realizó en Uruguay, luego de que un funcionario de otro país –al que no identificó pero que participaba del encuentro– le entregara una extensa lista de correos electrónicos de dirigentes políticos del oficialismo y la oposición con sus respectivas contraseñas, y que habrían llegado desde un tercer país en medio de su propia invetigación para desmantelar una red espía que operaba sobre su gobierno. Este sistema de espionaje político alcanzaría al menos a cuatro Estados miembros y adherentes de la organización política-económica sudamericana, aunque por ahora sólo Argentina y Bolivia lo denunciaron públicamente.

“El 12 de julio, entre las 16 y 17 horas aproximadamente, un funcionario de alto rango de uno de los países participantes de este encuentro regional, y a quien conozco por la función que me toca ejercer dentro del Ejecutivo, se acercó y me entregó un sobre tamaño oficio solicitándome que revise su contenido”, afirma Timerman en el escrito que entregó a la Procuración General que encabeza Alejandra Gils Carbó. En un sobre que acompañó la presentación figuraban más de un centenar de direcciones electrónicas de funcionarios del gobierno nacional y políticos oficialistas y opositores con sus respectivas password.

De esta manera, el canciller pidió, tal como lo instruyó la presidenta Cristina Kirchner, que la Justicia investigue la posible incursión que la legislación argentina establece en delitos informáticos (incorporados en 2008) para “el acceso y apoderamiento indebido”, “la supresión o desvío” y la “intercepción o captación de sistemas comunicaciones electrónicas de carácter privado”. Timerman también solicitó que se citara a todas “las personas sindicadas en la documentación” para que confirmen o no la información aportada, además de que la Justicia mantenga reserva sobre la “información confidencial” que aparezca en la investigación sobre las personas que figuran en el listado.

Ahora, la Procuración –o quien ella designe– tendrá la tarea de tirar del hilo argentino que podría deshacer la madeja de la posible red de espionaje político internacional sobre al menos cinco países miembros y adherentes del Mercosur, según la información que trascendió en Montevideo. Datos que el propio Timerman aporta en su denuncia ante el Ministerio Público Fiscal, donde detalló que en la reunión de Montevideo también “se hallaba presente un miembro del gabinete nacional de otro país quien recibió, al igual que yo, un sobre conteniendo similar información”. “Durante la reunión, ambos funcionarios pusieron en conocimiento que sus servicios de inteligencia se encontraban desde hacía un tiempo investigando una operación de espionaje que operaba sobre su gobierno”, dice Timerman en el escrito. “En el contexto de esa investigación –continúa el canciller– lograron acceder a información que formaba parte de la operación y que involucraba datos de personajes públicos de distintos países latinoamericanos.” Aunque los funcionarios extranjeros aseguraron que la investigación “aún no había concluido”, resolvieron que ante “la sensibilidad del asunto exigía se hiciera entrega a las autoridades argentinas de toda aquella información que involucraba a nuestro país”.

En Montevideo, mientras se desarrollaba la Cumbre del Mercosur, Página/12 accedió a parte de la lista de los políticos argentinos espiados por esta supuesta red internacional, en varios casos identificados con los cargos que ocupaban algún tiempo atrás. Allí figuran, entre muchos otros, el gobernador bonaerense Daniel Scioli; el ministro de Justicia, Seguridad y Derechos Humanos, Julio Alak; el titular de la Afsca, Martín Sabbatella (aunque figura como diputado nacional); el secretario de Energía, Daniel Cameron, y el agente de la SIDE José Francisco Larcher. Además de la intendenta de Paraná, Blanca Osuna (figura como diputada); el ex canciller Jorge Taiana (como si tuviera en funciones); el periodista Eduardo Aliverti; la flamante embajadora argentina ante la OEA, Nilda Garré (bajo la leyenda “ex monto/Min Def”); la diputada PRO Gabriela Michetti (figura como vicejefa del Gobierno porteño); el ex juez español Baltasar Garzón y el vicepresidente Amado Boudou (como titular de la Anses); el diputado Carlos Heller; el intendente de Tigre, Sergio Massa; el fallecido subsecretario de Comercio, Iván Heyn, y el ex ministro de Economía Domingo Cavallo.

