Ficha Corrida

17/07/2011

Bolinha de Papel 2

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 8:35 am
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A prova definitiva de que a história só se repete como farsa…

Para Serra, o adversário de 2014 será Lula, não Dilma

  Sérgio Lima/Folha
Ao esboçar seus planos para 2014, o tucano José Serra faz apostas que destoam da média das opiniões disponíveis.

Para Serra, o antagonista do PSDB na próxima sucessão presidencial será Lula, não Dilma Rousseff.

Decidido a disputar pela terceira vez, Serra desdenha também da tese segundo a qual Aécio Neves tornou-se a bola da vez do tucanato.

Em privado, Serra acalenta a expectativa de que Aécio não se animará a medir forças com o PT se o oponente for Lula.

Algo que não ocorre com ele. Entre quatro paredes, Serra declara que tudo o que deseja é um novo confronto eleitoral com Lula.

Nos dois embates anteriores, levou a pior. Em 2002, perdeu para o próprio Lula. Em 2010, foi batido pela candidata de Lula, uma Dilma novata em urnas.

Serra acredita que o PSDB não terá como desprezar os 43,7 milhões de votos que ele obteve no ano passado.

Avalia que Dilma não será candidata à reeleição por duas razões: 1) Diz que, embora negue, Lula quer voltar. 2) Declara que a gestão Dilma resultará em fracasso.

Na opinião de Serra, os primeiros seis meses de Dilma foram marcados pelo desperdício de tempo.

Acha que, rendida por uma herança que não pode denunciar e sitiada por interesses partidários subalternos, Dilma absteve-se de tratar do essencial.

Não cuidou da reforma tributária. Elevou os juros em vez de rebaixá-los. E não desarmou a armadilha da sobrevalorização do Real.

Enxerga o recrudescimento do que chama de “desindustrialização”. E vaticina: as baixas taxas de investimento público agravarão os gargalos da infraestrutura.

Por todas essas razões, Serra defende internamente que a oposição escale sobre Dilma, adotando, desde logo, um discurso mais incisivo.

Contra a vontade de Serra conspiram os fatos. Formou-se dentro do PSDB uma densa maioria pró-Aécio.

Na eleição de 2010, além de empurrar para dentro de sua biografia uma segunda derrota presidencial, Serra colecionou desafetos.

Aécio cavalga essa insatisfação. Dono de um mandato de oito anos no Senado, não teria, em tese, razões para fugir das urnas em 2014.

Ainda que o rival seja Lula, Aécio tem pouco a perder. Na pior hipótese, leva a cara à TV, enverniza a imagem para embates futuros e retorna ao Senado.

Para o grosso da cúpula do PSDB, Serra precisa concentrar-se em 2012, não em 2014. O partido quer saber dele se vai ou não disputar a prefeitura de São Paulo.

Folha Online – Blogs – Josias de Souza

12/07/2011

O homem do coronelismo eletrônico

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 7:17 am
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Luís Roberto Ponte leva o ofício até no sobrenome. Construindo pontes entre uma empreiteira e outra.

Quem era contra os aditivos, Serra?

A-Farsa-de-Jose-Serra-e-da-Globo-Uma-Bolinha-de-PapelSemana passada a gente apontou aqui o oportunismo do Sr. José Serra, que usou um texto do autor do projeto de lei que resultou na atual lei de licitações, o ex-deputado Luís Roberto Ponte, alguém que ele apresenta como “homem de espírito público e conhecedor do assunto”.

Não se pode mesmo duvidar deste  conhecimento porque,  Serra esqueceu de citar, o sr. Ponte foi presidente da Câmara Brasileira da Construção Civil, órgão que reúne 62 sindicatos e associações patronais do setor da construção. Ou seja, das empreiteiras de obras.

Um dos argumentos de Serra eram os custos astronômicos  que as obras atingiam, muito além dos valores orçados.

Hoje, alerta-nos o comentário do Thiago Silva, a Agência Estado publica uma matéria sobre os acréscimos na obra de ampliação da Marginal Tietê, feita em cooperação entre o Governo Serra e a Prefeitura de Kassab. O texto dispensa comentários:

Apesar de as novas pistas da Marginal do Tietê terem sido abertas há quase um ano e meio, as obras de ampliação continuam consumindo dinheiro dos cofres públicos. Uma nova atualização no valor do convênio firmado entre Prefeitura de São Paulo e governo do Estado colocou mais R$ 200 milhões na obra no fim de junho. O custo da Nova Marginal chega a R$ 1,75 bilhão – 75% acima do estimado no primeiro orçamento, de 2008.

No total, seria possível construir 300 escolas ou 7 hospitais de 200 leitos cada com os R$ 750 milhões extras que já foram gastos com a avenida. O aumento de custos é resultado da inclusão de serviços que não estavam previstos pela Desenvolvimento Rodoviário S. A. (Dersa), empresa responsável pela obra.

A Dersa, para quem não se lembra, tinha como diretor o sr. Paulo Preto, pivô de um escândalo sobre desvio de “recursos não-declarados” para a campanha serrista.

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto

07/07/2011

Serra defende “moralidade” que não praticou

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 8:52 pm
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Serra defende “moralidade” que não praticou

O senhor José Serra, que não tem conseguido nem espaços na “mídia amiga”, nos brinda hoje com outra peça de hipocrisia em seu blog.

Ataca o Regime Diferenciado de Contratações, aprovado no Congresso, endeusando a legislação anterior, presa exclusivamente à lei 8.666, de 93.

Como se ela, aliás, tivesse garantido lisura nas licitações públicas. É tão evidente que não que o próprio Serra admite que “ela não era perfeita”.

Em matéria de lisura em obras públicas, José Serra não precisa de argumentos. Apenas de memória.

É só olhar a reportagem da insuspeita Folha de S. Paulo, ano passado.

