Ficha Corrida

30/03/2011

Eu publiquei

Filed under: Instituto Millenium,PIG,Rede Globo — Gilmar Crestani @ 9:33 am
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No dia 13/03/2011, eu republiquei neste blgo sujo matéria do jornal mexicano LA JORNADA: Si se reparte mal el botín, hay motín

Venício Lima: as notícias que a Globo faz questão de esconder

Salvo por uma matéria traduzida da The Economist, publicada na Carta Capital nº 639, a grande mídia brasileira optou por não noticiar a briga de gigantes deflagrada no México, nos últimos dias.
Por Venício Lima, no Observatório da Imprensa

E por que interessaria ao público brasileiro o que ocorre no México? Quando nada, um dos gigantes envolvidos é sócio (alguns dizem, majoritário) da maior operadora de televisão paga do Brasil: a NET, ligada às Organizações Globo. Ademais, o que está acontecendo ao norte do Equador pode perfeitamente vir a acontecer também ao sul, vale dizer, aqui mesmo entre nós.
Monopólio vs. monopólio

As operações de telefonia e televisão no México são praticamente monopolizadas por dois grandes grupos.
Cerca de 80% das linhas de telefonia fixa estão conectadas à Telmex – a mesma empresa que é sócia da NET – e 70% do mercado de telefonia móvel (celular) são controlados pela Telcel, outra empresa do mesmo grupo – ambas de Carlos Slim, o homem mais rico do planeta.
Por outro lado, o grupo Televisa, do empresário Emilio Azcárraga, controla cerca de 70% da audiência da televisão aberta. O que sobra, em boa parte, está sob controle da TV Azteca, comandada por Ricardo Salinas, outro magnata mexicano.
Os grupos conviviam em relativa harmonia, cada um com seu respectivo "mercado". Agora, diante da convergência tecnológica, resolveram se enfrentar abertamente.
Um grupo de 25 empresas de telecomunicações, incluídas a Cablevisión (propriedade do Grupo Televisa) e Iusacell (do Grupo Salinas, da TV Azteca), entrou com uma ação na Comissão Federal de Competição (Cofeco, equivalente ao nosso Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade, do Ministério da Justiça) contra o alto custo das tarifas de interconexão cobradas pela Telcel. Ao mesmo tempo, a Telmex apresentou quatro denúncias contra a Televisa, a Televisión Azteca, a Cablesivion, a Megacable, a Cablemas, a Television Internacional e a Yoo por "práticas de monopólio e correlatos".
As ações legais vieram acompanhadas de anúncios de página inteira nos jornais parceiros da Televisa denunciando o "monopólio caro e ruim" da indústria de telecomunicações, enquanto Carlos Slim retirava os anúncios de suas empresas – cerca de 70 milhões de dólares anuais – dos canais da Televisa. Em represália e solidariedade à Televisa, a TV Azteca passou a recusar os anúncios do Grupo Telmex.
Disputa de mercado

O que está em jogo, por óbvio, é o controle do mercado convergente de telefonia e televisão. Como explica didaticamente a matéria da The Economist:

"A tecnologia transformou os negócios de telefonia e televisão em um único mercado: a televisão hoje inclui telefone e internet em seu serviço de TV a cabo, e quer adicionar telefones celulares. Salinas, que também controla uma empresa de celulares, a Iusacell, lançou um pacote semelhante em 2010. Slim deseja usar seus cabos de telefonia para distribuir TV paga (setor em que se tornou o maior ator no resto da América Latina), mas o governo não quer permitir.
"Agora os bilionários pedem o tipo de reforma da concorrência de que suas respectivas indústrias precisavam há muito tempo. Os magnatas da TV querem que Slim reduza o valor cobrado quando, um telefone rival liga para um celular Telcel (a agência reguladora das teles do México lhe disse para reduzir algumas taxas). A atual tarifa de interconexão é 43,5% acima da média da maioria dos países ricos da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Isso torna impossível que outras operadoras ofereçam tarifas competitivas. A Comissão Federal de Concorrência (CFC) do México diz que os consumidores se beneficiariam de 6 bilhões de dólares por ano se as taxas de conexão se equiparassem à média da OCDE. A CFC recomenda deixar Slim concorrer na televisão quando tiver relaxado seu poder no setor de telefonia. Se a Telmex entrasse no mercado de tevê paga, o aumento da concorrência colocaria os preços ao alcance de mais 3,8 milhões de residências, admite a CFC."