Por los datos que aparecen junto al listado, en Cancillería estiman que el origen de esta información surge de agentes o ex agentes de servicios de Inteligencia locales y que los mismos datan de entre 2005 y 2008.

Con la presentación ante la Procuración, Timerman cumplió con la promesa de llevar a la Justicia la denuncia que hizo pública en Montevideo. El otro país que también denunció la maniobra de espionaje fue Bolivia. “Esos agentes de inteligencia de Estados Unidos tienen correos electrónicos de nuestras máximas autoridades”, afirmó su presidente Evo Morales durante un acto en un poblado andino y contó que también accedió a esa información en Montevideo, en la cumbre del Mercosur en la que se debatió una condena a Estados Unidos por el espionaje y a países europeos por haber retenido a Morales al negársele el permiso de sobrevuelo.


Facsímil de la denuncia presentada por el canciller Héctor Timerman.

Página/12 :: El país :: Tras las pistas de los mails pinchados

13/07/2013

Efeito Edward Snowden

Com a liberação das informações que dão conta do conluio do Facebook e Microsoft nas espionagens patrocinadas pelos EUA, a CIA começa a botar o rabo entre as pernas e seus vira-latas e vira-bostas ficaram na berlinda.

La oposición de Capriles se desinfla en Venezuela

Los adversarios del Gobierno creen que el líder ha dilapidado la posibilidad de cambios en el modelo chavista con el capital político obtenido en las elecciones

Alfredo Meza Caracas12 JUL 2013 – 06:35 CET102

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Capriles en un acto con seguidores en Caracas el pasado 14 de abril. / Carlos Garcia Rawlins (REUTERS)

Tres meses después de las elecciones, el líder opositor venezolano, Henrique Capriles, ha perdido fuelle. Los contrarios al presidente Nicolás Maduro creen que no ha sabido aprovechar el capital político obtenido en los comicios celebrados el pasado 14 de abril para provocar cambios en el modelo chavista.

Los analistas políticos Fausto Masó y Luis García criticaron hace poco en dos artículos la estrategia de la oposición para manejar la crisis política venezolana. El título del escrito de Masó era casi una provocación para quienes sintieron en abril que tenían al alcance de la mano el fin de 14 años de chavismo. ¿Y si Nicolás Maduro durase los seis años?. Razonaba el articulista que Venezuela se estaba acostumbrando al nuevo presidente al igual que al tráfico, a la delincuencia y al desabastecimiento. “Maduro se está convirtiendo en una mala costumbre, pero las malas costumbres son eternas, mientras el espacio en los medios de la oposición le ocurre como a la piel de zapa de Balzac, se achica”, escribió. Mucho más directo, García Mora se preguntaba: “¿Para dónde va Henrique Capriles Radonski?” y argumentaba que la oposición no tenía objetivo estratégico definido y que lucía entrampada.

Estas ideas son parte de una opinión generalizada entre buena parte de los adversarios del Gobierno, quienes han empezado a preguntarse, después de ver lo sucedido en Brasil -donde protestas masivas y extendidas en el tiempo han obligado a la presidenta Dilma Rousseff a promover reformas-, si su líder ha dilapidado la oportunidad de conseguir cambios en el chavista con el poder político de los recientes comicios. Más allá de esto, se cuestionan: si la oposición está segura de que fue despojada del triunfo, ¿por qué desistió de presionar en la calle hasta que se reconociera el resultado?

El miércoles 17 de abril Capriles Radonski convocó a sus seguidores a marchar hacia el Consejo Nacional Electoral para solicitar un recuento de votos, la única manera, dijo entonces, de resolver la crisis política desatada después del anuncio del estrecho resultado. En las calles había numerosos focos de protesta que a la postre terminarían con nueve personas fallecidas, 78 lesionadas, y con la amenaza del gobierno de enjuiciarle como el instigador de esas muertes. El candidato decidió entonces suspender la caminata para evitar una masacre similar a la ocurrida el 11 de abril de 2002 -el día que comenzó el breve golpe de Estado contra Hugo Chávez- y reorientar su estrategia. Sus seguidores debían cesar las protestas callejeras, volver a casa y dejar que él llevara el reclamo ante el árbitro comicial e impugnara las elecciones ante el Supremo en caso de que la mayoría oficialista del CNE no aceptara abrir las urnas. El tiempo se encargaría de terminar de erosionar las precarias bases que sostenían a Maduro, que debía iniciar su mandato con un presupuesto comprometido y una escasez galopante con congénitas debilidades de liderazgo. La estrategia de Capriles apostaba –apuesta– al desgaste de Maduro, que no tiene una conexión emocional con su electorado, para luego, entonces sí, construir una mayoría sólida y amplia que permita burlar las inequidades de los procesos electorales venezolanos.