“Um dia após assumir (no governo Serra) a diretoria da Dersa responsável pelo Rodoanel, Paulo Vieira de Souza assinou uma alteração contratual na obra que deu liberdade para empreiteiras fazerem mudanças no projeto e, na prática, até usarem materiais mais baratos.
A medida, em acordo da estatal com as construtoras, foi definida em 2007 em troca da garantia de “acelerar” a construção do trecho sul para entregá-lo até abril deste ano, quando José Serra (PSDB) saiu do governo para se candidatar à Presidência.
Com a mudança no contrato do Rodoanel, ficou “inviável” calcular se os pagamentos da obra correspondiam ao que havia sido planejado e executado, conforme a avaliação do Ministério Público Federal dois anos depois.”

Ora, isso seria impossível pela nova lei, pois ela prevê será proibida a assinatura de aditivos, instrumentos pelos quais o objeto da licitação pode ser aumentado, salvo em casos excepcionalíssimos, por desequilíbrio contratual ou exigências tecnicas posteriores, devidamente justificadas  perante os órgãos de controle.

O despeito de Serra envenena o que ainda resta dele.

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto » Blog Archive » Serra defende “moralidade” que não praticou

06/07/2011

Enquanto isso, em Uruguaiana…

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:54 am
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Os desastres perpetrados pelo PSDB no poder se prologam no tempo. São como bombas com efeito retardado, como seus autores. Em Uruguaiana o incompetente prefeito não se atreve a dar conta do recado nem das questões básicas, com água e esgoto. Prefere as privadas, onde parece ter bebido. Oh raça!

O martelinho de Serra e os bueiros explosivos

Serra, Ministro do Planejamento, bate o martelo da venda subsidiada da Light

Outro bueiro acaba de explodir no Rio de Janeiro. Uma tampa de ferro foi arremessada de uma galeria entre as ruas Dias da Rocha e Barata Ribeiro, em Copacabana, felizmente, desta vez sem provocar vítimas.

Por mais boa-vontade que se tenha, não é possível deixar de dizer que isto é um acidente.

Não há indício de que seja, também, sabotagem, pois não é possível que isso não deixasse vestígios.

O nome não pode ser outro senão incompetência e descaso com a segurança dos passantes num campo minado em que a concessionária transformou a cidade nas áreas onde sua rede é subterrânea.

Até agora, só o Ministério Público e a Prefeitura  agiram para responsabiliza-la por isso.

A Light, a jóia da privatização do setor elétrico, está um caco.

Mas, na  imprensa, até agora, não há um comentário sobre o que foi feito nestes quase 15 anos de controle – e desinvestimento – privado na empresa.

E ela, como a Eletropaulo, em São Paulo, foi comprada com dinheiro subsidiado. Pelos franceses da EDF e pelos americanos da AES, com aporte de capital do BNDES e da Eletrobras, diretamente e através da Companhia Siderúrgica Nacional, também privatizada.  depois, quando a Light privatizada comprou a Eletropaulo e separaram-se: a empresa do Rio ficou para os franceses e a de São Paulo para os americanos. E o rombo, claro, para o BNDES.

Aliás, isso só ocorreu porque Fernando Henrique mudou a legislação para permitir o financiamento do BNDES a grupos estrangeiros.

Estes dias, os comentaristas da grande imprensa e o próprio Fernando Henrique, num cinismo grosseiro, reduziram a participação do ex-presidente a um mero “ele não me atrapalhou”.

Por semelhança, então, é possível dizer que quer privatizou a Light não foi Fernando Henrique, mas Serra, seu então Ministro do Palnejamento, que bem poderia vir com aquele martelinho consertar os bueiros explosivos.

Porque no mesmo famoso vídeo onde FHC diz que Serra foi o responsável pela privatização da Vale, o ex-presidente diz, enfaticamente: “E da Light, também. Foi o Serra”.

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto

03/07/2011

EUA: Lula é o cara; Serra, a bunda

Legítimo representante do PSDB, José Serra encarna a Teoria da Dependência do prof. Cardoso de modo “discente”. Como é do conhecimento até do mundo mineral, a Teoria da Dependência FHC roubou do chileno Faletto, e foi endo$$ada pela CIA. Quando Celso Lafer tirou os sapatos para entrar nos EUA estava atualizando a história da Estátua da Liberdade e pondo em prática as crenças do PSDB. Como é sabido, a Estátua da Liberdade nunca entrou no continente americano, está numa ilha, em Nova Iorque. A Teoria da Dependência, cara aos a$$oCIAdos do Instituto Millenium, é aquela que defende que o Brasil somente se tornaria independente se dependesse, se submetesse, aos EUA.

Serra, governador, pediu ajuda aos EUA contra ataques de PCC

Nova leva de documentos do Wikileaks revelam que Serra queria treinamento para lidar com bombas e ameaças no transporte público, que seriam de autoria da facção

Por Daniel Santini, especial para a Pública

Assim que assumiu o poder como governador de São Paulo, em janeiro de 2007, José Serra (PSDB) procurou o embaixador dos Estados Unidos no Brasil Clifford M. Sobel para pedir orientações sobre como lidar com ataques terroristas nas redes de metrô e trens, atribuídos por membros do governo paulista ao PCC.

O encontro foi o primeiro de uma série em que, como governador, Serra buscou parcerias na área de segurança pública, negociando diretamente com o Consulado Geral dos Estados Unidos, em São Paulo, sem comunicar ao governo federal. É o que revelam relatórios enviados à época pela representação diplomática a Washington e divulgados agora pela agência de jornalismo investigativo Pública, em parceria com o grupo Wikileaks.

Os documentos, classificados como “sensíveis” pelo consulado, são parte de um conjunto de 2.500 relatórios ainda inéditos sobre temas variados, que foram analisados em junho por uma equipe de 15 jornalistas independentes e serão apresentados em reportagens ao longo desta semana. Os telegramas que falam dos encontros de Serra com representantes dos Estados Unidos também revelam a preocupação do então governador com o poder do Primeiro Comando da Capital (PCC) nas prisões.

Após tomar posse como governador, a primeira reunião de Serra com representantes dos Estados Unidos, realizada em 10 de janeiro de 2007, é descrita em detalhes em um relatório no dia 17. Na conversa, que durou mais de uma hora, Serra apontou a segurança pública como prioridade de seu governo, em especial na malha de transporte público, disse o Estado “precisava mais de tecnologia do que de dinheiro” para combater o crime e indagou sobre a possibilidade de o DHS (Departament of Homeland Security) treinar o pessoal da rede de metrô e trens metropolitanos para enfrentar ataques e ameaças de bombas.