E no Brasil?

A situação brasileira é diferente da mexicana, mas a briga entre teles e radiodifusores tradicionais ocorre também aqui. O locus dessa disputa, desde 2007, tem sido o projeto de lei que tramita no Congresso Nacional e "abre o setor de TV por assinatura para as teles, cria a separação de mercado entre produtores de conteúdo e empresas de distribuição e ainda cria cotas de programação nacional nos pacotes de canais pagos", além de revogar a Lei do Cabo de 1995.
Na sua versão atual o projeto – PLC 116 do Senado Federal – é o resultado da articulação inicial de três propostas representando grupos e interesses distintos: o PL 29/2007 representa as empresas de telefonia; o PL 70/2007 representa os radiodifusores; e o PL 323/2007 situa-se em posição intermediária entre os interesses dos dois setores. Aprovado em junho de 2010 na Câmara dos Deputados, até hoje tramita no Senado Federal.
Será que teremos aqui uma versão explícita da briga entre teles e radiodifusores como ocorre no México?
A ver.

13/03/2011

Si se reparte mal el botín, hay motín

Filed under: PIG — Gilmar Crestani @ 9:21 pm
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O botim dos meios de comunicação é o nosso direito de informação. Eles nos sonegam, mas não levantamos motíns. Nem aqui, nem lá no México. Carlos Slim, dono da operadora de telefonia América Movil, foi considerado recentemente pela revista Forbes, o homem mais rico do mundo. Ele é mexicano, um país em guerra permanente com o tráfico, com pobreza de país bananeiro. E eles lutam apenas pelo botim. Mais ou menos como a Oldebrecht, Mesquita, Frias e Marinho em consórcio para disputarem o patrimônio brasileiro. Não há o menor resquício de que estejam interessados na livre manifestação de pensamento ou no direito à informação dos cidadãos.

Si se reparte mal el botín, hay motín: AMLO sobre Telmex vs televisoras

Para el ex candidato presidencial, esta oligarquía no tiene llenadera y se pelea el reparto de los jugosos negocios hechos al amparo del poder público y a costa del pueblo, en este caso, los consumidores.

Claudio Bañuelos, corresponsal
Publicado: 13/03/2011 14:17

Aguascalientes, Ags. El ex candidato presidencial en 2006 por el extinto Frente Amplio Progresista, Andrés Manuel López Obrador, habló sobre el enfrentamiento entre las televisoras y Teléfonos de México (Telmex) al señalar que "se cumple el dicho de que cuando se reparte mal el botín hay motín; esta oligarquía y este grupo minoritario rapaz no tiene llenadera y se están peleando entre ellos por el reparto del pastel, por el reparto de los jugosos negocios que se hacen al amparo del poder público y a costa del pueblo de México, en este caso a costa de los consumidores".

López Obrador quien visitó la entidad para sostener una reunión con los comités del Movimiento de Regeneración Nacional, (Morena), comentó previamente que "en este caso se trata de los dos grandes monopolios: el las televisoras y el de la telefonía, son iguales; ahora se están gritando unos a otros de que son monopolios, pero lo cierto es que los son pues llevan a cabo prácticas monópolicas prohibidas por la Constitución".