Hoy Capriles luce apagado. Maduro se ha fortalecido y dirige un Gobierno en el cual es posible identificar rasgos de un estilo propio. El reclamo ante el Supremo ha caído en el olvido después de que la Sala Constitucional, de mayoría chavista, se avocara a conocer la causa. Así, el entusiasmo de la oposición se ha diluido en la rutina e incluso en la indiferencia frente a los graves problemas del país y al colapso del modelo económico chavista. Aunque el Gobierno se ha mostrado dispuesto a trabajar con la empresa privada, no ha renunciado a perfeccionar la política de controles a través de una nueva ley en la Asamblea Nacional -que regula los precios de los vehículos nuevos y usados- y la vuelta de Eduardo Samán, un comunista recalcitrante, a la dirección del Indepabis, el organismo encargado de vigilar que se cumplan los topes establecidos por el Estado en el valor de los bienes y servicios. El Gobierno cree que con más controles podrá reducir la inflación, que en junio llegó a 4,7% para sumar 25% en el primer semestre del año.

Maduro pudo recuperarse con golpes precisos para confinar a la oposición a sus bastiones como en los tiempos de Hugo Chávez, donde no hace daño. Cuando Capriles visitó Colombia, donde fue recibido por el presidente Juan Manuel Santos, la airada reacción de Maduro puso en alerta a los demás países. Desde entonces el reconocimiento de la comunidad internacional al joven Gobierno venezolano fue más decidido. Es posible que esa sea la prueba del éxito de la diplomacia bolivariana o de la lenta e inexorable muerte del reclamo opositor. Dos episodios así lo demuestran: el presidente de México, Enrique Peña Nieto, dijo que no recibiría al gobernador de Miranda en caso de que éste visitara el país. Y el nuncio apostólico en Caracas, Pietro Parolin, exhortó al líder estudiantil Vilca Fernández a suspender la huelga de hambre que mantenía en la sede diplomática a propósito del conflicto entre las universidades y el Gobierno. Era, dijo el representante del papa Francisco en el país, un lugar impropio para esas manifestaciones. “Aunque estamos preocupados por el conflicto, la Nunciatura no está involucrada directamente en él”, aclaró.

Quizá el conflicto que mantiene cerradas las principales universidades públicas de Venezuela sea el mejor rasero para medir cómo se ha enfriado la protesta opositora. Los reclamos de la educación superior –un presupuesto justo, el respeto a la autonomía y un aumento sustancial de los magros salarios de los docentes, demandas parcialmente complacidas por el Gobierno- no han movilizado a su electorado en la misma proporción que hace tres meses. Tal vez en esa actitud tenga que ver la tibieza de Capriles frente a la aventura de la huelga. Primero recomendó a los profesores no suspender las clases. Cuando arreció el conflicto sí decidió solidarizarse con su estrategia. “El Gobierno tiene la posibilidad de resolver el conflicto universitario. Ellos regalan 4 mil millones de dólares al año al gobierno cubano”, escribió en su cuenta de Twitter el 18 de junio.

Todas esas contradicciones han sido aprovechadas por el Gobierno, que sí tiene conciencia de su debilidad si asoma alguna fisura. Por ello se han mostrado como un bloque alrededor de Maduro. Bien lo dice Masó: “Diosdado Cabello [presidente de la Asamblea Nacional de Venezuela y número dos del chavismo] no conspira para sacar a Maduro de Miraflores. Los dos están hermanados porque la salida de uno, o del otro, significaría el fin de ambos”.

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