Semanas antes, três bombas haviam explodido, afetando o sistema de trens, conforme noticiado à época. Em 23 de dezembro de 2006, um artefato explodiu próximo da estação Ana Rosa do Metrô. No dia 25, outra bomba explodiu dentro de um trem da CPTM na estação Itapevi, matando uma pessoa, e uma segunda bomba foi encontrada e levada para um quartel. Em   2 de janeiro de 2007, um sargento da Polícia Militar morreu tentando desarmar o dispositivo.

Segundo o documento diplomático, “membros do governo acreditam que o Primeiro Comando da Capital (PCC) pode ser o responsável pelos episódios recentes”. O secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, chegou a entregar uma lista com questões sobre procedimentos adotados nos Estados Unidos e manifestou interesse em conhecer a rotina de segurança do transporte público de Nova York e Washington. Também participaram desse primeiro encontro o chefe da Casa Civil Aloysio Nunes Ferreira, o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, o secretário de Transportes, Mauro Arce, o coordenador de segurança do Sistema de Transportes Metropolitanos, coronel Marco Antonio Moisés, o diretor de operações do Metrô Conrado Garcia, os assessores Helena Gasparian e José Roberto de Andrade.

Parceria estabelecida
As conversas sobre as possíveis parcerias entre o governo de São Paulo e os Estados Unidos na segurança da rede de metrô e trens metropolitanos continuaram na semana seguinte, quando Portella  se reuniu com o cônsul-geral em São Paulo, o adido do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (Departament of Homeland Security – DHS) no Brasil e o responsável por assuntos políticos do consulado. O encontro foi descrito em relatório no dia 24.

Acompanhado do secretário-adjunto de Segurança Pública, Lauro Malheiros, e de outras autoridades da área, Portella falou sobre as dificuldades encontradas pelo Metrô em garantir a segurança da rede e informou sobre a tragédia ocorida nas obras da estação Pinheiros, dias antes (12 de janeiro de 2007), quando um desabamento provocou a morte de sete pessoas. No relatório, os representantes dos Estados Unidos destacam que a linha amarela é a primeira Parceria Público-Privada do Brasil e que o projeto foi lançado em meio à “grande fanfarra”.

Portella falou sobre os episódios anteriores de bombas e ameaças no metrô e “respondeu a uma série de questões preparadas pelo adido do DHS sobre a estrutura da rede” e disse que depois que as inspeções foram reforçadas, por causa das ameaças de bomba, mais pacotes suspeitos foram encontrados, e que mesmo “um saco de bananas ou de roupa suja” têm de ser examinados, o que provocava atrasos e paralisações no metrô. Novamente o PCC é mencionado: “Autoridades acreditam que a organização de crime organizado Primeiro Comando da Capital (PCC) pode ser responsável pelos ataques e relatam a prisão de um membro do PCC responsável pelo assassinato de um juiz em 2002”.

No final, Portella designou, então, o coronel da Polícia Militar José Roberto Martins e o diretor de Segurança do Metrô Conrado Grava de Souza para dar continuidade à parceria proposta.

Itamaraty
Nos meses seguintes, Serra voltou a se encontrar com representantes dos Estados Unidos e insistir em parcerias para lidar com o PCC. Em 6 e 7 de fevereiro, conversou com o subsecretário de Estado dos EUA para Negócios Políticos, Nicholas Burns. De acordo com relatório de 1º de março de 2007, falou no encontro sobre a “enorme influência” que a organização tem no sistema prisional no Estado e pediu ajuda, incluindo tecnologia para “grampear telefones”. Sua assessora para assuntos internacionais Helena Gasparian agradeceu a assistência na questão da segurança nos transportes públicose afirmou que a participação dos Estados Unidos foi “imensamente útil”.

Diante da sugestão de novas parcerias, o subsecretário Burns e o embaixador Sobel ressaltaram que seria importante obter aprovação do governo federal e destacaram que o Ministério de Relações Exteriores, o Itamaraty, “é às vezes sensível quanto a esses assuntos”. O relatório afirma que “o governo estadual talvez precise de ajuda para convencer o Governo Federal sobre o valor de ter os Estados Unidos trabalhando diretamente com o Estado”. Serra disse que ele gostaria de falar com a mídia sobre a necessidade dessa ajuda.

Questionado pela agência Pública sobre esses relatórios, o professor Reginaldo Nasser, especialista no estudo de relações internacionais, de segurança internacional e de terrorismo da PUC de São Paulo, criticou a postura dos governador Serra e disse que acordos deste tipo devem ser intermediados pelo Itamaraty. “Os Estados Unidos têm pressionado o Brasil para colocar terrorismo no Código Penal e o país até agora resistiu. Este tipo de acordo é uma relação de Estado para Estado e precisaria passar pelo governo federal”, explicou, destacando que, desde os ataques de 11 de Setembro, os Estados Unidos assumiram uma postura de polícia internacional. “Agentes agem com ou sem autorização em outros países, prendem, torturam e assassinam”, diz.

A assessoria de imprensa do Itamaraty disse que ninguém se posicionaria sobre as revelações dos documentos. Procurado por meio de sua assessoria, o ex-governador José Serra não retornou o contato da reportagem.

Expulsem o embaixador
No encontro de fevereiro, o secretário de Segurança Pública Ronaldo Marzagão, também presente, descreveu então outras áreas em que o Estado gostaria de cooperação bilateral. Mesmo com as ressalvas apresentadas e a preocupação com uma reação do Governo Federal, o posicionamento foi considerado “uma grande oportunidade” pelos estadunidenses.

As conversas tiveram continuidade em pelo menos mais dois encontros. Em 15 de maio de 2007, a secretária-adjunta do Estado para Assuntos Internacionais de Combate a Narcóticos encontrou-se com Serra, conforme relato do dia 25 e ele voltou a insistir em parcerias na área de segurança. Em 28 de janeiro de 2008 ele voltou a se encontrar com o embaixador Sobel para falar do mesmo tema, conforme relato do dia 1 de fevereiro e ficou “feliz em saber que segundo uma nova carta de acordo entre o Governo dos Estados Unidos e o Governo Federal sobre o combate a narcóticos e cooperação, os Estados Unidos poderiam providenciar treinamento, conhecimento e outras ajudas diretamente aos governos estaduais, bastando apenas notificar o Governo Federal”.