"En el caso de teléfonos ya sabemos que es Slim el que domina y en el de la televisión, Azcárraga; entonces nosotros proponemos que ante la ausencia de autoridad no haya monopolios, que haya competencia, porque nadie sabe donde está metido Calderón en este tema. Nosotros queremos que haya competencia con 10, 20 o 30 canales ya que no hay impedimento técnico ello, y que si Azcárraga y Salinas Pliego quieren participar en el negocio de la telefonía, lo puedan hacer, que se abra el mercado para beneficiar a los consumidores, porque los monopolios sólo sangran la economía".

Por otro lado, aseguró que el Partido de la Revolución Democrática (PRD) y el Partido Acción Nacional ya se fusionaron para ir como una sola fuerza política para las elecciones en el estado de México y para el 2012.

"Esto no lo sabe la gente ni los militantes del PRD ni del PAN, pero tengo información de que ya llegaron a un acuerdo la dirigencia nacional del PRD y Calderón en Los Pinos, para que vayan juntos. Por eso pintamos raya, por eso pedí licencia en el PRD porque no estoy de acuerdo con eso", dijo.

En entrevista colectiva señaló que ambas fuerzas políticas "ya se volvieron un sólo partido, tengo pruebas de que la dirigencia del PRD está empatada con Calderón que representa al PAN, por eso hace falta un cambio.  Sentimos que el PRI y el PAN son lo mismo porque los dueños de la mafia en el poder son dueños de éstos partidos y como ya no sirve el PAN ni les sirve Calderón, le están apostando a Enrique Peña Nieto".

Al preguntarle sí tenía una obsesión por gobernar al país respondió: "no estoy obsecado ni soy un ambicioso vulgar, lo que queremos es un verdadero cambio en el país, porque si no las cosas no van a mejorar… y voy a apoyar al candidato que salga mejor posicionado en una encuesta abierta para el 2012; sí es Marcelo (Ebrard) lo voy a apoyar, y sí soy yo, me va a apoyar él", comentó al tiempo de señalar que su futuro político "está con el Morena".

La Jornada en Internet

20/02/2011

Ley de Medios no México

Filed under: PIG — Gilmar Crestani @ 3:04 pm
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Habrá más encontronazos entre Televisa y Telmex: especialistas

El gobierno federal, responsable del conflicto por tratar a las empresas de manera desigual

Foto

El intento por ganar servicios de telecomunicaciones de última generación, el trasfondo del problema. En las imágenes, las compañías de Emilio Azcárraga Jean y Carlos Slim HelúFoto María Meléndrez y Carlos Cisneros

Susana González G.

Periódico La Jornada
Domingo 20 de febrero de 2011, p. 25

El retiro de publicidad a Televisa por empresas de Grupo Carso y Telmex, propiedad de Carlos Slim, es la primera colisión de muchas que habrán de darse en la reconfiguración del ecosistema competitivo de las telecomunicaciones y la radiodifusión en México, en el intento por ganar los servicios de última generación de ese mercado que, inevitablemente, está ligado al calendario político del país, aseveró Ernesto Piedras, director de la consultoría The Competitive Intelligence Unit.

La convergencia tecnológica para unir las telecomunicaciones con la radiodifusión pasa por estos choques. Televisa del lado de la radiodifusión y entrando a las telecomunicaciones, y Telmex buscando ingresar a la radiodifusión. Así, se seguirán encarando en sus campos de negocio y no debemos pensar que este es el capítulo final, manifestó el especialista.

A su vez, Ramiro Tovar, investigador del Instituto Tecnológico Autónomo de México, hizo notar que si únicamente se trata de una diferencia por precios en publicidad, es de llamar la atención que la decisión coincide con las acciones emprendidas por Televisa ante la Comisión Federal de Competencia contra Telmex por su sociedad con Dish, empresa de televisión restringida de Multivisión (MVS), de Joaquín Vargas.