Satisfeito, Serra brincou com o embaixador e lembrou da época em que era presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e que ele e todos os seus amigos consideravam a “Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) “mortal”. Também contou ao embaixador que, em 1963, durante um jantar oferecido pelo presidente João Goulart, ele tentou convencê-lo a expulsar o embaixador dos Estados Unidos Lincoln Gordon do Brasil. “Mas era tempos diferentes”, afirmou o governador, segundo o relatório.

Os documentos são parte de 2.500 relatórios diplomáticos referentes ao Brasil ainda inéditos, que foram analisados por 15 jornalistas independentes e estão sendo publicados nesta semana pela agência Pública.

Serra, governador, pediu ajuda aos EUA contra ataques de PCC – Pública

O melhor quadro é falso

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 10:14 am
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A única esperança de Serra: a vitória do esgoto na política

Enviado por luisnassif, sab, 02/07/2011 – 21:34

No Estadão papel, o repórter João Domingos dá mais detalhes da última grosseria do Serra, a tentativa de empurrar goela abaixo dos companheiros uma carta iracunda, em um momento em que a política dá sinais de civilidade.

A lógica é simples de entender.

Depois que abandonou a militância intelectual, décadas atrás, Serra se tornou uma caricatura, um leitor de orelhas de livro e de manchetes de jornal, que capta mensagens e discursos apenas pelo lead.

Impressionou-se tempos atrás com a história de Ronald Reagan, que ficou por anos martelando uma bandeira só – no caso, a do liberalismo. Quando o liberalismo chegou, ele era o dono da ideia e dos seus frutos.

Ocorre que há muito Serra deixou de ter ideias. Dias atrás encontrei-me com um velho amigo, jornalista econômico. Ambos fazíamos parte do restrito núcleo de jornalistas econômicos em início de carreira que, nos anos 80, abria espaço para Serra nos veículos em que trabalhávamos. Na época, Serra tinha escrito alguns textos clássicos sobre o "milagre", desenvolvimentismo e outros temas econômicos.

O amigo entrevistou Serra durante a campanha e ficou estarrecido com a absoluta falta de informações e ideias do candidato. Minha ficha tinha caído há mais tempo.

Sem ideias, aflorou em Serra o lado mais tenebroso que, de certa forma, era minimizado quando se acreditava que ele pudesse cumprir um papel político positivo: o de cultivador das profundezas, alimentador de dossiês, o político vingativo que anota todas as mágoas em um caderninho para futura vingança.

Para esse novo-velho Serra, só restou o discurso de esgoto. Sua única aposta é na deterioração da política, permitindo os dejetos virem à tona. Foi o que mostrou na campanha, ao transformar seus auxiliares – alguns com boa biografia – em pittbulls, ao exigir como prova de lealdade o cometimento das maiores infâmias – como foi o caso da ex-Soninha, do ex-Graeff  e outros, que sacrificaram biografias pelas miragens de poder trazidas por Serra.

Hoje Serra não é nada. É apenas um Beato Salú tentando se manter à tona como alguns dejetos de esgoto, quando jogados no rio.

Serra, sem aval do PSDB, ataca "herança maldita" do PT – politica – Estadao.com.br

Serra, sem aval do PSDB, ataca ?herança maldita? do PT
02 de julho de 2011 | 8h 56
AE/SÃO PAULO – Agência Estado
Documento elaborado pelo ex-governador José Serra e apresentado por ele ao Conselho Político do PSDB, órgão partidário que o tucano preside, afirma que "a incompetência e o autoritarismo são as marcas" do governo de Dilma Rousseff, e ressuscita o termo "herança maldita". O termo era usado pelos petistas para atacar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas agora foi aplicado aos governos do PT. O texto divulgado ontem no site do tucano não contou com o aval de todos os integrantes do conselho, entre eles o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que, procurado, preferiu não se manifestar.
Dirigentes tucanos disseram ao Estado que gostariam de alterar algumas partes do texto antes da divulgação, ainda que não discordem da análise feita por Serra. O fato de a divulgação ter ocorrido menos de 24 horas após a homenagem aos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso gerou constrangimento no PSDB. Na festa, vários petistas compareceram e foi novamente lembrada pelo próprio FHC a carta enviada por Dilma a ele, na qual a petista reconhece avanços ocorridos no País durante a gestão do tucano.
Serra levou o texto, de quase sete laudas, para a reunião do Conselho Política na quarta-feira à noite. Diante da ausência de Aécio Neves e da proximidade dos eventos de homenagem a FHC, os tucanos preferiram não dar publicidade ao texto e marcar nova reunião para debatê-lo. "Como não houve tempo para fechar o consenso em torno do texto, não divulgamos. Para que fosse um documento do partido, era preciso que fosse de todos", afirmou o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE). O texto não foi divulgado no site do PSDB.
Além de Serra, integram o Conselho Político do PSDB Fernando Henrique, Sérgio Guerra, Aécio Neves, e os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, e de Goiás, Marconi Perillo.
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12/06/2011

PIGmeu

Filed under: Isto é PSDB!,PIG — Gilmar Crestani @ 9:25 am
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UM DESACORDO QUE NÃO TEM FIM 

José Serra: "Palocci era o personagem
forte de um governo hesitante e fraco"   
Datafolha: 49%  consideram Dilma
ótima ou boa. Em março eram 47%."
Serra: "…Lula (é o) virtual tutor da
residente  e, ao mesmo tempo, seu potencial
causador de enxaqueca política até 2014"
Datafolha: "64% apoiam e querem a participação
de Lula no governo da presidenta Dilma Rousseff"

(Carta Maior; Domingo,12/06/ 2011)

Carta Maior – O portal da esquerda

08/05/2011

A direita, vítima do seu “sucesso”

Filed under: Direita,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 12:27 am
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O partido dos “melhores quadro”. Quantas vezes li isso nos a$$oCIAdos do Instituto Millenium

A crise da direita brasileira pode ser remetida às derrotas que sofreu em três sucessivas eleições para presidente e a perspectiva de que essas derrotas sigam ocorrendo no futuro. No fundo dessas derrotas está o desencontro radical entre a direita brasileira e o país realmente existente.
Mas um episódio contribuiu para aprofundar sua crise e sua derrota: o episódio em que ela acreditou que tinha descoberto a chave para desconstruir a esquerda – a crise de 2005 – terminou gerando falsas avaliações na direita, e acabou fazendo com que ela fosse a principal vítima da crise de 2005, das ilusões que se gerou sobre sua onipotência e sobre a suposta fragilidade do governo Lula.
Avaliaram, com sua visão liberal, que o governo Lula havia assaltado o Estado, junto com sindicatos e partidos de esquerda, que teriam gerado os casos de corrupção. Acreditavam que tinham a maioria do país atrás deles, oscilavam entre o impeachment – de que tinham medo, pelas mobilizações populares de apoio ao governo – e o sangramento – para que, nas eleições de 2006, abatessem um governo exangue, isolado, desmoralizado.
Pagaram caro por essa visão reducionista. Quando foram derrotados, na primeira reunião da direção de um jornal estreitamente associado aos tucanos, seu editor circulava, furioso, em torno da mesa, que golpeava incessantemente, gritando: “Onde erramos? Onde erramos”
Erraram em tudo, mas principalmente na onipotência que se injetaram na veia, acreditando que tinham poder para derrubar a Lula e voltar, com os tucanos, ao governo, como nos tempos gloriosos (para eles), do FHC. Foram as principais vitimas da sua criação.
Acreditavam falar em nome de um sentimento nacional contra o Estado, por menos impostos, por menos gastos em politicas sociais, contra o PT, a esquerda, os sindicatos. Faziam a apologia do governo FHC, desprezavam a desigualdade social como o principal problema brasileiro. Como monopolizavam a formação da opinião pública, acreditavam na sua ilusão de que falavam em nome do país.
Depois confiaram na ilusão de que a popularidade do Lula – por seu “discurso populista, não por suas politicas sociais – era intransferível e que um candidato com fama de bom administrador, competente dirigente politico, como o Serra, seria imbatível. Se deixaram embalar por suas próprias pesquisas – avalizadas por quem as organizava, que jurava que não haveria transferência de votos e o Serra seria imbatível – para se considerarem favoritos.
Não entenderam o país, não entenderam a vitória de Lula em 2002 e em 2006, não entenderam a derrota do Serra para a Dilma e deles, com todo o monopólio dos meios de comunicação, para a esquerda. Sempre é o povo que ainda não está suficientemente esclarecido para entender sua mensagem.
Agora vive, como resultado de tudo isso, sua pior crise. Serra tentou aparecer como continuador do Lula, depois como seu mais radical crítico de direita – revelando as alternativas que tem, sempre deslocados em relação ao que pretendiam ser, explorando vazios que sobram do amplo espaço coberto pelo bloco que está no governo. Ou uma critica de esquerda – totalmente deslocada das suas bases sociais e sua ideologia – ou de extrema direita – confundindo-se com o DEM.
Vivem, com justiça, uma crise final da aliança organizada por FHC em 1994. Que se realizou e se esgotou na precária estabilidade monetária, que eles mesmos se encarregaram de sabotar e entregar a Lula uma economia descontrolada, em profunda crise recessiva.
Termina uma fase da historia da direita brasileira, que busca rumos que lhe permitam encontrar uma outra cara.

Postado por Emir Sader às 01:52

Carta Maior – Blog do Emir Sader – A direita, vítima do seu “sucesso”

10/04/2011

Bolsonaro & Serra: dobradinha ou buchada?

Filed under: Ditadura — Gilmar Crestani @ 9:57 pm
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26/03/2011

“Folha” descobriu que Kassab é Kassab!

Filed under: FSP,Instituto Millenium,Isto é PSDB!,PIG — Gilmar Crestani @ 12:39 pm
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ESCREVINHADOR, publicada quinta-feira, 24/03/2011 às 17:19 e atualizada quinta-feira, 24/03/2011 às 17:16

Kassab, na época em que era um "gerentão"; antes de virar o "macunaíma" da Folha

por Rodrigo Vianna

Não tenho simpatia alguma por Gilberto Kassab. Fruto do marketing (lembram dos bonecos do “Kassabão” na campanha para a Prefeitura, em 2008?) e de espertezas urdidas nos bastidores da política, ele virou prefeito num golpe de sorte – depois de ser escolhido vice de Serra.

Kassab tem trajetória parecida à de Sarney: o ex-presidente era um líder de segunda linha no antigo PDS. Ajudou a criar a dissidência que daria origem ao PFL  (apesar de não ter entrado no PFL, mas ido diretamente ao PMDB), e assim virou o vice de Tancredo. Com a morte de Tancredo, virou presidente. Estava no lugar certo, na hora certa. Sarney sobrevive, desde então, como uma espécie de camaleão que sabe fazer as escolhas corretas nas horas exatas: apoiou FHC, depois apoiou Lula.

Kassab parece ter escolhido caminho semelhante. O que não chega a ser novidade na política brasileira. O engraçado é o desespero da imprensa serrista. Enquanto Kassab mantinha-se fiel ao bloco PDSB/DEM, era tratado como um “gerentão”, como um prefeito bom de trabalho, o prefeito da “Cidade Limpa” (que,diga-se, é um bom projeto). Tratado sempre com a condescendência merecida, já que era um protegido de Serra. Nada da pancadaria sofrida por Erundina ou Marta.

Agora, que resolveu migrar rumo à base lulista, Kassab virou um pária. Um colunista da “Folha” escreveu essa semana: “Serra levou Kassab aonde ele jamais imaginaria chegar”.

Hehe. Está dado o recado: “Kassab, seu ingrato, Serra abriu o caminho para você. E agora você trai o nosso chefe?”

Kassab queria chamar seu “novo” partido de PDB. Foi logo carimbado de “Partido Da Boquinha”. Ok. Mas quando a boquinha é pra ser vice de um tucano, aí pode?