Ernesto Piedras expresó que, debido a que Televisa es una empresa en expansión, eventualmente y de manera inminente ofrecerá servicios de telefonía celular, porque aún cuando el año pasado haya disuelto la alianza que estableció con Nextel por la controvertida licitación 21, que le permitía ofrecer servicios de cuádruple play, lo podrá hacer mediante otros operadores virtuales.

Aunque Telmex y Televisa argumenten que no se llegó a un acuerdo por las tarifas publicitarias, esto huele a pleito, se ve como pleito y sabe a pleito. Entonces, es pleito y el único que ha generado todo esto es el gobierno federal por tratar de manera desigual a las empresas y éstas no pelean entre sí en el mercado con fines competitivos, sino en tribunales para preservar sus privilegios, subrayó Ramiro Tovar.

El conflicto, abundó Ernesto Piedras, de manera inevitable está vinculado con temas políticos. El de triple play, para Telmex, ha tendido a pisar territorio político y de política pública, porque mientras siga resistiendo con amparos la declaratoria de dominancia no va a obtener la modificación a su título de concesión y no tendrá entrada al terreno de la radiodifusión.

Tanto Piedras como Tovar enfatizaron que el anuncio de que las empresas de Slim retirarán su publicidad de Televisa ocurre la semana en que hubo confrontación pública por la asociación de Telmex con Multivisión por hacerse cargo de la cobranza de su servicio de televisión de paga (Dish) y a días del escándalo que generó la salida de la periodista Carmen Aristegui del noticiario matutino de MVS.

Televisa solicitó a la Comisión Federal de Competencia (CFC) que investigue una posible violación de Telmex a su título de concesión, mismo que le impide ofrecer servicios de televisión restringida por la alianza con Dish.

Inusualmente Telmex reaccionó de inmediato con un desplegado pagado en diversos periódicos, en el cual aseguró que no tiene participación de capital en Dish. Ramiro Tovar señaló: A diferencia de lo que ocurre con la Cámara Nacional de la Industria de las Telecomunicaciones, que a todo responde con inserciones en la prensa, Telmex rara vez utiliza los desplegados para contestar acusaciones o hacer denuncias. Esto quiere decir entonces que el conflicto con Televisa ya es muy fuerte, por poner en duda la legalidad de su asociación con Dish. Suspender la publicidad para Televisa es una represalia de Telmex.

Es un momento en el cual el mercado de las telecomunicaciones está sumamente contaminado por factores políticos, insistió Piedras. Añadió que el calendario de negocios se moldea mucho al político y a lo que ocurre en el ámbito electoral.

Se sabe del financiamiento de Grupo Carso a diferentes candidatos, mientras los apoyos y canales de divulgación y propaganda que representa Televisa en todos sus canales no son temas menores, puntualizó.

Afectación económica

Los especialistas aseguraron que aunque Televisa asegure que la publicidad de las empresas de Slim representa apenas 1.5 por ciento de sus ingresos –unos 57 mil 856 millones de pesos–, es una cantidad que no debe minimizarse. Incluso, Ramiro Tovar puso en duda que se trate únicamente de dicho porcentaje.

Destacaron que es un valor de negocio muy importante, porque los anuncios de Telmex, Telcel, Inbursa y Sanborn’s se programaban en los horarios más caros de televisión, en lugar de aparecer muchas veces todo el día. Y como se negociaban en paquetes afectarán los ingresos de 2011 de la televisora y sus planes de negocios e inversiones.

Ramiro Tovar cuestionó que Televisa no brindara trato preferencial a las empresas de Carlos Slim por tratarse de un cliente importante, ya que sólo contrataba espacios en los programas de mayor audiencia.

Advirtieron que habrá que esperar la reacción que el conflicto provoque en la bolsa de valores de México y en el mercado financiero de Nueva York, por la importancia de ambas empresas en América Latina, pues, consideraron, el sector financiero no alcanzó a evaluar la noticia el viernes pasado.

La Jornada: Habrá más encontronazos entre Televisa y Telmex: especialistas

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