Hehe. Essa “Folha”… Cada vez mais óbvia. A história é a seguinte: Kassab é apenas um político conservador, que tenta sobreviver. Vai aprender que a vida, longe da proteção oferecida pela mídia serrista, não é fácil. Kassab apanha sem parar desde que anunciou o movimento de aproximação com a base lulista. O mesmo colunista da “Folha” (o diário extra-oficial do serrismo) agora carimbou o partido do prefeito de “partido comercial”. Isso por agregar muitas lideranças ligadas às associações comerciais que tradiconalmente apóiam Afif – isso desde que ele foi candidato a presidente em 89. A “Folha” ainda chamou o prefeito de “macunaímico”. E disse que o PSD de Kassab é “filho do pragmatismo maroto”.

Ou seja: a “Folha” descobriu que Kassab é Kassab! Mas só descobriu agora, quando ele rompeu com o condomínio PSDB/DEM. E olhe que ele nem rompeu oficialmente com Serra. Mas ameaça costear o alambrado…

A “Folha” também só descobriu agora que Afif tem ligações sólidas com associações comerciais de todo o Brasil? Quando Afif  foi eleito vice-governador de Alckmin isso não importava, certo? Boquinha e associação comercial, quando se trata de fazer aliança com os tucanos, são bemvindas.

Verdade que Kassab expõe-se ao ridículo com a tentativa de “resgatar a memória de JK”. Kassab não tem nada de JK. Isso soa falso, estranho. Até a neta de Juscelino já apareceu pra reclamar, como eu li no IG. 

Quando resolveu apoiar Lula, especialmente após a crise de 2005, Sarney passou a ser tratado pela velha mídia brasileira como um “oligarca do Maranhão”. Ok. Isso ele já era há muito tempo. Mas enquanto esteve à disposição dos tucanos, o oligarca era um “estadista”.

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06/03/2011

PSDB: melhores quadros, piores amigos

Filed under: Isto é PSDB!,WikiLeaks — Gilmar Crestani @ 8:22 am
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Racha tucano: ‘caipiras’ x ‘cosmopolitas’

publicada sexta-feira, 04/03/2011 às 16:06 e atualizada sexta-feira, 04/03/2011 às 16:35

Como é lindo o amor entre tucanos!

por Rodrigo Vianna

O racha tucano não vem de hoje. Documentos do Wikileaks, de 2006, indicam que o PSDB está em adiantado estado de desagregação há pelo menos 5 anos. O que se confirmaria em 2008, quando Alckmin (o “caipira”, o homem da Opus Dei – no entendimento dos “punhos de renda” que  cercam Serra e FHC) foi rifado pelo serrismo. Os tucanos ligados a Serra apoiaram Kassab para a reeleição à Prefeitura de São Paulo – contra Alckmin, o candidato do partido.  Durante a disputa pela candidatura tucana em 2006, a revista “Época” (=Globo=Serra) trouxe ampla reportagem mostrando as ligações de Alckmin com a Opus Dei. Descia a detalhes, contava sobre reuniões de Alckmin com gente da Opus Dei dentro do Palácio dos Bandeirantes. Na época, especulou-se que a “Época” teria agido sob orientação dos serristas. Agora, comprova-se (por telegramas do Wikileaks a que o “Escrevinhador” e outros blogueiros e jornalistas tiveram acesso) que Andrea Matarazzo (típico serrista “punhos de renda”) falava sobre Alckmin e a Opus Dei até para os diplomatas dos EUA! É um partido muito unido! Em 2006, Serra ainda não havia descoberto as maravilhas da direita católica, como faria em 2010. Confiram mais detalhes, no texto de Juliana Sada (com informações ds seção brasileira do Wikileaks).

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Ao longo de 2006, as representações diplomáticas dos EUA no Brasil acompanharam de perto a movimentação eleitoral, especialmente a campanha tucana. Foram feitas diversas consultas aos membros do PSDB e de partidos aliados, como mostram novos documentos do Wikileaks.

Diversos telegramas relatam a disputa interna no PSDB entre as candidaturas de Geraldo Alckmin e José Serra. Curiosamente, a maioria das avaliações apontava que Serra sairia como candidato à presidência por conta de sua maior inserção nacional, assim como maior experiência.

A escolha de Alckmin como candidato foi recebida com surpresa. Como mostra um telegrama enviado em março de 2006 pelo Cônsul McMullen, “parece que todos sabiam que Alckmin era um hábil político e administrador, mas poucos imaginavam que ele teria a tenacidade de se sobrepor frente a um oponente mais conhecido e a percebida oposição da liderança partidária, especialmente do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.

Com amigos como estes…

Após a escolha de Alckmin, foram muitas as críticas relatadas aos membros do consulado sobre a escolha tucana – vindas tanto de aliados quanto de membros do partido.

Uma fonte comentou com funcionários do consulado que “o problema do Alckmin é que, como médico de uma pequena cidade, ele não sabe como pensar grande. Além disto, como um anestesista, ele sabe como preparar um paciente para a cirurgia, porém ele está acostumado a sentar e deixar outra pessoa fazer todo o trabalho pesado enquanto ele se contenta em monitorar os sinais vitais”.

Já o então governador Cláudio Lembo (PFL) relatou a possibilidade de aliança com os tucanos mas problematizou que o PSDB estava dividido internamente: “há um conflito cultural entre FHC –  que se considera uma pessoa cosmopolita e figura internacional –  e Alckmin, que é visto por Cardoso como um caipira, por ser de Pindamonhangaba, cidade do interior paulista”.

Em junho de 2006, o tucano Andrea Matarazzo declarou que Alckmin possuía chances de ganhar de Lula mas ponderou que “o partido errou gravemente ao escolher Alckmin como candidato”. Para Matarazzo, que se declarou serrista, o candidato tucano e o grupo ao seu redor “simplesmente não têm noção de como executar uma campanha nacional”. A visão seria compartilhada por muita gente dentro do partido, que não estariam dispostas a colaborar com a campanha. Ao explicar a direção direitista da gestão de Alckmin no estado, Matarazzo afirmou “é claro que ele é da Opus Dei, mas não é um líder do grupo”.

Campanha desacreditada
Com o desenvolvimento da campanha, as avaliações foram se tornando cada vez mais pessimistas sobre as chances de Alckmin ganhar a eleição.

Em agosto, Tasso Jereissati, presidente do PSDB à época, afirmou aos diplomatas que as pesquisas indicavam uma vitória de Lula no primeiro turno mas acreditava que os tucanos tinham cerca de quinze dias para mudar o curso das eleições. “Se Alckmin não conseguir mudar a maré até meados de setembro, a campanha nacional do PSDB será desmoralizada e candidatos do partido nos estados e municípios irão se focar inteiramente em suas próprias campanhas”, afirmou Jereissati.

O presidente do partido explicou que o campanha passava por problemas financeiros pois muitos dos empresários, que eram tidos como apoiadores de Alckmin, estavam hesitantes em publicamente doar fundos para a campanha já que o tucano permanecia estável nas pesquisas e os empresários temiam represálias caso Lula se reelegesse.

Os telegramas relatam ainda uma avaliação de que para Aécio Neves seria melhor que Alckmin não ganhasse, pois assim o mineiro garantiria sua vaga como candidato em 2010.

Leia outros textos de Plenos Poderes

Escrevinhador

26/02/2011

O Farsante

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 6:02 pm
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Hors Concours

Além da farsa mais recente, abaixo registrada pela Carta Capital, outra maior se levanta. Trata-se da acusação de que Dilma matava criancinha. Abduzido pela Opus Dei, Mônica Serra, mulher do farsante, foi à rua botar banca de sacripanta. Enxovalhou e benzeu cruzifixo, pendurou penca de alho na porta e melancia no percoço. Como na fábula da Rã e do Escorpião, a farsa é da natureza deles.

Farsa 1,

José Serra pegou carona na situação da Líbia para espalhar, no Twitter, o terror político contra os adversários. Lula é o alvo. Foi transformado em amigo de Kaddafi, um ditador chamado outrora de “O louco de Trípoli”. O reingresso de Serra no cenário, após a derrota eleitoral de 2010, tem sido um desastre. Teve um artigo e uma entrevista criticados, surpreendentemente, pelos seus próprios aliados. O ex-candidato tucano parece ter olvidado sua cálida recepção ao vice de Kaddafi, Ashamikh, quando governador de São Paulo.

Farsa 2

Em 2009, entretanto, no governo de São Paulo, Serra recebeu amistosamente, como era devido, o vice-primeiro-ministro da Líbia. Imbarek Ashamikh anunciou a disposição do governo Kaddafi de investir no Brasil muitos milhões de dólares. Esta é apenas mais uma prova de que Serra se desnorteou desde que, em campanha eleitoral no Rio, recebeu uma pancada na cabeça proveniente do impacto
de uma bolinha de papel. A consequência percebe-se agora: a vítima sofreu traumatismo moral.

Notas sobre Serra, Dilma, Aécio, Polícia Federal, entre outros « CartaCapital

02/02/2011

Zoológico de Arapongas

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 5:53 pm
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Os barbudos do PSDB


Paramilitar do PSDB gaúcho!

Paramilitar do PSDB paulista!

O PSDB é um partido que erra até na escolha do mascote. O tucano só tem o bico que justifica a escolha. Muito bico e pouco cérebro os males dos tucanos são. A ave que guarda mais semelhanças, inclusive e simbolicamente, é a Araponga. É um termo com dois sentidos distintos, como ave e como agente remanescente da ditadura. Espião. Mas há outro, que teimam em se repetir, que me parece mais apropriado. O canto da araponga.

De fato, a araponga tem um canto parecido com o bater do martelo, da bigorna. Vire e mexe, os arapongas do PSDB batem cabeça por aí, sempre martelando na mesma tecla. Aqui mesmo nesta Ficha Corrida, mostrei duas “Uma ideia em duas imagens”.

Método Tucano de Arapongagem

Passou batido nos filiados da facção Instituto Millenium, mas Istoé fez o favor de jogar luz na podridão. Com o título de “Os detetives de Alckmin”, abre a matéria afirmando: “Governador de São Paulo convoca auditores, policiais e até ex-espiões para analisar contratos da administração de José Serra”.

A informação merece pelo menos duas observações.

A primeira diz respeito à prática, de certa forma paradigmática, do PSDB e particularmente cara ao ex-candidato José Serra, de trabalhar nas sombras, com espiões, montando armadilhas. Todos ainda lembramos do uso da Polícia Federal no caso Lunus, em que a então candidatura Serra detonou a concorrente Roseana Sarney. Aquele episódio afastou definitivamente Sarney das hostes tucanas e o jogou nos braços de Lula e Dilma. Quando no Ministério da Saúde, Serra também montou um “núcleo de inteligência” com arapongas do extinto SNI. Yeda Crusius, no RS, também usou e abusou do Sistema Guardião na perseguição política. Não bastasse isso, também disponibilizou a senha de acesso do mesmo sistema para ex-colegas jornalistas. Como se sabe, Yeda é ex-funcionária da RBS, que, se não explica tudo, diz muito sobre  o significado de seu gesto. Embora a grande e velha imprensa não trata disso, também não nega, como diria aquela velha tese da FSP: não pode ser comprovado, mas também não pode ser negado.

A segunda observação diz respeito ao revisionismo imposto pelo atual governador de São Paulo. Geraldo Alckmin mandou varrer a administração do correligionário e antecessor, José Serra. Ora, pode ter sido uma atitude política louvável ter poupado o candidato durante a campanha, mas eticamente, do ponto de vista dos eleitores, dos cidadãos, é injustificável. Alckmin e Serra se conhecem. Governaram juntos e alternadamente o Estado mais rico da Federação. Os sinais dados pelo atual governador, no início da gestão, é preocupante porque revela comportamentos que a imprensa, que acobertou e acoberta aquele que eles têm por “mais preparado”, “mais competente”, protege a incompetência e a malversação do dinheiro público. Não fosse Alckmin, nunca saberíamos que José Serra destruiu a administração pública paulista. Que esteve mais preocupado em aparelhar o Estado, em todos os níveis, não de correligionários, mas de corruptos e incompetentes. E, como sabemos, a velha mídia, o PIG, tolera incompetentes e corruptos na administração pública. Só não tolera petistas e sindicalistas.

Acesse a matéria completa do Blog do Favre.

11/12/2010

Relação envelhecida

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:47 pm
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 pedido passagem

A foto ao lado, tirada por ocasião do encontro que selaria a refundação do PSDB é reveladora. Os três patetas (FHC, Serra & Aécio) não se conversam. Comandam!  Não se reúnem. Fazem conchavos. Um não olha para o outro, e fazem de tudo para se manterem à frente.

Na foto, os figurantes parecem estarem caminhado. No cruzamento, um puxa pelo outro para passar à frente. Fernando Henrrique está indo tirar o pé da cozinha. Aécio, sentindo-se apertado, procura o banheiro. E Serra grita: Pó pará, governador!

Estes são os melhores quadros do PSDB. E estão amontoados no porão. Algum museu poderia recolher e emparedá-los?

A refundação, que seria importante para o quadro político, desde que trazendo o PSDB para uma política mais iluminista, seria de bom alvitre para a democracia brasileira. Mas precisam exorcizar alguns cadáveres. O obscurantismo das eleições precisam ser discutidas pelo partido. Não é possível que um partido tido por intelectuais continue associado à Opus Dei, à TRF e ao facção Instituto Millenium. O submundo precisa ser posto no seu devido lugar. Outro ponto que o PSDB precisa discutir é a encenação da bola de papel. Não traz nenhum benefício à política um candidato a presidente que simule uma agressão e de maneira tão descarada.

No que diz respeito ao RS, o PSDB precisa fazer primeiro uma sessão de psicanálise. Ou bem internem a representante ou terão muita dificuldade de convencerem os gaúchos para uma segunda chance. O encerramento tem sido uma condensação do que foi o mandato. LOUCURA!

Dacanal & Yeda

O polemista e professor José Hildebrando Dacanal, que fez questão de publicar na imprensa sua desfiliação do PSDB quando da passagem da colega pelo Governo Federal, lá se vão 10 anos, sabia de quem se tratava. Afinal, eram da lavra dele os discursos da colega de UFRGS. Pelo menos foi o que me disse, na Livraria do Arnaldo, na presença deste. Nunca mais nos falamos, até porque ele andava meio José Serra.

“Quando eu for velho como você, professor, também serei conservador!” Foi a última vez que dirigi a palavra ao meu ex-professor da Letras da UFRGS. Com a vitória de Tarso, do “grupo de Santa Maria”, como ele se referia a um grupo de político daquela terrinha, deve estar mascando o freio, louco por abrir mais alguma polêmica. Gostaria muito de ler algum artigo dele, aos moldes daqueles publicados no antigo Correio do Povo, a respeito do governo do RS que se extermina e da campanha de José Serra.

Dacanal foi um professor brilhante, um intelectual ímpar mas medíocre em termos políticos. Modelito PSDB!

11/11/2010

Vim, vi e me perdi

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:39 pm
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SERRA_FLÉGIAS_01

Nota: a Yeda é aquela, atrás da Marina, cuja lama impede que a reconheçamos…

Serra continua mentindo e disseminando o ódio

Messias Pontes *

O candidato das forças do atraso, José Serra – o “Zé” Traíra –, derrotado para a Presidência da República, se revelou de corpo inteiro antes, durante e depois das eleições. Para muitos, ele era uma pessoa apenas equivocada por ter abraçado o neoliberalismo que tanto mal causou ao Brasil e ao mundo; outro tanto acreditava que ele poderia retornar ao leito da estrada da democracia e do progresso. Porém ninguém acreditava que ele fosse tão canalha, tão cretino e tão cheio de maldades como realmente se apresentou de corpo e alma.
Ele foi o único candidato derrotado numa eleição presidencial que não teve a dignidade de ligar para o adversário vencedor para parabenizá-lo, no caso vencedora, Dilma Rousseff. Pelo contrário, ele continuou mentindo e disseminando o ódio. Ele deixa um rastro de sujeira jamais visto neste País, que demandará muito tempo e esforço para limpar. Deixa também uma herança maldita que envergonha qualquer pessoa de bem. Ele se apresentou na campanha como do bem, mas na realidade ele é do mal, ele é muito mau.
Ele se arvora de ter conquistado mais de 43 milhões de votos. Na realidade, a votação que ele conseguiu no primeiro turno mesmo com o apoio da velha mídia conservadora, venal e golpista, e das promessas inexeqüíveis não atingiu sequer um terço do eleitorado. Foram 33.132.283, o que representa 32,61% dos votos válidos. Os 10,57 milhões de votos que conseguiu a mais no segundo turno não são seus, mas fruto do esforço das forças obscurantistas que ressurgiram das profundezas quando todos já as davam como desaparecidas. O “Zé” Traíra ressuscitou e está alimentando o que há de pior no mundo em proveito próprio.
Essas forças obscurantistas se identificaram com o candidato demotucano a tal ponto que lhes deram uma sobrevida. Mas o seu fim é nebuloso. Nazifascistas-serristas, tendo à frente a estudante de Direito, Mayara Petruso, que postou no twitter um pedido para que cada paulista matasse um nordestino afogado, continuam disseminando o ódio e o preconceito contra os nordestinos nas redes sociais. Já foram contabilizadas mais de 10 mil denúncias, sendo que mais de mil foram encaminhadas ao Ministério Público.
Enquanto o mundo inteiro condena essa prática racista, preconceituosa, separatista, odienta e nazifacista o candidato derrotado a incentiva, pois até o momento não se viu da parte dele uma condenação sequer. Aliás, ninguém deve se iludir, pois ele declarou no mesmo dia da derrota que a luta apenas estava começando. Ele quer guerra para continuar a baixaria iniciada e continuada por ele. Se quer guerra, vai ter guerra.
Porém Serra – o “Zé” Traíra – é um morto insepulto que está exalando um odor insuportável. Precisa ser enterrado, mas, antes, precisa ser devidamente desmascarado como mau caráter e traidor.

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